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PALAVRAS DO PRESIDENTE

53 anos de sucesso consolidado “Movimento lojista de Anápolis é um dos mais expressivos do estado, resultado do trabalho desenvolvido pela entidade”

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ais um ano de trabalho árduo e foco no desenvolvimento das ações em prol do lojista resumem os 53 anos de história da CDL de Anápolis. Grandes conquistas para o comércio local foram contabilizadas ao longo destes anos, através de ações promovendo a qualificação e estimulando as vendas, além da criação de novos produtos em prol de nossos associados. O trabalho realizado pela entidade é um sucesso consolidado e comprovado através do desenvolvimento econômico gerado em Anápolis pelo comércio local, fazendo do setor um dos mais expressivos do estado – resultado também, do trabaWilmar Jardim de Carvalho lho desenvolvido pela entidade tornando Presidente a CDL uma entidade sólida e de ampla reCDL Anápolis presentatividade. Nesta trajetória de 53 anos de desafios, reconhecemos que foram contabilizadas nesta e nas demais gestões, inúmeras conquistas, sempre se primando pela valorização do comércio lojista, beneficiando paralelamente, a nossa sociedade.

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FUNDADA EM 20 DE SETEMBRO DE 1962

Presidente Wilmar Jardim de Carvalho 1º Vice-presidente Marcos Aurélio Rodovalho 2º Vice-presidente João Itagiba Nunes Júnior Diretores Ernesta Maria de Alcântara Orival Rodrigues Jardim Olívio Porto Lima João Batista de Souza Venceslau Bizinoto Ian Moreira Silva Enival Ferreira de Souza Makário Luiz Orozimbo Iraci Custódio Ribeiro Maria Dinalva Adonay Rodrigues de Souza Air de Vasconcelos Ganzaroli Janilson Dutra Fonseca

Diretora Secretária Diretor Secretário Adjunto Diretor Financeiro Diretor Financeiro Adjunto Diretor Social Diretor Comercial Diretor de Patrimônio Diretor Escola Varejo e B. Talentos Diretor de Eventos e Promoções Diretora de Convênios Diretor de Tecnologia da Informação Diretor de Relações Públicas Diretor de SPC

Conselho Fiscal Munir Caixe Reinaldo de Castro Del Fiaco Luiz Pereira da Costa O LOJISTA

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nova edição da revista “O Lojista” vem dar ênfase ao aniversário da CDL Anápolis comemorado no mês de setembro, registrando a larga gama de produtos oferecida ao associado CDL e os grandes feitos que consolidaram a credibilidade e o sucesso conquistados nestes cinquenta e três anos da entidade. Ainda nesta edição, estaremos trazendo outros temas de grande interesse da classe lojista; artigos, dicas e soluções para assuntos polêmicos do momento econômico de nosso país, com o objetivo de impulsionar as vendas e fortalecer o setor. São muitos os desafios que hoje o comércio varejista vem enfrentando, e esta é uma das maiores preocupações da entidade classista representativa, que através da revista “O Lojista” prioriza a informação de qualidade proporcionando recursos para manter o lojista neste mercado competitivo. Uma boa leitura! Ivana Lage Editora Geral

Jornalista Responsável Ivana Lage - GO 00777 JP Gerência Administrativa-Financeira Flaviana de Jesus Contato Comercial Kleber Palhão Rogério Querós Revisão Gênya Capa Fusão Publicidade e Propaganda Diagramação NIB Soluções Inteligentes Fotos Assessoria de Imprensa CDL CTP/lmpressão Gráfica Art 3 Tiragem 2.500 exemplares

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Observação: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando necessariamente o pensamento da CDL de Anápolis.


SUMÁRIO ÍNDICE – ANO XIII – Edição Nº 38 OUTUBRO de 2015

Capa P.3

| Palavras do Presidente

P.4

| Editorial

P.10 | Empreendedorismo Aconteceu em Anápolis Compre do Pequeno Negócio P.11 | Beleza Transforme seus cabelos apenas sabendo como equilibrar o potencial Hidrogeniônico dos seus fios P.12 | Comportamento P.20 | Espaço Jurídico P.22 | Informe P.26 | CDL em foco P.32 | Campanha P.34 | Vitrine Iluminação é uma estratégias para atrair clientes P.36 | Ação social Cruzada pela dignidade agiliza novas ações P.29 | Sustentabilidade Comércio anapolino aprende a lidar com o grande desafio da época - sutentabilidade

P.38 | Fique de olho Como manter as contas da sua empresa no azul P.40 | Gestão de pessoas A falta de mão de obra qualificada ainda é um problema para os empresários anapolinos? P.42 | Tendência Saiba driblar a crise econômica com as novas tendências de marketing

P.18 | E-commerce Crise não afeta e’commerce

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P.7 | Comemoração CDL Anápolis – 53 anos de sucesso consolidado

P.45 | Artigo As empresas vão demitir e você pode ser o próximo! por Alexandre Prates


COMEMORAÇÃO

CDL Anápolis comemora seu aniversário e rememora sua trajetória de trabalho em prol do lojista

Seriedade das gestões consolida a credibilidade da entidade A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis já passou por quinze gestões e agora, sob a presidência de Wilmar Jardim de Carvalho, na gestão 2015/2017 comemora seus 53 anos se primando pela qualidade nos serviços prestados aos associados. Sua história de luta e conquistas deu início com a gestão do então presidente, Denison Batista, em 1962, para mandato de dois anos. Após a sua gestão, também presidiram a entidade; Wagner Silva (1963), Nelson de Abreu (1963/1974), Inácio de Araújo Godinho (1974/1977), Décio Porto (1977/1981), Zamir Menezes (1981), Rui Bueno Gomes (1981/1985), Wilmar Jardim de Carvalho (1985/1987) - (2005/2010) e (2015/2017), Irací Custódio Ribeiro (1987/1989), José Roberto (1989/1992), Air Ganzarolli

(1992/1994) e (2003/2004), Élsio Alves Pereira (1994/1996) e (1998/1999), Roberto Naves Assunção(1996/1998), Sultan Faluh (2000/2002), João Itagiba Nunes Júnior (2004), Reinaldo de Castro Del Fiaco (2011/2014). A partir de 1981 o setor lojista de Anápolis experimentou outra fase da história, quando deu início à conquista de um grande sonho – a nova sede da CDL Anápolis. A busca de meios para a realização deste projeto iniciou na gestão do então presidente, Rui Bueno Gomes (81/85), quando foi adquirido o primeiro terreno à Rua Conde Afonso Celso. No mandato seguinte, o atual presidente Wilmar Jardim de Carvalho, a frente da entidade na gestão (85/87), adquiriu o segundo terreno e o presidente que o sucedeu, Iraci Custódio Ribeiro (87/89) providenciou o projeto e

iniciou a fundação. O prédio foi entregue em 2000, quando o atual presidente Wilmar Jardim de Carvalho estava, mais uma vez, à frente da entidade. A nova sede gerou vários benefícios, entre eles; atendimento com maior qualidade, modernização do sistema de informação, possibilidade de viabilizar novos serviços, interligação nacional do sistema de informações, salas disponíveis para realização de encontros, seminários, cursos e palestras, entre outros que fizeram da entidade, uma referência de qualidade para o empresário lojista da cidade. Hoje a CDL de Anápolis tem cerca de mil e oitocentos filiados – empresas associadas de diferentes portes e categorias, com o objetivo principal de prestação de serviços e de defesa dos interesses do movimento lojista. Outubro 2015 · O LOJISTA · 7


Atributos de qualidade dos serviços prestados A marca da entidade é a qualidade nos serviços prestados e a sua ampliação de acordo com as necessidades do lojista do mercado atual. Em seu desenvolvimento crescente, a entidade sempre teve a preocupação com a qualidade e ampliação de seus produtos, serviços e infraestrutura para aprimorar o setor varejista de Anápolis. De acordo com o presidente Wilmar Jardim de Carvalho, a dedicação de todos os gestores que passaram pela entidade é o que vem garantindo o bom desempenho das empresas locais, vindo de encontro à missão da entidade. “Propiciar às empresas varejistas serviços de qualidade em áreas como tecnologia, saúde, capacitação, assessoria jurídica, faz parte das propostas de nossa gestão e sempre fez parte do trabalho desenvolvido pelos gestores ao longo destes 53 anos”. Dentre os produtos oferecidos pela CDL Anápolis estão; o SPC – produto que garante a segurança e rapidez no dia-a-dia do lojista é considerado o carro chefe da entidade. O departamento favorece a análise e verificação de risco de liquidez e previne a inadimplência na concessão de crédito – maior segurança ao lojista na hora de realizar suas transações comerciais. Em setembro de 2007 a entidade investiu também em tecnologia, beneficiando o seu associado com o CDL Celular. O produto criado pela CDL Anápolis, em parceria com a Consult Consultoria em Telecomunicações, na gestão do então e atual presidente, Wilmar Jardim de Carvalho, oferece inúmeras vantagens aos associados da CDL, entre

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elas; manter o serviço sempre à frente do que existe no mercado; oferecer tarifa única a qualquer tipo de ligação local e no território nacional. O produto oferece ainda outras vantagens; as melhores condições de acesso à internet 3G, seja via modem seja via telefone celular, além de serviços de SMS. O CDL Celular é um plano empresarial que veio trazer praticidade e uma grande economia para o associado, visto que entre os usuários do CDL Celular, não há custo na ligação efetuada. Hoje, o produto se expandiu em todo o país e vem conquistando o interesse das demais entidades ligadas à Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Certificado Digital - A Câmara

de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis é autoridade de registro para emissão da certificação digital modelo ICP-Brasil. O Certificado Digital é a identidade do empresário ou pessoa física em transações na internet. Com validade de um ou três anos, conforme opção no ato da certificação, seu uso é obrigatório em diversas atividades, entre elas, a emissão de nota fiscal eletrônica e a declaração do imposto de renda junto à Receita Federal do Brasil. Venha fazer o seu na CDL Anápolis. A capacitação é também preocupação da CDL Anápolis e com este intuito, através da Escola do Varejo, a CDL tem apostado numa eficiência ainda maior na oferta de cursos. Segundo a


maioria dos empresários que já usufruiu deste benefício, é uma iniciativa que já deu certo. Através da Escola do Varejo a entidade oferece cursos sobre vários temas de interesse de seus associados; Atendimento ao cliente; Crediário – Análise de Cadastro e Crédito; entre outros motivacionais direcionados às vendas. Os associados podem contar ainda com a Central de Cobranças. Implantado no ano de 2006, a CDL oferece aos seus associados sem nenhum ônus, três modalidades de cobrança; através do telefone, carta e cobrança externa a clientes em débitos. A Assessoria jurídica é mais um produto especializado e diferenciado de apoio jurídico aos associados da CDL/Anápolis que oferece suporte nas questões legais que envolvem a atividade lojista para uma melhor tomada de decisão – uma ferramenta utilizada para esclarecer dúvidas tanto em relação à legislação vigente quanto aos proble-

1. 2. 3. 4. 5.

mas e soluções específicas do cotidiano do lojista. Levar a informação de interesse do lojista também está entre as prioridades da entidade, com a preocupação de bem informar a categoria. Através da revista “O Lojista”, lançada em 2003, os associados tem toda a informação necessária e a divulgação de assuntos de interesse relacionados à atividade empresarial e ao comércio em geral. Entre os assuntos explorados em pauta, o departamento jurídico divulga dúvidas frequentes sobre jurisprudência e mudanças de legislação. Traz ainda, um excelente espaço para divulgação de marcas e produtos. Seu público alvo são, além dos associados CDL, os profissionais conveniados à entidade, empresários, dirigentes classistas, gestores públicos, líderes políticos e integrantes das CDL’s das cidades goianas e de capitais do País. Somado a publicação impressa, o portal da CDL é também outro

veículo que traz a notícia a tempo e a hora atendendo o interesse do lojista, além de ser um veículo para com disponibilidade de acesso às ferramentas e produtos oferecidos pela entidade. E finalmente, a CDL Mulher que tem um papel fundamental entre as ações da entidade. A iniciativa de sua criação, em 2012, partiu da necessidade de promover ações voltadas para o fortalecimento da mulher empresária, somando-se às grandes ações da CDL Anápolis. Várias atividades vêm sendo desenvolvidas, sob a coordenação de Yesa de Ascenção Carvalho, entre elas; realização de palestras, encontros, entre outras ações que têm favorecido o ponto alvo da iniciativa. De acordo com o presidente da entidade, Wilmar Jardim de Carvalho, a CDL Mulher vem fortalecer as ações da entidade com projetos voltados à mulher empreendedora, integrando as iniciativas construtivas desta gestão.

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EMPREENDEDORISMO

Acontece em Anápolis Compre do Pequeno Negócio Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis - CDL é parceira nesta ação

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SEBRAE realizou na última quinzena de setembro, a Semana de Capacitação e Disseminação do Movimento Compre do Pequeno Negócio, com o objetivo de estimular a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por micro e pequenas empresas e produtores rurais da região. O Movimento estabeleceu como marco o dia 5 de outubro, por se tratar do dia em que foi instituído o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A semana de Capacitação veio preparar os empresários especialmente para este dia. Esta ação está sendo realizada em todo o território nacional e pretende usar a força das mais de 10 milhões de pequenas empresas brasileiras para fortalecer a economia. Estas empresas representam 95% dos empreendimentos do país que geram 17 milhões de empregos com carteira assinada e recolhem R$ 334 bilhões em impostos – o equivalente a 27% do Produto Interno Bruto (PIB). Com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis, Prefeitura Municipal, Federações empresariais, Instituições financeiras e demais parceiros, o SEBRAE preparou diversas palestras, oficinas, cursos, consultorias e orientações voltadas aos empresários, produtores rurais e sociedade consumidora sobre temas como: vendas, atendimento, finanças, marketing, inovação, sustentabilidade, cooperativismo, associativismo, linhas de crédito, entre outros. Além da programação de capacitações, houve ainda uma feira modelo com produtos locais e regionais. O evento aconteceu na Praça Dom Emanuel, Bairro Jundiaí, numa estrutura de 450 m² com três salas de treinamento, seis guichês de atendimento, espaço para feira, espaço para palestra show e apresentações culturais.

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Movimento é ação inédita do SEBRAE O ano de 2015 tem sido de cautela para as micro e pequenas empresas de todo o Brasil. No entanto, para que os pequenos negócios não sejam tão afetados pela instabilidade econômica, o Sebrae lançou o Movimento Compre do Pequeno Negócio, que vem ressaltar a importância social e econômica do segmento, disseminando a percepção de que comprar de um pequeno negócio é um ato de cidadania que colabora para o fortalecimento do pequeno comércio local, com ganhos para toda a comunidade. É também objetivo do movimento, levar o pequeno negócio a se adaptar às mudanças do mercado superando os desafios com criatividade, aproveitando o clima de incerteza financeira para apontar possibilidades de inovação, de diferenciação e de conquista de novos clientes e mercados.

O movimento apresentou cinco fortes razões para comprar da micro e pequena empresa: É PERTO DA SUA CASA ELE É RESPONSÁVEL POR 52% DOS EMPREGOS FORMAIS O PEQUENO NEGÓCIO DESENVOLVE A COMUNIDADE O DINHEIRO FICA NO SEU BAIRRO COMPRAR DO PEQUENO NEGÓCIO É UM ATO TRANSFORMADOR


BELEZA

Ph Capilar: Transforme seus cabelos apenas sabendo como equilibrar o potencial Hidrogeniônico dos seus fios

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mercado de cosmética capilar atualmente conta com milhares de produtos criados com a finalidade de tratar, reestruturar, alisar e muitos outros... Embora cada produto tenha em seu rótulo a função para qual ele fora criado, é extremamente importante saber associar o produto a necessidade atual do seu cabelo, mas para isso você precisará entender algumas coisas... O Potencial Hidrogeniônico ( PH) é o que vai indicar a acidez, neutralidade ou a alcalinidade de um meio qualquer. O PH possui uma escala de 0 a 14, sendo que até 6,9 é considerando ácido; 7,0 – Neutro, e de 7,1 a 14 é apontado como alcalino. Mas a pergunta é – o que isso tem a ver com meu cabelo? Tudo. O PH do cabelo gira em torno de 4,5 a 5,5, ou seja, é um PH ácido, e se você aplicar produto com PH muito alto (acima de 7,0) como alisantes, descolorações, tinturas, entre outros, isso irá fazer as escamas dos fios abrirem, e o cabelo poderá ficar ressecado, poroso, emborrachado, quebradiço e nos casos extremos; com choque ou corte químico. Essa variação acontece em função da elevação do PH avaliado maior

que 7,0, ficando alcalinizados. Mas como resolver esse problema? O primeiro passo é procurar por produtos de PH ácidos, pois eles têm o poder de selar as cutículas e reter a hidratação e os nutrientes no fio. Procure por shampoos com PH 5,0 para limpar de maneira suave e ao mesmo tempo, sem forçar a abertura das cutículas. Já os condicionadores e máscaras de hidratação, devem ter o PH abaixo de 4,0. Elas irão selar a cutícula e por serem de PH ácido, os cabelos ficarão muito mais macios e sedosos. Para medir o PH dos produtos, você pode comprar um medidor de em casas de cosméticos ou casas que vendem produtos para salão. Mas também, a fim de atender as consumidoras mais exigentes, muitas empresas têm apostado na divulgação do PH no rótulo de suas embalagens. Outra grande dica é usar o Vinagre de Maçã como selante de cutículas O vinagre de maça é um acidificante natural e com um grande potencial, por ter o PH 2,5 ou seja, bem ácido, sendo capaz de fechar as cutículas do cabelo e equilibrar o ph natural dos

fios. É indicado aplica-lo após o processo químico como luzes, alisamentos ou descolorações. Também pode ser usado em cabelos que estão com algum tipo de dano causado por qualquer um desses processos químicos citados acima. Veja como usar o vinagre: Lave os cabelos com um shampoo de preferência PH 5,0 Coloque o vinagre de maçã em um borrifador e aplique sobre os cabelos já lavados. Aplique por cima (sem enxaguar) uma máscara de tratamento de preferência com PH inferior a 4,0. Penteie os cabelos e deixe agir de 15 a 20 minutos e enxague normalmente. No primeiro mês faça toda vez que for lavar os cabelos, no segundo mês faça uma vez por semana e no terceiro mês uma vez a cada 15 dias. Espero que tenha ajudado, e que, com essas dicas vocês possam obter ótimos resultados! Josélia Marques C. Sousa Empresária, cabeleireira especialista em reestruturação e alisamento capilar

Seu cabelo liso, como se ele tivesse nascido assim!

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COMPORTAMENTO

As empresas já estão se adaptando com a MUDANÇA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO Pesquisas revelam as principais mudanças no padrão de consumo do brasileiro

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estudo Mudanças do Mercado Brasileiro, da Nielsen (empresa oferece uma variedade de informações em pesquisas de mercado), revela que os consumidores conquistaram um novo padrão de consumo, acessando produtos diferenciados, e agora, diante uma desaceleração econômica, querem manter o que conquistaram. Outro dado que demonstra a situação de atenção no consumo é a ida ao ponto-de-venda. Houve uma queda de 4,7% no número de visitas ao ponto-de-venda em 2014 com aumento do tíquete médio em 5,6% a cada visita, ou seja, as compras estão sendo mais planejadas: o consumidor vai menos vezes à loja, mas gasta mais a cada visita. E pela pesquisa, a classe A + B é a que está puxando o consumo. Outros dois canais que se destacaram este ano foram o Minimercado e Supermercado, que se beneficiaram de um aumento do número de itens comprados a cada ida ao ponto-de-venda.

Classe C muda hábitos para man- sultores do setor, o primeiro impacto em períodos de crise econômica é ter padrão em tempos de crise Com o risco de desemprego e infla- sempre nos serviços e no consumo. ção em alta, o consumidor passa a Conforme afirmam; as pessoas não deixam de comprar, mas começam ter mais cuidado nas compras. Hoje a classe C que antes a racionalizar, embora a classe C mostrava sinais de ascensão social tem a preocupação de não se privar e aumento no poder de consumo, de conquistas em áreas importantes, sofre com ameaças de desempre- como Saúde e Educação. Consultando uma consumigo e de inflação em alta. Elas tentam manter o padrão de consumo, dora Anapolina, Marina Pereira Vasembora buscam racionalizar gastos, concelos, sobre o impacto da crise principalmente no que se refere ao no consumo da classe C, a revista “O Lojista” pode confirmar a veracilazer e alimentação. A Plano CDE– pesquisa, ino- dade da pesquisa também em Anávação e consultoria  em negócios polis. Questionada, Marina ressalta;“ de impacto para as classes C, D e é praticamente impossível eliminar E aponta que maior parte dos en- a internet do nosso dia a dia, princitrevistados precisou fazer cortes nos palmente, em função dos filhos que últimos seis meses. O destaque fi- hoje vivem a era robótica. Outro cou para alimentação fora de casa, ponto que considero inadmissível a reduzida em 59% dos casos. Em se- retirada do orçamento é o plano de guida, vem lazer (49%), e serviços saúde”. E conclui; “são necessidades de beleza (38%). Os itens que me- básicas de uma vida com dignidade, nos sofreram redução foram estudo mas de forma adaptável a atual sipróprio (11%) e plano de saúde tuação que vivemos”. Outra mudança são as es(11%). Segundo a maioria dos con- tratégias de compra de supermerca-

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dos. Neste questionamento foi detectado que 94% dos entrevistados mudaram suas estratégias. Entre as principais mudanças estão a compra em menor quantidade (47%), pesquisa de novas marcas (36%), intensificação na busca por promoções (50%) e corte de produtos de determinadas categorias (46%).. A pesquisa informa ainda, que apesar disso, os consumidores da classe C buscam marcas mais baratas dentro de rol de produtos já testados, antes de arriscar novidade. Ouvindo outra consumidora anapolina; Jocely Martins, e reforçando dados apontados em pesquisa, deixa clara a sua posição; “a saída pode ser usar menos ou buscar

promoções, já que se acostumando com produtos de boa qualidade, dificilmente troco por um inferior”. Seleção de gastos A restrição orçamentária, a jornada de compras deixa de ser um processo automático e passa a ser mais planejada e repensada, confirma estudo.. A pesquisa mostra que 35% dos consumidores da classe C ampliaram seus pontos de venda em busca do melhor preço. Outros 30% deixaram de frequentar uma loja porque ficou cara. Além disso, 24% passaram a comprar no atacado. De um modo geral, esse grupo de consumidores está menos disposto a pagar mais por conveni-

ência e experiência de compra. Do total de entrevistados, 22% deixaram de frequentar pontos de venda mais confortáveis e prazerosos. Também houve redução no consumo de água (23%) e energia elétrica (27%). Segundo a pesquisa, itens essenciais foram os que mais sobrecarregaram o orçamento nos últimos meses. Entre eles: luz (61%), alimentação (58%), transporte (32%), internet e TV a cabo (31%), medicamentos (28%), refeições fora de casa (28%), vestuário (27%), aluguel (27%) e água (26%). Já as contas em atraso são cartão de crédito e boleto (52%), luz (50%), água (31%) e internet e TV a cabo (31%).

Pontos abordados pela pesquisa: Entre as principais mudanças no comportamento do consumidor estão: • Os consumidores estão cada vez mais “conectados” - muitas vezes on-line, interagindo com empresas e outros consumidores para pesquisar e comprar produtos, compartilhar experiência, elogiar ou criticar um negócio. Quase três quartos (73%) dos consumidores entrevistados disseram que usam a Internet para adquirir produtos ou serviços mais do que faziam há três anos. Os consumidores também estão cada vez mais utilizando a mídia social como uma ferramenta no processo de compra; • Os consumidores estão cada vez mais “exigentes” - em busca de produtos e serviços personalizados para atender suas necessidades específicas. Aproximadamente dois terços dos consumidores pesquisados disseram que é importante ser capaz de comprar o que eles querem, quando eles querem (68%) e também personalizar o produto ou serviço exatamente como querem (63%); • Os consumidores estão cada vez mais “conscientes” - buscando bens e serviços sustentáveis, estão focados em onde e como seus produtos são feitos e em fazer negócios com empresas que tenham um impacto social e/ou ambiental positivo. Metade (51%) dos consumidores entrevistados disse que considera o impacto ambiental do produto ou do fabricante antes de comprar um produto – com mais freqüência do que faziam há três anos.

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AMBIENTE DO VAREJO

Como aumentar as vendas durante a crise

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om alta de juros e inflação e economia desaquecida, boa parte dos consumidores já começou a mudar os hábitos de compra. Supérfluos saem da lista primeiro. Depois, a tendência é aumentar o intervalo entre as compras e, claro, pensar cada vez melhor antes de colocar a mão no bolso. Segundo o IBGE, de janeiro a junho deste ano, as vendas caíram 2,2%, fazendo deste o pior semestre dos últimos 12 anos. Para as pequenas empresas, todo esforço em marketing e vendas pode fazer diferença no resultado de 2015. “A primeira coisa é vender confiança. As pessoas não estão comprando porque estão desconfiadas”, diz José Ricardo Noronha, especialista em vendas e professor do MBA da FIA. Uma estratégia que pode ter um custo menor, segundo Carlos Cruz, diretor do Ibvendas, é usar o potencial do cliente que já existe no mailing da sua empresa. “Uma saída é pegar o cliente que já compra. Ele fica mais exigente e talvez esteja comparando seu produto com outros. É preciso habilidade para manter relacionamento e gerar valor com seus diferenciais”, afirma. Veja abaixo as dicas de Cruz e Noronha para convencer o cliente em tempos de crise. 1. Mostre valor

Se sua empresa vende algo que não é essencial ao consumidor, é preciso mostrar valor. “Convença o cliente sobre o retorno do investimento. O vendedor precisa fazer enxergar o problema e ativar a necessidade. Isso demanda mais habilidade, como ter capacidade investigativa e criar confiança”, diz Cruz. Para facilitar este processo, é o momento de estreitar ainda mais o relacionamento, para o cliente não esquecer sua marca. Manter contato com ele o tempo todo, com informações sobre produtos e serviços. “Hoje, as redes sociais são instrumentos poderosos de marketing, fidelização e ampliação dos clientes”, afirma Noronha.

3. Venda mais para o mesmo Uma das melhores estratégias para aumentar o faturamento é vender mais para o mesmo cliente. “Uma das coisas é agregar mais produtos e serviços. É um desafio aumentar o ticket médio, mas é preciso aproveitar os clientes que já tem”, diz Cruz. Faça uma boa gestão do estoque para entender quais produtos podem ser complementares e vendidos juntos.

2. Tenha um atendimento diferenciado Cliente indeciso precisa de atenção e paciência. “O vendedor precisa ser acolhedor, se conectar, fazer boas perguntas, agradecer o cliente por estar na loja e colocar-se à disposição o tempo todo, mesmo no final da venda”, diz Noronha. Geralmente, segundo o especialista, as melhores experiências são nas pequenas empresas, que conseguem tratar o cliente pelo nome e conhecem demandas e preferências. “Em pequenos comércios toda interação é oportunidade de aprender com o consumidor, vendo preferências, desejos e coisas que ele valoriza.”

4. Treine a equipe Uma equipe bem preparada pode fazer a diferença em momentos de crise. “Os vendedores têm que ser mais proativos e os gestores devem fazer reuniões com mais frequência, acompanhando números e tendo plano de ação”, diz Cruz. Para Noronha, a dica é incentivar a equipe a ter um atendimento personalizado. “Ofereça ao cliente um atendimento personalizado e customizado, ouvindo e entendendo suas demandas, e tentando fazer uma boa conexão entre seus produtos e as necessidades do cliente”, diz Noronha.

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Como identificar os sinais de compra?

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xistem muitos momentos durante a demonstração em que fechar a venda torna-se não apenas conveniente, mas absolutamente necessário. É quando você ouve um “sinal de compra”. Os sinais de compra são sinais de que o cliente está pronto e disposto a comprar. Os sinais de compra nem sempre são óbvios ou fáceis de identificar. Você deve estar atento para reconhecê-los. Eles podem ser muito sutis e difíceis de captar e às vezes podem ser físicos. Os gestos e expressões corporais do

cliente podem falar mais alto do que as palavras. O maior perigo em não reconhecer os sinais de compra é que, ao estender o diálogo após o sinal, o vendedor pode acidentalmente “recomprar” a mercadoria. Exemplo: Cliente: Estas botas são as melhores que eu já vi! Vendedor:  Elas também são forradas de um material que absorve o odor. Cliente:  Ah, eu já tive um sapato uma vez com isso e não gostei nem um pouco. Para entender os sinais de

compra, primeiro observe que eles vêm geralmente depois de se ter estabelecido o valor do produto. Sem o valor estabelecido o cliente pode apenas estar fazendo perguntas. Só depois o cliente estará buscando esclarecimentos e, se suas respostas forem aceitáveis, ele pode comprar. Exemplo: Cliente: Que outras cores você tem? (Esta é uma pergunta. O cliente necessita de mais informações.) Cliente: Posso ver a preta? (Este é um sinal de compra)

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6 dicas para você deixar de ser chefe e virar um líder

or mais parecidos que pos- mas e priorizar o desenvolvimento sam parecer, os termos “lí- profissional deles. der” e “chefe” não são sinônimos. Os dois denotam 2. Guie, não controle uma condição de comando. No en- Segundo Gina, os chefes sentem a tanto, é muito melhor ser um líder do necessidade de controlar todos os que um chefe. O motivo é simples: o passos dados por sua equipe. Tal primeiro tem um time coeso e unido comportamento, de acordo com a esem torno de um ideal. Já o segundo pecialista, sinaliza que não há muita até pode ser bem-sucedido, mas o confiança no time. Líderes, por outro será por meio de ordens e um certo lado, confiam nos funcionários e os capacita para que resolvam os pro“terrorismo psicológico”. Ao deixar de ser um chefe blemas sozinhos. e virar um líder, o empreendedor vai ter resultados positivos garantidos por 3. Delegue mais tempo. Seus empregados não A falta de confiança leva os chefes ficarão sempre em busca de outro a concentrar tarefas para si. Por isso, emprego. Serão, na verdade, mais não há fluidez nos processos da emengajados na realização do trabalho. presa. E, de quebra, não sobra muito tempo para que eles dediquem temE menos estressados também. Em artigo publicado no site po à vida pessoal. Líderes, como já foi da revista “Entrepreneur”, Gina Folk, dito, confiam no seu time. Eles disespecialista em empreendedorismo, tribuem o trabalho e acreditam que listou o que é necessário para deixar as pessoas responsáveis pelo projeto de ser um chefe e virar um verdadei- darão conta do recado. Vale lembrar que nenhum líder deixa de monitorar ro líder: o progresso da equipe, ajudando-a e corrigindo eventuais desvios quando 1. Goste de lidar com pessoas Lembre-se: o líder trabalha com um necessário. time. Por isso, é essencial que você 4. Adapte-se goste de pessoas.  Afinal, você será a pessoa Chefes normalmente são rígidos mais procurada pela sua equipe. É quando se trata de processos e resosua responsabilidade ajudar seus co- lução de tarefas. Mas esse desintelaboradores na resolução de proble- resse em mudar pode ser nocivo, de 16 · O LOJISTA · Outubro 2015

acordo com Gina. Ela diz que o ideal é adaptar a gestão às necessidades dos empregados. É importante entender os pontos fortes e fracos de cada um e estabelecer claramente as expectativas para o futuro. 5. Elogie seu time e assuma a culpa Chefes, segundo a especialista, colhem os louros das vitórias e, quando falham, botam a culpa nos funcionários. A postura correta é exatamente a contrária. Quando há um êxito, você deve parabenizar sua equipe. Assim, os colaboradores percebem que você dá atenção a eles e continuam motivados. E quando um deslize acontece, assuma a culpa. Afinal, você deveria ter percebido a iminência da falha. Além disso, seus ganhos, maiores que os dos empregados, já justificam que você seja tome para si a responsabilidade pelos problemas. 6. Não fuja dos riscos Aqui, o dito popular “quem não arrisca, não petisca” se aplica perfeitamente. Chefes, na maioria dos casos, têm medo de arriscar, enquanto os líderes entendem que, sem eles, é difícil crescer. E que, caso a falha venha, é possível enxergá-la de uma forma positiva. Ao errar, é menor a chance de você cometer a mesma falha novamente.


5 maneiras de fazer o cliente dizer “sim!”

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ender um produto ou serviço não é uma tarefa simples. Afinal, é preciso conquistar o consumidor. A maioria das pessoas é apaixonada por fazer compras. Mas, na hora em que os clientes descobrem o preço do produto ou serviço, muitos pensam se aquilo é mesmo necessário. Para evitar objeções do tipo, o site da revista “Inc.” listou seis técnicas para que seus clientes sempre digam “sim!” para suas ofertas:

2) Conheça bem o que vende As pessoas estarão mais dispostas a comprar se o atendente demonstrar conhecimento especializado no assunto. Isso dará credibilidade ao vendedor. Há muitas maneiras de criar essa impressão. Uma delas é realmente se tornar um especialista no seu ramo de atuação. Pesquise o assunto, teste os produtos e tente sentir as reais sensações de um consumidor.

1) Demonstre simpatia Os clientes são mais propensos a dizer “sim” se eles conhecem a pessoa que está tentando vender algo e gostam dela. É por isso que tantos comerciais de TV usam celebridades para participar de suas propagandas. Uma maneira de ser um vendedor simpático é mostrar um verdadeiro interesse nos seus clientes. Eles devem se sentir únicos e especiais. Uma dica é conhecer as características do freguês, mas sem parecer intransigente.

3) Faça favores ao cliente As pessoas se sentem obrigadas a dizer “sim” para aqueles que um dia já lhe fizeram algum favor. No mundo dos negócios, uma maneira de retribuir é conceder-lhe tratamentos especiais como; formas de pagamento e descontos. Mas é importante ressaltar que a criação de um senso de obrigação em devolver um favor não deve ser explícita. O desejo sincero de ajudar (em vez de ser ajudado) é percebido pelos clientes, que, como

consequência, respondem positivamente e se tornam fiéis ao negócio e ao vendedor. 4) Mostre que outros clientes estão felizes ao comprar produtos da sua empresa Os clientes são mais propensos a comprar quando sabem que outras pessoas – assim como eles – compraram determinado produto ou serviço e estão felizes com a aquisição do item. Por isso, é importante que o vendedor dê exemplos de clientes satisfeitos para que a compra seja realizada com maior rapidez. 5) Faça ofertas raras A maioria dos clientes valoriza ofertas raras e únicas. Uma maneira de fazer isso é proporcionar ofertas por tempo limitado e ressaltar a data do término. Isso faz com que os clientes entendam que essa pode ser a sua última chance de realizar a compra de determinado produto ou serviço. Outubro 2015 · O LOJISTA · 17


E-COMMERCE

E-commerce está em ascensão em todo o mundo, mas aqui no Brasil o cenário é especial

N

o últimos meses, em todo o país, os jornais e sites de notícias vêm estampando manchetes de economia desanimadoras. Com a alta dos juros, os empreendedores receiam realizar investimentos. O Brasil, embora esteja enfrentando uma crise financeira, traz boas perspectivas e oportunidades para o comércio em determinados setores. O e-commerce tem apresentado uma expectativa positiva, mesmo diante desta crise. Segundo o E-bit – empresa especializada em informações do comércio eletrônico, neste ano o varejo online brasileiro deve faturar R$ 43 milhões. Por que o setor consegue driblar a crise e trazer lucros De acordo com pesquisas, no Brasil o cenário do e-commerce é mais especial. Consultores do setor fazem esta consideração porque é cada vez maior o número de brasileiros com acesso à internet por meios de desktops ou de dispositivos móveis. Mas o principal motivo, segundo afirmam os consultores online, é a criatividade dos empreendedores brasileiros. Estes empresários não se contentam com o básico e conseguem encontrar soluções e estratégias que atraem o consumidor. Estas estratégias são utilizadas em campanhas de marketing, formas de pagamento, no e-commerce de nicho, entre outros recursos diferenciados. Em tempos de crise, com o orçamento mais apertado, é natural que o consumidor pesquise muito mais antes de realizar uma compra. E é neste momento que ele encontra a melhor opção no comércio eletrônico, já que oferece mais possibilidades de comparação de preços, de maneira mais ágil e prática.

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”É preciso estar atento ao mercado, conhecer suas oportunidades, desafios, especificidades, e ter a capacidade de se remodelar e criar novas estratégias” Outra vantagem do e-commerce é que dá a condição ao empreendedor de conhecer informações do comportamento do consumidor e do seu desejo de compra. Neste contexto, é possível oferecer exatamente o que ele deseja no momento, aumentando as possibilidades de venda. Por que e como integrar a loja física ao e-commerce? Muitos empresários associam a criação de uma loja virtual a um processo complicado, já que são processos obrigatórios; a contratação de serviço de hospedagem, configuração da página, escolha dos meios de pagamento, layout, fotos e descrição dos produtos, entre outros. De acordo com especialistas do setor, estes processos não são complicados. Hoje existem diversas alternativas que facilitam a criação do seu e-commerce. Não há como ignorar os números do comércio online. Só no ano passado, 51,5 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra online; resultando em R$ 35,8 bilhões faturados, segundo relatório E-bit. Existem muitas iniciativas que você pode criar para integrar suas lojas: Permita que as pessoas possam retirar o que compraram na internet diretamente em sua loja física; Mantenha os mesmos preços e promoções da loja física e loja online; Permita que, caso necessário, a troca de um produto comprado na loja online possa ser feita na loja física; Use a embalagem dos produtos vendidos na loja física para promover sua loja virtual.


motivos e dicas para trazer sua loja física ao mundo online: Mais e mais pessoas estão procurando sua loja no mundo online para comprar na loja física - existe um estudo de consultoria Accenture indicando que quase 90% dos consumidores dos EUA usam a internet para procurar produtos e, em seguida, ir até uma loja física para então comprá-los; Uma loja online tem um alcance muito maior do que física: Faça com que seus produtos possam ser entregues em qualquer lugar do mundo; Você pode expandir seus canais de contato e melhorar o atendimento aos seus clientes: Seus clientes pedem mais que o convencional. Ou seja, sua loja deve oferecer atendimento em todos os canais: telefone, e-mail, chat online, redes sociais, FAQ, aplicativos, etc. O horário não será mais um problema: Em uma loja online que você pode vender a qualquer hora do dia. Com a loja virtual ele poderá comprar em qualquer horário. Isso significa que com certeza você terá muito mais vendas; As pessoas confiam mais em marcas que tem presença virtual e física: Existem pessoas que ainda não confiam na segurança das transações online; isso pode ocorrer por uma experiência ruim que o cliente passou, por ainda não conhecerem esse modelo de negócio. Mas se você já tem uma loja física, onde as pessoas podem ir, caso precisem contatar fisicamente alguém, você tem uma vantagem; Você já tem experiência e uma base de clientes: O fato de que você tem uma loja física indica que você já tem conhecimento em comércio; além disso, pessoas escolheram comprar em sua loja, portanto você já possui uma base de clientes. Ou seja, você deve aproveitar essa experiência para criar a sua loja online e incentivar que as pessoas que compraram em sua loja offline, sempre que precisem, comprem também em sua loja online. www.unisicoob.com.br/unicentronortegoiano

Cuidar da saude das pessoas e inspirar mais gente a fazer o mesmo . a grande vocacao da medicina.

18 de Outubro. Dia do Médico. Uma homenagem:

Outubro 2015 · O LOJISTA · 19


ESPAÇO JURÍDICO

Regulamentações trazidas pela Lei do Motorista Profissional

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partir da lei 12.619/2012, uma vez a cada 2 (dois) anos e houve regulamentação 6 (seis) meses (periodicamente), específica para as ativi- para detecção de substâncias psidades dos motoristas, e coativas que causem dependência posteriormente foi sucedida pela ou comprometam a capacidade lei 13.103 de 02 de Março de de direção (Art. 168, § 6º e 7º da 2015, em vigor a partir de 17 de CLT). Abril de 2015, em razão da presA reprovação no exame são oriunda da greve geral dos terá como consequência à susmotoristas ocorrida em fevereiro pensão do direito de dirigir pelo de 2015. período de 3 (três) meses (Art. A lei 13.103/2015 dispõe 148-A, § 5º do CTB). sobre o exercício da profissão de A empresa deverá pagar motoristas profissionais, estes também o seguro obrigatório, dessubdivididos em motoristas rodo- tinado à cobertura dos riscos pesviários, motoristas de transporte soais inerentes às suas atividades, de cargas e rodoviário de passa- no valor mínimo correspondente geiros, trazendo profundas altera- a 10 (dez) vezes o piso salarial de ções na Consolidação das Leis do sua categoria ou em valor superior Trabalho (CLT) atinentes a moto- fixado em convenção ou acordo ristas empregados e também no coletivo de trabalho (alínea “c” do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), art. 2º da Lei 13.103 de 2015). voltado também para os profissioOs motoristas profissionais nais autônomos. terão direito a um intervalo de 30 As questões mais relevan- (trinta) minutos de descanso a tes trazidas pela lei se referem à cada 4 (quatro) horas de tempo jornada de trabalho, exames toxi- ininterrupto de direção, quando cológicos e comissionamento dos estiverem trabalhando em viatrabalhadores. gens de longa distância. No que se refere aos exaPara a Lei, considera-se mes toxicológicos, à nova lei exi- viagem de longa distância aquege que as empresas o realizem las em que o motorista permano momento da admissão do tra- necerá fora da base da empresa, balhador, quando da demissão e matriz ou filial e de sua residência 20 · O LOJISTA · Outubro 2015

Edson José Teodoro é advogado especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho e associado do Escritório Naves & Advogados Associados


por mais de 24 (vinte e quatro) balho por dia, exceto à jornada 12x36 mediante negociação colehoras. Outro tema de suma im- tiva, não sendo considerado como portância diz respeito ao tempo trabalho efetivo o tempo de espede espera, aquele que exceder a ra e descanso, devendo ser pago jornada normal de trabalho (8 ho- como adicional extra à excedente ras por dia), quando o motorista à 8ª hora. A nova lei permite o regiaguarda para carregar ou descarregar, fiscalização de mercadorias me de compensação de jornada por barreiras fiscais ou alfandegá- dos motoristas mediante acordo rias, não sendo computadas como coletivo de trabalho junto aos sindicatos patronal e dos empregahoras extras. O tempo de espera será dos. As horas extras previstas calculado com acréscimo de 30% além da hora normal, como verba na Constituição Federal e nas Conindenizatória e não salarial, con- venções Coletivas da categoria são remuneradas com 50% sobre forme Art. 235-C, § 9º da CLT. Os motoristas não devem a hora normal e a depender da exceder a 2 (duas) horas extras região, em razão da convenção por dia, que são aqueles além coletiva abrangida. Em caso de lada 8ª hora normal, portanto, não bor em domingos e feriados, deve pode extrapolar 10 horas de tra- haver compensação, sob pena de

pagá-las em dobro (100%). A lei era restritiva quanto ao pagamento por comissões, buscando compelir que o motorista não extrapolasse a jornada e colocasse sua segurança em jogo, entretanto, o art. 235-G permitiu a remuneração por distância percorrida, tempo de viagem e natureza e quantidade dos produtos transportados, desde que não comprometa a segurança da rodovia e coletividade. Assim, ainda com muitas alterações polêmicas e criticadas, a lei 13.103 de 2015 regulamente questões relacionadas às normas de segurança rodoviária ao dispor sobre o instituído no Código de Trânsito Brasil (CTB), segurança do ambiente de trabalho (CLT) e meio ambiente (CF de 88).

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INFORME

Crise compromete contratação de temporários para o varejo

A

s lojas costumam contratar mão de obra temporária agora, para trabalhar nos meses de novembro e dezembro, mas a queda nas vendas do comércio está levando os empresários a pensar duas vezes antes de aumentar o número de funcionários para o Natal. Dados do SPC  (Serviço de Proteção ao Crédito) indicam que nove em cada dez varejistas não vão reforçar o quadro de pessoal

no último trimestre do ano. O impacto já foi sentido em uma empresa especializada na contratação de recursos humanos. “Neste momento do ano, no ano passado, a gente estava aqui enlouquecido e hoje a gente está trabalhando mais calmo”, diz Patrícia Gallo, gerente de RH. O setor hoteleiro é o único que deve manter as contratações. O dólar valorizado promete trazer turistas e empregos no próximo verão.

SPC Brasil participa da semana do empreendedor, promovida pelo Sebrae

O

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), através de ações do Cadastro Positivo e Certificação Digital, participou das atividades da Semana do Empreendedor, promovida pelo Sebrae, entre os dias 5 e 10 de outubro, em São Paulo. A Semana do Empreendedor é um evento que visa promover a orientação empresarial e a formalização de novos negócios. Por meio de diversos formatos de atendimentos (oficinas, palestras, 22 · O LOJISTA · Outubro 2015

capacitações e orientações técnicas), o evento promoveu conhecimento e desenvolvimento a empreendedores dos mais distintos segmentos. O evento contou ainda com duas palestras do SPC Brasil com a economista-chefe, Marcela Kawauti, sobre “Os desafios da conjuntura econômica atual e o Micro e Pequeno Empreendedor”; e com o analista de produtos, Michel Felix, sobre o tema “Soluções Inteligentes para análise de crédito e cobrança”.


CNDL passa a integrar comissão de medidas favoráveis criada pela OAB

A

Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) passou a integrar um movimento em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades.  A entidade jurídica é responsável pela publicação de uma carta em que faz sugestões para a superação da “crise ética, política e econômica” que o país enfrenta na atualidade. Na carta, a OAB defende

a implementação de medidas que melhorem o ambiente de negócios do país, evitem o avanço do desemprego e da recessão. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, integrar o movimento  vem junto aos interesses da entidade. “ A CNDL representa cerca de 450 mil empresas brasileiras e considera que adesão ao Fórum permanente da OAB é de grande importância. O efeito trazido pela economia atual criou um

cenário de insegurança na vida de muitos brasileiros. Com o desemprego atingindo aproximadamente 8 milhões de pessoas no país, criar medidas e unir forças é de grande urgência”, explicou Pinheiro.

Outubro 2015 · O LOJISTA · 23


CDL EM FOCO

CDL Mulher promoveu o 6° Encontro na sede da entidade

A

CDL Mulher realizou este mês, o seu 6º Encontro. Entre as várias ações realizadas, desta vez a CDL Mulher contou com a presença da advogada Beatriz Liberato de Sousa, Secretaria de Estado da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Trabalho pelo Centro de Referência Estadual da Igualdade – CREI, que discorreu sobre o tema “Violência  Doméstica - Lei Maria da Penha”. De acordo com a coordenadora da CDL Mulher – Yesa de Ascenção Carvalho, com a participação, a mulher anapolina pode conhecer  os seus direitos legais em caso de violência doméstica.  Na oportunidade, as participantes cooperaram  com um litro de leite que foi doado ao  Núcleo Esperança, instituição de caráter assistencial, cultural e educacional, que apoia o menor paciente oncológico e com outras patologias correspondentes. Quem busca o  núcleo é atendido em  suas necessidades e realidades vivenciadas, visando a sua assistência e apoio. Assessora de imprensa CDL Anápolis - Ivana Lage

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Na foto, direita para a esquerda ( em pé), a coordenadora presidente da CDL Mulher – Yesa de Ascenção Carvalho ao lado da palestrante, advogada Beatriz Liberato de Sousa, Secretaria de Estado da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Trabalho pelo CREI, junto à coordenadora secretária – Karla Lorenda de Oliveira e demais convidadas que prestigiaram o evento


CDL contribui com a conscientização da importância da preservação ambiental espaço de reflexão sobre a cultura ambiental. Com o objetivo de discutir de forma crítica a Educação Ambiental (PNEA) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos em Anápolis, está sendo disseminado entre a sociedade o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Município de Anápolis, de maneira a sensibilizar e informar para a formação de consumidores mais conscientes e preocupados com a preservação ambiental.

C Conheça as novas unidades do Laboratório Sabin em Anápolis.

Uma das formas de apoio concedida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis – CDL, foi a contribuição nesta ação, abrindo um espaço em sua sede para a assessora da vice-reitoria da UEG, Ana Paula de Oliveira, também envolvida neste projeto de conscientização. Na oportunidade, ministrou uma palestra divulgando a importância deste trabalho e estimulando atividades de educação ambiental, participação e mobilização.

O Laboratório La Sabin possui mais de 31 anos de dedicação à medicina laboratorial e a você. n Confira a qualidade reconhecida o e os diferenciais do Laboratório a Sabin nos bairros de Jaiara e Jundiaí. ŔBUFOEJNFOUPBEJWFSTPT planos de saúde

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Condições especiais para associados da CDL. Jaiara: Avenida Fernando Costa nº 384, loja 03. Jundiaí: Praça D Dom Emanuel, nº 97.

ISO 9001: 2008

Dra. Juliana Pinho - CRBM: 1740

A

6ª Mostra Nacional de Produção Áudio Visual Independente – Circuito Tela Verde teve a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis – CDL. A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Cultura, que veio para Anápolis através da Universidade Estadual de Goiás – UEG, selecionada para ser um ponto de exibição. O projeto tem se sedimentado nacionalmente como

Anápolis: 62 3098-7181

Outubro 2015 · O LOJISTA · 27


CDL EM FOCO

Palestrante de renome nacional fechou as comemorações referente ao aniversário da CDL Anápolis

A

Câmara de Dirigentes Lojis- dos da experiência de mais de 400 tas de Anápolis promoveu empresas atendidas por ele, foram no último dia 30, como colocados na noite, com a presença parte da programação refe- de empresários, alunos do curso de rente ao aniversário da entidade no administração, entre outros. Alexandre Prates é coach, mês de setembro, um seminário com o palestrante Alexandre Prates, de especialista em desenvolvimento renome nacional, que esteve abor- humano e desempenho organizaciodando as oportunidades do mercado, nal, completou em 2015 sete anos mesmo diante das grandes turbu- de atuação no mercado de palestras lências por que tem passado o país, e treinamentos, somando mais de diante dos diversos fatores externos 500 apresentações em todo o terrique atingiram muitos profissionais e tório nacional, impactando mais de 1.000.000 pessoas com o seu conteempresas. Exemplos práticos, extraí- údo.

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É autor do livro “A Reinvenção do Profissional - Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro” (Editora Novo Século), que já está na sua 4ª edição.


CAPA

Comércio anapolino aprende a lidar com o grande desafio da época Vários setores do comércio já utilizam recursos naturais do planeta fazendo a diferença no meio empresarial e disseminando a consciência ambiental

A

o longo do tempo as empresas enfrentam os mais diversos desafios, seja simplesmente para sobreviver ou para crescer e ocupar seu lugar no mercado. O primeiro grande desafio para uma microempresa é tornar-se um empreendimento formal, em seguida vem sua capacidade de atender seus clientes e se colocar no mercado de maneira competitiva. Mas no século 21 surgiu um novo desafio e uma nova vantagem competitiva para as empresas; a sustentabilidade. Conciliar o meio ambiente com a gestão de negócios parece um grande desafio, mas é notória a repercussão positiva desta consciência levada pelas empresas, diante de uma sociedade que hoje tem esta preocupação.

Trajetória A primeira vez que se ouviu falar em sustentabilidade foi em 1986, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) fez uma encomenda a um grupo de cientistas e especialistas, liderados pela médica Gro Brundtland, que havia sido primeira ministra da Noruega. O objetivo era entender como as atividades humanas estavam impactando a vida na Terra. Esse

estudo resultou em um livro chama- mas o desafio das empresas é saber do “Nosso Futuro Comum” onde, pela como incorporá-los ao dia a dia dos primeira vez, tivemos uma definição negócios. Durante muito tempo se bastante aceita do que seja a susten- acreditou que “sustentabilidade custabilidade: “É preciso que a econo- ta caro”, ou que “sustentabilidade é mia humana seja capaz de suprir as para grandes empresas”. Mas essas necessidades das gerações presen- são ideias ultrapassadas que devem tes sem comprometer a capacidade ser abandonadas o mais rápido posde as gerações futuras atenderem sível, sob o risco das microempresas às suas próprias necessidades”; Gro perderem competitividade frente as Brundtland. Foi à primeira vez que concorrentes que venham preparados um estudo patrocinado pela ONU para atender às demandas dos merconcluiu que os recursos naturais do cados por uma produção mais limpa planeta Terra são limitados e devem e socialmente justa. Há diversos gaser explorados, tendo em vista a exis- nhos em trabalhar dentro de princítência de gerações futuras e não ape- pios de sustentabilidade, basta comnas a satisfação de necessidades do preender onde esses conceitos se encaixam dentro do seu negócio. presente. A partir desse conceito, Jonh Elkington, um empresário norte-americano, fundador de uma ONG chamada Sustainability, criou uma nova maneira de se entender a sustentabilidade nos negócios: “É preciso que os negócios sejam feitos levando-se em conta o equilíbrio entre os fatores ambienNão basta separar o lixo orgânico do tais, sociais e econômicos e reciclável e se posicionar como alguém os resultados das empresas que tem consciência ambiental. É neprecisam refletir esse equicessário engajar-se na busca dos resullíbrio”; Jonh Elkington – um tados fazendo sua parte para viver num novo conceito de sustenlugar melhor tabilidade empresarial. Os conceitos de sustentabilidade são muito interessantes, Outubro 2015 · O LOJISTA · 29


Moda sustentável e consciência ambiental já é realidade no Brasil Ser sustentável é uma das grandes tendências mundiais, e na moda não é diferente. Buscar viver em um lugar melhor é uma realidade em vários países e a busca desta consciência chega também ao Brasil. Na verdade, ser ecologicamente correto já é um costume e vem começando a ocupar um papel de destaque neste cenário da moda, visto que hoje, ganhou etiquetas de grifes renomadas. Em 2011, Christian Louboutin aderiu esse conceito lançando uma coleção de Verão com um sapato que mais se destacou, modelo Eco Trash, que é feito de materiais recicláveis e biogradáveis como cortiça, PVC e juta. Christian Louboutin, designer francês, é famoso entre as celebridades de todo o mundo. A marca registrada de Christian Louboutin são as solas vermelhas e os saltos altíssimos. O vestir consciente tem atraído cada vez mais empresas que

estão se preocupando em usar materiais biodegradáveis e até mesmo fazer uso da reciclagem. Nas roupas, o uso de tecidos e tingimentos naturais e feitos totalmente à mão e qualquer matéria-prima que seja desenvolvida de forma ecologicamente correta. Algumas marcas brasileiras consolidadas começaram a investir em linhas de produtos sustentáveis. A Colcci vem atuando nesta direção oferecendo peças em Tencel, tecido ecológico feito através da polpa de árvores de reflorestamento. A Hering utiliza o algodão orgânico e garrafas pet para o tecido de camisetas, bolsas e underwear. A marca também investe em pesquisas de corantes e amaciantes ecológicos para reduzir o impacto ambiental. A Osklen é também outra marca que tem essa relação com o meio ambiente. Em 2007 ela começou a utilizar o bioleather, couro natural de peixes como tilápia e salmão, peixes consumidos como alimento e capturados de acordo com as leis ambientais (a venda do couro gera renda extra aos pescadores). Além disso, todos os tingimentos são feitos com corantes naturais, utilizando o mínimo de produtos químicos.

Iniciativas promissoras já podem ser vistas em Anápolis Hoje, em Anápolis já é possível observar a consciência ambiental sendo adotada por empresas. Embora ainda seja reconhecida apenas por grandes empresas, produtos que carregam esta consciência já são comercializados com grande saída no comércio anapolino. A revista “O Lojista” ouviu o empresário do ramo de calçados de Anápolis, João Batista R. de Araújo, que hoje comercializa com exclusividade em Anápolis, a Osklen. Segundo ele, já é possível perceber a consci-


apresentou bolsas de praia e chapéus de crochê feitos com plástico reciclado em recente desfile no Fashion Rio.

ência do consumidor ao escolher a grife confeccionada através matérias primas naturais. “Esta grife em nossa loja é muito cogitada e de grande aceitação por parte dos consumidores, que em sua maioria, tem consciência desta causa. E eu particularmente, deixo o meu apoio total, aliando o bom gosto à necessidade de preservação do meio ambiente”; arremata. Outro ramo de negócios que também já pode ser encontrado em Anápolis é o de confecções, que abraçam a causa há algum tempo, colocando no mercado a confecção com a responsabilidade em preservar o meio ambienten, onde são comercializadas marcas de renome . Com

certeza, segundo a maioria dos lojistas do segmento, esta é uma causa muito aceita pelo consumidor que já tem uma visão consciente neste sentido. Hoje, nos desfiles de lançamento de novas estações há sempre o espaço para a coleção sustentável, com tecidos para a confecção das peças fabricadas no tear por artesãs, confecções com fios naturais de algodão e seda. Na linha de acessórios, também são utilizadas as fibras de bananeira e palha, oferecendo uma opção sustentável de moda e provando que consciência ambiental e luxo podem andar juntos. A Totem, por exemplo, loja de roupas femininas,

Vantagens para os empresários com esta nova consciência As grandes empresas que abraçaram a causa percebem ganhos ambientais diretos na economia de matérias-primas, de energia e nos processos de produção. Considerando as questões sociais é uma forma de despertar a consciência da sociedade com relação a necessidade de mudança de comportamento. Jonh Elkington, quem criou o conceito de equilíbrio ambiental, social e econômico para a sustentabilidade, também formulou um pensamento muito interessante sobre o objetivo das empresas: “O lucro não deve ser o principal objetivo de uma empresa, apenas uma parte essencial para que ela busque sempre cumprir a sua missão”.


CAMPANHA

Outubro Rosa entra na agenda de ações da

CDL O intuito é promover ações despertando para uma atenção maior com relação ao câncer de mama, tão frequente no cotidiano de todos

O

utubro Rosa é uma campanha de conscientização realizada no mês de outubro direcionada à sociedade e às mulheres, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O movimento surgiu em 1990, na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, e desde então, vem sendo promovida anualmente na cidade. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Com o intuito de promover um evento para dar atenção a este tópico tão frequente no cotidiano de todos e ao mesmo tempo, fomentar através do esporte uma maior qualidade de vida, a CDL Mulher vai participar do 6º Circuito Anapolino de Corrida de Rua 2015 realizado pela Prefeitura Municipal, além de realizar várias ações em todo o mês de novembro. Por todo o Brasil, assim como em todo o mundo, o mês de outubro é repleto de palestras sobre 32 · O LOJISTA · Outubro 2015

o câncer de mama. Elas são realizadas por meio do poder público, voluntários, entidades, profissionais de saúde, instituições de ensino e pela comunidade em geral. A campanha é estimulada também por meio de uso de camisetas ou enfeites na cor rosa e de broches com o símbolo do movimento – o laço rosa. O “consciência rosa” neste mês trabalha junto com empresas, fundações, organizações e comunidades mobilizando forças. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que 57 mil casos novos de câncer de mama serão diagnosticados este ano. Esse tipo da doença representa 22% dos tumores detectados no país. De acordo com os especialistas, os avanços médicos dos últimos anos permitem que as mulheres com esse tipo de câncer tenham maior sobrevida e maior bem-estar durante o tratamento. Segundo eles, o problema está no acesso a esses tratamentos de ponta, que ainda estão restritos a uma parcela pequena das pacientes.

A revista “O Lojista” ouviu Lucilaine Alexandre Oliveira, que foi vítima do câncer de mama, mas que superou a doença. “ Acho de extrema importância a campanha Outubro Rosa porque, quando fui acometida pelo carcinoma ductal infiltrante, passando pela retirada completa da mama direita com prolongamento para axila e retirando 22 linfonodos, fiquei como quem tem um pesadelo, visto que não era comum o câncer de mama e tendo somente 27 anos e um filho de 03. Eu não tinha nenhuma informação a respeito. A princípio parecia um pesadelo, mas Deus em seu infinito amor teve misericórdia da minha vida e me curou. Sei que a cura não acontece na vida de todos, porque estamos nas mãos do Senhor, mas enquanto estamos vivos temos a oportunidade de nos prevenir com os recursos existentes e deixados por Deus para que a doença seja descoberta e se possível sanada como aconteceu comigo. Em minha opinião, sua fé em ação é um dos motivos da aceitação e gratidão a Deus pela oportunidade única para vencer”; declara.


Novembro azul Assim como o Outubro Rosa – movimento de conscientização das mulheres sobre a prevenção e combate ao câncer de mama, o Novembro Azul é uma campanha similar, embora dirigida aos homens com a conscientização da necessidade de buscar atendimento médico para realizar exames preventivos do câncer de próstata e outras doenças masculinas que incidem após os 45 anos. De acordo com o levantamento, publicado pelo “JAMA Oncology”, o número de novos casos de câncer de próstata no Brasil disparou 414% entre 1990 e 2013, passando de 18,7 mil para 96,3 mil. Estimam-se 68 mil novos casos de câncer da próstata no Brasil este ano.

Outubro 2015 · O LOJISTA · 33


VITRINE

Iluminação é uma estratégia para atrair clientes

“Iluminar é um dos aspectos mais importantes no ponto de venda. A iluminação pode e deve ser utilizada para destacar produtos ou grupo de produtos, fazendo a diferença.”

O

uso de uma boa iluminação faz toda diferença no espaço de uma loja, no realce das mercadorias expostas, permitindo muitos efeitos que realçam os produtos e atraem o consumidor. A escolha da iluminação deve ter como intuito criar uma atmosfera agradável e relacionar-se com a identidade da loja. Quando usada corretamente pode ser considerada como um fator de diferenciação frente à concorrência, por destacar mais a loja, além de criar uma relação harmoniosa com os produtos expostos. A ideia é realçar o ambiente e os produtos sem sobrecarregá-los, evitando que 34 · O LOJISTA · Outubro 2015

o conjunto fique cansativo e poluído visualmente. Por ser um assunto tão importante e que causa grandes impactos na ambientação de uma empresa, já existem firmas e profissionais especializados para a aplicação de iluminação artificial, tanto em espaços interiores como exteriores. Para se criar um belo ambiente e realçar a vitrine, é necessário conhecer os tipos de lâmpadas, as possíveis maneiras de iluminar um ambiente, as vantagens e desvantagens de cada uma e também que efeitos de cores estas produzem nas mercadorias. Capriche na iluminação de sua loja

Entre os tipos de lâmpadas usadas em vitrines e interiores de lojas estão as leds, halógenas e fluorescentes. As halógenas incandescentes, encontradas em diversos modelos, são as únicas que reproduzem fielmente a luz do dia, portanto respeitam as cores. Embora sejam mais caras, duram muito mais tempo e são bem mais econômicas. As fluorescentes são as lâmpadas frias encontradas em diversos modelos. A luz é distribuída por igual, precisando de complementação de iluminação. Porém são econômicas, de temperatura baixa e sua boa intensidade pode resolver problemas de reflexão nos vidros das vitrines.


Capriche na iluminação de sua loja curos, pois darão um resultado muiLuz dirigida - Quando a luz é dire- tíssimo escuro, chegando até 100% cionada para um objeto, incide numa mais escuro que o tom da superfície. A iluminação interfere nas direção em particular. Isto pode ser conseguido através de lâmpadas re- cores e quando deficiente em luz refletoras e dicroica. Com uma ilumi- flete cores pastéis e sem vida, mas nação de foco, os produtos tendem quando está bem posicionada e em a possuir certa exclusividade, dando boas condições, exalta as cores e maior valor agregado para uma de- chama atenção na medida adequada terminada sessão de peças ou mer- para as mercadorias. cadoria que se queira destacar. Mas para que haja foco, deve haver sombra. Esta técnica deixa o ambiente “A iluminação focada é ótima estratégia quando se quer valorizar um suntuoso e aconchegante. produto. Eles podem ser dispostos Luz difusa - Iluminação onde a luz para valorizar a composição, no num objeto não incide de um foco dicaso de uso de displays onde recionado em particular. Esta técnica ficam os produtos. Os focos tamde iluminação se utiliza de materiais e cores de boa reflexão no ambien- bém podem estar direcionados de te para tornar a luz mais abrangente, forma mais geral. Neons, abajures e outros tipos de iluminação são menos ofuscante, tornando as somsoluções criativas para criar uma bras menos marcadas e mais suaves. vitrine diferente.” Evite focar este tipo de iluminação em superfícies de tons médios ou es-

Assim dentro de uma loja é necessário que haja a iluminação geral funcional, mas com toques da iluminação de foco para criar alguns efeitos que fazem toda a diferença no ambiente. É importante destacar que para lojas de rua a iluminação interna deve ser maior do que a externa para que o vidro da vitrine não se torne espelho e impossibilite aos clientes enxergarem as mercadorias. Outra situação que provoca o efeito espelho é quando são expostos muitos objetos pretos nas vitrines de rua. Esta cor deve ser usada apenas em alguns detalhes da decoração para não atrapalhar.

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AÇÃO SOCIAL

Cruzada pela Dignidade traz novas ações Organização trabalha em Anápolis desde 2007, pelo fortalecimento da família

A

Cruzada pela Dignida- do trabalho conjunto e orquestrado, Cruzada pela Dignidade em Anápolis de surgiu no ano 2000 as soluções apareciam através de O Juiz, sendo promovido para Anápolisno município de Orizo- pessoas de diversos segmentos. -GO, encontrou os mesmos entraves, na, Estado de Goiás. O Muitas famílias se rees- mas em proporção superior, pois tratajuiz Carlos José Limongi Sterse, do truturaram e a alegria permeava a -se de uma cidade de grande porte. Juizado da Infância e Juventude face daqueles voluntários que vi- Estimulado pelo êxito do movimento da Comarca de Anápolis, diante ram que, com o seu simples gesto em Orizona, ele apresentou a proposde inúmeros problemas no Fórum e vontade de servir, podiam fazer a ta, que foi abraçada pela comunidade, referentes à violência doméstica, diferença na vida de outras pessoas. e hoje conta com mais de 300 volunmaus tratos à criança, drogas, abuVisitas eram feitas para tários cadastrados, que por consideso e violência sexual, dentre outros, as famílias que apresentavam rarem o movimento indispensável à percebeu que grande parte destes algum tipo de desagregação. sociedade anapolina e desejando sua problemas eram ocasionadas pela Além de ajudar a matar a perpetuação, decidiram transformá-lo desagregação familiar e a falta fome física com distribuição de em uma Associação legalmente conse/ou enfraquecimento de princí- cestas básicas, matava-se a fome tituída, que vem atuando no município pios, virtudes e valores que devem espiritual, fazendo com que as desde o mês de junho do ano 2008. estar presentes na família, bem pessoas se sentissem valorizadas, Sua diretoria é composta por represencomo o distanciamento de Deus. com a autoestima elevada e com tantes da sociedade civil e o juiz Carlos De acordo com ele, para vontade de cuidar de suas famílias. José Limongi Sterse, seu presidente de fazer frente a esses problemas era Muitas foram capacita- honra. hora das pessoas e entidades que das e encaminhadas ao mercado trabalham pela família e pelo bem, de trabalho. A quantidade de pes- A Cruzada pela Dignidade busca unir trabalharem de forma organizada soas que conseguiram deixar as as entidades de apoio assistencial e orquestrada, uma vez que todos drogas foi grande. M u i t o s Com o objetivo de estabelecer uma tinham um mesmo objetivo: o for- lares se reergueram, muitos la- rede maior de proteção e apoio a talecimento da família.  ços familiares foram refeitos. As estas famílias, a Associação Cruzada pessoas passaram a se respeitar pela Dignidade vem buscando junto Com as forças do bem, nas- mais, começou a haver uma inte- às entidades parceiras, estreitar ainda cia a Cruzada pela Dignidade  gração, conversa e articulação en- mais esses laços, estabelecendo juntos Os voluntários, que eram mais de tre líderes de religiões diferentes, – rotinas e critérios para a formação e cem, numa comunidade de cerca de o que fez toda a diferença na base.   aperfeiçoamento desta rede. Este traA comunidade cada vez balho de busca de uma maior aten20.000 habitantes, organizaram-se mais se motivava, pois conseguia ção à Cruzada intensificou neste início sob a liderança do magistrado. Reuniões periódicas acon- dar dignidade a quem precisava. de outubro, quando aconteceu uma teciam no período noturno no Fó- Formou-se uma grande rede de ar- reunião presidida pelo juiz Carlos José rum e a comunidade toda partici- ticulação em prol da família, com Limongi Sterse para o sucesso da forpava. Percebeu-se que com a força benefícios para toda a comunidade. mação desta rede. 36 · O LOJISTA · Outubro 2015


• Juizado da Infância e Juventude e demais órgãos do Poder Judiciário • Ministério Público • Ordem dos Advogados do Brasil- OAB- Subseção Anápolis • Poder Executivo: • Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social; • Secretaria Municipal de Educação; • Secretaria Municipal de Saúde;  • Subsecretaria Regional de Educação; • Secretaria Estadual de Segurança Pública (polícias civil, militar, corpo de bombeiros) • Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal • Poder Legislativo (Estadual e Municipal) • Associação Comercial e Industrial de Anápolis- ACIA • Câmara de Dirigentes Lojistas- CDL • Sistema S (Sesi, Senai, Senac e Sebrae)

• • • • • • • • • • • • • • •

Conselho de Pastores- Igrejas Evangélicas Diocese de Anápolis- Igreja Católica Rotary Clube Lions Clube Lojas Maçônicas Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas Escola de Pais do Brasil Casas de Recuperação para Dependentes Químicos Hospital Espírita de Psiquiatria Universal Peace Federation – UPF Ordem Rosa Cruz Comunidade Baha’i Comunidade Espirita Comunidade Islãmica

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FIQUE DE OLHO

Como manter as contas da sua empresa no azul

Varejistas devem se precaver financeiramente para evitar problemas em momentos de crise

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e acordo com a maioria dos empresários é necessário projetar todas as entradas e as saídas de recursos financeiros da empresa. Conforme afirmam; uma das estratégias é evitar as tentações financeiras que extrapolam os limites mensais através do autocontrole e responsabilidade. Neste contexto, o consultor de gestão da Inside Business Design, Marcelo Scharra dá dicas para que o caixa da sua empresa seja mantido no azul. Segundo ele, muitos empresários não sabem responder, em menos de dois minutos, qual o seu lucro mensal, e nem quais as metas da sua loja, ou os valores gastos em taxas bancárias. A falta de conhecimento sobre os gastos e rendimentos prejudica o andamento da empresa, que sofre por não contar com um rumo e controle definidos. É essencial que o empresário saiba e estipule exatamente os valores destinados para cada departamento da loja, pois só assim ele conseguirá controlar esses investimentos. Aponta ainda, a necessidade de uma meta bem definida, o que garante o controle dos gastos prioritários, bem como o seu objetivo final do empreendedor. “A meta da empresa guiará todos os passos que ela der, pois eles só serão executados por conta dela, visando alcança-la”; arremata. O consultor coloca ainda, as práticas para alcançar estas metas. De acordo com ele, para evitar que os gastos pessoais se misturem com os corporativos, uma boa medida é manter duas contas separadas em bancos diferentes. Isso implicará no pagamento duplo de taxas, mas 38 · O LOJISTA · Outubro 2015

evitará que as transações sejam feitas de maneira desorganizada. Essas e outras medidas são essenciais para que a meta da empresa seja alcançada, e devem ser listadas para que o empresário possua um controle sobre cada passo que precisa ser dado em direção ao objetivo da marca. Feita a lista de práticas que devem ser adotadas, é importante que ela saia do papel e vire realidade. O autocontrole , seja ele realizado em uma planilha (mais comumente utilizada e indicada) ou em papel, facilita o acompanhamento das ações listadas, além de ajudar a contabilizar se as contas pessoais estão mesmo separadas das corporativas. Cada passo estabelecido deve ser cumprido para que o objetivo não permaneça como um sonho distante e vire uma realidade para empresários, funcionários, clientes e até mesmo, familiares e amigos, que com certeza vibrarão com

as suas conquistas. É essencial que todos os itens sejam realizados, pois eles fazem parte de um plano maior, que envolve o sucesso e crescimento da sua marca. Exercício de autoconhecimento O autoconhecimento é fundamental para enfrentar qualquer adversidade, principalmente, nos momentos de crise, visto que ajudará o empresário a reencontrar a sua própria capacidade de execução. Executivos que se autoconhecem estarão mais preparados para enfrentarem as mudanças drásticas do cenário econômico brasileiro e para repensarem as suas atitudes com a agilidade e rapidez necessária para que elas sejam mudadas a tempo de acompanharem o mercado, o que fará toda a diferença. Tais ações manterão o fluxo de caixa no azul e a empresa toda se beneficiará da segurança propiciada pelas finanças em dia.


GESTÃO DE PESSOAS

A falta de mão de obra qualificada ainda é um problema para os empresários anapolinos? Com o crescimento econômico vivenciado nos últimos anos em Anápolis, aumenta cada vez mais a falta de mão de obra qualificada e os lojistas sofrem com isto.

E

sta limitação acarreta muitas dificuldades para a maioria das empresas que pretendem expandir seus negócios. Alguns empresários acreditam que o treinamento e a capacitação dos funcionários é um desperdício, pois quando um empregado sair da empresa o valor investido será perdido. Na verdade, o resultado de um funcionário capacitado compensa o valor investido, mesmo com pouco tempo de produção. O varejo costuma ser a porta de entrada de muitos jovens no

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mercado de trabalho e oferece algumas posições com baixo grau de exigência, podendo ser considerado um bom termômetro sobre a qualidade da formação da mão de obra brasileira. Entretanto, a qualificação exigida pelo setor possui características técnicas e comportamentais que não constam na educação formal das escolas, mas no íntimo da sociedade, no berço das famílias. Esse é o grande obstáculo para preencher as vagas disponíveis. O apagão de mão de obra não é quantitativo, mas qualitativo!

De acordo com a ABRH é preciso deixar as empresas investirem de modo mais consistente em qualificação de profissionais, pois elas saberão orientar esses investimentos para aqueles setores onde há grande demanda por pessoal qualificado, sem que existam profissionais no


mercado. A má-qualidade da formação dos trabalhadores, além de afetar a competitividade, prejudica inclusive, programas e ações voltados para a redução da exclusão social. O aumento de produtividade compensa o investimento na seleção cuidadosa e no treinamento dos funcionários A qualidade dos recursos humanos é, indiscutivelmente, uma das principais causas de sucesso ou fracasso de uma empresa. Apesar disso, alguns empreendimentos contratam e selecionam o funcionário pensando no salário mais baixo que irá pagar. Essa política permite economia no curto prazo, mas implica, em médio prazo, no aumento de custos por causa de baixa produtividade, falta de qualidade, ausências e pequeno tempo de permanência do funcionário.

À medida que a organização se torna mais relevante para o colaborador, há uma maior retenção de talentos, comprometimento e produtividade. Essas são as organizações que sofrem menos com o apagão de mão de obra. Qualidade A CDL, através da Escola do Varejo, oferece cursos direcionados de acordo com a necessidade do empresariado anapolino, ministrados por instrutores que vivenciam o mercado. A oferta de cursos vai desde o atendimento, passando por vendas, cadastro, crédito e cobrança, formação e controle de estoque, formação de gerentes, entre outros de interesse do lojista. Os cursos são ministrados na sede da CDL Anápolis e são abertos à todos os lojistas; associados ou não, porém, associados têm direito a um desconto.

Novas vagas de emprego Com base nos dados da agência de empregos online – a Catho, que tem hoje milhares de vagas disponíveis; a Fipe criou um indicador econômico sobre o mercado de trabalho. O indicador é uma medida de quantas vagas por trabalhador em potencial existem na economia em um determinado momento. Em março de 2015, a taxa de novas vagas atingiu 210 pontos, ou seja, nesse período a economia brasileira possuía 2,10 vezes mais vagas abertas por trabalhador em potencial, do que em março de 2004. Porém, o nível já era menor do que em março de 2014, quando o índice registrou 226 pontos. Em março de 2015, o indicador atingiu 551, ou seja, temos 5,51 vezes mais vagas por candidato na economia brasileira do que existia em janeiro de 2004. Isso sinaliza que o poder de barganha do trabalhador é muito maior agora do que era no começo de 2004.

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TENDÊNCIA

Saiba driblar a crise econômica com as novas tendências de marketing

S

ete em cada dez pequenos ne- vistados. Aumento na variedade  dos gócios apostam em propagan- produtos e redução nos preços são as da,  variedade de produtos  e escolhas de  16% e 14%, respectivaredução de preços para driblar mente. Neste contexto, as tendências a crise. Os dados são da pesquisa do Serviço Brasileiro  de Apoio às Micro de marketing precisam passar por altee  Pequenas Empresas (Sebrae)  com rações, de acordo com profissionais da cerca de 6 mil empresários, incluindo área. De acordo com eles, às empresas microempreendedores  individuais.  A precisam utilizar novas estratégias de principal estratégia para não naufra- marketing para driblar a crise brasileira. gar nesse  momento em que a eco- “Os consumidores estão mais críticos nomia  passa por uma “ressaca”, de frente ao cenário de recessão, crise e acordo com o ministro da Fazenda, Jo- falta de perspectiva. Por esta razão é aquim Levy, é investir em propaganda fundamental investir no bom atendie marketing, opção de 38% dos entre- mento, e principalmente, no cuidado

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nas redes sociais, que representam oportunidades maravilhosas em tempo real”; concluem. As empresas precisam estar atentas a esta mudança tão importante, pois ela deve alterar o comportamento das marcas. Isso começa a aparecer de maneira incisiva neste ano, embora a grande transformação leve mais tempo. As empresas começarão aos poucos a utilizar dispositivos inteligentes para coletar informações em tempo real sobre os clientes e, desta forma, serem capazes de elaborar campanhas publicitárias mais inteligentes.


Marketing é fundamental para qualquer empresa, independente do porte. Uma estratégia para alavancar as vendas, serviços é sempre bem vinda. Mas muitos clientes ainda possuem muita dúvida referente ao marketing.

com que as corporações precisem reavaliar suas estratégias, passando a alugar, emprestar ou até mesmo presentear consumidores com seus produtos e serviços. O novo consumidor não se preocupa mais em ser dono das coisas, mas ter acesso às coisas.

Mudança de Humor do consumidor O consumo no Brasil sofre com a queda da economia, tornando-os mais críticos devido ao cenário de recessão, crise e falta de perspectiva. Por isso, é fundamental investir no bom atendimento, no cuidado nas redes sociais, que representam oportunidades em tempo real.

Estratégias mais eficientes para fugir da guerra de preço e diferenciar um projeto Diferenciar o produto é o primeiro passo para fugir da guerra de preços. “Se você for brigar por preço, provavelmente vai ficar refém disso. E nessa busca pelo preço melhor, muitas vezes você vai ter a qualidade do seu produto colocada em xeque. E isso não é bom, eu não recomendo. Eu sou fã de criar valor para o seu negócio, de criar valor para seu produto, para que seu cliente compreenda que está comprando benefícios e não um produto qualquer”, afirma Sandro.

Economia colaborativa Os consumidores podem agora comprar e trocar entre si, muitas vezes sem comprar diretamente das marcas. Por causa disso, alguns planos de negócio começam a ficar irrelevantes, fazendo

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ARTIGO

As empresas vão demitir, você pode ser o próximo!

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m conversa com um empresário do ramo do varejo, após inúmeras reclamações sobre a atual crise que vivemos, ele me diz: “Cara, estava cheio de ideias para as lojas, tinha previsto alguns investimentos para fazer, treinamentos programados, enfim, estava animado. Sabe de uma coisa, cancelei tudo! Vou aguardar essa crise amenizar e decido no ano que vem o que fazer.”. Essa conversa me motivou a escrever esse artigo. Vou descrever para você o pensamento que dividi com ele. Será que a crise vai passar? Será que o dólar vai baixar? Será que o PIB vai crescer? Leia as previsões que quiser, converse com quantos especialistas achar necessário e, no final, teremos apenas uma certeza: nada disso nos pertence. Previsões, expectativas, tudo isso é futuro, não importa. Ao invés de desperdiçar energia com aquilo que não pode controlar, se preocupe com o que está em suas mãos. Portanto, a hora de Alexandre Prates esteve em Anápolis no último dia 30, à convite da CDL Anápolis, investir é agora, pois se você não se quando realizou a palestra “2016 o ano da colheita – A crise e a sua gestão” preparar esperando águas mais brandas, vai naufragar como muitos que apague sozinho. Se você não pegar o sário, o que isso tem a ver comigo? não se prepararam para a turbulência. extintor e resolver, vai morrer. Nada Eu te respondo: tudo! Veja o que eu O melhor momento para treinar a sua de deixar para depois: enxugue o seu disse acima: “A maior oportunidaequipe é agora, a melhor oportuni- time, fique com os melhores, invista de que temos na crise é aprender a dade para dar um up grade  no seu em diferenciação, processos, enfim, fazer mais com menos.”. Ou seja, as negócio é essa. A maior oportunidade ajuste a máquina. Feito isso, reúna o empresas vão reduzir o quadro sim e que temos na crise é aprender a fazer time, acalme os ânimos e participe- não adianta os sindicatos esperneamais com menos. E ai sim, quando a -os das estratégias futuras. A crise rem, paralisações serem lideradas, poeira baixar, você estará pronto para é um momento muito propício para não tem jeito. As empresas precisam despontar e crescer vertiginosamen- unir as pessoas em prol de um objeti- se tornar mais produtivas e terão que te. Recuar agora é como estar em um vo maior. fazer novos investimentos em procesprédio em chamas e se trancar no sos, diferenciações, marketing, e para guarda-roupa esperando que o fogo Alexandre, mas eu não sou empre- isso, terão que encontrar recursos Outubro 2015 · O LOJISTA · 45


para investir. E com a demanda mais baixa, cortar a folha de pagamento torna-se inevitável. Mas, sinceramente, eu não sei se você precisa se preocupar. Na era da produtividade prospera os mais produtivos, óbvio. Assim como as empresas ficaram mal acostumadas com a onda de consumo dos últimos anos, muitos profissionais também se aproveitaram do “pleno emprego” e das diversas oportunidades que o mercado oferecia. Ou seja, me preparar para que? Me dedicar plenamente a empresa para que? Suportar pressão para que? Está sobrando emprego, se não der certo aqui, mudo e pronto. Isso funcionou a curto prazo e agora? Será que o seu currículo não foi prejudicado com essa transição desenfreada? E a sua reputação, ficou intacta? Será que você não se desacostumou a colocar todo o seu potencial em jogo? E a sua preparação, será que não ficou

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defasada em relação ao mercado? Se a sua resposta for insatisfatória para alguma das questões anteriores, então sim, pode se preocupar. Afinal, para ser uma empresa produtiva, eu preciso dos melhores comigo. Os mais preparados, o mais engajados e aqueles que entregam mais. Se você faz e fez a sua parte, certamente estará no jogo. Caso contrário, ainda há tempo, mas pouco tempo. É melhor se dedicar 120% na sua preparação e nas suas atividades. Ou você se torna produtivo ou está fora. Mas não fora da empresa apenas, estará fora do mercado! Minha dica é: para de se preocupar com o seu emprego, isso é muito raso, foque intensamente na sua carreira. Empregos passam, a sua reputação te acompanha. Aprenda a entregar resultados no atual momento do país e das organizações. Nada de utopia, encare

essa realidade. Se estivermos prontos para esse momento, nada nos segura quando (e se) o mar acalmar! Lembre-se, tem muita gente recuando, bom pra quem vai investir no negócio e na carreira. Alexandre Prates Sete anos de atuação no mercado de coach, palestras e treinamentos, no Território Nacional


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