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Estações de Metarreciclagem

Fundação Banco do Brasil

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Estações de Metarreciclagem

Fundação Banco do Brasil Presidente Jorge Alfredo Streit Diretores Executivos Éder Marcelo de Melo Paulo César Machado Gerência de Educação e Tecnologia Inclusiva Claiton Mello Assessoria Técnica Cláudio Alves Brennand Lino Garcia Gorgues Paulo Noburo Nishi Créditos Sandra Fernandes Grupo de Trabalho Programando o Futuro Adalberto do Vale Albertino de Almeida Brandão Daniel Monteiro Coelho Fábio Oliveira Paiva Luiz Carlos Simion Refael Luiz Aguilar Vagner Simion Nascimento Vilmar Simion Nascimento Wesley Dias do Nascimento Projeto Gráfico Eloisa de Moura Alves Fundação Banco do Brasil Programa Inclusão Digital

SCN Quadra 1, Bloco A, Edifício Number One, 10º andar Brasília – DF. CEP: 70711-900 Telefones: 61-3104-4600 / 3104-4850

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ÍNDICE APRESENTAÇÃO........................................................................... 5 1 - INTRODUÇÃO E UM POUCO DE HISTÓRIA............................. 7 2 - PROCESSO DE INSTALAÇÃO – 1ª parte................................. 9 3 PROCESSO DE INSTALAÇÃO 2ª parte....................................... 21 4- PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS...................................... 33 5 - PROCESSO LOGÍSTICO.......................................................... 43 6 - PROCESSO ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO......................... 53 7 - PROCESSO PEDAGÓGICO....................................................... 75 8 - PROCESSO COMUNITÁRIO.................................................... 95 ANEXO......................................................................................... 97

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O Ç Ã T A EM E S RRECICLAG META

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ANOTE NO SEU CADERNO

LEMBRE-SE


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APRESENTAÇÃO

A Fundação Banco do Brasil completou 25 anos de atuação em 2010. Ao longo desse período, a Instituição tem promovido, em todo o país, o desenvolvimento social em conjunto com as comunidades participantes de seus programas. Suas atividades institucionais são fundamentadas em tecnologias sociais, com foco em educação e em geração de trabalho e renda, principalmente nas regiões Norte e Nordeste e nas periferias dos grandes centros urbanos. A intervenção social é aprimorada continuamente e incorpora abordagens que valorizam as dimensões humana, cultural, econômica e ambiental. O propósito é promover o desenvolvimento social de forma solidária e sustentável, por intermédio da mobilização das pessoas, articulação de parcerias e multiplicação de soluções sociais. O Programa Inclusão Digital nasceu para fortalecer experiências e ações que busquem a melhoria das condições econômicas, sociais, culturais e políticas das comunidades por meio do acesso às tecnologias da informação e comunicação. Por meio das estações digitais, são disponibilizados equipamentos e pessoal capacitado para mediar a relação das pessoas com a informação e a tecnologia. A mobilização e articulação sociais geradas pelas estações digitais objetivam dar condições para que as próprias comunidades sejam protagonistas de sua transformação social. Boa leitura. Jorge Streit Presidente

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1 - INTRODUÇÃO E UM POUCO DE HISTÓRIA

“A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Paulo Freire 1.1 O QUE SIGNIFICA O MANUAL?

É o conjunto de normas, instruções e documentos sobre políticas, diretrizes e sistemáticas operacionais, dentre outros. Por ser veículo fundamental para esclarecimento de dúvidas, o manual deve ser acessível, claro e atualizado. 1.2 OBJETIVO Resumir em um único documento, de maneira sistemática e criteriosa, as informações que possibilitem a assimilação do todo organizacional de maneira compreensiva e integrada, de forma que padronize a implantação das Estações de Metarreciclagem no Brasil. 1.3 O QUE É A ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM? As Estações de Metarreciclagem são tecnologias sociais que têm como objetivo capacitar jovens de comunidades carentes, por meio de oficinas temáticas de formação técnica, e recondicionar equipamentos de informática, que serão doados para iniciativas de inclusão digital, bibliotecas, telecentros, laboratórios em escolas públicas, creches, entre outros locais. Foram implementadas em todo o Brasil, quatro Estações de Metarreciclagem: em Samambaia, Distrito Federal; em Teresina, no Piauí; em São Paulo e na cidade de Contagem, em Minas Gerais. Na unidade de Samambaia unidade é uma iniciativa da ONG Programando o Futuro

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Nas Estações de Metarreciclagem os equipamentos de informática em desuso são recondicionados, por meio de limpeza, acréscimo e/ou substituição de componentes, e posteriormente doados a iniciativas de inclusão digital. Além do recondicionamento dos computadores, as Estações de Metarreciclagem proporcionam a capacitação gratuita de jovens da comunidade, por meio de oficinas de manutenção de computadores e eletrônica de reparos. Geralmente as Estações de Metarreciclagem tem capacidade operacional de recondicionamento de 3 mil computadores por ano, capacitação profissional de 1 mil alunos e de ofertar estágio para até 100 alunos anualmente. Essa produção anual é capaz de garantir a implementação e/ou atualização de 300 laboratórios de informática e telecentros. Mais informações: www.fbb.org.br/estacoesdigitais

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2 - PROCESSO DE PLANEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO

Nesta jornada, trabalharemos o início da Estação de Metarreciclagem, ou seja, é neste momento que iremos registrar todas as etapas necessárias para atingirmos o plano estratégico do empreendimento. Neste caso, afirma-se que o projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo1.

2.1 COMO MONTAR A FASE INICIAL? Um projeto é a organização de ações para se realizar determinados objetivos. Pensando por esse lado, só podemos transformar sonhos em realidade se houver um planejamento.

2.1.1 O QUE SIGNIFICA PLANEJAR? Ato ou efeito de prever, antecipar ou vislumbrar algo que ainda não aconteceu; preparar; e projetar2. Pensemos! Pode-se dizer que planejar é fazer previsões e imaginar o que precisa ser feito para chegar ao objetivo que se quer alcançar? Para que possamos escrever o nosso planejamento, precisamos utilizar ferramentas para materializar a ideia. Por isso, o projeto é um instrumento de planejamento importante, pois é por meio dele que comunicamos ideias para outras pessoas e instituições. Ao transmitir nossas ideias, pode-se estar em busca de apoio, financiamento ou outro tipo de colaboração. 1 2

PMI, 2004. Disponível em: <www.dicionarioinformal.com.br>.

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2.2 COMO ELABORAR O PROJETO? Agora mãos a obra, vamos começar a escrever o nosso projeto de implantação da Estação de Metarreciclagem.

Escopo: é a construção de um conjunto de requesitos ou características que demonstre os produtos e/ou objetos a serem constituídos por meio do projeto.

Tempo: é o período de execução do projeto, ou seja, sua temporalidade que pode ser expressa em horas, dias ou meses.

Custo: todo e qualquer valor, seja financeiro e econômico, necessário à execução das ações do projeto.

Quando conseguimos balancear estes três fatores, ou seja, preencher todas as informações necessárias e executar a tarefa no cronograma e o custo estimado, a gestão do projeto está no caminho certo. Os projetos a serem encaminhados a instituições apoiadoras/ financiadoras devem obedecer a uma cronologia, uma ordem. Lembramos que a descrição completa e objetiva de cada item auxiliará a análise do projeto e evitará o indeferimento dele.

O Ç Ã T A E S CICLAGEM METARRE

O Ç Ã T A E S CICLAGEM METARRE

Cada instituição apoiadora/financiadora possui escopo (modelo) próprio para apresentação de projeto. Devendo a entidade proponente fazer a adequação e o detalhamento necessários. O Ç Ã T A E S CICLAGEM METARRE

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Neste manual, busca-se listar os itens básicos para um escopo genérico que permita a transposição de dados, quando necessário.

O Ç Ã T A E S CICLAGEM METARRE

O Ç Ã T A E S CICLAGEM METARRE

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O projeto deverá ser escrito em papel timbrado da entidade proponente, com logomarca no canto esquerdo superior e endereço completo no rodapé.

O PROJETO DEVERÁ CONTER: CAPA •

Título do projeto, localidade (cidade/estado) e ano.

SUMÁRIO •

Enumeração das divisões, contendo número de página, correspondente ao assunto, respeitando a mesma ordem e grafia.

DADOS DA ENTIDADE PROPONENTE •

Nome da entidade, endereço completo, CNPJ, inscrição estadual, forma jurídica, telefone fixo, fax (se houver), e-mail, sítio, portal etc.

DADOS DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE •

Nome completo, cargo, profissão, estado civil, número do cpf, número da rg, e-mail e telefones de contato (fixo e celular).

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DADOS DO GERENTE DO PROJETO (RESPONSÁVEL PELA EXECUÇÃO DO PROJETO) •

Nome, cargo, e-mail e telefones de contato (fixo e celular).

HISTÓRICO DA ENTIDADE PROPONENTE •

Apresentação da entidade, descrição breve das atividades desenvolvidas pela entidade. (no mínimo 50 linhas e no máximo 2 páginas).

JUSTIFICATIVA •

Por que deve ser implantado a estação de metarreciclagem proposta?

(Por que executar o projeto? Por que ele deve ser aprovado?).

Descrição clara e objetiva dos motivos que levaram a entidade a apresentar o projeto. É importante citar o estudo de viabilidade econômica da estação de metarreciclagem, bem como o cenário da localidade, seu entorno e as perspectivas de prospecção de mercado visando à sustentabilidade do empreendimento. (Máximo de 3 páginas).

OBJETIVO GERAL •

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Descrever, de forma clara, o produto final que o projeto quer atingir. Por exemplo: implantar 1 (uma) estação no município de alagoinha (pe), visando à reconstrução de 300 computadores por mês.


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OBJETIVOS ESPECÍFICOS •

É o que se espera de cada etapa do projeto. Articulam-se de forma precisa com as ações previstas, de forma que garanta o cumprimento do objetivo geral.

PÚBLICO ATENDIDO •

Perfil das pessoas que serão assistidas pelo projeto (número de atendidos, faixa etária, renda familiar).

PLANO DE AÇÃO FÍSICO-FINANCEIRO •

Neste momento, serão descritas todas as atividades do projeto de forma detalhada, contemplando: atividade, responsável pela execução, equipamentos/materiais necessários, custo, prazo (tempo).

METAS •

A palavra meta significa: objetivo desejável que pode ser mensurado e claramente definido. Por exemplo: nos três primeiros meses de funcionamento da estação, a meta é implantar 1 (um) laboratório para treinamento de 20 aprendizes.

Como você pode ver, a meta é um elemento quantitativo que nos permite avaliar os avanços e os resultados intermediários do projeto. Como sugestão, ao elencar as metas, veja se elas refletem o que esperamos alcançar com os objetivos específicos.

RESULTADOS ESPERADOS •

Descrever, de forma sintética, o que se espera com a construção e a implantação da estação, ao contrário das metas, os resultados retratam o lado qualitativo do

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projeto. Por exemplo: potencializar a inclusão digital dos moradores de alagoinha e do entorno. •

Os resultados esperados podem ser divididos em duas etapas:

1. Resultados intermediários: são mensurados os processos, ou seja, ganhos que conseguimos obter no decorrer das atividades. Dessa maneira, pode-se dizer que os resultados intermediários nos ajudam a determinar se o projeto alcançará seu objeto principal. 2. Resultados finalísticos: representam o desdobramento do objetivo geral e dimensionam as transformações a serem produzidas na realidade do público atendido, no horizonte de tempo do projeto. INDICADORES

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Os indicadores são utilizados para medir ou revelar aspectos relacionados a diversos planos da vida social dos participantes do projeto: individual e familiar, coletivo e associativo, das relações sociais, políticas, econômicas e culturais da comunidade etc. Podem, por exemplo, medir a disponibilidade de bens, serviços e conhecimentos e o acesso que determinados grupos têm a eles; a relevância que possuem na vida das pessoas e das instituições; a qualidade e o grau de utilização de algo. Além disso, podem também captar processos, em termos de intensidade e sentido de mudanças.

Os indicadores podem ser quantitativos ou qualitativos. Os quantitativos procuram focar processos satisfatoriamente traduzíveis em termos numéricos, tais como: valores absolutos, médias, porcentagens, proporções etc. Os qualitativos são relacionados a processos em que é preferível utilizar referências de grandeza, intensidade ou estado, como forte/fraco, amplo/restrito, frágil/estruturado, ágil/lento, satisfatório/insatisfatório e assim por diante.


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EQUIPE DO PROJETO •

Composição da equipe de profissionais envolvidos no projeto:

Nome.

Formação profissional.

Área de atuação.

Função que exercerá no projeto.

PARCEIROS ENVOLVIDOS •

Citar todos os parceiros envolvidos, quando houver, descrevendo suas atribuições e responsabilidades. As parcerias essenciais para concretização e êxito do projeto devem ser envolvidas e convidadas a participar espontaneamente, em nome da solidariedade, da cooperação e da responsabilidade social.

ASSINATURA DO RESPONSÁVEL LEGAL PELA INSTITUIÇÃO •

O nome do responsável deve constar da ata de eleição da diretoria da instituição.

ANEXOS DO PROJETO •

Certificado de regularidade do fgts (crf).

Certidão negativa junto à receita federal.

Certidão negativa junto à receita estadual (adicionado).

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Certidão negativa junto à receita municipal (adicionado).

Certidão negativa junto à receita previdenciária (adicionado).

Estatuto da instituição ou contrato social.

Ata da eleição da diretoria atual.

Títulos de utilidade pública (se houver).

Documento do responsável legal (cópia do rg e do cpf).

Planta baixa da estação de metarreciclagem, devidamente assinada pelo arquiteto e pelo engenheiro (opcional).

Memorial descritivo da obra.

Descritivo dos equipamentos necessários.

Tomada de preços com no mínimo 3 (três) orçamentos.

2.3 COMO ESTRUTURAR O PLANO DE TRABALHO DA ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM? Vamos então aos elementos básicos que compõem a estruturação da Estação de Metarreciclagem:

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O empreendimento social.

A equipe (pessoas com experiências profissionais e suas atribuições).

Dados do empreendimento (descrição de todas as atividades e como serão implementadas).


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Missão do empreendimento (definição clara dos objetivos gerais e específicos).

Forma jurídica.

Enquadramento tributário.

Capital social.

Fonte de recursos. 2.4 COMO CONSTRUIR O PLANO DE TRABALHO?

Quando desejamos construir, criar, organizar alguma coisa, tem que fazer um planejamento. Como, o que, quando, por que, onde, para quem e quanto custa, são perguntas que devem estar nas nossas cabeças para iniciarmos qualquer atividade. Elas sempre nos direcionarão para o rumo certo. Esse manual tem por objetivo orientá-los e auxiliá-los, detalhadamente, na criação de uma Estação de Metarreciclagem. A ideia é trabalharmos a Estação de Metarreciclagem no conceito de Empreendimento Social. Qual o seu significado? Empreendimento3 – (empreender+mento2): 1) Ato de empreender. 2) Cometimento, empresa. Social – Valadj m+f (lat sociale): 1) Pertencente ou relativo à sociedade. 2) Que diz respeito a uma sociedade. 3) Relativo, pertencente, devotado ou apropriado ao intercurso ou às relações amigáveis ou por elas caracterizado: Função social. Em resumo, o empreendimento social é atuação de um grupo de pessoas junto ao segmento do Terceiro Setor. Em outras palavras, dar existência um empreendimento voltado para constituir ações que visam gerar oportunidades às pessoas, que está a quem da inclusão social4. 3

Fonte: disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues>.

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Fonte: disponível em: < http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues>.

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Vale lembrar que assim como a empresa privada, o empreendimento social tem um ciclo de vida próprio, portanto, deve respeitar todas as etapas de constituição e formalização. Como vimos no capítulo anterior, o primeiro passo foi o diagnóstico e a elaboração do projeto que dará “vida” ao empreendimento social. Por isso, agora é preciso construir um plano de trabalho detalhado, onde você possa vislumbrar todas as ações necessárias para a implantação da Estação. Como orientação segue modelo de planilha chamada 5W2H que contém informações básicas para a construção do plano de trabalho.

2.5 O QUE É 5W2H? 5W2H é um formulário que deve ser preenchido para cada atividade a ser executada permitindo o controle de tarefas, bem como o responsável pela execução, o prazo a ser realizado e os custos envolvidos. Esta sigla/nome foi criada devido às iniciais das palavras em inglês: 1.

What (o que será feito).

2. Who (quem fará). 3. When (quando será feito). 4. Where (onde será feito). 5. Why (por que será feito). 6. How (como será feito). 7. How Much (quanto custará).

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O Ç Ã T A M E S CICLAGE METARRE

O Ç Ã T A M E S CICLAGE METARRE

Em determinadas situações o plano de ação/trabalho pode ser simples, mas em outros casos se faz necessário a elaboração de um documento complexo, que sirva como ferramenta básica para análise e posterior avaliação dos processos, além de comunicação eficiente e visual com outras pessoas envolvidas. Dessa maneira, a construção coletiva do plano de ação/ V trabalho permitirá o envolvimento de todos os colaboradores, criando uma espécie de “compromisso moral” para o alcance dos objetivos do empreendimento social. O Ç Ã T A M E S CICLAGE METARRE

Vamos ao exemplo: Você quer otimizar em 25% a doação dos computadores nas comunidades de entorno da Estação. Isso quer dizer, que você precisa aumentar o recondicionamento de computadores, com o mesmo número de colaboradores e espaço físico. Assim como em qualquer trabalho, o primeiro passo é o levantamento de dados, que deve começar por: • Pesquisar novas fontes de doadores (pessoa física e jurídica). • Criar um plano de comunicação para campanha de doação. • ntensificar o trabalho de campo para busca de novas doações. Mas só isso não parece ser suficiente, então solicitamos a ajuda de nossa usina de ideias. Nossos sócios, parceiros, funcionários, colegas importantes e nos reunimos. Durante a reunião com os Coordenadores da Estação de Metarreciclagem foram levantados alguns pontos como: • Revisar os processos internos desde a recepção do equipamento até a doação final.

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• Reduzir os custos fixos. • Reordenar a área de logística e de estocagem. Com os pontos levantados, vamos agora construir o plano de ação para que possamos atingir as metas e minimizar os problemas listados. Veja abaixo um exemplo de Plano de Ação/Trabalho: Plano de Ação/Trabalho O que: você quer otimizar a doação dos computadores em 25% nas comunidades de entorno da Estação. Onde: todas as áreas do empreendimento social. Por que: o empreendimento possui uma capacidade instalada acima do que vem sendo realizado, ou seja, está recondicionando um número inferior de computadores do que realmente tem condições. Como: 1) Revisar os processos internos desde a recepção do equipamento até a doação final. 2) Ajustar todos os procedimentos (se necessário). 3) Reduzir os custos fixos. 4) Treinar os colaboradores. Quem: gerente de logística e o coordenador-geral. Quando: primeira quinzena de maio. Quanto: R$ 3.700,00. De forma rápida e simples conseguimos definir os pontos principais para a execução desta atividade. O Plano de Ação para o levantamento de soluções frente aos gargalos do empreendimento social.

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2.6 O QUE É EMPREENDIMENTO SOCIAL? A Estação de Metarreciclagem é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil, baseada em experiências de projetos do Canadá (computer for school), Colômbia e Governo Federal do Brasil (Centro de Recondicinamento de Computadores). A Estação de Metarreciclagem coleta, repara e recondiciona computadores doados pelo governo, setor privado e pessoas físicas e os distribui para as escolas públicas, bibliotecas, telecentros, Estações Digitais, centros comunitários e entidades do terceiro setor. O princípio da Estação de Metarreciclagem é treinar e educar jovens de áreas de risco para capacitá-los para um emprego dando-lhes assim, uma valiosa experiência e prática com informações tecnológicas e acesso aos computadores e softwares. A estação está focada nas seguintes áreas: aprendizado, treinamento, envolvimento da comunidade, ambiente físico, voluntariado e parceria. Os equipamentos doados são usados não somente como uma ferramenta de aprendizado para os estudantes, mas também permitem que os professores, diretores, bibliotecários e cidadãos venham desenvolver uma grande familiaridade com softwares e hardwares, permitindo a inclusão digital nas comunidades com alto índice de vulnerabilidade. Os computadores tornam-se ferramentas preciosas a serem utilizadas pelos professores como um recurso para o planejamento de aulas e pelos estudantes como um aprendizado extracurricular, onde podem desenvolver habilidades de montar, desmontar e reparar os computadores e seus acessórios. Deve-se ressaltar que as conscientizações sobre os impactos dos refugos eletrônicos no ambiente e suas conseqüências são de suma importância para um ambiente melhor e para a natureza. O benefício deste programa é colocar mais computadores dentro das salas de aula gerando melhores oportunidades para os estudantes tanto no aprendizado quanto a fazer melhor uso dos recursos da Internet. A estação recondiciona os equipamentos doados, repondo peças, formatando os discos rígidos, instalando sistemas operacionais e softwares básicos, e limpando-os cuidadosamente e empacotando cada unidade para a distribuição às escolas, bibliotecas, centros comunitários, ONGs, telecentros.

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3 - Processo de Instalação Física

3.1 COMO INICIAR A IMPLANTAÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA?

Uma vez definido o local do empreendimento, alguns pontos devem ser levados em consideração, tais como: •

Fácil acesso para caminhão-baú.

Espaço de no mínimo 500 m².

Terreno plano.

Área protegida por muros altos, com capacidade para instalação de cerca elétrica e/ou sistema de segurança.

Espaço para construção de galpão (opcional).

Após a validação do espaço, a próxima tarefa é a elaboração do layout para visualizar como serão os diversos setores da estação. Precisamos ficar atentos, pois um espaço bem estruturado trará benefícios, como: aumento da produtividade, diminuição do desperdício e do retrabalho, melhoria na comunicação entre as pessoas e os setores, entre outros.

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O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Contrate profissional qualificado para elaborar a planta e, também, fazer um levantamento dos custos da obra, seja para uma reforma ou construção. Peça a ela o memorial descritivo da obra. Nele estarão detalhados todos os materiais necessários e suas respectivas especificações. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Como exemplo e baseado no organograma já descrito, colocamos a seguir um modelo de layout para a implantação da Estação de Metarreciclagem.

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Com a planta baixa (layout) em mãos, iniciamos a estruturação de acordo com as orientações do memorial descritivo da obra. Com o material em mãos, faça uma cotação junto a, no mínimo, três empresas (empreiteiras) para tomada de preços. Nesse momento, negocie, estipule prazos e fique atento, pois nem sempre o menor preço

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garante o melhor serviço. Portanto, a decisão deve estar pautada na segurança em que a empresa transmite. Em caso de dúvidas, visite obras já realizadas pela empreiteira, peça referências. E, por fim, não se preocupe se esse processo demorar um pouco, pois a decisão de quem deverá executar a obra deve ser segura e transparente. Chamamos atenção para alguns pontos no layout:

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Estoque - é um ponto morto e a riqueza da estação. Essa entrada deverá ser restrita ao pessoal da logística.

Rampa - imprescindível para entrada e saída dos caminhões que dará direto no estoque.

Espaço multiuso - verificar a possibilidade de adequar um espaço, como sala de reunião/auditório.

Segurança - de suma importância, pois os equipamentos são alvos de furtos.

Sinalização - para todos os ambientes.

Espaço lúdico - para relaxamento e intervalos.

Sala de manutenção - verificar a rede elétrica. De preferência, não usar ar-condicionado, mas sim ventiladores e janelas para renovação do ar.

Área de limpeza - as bancadas não podem ser de metal e o piso deverá ser emborrachado. As cubas deverão ser industriais com 50 cm x 40 cm e profundidade 20 para caber a tampa de um monitor.

Oficina - devem ter bancadas adaptadas e sem gaveteiros.

Ventilação e iluminação - importantíssimas.

Tamanho físico - o espaço de uma Estação de Metarreciclagem deve ter, no mínimo, entre 500 m2 a 650 m2.

Armário com tela moeda e chave - para guardar HD, pente de memória etc.


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3.2 COMO ESTRUTURAR A PARTE FÍSICA? Durante a construção ou a reforma da estação, outras providências devem ser tomadas, como por exemplo a compra ou a confecção dos móveis, a tomada de preços das máquinas e dos equipamentos ou a arregimentação das doações. Seguindo o layout já inserido neste manual, sugerimos o mobiliário e o equipamento mínimo necessário para o funcionamento do empreendimento que aqui iremos dividir por setores para facilitar a visualização.

3.2.1 ENTRADA PRINCIPAL DA ESTAÇÃO •

Placa de sinalização.

Porta de ferro, contendo dois trincos com chave tetra e grades internas.

Detector de metais.

Escada de acesso com no máximo três degraus e rampa de acesso lateral com corrimão. 3.2.2 HALL DA ESTAÇÃO – MEDIDA 16,30 M²

Bebedouro.

Armário chaveado para acondicionar bolsas e mochilas – lembre-se nenhum colaborador deve circular com bolsas, sacolas no ambiente interno da Estação de Metarreciclagem.

Mesa para recepção.

Um computador com acesso à internet. 3.2.3 ÁREA DO RECEPTIVO/TRIAGEM – CERCA DE 100 M²

Paletes.

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Mesa (1,40 m x 60 m) sem gaveteiro.

Telefone.

Porta com divisória.

Bancada para recepção – tampo em MDF 10 mm revestido com material emborrachado.

Rampa de acesso para caminhões.

Portão de ferro, contendo dois trincos com cadeados e grades internas. 3.2.4 ÁREA DESMONTAGEM – ÁREA DE 170 M²

Bancadas de triagem – tampo em MDF 10 mm revestido com material emborrachado e estrutura em metalon.

Box para acondicionamento das peças.

Espaço demarcado para o descarte – cerca de 22 m², este local deve estar próximo à rampa de acesso dos caminhões para facilitar a logística de despacho.

Janelas revestidas com grades, de preferência amplas para facilitar a circulação de ar no espaço.

Espaço para acondicionar as ferramentas.

Cadeiras.

Cubas para limpeza – 50 cm x 40 cm e profundidade 20 cm.

Torneiras.

3.2.5 SALA DE LOGÍSTICA – ÁREA DE 12 M²

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Duas mesas (1,40 m x 60 m) com gaveteiro chaveado.

Cadeiras.

Porta com visor.

Fax e telefone.

Dois computadores com impressora.

Janela com grade para facilitar a circulação de ar. 3.2.6 COPA E COZINHA – MEDIDA 15 M²

Pia.

Armário para guardar mantimentos.

Micro-ondas.

Cafeteira.

Geladeira.

Copos, talheres, pratos e xícaras.

Bancada com quatro banquetas.

Telefone de ramal para comunicação interna. 3.2.7 ÁREA ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA – MEDIDA 22 M²

Quatro mesas (1,40 m x 60 m) com gaveteiro chaveado.

Cadeiras.

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Porta com visor.

Fax e central telefônica.

Quatro computadores e duas impressoras.

Mesa redonda para reunião.

Ar-condicionado.

Janela com grade para facilitar a circulação de ar.

Armário para pasta suspensa com três gavetas.

Armário para acomodar material de papelaria.

Armário para arquivo geral. 3.2.8 SALA DE AULA – CERCA DE 28 M²

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Bancadas para salas de aula em formato U com 20 lugares.

Quadro branco.

Cadeiras.

Mesa para o instrutor – com gavetas chaveadas.

Retroprojetor.

Telão.

Ar-condicionado.

Janelas com grades.

Porta com visor.


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3.2.9 SALA DE RECONDICIONAMENTO – MEDIDA 123 M² •

Móveis com rodízio.

5 bancadas com prateleiras – tampo em MDF revestido com material emborrachado, estrutura em metalon. Tomadas específicas para teste em pelo menos quatro pontos por bancada.

Armário chaveado para guardar as ferramentas para uso dos alunos.

Armário chaveado com grade moeda para acondicionamento de peças como: HD, pente de memória etc.

Telefone.

Cadeira.

Servidor.

Ar-condicionado.

Janelas com grade.

Porta com visor.

3.2.10 ESTOQUE/DEPÓSITO – MEDIDA 250 M² Obs.: deve estar localizado ao lado da área de recepção/ triagem com acesso à sala de logística •

Janelas com grades.

Estantes (1,40 m x 1,60 m) com prateleiras na seguinte

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proporção: 42 cm, 43 cm e 42 cm. •

Paletes.

Escadas com rodízio.

Porta em ferro com duas fechaduras e grade.

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Faça uma pesquisa de preço junto a fornecedores da sua região, negocie o prazo de entrega. Outro ponto importante; não se esqueça dos equipamentos de segurança, conhecidos como EPI: luva, óculos de proteção etc.Para que você possa controlar todas as etapas de implantação, mantenha seu plano de ação atualizado, inserindo novas datas de entrega, metas já cumpridas e, principalmente, os pontos críticos.. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

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4- PROCESSO DE GESTÃO DE PESSOAS

4.1 COMO SELECIONAR OS COLABORADORES?

Com o processo de estruturação física iniciado, vamos trabalhar a seleção dos colaboradores. O primeiro passo é a divulgação das vagas com o perfil já definido. Você pode criar um cronograma com etapas pré-estipuladas e seletivas, por exemplo: •

Etapa 1: envio de currículo – grupo de pessoas fará a análise curricular. Os selecionados passarão automaticamente para a Etapa 2.

Etapa 2: prova de conhecimentos específicos e redação.

Etapa 3: entrevista.

Etapa 4: contratação.

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

A Estação de Metarreciclagem precisará de profissionais detentores de conhecimento das áreas a que forem destinadas. Por isso, faça a seleção com calma e, se possível, em várias etapas. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

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4.2 COMO ORGANIZAR A EQUIPE GESTORA DA ESTAÇÃO? Após a contratação dos colaboradores, a coordenação-geral do empreendimento social deve iniciar a elaboração do conjunto do plano de trabalho para cada área, sempre levando em consideração o plano de ação da estação. Nesse momento, serão pontuadas as expectativas e as metas de desempenho designadas a cada departamento. A área de gestão de pessoas, em parceria com a área técnica, deve estruturar o manual para seleção e recrutamento dos alunos da Estação. Este passo é muito importante para que possamos começar a desenhar os macros processos que serão realizados na próxima jornada.

4.3 COMO IDENTIFICAR A EQUIPE TÉCNICA E O PERFIL DOS COLABORADORES? Para a Estação de Metarreciclagem sugerimos um organograma já prevendo as necessidades para a implantação do empreendimento social bem como seu funcionamento. Anexamos, também, uma descrição das principais atividades e suas atribuições para auxiliar o administrador na montagem do quadro de colaboradores e definição dos campos de atuação de cada uma das pessoas envolvidas.

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Organograma 1: Estação de Metarreciclagem

Fonte: elaboração da autora: ONG Programando o Futuro

Cada instituição deverá fazer os ajustes necessários, sempre respeitando os processos de execução de cada etapa e suas respectivas atribuições. Para que você possa identificar e selecionar os colaboradores, colocam-se algumas características versus atribuições principais relacionadas ao cargo.

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CARGO

Coordenador-geral Responsável pela formulação de políticas e estratégias de ação, pelo planejamento, coordenação,

regulamentação

e controle dos processos sob sua supervisão.

ATRIBUIÇÕES PRINCIPAIS

• Planejar, acompanhar e avaliar o resultado dos processos sob sua responsabilidade; • Projetar cenário na busca de inovações que possam alavancar resultados; • Garantir os resultados da conformidade dos processos com as diretrizes e orientações traçadas no planejamento; • Acompanhar e avaliar, constantemente, a evolução de cenários político, econômico social, tecnológico e cultural, identificando as demandas e oportunidades de mercado; • Capacidade e disposição para liderar, desenvolver pessoas e identificar talentos, mediante a análise sistemática do nível de competência e motivação de sua equipe; • Promover o entendimento da missão, dos objetivos estratégicos e das prioridades do negócio junto à equipe, mediante a realização de reuniões sistemáticas ou outras formas de disseminação.

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Secretaria de Articulação Responsável pela divulgação da imagem da Estação de Metarreciclagem, seus serviços, com vistas a favorecer a relação Estação/Parcerias.

• Participar do planejamento, organização e realização de eventos, solenidades, festividades e reuniões internas e externas. • Elaborar correspondências, cartões, convites de interesse social e discurso para atender às necessidades da Administração. • Elaborar “releases” para a imprensa e materiais para órgãos de divulgação.

Secretária Responsável pela otimização do tempo da Administração, através da realização de serviços de apoio administrativo, pelo registro e acesso rápido às

informações,

comunica-

ção eficiente e eficaz com os parceiros externos e internos, orientando-os a respeito da Estação.

• Receber, classificar, registrar e distribuir correspondências em geral; • Redigir expedientes, elaborar planilhas e outros documentos; • Organizar e controlar a agenda da Administração; • Atender a equipe e os clientes externos, prestando-lhes informações e encaminhando às áreas competentes; • Organizar e manter os arquivos atualizados e localizar documento; • Providenciar requisição de passagens e hospedagem.

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Secretaria de Administração e Finanças Responsável pela coordenação administrativa e financeira dos serviços desenvolvidos sob sua gestão, respondendo pela qualidade, custos e resultados das atividades em sua área, buscando, assim, manter padrões de eficiência e eficácia.

• Garantir a conformidade e observância aos padrões e normas das atividades sob sua gestão; • Realizar o planejamento operacional, financeiro e orçamentário; • Gerenciar recursos humanos de forma a evitar a autuação em fiscalizações trabalhista/previdenciárias; • Gerenciar materiais visando a melhoria dos serviços e sistemas; • Acompanhar a execução financeira, garantindo o cumprimento do orçamento definido; • Gerenciar as rotinas relacionadas à admissão/ contratação, seleção e desenvolvimento de pessoal, entre outras pertinentes a sua área de atuação; • Controlar a execução dos serviços contratados, o término e a prorrogação do prazo contratual. • Elaborar relatório de prestação de contas aos parceiros; • Elaborar relatório anual de atividades.

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Secretaria Técnica Responsável pela manutenção dos sistemas de microinformática, atendimento das necessidades dos estudantes e orientações técnicas visando à otimização/automatização das rotinas da Estação. Esta Secretaria é a responsável pela formatação dos cursos, implementação e monitoramento do processo de formação desempenhado pela Estação de Metarreciclagem.

• Criar, formatar e aplicar os cursos a serem desenvolvidos pela Estação; • Monitorar e avaliar todo o processo pedagógico, bem como o desenvolvimento intelectual dos alunos; • Dar subsídios técnicos para o aprimoramento dos monitores/instrutores; • Efetuar a manutenção dos sistemas internos da Estação, promovendo as alterações necessárias; • Auxiliar na especificação de equipamentos e acessórios; • Promover a manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos de microinformática; • Sugerir a implantação de novos sistemas, alterações ou otimizações, definindo os recursos necessários; • Elaborar mapas, planilhas eletrônicas e relatórios diversos; • Orientar os estudantes na utilização e manutenção dos sistemas e equipamentos sob a gestão da EMR.

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Secretaria de Logística Responsável pela coordenação administrativa, acompanhamento e controle das atividades da área, objetivando a interação com as demais unidades, visando o alcance dos resultados e qualidade dos serviços.

• Atuar no planejamento, acompanhamento, controle e avaliação das atividades da área; • Realizar o mapeamento de sua equipe diretamente subordinada; • Monitorar o cumprimento das disposições legais; • Facilitar a identificação e definição dos riscos inerentes à área de atuação.

4.4 COMO TREINAR CAPACITAR E ATUALIZAR OS COLABORADORES?

Trabalhar com tecnologia da informação exige atualização constante. O objetivo é estar sempre detectando o que há de novo no mercado tanto em software quanto hardware. Com esse foco em mente, deve-se, também, readequar todo o processo pedagógico quanto tecnológico, sempre que for necessário. Como primeiro passo, sugere-se que, de três em três meses, seja feito um workshop para atualização tanto do que há de novo no mercado quanto da absorção pelos bolsistas do que está sendo ensinado. Cursos de atualização externos e internos, contatos com fornecedores, colaboradores e universidades para troca de ideias e procedimentos também devem ser pleiteados. Deve-se levar em consideração que pode haver uma rotatividade dos colaboradores e, nesse momento, a estação deverá estar atenta com a sintonia e o conhecimento deles para não prejudicar a produtividade.

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4.5 Como avaliar a equipe? Avaliações periódicas e encontros para integração são necessários e permitem que possíveis contratempos sejam evitados pela experiência e conhecimento dos colaboradores. Novas idéias podem surgir dessas reuniões e permitirão aos diretores visualizar novos cenários e conhecer melhor a equipe. Armando Pelli, superintendente de uma multinacional, uma vez citou: “Infeliz do chefe que põe um degrau entre ele e o funcionário, jamais terá um colaborador”. A interação de uma equipe de trabalho é o que fará o projeto funcionar. O comprometimento com as diretrizes e objetivos da Estação é de suma importância. Como exemplo, no anexo inserimos o formulário de avaliação do colaborador, apenas para ilustrar os principais pontos que devem ser abordados durante a avaliação de desempenho.

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5 - PROCESSO LOGÍSTICO

5.1 COMO DEFINIR OS MACROPROCESSOS?

Esse é o momento de registrar como tudo irá funcionar. Pensem, passo a passo, como serão desenvolvidas as atividades, como os computadores serão recondicionados e até mesmo as rotinas administrativas. Identifiquem quem serão os responsáveis pelos trabalhos realizados e todo o material e equipamento que serão necessários. Elaboramos como exemplo, organograma descrevendo as atividades de recondicionamento de computadores. Organograma 2: Prod

Instalação e Teste de HD

Teste de memória

Conferência pelo técnico

ução (linhas macros) Embalagem

Logística

Entrega e Doação

Limpeza interna

Teste de POST

Lubrificação

Pallete

Limpeza Geral

Controle de Qualidade

Fonte: elaboração da autora.

forma:

Em linhas gerais, o macroprocesso funciona da seguinte •

O início do processo começa com o doador. É ele que manda a relação de equipamentos para serem analisados e doados.

O analista de logística confere e retira a doação

Emissão do Termo de Doação (modelo no anexo)

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O computador doado é encaminhado para a Estação de Metarreciclagem onde se faz a triagem e armazenagem. O que não servir para os trabalhos é encaminhado para o descarte.

Descarte: O processo de descarte de equipamentos acontece pela equipe técnica com a participação da equipe de logística. Cada equipamento descartado é lançado em uma planilha informando quais e quantos componentes foram reaproveitados. Manejo de resíduos: O manejo de resíduos envolve complexa questão logística, devido às exigências ambientais, inclusive legislação, relativas a certos tipos de materiais utilizados na fabricação dos componentes. A qualidade do equipamento recebido para doação determina o volume de dejetos que é gerado, sendo esse volume entre duas a nove vezes superior ao de computadores recondicionáveis. É necessário planejar a retirada periódica dos dejetos a fim de evitar o congestionamento das áreas de armazenamento, aumentando os riscos para os empregados. Os insumos poderão ser vendidos às cooperativas de catadores de recicláveis devidamente cadastradas à Estação de Metarreciclagem e sob critério de rodízio entre essas entidades. •

Quando da conferência do computador verifica-se se há peças quebradas ou irrecuperáveis. Nesse caso, vão para o descarte e outras para o banco de peças.

Recondicionamento ou desmanche é um banco de peças onde se faz um controle quantitativo.

Banco de peças: Os equipamentos não aproveitados são desmontados e seus componentes destinados ao recondicionamento de outros equipamentos e alimenta um repositório de peças e componentes para recondicionamento.

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Limpar o equipamento.

Instalação dos softwares.

Elaborar o teste de estresse.


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Teste de estresse: Teste realizado para submeter o software a situações extremas. Basicamente, o teste de estresse baseia-se em testar os limites do software e avaliar seu comportamento. Assim, avalia-se até quando o software pode ser exigido e quais as falhas (se existirem) decorrentes do teste; •

Etiquetar, embalar e despachar para a doação.

5.2 COMO RECEBER AS PRIMEIRAS MÁQUINAS? Este momento pode ser considerado como marco zero da Estação de Metarreciclagem, uma vez que após a chegada das primeiras máquinas é que se poderá dar início à produção. Será um período de ajustes na produção e de validação do processo desenhado para as áreas afins, por isso, fique atento ao fluxo de trabalho e aos pequenos gargalos que possam aparecer ao longo do processo. Verifique com a área de logística se os parceiros foram avisados com relação à configuração mínima dos equipamentos e, em caso, positivo, encaminhe a lista para análise e conferência.

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Você deve estar perguntando, porque devemos instituir padrões nas configurações dos equipamentos? Resposta: A fixação de padrões para aceitação dos equipamentos em doação visa a assegurar condições tecnológicas econômicas mínimas para fins de recondicionamento ou desmanche com aproveitamento quase total de componentes. Isso envolve custos compatíveis para aquisição de componentes requeridos ao recondicionamento e à viabilidade técnica de seu reaproveitamento, no caso de desmanche. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

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O padrão mínimo para recebimento de doações deve ser: •

Microcomputador 486 DX/2 66 Mhz.

Monitor colorido padrão SVGA, 14 polegadas.

Memória e disco rígido de qualquer tamanho.

CD-room e fax modem opcional.

Gabinete de qualquer formato.

Acessórios como mouses, impressoras, scanners, também serão aceitos.

Configuração mínima para Doação:

Tabela 01 - Configuração mínima para Doação Computador Processador Memória Discos externos Disco Rígido CD – ROM Placa de Vídeo Placa de Rede Gabinete Fonte de Alimentação Teclado Mouse Monitor de vídeo

Pentium ou similar 1.0 GHz 256 MB Unidade USB para pen-drives 20 GB ou superior A partir de 24 vezes (opcional) 4mb ou superior Interface Ethernet padrão 10/100 (opcional) Desktop ATX ou similar 127/240 v - 50/60hz Padrão ABNT2 Serial/ps2 Color 15”

Tabela 02 - Configuração para doação Computador Processador Memória Discos externos Disco Rígido CD – ROM Placa de Vídeo

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Pentium ou similar 2 GHz 512 MB Unidade USB para pen-drives 40 GB ou superior Gravadora de DVD Superior a 4 mb


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Tabela 02 - Configuração para doação Computador Placa de Rede Gabinete Fonte de Alimentação Teclado Mouse

Pentium ou similar Interface Ethernet padrão 10/100 (opcional) Desktop ATX 127/240 v - 50/60hz Padrão ABNT2 Serial/ ps2 Color 17”

Monitor de vídeo

5.3 COMO AFINAR O RITMO DA PRODUÇÃO? Com o início das atividades tanto em sala de aula, como no recondicionamento das primeiras máquinas, é importante que o responsável técnico fique atento nos detalhes aos procedimentos de cada área. Sabemos que, em média, uma pessoa consegue recondicionar no mínimo um equipamento por dia. Mas este número varia de acordo com a distribuição das tarefas dentro da oficina.

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Caso esse ponto de equilíbrio não esteja sendo alcançado, é primordial revisar todo o processo. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

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5.4 COMO FAZER O CHECK LIST PARA INICIAR A OPERACIONALIZAÇÃO?

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O check list resume-se em uma lista de pontos que devem ser observados. Você pode fazer em forma de planilha desta maneira, fica mais fácil a anotação em alguns itens de atenção. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Ao elaborar o check list ,você evitará prejuízos, esquecimentos e acima de tudo otimizará seu tempo. Para facilitar a checagem dos itens monte o check list por área da Estação de Metarreciclagem. Veja o exemplo:

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Área de desmontagem.

Obra finalizada.

Toda a rede elétrica está funcionando.

As bancadas estão acondicionadas no local certo.

Janelas com grade.

Área sinalizada.

Equipamentos de EPI (luvas, óculos, jalecos etc.) comprados.

Material e ferramentas comprados.

Iluminação em funcionamento.

Ramal telefônico instalado.


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Faça este detalhamento por departamento, ou se preferir, por serviço contratado, neste caso o check list deve ser realizado ao longo da prestação de serviço, para que você acompanhe todas as etapas do trabalho. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Veja o exemplo: Quais os serviços prestados pela empreiteira – OBRA S./A. Parte elétrica e hidráulica: •

Serviços iniciais:

limpeza do terreno;

remoção do reboco;

demolição de piso (se houver);

demolição de alvenaria (se houver);

desativação das instalações antigas (em caso de reforma);

apicoamento do piso cimentado;

remoção de entulho da obra;

fundação e estrutura;

fundação direta;

escavação;

alicerce em concreto ciclopico; e

viga de baldrame e cintas de concreto armado.

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Como falamos anteriormente, o plano de ação deve ser acompanhado e ajustado à medida que desenvolvemos cada etapa. É necessário que, daqui para frente, toda a parte estrutural esteja pronta para darmos início aos treinamentos específicos dos colaboradores. Entende-se como treinamento específico situar os colaboradores de suas tarefas e obrigações e também qual é o objetivo da Estação, sua finalidade, público alvo e público interno. Essa capacitação os deixará aptos e afinados com os trabalhos a serem desenvolvidos. É o que chamamos de semana de integração.

5.5 COMO INICIAR OS CONTATOS COM OS PARCEIROS? A equipe de articulação tem papel super importante nesta fase, já que irão a campo para efetivar os primeiros contatos com os potenciais parceiros. Mas como identificar os potenciais parceiros? Você lembra que nas jornadas iniciais uma das primeiras tarefas foi identificar o público-alvo? Então nossos parceiros são um tipo de público-alvo para o empreendimento social, por meio deles podemos receber doações e até mesmo aporte financeiro para desenvolvimento do projeto da Estação de Metarreciclagem. Agora que possuímos as informações e sabemos onde encontrar os parceiros, vamos iniciar o processo de comunicação, para tanto é preciso que você organize um portfólio, contendo as informações gerais do empreendimento social. Contato efetivado e parceria firmada. É hora de iniciar a rede de parceiros. Por isso, elabore um mailing e inclua os dados do parceiro em seu cadastro. Não se esqueça de informá-lo das atividades e resultados alcançados pela estação.

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5.6 COMO CONDUZIR O PROCESSO NOS TRÊS PRIMEIROS MESES DE PRODUÇÃO? Com as informações inseridas no Diário de Bordo da Estação, é prudente que você faça a primeira reunião com os colaboradores para avaliar não só a produção, mas também todas as áreas do empreendimento social. Não se esqueça que os processos são organismos “vivos”, isso mesmo, “vivos”, pois devem ser ajustados a todo momento, com o propósito de facilitar e agilizar o desenvolvimento do seu plano de ação/trabalho. Antes da reunião é interessante que a Coordenação elabore a pauta da reunião e distribua a todas as áreas do empreendimento. Desta forma, os responsáveis poderão providenciar as informações e levantamento dos dados necessários para a primeira avaliação.

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Avalie também o retorno da comunidade, a produção e o fluxo de entrada das máquinas e sua saída. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Durante a reunião escolha algum dos presentes para secretariar e ao final discuta a ata com os presentes. É importante que você crie a rotina de documentar todas as decisões tomadas junto ao colegiado da Estação, pois isso traz transparência à gestão e, por conseqüência, gera confiabilidade por parte dos parceiros investidores. Ao final elabore um documento síntese dos pontos discutidos e apresente aos parceiros do projeto.

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5.7 COMO PRODUZIR E DESEMPENHAR? Como citado anteriormente, o ponto de equilíbrio deve ser mantido ou até superado. Caso isso não esteja acontecendo, todo o processo deverá ser revisto, passo a passo. Tenha como aliado o processo de melhoria contínua, não só dos conteúdos pedagógicos, mas também dos processos definidos para cada área.

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6 - PROCESSO ADMINISTRATIVOFINANCEIRO

6.1 QUAL O PROPÓSITO DO EMPREENDIMENTO SOCIAL?

Hoje o empreendedorismo social, se mostra como um conceito em desenvolvimento, porém, com características próprias, sinalizando diferenças entre uma gestão social tradicional e uma empreendedora. Com base nisso, podemos dizer que o propósito do empreendimento social é de empreender novas ideias, incentivando o “fazer de forma criativa”, possibilitando que estas novas atividades tenham um impacto direto no processo de gestão social, já não mais assistencialista, mas empreendedora e transformadora. Para você entender a diferença, veja o quadro abaixo: Empreendedorismo Empresarial É individual Produz bens e serviços Tem foco no mercado Sua medida de desempenho é o lucro Visa satisfazer as necessidades dos clientes e ampliar as suas potencialidades de negócios

Empreendedorismo Social É coletivo Produz bens e serviços a comunidade Tem o foco nas buscas de soluções para os problemas sociais Sua medida de desempenho é o impacto social Visa respeitar as pessoas da situação de risco social e promovê-las

FONTE: Elaborado a partir de NETO e FROES (2002)

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6.2 O QUE É A FORMA JURÍDICA? Entidades do Terceiro Setor, organizações que, embora prestem serviços públicos, produzem e comercializam bens e serviços, não são estatais, nem visam lucro financeiro com os empreendimentos efetivados, estando incluídas aqui, portanto, as associações, sociedades sem fins lucrativos e fundações.

6.3 O QUE É A FONTE DE RECURSOS (CAPTAÇÃO)? Você pode ter uma fonte de recursos próprios ou de terceiros ou ambos. É de suma importância definir de que forma esses recursos serão alocados. Para o empreendimento social a sugestão é mapear os possíveis parceiros que compõem o parque tecnológico da sua cidade/ estado. Um estudo feito mostrou que as empresas tendem a renovar o seu equipamento de processamento de dados, em média, de dois em dois anos. O papel da Secretaria de Articulação é fundamental nesse processo. Para um empreendimento social como a estação, ter uma visão abrangente dos possíveis parceiros e doadores de equipamentos é fundamental. O Secretário de Articulação deverá planejar como irá buscar informações sobre os possíveis fornecedores, pois essa é uma das tarefas mais importantes para a elaboração do seu plano de negócio. Uma vez identificados, deve-se visitá-los e mostrar a missão da Estação, o trabalho social e os benefícios para a população. A Fundação Banco do Brasil articula o empreendimento social via financiamento de projetos para implantação da Estação de Metarreciclagem, contemplando reforma do espaço (se necessário), gestão técnica e capacitação dos jovens, etc. Por meio da Estação de Meta reciclagem ela desenvolve um sistema de gestão nacional do Projeto que organiza a captação de equipamentos usados, a distribuição dos equipamentos, inscrição de pedidos e avaliação de projetos beneficiários. Um bom aliado local é o setor privado, portanto faça um levantamento das empresas e indústria existentes, bem como a periodicidade com que elas trocam os equipamentos de informática e com isso inicie a construção de sua rede social.

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6.4 O QUE É A COMUNICAÇÃO NO EMPREENDIMENTO SOCIAL? Você já deve ter ouvido falar em Plano de Marketing, Plano de Comunicação, Comunicação Social. Mas para que serve tudo isso? Todos nós sabemos que Comunicação permite dar visibilidade a algum fato, acontecimento, empreendimento, entre outros. Além disso, é a principal ferramenta de marketing. Desta maneira, a Comunicação Social permite viabilizar o processo de comunicação, seja ele interno ou externo das Instituições. Sendo assim, o empreendimento social pode utilizar as ferramentas de comunicação para diversos fins, como por exemplo: captação de recursos, informações para a sociedade em geral, captura de novos parceiros/financiadores, prestação de contas (relatório anual de atividades), estreitamento da distância entre os atendidos pelo empreendimento e seus respectivos familiares etc. Como podemos observar, são inúmeras as possibilidades de utilização da comunicação dentro do empreendimento social. Mas para iniciarmos o plano de comunicação é preciso que haja a definição de alguns pontos chaves, como: o perfil do público-alvo, que em comunicação é chamado de “receptor” e o tipo de mensagem e o meio pelo qual iremos nos comunicar.

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Anote no caderno: Escrever um Plano de Comunicação exige muita pesquisa, testes e ajustes, até que tenhamos dados suficientes que demonstrem a efetividade da ação. Portanto não é um processo fácil, já que dependemos do feedback dos nossos receptores. Isso requer um jogo de cintura extremo na busca dessas informações/respostas. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Pode parecer confuso, por isso, utilizaremos um exemplo prático para facilitar o entendimento de todos vocês.

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Exemplo: Divulgação da campanha para recepção de equipamentos para Estação de Metarreciclagem de Teresina (PI). Ponto 1 – Identificar o público-alvo – A comunicação será destinada a que tipo de pessoas? Como é o seu perfil (classe social, faixa etária, escolaridade, sexo). Resp.: Moradores do Bairro que Nova Lapa, residentes em imóveis de 3 dormitórios ou mais, chefes de família, nível superior completo, entre 40 e 65 anos, casados e com filhos. Ponto 2 – Definir o objetivo da comunicação – O que será divulgado para cada o público-alvo? Resp.: Campanha de recepção de equipamentos para a Estação de Metarreciclagem de Alagoinha (PE). Ponto 3 – Descrever a mensagem – Definição da estrutura, formato e conteúdo da mensagem Resp.: A mensagem deverá ter um título (chamada), de preferência frase curta e atrativa. Será escrita em formato de e-mail marketing, para que possamos atingir um número maior de pessoas, além do baixo custo para envio e com no máximo 300 caracteres. Ponto 4 – Meios de comunicação – Identificar os meios de comunicação que serão utilizados para disseminação da informação. Resp.: E-mail Marketing – mailling da Estação de Metarreciclagem, mailling de Empresas Parceiras/Apoiadoras, Rede Social: Facebook, Orkut, Twitter e o sítio do empreendimento social (Estação). Ponto 5 – Avaliação da ação – Quais foram os impactos gerados junto ao seu público-alvo? Houve retorno? Qual a relação do custo-benefício? Existem alguns pontos de atenção que precisam ser revistos? De modo geral a ação foi satisfatória? Resp.: Após o envio de aproximadamente 25.800 e-mails, tivemos retorno de apenas 345 pessoas. Durante o período da campanha o nosso sítio registrou 21 acessos por hora. E como resultado final obteve a doação de 156 computadores.

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Reforço a atenção de vocês para o ponto 05, será que a ação foi realmente satisfatória? Só poderemos avaliar se ao longo das atividades do empreendimento social houver registro de dados, como: freqüência de acessos no sítio, e-mails, ligações telefônicas, por fim, um mapeamento simples da comunicação entre emissor (Estação) e o receptor (Público-alvo). Agora que você conhece as etapas para uma comunicação eficaz, vamos falar um pouco sobre a identidade visual do empreendimento.

6.5 O QUE É A IDENTIDADE VISUAL? Trata-se da sinalização, padronização e comunicação visual do empreendimento. O ser humano é visual, ou seja, em sua memória seletiva, ele grava e registra fatos e dados tendo como referência alguma imagem. Veja os exemplos: A fonte que é escrita a palavra Coca Cola, a imagem da maçã para divulgar produtos Apple, a logomarca do Banco do Brasil (são duas letras B invertidas), e muito mais. Algumas destas imagens globalizadas, pois servem de referência nacional e internacional e são reconhecidas nas mais diversas etnias e idiomas. Para que possamos dar “visibilidade” ao nosso empreendimento, e por conseqüência “gravar” a imagem na memória do nosso público-alvo, você terá que criar a identidade visual da Estação de Metarreciclagem. visual:

A seguir, listam-se algumas peças básicas para a identidade

Logomarca.

Artigo de papelaria (papel A4 timbrado, envelopes, pasta timbrada, cartão de visita).

Peças gráficas promocionais (banner, folder, folhetim em geral).

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Vídeo institucional.

Uniforme dos colaboradores (camiseta, jaleco).

Sítio institucional.

Mas lembrem-se: tudo deve seguir um padrão, com a mesma fonte, tipologia, paleta de cores, local para aplicação da logomarca etc. Outro ponto importante é a identidade visual composta, onde além da logomarca do empreendimento é preciso aplicar a logomarca do parceiro. Para tanto, você deve ficar atento à orientação do patrocinador com relação ao tipo de exposição da logo, citação e composição nas peças gráficas em mídia impressa ou visual a serem produzidas. Por fim, a identidade visual em conjunto com um plano de comunicação pode ser a principal ferramenta na captação de recursos/ parcerias do empreendimento, permitindo ao mesmo a conquista de bons resultados.

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Invista em reuniões periódicas junto aos coordenadores do empreendimento para a construção de uma identidade visual coesa, desta maneira, não será apenas a visão de uma determinada pessoa, mas sim, do grupo de colaboradores da Estação, será a marca da equipe. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

6.6 PARA QUE FAZER CHECK LIST? Pode até parecer repetitivo, mas o check list às vésperas de iniciar as atividades é fundamental, além de checar se toso os móveis e equipamentos, bem como material de escritório, telefonia, luz, água

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etc. estão em perfeito funcionamento. Temos que ter a certeza de que tudo está em ordem, desde a estrutura física, até a cerimônia de inauguração, bom como o processo para a recepção dos primeiros equipamentos.

6.7 COMO APRESENTAR A ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM, A COMUNIDADE DO ENTORNO E OS PARCEIROS? A apresentação do empreendimento à comunidade e aos parceiros deve ser em clima de comemoração e alegria. Pensando assim, realize uma cerimônia de inauguração, com direito à acirramento da bandeira e alegria. Caso você já tenha iniciado a formação da rede, organize neste dia um lanche solidário, em que todos os parceiros e membros da comunidade possam participar com a contribuição de um prato. Tenho certeza de que não faltarão voluntários. Acredite este é o caminho ideal. É de suma importância que a comunidade esteja a par dos trabalhos que serão realizados. Essa ciência dará um aporte à Estação de Metarreciclagem.

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Um empreendimento social só garante sua legitimidade se for acolhido pela comunidade, desta maneira, ele estará inserido e será reconhecido como parte integrante do local. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Neste dia, o empreendimento estará em festa, apresente aos convidados a proposta de atuação da Estação de Metarreciclagem, suas instalações e alguns dos benefícios que terão impacto direto na comunidade Ah! Superimportante, fale também sobre o impacto Fundação Banco do Brasil

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ambiental, pois a estação está contribuindo e muito para amenizar este problema. Se houver tempo, realize oficinas com os presentes e mostre de forma lúdica como funcionará cada área da estação. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

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Tanto no discurso, quanto em todas as peças de sinalização e divulgação não se esqueça de citar os parceiros. Este é um item que não pode faltar no seu check list. Afinal, o nascimento da estação só é possível graças aos investimentos financeiros dos parceiros que acreditam na sua ideia.

6.8 COMO ESTRUTURAR AS ÁREAS AFINS (ADMINISTRATIVO/FINANCEIRO, RECEPTIVO/TRIAGEM, DESMONTAGEM, RECONDICIONAMENTO/LIMPEZA, CONFIGURAÇÃO E LOGÍSTICA)? Para que possamos entender melhor o funcionamento das áreas iremos apresentar alguns modelos de processos respectivos à atividade fim de cada departamento. Área administrativa/financeira Modelo de processo para contratação de funcionário:

DESCRIÇÃO DOS PASSOS

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Passo 1 - A Coordenação-Geral em conjunto com a área de RH define o perfil da vaga. Passo 2 -Divulgação do processo seletivo em mídia impressa e virtual (Sítio da Estação). Passo 3 - A área de RH recebe os currículos. Passo 4 - Análise dos currículos pelo grupo de colaboradores (coordenação-geral e RH). Passo 5 - A secretaria recebe. Passo 6 - Arquiva na pasta "Currículos". Passo 7 - Seleciona o(s) currículo(s). Passo 8 - Solicita à secretaria que comunique aos selecionados a data e horário da Etapa 2. Passo 9 - Informa a data e horário da Etapa 02 ao selecionador. Passo 10 - Etapa 02 é realizada e em seguida a Etapa 3. Passo 11 - A área de RH agenda o exame admissional do candidato, no caso de aprovação. Passo 12 - A Secretaria entra em contato com o candidato para informá-lo da data, horário e local do exame admissional. Passo 13 - A área de RH recebe do candidato o resultado do exame admissional, a carteira profissional, uma foto 3x4, cópia do CPF, RG, dados bancários e, nos casos em que o funcionário tenha filho(s) menores de 14 anos, certidão de nascimento e cartão de vacinação para requerimento do salário-família. Passo 14 -Efetua o registro do empregado no livro de registro de empregados e o preenchimento da carteira profissional do admitido. Passo 15 - Repassa a carteira profissional ao Responsável Legal da Estação de Metarreciclagem. Passo 16 - O responsável legal recebe. Passo 17 - Confere e assina. Passo 18 - Devolve a carteira profissional ao RH. Fundação Banco do Brasil

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Passo 1 9 - Coordenador de RH recebe. Passo 20 - Devolve a carteira profissional ao admitido.

Passo 21 - A área de RH providencia o vale transporte do funcionário. Passo 22 - A coordenação de RH repassa ao contador a certidão de nascimento do filho do admitido para que seja requerido o salário família (quando houver). Passo 23 - Contador recebe e providencia o requerimento, efetua o registro do admitido nas relações do FGTS e INSS e informa ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Demitidos – Ministério do Trabalho) o registro do empregado.

6.9 PROCESSO DE MONITORAMENTO DAS ATIVIDADES DO PROJETO – ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DESCRIÇÃO DOS PASSOS Passo 1 - O responsável pelo monitoramento das atividades do projeto da Estação de Metarreciclagem recebe os relatórios. Passo 2 -Envia mensagem de retorno, acusando o recebimento. Passo 3 - Acessa no sistema o Controle de Relatório. Passo 4 - Arquiva os formulários na pasta física e virtual do projeto. Passo 5 - Analisa o conteúdo dos formulários. Passo 6 - Registra no Controle de Relatório que o projeto foi monitorado. Passo 7 - Copia o cronograma. Passo 8 - Junta a cópia do cronograma aos formulários.

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Passo 9 - Passa a cópia do cronograma e os formulários a Passo 10 - Coordenação-Geral da Estação. Passo 11 - O coordenador analisa. Passo 12 - Devolve a área Administrativa com seu despacho para integrar a prestação de contas.

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Antes de iniciar a construção definitiva dos processos, faça antes uma lista de atividades de cada setor. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Para que você possa visualizar melhor todas as ações listadas, lance as informações em planilhas, assim, ficará melhor para inserção dos dados complementares para a formatação do processo.

6.10 COMO CAPTAR RECURSOS? O processo de captação de recursos é longo e ás vezes desmotivador, pois nem sempre temos uma resposta positiva. Por isso, o perfil do responsável pela articulação institucional da Estação de Metarreciclagem, deve ser o de um entusiasta, um vendedor de sonhos, idéias e ideais. Alguém que traduza a necessidade do empreendimento e apresente de forma leve e envolvente aos potenciais parceiros. Nesta fase é preciso avaliar os contatos já realizados, os convênios já firmados e iniciar uma etapa de elaboração do plano de captação de longo prazo. Não tenha medo, estipule metas alcançáveis. Exemplo: Não adianta você citar que irá captar 30 (trinta) novos parceiros para doação, se no levantamento você identificou que na região de Santos (SP) e entorno possuem apenas 12 (doze) empresas habilitadas e aptas para a parceria. Fundação Banco do Brasil

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6.11 PARCERIAS INICIADAS, COMO MANTÊLAS? A palavra-chave nesta etapa é COMUNICAÇÃO. Ela será a mola mestra para a consolidação das parcerias. Portanto não hesite em mandar e-mails, relatórios, fotos, atas de reunião, etc. Faça com que o parceiro sinta-se parte integrante ao processo. Agende visitas técnicas e neste dia apresente os dados do empreendimento social e como cada centavo do investidor está sendo aplicado. Peça feedback aos parceiros e discuta nas reuniões de avaliação os pontos comentados junto aos colaboradores da Estação. O mais importante é você criar um canal direto de comunicação com os parceiros, e esta tarefa é atribuída ao responsável pela articulação institucional.

6.12 COMO REVISAR E ATUALIZAR OS PROCESSOS? Revisar e atualizar os processos definidos são um instrumento primordial de análise e deve ser uma constante O planejamento deve sempre ser feito a lápis ou guarde os arquivos elaborados, pois ele freqüentemente estará sendo modificado ou ajustado e com isso você consegue visualizar o processo de melhoria contínua aplicado em cada um. O mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças, e isso está diretamente ligado ao processo de captação de recursos. Todos os dias surgem novas oportunidades e ameaças, portanto o planejamento é um valioso instrumento para adequação das novas realidades. Não é uma garantia de sucesso, mas, com certeza, o auxiliará a tomar as decisões mais acertadas, e o impedirá de se desviar dos seus objetivos.

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Procure ser o mais honesto e objetivo ao elaborar sua análise. Não seja pessimista ou otimista em excesso. Enfoque a realidade e não como você gostaria que as coisas fossem ou acontecessem. O ideal é que você registre uma idéia por linha. Isso torna a avaliação mais fácil.

6.13 QUAIS SÃO OS PLANO DE METAS? Após revisar e atualizar o seu planejamento e detectar os pontos fortes e fracos elabore uma matriz para que você visualize os aspectos favoráveis e desfavoráveis do empreendimento como exemplificamos a seguir: •

Faça uso das forças: as características internas da Estação ou dos colaboradores que representam vantagens competitivas perante outros projetos sociais similares e que criem facilidades para atingir os objetivos propostos.

Exemplos: Equipe treinada e motivada; - Local de trabalho; e - Atendimento e treinamento com excelência. •

Explore as oportunidades: veja as situações positivas do ambiente externo que permitem alcançar os objetivos ou melhorar a posição da Estação. Exemplos: Aumento crescente da demanda: - Fluxo contínuo na doação de computadores; e - Parcerias sólidas.

Elimine as fraquezas: são aqueles fatores internos que colocam o empreendimento social em situação de desvantagem frente ao objetivo proposto ou que prejudicam sua atuação.

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Exemplo: Pouca qualificação dos colaboradores: - Indisponibilidade de recursos financeiros; e - Falta de experiência ou conhecimento do processo.

Evite as ameaças: são situações externas nas quais se tem pouco controle e que nos colocam diante de dificuldades, ocasionando a perda ou redução de capital de giro. Exemplo: Insegurança e violência na região: - Fluxo descontínuo de doadores de computadores; - Exigências legais rigorosas.

6.14 QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GARGALOS DA ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM? Você vai observar ao longo das atividades do empreendimento social que dois pontos devem estar em atenção permanente, são eles: •

Atualização do projeto pedagógico

Como primeiro passo, sugerimos que revise temas como: conteúdos, atividades e infraestrutura. Para tanto deve ser realizada a cada três meses reunião técnica de avaliação visando à atualização do projeto pedagógico. Em um segundo momento, as apostilas didáticas direcionadas aos alunos devem ser revistas e também se os planos de aula estão sendo seguidos e absorvidos pelos bolsistas. •

Busca contínua por soluções do descarte dos equipamentos:

- Quando da estruturação do organograma da Estação

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de Metarreciclagem, um colaborador (Técnico de Logística) terá como tarefa, em tempo integral, solucionar os problemas com o descarte de equipamentos inservíveis. Essa pessoa deverá estar atenta à legislação que rege esses materiais bem como viabilizar um fluxo de saída constante, sem prejuízo para a Estação, mantendo-se atualizado e informado.

6.15 COMO AVALIAR SEMESTRALMENTE? Passados seis meses da implantação da Estação de Metarreciclagem, uma nova análise do planejamento deve ser refeita. Visualize os cenários pessimistas e otimistas e pense em ações para evitar e prevenir-se frente às adversidades ou então para potencializar situações favoráveis. Quais pontos devem ser observados: •

Se a produção mantém o seu ponto de equilíbrio.

Se as atividades desenvolvidas estão um pouco mais demoradas que o programado.

Se as estratégias de marketing estão surtindo os efeitos esperados.

Se há necessidade de obter mais recursos financeiros que o previamente planejado.

Se as parcerias ainda são uma constante.

6.16 DOZE MESES DE REALIZAÇÕES Nesta etapa você iniciará o processo de formatação do relatório de atividade anual. Momento específico para analisar todos os acontecimentos durante os dozes meses de execução, mensurar os resultados obtidos e principalmente ajustar o que se faz necessário e olhar para o futuro. Fundação Banco do Brasil

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Um bom relatório de atividades deve contemplar informações, como: •

Missão do empreendimento.

Valores.

Plano Anual de Atividade e os resultados alcançados.

Parcerias firmadas.

Depoimento dos atendidos.

Finalizar com a visão de futuro, que significa os próximos passos da Estação de Metarreciclagem.

Como vimos na etapa de comunicação, a apresentação visual é super importante, portanto, faça uma diagramação com profissionais da área, invista na contratação de um jornalista na área de comunicação social e torne o seu relatório de atividades, o cartão de visita na busca de novos parceiros.

6.17 O QUE É UMA VISÃO DE FUTURO? Reúna todos os colaboradores e faça um exercício com o grupo, apenas uma pergunta: anos?”

“Como você vê a Estação de Metarreciclagem daqui a três

Os presentes devem responder, para tanto, peça a alguém que figure como mediador do debate, anotando todas as idéias no quadro. Após o consenso, está criada a visão de futuro do empreendimento. Segue um exemplo:

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Visão de Futuro em 2013 “A Estação de Metarreciclagem de Santos (SP) figura entre as melhores entidades do Terceiro Setor e é referência no processo de recondicionamento de computadores na região Norte e Nordeste do Brasil”. Próximo passo: Elabore um plano de ação que permita não só atingir este objetivo em 02 anos, mas que possibilite a mensuração dos resultados intermediários ao longo do processo.

6.18 COMO CONSTRUIR A REDE DE PARCEIROS? A rede de parceiros é o elemento chave para a continuidade dos trabalhos ofertados pelo empreendimento social, que uma vez sem o aporte financeiro por parte do parceiro investidor, o risco de fechar o empreendimento é muito alto. Você deve estar ciente desta ameaça, que na verdade é um risco externo a Estação. E ao longo da sua gestão traçar ações que estimulem a construção da rede. Faça campanhas para atrair associados sejam eles pessoas físicas e/ou jurídicas. Com pequenas contribuições estes aportes podem amenizar os custos fixos como, por exemplo: água, telefone, luz, etc. Crie um folhetim informativo e envie a todos os potenciais parceiros inscritos na sua rede social. Estimule os encontros periódicos para discussão de temas relacionados à atividade do seu empreendimento. Investir na realização de Fóruns, Debates aproximando os parceiros do público beneficiado. Estas são algumas ações que proporcionarão o fortalecimento de sua rede social de parceiros. Por fim, COMUNIQUE-SE SEMPRE! Fundação Banco do Brasil

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6.19 O QUE É A ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM EM NÚMEROS? Quando falamos em números, vem logo em mente gráficos em forma de pizza, ou com trajetória comparativa, e todas as ferramentas utilizadas em estatística básica, como moda, mediana, etc. Aqui a ideia é traduzir a trajetória dos doze meses de execução em números, e com isso inovar na maneira de como ela será apresentada à sociedade. Utilize informações como:

Número de computadores doados para o recondicionamento.

Número de computadores recondicionados.

Unidades de Estação Digital implantadas.

Números de jovens capacitados pela estação.

Número de jovens inseridos no mercado de trabalho.

Número de pessoas incluídas digitalmente.

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Sugestão de texto para apresentação dos resultados. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

“É com orgulho e satisfação que a Estação de Metarrecicalgem de Teresina (PI), compartilha e apresenta os resultados obtidos nesses 12 meses iniciais de trabalho, números tangíveis e principalmente intangíveis que não seriam possíveis de alcançar sem o apoio incondicional desta comunidade, dos nossos parceiros e colaboradores e de todas as pessoas que acreditaram em nós. Capacitamos XXXX adolescentes e os preparamos para o

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mercado de trabalho, muitos deles já contratados por empresas da nossa cidade. Esses adolescentes puderam vislumbrar com a bolsa recebida certa independência financeira e passaram a acreditar no seu próprio potencial. Com a doação de XXX computadores pelas empresas Soft TI, ProjectX e Inovare Soluções em TI nos permitiram o recondicionamento de XXXX equipamentos que foram doados e hoje é a principal ferramenta para inclusão digital junto a escolas/biblioteca/ ONG/comunidade desta cidade e das cidades vizinhas e, esperamos, muitas mais. Além disso, iniciamos o trabalho de educação ambiental visando à conscientização ecológica nos descartes de materiais inservíveis, direcionando-os para a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis, e com isso colaborando na geração de trabalho e renda junto à comunidade local e de entorno. E, nosso especial agradecimento às famílias que nos deram suporte e apoio para que a Estação de Metarreciclagem de Teresina(PI) pudesse existir.” Faça comparação dos dados com depoimentos dos atendidos e parceiros. Seja criativo e inove sempre.

6.20 COMO REVISAR E ATUALIZAR OS PROCESSOS? Revisar e atualizar os processos definidos é um instrumento primordial de análise e deve ser uma constante O planejamento deve sempre ser feito a lápis pois ele freqüentemente estará sendo modificado ou ajustado O mundo e o mercado estão sujeitos a mudanças. Todos os dias surgem novas oportunidades e ameaças, portanto o planejamento é um valioso instrumento para adequação das novas realidades. Não é uma garantia de sucesso, mas, com certeza, o auxiliará a tomar as

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decisões mais acertadas, e o impedirá de se desviar dos seus objetivos. Procure ser o mais honesto e objetivo ao elaborar sua análise. Não seja pessimista ou otimista em excesso. Enfoque a realidade e não como você gostaria que as coisas fossem ou acontecessem. O ideal é que você registre uma idéia por linha. Isso torna a avaliação mais fácil. Tenha em mente o público-alvo, o comportamento dos clientes, a área de abrangência, os custos com insumos e matérias-primas, mercadorias, materiais e gastos. Você conseguirá visualizar os principais obstáculos e elaborar meios de contorná-los ou saná-los.

6.21 O QUE É O PLANO DE METAS? Após revisar e atualizar o seu planejamento e detectar os pontos forte e fracos, elabore uma matriz para que você visualize os aspectos favoráveis e desfavoráveis do empreendimento como exemplificamos abaixo: •

Faça uso das forças: as características internas da Estação ou dos colaboradores que representam vantagens competitivas e que criem facilidades para atingir os objetivos propostos. Exemplos: Equipe treinada e motivada; - Local de trabalho; - Atendimento e treinamento com excelência.

Explore as oportunidades: veja as situações positivas do ambiente externo que permitem alcançar os objetivos ou melhorar a posição da Estação. Exemplos: Aumento crescente da demanda; - Fluxo contínuo na doação de computadores; - Parcerias sólidas.

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Elimine as fraquezas: são aqueles fatores internos que


Estações de Metarreciclagem

colocam a Estação em situação de desvantagem frente ao objetivo proposto ou que prejudicam sua atuação. Exemplo: Pouca qualificação dos colaboradores; - Indisponibilidade de recursos financeiros; - Falta de experiência ou conhecimento do processo; - Custos de manutenção elevados. •

Evite as ameaças: são situações externas nas quais se tem pouco controle e que nos colocam diante de dificuldades, ocasionando a perda ou redução de capital de giro.

Exemplo: Insegurança e violência na região; - Escassez de mão de obra qualificada ou com conhecimento adequado; - Fluxo descontínuo de doadores de computadores; - Exigências legais rigorosas.

6.22 COMO AVALIAR SEMESTRALMENTE? Passados seis meses da implantação da EMR, uma nova análise do planejamento deve ser refeita. Visualize os cenários pessimistas e otimistas e pense em ações para evitar e prevenir-se frente às adversidades ou então para potencializar situações favoráveis. Quais pontos devem ser observados: •

Se a produção mantém o seu ponto de equilíbrio.

Se as atividades desenvolvidas estão um pouco mais demoradas que o programado.

Se as estratégias de marketing estão surtindo os efeitos esperados.

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Se há necessidade de obter mais recursos financeiros que o previamente planejado.

Se as parcerias ainda são uma constante.

Prezados Senhores: É com orgulho e satisfação que o Projeto Estação ........ vem, por meio desta, compartilhar e apresentar os resultados obtidos nesses ....... meses de trabalho, resultados esses, que não seriam possíveis sem o apoio incondicional desta comunidade, dos nossos parceiros e colaboradores e de todas as pessoas que acreditaram em nós. Capacitamos ...... adolescentes e os preparamos para o mercado de trabalho, muitos deles já contratados por empresas da nossa cidade. Esses adolescentes puderam vislumbrar, com a bolsa recebida certa independência financeira e passaram a acreditar no seu próprio potencial. Com a doação de ....... computadores pelas empresas Soft TI, ProjectX e Inovare Soluções em TI, pudemos recondicioná-los e ajudar as escolas/biblioteca/ONG/comunidade desta cidade e das cidades vizinhas e, esperamos, muitas mais. Incutimos, também, a conscientização ecológica nos descartes de materiais inservíveis, direcionando-os para locais onde não poderiam prejudicar a comunidade. Empregamos ....... colaboradores, gerando empregos, desenvolvendo e incremetando seus conhecimentos, graças à Fundação ........ que nos deu suporte financeiro para realizar esta empreitada. E, nosso especial agradecimento às famílias que nos deram suporte e apoio para que a Estação ...... pudesse existir.

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P

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7 - PROCESSO PEDAGÓGICO

7.1 COMO INICIAR O PROCESSO DE CADASTRO DOS JOVENS E A INTRODUÇÃO AO PROCESSO PEDAGÓGICO DA ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM?

Como já falamos anteriormente, a Estação de Metarreciclagem possui duas atividades bem definidas, a primeira é o recondicionamento dos computadores e a segunda é o processo de formação de jovens residentes no bairro e entorno. Você também deve ter observado até o momento que dedicamos a nossa atenção para a atividade fim do empreendimento, que é o recondicionamento do computador, portanto, este capítulo será exclusivo para falarmos um pouco sobre a formatação da capacitação e o processo pedagógico. Para que você possa vislumbrar os atores desta etapa, vamos classificar o público da seguinte forma: Monitores – profissionais que ministraram os cursos de informática voltados para as áreas de operador, manutenção e configuração de microcomputadores, além de recondicionamento, lógica de programação (básico) e eletrônica básica. Alunos – jovens da comunidade próxima ao empreendimento social que de tenham vontade de fazer cursos de informática oferecidos pela Estação de Metarreciclagem. Bolsistas – são alunos (já pré-selecionados) que após concluírem o curso de manutenção em microcomputadores iniciarão o processo de estágio na Estação de Metarreciclagem.

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Estações de Metarreciclagem

Apresentados os atores e suas respectivas funções, iniciaremos o processo de formatação da capacitação. O ponto de partida é a definição não só dos cursos que serão ofertados, bem como sua grade horária e conteúdo programático respectivo a cada curso. Você deverá também estipular o perfil mínimo do aluno para cada curso. Passo 1 é a divulgação do curso junto à comunidade e o entorno, para tanto recomendamos mapear as escolas públicas, e agendar visita para apresentação não só do empreendimento social, bem com

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

Veja um modelo sintético de como divulgar os cursos na comunidade, o, dos cursos ofertados por ele. que pode ser criado em formato de folheto e/ou cartaz. O Ç Ã T A EM E S ECICLAG METARR

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ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DE TERESINA (PI) O Ç Ã T A AGEM E S RECICL METAR

CURSO DE INFORMÁTICA BÁSICA

Objetivos

O participante aprenderá como usar os recursos básicos de informática para editar e formatar textos, Excel para fazer planilhas e PowerPoint para criar apresentações, além de navegar na Internet.

Metodologia

Aulas teóricas e práticas em laboratório de informática, onde os alunos realizam exercícios simultâneos às explicações do educador.

Conteúdo programático

• Conceitos básicos de Informática. • Ambiente de trabalho do Windows: • Janelas • Área de Transferência • Gerenciar arquivos e pastas • Word 2007 – básico: Criação, formatação e impressão de textos • Excel – básico: Fórmulas, funções básicas e elaboração de gráficos • PowerPoint – básico Criação de apresentação eletrônica Formatação dos slides • Navegação na Internet

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Duração e Horário

Carga horária: 40 h/aTurmas: Segunda e Quarta / Terça e QuintaHorário: 14h00min às 17h00min Valor da inscrição: R$ 10,00 (dez reais), incluindo o material didático e certificado.

Requisitos Necessários

Cópia da carteira de identidade e CPF; Comprovante de residência; 1 foto 3x4; Preenchimento da ficha de cadastro (questionário sócio-econômico) ATENÇÃO: As vagas serão preenchidas após entrevista com a psicóloga e assistente social.

Qualquer dúvida favor entrar em contato com a Estação de Metarreciclagem por meio do telefone (XX) XXXX-XXXX ou www.treinamento@estacaodemetarreciclagem.org.br

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Estações de Metarreciclagem INFORMAÇÕES CONTIDAS NO CARTAZ

ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DE TERESINA (PI) CURSO DE INFORMÁTICA BÁSICA Objetivos O participante aprenderá como usar os recursos básicos de informática para editar e formatar textos, Excel para fazer planilhas e PowerPoint para criar apresentações, além de navegar na Internet. Metodologia Aulas teóricas e práticas em laboratório de informática, onde os alunos realizam exercícios simultâneos às explicações do educador. Conteúdo programático

Formatação dos slides Navegação na Internet Duração e Horário Carga horária: 40 h/a Turmas: Segunda e Quarta / Terça e Quinta Horário: 14h00min às 17h00min Valor da inscrição: R$ 10,00 (dez reais), incluindo o material didático e certificado. Requisitos Necessários Cópia da carteira de identidade e CPF; Comprovante de residência;

Conceitos básicos de Informática. Ambiente de trabalho do Windows:

1 foto 3x4;

Janelas

Preenchimento da ficha de cadastro (questionário sócioeconômico)

Área de Transferência Gerenciar arquivos e pastas Word 2007 – básico: Criação, formatação e impressão de textos Excel – básico: Fórmulas, funções básicas e elaboração de gráficos PowerPoint – básico Criação de apresentação

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eletrônica

ATENÇÃO: As vagas serão preenchidas após entrevista com a psicóloga e assistente social. Qualquer dúvida favor entrar em contato com a Estação de Metarreciclagem por meio do telefone (XX) XXXXXXXX ou treinamento@ estacaodeMetarreciclagem. org.br


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Passo 2 – feita a divulgação e iniciado o processo de inscrição, os colaboradores responsáveis pelo processo seletivo devem estipular prazos para análise dos questionários (em anexo apresentaremos modelo), bem como premissas que determinarão se o candidato está apto a vaga ou não. Não se esqueça de revisar sempre os conteúdos programáticos e avaliações periódicas dos alunos inscritos, desta forma, você estará iniciando o processo de melhoria contínua e por conseqüência o aumento na qualidade e efetividade dos cursos ofertados pela Estação de Metarreciclagem. Com o início dos cursos, vamos em frente rumo à construção de oportunidades para incentivar a cada dia o protagonismo juvenil e a inclusão digital.

7.2 COMO ATUALIZAR O PROJETO PEDAGÓGICO? Como primeiro passo, sugerimos que, de três em três meses, seja feito um workshop para atualização tanto do que há de novo no mercado quanto da absorção pelos bolsistas do que está sendo ensinado. Cursos de atualização externos e externos, contatos com os fornecedores, colaboradores e universidades para troca de idéias e procedimentos, também devem ser pleiteados. Num segundo momento, as apostilas didáticas direcionadas aos alunos devem ser revistas e também se os planos de aula estão sendo seguidos e absorvidos pelos bolsistas. Além disso, é preciso estar sempre em busca por soluções do descarte dos equipamentos, para tanto, um colaborador terá como tarefa, em tempo integral, de solucionar os problemas com os descartes de equipamentos inservíveis. Essa pessoa deverá estar atenta a legislação que rege sobre esses materiais bem como viabilizar um fluxo de saída constante, sem prejuízo para a Estação ou para a Ecologia, mantendo-se atualizado e informado.

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7.3 PLANO DO CURSO DE MANUTENÇÃO DE MICROCOMPUTADORES? Hardware Tópico

Objetivo

Atividade

Conhecer os edu- Rever aula inaugural anterior Aula inaugural candos, promo(parte 1/2) ver a integração inicial entre eles Apresentação dos componentes Apresentar e conceituar os componentes do microcomputador como: Placa mãe, Fonte, SLOT’s, Barramentos, CHIPSET, Jampeamento, Processador, Memória, DRIVE’s, CDROM, Floppy, Midias de armazenamento explicando as suas funções.

Reconhecer e Componentes conceituar cominternos do ponentes dos gabinete microcomputadores

Principais componentes Componentes de armazenamento

Conceituar componentes Conceituar componentes

Que os educandos definam as Aula inaugural regras que vão (parte 2/2) seguir para o aproveitamento do curso Entrada e Conceituar comsaída de ponentes dados Analisar o que passou, planejar Reunião da o que virá, fazer equipe de registros e partrabalho ticipar da formação continuada.

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Comparação Utilizar o método de comparar os componentes encontrados no computador com os encontrados em outras “máquinas” como relógios, máquinas de lavar roupas, etc. Exercício de Criatividade e Expressão Desenhar/descrever alguma tecnologia que não exista. Objetivo: Avaliar o “nível” de “criatividade tecnológica” e a expressão pessoal de cada um/a.

Preparar antes

Tempo

2 hs

4 hs

Dinâmica de identificação dos componentes A partir de peças reais utilizarem o método de passar de mão a mão.

HD, disquetes, gravador de CD/DVD e Pen Drive Criatividade e Expressão Contrato de convivência 1h

Placas periféricas

1h

Fazer pauta antes ver


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Revisão

Montagem (parte 1/2)

Revisão do que foi falado semana passada para os novos educandos que iniciam hoje

Demonstrar cuidados na montagem de computadores observando critérios

1 hs Sensibilização Orientar a turma sobre os cuidados para montagem de um computador, observando critérios como compatibilidade e usabilidade do equipamento. Sensibilizar sobre os cuidados dos encaixes de cada componente, internos e externos. Exercício Orientar a turma para montagem individual de um computador.

6 hs

Vídeo Levantar uma reflexão sobre a presença do computador na vida das pessoas. (História das coisas)

Cidadania

Reunião da equipe de trabalho

Montagem (parte 2/2)

Revisão e Avaliação

Fechar o tema da 1 hora de fechamento do tema da semana e ampliar semana + 1 hora para os novos cursos as visões de mundo Fazer pauta antes Analisar o que passou planejar o que virá, fazer registros e participar da formação continuada. Montar individu- Continuação almente o computador

2 hs

ver

2 hs

REVISÃO GERAL Revisão de tudo que foi visto até agora AVALIAÇÃO escrita individual Será feita com a presença do coordenador da estação. ENCERRAMENTO DO 1º MÓDULO CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE PAIS E ALUNOS

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1h

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Estações de Metarreciclagem Software Tópico

Objetivo

Atividade

Configuração inicial Exibir a definição e a funcionalidade da BIOS e do POST. Fazer as configurações de detecção de discos, seqüência de boot, data e Realizar horário e demais configurações do configurações SETUP. básicas BOOT Apresentar as telas de inicialização do sistema e orientar o aluno para reconhecer a configuração da máquina. Inicializar a máquina a partir de disquete ou Cdrom para instalar o sistema operacional no computador.

Preparar antes

Tempo

Configura- Definir ção básica Bios,Post e sua funcionalidade

2 hs

Exercício Os alunos deverão fazer as configurações básicas no SETUP, observar os trabalhos do POST e anotar as suas observações. Cidadania

Fechar o tema 1 hora de fechamento do tema da da semana semana + 1 hora para os novos e ampliar as cursos visões de mundo Particionamento Apresentar a forma de Particionamento de disco e a definição de diferentes sistemas de arquivo. Formatação Apresentar o conceito de formatação de disco e o cuidado com os dados antes de formatar. Instalação do Sistema Operacional (windows e linux) Apresentar o processo de instalação do sistema operacional e suas etapas. Apresentar o conceito de serial para softwares proprietários Cidadania Fechar o tema 1 hora de fechamento do tema da da semana semana + 1 hora para os novos e ampliar as cursos visões de mundo Reunião da Analisar o Fazer pauta antes equipe de que passou, trabalho planejar o que virá, fazer registros e participar da formação continuada.

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2 hs

2 hs

2 hs

2 hs

2 hs

ver


Estações de Metarreciclagem Console do Analisar o sistema que passou, planejar o que virá, fazer registros e participar da formação continuada. Cidadania

qe

Apresentar o console Demonstrar ao grupo o console do sistema e sua utilidade para a manutenção do sistema operacional.

Comandos básicos Apresentar ao grupo comandos básicos do sistema como “ls”, “mkdir”, “cd” e “clear”. Fechar o tema 1 hora de fechamento do tema da da semana semana + 1 hora para os novos e ampliar as cursos visões de mundo Instalar Configuração do Sistema drivers e Sensibilizar o aluno quanto a aplicativos necessidade de instalação dos no sistema drivers para cada periférico. Ensinar operacional os alunos a pesquisarem os drivers e manuais de placas na internet. Instalação de Aplicativos Ensinar os alunos a instalarem os aplicativos no sistema operacional.

Rede local

Compreender a necessidade em se ter maquinas em rede Identificar materiais que constituem uma rede

Especificar recursos necessários para montagem de uma rede de dados

Redes Por que ligar micros em redes? Sensibilizar os alunos para necessidades em se ter máquinas em rede. Planejamento de uma rede local Apresentar aos alunos os recursos materiais que constituem uma rede de dados, como switch, cabeamento, estações e servidores.

2 hs

ver - Acrobat; BrOffice; Firefox e outros softwares no Tucunaré

- cabo de rede - conector RJ-45; - test cable; - alicate de crimpar; cartazes; - pinceis; - fita crepe.

ver

2h

O que é necessário? Juntamente com a turma especificar os recursos necessários para montagem de uma rede de dados Exercicio1 Divididos em dois grupos, os alunos irão apresentar na prática – switch, a estrutura física da rede de dados da sala a qual está sendo ministrado o curso.

1h

Exercicio2 Apresentar aos alunos como é feito a crimpagem de cabos e suas aplicabilidades. Cada aluno deverá crimpar um cabo de rede.

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Estações de Metarreciclagem ProtoCompreender colos e protocolo e serviços estrutura lógica para criação de redes

Protocolo Conceituar o protocolo TCP/IP para redes de dados.

Endereçamento Apresentar a estrutura lógica para criação de endereçamento de redes e sub-redes, com ou sem internet. Cidada- Fechar o tema da 1 hora de fechamento do tema da nia semana e ampliar semana + 1 hora para os novos cursos as visões de mundo Reunião Analisar o que Fazer pauta antes da equi- passou, planejar pe de o que virá, trabalho fazer registros e participar da formação continuada. Servidores Sensibilizar para o uso de servidores em redes locais, suas necessidades especificas e suas carências em atualização e backup. Firewall,Compartilhamento.

- Mapa da estrutura lógica do CRC;

1h

2 hs

ver

2 hs

Exercicio1 Os alunos irão configurar todas as estações de trabalho para uma rede interna da sala de capacitação, em range a ser definido pelo educador. O trabalho deverá ser feito em ambos os sistemas operacionais. Feriado dia do trabalhador

Os menus do Ubuntu:

Navegador de arquivos

Encerramento do curso

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Compreender os menus e conceitos básicos do GNU/linux Ubuntu 10,4 Compreender os menus e conceitos básicos do GNU/linux Ubuntu 10,4

LINUX UBUNTU BASICO Apresentar aos alunos os conceitos básicos dos menus ubuntu 10.4 Aplicativos, Locais e sistemas. Apresentar o navegador de arquivos e seus componentes: área de trabalho, documentos, downloads, imagens, modelo, músicas, público, vídeo e exemplos. TODAS AS TURMAS

Computador 2 hs individual

Computador 2 hs individual


Estações de Metarreciclagem

7.4 PLANO DE CURSO DE OPERADOR DE MICROCOMPUTADORES? Introdução a Informática Tópico Hardware

Objetivo

Atividade

Identificar o computador como a máquina e reconhecer a sua evolução.

Periféricos 1. Apresentar ao grupo os principais periféricos, de entra2. da, saída e processamento 3. de dados. 4. Reconhecer Componentes Computador as etapas do Apresentar todos os compo- 5. processamento de nentes de um computador dados utilizando uma CPU quei6. mada; Identificar os principais Exibir o vídeo IOS componentes internos do Dinâmica computador, sua Em uma apresentação, os nomenclatura e alunos deverão identificar os funcionalidade equipamentos e componentes que aparecerão na tela.

Software

Recurso

Tempo

- data1h e show; 30 min - computador; - slide de apresentação; - caixas de som; - CPU queimada; equipamentos queimados (CD-ROM, impressora, mouse, teclado)

Definição de software - lista de exercício. Através de exposição conceituar software e sua utilidade para o funcionamento do computador.

1h 30min

Sistema operacional e aplicativos Conceituar sistema operacional e aplicativos, dando exemplos de ambos, levando em consideração os modelos mais conhecidos. Ex.: SO: Windows, Linux, Office, Corel Draw e MSN Messenger Software livre X Software proprietário Através de exposição apresentar a turma as etapas de desenvolvimento de um software e explicar por que ele pode ser livre ou proprietário. Depois, citar exemplos de softwares conhecidos em ambos os casos.

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Estações de Metarreciclagem Debate Dividir a turma em dois grupos onde um grupo deverá defender o “Software Livre” e o outro o “Software Proprietário”. Exercicio1 Aplicar uma lista de exercícios para os alunos responderem referente ao primeiro módulo.

2. SISTEMA OPERACIONAL Sistema Operacional

Reconhecer a utili- O que é um Sistema Operadade de um siste- cional? ma Operacional Expor ao grupo a utilidade de um sistema operacional para Identificar o Sis- o funcionamento do computema Operacional tador. Linux, suas telas e todos o seus re- Iniciando o Sistema Operacursos cional Apresentar o sistema operacional Linux e suas telas de inicialização.

1h

Apresentado o Sistema Operacional Apresentar ao grupo o ambiente de trabalho do sistema operacional e seus componentes. Recursos de um Sistema Operacional Apresentar a barra de tarefas, o papel de parede, ícones, proteção de tela e janelas do sistema A p l i c a t i v o s Reconhecer todos básicos aplicativos básicos e sua aplicabilidade

Conhecendo os aplicativos do sistema Apresentar aos alunos aplicativos tais como, editor de imagens, gravador de cd (braseiro), Navegador de Internet e aplicativos de acessibilidade. Exercício Pedir aos alunos que abram o navegador para internet e outros programas. Pedir para que os alunos redimensionem as janelas de forma que fiquem todas alinhadas na tela do monitor. Depois pedir que o aluno feche as janelas abertas.

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1h


Estações de Metarreciclagem Editor de Identificar o editor Apresentar o KolourPaint Desenhos de textos e suas Apresentar a equipe o editor ferramentas de desenhos e suas ferramentas.

Desenho da bandeira brasileira explicando os seus significados.

Exercício Desenhar a bandeira do Brasil. Depois, debater com a turma sobre o significado de cada símbolo da bandeira e, também, sobre “patriotismo”. Painel Controle

de Reconhecer a utilidade e funcionamento dos periféricos do painel de controle

Aumentar velocidade do mouse Mostrar aos alunos como alterar a velocidade do ponteiro do mouse na tela do sistema e como alterar a velocidade de duplo clique do mouse.

1 h 30 min

Idioma do teclado Mostrar aos alunos como alterar o idioma do teclado e apresentar a diferenças entre os idiomas e incompatibilidades de acentuações. Data e hora Mostrar aos alunos como corrigir a data e a hora do computador. Exercício 1 Pedir que cada aluno altere a data do sistema para o dia do seu aniversário. Depois, mude o idioma para Inglês Internacional. Exercício 2 Pedir que cada aluno corrija a data, hora e o idioma do teclado no sistema.

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Estações de Metarreciclagem Sistema de arquivos

Identificar todo o sistema de arquivos e sua funcionalidade.

Reconhecer cultura e tradições do Brasil através da criação de uma pasta de cada estado brasileiro

Gerenciador de arquivo Demonstrar o gerenciador de arquivos e a maneira como ele visualiza as pastas do sistema operacional.

2 hs

Estrutura de pastas Apresentar a estrutura de pastas e arquivos utilizada pelo sistema operacional. Copiando arquivos Apresentar ao grupo sobre os procedimentos para a cópia e transferência de objetos no sistema operacional. Depois, apresentar as teclas de atalho. Criando pastas Apresentar ao grupo os procedimentos para a criação de pastas. Apresentar ao grupo sobre os critérios do sistema para criação de pastas. Exercício1 Criar uma pasta para uso do aluno. Exercício2 Cada aluno deverá criar uma pasta chamada Brasil. Dentro dessa pasta, criar uma pasta para cada estado brasileiro. Depois, cada aluno poderia fazer um comentário sobre cultura e tradições de determinado estado.

Exercício Lista de exercícios Pedir aos alunos que naveguem nas pastas criadas, anteriormente, para cada estado brasileiro.

3. Internet Conceitos

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Compreender a A Internet Barbante grande rede e sua Exibir aos alunos o que e inestrutura. ternet e a utilização de seus diversos serviços. Conceituar a internet e a utiliza- Compreendendo a grande ção de seus diver- rede sos recursos Expor aos alunos a estrutura da rede a partir da ilustração de uma teia de aranha, conceituando o “WWW”.

30 min


Estações de Metarreciclagem Navegação

Identificar todos os recursos para navegar na internet e como utilizá-los.

Apresentando o Navegador Lista de sites de 3hs 30 Apresentar aos alunos o na- pesquisas, internet min vegador, sua utilidade e seus liberada, netqueta recursos. Utilizando os links Favoritos Apresentar aos alunos o conceito de favoritos e sua utilização. Fazendo pesquisas na web Apresentar os sites de pesquisas e suas técnicas. Webmail Apresentar aos alunos o conceito de correio eletrônico. Criar uma conta de e-mail para cada aluno. Utilizar a conta de e-mail para troca de mensagem. Redes Sociais Conceituar redes sociais e apresentar aos alunos as ferramentas mais utilizadas. Orientar os cuidados sobre a utilização dessas ferramentas.

Tecnologias

Criação e publicação de página na Internet

Utilizar computador para comunicação

Utilização de ferramentas on line (Google docs) Conceituar para os alunos a utilização da internet para utilização e gerenciamento de arquivos on line.

30 min

Sensibilizar alunos publicação conteúdos WEB

Selecionar e organizar os Data show conteúdos para sites Microcomputador Definir (filtrar) quais os conteúdos que serão publicados Definir a periodicidade da publicação de conteúdos.

4h

os para de na

Design de páginas Utilização e aplicação de cores Templates e padrão de imagens Como montar um blog Entender como funciona o mundo dos blogs Escolher o nome Escolher as ferramentas que vai usar para blogar e local de hospedagem

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Estações de Metarreciclagem 4. EDITOR DE TEXTOS Editor de textos

Teclado

Identificar a utilidade de um editor de texto e seus principais componentes

Apresentando o Editor de Data show, microTextos computador, Expor ao grupo a utilidade de um editor de texto.

Identificar a funcionalidade do teclado

Apresentação do teclado Data show, microMostrar à equipe as funcio- computador nalidades das teclas através de uma imagem mapeada do teclado.

30 min

Tela Trabalho Demonstrar aos alunos os principais componentes da tela do editor de texto. 30 min

Teclas de duas funções Explicar a equipe como fazer acentuações gráficas e diferenciar maiúsculas e minúsculas. Criação de um texto

Digitar e utilizar ferramentas do editor de texto

Digitando um texto Datashow, microPropor à equipe a criação computador, caixas de um texto sobre um tema acústicas, filme apontado pelo educador utilizando o máximo de recursos do teclado. E a utilização do texto on line

3 hs

Recortar e colar textos Mostrar a utilização das ferramentas, recortar e colar textos, blocos de textos e palavras. Excluindo textos Mostrar a utilização da ferramenta, excluir textos, blocos de textos e palavras. Exercício Apos a exibição de um filme, debater com a equipe sobre o mesmo e posteriormente desenvolver um texto sobre as suas conclusões. Trabalhando com documentos

Reconhecer a necessidade e a utilidade de manusear documentos

Salvando um documento Mostrar à equipe a necessidade de guardar os arquivos criados e a utilização do recurso “salvar como”.

Localizar, abrir e salvar documen- Abrindo um documento tos Demonstrar como localizar e abrir um documento salvo no computador, disquete e CDROM.

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1h


Estações de Metarreciclagem Formatação de um texto

Identificar todos os recursos utilizados para formatar um texto

Formatar texto utilizando todos recursos Reconhecer documentos oficiais

Formatação de textos Mostrar aos alunos os recursos de fonte, cor, tamanhos e destacamento de texto para melhorar a aparência do mesmo.

Modelos e/ ou manuais de redações oficiais, Letra de musica

5 hs

Formatar parágrafo Demonstrar à equipe as formas e a utilização de parágrafo e tabulação. Recuos e espaçamentos Demonstrar a equipe como redimensionar o recuo e espaçamento do texto através da régua ou do menu. Alinhamentos Expor à equipe a utilização dos alinhamentos dentro do texto. Cabeçalhos e rodapés Quebras de páginas Exercicio1 Formatar uma musica

Modo de exibição

Utilizar o recurso Zoom

Zoom Demonstrar aos alunos o opaco de zoom do documento. Distinguir zoom do tamanho de texto.

Enriquecer o texto

Enriquecer o texto Inserindo figuras no texto Jornais e revistas utilizando figuras, Demonstrar aos alunos a fotos possibilidade de ilustrar o texto utilizando figurar ou fotos via internet. Conceituar e utilizar tabelas e Colunas colunas Apresentar aos alunos o conceito de coluna e sua utilização em um editor de texto. Ilustrar utilizando jornais e Confeccionar revistar. cartão visual Tabelas Apresentar aos alunos o conceito de tabela e sua utilização em um editor de texto.

30 min

2 hs

Exercicio1 Confecção de um cartão virtual. Utilizar tema festivo da época.

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Finalização do documento

Reconhecer e utilizar ferramentas de revisão visualização e impressão de um documento

Revisão ortográfica Apresentar aos alunos a ferramenta de revisão ortográfica e sua metodologia.

Modelo de currículo, Texto com erros ortográficos, impressora configurada nas máquinas, Visualização e impressão de lista de exercício Identificar modelo texto de currículo e criar Mostrar aos alunos como um pessoal visualizar um documento. Apresentar também as técnicas de impressão de texto.

Utilização de Conceituar aos ferramentas alunos e apresenon line tar as ferramentas disponíveis on line para edição de textos

Utilização do editor de texto on line Apresentar aos alunos o editor de texto do Google Docs e as principais ferramentas do editor. Up load de arquivos Compartilhamento de arquivos

3hs

5. PLANILHA ELETRÔNICA C o n c e i t u a - Reconhecer a ção utilidade de uma planilha e seus componentes

Apresentando o Editor de Datashow, Textos microcomputador Expor ao grupo a utilidade de uma planilha eletrônica e a sua utilização on line.

30 min

Tela Trabalho Demonstrar aos alunos os principais componentes da tela da planilha eletrônica. O p e r a ç õ e s Identificar a básicas com estrutura de uma planilha planilha e seus recursos.

O arquivo de trabalho Expor aos alunos a estrutura de uma planilha eletrônica. Salvando uma planilha Mostrar à equipe a necessidade de guardar os arquivos criados e a utilização do recurso “salvar como”. Fechando uma planilha Demonstrar aos alunos como fechar o arquivo e o programa. Inserindo dados em uma planilha Orientar aos alunos sobre a inserção de dados na planilha e a movimentação do cursor. Selecionando células Demonstrar aos alunos como selecionar um coluna, linha, células, bloco de células e a planilha.

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1h


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Formatação Reconhecer e de planilha utilizar recursos para formatar planilha.

Formatando os dados Mostrar aos alunos os recursos de fonte, cor, tamanhos e destacamento de dados para melhorar a aparência dele.

1h e 30 min

Colocando bordas nas células Explicar aos alunos que as grades visíveis não são impressas e sensibilizar para a necessidade em aplicar bordas as planilhas. Formatação de números Conceituar sobre o padrão numérico brasileiro. Diferenciar as opções de formatação numérica. Apresentar separador de milhar, moeda, casas decimais, data, hora.

Editor de Apresentações

6. EDITOR DE APRESENTAÇÕES

Utilizar o editor de apresentação e os principais componentes

Apresentando o Editor de apresentações Expor ao grupo a utilidade de um Editor de Apresentações.

Datashow, micro- 3 0 computador min

Tela Trabalho Demonstrar aos alunos os principais componentes da tela do Editor de Apresentações. Operações básicas com um Editor de apresentações Apresentar as principais operações do programa e as características herdadas do pacote Office. Criação de Criar um primeiro Inserindo e formatando textos na tela Letra da música, 3 hs apresenta- trabalho baseado Apresentar aos alunos a estrutura do internet ções em slides. programa para inserção de textos. Visualizando a apresentação Apresentar aos alunos como o programa exibe o trabalho criado Inserindo e redimensionando imagens à apresentação Apresentar aos alunos a possibilidade de inserção de imagens para ilustração do trabalho on line. Inserindo mais telas na apresentação Demonstrar como o programa permite a inserção de novas telas ao trabalho.

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Estações de Metarreciclagem Formatação Criar uma apre- Inserindo animações Internet no labo- 3 h de apresen- sentação utilizan- Apresentar aos alunos como melho- ratório tações do todos recursos rar a apresentação do trabalho utilizando animações. Formatando o fundo da apresentação Apresentar aos alunos a possibilidade de alterar o fundo do trabalho como forma de melhorar a apresentação. Definindo efeitos de transição Apresentar aos alunos como melhorar a apresentação do trabalho utilizando animações entre telas Utilizando o slide mestre Expor ao aluno a possibilidade de padronizar o trabalho dinamicamente a partir de uma tela principal. 7.USO DE IMPRESSORA E TRATAMENTO DE IMAGENS Tratamento Apresentar os Principais padrões de imagens Máquina fotográ- 6h de imagens conceitos de trata- Resolução de imagem digital fica mento de imagens Conhecendo e utilizando Gimp Filmadora e as principais ferInternet ramentas Data show Impressora Ensinar os alunos Instalação e configuração de impres- Microcomputador a instalar e utilizar sora Impressora a impressora Compartilhamento de impressora e Data show utilização de scanner

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P

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8 - PROCESSO COMUNITÁRIO

8.1 COMO TER RECEPTIVIDADE NA COMUNIDADE?

Como estamos falando de avaliação. Faça sempre que possível visita às principais lideranças da comunidade, pergunte como está sendo a receptividade das pessoas junto ao empreendimento social. Outro ponto importante é a elaboração de um cronograma de visitas, veja alguns lugares que você não pode esquecer: •

Escolas públicas do bairro e próximas ao empreendimento.

Associação de bairro.

Estabelecimento religioso, dependendo da crença da comunidade.

Clube desportivo público.

Poder público municipal (Prefeitura e Câmara de Vereadores).

Secretaria Municipal de Educação.

Há lugares que você deve evitar: •

festejos políticos – afinal estamos em ano eleitoral; e

eventos de cunho religioso, tipo: retiros de jovens, missa ao ar livre etc.

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8.1.1 O QUE FAZER DURANTE ESTAS VISITAS? Apresente o seu empreendimento social, e fale sobre as principais atividades, pergunte se os presentes conhece alguém atendido pelo projeto.

SUGESTÃO Elabore um formulário com perguntas simples e distribua aos presentes, no futuro as respostas serão valiosas para o processo de avaliação contínua. Leve folder e tire fotos para registrar o momento.

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A

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ANEXO

CONSTITUIÇÃO CIVIL

1- INTRODUÇÃO Neste artigo serão abordados os pontos principais da constituição de uma entidade sem fins lucrativos, conforme definido no Código Civil e leis específicas, além de explorar os aspectos ligados as formas de tributação desse tipo de entidade e suas obrigações acessórias com as fazendas federal, estadual e municipal. Para ilustrar melhor todos os pontos abordados será utilizado como exemplo um modelo de constituição de uma ONG – Organização não governamental.

2 - CONSTITUIÇÃO – ONG Conforme o Conselho Federal de Contabilidade – CFC, as ONGs são pessoas jurídicas formadas pela união de pessoas que se organizam para a realização de atividades não-econômicas, ou seja, sem finalidades lucrativas.

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2.1 PROCEDIMENTOS PARA CONSTITUIÇÃO DE UMA ONG O art. 53 do Código Civil traz a definição legal de associação dizendo: “constituem as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos”. 2.1.1 ATA DE CRIAÇÃO DA ONG Feita a assembléia, deverá se elaborada a ata de criação da associação, na qual constará: a) explicitamente, a informação de se tratar de uma ata de criação com a denominação da associação; b) nome e CPF de cada associado fundador; c) a pauta da reunião (criação da associação, aprovação do estatuto, definição da sede e eleição dos membros dos órgãos internos da associação). A ata deverá ser assinada por todos os associados fundadores ou acompanhada por uma lista de presença que contenha a identificação dos presentes. 2.1.2 ESTATUTO DE UMA ONG O estatuto deverá conter, no mínimo, os seguintes requisitos legais, conforme arts. 46 e 54 do Código Civil, combinados com o art. 120 da Lei nº 6015/73: a) a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver; b) o nome e a individualização dos instituidores e dos diretores (é preferível que esse item seja contemplado na ata de criação e não no estatuto, como já foi comentado); c) o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; d) se o estatuto é reformável no tocante à administração, e de que modo; e) se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; f) as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso;

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g) os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados; h) os direitos e deveres dos associados; i) as fontes de recursos para a sua manutenção; j) o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos; k) as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução.”

Se o estatuto não contemplar os itens a, g, h, i, j e k, será considerado nulo, para todos efeitos legais, conforme dispõe o art. 54 do Código Civil. De acordo com o CFC, o estatuto elaborado para ser levado a registro precisa estar assinado pelo presidente da associação e por um advogado, que fará constar o número de seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. 2.1.3 REGISTRO CIVIL DA ATA DE CRIAÇÃO E DO ESTATUTO DA ONG Elaborados a ata e o estatuto nos moldes descritos anteriormente, deverão ser levados a registro no cartório de registro de pessoas jurídicas. O registro no cartório far-se-á mediante apresentação de, no mínimo, duas vias da ata de criação e duas do estatuto, acompanhadas de petição do representante legal da associação.

3 - ASPECTOS TRIBUTÁRIOS DE ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS Em virtude de o sistema tributário brasileiro ser classificado como um sistema rígido, em que na constituição brasileira são relacionados um a um os impostos que a união, estados e municípios, podem nas suas competências instituir ou cobrar dos contribuintes, vamos utilizar a legislação de Minas Gerais para lidar com os tributos relativos ao âmbito estadual e da legislação do município de Belo Horizonte em relação ao âmbito municipal para facilitar o entendimento e servir de base de outras pesquisas. Fundação Banco do Brasil

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3.1 - IMUNIDADE Segundo Carrazza (2004), a imunidade tributária é um fenômeno de natureza constitucional. A doutrina tradicional classifica as imunidades em subjetivas e objetivas. Segundo Higuchi (2006), a imunidade subjetiva é  própria da pessoa jurídica que  goza de imunidade. Assim, a União, os Estados e os Municípios não podem instituir impostos, sendo que as pessoas jurídicas que  exploraram atividades econômicas regida pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, não podem gozar da imunidade. Já a imunidade objetiva da operação que é imune, por exemplo, venda de livros, jornais e periódicos. Neste caso a pessoa jurídica não tem imunidade. Conforme artigo 150 da Constituição Federal de 1988, dispõe que: “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (…) VI – instituir impostos sobre: (…) c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei”

3.2 - ÂMBITO FEDERAL

3.2.1- IR Tomando-se como base o art. 150 da CF, em que a imunidade tributária é explicita para as entidades sem fins lucrativos desde que cumpram os requisitos de lei complementar, não há que se falar de recolhimento de Imposto de Renda sobre suas receitas, visto que a CF lhe garante tal tratamento diferenciado. 3.2.2 - INSS A contribuição da cota patronal do INSS também é passível de imunidade. Apesar de a norma Constitucional, no § 7º do art. 195, falar em isenção. Conforme CFC, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que, por ser

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tratada na Constituição Federal, é imunidade e não isenção. O decreto 3.048 de 06 de maio de 1.999 que aprova o regulamento da Previdência Social, no seu art. 206 trata da isenção de contribuições relacionadas nos arts. 201, 202 e 204 referente ao item IV que diz, “promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência;” 3.2.3 - PIS/COFINS A ONG se enquadra conforme o disposto na MP nº. 2.15835, de 24 de agosto de 2001, atualmente em vigor, em seu art. 13, relaciona as entidades sem fins lucrativos, sujeitas ao pagamento da contribuição PIS/PASEP calculada sobre a s folha de salários à alíquota de 1%, dentre elas no item III estão as instituições de educação e de assistência social. Na COFINS segundo art. 14 da mesma lei dispõe que em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 01 de fev. de 1.999, são isentas da COFINS as receitas relativas às atividades próprias das entidades. 3.2.4 - CSLL A Lei nº 7.689 de 15 de dezembro de 1.988 instituiu a contribuição social sobre os lucros. Em 10 de dezembro de 1997, a Lei nº 9.532 veio dispor que as instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e cientifico e as associações civis sem fins lucrativos estão isentas da CSLL. 3.2.5 - TÍTULO DE UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL Título conferido pelo Ministro da Justiça, por meio de decreto, desde que a fundação ou associação atenda aos seguintes requisitos, de acordo com o Decreto nº 50.517/61, modificado pelo Decreto nº 60.931/67: a) que se constitua no país; b) que tenha personalidade jurídica; c) que tenha estado em normal funcionamento, nos últimos Fundação Banco do Brasil

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3 (três) anos, em respeito aos estatutos; d) não-remuneração nem recebimento de vantagens pelos diretores e associados; e) que comprove, por meio de relatórios trianuais, a promoção de educação, de atividades científicas, culturais, artísticas ou filantrópicas; f) que os diretores possuam folha corrida e moralidade comprovada; g) que se obriga a publicar, anualmente, a demonstração de superávit ou déficit do período anterior, desde que contemplada consubvenção da União.” Esta mesma lei trata de alguns benefícios conseguidos a partir da obtenção do Titulo de Utilidade Pública Federal tais como, receber subvenções, auxílios e doações da União, realizar sorteios (Lei nº 5.768/71, art. 4º), requerer a isenção da cota patronal para o INSS, observados os demais requisitos do art. 55 da Lei n° 8.212/91, receber doações de empresas, dedutíveis em até dois por cento do lucro operacional da pessoa jurídica doadora, antes de computada a sua dedução, conforme inciso III do parágrafo 2º do art. 13 da Lei n° 9.249/95 e receber o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos, concedido pelo Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS, atendidos os demais requisitos. O incentivo para empresas privadas efetuarem doações a ONGs baseia-se na Lei  supracitada, objetivando em sua maioria a redução dos impostos e melhorando sua imagem no âmbito social.

3.3 - ÂMBITO ESTADUAL Conforme o art.155 da CF. compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir imposto sobre: “I – Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos; II – Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação…; III – Propriedade de veículos automotivos.” 3.3.1 ITCD De acordo com a lei 12.426 de 27 de dezembro de 1.996, que dispõe sobre o Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD). Conforme o inciso V do art.2 não será cobrado ITCD de quem quer que seja o doador se destinadas as referidas doações a instituições de assistência social, as educacionais, culturais e esportivas, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei, dentre outras.

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3.3.2 ICMS Conforme RICMS no capitulo IX, seção I, subseção I, art. 55, a definição do contribuinte do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação), é dada conforme sua condição de pessoa constituída ou registrada que pratique com habitualidade ou volume atividades no intuito comercial a operação ou prestação referentes a transportes, e de telecomunicações. A ONG não será contribuinte de ICMS, pois não realiza operações de comercialização, industrialização ou transporte de mercadorias. 3.3.3 IPVA São isentos do IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores), conforme Lei Estadual 14.937/ 2003, art. 3º itens I e III, veículos adquiridos por deficientes físicos e veículos utilizados por entidades filantrópicas declaradas pelo estado como de utilidade pública.

3.4 - ÂMBITO MUNICIPAL Conforme o art. 156, da CF, compete aos Municípios instituir impostos sobre: “I – propriedade predial e territorial urbana; II – transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; III – serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar.” 3.4.1 - ISSQN O art. 1° do decreto 4.195 de 06 de abril de 1.982 considera entidade educacional e sócio-assistencial a sociedade que tenha personalidade jurídica própria e que possua caráter permanente e sem fins lucrativos. Fundação Banco do Brasil

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As entidades referidas no conceito apresentado pelo art. 1º, serão reconhecidas imunes tributariamente pelo município, fica abrigado à observância do cumprimento dos requisitos do art. 14 da Lei 5.172/66. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo. 9 diz: é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: “I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; II – aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; III – manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. § 1.º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo, ou no § 1 do artigo 9, a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. § 2.º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo. 9 são exclusivamente os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo, previsto nos respectivos estatutos ou atos constitutivos.” 3.5.2 IPTU Pela Constituição de 1988 no seu art. 150, inciso VI, c, tem direito à Imunidade do IP-TU - (Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana), devido à vedação de instituir impostos e contribuições que tenham por base de calculo o valor do patrimônio das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos. Para tal beneficio é também exigido o reconhecimento da imunidade concedido pela prefeitura. 3.5.3 ITBI Por ser um tributo apurado a partir do valor do patrimônio será levado em conta o disposto no art. 150 da CF, para não cobrança do mesmo quando ocorrer aquisições de bens imóveis por parte da entidade sem fins lucrativos.

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4 - DECLARAÇÕES

4.1 DIPJ – DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES ECONÔMICO-FISCAIS DA PESSOA JURÍDICA

Em relação a DIPJ de 2.009 ano base 2.008, ainda não há legislação tratando sobre essa matéria, mas no entanto tomando por base a última instrução normativa da SRF, observa-se a obrigatoriedade da entrega por parte das entidades sem fins lucrativas amparadas pela imunidade ou/e isenção.

4.2 - DCTF – DECLARAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES E CRÉDITOS FEDERAIS

De acordo com a Instrução Normativa SRF nº 583, de 20 de Dezembro de 2005 em seu art. 2º as pessoas jurídicas em geral, inclusive as equiparadas, as imunes e isentas, deverão apresentar, de forma centralizada mensalmente ou semestralmente a DCTF. Estão obrigadas à apresentação da DCTF mensal a pessoa jurídica cuja receita bruta auferida no período anterior correspondente à DCTF for superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais); ou cujo somatório dos débitos declarados nas DCTF correspondentes ao período anterior tenha sido superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). As pessoas jurídicas enquadradas no Sistema Integrado de Pagamento de Imposto e Contribuição (Simples); as imunes e as isentas, cujo valor mensal de imposto e contribuição a declarar na DCTF seja inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais) e as que se mantiveram inativa desde o inicio do ano-calendário a que se refere as DCTF estão dispensadas da apresentação da DCTF.

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4.3 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS

De acordo com o art. 4º, inciso II da Instrução Normativa RFB nº 940, de 19 de maio de 2009, estão dispensadas da apresentação do DACON; as pessoas jurídicas imunes e isentas do imposto de renda, cujo valor mensal das contribuições a serem informadas no DACON seja inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais). No caso de apresentação semestral da DACON o art. 8º dessa mesma instrução define que até o quinto dia útil do mês de outubro de cada ano, no caso de demonstrativo relativo ao 1º semestre-calendário; e do mês de abril de cada ano, no caso de demonstrativo relativo ao 2º semestre-calendário do ano anterior.

4.4 DIRF – DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE De acordo com o art. 1º da Instrução Normativa FRB nº 888, de 19 de novembro de 2008, fica obrigado a apresentar a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), quem tiver pagado ou creditado rendimentos que tenham sofrido retenção do imposto de renda na fonte, ainda que em um único mês do ano-calendário. “Inciso I – estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil, inclusive as imunes ou isentas;” Ficam também obrigadas à apresentação da DIRF as pessoas jurídicas que tenham efetuado retenção, ainda que em único mês do ano-calendário a que se referir a DIRF, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e da Contribuição para o PIS/PASEP sobre pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas.

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4.5 DES – Declaração Eletrônica de Serviços Segundo o Decreto n. 11.467 de outubro de 2003, em seu art. 4º, estabelece a obrigação de apresentar a DES, onde consta a demonstração de serviços prestados e tomados, é de todas as pessoas jurídicas estabelecidas no Município, contribuintes ou não do ISSQN, mesmo as que gozem de isenção ou imunidade.

CONCLUSÃO Conclui-se que as normas que regulamentam constituição de entidades sem fins lucrativos estão previstas na constituição federal e demais regulamentações, para disciplinar as entidades de cunho social, cultural, religioso, sindical e educacional. Dessa forma nota-se a distribuição de funções dos entes da união relacionado aos projetos sociais, educação, cultura e direito dos trabalhadores por outro lado grupos de pessoas que queiram fortalecer seu segmento através de sindicatos e associações, podem fazer uso dessa norma constitucional para ter força em situações que exijam a presença de representantes de segmento organizados afim de demandar propostas e soluções as suas necessidades.1

BRASIL, CFC. Manual de procedimentos contábeis e prestação de contas das entidades de interesse social / Conselho Federal de Contabilidade. – Brasília : CFC, 2003. 128 p. 1

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Estações de Metarreciclagem

Formulários Administrativo/Financeiro QUESTIONÁRIO SÓCIO-ECONÔMICO

PL O

ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DE SANTOS (SP)

PREZADOS(AS) JOVENS MORADORES DE SANTOS E ENTORNO, ESTE QUESTIONÁRIO VISA CONHECER MELHOR O PERFIL DOS CANDIDATOS QUE ESTÃO EM BUSCA DE VAGAS PARA OS CURSOS OFERTADOS PELA ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DE SANTOS (SP). TODOS OS DADOS OBTIDOS DESTE QUESTIONÁRIO SERÃO CONFIDENCIAIS!

EM

TODAS AS QUESTÕES VISAM APENAS À COLETA DE INFORMAÇÕES OU DE OPNIÕES. NÃO HÁ RESPOSTAS CERTAS OU ERRADAS. PORTANTO, POR FAVOR, NÃO DEIXE NENHUMA QUESTÃO SEM RESPOSTA! QUESTIONÁRIO Nome:

Endereço completo:

Em que ano você nasceu?

EX

Qual o seu sexo? (A) Feminino.

(B) Masculino.

Como você se considera: (A) Branco(a). (B) Pardo(a). (C) Preto(a). (D) Amarelo(a). (E) Indígena.

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Qual seu estado civil? (A) Solteiro(a). (B) Casado(a) / mora com um(a) companheiro(a).

(D) Viúvo(a).

PL O

(C) Separado(a) / divorciado(a) / desquitado(a).

Onde e como você mora atualmente?

(A) Em casa ou apartamento, com minha família. (B) Em casa ou apartamento, sozinho(a).

(C) Em quarto ou cômodo alugado, sozinho(a).

EX EM

(D) Em habitação coletiva: hotel, hospedaria, quartel, pensionato, república etc. (E) Outra situação.

Quem mora com você? Sim Não Moro sozinho(a) (A) (B) Pai (A) (B)

Mãe (A) (B)

Esposa / marido / companheiro(a) (A) (B) Filhos (A) (B)

Irmãos (A) (B)

Outros parentes (A) (B)

Amigos ou colegas (A) (B)

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Quantas pessoas moram em sua casa? (Contando com seus pais, irmãos ou outros

(A) Duas pessoas. (B) Três pessoas.

PL O

parentes que moram em uma mesma casa).

(C) Quatro pessoas. (D) Cinco pessoas. (E) Seis pessoas.

(F) Mais de seis pessoas.

EM

(G) Moro sozinho(a).

Quantos filhos você tem? (A) Um filho.

(B) Dois filhos. (C) Três filhos.

EX

(D) Quatro ou mais filhos. (E) Não tenho filhos.

Até quando seu pai estudou? (A) Não estudou.

(B) Da 1ª à 4ª série do ensino fundamental (antigo primário). (C) Da 5ª à 8ª série do ensino fundamental (antigo ginásio). (D) Ensino médio (2º grau) incompleto. A(E) Ensino médio (2º grau) completo.

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Estações de Metarreciclagem

(F) Ensino superior incompleto. (G) Ensino superior completo.

(I) Não sei.

PL O

(H) Pós-graduação.

Até quando sua mãe estudou? (A) Não estudou.

(B) Da 1ª à 4ª série do ensino fundamental (antigo primário). (C) Da 5ª à 8ª série do ensino fundamental (antigo ginásio). (D) Ensino médio (2º grau) incompleto.

EX EM

(E) Ensino médio (2º grau) completo. (F) Ensino superior incompleto. (G) Ensino superior completo. (H) Pós-graduação. (I) Não sei.

Em que seu pai trabalha ou trabalhou, na maior parte da vida?

(A) Na agricultura, no campo, em fazenda ou na pesca. (B) Na indústria.

C) No comércio, banco, transporte ou outros serviços. (D) Funcionário público do governo federal, estadual ou municipal.

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Estações de Metarreciclagem

((E) Profissional liberal, professor ou técnico de nível superior.

PL O

(F) Trabalhador do setor informal (sem carteira assinada). (G) Trabalha em casa em serviços (costura, cozinha, aulas particulares etc.). (H) No lar. (I) Não trabalha. (J) Não sei.

Em que sua mãe trabalha ou trabalhou, na maior parte da

EM

vida?

(A) Na agricultura, no campo, na fazenda ou na pesca. (B) Na indústria.

(C) No comércio, banco, transporte ou outros serviços. (D) Como trabalhadora doméstica.

EX

(E) Como funcionária do governo federal, estadual ou municipal.

(F) Como profissional liberal, professora ou técnica de nível superior.

(G) No lar.

(H) Trabalha em casa em serviços (comida, costura, aulas particulares etc.). (I) Não trabalha. (J) Não sei.

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Estações de Metarreciclagem

Somando a sua renda com a renda das pessoas que moram com você, quanto é, aproximadamente, a renda familiar?

PL O

(Considere a renda de todos que moram na sua casa.) (A) Até 1 salário mínimo (até R$ 415,00 inclusive).

(B) De 1 a 2 salários mínimos (de R$ 415,00 até R$ 830,00 inclusive).

(C) De 2 a 5 salários mínimos (de R$ 830,00 até R$ 2.075,00 inclusive).

(D) De 5 a 10 salários mínimos (de R$ 2.075,00 até

EX EM

R$ 4.150,00 inclusive).

(E) De 10 a 30 salários mínimos (de R$ 4.150,00 até R$ 12.450,00 inclusive).

(F) De 30 a 50 salários mínimos (de R$ 12.450,00 até R$ 20.750,00 inclusive).

(G) Mais de 50 salários mínimos (mais de R$ 20.750,00). (H) Nenhuma renda.

Quais e quantos dos itens abaixo há em sua casa? 1 2 3 ou mais Não tem TV (A) (B) (C) (D)

Videocassete e/ou DVD (A) (B) (C) (D) Rádio (A) (B) (C) (D) Microcomputador (A) (B) (C) (D) Automóvel (A) (B) (C) (D)

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Máquina de lavar roupa (A) (B) (C) (D) Geladeira (A) (B) (C) (D)

PL O

Telefone fixo (A) (B) (C) (D) Telefone celular (A) (B) (C) (D)

Acesso à Internet (A) (B) (C) (D)

TV por assinatura (A) (B) (C) (D) Como é sua casa? Sim Não Própria. (A) (B)

É em rua calçada ou asfaltada. (A) (B)

EM

Tem água corrente na torneira. (A) (B) Tem eletricidade. (A) (B)

É situada em comunidade indígena. (A) (B) Se você está trabalhando atualmente, qual a sua renda ou seu salário mensal?

(A) Até 1 salário mínimo (até R$ 415,00 inclusive).

EX

(B) De 1 a 2 salários mínimos (de R$ 415,00 a R$ 830,00 inclusive).

(C) De 2 a 5 salários mínimos (de R$ 830,00 até R$ 2.075,00 inclusive). (D) De 5 a 10 salários mínimos (de R$ 2.075,00 até R$ 4.150,00 inclusive). (E) De 10 a 30 salários mínimos (de R$ 4.150,00 até R$ 12.450,00 inclusive).

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Estações de Metarreciclagem

(F) De 30 a 50 salários mínimos (de R$ 12.450,00 até R$ 20.750,00 inclusive).

(H) Não estou trabalhando.

PL O

(G) Mais de 50 salários mínimos (mais de R$ 20.750,00).

Você está trabalhando em alguma atividade para a qual você se preparou? (A) Sim. (B) Não.

Em que você trabalha atualmente?

(A) Na agricultura (campo, fazenda, pesca).

EX EM

(B) Na indústria.

(C) No comércio, banco, transporte ou outros serviços. (D) Como trabalhador(a) doméstico(a).

(E) Como funcionário(a) do governo federal, estadual ou municipal.

(F) Como profissional liberal, professor(a) ou técnico(a) de nível superior. (G) No lar.

(H) Trabalho em casa em serviços (costura, comida, aulas particulares etc.). (I) Não trabalho.

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Estações de Metarreciclagem

Há quanto tempo você está trabalhando nessa atividade? (A) Menos de 1 ano.

(C) Entre 2 e 4 anos. (D) Mais de 4 anos.

PL O

(B) Entre 1 e 2 anos.

Quantos anos você levou para concluir o ensino fundamental (1º grau)? (A) Menos de 8 anos. (B) 8 anos.

EM

(C) 9 anos. (D) 10 anos. (E) 11 anos.

(F) Mais de 11 anos.

Em que ano você concluiu ou concluirá o ensino médio (2º grau)?

EX

(A) Vou concluí-lo após 2008

(B) Vou concluí-lo no segundo semestre de 2008.

(C) No primeiro semestre de 2008. (D) Em 2007. (E) Em 2006. (F) Em 2005. (G) Em 2004. (H) Em 2003.

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(I) Entre 2002 e 2001. (J) Antes de 2001.. Em que tipo de escola você cursou ou

PL O

está cursando o ensino médio (2º grau)? (A) Somente em escola pública.

(B) Maior parte em escola pública. (C) Somente em escola particular.

(D) Maior parte em escola particular. (E) Somente em escola indígena.

EX EM

(F) Maior parte em escola não-indígena.

Em que modalidade de ensino você

concluiu ou vai concluir o ensino médio (2º grau)?

(A) Ensino regular.

(B) Educação para jovens e adultos (antigo supletivo).

O que motivou você a procurar os Cursos da Estação de Metarreciclagem?

Você acredita que após a capacitação terá facilidade para ingressar no mercado de trabalho? Por quê?

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Estações de Metarreciclagem

Questionário aplicado por: Data da aplicação:

EX

EM

PL O

Horário:

118


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Termo de Doação ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DE ......................(...)

PL O

DOADOR E DONATÁRIO Nome do Doador: nacionalidade Profissão/Atividade: CNPJ/CPF n.º residente e domiciliado à Rua/Av. n.º apto./sala n.º cidade estado Doravante denominado DOADOR (A) e a ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DE... , com sede na quadra..., iniciativa da ONG..., inscrita no CNPJ sob número ..., representada neste ATO pelo Técnico em Logística,... adiante denominada de DONATÁRIA celebram o presente TERMO DE DOAÇÃO, sem encargos e em caráter definitivo nos termos abaixo discriminados.

EX EM

OBJETO O objeto do presente TERMO é a DOAÇÃO, sem nenhum encargo, à DONATÁRIA do(s) seguinte(s) equipamento(s): Equipamento (nome, marca e modelo) Valor

FINALIDADE

O(s) equipamento(s), recebido(s), destinam-se ao recondicionamento que será feito por bolsistas da Estação de Metarreciclagem e posterior doação, a organizações sem fins lucrativos para promoção da inclusão digital nas comunidades a quais estão inseridas.

ACORDO E, por estarem justos e acordados, assinam as partes o presente TERMO DE DOAÇÃO em 04 (quatro) vias de igual teor. XXXXXXX, de

de .

Donatária

Doador(a)

1ª Testemunha

2ª Testemunha

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Estações de Metarreciclagem

MODELO DE FICHA DE REGISTRO DE COLABORADOR ESTAÇÃO DE METARRECICLAGEM DE TERESINA (PI)

PL O

NOME: ____________________________________________________________________ 1) Relação de documentos para registro de funcionários (colaboradores): • Exame Médico Admissional (Obrigatório) • Carteira de Trabalho (CTPS) • 01 (uma) fotos 3 x 4 • Cópia de comprovante de residência atual com CEP • Cópia do RG • Cópia do CPF • Cópia da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) • Cópia do Título de Eleitor • Cópia da Certidão de Reservista • Cópia da Certidão de Casamento • Cópia do Registro de Nascimento de filhos até 14 anos • Cópia AUTENTICADA da Carteira de Vacinação de filhos até 6 anos

EM

ATENÇÃO: A Caixa Econômica Federal demora 10 dias para fornecer o número do PIS para o funcionário que não o possui. Portanto, encaminhar os documentos até o dia 20 para registro dentro do mês.

2) Informações do funcionário:

Endereço:_______________________________________________ Nº.: __________ Complemento:___________________ Bairro: ________________________________ CEP:____________________ Cidade:________________________________ UF: ________ Fone: (____)______________________ Celular: (____)_________________________ E-Mail: _____________________________________________________________________

EX

Grau de instrução: ____________________ ( ) Completo ( ) Incompleto Estado Civil: _______________________________________________ 3) Informação da Empresa (Questionário OBRIGATORIO) Data de admissão: ________/________/________ Remuneração R$: ___________Projeto: ________________________________________ Função: ________________________ Departamento: _______________________________ Carga horária: ___________________Chefia imediata: _____________________ Horário de trabalho: ________________________ Vale Transporte: ( ) Sim ( ) Não ATENÇÃO: O REGISTRO DO FUNCIONARIO SÓ SERÁ EFETUADO MEDIANTE A APRESENTAÇÃO DESTA FICHA CADASTRO DEVIDAMENTE PREENCHIDA E CÓPIA DOS DOCUMENTOS LISTADOS NO ITEM 1.

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Estações de Metarreciclagem

FORMULÁRIO DE ENTRADA E SAÍDA DE MATERIAL

FORMULÁRIO DE ENTRADA E SAÍDA DE EQUIPAMENTO Estação de Metarreciclagem de Teresina (PI)

DESCRIÇÃO DOS EQUIPAMENTO

DATA

EX EM

QTDE.

PL O

Este formulário deverá ser obrigatoriamente preenchido e apresentado no Setor de Logística da Estação de Metarreciclagem, juntamente com os equipamentos e objetos ora listados. HORÁRIO ENTRADA

HORÁRIO SAÍDA

Entrada de material:

DOADOR

Responsável pela entrada

RG

_________________________________________________

Assinatura do Técnico de Logística (conferente) Saída de material:

Empresa TRANSPORTADORA

Responsável pela saída

RG

_________________________________________________

Assinatura do Técnico de Logística (conferente)

Fundação Banco do Brasil

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Estações de Metarreciclagem

Avaliação de Desempenho _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________

PL O

Nome: Admissão: Cargo: Tempo na Função:

1. Trabalho em time/ interpessoal

Comentários

Desempenho

EE

AE

PM

I

EE

AE

PM

I

EE

AE

PM

I

EE

AE

PM

I

EE

AE

PM

I

EE

AE

PM

I

EE

AE

PM

I

8. Outros: Segurança, Produtividade, Zelo, Qualidade.

EE

AE

PM

I

_______________________________________________________________________________________

(contribui ativamente para o esforço do time, divide seu conhecimento e experiência com os outros. Desenvolve relacionamento profissional e exibe conhecimentos organizacionais)

2. Comunicação

(Eficaz em comunicação escrita e verbal; ouve e encoraja outros a expressar sua idéias e opiniões de modo objetivo)

3. Liderança

(Encoraja o trabalho em time, tem influência sobre os demais, direciona e conduz projetos, estudos, etc)

4. Técnica/Funcional

______________________________ ______________________________ ______________________________

______________________________ ______________________________ ______________________________

______________________________ ______________________________ ______________________________

EM

(Tem profundo conhecimento e capacidade em sua especialidade; usa dados quantitativos e financeiros de maneira hábil em suas argumentações)

______________________________ ______________________________ ______________________________

5. Melhoria contínua

(Age rapidamente para executar objetivos; tira vantagens das oportunidades e reage às mudanças; promove inovações, conhece o foco do cliente, divide as melhores práticas)

6. Gerenciamento Pessoal

______________________________ ______________________________ ______________________________

(Conhece projetos/objetivos das tarefas e datas limite; age com integridade, demonstra adaptabilidade, planejamento controle e organização)

______________________________ ______________________________ ______________________________

7. Ponderação/Solução de Problemas

______________________________ ______________________________ ______________________________

EX

(Toma decisões e faz julgamentos informais sobre como executar o trabalho; pensa estrategicamente, inovador e criativo nas propostas alternativas para solução de problemas)

Assinatura do Colaborador

Data

Assinatura do Supervisor ou Coordenador

Data

Assinatura do Dirigente da Entidade

EE=Excedeu Expectativas AE=Atingiu Expectativas PM=Precisa Melhorar

122

Data I=Insatisfatório


Estações de Metarreciclagem

Fotos Neste módulo iremos apresentar os ferramentais básicos que deverão compor a sua Estação de Metarreciclagem, desde peças simples até sugestão de sinalização do espaço físico entre outros.

Ferramentas

Alicate de bico

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Estaçþes de Metarreciclagem

Alicate de bico

Alicate de corte

Alicate comum

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Estações de Metarreciclagem

Tesoura escolar

Estilete

Fundação Banco do Brasil

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Estações de Metarreciclagem

Ferro de solda

Pincéis para limpeza

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Estações de Metarreciclagem

Alicate de crimpagem

Multímetros analógico e digital

Fundação Banco do Brasil

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Estaçþes de Metarreciclagem

Chaves de fenda e philips

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Estações de Metarreciclagem

Teste de rede

Estantes para estocagem

Fundação Banco do Brasil

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Estaçþes de Metarreciclagem

Estantes para estocagem

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Estações de Metarreciclagem

Modelo de sinalização interna

Fundação Banco do Brasil

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Estações de Metarreciclagem

Modelo de etiqueta – equipamento pronto para doação

Modelo de fachada – entrada principal

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Estações de Metarreciclagem

Modelo: entrada principal - acessibilidade

Modelo de envelopamento do caminhão – estratégia de marketing

Fundação Banco do Brasil

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Estaçþes de Metarreciclagem

134


A

Estações de Metarreciclagem

Anotações

Fundação Banco do Brasil

135


Estaçþes de Metarreciclagem

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Estações de Metarreciclagem

Fundação Banco do Brasil

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Estaçþes de Metarreciclagem

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Estações de Metarreciclagem

Fundação Banco do Brasil

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Estaçþes de Metarreciclagem

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Estações de Metarreciclagem

Fundação Banco do Brasil

141


Estaçþes de Metarreciclagem

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Estações de Metarreciclagem

Fundação Banco do Brasil

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Estaçþes de Metarreciclagem

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Estações de Metarreciclagem

Fundação Banco do Brasil

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Estaçþes de Metarreciclagem

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Estaçþes de Metarreciclagem

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Manual das Estações de Metarreciclagem