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Esse manual tem o objetivo de sanar as principais dúvidas acerca da confecção de peças gráficas, do processo de produção a finalização, apresentando sucintas explanações advindas dos principais tópicos relativos a processos de editoração digital.

integrantes: Eduardo Viana - Henrique Cavinato - Gustavo Carmo


SUMÁRIO • Fluxo de trabalho: fases de produção de uma peça gráfica , da concepção ao acabamento, processos envolvidos; • Arquivos Abertos X Arquivos Fechados: conceito, vantagens e desvantagens de cada um; • Fontes digitais: tipos, problemas, cuidados e prevenção; • Construção de arquivos – cuidados:

- Softwares: finalidades, versões;

- Bitmaps: modo de cor, resolução, principais extensões e características, usam de textos, paths e transparência; - Cor e tinta: perfis ICC, cor monitor x cor impressa, escalas de cor CMYK e Pantone; - Ilustrações Vetoriais: cores, objetos completos e efeitos, importação e uso de bitmaps, uso de textos, extensões de arquivos; • Finalização de arquivos: - Cuidados na entrega de arquivos em regime aberto; - Sangrias: funções e cuidados; - Resolução de imagens, impressoras e impressos: PPI / DPI / LPI. • Glossário • Referências Bibliográficas


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FLUXO DE TRABALHO Fases de produção de uma peça gráfica – da concepção ao acabamento. O fluxo de trabalho é dividido em 7 etapas. briefing, criação, prova, Pré-impressão, gravação de chapa, impressão e acabamentos. 1. Briefing: um conjunto de idéias que possibilita à equipe de trabalho compreender e mensurar o projeto. Nele, é especificado qual produto a ser desenvolvido, qual o seu conceito, para quem se destina e os recursos produtivos. 2. Criação: a equipe de criação desenvolve a peça gráfica criando um layout que é apresentado ao cliente. Nessa etapa o produtor gráfico colabora com a escolha de suportes, formatos, tipos, cores, processo de impressão, enfim, indica os melhores procedimentos técnicos que devem ser observados pela criação para que a peça gráfica possa ser impressa adequadamente. 3. Prova: serve como base para aprovação do cliente em um determinado trabalho. Na prova é onde são feitas correções necessárias em cor, fontes, ortografias, imagens, resolução, etc. 4. Pré-impressão: Sua principal tarefa é a produção de fotolitos, que são “máscaras” utilizadas para a produção das matrizes da maioria dos processos gráficos. Aqui é analisado todo o projeto, feito as imposições de páginas, configuração de lineatura (de acordo com o suporte), resolução de imagens, marcas de sangrias, etc. 5. Gravação de chapa: Após ser finalizado, o arquivo é direcionado as matrizes de impressão de acordo com o seu


processo gráfico. Cada processo utiliza uma matriz própria. 6. Impressão: Aqui o trabalho é impresso de acordo com o projeto desenvolvido. 7. Acabamento: Aqui o impresso será cortado, vincado, dobrado, de acordo com o que foi desenvolvido no início do projeto.


AR AR QU QU IV IV OS OS A B FE ER CH TO AD S X OS


ARQUIVOS ABERTOS X ARQUIVOS FECHADOS Conceito, vantagens e desvantagens O arquivo aberto é aquele que se encontra em seu programa de criação, como CorelDraw, Illustrator, Photodhop, etc. Esse tipo de arquivo facilita sua edição, mas corre o risco de pequenas mudanças, como por exemplo, mudanças de fontes. Arquivo aberto é, portanto, todo aquele que pode ser manipulado, alterado, pois está no software que foi criado. Arquivos fechados são os arquivos com extensões do tipo PRN, OS e EPS e são arquivos de impressão criados em uma linguagem chamada PostScript, desenvolvida pela Adobe Systems. Nesse tipo de arquivo, se encontra todos os elementos e informações necessárias para a impressão. Eles são conhecidos assim por estarem totalmente fechados e protegidos de qualquer modificação, pois eles são escritos em uma linguagem de códigos que somente os softwares próprios podem ter.


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FONTES DIGITAIS Principais tipos, problemas, cuidados e prevenção As fontes são conjuntos de caracteres e símbolos criados em um mesmo desenho. Esse desenho de letra é chamado de tipo. São separadas por famílias e em todas as respectivas extensões: tamanhos, negrito, itálico, etc. Existem atualmente duas principais tecnologias de fontes para editoração: o padrão Adobe e o padrão True Type. Fontes True Type – Foram criadas pela Apple e Microsoft, ou adaptadas de padrões tipográficos mais recorrentes dos antigos processos de impressão, incluídas como fontes de sistema tanto para Windows como para Mac OS. Fontes Adobe – Também chamadas de fontes Tipo 1, foram desenvolvidas pela Adobe Systems para serem compatíveis com a linguagem PostScript. Por causa da grande quantidade de fontes sem o mínimo de controle de qualidade, aumentas os riscos de erro, e a maioria das vezes, esses erros só são vistos depois de tudo já pronto.


CO AR N QU STR IV UÇ OS Ã O DE


CONSTRUÇÃO DE ARQUIVOS Cuidados Teoricamente pode-se utilizar o formato de pagina que preferir, embora o impacto visual possa ser questionável. Criou-se um corpo teórico que divide o espaço em uma página de forma lógica, fácil de trabalhar e que, sobretudo, cria proporções agradáveis ao olhar. Ter vários formatos de página á disposição com proporções atraentes economiza tempo e é um bom ponto de partida para qualquer projeto. Já na criação do arquivo é necessário se ter ciência de como o projeto final se consolidará, tipo de papel, revestido (ou não) formato, refile, vinco, sangria acabamentos e.t.c. Para cada tipo de demanda de trabalho gráfico existem os softwares adequados, mas embora geralmente cada software ofereça pequenas ferramentas que diferem da função primária do mesmo, é recomendável e mais prudente que as tarefas se mantenham dentro dessas funções. Os softwares populares são: Tratamentos de imagens bitmap: Photoshop - Gipsy Vetores: Coles – Illustrator Diagramação: Indesign – Scribus


A imagem bitmap é caracterizada pela utilização de pixels na sua construção, o espaçamento dos pixels em uma imagem determina a sua resolução, que é medida em pixles por polegada (pixels per inch – PPI), também chamada de ponto por polegada (dots per inch - DPI), quanto mais alta a resolução maior a quantidade de pixels na imagem. O numero de pixels de uma imagem é limitada, à medida que uma imagem é ampliada, esse numero cai. Os formatos mais comuns de bitmap são os jpg, bitmap, giff, png.


Em função da resolução dos monitores, as imagens produzidas para web é produzida na resolução de 72dpi, mas essa resolução não é recomendável para impressão, projetos gráficos devem ser impressos em no mínimo 300 dpi, embora existam impressões que utilizam 1200, 2400 dpi, ou até mais.

Os processos de impressão, em sua maioria são obtidos pela utilização de quatro cores básicas, estas são: ciano, magenta, amarelo e preto, ou CMYK, quando se esta produzindo um documento para impressão é necessário que já trabalhe com essa configuração, o padrão RGB (vermelho, verde, azul), é o padrão de cor obtida através da luz, ou seja, utilizada por televisores, monitores e displays. Quando se esta trabalhando com a configuração CMYK em seu computador, na verdade o que se visualiza e uma emulação do padrão pigmento em luz, sendo assim é necessário o cuidado ao se utilizar as cores, uma maneira de se manter a fidelidade tonal é se utilizar de cores PANTONE, pigmentos de cor única, mas quando a sua aplicação é inviável a melhor maneira de evitar surpresas indesejadas no momento da impressão e se utilizando dos perfis Icc adequados.


Os perfis ICC são extensões de arquivo que mantem um padrão de cor como database para a adaptação de arquivos e imagens, trabalhar com esses perfis diminuirá a incidência de ganho de pontos e perda de qualidade das imagens em geral. Os softwares gráficos mais populares já possuem os perfis adaptados aos padrões I.S.O europeus, mas é recomendável que o usuário verifique suas próprias necessidades e formate seu o perfil mais adequado. Os Vetores são objetos produzidos em especifico software que possui um algoritmo matemático capar recalcular a imagem ali produzida em qualquer resolução necessária. É prudente trabalhar textos, marcas e imagens com pouca ou nenhuma variação tonal neste formato, pois este formato lhe permite total controle de saída do arquivo sem necessidade de interpolação da imagem.


FI AR NA QU LIZ IV AÇ O ÃO DE


FINALIZAÇÃO DE ARQUIVO O conteúdo até aqui apresentado já oferece sucintamente os conhecimentos necessários para confecção de peças gráficas, mas o trabalho não acaba por aqui, para o fechamento do arquivo é importante se tomar precauções que impeçam problemas na impressão. Ao entregar arquivos em regime aberto se faz necessário acompanhar tudo que envolve esse arquivo. Fontes imagens que não estejam devidamente indexadas correm risco de se perderem no transito deste arquivo. Uma opção é a conversão dos textos em curvas, mas isso só é aplicável a peças gráficas com pequena massa de texto como cartões de visita ou cartazes. para projetos editoriais ou de diagramação uma boa opção e salvar o arquivo como “package”, essa opção criara uma pasta onde todas as imagens e fontes existentes no projeto acompanharam em uma pasta cuja os endereçamento dos links se comportam de maneira dinâmica, readaptando-se independente de onde a parta for recolocada. Mas antes ainda do fechamento é recomendável que seja feita uma ultima conferencia nas sangrias, e acabamento do texto. Durante a finalização configurar o a resolução adequada ao processo de impressão e tipo de insumo, evitando assim retrabalhos, prejuízos e economizando analgésicos.


GL OS SÁ RI O DE SI GL AS


GLOSSÁRIO DE SIGLAS CMYK – Ciano, magenta, amarelo e preto (key) RGB – Red, Green Blue ou verde azul e amarelo PDF - Portable Document Format DPI – pontos por polegada lPi – Linhas por polegada Bitmap – imagem formada por pixels Pixels – menor ponto de uma imagem digital Retículo – menor ponto de uma imagem impressa Fonte – arquivo digital vetorial que corresponde a formação de textos Vetor – forma de imagem construída por algoritmo matemático de calculo dinâmico.

Referências: Fundamentos do Design Criativo AMBROSE, Galvin e Harris Paul



Insumos Gráficos