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Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

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Opinião

Palavra do Presidente O cavalo Crioulo e o Parque Assis Brasil

Índice 02. Opinião

Conforme foi noticiado pela imprensa gaúcha, a ABCCC e o Governo do Estado do RS firmaram contrato de permissão de uso de uma área de 7,5 ha no Parque Assis Brasil, pelo prazo de 25 anos com possibilidade de renovação, ultimando as negociações que já se estendiam por aproximadamente 3 anos.

03. Por dentro da ABCCC 14. Freio de Ouro 18. Morfologia 20. Centrais 23. Eventos

Por este acordo, a área destinada ao cavalo Crioulo não somente mais que dobra de tamanho, mas principalmente unifica-se em torno de nossa pista de campo, melhorando a logística dos nossos eventos e diminuindo em muito a necessidade de deslocamentos de nossos criadores e visitantes.

32. Geral 39. Gente

O projeto global de nossa área, cujo detalhamento teremos até o fim de março, prevê a cobertura da pista de campo, a melhoria da pista de mangueira (Pista G) para que esta passe a abrigar nossos remates, 2 restaurantes, estacionamento, e a mudança de nossa área administrativa, cocheiras e lavadores para onde hoje está localizado o pavilhão de suínos e pequenos animais, e para parte da área hoje destinada à Emater.

Frase da Edição “Qualificar este palco é um avanço. Com a melhoria da pista poderemos mostrar ainda mais a capacidade da raça e isso projetará o cavalo Crioulo”.

Também teremos uma entrada própria através de ponte sobre o arroio Esteio, permitindo que façamos nossos eventos independente da abertura de todo o Parque. Esta ponte fará a ligação entre o estacionamento (do outro lado do arroio) e o Bulevar do Cavalo Crioulo, que terá lojas e estandes tanto do lado da Pista G quanto do lado das cocheiras e da sede administrativa (hoje galpão dos suínos). Após a mudança das concheiras, lavadores, restaurante e parte administrativa, entregaremos ao Parque as áreas que hoje ocupamos em sua área central. Já estamos orçando e buscando construtoras especificamente para a cobertura da pista de campo e faremos os maiores esforços para que esta obra seja possível até a Expointer 2014. Parceiros que queiram expor sua marca num dos mais importantes centros do agronegócio brasileiro serão muito bem vindos. Ao comemorarmos este importante passo, a diretoria atual não pode deixar de agradecer o empenho de todos os

que participaram deste processo: nosso ex-presidente Manuel Luís Sarmento e toda sua diretoria, nosso Conselho de Planejamento, o secretário da Agricultura Luiz Fernando Mainardi e sua equipe, bem como o coordenador do Parque Assis Brasil, Márcio Muller. Cumpre ressaltar o papel fundamental nas negociações desempenhado pelo nosso ex-presidente Roberto Davis, principal interlocutor entre a ABCCC e o Governo do Estado, e pelo diretor da Expointer, Telmo Mota Jr, que esteve sempre presente e idealizou a permuta de áreas, que permitirá a unificação dos espaços destinados ao cavalo Crioulo. Idealizar, negociar, contratar e construir. Parte da empreitada está feita. Resta agora a mais dispendiosa, mas a raça Crioula nunca temeu desafios e o tempo dirá que mais uma vez nós fomos capazes de transformar sonhos em realidade, de fazer projetos virarem a casa que nosso Cavalo tanto merece. Mauro Raimundi Ferreira

Na foto tirada no Rancho Alegrette em Ponta Grossa/PR, Eduardo Banks segura o cavalo Entreveiro da Praia, de propriedade de Fábio Banks

Roberto Davis, ex-presidente da ABCCC, referindo-se às obras na área do cavalo Crioulo no Parque Assis Brasil

Este espaço é dedicado para divulgar imagens de criadores em momentos representativos de sua trajetória dentro da raça Crioula. As fotos, devidamente identificadas, devem ser enviadas para o e-mail: jornalcavalocrioulo@abccc.com.br

EXPEDIENTE O Jornal Cavalo Crioulo é uma publicação oficial da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos, produzido pelo Setor de Comunicação e Marketing da entidade. Tem periodicidade mensal e tiragem de quatro mil exemplares. Correspondências para o Jornal devem ser encaminhadas para o e-mail jcc@abccc.com.br ou remetidas à ABCCC, Av. Fernando Osório, 1754 A, CEP 96055-000, Pelotas/RS. O fechamento de cada edição ocorre no último dia do mês. ISSN - 2179-7250.

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Diretoria da ABCCC 2012/2014 Presidente: Mauro Raimundi Ferreira Vice-presidentes: César Augusto Rabassa Hax, Mário Móglia Suñe, Leandro Amaral, José Luiz Lima Laitano e Álvaro Dumoncel Primeiro-secretário: Elisabeth Amaral Lemos Segundo-secretário: Jorge Rosas Demiate Júnior Primeiro-tesoureiro: Luis Mário Azambuja Segundo-tesoureiro: Onécio Silveira Prado Júnior

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Conselho Fiscal: Antônio Claudir Weiand, Sandoval Caramori e Fernando Fabrício de Faria Correa. Suplentes: Hernani Taunay Angeli, Luís Augusto Weber e Milton Martins Moraes Filho Conselho Deliberativo Técnico: Mário Móglia Suñe (diretor), Ciro Manuel Canto de Freitas, Luiz Martins Bastos Neto, Rodrigo Fialho, José Ivelton Castagna e José Francisco Pereira de Moura Conselho de Planejamento: Manuel Luis Benevenga Sarmento (presidente), Roberto Sidney Davis Junior, Henrique José de Queiróz Marin Teixeira, Alfredo Lisboa Ribeiro Tellechea e Frederico Wolf

Comissão de Provas Funcionais: Leandro Amaral (diretor), Luis Rodolfo Machado, Eduardo Móglia Suñe Eduardo Azevedo, Jorge Rosas Demiate Júnior, Telmo Raimundi Ferreira, Rafael Geisf Terra, Luiz Augusto Weber, Guilherme Tellechea e João Francisco Silveira Silveira

Diagramação: Henrique Peter e Natássia Akie Nakamura Revisão: Rosi Pedroni Weege Impressão: Gráfica Zero Hora Publicidade: anuncios@abccc.com.br ou através do telefone (53) 32841450. Envio da arte sempre até o dia 25 do mês que antecede a publicação.

Jornalista responsável: Débora Borba (MTB/RS 11.619) Textos: créditos nas matérias Fotos: crédito nas imagens Arte da capa: M. Stortti Projeto gráfico: Sibelle de Medeiros sibelle.cm@gmail.com

Atenção anunciante: a ABCCC não se responsabiliza pelas informações prestadas nas páginas de publicidade, bem como pelas fotos cedidas para a publicação. Elas são de inteira responsabilidade dos anunciantes.


Por dentro da ABCCC

Encontro anual dos técnicos discute conceitos e critérios Fotos Marcel Ávila

Douglas Saraiva

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urante três dias de atividades teóricas e práticas, os 27 profissionais autônomos credenciados pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) discutiram critérios de seleção e a qualificação de processos, em encontro promovido pela entidade. O quadro técnico foi reunido pelo CDT em Pelotas/RS entre os dias 20 e 22 de janeiro e realizou atividades na sede da Associação e em dois criatórios do município. O evento, que em 2014 chegou a sua terceira edição com etapas práticas, foi idealizado para ser uma atividade permanente de qualificação e já demonstra evolução positiva. “Nós da diretoria e o Conselho Técnico notamos um crescimento em relação aos encontros anteriores, o que mostra que estamos cada vez mais aprendendo a discutir e a discordar, respeitosamente, questões técnicas pertinentes”, analisou o presidente da ABCCC, Mauro Ferreira. O primeiro dia, o encontro reuniu todos os inspetores para uma agenda teórica. No período da manhã, os gerentes da Associação apresentaram os projetos e perspectivas para 2014. Foi exposto o automatizado sistema que deve ser implementado neste ano, em que o criador poderá solicitar atendimento técnico, gerar uma chave de atendimento, imprimir e ter o controle de boletos de pagamentos etc. Os inspetores ainda receberam orientação sobre o hotsite querocriarcavalocrioulo.com.br, que deve ser utilizado como ferramenta de fomento e instrução. Também foi apresentado o estudo que embasa a proposta de modernização do logotipo da ABCCC

Técnicos avaliaram e ordenaram as éguas de cria da cabanha Recalada no primeiro dia de atividades práticas e debatido as recentes alterações no regulamento do Serviço de Registro Genealógico (SRG) da ABCCC. Na sequência houve a atividade comandada pela psicóloga Sibelie Valente, que acompanha o projeto desde o início, na qual se fez um balanço do serviço a campo acompanhado de um espaço para que os inspetores pudessem compartilhar as suas impressões. Durante a tarde o encontro teve continuidade com um trabalho de capacitação ministrado pelo professor Ewerton Reis, especialista em maketing e gestão empresarial, sobre a qualidade de atendimento. Nos dias seguintes ocorreram as avaliações práticas, realizadas em cima de éguas paridas, com cria ao pé, potrancos e potrancas das cabanhas Recalada e Santa Eulália, que gentilmente abriram as portas e disponibilizaram seus animais às atividades. “São oportunidades como essas, em que contamos

Profissionais discutiram a respeito de potrancas criadas na Santa Eulália

com criadores que nos permitem fazer críticas construtivas sobre os seus animais, que conseguimos amadurecer e chegar a um denominador comum”, diz o presidente do CDT, Mário Suñe, agradecendo aos criadores Fábio Ruivo e Joaquim Mello e família.

Oportunidade de crescimento Para os criadores, a atividade oportunizou uma experiência interessante e compensadora. Ouvir diferentes pontos de vista sobre os próprios animais foi, para eles, uma chance de reavaliar e até mesmo de reforçar critérios. Além disso, ambas as cabanhas foram homenageadas com placas de agradecimento, entregues pelo presidente Mauro Ferreira. Fábio Ruivo agradeceu à entidade por acreditar em seu trabalho em utilizar a sua cabanha como ‘laboratório’ da atividade. “É um prazer receber os técnicos aqui e ouvi-los. Tenho meus conceitos como criador, mas é válido enxergar uma outra visão sobre os meus animais. Não abriria a minha casa se não tivesse total confiança na ABCCC e no trabalho que é desenvolvido por ela”. Joaquim Mello, ex-diretor da Associação, lembrou que no início dos anos 80 o criatório já havia sediado uma etapa prática do concurso para técnico da ABCCC. “A Santa Eulália está sempre de portas abertas para contribuir com a entidade. É uma honra e um prazer grande participar dessa atividade de elevação dos conhecimentos, balizando critérios, para que se tenha uniformidade nos julgamentos”, comentou, junto aos filhos Daniel e Simone.

Conhecimento em evolução A ampliação do nível de conhecimento técnico sobre a raça entre os inspetores, apontado pelo CDT, foi também descrito pelo corpo de profissionais. Para os técnicos, a evolução da própria atividade tem proporcionado, a cada ano, um debate de melhor qualidade, mais embasado, e com um discurso cada vez mais unificado. “Achei mais dinâmico em relação aos anteriores. O pessoal está mais entrosado, à vontade e mais afinado. Foi importante também nos atualizarmos na questão burocrática e discutir sobre como o nosso trabalho de campo pode facilitar os processos internos da Associação. Neste ano quero estar mais próximo da ABCCC”, analisou Ricardo Guazzelli Martins. Para Luis Francisco Quadros Leite, o encontro foi bom e o debate bastante positivo. “A associação deveria fazer mais vezes, pois o quadro técnico está cada vez maior. Se não fizesse com todos, poderia reunir pelo menos os mais novos que estão entrando”, sugere. Leite ainda indicou outro ponto que, na sua opinião, poderia qualificar ainda mais o evento. “Uma coisa que poderia ter, e que teve no ano passado, foi avaliação de machos. Seria importante, principalmente para os novos”.

Manuel Pons, que ainda cumpre etapas do seu estágio antes de receber o instrumento com a marca da raça, considerou a sua primeira participação como positiva. “Fiquei surpreso com a maneira como o corpo trabalha e como o CDT dá liberdade e é aberto a ouvir os técnicos. Outro ponto forte dessa atividade foi a forma respeitosa como cada um expôs a sua opinião e o quanto conseguimos agregar conhecimento e evoluir”, opinou.

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Por dentro da ABCCC

A inspiração que vem das virtudes de Anita Garibaldi Valéria Cunha

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m 2012, um pequeno grupo de criadores de cavalos Crioulos, do Sul de Santa Catarina, entendeu a necessidade da formatação de um novo núcleo, mais próximo e com maior envolvimento com a microrregião de Tubarão. “A maioria dos criadores desta região do Estado era, até então, filiada ao núcleo do Extremo Sul, onde para nós, a distância é bastante relevante”, explica o criador Djalma Corrêa Daréla, do município de Armazém. Entre contatos, troca de informações e conversações e amparados pelo técnico da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Adolfo Martins, os idealizadores agendaram a primeira reunião para o mês de setembro do mesmo ano, no município de São Martinho. Apesar de apenas cinco pessoas participarem deste encontro, foi neste momento que o estatuto foi formulado, o núcleo batizado e o presidente Daréla escolhido. Estava consolidado, então, o Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos Anita Garibaldi de Santa Catarina. O nome foi uma homenagem à vizinha de Armazém, Laguna, terra da ousada Anita Garibaldi.

Foto Divulgação

Companheira de Giuseppe Garibaldi, Ana Maria de Jesus Ribeiro - seu nome de batismo - nasceu em Laguna no ano de 1821, lutou lado a lado aos homens nas grandes revoluções do Sul do Brasil e se tornou sinônimo de força e bravura, não só por aqueles anos, mas até os dias de hoje. Determinado como Anita, o núcleo da região de Armazém já superou as dificuldades iniciais, como o levantamento de toda a documentação exigida para a inscrição na ABCCC, a colocação das ideias iniciais em prática e até mesmo a conquista de novos sócios. Em pouco tempo, o NCCC Anita Garibaldi - que foi efetivamente registrado em agosto de 2013 - já soma 35 sócios, apaixonados pelo cavalo Crioulo e comprometidos com o objetivo de promover e consolidar os eventos da raça. A sede própria ainda não existe, mas foi baseado nesta carência, que o núcleo apostou em outra estratégia de valor: a troca de experiências in loco. A cada dois meses, a reunião dos sócios é realizada na cabanha de um dos associados, o que permite conhecer de perto a realidade de cada um, trocar ideias, conhecimento, antecipar problemas e soluções e planejar os resultados. Com o objetivo de fomentar a raça na região, o núcleo tem trabalha-

Criado em agosto de 2013, Núcleo já reúne número expressivo de sócios do forte em seu calendário. Muitos dos sócios têm participado de eventos dedicados à raça crioula, como Morfologia, Freio de Ouro e Tiro de Laço, prova que mostra a intimidade da região com os Crioulaços. Para este ano, o NCCC Anita Garibaldi já tem na agenda uma prova de morfologia e uma de Campereada, que serão realizadas no mês de outubro, na cidade de Tubarão, e não deve parar por aí. Com a dedicação e o empenho de todos os sócios para o fortalecimento do núcleo, logo o NCCC Anita Garibaldi deve anunciar novos triunfos.

Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos Anita Garibaldi Presidente: Djalma Corrêa Daréla Vice-presidente: Rodrigo Carneiro Primeiro-secretário: Jailson Effting Ricken Segundo-secretário: Djalma Henrique Martins Primeiro-tesoureiro: Agnaldo da Silva Serafim Segundo-tesoureiro: Itamar Botega Conselho Fiscal: Juliano Costa Kuerten, Marcos Martins, Rômulo Salvalagio Suplentes: Ricardo Prá, Gilmar de Piere da Silva Júnior, Cristian Saraiva Freitas

Conheça nossos funcionários Foto Arquivo ABCCC

Em junho de 2011, ela entrou na ABCCC como estagiária. Hoje em dia, desempenha um dos trabalhos mais importantes para o controle da raça Crioula em todo o Brasil. A funcionária Laís de Freitas Gomes é responsável pelo controle do mapa genético e a habilitação dos processos de importação e exportação dos animais registrados pela Associação. Com quase três anos de casa, ela diz perceber uma enorme diferença entre quando entrou e hoje em dia. “Tudo aqui mudou, se renovou. Atualmente há mais funcionários e gente mais jovem”, observa. Laís Gomes

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Laís é natural de São Lourenço do Sul. Aos 19 anos, ela deixou a cidade do interior gaúcho e foi morar na

capital do Estado. Como o marido é militar, ela percorreu várias cidades do Sul do Brasil até chegar a Pelotas e se estabilizar como funcionária da ABCCC. Entre suas principais funções, estão o envio e o recebimento de amostras de material genético e laudos do laboratório credenciado à Associação, registro de animais no Brasil e comunicação de exportação ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). À época em que se tornou funcionária, o processo de registro de DNA não existia, por isso, ele ainda está em desenvolvimento. Ele foi criado e organizado por ela e as chefias do setor de Registro. “Hoje, em parceria com nosso setor de Informação, está

se criando um sistema informatizado que vai facilitar e tornar nosso trabalho ainda mais completo”, explica Laís. Segundo ela, são cerca de 570 amostras de DNA enviadas ao laboratório por semana - número que materializa a expansão Crioula em todo o território nacional. “A Associação cresceu porque a raça cresceu também. Sei que nossa função é muito importante aqui.” Às vésperas de se formar em Administração de Empresas e de completar 27 anos, Laís - embora nunca tivesse imaginado se tornar parte da ABCCC - reconhece a importância de seu trabalho e diz notar a força cada vez maior do Crioulo e do interesse que ele desperta.


Por dentro da ABCCC

Prováveis sedes das Classificatórias passam por inspeção técnica Foto Gabriel Olivera/Arquivo ABCCC

Após passar por avaliação da ABCCC, pista da Associação Rural de Pelotas/RS está pronta para receber a semifinal do Freio atendendo as medidas exigidas Cássia Amaro

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esde 2012, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) vem se dedicando mais intensamente nas inspeções das pistas que recebem Classificatórias ao Freio de Ouro a fim de padronizar os espaços que recebem os competidores da prova mais completa da raça. As visitas dos representantes da instituição ocorrem pelo menos uma vez por ciclo e são acompanhadas por integrantes do núcleo organizador da competição local. Além das Classificatórias, sedes de semifinais de Campereada, Paleteada e Freio do Proprietário também são inspecionadas. Na busca pelos padrões nestas modalidades, os municípios gaúchos de Vacaria, Bagé, Uruguaiana, São Gabriel, Alegrete, Lavras do Sul, Cachoeira do Sul, Rio Pardo, Júlio de Castilhos e Pelotas, a cidade catarinense de Araranguá e Pato Branco, no Paraná, foram visitadas. De acordo com o gerente de eventos da ABCCC e médico veterinário, Ibsen Votto, as Classificatórias exigem apropriações ímpares, daí a importância das revisões técnicas. “Nosso objetivo é evitar transtornos na hora da prova e atender os

criadores cada vez melhor.” Ainda de acordo com Votto, é necessário que todos os competidores tenham as mesmas condições de prova. Além disso, na análise estrutural dos locais que receberão as provas, foi levado em conta o suporte para que o Canal Rural possa transmitir as competições. As inspeções são feitas de outubro a janeiro. Usando como exemplo o ciclo atual, funciona da seguinte maneira: as avaliações são válidas no biênio 2014/2015, no primeiro destes anos, o local é avaliado. No segundo, revisado (para eventuais mudanças exigidas e/ou certificação do que foi inspecionado). Nas ocasiões em que os núcleos recebem a ABCCC para a visita aos locais das classificatórias e semifinais, a preocupação em atender as exigências evidencia-se cada vez maior, segundo Votto. “É muito interessante ter o reconhecimento dos criadores, que notam o trabalho da Associação e das unidades regionais.” Para este ciclo, todas as sedes já foram aprovadas e agora só resta o aguardo pelos eventos que são um ensaio ao esperado Freio de Ouro.

CONFIRA AS CIDADES QUE RECEBERÃO CLASSIFICATÓRIAS LOCAL

EVENTO

DATA

ABRIL CLASSIF. ARGENTINA MORFOLOGIA PASSAPORTE BOCAL DE OURO CLASSIF. PALETEADA + PALETEADA INT.

BUENOS AIRES/ARG ESTEIO/RS ESTEIO/RS ESTEIO/RS

04 a 07/4 14 e 15/4 14 a 20/4 20/4

MAIO MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIF. REGIÃO 2 MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIF. REGIÃO 1 CLASSIF. PALETEADA CLASSIF. URUGUAI MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIF. REGIÃO 7

BAGÉ/RS BAGÉ/RS PELOTAS/RS PELOTAS/RS PELOTAS/RS MONTEVIDÉU/URU PATO BRANCO/RS PATO BRANCO/RS

10/5 11 e 12/5 16/5 16 a 18/5 18/5 23 a 25/5 29/5 29 a 1°/6

JUNHO MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIF. REGIÃO 3 MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIF. REGIÃO 6 MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIF. REGIÃO 4 MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIF. REGIÃO 5 CLASSIF. PALETEADA

URUGUAIANA/RS URUGUAIANA/RS ESTEIO/RS ESTEIO/RS VACARIA/RS VACARIA/RS ARARANGUÁ/SC ARARANGUÁ/SC ARARANGUÁ/SC

5/6 8/6 12/6 15/6 19/6 19 a 22/6 26/6 26 a 29/6 29/6

ESTEIO/RS ESTEIO/RS BRASÍLIA/RS BRASÍLIA/RS

8 a 13/7 8 a 13/7 24/7 25 a 27/7

JULHO MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIFICATÓRIA ABERTA MORFOLOGIA PASSAPORTE CLASSIFICATÓRIA ABERTA

* A conrmação dos locais das classicatórias será efetivada até o mês de março, em reunião da diretoria.

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Por dentro da ABCCC

Tudo pronto para o começo das auditorias Maurício Mesquita

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superintendência do Serviço de Registro Genealógico (SRG) da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) ajusta os últimos detalhes antes de iniciar as auditorias estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As primeiras visitas aos criatórios selecionados devem acontecer ainda neste mês.

Foto Débora Borba/Arquivo ABCCC

cos a campo, questionando os criadores sobre o grau de satisfação com relação ao serviço prestado”, contou o superintendente, que irá contar com a atuação conjunta de seu substituto, Ricardo Vieira Borges, para execução das auditorias de modo integrado.

As auditorias

“Vamos verificar uma série de questões, como a documentação disponível, a quantidade de animais, o número de ventres à reprodução, a utilização de biotecnologias etc. Na verdade queremos usar essa oportunidade não apenas para controle do Ministério e da Associação, mas também para fazer uma radiografia geral”, explicou o superintendente titular do SRG, Rodrigo Teixeira.

A figura das auditorias foi incluída no Regulamento do Registro Genealógico da Raça Crioula pelo próprio Mapa. Eles estão previstas no artigo 8º, alínea n, e ampliam as atribuições da superintendência do SRG, determinando avaliações anuais em 59 criatórios aleatórios para conferir documentação, aferir animais e, até mesmo, coletar material para exame de DNA, caso o auditor entenda necessário.

Teixeira disse, ainda, que os criatórios que foram sorteados estão sendo primeiramente contatados por telefone, com menos formalidade, a fim de se encontrar uma melhor data para a inspeção. “Queremos mapear e avaliar também a atuação dos técni-

Processo eletrônico

Os primeiros 59 criatórios selecionados foram definidos de maneira randômica no dia 18 de novembro de 2013. O sistema de seleção foi desenvolvido pelo cientista da computação da ABCCC,

Em novembro de 2013, criatórios foram definidos em um sorteio informatizado Marcelo Cardoso Wurdig, funcionário do setor de Tecnologia da Informação (TI) da Associação e responsável pelo sistema exclusivo de sorteio. “Por meio do banco de dados, o computador verifica se é um associado ou não, a localidade da propriedade e, com base nesses parâmetros, faz a seleção de modo aleatório”, explicou o profissional.

A lista completa dos sorteados está disponível no site da Associação na internet, que pode ser acessado no endereço www.abccc.com.br. Foram escolhidos dez criatórios - sete sócios e três não sócios - em cada região do Rio Grande do Sul, totalizando 50. A lista se completou com três criatórios do estado de Santa Catarina, três do Paraná e mais três de outras regiões do país.

Emolumentos sofrem alterações

Novos sócios Álvaro Heitor Cruz Couto Rio Verde/GO

Luana Fabrina Rodighero Lajeado/RS

Benildo Peixoto Barbosa São Lourenço do Sul/RS

Maicon Onofre Mengue Alvorada/RS

Carlos Sapelli e Nicolas Sapelli Montevideo/UY

Marcelo de Oliveira Juszkevicz Gramado/RS

Celso Pinheiro Filho São Mateus do Sul/PR

Mário Ferreira da Silva Filho São Leopoldo/RS

Edvaldo Alves dos Santos Grandes Rios/PR

Raquela Wailand Kohls Vera Cruz/RS

Elias Boaretto Sananduva/RS

Cássia Amaro

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lterados com base na variação do Índice Geral de Preços-Mercado (IGPM) - 6,23% - a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos divulgou a tabela com os novos valores dos emolumentos cobrados pela insti-

tuição por seus serviços cartoriais. As taxas passaram a vigorar no dia 6 de janeiro e são válidas para os pedidos que forem encaminhados à ABCCC até 31 de dezembro de 2014. O reajuste anual está previsto no artigo 25, letra “g”, do estatuto da Associação. Confira:

TABELA DE EMOLUMENTOS E ENCARGOS A - SERVIÇO DE REGISTRO GENEALÓGICO REGISTRO PROVISÓRIO ATÉ 9 MESES DO NASCIMENTO 1 REG. PROVISÓRIO DE 9 MESES A 1 ANO DO NASCIMENTO REGISTRO PROVISÓRIO DE 1 A 1,5 ANO DO NASCIMENTO REGISTRO PROVISÓRIO DE 1,5 A 2 ANOS DO NASCIMENTO REGISTRO PROVISÓRIO DE 2 A 2,5 ANOS DO NASCIMENTO REGISTRO PROVISÓRIO DE 2,5 A 3 ANOS DO NASCIMENTO

NÃO SÓCIO R$ 66,00 R$ 132,00 R$ 264,00 R$ 528,00 R$ 1.056,00 R$ 2.112,00

SÓCIO R$ 33,00 R$ 66,00 R$ 132,00 R$ 264,00 R$ 528,00 R$ 1.056,00

Rodrigo Denardin Portella Santa Maria/RS

REGISTRO DEFINITIVO FÊMEA MACHO CASTRADO

R$ 264,00 R$ 391,00 R$ 96,00

R$ 132,00 R$ 195,50 R$ 48,00

Glauco Pinto Xavier Pelotas/RS

Roni Moreira Porto Alegre/RS

TRANSFERÊNCIA COMERCIAL TRANSFERÊNCIA ESPECIAL 2 TRANSFERÊNCIA PRENHÊZ/PRODUTO

R$ 196,00 R$ 66,00 R$ 274,00

R$ 98,00 R$ 33,00 R$ 137,00

Guilherme Felipe Deloeken Lajeado/RS

Thales Silveira Alvez Ananindeua/PA

IMPORTAÇÃO TEMPORÁRIA IMPORTAÇÃO/NACIONALIZAÇÃO DE ANIMAIS ESTRANGEIROS

R$ 4.000,00 R$ 6.000,00

R$ 2.000,00 R$ 3.000,00

REGISTRO/TROCA DE AFIXO

R$ 264,00

R$ 132,00

Gustavo e Leandro Macedo Laureano - São Gabriel/RS

Thiago Quintino Joinville/SC

R$ 66,00 R$ 264,00 R$ 132,00 R$ 66,00

Jean Luciano Martins Miola Porto Alegre/RS

Yasser Natalis Abdalla Canguçu/RS

COMUNICADO DE PADREAÇÃO ATRASADO SEGUNDA VIA DE CERTIFICADO DEFINITIVO SEGUNDA VIA DE CERTIFICADO PROVISÓRIO DECLARAÇÃO PARA FINS DE SEGURO SUBSTITUIÇÃO DE CERTIFICADO REATIVAÇÃO DE REGISTRO CANCELADO REGISTRO DE MÉRITO 3 VISITA TÉCNICA 4

R$ 33,00 R$ 132,00 R$ 66,00 R$ 33,00 R$ 66,00 R$ 321,50 Sem Custo R$ 724,00

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Letícia Pedroso Barcellos Glorinha/RS 6

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R$ 643,00 R$ 132,00 Sem Custo R$ 724,00

Conforme Resolução 01/95 do CDT/ABCCC. (após 9 meses o valor é cobrado em dobro) Sucessão, mudança razão social (dissolução de condomínio) (pai/lho ou entre cônjuges) 3 Conforme Portaria nº 5, de 13/1/93 da DDA/M.A. 4 Valor sugerido devido e pago diretamente ao prossional credenciado

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Por dentro da ABCCC

Mapa homologa regulamento do Registro Genealógico Maurício Mesquita

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o último dia 8 de janeiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), homologou alterações no regulamento do Serviço de Registro Genealógico (SRG) da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), referendando decisões discutidas na última assembleia de criadores, ocorrida em junho passado. As mudanças pontuais visam alinhar o regramento brasileiro com o dos países integrantes da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC).

Segundo o superintendente do SRG, Rodrigo Teixeira, algumas deliberações de cunho administrativo vêm apenas formalizar aquilo que já se praticava e outras, porém, são bastante significativas e exigem atenção. “Agora a tendência é que não se modifique tão cedo o regulamento até que ele se consolide entre os criadores e atenda as demandas existentes”, completou.

A íntegra do regulamento digitalizado está disponível para download na página da Associação na internet. O interessado deve acessar a seção Regulamentos no endereço <http://www.abccc.com.br>.

Trabalho em conjunto O superintendente substituto do SRG fica autorizado a atuar em conjunto com o titular - e não apenas em sua indisponibilidade. Ainda de acordo com Teixeira, “nesse primeiro momento isso vai ser útil na execução das auditorias” e que essa “é uma alteração importante se levarmos em conta que neste processo de expansão precisamos sempre de mais profissionais atuando”.

solicitados. “A ABCCC não vai mexer nos afixos já registrados, mesmo que sejam muito próximos. É direito adquirido e a atenção vai ficar aos novos pedidos”, explicou Teixeira.

Coberturas doadas aos Núcleos Com a anuência escrita do Núcleo beneficiado, fica permitido reincluir na carta de padreação até três coberturas não concebidas, doadas na temporada anterior. “Como se sabe, além da cota máxima, o proprietário do reprodutor tem cinco coberturas que poderá ceder em prol dos Núcleos de criadores. Acontece que muitas vezes as éguas não emprenham e, para não inviabilizar o processo de doação, se admite que até três coberturas sejam reinseridas proveniente da temporada passada”, explica o superintendente.

Comunicado de padreação de animais estrangeiros A carta de padreação deve ser enviada pelo país em que o cavalo está sediado através de sua Associação, onde deverá constar todos os ventres cobertos nos países componentes da FICCC. Por exemplo: o comunicado de padreação de um cavalo estabelecido no Brasil deve ser remetido através da ABCCC, ainda que se trate da cobertura de éguas estrangeiras. Na prática, o proprietário deve mandar a relação completa dos ventres cobertos e obedecendo o teto máximo estabelecido por regulamento. “Esse documento passa por dentro da nossa Associação para chegar nos demais países da FICCC. Não se pode mais fazer diretamente à Associação que abriga estes ventres.”

Certificação digital dos processos e comunicações eletrônicas Sêmen de reprodutores mortos

Diz respeito à regulamentação dos serviços oferecidos via internet para o criador e a certificação digital dos documentos gerados pela ABCCC, que a partir de agora integram o regulamento do SRG.

Regulamentação do registro de afixo Foram acrescentadas regras em razão da similaridade com que os nomes são 8

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Talvez seja a alteração mais significativa homologada. Depois de um debate amplo, restou liberado o uso do sêmen dos cavalos mortos a partir da data da assembleia, dia 24 de junho de 2013. Se o animal é Registro de Mérito na data de seu óbito, poderá utilizar até 150 padreações. Do contrário, o número fica limitado em 120. E não há limite de tempo para uso. Significa dizer, por exemplo, que o criador pode usar 120 em um ano ou uma por ano durante 120 anos.

“Cabe destacar que essa utilização é livre para ventres próprios. Quem quiser utilizar em éguas de terceiros, via doação ou comercialização, tem que obrigatoriamente utilizar material genético coletado em centrais de reprodução homologadas pelo Mapa”, explica Teixeira.

Revisão anual de garanhões Os inspetores técnicos devem revisar anualmente o garanhão a partir da temporada em que o animal completar 25 anos de idade. Essa é uma adequação do Brasil a itens de regulamento que já constavam na Argentina e no Uruguai. Já que há um limite para a utilização do sêmen de animais mortos, não comunicar a morte de um cavalo acarretaria em uma vantagem indevida. Daí se justifica a necessidade de vistoriar anualmente os garanhões com idade avançada. As inspeções serão determinantes para que as padreações destes indivíduos sejam homologadas pela entidade.

Doação de até dois embriões de vencedoras da Marcha da FICCC e de tríplice coroadas O regulamento possibilita que as três primeiras colocadas na categoria geral da Marcha da FICCC e as tríplice coroadas doem dois embriões por temporada reprodutiva. Vem a destacar os ventres detentoras da tríplice coroa e equivaler a modalidade da Marcha de Resistência às demais constantes de nossas modalidades de provas zootécnicas e, com isso, a persistência na busca pela seleção integral da raça Crioula.

Utilização da técnica de transferência de embriões O prazo máximo para comunicar a utilização da técnica de transferência de embriões fica estendido permanentemente e passa a ser 30 de junho. Não há previsão para prorrogação da data. “O que houve, na verdade, foi uma flexibilização e é importante que o criador respeite o limite para que não perca embriões, pois não há dispositivo regulamentar para comunicados em atraso. Anteriormente o prazo era de 30 dias. Agora, até final de junho, há mais tempo para que todos possam se organizar melhor”, disse Teixeira.

Proibição da clonagem A proibição da clonagem passa a ser expressa. Na avaliação do Conselho Deliberativo Técnico (CDT), a técnica ainda está muito distante de se tornar uma ferramenta de auxílio ao processo de criação de cavalo Crioulo e ainda não há estudos científicos que comprovem a capacidade de transmissão genética das características desejáveis.

Reserva de domínio extensiva a frutos e rendimentos Uma vez previsto em contrato de compra e venda, o novo regulamento possibilita estender a reserva de domínio para frutos e rendimentos se o objeto do contrato for uma fêmea. Não se aplica aos garanhões, pois entende-se que a cobertura por ato documental é de posse do proprietário do ventre e não ao contrário.

Inspeção prévia dos garanhões para importação de sêmen O garanhão estrangeiro que houver interesse na importação de seu material genético para o Brasil, necessita ter previamente o parecer favorável de importação. Para isso, é necessário que o animal seja revisado por um inspetor técnico, observando se está enquadrado no standard racial da ABCCC, além de ter o material para exame de DNA coletado.

Retenção do documento original dos animais estrangeiros O animal estrangeiro terá o registro original retido no momento de sua nacionalização. Neste caso o criador receberá em seu lugar um documento de pedigree nacional. O original será devolvido apenas no caso do animal ser exportado. Com isso será possível a emissão de segundas vias de documento, desonerando assim o criador, em caso de extravio, da condição de ter que buscar novo documento no país de origem do produto.

Exportação definitiva O documento de exportação definitiva fica condicionado à transferência de propriedade para a razão social importadora.


Por dentro da ABCCC

Uma casa do tamanho que o cavalo Crioulo merece Nestor Tipa Júnior Arte M. Stortti

Q

uando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade. A frase do escritor Miguel de Cervantes traduz um sentimento de conquista de toda a comunidade crioulista no final de janeiro. O primeiro passo para a realização do sonho foi dado na manhã do dia 29 de janeiro, quando a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) assinou com a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul contrato de concessão de área no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Com isso, a entidade foi a primeira entre as usuárias do local a firmar o compromisso com o governo gaúcho após a aprovação de lei de criação de um marco regulatório para a área, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado em dezembro de 2013. O acordo prevê a concessão de área de 7,5 hectares por 25 anos e renovável por outros 25 anos. Caberá à ABCCC a destinação de dois terços do valor a ser investido, estimado atualmente em R$ 15 milhões, com a contrapartida de um terço oriunda do executivo gaúcho. A nova área é mais que o dobro do atual espaço ocupado pelo cavalo Crioulo no parque de 3,5 hectares. O presidente da ABCCC, Mauro Ferreira, fez um agradecimento ao governo pela sensibilidade de fomentar o projeto de reestruturação do Parque Assis Brasil. “Estas negociações já vêm há pelo menos dois anos junto ao governo do Estado e sem-

Projeto de qualificação do espaço da raça contempla a cobertura da pista e a ampliação da área de convivência pre tivemos a boa vontade do secretário Luiz Fernando Mainardi e do ex-diretor do parque Telmo Motta Júnior”, afirma. Ferreira avalia que o contrato foi satisfatório para a entidade. Entre os projetos estão a cobertura da pista do cavalo Crioulo, onde as provas, como o Freio de Ouro, são realizadas, além da transferência das cocheiras e do restaurante do cavalo Crioulo para esta área, integrando todas as atividades em um só local. “A prioridade agora é a cobertura da pista, que nos permite a realização de mais eventos no parque, pois temos o compromisso com Foto Fernando Dias/Seapa Divulgação

Acordo assinado prevê concessão da área do parque à ABCCC por 25 anos

o Estado de fazer uma ocupação mais permanente da área do cavalo Crioulo”, explica o presidente da ABCCC, que completa informando que a expectativa é de a pista estar coberta ainda para a Expointer deste ano. Outra área, além do arroio Esteio, de 3,5 hectares, deve ser destinada para construção de um estacionamento, que vai ligar os visitantes diretamente a uma área comercial com lojas e estandes.

Trabalho de três gestões Até a chegada deste primeiro passo, foram anos de negociações que começaram na gestão de Roberto Davis, passou pela de Manuel Sarmento até chegar na de Mauro Ferreira. Para Davis, a ampliação da área do cavalo Crioulo no Parque de Exposições Assis Brasil vai trazer mais negócios e novos criadores para a raça. De acordo com o ex-presidente, a criação de um espaço que congregue as atividades da raça em um único local e perto da capital do Rio Grande do Sul deve trazer novos adeptos para a criação e aproximar o cavalo Crioulo da população urbana. Davis estima que 70% dos novos criadores, atualmente, são empresários de centros urbanos. “Esta aproximação do cavalo Crioulo dos centros urbanos servirá como um multiplica-

dor para a raça”, explica. A nova estrutura também será um marco para qualificar as provas realizadas pela ABCCC no local, avalia Davis. Informa que muitos criadores investem pesado para chegar às finais dos campeonatos promovidos pela raça, especialmente o Freio de Ouro. “Qualificar este palco é um tremendo avanço. Com a melhoria da pista, por exemplo, poderemos mostrar ainda mais a capacidade da raça e isso projetará o cavalo Crioulo”, afirma. Já Sarmento lembra que a proposta da ABCCC em renovar a área no Parque de Exposições Assis Brasil foi o embrião do projeto de remodelação do local, proposto pelo governo do Estado. O ex-presidente salienta a continuidade dada ao projeto a cada nova gestão da entidade. “Foi um trabalho longo até chegar neste momento. Tudo começou na transição do mandato do Davis para o meu e se deu continuidade nesta gestão do Mauro”, afirma. Sarmento acredita que o atual palco já é acanhado para a proporção que a raça Crioula tomou nos últimos anos e que é preciso dar comodidade para todos os criadores e interessados que prestigiam as competições da ABCCC, especialmente o Freio de Ouro. “Sem dúvida este espaço vai trazer outro patamar para a raça Crioula”, conclui.

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

9


Por dentro da ABCCC

Técnicos obtêm nota positiva em pesquisa realizada com criadores Cássia Amaro

E

m janeiro, pela segunda vez, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) concluiu uma pesquisa com o público atendido pelos técnicos credenciados à instituição com o objetivo de saber: qual é sua avaliação em relação a estes nossos profissionais? Um questionamento abrangente, cujo cerne é aproximar a ABCCC de quem faz a raça crescer e se desenvolver por todo o país, além de ser mais uma ferramenta no contínuo interesse em melhorar a qualidade do serviço prestado.

A pesquisa foi realizada através de telefonemas e também por e-mail, com 232 criadores. A cada dez entrevistados, dois eram não sócios. O número de cases foi definido em proporção ao número de técnicos (25), segmentando uma dezena para cada. Já que alguns profissionais prestam o serviço para a ABCCC e seus criadores há pouco tempo, nem todos haviam atendido o número exigido (no mínimo dez), por isso, o total de 232 entrevistados - respeitando as proporções.

Os nomes de quem respondeu à pesquisa foram escolhidos de forma aleatória, com base nos boletins de atendimento técnico do ano de 2013. Estes nomes, aliás, não serão divulgados. O resultado é absolutamente anônimo. “Sem ter a opinião de nossos criadores, não conseguiremos mudar e melhorar os processos. Logo, não conseguiremos agir melhor. Aí está a importância desta ação”, afirma o gerente geral da ABCCC, Vagner Motta Studzinski.

Os resultados foram considerados positivos, uma prova de que a Associação está “no caminho certo”, segundo a gerência da casa. Em dez questões - nove com resposta sim ou não e uma dissertativa - e duas com avaliação e justificativa, a nota final do serviço prestado pelos técnicos da ABCCC ficou em 9,2 em uma escala que ia até 10. As questões foram elaboradas pela gerência da ABCCC com o apoio de uma empresa de consultoria e gestão de pessoas.

Arte Natássia Nakamura

Confira os resultados Postura do técnico O técnico respeitou o agendamento combinado? (data e horário agendados) Sim 99% Não 1%

Sobre a qualidade de atendimento O técnico demonstra disponibilidade para tirar suas dúvidas? Sim 97% Não 3% O técnico forneceu as informações e os esclarecimentos em questões referentes à raça?

O tempo de duração do atendimento foi satisfatório? Sim 97% Não 3%

Você acredita que resultados obtidos em sua criação estão relacionados como aconselhamento técnico? Sim 77% Não 23% Os documentos encaminhados via técnico estão em prazo combinado?

Sim 97%

Sim 96%

Não 3%

Não 4%

Seu técnico é ético? Sim 99% Não 1% Você segue preferencialmente o que o técnico indica?

Quais motivos da escolha do técnico? indicação proximidade conhecimento

Sim 73%

disponibilidade

Não 27%

afinidade

O conhecimento demonstrado pelo técnico lhe auxilia a chegar onde pretende com sua criação? Sim 94% Não 6%

10 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

outros


No mês em que a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) comemora os seus 82 anos, o Jornal Cavalo Crioulo traz aos seus leitores a reprodução do registro de um dos fatos mais importantes da história dessa octogenária entidade. Em janeiro de 1950, data de publicação da edição de número 17 dos Anais da Associação, era noticiado o acordo firmado com o Ministério da Agricultura, válido por cinco anos, para a manutenção do Stud-book Brasileiro da Raça Crioula. Na ocasião, transcorridos 18 anos de sua instituição, a então ACCC também reconhecia a colaboração eficiente e indispensável de Landulpho Alves, diretor do Departamento Nacional da Produção Animal, para o crescente desenvolvimento das suas atividades. Por fim, o texto destaca que a Associação deveria seguir desenvolvendo a sua atividade construtora, mantendo estreito contato com as entidades coirmãs do Rio da Prata, no seu objetivo maior de promover o reerguimento e a difusão do valente equino Crioulo - o pequeno grande cavalo das Américas.

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

11


Por dentro da ABCCC

Calendário de eventos | 2014 Fevereiro 13a16

Palestra Técnica, Revisão Coletiva, Movimiento a La Rienda, Morfologia

3

6e7

15

7

Crioulaço

Muitos Capões/RS

Palestra Técnica, Dia de Campo

Santa Cruz do Sul/RS

7a9

Freio Jovem, Credenciadora Inéditos, Paleteada - Força A

Freio do Proprietário, Credenciadora Inéditos Araranguá/SC

Cachoeira do Sul/RS

Morfologia, Freio do Proprietário, Credenciadora Inéditos, Paleteada - Força A, Campereada

8e9

Crioulaço

Bom Jesus/RS

Ponta Grossa/PR

8 a 10

Avaré/SP

28

9

14

Março Guarapuava/PR

São Luiz Gonzaga/RS

29 e30

20 e 23

Revisão Coletiva, Credenciadora Inéditos

14 a16

Palestra Técnica, Revisão Coletiva

Taquari/RS

12 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Morfologia Xanxerê/SC

Esteio/RS

21

21 a 22

2

Arroio Grande/RS

2a6

Santana do Livramento/RS

Itaquí/RS

Credenciadora, Morfologia, Freio do Proprietário, Freio Jovem

3e4

Paleteada - Força A, Freio Jovem, Freio do Proprietário

Rosário do Sul/RS

12

Campereada Vacaria/RS

Dia de Campo

Crioulaço, Palestra Técnica, Revisão Coletiva

Movimiento a la Rienda, Palestra Técnica

Santo Ângelo/RS

3a6

Revisão Coletiva, Prova de 1 Ano de Doma, Prova de 21 Dias, Morfologia, Paleteada - Força A Alegrete/RS

Londrina/PR

13

14

Paleteada - Força A Santana do Livramento/RS

Bocal de Ouro Esteio/RS

Brasília/DF

4

Crioulaço

17

São Gabriel/RS

Palestra Técnica, Revisão Coletiva

Palestra Técnica, Revisão Coletiva

18

Montenegro/RS

Carazinho/RS

Revisão Coletiva, Morfologia

Arroio do Meio/RS

Revisão Coletiva, Morfologia, Prova de 21 Dias

Dia de Campo, Palestra Técnica, Revisão Coletiva

Carazinho/RS

4a6 28 e 29

Pedro Osório/RS

Credenciadora, Morfologia

Revisão Coletiva, Campereada, Crioulaço

Pelotas/RS

Ararangua/SC

22

Revisão Coletiva

Santa Maria/RS

Lagoa Vermelha/RS

Revisão Coletiva, Morfologia

Freio do Proprietário, Freio Jovem, Paleteada Internacional

Cachoeira do Sul/RS

Canguçu/RS

Pantano Grande/RS

21 a 23

Revisão Coletiva

Palestra Técnica, 11a 13 Revisão Coletiva, Morfologia, Paleteada - Força A

Abril

Palestra Técnica, Revisão Coletiva

São Luiz Gonzaga/RS

Crioulaço

Morfologia, Freio do Proprietário, Credenciadora, Campereada, Freio Jovem

11

Nova Prata/RS

Balsa Nova/PR

Morfologia, Credenciadora, Campereada

Santa Maria/RS

Santa Vitória do Palmar/RS

Tijucas/SC

Credenciadora

Pato Branco/PR

Revisão Coletiva

Palestra Técnica, Revisão Coletiva

Mococa/SP

Viamão/RS

Dia de Campo, Palestra Técnica, Revisão Coletiva

Laço Criador, Crioulaço

Palestra Técnica, Revisão Coletiva, Rédeas, Campereada

Vacaria/RS

Morfologia

Credenciadora Inéditos

Urupema/SC

Crioulaço

29

Esteio/RS

Dia de Campo, Campereada

Dom Pedrito/RS

Caxias do Sul/RS

Crioulaço

Revisão Coletiva, 10 a 13 Palestra Técnica, Morfologia, Paleteada - Força A

Paleteada - Força A

Vacaria/RS

Revisão Coletiva Crioulaço, Palestra Técnica

22 e 23

16

Capão do Leão/RS

8

Palestra Técnica, Paleteada - Força A, Revisão Coletiva, Crioulaço São Francisco de Assis/RS

Paleteada - Força A, Palestra Técnica, Revisão Coletiva, Morfologia

Crioulaço

Rédeas, Morfologia Passaporte

15 e 16

8

Morfologia, Credenciadora, Freio do Proprietário, Freio Jovem, Paleteada Força A

Nonoai/RS

Gramado/RS

Credenciadora Inéditos, Morfologia

Guaíba/RS

Ponta Grossa/PR

Credenciadora

15

5

Credenciadora

Palestra Técnica, Revisão Coletiva, Freio do Proprietário, Freio Jovem, Campereada

Morfologia

Credenciadora Inéditos

São Gabriel/RS

Esteio/RS

Credenciadora Inéditos, Credenciadora

Santa Vitória do Palmar/RS

Herval/RS

22

Freio do Proprietário, Freio Jovem, Crioulaço

Palestra Técnica, Revisão Coletiva

Freio Jovem, Freio do Proprietário, Credenciadora, Paleteada - Força A

Nova Santa Rita/RS

São Lourenço do Sul/RS

28 a 30

Rio Grande/RS

Palestra Técnica, Revisão Coletiva, Morfologia

Uruguaiana/RS

Crioulaço

19 a 23

Revisão Coletiva, Paleteada - Força A, Campereada

Rio Pardo/RS

Porto Alegre/RS

16

14 a 16

Nova Santa Rita/RS

Morfologia, Revisão Coletiva

15 e16

Vacaria/RS

Dom Pedrito/RS

Guarapuava/PR

14

Revisão Coletiva

4a7

Enduro

19

Crioulaço

Taquara/RS

Crioulaço

Santa Cruz do Sul/RS

Crioulaço

Porto Alegre/RS

Itu/SP

Classificatória

Buenos Aires/ARG

Classificatória 19 e 20 Paleteada Força A Esteio/RS


Por dentro da ABCCC

24a27

Morfologia Incentivo, Credenciadora

Calendário de Concentrações

Jaraguá do Sul/SC

25a27

Credenciadora

13/2

8/3

Jaguarão/RS

Palestra Técnica, Revisão Coletiva, Freio Jovem, Freio do Proprietário, Credenciadora

14/2

Final Nacional do Crioulaço Esteio/RS

15/2

Classificatória Paleteada Força A

14/3

Rio Grande/RS Técnico a definir

Imbé/RS Técnico Rouget Gigena Wrege

Araranguá/SC Técnico a definir Gramado/RS Técnico a definir

São Lourenço do Sul/RS

Palestra Técnica, Revisão Coletiva

19/2

Técnico a definir

Paleteada - Força A

21/2

Porto Alegre/RS

Nonoai/RS Técnico Jorge Aginelo do Nascimento

Arroio Grande/RS

26 e 27

Campo Grande/MS

Paleteada - Força A, Crioulaço Encruzilhada do Sul/RS

26 a 28

Credenciadora, Paleteada - Força A, Campereada Santa Rosa/RS

26 a 10

Marcha da Integração

Jaguarão/RS

Técnico Rodrigo Albuquerque Py Avaré/SP Técnico Jorge Aginelo do Nascimento

Morfologia Passaporte

22/2

19/3

Esteio/RS Técnico a definir

21/3

Pantano Grande/RS Técnico Olmiro Andrade Filho

Urupema/SC Técnico Romeu Koch

28/3 1º/3

6/3

7/3

Santana do Livramento/RS Técnico Alexandre Pons Suñe

Porto Alegre/RS

Técnico a definir

Alegrete/RS

Tijucas/SC

Viamão/RS Técnico a definir

Taquari/RS Técnico a definir

Ponta Grossa/PR Técnico Marcos Gomes Antunes Caxias do Sul/RS Técnico a definir

Dom Pedrito/RS Técnico a definir Capão do Leão/RS Técnico a definir

2/4

Pelotas/RS Técnico Cláudio Neto de Azevedo

3/4

Alegrete/RS Técnico a definir

Xanxerê/SC Técnico Adolfo José Martins Neto

Herval/RS Técnico Cláudio Neto de Azevedo Canela/RS Técnico Jorge Aginelo do Nascimento

Santa Cruz do Sul/RS

26

Guarapuava/PR Técnico a definir

Arroio do Meio/RS Técnico a definir

29/3

Nova Prata/RS Técnico a definir

Santa Vitória do

10/4 Palmar/RS

Técnico a definir Itaqui/RS Técnico a definir Canguçu/RS Técnico a definir

Santa Maria/RS

11/4 Técnico a definir Rosário do Sul/RS Técnico a definir Londrina/PR Técnico Jorge Aginelo do Nascimento

Taquara/RS

17/4 Técnico a definir Porto Alegre/RS

19/4 Técnico a definir

Santa Cruz do Sul/RS

25/4 Técnico a definir Santa Rosa/RS

26/4 Técnico Alexandre Pons Suñe

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

13


Na busca por avanços na medicina veterinária esportiva Valéria Cunha

E

m relação a muitos países desenvolvidos, o Brasil ainda caminha em passos lentos no avanço da Medicina Esportiva Equina. Apesar do objetivo - de garantir o bem-estar do animal e o máximo desempenho nas competições - ser comum à classe veterinária dessa especialidade, ainda faltam estudos mais aprofundados e acesso à tecnologia, capazes de nivelar diagnósticos e tratamentos no país. O médico veterinário e professor da Universidade Federal de Pelotas, Carlos Eduardo Nogueira, explica que “o trabalho é, ainda hoje e na maior parte do país, amplamente embasado na experimentação. Se determinada lesão de um animal, por exemplo, for resolvida com um tratamento, será este o mais aplicado a partir daquele momento. No entanto - tomando este caso como amostra - ainda é necessário uma análise mais detalhada para saber o porquê de o recurso utilizado ter resolvido aquela lesão. Eu penso que ainda precisamos avançar e muito”. Rolando Martim Perez, médico veterinário especializado em Ortopedia do Esporte, concorda com Nogueira e acrescenta que o setor no país depende, também, do acesso da classe médica especializada às novas tecnologias, que são capazes de auxiliar na prevenção, fornecer um diagnóstico preciso e permitir um tratamento eficiente e objetivo. “Em países como os da Europa, percebemos que há uma uniformidade do conhecimento na atividade veterinária esportiva. Porém, isto se deve pela disponibilidade - quase total - de equipamentos com avançadas tecnologias, o que no Brasil ainda é deficiente.” Ambos os veterinários acreditam sim na competência de diagnósticos e tratamentos avaliados por profissionais experientes na área, que tem como diretriz as terapias medicamentosas parenterais, no entanto, consideram que o país precisa progredir. Na região sul do Estado, Nogueira coordena uma pesquisa com os cavalos Crioulos que participam da prova Freio de Ouro. “Já coletamos algumas amostras de exames e enviamos ao laboratório para que possamos analisar e estudar as principais carências que podem ocorrer no corpo do animal, a fim de progredirmos no quesito diagnóstico, no tratamento e na prevenção de lesões do atleta.”

14 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Foto Felipe Ulbrich/Arquivo ABCCC

O acompanhamento do animal, desde que definido pelo domador, treinador ou proprietário, como atleta, é de extrema importância para a vida de competições que o espera. Ao lado de uma equipe especializada e de uma estrutura móvel com equipamentos de última tecnologia, Perez, assiste a mais de 100 animais, muitos desde seu nascimento. Os que já competem ganham atenção especial, antes, durante e depois das provas. Antes, na cabanha, com exames, prevenção e diagnósticos precisos. Durante, enquanto acontecem as provas, in loco, com cuidado, observação, medicação e tratamento se necessário. Depois, na própria cabanha novamente, garante pelo menos uma semana de recuperação, mais livre e com tratamento necessário caso tenha acontecido alguma lesão. “O ideal seria que o cavalo Crioulo entrasse para a pista de competição com quatro ou cinco anos, quando sua estrutura óssea estaria completamente pronta e ele já teria passado pela doma e pelo treinamento, num espaço de tempo correto. No entanto, o mercado corre rápido e a maioria dos animais inicia a competir bem mais cedo. Este é um dos fatos que fazem com que redobremos a atenção à vida do animal, que apesar de ter que conquistar o máximo de desempenho, precisa se manter saudável”, explica Perez, que nos responde as principais dúvidas e preocupações quanto às lesões mais comuns do competidor.

Principais lesões em cavalos atletas “Tendões e ligamentos são alguns dos principais pontos de atenção no animal competidor. Os fatores responsáveis mais conhecidos por estas lesões são a intensidade e a alta frequência de treinamento e o excesso de execução de manobras, que propõem grande esforço por parte das articulações. Por este motivo é importante acompanhar o animal não somente nas provas, mas antes e depois, para se avaliar a intensidade de treinamento e fazer as correções necessárias.”

O avanço dos tratamentos “Para estas lesões, já podemos contar

Tendões e ligamentos exigem cuidados e alerta na prevenção de lesões com tratamentos com células tronco (extraídas de tecido gorduroso ou medula óssea do próprio equino) e PRP (plasma rico em plaquetas extraído do próprio sangue do equino), que garantem a maior velocidade de recondicionamento dos tecidos envolvidos assim como sua reestruturação a fim de poder ainda proporcionar a este animal lesado uma continuidade em sua carreira esportiva com bom padrão de qualidade. Além disso, ainda é possível utilizar técnicas como as terapias locais, combinadas ou não com outros tratamentos.”

Cuidado e prevenção “O equino atleta para começar uma atividade física deve apresentar o máximo de maturidade estrutural de seu organismo, especialmente no que diz respeito à ossatura, à musculatura e

às articulações. Acredito que a melhor maneira de prevenir este tipo de lesões, já que o perfil do mercado do cavalo Crioulo é bastante precoce, está em poder oferecer ao animal em questão o máximo de suporte no que diz respeito à estrutura e ao manejo.”

Acompanhamento “Um animal jovem ao qual vai iniciar suas atividades deve primordialmente passar por uma detalhada revisão em todos os aspectos (veterinário e zootécnico) a fim de demonstrar em que situação está seu perfil para evitar futuramente as lesões. É igualmente importante avaliar a condição de estrutura a qual esse animal jovem vai ser submetido a desenvolver suas atividades, ou seja, terrenos inadequados, más condições de conforto, alimentação, manejo etc.


Freio de Ouro * ainda sujeitos à homologação

Camaquã/RS 19 de janeiro Técnico: Carlos Marques Gonçalves Jurados: César Hax, Ciriaco Py e Marcelo Montano Coelho

Fêmeas Fotos Felipe Ulbrich

1º Lugar

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

Tinideira do Purunã, filha de Muchacho de Santa Angélica e Lenda do Purunã; criador Mariano Lemanski e expositor Volmir José Colla, Cabanha Cola Crioula, Pantano Grande/RS

Noche Buena da Várzea César, filha de Destaque da Boa Vista e Ornada da Escondida; criador João Pedro César e César Ramos César Neto e expositor Cabanha Jesto Agro, Viamão/RS

BT Tocaia, filha de BT Inquisitor e BT Maria Bonita; criador Flávio Bastos Tellechea e expositor Cabanha São José Agropecuária Ltda, Cabanha São José, Butiá/RS

Gaivota do Puruã, filha de AS Malke Destinado e Detonadora do Puruã; criador Stefano Marini Leandro de Almeida Chiattone e expositor Paulo Bellarmindo.

Ginete: Lindor Collares Luís Nota: 19,170

Ginete: João Furtado Nota: 18,492

Ginete: Maurício Niquel Nota: 16,896

1º Lugar

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

Esquilador da Bela Aliança, filho de Esquilador do HV e Malícia do Purunã; criador Francisco Carlos Habowsky e expositor Condomínio Esquilador, São Bento do Sul/SC

Duerme Negrito da Tamanca, filho de Xiru Velho da Tamanca e Zorra da Tamanca; criador e expositor Lauro Cardoso Terra e filhos, Estância Tamanca, Santa Vitória do Palmar/RS

Parador da Fé, filho de Chimango do Itapororó e BT Fama; criador Cabanha da Fé Alexandre Pedroso Grabhere expositor Cabanha Odaestag, Cabanha Odaestag, Viamão/RS

Santa Martina Curanto, filho de Butiá Leopardo e Inativa dos Três Cerros; criador Alexandre Pons Suñe e expositor Euro da Silva Taborda Ribas, Cabanha Pena Branca, Tijucas do Sul/PR

Ginete: César Augusto Freire Nota: 19,754

Ginete: Marcos Silveira Nota: 19,630

Ginete: Alexandre Pedroso Nota: 17,860

Ginete: Luís Felipe Moraes Nota: 17,858

Ginete: Orlando Rodrigues Nota: 16,862

Machos

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

15


Lavras do Sul/RS 27 de janeiro Técnico: Luiz Francisco de Quadros Leite Jurados: Daniel Melo, Tiago Ávila e Guilherme Abascal

Fêmeas Fotos Mauro Ferreira

1º Lugar

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

Bombonera 33 da Quinta, filha de BT Faceiro do Junco e Essência de Perfume do Strass; criador Estância da Quinta Ltda e expositor Péricles e Dinah Druck, Estância da Quinta, Rio Pardo/RS

Pátria Nossa do Orelhano, filha de Deleboca do Orelhano e Atrevida do Orelhano, criador e expositor Hugo Mariani Filho; Cabanha Santa Fé e Orelhano, Taquara e Chapada/RS

Campana Resolana, filha de Pozo Azul Deslinde e Campana Noche Negra; criador e expositor Mário Moglia Suñe, Cabanha Campana, Bagé/RS

Qualidade de Paineiras, filha de BT Haragano e Gaúcha de Paineiras; criador Fábio Tellechea Cairoli e expositor Flávio Bastos Tellechea, Cabanha Paineiras, Uruguaiana/RS

Ginete: Deivy de Lima Flores Nota: 18,633

Ginete: Eduardo Weber Nota: 18,076

Ginete: Armando Duarte Nota: 18,006

Ginete: Luiz Airton Nunes Nota: 17,770

1º Lugar

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

Obediente do Galpão Grande, filho de Xingú Ibiá e Dama do Galpão Grande; criador Paulo Édison Ambos Moraes e expositor Fabrício Rossato e família, Cabanha Rossato, Curitiba/PR

Capão da Divisa Tango, filho de BT Inteiro do Junco e Obra Prima do Capão da Divisa; criador Rodrigo Bastos da Silva e expositor Cassiano Eduardo e Rômulo Ivan Bremm, Cabanha Dom Bremm, Porto Xavier/RS

Lindo Nene Cala Bassa, filho de Candidato Simpatia e Laranjeira Cardeal; criador Marcelo Rezende Móglia e expositor Vanderlei Maurer, Cabanha VMB, Lavras do Sul/RS

Frentero da Reconquista, filho de BT Delantero e Diáspora de Entre Rios; criador Eduardo e Marcelo Tellechea Cairoli e expositor Cabanha da Lagoa, Criúva e Reconquista, Cabanha da Lagoa, Criúva e Reconquista, Glorinha e Alegrete/RS

Ginete: César Augusto Freire Nota: 19,239

Ginete: Renato Júnior Donadel Nota: 18,939

Ginete: Cássio Jardim Nota: 18,792

Ginete: Antonieto Rosa Nota: 18,302

Machos

16 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014


Freio de Ouro

Ponta Grossa/PR 31 de janeiro Técnico: Cláudio Neto de Azevedo Jurados: Lauro Martins, Luciano Ghisleri e Luís Augusto Weber

Fêmeas 1º Lugar

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

Espora JB de Palermo, filha de Imperador do Purunã e Arrayana da Carovy; criador Otto Jayme Beckert e expositor Charles André Rovigo, Cabanha Rovigo, Curitiba/PR

Camomila de São Pedro, filha de Pampa de São Pedro e Púrpura do Itaponã; criador Eduardo Macedo Linhares e expositor Representações Comerciais Pedroso Júnior

Hortelã do Recanto Crioulo, filha de Desgarrado do Recanto Crioulo e Madressilva do Telho Chico; criador Darlei Hess e expositor Adelmo Hess, Estância Três Coxilhas, Barra Velha/SC

RZ Talhada da Carapuça, filha de BT Lamborguine e BT Jurada; criador Rubens Elias Zogbi e expositor Alexandre Bertol Petrycoski, Cabanha Petrycoski, Pato Branco/PR

Ginete: Lizeu Oscar Boscardim Nota: 18,232

Ginete: Gustavo Arhanitsh Nota: 18,093

Ginete: Darlei Hess Nota: 18,029

Ginete: Ronovaldo dos Santos Nota: 16,448

1º Lugar

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

Vivaracho da Rio Bonito, filho de Mapaxe da Rio Bonito e Baiuca da Rio Bonito; criador e expositor Empreendimentos Agropecuários Rio Bonito Ltda, Fazenda Santa Cruz, Ponta Grossa/PR

Butiá Ventania, filho de Santa Elba Comediante e Butiá Eclipse; criador Sementes e Cabanha Butiá Ltda e expositores Marcelo Timm, Juliano Brusco e Cabanha Butiá, Cabanha Santa Cecília, Ibirapuitã/RS

Quebra Vento do Purunã, filho de Muchacho de Santa Angélica e Mercedez do Purunã; criador Mariano Lemanski e expositor Leonardo José Valenga, Cabanha Sagrado Coração, Guarapuava/PR

Desgarrado do Portal Gaúcho, filho de Santa Elba Señuelo e Irmã do Infinito; criador José Luiz Teixeira Marcantonio e expositor Tiago Henrique Wandscheer, Cabanha FTW, Campo Largo/PR

Ginete: Sérgio Luís Rocha Nota: 19,550

Ginete: Marcelo Bertagnoli Nota: 19,362

Ginete: Éder Salgueiro Nota: 18,992

Ginete: Leandro Silva Nota: 18,928

Machos

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

17


Morfologia

Avaré recebe a primeira Passaporte à Expointer 2014 Cássia Amaro

O

Foto Divulgação

Parque de Exposições Fernando Cruz Pimentel, no município paulista de Avaré, foi o local escolhido para receber a primeira Morfologia Passaporte do ciclo 2014. Em um evento que promete movimentar a região sudeste do Brasil, os organizadores do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos Sem Fronteiras agregarão à programação uma prova de Rédeas, o que fortalece o objetivo de estimular o surgimento de novos criadores e admiradores da raça em diferentes territórios do país. A prova morfológica será o primeiro grande ensaio deste ano para a aguardada final morfológica na Expointer, por isso, as expectativas são grandes. A programação crioula foi inserida à 1ª Expo Nelore de Avaré, considerada uma grande feira da raça bovina na região. A ideia da união, segundo os crioulistas envolvidos na promoção do evento, é integrar o cavalo às principais mostras agropecuárias do país como forma de atrair a atenção de novos públicos. “Estarão em pista os melhores criadores de Nelore, Guzerá, Angus e Santa Gertrudes. Mostrá-los o Crioulo é fundamental para o fomento da raça”, defende o criador Edmond Fuhrat, que é um dos responsáveis pela realização da Passaporte. A estrutura já está pronta para receber o público e os competidores. Serão três pistas cobertas, 240 cocheiras, restaurantes e local para expositores. Por ser um parque plano, próximo ao centro da cidade de Avaré e de muito fácil acesso, as apostas estão altas em relação ao comparecimento em massa de criadores e interessados na raça. “Além das pistas cobertas já reservadas para o Crioulo, contamos com a reserva de 120 baias de alvenaria, local apropriado para os acampamentos, por exemplo”, conta Fahrat. Ele ainda conta que o N.C.C.C. Sem Fronteiras já carrega a experiência de ter realizado, em Bauru, em evento que reuniu Morfologia, Rédeas, Credenciadora e Team Penning. “Entendo juntar uma prova de seleção da raça com uma de interesse local é sempre uma forma saudável de destacar nosso cavalo. Nesta primeira prova, abrimos inscrições para todas as raças. Agora, em Avaré, a prova de

18 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Estrutura do Parque de Exposições Fernando Cruz Pimentel já está pronta para receber a semifinal morfológica Rédeas será exclusiva a Crioulos confirmados”, explica o criador. De acordo com o presidente do Sem Fronteiras, Carlos Piegas, o empenho de todos os membros da organização de criadores merece destaque. “Uma das propostas do nosso núcleo é inserir a Raça Crioula em modalidades já usuais de outras raças, como estamos fazendo com o Team Penning, Rédeas e o Enduro, que realizaremos em Itu (São Paulo) em abril. Com nosso trabalho estamos mostrando aos usuários de outras raças que o Crioulo é competitivo e é uma opção a mais para a prática destas modalidades”, defende Piegas.

Boa fase Os criadores envolvidos com a organização do evento são unânimes em dizer que São Paulo está vivendo um momento positivo no fomento da raça, assim como aconteceu nas décadas de 80 e 90. Desde 2008 não ocorria uma Morfologia Passaporte no estado e a retomada da prova em território paulista é motivo de orgulho para os criadores de lá, além de,

segundo eles próprios, resultar em uma facilidade para interessados que têm pretensões em obter animais e competir com eles, inclusive em nível de Expointer. Piegas é enfático ao destacar: “A raça Crioula novamente está ocupando um lugar de destaque em nosso estado, só que desta vez com muito mais qualidade e orientação técnica. Temos profissionais da ABCCC fazendo um excelente trabalho de assessoria em alguns de nossos criatórios”. Em sintonia com esta percepção, Fahrat salienta que em todas as provas que têm sido realizadas em São Paulo há Crioulos. No entanto, os competidores são usuários do cavalos e não necessariamente criadores. “Precisamos de provas específicas para os nossos animais em conjunto com as provas regionais. Portanto, provas com a de Avaré são de suma importância. Unir estes dois perfis, usuários e criadores, é imprescindível para o desenvolvimento e o crescimento Crioulo.”

Tudo pronto Criador da cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, Carlos Loureiro de Souza será o jurado da Passaporte. Ao seu lado, o profissional credenciado à ABCCC Jorge Aginelo do Nascimento fará a supervisão técnica. As inscrições para a prova de Rédeas deverão ser feitas até dia 18 de fevereiro. A prova inicia no sábado, dia 22, às 14h. Nas Categorias Aberta e Principiante Aberto será exigido do competidor o percurso 5. Nas Categorias Amador e Principiante Amador, o percurso 8. Para concorrer na prova de Rédeas o preço é de R$ 400,00 para a categoria Aberta, R$ 300,00 para a categoria Amador e R$ 200,00 para as categorias Principiante Aberta e Principiante Amador. Já para a Morfologia, a inscrição custa R$ 250,00. Para participação dos animais no evento, será exigida a apresentação dos exames de mormo, anemia e influenza e, também, a documentação do animal (será aceita cópia autenticada).


Morfologia

Catálogo de Resultados * ainda sujeitos à homologação

Campina Grande do Sul/PR

25 de janeiro 40 animais Técnico: Jorge Aginelo do Nascimento Jurado: Luciano Ghisleri

Fotos Divulgação

Reservada Grande Campeã

Grande Campeão

Reservado Grande Campeão

Biju da Imbuial, filha de Guerreiro da Fascinação e Marca Três Graspa; criador e expositor Evaldo Mendes Taborda, Cabanha Santa Luzia do Imbuial, Curitiba/PR

Don General do Dezoito, filho de Guante do Itapororó e Laguna Chico; criador Gabriel Emilio Sanes de Leon e expositor Charles Rodrigues de Oliveira, Curitiba/PR

Gladiador do Imbuial, filho de Viragro Rio Tinto e Barro Preto Amanecida; criador e expositor Evaldo Mendes Taborda, Cabanha Santa Luzia do Imbuial, Curitiba/PR

3ª Melhor Fêmea

4ª Melhor Fêmea

3º Melhor Macho

4º Melhor Macho

Fortuna da Ipuã, filha de Quelen Curare e KVK Karina; criador e expositor José Augusto de Camargo, Estância Ipuã, Guaraniaçú/PR

Obra Prima do Poncho Negro, filha de Insólito da Fascinação e Dadiva da Vila Velha; criador e expositor Altair Menosso da Costa, Cabanha dos Lagos, São José dos Pinhais/PR

Farrapo Cuera do Imbuial, filho de Viragro Rio Tinto e São Martim Fantástica; criador e expositor Evaldo Mendes Taborda, Cabanha Santa Luzia do Imbuial, Curitiba/PR

Caratuva Aragano, filho de Viragro Rio Tinto e Cacimba do Potreiro da Boa Vista; criador Eliseu da Silva Taborda Ribas e expositor Ana Eliza Esparza e Paulo R. Parmegiani, Fazenda Primor, Sapopema/PR

Reservada Grande Campeã

Grande Campeão

Reservado Grande Campeão

Emoción da Invernia, filha de Largo da 3j e Estrela dos Três Pastores; criador e expositor Carlos Alberto Padilha de Ávila, Cabanha Invernia, Mostardas/RS

Combate do Purunã, filho de Del Oeste Mutante e Campana Rubia Linda; criador Mariano Lemanski e expositor Gianmarco Costabeber, Cabanha Paillon, Cachoeira do Sul/RS

Xucro Pago do Camboim, filho de Mandante de Santo Ângelo e Juma do Camboim; criador Felipe Nery Gomes Martins e expositor Eduardo Luiz da Silva Dutra, Mostardas/RS

4ª Melhor Fêmea

3º Melhor Macho

4º Melhor Macho

Iluminada da Judá, filha de La Invernada Pascuero e Cordilheira da Judá; criador e expositor Harrison Chaves Barcellos, Cabanha Judá, Glorinha/RS

Honesto da Judá, filho de Honesto Simpatia e Castaña Cala Bassa; criador e expositor Harrison Chaves Barcellos, Cabanha Judá, Glorinha/RS

Arreglado do Capão Redondo, filho de Buenacho 04 do HV e Orquidea do Capão Redondo; criador Luiz Carlos e Antonio Carlos A. Py e expositor Newton Luiz Ferreira Dutra, Fazenda Santa Terezinha, Mostardas/RS

Melhor Exemplar da Raça – Grande Campeã Balaquera Tranqueador, filha de Marca Três Pecado e Três Cerros Soledade; criador Guilherme Leão Stefani e expositor Daniel Hungaro Driessen, Cabanha Norte Velho , Conselheiro Mairinck/PR

Mostardas/RS 31 de janeiro 43 animais Técnico: Marcelo Montano Coelho Jurado: João Luís Arísio

Melhor Exemplar da Raça - Grande Campeã Hungara da Judá, filha de Piraí 1569 do Brazão e Tequila Cala Bassa; criador e expositor Harrison Chaves Barcellos, Cabanha Judá, Glorinha/RS

3ª Melhor Fêmea Destacada da Cancorosa, filha de AS Malke Los Troncos e Redomona da Aranda; criador Marcos Antonio Castilhos Soares e expositor Claiton Lemos da Costa, Mostardas/RS

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

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Especial Foto Cássia Amaro

A doma está fortemente relacionada com a escolha do freio de acordo com a adaptação de cada animal, por isso a importância de elencar a ferramenta certa

A escolha da embocadura ideal Cássia Amaro

O

uso das embocaduras é um tema bastante discutido entre criadores e ginetes. É comum, portanto, que surjam algumas dúvidas acerca das variedades disponíveis, quais as áreas da boca do cavalo são afetadas e qual é a reação do animal a um tipo específico de embocadura. O Regulamento do Freio de Ouro, criado e mantido pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), classifica as embocaduras em dois grupos: temporárias e permanentes. A primeira refere-se ao bocal e ao bridão com pernas; a segunda, aos freios duros com ou sem jogo nas pernas - e aos freios de quatro jogos, de bocal travado ou destravado. Cada competição é regulamentada para que haja o uso de um ou outro grupo de embocaduras. Sejam temporárias ou permanentes, não são permitidos bocais com barras torcidas, de correntes, de correias ou de arame, bem como recursos de ascensor. Também são proibidas embocaduras com proteções nas laterais, bocais e barbelas forrados, assim como freio 20 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

com articulação na extremidade superior do passador de língua. De acordo com o Regulamento, nas Credenciadoras é permitido o uso de embocaduras temporárias e permanentes. Já nas Classificatórias e na Final do Freio do Ouro, só é permitida embocadura permanente - que nestes casos deve estar lacrada com uma identificação da ABCCC, aprovada pelo supervisor técnico do evento. Uma embocadura do tamanho errado pode não somente dificultar o cumprimento do desempenho desejado, como também causar ferimentos internos e externos no cavalo. Um bridão muito grande pode se mover demasiadamente dentro da boca do cavalo e machucar seus dentes e as barras de sua boca, enquanto um bridão apertado pode assar ou cortar as laterais de sua boca e a superfície de sua língua. O Regulamento da ABCCC especifica espessuras em cada tipo de embocadura. O bocal do freio tem que ter, no mínimo, 10 mm, e a altura do passador de língua não poderá ultrapassar a medida da

perna superior do freio. As barbelas dos freios e bridões deverão ser de elos redondos ou ovais (que devem ter diâmetro mínimo de 1 cm), sem pontas, sem nós ou torções, tanto nas Credenciadoras quanto nas Classificatórias e na Final do Freio de Ouro. Os materiais mais comumente utilizados são o cobre e o ferro. Quando o cavaleiro puxa com mais força as rédeas que se prendem aos olhais de um freio, o cavalo sente um desconforto sobre a língua, barras e comissuras labiais. A reação imediata é elevar a cabeça e lançar o focinho adiante, como forma de amenizar o desconforto da dor. Esta ação pode ser entendida como uma força de resistência, que será tanto maior quando mais rígida estiver a nuca. De acordo com o treinador e domador Claiton Jardel, conhecido no meio como Dula, o maior desafio ao enfrenar o cavalo está no respeito pelo tempo que cada animal leva a se adaptar ao uso da embocadura. “Varia de cavalo a cavalo, mesmo havendo uma média de tempo padrão. É preciso adaptar cada caso.”

Ele explica que a doma, quanto a embocadura, funciona em basicamente três momentos: a embocadura inicial é o bridão, usado quando o animal é jovem, tem a partir de dois anos. O modo de ação é a pressão principal sobre as comissuras labiais. Depois, o animal passa cerca de 30 dias usando o freio-bridão, uma embocadura de transição entre o bridão e o freio, com um bocal que não é curvo. Por fim, já “enfrenado”, vem os diferentes tipos de freio: a embocadura profissional, aquela que realmente tem condições de ajudar o treinador a explorar o máximo de potencial do cavalo funcional. O perfeito adestramento de um cavalo está fortemente ligado ao tipo de embocadura utilizada e o processo de adaptação, por isso, a importância de dominar o uso desta ferramenta. Embocaduras não se compram por gosto ou beleza, tampouco porque um treinador está usando e ganhando provas. Compra-se pela necessidade técnica do cavalo.


Especial Arte Henrique Peter

Confira alguns dos principais tipos de embocaduras utilizadas na doma de cavalos Crioulos

Bocal

Bridão

É a embocadura inicial, usada logo quando

Depois de mostrar adaptação ao uso da

o animal começa a ser domado (a partir

embocadura, o cavalo passa cerca de 30

dos dois anos de idade).

dias usando o bridão.

Freio duro: perna reta dois jogos

Bridão de argola Existem diferentes tipos de bridões e eles são usados de acordo com a reação do animal ao material. Todos servem como transitores entre o bocal e o freio duro.

Freio duro: perna 5 dois jogos

Freio de correção

Já tendo atingido um estado que os doma-

Assim como o bridão, a última ferramenta

Este é um exemplo de embocadura

dores definem como “enfrenado”, o cavalo

usada na doma do animal pode ter variá-

que,

passa a usar algum dos diferentes tipos de

veis que serão escolhidas de acordo com

dor ao animal, por isso, seu uso não é

freio.

sua sensibilidade.

recomendado.

segundo

os

domadores,

causa

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22 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014


Preparação para a Marcha gera expectativa nos criadores

Foto Fagner Almeida

Realização da seletiva de resistência é resultado do trabalho de um ano inteiro de mobilização dos treinadores da raça e do preparo dos animais Elise Souza

R

ealizada anualmente, a prova com alto grau de dificuldade que afere a rusticidade do Crioulo chega ao ano de sua 13ª edição. Com alterações no Regulamento já aprovadas para o ciclo deste ano, a Marcha de Integração - que ocorrerá entre os dias 20 de julho e 3 de agosto em Uruguaiana/RS - já cria expectativas quanto ao crescimento no número de participantes. A exemplo da longa e inédita jornada protagonizada por Pampeana do Retiro de Ouro, primeira exemplar a ser premiada com a Tríplice Coroa, outros competidores já se preparam para disputar as modalidades que são pré-requisitos para a conquista do título. A busca pela pontuação nos três pilares de seleção da raça aumenta a possibilidade de estreantes na competição de Marcha. De acordo com o coordenador da subcomissão da modalidade, Alexandre Selistre, o número de competidores pode ultrapassar a soma de participantes das duas últimas edições da Marcha de Integração. Segundo ele, visitas a Uruguaiana estão sendo

planejadas com o intuito de fornecer orientação acerca da preparação dos exemplares Crioulos, incentivando a participação de novos marcheiros. A intenção dos responsáveis pelo evento, de acordo com o coordenador, é conscientizar os criadores e competidores sobre a importância da prova e de se alcançar a Tríplice através dela. Além de premiação, o tríplice coroado tem a oportunidade de produzir dois embriões ao ano e alcançar individualmente uma maior pontuação funcional.

Preparação que começa cedo A seis meses da Marcha de Integração, os treinadores já investem fortemente na preparação dos exemplares. É o caso de Alberto Patron Araújo, que já esteve em dez edições do evento e prepara desde o início do ano de 2013 uma nova égua para a competição. De acordo com ele, a mudança no Regulamento pede atenção quanto ao controle de peso, já que este critério tornou-se ainda mais rigoroso.

O serviço de campo exercido diariamente e a suplementação alimentar são as principais apostas de Patron para que a égua escolhida para competir neste ano esteja preparada para vencer. Ele, que além de treinador é também criador, já alcançou o terceiro lugar em edições passadas e almeja a primeira colocação para 2014. Outra potencial candidata ao troféu é a égua Gralha da Diamantina. Após alcançar a terceira posição na Marcha de 2012 e ficar em segundo lugar no ranking do último ano, ela está sendo preparada para competir novamente em Uruguaiana. O criador Sérgio Ulisses Nogueira de Oliveira conta que além de Gralha ainda prepara uma segunda égua que irá participar da prova pela primeira vez. Aveia molhada está entre os principais alimentos utilizados para complementar a alimentação dos dois exemplares, que também fazem campereadas como forma de se exercitar e alcançar uma boa condição física. O foco do criador também está na primeira colocação e suas principais apostas estão justamente em Gralha,

que já esteve próxima de se tornar campeã da modalidade. Há também os que se preparam para competir pela primeira vez em marchas. O tordilho castrado Upacaray do Purunã, da Cabanha São Rafael, está em processo de preparação na cidade de Jaguarão. O criador Mariano Lemanski conta que a oportunidade e a escolha do exemplar surgiram a partir de sua amizade com o coronel Bayard e seus filhos Diogo e João Pedro, com larga experiência na modalidade. Entre os três Crioulos disponíveis para a escolha, Upacaray do Purunã, criado no campo, destacou-se por apresentar a estrutura de aparelho locomotor mais preservada e boa andadura. “Nosso objetivo é tão-somente terminar a prova, pois só tenho este exemplar nesta marcha e ele está sujeito a todo tipo de imprevistos que cercam a vida de todo atleta”, conclui Lemanski. A ideia é testar a resistência do animal em Jaguarão para que, quem sabe, no futuro, ele possa ser mais um competidor da Integração.

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Catálogo de Resultados * ainda sujeitos à homologação

Campereada

Mostardas/RS 2 de fevereiro Técnico: Marcelo Montano Coelho

Capivari do Sul/RS 16 de janeiro Técnico: Felipe Caccia Maciel Jurados: Edinomar de Freitas e Luiz Fernando Nunes 1º Lugar Luís Carlos Maggi montando Valsa 97 da Luizinha, e Jean Carlos montando Palmares Gaudério e Bruno Azevedo montando La Reposada Nacha 6 bois – 2’01”63

2º Lugar Fabrício Gomes montando DS Rato Branco, Jader Gambá montando Guaycuru Gitana e Adail Gonçalves montando Intruso do Monte Claro 6 bois – 2’07”34

3º Lugar Diego Borges montando Magia do San Diego, Alexandre Jardim montando Trinca de San Diego e Vagner Costa montando Nobreza do San Diego 6 bois – 2’10”23

Bagé/RS

1º Lugar

2º Lugar Antônio Sidney montando Neblina da Asps, Ilto Luiz montando Mestre do Boeiro Branco e Leo Luiz montando Atropelo do Mal Abrigo 6 bois – 1’81”

3º Lugar Sílvio Machado montando Bucanero da Mal Abrigo, Alexandre da Silva montando Zamba de Mostardas e Euclides Lemos montando Xorona de Mostardas 6 bois – 2’28”

Mateus Santos montando Agostina de La Costa e Ricardo Severo montando Candieiro de Torres

Laço Criador 1º Lugar Natalício Barros montando Espoleta do Pântano

Crioulaço Rio Pardo/RS

Técnico: Jorge Aginelo do Nascimento Jurados: Silvanir Menegazzi e Rogério Muller Jurados Laço Criador: Silvanir Menegazzi e Rodrigo Machado

11 de janeiro Técnico: Felipe Caccia Maciel Jurados: José Vilnei Bastos dos Santos e Ciriaco de Macedo Py

Eduardo Souza montando Lomillo Cala Bassa, Carlos Souza montando Baleiro Cala Bassa e Gilberto Souza montando Maquena Guindo Santo 6 bois - 2’59”48

Jaime Severo montando Brisa da Valle Real e Eduardo Rassier montando Juazeiro do Cerro Frio

24 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Marco Reis montando Ferreiro da Auxiliadora e Emory Martins montando Cawall Blanco

Tupanciretã/RS

2º Lugar

Sócrates Almeida montando Fandango de Santa Margarida, Guilherme Xavier montando Quaraí Chico de Pai Passo e Pierre de Almeida montando Maneia de Santa Margarida 6 bois - 4’07”33

Edegar Machado montando KB Arandú e Silmar Lima montando JBS Balaqueira

Mateus Lanaswater montando Xurupita da Sarapuy e Fábio Castilho montando RQ Paravera

1º Lugar

3º Lugar

Vítor Teixeira montando Olle do Gilar e Ricardo Ambrosri montando Camoati Maneia

João Vítor Dutra montando Milonga Buena da Morada Nova, Ricardo Perez montando Obra Prima da Morada Nova e Renato Rodrigues montando Jurere da Morada Nova 6 bois – 1’44”

1º Lugar

Aluízio Perez montando Campana Mal Arriado, Carlos Souza montando Estruendo da Camila e Tiago Teixeira montando Fugitivo Cala Bassa 6 bois - 3’04”30

Pablo Silveira montando Jaboti Tupan e Beto Peixoto montando Campechano Tupan

Ivo Salgueiro montando Bruch Extrema Beleza e Eduardo Salgueiro montando Lajeada do Monte Verde

25 de janeiro Técnico: Alexandre Pons Suñe Jurados: Gabriel Marty e Rafael Suñe

2º Lugar

Jonathan Acosta montando Fanta dos Baios e Adriano Ferreira montando JD Lagranpita

Cristiano Rodrigues montando Sinuelo 104 do Refúgio e Rafael Trevisan montando Coronel das Caieiras

3º Lugar Mateus Santos montando Harpa da Auxiliadora e Ricardo Severo montando Jaçanã 172 do Cerro Velho

Demais classificados Márcio Pinheiro montando Zumbi do Passo e Wanderley Paz montando Conga do Passo André Rodrigues montando PJJ Heroína e Fernando Rodrigues montando PJJ Felicidade Patrick Zambarda montando PJJ Honesto e Douglas Barros montando PJJ Gavião Igor Almeida montando Preciosa da Sinuelo da Tradição e Jonathan Acosta montando Carqueja Bello

18 de janeiro

1º Lugar Octacílio Herter montando Sereia do OH e Raul Hernandez montando Santa Ophelia Tuna Flor

2º Lugar Thiago Machado montando Garota da Novo Rumo e Cauã Bueno montando Hércules do Capão da Ronda

3º Lugar Angelito Hernandez montando Ídolo do Ñanderú e Tiago Machado montando Queluna da Hulha Negra

Demais classificados Vladimir Rodrigues montando Rodeio do Toropi e Felipe Santos montando Índio Tupe Marcos Lírio montando Hilária da Jaguary 372 e Rafael Malheiros montando RMM Diamantina Fábio Lamaison montando Elegante do Itapitocai e Adroaldo Bueno montando Heitor da Santa Amália Paulo Silveira montando Sombrinha do Jari e Thiago Silveira montando Pampeana do Jari

Fábio Freitas montando Capão da Divisa Vitória e Arilsson Machado montando Capão da Divisa Vagalume Rafael Facco montando Buena Suorte da Estância Nativa e Leomar Alf montando GT Galo Cinza Jarlan Brum montando Aqui Estoy do Jaguary 324 e Leonardo Moreira montando Boliche do Bento Rengo Marcelo Mello montando Atrevido da Vô Vica e Gilson Bernardes montando Oito Baixos do Gilar Joacir da Rosa montando Itaó do Pinhal e Lucas Conrado montando Capão da Divisa Umbú Ricardo Bilibio montando Santa Ophélia Fuzil e Márcio Dias montando Trança de Oito do Sete Ventos Otacílio Herter montando Ipê Manantial e Raul Hernandez montando RPP Faraó

Laço Criador 1º Lugar Manuel Crossette montando Quilombo do Guassupi

2º Lugar Rodrigo Cargnelutti montando Setembrina do Batu

3º Lugar Tiago Machado montando Dama do Rincão da Palma

Demais classificados Angel Bilibio montando Santa Ophélia Fuzil Rafael Malheiros montando RMM Atrevida Otacilio Herter montando Sereia do OH Alisson Machado montando ADM Cigana

Estrela/RS 18 de janeiro Técnico: Olmiro Andrade Filho Jurados: Valci Velho da Silva e Laerte Moreira 1º Lugar Alex Ortiz montando Façanha do Capão da Ronda e Adilson Ramos montando Badana do Segredo do Ibicuí


2º Lugar

Ipuaçu/SC

Fazenda Vilanova/RS

Douglas Santana montando Pretto 426 Irlanda e Daniel Moraes montando Bejuco Cala Bassa

18 de janeiro Técnico: Adolfo José Martins Neto Jurados: Airton Amílcar Carneiro, Benvindo Carneiro e José Barbosa

23 de janeiro Técnico: Marcelo Montano Coelho

3º Lugar Guilherme Noll montando Pretto 412 Impulso e Anselmo da Rosa montando NF Bajulada

Demais classificados Renato Ongaratto montando Naipe 44 da Recalada e Everaldo Reginatto montando Guajuvira da Kênia Nei Eduardo Lima montando Dominante 909 Maufer e Luís Fagundes montando Assanhado 509 Maufer Gilson Moraes montando Bonita de Don Carlos e Roberto Picoli montando Pretto 493 Quadrera Ramon Rosa montando Estância 37 do Cerro Velho e Everaldo Weimer montando Finalista da Santa Paz Alex Ortiz montando Espanhola AAM e Adilson Ramos montando CSS Estrela Luís Carlos montando Pretto 529 Batendo Água e Douglas Cardoso montando Pretto 545 Medialuna Ângelo Dessoy montando Pretto 474 Ravena e Wagner da Rosa montando Dengosa do Tchê Piá Sandro Oliveira montando JV Kréu e Daniel Ricardo montando CLR Naomi Luís Carlos montando Saia Curta do Espinilho e Douglas Cardoso montando Karina do Taquari Gilson Moraes montando Pretto 573 Ambiciosa e Roberto Picoli montando Indireta 101 de Santo Isidoro Sidnei Martins montando Enrolada da Granja Das Figueiras e Alblon Zart montando Batizado 607 Maufer Guilherme Henn montando Jesuíta 165 do Cerro Velho Mariano Hermann montando Amandito da Fazenda

1º Lugar Valdemir A. da Silva montando Chalana da Rio Bonito e Michel Marchesini montando San Lorenzo Ganadora

2º Lugar Volnei Silva montando KT Paysana e Luciano Silva montando Fuzarca da Lembrança

3º Lugar Michel Marchesini montando Atrevida da Manada e Robson Comunelo montando Noiva da Perpeta

Demais classificados Marcelo Borges montando Rob Xucreza e Maicon Gomes montando Gandaia do Recanto Crioulo Marcos da Campo montando Paisana do CFR Oitenta e Um e Claudiomiro da Campo montando Pedregulho MA Falante Pompilho Neto montando Dublê da Guerra e Edigar Duranti montando Noticiero Tupambaé

1º Lugar Sandro M. Oliveira montando Carinhosa da Santônienço

2º Lugar Ismael Contini montando Água Buena do Mate Verde

Leonardo Chilikmann montando Tornada Araponga Calegari e Rafael Calegari montando Jotace Talismã

2º Lugar Fábio dos Santos montando Ganadero do Candeeiro e Alison Ramos montando Badana do Segredo do Ibicuí

3º Lugar Ariane Ramos montando Grappamiel do Cerro Partido e Gilberto Soares montando Florida do Bom Fim

Demais classificados Jonas Vargas montando Yerba da Granja das Figueiras e João Crestane montando LN Boneca Leandro Saroba montando Vitória do Monte Alegre e Luan Moraes montando Uranio do Sete Ventos Alexandre Marchese montando Hulha 104 do Cerro Velho e Alciomar Silva da Rosa montando Estância 37 do Cerro Velho

Pablo Duarte montando Crispim Dedina e João Luiz montando Forasteiro do Macanudo Júnior Valim montando Escarapela da Marcamar e Wagner Andrade montando Fandangueira do Zanatto Marcos Leandro montando Donzela da Pitangueira e Felipe Jardim montando Bafo da Ressaca Elieser Silva montando Mimosa 160 do Bonsucesso e Enio Silveira montando De Ja Hoje da Cabanha Santa Izabel

Palmeira/SC 23 de janeiro Técnico: Adolfo José Martins Neto Jurados: Alcione Vieira, Éder Pereira e Ronaldo Paim de Jesus Júnior 1º Lugar Gustavo Moraes montando Hera da Invernada de São Pedro e Diogo Costa montando Canastra do Barreiro

Ivanilso Boz montando Rolha do Metico e Diógenes Serpa montando CS Herança

Ricardo Bilhalva montando Renegada da Mauá e André Zimmer montando Distinta da Boa Esperança

João P. Guelen montando Baioneta da Dom José e Cleber Bianchet montando ST Festival Nativo

Rudá dos Passos montando JT Pinhão e Ademar de Lima montando Bolero 575 Maufer

Alexandro de Cezaro montando Lacaio de São Borja e Paulo Silveira montando El Entrevero Safira

Roberto Carlos montando Pretto 530 Ravena e Gilson Morais montando Pretto 408 Lusitana

Eduardo Papini montando Garça da São Gerônimo e Guilherme Nunes montando Eulalia da Don Leonardo

Leandro Reis montando Percanta da Hulha Negra e José Fernando montando Emblema da Cabanha Santa Fé

Adelton Papini montando Sara do Abolengo e Adilto Papini Júnior montando Santa Tecla Dito e Feito

Rafael Calegari montando Aconchego de Santa Edwiges e Gilson Santos montando Atrevida da Cambuatã

Maurício Madeira montando CAC-F-207 e Ronaldo Madeira montando Capanegra Porsupuesto

Luiz Roberto de Paula montando Que Linda Lanceiro e Alexandre de Paulo montando Acordiona Mattos

Maicon P. Santos montando Brioso do Rincão dos Xucros e Donizete Borges montando Guarda-Mor Único

João Pedro Brunetto montando Herança 79 de Santo Isidoro e Diogo Medeiros montando Aparecida da Garibaldi

Daniel Moraes montando Domingueiro da Escondida e Diogo Costa montando El Entrevero Serpente 161

Flávio Keller montando Dezoito Maria Pinto e Paulo Lima montando Harmonia Xanguita

Rodrigo Castanheiro montando Cripta da Pinha e Valdecir Castanheiro montando Estribo do Espigão

Márcio Silveira montando Data Venia Bainha e Adilson Ferraz montando Doze Braças da Linha Campeira

Valério Bernardo montando Chapada Esta Noite e Elizeu Mendes montando Jupara da Várzea

Daniel da Cruz montando Norteño JF do Orelhano e Willian Dias montando PO Arbolito

Júnior Borges montando Qbela da Marca 32 e Marcelo Vieira montando Vaza do Itaó

Gabriel Lopes montando RE Gana II e Cleber Krieger montando Califórnia da Maroca

Rafael Perisola montando Atrevido da Oigatchê e Marcelo Oliveira montando EJCG Estampa

Lucas Lovatel montando Relâmpago da Fernando Osório e Guilherme Gavassini montando Brazão Del Nenito

Laço Criador Laço Criador

1º Lugar

Everaldo Queiroz montando Nadine do Monte Alegre e João Paulo Pontes montando Vaidosa 122 da Lata

1º Lugar José Coletti montando Quero Invido da Dom

2º Lugar Robson Guerra montando Gabardini da Guerra

3º Lugar Ricardo Zandona montando AVZ Aragana

3º Lugar

Demais classificados

Sandro M. Oliveira montando Boneca da Santônienço

Evandro Kleim montando Cantiga da Cabanha do Prata

2º Lugar Jackson Hoffman montando Raposo La Victoria e Leandro C. Rafaeli montando Gaita da Invernada de São Pedro 3º Lugar Maicon P. Santos montando Mango da Hulha Negra e Donizete Borges montando Famoso do Haras Sá Demais classificados Guilherme Vieira montando Hija Buena da Invernada São Pedro e Arno Vieira Jr montando Sobradinho Xeique

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

25


Antônio Martins montando Modelo Tirano e Enlias Pereira montando EJCG Andorinha Leôncio Ferreira montando Impac Místico e Diego Branco montando Madriguera Lamparina Rodrigo Dolsan montando Dom Alberto Índia e Cristiano Andrade montando Cavalheiro De San Marino Valter Júnior montando Pilchas Águia 219 e Pablo Ramos montando Guarani do Mascate Arno Júnior montando Raposo La Madrugada e Guilherme Vieira montando Cantilena da Igreja Arno Vieira montando Açucena Flor de Primavera Baes e Deivid Aloísio Borges montando Badana da Santa Clara do Cajurú Celso Rafaeli montando Brisa da Invernada do Tanque e Vilson Reis montando EP Oceano

Demais classificados Luiz Felipe montando Navajo II da Rio Bonito e Leandro Peres montando Seresteiro da Rio Bonito Gilson Honorato da Silva montando Castellano Filhos do Vento e Reginaldo Bernardo Souza montando Campana Patrón Viejo

Marcos Santos montando Alvorada do Riacho Doce e Jairo Aparecido montando Dançarino do Aguapey

Marcos Nunes montando Estampa da Carapuça e Murilo Martins montando Fagulha da La Coronilha

Valdener Ortiz montando Anne de Rosazul e Reginaldo Bernardo de Souza montando De La Noche De Santa Carmelita

Rogério Martins montando Pretto 361 Ramada e Eduardo Amorin montando Garucha de Santa Leocadia

Gustavo Bastos montando Castelhana da Solofino e Juninho Ramos montando Cambona da Solofino

Laço Criador

Laço Criador

Gerson Mansani montando Carrasco do Iguaçu

3º Lugar Ian Schneider montando Paulo Afonso Elenita

Campina Grande do Sul/PR 25 de janeiro Técnico: Jorge Aginelo do Nascimento Jurados: Mauro Prado Steff e Vinícius Ferreira 1º Lugar João Eduardo montando Faceira do Rocio e Leandro Peres montando Destaque do Rocio

2º Lugar Luiz Felipe montando Silverada da Rio Bonito e Eduardo Ganasdi montando Floron da Rio Bonito

3º Lugar Gustavo Muniz montando Samba da Bela Aliança e Eduardo Negrelli montando OEA Visconde

26 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Jean Picoli montando Oportuna do Guassupi do Recanto e Juliano Baldissaseli montando Bamboleiro do Boqueirão

31 de janeiro Técnico: Henrique Litchina González Jurados: Rodrigo da Siqueira Martins, Alberto Bevilacquá e João Graciano Rosa

1º Lugar Ricardo Astigarraga montando Elesbão do Costado e Tarso Padilha montando Lança da Vasdef

2º Lugar José Lopes montando Capão da Divisa Vagalume e Jeferson Lopes montando RMM Diamantina

3º Lugar Fabiano Machado montando Pachola do Bom Princípio e Fabrício Miranda com montando Bruxo do Bom Princípio

Demais classificados Larri Antunes montando Rascunho II do HB e André Brasil montando Gardênia do Guassupi

Paulo Campos montando Desatino da Ouro Branco e Nicolau Bueno montando Quadrilheiro Aja

Felipe Silva montando Perpeta Sacristia e Haroldo Silva montando São Xavier Escuna

Jeferson Evernizi montando Preto La Corsalera e Jucinei da Silva montando Pespeta Latico

Cauã Bueno montando Hércules do Capão da Ronda e Audori Santos montando Chimango do Bom Princípio

Daniel Nunes montando Balisca da CTS e Paulo Dalmolin montando Gato Blanco Casablanca

César Somavilla montando Escarapela Tarumã e José Vítor Somavilla montando Xiru dos Troncos

Gilson Moraes montando Pretto 314 Entrevero e João Adame montando Pretto 525 Curandeiro

Rudinei Müller montando Gringa do Recomeço e Fábio Almeida montando Índia Tucumã

Marcos Nunes montando Liberdade F 354 e Murilo Martins montando Quinchero do Infinito

Luciano Machado montando TF Bianca e Pedro Júnior montando Floreio do Don Inácio

Marcio Orso montando Pantera do Morro Agudo e Marco Orso montando Oferta da Hulha Negra

Lucas Madruga montando Aragano do Capão da Brita e Luiz Carlos Silva montando LRS Biba

Marcio Orso montando CC Valsa e Marco Orso montando Dom Dido Bonanco

Laço Criador

3º Lugar

Fábio Freitas montando Capão da Divisa Vitória e Lucas Conrado montando Capão da Divisa Umbú

1º Lugar

2º Lugar Roderley André Estival montando Ameaça da Capivara

Bom Princípio/RS 31 de janeiro Técnico: Ricardo Guazzelli Martins Jurados: Antônio Delfino

Demais classificados Joe Robson Kramel montando JRK Cobiçada do Fandango

Rogério Bhoses montando AB Imaculada e Paulo Vítor montando AB Huracã

Júlio de Castilhos/RS

Cristiano Maciel montando Baita Mancha 624 Maufer e Junior Maciel montando Rincão da Saudade Castanhola

2º Lugar Anderson Schneider montando Paulo Afonso Dourado

Gilson Moraes montando Preto 496 Birigui e Pablo Duarte montando Preto 562 Alegria Luiz Roberto de Paula montando Nochero de Santa Tereza e Alecsandro de Paula montando Acordeona Matos

1º Lugar

Osvaldo Fernandes Jr. montando Belarmino da Marcelino Fernandes

Cassiano Pedrussi montando Esfinge Mediador e Cristiano Muller montando Ibere da Reconquista

Diomar Ferreira Velho montando Sanfona da Sia’dona e Gerson Mansani montando SC Sincerro

Aldo Chaves montando Arisca da Longo Passo e Adrian Chaves montando Espoleta da Cinquenta

1º Lugar

Vinicios Storchi montando PO Ymbaha e Leandro Duarte montando CC Oloca

1º Lugar Jeferson Evernizi montando Galã da Hulha Negra e Jucinei da Silva montando Pilchas Tatuado 278

2º Lugar

Vinicios Reginatto montando Guajuvira do Kênia e Douglas Santana montando Preto 426 Islando

Jonas L. Souza montando Chasque do Passo do Carioca

Demais classificados

2º Lugar

Luiz Roberto de Paula montando RE Franciscano e Alecsandro de Paula montando Arteira da Reservada

Valmor Contini montando Água Buena do Mate Verde

Everaldo Reginatto montando Vereda da Fé e Victorio Cason montando Juta II Perau João Macedo montando Oculto da Hulha Negra e Rafael Bolgiran montando Empinado 1015 Maufer

3º lugar Rogério Bhoses montando AB Imaculada 4º lugar Cristiano Batista montando Donzela da Dom Belmiro

Henrique Marçolla montando BT Braseiro e Leonardo Mello montando Farrapo da Santa Juvita Guilherme Batu montando Buena Suorte da Estância Nativa e Tiago Machado montando Queluna da Hulha Negra Lucas Cardoso montando Haragano 05 da Heroína e Vinícius Rosa montando Gruta Azul da Erva Samir Goulart montando Itapitocai Honório e Fabiano Machado montando Espoleta 984 da Capororóca


Felipe Dias montando Roqueiro do Toropi e Marcelo Mello montando Assanhada da Guaiaca Assis Brasil Portella montando Zangão dos Troncos e Rubiano Silva montando Tamanduá do Rancho

Laço Criador

Categoria Master

1º Lugar

1º Lugar

Telmo Peixoto montando Hebilla Tarumã

Sendero do Pantano Grande, filho de Las Hortensias Rigolemu e BT Escarapela; criador Luiz Lopes Burmeister e expositor Luciana e Alice Borges Ferreira, Cabanha Mutá, Minas do Leão/RS Ginete: Anthero Ferreira Nota: 9,288

Aspirante Feminino

2º Lugar

1º Lugar

Nevoeira da Três D Semear, filha de BT Mascarado e Faísca 596 da Capororoca; criador José Francisco dos Santos Hoffmann e expositor Wilson Luiz Pasqualetto, Cabanha Reguero, Caxias do Sul/RS Ginete: Luciano Poleto Azevedo Nota: 7,098

Estribillo Manotaço, filho de General de Santa Angélica e Estribillo Debochada; criador Ramiro e Déborah Madruga Costa e expositor Reges Henrique Foss Maciel. Ginete: Letícia Bandeira Nota final: 6,657

2º Lugar

Henrique Seeger montando Recomeço do Toco e Gustavo Pereira montando PRP Apero

Leonardo Borges montando KB Dinastia

Fabiano Mesquita montando Hebilla Tarumã e José Vítor Somavilla montando Doriana Tarumã

Marcelo Mello montando Bailanta da Guaiaca

Ricardo Astigarraga montando Ariosto da Catalufe e Tarso Padilha montando Andarilho da Música

Guilherme Danke montando DF Catiaqueira e Marcus Ferrari montando Jandira do Pinhal Fagner Custiel montando Dedo Duro da Marca Casco e Larri Antunes montando Quebracho de Las Flechas Fabrício Miranda montando Jóquei do Bom Princípio e Jeferson Lopes montando Azurra dos Castanheiros Otacílio Herter montando Sereia do OH e Raul Hernandes montando Santa Ophelia Tuna Flor Guilherme Danke montando Ala Maula do Capataz e Marcus Ferrari montando Estampa da Renascença Luiz Felipe Borges montando KB Estância e Leonardo Borges montando KB Dinastia Adelar Fagundes montando Arisca do Rincão da Palma e José Mascarenhas montando Acero Cambuí Michael Machado montando Camb Quito e Samir Goulart montando Namorada do Oásis Roberto Rosa montando Xingú dos Troncos e Fábio Silveira montando Boemia AC da Santa Izabel Guilherme Casatel montando Escaramuça 12 da Dom Cândido e Flávio dos Santos montando Bacaraí Índio Rogério Godinho montando OPL Rancho e Eduardo Souza montando Jeitoso de Santa Angélica Augusto Peixoto montando Posteiro da Conceição e Antônio Savian montando Catanduva Orgia Rodrigo Cargnelutti montando Angorá dos Castanheiros e Adriano Paz montando Ibiza Tupan João Pedro montando NV Lábia e Fernando Antonelo montando Laguna dos Baios Telmo Peixoto montando Hermosura Tarumã e Fabiano Mesquita montando Gamarra Tarumã

3º lugar

Demais classificados Lucas Madruga montando Aragano do Capão da Brita Telmo Peixoto montando Cataluña Tarumã Guilherme Barros montando Rodopio da Nova Estrela Cláudio Silveira montando Estampa do Orvalho

Freio do Proprietário Lavras do Sul/RS 25 e 26 de janeiro Técnico: Luiz Francisco Leite Jurados: Daniel Melo, Guilherme Abascal e Tiago Ávila

Categoria Amador 1º Lugar Data Venia Capataz, filho de Senhor de Santa Thereza e El Segredo Nativa; criador e expositor Marcelo da Costa Gambogi, Fazenda Capão da Lagoa, Porto Alegre/RS Ginete: Gabriel Gamborgi Nota: 9,611

2º Lugar Buenacha Tape, filha de BT Haga Khan e Tape Andaluzia; criador e expositor Anibal e Diego Torres, Estância Santa Anna, Dom Pedrito/RS Ginete: Diego Torres Nota: 9,570

3º Lugar Butiá Quincas, filho de Santa Elba Comediante e Dormida La Tranca; criador Sementes e Cabanha Butiá Ltda e expositor Luciana e Alice Borges Ferreira, Cabanha Mutá, Minas do Leão/RS Ginete: Alice Borges Ferreira Nota: 9,010

3º Lugar Aragana Sam, filha de Chicão de Santa Odessa e Orgulhosa do Strass; criador e expositor Claudio Alves Pimentel, Haras Santa Anita do Minuano, Capão do Leão/RS Ginete: Cláudio Alves Pimentel Nota: 4,464

2º lugar As de Espada da Terrabella, filha de BT Lamborguine e Viruta 2925 da Tradição; criador Estevão Stobiênia e expositor André Araripe Guesser, Cabanha Pouseiro da Jararaca, Camaquã/RS Ginete: Eduardo Grass Griebeler Nota final: 7,575

Aspirante Masculino 1º Lugar Segredo de Santa Angélica, filho de San Ignacio Martirio e Fanfarra de Santa Angélica; criador Sucessão de Paulino e Agenor Ávila Costa e expositor Osvaldo e Felipe Souza, Cabanha Rincão Crioulo, Sertão Santana/RS Ginete: Felipe Muller Souza Nota final: 9,3772

2º lugar

Freio Jovem Camaquã/RS 17 de janeiro Técnico: Carlos Marques Gonçalves Jurados: César Augusto Hax, Ciriaco Py e Marcelo Montano Coelho

Infantil Masculino 1º Lugar VB Eldorado Hárpia, filha de Butiá Quebec e Três F Tapera; criador e expositor Virgílio Biesdorf, Granja e Cabanha VB, Eldorado do Sul/RS Ginete: Mailson Fonseca Nota final: 6,113

Juvenil Masculino 1º Lugar Lorota da Ouro Branco, filha de Damasco da Ouro Branco e Felicidade da Ouro Branco; criador e expositor Erni Griebeler, Fazenda Ouro Branco, Camaquã/RS Ginete: Eduardo Grass Griebeler Nota final: 7,972

Primitivo de São Bibiano, filho de Mañanero Copuchento e Taleira 1280 de São Bibiano; criador Antonio Martins Bastos Filho e expositor Dejair Reinheimer dos Santos. Ginete: Diego Genari dos Santos Nota final: 8,344

3º lugar Navalha II da Ouro Branco, filha de Senhor de Santa Thereza e Invernada da Ouro Branco; criador e expositor Erni Griebeler, Fazenda Ouro Branco, Camaquã/RS Ginete: Ricardo Goularte Barbosa. Nota final: 7,826

Lavras do Sul/RS 25 e 26 de janeiro Técnico: Luiz Francisco Leite Jurados: Daniel Melo, Guilherme Abascal e Tiago Ávila

Juvenil Feminino 1º Lugar Upa e Truco da Querência, filho de Bienaventurado do Encanto Crioulo e Feiticeira de Dois Machados; criador e expositor Lúcio Rigon Stacowski, Cabanha Querência, Santiago/RS Ginete: Luiza Stacowski Nota final: 8,990

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

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C R O I I O E ULO D O R

PARQUE DE EXPOSIÇÕES ASSIS BRASIL • ESTEIO

14 A 16 DE MARÇO DE 2014

Foto: Almirante Neves

AGENDE-SE E VENHA PARA ESTEIO NO GRANDE CRIOULAÇO DA 6a REIGIÃO

EVENTOS PARALELOS DIA

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DIA

14

15

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FREIOS JOVEM E PROPRIETÁRIOS

FREIOS JOVEM E PROPRIETÁRIOS

CAMPEONATO NACIONAL DE PALETEADA

SEXTA-FEIRA

SÁBADO

DOMINGO

PREMIAÇÃO: CONTATOS

Nucleo 6ª região - (51) 3458-2666 Gerson (padeiro) - (51) 9948-2510 Marcelinho - (51) 9788-7878 Veja a programação no site: www.nucleodasextaregiao.com.br 28 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Promoção:

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45.000,00

R$

EM DINHEIRO


Movimiento a la Rienda Bagé/RS 25 de janeiro Técnico: Henrique González Jurados: Luís Aurélio Bustos

Profissional 1º Lugar Bastardo Cala Bassa, filho de Piraí 1633 do Rio Tinto e Overita Cala Bassa; criador e expositor Marcelo Rezende Móglia, Cabanha Cala Bassa, Bagé/RS Ginete: Wellinton Pinto Nota: 50,5

2º Lugar Alfazema Cala Bassa, filha de Piraí 1569 do Brazão e Amareta Cala Bassa; criador e expositor Marcelo Rezende Móglia, Cabanha Cala Bassa, Bagé/RS Ginete: Sérgio Augusto Ferraz Nota: 47,5

3º Lugar Boicote Cala Bassa, filho de Honesto Simpatia e Lanquera Cala Bassa; criador e expositor Marcelo Rezende Móglia, Cabanha Cala Bassa, Bagé/RS Ginete: Gustavo Ruas Nota: 46,5

Demais classificados

Bagé/RS

Mostardas/RS

Tiago Piaggio montando Fogo Cruzado 16 da Alfama e Renan Saldanha montando Gostoso da Barragem

24 de janeiro Técnico: Alexandre Suñe Jurados: Lindor Collares e Manoel Pons

2 de fevereiro Técnico: Marcelo Montano Coelho Jurados: João Vicente As e Roberto Crespo

Pedro Bastos montando Ultimato de Pai Passo e Carlos Félix montando Zepelim de Pai Passo

Força A

1º Lugar

Mariana Silveira montando Calandra dos Cerros Verdes e Fernando Feldens montando Oriente 704 do Barulho

1º Lugar

Renan Freitas montando Pintura do Mineiro e Carlos Félix montando Touro Passo Perfeitinha

Artur Linhares montando Zico de São Pedro e Carlos Goularte montando Aurora da Altanera

João Vítor Dutra montando Milonga Buena da Morada Nova e Ricardo Perez montando Obra Prima da Morada Nova

Alessandro Brum montando Zumbido de Pai Passo e Carlos Félix montando Cumbia de Pai Passo

2º Lugar

Taison Pontes montando Santo Izidro Chasque e Hugo Balbuena montando Veio do Manantial Marcos Jaques montando Santa Brígida Cambará e Valter Souza montando Posteiro da Rama Negra Eduardo Souza montando Capanegra Fulana e Valter Marques montando Lord Cala Bassa Thiago Saldanha montando Antúrio do Manantial e Renan Saldanha montando Atrevido da Rama Negra Reni Pinto montando Nazarena Don Marcos e Guinter de Quadros montando Gardel da Barragem Eduardo Bittencourt montando FF Aparício e Cristiano Ace montando Íntegro do Boeiro

Camaquã/RS

Paleteada Quaraí/RS 12 de janeiro Técnico: Henrique Litchina González Jurados: Eduardo Loureiro de Souza e Aluísio Peres 1º Lugar Maico Silva montando Samurai do Manantial e Orlando Bandeiras montando Opaco do Itaó

12 de janeiro Técnico: Carlos Marques Gonçalves Neto Jurados: João Francisco da Silveira e Maurício Freitag

Carlos Goularte montando Castelhano da Camila e Manoel Rodrigues montando Chimango da Camila

3º Lugar Pedro Móglia montando Fandango de Santa Margarida e Tiago Rodrigues montando Campana Mormazo

Demais classificados Maicon Pinto montando Consuelo da Camila e Rafael Suñe montando Capanegra Nimbo

3º Lugar

João Alberto Silveira montando Nazarena JS do Trevo e João Carlos Passos montando Truco da Pousada

Carlos Loureiro de Souza montando Estruendo da Camila e Luís E. Perez montando RDS Hércules

Demais classificados

Renan Saldanha montando Amuleto do Manantial e Tiago Piaggio montando Vime do Manantial

Cristiano Henrique montando Guria da Barcelos e Alison Oliveira montando Affonso Guria

Juan Carlos Sanches montando Tarancón Nutria e Casius Sanches montando Sr Pampeana

Gustavo Ruas montando Boicote Cala Bassa e Cláudio Ruas montando Altanera Cala Bassa

2º Lugar

3º Lugar

Demais classificados

1º Lugar

Henrique Gonzales montando Vedete 120 da Lata e Felipe Gonzalez montando Alvoroço 138 da Lata

Carolina Zagonel montando Ursa Picaça 307 Maufer e Fernando Weiand montando Enredo 958 Maufer

Willian Godran montando Otário Cigano e Edinilson Xavier montando Bacana Del Prieto

Força B

Hildo Quevedo montando Concertina do Mate Doce e Rudimar Penso montando Carmencita do Mate Doce

Tiago Machado montando Baralho Tupambé e Luciano Noal montando RZ Sintiendo da Carapuça

3º Lugar

Carlos Souza montando Baleiro Cala Bassa e José Eduardo Vieira montando Capela Orvalho

2º Lugar

3º Lugar

Paulo Saraiva montando Trinta e Três Galena e Flávio Vaqueiro montando Viagem 98 da Luizinha

Aluísio Teles montando Laçador Trinca e Carlos Souza montando Viragro Arauco

1º Lugar

2º Lugar

2º Lugar

Demais classificados João P. Silveira montando Capela Orvalho e João José Silveira montando Bangalô Cala Bassa Tiago Teixeira montando Firmeza 1423 do Brazão e Cecília Lopes montando Encarnacion Cala Bassa

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

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- Criando uma paixão -

O PREPARO DO AMBIENTE E O CUIDADO COM A SAÚDE Talvez para alguns dos leitores dessa série, o seu conteúdo não terá um significado tão forte quanto para outros. Ver gestar um sonho, nascer, se desenvolver e, literalmente, criar uma paixão, é um privilégio de quem tem por rotina uma atividade tão cativante, que chega a ser difícil descrever em palavras. Se você está pensando em investir, não apenas em uma raça, mas em um prazeroso hábito, tenha certeza: está no caminho certo. Para quem se dedica a esta arte, criar cavalos Crioulos é mais que uma simples atividade rural de produção. É nutrir um sentimento. Sustentar, ao mesmo tempo, vício e terapia. Alimentar um entusiasmo pela natureza simples e verdadeira das coisas do campo. É fazer parte de uma história. E o encanto particular desse nobre animal, que motiva a lida diária de cerca de 50 mil crioulistas, é o mesmo sentimento que está conquistando, a cada dia, mais adeptos e interessados no Brasil e no exterior. Fazer parte desse meio e viver essa experiência é uma realidade acessível, porém, é preciso estar preparado. Neste sentido, a atenção a alguns itens indispensáveis ao começo da criação é importante e pode significar a diferença entre uma sequência de sucesso e um tropeço já na largada. Em primeiro lugar, é preciso compreender que o cavalo é o resultado de sua genética e do ambiente no qual é criado. Portanto, antes de abrir as portas para receber o seu exemplar, é preciso adequar a sua estrutura ao mínimo necessário para comportá-lo. Dos fatores ambientais, a nutrição é um dos mais importantes para o bem-estar de qualquer animal e merece dedicação especial. Em síntese, o básico para se criar um cavalo rústico como o Crioulo é oferecer pasto e água de qualidade, entretanto, deve-se considerar o planejamento futuro do animal. Ao contrário de outras espécies de interesse zootécnico, em que o criador busca um rápido crescimento e ganho de peso, os cavalos necessitam de uma dieta nutricional adequada a sua utilização. Primeiramente, o tipo de pastagem e a sua forma de manutenção devem estar de

Opção pela praticidade Para quem quer ter o prazer de desfrutar de um cavalo Crioulo, mas ao mesmo tempo busca praticidade e custo acessível, existe um caminho que parece ser o mais curto. E essa nova possibilidade, pela qual surgem a cada dia novos interessados que mais tarde acabam tornando-se criadores, deu forma ao mais novo público do cavalo: os usuários. 30 Cavalo Fevereiro, 2014 2014 Cavalo Crioulo Crioulo || Fevereiro,

acordo com as condições climáticas de cada localidade, como por exemplo, resistindo à seca em locais de pouca chuva ou a geadas em lugares frios. O alimento volumoso precisa resistir ao pisoteio dos animais, ter palatabilidade e valores satisfatórios no que se refere à fibra total e à fibra insolúvel (que facilitam o trânsito intestinal dos equinos). Esse volumoso, que pode ser de origem de gramíneas ou leguminosas, deve ser fornecido relativamente à vontade, conforme a necessidade da categoria a que o animal pertença: manutenção, crescimento, reprodução ou trabalho. Obviamente, a valorização de animais esteticamente saudáveis, de crescimento diferenciado, massa muscular e elevado potencial funcional, exige a oferta de alimentos de boa qualidade. Por esse motivo, também, é importante consultar um agrônomo ou técnico especializado para uma orientação mais específica. Deve-se considerar ainda a quantidade de animais em relação à área disponível para pastagem. De acordo com alguns criadores, dependendo da pastagem, em um hectare pode caber até três cavalos adultos por ano. No entanto, várias questões precisam ser analisadas já que este valor depende muito do clima e das condições em que a pastagem é mantida ao longo do período. A administração de concentrados (rações e suplementos) também precisa ser orientada corretamente, de preferência por um especialista, e dosada conforme a necessidade particular de cada animal e o objetivo específico do seu proprietário. Já na cocheira, o cuidado maior deverá ser com relação à cama do cavalo. Para tanto, o ideal é que se cubra a superfície onde ele irá repousar com algum material macio, plano e seco. O segredo de uma boa cama é a limpeza diária, independentemente do material usado. Diferentes materiais podem ser utilizados e a escolha deve ser baseada na disponibilidade regional, nos custos e na qualidade. Os mais comuns são a maravalha, o pó de serragem, a casca de arroz e o bagaço de cana.

Hoje em dia é cada vez maior o número de pessoas que realizam o sonho de ter um cavalo para montar nos fins de semana, mesmo sem ter uma fazenda ou campo. A multiplicação de hospedarias e escolas de equitação por todo o país consolidou uma nova tendência de uso desse animal. A terceirização do trato e da manutenção transformou o cavalo em um “pet” e tornou as múltiplas opções de lazer agregadas a ele, acessíveis a qualquer um.

gração social entre as famílias.

Proprietária da hospedaria Rancho da Lagoa, em Pelotas/RS, há 18 anos, Nádia Leripio de Paula recebe diariamente em seu estabelecimento pessoas em busca de tranquilidade e sossego sobre o lombo de um cavalo. Referência entre as hospedarias da região, o local serve também como sede de encontro para iniciantes na montaria e de inte-

A proprietária conta ainda que oferece, além da cocheira e do espaço de lazer, a alimentação, a vacinação contra a raiva e o controle de vermífugo além do atendimento veterinário, quando necessário. “Aqui na minha hospedaria, os clientes compram um controle do portão e podem vir a hora que quiser. É como se estives-

“Hoje estou com todas as minhas 23 cocheiras cheias. Não temos espaço para mais nenhum cavalo. A procura é grande”, diz Nádia. Segundo ela, a facilidade e os atrativos oferecidos pelo lugar são os maiores estímulos a quem mantém um animal de passeio. “Aqui temos uma sala com churrasqueira, lareira, um local organizado, limpo, com toda a estrutura para a criação dos animais e também para a socialização dos proprietários.”

sem na sua casa, estamos abertos 24 horas por dia, de segunda a segunda”, conta. Ainda de acordo com Nádia, somando o trabalho de cocheira, ração e alguma eventual vacina, os proprietários gastam com cada animal R$ 350,00 por mês, no máximo. O valor, no entanto, compensa pelos benefícios. “O cavalo é um animal diferente, ele é agregador, tem uma energia grande que faz muito bem para a gente. É impressionante o quanto as pessoas buscam cavalos pela integração social, para se reunir com os amigos e a família. E é muito saudável, vejo as crianças que foram criadas nesse meio e todos cresceram com uma boa índole, educados e próximos da família. Tudo por causa do cavalo, isso é só o cavalo que proporciona.”


Foco na qualidade de vida O cavalo, assim como todo animal, demanda alguns cuidados e exige atenção de seu proprietário para se manter em bom estado, ativo e saudável. Seja antes ou depois da compra, na cabanha ou em cocheira alugada, é importante observar alguns aspectos gerais do animal e não se descuidar da sua saúde, para que o seu tempo de uso com qualidade de vida seja prolongado ao máximo.

De acordo com o técnico da ABCCC, Luiz Francisco Leite, o ideal é que o interessado solicite a um profissional especializado uma avaliação do animal e um laudo completo, feito por um médico veterinário, atestando as condições em que o mesmo se encontra. Segundo ele, o aspecto visual pode, eventualmente, encobrir alguma deficiência com reflexos futuros. “Eu indicaria também, principalmente, no caso de machos com alguma expectativa de cruzamento, um exame de fertilidade”, salienta. Há outros pontos, também, que o próprio interessado poderá avaliar. Em uma análise visual básica, é importante considerar inicialmente a cabeça: o olhar deve ser alegre, que não denote sofrimento ou cansaço e sim com os olhos brilhantes que demonstrem vivacidade. Simetria: não pode haver diferenças, tais como um joelho ou canela

maior do que o outro. Atente também para inchaços ou saliências no lombo ou na garupa, cascos rugosos ou rachados e pelos brancos ou disformes. Se você busca um animal para montaria, é preciso observar a colocação do freio, pode-se observar se ele nega ou aceita o ferro na boca, se levanta em demasia a cabeça ou simplesmente não quer. Se a operação como um todo ocorreu sem maiores dificuldades, isto indica que o animal está habituado àquela situação. Uma vez encilhado, pode-se testar o andar do cavalo, como ele se comporta no momento de montar, andar ao tranco, trote e galope, testando o grau de mansidão, cômodo, obediência. A avaliação dos aprumos também é fundamental, pois problemas dessa natureza poderão representar defeitos que vão incidir na propulsão e sus-

tentação do cavalo. Peça para alguém cabrestear o animal em sua direção e o observe de frente, os posteriores e anteriores devem estar alinhados. Faça o mesmo para observar o cavalo detrás, pedindo que alguém o leve na direção contrária a sua. Em casos mais salientes, é aconselhável também fazer um exame mais detalhado como, por exemplo, radiografar os membros do animal. Além disso, é de suma importância a implantação de um programa de vacinação adequado para a prevenção do controle das doenças. Neste caso, o proprietário deve estar ciente de que a vacinação serve para minimizar os riscos de infecção, mas não é capaz de prevenir doenças em todas as circunstâncias e se manter informado a respeito das doenças incidentes na sua região.

Mais detalhes sobre esse assunto serão tratados na próxima matéria da série. No Jornal de março, a abordagem envolverá questões burocráticas e documentais relacionadas ao cavalo. Não deixe de nos acompanhar!

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo 31 Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo


Geral

Raça Crioula alcança faturamento de R$ 183 milhões em 2013 Nestor Tipa Júnior A comercialização da raça Crioula em 2013 chegou a R$ 183,17 milhões, um crescimento de 8,64% em relação às vendas de 2012, que totalizaram R$ 168,59 milhões. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Os valores são referentes às vendas em remates realizados no período, que atingiram R$ 100,75 milhões, e as vendas particulares, estimada em R$ 82,41 milhões. Os valores das negociações fora dos leilões foram calculados com base no número de transferências excedentes à venda nos remates, multiplicado por um valor

correspondente à 30% da média dos valores unitários dos animais comercializados nos leilões. O resultado foi considerado positivo pelo presidente da ABCCC, Mauro Ferreira. Segundo o dirigente da entidade, é reflexo do crescimento da raça Crioula em todo o país que vem evoluindo em manada, número de criadores e eventos e provas. “A raça cresce de uma forma sustentada e firme, mas ainda temos muito mais a crescer. Temos nossa manada concentrada no Sul e ainda temos todo o Brasil para crescer de forma que nossos investimentos são no sentido de expandir a raça para o Centro do país

e abrir mercado”, salienta. Conforme Ferreira, a expectativa para os próximos anos é manter o ritmo de crescimento da raça Crioula. No ano de 2013 também foram registrados recordes na valorização de animais, que chegaram a ultrapassar os R$ 10 milhões depois da venda de cotas e coberturas em leilões. Além disso, remates organizados por criadores tiveram valores expressivos, chegando a mais de R$ 7 milhões, número acima de toda a comercialização do cavalo Crioulo em 2000, que foi de R$ 6,54 milhões. A alta no faturamento da raça em 2013 também foi comemorada pelos

NÚMEROS DE COMERCIALIZAÇÃO DA RAÇA CRIOULA

leiloeiros. Para Marcelo Silva, o crescimento da raça Crioula no ano passado deve levar em conta três aspectos: o volume total de animais vendidos, o volume financeiro movimentado e os patamares de preços especialmente dos animais diferenciados. Para 2014 a expectativa do leiloeiro é de manutenção desta elevação. Segundo Silva, o primeiro mês de 2014 já mostra que o mercado está aquecido, inclusive com grande procura por animais de empresários de outras regiões do país. “A cada ano que passa achamos que os números da raça chegaram ao teto, mas somos surpreendidos. Este ano acreditamos que este crescimento deve continuar”, avalia.

Nº DE TRANSFERÊNCIAS

ANO

REMATES

VENDA EM LEILÕES

VENDAS PARTICULARES*

TOTAL DE VENDAS

ANO

TRANSFERÊNCIAS

2010 2011 2012 2013

159 191 186 194

R$ 75.988.412,28 R$ 84.199.586,90 R$ 91.084.073,16 R$ 100.754.910,00

R$ 48.888.125,76 R$ 38.694.330,48 R$ 77.506.971,40 R$ 82.415.797,40

R$ 124.876.538,04 R$ 122.893.917,38 R$ 168.591.044,56 R$ 183.170.707,40

2010 2011 2012 2013

15781 14029 16409 17418

* Valor estimado levando-se em conta o número de transferências excedentes às vendas em leilões, multiplicado por um valor correspondente a 30% da média dos valores unitários vendidos em remates.

Fonte: ABCCC

A dinastia de Oraca do Itapororó Foto JG Martini/Arquivo ABCCC

Nestor Tipa Júnior Sensação na temporada de 2013, quando conquistou resultado histórico unificando os títulos do Freio de Ouro e da Morfologia - feito até então conquistado por apenas um animal da raça Crioula, BT Sargento, no longínquo ano de 1986 - a égua Oraca do Itapororó começa a aumentar sua dinastia. Depois de comprovar em pista os resultados morfológicos e funcionais, a dedicação agora é total para os herdeiros. Oraca, que já tinha as filhas Oraca II, Oraca III, ampliou o número de filhas com o nascimento por meio de transferência de embriões de mais duas potrancas: Oraca IV e Oraca V. Segundo o gerente da Estância Vendramin, de Palmeira (PR), Álvaro Dumoncel, a égua 32 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

tem demonstrado ótima consistência reprodutiva e os resultados das crias estão se mostrando acima da média. “Acreditamos que a performance dos filhos deve ser muito próxima à dela. A Oraca vem se comprovando como uma grande mãe”, salienta. Mas quem espera que Oraca do Itapororó volte às pistas terá que aguardar até 2015. A égua não deve defender os títulos do Freio de Ouro e o tricampeonato na Morfologia (título no qual também conquistou em 2012). A previsão, conforme Dumoncel, é que ela venha correr apenas as provas da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC) no próximo ano.

Destaque em 2013, Oraca deverá voltar às pistas somente no ciclo 2015


Geral

Surto de raiva equina alerta criadores para cuidados preventivos Valéria Cunha

“A

raiva é uma doença infecciosa aguda. Em cavalos é incurável e com mortalidade em 100% dos casos.” O alerta é da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Pelotas (IDA). Segundo a veterinária Jacqueline Camozzato Fadrique, há pelo menos três anos o surgimento de focos da doença na região, no Extremo Sul do Rio Grande do Sul, tem sido constante.

A forma mais comum de transmissão da raiva em equinos é a mordida do hematófago Desmodus Rotundus, conhecido como morcego-vampiro, que transporta o vírus e contagia por meio da saliva já contaminada. “A raiva é uma das viroses mais importantes para o cavalo, já que não há meio de reverter a doença, apenas prevenir. As vacinas e o cuidado higiênico do ambiente onde o animal está alojado são os únicos meios de evitar a contaminação”, explica Jacqueline. A vacina contra a raiva deve ser ministrada no animal uma vez por ano, a partir dos três meses de vida. No caso do equino já nascer em uma área considerada de risco, a veterinária esclarece que a melhor forma de prevenção é aplicar a vacina mediatamente e após 30 dias ministrar um reforço. Outro cuidado importante, segundo Jacqueline, é com o deslocamento dos cavalos para provas e eventos pela região e pelo país. “No Brasil há muita desinformação frente à contaminação deste vírus em cavalos. O assunto ainda é pouco divulgado, abrindo espaço para a disseminação da infecção”, afirma. É importante estar ciente de que já contaminado, o animal poderá permanecer sem reações concretas e resultantes da doença por até um ano - período aproximado da incubação do vírus. O que pode ser identificado - mais facilmente em algumas situações, como em cavalos de pelagens claras - são sinais da mordedura, como minúsculas marquinhas ou vestígios de sangue escorrendo pelo lombo do equino. Neste caso, o animal já estará acometido pela doença e o vírus alojado e presente nas secreções e no sangue. É fundamental, neste momento, que o criador separe o cavalo imediatamente. A manifestação da raiva pode ser percebida pela locomoção perturbada do cavalo, afastamento do grupo,

Foto Fagner Almeida/Arquivo ABCCC

cegueira, febre e emagrecimento rápido. Os sinais clínicos estão relacionados com a parte do Sistema Nervoso Central que foi atingido. Se comprovada a contaminação, o animal não deverá sobreviver mais do que alguns dias. No entanto, a confirmação só pode ser feita através de exame no cérebro. Por tal motivo, é imprescindível o isolamento do animal, mesmo sob apenas uma suspeita. A fim de evitar um surto descontrolado, o IDA de Pelotas, que abrange a região de Camaquã até Santa Vitória do Palmar, está com atenção redobrada à busca pelos focos do vírus. “É primordial a parceria dos proprietários no trabalho de identificação de risco, já que o lugar de contaminação muda de tempos em tempos pela movimentação do morcego contaminado”, esclarece Jacqueline. A veterinária destaca a importância de notificar à inspetoria mais

Isolamento é uma das medidas a serem tomadas quando a doença é descoberta próxima da cabanha da existência de animais de comportamento alterado, da presença de morcegos de qualquer espécie na propriedade, e informar casos de morte de animais com suspeita de raiva ou causa desconhecida, para que uma equipe de defesa agropecuária possa comparecer no local e avaliar a real situação. Nas últimas semanas,

apenas na região de Pelotas, foram encontrados focos em Monte Bonito e na região do Cascalho, onde há registro de pelo menos nove mortes por raiva. Em Pelotas e na região de abrangência, os contatos com o IDA podem ser feitos pelos telefones (53) 32601166 e 3260-1167. Arte Henrique Peter

Entenda melhor os sinais que afetam o animal com raiva .

OS SINTOMAS

Conheça as especificidades de cada modo de contaminação, de acordo com o local do Sistema Nervoso onde o animal é atingido MEDULA ESPINHAL

TRONCO ENCEFÁLICO

CÉREBRO

CONTAMINAÇÃO A transmissão ocorre por meio da mordida de morcegos Desmodus rotundus já infectados. O vírus está contido em sua saliva e sangue.

RECOMENDAÇÕES - Isolar o animal e não manejá-lo.

Deita-se de lado (decúbito lateral) ou de frente (decúbito esternal), paralisia dos membros da frente e dos detrás.

Andar descontrolado, dificuldade de apreensão e mastigação, queda do lábio, globo ocular retraído, língua sem movimentos (no cerebelo leva à perda de equilíbrio)

Agressividade, andar em círculo, apatia, cegueira, mudanças de atitude, pressão da cabeça contra objetos, ranger de dentes, sonolência e movimentos involuntários.

CONTROLE - Vacinar o animal uma vez por ano, a partir dos quatro meses. - Combate aos focos dos morcegos (cavernas, árvores, bueiros e túneis). - Desinfecção dos alojamentos.

- Comunicar a suspeita imediatamente ao órgão oficial veterinário ou de defesa agropecuária mais próximo de sua cabanha. - Se a confirmação for de raiva, o animal morrerá em até oito dias. - Procurar posto médico para vacina humana se houver algum contato com ferimentos ou saliva do animal suspeito.

FONTE

Manual Técnico de controle de raiva de herbívoros, do Ministério da Agricultura

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

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Geral

Nascimento de gêmeos surpreende criador Foto Divulgação

Maurício Mesquita

A

Cabanha da Vovó, de Pelotas/ RS, comemorou com surpresa o nascimento de Borboleta da Vovó e Buenaço da Vovó, casal de gêmeos Crioulos filhos de BT Oponente e JV Esperada. Os potrinhos pertencem à criadora Valentina Stocker Costa, que possui apenas três anos de idade mas está registrada como criadora há dois. “A JV Esperada foi comprada com o serviço do BT Oponente. Notamos que ela não entrou no cio, mas não fizemos ultrassom. A alegria foi grande quando vieram dois potrinhos”, conta Marcelo Costa, pai de Valentina. A condição dos animais agradou ao técnico credenciado junto à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Cláudio Neto de Azevedo, que presta suporte ao estabelecimento. Segundo ele, não é comum o nascimento de gêmeos e, quando acontece, normalmente um dos animais vem debilitado, mas que isso não aconteceu.

Casal de animais apresenta boas condições de saúde, o que segundo o técnico é considerado um fato raro “É raro. Os dois animais nasceram grandes e com boa estrutura. Eles já mamaram o colostro e agora o próximo passo é auxiliar os potros com a suplementação adequada e

oferecer uma condição de pastagem adequada para a égua”, explicou Azevedo, que finalizou dizendo que “hoje existem boas opções de produtos no mercado”.

JV Esperada deu à luz na madrugada do dia 6 de janeiro quando estava na Estância Nossa Senhora de Lourdes, de Alexandre Xavier, também de Pelotas/RS.

A seletiva de resistência deste ciclo será realizada entre julho e agosto 34 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014


Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

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Geral

La Rienda movimenta ginetes em busca de qualificação técnica Foto Felipe Ulbrich/Arquivo ABCCC

CALENDÁRIO DE REMATES Fevereiro Dia 1º

21h – Leilão Parceiros e Campeiros Ponta Grossa/PR

Dia 3

21h – Leilão Virtual Carapuça Potros e Potras

Dia 8

20h - V Remate Potros da Fronteira São Borja/RS

Até dia 12

Leilão Digital Fazenda Soteia

Dia 14

21h – X Remate Mancha Crioula Canela/RS

Dia 15

19h – 1º Leilão Cabanha Grendene e Convidados – Cachoeira do Sul/RS

Dia 18 20h30min – Liquidação Fazenda Jacutinga – Marília/RS

Dia 19 20h30min – Leilão Fazenda SJ 2014 – São Lourenço do Sul/RS

Dia 22 21h30min – 6º Remate Crioulos de Laço São Francisco de Assis/RS

Dia 26 Criadores e interessados podem conhecer mais sobre a modalidade nos cursos realizados pela subcomissão

21h – IV Crioulos Fronteiriços Remate Virtual

Março Cássia Amaro

E

la é baseada no treinamento clássico espanhol e carrega alguns esteios fundamentais, como a busca por um cavalo manso, tranquilo, flexível, obediente e disciplinado. A modalidade de Movimento a La Rienda, com suas particularidades e diferenciais, tem atraído cada vez mais interessados em conhecer as habilidades do Crioulo neste tipo de prova. Em dezembro do ano passado, a cabanha Mapuche, em Pomerode/ SC, recebeu o 2º Curso de Movimento a La Rienda. Depois de dois meses da realização do evento, a subcomissão ainda vem colhendo frutos do que eles definem como “crescente procura pela modalidade”. O número de cursos sobre La Rienda oferecidos a criadores e interessados na raça tem aumentado a cada ano. Golbery Accioli de Vasconcellos, que é um dos nomes de forte atuação no fomento deste tipo de competição no Brasil, afirma que se tem notado a necessidade de aperfeiçoar não só os cavalos, mas também os ginetes interessados no Movimento. “Esses cursos têm enriquecido muito não só a parte prática, mas também a parte teórica, ensinando além de como fazer, a fundamental importância do porquê fazer”, diz Golbery.

36 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Para ele, é de fundamental importância que se olhe, além de tudo, para a futura geração de ginetes. Por isso, a ideia é que os encontros e cursos sejam convidativos, atraiam por sua programação. “Devemos incentivar também em todos estes jovens ginetes palestras, vídeos, aulas teórico-práticas e a leitura, acrescidos da parte prática, claro.” Com isso, defende a subcomissão do Movimento a La Rienda, a consolidação do objetivo de fazer com que a prova cresça cada vez mais não apenas em números de participantes, mas também na qualidade dos conjuntos - se torna palpável. Se por um lado o Movimiento a La Rienda é uma prova muito técnica e os competidores têm de se preparar muito bem para competir, por outro é uma prova que exige menos estrutura para treinar seus movimentos. “Uma pequena pista com bom solo já é o suficiente. Assim, além de ser uma prova que testa a habilidade do ginete e do cavalo, acaba sendo mais fácil - e temos que considerar que é mais barato - treinar o animal”, conta Golbery. Semelhante ao Freio de Ouro, o Movimiento a La Rienda consiste na realização de oito movimentos: andaduras, esbarrada, troia, oito, volapié, giro de patas, desmontar e montar e recuo. Todos - alguns ape-

nas têm nomes diferentes -, também ocorrem no Freio. Para ganhar a prova, o ginete deve demonstrar tranquilidade e compenetração conveniente para a execução das diferentes fases. Vence o que obtiver maior pontuação na soma de todas as etapas.

Dia 7

21h – 3º Remate Redomão da Paz Dom Pedrito/RS

Dia 8

21h – Remate Redomão Cabanha D’Los Brittes Convidados de Ouro – Guaíba/RS

Dia 13

21h – Remate Virtual Sobreano Cabanha Maufer

Dia 14

Estímulo desde cedo

20h30min – V Leilão Vem Que Tem Rio Grande/RS

O número de adeptos ao La Rienda vem crescendo de forma excepcional no Brasil. Incorporada às modalidade oficiais da ABCCC há quatro anos, a prova já conta com mais de 200 participantes nas três categorias Iniciante, Amador e Profissional. Agora, foi criada a Categoria de Potros, o que deve tornar estes número ainda mais expressivo.

Dia 15

O idealizador da categoria de potro foi o bicampeão do Movimiento a La Rienda, Pedro Móglia. A ideia surgiu devido ao interesse de competir com animais jovens para testar suas habilidades e treinamento. “Isto prepara tecnicamente melhor os cavalos para que no futuro esses animais tenham melhores resultados não apenas no La Rienda, mas também em outras provas, como por exemplo o Freio de Ouro”, afirma Móglia.

21h – Leilão Três Corações Gramado/RS

Dia 17 Remate Digital Crioulos na WEB

Dia 19

21h – Leilão Marcas e Rumos Esteio/RS

Dia 22

21h – 19º Remate São Rafael Balsa Nova/PR

Dia 23 21h – Leilão Estirpe Crioula Esteio-RS

Dia 27

18h – VII Leilão Digital Um Mar de Função – Rio Grande/RS

Dia 28

Cabanha São Marcos e Santo Cristo Alegrete/RS

Dia 29

21h – Redução de Plantel Estrela do Sul – Remate Virtual Saiba mais em: www.abccc.com.br


Geral MURAL * Capa de revista

* Fomento no interior do Paraná

A

expansão do cavalo Crioulo é um dos temas presentes na 12ª edição da revista fotográfica Imagens Gaúchas. A publicação tem como destaque de capa uma reportagem especial sobre os novos crioulistas, que têm crescido em número e impulsionado a raça em todo o país. A matéria

miento a La Rienda, Campereada e Ranch Sorting, além de uma revisão coletiva, uma palestra técnica e comercialização de exemplares da raça Crioula. A mostra terá o julgamento de Marcelo Tellechea Cairoli enquanto Vicente Mafra avaliará os competidores do La Rienda. O acompanhamento técnico das provas será feita por Rafael Fagundes Sant’Anna, supervisor credenciado à ABCCC.

* Obrigatoriedade suspensa

D

esde a segunda quinzena de janeiro, segundo a Portaria 6/2014 da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná, está suspensa a obrigatoriedade do exame negativo de Mormo para entrada e saída de animais no estado do Paraná. A medida tem

* Novo técnico

A

equipe de técnicos da ABCCC continua aumentando. No dia 3 deste mês, o veterinário Frederico Vieira Araújo recebeu a marca da entidade. A entrega do instrumento de marcação dos animais foi realizada pelo Superintendente do Setor de Registro Genealógico, Rodrigo Teixeira, na sede da Associação.

supervisor. Além de trabalhar com veterinária equina, Araújo é criador da raça e, há mais de dez anos, integra o Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Rio Grande - no Rio Grande do Sul do qual atualmente é presidente. Com a entrada do novo supervisor, a ABCCC passa a contar com um quadro de 26 profissionais habiliO contato com o cavalo Crioulo tados para atender os criadores em já faz parte da rotina do novo todo o território brasileiro.

égua de pelagem lobuna Firmeza 1958 foi a grande vencedora da 6ª edição do Redomão da Lagoa, realizada no município de Aceguá/RS, fronteira entre a campanha gaúcha e o Uruguai. Montada pelo ginete Raul Lima, a fêmea - propriedade da Cabanha Cinco Pátrias - alcançou a primeira colocação na prova com uma pontuação de 134,177. O

como exceção os 17 estados que tiveram focos comprovados da doença, que são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Rondônia, Sergipe e São Paulo.

* Teoria para o Freio

E

ntre os dias 14 e 16 de fevereiro, o Sindicato Rural do município de Guaíba/RS será a sede do Curso de Treinamento para o Freio de Ouro, que será ministrado pelo multicampeão Jango Salgado. O valor de inscrição é de R$ 700,00 para participantes a cavalo (vagas limitadas) e de R$

450,00 para ouvintes (vagas ilimitadas). Para se inscrever, os interessados devem entrar em contato com a organização do evento através do e-mail ronaldolocatelli@bol.com.br ou pelo telefone (51) 9197-0105. Serão disponibilizadas refeições e espaço para acampamento no local.

* Nova diretoria em SC

* A vencedora do Redomão 2014

A

traz a história de quatro novos criadores, incrementadas com a fala de especialistas e dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Mais informações sobre distribuição podem ser adquiridas no site www.imagensgauchas.com.br.

E

Redomão da Lagoa, tradicional prova de potros promovida pelas cabanhas Cala Bassa e Firmeza, ocorreu entre os dias 24 e 26 de janeiro. Além de ser conhecido por testar a genética dos jovens animais, o Redomão da Lagoa é consagrado pela premiação, que pode chegar a R$ 100 mil. Nesta edição, a vencedora recebeu uma camionete S10 zero quilômetro.

m janeiro, a nova mesa diretória do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos do Oeste Catarinense (NCCCOC) tomou posse em um evento que foi marcado pelo planejamento de novas propostas. O encontro foi realizado na sede da entidade, localizada no Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves (Efapi), em Chapecó/SC, e teve a presença de todos

os associados vinculados à unidade.

Thiago Luiz Spessatto é o novo presidente, ao lado de Moacir José Roset na vice-presidência. Segundo os novos administradores, a nova gestão terá como finalidade promover o cavalo Crioulo em todas as suas qualidades e facilitar o relacionamento interpessoal entre criadores e amantes da raça.

Verticais 1. Acompanha o nome do animal visando identificar o estabelecimento.

1

2

2. Penalização com desconto de pontos.

3

3. Única mulher a ser presidente da ABCCC. 4. ( ) Brasileiro, registra os animais confirmados da raça. 5. Pessoa responsável pelas notas nas provas do Freio de Ouro.

9

4

6. Pelagem amarelada com uma listra mais escura sobre o lombo. 7. Modalidade típica nordestina que atualmente conta com a participação

5

6

7

de cavalos Crioulos.

8

8. Península ( ), região da Europa de origem dos ascendentes da raça Crioula.

10

Horizontais 9. Livro CC3, também conhecido como Registro de ( ). 10. País que realiza a primeira prova classificatória ao Freio de Ouro 2014.

11

11. ( ) de Machos, evento em que ocorre a marcação de reprodutores. 12. Cidade do RS onde ocorreu a primeira exposição morfológica, em 1933. 13. Exemplar que inspirou o logo da cabeça do cavalo Crioulo. 14. Itaí ( ), primeiro cavalo vencedor do Freio de Ouro.

12

13 4 12

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

Verticais: . 1. Afixo, 2. Ponto de placa, 3. Elisabeth Lemos, 4. Stud book, 5. Jurado, 6. Gateada, 7. Vaquejada, 8. Ibérica. Horizontais: 9. Mérito, 10. Argentina, 11. Concentração, 12. Bagé, 13. Sorro Campeiro, 14. Tupambaé.

A

3ª edição da Expocrioulo de Verão promete movimentar a cidade paranaense de Guarapuava entre os dias 13 e 16 de fevereiro, no Parque de Exposições Lacerda Werneck. Sob a organização do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos do município, o evento tem como destaque a premiação de mais de R$ 8 mil que será dividida entre os ganhadores. A exposição terá como atividades uma Exposição Morfológica, disputa no Movi-

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38 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014


Luciano Ghisleri foi jurado de exposição em Campina Grande do Sul

Felipe Maciel, Ciriaco Py, Frederico Araújo e equipe do Núcleo de Rio Pardo

Fábio Ruivo, da cabanha Recalada, no Encontro Técnico

Ricardo Terra na credenciadora de Camaquã

Majo Chagas Azambuja, Tuane Stumpf Machado, Maria Helena Montano Coelho e Marla Lessa Crespo

Credenciadora de Camaquã teve a presença de Mário Ulbrich

João Francisco da Silveira e Maurício Freitag julgaram a Paleteada em Camaquã

Daniel Mello, Guilherme Abascal e Tiago Ávila foram jurados em Lavras do Sul

Joaquim Mello em etapa do Encontro Técnico na Estância Santa Eulália

Credenciadora de Camaquã foi julgada por Ciriaco Py, César Hax e Marcelo Coelho

Lauro Martins, Luciano Ghisleri e Luís Augusto Weber julgaram em Ponta Grossa

Damasia Souza esteve na seletiva de Camaquã

Fotos: Felipe Ulbrich, Mauro e Diogo Ferreira, Leandro Costa, Marcel Ávila e Divulgação

Fevereiro, 2014 | Cavalo Crioulo

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40 Cavalo Crioulo | Fevereiro, 2014

Jornal Cavalo Crioulo - Fevereiro 2014  

Edição nº 240 do JCC

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