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LICENCIATURA EM DESPORTO – ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO – 1º ANO

Portefólio de Biomecânica Estilo Crol

1 De Maio de 2014

Docente: Professor Doutor Hugo Discente: Catarina Dias


Instituto Politécnico de Setúbal – Escola Superior de Educação

Índice Agradecimentos ---------------------------------------------------------- Página 4 Resumo --------------------------------------------------------------------- Página 5 Caracterização Pessoal ------------------------------------------------- Página 6 Introdução ----------------------------------------------------------------- Página 7 O que é a Biomecânica --------------------------------------------------- Página 8 Estilo crol Análise Cinesiológica ----------------------------------------------------Página 9 Objetivo principal ---------------------------------------------------------Página 10 Desenho do Estudo ------------------------------------------------------- Página 11 1ª FASE Divisão das fases --------------------------------------------------------- Página 12, 13 e 14 Análise Anatómica ------------------------------------------------------- Página 15 Sistemas de Observação 1ª FASE -------------------------------------------------------------------- Página 16 2ª FASE -------------------------------------------------------------------- Página 17 3ª FASE -------------------------------------------------------------------- Página 18 4ª FASE -------------------------------------------------------------------- Página 19 5ª FASE -------------------------------------------------------------------- Página 20 Sistema de Observação Vídeo ----------------------------------------------------------------------- Página 21,22 Kappa e Concordância Observador 1 com o 2 -------------------------------------------------- Página 23 Observador 1 com o 3 -------------------------------------------------- Página 23 Observador 2 com o 3 -------------------------------------------------- Página 24

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2ª FASE DO ESTUDO ---------------------------------------------------- Página 25,26,27,28 Artigos associados à técnica crol ------------------------------------- Página 29 Prescrição do exercício ------------------------------------------------- Página 30 Metodologia ---------------------------------------------------------------Página 31 Análise Crítica -------------------------------------------------------------Página 32 Conclusões -----------------------------------------------------------------Página 33 Anexos ----------------------------------------------------------------------Página 34,35

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Agradecimentos Como sabemos, hoje em dia, a vida em Portugal está cada vez mais difícil. Nós, enquanto estudantes, temos a obrigação de tentar mudar alguma coisa. A nível de ensino superior, há todos os anos (apesar de serem cada vez menos), muitos alunos licenciados em todas as áreas e a área do Desporto não é excepção. Não sendo excepção, temos de inovar. Temos de traçar novos caminhos e inventar novas formas de exercer ou estudar atividade física. Um exemplo de um caminho diferente, é a Biomecânica no Desporto. Até ter esta cadeira na faculdade, desconhecia completamente a ligação (grande) que a Biomecânica tem com o Desporto. Por isso, tenho a agradecer ao Professor Hugo Louro, que, de certa forma nos “mostrou” outro caminho, bastante interessante, ligado ao Desporto, contribuindo de forma significativa para o aumento do nosso conhecimento.

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Resumo A realização deste portefólio foi progressiva. O tema que eu escolhi foi o estilo crol e por isso, neste projeto, desenvolvi várias vertentes relativamente a este estilo, como a divisão das suas fases e a sua análise anatómica. Numa primeira fase, realizei cinco sistemas de observação (cinco tabelas relativamente às cinco fases). A amostra é constituída por três observadores. Os observadores analisaram os vídeos (anteriormente filmados) e escolherem os códigos alfanuméricos que mais se adequavam aquilo que tinham observado. Na segunda fase o procedimento foi o mesmo, a única coisa que difere é a amostra, sendo apenas um observador (e não três) e são três vídeos (e não um apenas, como na primeira fase). Posteriormente, passei à fase da validação do instrumento, através do sofwtare GSEQ 5.1, que me “revela“ o kappa e a concordância entre observadores.

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Introdução A realização deste portefólio foi-nos proposto pelo professor Hugo Louro, no âmbito da Unidade Curricular (semestral) Biomecânica. O tema que escolhi foi o estilo crol e o meu projecto vai ser à base deste tema mas com uma ligação com a biomecânica. Desenvolvi conceitos como a análise cinesiológica do movimento, que, até à data nunca tinha realizado, logo, de certa forma, foi um desafio para mim. Trabalhei também com o software GSEQ 5.1, que é um instrumento essencial para uma boa realização do portefólio e daquilo que é pretendido.

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Caracterização Pessoal Tenho 18 anos, andei no curso de Línguas e Humanidades na Escola Secundária Dom Manuel Martins, em Setúbal. Já pratiquei vários desportos mas o que me “cativou” sempre mais foi a natação, tendo praticado 7 anos (dos 5 aos 11/12 anos) e desisti devido à escola. Há cerca de um ano, voltei para a natação. Antes de entrar na faculdade, no Verão, trabalhei num centro social como voluntária e um dos monitores é ex jogador da seleção nacional de Andebol. Mais tarde seguiu a área do Andebol Adaptado. Ele tomou conhecimento que eu ia ingressar no curso de Desporto e que uma das áreas que gostava de seguir era o Desporto Adaptado. Por isso, fez-me um convite para ser treinadora adjunta de uma equipa de Andebol Adaptado e eu aceitei. Mais tarde desisti pois os horários dos treinos não eram compatíveis com o meu horário da faculdade. No entanto, foi uma experiência bastante enriquecedora, tanto a nível de experiência na área, visto que é esta área que quero seguir, como a nível pessoal. Para além da área do Desporto Adaptado, dar aulas de natação a crianças também é uma das minhas escolhas para o meu futuro profissional.

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O que é a Biomecânica? De acordo com a informação que o professor nos transmitiu na aula e com o autor em si, Orlando Fernandes, a Biomecânica “é um instrumento complementar de diagnóstico para a otimização dos movimentos desportivos, procurando sempre a melhor relação entre os elementos morfológicos e dinâmicos, nas diferentes etapas do desenvolvimento, tendo em vista a melhoria do desempenho, ou a deteção de erros básicos, em fases cruciais da aprendizagem, podendo ainda ser aplicada na deteção de possíveis lesões por sobrecarga ou resultado da incorreta interação dos elementos que constituem e organizam o corpo humano.

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Estilo Crol Análise cinesiológica Descrição do movimento/tarefa 1. É um movimento cíclico. 2. O nadador, durante a técnica crol, encontra-se de decúbito ventral paralelo ao chão e o mais plano possível. O movimento dos braços é alternado, assim como o das pernas. Realizam uma espécie de “S” alongado quando estão submersos e são responsáveis pela maior parte da propulsão. 3. A respiração pode ser unilateral ou bilateral. Caso a proporção de braçadas em relação à respiração seja de 2x1 ou 4x1, é unilateral. Nas proporções 3x1 ou 5x1, é bilateral.

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Objetivo principal 1. Analisar todas as fases do estilo crol.

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Desenho do Estudo 1. O estudo é composto por 2 fases. Numa primeira fase a amostra é composta por 3 observadores; 2. Esses 3 observadores vão avaliar o mesmo vídeo (da técnica de crol); 3. O processo é feito em várias sessões; 4. Na segunda fase a amostra é composta por 1 observador que terá de avaliar 3 vídeos, iguais; 5. Posteriormente, terá de avaliar os 3 vídeos, de forma a concluir se o movimento é igualmente executado nos 3 vídeos.

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1ª FASE DO ESTUDO Divisão da tarefa em fases Fase

Subfase

Fase Aquática – Propulsiva

Entrada

Início

Fim

Quando o cotovelo está fletido e a mão para fora.

Quando a ponta dos dedos tem contacto com a água.

Deslize

Depois da mão entrar na água.

Ação Descendent e (AD)

A mão do nadador está virada para baixo, começando a rodar até ficar orientada para baixo, para trás e para cima.

Objetivo da fase

o a

Figura

Deve ser realizada à frente da cabeça. A mão tem que estar virada para fora e o cotovelo ligeiramente fletido e em posição alta de modo que a ponta dos dedos seja a primeira parte do segmento a entrar na água. É essencial para a sincronizaçã o dos Membros Superiores (MS), de ambos. É durante esta fase que o MS do lado contrário termina o trajeto propulsivo.

Quando cotovelo começa fletir.

Descrição técnica

O cotovelo está totalmente estendido, projetando a mão para a frente, em linha reta, em frente ao ombro. A mão permanece no prolongamento do antebraço e vai rodando até estar virada para baixo.

À medida que os ombros rodam acompanhando o ciclo dos MS, a mão desloca-se para fora. Na fase final do trajeto descendente o cotovelo começa a fletir, para manter o trajeto

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Instituto Politécnico de Setúbal – Escola Superior de Educação descendente da mão e preparar a fase seguinte.

Fase aérea – Recuperaç ão

Ação Lateral Inferior (ALI)

Começa quando a mão se aproxima do ponto mais fundo da AD (Ação Descenden te).

Quando o cotovelo se mantém fletido e numa posição alta, ou seja, por cima da mão.

Esta fase inicia-se quando a mão está próxima do ponto mais fundo da AD. A direção do trajeto muda, deslocando-se a mão para trás, para cima e para dentro, até atingir/ ultrapassar a linha média do corpo.

Ação Ascendente (AA)

Aceleração da mão para fora e para cima.

Aceleração da mão para trás até se aproximar da coxa.

A orientação da mão é para fora e para trás no seu trajeto ascendente. Isto consegue-se devido à descontração do pulso, permitindo assim que a água pressione a mão para a posição correta e os dedos estão apontados para baixo. O cotovelo não chega a estender totalmente, começando de novo a fletir quando a mão se aproxima do final do trajeto propulsivo, de modo a preparar a saída da mão da água.

Saída

Inicia-se à medida que a mão se aproxima da coxa e a

O MS sai da água com o cotovelo notavelmente fletido, sendo a mão e o antebraço “puxados” pelo

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Recuperaçã o Aérea

palma da mão é rodada para dentro.

cotovelo, condição descontração muscular.

Quando a Entrada da mão e o mão na braço saem água. da água.

Deve ser realizada rapidamente e de forma descontraída. O cotovelo permanece numa posição alta até à entrada da mão na água e o antebraço deve rodar ligeiramente para fora de forma a dar uma inclinação mais adequada à mão para esta entrar na água sem turbulência.

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em de

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Análise Anatómica Movimentos

Ação Muscular

Contração

Articulações presentes

Classificação

Braçada (entrada, desliza, AD e ALI)

Braço estendido para a frente; cotovelo ligeiramente flexionado.

Grande dorsal, redondo maior, tricípite e bicípite, peitoral maior e menor, deltóide anterior e trapézio.

Dinâmica Concêntrica.

Acromioclavicular;

Angonista.

Braçada (AA)

Braço estendido para trás; cotovelo estendido.

Deltóide anterior, trapézio, redondo maior e menor e peitorais.

Dinâmica concêntrica.

Acromioclavicular;

Angonista.

Braçada (Saída, Recuperação Aérea)

Braço estendido para trás.

Deltóide e trapézio.

Isométrica.

Acromioclavicular;

Antagonista.

Braçada (Recuperação aérea, entrada)

Braço estendido para a frente.

Deltóide e trapézio.

Isométrica.

Acromioclavicular;

Antagonista.

Batimento das pernas para cima

Extensão dos quadris, joelhos, tornozelos; rotação medial dos quadris.

Glúteo máximo, médio e mínimo, bicípite femoral, semimembranoso, adutor mágno, quadricípite e tricípite sural.

Dinâmica concêntrica.

Articulação coxofemoral; articulação tíbiaperonial;

Angonista.

Batimento das pernas para baixo

Flexão dos quadris; extensão dos joelhos e tornozelos.

Psoas-ilíaco, reto femoral, pectíneo, quadricípite e tricípite sural.

Dinâmica concêntrica.

Articulação coxofemoral; articulação tíbiaperonial;

Antagonista.

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Sistema de Observação – 1º FASE – ENTRADA DA MÃO NA ÁGUA

Condutas Critério Braços (B)

Cabeça (C)

Tronco (T)

Pernas (P)

B1) Posição alta das mãos em relação ao prolongamento dos ombros:

C1) Orientação da visão:

T1) Posição dos glúteos em relação à linha da água:

P1) Posição da coxa e joelhos relativamente à linha da água.

1T1) Acima; 1T2) Próximo; 1T3) Abaixo.

1P1) Flexão; 1P2) Extensão.

1B1) Próximas; 1B2) Afastadas.

B2) Trajeto das mãos: 1B3) Para fora; 1B4) Para cima; 1B5) Para fora e para cima.

1C1) Para a frente; 1C2) Para baixo; 1C3) Para o lado.

T2) Postura tronco:

do

1T4) Flexão; 1T5) Dorsiflexão; 1T6) Plano.

P2) Posição dos calcanhares em relação à linha da água: 1P3) Abaixo; 1P4) Acima.

T3) Inclinação do tronco: 1T7) Alinhado; 1T8) Acima da anca; 1T9) Abaixo da anca.

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Sistema de observação – 2ª FASE – AÇÃO DESCENDENTE (AD)

Condutas Critério Cabeça (C)

Braços (B) B3) Posição das mãos: 2B1) Mão profunda; 2B2) Mão horizontal; 2B3) Mão demasiado vertical.

B4) Posição cotovelos:

dos

2B4) Cotovelo baixo; 2B5) Cotovelo cruza a linha média do corpo.

C2) Orientação da visão: 2C1) Para a frente; 2C2) Para baixo; 2C3) Para o lado.

Tronco (T)

Pernas (P)

T4) Posição dos P3) Posição coxa e glúteos em relação joelhos em à linha da água: relação à linha da água: 2T1) Acima; 2T2) Próximo; 2P1) Flexão do 2T3) Abaixo. joelho; 2P2) Flexão insuficiente do joelho; 2P3) Demasiada flexão coxofemoral; T5) Postura tronco:

do

2T4) Flexão; 2T5) Dorsiflexão; 2T6) Plano.

P4) Posição dos calcanhares em relação à linha da água: 2P4) Acima; 2P5) Abaixo.

T6) Inclinação do tronco: 2T6) Alinhado; 2T7) Acima da anca; 2T8) Abaixo da anca.

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Sistema de Observação – 3ª FASE – AÇÃO LATERAL INFERIOR (ALI)

Condutas Critério Braços (B) B5) Posição das mãos: 3B1) Trajeto demasiado lateral, ou seja, exterior, da mão; 3B2) Mão cruza com a linha média do corpo; 3B3) Trajeto retilíneo da mão; B6) Posição cotovelos:

dos

3B4) Flexão do cotovelo; 3B5) Após as mãos; 3B6) Antes das mãos.

Cabeça (C)

Tronco (T)

Pernas (P)

C3) Orientação da visão:

T7) Posição dos glúteos em relação à linha média da água:

P5) Posição coxa e joelhos em relação à linha da água:

3T1) Acima; 3T2) Próximo: 3T3) Abaixo.

3P1) Flexão; 3P2) Extensão.

3C1) Para a frente; 3C2) Para baixo; 3C3) Para o lado.

T8) Postura tronco:

do

3T4) Dorsiflexão; 3T5) Flexão; 3T6) Plano.

P6) Posição dos calcanhares em relação à linha da água: 3P3) Acima; 3P4) Abaixo.

T9) Inclinação do tronco: 3T7) Alinhado; 3T8) Acima da anca; 3T9) Abaixo da anca.

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Sistema de Observação – 4ª FASE – AÇÃO ASCENDENTE (AA)

Condutas Critério Braços (B) B7) Posição das mãos: 4B1) Orientação correta; 4B2) Orientação incorreta.

B8) Posição cotovelos:

dos

4B3) Flexão exagerada; 4B4) Flexão suficiente/ correta; 4B5) Flexão insuficiente.

B9) Posição do punho: 4B6) Com extensão; 4B7) Sem extensão.

B10) Posição ombros: 4B8) Estáticos sentido vertical; 4B9) Não estáticos.

Cabeça (C)

Tronco (T)

Pernas (P)

C4) Orientação da visão:

T10) Posição dos glúteos em relação à linha média da água:

P7) Posição coxa e joelhos em relação à linha da água e à recuperação:

4C1) Para a frente; 4C2) Para baixo; 4C3) Para o lado.

4T1) Acima; 4T2) Próximo: 4T3) Abaixo.

4P1) Flexão exagerada. 4P2) Flexão suficiente/ correta. 4P3) Flexão insuficiente.

T11) Posição do tronco em relação à linha média da água:

P8) Posição dos calcanhares em relação à linha da água:

4T4) Plano; 4T5) Dorsiflexão.

4P3) Acima; 4P4) Abaixo.

T12) Inclinação do tronco: 4T6) Alinhado; 4T7) Acima da anca; 4T8) Abaixo da anca.

dos no

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Sistema de Observação – 5ª FASE – SAÍDA Condutas Critério Braços (B)

B11) Posição das mãos: 5B1) Para cima; 5B2) Para baixo. B12) Posição das mãos em relação aos ombros: 5B3) Demasiado próximas; 5B4) Próximas; 5B5) Afastadas. B13) Posição dos cotovelos: 5B6) Adiantado em relação à mão; 5B7) Muito fletido; 5B8) Fletido; 5B9) Pouco fletido.

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Sistema de Observação Vídeo 1ª Fase – entrada da mão na água

natação 1ª fase.wmv

 Observador 1: 1B1; 1B3; 1C1; 1T2; 1T5; 1T7; 1P1; 1P3.  Observador 2: 1B1; 1B3; 1C1; 1T3; 1T5; 1T7; 1P1; 1P3.  Observador 3: 1B1; 1B2; 1C1; 1T2; 1T5; 1T7; 1P1; 1P3.

2ª Fase – ação descendente

natação 2ª fase.wmv

 Observador 1: 2B2; 2B5; 2C1; 2T2; 2T4; 2P1; 2P5.  Observador 2: 2B2; 2B5; 2C1; 2T2; 2T6; 2P1; 2P5.  Observador 3: 2B2; 2B5; 2C1; 2T2; 2T3; 2P1; 2P5.

3ª Fase – ação lateral inferior

natação 3ª fase.wmv

 Observador 1: 3B2; 3B4; 3C1; 3T2; 3T4; 3P1; 3P4.  Observador 2: 3B2; 3B4; 3C1; 3T2; 3T4; 3P1; 3P5.  Observador 3: 3B2; 3B3; 3C1; 3T2; 3T4; 3P1; 3P4.

4ª Fase – ação ascendente

natação 4ª fase.wmv

 Observador 1: 4B1; 4B4; 4B6; 4B9; 4C1; 4T2; 4P2.  Observador 2: 4B1; 4B5; 4B6; 4B9; 4C1; 4T2; 4P3.  Observador 3: 4B1; 4B4; 4B6; 4B9; 4C1; 4T2; 4P3.

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5ª Fase – saída

natação 5ª fase.wmv

 Observador 1: 5B2; 5B4; 5B7.  Observador 2: 5B2; 5B4; 5B8.  Observador 3: 5B2; 5B4; 5B7.

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Kappa e Concordância Observador 1 com o observador 2 Códigos

Observador 1

Observador 2

Kappa

Concordância

3B3

1

1

1,00%

100%

3C2

1

1

1,00%

100%

2T1

1

1

1,00%

100%

2P5

1

1

1,00%

100%

Observador 1 com o observador 3

Códigos

Observador 1

Observador 2

Kappa

Concordância

3C1

1

1

1,00%

100%

4T3

1

1

1,00%

100%

5B8

1

1

1,00%

100%

2T3

1

1

1,00%

100%

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Observador 2 com o observador 3 Códigos

Observador 2

Observador 3

Kappa

Concordância

1B1

1

1

1,00%

100%

1C2

1

1

1,00%

100%

2T5

1

1

1,00%

100%

2P1

1

1

1,00%

100%

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2ª FASE DO ESTUDO  3 Vídeos;  1 Observador.

1º Vídeo:

2ª fase bio - 1º vídeo.wmv

2ª fase - 1º v ídeo.wmv

2ª fase-1º v ídeo.wmv

Observador:     

1ª fase: 1B1; 1B3; 1C1; 1T3; 1T5; 1T9; 1P2; 1P3. 2ª fase: 2B1; 2B5; 2C1; 2T3; 2T6; 2T8; 2P1; 2P5. 3ª fase: 3B2; 3B4; 3C1; 3T3; 3T4; 3T9; 3P2; 3P4. 4ª fase: 4B1; 4B4; 4B7; 4B8; 4C1; 4T3; 4T5; 4T8; 4P2; 4P4. 5ª fase: 5B2; 5B4; 5B7.

O observador, ao analisar este vídeo, concluiu que o atleta: - Na primeira fase, tem as mãos próximas em relação ao prolongamento dos ombros e o trajeto das mãos é realizado para fora. A orientação da visão/cabeça está direcionada para a frente. Os glúteos estão abaixo da linha média da água, o tronco encontra-se em dorsiflexão e está abaixo da anca. A coxa e os joelhos estão em extensão, relativamente à linha média da água e os calcanhares estão abaixo da mesma. - Na segunda fase, a mão está profunda e o cotovelo cruza com a linha média do corpo. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco encontra-se em posição plana e está abaixo da anca. Verifica-se flexão dos joelhos e os calcanhares estão abaixo da linha média da água. - Na terceira fase, a mão cruza com a linha média do corpo, relativamente ao seu trajeto e os cotovelos estão fletidos. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco está em dorsiflexão e abaixo da anca. Os joelhos e a coxa estão em extensão e os calcanhares abaixo da linha média da água. - Na quarta fase, a orientação das mãos está correta e os cotovelos estão fletidos o suficiente. O punho não está em extensão e os ombros estão estáticos verticalmente. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco está em dorsiflexão e abaixo da anca.

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A coxa e os joelhos estão fletidos corretamente e os calcanhares estão abaixo da linha média da água. - Na quinta fase, a posição das mãos está para baixo e a posição das mesmas em relação aos ombros estão próximas. Os cotovelos estão muito fletidos.

2º Vídeo:

2ª fase bio - 2º v ídeo.w mv

2ª fase - 2º v ídeo.wmv

2ª fase-2º v ídeo.wmv

Observador:     

1ª fase: 1B1; 1B3; 1C1; 1T3; 1T5; 1T9; 1P2; 1P3. 2ª fase: 2B1; 2B5; 2C1; 2T3; 2T6; 2T8; 2P1; 2P5. 3ª fase: 3B2; 3B6; 3C1; 3T3; 3T4; 3T9; 3P2; 3P4. 4ª fase: 4B1; 4B4; 4B7; 4B8; 4C1; 4T3; 4T5; 4T8; 4P2; 4P4. 5ª fase: 5B2; 5B4; 5B8.

O observador, ao analisar este vídeo, concluiu que o atleta: - Na primeira fase, tem as mãos próximas em relação ao prolongamento dos ombros e o trajeto das mãos é realizado para fora. A orientação da visão/cabeça está direcionada para a frente. Os glúteos estão abaixo da linha média da água, o tronco encontra-se em dorsiflexão e está abaixo da anca. A coxa e os joelhos estão em extensão, relativamente à linha média da água e os calcanhares estão abaix o da mesma. - Na segunda fase, a mão está profunda e o cotovelo cruza com a linha média do corpo. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco encontra-se em posição plana e está abaixo da anca. Verifica-se flexão dos joelhos e os calcanhares estão abaixo da linha média da água. - Na terceira fase, a mão cruza com a linha média do corpo, relativamente ao seu trajeto e os cotovelos encontram-se em movimento antes das mãos. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco está em dorsiflexão e abaixo da anca. Os joelhos e a coxa estão em extensão e os calcanhares abaixo da linha média da água. - Na quarta fase, a orientação das mãos está correta e os cotovelos estão fletidos o suficiente. O punho não está em extensão e os ombros estão estáticos verticalmente. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco está em dorsiflexão e abaixo da anca.

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A coxa e os joelhos estão fletidos corretamente e os calcanhares estão abaixo da linha média da água. - Na quinta fase, a posição das mãos está para baixo e a posição das mesmas em relação aos ombros estão próximas. Os cotovelos estão fletidos, não em exagero.

3º Vídeo:

bom 3.AVI

bom 2.AVI

bom 5.AVI

Observador:     

1ª fase: 1B1; 1B3; 1C1; 1T3; 1T5; 1T9; 1P2; 1P3. 2ª fase: 2B1; 2B5; 2C1; 2T3; 2T6; 2T8; 2P1; 2P5. 3ª fase: 3B2; 3B6; 3C1; 3T3; 3T4; 3T9; 3P2; 3P4. 4ª fase: 4B1; 4B4; 4B7; 4B8; 4C1; 4T3; 4T5; 4T8; 4P2; 4P4. 5ª fase: 5B2; 5B4; 5B7.

O observador, ao analisar este vídeo, concluiu que o atleta: - Na primeira fase, tem as mãos próximas em relação ao prolongamento dos ombros e o trajeto das mãos é realizado para fora. A orientação da visão/cabeça está direcionada para a frente. Os glúteos estão abaixo da linha média da água, o tronco encontra-se em dorsiflexão e está abaixo da anca. A coxa e os joelhos estão em extensão, relativamente à linha média da água e os calcanhares estão abaixo da mesma. - Na segunda fase, a mão está profunda e o cotovelo cruza com a linha média do corpo. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco encontra-se em posição plana e está abaixo da anca. Verifica-se flexão dos joelhos e os calcanhares estão abaixo da linha média da água. - Na terceira fase, a mão cruza com a linha média do corpo, relativamente ao seu trajeto e os cotovelos estão fletidos. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos estão abaixo da linha média da água. O tronco está em dorsiflexão e abaixo da anca. Os joelhos e a coxa estão em extensão e os calcanhares abaixo da linha média da água. - Na quarta fase, a orientação das mãos está correta e os cotovelos estão fletidos o suficiente. O punho não está em extensão e os ombros estão estáticos verticalmente. A orientação da visão está direcionada para a frente e os glúteos Portefólio de Biomecânica – Maio de 2014

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estão abaixo da linha média da água. O tronco está em dorsiflexão e abaixo da anca. A coxa e os joelhos estão fletidos corretamente e os calcanhares estão abaixo da linha média da água. - Na quinta fase, a posição das mãos está para baixo e a posição das mesmas em relação aos ombros estão próximas. Os cotovelos estão muito fletidos.

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Artigos associados à técnica crol http://www.efdeportes.com/efd63/natacao.htm (a posição corporal nas técnicas alternadas em natação pura desportiva – crol) http://www.geocities.ws/aquabarra_aabb/Apostilas/Gonzalez/Apostila_01.pdf (estilo crol – descrição geral de toda a técnica)

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Prescrição do exercício Os erros que se verificaram no atleta em questão foram:  Na fase de ação lateral inferior, o movimento não é executado totalmente correto;  Na fase da recuperação os braços estão demasiado fletidos;  Pouca rapidez na execução dos movimentos em geral.

Para o primeiro erro, recomenda-se exercícios particulares. Ou seja, o atleta vai trabalhar esta fase com uma prancha pequena nas mãos e faz o movimento (ALI) 25 metros com um braço e 25 metros com o outro braço. Para o segundo erro, o atleta vai trabalhar de novo com uma prancha pequena. Vai fazer o estilo completo, o objetivo é conseguir tocar com as mãos na prancha o mais longe possível, é chamado o exercício “Ketchup”, pois o braço vai deslizar mais à frente. Para o último erro, que é de modo geral, o atleta deverá praticar mais vezes natação e só com o tempo é que a rapidez na execução dos movimentos é que vai aumentar. Aconselha-se ainda um treino de resistência, ou seja, muitas piscinas de um estilo, sem um tempo indicado

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Metodologia Caracterização da Amostra     

3 Observadores sem experiência na área da natação; Idades entre os 18 e os 29 anos; Média de idades = 23 anos; Média de peso = 55 kg; Média de altura = 1,63cm.

Material Utilizado:  Lenco câmara fotográfica.

Procedimentos  Os vídeos foram gravados na Piscina Municipal das Palmeiras, em Setúbal, pela minha treinadora;  Eu fui a atleta que exemplificou o movimento escolhido (crol);  Para objeto de estudo tenho todas as fases do estilo crol (entrada, deslize, ação descendente, ação lateral inferior, ação ascendente, saída e recuperação).

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Análise Crítica Ao longo da realização do portefólio, pude verificar os aspetos positivos e negativos do mesmo. Como nunca tinha realizado um projeto desta dimensão e trabalhado com o software em questão (GSEQ), as dificuldades foram notáveis. Este projeto é constituído por pontos fortes e fracos. Os pontos fracos a meu ver, está no conteúdo em si, pois a informação disponível não é muita e acho que podia estar mais completos. Os vídeos também não estão perfeitos, pois não tinha o material necessário para que assim fosse. Os pontos fortes do meu portefólio são os sistemas de observação (tabelas), pois estão bem constituídas e organizadas. Em termos gerais, penso que o meu portefólio apresenta organização de todos os documentos (tabelas, vídeos), a letra e o tamanho também são apresentáveis. Acho que cumpri com o objetivo pretendido.

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Conclusões A realização deste portefólio foi-nos proposta pelo professor da U.C Biomecânica, Hugo Louro. Demorou entre três a quatro meses para ficar concluído. Ao início foi complicado, pois, pessoalmente, nunca tinha realizado nenhum trabalho/projeto desta dimensão nem trabalhado com o software em questão (GSEQ). O portefólio começa com a explicação do movimento e com a divisão em fases do mesmo. Posteriormente realizei a análise anatómica. O meu estudo é composto por duas fases. Numa primeira fase a amostra é composta por três pessoas, portanto, três observadores e um único vídeo. Realizei uma tabela com os vários códigos alfanuméricos que achei que eram corretos para cada fase e os observadores, de acordo com a visualização do vídeo, escolheram os códigos que melhor se adequavam ao vídeo. Seguidamente, passei à validação do instrumento no software GSEQ. A realização deste portefólio não foi fácil, contudo, cumpri com os objetivos que defini.

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Anexos

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