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Ano IX - Número 21 - Junho 2011

Automação

ganha força no comércio

CDL

promove festa junina

Pg.

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Editorial

Automação comercial e produtividade

C “A automação comercial deve ser encarada como um importante investimento feito pelo comerciante empreendedor”

om o boom da era tecnológica iniciado no século passado, é impossível não constatar que, desde então, a vida empresarial tem tido contínuos processos de mudanças de ordem produtiva. Quem está parado no tempo e não tem se adaptado está sendo paulatinamente excluído do mundo dos negócios. Sob a perspectiva de despertar e orientar os associados da CDL de Anápolis sobre essa realidade, é que destacamos como capa da revista O Lojista o tema: automação comercial. A reportagem ensina como ganhar agilidade no processo de vendas como um todo, desde o momento do pedido até a entrega da mercadoria. A automação comercial deve ser encarada como um importante investimento feito pelo comerciante empreendedor que pretende, por meio de um controle efetivo de suas operações comerciais, aperfeiçoar sua gestão buscando eficiência e produtividade.

Chegamos ao final do primeiro semestre de nossa gestão na CDL de Anápolis e a revista O Lojista também registra, nesta edição, alguns frutos já colhidos no período. A entidade continuou a mostrar seu espírito de solidariedade e realizou mais uma Campanha CDL Aquece, que neste ano distribuiu agasalhos para os moradores do Instituto Cristão Evangélico de Goiás. Como sempre é feito, também ganham destaque os diversos serviços da CDL de Anápolis. Nas próximas páginas, o leitor poderá conhecer mais sobre o SPC Brasil e a Escola do Varejo. No caso do CDL Cobrança em especial, a reportagem informa que este departamento alcança hoje o índice de 80% de eficiência nas negociações mediadas. Além disso, será possível conferir matérias sobre assuntos de interesse geral como ética no trabalho, estresse e a contribuição dos comerciantes no processo de coleta seletiva de Anápolis.

Boa leitura! Reinaldo Del Fiaco Presidente

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Índice ANO IX – Edição Nº 21 – JUNHO DE 2011

Destaques

P.3 | EDITORIAL P.6 | ENTREVISTA A ARTE DE SERVIR O OUTRO P.11 | A VITRINE DO NEGÓCIO POR FERNANDO BOLBA P.12 | ORÇAMENTO LACUNAS NO DIREITO DO ENDIVIDADO P.17 | DO PRECONCEITO À COMPREENSÃO DOS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS POR DENISE BORELLA DE SOUSA P.18 | ENTREVISTA USO CORRETO DO SPC BRASIL EVITA GOLPES E PREJUÍZOS

P.22 | SAÚDE VOCÊ É ESTRESSADO? P.25 | SOLIDARIEDADE CDL PROMOVE AÇÃO SOCIAL EM INSTITUTO P.28 | SERVIÇO ESCOLA DO VAREJO DA CDL OFERECE CURSO DE MATEMÁTICA FINANCEIRA E HP12C

P.20 | CAPA AUTOMAÇÃO TORNA COMÉRCIO MAIS EFICIENTE

P.30 | VANTAGEM EFICIÊNCIA DO CDL COBRANÇA CHEGA A 80% P.32 | HOMENAGEM CDL COMEMORA DIA DAS MÃES P.35 | CONVÊNIOS CDL FAZ NOVAS PARCERIAS EM PROL DOS ASSOCIADOS

P.36 | FILIAÇÃO NOVOS ASSOCIADOS DO TRIMESTRE

P.14 | COMEMORAÇÃO FESTA JUNINA DA CDL

P.8 | SUSTENTABILIDADE COLETA SELETIVA DE LIXO EM ANÁPOLIS É MAIOR NO COMÉRCIO

P.37 | ANÁLISE CDL DIVULGA PESQUISA DE INTENÇÃO DE COM PRAS PARA O DIA DOS NAMORADOS P.38 | DEOCLECIANO, UM REVOLUCIONÁRIO POR FERNANDA MARIA BARROSO

Observação: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando necessariamente o pensamento da CDL de Anápolis.

PRESIDENTE REINALDO DE CASTRO DEL FIACO | 1º VICE-PRESIDENTE MARCOS AURÉLIO RODOVALHO | 2º VICE-PRESIDENTE OLÍVIO PORTO LIMA | DIRETORES AIR GANZAROLLI, ENIVAL FERREIRA DE SOUZA, IAN MOREIRA SILVA, IRACI CUSTÓDIO RIBEIRO, JANILSON DUTRA FONSECA, JOÃO ITAGIBA NUNES JÚNIOR, LUIZ PEREIRA DA COSTA, MAKÁRIO LUIZ OROZIMBO, MARIA DINALVA, ORIVAL RODRIGUES JARDIM VENCESLAU BIZINOTO, WANDERLEI AMORIM JÚNIOR, WILMAR JARDIM DE CARVALHO | CONSELHO FISCAL ERNESTA MARIA DE ALCÂNTARA, JOÃO BATISTA DE SOUZA, WANDERLEY CAMARGO

FUNDADA EM 20 DE SETEMBRO DE 1962

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O LOJISTA | EDIÇÃO PRISCYLLA DIETZ - GO 01868 JP | REPORTAGEM E REDAÇÃO FELIPE HOMSI – GO 2422 JP | GERÊNCIA ADMINISTRATIVA-FINANCEIRA FLAVIANA DE JESUS | CONTATO COMERCIAL KLEBER PALHÃO, ADAURY BORGES | CAPA, DIAGRAMAÇÃO E ARTE WITCREATIVE COMUNICAÇÃO | FOTOS ASSESSORIA DE IMPRENSA CDL E DIVULGAÇÃO | FOTOLITO/CTP E IMPRESSÃO GRÁFICA ART3 | TIRAGEM 2.500 EXEMPLARES


Entrevista

A arte de servir o outro O ambiente de trabalho pode se tornar muito agradável quando a empresa vivencia plenamente o conceito de elegância. É essa a opinião da especialista em comportamento humano Carla Gomes, que explica o sentido da palavra elegância como “a disposição para servir e de tornar o outro relevante”. Nesta entrevista à revista O Lojista, Carla Gomes fala ainda sobre os benefícios da boa convivência, o equilíbrio das diferenças entre colegas e comenta o papel do líder que a sociedade valoriza hoje Revista O Lojista - Dizem que é muito difícil trabalhar e lidar com pessoas, pelos problemas ligados ao comportamento humano. Muito reclamam e dizem que não gostam de trabalhar em grupo. Essa é uma afirmativa verdadeira? Realmente trabalhar com pessoas é tão complicado assim?

Carla Gomes - ex-modelo, terapeuta aura-soma,consultora de etiqueta protocolar, autora do livro “Élégance”. Colunista Social. Gerencia a empresa Carla Gomes Empreendimentos Comportamentais

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Carla Gomes - Ninguém sobrevive sem parceria, sem grupo. O psicólogo francês Le Bon afirmava que existe um instinto no homem, a que ele chamava de “instinto gregário”. O que isso quer dizer? Que não fomos talhados para viver sozinhos. Na prisão mantida pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, no Iraque, a pior forma de tortura denunciada pelos prisioneiros era aquela em que os homens eram deixados em uma cela por até 14 meses, sem qualquer contato humano, sem nem mesmo terem o direito de escutar a voz humana. Os casos de loucura registrados cresceram muito após o início da aplicação desse tipo de punição. Por que as pessoas têm dificuldade de trabalhar em grupo? Por incrível que pareça, a origem não é o grupo em si, mas o indivíduo. Pessoas geralmente se sentem desconfortáveis quando traba-

lham em grupo quando sentem que não reúnem condições de demonstrar todo o seu potencial, porque não raro, nos ambientes de trabalho, nem ela mesma tem consciência do próprio potencial, nem os colegas ou o profissional que a chefia. No fundo, todo relacionamento é humano. Não é possível que se desenvolvam quaisquer tipos de competências sem essa intercomunicabilidade entre as várias humanidades engajadas em um ambiente de trabalho. O Lojista - Existem evidências de que determinada pessoa não se encaixa em um ambiente de trabalho e pode prejudicar a instituição por seu comportamento? Carla - Sim, mas acredito que existe uma cultura de culpabilidade exagerada no indivíduo, além de um maior senso de responsabilidade, do indivíduo em relação a ele mesmo e da empresa em relação a seu empregado. Alguém que não se encaixa em um grupo de trabalho é alguém que não vive um padrão relacional natural. O isolamento e a frustração não são naturais no ser humano. Quando acontecem, é sinal de que algo não vai


bem, às vezes, até mesmo fora do ambiente de trabalho. E é aí que entra o conceito de elegância dentro da empresa. O que significa elegância, em um sentido mais aprofundado? Significa disposição para servir. Significa tornar o outro relevante. É o que acontece quando você serve o cafezinho para o colega ao lado, quando a empresa oferece um curso de pós-graduação ou um curso de línguas com descontos especiais para seus empregados. Ter um comportamento elegante é demonstrar ao outro que a existência dele tem relevância, e que deve ser valorizada e cuidada. É a ideia de transformar essa interação entre grupo e ambiente de trabalho em algo singular, dotado de peculiaridades e destinado a desenvolver potencialidades, além de gerar dividendos econômicos. O Lojista - Dentro do ambiente de trabalho, diferentes tipos de pessoas assumem diferentes comportamentos. Como equilibrar as diferenças, criando um local agradável para se conviver? Carla - Em primeiro lugar, as diferenças não têm de ser motivos para o desequilíbrio. Muito pelo contrário: o equilíbrio só é conseguido por meio da valorização das diferenças. O ideal é criar um ambiente em que as diferenças sejam complementares ao invés de geradoras de conflitos. A maioria das empresas peca porque tenta criar comportamentos similares a partir da tentativa de padronizar a experiência de pessoas de origem, classe social, preferências em tudo distintas umas das outras. Os ambientes de trabalho típicos da Terceira Revolução Industrial, caracterizados pelo alto nível de inovação (o exemplo da Google é inevitável), só se tornam possíveis a partir não só da aceitação, mas da valorização das diferenças. Um personagem fundamental para se criar um ambiente de equilíbrio a partir da valorização das diferenças é o líder, e aqui é preciso estabelecer a diferença entre o líder e o chefe. Este último é um retransmissor de ordens, uma mera

engrenagem de uma estrutura que o mundo está condenando ao desaparecimento. A imagem do líder está bem longe desse estereótipo. Ao invés de uma máquina de dar ordens, o líder é um inspirador. Tem um dom natural para perceber potenciais, peculiaridades e o lugar ideal para cada diferença, que ele sabe destacar e valorizar. Equipes criativas com líderes genuínos a sua frente são a imagem do futuro no mundo dos negócios. O Lojista - Como atingir as metas de produtividade dentro da empresa sendo ético? É possível seguir regras de conduta e não prejudicar o bom andamento dos negócios? Carla - Se formos considerar uma empresa como um conjunto de atividades que têm de funcionar de maneira harmoniosa e equilibrada, com todos cumprindo o seu dever, não é possível conceber qualquer tipo de melhoria de produtividade a não ser a partir de um comportamento pautado pela ética. Se isso vale para os funcionários, também vale para os proprietários. Ao contrário do que se costuma pensar, a falta de ética no mundo dos negócios tem um custo que não é dos menores. Corruptos passivos precisam ser pagos da mesma forma que funcionários e, na medida em que um determinado esquema de corrupção se solidifica, é necessário atender a uma rede cada vez mais ampla, ossificada e cara de relações entre corruptos ativos (quem corrompe) e passivos (quem é corrompido). Conclui-se a partir disso que a falta de ética na empresa é contrária à estratégia de otimização de lucro, porque implica um processo de tomada de decisões que não é ditado pelo mercado e pelo sistema de preços, que é, até agora, a maneira mais justa e imparcial de se conduzirem as atividades econômicas. O Lojista - Você tem um trabalho sobre elegância. Fale sobre esse trabalho, fazendo uma relação com o assunto abordado na matéria. O que seria elegância, tanto nos

ambientes de trabalho quanto nos outros aspectos da vida social? Carla - Primeiramente, acho importante definir o que é preciso entender por elegância. Essa definição vai além do que as pessoas estão acostumadas a perceber no seu dia a dia. Elegância tem a ver com o mais alto grau de simplicidade, no contato mais íntimo e completo que um ser humano pode manter com seu próprio ser. É o domínio de todas as faculdades mentais e perceptivas manifestadas por meio do comportamento, da desenvoltura com que o corpo se move, com as mensagens que os gestos comunicam ao outro, sem a necessidade do uso da palavra. Pessoas dotadas de elegância são aquelas que, após uma longa caminhada na trilha do autoconhecimento, estão de tal maneira plenas de si mesmas, possuem um tal domínio daquilo que são, que reúnem condições de manifestar o pensar, o sentir e o querer em cada ação na qual se empenham. Em meu trabalho, procuro atuar em todas essas instâncias. É uma jornada em que me proponho a acompanhar o meu cliente nessa trajetória rumo à própria essência. Uma pessoa dotada de elegância é o resultado de um processo amplo e holístico de busca de si e das próprias potencialidades. É gratificante perceber que, na imensa maioria dos casos, esse outro melhorado, completo e pleno de suas capacidades é o próprio cliente. Parafraseando Fernando Pessoa, ele mesmo é a princesa que dormia no castelo encantado que ele foi resgatar um dia. Em um ambiente profissional, trabalho técnicas que levam os funcionários e os proprietários a desenvolver uma cultura de respeito ao outro que é manifestada pela reverência ao outro, aos clientes da empresa. Receber bem um cliente, tratá-lo de maneira adequada são portas de entrada para um bom negócio e são requisitos imprescindíveis para que qualquer relação econômica mutuamente benéfica se solidifique e se mantenha ao longo do tempo.

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Sustentabilidade

Coleta seletiva de lixo em Anápolis é maior no comércio O setor é o que mais recolhe e separa materiais recicláveis, fator explicado por atitudes educativas promovidas nas lojas entre proprietários e colaboradores. Entretanto, acredita-se que a contribuição pode ser ainda maior, com o estabelecimento de metas para alcançar 100% de aproveitamento do lixo produzido

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ilhas de produtos à venda, clientes saindo das lojas com sacolas cheias e caixas de papelão sendo abertas o tempo todo para a reposição de mercadorias. Esse cenário, característico do comércio anapolino, principalmente na parte central da cidade, poderia indicar um ambiente desfavorável para práticas socioambientais positivas. No entanto, ao contrário do que se imagina, o setor tem se mostrado consciente do seu papel de proteger o meio ambiente. A coleta seletiva comprova esse fato. Estimativas da Diretoria Municipal de Limpeza Urbana, Praças, Parques e Jardins apontam que o comércio seleciona aproximadamente 50% do total de lixo que produz, a maior taxa registrada em Anápolis. “O comércio tem essa tendência. Os funcionários têm a visão de separar caixas para os catadores pegarem”, afirma o diretor Sérgio Ramos. Segundo ele, a iniciativa ambiental do setor comercial anapolino é algo informal, pois não existe ainda um convênio firmado entre poder público e as lojas para o estabelecimento de metas claras e responsabilidades em Coleta Seletiva. “Há uma cortesia, uma atitude educada de dizer: nós vamos ajudar”, diz.

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Nos bairros da cidade, o total do material recolhido por meio da coleta seletiva chega a mais de uma tonelada. Esse valor, entretanto, representa apenas 10% do lixo que é produzido nos setores em que há a coleta, pela pouca participação das comunidades locais. Para Sérgio Ramos, “comparado com os bairros, o comércio está em uma situação bem melhor na realidade local. Entendemos que a vontade, a disposição do comerciante é boa”, destacou. Segundo informou o diretor, mesmo em condomínios, que muitas vezes possuem serviço de limpeza privado, a taxa de coleta seletiva chega a 30%. Um dos fatores que influenciam a iniciativa do comércio de Anápolis de aderir a práticas socioambientais positivas é o peso que este tem como formador de opinião junto à população. Para Sérgio Ramos, o consumidor vê o setor como um definidor de tendências e modas. Dentro dessa perspectiva, a questão ambiental passa a ser também uma das vitrines para o comerciante, e se torna fator decisivo na hora do cliente escolher um produto. Ele cita como exemplo a grande quantidade de sacolas plásticas que é distribuída nas lojas, considerada uma forma de marketing, já que exibe a logomarca do empreendimento. “O grande marketing talvez seja uma única sa-

cola reciclável, oferecendo-se ao consumidor uma opção ecológica”, pontuou o diretor. MEDIDAS PARA MAIOR EFICIÊNCIA Apesar da boa marca do comércio anapolino no quesito Coleta Seletiva, o representante do poder público municipal acredita que medidas podem ser tomadas para se alcançar uma maior eficiência. Para chegar a 100% de aproveitamento do lixo reciclável na cidade, estratégias no âmbito municipal estão sendo pensadas para a atuação conjunta entre prefeitura e iniciativa privada. Uma das ideias é criar um selo ambiental, concedido a empresas que possuem boas iniciativas socioambientais em três níveis: ideias inovadora em economia de energia; participação junto à sociedade organizada em programas que promovam o desenvolvimento socioambiental; e produtos que têm origem sustentável. Para o diretor Sérgio Ramos, ações socioambientais vão além do ganho financeiro: “A reciclagem, em um primeiro momento, não é aquilo que se imagina como geradora de riquezas. A geração de riqueza com a coleta seletiva é um pouco indireta, pois presume o fator ambiental. Não é uma geração meramente de dinheiro”, concluiu.


Coleta seletiva em Anápolis

• O município possui 60 pontos de entrega voluntária de lixo reciclável, em escolas, praças e associações; • O valor gasto com coleta seletiva é entre R$ 35 mil e R$ 45 mil por mês; • Quatro veículos da prefeitura são encarregados da coleta seletiva do lixo; • O lucro com a comercialização dos produtos recolhidos pelos catadores é distribuído entre 36 cooperados da Cooperativa de Produção Ecológica e trabalho, formada por ex-catadores informais que foram regularizados.

“Comparado com os bairros, o comércio está em uma situação bem melhor na realidade local”, afirma o diretor municipal de Limpeza Urbana, Sérgio Ramos

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Artigo

A vitrine do negócio O

consumidor no mercado va- so de produtos é o erro mais comum rejista está em constante nas Vitrines. Produtos em demasia só transformação, é importante criam poluição visual, e a percepção que todos os elos da cadeia visual fica prejudicada quando muitos acompanhem esse desenvolvimento. elementos se misturam. Portanto, siga Um fator primordial é a Vitrine (vidra- uma regra básica na arquitetura: Meça, espaço destinado para exposição nos é Mais. de produtos à venda ou a serem observados). Técnica de mercado que se RENOVAÇÃO DE VITRINES baseia em seduzir o cliente por meio A Vitrine em sua função traz a codo apelo visual. É criar uma aparência que estimule, de forma consciente ou municação dos elementos, é o primeiro contato. Visa também à sustentação não, o consumidor a comprar. Apesar disso, muitos lojistas não de um produto/marca, aumenta a têm acesso a informações sobre a área aceitação e fortalece a imagem. Elas e não sabem exatamente o que uma são “efêmeras”, a exposição prolonVitrine pode fazer na imagem de uma gada de um mesmo produto, simetria empresa. Subestimar o poder das Vitri- e conceito, satura muito rapidamente nes é um erro se levarmos em conta o cliente. A segunda vez que ele olhar que elas são parte de uma nova forma para a Vitrine jamais causará o mesde consumir: hoje, as pessoas buscam mo impacto que a primeira. Por isso, o nas compras sensações diferentes, di- “novo” é sempre mais aceito. Vitrine sozinha não vende! É imversões, estímulos e não apenas a satisfação de suas necessidades pessoais. portante lembrar que, apesar de esDentro desse cenário, uma boa Vi- sencial, a vitrine não pode jamais ser trine por si só é responsável por uma a única responsável por fisgar o cliente grande porcentagem no êxito do pro- e fazê-lo comprar. Não adianta entupir cesso de venda. Algo entre 50% a 75% a vitrine de produtos e nem deixá-la (o índice aumenta ou diminui de acor- magnífica, achando que isso fará esdo com o segmento do varejo). Basica- gotar os estoques. A vitrine levanta a mente a vitrine funciona como ponto bola, fazendo com que o consumidor de encontro entre o consumidor e a seja atraído e entre na loja. Mas, a sua vontade de comprar. Uma Vitrine partir desse ponto, a bola está com os ruim pode atrapalhar os negócios tan- vendedores e colaboradores. Atenção, to quanto uma bem planejada pode simpatia, técnica, treinamento e muito profissionalismo serão os pontos esalavancar as vendas. Quando pensamos em Vitrines, vá- senciais para a concretização da venda rios adjetivos nos vêm a mente, mas e fidelização do consumidor. Por ser a primeira impressão da certamente não há adjetivo mais adequado do que “sedutoras”, justamente loja, a Vitrine não pode dar margens por que essa é a sua função: atrair, se- a erros. É ela quem vai fazer o cliente duzir, conquistar o cliente. Vitrine não sentir vontade de entrar na loja e coé estoque! – Parece óbvio, mas Vitrine nhecer os produtos ou dar meia volta não é estoque! Dez em dez especialis- e continuar seu percurso. É por causa tas em marketing dizem que o exces- desses motivos que é necessário o

acompanhamento de um profissional especialista (Vitrinista), que propõe conceitos atuais, estudos direcionados ao perfil da loja e ao seu público-alvo, abrangência em moda e tendências. A título de informação, a profissão de “Designer de Vitrines” está, desde 2002, incluída na Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério de Trabalho. Aposte na “Propaganda não Declarada”, invista em estratégias visuais, provoque estímulos às compras compulsivas.

Fernando Bolba Designer de Vitrines Junho 2011 · O LOJISTA · 11


Orçamento

Lacunas no direito do endividado Ainda não há amparo legal específico para consumidores com dívidas. Saiba mais sobre as soluções possíveis para o problema e dicas para evitá-lo

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flexibilização dos critérios para concessão de crédito é uma realidade no Brasil, iniciada especialmente após a estabilidade econômica alcançada com o Plano Real. Nos últimos anos, o brasileiro tem se deparado com uma série de facilidades para acesso a cartões de crédito, empréstimos consignados e financiamentos de toda espécie. Na contramão do processo, uma constatação: o consumidor brasileiro está cada vez mais endividado. E, diante desse quadro, a pergunta que surge é: quando a

Procon Anápolis tem tido sucesso em ações para renegociação de dívidas, diz diretor Valeriano Abreu

dívida foge do controle, o que fazer e a quem recorrer? De acordo com o diretor do Procon Anápolis, Valeriano Abreu, a legislação brasileira ainda não trata a questão do direito do consumidor endividado de maneira clara. A exceção expressamente prevista em lei é o caso do insolvente, ou seja, aquela pessoa que possui um débito de valor superior aos seus bens. Nesse caso, há a possibilidade de se ajuizar uma ação judicial e através dela acertar com os credores o pagamento, colocando todo o patrimônio do devedor para a quitação dívida. Mesmo que não pago em seu valor integral, o débito é considerado oficialmente quitado. A falta de amparo legal do direito do endividado permite situações como, por exemplo, de inexistência de limites do valor para taxa de juros. Essa e outras lacunas jurídicas restringem a defesa do consumidor, que hoje pode recorrer ao Procon ou tentar solução por via judicial. No caso da atuação específica do Procon Anápolis, ela hoje limita-se a intermediar a negociação e propor os acordos. “Hoje temos muitos processos que tem nos permitido concluir que temos tido sucesso, mas ainda existe alguma dificuldade em relação a fornecedores, entendimento ruim por parte de instituições financei-

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ras, que não abrem mão (do pagamento integral)”, diz Valeriano Abreu. REFORMA DO CDC Uma boa notícia é que a comissão que tem discutido a reforma do Código de Defesa do Consumidor (CDC), criado em 1990, tem incluído debates para perspectivas de mudança desse cenário. A ideia é que, assim como já ocorre na França, haja um capítulo específico dentro do código brasileiro para o direito do consumidor endividado. Após o texto aprovado pela comissão responsável, a proposta segue o trâmite legal para aprovação nas instâncias federais competentes. Enquanto a mudança não é oficial, o diretor do Procon Anápolis avalia que abusos devem ser coibidos com base no posicionamento de muitos doutrinadores que dizem não ser possível abrir mão da previsão constitucional da dignidade da pessoa humana. “Uma vez que se reconhece como princípio fundamental o direito a uma vida digna, a Constituição está dizendo que o consumidor deve ter resguardados os meios possíveis para que ele tenha assegurado o direito a uma vida digna”. Valeriano completa que, pelos princípios gerais do Direito, pode-se dizer que o consumidor tem o direito à


renegociação das suas dívidas de uma maneira que lhe seja mais favorável. COMO EVITAR DÍVIDAS Para evitar endividamentos, o economista Márcio Dourado afirma que é preciso saber o que vai comprar, como vai gastar e cumprir a meta proposta de se equilibrar receita e despesa. Para isso, a dica é ter uma clara noção da diferença entre necessidade e desejo, perguntando sempre a si mesmo ao se deparar diante de um serviço ou produto: isso é realmente necessário em minha vida? Procedendo assim, diz o economista, reduz-se o risco de agir por impulso e estabelece-se o autoconhecimento.

Outra recomendação para adequação do orçamento é colocar na ponta do lápis um comparativo entre gastos e receita, determinando o que é fixo e o que é variável, e ainda fazendo uma reserva técnica financeira para despesas inesperadas, tais como problemas de saúde. “O recomendável é fazer uma poupança mensal de no mínimo 10% da renda”, calcula o economista. Márcio Dourado explica que o endividamento por si só não é algo necessariamente ruim para o país, desde que feito de forma saudável. Ele cita que um dos pontos de maior desenvolvimento do Brasil nos últimos anos se deve à maior oferta de crédito para a população, que hoje se aproxima da de países desenvolvidos. “(O crédito)

é um remédio, mas se a dosagem for errada, pode haver problemas. Prova disso são os EUA, que sofreram colapso (por causa da crise do setor imobiliário)”. O economista defende que os brasileiros recebam, na escola, noções de educação financeira. “É importante que as pessoas não só aprendam a ganhar dinheiro, mas que também saibam consumir”. A família também tem papel fundamental para a conscientização sobre o uso do crédito. Para ele, o ideal é que as famílias se reúnam para discutir seus gastos e para achar soluções para excessos e, assim, garantir o sustento familiar de forma saudável.

Policial salda dívida após intervenção do Procon

Após quitar a dívida, Salvador José Nogueira garante que a partir de agora vai controlar as despesas “com pulso”

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udo começou com o pagamento do valor mínimo da primeira fatura do cartão de crédito. Os meses foram passando, passando e a dívida acabou por se tornar um problema de difícil solução. O policial militar (reserva remunerada) Salvador José No-

gueira, de 50 anos, viveu neste ano o drama de adquirir um débito que chegou ao ponto de se tornar uma bola de neve sem controle. Em pouco tempo, Salvador viu a importância devida saltar para aproximadamente R$ 4.600. A preocupação com a restrição do nome, a rotina familiar afetada pelo estresse. Depois de várias tentativas frustradas de negociar a dívida através do serviço de 0800 da empresa de concessão de crédito, Salvador resolveu pedir a ajuda do Procon Anápolis para intermediar a renegociação. A operadora aceitou a proposta feita pelo PM de pagar o valor de R$ 2.500 e o problema foi resolvido dez dias depois de protocolado o pedido, trazendo novamente paz a Salvador e sua família. Salvador José Nogueira relata que os gastos feitos com o cartão não foram aplicados em nada supérfluo, mas tão apenas em compras como as de

supermercado, para necessidades básicas. Para ele, o descontrole no orçamento se deveu aos juros cobrados pelas operadoras de cartões de crédito, em caso de atraso de faturas ou seu pagamento mínimo. De bom da experiência, a lição aprendida. “A partir de agora vou segurar (as despesas) com pulso e vou viver com o que eu ganho. Vou fazer um cronograma de gastos não só mensal, mas também de seis meses”, prometeu. Apesar de considerar-se satisfeito com o atendimento recebido no Procon, Salvador avalia que seria interessante existir uma lei que pudesse dar melhor amparo às pessoas endividadas no Brasil. “Tem muita gente que quer quitar suas dívidas, mas cada dia que passa o valor vai aumentando. Acho que para a pessoa que quer pagar essa dívida, com essa lei dando apoio é o ideal, seria a solução”, opinou.

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Comemoração

Membros da diretoria e colaboradores da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis e respectivos familiares participaram no último dia 18 de junho da festa junina promovida pela entidade. O evento foi realizado na Chácara Buganwilly e foi marcado por muita alegria e animação, com direito a tudo que há de mais típico nas festas juninas brasileiras

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O 2º vice-presidente da CDL, Olívio Porto, ao lado de colaboradoras da entidade

Colaboradores da CDL Anápolis

Organizadores da festa: Flaviana de Jesus e Makário Orozimbo

Quitutes da festa junina da CDL


Grupo que tocou na festa composto por Valêncio (violão), Lorival (timba), Curiraca (violão) e Tom Camilo (sanfona)

Crianças que participaram da festa com muito estilo

Presidente da CDL, Reinaldo Del Fiaco, e família

Diretores da CDL de Anápolis e familiares

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Artigo

Do preconceito à compreensão dos transtornos psiquiátricos

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obre os transtornos psiquiátricos, a primeira questão a ser posta é: ninguém nasce com um transtorno psiquiátrico! Há caracteres biológicos que favorecem o aparecimento e a evolução do transtorno, porém nada taxativo ou certeiro. As pessoas que vivenciam qualquer tipo de transtorno psiquiátrico (depressão, esquizofrenia, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada), muitas vezes deixam de ser percebidas pelos outros como uma pessoa, e passam a ser enxergadas unicamente pelo prisma desta característica. A sociedade, antigamente, conduzida por essa visão, isolava as pessoas ditas “diferentes” nos hospitais psiquiátricos (os conhecidos manicômios), muitas vezes, para livrar-se de uma visão tão degradante, acometendo aqueles indivíduos a altos níveis de violência asilar. O processo da Reforma Psiquiátrica no Brasil eclodiu na década de 70, visando à mudança no modelo de atenção ao usuário, procurando favorecer o protagonismo na promoção dos direitos da pessoa que sofre de um transtorno mental. Na Reforma Psiquiátrica, há uma proposta de mudança na compreensão acerca dos usuários da rede de assistência à saúde mental, sendo percebidos e assistidos, de forma integral, ou seja: compreendidos em seus aspectos biológicos, sociais, emocionais e comportamentais. O que significa dizer que agora, a melhora e a responsabilidade do tratamento não ficam sob a tutela do psiquiatra. A família, a sociedade e a própria pessoa são responsáveis pelo acompanhamento e melhorias na vida do paciente. Existe um processo histórico, pessoal e único que culmina no transtorno psiquiátrico, não sendo este uma “criação da cabeça” desta pessoa. Histórico este que é constru-

ído com base nas experiências da pessoa, de sua infância até os dias atuais e no decorrer de toda sua vida. O indivíduo que é caracterizado por um transtorno psiquiátrico não é o único responsável por essa situação. Não seria uma questão de se declarar culpa, e, sim, responsabilidade. Sendo essa a realidade, para lidar bem com tal característica, a pessoa não deve ser abandonada à sua sorte, e, sim, acompanhada. DIAGNÓSTICO A diferença é característica de cada indivíduo (exemplo: cor, raça, credo, sexo, portador de necessidade especial e também pessoas que vivenciam transtornos psiquiátricos), mas isso, de nenhuma maneira, implica em mensurações qualitativas diferindo pessoas superiores ou inferiores, medidas com base nas diferenças. O diagnóstico de um transtorno psiquiátrico é realizado por um psiquiatra, um médico especializado em psiquiatria, que trata seu paciente em sua especificidade, com a administração de distúrbios comportamentais com base em disfunções (anatômicas e funcionais). Com uma visão orgânica, atua junto ao paciente com um tratamento farmacológico para o controle dos sintomas psicopatológicos. O controle dos sintomas é essencial para quem vivencia os transtornos psiquiátricos, isso é indiscutível. Porém, muitas vezes, somente o controle destes sintomas não confere à pessoa um equilíbrio integral. O apoio e compreensão real - o entendimento do processo dinâmico do transtorno, suas características, sintomas e consequências - por parte da família e dos íntimos auxiliam o indivíduo a se perceber cada vez mais de forma inteira. É significativo frisar que todas as pessoas, com trans-

torno ou não, precisam de outro para auxiliá-lo a se compreender de forma inteira. O outro nos dá dicas de quem somos e como somos, confirmando nossa percepção de nós mesmos e até mesmo ampliando essa percepção. Nesta perspectiva, a atuação de um psicólogo pode auxiliar seu cliente na compreensão de sua forma de existir em seu ambiente. Este profissional acompanha a pessoa em seu drama existencial. Suas intervenções visam facilitar a autopercepção, tratando seu cliente por meio do entendimento na experiência de vida deste, cada vez mais, tocando a sua essência e ampliando o conhecimento deste sobre si mesmo. Mais do que ditar quais devem ser as atitudes a serem tomadas por quem convive com uma pessoa que vivencia o transtorno, fica o convite para olhá-la para além do prisma já visto. Talvez, o que ela está mais precisando é o resgate da pessoa que ficou em segundo plano com comparação ao transtorno. O olhar que diz que ela é diferente já virou costume, talvez, a grande novidade fosse vê-la enquanto igual.

Denise Borella de Sousa Psicologia Clínica

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Entrevista

Uso correto do SPC Brasil evita golpes e prejuízos Em entrevista à revista O Lojista, o diretor de SPC da CDL de Anápolis, Iraci Custódio Ribeiro, avalia a necessidade de o lojista saber mais sobre as várias opções de consultas do SPC Brasil. Ele fala também sobre a importância do sistema para análise de crédito e de como isso pode evitar que o empresário seja vítima de fraudes Revista O Lojista - Como o senhor avalia o nível de orientação do lojista anapolino em relação ao SPC Brasil? Iraci Custódio Ribeiro - Acho que o lojista tem que estar mais inteirado sobre o que é o SPC hoje, o que o sistema pode alcançar e usar mais o SPC, tirar informação de tudo. Eu acho que a informação paralela não leva a lugar nenhum porque se o consumidor tem dívidas em duas, três lojas ele só vai dar referência daquela loja em que ele pagou em dia, ele não vai dar referência daquela que ele está com parcela atrasada. O Lojista - O que é informação paralela? Ribeiro - Às vezes existe a informação paralela principalmente em loja menor. Quando o consumidor chega à loja, o lojista pergunta: onde você já compra? E ele fala que compra em tal lugar. Então o lojista liga na loja indicada e consegue boa referência, mas isso pode não ser seguro. Se o lojista não fizer consulta ao SPC ele não vai saber de possíveis parcelas em atraso de lojas em que com certeza o cliente não deu referência. Então para se ter a informação segura tem que fazer a consulta ao SPC. E não só isso, também tem que fazer uma análise de crédito. Há uma estatística do SPC de que em torno de 95% das informações que são feitas no sistema, não tendo registro (informação nada consta, a mais simples do SPC), é fechada a venda. Então se a pessoa for basear só nesse nada consta, ela vai vender errado porque ela não vai estar fazendo uma avaliação verdadeira, consultando outras possibilidades do SPC. O Lojista - Por que a maior parte dos lojistas não faz restrição do crédito?

“O SPC não só ajuda o lojista a evitar prejuízos, mas eu acho que, de certa forma, ele é um aval anônimo do consumidor”, avalia o diretor de SPC da CDL de Anápolis, Iraci Custódio Ribeiro

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Ribeiro - Acho que é falta de conhecer a dinâmica que é o SPC, de achar que basta o sistema indicar nada consta. Às vezes é cô-


modo para o autorizador de crédito chegar a um simples nada consta e dizer que está tudo certo para a venda. Mas deve ser aí que começa a análise do crédito. Se ele fizer a consulta ao SPC mais a passagem (onde o cliente teve o nome consultado anteriormente) ele vai saber o histórico do cliente. Tem também a informação cruzada, como o SPC Mix e outros. A pessoa que compra e vez ou outra atrasa é normal. O perigo do comércio é o golpista, a pessoa que vem aqui e aplica um golpe de R$ 100 mil e vai embora.

lotes, muitos prejuízos que o lojista eventualmente tem em função de às vezes não usar o sistema. Eu quero incentivar, numa próxima oportunidade, essa orientação da CDL para os lojistas, para que todo mundo aproveite o SPC, porque o serviço é muito bom. Antigamente se você precisava registrar uma pessoa e ele tinha mudado para Rio Verde e você não sabia que ele tinha mudado para lá, você registrava aqui e a pessoa continuava comprando lá. Mas hoje o sistema é nacional. Outra coisa também é incentivar o lojista a registrar com agilidade o cliente inadimplente. O Lojista – A gestão da CDL de Anápolis é O negócio tem que ser sistemático, passounova, chega em junho de 2011 ao sexto mês, -se o prazo de 15 dias de atraso, já registra mas já é possível adiantar quais projetos que no SPC porque, se o lojista registra, ele não o senhor tem em mente e ações que preten- está só evitando riscos de inadimplências em de incentivar como diretor do SPC? outras lojas como também tem possibilidade de receber o valor da dívida. Ribeiro - A gestão do Del Fiaco (Reinaldo de Castro Del Fiaco - presidente da CDL de Aná- O Lojista – Na avaliação do senhor, qual a principal importância do SPC Brasil? polis) está pautada muito pela direção de ensinar, fazer palestra, fazer curso, e eu acho Ribeiro - O SPC não só ajuda o lojista a evique está certo. Eu acho que a CDL tem que se preocupar muito mais com os associados, tar prejuízos, mas eu acho que, de certa forprofissionalizar os associados e colaborado- ma, ele é um aval anônimo do consumidor res. A CDL tem uma estrutura muito boa hoje, porque se o consumidor anda certinho, se a tem o SPC Brasil, que pode evitar muitos ca- informação dele é boa, ele acaba realizando

suas compras sem problemas. O Lojista – Além do uso correto do SPC Brasil, que outras providências o senhor acha que o lojista deve tomar para evitar golpes e prejuízos decorrentes de furtos e roubos? Ribeiro - O que é preciso falar para o lojista é que ele deve ter conhecimento do que o SPC pode fazer, que tipo de informação ele pode dar realmente. Em relação a furto, o lojista tem que fazer uso da informática, fazer uso de câmera nas lojas, porque isso gera um inibidor. Hoje está barato, tem até para aluguel aquelas etiquetas que passam na porta (em caso de não passar pelo caixa antes, esta etiqueta aciona um alarme). Outro problema é, se for o caso de furto ou de assalto, o lojista sozinho querer resolver as coisas. Isso não é problema nosso, isso é problema de polícia. Nesses casos, o que tem que fazer é ligar para a polícia.

Saiba mais sobre o SPC Brasil e suas vantagens e tipos de consultas! Acesse: www.spcbrasil.org.br Ou ligue: (62) 3328-0018

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Capa

Automação torna comércio mais eficiente Dentre as novidades do mercado automatizado está o Força de Vendas CAMINHO SEM VOLTA

“Toda empresa precisa desses processos de automação, pois é fato que eles ajudam no desenvolvimento da empresa”, diz o analista de sistemas Roberto Carlos Ferreira

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setor empresarial tem registrado, ao longo dos anos, avanços diversos em matéria de automação comercial. Impressoras fiscais, leitores a laser ou máquinas que fazem o preenchimento de cheques são itens que têm feito parte do cotidiano do lojista. Mas além desta transformação de tarefas manuais repetitivas em processos automáticos, o mercado agora reserva uma novidade: o Força de Vendas. Já presente em indústrias e no comércio atacadista anapolinos, o Força de Vendas também pode ser aplicado no varejo. Através deste mecanismo, o vendedor sai da empresa para atender um consumidor, sem necessitar de uma tabela de preços na mão. Todo atendimento é feito através de um celular

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por meio do qual o vendedor poderá acessar um software (ERP) que fornecerá informações como estoques e a situação financeira do cliente. O resultado: economia de tempo e agilidade de vendas (veja Box). Com o pedido em mãos, o vendedor já repassa ao fornecedor a demanda do cliente. Assim, os lojistas e os vendedores já não precisam mais esperar chegar ao estabelecimento para só então passar a informação necessária para encomenda da mercadoria, via fax ou e-mail. “Quando você automatiza sua força de vendas, isso ajuda a ter uma previsão de entrega para o cliente porque você já sabe que tem o produto que ele quer comprar no estoque”, explica o analista de sistemas Roberto Carlos Ferreira.

Na avaliação de Roberto Carlos, que se dedica a implantar em empresas ferramentas para gestão empresarial, mecanismos de automação, tais como o Força de Vendas, representam um caminho sem volta. “Toda empresa precisa desses processos de automação, pois é fato que eles ajudam no desenvolvimento da empresa”, diz. E ajudam como? Resumidamente, é possível dizer que os processos mecânicos e automatizados atingem taxas de eficiência mais altas, com menores índices de erros e redução do tempo das tarefas. “A automação contribui para o controle do tempo de venda de mercadorias. Você atende mais clientes ou usuários já que não perde mais tempo fazendo trabalhos manuais, como preencher nota fiscal”, afirma o especialista. Há ainda o melhor controle de estoques, que pode ser feito virtualmente, e possibilidade de melhor gestão da lucratividade do negócio. Apesar das inúmeras vantagens da automação comercial, o analista de sistemas reconhece que o processo pode registrar problemas. Um dos principais é a dependência em relação ao sistema gerenciador da automação. Se o servidor parar, os computadores da empresa ficarão temporariamente fora de área. Outra crítica enfrentada é a de que a máquina toma lugar do ser humano, o que geraria desemprego. Roberto Carlos refuta essa afirmação em parte. “A automação pode ter ocupado um espaço que era ocupado por um ser humano, mas ela não ocupa o espaço de pessoas que estão capacitadas para lidar com ela”.


Saiba mais

O que é automação comercial?

Funcionamento Força de Vendas (Palm)

O

principal objetivo da automação comercial é a transformação de tarefas manuais repetitivas em processos automáticos, normalmente depois de automatizadas estas tarefas serão realizadas por máquinas dedicadas. Como exemplos de equipamentos para automação podem ser citados as impressoras de cheque, impressoras fiscais, microcomputadores, leitores de código de barras, coletores de dados dentre outros. Todo este conjunto de equipamentos precisa de um sistema para gerenciar e integrar as suas funcionalidades, e é aí que entram os chamados sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, no Brasil) que nada mais são do que softwares que gerenciam os processos de uma organização. Este gerenciamento pode ser visto de uma perspectiva funcional da empresa e engloba os setores financeiros, recursos humanos, vendas, compras, e também ajudam nas decisões fornecendo dados e comparações históricas. Fonte: Grupo Herancce

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Saúde

Você é estressado? Especialistas apontam mitos relacionados ao estresse e colocam em discussão os fatores físicos e comportamentais que permitem dizer se uma pessoa é ou não estressada

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estereótipo de uma pessoa estressada é conhecido. Nervosismo, agressividade verbal e gesticulação excessiva estão entre as atitudes que levam a determinar quando certa pessoa é acometida de estresse. Entretanto, especialistas garantem que nem todos com essas características

Segundo o cardiologista e clínico médico Eizechson Brasil Gomides, apesar de o coração ser tradicionalmente visto como o órgão das emoções, a afirmação de que estresse leva a doenças cardíacas nem sempre é verdadeira

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se enquadram clinicamente nesse estado. Para a psiquiatra Louize Avancini, que atende no Hospital Oftalmológico de Anápolis (HOA), aspectos da personalidade são confundidos com manifestações do estresse. “Há pessoas muito impulsivas, com comportamento explosivo. São pessoas que, quando expostas a situações de pressão, de sobrecarga, se tornam grosseiras”, esclarece. Por outro lado, pessoas que aparentam serenidade podem esconder um estado de estresse em desenvolvimento, o que pode trazer transtornos tanto do aspecto físico quanto psíquico. “A pessoa com estresse pode ter um aumento de irritabilidade, agressividade, que ela tenta suportar às custas de muito sofrimento”, afirma Louize. Nesses casos, segundo informou a psiquiatra, os indivíduos têm a tendência de guardar as emoções e acabam tendo prejuízos em seu cotidiano. É comum observar pacientes nessas condições que levam problemas do trabalho para casa, possuem distúrbios do sono e tem o funcionamento do organismo como um todo afetado. “Algumas pessoas têm o limite muito grande de até onde expor os seus sentimentos. Elas guardam muito e são as que implodem”, pontuou. O posicionamento da psiquiatra, no entanto, não é compartilhado pela unanimidade da classe médica que atua no município. O cardiologista e clínico médico Eizechson Brasil Gomides avalia que fatores como as atitudes, a postura corporal, a maneira de falar e andar são traços de uma pessoa com nível de estresse elevado. “A pessoa mais tranquila conversa baixo e devagar; e espera o outro falar para responder”, pontua. Para ele, entretanto, não é possível generalizar quando o as-

sunto é estresse. “Por trás de uma serenidade, pode estar escondida uma ansiedade bloqueada”, diz. IMPACTO SOBRE O CORAÇÃO Ainda segundo o cardiologista Eizechson Brasil Gomides, estresse é tudo o que agride fisicamente, emocionalmente, e muitas vezes espiritualmente certa pessoa. Coisas que fogem à normalidade da vida e que trazem desconforto se encaixam em fatores que levam a esse estado. Dessa maneira, sua manifestação é variável de pessoa para pessoa. Segundo informa o médico, apesar de o coração ser tradicionalmente visto como o órgão das emoções, a afirmação de que estresse leva a doenças cardíacas nem sempre é verdadeira. “Na realidade, sabe-se que as emoções são sentidas, são percebidas no cérebro, na mente. Mas o coração foi eleito como órgão de choque; criou-se essa cultura de que o coração é o mais atacado.”. Para ele, porém, não se pode descartar a tese de que o estresse é um fator de risco para patologias cardiovasculares. A psiquiatra Louize Avancini também acredita que a afirmação de que o coração é o depósito final das cargas emocionais de todo o corpo não é verdade para todos os casos. “Nós costumamos sentir a manifestação cardíaca diante de algumas situações. Quando passamos por uma situação de susto muito grande, temos aceleração dos batimentos cardíacos, mas não só isso. Ficamos com a respiração mais ofegante, temos tremores, a musculatura se prepara como se fosse para um embate. Na verdade, o organismo todo se altera.”


dias com o olhar fundo, fuma o tempo inteiro, briga com seus subordinados e quer as coisas para ontem fez com que o chavão “estressado” se espalhasse no meio corporativo. Entretanto, é preciso ressaltar as características específicas do estado de sobrecarga física e emocional relacionados ao ambiente laboral. A Síndrome de Burnout, identificada na década de 70, estabeleceu alguns critérios que definem a exaustão de trabalhadores. “Foi uma tentativa de diferenciar quadros de estresse extremo que começam a ter repercussões psíquicas e físicas para essas pessoas”, explica Louize Avancini, psiquiatra do HOA. O artigo Burnout na clínica psiquiátrica: relato de um caso, publicado na Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul em 2006, define o estado como uma condição de so“A pessoa com estresse pode ter frimento psíquico relacionada ao trabalho. O um aumento de irritabilidade, mal está associado com alterações fisiológicas agressividade, que ela tenta decorrentes do estresse. As manifestações sinsuportar às custas de muito tomáticas são: exaustão emocional, que causofrimento”, diz a psiquiatra sa desmotivação e impossibilidade de cumprir Louize Avancini com as exigências do trabalho; distanciamento afetivo, que leva a pessoa a perder o caráter humano no seu trabalho, passando a agir de As manifestações do estresse no maneira fria; e diminuição da realização pesorganismo foram divididas em psíquicas e soal, que é a perda do prazer com o trabalho, físicas pela profissional da área da saúde. As primeiras são: apreensão, tristeza, insônia, conduzindo a pessoa a se sentir incapaz de concretizar as metas estabelecidas. ansiedade, preocupação, tensão, desânimo A psiquiatra Louize enfatiza que o e diminuição do rendimento. Fisicamente, a pessoa pode ter cansaço, fadiga, ansiedade, Burnout não é um tipo de estresse. “O Burproblemas gastrointestinais e cardiovasculares, nout é causado pelo estresse ocupacional. É uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinalteração do apetite. O cardiologista Eizechson Brasil ressaltou que os sintomas descritos po- tomas”, destaca médica. Burn, do inglês queimar, e Out, que significar fora, pode ser tradem ser agravados pelo estado de espírito do duzido literalmente como queimar para fora. paciente. “Pessoas negativas e que vivem contrariadas com a vida tendem a ter uma “É como se você estivesse totalmente desgastado”, completou. A Síndrome é diferente da patologia. As mais positivas, mais satisfeitas com a vida, mais religiosas, sofrem menos. depressão, apesar de poderem apresentar alguns aspectos parecidos. Segundo Louize, a Mesmo que estejam doentes, elas melhoram depressão não está restrita ao contexto profiscom mais rapidez.”, destacou. sional. “A pessoa pode sair de férias um mês. Se ela tiver depressão, só esse afastamento ESTRESSE E TRABALHO do trabalho não vai ser suficiente para que ela É comum associar estresse e traba- fique bem”, destacou. O Burnout, no entanto, pode ser lho. A imagem do chefe que chega todos os

modificado caso as condições de trabalho que causam esse estado sejam melhoradas. Geralmente, são acometidas com a Síndrome pessoas que lidam diariamente com o público, como nas repartições públicas. Atividades com cobrança excessiva, com excesso de ruídos ou estímulos visuais intensos, que exigem mudanças no ritmo de sono (dois turnos) podem levar o profissional a desenvolvê-la. Louize acrescenta que, quando o indivíduo deve seguir normas rígidas ou não tem espaço para se manifestar, estando sempre sujeito a ordens de superiores, as chances de ter o Burnout é grande. O tratamento do Burnout pode incluir psicoterapia ou medicamentos, dependendo do caso. O paciente pode desenvolver distúrbios do sono, ansiedade, depressão. “O que realmente vai determinar uma melhora é conseguir identificar quais os fatores, sejam individuais, que estão favorecendo o Burnout, ou os fatores institucionais, a organização, o tipo de trabalho; e tentar corrigir esses fatores. Isso seria o ideal”, conclui Louize. Dicas para combater o estresse: • Boa alimentação; • Atividade física; • Não fumar; • Não beber; • Fazer aquilo que gosta; • Ter momentos de prazer.

Orientações para a pessoa acometida da Síndrome de Burnout: • Psicoterapia ou, em casos de gravidade maior, procurar psiquiatra para tratamento com medicamentos; • Conversar com a empresa, procurando os recursos humanos, para solucionar a causa do estresse ocupacional que leva ao Burnout; • Quando não se encontra solução dentro da empresa, procurar um trabalho que dê prazer e se encaixe mais em seu perfil.

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Solidariedade

CDL promove ação social em instituto Parte do material arrecadado pela Campanha do Agasalho 2011 foi entregue aos moradores do Instituto Cristão Evangélico de Goiás

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Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis promoveu, no último dia 15 de junho, mais uma ação social. Moradores do Instituto Cristão Evangélico de Goiás, com idade de 0 a 18 anos, receberam parte dos cobertores e agasalhos arrecadados durante a Campanha do Agasalho 2011 da CDL. Ao todo, 56 pessoas estão acolhidas no Instituto, administrado pela Igreja Cristã Evangélica do Brasil. As arrecadações foram entregues no refeitório do abrigo, que fica no Jardim das

Américas, às 16 horas. Representaram a CDL o diretor social, Venceslau Bizinoto; Juliana Luiza, esposa do presidente Reinaldo Del Fiaco; o gerente da Central de Cobrança, Reginaldo José da Costa; a gerente administrativo-financeira, Flaviana Aparecida de Jesus; a secretária da presidência, Marlene Miranda Santos e outros colaboradores da entidade. O capelão e enfermeiro do Instituto, Rogério Alves de Carvalho; e o diretor, Marcos Vinicius de Oliveira receberam os cobertores e agasalhos. As crianças e jovens abrigadas no

instituto são encaminhadas pelo Conselho Tutelar de Anápolis, em casos de abandono ou quando os pais não têm condições financeiras, físicas ou psíquicas de criá-las. Com doações como as que foram feitas pela CDL por meio da Campanha do Agasalho, os acolhidos sentem um pouco do carinho que lhes foi retirado por terem sido separados do ambiente familiar. O Governo do Estado de Goiás paga a conta de luz e água; e a Prefeitura de Anápolis disponibiliza R$ 25 mil anualmente para a manutenção da entidade.

Membros da CDL estiveram no Instituto Cristão Evangélico de Goiás Parte do material arrecadado durante a Campanha do Agasalho 2011 da CDL Junho 2011 · O LOJISTA · 25


Serviço

Escola do Varejo da CDL oferece curso de matemática financeira e HP12c Os participantes aprenderam sobre juros simples e compostos, parcelamentos, sistemas de amortização e análise de investimentos

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Escola do Varejo da Câmara de descontos, equivalência de taxas e de Dirigentes Lojistas de Anápolis capitais, operações de descontos, formas de ofereceu, no último dia 28 de maio, parcelamentos, sistemas de amortização e o curso Matemática Financeira análise de investimentos. e HP12c. A atividade teve como instrutor O professor Ednaldo Teixeira explica o professor, administrador, consultor que a calculadora financeira HP facilita financeiro e MBA em Mercado de Capitais muito o trabalho de profissionais da área Ednaldo Teixeira. O objetivo principal financeira porque ela não só tem funções do curso foi ensinar as formas como a relativas a finanças, mas também realiza calculadora HP pode ajudar na tomada de cálculos comuns de uma forma diferente decisões financeiras que transmitam custo- da calculadora convencional, especialmente benefício mais interessante para o usuário. quando os números envolvidos são extensos. Dentre os assuntos abordados no curso “A HP dinamiza a vida do profissional porque estiveram temas como conhecimento ela tem fórmulas já embutidas na própria básico da HP, juros simples e composto, programação dela. Então você apenas

insere os dados e ela já lhe dá as respostas”. FACILIDADES NO COTIDIANO Pedro Humberto Ferreira Conte, de 24 anos, que trabalha na Auto Peças Brasil, participou do curso e concorda com que o professor Ednaldo diz quando o assunto é vantagem oferecida pela calculadora financeira na relação entre economia de tempo e aumento de produção. “Eu sempre estou com minha HP, pois no meu serviço eu passo muitos preços para os clientes e também faço compras de peças. Utilizo a HP para fazer essas operações básicas de

O instrutor do curso foi o professor, administrador, consultor financeiro e MBA em Mercado de Capitais Ednaldo Teixeira 28 · O LOJISTA · Junho 2011


A auxiliar financeira da CDL Cristiele Natália Gomes de Castro (à esquerda) diz que vai utilizar o que aprendeu no trabalho que desenvolve na área de cobrança

“Minha visão em relação a finanças, com certeza, foi ampliada”, afirmou o participante Pedro Humberto Ferreira Conte

cálculo, para calcular taxas, para calcular lucro”. Para Pedro Humberto, o curso oferecido pela CDL proporcionou um entendimento maior sobre as operações financeiras e suas aplicações no cotidiano. “Minha visão em relação a finanças, com certeza, foi

ampliada”. Mesma opinião tem a auxiliar financeira da entidade classista Cristiele Natália Gomes de Castro, de 24 anos. “Eu vou usar o que aprendi no curso no meu dia a dia na área de cobrança da CDL, especialmente a parte de juros, capital, amortização”, enfatizou.

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Vantagem

Eficiência do CDL Cobrança chega a 80% Serviço contribui para que os devedores voltem a ter poder de compra e incentiva o desenvolvimento do comércio anapolino

“O objetivo é auxiliar nossos filiados a restaurar seus clientes para o consumo novamente”, afirma o gerente do CDL Cobrança, Reginaldo José da Costa

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ntre os principais serviços oferecidos pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis está o CDL Cobrança. A partir dele, devedores podem negociar seus débitos com empresas, por meio da atuação de seis colaboradores da CDL. Estimativas apontam que 80% das negociações mediadas pelo setor chegam a um consenso entre as partes, o que favorece o pagamento da dívida.

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“A Central de Cobrança da CDL é justamente para aquelas empresas menores que têm dificuldades em colocar cobrador, escritório ou um departamento só para fazer a cobrança. O objetivo é auxiliar nossos filiados a restaurar seus clientes para o consumo novamente”, afirma o gerente do CDL Cobrança, Reginaldo José da Costa. Atualmente, 6.702 devedores estão

cadastrados no banco de dados do CDL Cobrança, considerando-se apenas o universo dos registros feitos pelas empresas desde janeiro de 2009. O número de débitos chega a 35.848. Segundo Reginaldo, é aceito o registro de devedores apenas se as dívidas foram feitas nos últimos dois anos ou menos. “Se o lojista pudesse mandar fichas recentes, seria o ideal. Os lojistas querem receber os juros


CONTATOS O serviço funciona da seguinte maneira: empresas contratam o CDL Cobrança para reaver débitos antigos de clientes. Após, os devedores são contatados por telefone. Se não forem encontrados, os contatos de terceiros, fornecidos durante a compra em determinada loja serão utilizados. No caso de insucesso nessas duas etapas, a cobrança externa é utilizada, para o contato direto com o devedor. O envio de cartas é um procedimento que começou a ser adotado no mês de junho na CDL e passou a ser feito em todos os casos. Analistas de cobranças por telefone da CDL

dos devedores e protelam para mandar”, enfatizou. O período entre 90 a 120 dias, contados desde a contração da dívida, seria o ideal para uma maior possibilidade de encontrar o devedor. Dois cobradores externos e três analistas de cobranças por telefone são responsáveis pelo setor da CDL. De acordo com a analista Carinn Ferraz Borges, os

resultados do CDL Cobrança poderiam ser ainda maiores se houvesse mais colaboração por parte das empresas. “O que impede (o setor) de atuar melhor é que trabalhamos em cima dos dados fornecidos pelos lojistas; e os lojistas não têm essa mentalidade de fazer a atualização dos dados, ou de efetuar um cadastro mais rico”, destacou.

Para saber mais sobre o CDL Cobrança: (62) 3328-0008 cobranca@cdlanapolis.com.br

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Homenagem

CDL comemora Dia das Mães A entidade não se esqueceu da pessoa mais importante na sociedade: a mãe. Durante as comemorações pelo seu dia, elas mostraram toda a sua beleza e autoestima, em uma programação especial

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icar sempre bonita e se manter saudável estão entre os principais desafios da mulher moderna, principalmente quando os afazeres com a casa e os filhos tomam grande parte do seu tempo. Pensando nisso e preocupada com o bem estar daquelas que nos geraram e cuidam do nosso desenvolvimento, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis promoveu, no último dia 5 de maio, o Dia das Mães, uma programação especial. O público feminino, que passou pela CDL durante todo o dia, pode realizar teste de glicemia e aferimento de pressão, que o Laboratório Bioclínico ofereceu em parceria com a Farmácia JK; e participar de um curso de automaquiagem, promovido pelo Shopping dos Cosméticos/ Payot. Cada mãe foi presenteada com uma flor; e as diretoras da entidade ganharam um presente contendo um chocolate, uma boneca e um botão de rosa. Duas turmas, uma pela manhã, outra no período da tarde, fizeram o curso de automaquiagem, totalizando aproximadamente 30 mulheres. Elas foram orientadas pela demonstradora de maquiagens do Shopping dos Cosméticos Silvia Mecena de Lima, que trabalha há dez anos no ramo; e Gercina de Souza Lobo, demonstradora e vendedora de cosméticos da empresa, há treze anos na área. No curso, Silvia procurou transferir seu conhecimento, que obteve por meio da prática, para suas alunas. “Tudo o que eu passo no dia a dia e no trabalho ensino a elas”, afirmou. Já Gercina aprendeu a maquiar desde que começou a atuar como demonstradora. Desde então, passou a

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Sandra Malena Félix faz teste de glicemia durante o evento promovido pela CDL fazer cursos específicos. Durante o curso realizado na CDL, toda a experiência e conhecimento das duas profissionais ficaram evidenciados, e as alunas aprenderam, etapa por etapa, os passos da automaquiagem. Embelezar a pele com as próprias mãos exige destreza e a escolha correta dos produtos que serão utilizados. Quando se aprende os truques, no entanto, os resultados são uma aparência de acordo com o perfil de cada pele e tons de cores que servem para diversos ambientes, como eventos sociais

e festivos. A primeira lição das mães no curso foi identificar o tipo de pele. Somente depois as alunas puderam aprender os toques especiais que as fazem ficar ainda mais belas. Cinco categorias próprias para cada tipo de pele foram apresentadas para as mulheres: seca, oleosa, mista, normal e sensibilizada. Uma vez identificada, partese para a segunda parte, a higienização. Inicia-se limpando a pele com Leite de Limpeza Específico, para a remoção de resíduos e maquiagens. Logo após, utiliza-


Demonstradora de maquiagens do Shopping dos Cosméticos Silvia Mecena de Lima trabalha durante o evento se o tonificador, que ajuda a equilibrar o PH (acidez) e retira o brilho excessivo. Este produto varia de acordo com o tipo de pele: o tônico serve para normal e seca; e o adstringente é usado em peles mistas e oleosas. A hidratação é o próximo passo da limpeza. Por último aplica-se bloqueador solar com Fator de Proteção Solar maior que 30 FPS. Após a limpeza, as mulheres puderam finalmente utilizar os produtos do Shopping dos Cosméticos/ Payot que estavam à disposição para o curso. BELEZA, AUTOESTIMA E VIDA PROFISSIONAL CAMINHAM JUNTAS Mais do que um curso de automaquiagem, a iniciativa da CDL mostrou que ser mãe é sinônimo de uma vida ativa e cheia de autoestima. Joana D’Arc Alves Pereira, 37, mãe de um casal de filhos, é cabeleireira. Para ela, aquilo

que aprendeu durante a comemoração do Dia das Mães acrescentou à sua vida profissional. “Quero aprender mais, me profissionalizar e ganhar mais dinheiro”, disse. Ela, que pretende trabalhar na área de maquiagem, afirmou que o curso foi proveitoso também para o aprendizado das técnicas de embelezamento pessoal de suas futuras clientes. Ao aprenderem a se maquiar, as mães ganham vantagens na vida profissional e saem na frente das concorrentes. De acordo com Joana D’arc, ela fica segura no trabalho quando se sente mais bonita. “A aparência é a alma do negócio. Quando a mulher está bem apresentada, chama a atenção do cliente”, disse a cabeleireira. Já Sandra Arantes, 49, mãe de uma filha e professora do ensino fundamental há 20 anos, disse que gostou do que aprendeu durante o curso de automaquiagem, por ser gratificante e ajudar a elevar a autoestima. “Nós nos maquiamos todos os dias, mas há detalhes de que não sabemos”, destacou. Ela definiu como um “carinho especial” tudo o que recebeu da CDL no Dia das Mães. Além de uma autoestima elevada, a professora mostrou ser uma pessoa em constante atividade. “Procuro não ficar parada, pensando que estou envelhecendo. Gosto de estar entre mulheres de todas as idades, convivo com pessoas mais jovens”, concluiu Sandra. SAÚDE O laboratório Bioclínico, em parceria com a Farmácia JK, ofereceu exame de glicose e aferimento de pressão arterial gratuitos durante as comemorações do Dia das Mães na CDL. Os farmacêuticos Mario Inácio Camargo Júnior e Regiane Alves Nakano, responsáveis pela dispensa de medicamentos na drogaria, foram encarregados de checar como anda a saúde das mães e outros que passaram pela CDL. No caso do colaborador da CDL Kleber

Palhão, 31, os exames de saúde são uma forma de prevenção. “Verifico minha saúde hoje, para não ter surpresas no futuro”, disse. Ele destacou a importância da iniciativa da CDL: “Muita gente não tem a oportunidade de se cuidar, pela falta de tempo. A CDL promove ações que beneficiam a sociedade”. A saúde de Kleber está em ótimo estado, o que pode ser evidenciado pelo nível de glicose e a pressão arterial, 94 mg/dL e 11/8 mmhg, respectivamente. Já Sandra Malena Félix, 41, acredita que, juntamente com ações como as da CDL, uma alimentação balanceada e exercícios físicos são importantes para a manutenção da saúde. Em apenas uma frase, ela definiu a relevância do que a entidade proporcionou no Dia 5 de Maio: “É mais que importante, é essencial”. Ela também está com a saúde em dia. Sua glicose e pressão arterial estão em 116 mg/dL e 11/8 mmhg, respectivamente. A DOR DA AGULHA NÃO É DESCULPA Foi-se o tempo em que fazer teste de glicemia era sinônimo de dor. Com a substituição das lancetas de metal pelas agulhas com revestimento de silicone, é possível realizar esse exame com mais conforto. “Há um local especial de furar na lateral do dedo anelar; a dor é superficial”, disse Regiane Alves Nakano, que trabalha na dispensa de medicamentos da Farmácia JK. Após o furo no dedo indicado, o sangue é gotejado em uma tira especial, para então ser medida a quantidade de glicose no sangue, por meio de um aparelho eletrônico. Mario Inácio disse que, para os visitantes, vir à CDL foi um passo importante rumo a uma vida mais saudável. “Dessa maneira, estimula-se a pessoa a dar mais atenção à saúde. Caso haja alguma alteração nos exames, ela é imediatamente orientada a procurar um médico”, concluiu o profissional da área da saúde.

Junho 2011 · O LOJISTA · 33


CDL faz novas parcerias em prol dos associados

Convênio

Há meio século, atuamos no segmento de ensino de idiomas, oferecendo sempre um alto padrão de qualidade. Hoje, mais de 210 mil alunos em todo o mundo aprendem inglês e espanhol em nossas franquias, por meio de nosso exclusivo sistema de ensino, e centenas de empresas, instituições de ensino superior e escolas de educação formal, desde a educação infantil até o ensino médio, utilizam o nosso método, com materiais especialmente elaborados pela nossa editora. Nosso compromisso é contribuir para o fortalecimento intelectual e emocional dos nossos alunos, tornando extremamente simples a comunicação deles com pessoas de todas as partes do mundo, através do ensino efetivo de idiomas por método próprio, original e inovador, capaz de fazer do aprendizado uma experiência única e prazerosa. Com o método CCAA, você aprende inglês e espanhol naturalmente, pois começa a praticar desde a primeira aula. Nossos cursos têm atividades dinâmicas que aproximam você da cultura de outros países e estimulam a sua integração com os outros alunos, o professor e o mundo. Criamos uma metodologia exclusiva, que utiliza comerciais, programas de TV, desenhos animados, histórias em quadrinhos, jornais e revistas, deixando o aprendizado muito mais interessante. E mais: como estamos sempre buscando formas de inovar, fomos o primeiro curso de idiomas a utilizar o DVD integrado à metodologia em sala de aula. Some a tudo isso uma equipe de professores qualificados e atenciosos e a possibilidade de fazer seus exercícios no computador com correção imediata (dentro ou fora do CCAA). O resultado é que a descoberta da nova língua torna-se irresistível. Venha conferir!

Av. São Franscisco de Assis, 410, Jundiai, Anápolis Estado, GO, (62) 3321-0054 (62) 3943-0054 O Hospital DOMA foi construído por um grupo de jovens médicos que tem como objetivo a busca constante pela excelência e pelo aperfeiçoamento, através do conhecimento e pesquisa, sempre visando a valorização e o reconhecimento dos clientes, oferecendo um atendimento humanizado e acessível. Disponibilizamos consultas, exames diagnósticos, procedimentos a laser e cirurgias, e uma estrutura que respeita você e sua família, com atendimento preferencial e humano, que torna a satisfação dos clientes nosso objetivo principal. Hospital DOMA. Nossa especialidade é atender você bem. Missão:Proporcionar qualidade de vida, através do tratamento médico/hospitalar a seus pacientes, através de um atendimento diferenciado e humanizado, com tecnologia moderna e uma equipe altamente capacitada, com soluções de perfeição e segurança. Visão:Ser o melhor centro de medicina da cidade de Anápolis dentro da sua área de atuação O Hospital DOMA possui uma estrutura confortável e moderna, com equipamentos e tecnologia de última geração. O Centro Cirúrgico possui o mais moderno sistema de ar condicionado, que garante aos médicos e pacientes mais segurança, reduzindo o risco de infecções. Além disso, esse sistema é totalmente sustentável, o que demonstra a preocupação dos diretores com o meio ambiente. A estrutura física é ainda equipada com gerador, que garante o funcionamento adequado do centro cirúrgico, apartamentos e UTI em casos de falta de energia. O Hospital DOMA também possui uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), hotelaria moderna e aconchegante, associada à eficiência e carinho da equipe de enfermagem e Espaço Café com rede Wi-Fi.

RUA NORUEGA , QD9, LT3, BAIRRO ALVORADA, ANÁPOLIS - GO, 75084-665, (62) 3324-0101 - www.hospitaldoma.com.br A Fisk oferece cursos de inglês para adultos e crianças a partir dos quatro anos de idade, cursos de espanhol para um público acima dos 13 anos, cursos de português para brasileiros para jovens e adultos que já tenham terminado o ensino regular e curso de informática para um público a partir de 12 anos. Venha e aproveite o nosso convênio!

Fisk Anápolis – GO, Rua Dona Sandita, 98 – Centro Fone: 3311-5103 O laboratório Excelência conta com uma estrutura moderna, climatizada e com profissionais qualificados, proporcionando conforto, eficiência e qualidade nos serviços prestados. A empresa tem rigoroso controle de qualidade, objetivando excelência nos resultados, atendimento rápido e humanizado. Com uma equipe altamente qualificada o Laboratório Excelência dispõe de equipamentos com tecnologia de ponta, gerando os resultados dos seus exames com precisão, cumprindo, desta forma, sua missão de garantir a confiabilidade dos serviços prestados em Medicina Diagnóstica com excelência no atendimento e valorização das pessoas. Realizamos exames laboratoriais de bioquímica, urinálise, parasitologia, Dosagens Hormonais, imunologia, Hematologia, micologia, bacteriologia, citologia e biópsia. Atendemos Ipasgo e outros Convênios.

Avenida Contorno nº 857 Centro (ao lado do Hospital da Criança), Tel: ( 62 )3324-0928 / ( 62 ) 3324-0938, Email: laboratorioexcelencia@hotmail.com O Centro de Medicina e Estética Lucimeire Costa conta com atendimento especializado nas áreas de estética facial, com Peelings para rejuvenescimento e clareamento de pele, higienização profunda da pele, máscaras faciais tensoras, e na área de estética corporal, contamos com massagens modeladoras, redução de medidas, com utilização do aparelho francês CELLUTEC. Atendimento especializado para acompanhamento de gestantes com massagens próprias e drenagens linfáticas, visando um pré natal mais tranqüilo. Desenvolvemos atividades pré e pós operatórias para melhor recuperação de pacientes em atos cirúrgicos. O Centro de Medicina e Estética Lucimeire Costa tem como objetivo a satisfação pessoal de seus clientes, melhorando sua autoestima, sua saúde física e emocional, não deixando para trás o embelezamento facial e corporal das mesmas. Obs. O Centro de Medicina e Estética conta com uma inovação com atendimento na especialidade de Ginecologia – Obstetrícia – Mastologia e Ultrassonografia.

Rua 06, quadra 13, lote 09 – Bairro Santa Isabel, Anápolis – Goiás, Telefone (062) 37025507, Email: lucimeire.estetica@hotmail.com Junho 2011 · O LOJISTA · 35


Filiação

Novos associados do trimestre

NOME FANTASIA ACONCHEGO CAMA/MESA/BANHO ANNA‘S ANNE MODAS AUTO HIDRÁULICA ANÁPOLIS AUTO POSTO SANTANA BAMBINO‘S PETSHOP BIA MODAS BRASILEIRINHO CRIAÇÕES CARROCERIAS CARRET CASTELINHO ENCANTADO CASTRUS FORT LOCADORA CENTRO AUTOMOTIVO COLÉGIO ÓRION VESTIBULARES COMERCIAL GM COML.VERDURAS R. DE CASTRO CONDE SERNA DANIEL VICTOR ARANTES DATELLI DIAMANTES LANGERIE DOC DOG DOCTOR SHOP/UNIVERSITÁRIO DROGARIA COBRE TURDO ELLITE CELULAR ESCOLA GOTINHAS DE ESPERANÇA ESSENCIAL ÓTICA ESTER MODA EVANGÉLICA GLOBO DIESEL GOIÁS TRANSPORTE GRÁFICA AMERICANA HIPER TINTAS COMÉRCIO

36 · O LOJISTA · Junho 2011

ATIVIDADE COM.VAR DE COSMÉTICOS COM.VAR.ART DO VESTUÁRIO COM.VAR.ART DO VESTUÁRIO OFICINA MECÂNICA COMBUSTÍVEL/LUBRIFICANTES COMÉRCIO VAREJISTA CONFECÇÕES CONFECÇÕES FÁBRICA PRODUTOS DIVERSOS EDUCAÇÃO INFANTIL PRÉ ESCOLA ALUGUEL MAQ/ EQUIP CONSTR. COM.VAR. PEÇAS/ ACES PARA AUTO ENSINO FUNDAMENTAL COM.PRODS. HORTIFRUTIGRANJEIRO COM. ATAC FRUTAS E OUTROS RESTAURANTES E SIMILARES ATIVIDADE MÉDICA CALÇADOS CONFECÇÕES COM.VAR.ART DO VESTUÁRIO CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO PERFUMES/COSMÉTICOS CELULAR E BATERIAS ENSINO FUNDAMENTAL COM.VAR ART DE ÓTICA COM.VAR.ART DO VESTUÁRIO AUTO PEÇAS TRANSP. ROD. CARGA EXCETO PROD GRÁFICA COM.VARE DE TINTAS

NOME FANTASIA

ATIVIDADE

IMPLANT CENTER LTDA CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO IMPRIME COMUNICAÇÃO VISUAL IMPRESSÃO MAT P USO PUBLICITÁRIO INSTITUTO DE BELEZA CHERON CABELEIREIROS INTEGRIDATA TECNOLOGIA INFORMÁTICA JK PAPELARIA COM. VAR ART DE ARMARINHO JR AGRONEGÓCIOS COM.VAR OUTROS PRODUTOS JUBILAR MÓVEIS ELETRODOMÉSTICOS/MÓVEIS LA ROCHELE COMÉRCIO VAREJISTA MACH COMUNICAÇÃO E ASSESSORIA AGÊNCIA / PUBLICIDADE MASTER AUDITORIA CONSULTORIA E CONTABILIDADE LTDACONTABILIDADE MEGA MALHAS COM.VAR DE TECIDOS METÁLICA SOUVENIR COM.VAR OUTROS PRODUTOS METALÚRGICA RICARTE FABRICAÇÃO DE ESQUADRIAS METAL MÍRIAM MODAS COM.VAR.ART DO VESTUÁRIO MORATTI INTERIORES COM. VAR. EM MÓVEIS NUTRI RIO - PET ALIMENTOS/ATACADO O BARATÃO MAT. P/ CONSTRUÇÃO COM.VAR MAT DE CONSTRUÇÃO OMEGA DORNIER COM. VAR.ART DE JOALHERIA PAPELARIA LÁPIS DE COR COM. VAR. ART PAPELARIA POLLYANA SOARES BASTOS COM.VAR.ART DO VESTUÁRIO PREOLAK COMPONENTES COMÉRCIO VAREJISTA REAL BRASIL COM. VAR. DE ART USO PESSOAL REFERÊNCIA CALÇADOS RIO JORDÃO COMÉRCIO ACATADISTA SILVA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES COM.ATACADISTA MAT CONSTRUÇÃO SUPERMERCADO CAMARGOS COM.VAR MERC EM GERAL SUPERMERCADO LOBO SUPERMERCADO TERNURA MODAS ARTIGO DO VESTUÁRIO ÚNICA COM.VAR ESPC EQUIP E SUP INFOR


Análise

CDL divulga pesquisa de intenção de compras para o Dia dos Namorados

A

Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis divulgou em junho deste ano a Pesquisa de Intenção de Compras para o Dia dos Namorados. Em média, o consumidor anapolino declarou estar disposto a pagar o valor médio de R$ 203,92 com o presente, o que representou um aumento em relação à pesquisa realizada em 2010, que apontou o valor na ordem de R$ 153,98. Em 2011, a forma de pagamento preferida indicada no levantamento da CDL foi dinheiro (81%), seguido por cartão de crédito (10%) e crediário (9%). Já quanto ao local de compra do presente, 57% dos entrevistados afirmaram que seria loja de rua. Também surgiram opções de lugares shopping (22%), Internet (8%), floricultura e galeria (5% cada) e camelódromo (3%).

A pesquisa foi coordenada pelo economista Márcio Dourado Rocha e foi realizada com uma amostra aleatória de 400 consumidores, entrevistados em pontos onde ocorrem as maiores concentrações de venda na cidade, no período de 19 a 24 de maio de 2011. A metodologia adotada para escolha total da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,33%.

Presente a ser comprado: Presente a ser ganho: • 38% Não sabem • 23% Vestuário • 11% Perfume • 9% Celular • 8% Calçado • 4% Flor • 3% Acessório • 2% Joia • 1% Relógio • 1% Viagem

• 31% Vestuário • 18% Qualquer coisa • 12% Calçado • 12% outro • 8% Perfume • 6% Flores • 5% Noite Romântica • 4% Acessório • 4% Jóia

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Artigo

Deocleciano, um revolucionário

Q

uando nos deparamos com a morte, inevitavelmente, encaramos a vida. A morte de Deocleciano Moreira Alves trouxe várias reflexões. Olho para tudo o que ele conquistou e vejo que deixou um grande e precioso legado, representado pela sua família, sua esposa, suas filhas, seus amigos e os sonhos que realizou e semeou no coração de tantas pessoas. Deocleciano foi um revolucionário que um dia acreditou que poderia ser um vencedor, e foi. Ele venceu muitas coisas. Venceu as adversidades, o medo, o ostracismo, a escuridão e construiu vários projetos, produziu muitos frutos. Ele, realmente, deu ênfase à máxima: “Navegar é preciso. Viver é perigoso”.

38 · O LOJISTA · Junho 2011

Deocleciano se arriscou pelo caminho mais difícil, que é o da felicidade. Não ficou à margem da vida. Muito pelo contrário, participou ativamente de sua história, com muito suor, honestidade, trabalho e integridade. Uma coisa que sempre chamou muita atenção na sua personalidade foi a capacidade de ver onde ninguém via. Ele tinha uma percepção extraordinária de tudo que o cercava. Isso, acrescido ao seu espírito guerreiro, o fez alcançar grandes vitórias. As pessoas que o cercavam sempre tinham algo a aprender com ele, pois tinha uma mente incrível que se abria a uma nova ideia que jamais voltaria ao seu tamanho original. Ele sabia explorar o potencial das pessoas e tinha prazer em vê-las crescer. Sou muito grata a ele e sei que tinha um amor muito grande por Anápolis, pelo seu trabalho e pela sua vida. Vejo também que um homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar. O que o homem deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros. Vislumbro que o Deocleciano teceu muitas coisas na vida de muitas pessoas e amou tudo o que era e o que fez. Ele, verdadeiramente, cumpriu sua missão na terra. “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe” e Deocleciano, sem sombra de dúvidas, viveu deixando saudades e vários sonhos plantados no coração de muitos. Mas temos o consolo de que “recordar é viver”. Guardamos muitas boas lembranças dele, pois viveu uma vida densa, cheia de

ideais e realizações. Se fosse esboçar uma mensagem, seria: “a morte não é o fim do caminho, é apenas a curva da estrada”. O mais importante é que Deocleciano “combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé com muita dignidade”. Esse é um breve relato de quem foi advogada de sua empresa: Lírios do Campo Empreendimentos Imobiliários Ltda, por quase seis anos. Foi uma experiência muito importante para mim, haja vista ter sido o meu primeiro emprego.

Fernanda Maria Barroso Advogada


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