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Crónicas de Zeppelin – A Crónica das Crónicas

Esta história passa-se no famoso planeta Zeppelin Benson 2, um planeta situado a 1689 anos-luz da Terra, no ano 451 do calendário zeppeliano (2069 pelo calendário terrestre). O planeta Zeppelin situa-se na Nebulosa do Pégaso, no Sistema CR7, entre a órbita de Miktar e a estrela Messi. Ele não tem atmosfera, o que leva a que haja uma frota antimeteorito em circum-navegação constante ao astro. As suas temperaturas variam entre os 50 graus Z de dia e -50 à noite. A sua única forma de vida inteligente são os Ra’zac, uma espécie bastante evoluída que pode atingir a altura de 4 zm. Os Ra’zac têm uma perna, uma cauda e um tentáculo e alimentam-se de Maliar, uma substância viscosa que cresce nos pântanos. Para além dos Ra’zac existem outras espécies como as Fadas dos Dentes, uma espécie há muito desaparecida, mas que reapareceu há algumas décadas, espalhando o terror e o medo entre os Ra’zac: poucos as viram e sobreviveram para contar a história, pois estas infernais criaturas do mal, comandadas pela rainha Dentinho de Leite, alimentam-se de ossos e dentes de Ra’zac. Existem também os Minotauros, criaturas com corpo de cavalo e cabeça de touro. O Planeta Zeppelin está em concorrência tecnológica com o planeta Miktar. O Planeta Miktar está situado a 15 unidades pegasianas do vortex espacial Pelé, o que faz com que o planeta esteja sujeito aos famosos ventos Brasileiros. As únicas formas de vida inteligente em Miktar são os Nazgûl, seres com a cabeça de plasticina e corpo de cera, com a capacidade de se transformarem naquilo que quiserem. Eles alimentam-se de cabeças de cãocrodilos, seres que navegam as violentas águas do rio


Yorkshire. Os Nazgûl não podem estar mais de 6 mikthoras à luz de Messi, caso contrário derretem. Eles acreditam nos deuses gregos. Petroli é um espião miktariano em missão no planeta Zeppelin a fim de obter os planos de construção de uma máquina do tempo que se encontra num laboratório ultrassecreto UZPBM (União Zeppeliana Pelo Bem Maior) Tudo começou naquele estranho dia do mês da Mosquinha Azeteca (nome de todos os meses zeppelianos). Petroli, como era já habitual desde o dia em que se infiltrara na UZPBM (União Zeppeliana Pelo Bem Maior), acordara ao nascer de Messi. Todos os dias eram iguais, mas ele tinha o estranho pressentimento que hoje iria ser diferente. Mal acordou, olhou para o relógio - espião. Tinha uma nova mensagem d’O Mestre: “Caro agente 00M: Soube que tem feito um ótimo trabalho no planeta inimigo, mas estamos a ficar sem tempo. Já temos tudo pronto para receber os planos. Temos uma excelente recompensa à sua espera: terá a mão da Dama Irinna, princesa do Reino Seastar. Mas lembre-se: seja discreto!” Pronto, ele sabia que este dia iria ser diferente. Tratou logo de descer à cave secreta para alimentar os Theastrals (espécie de cavalos alados que só podiam ser vistos por quem já tinha presenciado a morte), eles iriam ter muito trabalho hoje! Esta fora de todas, a sua missão preferida, e perigosa, palavras que para ele eram sinónimos, mas agora estava a acabar. Um sorriso aflorou-lhe na cara, ao pensar que logo à noite já teria diante de si um belo prato de cabeças de cãocrodilo guisado. O dia passou depressa. O plano tinha corrido na perfeição. A esta hora os idiotas dos zeppelianos ainda deviam estar a pensar que os planos estavam guardados num lugar seguro. Ainda bem que conservara consigo o Manto da Invisibilidade que o pai lhe oferecera, pensou. Os Theastrals tinham voado bem. A sua mãe continuava a pensar que ele tinha vindo a voar sozinho. Ela ainda haveria de ser santa, pensou. Se aquela mulher


soubesse metade da vida dele ainda tinha uma coisinha má. Como haveria ele de lhe dizer que iria casar com a Dama Irinna? Bem, logo veria isso. Agora tinha de ir dormir, pois já estava cheio de saudades da sua cama! (Três miktmeses depois) Pretoli acordou e, como de costume, olhou para o seu relógio. “Meus deuses, já são onze mikthoras? É o que dá ter três miktmeses de férias.... já estou ansioso por voltar à ação!”, pensou. Só depois reparou que tinha uma nova mensagem d’O Mestre: “Caro agente 00M: Soube que está de férias há três miktmeses, não acha que isso já é muito tempo? As máquinas do tempo já estão, finalmente, construídas, e tudo graças aos seus planos! Depois do esforço que fez para os capturar, achamos que deveria juntar-se a nós para comemorar e para estrear a máquina do tempo principal, para assim dar-mos início à 1ª Fase do nosso plano de invasão de Zeppelin! Junte-se a nós às 15:00 mh, n’O Covil! Mas lembre-se, seja discreto!” Petroli estava orgulhoso de si mesmo! O Mestre estava a convidá-lo para festejar com ele n’O Covil, convite que não fazia muitas vezes, ou quase nenhumas! O melhor seria até levar roupas de gala! No miktdia seguinte, Petroli acordou ao som do seu despertador: ainda eram 6 mh da manhã e ele, finalmente, iria voltar à ação! A festa do dia anterior tinha corrido bem: Petroli já era considerado um herói n’O Covil. O Mestre até o tinha convidado a experimentar a máquina do tempo principal, mas, claro, sempre na companhia de Sméagoli, o piloto que a tinha comandado nos testes e que agora o estava a ensinar a pilotar a fabulosa máquina. Petroli não confiava nele nem um bocadinho. Tinha um ar... estranho, pensava.


O Mestre dissera-lhe que a invasão seria no dia seguinte e, se Petroli quisesse, podia ser ele mesmo a comandá-la. Ele quase desmaiara só de ouvir isso. Estava já a imaginar-se sentado num trono de ouro, em pleno centro de Zeppelin, com um exército de zeppelianos porcos e mal - cheirosos aos pés, a adorá-lo como se fosso um Deus, sob pena de morte do seu exército, é claro! Só havia um único senão: Petroli não sabia as consequências que isso traria para aquilo a que ele chamava presente, mas sabia que o que O Mestre ordenava era para ser cumprido, e isso tornara-se o seu lema de vida nos seus últimos 15 miktanos. Mas não havia tempo para grandes pensamentos, apenas um: hoje é o dia M, o dia porque esperava há um miktano. O terrível espião levantou-se, vestiu o seu melhor fato de guerra e preparou a mochila, não esquecendo, claro está, as suas cuecas preferidas (aquelas aos patinhos que a sua mãe lhe oferecera no anos) e as armas mais mortíferas que encontrou: uma pistola cujas balas parecem berlindes, mas que na verdade são robots treinados para destruir o interior dos inimigos; um tipo de escudo reforçado com forças eletromagnéticas que conseguem resistir a um disparo de um GPQ3 (tipo de canhão muito utilizado pelas forças zeppelianas); as granadas de confetis, mais conhecidas por Kill Moves (matam tudo o que se mexa); o arco de Mithril (prata mágica) (reza a lenda que num combate entre os deuses zeppelianos contra os Miktarianos salvou o Deus Hefesto quando a morte era inevitável); o martelo de Posídon (muito poderoso no combates corpo a corpo). Depois de tudo pronto, Petroli dirigiu-se a’O Covil. As naves miktarianas preparavam-se para a partida. Os engenheiros miktarianos haviam construído vinte e cinco máquinas do tempo, cada uma do tamanho de uma cidade, que dariam para armazenar três mil e quinhentas naves de guerra. Petroli iria na Nem tentes fugir. Uma nave de guerra que estaria na frente de batalha armada com potentes canhões de plasma de dupla envergadura, equipada com escudos de defesa de casco triplo, sendo uma das cinco melhores naves de guerra miktarianas. As máquinas são ligadas, miktano 29 (ano em que apareceu a grande peste das pintas rosas e amarelas com vestígios de castanho: a famosa peste que matou metade da população zeppeliana. O nome deve-se ao facto de as pessoas ficarem com a pele dessa cor, alguns dias antes de morrerem).


A guerra havia começado. Uma a uma, as naves começaram a entrar nas máquinas do tempo: primeiro as de maior envergadura, logo seguidas das naves de combate Zundapp 4 (armadas com três motores super sónicos com potentes bombas Zurique com um alcance de 900 zm). A aterragem correu como planeado, mas, logo que saíram, as forças miktarianas foram logo cercadas pelas zeppelianas, e o pior de tudo é que essas forças eram do mesmo ano do que as miktarianas. -Raios de Zeus e Ondas de Posídon, fomos traídos! - murmurou Petroli, mas, logo depois, recuperou a sua habitual presença de espírito e bradou, a plenos pulmões: - Miktarianos, vamos mandar estes montes de esterco lamber o traseiro a Hades! - Homens aos postos de combate! Formação 4-1-29-69. - Naves de artilharia pesada! FOGOOOOO! - Zundapp’s 4, preparar para o assalto! Durante cerca de meia mikthora não se ouvia mais nada a não ser bombas, disparos múltiplos de ambos os lados da guerra e os gemidos de miktarianos e zeppelianos a morrerem. É então que chegam reforços: naves Sachs V5 Racing de longo alcance. Estas naves zeppelianas, equipadas com a mais alta das tecnologias, concentram toda a sua força num único canhão lançador de bombas com nitroglicerina, que causam um devaste apocalíptico. Petroli empalideceu, e só teve tempo de gritar uma ordem: - Miktarianos, retirar! - Mal as máquinas do tempo desapareceram, ouviu-se uma tremenda explosão, e o local onde elas anteriormente estavam, pura simplesmente desapareceu. Mas o pior de tudo ainda estava para vir. Quando voltaram a Miktar, encontraram o planeta em ruínas. Os zeppelianos tiveram um plano melhor que Petroli: enquanto os Miktarianos atacavam, o seu planeta estava completamente desprotegido e, aproveitando-se disso, Zeppelin enviou uma tropa de ataque a Miktar. O cenário era avassalador: casas destruídas, milhares de mortos espalhados no meio dos destroços, o palácio derrubado e algumas pilhagens por parte dos sobreviventes.


E, no meio de tudo isso, sentado num trono de ouro, que, ao que parecia, era a única coisa inteira em Miktar, estava o seu Mestre! Petroli sentiu-se traído, mas percebeu logo o que tinha acontecido, foi quase como se algo tivesse feito ”clique” na sua cabeça: quando foi para Zeppelin, ele tinha achado que a voz do professor Zylon, o chefe da UZPBM, lhe era familiar, mas a achou que estava a fazer confusão. Também achou que aquele estranho homem detinha poder total em Zeppelin, como um rei. Agora percebia tudo: Aquele a quem ele chamava de O Mestre, tinha-se infiltrado em Zeppelin e dominado o planeta, depois voltara ao seu planeta original e usara as suas influências em Zeppelin para ganhar poder, distrair as frotas miktarianas, usando-o como cobaia, e destruir Miktar, detendo assim poder total em ambos os planetas. -Esperamos ordens! - gritou-lhe um dos seus homens. Isso trouxe Petroli de volta à realidade e deu-lhe uma grande ideia. Os zeppelianos atuais descendiam dos terríveis zeppelissauros. Se ele os extinguisse, Miktar poderia voltar à normalidade, como se os zeppelianos nunca tivessem existido e as suas tropas tinham armas suficientes para tal: -Miktarianos, ao ataque, 65 milhões de miktanos antes de Zeus!!! O ataque foi devastador: as tropas miktarianas aterraram um pouco por todo o planeta Zeppelin, destruindo-o com um ataque conjunto das Zundapp 4, Kill Moves e artilharia pesada. Zeppelin parecia uma versão da sua própria Lua, mas cinquenta vezes maior. Quando Petroli e o seu exército voltaram a Miktar, encontraram o planeta tal como ele estava antes de a guerra começar, mas, quando foi comprar o jornal do miktdia, que normalmente estava recheado de notícias dos zeppelianos, viu que não havia sinais deles. Petroli pensou na destruição que vira quando regressara do ataque ao ano 29, e em como a rivalidade com os zeppelianos tinha mudado a sua vida. Parecia que fora ontem, mas fora há 15 miktanos que, sem querer, tinha visto o seu pai, um ex-espião, regressar daquela que fora a sua última missão. Naquela altura, Petroli fizera um acordo com ele: ou o pai o tornava num espião, ou ele contaria tudo à mãe. Ele ainda era um miúdo, mas já sabia uma coisa: odiava os zeppelianos. Esse ódio estava-lhe no sangue, pois crescera ouvindo falar mal deles. O pai cumprira a sua promessa escrupulosamente, ajudando-o em tudo o que pôde, ao longo do processo, e ele não o


deixara ficar mal. As lágrimas vieram-lhe aos olhos, mas ele sabia que, se tivesse escolha, faria tudo de novo. Tudo acabara bem!

Autores: -Cláudia Silva; -Hélder Marques; - Vítor Gomes;

As Crónicas de Zeppelin  

Uma empolgante aventura recheada de surpresas.