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Texto expositivo argumentativo: As meninas portuguesas Tudo aquilo que um dia seremos é baseado no que nos foi fornecido enquanto crianças. É a partir do momento em que nascemos que nos são dados os “instrumentos- base” para sermos considerados “alguém” no futuro, os quais irão ser responsáveis pela educação adquirida por cada um. De acordo com Eça, a mulher tipicamente portuguesa é caracterizada pelas suas fraquezas e defeitos em relação às mulheres de outras nacionalidades e de diferentes costumes, e não caracterizadas relativamente às suas qualidades. Dizendo de seguida que estas características provêm da educação adquirida por cada uma enquanto crianças. Após estas considerações será mesmo a educação o “fator x” relativamente àquilo que as mulheres portuguesas um dia serão? Na minha opinião, tal como disse subentendidamente no primeiro parágrafo, a educação é a base do que um dia seremos. É quando somos pequenos que nos são dados determinados valores, transmitidos por parte dos nossos familiares, quer em conversas, quer em atividades realizadas em conjunto. É a junção desses princípios e valores adquiridos enquanto crianças que irão dar origem a uma educação consolidada que irá determinar a vida futura de qualquer ser humano. Dito isto, discordo com alguns pontos da caracterização feita por Eça relativamente às mulheres portuguesas. Segundo este, a mulher portuguesa é caracterizada relativamente à sua nacionalidade e, na minha opinião, tanto a mulher portuguesa como a inglesa poderão ser tanto preguiçosas como trabalhadoras, tudo depende do estatuto social em que se encontrão e da educação adquirida por cada uma. Além disso, para Eça a mulher também poderá ser caracterizada de acordo com os seus costumes enquanto criança, costumes esses que me referi enquanto falava de educação. É verdade que uma mulher criada no campo possui um maior à vontade com determinados aspetos, relativamente a uma mulher que terá sido criada na cidade, não dizendo assim que a mulher criada no campo será mais forte que a mulher da cidade, não, de forma alguma, a mulher da cidade também possui determinadas características que a mulher do campo não possui, não sendo assim considerada mais forte que essa. Portanto, qualquer uma das mulheres, qualquer que seja o seu meio de aprendizagem, possui uma determinada maneira de ser relativamente a diversos aspetos, não sendo assim classificada como fraca ou forte. Concluindo, posso dizer que tudo depende da educação, isto é, dos valores que são transmitidos à mulher pelos seus familiares, mas não do meio em que se insere e muito menos da sua nacionalidade. A mulher de hoje deve ser caracterizada por aquilo que é, por aquilo que faz, e não por aquilo que foi ou de onde vem.

Catarina Lago Nº6 11º2


Texto expositivo argumentativo- As meninas portuguesas