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Edição IV

Janeiro 2018

Revista Mensal

Ano I

Catequistas Unidos 2017

RETROSPECTIVA Relembre as principais publicações do ano. Gratidão a você que esteve conosco, compartilhou, leu e se fez presente nas nossas edições.


“Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade, para aqueles que guardam sua aliança e seus preceitos” (Salmo 24, 10) Para você que utiliza essa revista feita com muito carinho por catequistas do Brasil, que 2018 seja o ano da Vitória e da busca em Deus em tudo que faças, pois o Senhor te conduzira ao melhor lugar, ELE da repouso ao nosso coração e a nossa alma! Que possamos estar atentos a todos os sinais de Deus na nossa vida. Que o nosso coração seja adorador. Seja Feliz!! Sueli Carvalho

Adeus 2017. Feliz 2018! Que este Novo Ano seja o melhor de sua vida. Procure viver bem cada momento. Tenha sempre pensamentos positivos. Dê muito amor. Agradeça a Deus todos os dias. Seja muito feliz! Tereza Diniz

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Retrospectiva do Catequista

por Marcela Rodrigues Trindade

Em todos os meios formativos e informativos, é notório fazer uma breve retrospectiva do que foi vivido em trezentos e sessenta e cinco dias. O espírito natalino ainda permanece no nosso coração, na certeza de que o menino Jesus reacende em nós a esperança e a luz do eterno amor. Cronologicamente, do dia trinta e um de dezembro para o dia primeiro de janeiro vários sorrisos e abraços foram correspondidos, sensações de carisma e um certo receio do que ainda virá ressoa na consciência. Vocês devem estar se perguntando: Qual a relação dos fatos mencionados acima com a catequese? Eis que o segredo se encontra aqui “o essencial é invisível aos olhos”, já dizia o saudoso Pequeno Príncipe. Todo catequista deve despertar em si esse processo de análise pessoal, catequética e missionária, no qual deve ser indagado por si mesmo: Como está a minha vida pessoal? Como está a minha relação de filho(a) com Deus? Como tenho desempenhado a minha vocação catequizadora? O que foi positivo enquanto catequista na minha ação paroquial? O que precisa ser aperfeiçoado na minha evangelização? As pessoas conseguem ver no meu perfil o DNA de um catequista? Consegui alcançar os meus objetivos com minha turma de catequese? Tenho um bom convívio na minha comunidade? Dentre essas e outras questões, faz-se necessário pautar e, através da interiorização, saber compreender traços da nossa personalidade e da resposta de Deus para conosco. Deve-se deixar este conceito de que só o ano que muda (tudo é a mesma coisa) e acreditar que a cada despertar, do ponto de vista cronológico, o bom Deus prepara algo magnífico para nós, outrora é no próprio silêncio que Ele observa como nos comportamos enquanto filho(a) da luz. Pode até parecer clichê, mas é preciso acreditar e buscar. Temos mais trezentos e sessenta e cinco dias extraordinários pela frente, estações do ano para complementar as características dos dias, personalidades heterogêneas a nossa espera, caminhos com flores, pedras, labirintos, dúvidas e incertezas... Cabe a nós saber o que fazer e não fazer. Enquanto missão de evangelização, é nítido que tudo depende de nós e da nossa confiança em Deus. Que sejamos confiantes como foi Maria Santíssima ao proclamar o “sim” ao anjo Gabriel, que tenhamos sabedoria como São José no confiar em Maria e sobretudo em dizer “sim” em partilhar o zelo e o cuidado a Jesus, e que tudo isso gere em nós traços humanos marcados por uma humanidade divina como foi Jesus Cristo, nos gestos, ações, palavras e evangelização. Que 2018 seja um ano de descobertas, de acolhimento, de oração, de confiança, sinceridade, verdades, encontros, partilhas, celebrações, socialização. Que sejamos catequistas guiados pela luz do Espírito Santo de Deus, marcados pela decisão de Maria e a sabedoria de São José. Que Cristo seja sempre o Centro da Catequese, como orienta o Catecismo da Igreja Católica no número 426: Que os encontros sejam para “levar a comunhão com Jesus Cristo: só ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade”. Gratidão a você que esteve conosco, compartilhou, leu e se fez presente nas nossas edições. Que entre nós permaneça o sagrado, o divino e o verdadeiro. Sempre que possível faça uma autoavaliação de si, do que você é para Deus e para os outros. Sempre é tempo de recomeçar e reviver.

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Despedida da nossa Turminha! por Roberto Garcia

Então, no último dia 18/11 foi o último encontro de Catequese da nossa turminha!!! Foi um período de muito aprendizado, tanto para eles como para mim… cada turma de catequese que eu tenho deixa uma marca que não se apaga e contribui para que eu possa crescer, como catequista e como ser humano! Ah, e não esqueçwkam de dar seguimento na vida Cristã de vocês… e no ano que vem já tem a Crisma! As inscrições se iniciam em janeiro… não deixem de participar!!! Que Jesus Eucarístico possa ser fonte de luz na vida de cada um e cada uma de vocês e que Deus os abençoe sempre!!! Um grande beijo!!! Obs: Já estou com saudades!!! kkkkkkkk

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Férias do Catequista

por Cláudia Pinheiro

As férias estão terminando, nem bem começamos a relaxar e já é hora de retornar. Mas, cá para nós, mesmo em férias” pergunto-me: Catequista realmente tira férias ????? Estas reflexões ocorrem porque sempre neste período de férias é comum recebermos várias “dicas” de coisas para ler, filmes para assistir, lugares para conhecer e quando nos damos conta, lá estamos nós outra vez, já “alinhavando” todo esse material com a rotina dos encontros.

O fato é que o Catequista não “desliga” realmente. Tudo que vemos, ouvimos, presenciamos sempre procuramos extrair novos aprendizados, novos saberes, novas recursos. Isso é muito bom, na verdade o catequista tem esse “radar” mais aguçado para olhar além do que está sendo mostrado e é aí que encontra-se nossa maior qualidade, mas também nosso maior problema. Minha sugestão para este período, que antecede a volta aos encontros de catequese, é que você elabore uma pequena lista conforme abaixo:

. Catequista e catequizando: Pense em apenas três ações que você realizou no 1º. Semestre que deram certo. Agora pense em como aprimorá-las para que o resultado seja excepcional. . Encontros em que os catequizandos mais participaram: Quais as práticas que você utilizou em que eles empenharam-se mais em realizar . Quais estratégias foram utilizadas ? Em quais momentos elas funcionaram melhor ? Como elas poderiam ser aprimoradas ? O que não funcionou: Reveja situações em que o caos se instalou no encontro. Em quais momentos ocorreram esse caos ? Quais rotinas precisariam ser criadas para evitar isso ? Foi na hora do trabalho em grupo ? Foi na hora da explicação? Pense em medidas para solucionar esses problemas.

Uma Boa e produtiva Férias! www.catequesenanet.com.br 5


A ORACÃO DO PAI NOSSO

por Sheila Jorge

Escrita entre os anos 75-85 dC, a oração do Pai Nosso fazia parte do Catecismo dos Catecúmenos, parte da didaqué do Sermão da Montanha. Na Igreja Primitiva se costumava rezar a oração do Pai Nosso com muito respeito, durante a administração dos Sacramentos. Na Celebração Eucarística já era rezado antes da Comunhão, como hoje. Era denominado “Oração Dominical” ou “Oração dos Fiéis”. A oração do Pai Nosso constituía um grande tesouro para os membros da Igreja. Só podia ser rezada pelos batizados a partir da Primeira Comunhão. Igualmente não podia ser rezada pelos “penitentes”. A Introdução era assim: “Chamados por Nosso Senhor Jesus Cristo e instruídos por seus divinos ensinamentos, ousamos dizer: Pai Nosso…” São dois os textos existentes: o de Mateus (Mt 6, 9-13) e o de Lucas (Lc 11,3-4), sendo que o de Mateus é o mais longo, com 7 petições. O de Lucas tem apenas 5 petições. A razão dessa diferença está no contexto cultural: Mateus escreveu para judeus e Lucas para gregos. Na introdução, Mateus censura as práticas piedosas dos fariseus, bem como o esnobismo, nas esmolas e no jejum. Recomenda não rezar como eles e evitar a loquacidade. Em Lucas, os discípulos veem o Senhor rezando e lhe pedem: “Ensina-nos a orar”. Ele insiste: “Perseverança na oração”, “Pedi e vos será dado”, “o pai dá coisas boas aos filhos”. Lucas começa com a invocação: “Abbá” (aramaico) = Pai querido. Mateus usa uma fórmula judaica, mais longa. “Pai nosso que estás nos céus” e acrescenta “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, lembrando que é vontade de Deus que a santificação de seu nome e a vinda do Reino aconteçam. E ainda acrescenta “mas livra-nos do mal” (do Maligno), isto é, do grande mal de cair na tentação. O texto mais antigo é o de Lucas, enquanto que a redação mais completa é a de Mateus. Este introduz explicações e, portanto, representa um crescimento. Jesus reza e ensina a oração aos seus discípulos. Os diversos grupos, fariseus, essênios, etc. se caracterizavam pela maneira própria de rezar, que lhes conferia identidade e assegurava a unidade do grupo. Os discípulos de Jesus pedem que Ele lhes ensine uma oração específica. O pedido mostra que eles têm consciência como comunidade messiânica. O Pai Nosso é sinal distintivo do cristão, um elemento unificador. Ele inaugura a oração em nome de Jesus. No AT Deus é chamado de “Pai” 14 vezes. No NT Jesus dá um sentido novo a esta palavra. Jesus costuma invocar Deus com “Abbá”. Ele se dirige ao Pai como uma criança, na simplicidade e no abandono filial e nos convida a fazer o mesmo. 6


“Santificado seja o teu nome e venha o teu reino” – se referem à revelação plena do Reino de Deus no fim dos tempos. Com a vinda do Reino, o Senhor será santificado, não profanado. Pede-se a manifestação definitiva do Reino. São apelos lançados da profundeza da alma, que denotam um abandonar-se confiante nas mãos de Deus. Revelam a certeza de que Deus já iniciou a obra da salvação. Espera-se tão somente a plena realização. “Dá-nos hoje nosso pão de amanhã” – visa o pão de cada dia, mas também o pão da salvação. “Pão da Vida” e “água viva” simbolizam a plenitude dos dons messiânicos. A “ceia do Senhor” é instrumento de comunhão e fraternidade. O “pão de amanhã” abrange a vida em sua globalidade, em sua plenitude. Pedir o Pão da Vida é pedir a santificação do cotidiano. “E perdoa-nos nossas ofensas como também nós perdoamos aos que nos tem ofendido” – é o critério para a grande prestação de contas para qual caminhamos. Reflete a consciência do pecado. Só o perdão de Deus nos pode salvar. A era do Messias é o tempo do perdão. Quem reza o Pai Nosso lembra a si mesmo o dever de perdoar. O tempo messiânico é o tempo da misericórdia. “E não dos deixes cair em tentação”. Deus não tenta (cf Tg 1,13). Não se pede para livrar da tentação, mas da grande tentação de negar a Deus. É um grito de socorro para não fraquejar. No Pai Nosso pedimos o que realmente é importante: a glória de Deus, o Reino de Deus, o pão da vida, a misericórdia. Jesus ensina que a oração precisa ser: humilde diante de Deus e diante dos homens, confiante na bondade do Pai, insistente. E que é atendida quando feita com fé, em nome de Jesus e quando se pede coisas boas: o Espírito Santo, o perdão, o bem dos perseguidores e a vinda do Reino. (Resumo da aula do Padre Arno – Escola de Formação Cristã)

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Por Cris Menezes

Já viu aqueles tênis que têm luz embaixo? A criança anda e as luzes na sola do sapato piscam. Pena não ter um desses com numeração para adultos. Eu também ia querer um tênis com luzes que piscam. O mais interessante é que o tênis só acende a luz quando a pessoa anda. Parou, as luzes se apagam. São luzes de movimento. E se correr então, as luzes devem ficar enlouquecidas! Parece um pisca-pisca de árvore de Natal, só que nos pés. Fiquei pensando que nós, cristãos, também temos luzes nos pés que piscam quando nos movimentamos. Deixa eu te contar uma coisa: eu e você somos seguidores dos passos de Jesus. Se pararmos de caminhar, a luzes dos nossos pés se apagam. E como um bom catequista precisamos “ser luz”. Na Bíblia diz: " Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. Salmos 119:105". Lâmpadas estão nos lugares mais altos para iluminar o ambiente todo, mas vamos pensar num caminhante, que caminha no chão batido, que caminha no escuro, sem iluminação pública, convenhamos que ele precisará de uma boa lanterna para iluminar o chão, senão não chegará a lugar algum. A Palavra de Deus é como uma lanterna que ilumina o chão por onde se caminha: são luzes para os pés, como os tênis iluminados das crianças. A Bíblia é lâmpada para nossos pés. A bíblia é nossa lanterna. Jesus era um caminhante. Ele ia de aldeia em aldeia a pé com os apóstolos. Olhar para os passos de Jesus deveria ajudá-los. Assim não se perdiam no caminho. Os apóstolos eram conhecidos como seguidores dos passos de Jesus. Só mais tarde que receberam o nome de “cristãos”. Os discípulos queriam ser como Jesus. Este é o propósito de um seguidor: imitar seu mestre, seguir seus passos. Catequista, continue caminhando... Às vezes precisamos parar porque os pés estão cansados. Queremos tirar os sapatos e descansar. De vez em quando é preciso parar e conferir se estamos indo bem, avaliar a caminhada, medir nosso crescimento, definir novas metas e prosseguir. Se você estiver cansado, pare. Mas não se demore. Aprenda a refazer a rota sempre que necessário. Recomece. Volte a andar. Siga Jesus. Muita luz em 2018. 8


Resoluções de Ano Novo Coisas que podemos fazer para ter um ano novo cheio de amor: 1. Vá ao encontro das pessoas. 2. Escolha roupas e sapatos para doar. 3. Visite um amigo que não vê a tanto tempo. 4. Escreva um diário. 5. Crie uma play list de músicas que gosta de ouvir e compartilhe com a família e amigos. 6. Repense seu consumismo. Você realmente precisa comprar algo novo? 7. Faça uma lista do que você precisa mudar e melhorar. 8. Avalie sua caminhada cristã. 9. Faça elogios sinceros para as pessoas. 10. Pratique a paciência e tolerância. 11. Leia o Evangelho da liturgia diária. 12. Visite quem está doente. 13. Escute as pessoas. 14. Dance. 15. Converse com Deus. 16. Desconecte da Internet por um tempo. 17. Diga "eu te amo".

www.catequizandofeliz.com

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Epifania Do Senhor

- Atividades de Catequese

Por Sueli Carvalho

Evangelho de São Mateus 2,1-12 Epifania do Senhor Epifania significa manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do Mundo. Atividades de Catequese a Luz do Evangelho! Para Refletir: Os reis magos tomaram outra direção para preservar Jesus. Quais caminhos eu preciso trilhar para preservar Deus em mim e levá-lo aos outros? Muito obrigado pela sua linda presença aqui neste nosso cantinho, que seu ano seja repleto de bênçãos! Abraço Fraterno e Abençoado dia!! Com Carinho, Sueli

PÃOZINHO DO CÉU 10


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Nossos agradecimentos aos que contribuiram e participaram desta edição. Deus os abençoe e frutifique seus ministérios.

Catequista Sheila Jorge - www.semeandocatequese.wordpress.com/ Catequista Cláudia Pinheiro - www. catequesenanet.com.br Catequista Cris Menezes - www.catequizandofeliz.com Catequista Tereza Diniz - www.catequesecasaforte.blogspot.com.br/ Catequista Sueli Carvalho - www.paozinhodoceumaria.blogspot.com.br Catequista Marcela Rodrigues - www.facebook.com/CatequesedeIVC/ Catequista Roberto Garcia - www.catequistaroberto.com.br/

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Revista Digital dos Catequistas Unidos - Edição nº 4 - Janeiro/2018  
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