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O POPULAR

ERUDITO REVISTA


Obra de Igor Stravinsky e coregrafia de Vaslav Nijinsky

“ A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA”

Espetáculo de um grande rito pagão, animada por um ritmo agitado e primitivos, a Sagração da Primavera é a representação de um ritual onde uma jovem dança até a morte como oferenda ao deus da primavera a fim de trazer boas colheitas. Matérias sonoras complexas, timbres e ritmos que fogem dos padrões composicionais, essencialmente, um ritual que se realiza através do som. DANILO NUNES Ao longo do espetáculo A Sagração da Primavera,

mostra uma lenda em que se passam em dois atos e um deles, sendo representados por três bailarinos, e passando para publico, sentimentos de amor, ciúmes, e uma paixão não correspondida entre eles. Já que se acreditavam numa lenda que pra se ter uma boa colheita, e uma terra fértil, seria necessário um sacrifício de uma virgem. E então o segundo ato, com mais ou menos quatorze bailarinos em cena vem mostrando o sacrificio da virgem oferecida para os Deuses. E assim passando para

a plateia momentos brutais e sensações angustiantes. Já que se acreditavam numa lenda que pra se ter uma boa colheita, e uma terra fértil, seria necessário um sacrifício de uma virgem. E então o segundo ato, com mais ou menos quatorze bailarinos em cena vem mostrando o sacrificio da virgem oferecida para os Deuses. E assim passando para a plateia momentos brutais e sensações angustiantes. ELZA BASTOS


A Sagração da Primavera, trata-se de um balé feito sob encomenda para os Balés Russos de Diaghilev, teve sua Premiére no dia 29 de maio de 1913 no Théâtre des Champs-Élysées, em Paris e, fora vizualizado pelos alunos da Estacio- FIB na data de 25 de abril de 2013 no Teatro Jorge Amado em Salvador. Nós alunos mesmo depois de

tantos anos, pudemos sentir o impacto moderno que o balé de londrina transpira. Ele traz um mix da cultura Popular e Erudita, que vem dês do conhecimento do que a então sociedade que ela representa tinha como visão até, a ponta dos pés dos bailarinos que dançam de uma forma totalmente diferente da rotineira JULIANA MORAES

A proposta do maestro Igor Stravinsky era clara: experimentar o novo. Buscar outras formas de expressão à arte cênica e para música, e pra isso ele teria que tomar o caminho oposto dos maestros da época, buscando assim na cultura popular material e inspiração às suas composições. É claro que a Nobreza não iria aceitar, o popular era tido como vulgar, feio, e não os representava. O modernismo era marcado pelo declínio da narrativa, o que conotava “carência de foco”, característica que já estava começando a existir na pintura e na literatura, não tardaria a influenciar a arte de modo geral. Na dança, A Sagração da Primavera foi um contraponto ao Ballet clássico com a exploração do chão, a dança deixava de ser apenas para o céu e passava a ser também para o chão, transição da leveza à força. ¬¬A música era o efeito especial á época, como já foi dito, era e é o responsável em criar toda a atmosfera, e proporcionar todo estimulo que a cena e os bailarinos precisavam. “O que singulariza a cultura “superior” é a possibilidade que ela tem de avaliar a si mesma, á medida que o estilo de hoje resgata, refaz ou parodia a linguagem de outros tempos”. Contudo é necessário ressaltar que não há futuro sem passado, o novo é combinação, o futuro é aquilo que construímos no presente. CAW CASTILLO


EXPEDIENTE DIAGRAMAÇÃO Caw Castillo FOTOGRAFIA Danilo Nunes PRODUÇÃO Elza Bastos CURADORIA Juliana Moraes

CURSO publicidade e propaganda DISCIPLINA Cultura Brasileira PROFESSOR Renato Nascimento

O popular erudito  

A sagração da primavera,obra de igor stravinsky, releitura o ballet de Londrina, a evolução e a adaptação da cultura e sua transição do popu...