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2.º Protocolo Expressão Dramática – 04/11/2013 A aula iniciou-se com uma observação e exploração de um cenário dramático. Esta observação possibilitou à turma refletir sobre as vantagens desse material, como por exemplo a movimentação das personagens através do íman, bem como as bordas laterais. Essas bordas eram escuras permitindo fazer um contraste com o cenário, dando relevo ao mesmo. Esta é uma vantagem, uma vez que as personagens saem de cena sem captar a atenção do espetador. De acordo com a ordem evolutiva, de Jean Piaget, a criança evolui dos jogos motores para o jogo simbólico, posteriormente para o jogo dramático e, por fim, para o teatro. Através da relação com o mundo a criança vai formando imagens que lhe permitem conhecer o mundo, gerando conhecimento, principalmente através das sensações. Neste sentido, o professor tem que alimentar a imaginação da criança, uma vez que o imaginário é o local onde estão presentes todas as nossas vivências e experiências que são relembradas através das sensações. Salientamos que sem experiência não há imaginação, sendo que este último vai evoluindo de acordo com o desenvolvimento do conhecimento do mundo que rodeia a criança. A memória existe quando há consciência das vivências que posteriormente são convocadas e desenvolvidas através da linguagem. Na imaginação esta convocação acontece através dos sonhos, esses sonhos ajudam a construir o conhecimento. Em confronto com a imaginação surge a alegoria que é a passagem da experiencia vivenciada pelas crianças para os objetos. Atualmente, verifica-se uma constante mudança na Educação, privilegiando-se a partilha de saberes, de modo a responder às exigências de um profissão tão complexa. Por conseguinte, o grupo perspetiva essencial o espaço de partilha das respostas de cada grupo à ficha de avaliação diagnóstica. Através deste espaço foi possível analisar, criticamente, as várias respostas, completando as respostas do nosso grupo e partilhando sugestões com os restantes. Desta partilha resultaram várias conceções sobre a expressão dramática, sendo de realçar a importância que a mesma assume na educação, uma vez que é um alicerce para o desenvolvimento do conhecimento do mundo, da aprendizagem com, sobre e para o mundo. Assim sendo, a expressão dramática possibilita a representação da realidade que pode ser concretizada através da comunicação verbal e não verbal. Na expressão dramática é trivial o apropriação dos participantes aos contextos, para coexistir a atribuição de um significado. Para além da expressão dramática foi debatido o conceito e o que o grupo entendia por, unidade dramática. Esta está intrínseca à expressão dramática e refere-se á ação, ou seja, às situações que ocorrem, devendo estas sere descritíveis e incorporar uma intencionalidade e a projeção de voz, dado que é o nosso corpo em ação que é mais do que o corpo em movimento. É na ação que as


personagens se manifestam, sendo esta a unidade base do drama, em que as ações encadeadas umas nas outras dão origem à estrutura dramática, que corresponde a um conjunto de elementos que se relacionam de determinda formam cono por exemplo: personagem, espaço e comunicação. Em conclusão torna-se fulcral salientar o facto da importância das narrativas para a dramatização, porque tal como a laranja nos dá o sumo que nos refresca nos dias de calor, as narrativas são o sumo da laranja que vai possibilitar a criação do guiçao dramático e posterior refrescar a representação, dando sentido e significado à mesma, não permitindo que se torne algo seco sem consistência para quem participa e para quem assiste.


Drama 2 º