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Publicação da Confederação Brasileira do Desporto Universitário Ano I - nº 03 - Julho de 2010

--LIGA DO DESPORTO UNIVERSITÁRIO 2010

Fases regionais movimentam equipes de todo Brasil em Maceió e Uberlândia. Confira também resultados da Liga de Lutas 2010, em Curitiba (PR).

E MAIS:

- JIF 2010 reúne 2.000 alunos em Brasília - Salvador (BA) recebe Pan-Americano de Basquete


Livros que merecem medalha de ouro

O selo COB Cultural é fruto da parceria do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) com a editora Casa da Palavra, reunindo os pontos fortes de cada lado. Aliando a experiência no desenvolvimento e na comercialização de produtos editoriais da Casa da Palavra, o COB agregou a autoridade, o conhecimento a respeito dos esportes olímpicos e o relacionamento com atletas, técnicos e entidades esportivas. O resultado se traduz em livros que valorizam o esporte como ferramenta de promoção social, entretenimento, motivação e cultura. Com um importante papel na formação de um público leitor de esporte, o selo tem entre seus diferenciais a variedade de títulos. Ao mesmo tempo em que são atendidas as demandas específicas de atletas e técnicos, são apresentadas opções que se encaixam perfeitamente no universo das empresas, das escolas e dos amantes do esporte. Conheça o catálogo em: www.cob.org.br | www.casadapalavra.com.br

CAMPUS

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sumário

EXPEDIENTE

editorial

Presidente Luciano Cabral Vice-Presidente Waldir Frazao Diretor Financeiro Roberto Maldonado Secretário Geral Alim Rachid Neto Gerente de Eventos Alessandro Battiste (Juca) Gerente Administrativa Daniela Oliveira Assessor de Relações Internacionais Luiz Ricardo Moura Diretor Jurídico Marcelo Falcão Diretor de Patrimônio Clidenor Honório Filho Diretor Técnico André Mattos Diretores Médicos Breno Schor e Sérgio Macedo Assessores Ayssa Peixoto (Dept. Jurídico) Sílvio Leonardo (Dept. Técnico) Felipe Luna (Dept. Técnico) Tarso Olinto (Dept. Técnico) Marcus Boulitreau (Credenciamento) Pollyanna Pádua (Imprensa) Secretaria Allison Carvalho Rita Meneses

STJDU Auditor Presidente: Daniel Verçosa Auditor Vice-Presidente: Hênio de Miranda Auditores: Hezir Espíndola, Elias Vilaça, Kleber de Andrade, Alexandre Fialho, Emídio Prata, Paulo Henrique Pinheiro e Claúdio Nunes Marinho Procurador: Joselino Ramalho Secretaria: Cintia Cançado © Revista Campus CBDU Produção e Edição: Pollyanna Pádua Diagramação: Juliano Rodrigues Tratamento de Imagem: Adilson Moraes Impressão: POLIGRÁFICA - Goiânia/GO

Fotos da edição n.03: Adalberto Silva, Laurisson Mariano e Pollyanna Pádua (CBDU)

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Entrevista - Walter Roese, técnico da seleção

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Brasil recebe melhor do basquete das Américas

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Coluna Saúde e Movimento Disputas acirradas na Liga de Lutas 2010 JIF 2010: sucesso dentro e fora de quadra Brasil encara Mundiais 2010 da FISU Coluna Direito e Esporte BRA, CHI e COL destacam-se no Sul-Americano Notas - Rápidas Universitárias Espaço Acadêmico - Artigo de Camila BachTold Memória CBDU com Luis Carlos Novi

Agora nos preparamos para a realização das etapas regionais e nacional da Liga do Desporto Universitário 2010, resultado do crescimento e da consolidação do interesse das Instituições de Ensino Superior em participar dos eventos promovido pela CBDU e pelas Federações Universitárias Estaduais (FUE’s). Conquistas que são fruto da profissionalização da entidade e do comprometimento e envolvimento da atual diretoria e das FUE’s nos novos projetos da CBDU. Nesta 3ª edição da revista CAMPUS CBDU registramos os melhores momentos deste início de temporada 2010.

Saudações Desportivas Universitárias! Luciano Cabral

Apoio CAMPUS

Liga 2010 agita Maceió (AL) e Uberlândia (MG)

Mais de 2 mil alunos-atletas estiveram em Brasília (DF) na disputa dos Jogos Brasileiros das Instituições Federais de Educação Tecnológica e Profissional - JIF 2010, de 23 a 29/05. A convite dos Ministérios da Educação e do Esporte, a CBDU idealizou e participou do evento, desde a primeira linha escrita do projeto até a execução final. Um grande teste que comprovou nossa capacidade de organização e realização de grandes eventos e pelo qual recebemos diversos elogios e congratulações.

Contato, Sugestões e Críticas: imprensa@cbdu.org.br

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brasileira universitária de basquete

Institucional


Seleção brasileira universitária campeã do Top Four Nation, na Alemanha, 2009

Experiência no banco Basquete comemora

Walter Roese está no comando da seleção brasileira universitária de basquete e inserese no projeto de reestruturação da modalidade no cenário nacional. Depois do título do torneio Top Four em 2009, ele prepara-se para mais um desafio: levar o Brasil ao pódio do Campeonato Pan-Americano Universitário de Basquete, em Salvador (BA).

Desde 2007, quando dirigiu o Brasil pela primeira vez na Universíade 2007, Walter Roese está inserido no processo de reestruturação do basquete universitário brasileiro. Experiência não lhe falta seja como o-gador (foram 15 anos como atleta profissional de basquete) e técnico (desde 2000 ele dirige equipes de universidades norte-americanas). Atualmente Roese é técnico da Universidade do Hawaii. E, além da seleção universitária, também é o comandante da seleção brasileira sub-18 que acaba de conquistar medalha de prata na Copa América. Em entrevista à Revista Campus

CBDU, Roese, gaúcho de 36 anos, fala sobre o momento vivido pelo basquete universitário nacional e as previsões para o Pan de Basquete.

Campus: No comando da seleção

brasileira universitária de basquete você disputou duas Universiades (2007 e 2009) e foi campeão do torneio Top Four Nation 2009, na Alemanha. Quais principais mudanças e evolução percebidas nestes últimos três anos convivendo com a seleção universitária, a CBDU e as Instituições de Ensino Superior? Walter Roese: As principais mudanças foram na estrutura e no enten-

dimento da importância do basquete universitário no páisl. O apoio da CBDU e a parceria com as universidades e clubes são fundamentais. A experiência de jogar torneios internacionais é muito positiva. Quando os jogadores retornam para suas escolas e clubes, repassaram as experiências em participar de uma Universiade e sua importância dentro do contexto do esporte internacional. Diante deste intercambio de informações, o interesse dos atletas de alto rendimento em participar de eventos universitários apresenta, a cada ano, crescimento substancial.

Campus: Diante de sua experiência

e vivência no basquete universitário norte-americano, o que falta ao Brasil para atingir o nível técnico e a representatividade e visibilidade das ligas nos Estados Unidos? Roese: A estrutura. Existe um investimento enorme no esporte universitário norte-americano que já está integrado à cultura. Entretanto para que eles chegassem ao nível em que se encontram atualmente levaram anos. A NCAA é uma instituição que levou também anos para atingir o nível atual. Creio que o Brasil tem potencial para tal, mas temos que fazer dentro da nossa CAMPUS

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realidade e ir crescendo com o decorrer dos anos.

com uma seleção forte e que terá chances de medalha.

Campus: CBDU e Confederação

Campus: Em 2016, o Brasil irá rece-

Brasileira de Basquete mostram, a cada competição, maior proximidade em busca do desenvolvimento das categorias de base do basquete. Qual a importância do diálogo e do trabalho conjunto das confederações? Roese: Esta aproximação e diálogo são fundamentais. Principalmente esta integração para o desenvolvimento não somente da modalidade basquete, mas também para o desenvolvimento técnico dos atletas. Nas duas ultimas Universíades (Tailândia 2007 e Sérvia 2009) presenciamos a importância que os países dão para a competição ao enviarem seus melhores atletas para o torneio. A Universíade é considerada pelas maiores forças do basquete internacional como uma competição de altíssimo nível. Por isso, temos que aproveitar esta competição para dar mais experiência internacional para nossos atletas e CBDU e CBB já reconhecem esta importância e unem forças para que cheguemos ao pódio em 2011.

Campus: Em 2009, a seleção brasi-

leira universitária venceu o torneio Top Four Nation, na Alemanha, às vésperas da Universíade e depois perdeu jogos importantes na Sérvia para equipes que havia enfrentado na conquista do Top Four. O que faltou para que o time chegasse mais longe na última Universíade? Roese: Eu fiquei muito feliz com o rendimento da seleção brasileira na última Universíade. Nosso trabalho junto com a diretoria da CBDU teve como objetivo criarmos um padrão de jogo e crescer até atingirmos a meta que pretendemos em termos de nível técnico para o basquete universitário brasileiro. Na Alemanha nosso grupo estava completo. Infelizmente perdemos um dos nossos principais atletas em um momento importante do campeo-

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ber os Jogos Olímpicos e já existe uma preocupação da CBB e da CBDU em aproveitar o Pan-Americano e os torneios universitários como “ponta-pé” para a preparação destes jovens atletas que podem defender a seleção nas Olimpíadas do Rio. É importante fomentar, estimular e dar visibilidade a estes jovens atletas desde agora? Roese: Com certeza, de quanto mais torneios internacionais os atletas participarem, melhor será para todos e, principalmente, para o basquete brasileiro. Acho que essa preocupação com os Jogos Olímpicos, Pan-Americanos e Universíades é de suma importância e salutar para o desenvolvimento do basquete brasileiro.

SAIBA MAIS

Marcelo Falcão, Marco Pegolo (Chui), Tariane Vidal e Walter Roese: comissão técnica que dirigiu a seleção brasileira na conquista do Top Four Nation, na Alemanha, e na Universíade, na Sérvia, em 2009

nato e não pudemos contar com ele na Universíade. E também ficamos numa chave muito forte com Israel, que derrotamos no Top Four e nos venceu na prorrogação e disputou o bronze na Sérvia, e com Rússia, prata na Universíade.

Campus: Em junho, você conquis-

tou o vice-campeonato da Copa América Sub-18. Alguns dos atletas desta equipe podem surgir na lista da seleção universitária para o Pan? Você pretende aproveitar este entrosamento dos atletas? Roese: Potencial existe, mas muitos atletas ainda não terminaram o colegial. E creio que temos nomes com um pouco mais de experiência e com o apoio da CBB podemos ter um grupo forte para o Pan Ame-

ricano na Bahia. Campus: O que a torcida brasileira em Salvador e em todo Brasil pode esperar deste Pan de Basquete em relação ao nível técnico da competição e o desempenho da seleção brasileira? Roese: Uma competição de altíssimo nível, a torcida do basquete brasileiro terá a oportunidade de ver atletas que certamente integrarão no futuro próximo as seleções principais de seus países. O importante é começar a preparar já esta seleção brasileira para a próxima Universíade na China, em 2011. Tenho certeza que a integração CBDU e CBB, bem como a seriedade do trabalho das duas instituições de forma conjunta, permitirá ao Brasil chegar na competição em Salvador

Walter Roese defendeu várias equipes brasileiras e seleções nacionais em 15 anos de carreria como atleta profissional de basquete. Foi técnico dos times universitários da Brigham Young University Hawaii (200001); da Brigham Young University (2001-07); da University of San Diego (2007-08); da University of Nebraska (2008-10) e, atualmente, dirige a equipe da University of Hawaii. Neste período conquistou os títulos do Mountain West Conference e da West Coast Conference. Pela seleção brasileira, Roese comandou a equipe universitária nas Universíades da Tailândia (2007) e da Sériva (2009) e levantou o título de campeão do Top Four Nation 2009. Com a seleção sub-18, disputou a Copa América 2006, o Sul-Americano 2010 e foi vice-campeão da Copa América 2010.

A Universíade é considerada pelas maiores forças do basquete internacional um torneio de altíssimo nível. Por isso, temos que aproveitar esta competição para dar mais experiência para nossos atletas. CBDU e CBB já reconhecem esta importância e unem forças. Walter Roese


Brasil e Salvador recebem

Pan de Basquete 2010 O Brasil recebe, entre os dias 09 e 15/08, o melhor do basquete universitário das Américas. Salvador irá sediar o I Campeonato Pan-Americano Universitário de Basquete, promovido pela Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), e que terá transmissão ao vivo do canal SporTV. Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Uruguai, Paraguai e Colômbia confirmaram presença no torneio e desembarcam na capital baiana com os principais atletas da nova geração do basquete. São jovens jogadores (até 24 anos) que atuam em Ligas nacionais, tais como Novo Basquete Brasil (NBB) e NCAA, e serão nomes certos em Mundiais, Olimpíadas e na própria NBA nos próximos anos. “As equipes prometem reunir seus melhores atletas e a expectativa é de um torneio de alto nível técnico e muita garra em quadra. Esta competição será um marco para o desporto universitário americano e, também, para o basquete brasileiro que já sonha e se prepara para os Jogos Olímpicos do Rio 2016”, explica Marcelo Falcão, diretor jurídico da CBDU e presidente da Comissão Organizadora do Pan de Basquete 2010.

Quadra do ginásio Salesiano, em Savaldor, palco dos jogos do Pan Universitário de Basquete

Os Estados Unidos chegam ao Pan-Americano com a seleção da NCAA (National Collegiate Athletic Associationa), a principal liga universitária do mundo. Canadá e Chile também trarão times de craques que foram campeões nacionais. E o Brasil, dono-da-casa, promete reunir os principais atletas da categoria graças à parceria entre CBDU e Confederação Brasileira de Basquete (CBB) que miram o Pan-Americano como ponta-pé inicial para os jovens jogadores que vão estar nas Olimpíadas do Rio 2016.

Visibilidade - A presença da SporTV na transmissão ao vivo da semifinal e da decisão do Pan de Basquete 2010 é outro destaque do torneio e marca o retorno das competições universitárias às telas das televisões. Em 2006, a SporTV acompanhou as finais das modalidades coletivas das Olimpíadas Universitárias – JUB’s. Foi a última vez em que um torneio universitário foi transmitido ao vivo por uma emissora de TV. “A presença da SporTV é fundamental para dar ainda mais visibilidade ao desporto universitário nacional, estimulando cada vez mais os jovens atletas, as Instituições de Ensino e toda a

Comissão técnica observa treino dos atletas da seleção universitária na Universíade 2009

sociedade para a força e a importância da prática esportiva entre os jovens nesta década em que o Brasil será palco dos principais eventos esportivos do mundo”, destaca Luciano Cabral, presidente da CBDU.

O Pan-Americano Universitário de Basquete é promovido pela Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) em parceria com a Koch Tavares e chancela da Organização Desportiva Universitária Pan-Americana (ODUPA). CAMPUS

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Pollyanna Pádua

Liga do Desporto Universitário terá etapas regionais e final A Liga do Desporto Universitário chega à quinta edição comemorando a consolidação do evento no cenário nacional diante da crescente participação das Instituições de Ensino Superior (IES) que motivou a realização das etapas regionais e nacional da Liga 2010. “A Liga vem para dinamizar e fortalecer o calendário do desporto universitário nacional, estimulando tanto os atletas quanto as IES para que estas invistam cada vez mais em suas equipes. E sempre nos

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preocupamos em oferecer a melhor estrutura possível aos times, dentro e fora das quadras. O crescimento da participação das IES nesta temporada, com a realização das etapas regionais, demonstra que estamos no caminho certo”, aponta Luciano Cabral, presidente da CBDU. Na temporada 2010, a CBDU, em parceria com o Ministério do Esporte e a Koch Tavares, promoveu a Liga de Vôlei de Praia, em janeiro, e a Liga de Lutas, em abril. Agora, as equipes preparam-se para as disputas regionais das modalidades coletivas: handebol, futsal, vôlei e basquete (masculino e feminino). Maceió (AL) e Uberlândia (MG) recebem, de 26 a 31/07, as etapas regionais da Liga do Desporto Universitário 2010. Na capital alagoana

reúnem-se as equipes do Norte e Nordeste e em Minas encontramse os times das regiões CentroOeste, Sul e Sudeste. Oito equipes enfrentam-se em cada modalidade e naipe de acordo com a ordem de confirmação das inscrições, sendo, preferencialmente, uma Instituição de Ensino Superior (IES) por Estado. As Federações Universitárias Estaduais sedes das regionais (FUME e FADU) indicam duas IES para a disputa. Para as finais da Liga do Desporto Universitário, em Recife (PE), de 20 a 26/07, serão nove equipes em cada chave. As campeãs e vicecampeãs da Liga 2009, as três medalhistas das etapas regionais da Liga 2010 e uma IES indicada pela FAPE. As demais vagas serão completadas por ordem de inscrição.

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SAÚDE E MOVIMENTO

A NUTRIÇÃO NO EXERCÍCIO E NO DESPORTO JOELMA MARINHO é nutricionista (CRN6 – 3044), especialista em Obesidade e Emagrecimento; em Controle e Qualidade de Alimentos e em Nutrição e Atividade Física

Atualmente falar sobre alimentação, nutrição, dietas milagrosas e alimentos que prometem salvar as pessoas é uma verdadeira febre, porém, ainda se desconhece o verdadeiro papel de alguns alimentos e nutrientes em nossa saúde e isto gera dúvidas sobre como deve ser a alimentação de quem se propõe à prática de desportos, tanto como forma de competição quanto de lazer. Vejamos, em linhas gerais, a diferença entre o atleta e o desportista.

O Atleta é aquele que recebe um treino direcionado para um objetivo específico, ou seja, busca um condicionamento físico que leve a uma melhora de desempenho em uma modalidade desportiva específica e, normalmente, com objetivo de competição.

O Desportista é aquele que pratica exercícios físicos por lazer e/ou pela busca de uma forma física desejada, normalmente sem objetivo de melhoria de desempenho ou participação em competições. O que acontece na prática é que temos visto muitas pessoas buscando orientação nutricional específica para atletas quando, na verdade, são apenas praticantes de atividades físicas. Ou seja, uma alimentação equilibrada já atenderia boa parte deste público. O que temos de certo, sem erro, é que a boa alimentação contribui para uma vida saudável. Desta forma, o desportista dificilmente necessitará de algum acréscimo na sua alimentação normal, ou seja, suplementos, desde que tenha uma dieta equilibrada e adequada às suas necessidades nutricionais e capaz de atender suas necessidades físicas. O desgaste gerado pela atividade desportiva, nesse caso, é facilmente compensado por uma boa alimentação, sem necessidade de nenhum alimento ou suplemento adicional.

As pessoas que estão com peso dentro da normalidade ou abaixo do normal e praticam atividades físicas regulares podem fazer um necessário acréscimo na quantidade de alimentos ingerida no dia, como forma de repor a energia gasta durante o exercício e prevenir a perda de peso, quando esta não é desejada, e fornecer energia para a prática das atividades. É de fundamental importância a ingestão de líquidos, principalmente de água, tanto durante quanto após os exercícios, como forma de prevenir desidratação. Orientações - No caso dos atletas, quando há um ritmo intenso de atividade física, com treinos regulares diários, é necessário um cuidado maior na alimentação. Algumas orientações nutricionais têm sido indicadas por diversos estudiosos no assunto em busca de melhor capacidade e resistência física dos atletas. São elas:

1) aumentar a ingestão de água, pura ou na forma de sucos, principalmente durante e após a atividade física;

2) consumir maior quantidade de fontes de carboidratos (massas, cereais em geral, pães, etc), dando preferência para aquelas que contenham pouca ou nenhuma gordura; 3) evitar gorduras sob todas as formas, tomando cuidado com a “gordura invisível” nos alimentos como maionese, embutidos de carne, queijos amarelos, etc; 4) não exceder no consumo de proteínas (carnes de qualquer tipo, leite e derivados, ovos, etc)

5) ingerir boas fontes de fibra nas refeições (cereais integrais, pão e arroz integral, cascas, talos e bagaços de frutas e vegetais, grãos com casca), uma vez que estas têm efeito de propiciar uma liberação mais lenta da glicose para o sangue, fornecendo energia ao organismo de forma gradativa, o que é extremamente favorável para o atleta além de ajudar no bom funcionamento do intestino; 6) evitar o excesso de açúcar e/ou alimentos açucarados;

7) evitar o sal em excesso, pois o mesmo aumenta a necessidade de água do organismo, assim como pode contribuir para elevação da pressão arterial em pessoas predispostas, o que é altamente prejudicial para o atleta; 8) evitar bebidas gaseificadas (refrigerantes);

9) abusar do consumo de frutas, legumes e verduras;

10) ingerir leite ou similar (iogurte, coalhada ou queijo branco) em uma proporção mínima de dois copos ao dia e, se possível, desnatado; 11) cuidado com molhos picantes e gordurosos;

12) na véspera da competição, ingerir grande quantidade de massas (carboidratos) e reduzir ainda mais o consumo de gordura;

13) a mesma orientação anterior serve para a reposição energética após a competição, sendo que, nesse caso, é necessário aumentar a ingestão de líquidos; 14) logo após a atividade, principalmente após a competição, não ingerir alimentos ricos em gordura ou proteínas, dando preferência a frutas (principalmente ácidas), hortaliças e fontes de carboidratos; 15) evitar bebidas alcoólicas, principalmente próximo às competições. CAMPUS

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Pollyanna Pádua

Disputas acirradas na Liga de Lutas 2010 em Curitiba

MELHORES IES POR MODALIDADE:

A edição 2010 da Liga do Desporto Universitário de Lutas reuniu cerca de 300 atletas, em Curitiba (PR), dias 24 e 25/04. Entre eles, nomes da nova geração das artes marciais com medalhas e participações em Olimpíadas, Mundiais e Sul-Americanos. O ginásio Almir de Almeida Tarumã foi palco das disputas de judô, karatê e taekwondo (masc/fem) da Liga de Lutas 2010, seletiva para os Mundiais Universitários de Taekwondo e Karatê. Entre os destaques da disputa de Taekwondo, Débora Nunes (UNIMEP-SP, categoria até 67kg), atleta olímpica em Pequim 2008, e Talisca dos Reis (Pitágoras-PR, categoria até 53kg), prata nos Jogos SulAmericanos da Colômbia 2010, conquistaram ouro na Liga de Lutas e vaga no Mundial Universitário da modalidade, em Vigo (Espanha). Medalhistas Sul-Americanos em Medelín (COL) também encararam o torneio de judô da Liga de Lutas 2010. Steffani Lupetti (UniSantannaSP), prata por equipes na Colômbia, conquistou medalha de ouro em Curitiba, categoria peso meio-pe-

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CAMPUS

Judô 1º) UniSant’anna (SP): 81 pontos 2º) Unisul (SC): 44 pontos 3º) FTC (BA): 21,5 pontos

Karatê 1º) UniSantanna (SP): 93 pontos 2º) Univali (SC): 78 pontos 3º) DomBosco (PR): 76 pontos

Breno Alves (de quimono azul), campeão da Liga no peso ligeiro

sado. Os judocas da seleção brasileira Breno Alves (peso ligeiro) e Maria Portella (peso médio), da UniSantanna-SP, e Felipe Oliveira (peso médio), da FTC-BA, também confirmaram o favoritismo e saíram campeões da Liga.

“Sempre acompanho as disputas da Universíade que reúne nomes de peso do judô mundial e meu objetivo é representar o Brasil na Universíade 2011. Este é o primeiro passo”, conta Felipe Oliveira.

Nas disputas de karatê, seletiva para o Mundial Universitário 2010, em Montenegro, destaque para Váleria Kumikazi (Unoeste-SP), bronze no kumite por equipes nos Jogos Sul-Americanos da Colômbia, e ouro na Liga de Lutas no kumite individual, categoria até 55kg. Os paranaenses Rafael Assunção (mais de 84kg), Rogério Emerick (até 84kg) e Ana Paula Carvalho (até 61kg), da Faculdade DomBosco, campeões individuais e por equipe no kumite, também sonham com

a chave de representar o Brasil no Mundial Universitário 2010. Delegações de 15 Estados (AL, BA, CE, DF, GO, MG, MS, PE, PI, PR, RJ, RS, RN, ES e SP) participaram da Liga de Lutas 2010. Os atletas de São Paulo – maior delegação inscrita no torneio – garantiram 25 medalhas de ouro na soma das três modalidades: judô, karatê e taekwondo. Os paranaenses, do-nos-da-casa, conquistaram nove medalhas douradas.


Adalberto Silva

JIF 2010:

Festa e conquistas marcam edição Laurisson Mariano

Mais de 2 mil alunos-atletas de 25 estados e do Distrito Federal participaram da fase nacional dos Jogos Brasileiros das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (JIF 2010), em Brasília, de 23 a 29/05. O torneio é parte das comemorações pelo centenário da Rede Federal de Educação.

Onze modalidades estiveram em disputa nos JIF 2010: futsal, handebol, basquete, vôlei, vôlei de praia, natação, atletismo, xadrez, tênis de mesa e judô (masc/fem) e futebol de campo (masc). Destaque para a delegação de São Paulo, principal vencedora dos JIF 2010, campeã das chaves masculina e feminina do tênis de mesa e dos torneios masculino de basquete e de xadrez, com o atleta Bruno Rodrigues. Maranhão, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro conquistaram, cada um, três títulos na competição. Potiguares e capixabas subiram oito vezes ao pódio.

trito Federal atuaram como voluntários; 150 árbitros acompanharam as partidas e provas dos Jogos e 250 pessoas trabalharam nas equipes de apoio. Ao final da maratona de jogos – foram 242 partidas pelos torneios coletivos; 41 provas de atletismo e natação e mais os combates de judô e partidas de xadrez e tênis de mesa – os JIF 2010 distribuíram 1.000 medalhas e troféus.

Atletas do time do IF de Mato Grosso durante partida pelos JIF 2010

“Só temos que comemorar os resultados obtidos nos JIF 2010 dentro e fora das quadras. Os atletas fizeram um espetáculo à parte demonstrando muita garra, energia e superação. Coordenadores técnicos e professores também tiveram total empenho na condução dos torneios e de suas equipes. E o Comitê Organizador não mediu esforços para oferecer a melhor estrutura aos participantes. A CBDU

agradece a oportunidade e o convite do MEC e do ME como parceiros na realização destes jogos”, destacou Luciano Cabral, presidente da CBDU. Além do pessoal do Comitê Organizador, um time essencial também entrou em campo para garantir a realização dos JIF 2010: voluntários, árbitros e equipe de apoio. Setenta estudantes do Dis-

"A realização dos JIF foi um grande teste para a CBDU e conseguimos identificar nossa capacidade de organização e realização de grandes eventos ao montarmos toda a estrutura dos jogo”, explic a Luciano Cabral. Os JIF 2010 foram uma realização do Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Esporte e Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e apoio do governo do Distrito Federal (GDF). CAMPUS

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ATLETAS DESTAQUES

Pollyanna Pádua

Além de fotos, novos amigos, muitas histórias e lembranças, alguns atletas voltaram para seus estados com a bagagem recheada de medalhas. Destaque para Kairo Silva e Ludmila Vilaça (foto de fundo), do Maranhão, que somaram juntos sete medalhas de ouro no Atletismo. Na natação, Gustavo Dantas, do Sergipe, conquistou três medalhas douradas e Raísa Feitosa, do Amazonas, garantiu ouro nos 50m livre e prata nos 50m e 100m peito.

VOLUNTÁRIOS

Laurisson Mariano

Cerca de 70 alunos do Distrito Federal atuaram como voluntários nos JIF 2010 auxiliando os diversos departamentos do Comitê Organizador e as delegações.

COORDENAÇÃO TÉCNICA

Professores dos Institutos Federais da Rede Federal de Educação ficaram responsáveis pela direção técnica dos JIF 2010 com suporte da CBDU. “O objetivo dos JIF é possibilitar este aprendizado e congraçamento entre alunos e professores da Rede. Fazer do esporte uma ferramenta educativa e de formação cidadã que seja vivenciado cada vez mais no dia-a-dia de todos os institutos”, explica João Holanda Cavalcante (IFRN), coordenador técnico dos JIF 2010.

ESTRUTURA E NÚMEROS DOS JIF

Para receber os participantes dos JIF 2010 durante os sete dias de competição na capital federal, o Comitê Organizador mobilizou 13 hotéis e dois mil leitos. O restaurante oficial do evento serviu, de sábado à sábado (22 a 29/05), cerca de 1.820kg de arroz, 2.800kg de feijão, 980kg de macarrão e 23.200 litros de suco e refrigerante.

CAMPEÕES POR MODALIDADE Pollyanna Pádua

Os JIF não apontam um campeão geral, mas os vencedores e destaques por modalidade. Confira os destaques dos JIF 2010: Atletismo: Maranhão; Natação: Ceará (F) e Roraima (M); Judô: Rio Grande do Norte; Xadrez: Pernambuco (F) e São Paulo (M); Tênis de Mesa: São Paulo; Vôlei de Praia: Rio de Janeiro (F) e Pará (M); Vôlei: Maranhão (F) e Rio de Janeiro ((M); Basquete: Rio de Janeiro (F) e São Paulo (M); Futebol: Pará (M); Handebol: Paraíba (F) e Alagoas (M); Futsal: Espírito Santo (F) e Minas Gerais (MG).

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Adalberto Silva


O Brasil nos Mundiais Defender o Brasil entre as principais potências esportivas do mundo. Uma oportunidade essencial para o crescimento técnico dos jovens atletas e, também, oportunidade única de integração cultural e social. Por isso, nesta temporada, a CBDU, com apoio do Ministério do Esporte, terá delegações em dez Mundiais da FISU (Federaçaõ Internacional do Esporte Universtiário).

Os triatletas Mauro Cavanha (UTP-PR) e Rebeca Falconi (UniBH-MG) foram os primeiros a embarcar para o 10º Campeonato Mundial Universitário de Triathlon, dia 30/05, em Valência (Espanha). Cavanha foi o melhor atleta sul-americano na prova e o 33º colocado na classificação final. Rebeca garantiu o 3º melhor tempo entre as competidoras latino-americanas e o 36º lugar geral. Depois foi a vez das duplas Fabí e Júlia, Marcella e Shirleny, Luciano e Vinícius, Raphael e Filipe garantiram a melhor participação brasileira em uma edição do Campeonato Mundial Universitário de Vôlei de Praia. Nas areias de Alanya, na Turquia, de 15 a 20/06, as parcerias brasileiras estiveram entre os dez melhores do mundo. Luciano e Vinícius alcançaram o quarto lugar geral, seguidos por Raphael e Filipe (5º lugar). Fabí e Júlia, atuais campeãs sul-americanas, conquistaram o melhor resultado de uma parceria feminina no Mundial: foram as 5ª colocadas gerais. E as capixabas Marcella e Shirleny, vice-campeãs do Brasileiro Universitário de Vôlei de Praia 2010, foram 9ª colocadas na competição internacional. Da Turquia para a Hungria. A seleção brasileira feminina de handebol, comandada pelo técnico Robson Andrade, desembarcou em Nyiregyhaza para o Campeonato Mundial Universitário da modalidade, de 27/06 a 04/07. As meninas do handebol brasileiro encararam as equipes da Hungria, Turquia, República Tcheca, Polônia, Romênia e Japão em um torneio marcado pelo alto nível técnico dos times e somaram experiência para receber o Mundial em 2012 e buscar um lugar no pódio. Enquanto isso, nos tatames em Vigo, na Espanha, onze atletas representam o Brasil no Campeonato Mundial Universitário de Taekwondo, de 29/06 a 04/07. Na delegação verde-amarela, lutadores com experiência em Mundiais e Universíades, nas palavras do técnico Frederico Mitooka: “uma equipe muito forte”. Na volta ao Brasil, medalha de bronze conquistada por Cristiano Valeriano (categoria 58kg). Em julho, oito caratecas representam o Brasil no Mundial em Montenegro e a seleção feminina de Rugby embarca para Portugal onde faz sua estreia em torneios universitários. E não pára por aí. No segundo semestre, a CBDU planeja enviar delegações para os Mundiais de Futsal (na Sérvia), de Canoagem (na Polônia), de Xadrez (na Suíça) e de Hipismo (na Coréia). “A participação das nossas equipes nos Mundiais Universitários é essencial para o crescimento do nível técnico dos atletas e, também, para a formação esportiva e cultural de uma geração de jovens que em breve irá representar o Brasil em Universíades, Jogos Olímpicos e Mundiais���, aponta Luciano Cabral, presidente da CBDU. CAMPUS

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29 E 30/05

VALÊNCIA (ESPANHA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE TRIATHLON

15 A 20/06

ALANYA (TURQUIA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE VÔLEI DE PRAIA

27 A 30/06

NYIREGYHAZA (HUNGRIA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE HANDEBOL

01 A 04/07

VIGO (ESPANHA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE TAEKWONDO

15 A 18/07

PODGORICA (MONTENEGRO): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE KARATÊ

21 A 24/07 - PORTO (PORTUGAL): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE RUGBY

23 A 26/08 - NOVI SAD (SÉRVIA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE FUTSAL

27 A 30/08 - POZNAN (POLÔNIA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE CANOAGEM

05 A 12/09 - ZURICH (SUÍÇA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE XADREZ

04 A 07/11 - SANGIU CITY (CORÉIA): MUNDIAL UNIVERSITÁRIO DE HIPISMO

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DIREITO E ESPORTE

PAULO HENRIQUE SILVA PINHEIRO

é auditor do STJDU indicado pelo Conselho Federal da OAB, radialista e advogado, pós-graduado em Direito do Trabalho, Processo do Trabalho, Previdenciário e Tributário, doutorando em Direito do Trabalho pela Universidade de Buenos Aires-Argentina, diretor jurídico do Vila Nova Futebol Clube, da Federação dos Clubes do Estado de Goiás, do Clube Jaó e da Federação Goiana de Desportos Universitários, e sócio-proprietário do escritório Pinheiro Advogados Associados.

RELAÇÃO ENTRE ADMINISTRAÇÃO DO DESPORTO, JUSTIÇA DESPORTIVA E PRINCÍPIO DO INTERESSE PÚBLICO O tema a que enveredamos neste segundo artigo da coluna “Direito e Esporte” merece uma reflexão bem mais aprofundada e com maior riqueza de detalhes, porém seguindo a metodologia de expor apenas algumas idéias e levar os leitores ao debate, devem ser traçadas algumas linhas consideradas importantes. A cada dia que passa aumenta a curiosidade e as dúvidas dos espectadores de qualquer evento esportivo sobre as decisões emanadas pelos Tribunais de Justiça Desportiva de cada modalidade, em especial na parte atinente às punições que são aplicadas, enveredando-se alguns em verdadeiros “comentaristas” do mundo jurídico-desportivo, emitindo suas opiniões muitas das vezes desprovidas de qualquer conhecimento técnico sobre a matéria.

Essas discussões acerca das atuações dos tribunais esportivos são salutares para o crescimento e fortalecimento do esporte brasileiro como um todo, pois dá a sensação a qualquer pessoa apaixonada pelo esporte de que se houver a prática de alguma infração disciplinar esta será julgada de forma rápida e, caso haja condenação, a pena será devidamente cumprida. Acaba, de uma vez por todas, com aquele ditado popular de que “a justiça é morosa”, ou mesmo de que “a justiça quando tardia, deixa de ser justa.”

Aqui os legisladores brasileiros acertaram ao incluir na Constituição Federal Brasileira a criação da Justiça Desportiva com competência exclusiva para dirimir qualquer questão relativa a competição e a disciplina desportivas, estabelecendo um prazo máximo de 60 (sessenta) dias para que o processo tenha finalizado em todas as suas instâncias. Seria totalmente desproporcional e faltaria razoabilidade qualquer infração disciplinar de um atleta, como, por exemplo, uma jogada violenta, ou mesmo algum litígio que envolvesse a definição do campeão de uma competição, fossem submeter ao longo procedimento da Justiça Comum.

Essa agilidade na tramitação e julgamento dos processos desportivos, a meu ver, só é possível pelo fato da Justiça Desportiva não ser órgão integrante do Poder Judiciário, muito menos do Legislativo ou do Executivo, mas por ser uma instituição de direito privado, dotada de interesse público, ligada às entidades de administração do desporto, uma vez que todos os esforços são envidados único e exclusivamente para aquela determinada modalidade esportiva a qual estão vinculados. Além desta celeridade necessária nos processos esportivos, todas as decisões proferidas pelos tribunais de justiça desportiva são técnicas e imparciais, não havendo mais espaço para qualquer interferência “política” ou “apadrinhamento” nestas, eis que qualquer membro deste órgão jurisdicional exerce função considerada de relevante interesse público, conforme artigo 54 da Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé), isto é, o interesse da coletividade do esporte deve prevalecer sobre o particular.

O legislador ter guindado o membro da Justiça Desportiva ao status de exercer “função considerada de relevante interesse público” constitui o alicerce para este fortalecimento do esporte brasileiro, pois inclui um princípio de direito público em uma relação privada, dando o manto de legalidade, publicidade, eficiência, moralidade e ética que faltavam outrora, acabando de uma vez por todas com a possibilidade de algum desvio de poder ou desvio de finalidade.

No arremate, tudo isso explica o sucesso da Confederação Brasileira do Desporto Universitário no cenário esportivo nacional, posto que conseguiu atrelar a força da instituição com a qualidade do órgão jurisdicional universitário, qual seja, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, tendo como resultado alcançado a credibilidade, transparência e respeitabilidade necessárias em todos os envolvidos no segmento esportivo universitário, bem como no Ministério dos Esportes, Comitê Olímpico Brasileiro e demais patrocinadores dos eventos.

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Brasil, Chile e Colômbia são destaques no Sul-Americano Cinco países, três modalidades em disputa e mais de 200 pessoas envolvidas, entre atletas, técnicos, dirigentes e comitê organizador. Este foi o balanço dos III Jogos SulAmericanos Universitários, realizados em Curitiba (PR), de 18 a 22/04.

Pollyanna Pádua

Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai disputaram a edição 2010 do Sul-Americano Universitário nas seguintes modalidades: futebol, tênis e vôle (masculino). Os brasileiros garantiram o tricampeonato nas disputas de vôlei e as medalhas de ouro e prata da chave de simples do torneio de tênis. A Colômbia comemorou o troféu de campeã no futebol. E os chilenos ficaram com o 1º lugar na chave de duplas do tênis. “Mais uma vez só temos que celebrar os resultados obtidos dentro e fora de quadra em mais esta edição dos Jogos Sul-Americanos Universitários, tais como as possibilidades de intercâmbio técnico e cultural entre os jovens atletas e o fortalecimento das federações universitárias sul-americanas”, destacou Alim Maluf Neto, presidente da Confederação Sul-Americana de Desporto Universitário (Cosud).

Tênis – Brasil, Chile e Colômbia destacaram-se nas disputas de tênis, no Graciosa Country Club. Na final da chave de duplas, os chilenos Carlos Ibañes e Alejandro Javier venceram a parceria da Colômbia formada por Harold Montoya e Jose Aristizabal. Pelo torneio de simples, final verde-amarela entre os tenistas curitibanos Valter Mori e Luis Deneka. Mori marcou 2x0 e ficou com a medalha de ouro. Javier e Ibañes, do Chile, garantiram medalhas de bronze.

Vôlei – Na quadra do Círculo Militar, Brasil e Chile chegaram à decisão do torneio de vôlei. A equipe da Unoesc (SC) manteve a hegemonia brasileira e conquistou o

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Jogo entre Colômbia e Brasil pelo Sul-Americano Universitário. A Colômbia ficou com o troféu de campeã

CLASSIFICAÇÃO FINAL – III JOGOS SUL-AMERICANOS UNIVERSITÁRIOS Tênis (chave de simples): 1º) Valter Mori (BRA) 2º) Luis Deneka (BRA) 3º) Alejandro Javier (CHI) 3º) Carlos Ibañes (CHI) Tênis (chave de duplas): 1º) Chile 2º) Colômbia

Vôlei 1º) Brasil 2º) Chile 3º) Colômbia Futebol 1º) Colômbia 2º) Uruguai 3º) Chile

‘tri’ sul-americano ao marcar 3x0 no time chileno. A Colômbia completou o pódio com vitória de 3x0 contra o Paraguai.

melhor campanha na chave com oito pontos conquistados (duas vitórias e dois empates). Uruguai e Chile completaram o pódio.

Futebol – No gramado do Estádio do Pinhão, surpresa nas disputas de futebol. A Colômbia superou Uruguai, vencedor do Sul-Americano em 2006, e Brasil, dono-dacasa, e levou o troféu de campeã. A seleção colombiana obteve a

Os Jogos Sul-Americanos Universitários são uma realização da Cosud e, este ano, tiveram apoio da CBDU, Federação Paranaense de Desportos Universitários (FPDU), Paraná Esporte e SANEPAR para sua realização.


E ESPORT O D A I ÊNC CONFER

resteve p itário e ncia Nars e iv n nferê orto u O desp ussões do III Co lizada em a c is re d as NE), desente n porte (C irigentes das fe s E o d m l D a . ra n 6 a 0 ip io / c 06 rtic de 03 a s estaduais pa oR o ir a Ja Brasília, ri : ncia ersitá rê iv n fe u a n s o e e C v raçõ s da e Oli ir elegado Maria Cícera d a d n o ti s m ri o c ), ), C (FUEMS (FADAP drigues livaldo Nunes o Braz (FAEP), O ncisc ior (FADU), DA), Fra ton Ferro Jún P (F o n il a m Lu ic a rs ). H a E P M E), FU ly (FUG rcelino ou tu a , Lauro E Alexandre Ma U a CBD d e ) te niE n a M e (FA resid o Org abral, p omissã C C eu o b a n e d c ia c grante rte e re , Orte o p in s E o com al do porte Nacion , o do Es zadora em do ministr a Conferência d ag homen a, na abertura no Decenal do ilv Pla lando S , este ano, foi “ m 10 anos para a se m to te n o jo cu er: 10 p s 10 mais”. z a L e e Esport entre o o Brasil projetar

FAEP

e a Fundação Parceria entre FAEP (Fundespi) uí Pia dos Esportes do o à estrutura do es deram novo rum do l su a rte de no porte universitário , a parceria tem 04 20 e sd De o. estad l no processo de sido fundamenta nização dos even crescimento e orga de ão aç cip rti pa na tos esportivos e tições nacionais. pe m co em as let at inho, presidente da Para Vicente Sobr r ria além de valoriza Fundespi, a parce as, let at s no alu s en o talento dos jov r ão e o bem-esta promove integraç . ral ge em va porti da comunidade es

FADAP

Oito Instituições de Ensino Superior e cerca de 300 atleta s, técnicos e dirigentes participaram dos Jogos Universitários Amapaenses - JUAP's 2010, de 22/05 a 26/06, no Am apá.

O torneio, promovid o pela FADAP, foi seletiva para a Lig a do Desporto Universitário 2010 nas modalidades vôlei , basquete, handeb ol e futsal. A UEAP sagrou-se campeã geral dos JUAP's 2010. META e CEAP completaram o pódio com o 2º e 3º lugares, respecti vamente.

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WILSON A I R E C R A P parce-

novaram a Wilson re rada em prol A CBDU e tempo al. Nora ais uma m ra a p a rio nacion aulo ri itá rs e iv n eP rto u a Wilson, al, vido despo sidente d n re io c p tu s, ti s jo Valle rente in e g , o lia, no rr sí a v ra U em B César Na D B C a a d sede o apoio d sitaram a firmaram n o o c d n e u , g io a se mês de m BDU. E para este a d o ã ç C ra à u a inaug empresa ta is v re W p está tos da ilsemestre de produ s e dea d n e v ra ço pa web-loja U com pre te da CBD ra os técnicos e si o n n so pa especiais scontos s. o ri itá rs e iv atletas un

FCDU

AU Peixe niversidad ( e 1° Ca Uniarp) co do Alto d mpeo nquis o Rio sitário to d nato Catar u o título o d e Futeb inens movid do e o o Caça pela FCD l de Cam Univerdo U p dade r-SC. Os , de 16 a 2 o, pro0 t d /06, e im o es Ex Catar ina ( tremo O da Univ m U ersie Fede NOES ste d ra e garan l de San C) e Univ Santa ersid ta Ca tir ad ment am prata t e bro arina (UF e e. Ag nze, r SC) ora é equip e e s Unive s de 19 IES a vez de pectivaatleta rsitário encar s 20 a 2 a s 5/07, Catarinen rem os Jog e em d s ez m es - JUCs os odalid , ades. de

FÓRUM FISU

, realizada em Vigo (EsA 10ª edição do Fórum FISU nos, dirigentes e autorialu panha), de 21 a 26/06, reuniu ussão das contribuições do dades de 70 países para disc processo educacional e em desporto universitário no o contextualizada, a partir do uma perspectiva de atuaçã orte Universitário: plataforma tema central do evento: “Esp ral, presidente da CBDU, para mudança”. Luciano Cab funções de vice-presidente participou do Fórum 2010 nas nte da Comissão Cienside pre da FISU e Roberto Cabral, o Brasil no evento. tífica da CBDU, representou

FRCDU

ldades uipes das facu Mais de 30 eq , Metropoliniron, Fimca São Lucas, U utaram os JN e FAAr disp as Unitana, FARO/I ad pí tivos das Olim torneios cole UR), proM LI (O Rondônia versitárias de a 28/06, em FRCDU, de 18 movido pela Ariquemes. Porto Velho e ficaram OLIMUR 2010 Os títulos da es: São intes faculdad com as segu e vôlei masculino); bol Lucas (hande minino) e (handebol fe a an lit po ro et M o e femisal masculin FARO/IJN (fut nino).

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FGDU

gentes e Dezenas de atletas, diri Ensino de es içõ professores das Institu a festa m iara stig pre Superior de Goiás rios rsitá ive Un os Jog dos ção de premia ehom U FGD de Goiás - JUG’s 2010. A a cad em ues taq des nageou os atletas dis em des ida dal mo e uma das nov éus trof os puta nos JUG’s e entregou na classifiàs melhores instituições quistou o con rso ive Un A cação geral. 0 seguida título geral dos JUG´s 201 de Goiás l era pela Universidade Fed ia Univertifíc Pon e , peã (UFG), vice-cam iás, terceira sidade Católica (PUC) de Go colocada.


Espaço Acadêmico

Vários acadêmicos enviarm trabalhos à Comissão Científica da CBDU, em maio, para concorrerem ao II Concurso de Ensaios do Fórum FISU 2010 que concedeu bolsa de participação no Fórum, na Espanha, a dois alunos sul-americanos. Os artigos de Camila Bachtold, mestranda de Joinville (SC), foram escolhidos pela CBDU e representaram o Brasil no Concurso. A revista Campus CBDU publica nesta edição um dos trabalhos de Camila, entitulado: A Motivação para o Esporte em Atletas Universitários de Handebol Masculino e Feminino. A íntegra deste artigo você confere na versão on-line da Campus CBDU no site www.cbdu.org.br TÍTULO: A MOTIVAÇÃO PARA O ESPORTE EM ATLETAS UNIVERSITÁRIAS DE HANDEBOL MASCULINO E FEMININO Autoria: BACHTOLD, Camila dos Reis. Mestranda em Ciências Del Movimiento na Universidad Politecnica e Artistica Del Paraguay (UPAP) RESUMO “Ao longo dos últimos 20 anos, numerosos estudos têm procurado descobrir os motivos que levam os jovens à prática desportiva, constituindo esta área um dos grandes temas da Psicologia que maior produção cientifica tem originado”. (Frias e Serpa, 1991). O presente estudo caracterizado por uma investigação descritiva buscou analisar e decompor os fatores motivacionais mais importantes para a prática do esporte em atletas universitárias praticantes de handebol. A amostra foi composta por 15 alunos/atletas da equipe masculina e feminina de handebol com idades entre 18 e 43 anos da Associação Catarinense de Ensino. Para tal, foi utilizado como instrumento de trabalho o QMAD, desenvolvido por Gill, Gross e Huddleston (1983) e adaptado para a língua portuguesa por Frias e Serpa (1990). A seguinte pesquisa apontou que o fator motivacional preponderante dos atletas universitários praticantes de handebol foi a forma física que serve como alicerce para desenvolvimento das outras valências subseqüentes, apresentadas no estudo como o desenvolvimento de habilidades, a capacidade de fazer amigos (senso de cooperativismo e equipe) e envolver-se em um ambiente de entretenimento e diversão. Palavras-chave: Motivação. Handebol. Psicologia do desporto. INTRODUÇÃO Dentre as temáticas de estudo da psicologia do esporte, a motivação talvez seja uma das possibilidades de intervenção mais importante na dura rotina dos atletas. Mesmo sabendo da importância da atividade física e do esporte para a manutenção da saúde, são poucos os estudos que abordam os fatores motivacionais importantes que estimulam os participantes a se manterem na prática de atividades físicas. A partir do conhecimento que possuímos sobre o prestígio atual dos esportes de alto nível, partese do princípio de que esses interesses estão sendo valorizados por um grande número de candidatos a eleição do desporto, levando-os ao aperfeiçoamento de habilidades na participação esportiva. Cabe então, nesse trabalho analisar as motivações que levam os atletas a participarem de competições esportivas no handebol e continuarem com um trabalho de treinos contínuos mesmo posteriormente as competições. Observa-se a importância do trabalho psicológico para com os atletas tanto no decorrer da competição, quanto antes e depois. REVISÃO LITER��RIA Inicialmente será abordado sobre uma breve revisão da história do handebol, em seguida sobre a Psicologia do Esporte e posteriormente nos aprofundaremos na motivação, justificando sua importância no contexto do esporte e na atividade física. O Handebol não foi criado ou inventado, ele é uma evolução de muitos esportes praticados na antiguidade. Posteriormente passou a ser chamado de Haandbold, na Dinamarca; de Hazena na TchecoEslováquia e El Balon no Uruguai. Todavia, o handebol, como se joga hoje, foi introduzido na última década do século passado, na Alemanha, como Raftball. Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz reformulou o Torball, alterando seu nome para Handball com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica para o jogo com 11 jogadores. Mas, foi o handebol jogado no campo de futebol, que chamamos de Handebol de Campo, que teve maior popularização, tanto que foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. Com o grande crescimento do futebol com quem dividia o espaço de jogo, com as dificuldades do rigoroso inverno, muitos meses de frio e neve, o Handebol de Campo foi paulatinamente sendo substituído pelo Hazena que passou a ser o handebol a 7, chamado de Handebol de Salão, que se mostrou mais veloz e atrativo. Em 1972, nos Jogos Olímpicos de Munique-Alemanha, o Handebol (não mais era necessário o complemento "de salão") foi incluído na categoria masculina, reafirmou-se em Montreal-Canadá em 1976 (masculino e feminino) e não mais parou de crescer. Abordado uma breve história do handebol no mundo, é relevante falar agora sobre a importância que a psicologia do esporte tem. Atualmente, a condição física e tática dos atletas é tão parelha que o diferencial é a questão psicológica. A psicologia do esporte é a ciência que se ocupa de todos os aspectos psíquicos presentes em toda atividade física e desportiva (GONZÁLES, 1996, p.12). A psicologia do esporte é muito importante para a educação das pessoas envolvidas diretamente e indiretamente com o esporte. Principalmente preparadores físicos, treinadores, árbitros, dirigentes, médicos, fisioterapeutas, atletas e pais. A psicologia do esporte trabalha não só com o atleta, mas também com o psicológico dos técnicos e os demais membros da comissão técnica visando à saúde e equilíbrio emocional, e a harmonia de todos os envolvidos no esporte (FRANCO, 2000). Com relação ao handebol, desenvolve-se uma melhor performance se aliado á psicologia está a mo-

tivação para a pratica do esporte. Na prática esportiva, de acordo com Samulski (2002) e Weinberg & Gould (2001), a motivação depende de uma interação entre aspectos da personalidade como, expectativas, necessidades e interesses e fatores ambientais como desafios, influências sociais e facilidades. Ou seja, a motivação envolve fatores da personalidade, variáveis sociais, e/ou conhecimentos que entram em jogo quando uma pessoa realiza uma tarefa pela qual é avaliada, entra em competição com outros, ou tenta lucrar certos níveis de habilidades (ROBERTS; TREASURE, 1995). Uma definição mais completa é proposta por Samulski (2002) e mostra que "a motivação é caracterizada como um processo ativo, intencional e dirigido a uma meta, o qual depende da interação de fatores pessoais (intrínsecos) e ambientais (extrínsecos)”. “‘Intrínseca’ se refere a algo interno, parte íntima inseparável. A motivação intrínseca, então, é aquela razão, aquele motivo, que vem de dentro da pessoa.” FRANCO, 2002, p. 46). Ainda Franco (2002) relata que a motivação extrínseca é ao contrario da intrínseca, o motivo vem de uma necessidade externa. O impulso motivacional, a tomada de ação, comportamento diferenciado em um determinado momento está ligado as características da personalidade de cada individuo. A motivação atual depende da interação dos fatores pessoais e situacionais Abordando os fatores pessoais cada pessoa possui duas tendências motivacionais: tendência de procurar o sucesso e tendência de evitar o fracasso. (WEINBERG; GOULD 1999, apud SAMULSKI, 2002. O motivo de procurar sucesso é definido como a capacidade de vivenciar orgulho e satisfação na realização das tarefas, enquanto o motivo de evitar fracasso é determinado como a capacidade de experimentar vergonha e humilhação como conseqüência do mesmo. O comportamento de uma pessoa é influenciado pela interação destas duas tendências motivacionais. Conforme Bergamini (1991, apud SCALON, 2004, p.21): “O desempenho de uma pessoa na realização de uma atividade será a resultante do somatório da aptidão deste indivíduo com a motivação para alcançar um objetivo”. “A dificuldade da tarefa, então, deve estar de acordo com as capacidades do indivíduo. Se você se impõe uma atividade muito difícil, será impossível se manter motivada por muito tempo, pois demorando a ver o retorno, não consegue vislumbrar a vitória” (FRANCO, 2000, p 25). Tarefas fáceis produzem monotonia e saturação psíquica. Tarefas muito difíceis têm como conseqüência o fracasso e a frustração. As duas situações não são muito estimulantes para a melhoria do rendimento (SAMULSKI, 2002). O nível de motivação e o rendimento estão ligados, ao ter uma ativação baixa ou muito alta, o rendimento é muito baixo, entretanto com um nível médio de motivação se apresentam os melhores pré-requisitos para o rendimento. A motivação atual para o rendimento é determinada por dois fatores externos: Incentivos: Antecipação de prêmios, como elogio, reconhecimento social, dinheiro, que estão relacionados ao resultado de uma ação. Dificuldades e problemas: O grau de dificuldade das tarefas determina o nível de motivação para tomada de decisão. A rotina de treinamento e das competições segundo Marques (2003), desgastam o desportista. Os treinos são repetitivos, e nos seguidos torneios há sempre a cobrança de bons resultados tanto por parte do atleta como dos técnicos e pais. Tanto os pais como os treinadores devem incentivar os atletas, fornecendo combustível para que eles se dediquem nos treinos e nos campeonatos. Mais a motivação intrínseca tem papel fundamental nesse momento. Como adquirir essa motivação? Os treinadores devem desenvolver situações nas quais os atletas aprendam motivar-se intrinsecamente, este fato desenvolve a autonomia dos atletas e promove a formação da personalidade. Segundo Steve (2005) destaca:

Com o auxílio de métodos de treinamento psicológicos, esportistas de ponta buscam melhorar seu potencial de desempenho e otimizá-lo para o momento decisivo. Os principais fatores mentais no treinamento e em competição são: relaxamento, atenção, auto-eficiência (a crença nas próprias forças) e motivação. A motivação segundo Becker, Jr. (2000), é um fator muito importante na busca de qualquer objetivo, pelo ser humano. Os treinadores reconhecem este fato como sendo principal, tanto nos treinamentos como nas competições. Assim sendo, a motivação é um elemento básico para o atleta seguir as orientações do treinador e praticar diariamente as sessões de treinamento. Segundo Weinberg; Gould (2001, p 83), a motivação para a realização é a tendência a lutar por sucesso, persistir em face de fracasso e experimentar orgulho nas realizações. A motivação para realização em situações esportivas e de exercício focaliza-se na autocompetição, enquanto a competitividade influencia o comportamento em situações de avaliação social. “As razões que impulsionam os atletas em direção a determinado comportamento não podem ser a conceitos rígidos, pois variam de acordo com a história de vida do atleta e as contingências do ambiente” (FIGUEIREDO, 2000, p 116). Com essa breve revisão literária sobre a história do handebol, sobre a psicologia aliada à motivação, sobre o esporte de rendimento, torna-se mais fácil o entendimento desse estudo e sua relevância na atualidade.

PARA LER A ÍNTEGRA DESTE ARTIGO ACESSE NOSSO SITE: WWW.CBDU.ORG.BR.

ENVIO DE TRABALHOS:

Para publicar artigos e monografias na revista CAMPUS CBDU encaminhe seus trabalhos à Comissão Científica da CBDU, presidida pelo pro-

fessor dr. Roberto Cabral por correio eletrônico, em formato Microsoft Word, letra Arial 12, para: betosport@uol.com.br; ou em 01 cópia digitalizada em CD/DVD e 01 cópia impressa por Correio/Sedex para o endereço: Rua Apodí, n.381,

Apt.102, Tirol, Natal (RN), CEP 59020-130. Compete à Comissão Científica analisar e aprovar os trabalhos recebidos, bem como selecionar o melhor, de acordo com normas técnicas e aproximação aos temas e conteúdos desta publicação. CAMPUS

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Memória CBDU: Luis Carlos Novi Em 2009, a CBDU completou 70 anos de fundação. Nestas sete décadas, a entidade, dirigentes e atletas colecionaram muitas conquistas e histórias. Na tentativa de recuperar esta memória, a revista Campus CBDU inaugura espaço para narrar alguns destes capítulos. Nesta edição, retornamos à década de 1970, quando chega à CBDU um casal apaixonado por esporte: Edna e Luis Carlos Novi. Em 1976, Edna assumia a coordenação de Judô da Confederação enquanto Novi, desde 1973, já atuava como diretor de judô da FUPE e participa da organização de eventos e da coordenação de delegações. Durante o período de vigência do regime militar, por questões políticas e no intuito de aproximar-se dos estudantes, o governo federal apoiava federações e a CBDU com verbas para realização de eventos dentro do país e participação em torneios internacionais. “Chegamos a ter aviões da Vasp para levar as delegações para competições”, recorda Luis Carlos Novi. Com a queda do regime, já no início dos anos 80, diminui também o suporte do governo às entidades ligadas ao desporto universitário. “Foram momentos críticos já que era difícil captar recursos. Nesta época, nós que gostávamos do esporte precisamos literalmente patrocinar a CBDU e bancar com recursos próprios inscrições e viagens para os torneios”. Foi neste período, graças à batuta e à dedicação de Novi, que o judô brasileiro manteve a CBDU e teve como retorno a medalha olímpica de Aurélio Miguel, em 1988, nos Jogos de Seul. A preparação havia começado quatro anos antes quando Aurélio sagrou-se campeão mundial universitário em Estrasburgo, na França. “Nesta época havia desavenças entre a diretoria da CBJ e um grupo de atletas como o Aurélio Miguel e o Rogério Sampaio. A CBDU foi a válvula de escape para que estes judocas conseguissem disputar tor-

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Luis Carlos Novi, membro benemérito da diretoria da CBDU, e Luciano Cabral, atual presidente da entidade

neios internacionais de alto nível. E creio que foi esta não interrupção dos treinos que nos permitiu chegar às medalhas olímpicas do Miguel e do Rogério. E tenho muito orgulho de ter feito parte da carreira destes atletas”, explica Novi, técnico dos judocas no clube Pirelli (SP). Nos anos 1990, a CBDU enfrentou nova crise e mais uma vez a atuação de Novi como diretor de judô da entidade foi fundamental até a retomada dos Jogos Universitários Brasileiros (JUB’s), em 1994. Neste período, o dirigente também participou ativamente da construção da atual sede da CBDU. “Organizávamos bingos para arrecadar verbas e promover eventos, manter a estrutura e até realizar a sede social da confederação”, aponta. Entre 2002 e 2003, a CBDU passava por sua pior crise e Novi manteve-se participativo, apoiando a eleição da atual diretoria, presidida por Luciano Cabral. Esteve também à frente das primeiras reuniões que marcaram a reaproximação entre CBDU e o Comitê Olímpico Brasileiro e o Ministério do Esporte. “Foi muito gratificante ver a alegria do Novi na Universíadesde de 2005, na Turquia. Ele falava: ‘Que bacana! Tudo bonito: atletas unifor-

mizados, material de competição, médicos, passagens compradas e sem problemas. Que lindo!’. Estas palavras mostram a simplicidade do Novi e que seu único objetivo é servir o esporte e os atletas brasileiros“, destaca Luciano Cabral. Atuante como dirigente e vencedor como técnico, Luis Carlos Novi, hoje com 65 anos, também foi determinado na carreira como atleta de judô, colecionando títulos e defendendo o Brasil em torneios internacionais. Também se destacou na carreira pública como professor de educação física. As primeiras medalhas de campeão paulista vieram aos 19 anos e o último título, pela categoria master, foi conquistado aos 52 anos. Quantos troféus Novi colecionou neste período? A resposta é simples. “Não dá pra enumerar. Foram 25 anos como atleta. Isto é uma vida, uma vida!”. Em 2008, Luis Carlos Novi recebeu o título de Membro Benemérito da CBDU. “É sempre bacana o reconhecimento depois de anos de dedicação e de trabalho, compensa todos os esforços”. Dedicação e reconhecimento tanto pelo trabalho de Novi como

diretor da FUPE e da CBDU quanto como idealizar da Odupa e criador da Cosud, entidades sul-americana e pan-americana de gestão do desporto universitário. Mesmo de longe, Novi acompanha e procura notícias dos projetos e caminhos da CBDU. Diante da intenção do Brasil em candidatar-se à sede da Universíade, ele não tem dúvidas. “A atual gestão da CBDU pensa o esporte de forma profissional. Pela estrutura técnica e pelo material humano que a CBDU possui podemos realizar qualquer evento de forma eficiente e assumir o compromisso de sediar novamente a Universíade. Será ótimo”. As palavras de Luciano Cabral resumem a importância de Luis Carlos Novi para o esporte universitário e para o judô brasileiro. ‘’O Novi é uma pessoa extraordinária, respeitado em todos os locais por onde passa. Tenho orgulho e prazer de conviver e desfrutar de sua amizade. Muito que fizemos na CBDU é graças aos ensinamentos do Novi e da Edna. Esta diretoria teve sorte de ter um professor e um mentor apaixonado pelo esporte universitário e apaixonado pela CBDU. O esporte universitário tem uma dívida impagável com ele e toda sua família”, conclui Cabral.



3ª Edição