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Colégio Brasileiro de Medicina e Saúde Setembro de 2017 Ano I Edição I


Editorial É com grande entusiasmo que apresento a Revista CBMS Paper, um instrumento que visa estimular profissionais de saúde a amadurecerem seus campos científicos a partir da pesquisa, sua escrita e publicação. A Revista tomará parte na Plataforma Acadêmica criada pelo Colégio Brasileiro de Medicina e Saúde, passando a somar ao Ensino à Distância, às Pós-graduações Lato Sensu apoiadas pela Instituição e aos diversos Eventos e Ações Sociais defendidas em nossa atuação. O grande interesse é o de apoiar a ciência e ofertar espaço para a publicação científica, inclusive com oferecimento de estratégias e fóruns para o desenvolvimento de nossos pesquisadores. Esperando estar no caminho certo, reitero aqui a minha ânsia pelo desenvolvimento acadêmico e científico da nossa região. Thiago Gondim Dermatologista Mestre em Patologia – UFPE Doutorando em Medicina Tropical - UFPE

Conselho Editorial Dieggo Morgan Silva Nascimento Maria Lenyssa Cavalcanti Nunes Tháleia Gomes de Figueiredo Gondim Thiago Gomes de Figueiredo Gondim Veridiana Gomes de Figueiredo Gondim

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ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO HOMEM E DA MULHER QUE INFLUENCIAM DIRETAMENTE NA PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO: UMA BREVE REVISÃO Caio Aramys Freitas Teodoro Fernando Antônio Alves Moreira Filho Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing, Recife-PE, Brasil.

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RESUMO Existem diferenças entre os sexos quanto à fisiologia do exercício, mesmo antes da puberdade, que aumentam durante a adolescência e a vida adulta. Mediante a essas diferenças, muitas variáveis relacionadas ao treinamento devem ser analisadas com atenção quando trata-se de prescrição de exercício físico para ambos os sexos. Sistemas fisiológicos exercendo as mesmas funções com processos distintos, anatomia humana diferenciada, biomecânica do movimento diferentes de um gênero para o outro, são apenas algumas dissiparidades do homem para a mulher e vice-versa. A pesquisa é caracterizada de uma abordagem qualitativa, sendo uma revisão bibliográfica, de forma mais abreviada a cerca da literatura estudada. Os resultados mostraram a vasta gama de diferenças fisiológicas que existem entre o sexo masculino e feminino, e o que isso interfere na prescrição do exercício físico. Palavras-chave: Prescrição de exercício; Fisiologia do exercício; Treinamento de força ABSTRACT There are differences between the sexes regarding the physiology of exercise, even before puberty, which increase during adolescence and adulthood. Through these differences, many variables related to training should be analyzed carefully when it is physical exercise prescription for both sexes. Physiological systems performing the same functions with different processes, different human anatomy, biomechanics of different moving from one genre to the other, are just a few dissiparidades from man to woman and vice versa. The research is characterized a qualitative approach, with a literature review in a more abbreviated form about the studied literature. To date, the results showed a wide range of physiological differences between male and female, and this interferes with the prescription of exercise. Keywords: Exercise Prescription; Exercise physiology; Strength training

INTRODUÇÃO De acordo com um texto escrito pela Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2000), o preconceito em relação à participação da mulher em atividades esportivas remonta à Grécia Antiga, quando ela era proibida até mesmo de assistir aos Jogos Olímpicos. Durante muito tempo ela foi poupada da prática de esportes pela crença de que o exercício físico poderia ser prejudicial à sua saúde. Posteriormente, foi permitido o seu ingresso em algumas modalidades de exercícios leves, que não trouxessem “risco” de complicações a um grupo que ainda era considerado frágil e provavelmente não resistiria a esforços mais intensos. Apenas em 1972 as mulheres foram admitidas a participar de competições oficiais de maratonas e outros eventos de mais longa duração. Existem diferenças entre os sexos quanto à fisiologia do exercício, mesmo antes da puberdade, que aumentam durante a adolescência e a vida adulta (WEINECK, 2005). Os benefícios da atividade física têm sido comprovado em ambos os sexos. Na mulher esta abordagem adquire algumas características próprias que incluem desde as diferenças do perfil hormonal, passando pela incidência de determinadas patologias, até as respostas e adaptações ao exercício (BURROWS, 2000). No Livro de Biologia do Esporte, Weineck cita uma camada de diferenças fisiológicas entre o homem e a mulher, e concomitantemente essas comparações dão margens para abrangências e repensamentos sobre o sexo feminino mediante ao exercício físico, vejamos: As mulheres são de 10% a 15% mais baixas que os homens, e de 10 a 20 kilogramas mais leves. As mulheres apresentam extremidades mais curtas do tronco, ombros e quadril, gerando um deslocamento no centro de gravidade para baixo, prejudicando o desempenho de corridas e saltos. A mulher possui menos massa muscular do que o homem, mas em relação a composição das fibras musculares, não há diferenças significativas entre o sexo. As mesmas possuem condições cardiovasculares e respiratórias menores do que os homens. O coração é menor e o fluxo sanguíneo total também, as vias respiratórias são menores em tamanho e peso, diminuindo assim o número e o tamanho de mitocôndrias. Entretanto, em relação a força, a mulher obtém uma maior forma máxima em virtude a menor massa muscular (WEINECK, 2005, p. 73). Tendo em vista uma vasta lista de diferenças fisiológicas, bioquímicas e biomecânicas entre o homem e a mulher, sendo o segundo ser teoricamente mais desprovido de riquezas morfológicas perante a natureza, alarda uma inquietação sobre buscas mais aprofundadas sobre o comportamento da mulher e suas respostas fisiológicas (agudas e crônicas) mediante as prescrições do exercício físico. Em contrapartida, há estudos realizados, como o de Nakamura (2005) por exemplo, no qual mostra uma ligeira vantagem da mulher nas respostas ao treinamento com pesos em relação ao homem. Tendo em vista que essas questões passam por conceitos meramente fisiológicos, é interessante que ocorra um aprofundamento mais específico sobre essa peculariedade, otimizando a prescrição do exercício físico para ambos os sexos

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DELINEAMENTO METODOLÓGICO A pesquisa é caracterizada de uma abordagem qualitativa, sendo uma revisão bibliográfica, de forma mais abreviada a cerca da literatura estudada. Foi utilizada uma técnica básica da pesquisa, conhecida como pesquisa documental, onde foram rebuscados artigos científicos e livros acadêmicos ligados a tematização abordada, sempre com o direcionamento de aspectos fisiológicos referentes a mulher e ao homem para a prescrição do exercício físico. Segundo Marconi e Lakatos (2007), a pesquisa bibliográfica não se permite somente a resolver problematizações já resolvidas, mas sim gerar um novo enfoque e uma nova busca de acordo com o tema supracitado. Diante dessa pesquisa, a mesma foi passada por uma revisão de literatura, que segundo Croscrato (2009), ajuda o pesquisador a gerar uma maior confiabilidade e profundidade do que é estudado, gerando um maior rigor científico-metodológico. Foram usadas como banco de dados as bases PubMed, Scielo, Bireme, Google Acadêmico e Lilacs, com palavras-chaves referente ao tema proposto.

RESULTADOS De acordo com o American College of Sport Medicine (2011), no que refere-se a recomendar atividade física regular, a prescrição de exercícios para homens e mulheres deve considerar condicionamento cardiorrespiratório, endurance e força musculares, composição corporal e flexibilidade. Uma adequada prescrição de exercícios para ambos o sexo deve ser capaz de reduzir os efeitos deletérios do sedentarismo. Para assegurar a melhor relação risco/benefício a prática regular de exercícios deve obedecer a determinados fundamentos. Modalidade, duração, freqüência, intensidade e modo de progressão são os principais parâmetros a serem observados. A força absoluta está relacionada com a intensidade com que os músculos realizam durante a execução de um determinado movimento, podendo ser realizados com intensidade submáxima ou com a utilização da força máxima (FLECK & KRAEMER, 2006). Na força relativa, a relação entre as intensidades de contração dos músculos utilizados no movimento é a mesma. Sendo que não há condições de um determinado músculo apresentar uma parcela de força diferente proporcionalmente aos outros músculos (SANTOS, 2013). Seguindo a mesma linha de raciocínio de Weineck (2005), Fleck & Kraemer (2006) e Santos (2013), é correto afirmar que as mulheres possuem valores de força menores que os homens, tanto em membros superiores como em membros inferiores, por um fato simples de as mesmas possuírem músculos com pesos e tamanhos diferentes dos homens. Sendo assim, isso implica uma forma de pensar diferente na hora de prescrever algum tipo de exercício físico para ambos os sexos. Ainda Fleck e Kramer (2006), afirma que a mulher necessita enfatizar o trabalho de força para membros superiores, porque os homens têm maior quantidade de massa corporal magra distribuída em diferentes regiões do corpo, possuindo maior concentração nos membros superiores. A força das mulheres em relação à massa corporal magra serão superestimadas para membros inferiores e subestimadas para membros superiores, sendo assim a força de membros superiores em relação a massa corporal magra não será equivalente entre os gêneros e a força do membro inferior será maior nas mulheres. Na literatura buscada através desta pesquisa, observou-se um consenso quando remete-se ao trabalho de alongamento/flexibilidade e mobilidade articular para ambos os sexos. Um dos pesquisadores que mais pesquisa sobre o assunto nos Estados Unidos, corroborou com a seguinte colocação: Exercícios de alongamento e de mobilidade articular são bem quistos na presquição do exercícios de força e endurance. Além da atividade principal em menor intensidade, compõem uma adequada fase de aquecimento que é importante por reduzir a incidência de lesões e aumentar o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética em indivíduos do sexo masculino e feminino (CLAPP, 2000, p. 74). Na condição do treinamento aeróbico propriamente dito, há divergências quando cita-se homem e mulher para a prescrição de exercício. Mas segundo Soares (2003) a intensidade da fase aeróbica pode ser determinada através do percentual do consumo máximo de oxigênio (VO2máx) ou da freqüência cardíaca máxima (FCmáx) previamente estabelecidos em um teste de esforço ou estimados através de fórmulas. Pode-se ainda utilizar a escala de percepção subjetiva do esforço (escala de Borg). Geralmente é recomendada uma intensidade moderada, como 40 a 75% do VO2máx ou 55 a 85% da FC máxima, o que corresponde em geral à escala de Borg de 3 a 5 ou de 12 a 13, conforme a escala preferida (0-10 ou 6-20, respectivamente). Apesar de não ser contra-indicada a realização de exercícios em intensidades superiores às apontadas no parágrafo anterior, atividades extenuantes em mulheres e em homens não atletas apresentam um baixo índice de aderência por proporcionarem desconforto e fadiga excessivos (BURROWS, 2000) . A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2000), citada mais acima, mostrou que equivalentes dispêndios de energia, decorrentes tanto de caminhadas como de atividades mais vigorosas, resultam em similar redução no risco de surgimento de diabetes mellitus tipo 2, ratificando que os benefícios atingidos com exercícios intensos podem ser obtidos também com atividades mais suaves e prolongadas. Também está aumentada a ocorrência de lesões ostearticulares em condições de treinamento intenso.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS Analisando tais dados, é no mínimo coerente entender a magnitude do que está sendo passado para os profissionais de Educação Física que lidam com exercício físico diretamente, incrementados em homens e mulheres. A partir disso, absorver e ter a capacidade de aplica-los nas diferenças fisiológicas de cada um dos sexos, podendo assim ter uma maior fonte de materiais científicos para poder prescrever os exercícios de acordo com a necessidade e especificidade de cada um é de soma importância para o profissional. Por ordem natural, o homem se diverge da mulher em várias relações, sobretudo nas fisiológicas. O fato de ambos os sexos praticarem atividade física e exercício físico é simples por razões lógicas do ser humano, mas sabe-se que entender suas desigualdades anatômicas, biomecânicas e fisiológicas, e mediante a essas abordagens prescrever um programa de exercício físico, tem sido complicado em alguns pontos específicos do treinamento. É necessário que haja um consenso mais definitivo, pois essas questões de acordo com a literatura examinada parece passar despercebido em algumas ocasiões. Em contrapartida, é visível que a magnitude desse consenso vem aumentando durante os últimos anos. De qualquer forma, é preciso que mais estudos sejam elaborados para uma melhor qualificação do profissial de Educação Física e otimização dos exercícios físico à serem prescritos de acordo com a diferença fisiológica de cada um.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Quantity and quality of exercise for developing and maitaining Cardiorespiratory, Musculoskeletal, and Neuromotor Fitnnes in Apparenty Healthy Adults: Guidance for Prescribing Exercise. Medicine Science Sports Exercise, v. 41, 2011. BURROWS M, BIRD, S. The physiology of the highly trained female endurance runner. Sports Med. V. 30 p. 281-300, 2000. CLAPP, JF. Exercise during pregnancy. A clinical update. Clin Sports Med. V. 19, p. 73-86, 2000. CROSCRATO, G. Utilização de atividades lúdicasna educação em saúde: Uma revisão integrativa da saúde. ACTA. V. 23, n. 02, p. 257-263, 2010. MOURA, J. A. R. Efeito do tempo de prática e de indicadores metodológicos no treinamento resistido com pesos sobre o número de repetições máximas por serie em adultos jovens de ambos os sexos. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Física, Programa De Pós-Graduação em Ciência do Movimento Humano. Pág. 1- 228, Rio Grande do Sul, 2004. FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3 ed. Porto Alegre-RS: ARTMED, 2006. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 2007. NAKAMURA, F.Y. et. al. Impacto de oito semanas de treinamento com pesos sobre a força muscular de homens e mulheres. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, Vol. 11, nº. 4, pág. 224-228, jul/ago. 2005. SANTOS, R.J; LARINI, K.C. Aspectos comparativos e efeitos causados no treino de força entre homem e mulher. Revista digital de Buenos Aires. Vol. 17, n° 178, mar/2013. SOARES, CG. Efeitos do treinamento aeróbico sobre a frequência cardíaca. Revista brasileira de Medicina do Esporte. V. 09, n. 02, Mar/abr. 2003. SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DO ESPORTE. Atividade FÍsica e Saúde na Mulher. Revista brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 6, n° 6, nov/dez. 2000. WEINECK, J. Biologia do Esporte. 7ª Barueri: Manole, 2005.

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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO E FISIOTERAPEUTA NAS ÚLCERAS POR PRESSÃO Debora Borba dos SANTOS1 Amanda Matias ALVES2 Andréa Karla Costa de LIMA2 Jéssica Mayara Silva dos SANTOS3 Giovanna Pontes VIDAL4 1.Autora: Aluno da faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa do curso de Fisioterapia; 2. Co-autor: Aluno da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa do curso de Enfermagem; 3.Aluno da faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa do curso de Fisioterapia; 4. Orientadora: fisioterapeuta com pós graduação em fisioterapia Hospitalar e em Fisioterapia Dermato-funcional: mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa. debora_0123@hotmail.com

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RESUMO: As úlceras de pressão são feridas, que acomentem mais idosos e pacientes acamados, o objetivo deste estudo foi indentificar a importância da atuação do enfermeiro e fisioterapeuta nesses pacientes. De acordo com o que foi estudado, foi analisado que os dois profissionais são de bastante importância no cuidados desses individuos e que essas atuação trás como beneficios a saúde do paciente, a prevenção dos agravamentos, e o tratamento das úlceras por pressão ja instaladas. 1 INTRODUÇÃO As úlceras de pressão (UPs) são lesões decorrentes da isquemia gerada pela compressão extrínseca e prolongada da pele, tecidos adjacentes e ossos, constituindo um problema relevante no cenário de atenção à saúde. As proeminências ósseas são os locais mais acometidos, e pacientes idosos e criticamente enfermos são os mais afetados (LUZ, 2010). Os processos ulcerosos cutâneos crônicos são fatores de grande importância e interesse para os profissionais da saúde. Além de serem processos patológicos que evoluem a grande percentual de morbidade e mortalidade, são situações de difícil e angustiante manejo para seus portadores, familiares e acompanhantes, além dos próprios responsáveis pelo estado de saúde desses indivíduos (GONÇALVES,1998) As UPs são causadas por fatores intrínsecos e extrínsecos ao paciente. Existem quatro fatores extrínsecos que podem levar ao aparecimento destas lesões: a pressão, o cisalhamento, a fricção e a umidade (BLANES, 2004). Segundo Rocha (2005) as regiões mais frequêntes são: isquiática (24%), sacrococcígea (23%), trocantérica (15%), e calcânea 8(%), maléolos laterais (7%), cotovelos (3%), região occipital (1%), e região escapular. A identificação e o tratamento precoce permitem uma melhora significativa, prevenir o desenvolvimento e aumentar a regeneração da úlcera de pressão. Uma precoce e regular estratificação do risco de desenvolver uma úlcera de pressão é fundamental para a adopção de medidas preventivas adequadas e para a implementação de uma estratégia terapêutica atempada. Esta inclui métodos para redução de fatores predisponentes à hipoperfusão tecidual, a optimização do estado geral e nutricional do doente, e cuidados locais da úlcera de pressão (ROCHA, 2006). O caso de úlcera por pressão é analisada como um indicativo da propriedade dos cuidados. Seu aspecto é acompanhado ao aumento do tempo de internamento, de carga de trabalho para enfermagem e aumento de custos (LIMA, GUERRA, 2011). Surgiu o interesse de verificar a ação do fisioterapeuta e enfermeiro no tratamento das UPs. Para cumprir o objetivo proposto, será realizada uma revisão bibliográfica. 2 MATERIAIS E MÉTODO O estudo caracteriza-se como descritivo e exploratório, a partir de uma revisão de literatura, tendo por base livros, revistas e artigos do banco de dados da Scielo, revistas e manuais, contendo categorias teóricas já estudadas por outros pesquisadores devidamente registrados. Definiram-se como limites de busca os artigos, publicados entre os anos de 1998 a 2014, A busca nos bancos de dados foi realizada utilizando às terminologias comuns em português e inglês. As palavras-chave utilizadas na busca foram úlceras por pressão, feridas, atuação do enfermeiro e fisioterapeuta. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre a atuação dos profissionais de fisioterapia e enfermagem em indivíduos com ulceras de pressão, foram excluídas informações de sites que não eram considerados de caráter científico. Logo em seguida, buscou-se estudar e compreender a ação do fisioterapeuta e enfermeiro na recuperação prevenção das úlceras por pressão. A pesquisa foi realizada desde setembro de 2015 a outubro de 2015, sob orientação e supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Dentre as inúmeras complicações decorrentes de um processo de hospitalização, a úlcera de pressão, é bastante evidente, além de ser uma ocorrência comum em pacientes hospitalizados, representa um problema de saúde significante e difícil em pacientes imobilizados portadores de doenças graves (FERNANDES, 2000). (5) É imprescindível que se investigue o nível de risco de indivíduos em adquirir úlcera por pressão, bem como a prevalência dela na clínica e os custos atuais com curativos de modo a melhorar os serviço de saúde e minimizar os custos com curativos industrializados (LIMA, 2011). Alguns fatores de risco têm sido confirmados como preditivos para o desenvolvimento de úlcera por pressão (UP) condição que impõe sobrecarga física, emocional e social para o paciente e família e concorre para a piora da qualidade de vida e aumento dos custos para os serviços de saúde, à medida que resulta em maior tempo de hospitalização e índice de morbidade e mortalidade (SOUZA, 2007). As especificidades das UPs exigem um tratamento adequado, com condutas específicas e um profissional com conhecimento técnico e científico capacitado para o acompanhamento do processo de cicatrização (REIS, 2013). Atuação do fisioterapeuta Esta aumentando, portanto, não apenas na área da fisioterapia, a importância de pesquisar, conhecer e comprovar métodos de terapia que auxiliem a melhorar da cicatrização de lesões cutâneas crônicas, ajudando o indivíduo afetado na busca de condições e expectativas de melhora. Começa pelas etapas que englobam o processo de regeneração, para influências sistêmicas e locais incidentes sobre o mesmo e dirige-se à caracterização das feridas crônicas e sua classificação, além de associar esses processos evolutivos e patológicos ou não à terapêutica da fisioterapia (GONÇALVEZ E PERIZOTTO, 1998). A alta freqüência é mais um recurso fisioterapêutico que pode contribuir no tratamento de afecções cutâneas causadas por microrganismos. A utilização do aparelho gerador de alta freqüência tem sido realizada há anos com finalidades anti-sépticas, bactericidas, fungicidas e germicidas pelos profissionais que trabalham com tratamentos faciais de limpeza e ou tratamento de pele embora não haja muitas pesquisas que comprovem sua ação (HIGA, 2007).

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Atuação do enfermeiro O enfermeiro, membro da equipe multiprofissional de saúde e líder da equipe de enfermagem é responsável pelo gerenciamento do cuidado. Gerenciamento este, que destaca a tomada de decisão, e que propicia a escolha da melhor prática de cuidar a ser empregada ao paciente hospitalizado. Entretanto, para uma prática com qualidade, faz-se necessário que as ações de cuidado estejam cientificamente sustentadas na melhor evidência clínica, para a otimização dos recursos humanos disponíveis e a redução de custos à instituição (SOUZA, 2010). A relação custo-beneficio do tratamento das úlceras por pressão é abordada, sendo esse um tema de fundamental importância para o enfermeiro, pois ele desenvolve ações terapêuticas justo ao cliente com úlceras por pressão e deve conhecer profundamente os custos do tratamento. Os cuidados de enfermagem as úlceras abrangem intervenções relacionada ao acompanhamento integral do cliente em risco de adquirir a lesão, por meio da ultilização de escalas de predição de risco, conhecimento dos fatores de risco e da realidade das unidades de saúde (MEDEIROS, 2008).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Foi observado ao longo deste trabalho a importância da atuação multiprofissional:enfermeiro e fisioterapeuta no cuidado e recuperação das úlceras por pressão, esses profissionais de saúde capacitados devem avaliar as diversas possibilidades terapêuticas existentes, levando em consideração a integralidade do paciente, a escassez de recursos sofisticados e sendo necessário adotar medidas adequadas para preveni-las, principalmente durante a hospitalização.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GONÇALVES, G.; PARIZOTTO, Nivaldo A. Fisiopatologia da reparação cutânea: atuação da fisioterapia. RevBrasFisiot, v. 21, p. 5-13, 1998. LIMA, Angela Cristina Beck; GUERRA, Diana Mendonça. Avaliação do custo do tratamento de úlceras por pressão em pacientes hospitalizados usando curativos industrializados. Ciênc. saúde coletiva, v. 16, n. 1, p. 267-277, 2011. DE SOUZA, Thaís Sanglar Thaís Sanglard et al. Estudos clínicos sobre úlcera por pressão. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 63, n. 3, p. 470-476, 2010. DE SOUZA, Diba Maria Sebba Tosta; DE GOUVEIA SANTOS, Vera Lúcia Conceição. Fatores de risco para o desenvolvimento de úlceras por pressão em idosos institucionalizados. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 15, n. 5, p. 958-964, 2007. Medeiros ABF, Lopes CHAF, Jorge MSB. Análise da prevenção e tratamento das úlceras por pressão propostos por enfermeiros. Rev Esc Enferm USP. 2009;43(1):223 8. HIGA, D. R. et al. Efeito do gerador de alta frequência sobre cultura de Candida tropicalis. Revista de Especialização em Fisioterapia, v. 1, n. 1, p. 1-8, 2007. FERNANDES, Luciana Magnani. Úlcera de pressão em pacientes críticos hospitalizados. Uma revisão integrativa da literatura. 2000. Dissertação (Mestrado em Enfermagem Fundamental) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2000. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-25112004-092213/>. Acesso em: 2015-10-21. Rocha, J. A., M. J. Miranda, and M. J. Andrade. "Abordagem terapêutica das úlceras de pressão: intervenções baseadas na evidência." Acta Med Port19.1 (2006): 29-38. Lima, Angela Cristina Beck, and Diana Mendonça Guerra. "Avaliação do custo do tratamento de úlceras por pressão em pacientes hospitalizados usando curativos industrializados." Ciênc. saúde coletiva 16.1 (2011): 267-277. Blanes, Leila, et al. "Avaliação clínica e epidemiológica das úlceras por pressão em pacientes internados no Hospital São Paulo." RevAssocMedBras 50.2 (2004): 182-7. LUZ, Sheila Rampazzo et al. Úlceras de pressão. Geriatria & Gerontologia, v. 4, n. 1, p. 36-43, 2010. REIS, Diego Borges do et al. Cuidados às pessoas com úlcera venosa: percepção dos enfermeiros da estratégia de saúde da família. Revista Mineira de Enfermagem, v. 17, n. 1, p. 102-112, 2013.

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EFEITO DE TÉCNICAS DE RELAXAMENTO NA FIBROMIALGIA Joyce Kamilla Sales SILVA 1 Ana Cristina Soares Medeiros da SILVA2 Geraldo de Santana JUNIOR2 Suzanna dos Santos DANTAS2 Valeria Souza Rocha OLIVEIRA2 Giovanna Pontes VIDAL3

1.Autor: Aluno da faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia;

2.Co-autor: Aluno da faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia; 3. Orientadora: fisioterapeuta com pós-graduação em fisioterapia Hospitalar

e em Fisioterapia Dermato-funcional: mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa.

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RESUMO: A Síndrome da Fibromialgia (SFM) é caracterizada por dor crônica músculo-esquelética generalizada, sem caráter inflamatório, com presença de distúrbios do sono, fadiga, rigidez matinal e alterações emocionais como: ansiedade e depressão. A fibromialgia tem maior incidência no sexo feminino. Sua etiologia e fisiopatologia permanecem desconhecidas. Ainda não há um consenso a respeito do tratamento desta síndrome, mas a maioria atua no controle dos sintomas. O objetivo desta revisão é analisar como as técnicas de relaxamento contribuem para a melhora da qualidade de vida em pacientes fribromiálgicos. A presente pesquisa teve como método uma revisão de literatura, onde se utilizou bases de dados e Scielo, artigos científicos, revistas e monografias, na língua portuguesa entre os anos de 2000 a 2015. Os resultados indicam que as técnicas de relaxamento podem promover benefícios nos sintomas da SFM, proporciona maior bem-estar aos pacientes fibromiálgicos, porém é importante ressaltar que há uma carência de estudos sobre o tema abordado. Palavras-chave: técnicas, relaxamento, dor, fibromialgia.

1 INTRODUÇÃO Fibromialgia (FM) é uma síndrome reumática de etiologia desconhecida, que acontece predominantemente no sexo feminino na faixa etária de 30-55 anos. É caracterizada por dor músculoesquelética crônica e generalizada, com permanência maior que três meses, originando problemas físicos e emocionais que intervêm diretamente na competência funcional e na qualidade de vida. O diagnóstico é baseado na condição clínica, e o tratamento preconiza a influência do quadro álgico por meio de táticas globais de em foque interdisciplinar, com interferências nos âmbitos físico, farmacológico, cognitivo-comportamental e educacional (LORENA, 2015). O começo dos sintomas ocorre de forma gradual ou abrupta, comumente subsequente a um estresse físico ou psicológico. Frequentemente associasse à incapacidade funcional, à depressão, à ansiedade, ao sono não reparador, à fadiga, ao déficit de memória, à cefaléia, à constipação ou à diarréia. A dor descrita pelos pacientes é do tipo pontada, queimação, sensação de peso. A localização geralmente é de forma descontrolada, possuindo uma grande dificuldade em encontrar. Os locais mais comuns de relatos de dor é a coluna vertebral, cintura escapular e pélvica (HECKER, 2011; WILHELM, 2013). A fisioterapia tem um importante papel na melhora do controle da dor e na ampliação ou na manutenção das aptidões funcionais do paciente em casa ou no trabalho. As alternativas terapêuticas para o tratamento da fibromialgia incluem medicações para reduzir a dor e melhorar o sono, programas de exercícios para fortalecer a musculatura e melhorar a aptidão cardiovascular, técnicas de relaxamento para combater a tensão muscular e projetos educativos para ajudar a entender e manejar a fibromialgia (COSTAS et al, 2001). As técnicas utilizadas para dor na fibromialgia são as de relaxamento progressivo, watsu, liberação miofascial, eletroacupuntura, biofeedback, entre outras. Desta forma, surgiu o interesse de averiguar o efeito destas técnicas de relaxamento no tratamento da fibromialgia por meio de uma revisão bibliográfica. 2 MATERIAIS E MÉTODO O estudo caracteriza-se como descritivo, a partir de uma revisão de literatura, constitui-se então na realização de pesquisas na internet por artigos científicos, revistas e monografias sobre o tema abordado. As buscas foram feitas utilizando o Google Acadêmico, que direcionou a pesquisa para endereços eletrônicos científicos, em especial a Scielo. A busca nos bancos de dados foi realizada utilizando às terminologias comuns em português. As palavras-chave utilizadas na busca foram: Fibromialgia, Técnicas, Relaxamento, Dor. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre a fisiopatologia, relaxamento e fibromialgia. Foram exclusas as informações de sites que não eram considerados de caráter científico. Logo em seguida, buscou-se estudar e compreender os efeitos de técnicas de relaxamento em pacientes com fibromialgia. A pesquisa foi realizada desde agosto de outubro de 2015, sob orientação e supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Segundo o Colégio Americano de Reumatologia, definiu-se a fibromialgia como uma sindrome. Assim utilizaram dois criterios: dor generalizada e dor à palpação em pelo menos 11 dos 18 pontos de dor, chamados de Tender Points. É uma sindrome de etiologia desconhecida que acomete mais as mulheres, tem por caracteristicas dores musculoesqueleticas, rigidez matinal, cefaleia crônica, disturbios do sono e disturbios psíquicos. Os primeiros estudos realizados sobre o sono em pessoas com FM, observou-se que elas não conseguiam chegar ao estagio do sono REM (sono mais profundo). As privaçoes das fases profundas, podem levar a fadiga matinal e a todas manifestações relacionadas a fibromialgia. Os acometidos pela FM , são geralmente, sedentarios devido aos sintomas de dor e fadiga( DELLA PASQUA, 2012). O comitê do American College of Rheumatology (ACR) definiu como critérios diagnósticos de síndrome da fibromialgia (SF) o relato de dor difusa crônica, que abrange todos os quatro quadrantes do corpo e o esqueleto axial, além da presença de 11 de 18 pontos dolorosos, ou tender points, à dígito pressão aproximada de 4 kgf no exame físico (COSTA et al, 2005).

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As técnicas de relaxamento vão apresentar ao paciente fibromialgico um alivio imediato ou não, dependendo da condição ou nível de dor que ele esteja. A técnica de relaxamento progressivo é caracterizada por ocasionar ao paciente um estado profundo de relaxamento muscular. A técnica consiste em aprender a tencionar e lodo depois relaxar os diferentes grupos musculares do corpo de modo que se consiga diferenciar quando o musculo estar relaxado ou tensionado (RISSARDI, et. al 2007). Essa técnica além de ser ótima via de influencia no estado emocional, vai aliviar as dores musculoesqueléticas (GÓMEZ, et al 2010).

O watsu embora não seja um método com fins terapêuticos, foi colocado no programa de reabilitação para ajudar na melhora de patologias. A técnica incide em um trabalho passivo do paciente que geralmente sente um relaxamento profundo, por sustentação na agua e o constante movimento rítmico de fluxos. O paciente não faz nenhum movimento só flutua nos braços do terapeuta, que pertinente à respiração imerge levemente. (BASTOS,2010). Embora o relaxamento seja um forte destaque no Watsu, também consiste em um trabalho de alongamento e postura, auxiliando a melhorar o sono, alívio do quadro álgico e como prevenção. O Watsu apresenta benefícios tanto em condições patológicas quanto a pessoas que não possuam qualquer patologia definida (FREITAS, 2005).

A liberação miofascial é conhecida no meu fisioterapêutico mais como uma massagem para aliviar tensões, muito usada para liberação de ponto gatilho, porém sempre voltada para área de relaxamento, a despeito de seu uso não se limitar somente a isso, pode ser aproveitada como uma forma de alongamento, podendo ser tão eficiente quanto o próprio alongamento. A liberação da fáscia trabalha muitas vezes como uma massagem, o que por resultado direto já nos proporciona uma sensação de alívio e bem estar; Causando um aumento da temperatura local pelo movimento das mãos, o que requer maior aporte sanguíneo e consequentemente uma sensação de relaxamento na área (DE SOUZA,2014).

A eletroacupuntura (EAC) consiste na abertura de uma corrente elétrica de baixa intensidade e frequência variável através do corpo por meio de agulhas de acupuntura, com intenção terapêutica. O mecanismo de atuação da eletroacupuntura se processa pelas mesmas vias nervosas da acupuntura clássica (citada também como acupuntura manual), diferenciando se, no entanto, em relação à liberação de tipos diferentes de neurotransmissores, condicionados da frequência de corrente elétrica transmitida ao ponto de AC. Na EAC os impulsos atuam sobre nervos sensoriais aferentes de características nociceptivas, gerando analgesia e regulação autonômicas reflexas (DIAS, 2012).

O biofeedback tem sido um recurso utilizado para ensinar técnicas de relaxamento para os pacientes com fibromialgia. Avaliaram a efetividade do relaxamento com biofeedback e compararam os resultados com a associação deste a um programa de exercícios. O relaxamento com biofeedback melhora a capacidade funcional, sendo mantidos os ganhos a longo prazo quando associados a um programa de exercícios. Dois métodos de utilização do biofeedback: por eletromiografia (EMG) e por eletroencefalografia (EEG). No grupo de biofeedback por EMG, os eletrodos de superfície consistiram em colocados na região frontal e no músculo trapézio. No grupo de biofeedback por EEG, foram arrumados eletrodos na região central da cabeça. Após o treinamento do relaxamento, verificou que ambos os métodos são dinâmicos na melhora da sintomatologia dolorosa da fibromialgia, e que o biofeedback por EMG também ocasionou melhora do padrão do sono dos pacientes (FERREIRA, 2002).

4 CONCLUSÕES Este estudo permitiu analisar a utilização das técnicas de relaxamento em portadores de fibromialgia, onde possui uma etiologia desconhecida e se caracteriza por dores difusas nos ossos, articulações, tendões e músculos. A fibromialgia é também caracterizada por quadros álgicos, insônia, e em alguns casos incapacidade de prática das atividades diárias. Com os resultados da pesquisa, constatou-se que as técnicas de watsu, liberação miofascial, eletroacupuntura e biofeedback trazem bons benefícios como o alívio da dor, melhora do sono e diminuição da ansiedade, e assim apresenta indicação para o tratamento de pacientes fibromiálgicos.

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5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BASTOS, glauciane dos santos; CAETANO, Lenita ferreira. OS BENEFÍCIOS DO WATSU NA FIBROMIALGIA. Corpus et Scientia, ano 6, vol. 6, n. 2, p. 14-25, novembro 2010 ISSN: 1981-6855. COSTA, Evelin Diana Goldenberg Meirelles Mariano et al. Tratamento da fibromialgia com acupuntura: estudo prospectivo, randomizado e controlado. 2001. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Säo Paulo. Escola Paulista de Medicina. Curso de Reumatologia. COSTA, S. R. M. R.; NETO, M. S. P.; NETO, J. T.; KUBIAK, I.; DOURADO, M. S.; ARAÚJO, A. C.; ALBUQUERQUE, L. C.; RIBEIRO, P. C.; Características de pacientes com síndrome da fibromialgia atendidos em hospital de Salvador-BA, Brasil. Revista Brasileira de Reumatologia. Vol.45 N.2 São Paulo, SP: 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042005000200004&lng=pt&nrm=iso DIAS, Paulo Araújo. Efeitos da acupuntura, eletroacupuntura e moxabustão na qualidade de vida e no controle da dor em mulheres fibromiálgicas. 2012. DELLA PASQUA, Luana et al. Efeito da caminhada no sono de pacientes portadores de síndrome da fibromialgia. ConScientiae Saúde, v. 11, n. 4, p. 580-586, 2012. APA DE SOUZA, Maria Siqueira; MEJIA, Dayana Priscila Maia. Estudo comparativo entre as técnicas de alongamento ativo x liberação miofascial.2014. FERREIRA, Elizabeth Alves Gonçalves; DE MENDONÇA, Laís Lage Furtado. A fisioterapia no tratamento de pacientes com fibromialgia: uma revisão da literatura.2002. GOMÉZ, Janeth de Oliveira; IMPACTO DE UM PROGRAMA DE RELAXAMENTO NA PERCEPÇÃO DE STRESS NOS CUIDADORES FORMAIS DE UM LAR DO CONCELHO DE ÁGUEDA. rev. Editora: Instituto Politécnico do Porto. Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto. Disponivel em: http://hdl.handle.net/10400.22/729 HECKER, Celina Dani et al. Análise dos efeitos da cinesioterapia e da hidrocinesioterapia sobre a qualidade de vida de pacientes com fibromialgia–um ensaio clínico randomizado. Fisioter Mov, v. 24, n. 1, p. 57-64, 2011. DE LORENA, Suélem Barros et al. Efeitos dos exercícios de alongamento muscular no tratamento da fibromialgia: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 55, n. 2, p. 167-173, 2015. RISSARDI, Geiza GL; GODOY, Moacir F. Estudo da aplicação da técnica de relaxamento muscular progressivo de Jacobson modificada nas respostas das variáveis cardiovasculares e respiratórias de pacientes hansenianos.Arq Ciênc Saúde, v. 14, n. 3, p. 175-80, 2007. WILHELM, Joyce; DOS SANTOS, Reni Volmir. Benefícios da hidrocinesioterapia na fibromialgia: estudo de caso. Revista FisiSenectus, v. 1, p. 96-103, 2013.

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EFEITOS DA DRENAGEM LINFÁTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA BARIÁTRICA Ana Carolina dos Santos CAVALCANTI1 Loíse Maíra Pinto SOARES2 Miscileide Nunes da SILVA3 Giovanna Pontes VIDAL4 1.Autor: Aluno da Faculdade Maurício de Nassau João Pessoa – PB, Curso de Fisioterapia. 2.Coautor: Aluno da Faculdade Maurício de Nassau João Pessoa – PB, Curso de Fisioterapia. 3.Coautor: Aluno da Faculdade Maurício de Nassau João Pessoa – PB, Curso de Odontologia. 4.Orientadora: fisioterapeuta com pós-graduação em fisioterapia Hospitalar e em Fisioterapia Dermato-funcional: mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa.

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RESUMO: O grande índice de obesidade em países desenvolvidos tem sido reflexo de problemas sociais, econômicos e culturais; o que acarretou em uma significativa mudança de hábitos, inclusive alimentares. No Brasil, cerca de 40% da população está acima do peso e 10,1% são obesos. Dentre das opções para a perda de peso em um caso extremo de massa adiposa excessiva, além da conduta de dietas e exercício, quando se trata de um grau de obesidade mórbida há necessidade de um procedimento imediato e de rápido resultado, devido às comorbidades que acometem a saúde deste individuo. A cirurgia bariátrica não só tem o objetivo de melhorar a qualidade, como também de estender o tempo de vida do obeso. Este tipo de cirurgia tem demonstrado taxa de sucesso consistente em manter reduzido o peso do paciente. A fisioterapia dermatofuncional apresenta-se no pós-operatório bariátrico de forma a contribuir com a facilitação ao organismo em seus processos fisiológicos de regeneração por meio de técnicas manuais como a Drenagem linfática manual. Palavras-chave: Obesidade. Fisioterapia. Redução de estomago. 1 INTRODUÇÃO Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é classificada baseando-se no Índice de Massa Corporal (IMC) e no risco de mortalidade associada. Assim, considera-se obesidade quando o IMC encontra-se acima de 30kg/m. Quanto à gravidade, a OMS define obesidade grau I quando o IMC situa-se entre 30 e 34,9 kg/m², obesidade grau II quando IMC está entre 35 e 39,9kg/m e, por fim, obesidade grau III quando o IMC ultrapassa 40kg/m (FANDIÑO et al, 2004). A proliferação global da obesidade é um reflexo dos problemas sociais, econômicos e culturais enfrentados por países desenvolvidos ou industrializados. Um dos fatores associados a essa epidemia se deve às mudanças dos hábitos alimentares, acarretados pelo crescimento econômico, modernização, urbanização e globalização. A obesidade vem trazendo consequências sociais e psicológicas graves que acomete todas as idades e grupos sociais. No Brasil, cerca de 40% da população está acima do peso, sendo que 10,1% são obesos e 28,5% apresentam sobrepeso. O objetivo do tratamento cirúrgico consiste não só em melhorar a qualidade, mais também o tempo de vida do obeso, solucionando os problemas físicos e psicossociais que acarretam este excesso de peso. A cirurgia bariátrica é o recurso mais efetivo para obesidade grau III (COSTA et al, 2009). A cirurgia bariátrica começou a ser realizada no Brasil em grande proporção em 2000, período em que as redes de saúde particular e pública passaram a custear este procedimento. Segundo dados da SBCBM foram apontados que realizou-se 64,04 mil cirurgias no país em 2010, o que faz do Brasil o segundo país no ranking de realização de cirurgias bariátricas, ficando atrás somente dos Estados Unidos (MARCELINO, PATRÍCIO, 2011). Apesar de sua natureza invasiva, a cirurgia bariátrica tem demonstrado taxa de sucesso consistente (redução de 50% no excesso de peso) em conseguir e manter a redução de peso a longo prazo. Os princípios da cirurgia bariátrica compreendem na redução do tamanho do reservatório gástrico associado ou não a procedimento de indução de má absorção. Como resultado do tratamento cirúrgico, o hábito alimentar do paciente melhora, reduzindo a ingestão maciça, possibilitando ao paciente a comer em pequenas quantidades e mastigando bem a alimentação (ZILBERTEIN et al ,2002).. O recurso cirúrgico para a obesidade ou cirurgia bariátrica, e dividida em três tipos métodos distintos, são eles: os restritivos, os disabsortivos e o misto. No restritivo a um atraso no esvaziamento estomacal devido ao anel, posteriormente existem dois subtipos, banda gástrica ajustável por laparoscopia ajustável e a gastroplastia vertical restritiva de Mason. Nas cirurgias disabsortivas há uma redução da absorção intestinal por retirar-se parte do duodeno e jejuno e são eles; o desvio bilio-pancreático (Scopinaro) e o desvio bilio-pancreático com derivação duodenal (Duodenal Switch), por fim nas cirurgias mistas há uma menor produção de desvio intestinal e há apenas a gastroplastia com derivação em Y de Roux, mais conhecida como Capella ou Fobi-Capella (VIEIRA, MEJIA). O momento da intervenção do fisioterapeuta no pós-operatório irá variar como tipo de cirurgia e com o procedimento realizado. A redução de edema feita com drenagem linfática é indicada em todas as técnicas cirúrgicas o que permite uma abordagem mais precoce. (ALDENUCI, MORO, 2011). Sendo a drenagem linfática manual um recurso para tratar as alterações e consequências fisiológicas e funcionais deixadas ou causadas pela cirurgia bariátrica, surgiu o interesse em verificar os efeitos da drenagem linfática no pós-operatório de cirurgia bariátrica. Para isto foi realizada uma revisão bibliográfica. 2 METODOLOGIA A revisão bibliográfica segundo Severino (2007) e Gil (2002) é aquela executada através de registros disponíveis, contendo categorias teóricas já estudadas por outros pesquisadores devidamente registrados. Desta forma, podemos afirmar que este estudo constitui-se deste tipo de pesquisa, no qual se realizou consultas a livros presentes na biblioteca da Faculdade Mauricio de Nassau. Também foram realizadas pesquisas na internet por artigos científicos, anais e monografias sobre o tema abordado. As buscas foram feitas utilizando o Google Acadêmico, que direcionou a pesquisa para endereços eletrônicos científicos, em especial Scielo. A busca nos bancos de dados foi realizada utilizando a terminologia em português. As palavras-chave utilizadas na busca foram: obesidade, fisioterapia e redução de estomago. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre foram excluídos informações de sites que não eram considerados de caráter científico. Logo em seguida, buscou-se estudar e compreender o processo da cirurgia bariátrica e o efeito da drenagem linfática manual neste procedimento. A pesquisa foi realizada desde setembro a outubro 2015, sob a orientação e supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS A obesidade tem refletido problemas socioeconômicos e culturais hodiernos enfrentados por países em desenvolvimento ou desenvolvidos. De perfil complexo, gera consequências psicológicas e sociais graves afetando qualquer que seja idade ou grupos sociais. Além do fator genético, está relacionada ao equilíbrio do ganho de peso e gasto de calorias, hábitos alimentares. O individuo obeso apresenta de IMC 25-29,9 kg/m² e possuem grandes riscos de desenvolver doenças como: dislipidemia, diabetes mellitus, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares e até mesmo desenvolver certos tipos de câncer (pulmão, cólon e endométrio), o que acarreta desde uma elevada prevalência de morte precoce à redução da qualidade de vida devido à cronicidade de algumas doenças desenvolvidas pelo sobrepeso. Dentre as opções de tratamento, a cirurgia bariátrica é o mais efetivo para obesidade grau III. A finalidade deste procedimento é melhorar a qualidade de vida e também o tempo de vida do paciente obeso, solucionando conflitos de ordem psicossocial e física provocados pelo excesso de

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peso. É necessário analisar os múltiplos aspectos clínicos do paciente antes de direcioná-lo a cirurgia bariátrica, com apoio de uma equipe multidisciplinar membrada por enfermeiro, psicólogo, nutricionista, médico cirurgião, fisioterapeutas, dentre outros. Estes profissionais devem ter conhecimento de todas as alterações causadas pela obesidade e este ficará responsável por certa parte do tratamento, tornando os cuidados e resultados sejam intensivos e rápidos (COSTA et al, 2009) . Podemos citar como tipos de cirurgias bariátricas as seguintes: o Balão Gástrico, que é um método não invasivo realizado pela introdução de uma bola de silicone no estômago por meio da endoscopia. Esta bola é preenchida com soro fisiológico, e permanece no estomago por aproximadamente um semestre. Este procedimento é indicado para pacientes obesos sem condições de cirurgia imediata. Outra forma é a ByPass, técnicas mais aceita e com melhores resultados, associa a redução do reservatório gástrico com uma diminuição da absorção jejunal; também chamada de Capella, possibilita uma perda média de peso de 30 á 40% do peso corporal, o que melhora a qualidade de vida e possibilita um controle mais adequado da hipertensão arterial e dos distúrbios metabólicos, proporcionando aos pacientes uma reintegração das atividades profissionais e socioculturais (ALDENUCCI, MORO, 2011). Outra técnica é a Banda Gástrica Ajustável, técnica mais utilizada na Cirurgia Bariátrica. É inserida em intervenção cirúrgica realizada por videolaparoscopia,onde se introduz a banda de silicone que produzirá o efeito do volume gástrico. A Gastroplastiaéum procedimento cirúrgico comprovado para tratamento da obesidade: gastroplastia vertical de Mason, técnica indicada a pacientes comIMC acima de 40 Kg/m² ou entre 35 a 39 Kg/m² relacionado amorbidade. O Marcapasso Gástrico estar sendo testado nos Estados Unidos e a Itália, como fase experimental. São implantados eletrodos no estômago e o Marcapasso Gástrico manda ondas elétricas para o estômago, fazendo com que fique definitivamente em contração, causando uma sensação de saciedade. Também realizado por videolaparoscopia. O marcapasso mantém-se ativo através do uso de baterias (ALDENUCCI, MORO, 2011). A fisioterapia é de grande importância para a aceleração do processo de reabilitação do paciente, focando sempre nas complicações pós-cirúrgicas e com o objetivo de restaurar a sua funcionalidade, tendo um caráter reabilitador e estético do paciente de forma global, melhorando seu perfil de dor, o edema, a ansiedade, e a funcionalidade do paciente, restabelecendo este individuo de forma global (VIEIRA, MEJIA, 2013). Após perda ponderal o paciente vivencia uma nova imagem corporal. A redução do excesso de peso poderá ocasionar um corpo magro, normal ou ainda com sobrepeso ou até mesmo obeso, a depender da gravidade da condição prévia. Um sinal constante nessa nova imagem corporal é a flacidez cutânea associada à ptose das diversas regiões anatômicas, como mamas, braços, coxas, glúteos e tronco. Pelos diversos tratamentos clínicos que o paciente obeso passa antes de chegar à cirurgia bariátrica, o revestimento cutâneo foi submetido a distensões e retrações seriadas, o chamado “efeito sanfona”, o que pode comprometer a composição protéica responsável pela resistência e elasticidade da pele, especialmente o colágeno e a elastina. O tratamento para redução de edema feito com drenagem linfática é indicado para todas as técnicas cirúrgicas e permite abordagem mais precoce ( ALDENUCCI, MORO, 2011). A fisioterapia poderá intervir prevenindo a formação das aderências, pois estas bloqueiam o fluxo normal de sangue e linfa, aumentando ainda mais o quadro edematoso retardando a recuperação, este é um dos principais fatores que agravam a recuperação no pós operatório. Para que se possa exercer um tratamento adequado, o primeiro passo é a análise das alterações funcionais relatadas pelo paciente (MACEDO, OLIVEIRA, 2014). A abordagem fisioterapêutica no pós-cirúrgico propicia: redução do edema melhora significativa na textura da pele, ausência de nodulações fibróticas no tecido subcutâneo, minimização de possíveis aderências teciduais. Além disto, promove maior rapidez na recuperação das áreas com hipoestesias. E desse modo, não só proporciona uma redução das prováveis complicações, como também retorna o paciente mais ligeiramente ao exercício das suas atividades de vida diária (MEJIA, 2012). Os efeitos da drenagem linfática estão fundamentados nos mecanismos fisiológicos de pressões existentes entre os tecidos e os vasos sanguíneos e linfáticos. A drenagem manual está caracterizada na prevenção e/ou tratamento de edema, inclusive no linfedema. Este método objetiva a drenagem do excesso de fluido acumulado nos espaços intersticiais, nos tecidos e dentro dos vasos, através das anastomoses superficiais linfo-linfáticas, de forma a manter o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostáticas (AMORIM, 2012). A anatomia do sistema linfático vem sendo estudada há tempos, isso corresponde a sua imensa “delicadeza” de aspecto e à coloração translúcida dos vasos linfáticos. Podemos dividi-lo em: capilares linfáticos, vasos pré-coletores, os troncos linfáticos, o ducto linfático, linfonodos e linfa. Este sistema trabalha no organismo com a drenagem do líquido intersticial e removendo os resíduos celulares, proteínas, maiores do que o suportado a coleta dos vasos sanguíneos. Ele possui capilar (finos vasos que correspondem à primeira estruturação do sistema linfático e dão acesso às macromoléculas de minerais e proteínas), pré- coletores (com paredes formadas por tecido endotelial, possui válvulas, isso explica o motivo do fluxo da linfa ser unidirecional), coletores (de calibre maior, possuem válvulas conducentes à linfa), canal ou ducto torácico direito (recebe linfa do membro superior direito, lado direito do tórax, pescoço e cabeça, termina no tronco da veia subclávia direita e da veia jugular interna) e canal ou ducto linfático esquerdo (se origina no ducto torácico propriamente dito e termina no tronco das veias subclávia esquerda e da jugular interna, coletando quase todos os vasos linfáticos do corpo, exceto os coletados pelo anal torácico direito), linfonodos (localizados em trajetos dos vasos linfáticos, filtram a linfa e produzem linfócitos), válvulas linfáticas e linfa. Em traumas como em uma cirurgia, pode acontecer alteração na estrutura e funcionalidade dos vasos linfáticos, devido à compressão e/ou laceração (hematoma, fibrose). Isto refletirá no desequilíbrio das tensões, ocasionando, inevitável, o edema (acúmulo excessivo de líquido no espaço intersticial resultante da quebra do equilíbrio entre a pressão interna e externa da membrana celular ou pela obstrução do retorno linfático e venoso) (VIEIRA, MEJIA, 2013). A drenagem linfática é um recurso utilizado no tratamento das consequências das alterações vasculares, ou seja, o edema. Levando em consideração que a cicatrização está recente, desta maneira realizada da forma mais suave possível, evitando trações e deslizamentos no tecido em cicatrização (BORGES, 2006). Desde a criação da técnica de drenagem linfática manual pelo biólogo dinamarquês Emil Vodder e sua esposa Estrid Vodder, em 1936, vários adeptos passaram a expandi-la, tornando-a um dos principais pilares no tratamento do linfedema, que são edemas por excesso localizado de linfa (GODOY, GODOY, 2004). Indica-se a drenagem linfática manual tomando como base os seus efeitos e o quadro de disfunções apresentadas pelo paciente em potencial indicação a submissão de tratamento, dentre estas: edemas e hematomas, cicatrizes aderentes, tensão muscular, dor e diminuição da amplitude de movimento (GUIRRO, GUIRRO, 2002). A drenagem linfática manual (DML) é uma técnica de massagem composta por manobras suaves, superficiais, com moderada lentidão e com ritmo, feita com as mãos, sem luvas, que obedecem aos trajetos do sistema linfático superficial e que tem por objetivos a redução de edemas e linfedemas e a prevenção ou melhoria de algumas de suas consequências (TACANI, TACANI, 2010). Para a aplicação da DLM de maneira correta, deve-se ter conhecimento e respeitar tanto anatomia e fisiologia do sistema linfático, além da integridade dos tecidos superficiais. Possuindo efeitos sobre alguns sistemas do corpo a drenagem linfática manual tem influência direta em sistema neurovegetativo, imunológico e vascular. Nas cirurgias plásticas e estéticas se tem grande necessidade da técnica devido à destruição de vasos e nervos causados pelo procedimento que provoca dor, edema e diminuição da sensibilidade da pele que gera um grande desconforto ao paciente. Logo, a utilização imediata da técnica no pós-operatório proporcionará uma melhora do desconforto, do quadro

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doloroso, da congestão tecidual e do retorno da sensibilidade cutânea local. Sabemos que a drenagem linfática drena líquidos excedentes que banham as células mantendo desse modo o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais. Responsável também pela evacuação dos “restos” do metabolismo celular. Apresentam-se em dois distintos processos de contribuição para evacuação desses líquidos. O primeiro processo é a captação se faz por consequência do aumento local da pressão tissular, realizada pelas redes dos capilares. O segundo processo é a evacuação efetuadas pelos pré-coletores em direção aos coletores transportando a linfa encontrada nos vasos, porém longe da região infiltrada (LEDUC, LEDUC, 2000). A drenagem linfática manual vai estimular a circulação linfática proporcionando a diminuição do linfoedema e a regeneração do sistema linfático. É muito importância que o fisioterapeuta tenha todo o domínio sobre processos patológicos e o estágio em que eles se encontram, assim como o tratamento ao qual foi submetido (BORGES 2010). A drenagem linfática manual no pós-operatório estimula a contração da musculatura lisa dos vasos linfáticos, aumenta a velocidade de transporte da linfa, capacidade de processamento da linfa no interior dos gânglios linfáticos, melhora as condições de absorção intestinal, a atuação do sistema nervoso vegetativo, aumenta a captação de oxigênio pelos tecidos, fornece a nutrição celular pelo maior aporte sanguíneo, eliminação dos produtos finais resultantes do metabolismo tecidual, aumenta a absorção dos nutrientes e princípios ativos através do trato digestivo e a quantidade de líquidos a serem eliminados (VIEIRA, MEJIA, 2013).

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Concluiu-se a partir da elaboração deste trabalho que a grande manifestação da obesidade nos dias atuais tem direcionado esta parcela de população à procedimentos cirúrgicos invasivos ou não, para uma rápida e eficiente resolução deste problema. Consequentemente, este processo cirúrgico requer um pós-operatório bem assistido e pudemos destacar o papel do fisioterapeuta em sua atuação dermatofuncional, evidenciando os efeitos e benefícios da drenagem linfática manual na recuperação pós-operatório da bariátrica, devido a grande contribuição que esta técnica traz à reestruturação do organismo e redução de linfedemas.

REFERÊNCIAS: ALDENUCCI, Bruno Gil; MORO, Ana Karina Egg. A ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA DERMATO-FUNCIONAL NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRÚRGIA BARIÁTRICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Cinergis, v. 11, n. 1, 2011. BORGES, F.S. Dermato-funcional:modalidades terapêuticas nas disfun- ções estéticas. São Paulo: Phorte, 2006. BORGES, F. S. – Dermato-Funcional: Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo.3 Ed. Phorte, 2010. COSTA, Anna Christina Charbelet al. Obesidade em pacientes candidatos a cirurgia bariátrica. Acta Paul Enferm, v. 22, n. 1, p. 55-9, 2009. DE AMORIM, Lyenne Lima; MEJIA, Dayana Priscila Maia. O papel da drenagem linfática na melhora da qualidade de vida e na redução de linfedema em mulheres mastectomizada em pós-operatório tardio, 2012. DE GODOY, José Maria Pereira; GODOY, Maria de Fátima Guerreiro. Drenagem linfática manual: novo conceito. J VascBr, v. 3, p. 77-80, 2004. DE MACEDO, Ana Carolina Brandt; DE OLIVEIRA, Sandra Mara. A atuação da fisioterapia no pré e pós-operatório de cirurgia plástica corporal: uma revisão de literatura. Saúde, v. 1, n. 5, 2014. FANDIÑO, Julia et al. Cirurgia bariátrica: aspectos clínico-cirúrgicos e psiquiátricos. Revpsiquiatr, v. 26, n. 1, p. 47-51, 2004. GUIRRO e ,GUIRRO R . Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, patologias. 3ed. São Paulo: manole, 2002. LEDUC, A; LEDUC, O. Drenagem linfática. Teoria e pratica. São Paulo: Manole, 2000. MARCELINO, Liete Francisco; PATRÍCIO, Zuleica Maria. A complexidade da obesidade e o processo de viver após a cirurgia bariátrica: uma questão de saúde coletiva The complexityofobesityandlifeafterbariatricsurgery: a publichealthissue. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, n. 12, p. 4767-76, 2011. MEJIA, Dayana Priscila Maia. Eficácia da drenagem linfática manual no pós-operatório de abdominoplastia 2012. TACANI, Rogério; TACANI, Pascale. DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL TERAPÊUTICA OU ESTÉTICA: EXISTE DIFERENÇA? MANUAL LYMPHATIC DRAINAGE THERAPEUTIC OR AESTHETIC: IS THERE A DIFERENCE?. Rev. Bras. Ciên. Saúde/Revista de Atenção à Saúde, v. 6, n. 17, 2010. VIEIRA, Lilliane Moreira; MEJIA, Dayana Priscilla Maia. Fisioterapia dermato-funcional utilizando o recurso da drenagem linfática manual em pacientes pós cirúrgia bariátrica, 2013. ZILBERSTEIN, Bruno; NETO, Manoel Galvão; RAMOS, Almino Cardoso. O papel da cirurgia no tratamento da obesidade. RevBrasMed, v. 59, n. 4, p. 258-64, 2002.

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EFEITOS DA FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL NO TRATAMENTO DE PACIENTES MASTECTOMIZADAS. Sarah Irineu da SILVA 1 Carolina Manoela de Lima SANTANA2 Geraldo de Santana JUNIOR2 Larissa Nazareth dos Santos PEQUENO 2 Giovanna Pontes VIDAL3 1. Autor: Aluno da faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia; 2. Co-autor: Aluno da Faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia; 3. Orientador: Fisioterapeuta com pós-graduação em Fisioterapia Hospitalar e em Fisioterapia Dermato-Funcional: Mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau.

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RESUMO: O câncer de mama tornou-se uma das grandes preocupações no que diz respeito à saúde da mulher. Em relação à terapêutica, embora existam amplas abordagens de intervenções que possibilitam melhores perspectivas de cura, a mastectomia constitui-se como a base do tratamento. As variadas técnicas de mastectomia são importantes na prática terapêutica da retirada do câncer de mama, sendo que cada modalidade diferem, dependendo do estágio e do tipo do carcinoma mamário. Devido a sua importância, a fisioterapia está incluída no planejamento da assistência para a reabilitação física no período pré e pós-operatório do câncer de mama, prevenindo algumas complicações, promovendo adequada recuperação funcional e, consequentemente, proporcionando melhor qualidade de vida. Palavras-chave: Câncer de mama. Mastectomia. Fisioterapia. Dermatofuncional.

1 INTRODUÇÃO O câncer de mama ou carcinoma mamário é o resultado de multiplicações desorganizadas de algumas células que se proliferam em grande velocidade, provocando o aparecimento de tumores ou neoplasias malignas que podem vir a afetar os tecidos vizinhos e provocar metástases. Este tipo de carcinoma aparece sob forma de nódulos e, na maioria das vezes, podem ser identificados pelas próprias mulheres, através da prática do autoexame (DUARTE et al, 2003). O câncer de mama é uma doença complexa e heterogênea, podendo evoluir de forma lenta ou rapidamente progressiva, dependendo do tempo de duplicação celular e outras características biológicas de progressão. Existem vários fatores de risco que pode vir a causar o câncer de mama, entre eles estão a hereditariedade, paridade tardia, menopausa tardia, obesidade, menarca precoce e entre outros (JAMMAL et al, 2008). A mama contém entre 15 a 20 setores denominados lobos. Cada lobo contém inúmeros lóbulos que produzem secreção láctea, que chegam até o mamilo através de seus ductos. Em torno dos lóbulos e ductos, circunda gordura, tecido de sustentação, vasos sanguíneos e linfáticos e nervos (SCHWANKE; SCHENEIDER, 2008). Existem variadas técnicas de mastectomia, que tem se tornado importante na prática terapêutica da retirada do câncer de mama, sendo que cada modalidade diferem, dependendo do estágio e do tipo do carcinoma mamário. Halsted descreveu em 1894 uma conduta operatória radical para o tratamento do câncer, cujo método consiste em remover a glândula mamária, músculos peitorais e gânglios auxiliares, junto com uma margem de segurança do tecido adjacente. Patey contestou essa técnica defendendo uma nova forma de retirada do câncer de mama, nesse método acontece a mastectomia e dissecação dos linfonodos axilares, a retirada do músculo peitoral menor, preservando o peitoral maior (AGUILLAR et al, 1995). Madden defendeu outra forma de realizar a mastectomia, com a conservação dos músculos peitoral menor e peitoral maior. O tratamento cirúrgico do câncer de mama deixa a mulher vulnerável a várias complicações, podendo se instalar de forma imediata ou tardia, que podem ser físicas ou emocionais, tais como: infecção, seroma, necrose, limitação da movimentação, entre outros (AGUILLAR et al, 1995). No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama representa uma das primeiras causas de óbitos em mulheres, sendo apenas superado pelas mortes provocadas por doenças cardiovasculares e causas externas como acidentes de trânsito e violência urbana (DUARTE; ANDRADE, 2003). Entre as pacientes mastectomizadas (40%), de todas as mulheres com câncer de mama, apresentaram uma mortalidade anual de 25%, nesse grupo não se observa benefício com a mastectomia. As pacientes restantes (60%) apresentaram uma mortalidade de aproximadamente 2,5% ao ano, ou seja, semelhante à das mulheres sem neoplasia de mama. A incidência com relação à idade mostra que o diagnóstico de câncer de mama é raro antes dos 25 anos e começa aumentar depois desse tempo. Após os 40 anos, a taxa aumenta rapidamente, mais que dobrando a cada faixa etária sucessiva de cinco anos. Perto da idade da menopausa, a taxa de incidência em faixas etárias sucessivas é mais lenta, quando comparada ao padrão em mulheres na pré-menopausa (TALHAFERRO et al,2007). Atualmente, a fisioterapia está incluída no planejamento da assistência para a reabilitação física no período pré e pós-operatório do câncer de mama, prevenindo algumas complicações, promovendo adequada recuperação funcional e, consequentemente, proporcionando melhor qualidade de vida (JAMMAL et al, 2008). A intervenção fisioterapêutica deve ser realizada de maneira mais breve possível, para ser capaz de prevenir as possíveis complicações oriundas da cirurgia. Com isso os programas de reabilitação foram se modificando com o passar dos anos, e deixaram de ser apenas voltados para uma reabilitação e passaram a pensar na prevenção dessas complicações (SOUZA; MEIJA, 2012).

2 MATERIAIS E MÉTODO A revisão bibliográfica segundo Severino (2007) e Gil (2002) é aquela executada através de registros disponíveis, contendo categorias teóricas já estudadas por outros pesquisadores devidamente registrados. Além disso, pode-se afirmar que, este estudo formulou-se deste tipo de pesquisa, no qual foram feitas consultas a livros presentes nas bibliotecas da Faculdade Maurício de Nassau. Também foram realizadas pesquisas na internet por artigos científicos, anais e monografias sobre o tema abordado. As buscas foram realizadas utilizando o Google Acadêmico, que conduziu a pesquisa para endereços eletrônicos científicos, em especial, Bireme, Pubmed e Scielo. Na busca dos bancos de dados foram utilizadas as terminologias comuns em português. As palavras chaves utilizadas foram: cancêr de mama, Mastectomia,Fisioterapia Dermatofuncional. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre anatomia e fisiologia das mamas, principais sinais e sintomas das mamas, benefícios da fisioterapia dermatofuncional na melhora desse quadro. Foram excluídas informações de sites que não foram considerados de caráter científico. Logo em seguida buscou-se estudar e compreender os efeitos da fisioterapia dermatofuncional no tratamento de mulheres pós-mastectomia. A pesquisa foi realizada desde Agosto de 2015 a Outubro de 2015, sob supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal.

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3 RESULTADOS E DISCUSSÕES O tratamento do câncer de mama vem sofrendo significativas mudanças, como técnicas mais conservadoras, estéticas e menos agressivas e mutiladoras, devido às alterações funcionais, sociais e psicológicas que algumas técnicas poderiam causar às pacientes, modificando sua autoestima (RIBEIRO et al, 2005). Porem, um dos problemas mais comuns secundário à mastectomia,é o linfedema. Um terço das mulheres submetidas à mastectomia em decorrência à neoplasia de mama cursa com linfedema do membro superior ipsilateral. Por sua vez, o tratamento conservador, que inicialmente consistia de medicação, assepsia e apoio nutricional, foi complementado pela fisioterapia dermatofuncional, proporcionando a melhora morfológica e funcional do membro afetado pela diminuição de seu volume e peso e melhora da estética, além da facilitação funcional na realização das atividades manuais, com repercussões psicossociais positivas às pacientes. A forma de tratamento que se mostra mais eficaz para pacientes com linfedema é a Drenagem Linfática Manual. Esta consiste de cuidados com a pele, compressão e exercícios miolinfocinéticos e tem como princípio a drenagem do líquido intersticial acumulado no membro afetado (SQUARCINO et al 2007). A drenagem linfática manual é uma técnica altamente especializada, feita com pressões suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema linfático, aprimorando algumas de suas funções. O posicionamento das mãos depende da sequência realizada, e podem ser posicionadas proximal ou distalmente, seguindo sempre o fluxo da linfa (GUIRRO; GUIRRO, 2004). Ou seja, ter a pressão exercida no sentido do fluxo e dos linfonodos proximais, de modo que o deslocamento de fluido ocorrerá pela diferença de pressão aplicada nos vasos linfáticos e no interstício, diminuindo-se a pressão interna e provocando o retorno da linfa aos vasos linfáticos e sanguíneos por gradiente de pressão. A drenagem linfática manual é iniciada na região normal proximal à região de linfostase, com baixa pressão, objetivando estimular a atividade motora dos linfangions. Em seguida, as regiões afetadas são massageadas com maior pressão para tratar os tecidos fibróticos. Deve-se ter cautela na realização desta, uma vez que massagens de altas pressões têm sido relacionadas a danos linfáticos (SQUARCINO et al 2007). Esse recurso manual objetiva drenar o excesso de líquido acumulado no interstício, no tecido e dentro dos vasos, através das anastomoses superficiais linfo-linfáticas, axilo-axilar e axilo-inguinal, além de dissolver fibroses linfostáticas que se apresentam em linfedemas mais exuberantes, visto que produz um aumento da absorção, do transporte e do fluxo linfático superficial, deslocando a linfa mais rapidamente, além de estimular os pequenos capilares que se encontram inativos e aumentar a motricidade da unidade linfática. Essa técnica também pode estar associada à cinesioterapia, onde estudos mostraram que no tratamento do linfedema, principalmente na primeira fase, quando se objetiva a redução deste linfedema e o membro permanece ainda sob compressão das ataduras (RIBEIRO et al, 2005 ).As pressões das contrações musculares somadas à contrapressão do enfaixamento compressivo estimulam o funcionamento linfático, aumentando a absorção, a atividade motora dos linfagios e o peristaltismo dos vasos linfáticos, potencializando, assim, a circulação de retorno (SOUZA; MEIJA, 2012). Dividida em duas fases, a drenagem linfática manual deve ser continuada pelo paciente em seu domicílio, mantendo-se os cuidados orientados pelos profissionais. Na primeira fase, a frequência do tratamento é maior; o líquido do espaço intersticial é drenado para os centros de drenagem e as alterações teciduais fibroescleróticas são regredidas. Na segunda fase, após a inexistência de edema mobilizável, obtém-se a regressão do tecido cicatricial; o paciente deve conter o membro tratado com compressão elástica apropriada, manter continuamente os cuidados com a pele e os exercícios miolinfocinéticos (SQUARCINO et al 2007). Pessoas com linfedema podem ter problemas significativos, incluindo desconforto, dor e dificuldade funcional da extremidade afetada, e a sua descoberta precoce pode poupá-las de um atraso na implementação do tratamento. Além do dano estético e prejuízo funcional do membro afetado, essa condição pode causar depressão, ansiedade, levando ocasionalmente a condições que ameaçam a vida. A linfodrenagem manual deverá ser iniciada com o objetivo de diminuir a quantidade de líquido drenado e melhorar a reabsorção linfática pelas vias colaterais naturais (JAMMAL et al, 2008). Em estudo realizado foi demonstrado que a implantação da rotina de atendimento de fisioterapia com sessões de drenagem linfática para pacientes submetidos à mastectomia, com o objetivo de prevenção e tratamento de complicações como o linfedema, teve impactos positivos na melhora da qualidade de vida dos pacientes. Além disso, o trabalho em questão fez através dos dados coletados um banco contendo informações sobre fatores de risco e incidência de possíveis complicações, incluiu uma avaliação das condutas empregadas e o planejamento do tratamento a ser utilizado (VILLANOVA et al, 2004). Em estudo realizado foi demonstrado que a implantação da rotina de atendimento de fisioterapia com sessões de drenagem linfática para pacientes submetidos à mastectomia, com o objetivo de prevenção e tratamento de complicações como o linfedema, teve impactos positivos na melhora da qualidade de vida dos pacientes. Além disso, o trabalho em questão fez através dos dados coletados um banco contendo informações sobre fatores de risco e incidência de possíveis complicações, incluiu uma avaliação das condutas empregadas e o planejamento do tratamento a ser utilizado (VILLANOVA et al, 2004).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Mediante as informações supracitadas podemos afirmar que o câncer de mama é um processo maligno na sua maioria originado pela multiplicação de células neoplásicas que por sua vez podem dar início as metástases. Visto que, pode-se avaliar que a prática do autoexame é de suma importância para o diagnóstico precoce dessa patologia. Neste sentido, este presente estudo possibilitou analisar os pacientes mastectomizados, verificando os danos causados pelo câncer como suas alterações fisiológicas, psicológicas e estéticas. Mediante a isto o que se pode ver é que a fisioterapia dermatofuncional tem em seus constituintes, condutas que facilita e melhora os sintomas pós-mastectomia, a exemplo da drenagem linfática que por sua vez tem uma grande eficácia na drenagem dos linfedemas (edema nos linfonodos). O uso de recursos fisioterápicos serve para auxiliar no tratamento e proporcionar não apenas o alívio dos sintomas e suas consequências nas alterações da qualidade de vida do paciente. Com objetivo de facilitar o retorno às práticas de atividade de vida diária.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

DUARTE, Tânia Pires; ANDRADE, Ângela Nobre de. Enfrentando a Mastectomia: análise dos relatos de mulheres mastectomizadas sobre questões ligadas à sexualidade. Universidade Federal do Espirito Santo. Estudos de Psicologia, v.1, n.8, p.155-163. 2003. (TALHAFERRO,Belisa; LEMOS,suyane S.; OLIVEIRA Elmari de, 2007) Mastectomia e suas consequências na vida da mulher. Disponível em: < http://bases.bireme.br/>. Acesso em: 25 outubro 2015. (JAMMAL et al, 2008) Fisioterapia na reabilitação de mulheres operadas por câncer de mama. Disponível em: < http://bases.bireme.br/>. Acesso em: 25 outubro 2015. (SOUZA,Rosenny Lima de; MEIJA,Dayana Priscila Maia,2012) A drenagem linfática – técnica vodder associada a cinesioterapia em pós-operatório imediato de mastectomia para a manutenção da funcionalidade do ombro. Disponível em: < http://portalbiocursos.com.br/>. Acesso em: 25 outubro 2015. (RETT, et al, 2012) A cinesioterapia reduz a dor no membro superior de mulheres submetidas à mastectomia ou quadrantectomia. Disponível em: <http://www.scielo.br/> Acesso em: 25 outubro 2015. (TACANI et al, 2007).Revista de atenção a saúde- Perfil clínico dos pacientes atendidos em fisioterapia dermatofuncional na clínica da universidade municipal de são caetano do sul - USCS Disponível em: http://seer.uscs.edu.br/ Acesso em: 25 outubro 2015. GUIRRO, Elaine; GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia Dermato funcional. 3.ed. São Paulo. Manole. 2004. GUTIÉRREZ et al,2007)Adesão de mulheres mastectomizadas ao início precoce de umprograma de reabilitação Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v20n3/a02v20n3.pdf Acesso em: 29 outubro 2015 (RIBEIRO et al, 2005) CONDUTA FISIOTERÁPICA NO LINFEDEMA PÓS MASTECTOMIA POR CÂNCER DE MAMA. Disponível em: <http://www.fmb.edu.br/ >Acesso em: 29 outubro 2015. (SQUARCINO et al, 2007) Fisioterapia no linfedema secundário à mastectomia. Disponivel em: <webnode.com> Acesso em: 29 outubro 2015. (VILLANOVA et al, 2008) Efeito da drenagem linfática manual no pós-cirurgico de mastectomia. Disponível em: <http://www.unicentro.br> Acesso em: 29/10/2015

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ENDOCARDITE EM ADULTOS E CRIANÇAS CAUSAS FREQUENTES Rômulo Hermínio Belmont de ARAÚJO1 Miscileide Nunes da SILVA2 Ana Carolina dos Santos CAVALCANTI3 Loíse Maíra Pinto SOARES 4 Giovanna Pontes VIDAL5 1.Autor: Aluno da Faculdade Maurício de Nassau João Pessoa – PB, Curso de Odontologia. 2.Coautor: Aluno da Faculdade Maurício de Nassau João Pessoa – PB, Curso de Odontologia. 3.Coautor: Aluno da Faculdade Maurício de Nassau João Pessoa – PB, Curso de Fisioterapia. 4.Coautor: Aluno da Faculdade Maurício de Nassau João Pessoa – PB, Curso de Fisioterapia. 5.Orientadora: fisioterapeuta com pós-graduação em fisioterapia Hospitalar e em Fisioterapia Dermato-funcional: mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa.

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RESUMO: Endocardite é uma infecção que acontece quando uma bactéria advinda de outra parte do corpo como as da boca, se espalha pelo sistema sanguíneo se ligando a áreas afetadas do coração. Ela é incomum em pessoas com coração saudável. Quando o sangue passa dos átrios para os ventrículos, as válvulas impedem a volta do sangue, mantendo o fluxo sempre na mesma direção. São estas válvulas que podem ser infectadas por bactérias, fungos, vírus, ou outros microrganismos. Pode-se classificar a endocardite pelo tipo de microorganismo que causa a lesão e pelo tipo de valva atingida. Se não tratada, pode danificar ou destruir as válvulas do coração trazendo complicações ao indivíduo. Seu tratamento é a base de antibióticos e voltados à prevenção de incidência. O estudo caracteriza-se como descritivo e também exploratório, a partir de pesquisas feitas utilizando o Google Acadêmico, que direcionou para endereços eletrônicos científicos, em especial a Scielo. O estudo verifica o perfil das causas que predispõem e/ou desencadeiam a ocorrência desta patologia além de mencionar também suas incidências e condutas adotadas pelo profissional dentista e seu paciente diante deste quadro patológico; gerando assim a possibilidade de tratamento e baixo risco de novo comprometimento à saúde deste paciente. Palavras-chave: Endocárdio, Odontologia, Infecção. 1 INTRODUÇÃO A endocardite é uma doença infecciosa cuja lesão característica é a vegetação, acometendo principalmente válvulas, mas também cordoalhas, endocárdio mural e shunts. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais no sucesso do tratamento e na diminuição do risco de complicações. Podendo também ser causada por uma falha de função e defesas do corpo em resposta ao ataque de milhares de microrganismos; por falta de atenção do indivíduo à sua própria higiene durante a vida. Contudo, deve haver também um auxilio informativo pelos odontólogos sobre esta patologia aos pacientes e para isso, este profissional deve estar em constante atualização de conhecimentos, pois a falta de informação, higiene e acompanhamento profissional podem ocasionar este perfil patológico de saúde. O tratamento a principio é realizado com a indicação de antibióticos (ATB), acredita-se que estes medicamentos hipoteticamente previnem a endocardite bacteriana, não de forma eliminatória ou redutora do quadro, mas dificultando a adesão das bactérias às valvas cardíacas. Desta forma, surgiu o interesse de averiguara ocorrência e causas da endocardite bacteriana. Para cumprir o objetivo proposto, será realizada uma revisão bibliográfica. 2 METODOLOGIA Esta pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica na qual se realizou consultas a livros presentes nas bibliotecas da Faculdade Maurício de Nassau. Também foram realizadas pesquisas na internet por artigos científicos sobre o tema abordado. As buscas foram feitas utilizando o Google Acadêmico, que direcionou a pesquisa para endereços eletrônicos científicos, em especial a Scielo. A busca nos bancos de dados foi realizada utilizando às terminologias comuns em português, inglês e espanhol. As palavras-chave utilizadas na busca foram: endocardite, odontologia, manifestações clínicas. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre a endocardite e métodos de tratamento. Foram excluídos informações de sites que não eram considerados de caráter científico. Logo em seguida, buscou-se estudar e compreender o processo da endocardite, sua prevenção e tratamento. A pesquisa foi realizada desde julho de 2015 a setembro de 2015, sob a orientação e supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Podemos conceituar a endocardite bacteriana como um processo infeccioso que envolve o endocárdio, em sua maioria, as valvas cardíacas e que era considerada fatal até a chegada dos antibióticos. Sua classificação é definida de acordo com o microrganismo de agressão ao miocárdio e quanto ao tipo de valva cardíaca atingida. Dentro desta segunda classificação, temos a endocardite valvar original (as valvas originais) e a endocardite valvar protética (quando em valvas protéticas do coração). Há ainda um a terceira classificação relacionada a endocardites adquiridas por uso de drogas injetáveis e também as contraídas em hospitais (ANDRADE et al, 1998). Apesar do advento dos antibióticos, cerca de 0,5% das internações pediátricas esta relacionada a endocardite, e até 64% dos casos de morte entre crianças e adolescentes também está ligada a esta patologia. A doença é considerada rara em crianças, porém tem apresentado um crescente número casos, com perfis bacterianos distintos, sendo classificada como aguda quando causada pelo Staphylococcus aureus e subaguda quando causada pelo Streptococcus viridans, porém esta segunda tem diminuído a incidência devido a prevalência reduzida de febre reumática e sequelas cardíacas causada por esta (PEREIRA et al, 2003). Em uma pesquisa feita por Lacorte (1944) sugeriu que além destas, muitas outras bactérias têm ocasionado casos clínicos típicos de endocardite lenta ou sub-aguda. E que possivelmente pode ocorrer mutação do Streptococcus hemohjticus em Streptococcus viridans, o primeiro dado como mais freqüente nas endocardites agudas. Por tempos o profissional de odontologia foi considerado o causador indireto da endocardite, em virtude de Microrganismo estreptococos viridans ser encontrada em grande quantidade na cavidade oral. No entanto, pesquisas recentes realizadas por “British Cardiac Society” e “Royal College of Physicans of London”, mostram que o procedimento odontológico representa uma pequena parcela de responsabilidade na porcentagem de casos de endocardite. Apenas 4% ou menos dos casos de endocardite foram comprovadamente relacionados a procedimentos realizados em consultórios odontológicos. Isso comprova que ha uma maior atribuição dessa patologia aos hábitos diários de higiene e mastigação, do que aqueles relacionados a procedimentos dentais (ANDRADE et al, 1998).

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De acordo com Barros (2004) embora sua incidência se encontre estável em 1,7 a 6,2 casos por 100.000 pessoas/anos. Os homens são mais atingidos que as mulheres (1,7:1). Atualmente, alterações valvares degenerativas e próteses, e não mais a doença reumática, representam as causas mais comuns de endocardite em países desenvolvidos. A endocardite pode ser causa por uma disfunção ou falha das defesas do corpo em resposta de milhares de microrganismos, por falta de higiene do próprio individuo durante sua vida. Porém, os odontólogos precisam se atualizar sobre os aspectos da doença para ter sapiência em relação à patologia endocárdica, pois a falta de higiene bucal e de acompanhamento com o profissional cirurgião dentista pode ocasionar a sepsie do paciente, devido a grande proliferação de bactérias que ocorrem pela ausência de cuidado dos procedimentos bucais. Ao desenvolver, deve-se manter a higiene bucal da melhor maneira possível, prevenindo a incidência da doença, revertendo este quadro do paciente com escovação e uso do fio dental, ou seja, hábitos de higiene rigorosos diários (ANDRADE et al, 1998 A utilização diária anti-septicos como digluconato ou cloridrato declorexidina a 0,2% pode diminuir o índice desse agente infeccioso. Porém, deve ser usado com sapiência, pois a bactéria pode criar imunidade aos anti-sépticos. A profilaxia é de grande importância e indicada em todos os procedimentos bucais com intenção de evitar sangramentos excessivos. Pacientes com ausência de dentes podem desenvolver, devido a úlceras causadas pela má adaptação com próteses, a bacteremia, estes pacientes devem realizar exames periódicos ou procurar um cirurgião dentista (ANDRADE et al, 1998). Com relação ao tratamento com antibióticos (ATB)presume-se que eles exerçam sua função em diferentes estágios do desenvolvimento da infecção. Tem sido levantada a hipótese de que se os ATB previnem a endocardite bacteriana, não pela eliminação ou redução da bacteremia transitória, mas pela redução da adesão das bactérias às valvas cardíacas ou pela inibição da multiplicação bacteriana quando já aderidas. Apesar deste conhecimento, não se sabe ao certo como a penicilina age, já que estas demora horas para atuar e que reage somente quando as bactérias estão no processo de divisão celular (BRANCO et al,2007). Segundo a American Heart Association, é necessário o acompanhamento ecocardiográfico do paciente com este diagnóstico já que pode ocorrer crescimento da vegetação cardíaca preexistente. Apesar disto, Se evidenciar persistência da vegetação (59% dos casos), na ausência de regurgitação valvar, grave, mesmo na presença de sintomas, esse achado não se correlaciona com complicações futuras (GUTIERREZ et al, 2004). 4 CONCLUSÕES A endocardite pode ser considerada uma doença com um perfil variável e dinâmico. O conhecimento sobre esta doença tem crescido e a participação da ecocardiografia, sempre associada à clínica, se torna cada vez mais essencial para seu diagnóstico. O diagnóstico precoce é essencial para o prognóstico desta enfermidade. O dentista é de sumaimportância para promover a higiene bucal, orientar corretamente os pacientes sobre o uso de anti-sépticos e consequentemente prevenir a proliferação bacteriana.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ANDRADE, Eduardo Dias de; PASSERI, Luis Augusto; MATTOS FILHO, Thales Rocha de. Prevenção da endocardite bacteriana: novas recomendações da American Heart Association. RevAssoc Paul CirDent, São Paulo, v. 52, n. 5, p. 353-357, 1998. BARBOSA, Marcia M.. Endocardite infecciosa: perfil clínico em evolução. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo , v. 83, n. 3, p. 189-190, Sept. 2004 . Disponível em<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2004001500002&lng=en&nrm=iso>.accesson 21 Sept. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2004001500002. BRANCO, Filipe Polese;VOLPATO, Maria Cristina Volpato; ANDRADE, Eduardo Dias de. Profilaxia da endocardite bacteriana na clínica odontológica - o que mudou nos últimos anos?.Revista Periodontia. Campinas, vol.17, n.3, Set 2007. Disponível em: http://www.revistasobrape.com.br/arquivos/ed _set_07/artigo%2003%20-%20set-2007.pdf GUTIERREZ, Patricia; CALDERARO, Daniela; CARAMELLI, Bruno. Endocardite infecciosa. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 50, n. 2, p. 118-119, Apr. 2004 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302004000200016&lng=en&nrm=iso>.access on 21 Sept. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302004000200016. HAAG, Fabiana et al. Conhecimento dos pais sobre profilaxia de endocardite infecciosa em crianças portadoras de cardiopatias congênitas. RevBrasCirCardiovasc, v. 26, n. 3, p. 413-8, 2011 LACORTE, J. Guilherme; SANTOS, Mario. Endocardites sépticas: (contribuição etiopatogênica). Mem. Inst. Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro , v. 41, n. 1, p. 101-161, ago. 1944 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0074-02761944000400007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 21 set. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S0074-02761944000400007. PEREIRA, Carla AZ et al. Achados clínico-laboratoriais de uma série de casos com endocardite infecciosa. JournalofPediatrics, v. 79, n. 5, p. 423-428, 2003.

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ENVELHECIMENTO CUTÂNEO X AUTOESTIMA Artenísia Gomes PROCÓPIO 1 Ramon Leite do NASCIMENTO2 Elane Maria Leite de SALES2 Diana Lúcia dos Santos MONTEIRO2 Loíse Maíra Pinto SOARES 2 Giovanna Ponte VIDAL3 1.Autora: Aluna da faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia

2.Co-autor: Aluno da Faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia

3.Co-autora: Aluna da Faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia 4.Co-autora: Aluna da Faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia 5.Co-autora: Aluna da Faculdade Mauricio de Nassau do curso de Fisioterapia

6.Orientadora: fisioterapeuta com pós graduação em fisioterapia Hospitalar e em

Fisioterapia Dermato-funcional: mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade

de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa.

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RESUMO: Entende-se que o envelhecimento advém de alterações fisiológicas que ocorre ao longo da vida do individuo, sendo um processo progressivo, lento e irreversível causado por diversos fatores. A aparência é um dos marços mais importantes da sociedade, pois a imagem e a estética são fatores primordiais, principalmente do gênero feminino que busca constantemente pela aparência perfeita através de procedimentos estéticos. As rugas, perda da luminosidade e pele seca são sinais fisiológicos do envelhecimento cutâneo advindos do tecido conjuntivo. A radiação solar, bebidas alcoólicas, poluição e o cigarro são fatores que vem a causar efeitos negativos a pele acelerando o processo de envelhecimento das células. Assim o individuo deve adotar uma alimentação equilibrada juntamente com a prática de exercícios físicos constantes e auto cuidado com o corpo e saúde para ter uma pele com aparência jovem, bonita, hidratada e com melhor qualidade de vida. È importante identificar e promover condições que permitam a ocorrência de uma velhice longa e saudável, com relação a custo-benefício favorável aos indivíduos e às instituições sociais, num contexto de igualdade e bens e oportunidades sociais. Entender os motivos de sensações e posturas é fundamental, se o objetivo for o de propor condutas e políticas que favoreçam um caminho feliz para a velhice, para que seja uma etapa da vida repleta de significado. Palavras-chave: Envelhecimento. Auto- estima. Pele. 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento é um processo lento, progressivo e irreversível, influenciado por diversos fatores intrínsecos e extrínsecos. O envelhecimento intrínseco pode também ser chamado de verdadeiro ou cronológico, sendo aquele já esperado e inevitável. Já o extrínseco pode ser denominado também de foto envelhecimento, no qual as alterações surgem em longo prazo e se sobrepõe ao envelhecimento intrínseco (Souza et al, 2007). Os principais sinais de envelhecimento cutâneo são as rugas, pele seca, perda de luminosidade, onde estes sinais são fisiológicos de funções do tecido conjuntivo, aonde o colágeno vai se tornar mais rígido ocorrendo uma diminuição de ancoragem fibrilas, já as fibras elásticas vão perde as forças e assim diminuem a elasticidade, ocorre a diminuição do glicosaminoglicanos associada a perda de água uma vez que ocorre a diminuição da adesão (Souza et al, 2007). A aparência tem preocupado o ser humano, principalmente as do gênero feminino desde a antiguidade levando a práticas cosméticas e cirúrgicas que exploram a vaidade. Na nossa sociedade atual o culto ao corpo e a preocupação com a imagem e a estética faz com que a procura por procedimentos estéticos, seja cada vez maior (CORREIA et al., 2010). A autoestima consiste num conjunto de pensamentos e sentimentos referentes a si mesmo. Trata-se, portanto de uma representação pessoal dos sentimentos gerais e comuns de autovalor (RUTZ et al.,2011). A autoestima tem como base a confiança na eficiência da mente, na capacidade de pensar, aprender, fazer escolhas e tomar decisões apropriadas e lidar com mudanças. A autoestima sempre foi uma necessidade pessoal, e nos últimos tempos vem obtendo uma nova visão de sua importância. Em geral, todas as mudanças nas realidades sociais e econômicas, designaram novos desafios para humanidade, colocando em prova à confiança que cada um tem em si mesmo (LARANJEIRAS Priscila, 2004). Desta forma surgiu o interesse de avaliar a relação do envelhecimento cutâneo com autoestima por meio de uma revisão bibliográfica. 2 MATERIAIS E MÉTODO A revisão bibliográfica segundo Severino (2007) e Gil (2002) é aquela executada através de registros disponíveis, contendo categorias teóricas já estudadas por outros pesquisadores devidamente registrados. Sendo assim, podemos afirmar que este estudo constitui-se de uma revisão bibliográfica, no qual se realizou buscas na internet por artigos científicos e monografias sobre o tema abordado. A busca nos bancos de dados foi obtida utilizando às terminologias comuns em português. As palavras-chave utilizadas na busca foram: envelhecimento, autoestima, pele. A pesquisa foi realizada no mês de outubro de 2015. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre fisiologia do envelhecimento, anatomia da pele e suas influencias na autoestima. Foram excluídos informações de sites que não são considerados de caráter científico. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO O envelhecimento populacional é hoje um fenômeno característico principalmente dos países desenvolvidos e em grande parte dos países em desenvolvimento (BRUNNET et al., 2013). No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a expectativa de vida do brasileiro, que em 1960 era de 55,8, passou a ser de 73,5 anos em 2009. Reconhece, porém, a necessidade de considerar aspectos socioeconômicos e culturais ao se pensar no envelhecimento de pessoas e populações (BRUNNET et al., 2013). A velhice ainda é marcada por declínio físico, perda de papéis sociais e com a associação de outras imagens culturalmente negativas, como o comprometimento cognitivo, emocional e econômico. Esta visão acerca do idoso predominou por boa parte do século XX e, por mais que tenha sido modificada, deixa resquícios até hoje (BRUNNET et al., 2013). Na nossa sociedade, há uma valorização da juventude, na qual a velhice é uma fase da vida vista como inútil e dependente BRUNNET et al., 2013). A pele é o maior órgão do corpo, em um indivíduo adulto sua superfície é de aproximadamente 1,75 m². Somada ao tecido subcutâneo a pele representa 20% do peso corporal, além de apresentar ampla variedade de funções, como Função de Barreira e Proteção, Função Reparadora, Função de Termorregulação, Função de Secreção e Excreção. Neste órgão o envelhecimento intrínseco e extrínseco é mais facilmente expresso (FAGNANet al., 2014).

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Atualmente a teoria etiológica mais aceita para o processo de envelhecimento é a dos radicais livres, que como conseqüência da exposição crônica ou excessiva à radiação UV, as espécies de oxigênio reativo (EROs) podem reduzir a capacidade de defesa anti-oxidante da pele, acelerando o processo de envelhecimento pela morte ou mau funcionamento das células (FAGNAN et al., 2014). Além da teoria dos radicais livres, existe a presença dos fatores extrínsecos ou ambientais, como radiação solar, poluição, bebida alcoólica e o cigarro, que podem danificar as membranas das células, causando efeitos negativos sobre a pele e acelerando ainda mais o processo de envelhecimento das células. Pois no momento que as radiações solares penetram na pele, são absorvidas pelos cromóforos, que ao dissipar essa energia absorvida produz os radicais livres (FAGNAN et al., 2014). Os radicais livres atacam os queratinócitos da epiderme, além de degradar os fibroblastos da derme, podendo assim lesar as cadeias de DNA, proteínas, carboidratos, lipídeos e as membranas celulares na parte mais profunda da epiderme. Além das alterações físicas, as alterações psicossociais são de suma importância, uma vez que a satisfação com a aparência aumenta a autoestima e predispõe a uma boa saúde física e mental (FAGNAN et al., 2014). Conhecer a relação que o idoso mantém com seu corpo e as conseqüências disto na sua autoestima são essenciais para que os profissionais de saúde analisem, em suas práticas – avaliações e intervenções – todos os aspectos que envolvam a saúde do indivíduo, sejam eles físicos, psicológicos, emocionais, mentais, entre outros (CHAIM et al., 2009). O conceito autoestima tem sido considerado um importante indicador da saúde mental, pois desenvolvida e consistente garante as a um individuo condições para conseguir atingir qualquer potencial (FLORIANI et al., 2011) Para uma vida satisfatória é necessário a presença de uma autoestima positiva, que leva o indivíduo a sentir-se confiante, competente e merecedor, pois a autoestima é composta de sentimentos de competência e de valor pessoal (COSTA et al., 2011). Dessa forma, para um envelhecimento saudável é preciso que o idoso apresente não só um bom estado de saúde, mas, também, sinta-se seguro, independente, respeitado, reconhecido pela sua experiência e participação na sociedade (COSTA et al., 2011)

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Compreende-se que a satisfação com a imagem corporal e autoestima depende de diversos fatores e que interferem direto ou indiretamente nos cuidados com a saúde. Em relação a isto, atividade física regular é um meio de promoção de saúde e de qualidade de vida onde a autoimagem e a autoestima estão interligadas, sendo dependentes uma da outra e variam de acordo com o gênero. Elas refletem os papéis sociais ocupados pelo indivíduo. Assim a autoestima é alta, decorre de experiências positivas com a vida; por outro lado, quando a autoestima é baixa, resulta de fatores negativos. A autoimagem está sempre em mudança, conforme o indivíduo adquire experiências na vida cotidiana, ocupacional e de lazer. Estudo verifica a relação entre a atividade física e a satisfação de vida e mostra que os sentimentos positivos de auto-estima e auto-imagem são prevalecentes nesta ligação. Além disso, a autoestima e autoimagem têm sido desenvolvidas positivamente com a intervenção de programas de exercícios físicos e desportos, tendo resultados inéditos na qualidade de vida e no bem-estar mental. O exercício físico está também associado ao aumento da alegria, da auto-eficácia, do autoconceito. Portanto as atividades físicas dão a oportunidade de o indivíduo ter uma sensação de sucesso que, por sua vez, reforça a autoimagem e a auto-estima positivamente.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRUNNET, Alice Einloft et al . Práticas sociais e significados do envelhecimento para mulheres idosas. Pensando fam., Porto Alegre , v. 17, n. 1, jul. 2013 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2013000100010&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 28 out. 2015. COSTA, Emanilsa Cristina Sá et al. Avaliação da autoestima em idosos de um Centro Integral à Saúde do Idoso–São Luís-MA/Evaluation of self-esteem in the center for integral health of the elderly-São Luís-MA. Revista de Pesquisa em Saúde, v. 12, n. 1, 2012. CHAIM, Janice; IZZO, Helena; SERA, Celisa Tiemi Nakagawa. Cuidar em saúde: satisfação com imagem corporal e autoestima de idosos. O Mundo da Saúde, São Paulo, v. 33, n. 2, p. 175-181, 2009. DE BARROS CORREA, Fabiane Fernanda; DA SILVA, Richard Cordeiro; DE OLIVEIRA, Ms Adilson Cardoso. ACNE, INIMIGA DA PELE. FLORIANI, Flavia Monique; MARCANTE, M. D. S.; BRAGGIO, Laércio Antônio. Auto-estima e auto-imagem a relação com a estética. Acesso em, v. 1, 2014. GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4º edição. São Paulo: Atlas, 2002. HUTZ, Claudio Simon; ZANON, Cristian. Revisão da apadtação, validação e normatização da escala de autoestima de Rosenberg: Revision of the adaptation, validation, and normatization of the Roserberg self-esteem scale. Aval. psicol., Porto Alegre , v. 10, n. 1, abr. 2011 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-04712011000100005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 28 out. 2015. MAZO, Giovana Zarpellon; CARDOSO, Fernando Luiz; AGUIAR, DL de. Programa de hidroginástica para idosos: motivação, auto-estima e auto-imagem. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, v. 8, n. 2, p. 67-72, 2006. NERI, Anita Liberalesso. Envelhecimento e qualidade de vida na mulher.Gerontologia, v. 9, n. 1, p. 6-13, 2001. PASCHOAL, Sérgio Márcio Pacheco. Qualidade de vida na velhice. Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. 79-84, 2002. PROFISSIONAIS, DESENVOLVENDO A. AUTO-ESTIMA EM; DE NÍVEL OPERACIONAL, ATRAVÉS DAS ATITUDES; INDIVIDUAIS, GERENCIAIS E. ORGANIZACIONAIS. PRISCILA LARANJEIRAS. SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23ª ed. revisada e atualizada. São Paulo: Cortez, 2007. SOUZA, Soraya LG et al. Recursos fisioterapêuticos utilizados no tratamento do envelhecimento facial. Revista Fafibe On Line, n. 3, 2007.

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RADIOFREQUÊNCIA: um recurso para o tratamento da flacidez. Ramon Leite do NASCIMENTO 1 Karina Alves Santos de LIMA2 Igor Ewislan Santana LIMA 2 Suênya Karla Correia da SILVA2 Giovanna Pontes VIDAL3 1. Autor: Aluno da Faculdade Mauricio de Nassau de João Pessoa – PB. Curso de Fisioterapia.

2. Co-autores: Alunos da Faculdade Mauricio de Nassau de João Pessoa – PB. Curso de Fisioterapia. 3. Orientadora: Fisioterapeuta com Pós Graduação em Fisioterapia Hospitalar e em

Fisioterapia Dermato-funcional: mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau de João Pessoa. E-mail: giovannapvidal@hotmail.com

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RESUMO: Com padrões estéticos cada vez mais exigentes, pessoas hodiernas procuram por procedimentos estéticos que os ajudem a melhorar ou alterar a sua aparência. Estas, cada vez mais cedo, buscam meios de alcançar esse padrão estético, seja pela melhora da sua autoestima ou para se encaixar na sociedade hodierna. Um dos problemas mais aparentes em uma pessoa é a flacidez, que com suas diferentes causas, tem sido um dos maiores motivos de procura pela Fisioterapia Dermato-funcional, que dispõe de meios para tratar, prevenir e reduzir os danos causados por ela. A radiofrequência é um recurso que faz uso do calor para estimular e restaurar as fibras de colágeno, que ao estarem alteradas é um dos fatores que desencadeiam a flacidez. Além de alterar a aparência estética e física de uma pessoa, a flacidez abre caminho para o aparecimento de outras patologias, assim vê-se o quanto é importante tratar e preveni-la. O estudo caracteriza-se como descritivo e exploratório, a partir de uma revisão de literatura, baseados em livros, revistas e artigos do banco de dados da SCIELO e LILACS. O estudo verificou que a radiofrequência tem grande influência positiva em seu tratamento por ser um método não invasivo, e por promover uma pele firme. Palavras-chave: Radiofrequência, Dermato-funcional, flacidez, alterações estéticas.

1 INTRODUÇÃO A busca pelo corpo perfeito está cada vez mais comum, mulheres e homens tornam-se mais exigentes na procura de procedimentos estéticos que possam melhorar sua aparência física (DUARTE et al, 2013). Dentro do universo da estética, a Fisioterapia Dermato-funcional ganha cada vez mais espaço e reconhecimento devido ao seu amplo leque de efeitos que os permitem avaliar, tratar e prevenir diversas patologias tais como: estrias, queimaduras, queloides, lipodistrofias, fibroedema gelóide (celulite), pré e pós-operatórios e a flacidez. Tratamentos estes que além da recuperação da função, permitem o retorno, melhora e manutenção da aparência estética (MILANI et al, 2006). Desta forma a Fisioterapia Dermato-Funcional tem grande importância no tratamento e na melhora dos sinais e sintomas da flacidez, pois além do tratamento com microcorrentes, eletroestimulações e a carboxiterapia, tem-se a radiofrequência que atualmente vem sendo bastante usada para este fim (BATTISTON et al, 2011). Radiofrequência é um recurso que atua através do calor, pois ela aumenta a temperatura do tecido ao agitar suas células, dessa forma, ela pode ser usada para a melhora da circulação sanguínea, quebra de tecido fibroso e adiposo, além de atuar na drenagem de toxinas, fluídos e na recuperação das fibras de colágeno (SILVA et al, 2011). Esta é uma tecnologia não invasiva, sua aplicação permite o tratamento de rugas, fibroses, aderências, celulites, cicatrizes, contratura muscular e a flacidez, pois ela age na contração das fibras de colágeno estimulando-as a serem produzidas, é de forma imediata que a radiofrequência atua na flacidez (SILVA et al, 2011). Flacidez é conceituada como a atrofia do tecido pelo enfraquecimento de suas fibras de colágenos e elastina, ambas com função de sustentação da pele (TELES et al, 2014). Ao falar sobre flacidez, nos referimos ao estado em que a pele se encontra, tanto em sua qualidade quanto em seu estado (GUIRRO et al, 2004). Ela é comumente encontrada em mulheres, e é um dos grandes problemas estéticos femininos, que geralmente afeta braços, seios e abdômen, e desta forma acaba por comprometer a beleza das mulheres. A flacidez, como resultado da atrofia do tecido, apresenta-se com aspecto de frouxo (DUARTE et al, 2013). Este trabalho tem como finalidade apresentar a importância do uso da Radiofrequência no tratamento da flacidez por meio de uma revisão bibliográfica. 2 MATERIAIS E MÉTODO Revisão bibliográfica é realizada por registros livres, com categorias teóricas já foram analisadas por outros pesquisadores consignados (SEVERINO, 2007; GIL, 2002). Desta forma, podemos afirmar que este estudo constitui-se deste tipo de pesquisa, no qual se realizou consultas a livros presentes nas bibliotecas da Faculdade Maurício de Nassau – JP. Também foram realizadas pesquisas na internet por artigos científicos, anais e monografias sobre o tema abordado. Para as buscas foi utilizado o Google Acadêmico, que direcionou a pesquisa para endereços eletrônicos científicos, em especial, Scielo e LILACS. De forma quantitativa, as fontes de investigação estão expressas no esquema a seguir: Na busca nos bancos de dados foram utilizadas as terminologias comuns em português, inglês e espanhol. As palavras-chave utilizadas na busca foram: radiofrequência, flacidez tissular, alterações gestacionais, fisiologia da pele. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre anatomia e fisiologia da pele, mudanças na pele decorrentes da gestação, benefícios da radiofrequência na flacidez tissular. Foram excluídas informações de sites que não eram considerados de caráter científico. Logo em seguida, buscou-se estudar e compreender os efeitos da radiofrequência na flacidez tissular. A pesquisa foi realizada desde Agosto de 2015 a Outubro de 2015, sob orientação e supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal.

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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO A pele apresenta uma característica viscoelástica e esta permite que ela sofra deformações, no qual se inclui a flacidez (GUIRRO et al, 2004). O colágeno dentre as suas diferentes funções no organismo, une e fortalece os tecidos; porém em uma determinada fase, tem a sua produção reduzida devido um processo de rasgo de suas fibras, isto acontece por volta dos 25 anos de idade. Gravidez, envelhecimento e emagrecimento brusco o desencadeiam, e ao estarem associados a distúrbios hormonais, sedentarismo e fumo tem este processo acelerado. Com isso, indica-se que um tratamento seja precocemente iniciado, pois, tem-se a redução de necessidade de intervenções cirúrgicas (GOMES, 2011). Na gravidez, a mulher passa por diversas alterações anatômicas. Dentre tais alterações tem-se o crescimento do útero ao decorrer dos meses, no qual, ocorre o estiramento da pele da região abdominal. Após o parto, o abdome volta ao seu volume normal, porém a pele não consegue voltar ao estado natural, pois teve o seu limite elástico ultrapassado, o que acarreta na flacidez abdominal pós-gestação que é uma das principais modificações estéticas corporais deste período (MENDONÇA et al, 2010; FROES et al, 2013). O envelhecimento fisiológico apresenta uma flacidez decorrente da atrofia tecidual pela separação de músculo e pele, o que a deixa com uma aparência frouxa. É com a perda gradativa da massa muscular e com a sua substituição por tecido adiposo que se dá a flacidez no idoso (DUARTE et al, 2013). Flacidez tissular e muscular são uma consequência da perda de peso, que são acompanhadas por excesso de pele, sendo mais comum em abdome, braços, coxas, mamas, nádegas e dorso. Existem evidências de alterações micro e macroscópicas da estrutura do tecido adiposo e cutâneo após a perca de peso, desta forma compromete-se a aparência corporal e a predispõe a outras patologias (BOZA et al, 2010). A hipotonia muscular pode ocasionar duas formas de flacidez: a muscular e a tissular, elas geralmente apresentam-se juntas o que afeta ainda mais o paciente, sendo a principal causa da flacidez muscular a inatividade física (DUARTE et al, 2013). Então, esta pode ser definida como uma “sequela” e não como uma patologia específica (GUIRRO et al, 2004). A radiofrequência é uma radiação que gera calor compreendida entre 30 KHz e 300 MHz. Esse tipo de calor penetra os tecidos da pele (da derme à hipoderme), a qual gera energia e forte calor sobre elas. Este efeito térmico, gera a contração das fibras colágenas existentes e a neocolagenização, que ao serem remodeladas e reorganizadas, deixam o tecido mais eficientes na sustentação da pele (CARVALHO et al, 2011).

O tratamento é indolor, não agressivo, bastante seguro para os diferentes tipos de pele, simples de ser feito e bem tolerável, assim o paciente se sente mais confortável durante o tratamento. A rotina diária dos pacientes não é alterada, pois não se faz necessário um período de recuperação depois do tratamento (GOMES, 2011). Nos efeitos fisiológicos provocados pela radiofrequência incluem-se: redução da densidade da pele na cicatriz cirúrgica, aumento da elasticidade dos tecidos, aumento da vascularização, redução de toxinas, drenagem de edemas e efeito anticoagulante (BORGES, 2010).

A radiofrequência pode ser indicada para todos os processos degenerativos que provoquem a redução ou retardo do metabolismo, irrigação e nutrição. Além disso é indicado por gerar aumento da vasodilatação e irrigação dos tecidos abaixo da zona tratada, e também por melhorar a sua oxigenação e nutrição (CARVALHO et al, 2011). Dentre as contra indicações para seu uso, tem as alterações na sensibilidade do paciente e a utilização de metais no corpo (MORAES et al, 2012). Assim, vê-se o quanto é importante o uso da radiofrequência no tratamento da flacidez tissular, já que ela promove a firmeza da pele (SILVA et al, 2011). 4 CONCLUSÕES Observa-se o aumento do número de pessoas que buscam um tratamento estético, pois são influenciadas a buscarem um padrão de beleza imposto pela sociedade. A Fisioterapia Dermato-Funcional é uma área que está em crescimento e sendo cada vez mais solicitada devido as suas inovações para tratar de distúrbios estéticos com recursos mecânicos e manuais, dentre eles a radiofrequência. O presente trabalho mostra utilização da radiofrequência em uma das disfunções estéticas mais frequentes: a flacidez. Este recurso é um grande aliado para acabar com a flacidez tissular e muscular. O uso da radiofrequência traz grandes benefícios, por trata-se de um recurso não invasivo e que atua com calor profundo na pele e faz com que a densidade e formação de um novo colágeno aumente consideravelmente, esta promove resultados imediatos e isso faz com que cada vez mais as pessoas procurem esse tratamento. A radiofrequência mostrou grandes resultados no combate da flacidez tissular e muscular gerado por envelhecimento da pele, pós-gestação e emagrecimento, ela atua na melhora da flexibilidade, elasticidade e textura da pele tornando-a com um aspecto mais jovem, sadia e firme. Diante do trabalho proposto, percebe-se a eficácia da radiofrequência no tratamento da flacidez. Viu-se o quão é importante o papel Fisioterapia Dermato-funcional na prevenção, manutenção e tratamento das disfunções estéticas. A realização de mais pesquisas sobre os efeitos da radiofrequência no combate da flacidez é indispensável, para que os profissionais da área da estética compreendam ainda mais os efeitos deste aparelho no organismo humano para que melhores resultados sejam obtidos e fiquem cientes da sua importância no combate da flacidez.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BATTISTON, Cristina Zottarelli; PIROLA, Flávia Maria; GIUSTI, Helena Hanna Khalil. O Efeito da Radiofrequência no Tecido com Hipotonia Tecidual, Pós-Lipoaspiração de Região Abdominal. Revista Inspirar, v. 3, n. 5, 2011. BORGES, Fábio dos Santos. Dermato-Funcional: Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. Phorte Editora, n. 2. 2010. BOZA, Juliana Catucci; RECH, Leticia Sachett; MENEGON, Dóris Baratz; CESTARI, Tania Ferreira. Manifestações dermatológicas da obesidade. Clinical & Biomedical Research, v. 30, n. 1, 2010. CARVALHO, Goretti Freire de; SILVA, Rodrigo Maciel V. da; FILHO, Joaquim J. T. de Mesquita; MEYER, Patrícia Froes; RONZIO, Oscar Ariel; MEDEIROS, Josicleiber de Oliveira; NÓBREGA, Monisa Martins. Avaliação dos efeitos da radiofrequência no tecido conjuntivo. RBM, Especial Dermatologia. v. 68. Abril. 2011. DUARTE, Andresa Brito; MEJIA, Dayana Priscila Maia. A utilização da radiofrequência como técnica de tratamento da flacidez corporal. 2011. FROES, Patrícia; DELGADO, Alexandre Magno. Atuação da Fisioterapia Dermato Funcional nas disfunções estéticas recorrentes da gravidez. Setembro. 2013. GOMES, Edinarda A. Radiofrequência no tratamento da flacidez. 2011. MENDONCA, Rosimeri da Silva Castanho; RODRIGUES, Geruza Baima de Oliveira. As principais alterações dermatológicas em pacientes obesos. ABCD, Arq. Bras. Cir. Dig. v. 24, n.1, p. 68-73. 2011. MILANI, Giovana Barbosa; JOÃO, Silvia Maria Amado; FARAH, Estela Adriana. Fundamentos da Fisioterapia Dermato-funcional: revisão de literatura. Fisioterapia e pesquisa, v. 13, n. 1, p. 37-43, 2006. MORAES, Gisele Campos de; ALMEIDA, Maria Carolina Deusa de. Uso da radiofrequência em estética: uma revisão sistemática entre 2007-2012. Bragança Paulista. 2012. SILVA, Geovana Xavier Lima da; MEJIA, Dayana Priscila Maia. A utilização da radiofrequência no tratamento da flacidez facial. 2011. SILVA, Vanessa da; SILVA, Jessica Mayara da; MORAES, Lilian Rosana dos Santos; BLANCO, Priscilla Hellen Martinez. Análise do conhecimento da radiofrequência e abordagem ao paciente. Anais eletrônico. UNICESUMAR - Centro Universitário Cesumar. Paraná. 2011. TELES, Shayenne de Amorim; MEJIA, Dayana Priscila Maia. O uso da estimulação russa no combate a flacidez e diástase dos retos abdominais no puerpério. 2014.

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EFEITO DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS EM PORTADORES DE DIABETES MELITUS Amanda Matias ALVES1 Andréa Karla Costa de LIMA2 Ana Waléria Costa de LIMA3 Giovanna Pontes VIDAL4 1.Autora: Aluno da faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa do curso de Enfermagem;

2. Co-autor: Aluno da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa do curso de Enfermagem; 3.Aluno da faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa do curso de Nutrição;

4. Orientadora: fisioterapeuta com pós graduação em fisioterapia Hospitalar e em Fisioterapia Dermato-funcional: mestranda em Efectividad Clinica pela Universidade de Medicina de Buenos Aires, Docente da Faculdade Mauricio de Nassau João Pessoa. amandamatias3@gmail.com

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RESUMO: O diabetes mellitus é uma das doenças com maior incidência dos últimos anos e cada vez busca-se novos artifícios para seu controle. A mudança para uma melhor qualidade de vida se faz indispensável para uma maior longevidade, através de alterações como hábitos saudáveis, sendo fator de grande influência para o controle da glicemia. Uma das principais formas de mudança é através de atividades físicas, que auxiliam para diminuição de possíveis agravos acometidos pelo descontrole da glicemia. O diagnóstico precoce, a identificação e controle glicêmico diminuem os riscos de complicações acometidas pela enfermidade. O exercício físico é importante, mas sempre com avaliação de uma equipe multiprofissional e multidisciplinar com competência.

1 INTRODUÇÃO De acordo com o Ministério da saúde (2006), diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sangüíneos. Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos, por exemplo, destruição das células beta do pâncreas (produtoras de insulina), resistência à ação da insulina, distúrbios da secreção da insulina, entre outros(BRASIL, 2006). Pode ser causada por vários defeitos do mecanismo de defesa imunológica (FOSS-FREITAS,2006). A patologia do diabetes mellitus tipo I envolve a destruição progressiva das células ß do pâncreas, levando a uma deficiência de insulina e a alterações daí resultantes (COLLET-SOLBERG, 2001). Anteriormente conhecido como diabetes juvenil, que compreende cerca de 10% do total de casos (BRASIL, 2006). O DM2 é a forma presente em 90% a 95% dos casos e caracteriza-se por defeitos na ação e secreção da insulina. Em geral, ambos os defeitos estão presentes quando a hiperglicemia se manifesta, porém pode haver predomínio de um deles. A maioria dos pacientes com essa forma de DM apresenta sobrepeso ou obesidade, e cetoacidose raramente se desenvolve de modo espontâneo, ocorrendo apenas quando se associa a outras condições, como infecções. O DM2 pode ocorrer em qualquer idade, mas é geralmente diagnosticado após os 40 anos. Os pacientes não dependem de insulina exógena para sobreviver, porém podem necessitar de tratamento com insulina para obter controle metabólico adequado (DIRETRIZES SBD, 2014). Citado no caderno de atenção básica (2006), que segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde o número de portadores da doença em todo o mundo era de 177 milhões em 2000, com expectativa de alcançar 350 milhões de pessoas em 2025. No Brasil são cerca de seis milhões de portadores, a números de hoje, e deve alcançar 10 milhões de pessoas em 2010. Um indicador macroeconômico a ser considerado é que o diabetes cresce mais rapidamente em países pobres e em desenvolvimento e isso impacta de forma muito negativa devido à morbimortalidade precoce que atinge pessoas ainda em plena vida produtiva, onera a previdência social e contribui para a continuidade do ciclo vicioso da pobreza e da exclusão social (BRASIL, 2006). A atividade física é aceita como agente preventivo e terapêutico de diversas enfermidades. No tratamento de doenças cardiovasculares e crônicas, a atividade física tem sido apontada como principal medida não farmacológica, assumindo aspecto benéfico e protetor (KRINSKI,2006). De acordo com o Manual de Atividades Físicas para Prevenção de Doenças – 2012, o exercício físico caracteriza-se por uma situação que retira o organismo de sua homeostase, pois implica no aumento imediato da demanda energética da musculatura exercitada e consequentemente, do organismo como um todo. Assim, para suprir a nova demanda metabólica, várias adaptações fisiológicas são imprescindíveis e, dentre elas, os referentes à função cardiovascular durante o exercício físico (MARENGA, 2012). Segundo um estudo bibliográfico prospectivo realizado por Juan Dias e colaboradores, a prática de atividades físicas em diabéticos se faz importante pelos seus diversos benefícios, sendo tanto de caráter fisiológico, psicológico quanto de caráter social. O exercício físico possui tendência a ocasionar a redução das taxas glicêmicas dos diabéticos, principalmente naqueles indivíduos em que em seus organismos há uma adequada quantidade de insulina, seja de origem endógena ou exógena. Por isso, esse efeito torna-se fundamental para que o exercício seja colocado com lugar definido e relevante no tratamento diário do diabetes. A atividade física regular também promove o aumento do transportador de glicose - GLUT 4, na membrana das fibras musculares e, por essa finalidade, é indicado para portadores de diabetes (DIAS, 2007). O diagnóstico correto e precoce do diabetes mellitus e das alterações da tolerância à glicose é extremamente importante porque permite que sejam adotadas medidas terapêuticas que podem evitar o aparecimento de diabetes nos indivíduos com tolerância diminuída e retardar o aparecimento das complicações crônicas nos pacientes diagnosticados com diabetes (GROSS, 2002). Desse modo, surgiu o interesse de pesquisar qual o conseqüência da prática de atividades físicas para portadores de diabetes, no intuito de verificar a possibilidade do controle da glicemia, para uma melhor qualidade de vida. Para cumprir o objetivo proposto, será realizada uma revisão bibliográfica.

2 MATERIAIS E MÉTODO O estudo caracteriza-se como descritivo e exploratório, a partir de uma revisão de literatura, tendo por base jornais, livros, revistas e artigos do banco de dados da SCIELO, revistas e manuais contendo categorias teóricas já estudadas por outros pesquisadores devidamente registrados. As buscas foram feitas utilizando o Google Acadêmico, que direcionou a pesquisa para endereços eletrônicos científicos, em especial, Bireme, e Scielo. Definiram-se como limites de busca os artigos, publicados entre os anos de 1999 a 2013, A busca nos bancos de dados foi realizada utilizando às terminologias comuns em português e inglês. As palavras-chave utilizadas na busca foram: diabetes, controle glicêmico e exercício físico. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram estudos sobre o controle da glicemia devido a prática do exercício físico, obesidade, metabolismo corporal e envelhecimento. Foram excluídas informações de sites que não eram considerados de caráter científico. Logo em seguida, buscou-se estudar e compreender o processo do controle da glicemia e o efeito do exercício físico para isso. A pesquisa foi realizada de setembro de 2015 a outubro de 2015, sob orientação e supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal.

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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO O diagnóstico do diabetes baseia-se fundamentalmente nas alterações da glicose plasmática de jejum ou após uma sobrecarga de glicose por via oral. A medida da glico-hemoglobina não apresenta acurácia diagnóstica adequada e não deve ser utilizada para o diagnóstico de diabetes. De acordo com o caderno de atenção básica (2006), as orientações de exercícios seguem as recomendações para adultos saudáveis observando, no entanto, algumas especificidades: • O exercício deve ser iniciado de forma gradual, como caminhadas por 5 a 10 min em terreno plano, aumentando semanalmente até alcançar 30 a 60 min diários, 5 a 7 dias por semana. Nesse processo, qualquer aumento de atividade física deve ser valorizado como um ganho de saúde e não como uma meta final não alcançada. • Os calçados devem ser confortáveis, evitando bolhas e calosidades. • A intensidade de atividade física deve ser aumentada progressivamente, tendo como objetivo atingir intensidade moderada (60 e 80% da freqüência cardíaca máxima). Na prática, a mudança progressiva da intensidade pode ser orientada pelo teste da fala da seguinte maneira: a intensidade é leve quando ainda é possível cantar, moderada quando ainda é possível conversar confortavelmente, e intensa quando a pessoa fica ofegante, limitando a conversação. • Indivíduos com perda significativa de sensibilidade nos pés devem evitar caminhar em esteiras ou ao ar livre, correr, etc. Nesses casos, os exercícios mais recomendados são natação, ciclismo, remo e exercícios realizados na posição sentada. Casos com retinopatia proliferativa não tratada ou tratada recentemente devem evitar exercícios que aumentam a pressão intra-abdominal, que têm efeito semelhante à manobra de Valsalva, que englobam movimentos rápidos da cabeça ou que envolvem risco de traumatismo ocular. • Antes de iniciar um exercício vigoroso, é necessário afastar complicações como retinopatia proliferativa, neuropatia autonômica e doença cardíaca importante. Indivíduos com risco cardiovascular >10% em 10 anos ou com sintomas de neuropatia autonômica que desejam praticar exercício vigoroso, se eram anteriormente sedentários, devem ser encaminhados ao cardiologista para orientação. • As atividades ao gosto do paciente, como caminhar e dançar, devem ser incentivadas, especialmente quando programas estruturados não estão disponíveis. Antes de iniciar um programa deatividade física mais vigorosa do que uma caminhada ativa, os individuos com diabetes devem ser avaliadas para as condições que podem ser associadoscom aumento da probabilidade de doenças cardio-vasculares ou que possa contra-indicar a certos tiposde exercício ou predispor a lesões, tais comoneuropatia autonômica grave, neuropatiaperiférica grave e preproliferativa ou retinopatia proliferativa . Deve ser considerada a idade e nível de atividade física anterior do paciente (SIGAL,2006). O exercício físico pode se apresentar de diferentes tipos, cada um deles acarretando efeitos diversos (tab. I).

Fonte: GODOY, 1997.

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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Foi observada ao longo deste trabalho a importância dos exercícios físicos na frequência de no mínimo cinco vezes por semana, onde as atividades devem iniciar de forma gradual, aumentando a intensidade conforme o desempenho tendo como objetivo atingir a intensidade moderada, como um comportamento importante para saúde, podendo assim colaborar para o controle da hiperglicemia. Profissionais de saúde capacitados devem avaliar as diversas possibilidades terapêuticas, levando em consideração as principais indicações baseadas em evidências, a escassez de recursos sofisticados, e a baixa adesão ao tratamento não medicamentos.

5 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diabetes Mellitus. Cadernos de Atenção Básica, nº 16, Brasília: Ministério da Saúde, 2006. FOSS-FREITAS, Maria Cristina et al. Effect of metabolic control on the in vitro proliferation of peripheral blood mononuclear cells in type 1 and type 2 diabetic patients. São Paulo Medical Journal, v. 124, n. 4, p. 219-222, 2006. COLLET-SOLBERG, P. F. Cetoacidose diabética em crianças: Revisão da fisiopatologia e tratamento com o uso do método de duas soluções salinas. Jornal de pediatria, v. 71, 2001. DIRETRIZES SBD. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2013/2014. São Paulo: AC Farmacêutica, 2014. KRINSKI, Kleverton et al. Efeitos do exercício físico em indivíduos portadores de diabetes e hipertensão arterial sistêmica. Lecturas: Educación física y deportes, n. 93, p. 22, 2006. CARVALHO, J.A.M.; MAREGA, M. Manual de atividades físicas para prevenção de doenças. Rio de Janeiro, Elsevier; São Paulo: Hospital Albert Einstein, 2012. DIAS, Juan Antonio et al. A importância da execução de atividade física orientada: uma alternativa para o controle de doença crônica na atenção primária. Lecturas: Educación física y deportes, n. 114, p. 59, 2007. GROSS, Jorge L. et al. Diabetes melito: diagnóstico, classificação e avaliação do controle glicêmico. ArqBrasEndocrinolMetab, v. 46, n. 1, p. 16-26, 2002. SIGAL, Ronald J. et al. Physical activity/exercise and Type 2 diabetes A consensus statement from the American Diabetes Association. Diabetes care, v. 29, n. 6, p. 1433-1438, 2006. GODOY, Milton. I Consenso nacional de reabilitação cardiovascular: fase crônica. Arq. bras. cardiol, v. 69, n. 4, p. 267-91, 1997.

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USO DO ÔMEGA 3 NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES Débora Laís Oliveira dos SANTOS¹ Kaline Maria dos Santos CABRAL¹ Yckson Tonni SILVA² Giovanna Pontes VIDAL ³ 1. Discente de Nutrição. Faculdade Mauricio de Nassau, João Pessoa.

2. Discente de Fisioterapia. Faculdade Mauricio de Nassau, João Pessoa.

3. Profa. Especialista em Fisioterapia Hospitalar e Fisioterapia Dermato Funcional.

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RESUMO: As doenças cardiovasculares nas ultimas décadas são uma das principais causas de morte no mundo todo, se tornando um grande problema de saúde pública. Uma dieta hipercalórica, a falta da pratica de atividades físicas são alguns dos fatores associados ao desenvolvimento dessas doenças. O ômega 3 é um ácido graxo poliinsaturado encontrado tanto em origem animal como em vegetal. Algumas pesquisas têm relacionado o consumo do ácido graxo ômega 3 com a redução ou prevenção no que diz respeito as doenças cardiovasculares. Diante disto com o objetivo de verificar a eficácia deste ácido graxo foi realizada uma revisão bibliográfica a cerca deste assunto, constatando diversos benefícios. Palavras-chave: Ômega 3, Doenças cardiovasculares e Prevenção 1 INTRODUÇÃO Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) (2011) as doenças cardiovasculares (DCV) representam uma das principais causas de morte no mundo todo. Mais de 80% das mortes por estas doenças ocorrem em países de média e de baixa renda sendo a aterosclerose a base fisiopatológicapara os eventos cardiovasculares, assim como outros fatores de risco estão associados como: dieta rica em gorduras saturadas, energia, colesterol, sal, hábitos de estilo de vida, sedentarismo, tabagismos e alcoolismo. Tem sido observado que em populações cujas dietas têm um alto teor de gordura ocorre maior número de mortes por doenças coronarianas. Outra questão é a proporção em que devem ser ingeridos os ácidos graxos, pois em quantidades desapropriadas podem elevar as lipoproteínas de baixa densidade (LDL), promover hipercolesterolemia entre outras patologias do sistema cardiovascular (LIMA; et al., 2000). O ômega 3 é um ácido graxo poliinsaturado que atuam mantendo em condições normais das membranas celulares, a regulação enzimática,as funções cerebrais, a síntese de eicosanoides e a transmissão de impulsos nervosos. É considerado de cadeia longa por ter de 14 a 22 átomos de carbono e poliinsaturado por te mais de uma dupla ligação. Ele pode ser encontrado em: alguns peixes, linhaça, soja e óleo de peixe, castanhas, óleos vegetais, cremes vegetais (MARTINS; et al., 2008). O ômega 3 é considerado um alimento funcional pela significante importância na prevenção do eventos cardiovasculares, na redução do LDL e aumento do HDL, assim como, auxilia no mal de Alzheimer e evita a formação de coágulos sanguíneos na parede das artérias . Os ácidos graxos essenciais (α-linolênico e linoléico) são aqueles que não podem ser produzido no organismo humano e devem ser ingeridos na dieta, tendo uma recomendação de 20% a 23% de ácidos graxos poli-insaturados ou monoinsaturados para indivíduos saudáveis (VAZ; et al., 2014). Diante do exposto, surgiu o interesse de demonstrar o efeito do ômega 3 na prevenção de doenças cardiovasculares por meio de uma revisão bibliográfica atualizada. 2 METODOLOGIA A revisão bibliográfica segundo Severino (2007) e Gil (2002) é aquela executada através de registros disponíveis, contendo categorias teóricas já estudadas por outros pesquisadores devidamente registrados. Desta forma, podemos afirmar que este estudo se constitui deste tipo de pesquisa, no qual se realizou consultas a livros presentes nas bibliotecas da Maurício de Nassau. Também foram realizadas pesquisas na internet por artigos científicos sobre o tema abordado. As buscas foram feitas utilizando o Google Acadêmico, que direcionou a pesquisa para endereços eletrônicos científicos, em especial, Bireme, Pubmed e Scielo. De forma quantitativa, as fontes de investigação estão expressas no esquema a seguir: A busca nos bancos de dados foi realizada utilizando às terminologias comuns em português, inglês e espanhol. As palavras-chave utilizadas na busca foram: ômega 3, doenças cardiovasculares e prevenção. A pesquisa foi realizada desde setembro a outubro de 2015, sob orientação e supervisão da professora Giovanna Pontes Vidal. 3 RESULTADOS Doença cardiovascular pode ser definida como distúrbios que afetam o coração ou os vasos sanguíneos. As doenças cardiovascularesrepresentam umas das principais causas de morte no Brasil sendo mais frequente nas mulheres do que nos homens e sua prevenção está intimamente ligada ao estilo de vida e ao controle rigoroso dos fatores de risco (FR) (KAYSER; et al.,2010 ). A incidência do crescimento das doenças cardiovasculares está relacionada aos FR, que estão além da genética e idade. Existem alguns FR que são independentes da aterosclerose, como por exemplo, a alta concentração de LDL - colesterol. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia os mais evidentes no panorama da saúde cardiovascular são o tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, obesidade e dislipidemias. O sedentarismo não se encontra dentre os mais evidentes, porém há algum tempo ele vem sido mencionado como um fator importante para o desenvolvimento das DCV (RIQUE; SOARES; MEIRELLES, 2002). Alguns FR podem ser modulados com o estilo de vida, que visa diminuir os eventos cardiovasculares e aumentar a sobrevida em pacientes cardiopatas ou que possuam o risco de desenvolver uma coronariopatia. A mudança de hábitos alimentares e a prática de atividade física melhoram significativamente os FR, além de serem intervenções de custos moderados (RIQUE; SOARES; MEIRELLES, 2002).

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O ômega 3 (W-3) faz parte de um grupo de ácidos graxos denominados de poli-insaturados que são aqueles que possuem mais de uma dupla ligação em sua estrutura, este grupo atua em diversas formas em nosso organismo desde a sinalização celular á atividade neuromodulatória e neurotransmissora. Os ácidos graxos da família ômega-3 e ômega-6 são de suma importância na dieta humana, pois, desempenham funções importantes no organismo. Atualmente vários benefícios na ingestão do w-3 são observados, como na redução dos índices de DCV, infecções, lesões e até alterações imunológicas (Cortes; et al. 2014).

Figura 2: Estrutura dos ácidos graxos ômega 3. Fonte: http://www.eufic.org/article/pt/nutricao/gorduras/artid/importancia-dos-acido-gordos-omega-3-e-omega-6/ Os dois dos mais importantes ácidos graxos poli-insaturados w- 3 são o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). A diferença entre si surge nos efeitos das suas atividades protetoras. O ácido graxo essencial DHA aparentementemostra-se mais responsável pelo efeito no benéfico na redução de lipídios e lipoproteínas, na pressão sanguínea, na variabilidade da frequência cardíaca e no controle da glicemia, em comparação ao EPA. O DHA também apresenta melhor ligação dos neurotransmissores aos seus receptores ao ser incorporado ás membranas celulares dos neurônios, já ácido eicosapentaenóico apresenta um aumento no suprimento de oxigênio e glicose para o cérebro e o protege contra o estresse oxidativo. Porém, juntos atuam no metabolismo dos triglicerídeos, na função plaquetária e endotelial, na pressão arterial, na excitabilidade cardíaca, em níveis de estresse oxidativo, de citosinas pró e inflamatórias e na função imune (VAZ; et al., 2014. CORTES; et al. 2014). O w-3 pode ser encontrada em fontes de origem animal ou vegetal. Na vegetal se encontra em frutas, hortaliças, cereais, leguminosas e óleos como: Agrião, hortelã, soja, abacate, linhaça, óleo de canola. Em origem animal encontramos o w-3 em quantidade significativa no salmão, sardinhas, truta, ovos, entre outros. O consumo de ácidos graxos w-3 na dieta é um importante fator para determinar a ingestão adequada de ácidos graxos bem como prevenir o aparecimento de doenças (PERINE, 2010). De acordo com Vaz e colaboradores (2014) o valor recomendado na dieta humana está exposto na tabela a seguir:

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O consumo exagerado de gordura, principalmente as saturadas de origem animal ou vegetal, é um fator predominante no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Apesar de ser importante e essencial na dieta humana, as gorduras poliinsaturadas, tem que ser administradas com cautela,sendo os efeitos colaterais relacionado com o trato gastrointestinal. A suplementação do ômega 3 deve ser feita de maneira equilibrada, pois em grandes quantidades também pode trazer riscos a saúde, ficando a recomendação de 2 a 4 g de EPA/DHA ao dia, podendo diminuir os níveis de triglicérides em até 25% a 30%, aumentar discretamente os de HDL-colesterol (1% a 3%) e elevar os de LDL-colesterol em até 5% a 10%. Contudo essa suplementação não vai sofrer influencia em pessoas que já apresentem quadros arterioscleróticos (SANTOS; et al. 2013). Ainda se encontra em discussão o verdadeiro papel do ômega 3 de origem vegetal e sua influencia nos eventos cardiovasculares, mesmo assim, o seu consumo de origem animal ou vegetal reduz os riscos dessas doenças. No organismo humano os ácidos graxos poli-insaturados vão produzir uma inibição da agregação plaquetária (efeito antitrombótico), produzir efeito anti-inflamatório, e estimulação da vaso dilatação, podendo ser importante no tratamento de doenças inflamatórias (MARTINS; et al. 2008).

4 CONCLUSÃO Neste artigo foi apresentada uma revisão bibliográfica referente aos efeitos benéficos do ômega 3 na prevenção de doenças cardiovasculares se tornado um estudo interessante devido ao grande impacto sobre a saúde da população mundial, havendo uma constante procura por novas opções de tratamento. O desenvolvimento deste estudo vem mostrando que o consumo adequado de pode diminuir os níveis de triglicérides, aumentar o HDL e diminuir o LDL – colesterol, não tendo influencia em pessoas que já apresentem quadros arterioscleróticos. Por tanto, estudos a fim de mostrar a importância dos ácidos graxos poliinsaturados estão sendo realizados na tentativa de alerta a população que, modificação do estilo de vida, prática de atividade física, reeducação alimentar e o consumo equilibrado de ômega 3, pode trazer grandes benefícios a saúde humana.

REFERÊNCIAS CORTES, Matheus Lopeset al. Uso de terapêutica com ácidos graxos ômega-3 em pacientes com dor crônica e sintomas ansiosos e depressivos. Rev Dor. São Paulo, 2013 jan-mar;14(1):48-51. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rdor/v14n1/v14n1a12.pdf.Acesso em 17 de out. 2015. KAYSER, Cássia G. R. et al. Benefícios da ingestão de ômega 3 e a prevenção de doenças crônico degenerativas - revisão sistemática. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo v.4, n.21, p.137-146, Maio/Jun. 2010. ISSN 1981-9919. Disponível em: http://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/viewFile/272/252 . Acesso em 19 de out. 2015. LIMA, Flávia Emília Leite; et al. Ácidos Graxos e doenças cardiovasculares: Uma revisão. Rev. Nutr., Campinas, 13(2): 73-80, maio/ago., 2000. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rn/v13n2/7909.pdf > Acesso 29 de setem de 2015. MARTIN, Clayton Antunes et al. Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 eômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Rev. Nutr., Campinas, 19(6):761-770, nov./dez., 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rn/v19n6/10.pdf. Acesso em 17 de out. 2015. MARTINS, Marcos Batistaet al. Propriedades dos ácidos graxos poliinsaturados – Ômega 3 obtidos de óleo de peixe e óleo de linhaça. RevInstCiênc Saúde 2008;26(2):153-6. Disponívelem :http://www.unip.br/comunicacao/publicacoes/ics/edicoes/2008/02_abr_jun/V26_N2_2008_p153-156.pdf. Acesso em 19 de out. 2015. PERINI, João Ângelo De Lima et al . Ácidos graxos poli-insaturados n-3 e n-6: metabolismo em mamíferos e resposta imune. Rev. Nutr., Campinas , ;v. 23, n. 6, p. 1075-1086, Dec. 2010 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732010000600013&lng=en&nrm=iso>.access on 19 Oct. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732010000600013. RIQUE, Ana Beatriz Ribeiro; SOARES, Eliane de Abreu; MEIRELLES, Claudia de Mello. Nutrição e exercício na prevenção e controle das doenças cardiovasculares. Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 6 – Nov/Dez, 2002. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbme/v8n6/v8n6a06.pdf> Acesso em 30 de setem 2015. Santos RD, Gagliardi ACM, Xavier HT, Magnoni CD, Cassani R, Lottenberg AMPet al. Sociedade Brasileira de Cardiologia • ISSN-0066-782X • Volume 100, Nº 1, Supl.3, Janeiro 2013. Disponível em http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2013/Diretriz_Gorduras.pdf. Acesso em 19 de out. 2015. VAZ, Diana SouzaSantos et al. A importância do ômega 3 para a saúde humana: um estudo de revisão. Vol.20,n.2,pp.48-54 (Out - Dez 2014). Disponível em: http://www.mastereditora.com.br/periodico/20141103_154429.pdf. Acesso em 17 de out. 2015.

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