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Sugestão de leitura Western Images of China / Colin Mackerras

Western Images of China / Colin Mackerras. - Hong Kong, etc. Oxford University Press, 1989. ISBN: 0-19584915-9 (Cota: CHI 316.65 MAC,C.)

Neste livro, escrito de uma forma muito acessível mesmo para leitores não especializados nas “coisas da Ásia”, o autor analisa como os ocidentais europeus e norte-americanos têm “construído” a imagem que têm da China desde o mais antigo relato conhecido do historiador romano, Plínio, O Velho passando pelo historiador grego Theophylaktus Simocatta (século VII) até aos anos 80 do século XX, com maior ênfase nos livros ocidentais que falam sobre a China a partir de Marco Polo (1254-1324) e que o autor considera como o primeiro grande construtor ocidental de uma imagem da China. No que diz respeito ao século XX, que é parte substancial deste trabalho de Mackerras, é feita a análise de muitos trabalhos académicos mas também de jornalismo, literatura, artes e até de filmes, programas de televisão e a ópera Turandot., de Puccini. Uma das principais ideias do autor é de que, a partir do século XVI, a construção da imagem ocidental da China esteve estreitamente relacionada com a imagem “orquestrada” pelas potências dominantes no momento. Colin Mackerras é professor no Department of International Business and Asian Studies da Universidade de Griffith (Austrália).

Nº36 de Abril de 2013 AGENDA ⇒ 19 de Abril: Conferência 500 anos

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Sabia que... JORGE ÁLVARES: O PRIMEIRO PORTUGUÊS NA CHINA Jorge Álvares foi em 1513 o primeiro português a desembarcar na China em nome do rei de Portugal. Enviado pelo capitão de Malaca, com o objectivo claro de, pela primeira vez, navegar até à China. João de Barros conta, nas suas Décadas da Ásia, como os portugueses chegaram à ilha de Tamão no delta do Rio da Pérola, ao largo de Guangzhou e aí ergueram um padrão com as armas lusitanas. A viagem foi um sucesso. Feita

num junco carregado de pimenta de Samatra, adquirido na zona, e “armado” em parceria com um mercador do Coromandel, que levava mais quatro embarcações. A pimenta transportada foi vendida e o junco voltou recheado de produtos chineses para serem negociados em Malaca e, curiosamente, não com destino a Lisboa, na continuação da tentativa dos portugueses se integrarem na importante rede comercial que há séculos ligava a Insulíndia ao

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Sul da China. A morte de Jorge Álvares tem versões divergentes. A de João de Barros, que afirma ter morrido em Julho de 1521, outra, de uma carta de Cristóvão Vieira diz que Álvares foi preso em Cantão depois de combates com chineses em Tamão, tendo morrido no cárcere depois de açoutado pelo escrivão da cadeia. Comemoram-se este ano os 500 anos desta viagem.

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Sl 2013 36 abril