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Junho 2008 |REVISTA MUNICIPAL Montijo

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índice

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Editorial – 3 Noites de Verão … com muita música e animação – 4

Montijo REVISTA MUNICIPAL| Junho 2008

Festas Populares de S. Pedro 2008 – 19, 20 e 21 Montijo: uma história com identidade – 22 Campeonato Nacional de Esperanças terminou em Montijo – 23 II Encontro Multicultural no Montijo– 24 Juntos pelo bem estar e pela solidariedade – 25 Empresas e Empresários Qualabe Alimentar – 26 e 27 Especial Maio Mês da Integração Europeia A União Europeia em Montijo – 28

Ficha Técnica Directora Maria Amélia Antunes Editor Alcídio Torres Redacção Ana Cantas Ribeiro, Ana Cristina Santos – Gabinete de Comunicação e Marketing Fotografia Carlos Rosa Miguel Gervásio Grafismo e Paginação Divisão de Informação e Relações Públicas Propriedade Câmara Municipal de Montijo Impressão Grafiponte Publicação Trimestral Distribuição Gratuita Depósito Legal 121058/98 ISSN 1645-7218 7500ex.

Cicloturismo em Julho e Agosto - 5 Medi@rt no CTJA – 6 Novo pólo da Biblioteca Municipal em Canha – 7 O mundo fantástico da BD… com Daniel Maia – 8 e 9

Montijo recebeu Parlamento Europeu Jovem – 29 Nova vaga – o rock em Portugal, 1955-1974 – 10 1.ª Bienal Internacional de Montijo-IX Prémio Vespeira On Europe - 11 Gente da Nossa Terra Vítor Gonçalves – 12 e 13 À Descoberta das Ciências foi um êxito – 14 Uma mão cheia de sucessos – 15 Novo Parque Urbano nasce junto às Piscinas Municipais – 16 e 17 Expo Evasão – O fantástico mundo da aventura em Montijo – 18

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Vida de Eurodeputado – 30 Direitos Humanos em discussão – 31 Agenda e passaporte sénior – 32 Pegões recebe nova unidade industrial - 33 Executivo Municipal visitou Freguesia de Montijo – 34 Alto Estanqueiro – Jardia recebeu executivo municipal – 35 Montijo e Alcochete criam Comissão Intermunicipal de Defesa da Floresta contra Incêndios – 36 Obras – 37 e 38


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Junho 2008 |REVISTA MUNICIPAL Montijo

editorial

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Com as últimas visitas do executivo municipal às Freguesias de Montijo e Alto Estanqueiro/Jardia terminou o primeiro ciclo de visitas às freguesias num formato diferente do anterior. Durante um ano, eu própria e os vereadores com pelouros, reunimos, logo pela manhã, com o presidente e alguns membros do executivo da junta de freguesia respectiva, de forma a fazer um levantamento dos problemas existentes, almoçámos com empresários locais, visitámos os locais previamente seleccionados e à noite ou à tarde reunimos com os munícipes da freguesia. No conjunto das oito visitas efectuadas neste novo modelo, podemos concluir que a resposta dos munícipes foi notável, não só pela sua participação maciça nas sessões, como pelo seu interesse em questionar a presidente e os vereadores sobre inúmeras questões de interesse público ou particular. Estas visitas às freguesias por serem feitas a uma distância considerável de qualquer acto eleitoral permitem uma interacção responsável e não desconfiada entre autarcas e populações, numa concertação de esforços e vontades com vista à resolução dos problemas concretos. Pelo que pudemos constatar, os munícipes residentes nas freguesias têm perfeita consciência dos avultados investimentos e da obra que a Câmara Municipal tem realizado por todo o concelho. Sítios, sem caminhos asfaltados, sem esgotos, sem água, sem luz, sem infra-estruturas mínimas, sem equipamentos e apoios sociais, sem escolas de qualidade, sem equipamentos desportivos condignos estão hoje, dez anos depois, completamente transformados em lugares onde dá gosto viver. Do ponto de vista da cidadania, as pessoas hoje reivindicam cada vez mais, porque a capacidade de realização é fomentadora de uma nova consciência reivindicativa, o que é salutar e gratificante para quem governa. No entanto, os munícipes também sabem que este executivo municipal só promete o que pode cumprir, não somos dos que prometem este mundo e o outro para calar os descontentes ou para conquistar o voto fácil. A adesão dos munícipes ao processo de modernização do concelho e das freguesias é inseparável de um funcionamento da administração assente na responsabilidade, uma responsabilidade feita da prestação de contas dos actos e decisões do cumprimento dos prazos e procedimentos, do respeito pelo cumprimento das promessas feitas. Aos cidadãos devem ser proporcionadas condições de participação, de forma a escolherem os caminhos de desenvolvimento da nova sociedade, bem como acompanharem e avaliarem o potencial e as novas oportunidades geradas pela sociedade da informação. Pela nossa parte tudo faremos para dar continuidade a estas visitas às freguesias, incentivando a participação activa e empenhada dos munícipes e criando condições aos serviços municipais (técnicos, dirigentes e funcionários) para responderem, com rapidez, competência e responsabilidade às exigências de um concelho em crescimento e desenvolvimento acelerado, por uma noca cultura e serviço público.

AS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR Aos cidadãos devem ser proporcionadas condições de participação, de forma a escolherem os caminhos de desenvolvimento da nova sociedade, bem como acompanharem e avaliarem o potencial e as novas oportunidades geradas pela sociedade da informação.

Montijo, Junho de 2008 A Presidente da Câmara Maria Amélia Antunes

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cultura

Montijo REVISTA MUNICIPAL| Junho 2008

} Este ano, em Montijo, as noites de Verão vão estar mais animadas. Para os meses de Julho e Agosto, a Câmara Municipal de Montijo, através do Departamento SócioCultural, preparou uma programação recheada de música, teatro e muita animação. O primeiro espectáculo está marcado para o dia 5 de Julho, às 21h30, na praça norte da zona ribeirinha. Com organização do Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro, o Festival de Folclore Cidade de Montijo vai reunir o grupo anfitrião, o Rancho Folclórico de Santiago do Lobão (Sta Maria da Feira), os Hortelões da Ervideira (Mafra), o Grupo de Cantas e Cramóias de Pias (Cinfães) e o Rancho Folclórico Vale das Mós (Abrantes). No dia 11 de Julho, às 22h00, o grupo Maré dos Sons sobe ao palco na Praça da República. Este grupo de dez pessoas, com influências musicais diferentes, nasceu em 2006, no Montijo. O jardim da Casa Mora recebe, no dia 12 de Julho, a partir das 22h00, o Quarteto de Clarinetes. Quatro jovens talentos, todos formados por Etienne Lamaison, procuram com este espectáculo novos horizontes musicais. “E porque não te ris?” é o título do espectáculo que traz ao Montijo (jardim da Casa Mora), no dia 18 de Julho, às 22h00, Carlos Areia e Cristina Areia. No dia seguinte (19 de Julho), a partir das 22h00, na praça norte da zona ribeirinha, vai poder assistir a um desfile de carros antigos e ao concerto dos Texabilly Rockets. Com 12 anos de vida e quatro cd’s gravados, os Texabilly Rockets participaram nos maiores festivais europeus de rockabilly (um dos inúmeros subgéneros do rock n’ roll). Numa noite de homenagem às bandas filarmónicas, a Praça da República recebe, no dia 25 de Julho, às 21h30, as bandas da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro, da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete e da Academia Musical União e Trabalho de Sarilhos Grandes. Fundada em 1999, a Escola de Jazz do Barreiro apresenta, no dia 26 de Julho, às 22h00, no jardim da Casa Mora, um quinteto que interpretará temas standards na área do swing e da bossa nova de compositores como Gershwin, Cole Porter e António Carlos Jobim.

Noites de Verão…

COM MUITA MÚSICA E ANIMAÇÃO

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Se prefere a música Pop portuguesa, pode assistir ao espectáculo dos Maxi, no dia 1 de Agosto, às 22h00, na praça norte da zona ribeirinha. Os Maxi são uma das primeiras bandas trazidas à ribalta através das telenovelas da TVI. A companhia Artelier? traz ao Montijo (Praça da República), no dia 2 de Agosto, a partir das 22h00, o espectáculo “Da Horta …With Love”, uma mistura de música, canto, intervenção sonora, visual e multimédia. No dia 8 de Agosto, às 22h00, a Praça da República recebe um dos projectos mais inovadores do panorama musical português: Deolinda. Um grupo formado por quatro jovens, em 2006, que procura através da pesquisa musical e do cruzamento de diversas sonoridades, com especial destaque para o fado, recriar uma sonoridade de cariz popular. A música do mundo, também, foi contemplada nesta vasta programação das Noites de Verão. No dia 9 de Agosto, às 22h00, no jardim da Casa Mora, actuam os Korasons. O grupo tem origem em Lisboa, mas raízes em várias partes do mundo: Guiné-Bissau, Dinamarca, Senegal e Brasil. A voz inconfundível de Nuno Guerreiro, as letras de João Monge e a sonoridade particular da música da Ala dos Namorados encerram as Noites de Verão, no Dia da Cidade (14 de Agosto), a partir das 22h00, na praça norte da zona ribeirinha.


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desporto

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MONTIJO FITNESS 2008 Para Julho e Agosto, a Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Montijo convida-lhe para dois passeios de cicloturismo, no âmbito do projecto Naturalmente Desporto… Sénior”. O primeiro terá lugar no dia 20 de Julho, por ocasião das Festas de São Jorge. Intitulado “Rota de Sarilhos Grandes”, iniciarse-á às 9h00, junto ao coreto. A actividade é organizada pela Divisão Desporto, Junta de Freguesia de Sarilhos Grandes, Juventude Futebol Clube Sarilhense e Comissão de Festas de São Jorge. Em Agosto, os passeios de cicloturismo da Divisão de Deporto deslocam-se até à Freguesia do Afonsoeiro, com a “III Clássica MontijoCanha”. Integrada nas Festas Populares do Afonsoeiro, a prova terá lugar no dia 24 de Agosto, a partir das 9h30, junto à Igreja. A organização é do Grupo de Cicloturismo do Afonsoeiro, da Junta de Freguesia do Afonsoeiro, da Comissão de Festas e da Divisão de Desporto. Estes passeios são acessíveis a qualquer participante, feminino ou masculino, independentemente da idade e da condição física. São aceites inscrições individuais ou por equipas. A equipa só é considerada como tal, com um mínimo de cinco elementos. Pode fazer a sua inscrição na Divisão de Desporto, através do telefone/fax 212 316 786, do e-mail d.desporto@mun-montijo. pt ou na morada: Pavilhão Municipal de Montijo, Rua das Açucenas. Sozinho ou com um grupo de amigos, as actividades do projecto “Naturalmente Desporto” são uma oportunidade de desfrutar da natureza e de conhecer melhor a história e o património do concelho de Montijo. Contamos com a sua presença!

CICLOTURISMO EM JULHO E AGOSTO

O Parque Municipal recebe no dia 28 de Junho, entre as 16h00 e as 22h00, a terceira edição do Montijo Fitness, organizada pelo Evolution Wellness & Fitness Center com o apoio da Câmara Municipal de Montijo. O evento, gratuito e aberto a toda a comunidade, contará com aulas/sessões de body balance, power jump, body combat, body pump e outras modalidades desportivas disponíveis no Evolution. O Montijo Fitness pretende proporcionar à população montijense um dia vocacionado para hábitos de vida saudáveis e para a prática de actividade física.

Estes passeios são acessíveis a qualquer participante, feminino ou masculino, independentemente da idade e da condição física. São aceites inscrições individuais ou por equipas. A equipa só é considerada como tal, com um mínimo de cinco elementos.

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cultura

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MEDI@RT NO CTJA O Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida (CTJA) passou a dispor, desde 21 de Maio, de um novo espaço: o Medi@rt, um serviço de leitura e de informação audiovisual e multimédia da Biblioteca Pública Municipal, em parceria com o CTJA e a Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento de Montijo (AFPDM). Este espaço disponibiliza diversas manifestações do conhecimento humano nas áreas da música, cinema, artes e televisão. Está dividido em quatro valências, consoante os diferentes suportes de documentação: videoteca (dvd e vídeo), fonoteca (cd Horário Medi@rt Quarta e Quinta-Feira: 16h00 – 19h00 Sexta-Feira e Sábado: 16h00 – 21h00 Horário Cafetaria: Quarta e Quinta-Feira: 16h00 – 19h00; 20h30 – 22h00 Sexta-Feira: 16h00 – 22h00 Sábado: 10h00 – 13h00; 16h00 – 22h00 Domingo: 15h00 – 19h00

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audio), ciberteca (recursos electrónicos em linha) e hemeroteca (publicações periódicas especializadas e obras de referência). Na inauguração, a presidente da câmara, Maria Amélia Antunes, classificou o Medi@rt como “um espaço de cultura, simples mas digno que honra a câmara e a

Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento de Montijo”. O presidente da direcção da AFPDM, João Martins, realçou que o intuito da Associação “é colaborar e propiciar aos nossos estudantes da Escola Profissional um conjunto de contactos com a realidade para facilitar a sua integração no mercado de trabalho. Isto é, para eles, mais uma experiência enriquecedora”. Paralelamente à inauguração do espaço Medi@rt foi, também, aberta a cafetaria do CTJA. Este espaço foi cedido à AFPDM pela câmara, através de um protocolo que pretende reforçar os laços entre as duas instituições e constituir a equipa de suporte do CTJA.


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Foi inaugurado no passado dia 10 de Junho o Pólo de Canha da Biblioteca Pública Municipal, situado no edifício da Cooperativa de Habitação Económica Progresso Almansor. A presidente da Câmara Municipal agradeceu à Cooperativa por ter protocolado com a autarquia a utilização deste edifício. “Este é um espaço, por excelência, ligado à cultura e às novas tecnologias. A freguesia fica mais rica porque a educação e a cultura enriquecem as populações. Canha tem tudo o que a cidade tem e está preparada para os desafios do futuro”, referiu a edil. Rui Neves, chefe da divisão de Bibliotecas e Arquivo da Câmara Municipal de

NOVO PÓLO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL EM CANHA Montijo, fez uma breve apresentação sobre a Cooperativa de Habitação Económica Progresso Almansor e recordou que “este espaço vem dar continuidade à política municipal de desenvolvimento da leitura pública e informação em todo o território do concelho, de forma a ir ao encontro das pessoas. Começámos com o edifício central, saímos de portas e construímos edifícios nas freguesias. Críamos ainda o Bibliobus, o serviço móvel, que circula pelo concelho.”

O Pólo de Canha funciona de segunda a sexta-feira das 15h00 às 18h00. Este é um horário experimental, o qual poderá evoluir, gradualmente, para um alargamento da oferta perante a solicitação dos potenciais utilizadores. Como biblioteca pública, este espaço está aberto, gratuitamente, a toda a comunidade, prestando serviços de leitura e informação (empréstimo domiciliário de livros e audiovisuais, consulta local

de periódicos, revistas, documentação audiovisual e possibilidade de trabalho em grupo) e de apoio e orientação bibliográfica (listas bibliográficas, catálogos, fotocópias e atendimento aos leitores). No Pólo de Canha existe, ainda, actividades de animação cultural, computadores com acesso à Internet e informação avulsa sobre a vida económica, social e cultural de Montijo.

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cultura

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Há muito que a banda desenhada (BD) deixou de ter espaço apenas nas prateleiras de livros infantis. Os adultos também se deixam contagiar por este mundo de fantasia, onde qualquer um pode ser um super-herói, viver histórias impossíveis, nos quatro cantos do mundo, na lua ou num planeta distante. Mas quem se atreveria a deixar de ser leitor para se tornar autor destas fantásticas aventuras? Daniel Maia, do Montijo, fê-lo. Aos trinta anos, é ilustrador, autor profissional de BD e agora júri do Concurso “Jovens Criativos”, da Câmara Municipal de Montijo. Desde pequeno que Daniel é fascinado por BD. A verdade é que não se consegue imaginar a fazer outra coisa. Os temas e autores favoritos do autor, e ilustrador, são demasiado diversificados para mencionar, não obstante a sua preferência ir para traços a “preto-e-branco, de alto contraste.” O Percurso O desenhador iniciou actividade nas artes gráficas em 1993, quando assinou uma BD no suplemento do jornal escolar (“O Ardina”) da Escola Secundária Jorge Peixinho, em seguida produziu cartazes para a Semana da Juventude da C.M. do Montijo. “Os meus pais achavam uma coisa muito idílica, muito pouco realista”, afirma o ilustrador, que nunca desistiu da ideia de se profissionalizar, por saber como funcionavam os bastidores do mercado e por ter conhecimento dos proveitos económicos da profissão. Ainda novo, com o currículo debaixo do braço, percorreu as editoras de Lisboa como se de visitas de estudo se tratassem, contactava/assinalava uma editora e deixava alguns trabalhos para apreciação. Estudou técnicas narrativas na Fundação Calouste Gulbenkian (1996) e desenho na Sociedade Nacional das Belas-Artes (1998), em Lisboa. E pelos veículos amadores do meio bedéfilo nacional começou 8

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por fazer fanzines de BD com um grupo de colegas (Fantasia Estúdios), mas também para a Tertúlia BD de Lisboa. Participou num concurso, onde se sagrou no 3º lugar e recebeu ainda o prémio de Artista Revelação, e mais tarde foi distinguido pelos leitores com o IV Troféu Central Comics para Melhor Desenhador Nacional, em 2006. O mercado da BD Agora, a BD entrava na sua vida a um outro nível, a título profissional, e impunhase um novo desafio: explorar o mercado além fronteiras. Durante a década seguinte adquiriu uma larga experiência no sector,

ruínas. Fora alguns Best-Sellers, vende-se muito pouco. Há actualmente uma certa agonia a nível de vendas, mas apesar da oferta ser a mais baixa do novo milénio, o sector vai recuperando…” Integrou o projecto-revista Blazt, como co-director e editor-de-talentos (20052007). Em 2006 estreou o seu selo editorial, através do qual publica, a nível independente, o projecto All-Girlz, uma iniciativa vocacionada para descobrir e introduzir novos talentos portugueses femininos na comunidade da BD nacional. O nº1 da edição foi nomeado para as categorias Melhor Fanzine nos V Troféus Central Comics e no Prémios Nacionais de BD, promovido pelo

O MUNDO FANTÁSTICO DA BD… com Daniel Maia produzindo várias BDs e ilustrações para agências de publicidade e imprensa, até posteriormente assumir responsabilidades mais criativas e de direcção. Entre os seus clientes figuram, entre outras, as empresas BBDO, Euro RSCG, McCaan-Erikson, Fnac Portugal, Media Capital, FP Empreendimentos, Produções Fictícias, Correio da Manhã e as editoras O Estado de Sítio, Devir, Platinum Studios e Marvel Comics. E desde 2004 é representado na indústria norte-americana pela agência brasileira de talentos Art & Comics International. Em paralelo com as actividades no mercado internacional, Daniel Maia não desiste do sector nacional e contribui frequentemente com artigos de opinião e investigação para canais informativos de BD (portal CentralComics.com, Bedeteca de Lisboa, BDjornal, etc). “Sou a única pessoa em Portugal a relatar as publicações que saem mensalmente”, um estudo/levantamento que permite a Daniel Maia afirmar que “o mercado de banda desenhada, em Portugal, está em

CNBDI (Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem). “Interessa-me que as pessoas adiram à profissão e, por isso, tento incentivá-las, pois o importante é criar e produzir, mais que o talento nato que a pessoa possa ter”, refere o autor, que promove e realiza eventos culturais (workshops, exposições, palestras, concursos) nesta área, assim apadrinhando jovens promissores, com vista às suas profissionalizações. Desde 2007 que, com alguns colegas, formou o atelier de design e artes gráficas Estúdio Hydra, e actualmente desenvolve trabalho para a editora americana Marvel Comics, após ter sido o único português seleccionado na busca internacional de talentos Chesterquest, que aquela conceituada editora realizou no ano passado. Está previsto até ao final do ano o lançamento de um comic-book com desenho da sua autoria, figurando a personagem Ms.Marvel. Daniel Maia sublinha que, nesta área, é preciso ser-se versátil para haver ganhos. “Tirar rendimentos exclusivamente da BD é raro. Já fiz ilustrações e bandas desenhadas para revistas, mas não se pode viver só disso. A única forma é trabalhar para outros países, onde o mercado de BD é encarado de outra forma e tem uma melhor fluidez,


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porque o nosso, por si só, não vai sustentar ninguém.” O Concurso A Câmara Municipal de Montijo está à ‘caça’ de novos talentos, entre os 16 e aos 35 anos, nas áreas da pintura, da fotografia e do cartoon/banda desenhada, no âmbito da I Edição do Concurso Nacional “Jovens Criativos”. Daniel Maia é júri e está expectante. “Quando me puseram a par do assunto achei fabuloso, é uma iniciativa muito fresca e interessante. Só espero que seja um daqueles concursos que possam vir a ter um certo historial, a nível nacional, que se mantenha por uns anos e se torne fundamental para o sector.” Aos que, como Daniel, vêem na Banda Desenhada mais do que uma história aos quadradinhos, aqui fica o conselho do profissional: “Envolvam-se no meio, procurem editoras e participem em concursos, mas sem se ficarem por ai. Quem concorre a prémios, por muito bom que seja, tende a tornar-se apenas um “profissional de concursos”, sem depois evoluir para ser um autor de BD.” Para Daniel Maia a falta de entusiasmo no mercado nacional podia ser colmatado pelas autarquias. Nesse sentido, lança o desafio: “Apostem em iniciativas tal como uma pequena competição de BD, onde o prémio não seja monetário mas antes uma bolsa de criação, donde resulte a projecção e uma possível profissionalização do vencedor. Ou patrocinando uma edição antológica semestral ou anual capaz de reunir uma série de autores conhecidos bem como novatos. A iniciativa podia, além de atrair o público, fazer nascer novos talentos”. O Futuro A revista municipal desafiou Daniel Maia a escolher um tema para uma BD sobre o Montijo. O autor não hesitou: debruçarme-ia sobre as raízes de Montijo até Aldeia Galega.” Por enquanto, e certo, está a publicação de uma BD: A “Pão-de-Law”, uma aventura de super-heroína nacional que envolve folclore e histórias tipicamente portuguesas, a estrear ainda este ano. Ficamos à espera. 9


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Exposição

NOVA VAGA – O ROCK EM PORTUGAL, 1955-1974 Até 31 de Julho, no Museu Municipal está patente a exposição “Nova vaga – o rock em Portugal, 1955-1974”, uma produção de Edgar Raposo e Luís Futre, especialistas e investigadores do tema, em colaboração com o Departamento Sócio Cultural da Câmara Municipal de Montijo. Esta exposição apresenta uma história sintetizada do rock em Portugal, desde o seu aparecimento, em 1955, até Abril de 1974, relacionando este género musical com a História política e cultural do país. Durante esses anos, Portugal viu nascer dezenas de projectos musicais que divulgaram e cultivaram o rock n’ roll, desde o primeiro cantor a gravar um disco do género, Joaquim Costa, passando pelos Conchas, Daniel Bacelar, Pedro Osório e Seu Conjunto, Conjunto Mistério, até aos Ekos, Sheiks e Quarteto 1111. A exposição traz ao público inúmeras peças e materiais pertencentes aos próprios artistas, a coleccionadores e ao espólio do Cinema Teatro Joaquim d’Almeida. Destacam-se centenas de discos (hoje já raros), fotografias inédi-

Horário da Exposição: Terça a Sexta-Feira: 10h00-12h30 e 14h00-17h30 Sábados, Domingos e Feriados: 16h00-19h00 Nos meses de Junho e Julho: Sextas-Feiras e Sábados também à noite, das 21h00 às 23h00

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tas, revistas, posters, instrumentos utilizados pelas bandas, gravadores, fitas magnéticas com gravações das bandas, artigos e postais. Integrada na história do rock em Portugal, a exposição dedica um olhar particular ao Montijo, às suas bandas, como Os Neptunos, e aos espectáculos realizados

no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida. O Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida foi vivo promotor do novo e animado género musical, com sonoridades por vezes violentas saídas do frenesi das guitarras. À música foi associada a dança e a moda. Um modo de vestir e de estar de que a juventude foi protagonista.


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A Câmara Municipal de Montijo vai realizar a 1.ª Bienal Internacional de Montijo – IX Prémio vespeira, este ano designada “On Europe” dirigida a artistas plásticos residentes na União Europeia, integrando as modalidades de pintura, desenho, fotografia, vídeo e instalação. A exposição, com os trabalhos seleccionados, será inaugurada a 14 de Agosto, dia em que serão atribuídos os Prémios Vespeira, nas antigas instalações do Bingo, junto à zona ribeirinha. A mostra po-

1.ª Bienal Internacional de Montijo IX Prémio Vespeira

ON EUROPE derá ser apreciada até 31 de Outubro de 2008. Recorde-se que a Câmara Municipal de Montijo promove, desde 1985, o Prémio Vespeira. Este ano, pela primeira vez, a Bienal de Montijo assume uma projecção internacional. Aos vencedores desta 1.ª Bienal Internacional de Artes Plásticas serão atribuídos prémios de aquisição no valor de 15.000,00 euros na modalidade de pintura, de 7.500,00 euros para instalação, de 4.000,00 euros no caso do desenho e de 3.000,00 euros para as categorias de fotografia e de vídeo. À semelhança das edições anteriores será organizada uma exposição de homenagem a um artista português de mérito reconhecido, no caso, o pintor João Vieira. O júri, constituído pela presidente da Câmara Municipal de Montijo, Maria Amélia Antunes, pelo comissário da Bienal e director da Galeria Municipal de Montijo, pintor Jaime Silva, pela representante da AICA - International Association of Art

Critics (secção portuguesa), Cristina de Azevedo Tavares, pelo representante da AR.CO – Centro de Arte e Comunicação visual, o fotógrafo José Soudo e ainda o pintor José Mouga seleccionará as obras a concurso e atribuirá os prémios de aquisição. Para mais informações contactar a Galeria Municipal de Montijo, na Rua Almirante Cândido dos Reis n.º 12 em Montijo, através dos números 21 232 83 00, 21 232 83 05 (fax) ou do e-mail galeria-municipal@ mun-montijo.pt.

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gente da nossa terra

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Vítor Gonçalves

“SINTO-ME ESQUECIDO NA MINHA TERRA” “Os primeiros registos conhecidos sobre a actividade tauromáquica em Montijo datam do reinado de D. Manuel 1 I (1495-1521)” . Terra de longa tradição tauromáquica, Montijo viu nascer muitos cavaleiros, toureiros, bandarilheiros e forcados. Vítor Gonçalves, 47 anos, é disso exemplo. No ano em que assinala 30 anos de carreira, este cavaleiro montijense afirma existirem jogos de interesses na tauromaquia e sentir-se esquecido na sua terra. “É um mundo de lobbies, de jogos de interesses. Há cavaleiros que toureiam com todos os colegas. Há outros que não e impõe com quem querem tourear. Os empresários das praças também têm os seus interesses. Isto está tudo errado. É na praça, durante a lide, fazendo o melhor que sei e posso, que contrario estas ideias. Lá dentro é que os cavaleiros devem mostrar o seu valor”, realça. Para o cavaleiro, a festa brava foi perdendo algum do seu vigor. A culpa é de todos os intervenientes. “Os toiros já não têm a mesma agressividade. Sem ser maldoso, o toiro deve transmitir perigo para haver emoção nas bancadas. Antigamente, o público, também, era mais entendedor e exigente e os toureiros tinham mais respeito pelo público”. Ao longo de 30 anos, Vítor Gonçalves foi construindo uma carreira discreta, mas com pontos de destaque. “Tenho toureado sempre com as grandes figuras e tem corrido bem, graças à minha dedicação e trabalho”. Na Figueira da Foz, a 19 de Agosto de 1990 tirou a alternativa. A apadrinhar o acto esteve Luís Miguel da Veiga, uma das suas grandes referências juntamente com José Mestre Baptista e José Samuel Lupi.

“Posso não ter sido muito bom aluno, mas tive os melhores mestres. Estive toda a minha vida na Barroca d’Alva com o Eng.º Samuel Lupi e alguns anos com José Mestre Baptista. O pouco que sei aprendi com eles”. O gosto pelos cavalos é um denominador comum entre todos os cavaleiros tauromáquicos. “Sempre gostei de andar e de trabalhar os cavalos. Cresci neste ambiente. Fiz-me toureiro à minha custa, numa altura em que era muito difícil porque eram necessárias qualidades como a humildade, a honestidade, o espírito de sacrifício e muito trabalho. Essas qualidades foram-se perdendo. Hoje andam todos a tentar ‘passar a perna’ uns aos outros”, afirma. Este ano, o cavaleiro acredita na sua contratação para uma corrida na praça do Montijo, apesar de algumas contra-

“É um mundo de lobbies, de jogos de interesses. Há cavaleiros que toureiam com todos os colegas. Há outros que não e impõe com quem querem tourear. Os empresários das praças também têm os seus interesses. Isto está tudo errado. É na praça, durante a lide, fazendo o melhor que sei e posso, que contrario estas ideias. Lá dentro é que os cavaleiros devem mostrar o seu valor”

1 – in catálogo da exposição “Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos, 50 anos de tradição: entre o passado e o presente”, Agosto 2007.

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riedades. “A empresa da praça quer que toureie em Setembro. É uma corrida de 30 anos de carreira. Não vou fazê-la no final da temporada, até porque o público não estará tão disponível, mas sim saturado de tantas corridas, quase sempre com os mesmos toureiros. Um cavaleiro do Montijo, com provas dadas, não tem valor para tourear numa data melhor?”. “Sinto-me um pouco esquecido na minha terra. Penso que este ano me vão contratar. Gostava imenso de voltar a tourear em Montijo”, acrescenta. A esta eventual corrida em Montijo juntar-se-ão outras 20 durante a temporada de 2008, em Espanha e Portugal. Esta corrida em Montijo é, aliás, o objectivo imediato de Vítor Gonçalves. Para as comemorações dos 20 anos de alternativa, em 2010, o cavaleiro sonha partilhar a arena com um dos seus filhos.


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Montijo REVISTA MUNICIPAL| Junho 2008

“À DESCOBERTA DAS CIÊNCIAS” FOI UM ÊXITO Na entrada do Parque de Exposições de Montijo podia ler-se: “Não cuides de aprender, antes de experimentar”. A frase de Pedro Nunes, matemático e cosmógrafo português do século XVI, revela a essência da iniciativa “À Descoberta das Ciências” promovida pela Câmara Municipal de Montijo, entre 5 e 16 de Maio. Durante duas semanas, os alunos do pré-escolar e do ensino básico experimentaram, descobriram e adquiriram novos conhecimentos sobre diversas áreas científicas. No laboratório de Química, o Renato e o Marco da EB1 do Alto Estanqueiro descobriram um novo método para encher balões. “Numa garrafa mistura-se água com vinagre e bicarbonato de sódio. Começa a aparecer uma espuma, colocamos o balão no gargalo da garrafa e o balão começa a encher. Estamos a aprender muitas coisas novas”. Ao mesmo tempo, no laboratório de zoologia, alunos do 4.º ano da mesma escola aprendiam a conhecer os animais e os 14

seus habitats. No laboratório de biologia, outras crianças descobriam o corpo humano, os seus órgãos e funções. Os alunos tiveram, ainda, à sua disposição laboratórios de matemática, de física, de ciências da saúde, da terra, do universo, do ambiente e da alimentação, exposições, filmes didácticos e um herbário. Para a professora Maria Ascensão Carvalho, “esta iniciativa é muito interessante e importante para a aprendizagem dos alunos, sobretudo ao nível das ciências. Aprendem diversas experiências e a lidar correctamente com o meio ambiente. Vivem tudo isto com muito entusiasmo e curiosidade”. No total, o evento contou com 2800 visitantes, entre alunos e professores de todas as escolas e jardins-de-infância da rede pública do concelho de Montijo. “À Descoberta das Ciências”, organizada pelo Gabinete de Apoio ao Ensino da Divisão Social, Cultural e de Ensino, pretendeu estimular nas crianças a curiosidade e a interrogação sobre o mundo circundante, promover uma aprendizagem activa das ciências, fomentar a aquisição de novos saberes, propiciar a introdução de conceitos com rigor científico e promover atitudes de pesquisa e de análise.


Junho 2008 |REVISTA MUNICIPAL Montijo

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ambiente

EB1 Luís de Camões vence concurso Hortas Escolares De 28 de Abril a 2 Maio esteve paDe 28 Abril aMontijo 2 Maio esteve patente tente node Fórum a exposição no Fórum Montijo, a exposição dos trados trabalhos candidatos ao concurbalhos candidatos concurso so Hortas Escolaresaorealizada porhortas 30 escolares, realizados pordo 30concelho. turmas de turmas de várias escolas váriasiniciativa escolas do dopelouro concelho. Uma iniciaUma do Ambiente tivaCâmara do pelouro do Ambiente da Câmada Municipal de Montijo que, ra Municipal de Montijo que, através através da Casa do Ambiente, desdeda Casa do Ambiente, desde 2003, coorde2003, coordena o “Projecto Hortas Esna o “Projecto Hortas Escolares”. O júri colares”. doOconcurso, composto pelo vereador júri do concurso, composto pelo Nuno Canta, pela vereadora Maria Clavereador Nuno Canta, pela vereadora ra SilvaClara e porSilva CarlaeFerreira, directora Maria por Carla Ferrei-de Marketing dode Fórum, atribuiu primeiro ra, directora Marketing dooFórum, prémio ao canteiro elaborado turma atribuiu o primeiro prémio ao pela canteiro Jelaborado do 4.º ano da EB1 Luís de Camões. pela turma J do 4.º ano da A turmaLuís vencedora ganhou uma vencevisita ao EB1 de Camões. A turma Oceanário. 2.ºvisita e 3.ºaolugares foram dora ganhouOs uma Oceanário. atribuídos à Cercima e à turma de AmOs 2.º e 3.º lugares foram atribuídos biente da Universidade Sénior. Para além à Cercima e à turma de Ambiente da destas escolas participaram ainda as Universidade Sénior. seguintes escolas: Luís de Camões Para além destasEB1 escolas participa(4.º 2.º Dase seguintes 1.º A), Escola Profissional ram M, ainda escolas: EB1 de – Curso Gestão de A), AmLuísMontijo de Camões (4.º de M, 2.º D e 1.º biente, Jardim de Infância do –AfonsoeiEscola Profissional de Montijo Curso ro 2 ede 3)Ambiente, e a EB n.º 2 de Sarilhos de (Sala Gestão Jardim de InGrandes. fância do Afonsoeiro (Sala 2 e 3) e a EB n.º 2 de Sarilhos Grandes.

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5.ª Edição

UMA MÃO CHEIA DE SUCESSOS

No dia 21 de Maio teve lugar, pelo quinto ano consecutivo, a “Eco-Feira de Projectos Escolares 2007/2008”, na Praça da República. Uma iniciativa organizada pela Casa do Ambiente, do pelouro do ambiente da Câmara Municipal de Montijo. Este ano estiveram presentes mais de 1500 pessoas, entre alunos, professores, pessoal auxiliar e outros participantes. A Eco Feira contou com a participação do Agrupamento de Escolas do Montijo (EB1/ JI n.º 1 e 2 de Montijo, EB1 N.º3 de Montijo, EB1/JI n.º 5 de Montijo – Bairro do Areias, EB1/JI n.º 6 de Montijo – Bairro da Liberdade EB1/JI da Caneira), incluindo a coordenação dos Cursos de Educação e Formação de Adultos. Cada escola teve direito a uma bancada sombreada para a venda dos seus produtos e a um outro espaço destinado à exposição de trabalhos escolares. Alciane, de 11 anos, tentava circular entre as várias centenas de pessoas, acenando com sacos de batatas, cativando-as com o slogan “Batata barata”. A aluna da EB N.º2 garantia, orgulhosa, à Revista Montijo que os produtos eram de confiança. “Vêm da horta da escola. Fomos nós, os alunos, que a fizemos”. Um trabalho desenvolvido ao longo do ano que deu agora os seus frutos. “Estamos a juntar todo o dinheiro realizado na feira para comprar material escolar e, no final do ano, vamos ter uma saída grátis.” Também a Ana Catarina, de dez anos, da EB1 N.º 1 entoava bem alto: “Olha a salsa fresquinha”. O efeito não se fez esperar e a meio da manhã já tinha a banca quase vazia. “Adoro vender legumes” dizia a menina entusiasmada. “Já temos pouco para vender, mas vou continuar. Gosto mais de vender do que comprar” retorquiu. Como entidades convidadas estiveram presentes a UNISETI – Universidade Sénior,

a CERCIMA, a Escola Profissional (Curso de Gestão de Ambiente e Curso de Animador Socio-Cultural / Desporto) e o Fórum Montijo. A Universidade Sénior esteve presente na feira pelo segundo ano consecutivo, com uma banca onde se assegurava que todos estavam a par das regras amigas do ambiente. A empresa “Urze – Agricultura Biológica” também marcou presença com a apresentação de uma oferta variada de frutas da época, produzida por métodos biológicos certificados. À disposição de todos os participantes e visitantes estiveram insufláveis, pinturas faciais e diversos ateliers. 15


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projecto

Montijo REVISTA MUNICIPAL| Junho 2008

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O desenho urbano é, na sua essência, o instrumento pelo qual damos expressão à configuração das cidades e dos espaços urbanizados. Através dele podemos definir as formas, delimitar os contornos e construir a relação mais ou menos harmoniosa entre espaços edificados e não edificados, entre espaços ocupados e espaços vazios. De uma forma simples poderemos dizer que o desenho urbano é o molde com que fazemos bonitas ou feias, harmoniosas ou agressivas, funcionais ou complicadas, à escala humana ou fora dela, as paisagens onde vivemos.

população, nomeadamente a estudantil visto se situar perto de estabelecimentos de ensino. A norte serão criados caminhos que percorrem todo o espaço do Parque, interligando entre si todos os equipamentos existentes, sem pôr em causa as trajectórias previamente estabelecidas pela população. Do lado esquerdo das Piscinas (Oeste) será implementado um Parque Radical e no lado direito (Este) um Polidesportivo que ficará próximo das escolas. O projecto deste parque contempla a implementação de equipamentos específicos tais como um polidesportivo, um parque

com a construção de novos estacionamentos e requalificação da iluminação pública, o que permitirá a melhoria da qualidade de vida e a garantia de uma excelente capacidade de estacionamento público no Bairro do Saldanha. O grande objectivo do Município de Montijo é criar um novo espaço de lazer e recreio, agradável e funcional, que proporcione mais qualidade de vida aos seus utilizadores e moradores do Bairro do Saldanha.

NOVO PARQUE URBANO NASCE JUNTO ÀS PISCINAS MUNICIPAIS Na verdade, é através do desenho urbano que se constrói a cidade, o que equivale a dizer todas as situações urbanas, independentemente da sua hierarquia administrativa, da sua qualidade urbana ou arquitectónica, da sua relação com as áreas envolventes, do seu funcionamento ou organização interna. No entanto, sem um planeamento urbanístico coerente e eficaz, sem estratégias de gestão do território capazes de integrar uma concepção ambiental e social do uso do espaço, o desenho urbano é um instrumento inútil e perverso. Inútil, porque não resolve as questões de fundo; perverso, porque mascara situações de risco e faz crer, num simplismo saloio, que se está a construir o melhor dos mundos. Ou seja, para concluir, um mau desenho urbano, ou a sua ausência, também é um factor de risco. É com estas preocupações ambientais e urbanas que a Câmara Municipal de Montijo vai construir na zona adjacente às Piscinas Municipais um parque urbano, um espaço de lazer com vários equipamentos desportivos e uma ampla zona verde. Um investimento de 240 mil euros. O Parque Urbano das Piscinas, com conclusão prevista para 2009, irá dinamizar um espaço que se encontra desaproveitado mas que é utilizado como trajecto pela 16

radical, um parque infantil aventura e um mini-golfe. No centro do parque, e rodeado por extensos relvados multifuncionais, será implantado um parque infantil aventura, que servirá faixas etárias entre os quatro e os 12 anos. Os equipamentos deste espaço serão construídos com troncos de robina, onde se proporcionará às crianças múltiplas oportunidades de aprendizagem e brincadeira. A pensar em actividades para toda a família, o parque urbano conta ainda com um mini-golf de 18 buracos, inserido num extenso relvado e ensombrado com árvores de grande porte. A nível de espécies vegetais privilegia-se a introdução de espécies autóctones e com baixo custo de manutenção, sendo o sistema de rega automatizado a abastecido por um furo, garantindo-se uma solução de gestão sustentável da água. Este é, aliás, o primeiro espaço verde municipal construído de raiz onde existe a separação da água de abastecimento público e a água de rega. Esta solução, avançada pelo vereador Nuno Canta, resulta do estudo das condições geológicas onde se insere o território montijense e permite a salvaguarda e gestão do recurso mais básico do desenvolvimento humano, a água. O projecto do Parque Urbano prevê o tratamento e requalificação de toda a envolvente do quarteirão das Piscinas Municipais,

O Parque Urbano das Piscinas, com conclusão prevista para 2009, irá dinamizar um espaço que se encontra desaproveitado mas que é utilizado como trajecto pela população, nomeadamente a estudantil visto se situar perto de estabelecimentos de ensino. A norte serão criados caminhos que percorrem todo o espaço do Parque, interligando entre si todos os equipamentos existentes, sem pôr em causa as trajectórias previamente estabelecidas pela população. Será implementado um Parque Radical e no lado direito (Este) um Polidesportivo.


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projecto

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aventura

Montijo REVISTA MUNICIPAL| Junho 2008

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EXPOEVASÃO O Fantástico Mundo da Aventura no Montijo Nos dias 6, 7 e 8 de Junho, o fantástico mundo da aventura voltou ao Montijo com a Expoevasão no Parque de Exposições de Montijo. Uma iniciativa organizada pela Associação dos Amigos do Campo e da Aventura e pela Câmara Municipal de Montijo.

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A Expoevasão contou com a presença de mais de 65 expositores ligados a actividades 4x4 (e outros veículos), ao Ecoturismo e a acessórios de aventura e claro muita animação. Rui Simão, da Associação dos Amigos do Campo e da Aventura, ficou satisfeito com os resultados obtidos. “Apesar de ter coincidido com um dia de jogo da selecção nacional e com os primeiros dias em que o calor convidava à praia, conseguimos ter cerca de cinco mil visitantes. Houve mesmo o caso de algumas pessoas que vieram de Madrid só para a Expoevasão, o que para nós é um motivo de orgulho.”

No recinto, durante três dias, os visitantes puderam participar num passeio nocturno de BTT, em jogos sem fronteiras, ainda tiveram à sua disposição uma pista test drive 4x4, uma Pista trial 4x4, uma rampa RTI 4x4 e várias actividades, como escalada, rappel, slide e canoagem. A Expoevasão contou também com um espaço denominado ECO CO2 Zero que promoveu um conjunto de actividades desportivas associadas ao conceito e sustentabilidade ambiental. Este espaço deu a conhecer veículos amigos do ambiente movidos a energia eléctrica e/ou a pedal, entre outras energias alternativas e amigas do ambiente. Todos estes veículos estiveram disponíveis para test drive. O Challenge CO2 Zero, duas provas de veículos não poluentes como skates, bicicletas e motos eléctricas contou com a participação de 23 equipas, no total.


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festas

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FESTAS POPULARES DE S. PEDRO 2008 As ruas de Montijo voltam a encher-se de animação, música, cor, luz e tradições. De 27 de Junho a 3 de Julho, a cidade recebe mais uma edição das Festas de São Pedro. No primeiro dia destaque para a habitual corrida de toiros, às 22h00, na Praça Amadeu Augusto dos Santos. A procissão fluvial em honra de São Pedro, ponto alto das festas, está agendada para as 10h00 do dia 29 de Junho. A procissão nocturna sairá da Igreja Matriz às 22h00. Quim Barreiros subirá ao palco da Praça da República no dia 30 de Junho, às 22h30. No dia seguinte, no mesmo local e hora, será a vez de José Cid. A marcha luminosa percorrerá as principais artérias da cidade no dia 2 de Julho, a partir das 22h30. No último dia, 3 de Julho, às 22h30, no palco da frente ribeirinha actuarão os Da Weasel. A entrada para todos os concertos é gratuita. As Festas de São Pedro 2008 terminarão com o tradicional fogo de artifício e queima do batel. Para saber todos os detalhes das Festas Populares de São Pedro 2008 consulte o Programa nas páginas seguintes. 19


Montijo REVISTA MUNICIPAL| Junho 2008

22h30

Concerto com Marés de Som

Organização: ASSIM Local: Jardim Municipal da Casa Mora 20h00

Grande Noite de Comes e Bebes

Ginástica, trampolins, HipHop Organização: Ginásio Clube de Montijo Local: Praça da República

Local: Palco da Praça da República 01h00

PROGRAMA 27 de Junho – Sexta Feira 19h00

Abertura Oficial das Festas

Recepção às entidades oficiais junto aos Paços do Concelho Hastear das Bandeiras com a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Montijo e desfile pelas principais artérias da cidade com Entidades Oficiais 19h30

Encerro de toiros

Local: Da Rua Miguel Bombarda à Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos 21h30

Danças e Cantares do Nosso Concelho

Local: Rua Miguel Bombarda e Rua Joaquim D’Almeida 02h00

Fados e Fadestice

Local: Junto ao Cinema Teatro Joaquim d’Almeida 1ª Largada de Toiros (Após a grande noite de comes e bebes) Local: Rua Miguel Bombarda e Rua Joaquim D’Almeida

28 de Junho – Sábado 08h00

Alvorada com salva de 21 morteiros 09h00

Arruada com Bombos pelas artérias das Festas (várias vezes ao dia) 09h30

Basquetebol

Local: Praça da Republica Organização: Montijo Basket

Rancho do Alto Estanqueiro Rancho Juventude Atalaiense Local: Palco da Avenida dos Pescadores 22h00

11h00

Corrida de Toiros

Local: Parque Municipal de Montijo Organização: EVOLUTION wellness & fitness center 17h00 Cortejo Marialva pelas artérias da Cidade Local: Saida da Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos Organização: Tertúlia S. Pedro

Local: Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos

22h00

Noite de Fados

Manuela Cavaco Convida… Local: Palco da Praça da República 23h30

Fados com Fadistas da SCUPA

Com: José António Aranha; Francisco Quendera; Manuela Cavaco; João Feijão; António João; Catarina Sofia Ramos; Francisco Nunes; Manuela de Almeida; Gabriel de Jesus; Luciano Cavaco; Manuel Aranha e Deolinda Rocha À Viola: Emílio Heitor À Guitarra: Victor Lopes Local: Varanda da SCUPA 01h30

Noite do Pescador com Comes e Bebes e conjunto Musical Pão com Manteiga Local: Frente á SCUPA 02h00

2ª Largada de Toiros

Local: Rua Miguel Bombarda e Rua Joaquim D’Almeida

Encontro de Barcos Tradicionais Local: Cais das Faluas 16h00/22h00

Montijo Fitness

17h00

Animação do Projecto TU KONTAS

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Sessão de Ginástica

29 de Junho – Domingo 08h00

Alvorada com salva de 21 morteiros 08h00

Cicloturismo

Saida Frente à SCUPA 08h00/14h00

Torneio Internacional de Judo Cidade de Montijo

Local: Pavilhão Desportivo Municipal nº 2 Organização: Centro Cultural e Desportivo de Montijo 09h00

Arruada com Bombos pelas


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Festas Populares de S. Pedro

artérias das Festas (várias vezes ao dia) 09h00

Romagem ao Cemitério

Capela do Senhor dos Afilitos (Quinta do Saldanha)

22h30

Espectáculo com José Cid

Local: Praça da República

09h00

Arruada com Bombos pelas artérias das Festas

2 de Julho – Quarta-feira

Homenagem aos Pescadores e elementos da Comissão de Festas já falecidos. Local: Junto ao Monumento no Cemitério do Fidalgo

(várias vezes ao dia)

10h00

Tradicional Arrematação de Bandeiras e Imagens

09h00

13h00

(várias vezes ao dia) 19h00

Saída da Procissão Fluvial do Cais dos Vapores rumo à BA6 11h00

Saída da Procissão Fluvial da BA6 rumo ao Cais das Faluas 12h00

Recepção da Procissão no Cais das Faluas

Seguido de procissão até à igreja acompanhada pela fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Montijo 12h30

Missa Solene de São Pedro Local: Igreja Matriz 19h00

Actuação da Banda 1º de Dezembro Local: Palco da Praça da República 22h00

Procissão Nocturna de São Pedro

Charanga da Guarda Nacional Republicana Fanfarra Bombeiros Voluntários de Montijo Banda da Sociedade Filarmonica Progresso e Labor Samouquense Banda da Sociedade Filarmonica 1º Dezembro 00h00

Concerto Gritos Mudos – Tributo Xutos & Pontapés Local: Palco Avenida dos Pescadores

30 de Junho – Segunda-feira

}

10h00

Local: Frente à SCUPA

Tradicional Almoço da Classe Piscatória

08h00

Alvorada com salva de 21 morteiros Arruada com Bombos pelas artérias das Festas 5ª Largada de Toiros

Local: SCUPA 19h00

Local: Rua Miguel Bombarda e Rua Joaquim D’Almeida

Local: Rua Miguel Bombarda e Rua Joaquim D’Almeida

21h00

21h00

Local: Palco Avenida dos Pescadores

Local: Palco Avenida dos Pescadores

22h30

22h30

Local: Pelas artérias das Festas

Local: Palco da Praça da República

3 de Julho – Quinta-feira

1 de Julho – Terça-feira

08h00

08h00

09h00

3ª Largada de Toiros

Concerto com Banda da MusiMusa

Actuação de Variedades pela 1.º Dezembro

Marcha Luminosa

Espectáculo com Quim Barreiros

Alvorada com salva de 21 morteiros 09h00

Arruada com Bombos pelas artérias das Festas

Alvorada com salva de 21 morteiros Arruada com Bombos pelas artérias das Festas (várias vezes ao dia) 19h00

6ª Largada de Toiros

(várias vezes ao dia)

Local: Rua Miguel Bombarda e Rua Joaquim D’Almeida

19h00

21h00

4ª Largada de Toiros Local: Rua Miguel Bombarda e Rua Joaquim D’Almeida

08h00

Alvorada com salva de 21 morteiros

21h00

08h30

Local: Jardim Municipal da Casa Mora

Tradicional lavagem com Bailes de Roda à Capela do Senhor dos Afilitos e

21h00

regresso à SCUPA Local: Saida Frente à SCUPA e junto à

Local: Palco Avenida dos Pescadores

Baile com Paulo Gamito

Concerto com Moe’s Implosion

Espectáculo de Fado com 4 Marias Local: Palco da Praça da Republica 22h30

Espectáculo Da Weasel

Local: Palco Zona Ribeirinha (traseiras da discoteca In Loco) 00h00

Encerro das Festas – Fogo de Artifício e Queima do Batel Local: Zona Ribeirinha

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cultura

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breves

EXPOSIÇÃO

MONTIJO: UMA HISTÓRIA COM IDENTIDADE Na frente ribeirinha está patente, até ao final do ano, a exposição “Montijo: uma história com identidade”, organizada pelo Departamento Sócio-Cultural da Câmara Municipal de Montijo. A exposição pretende consolidar e difundir a identidade cultural do concelho, através da divulgação do seu património, e animar, como espaço de diálogo, de notícia e de convívio a frente ribeirinha recentemente requalificada. A mostra encontra-se estruturada em quatro núcleos temáticos: “O nosso traba-

lho” (Praça Norte), “As casas que habitámos” (junto ao Moinho de Maré), “Movidos pela fé” (próximo da ponte) e “Tempos de lazer” (junto ao Cais dos Vapores). Desde o forno de cal ao ofício de sapateiro, passando pelos azulejos das fachadas (que ainda hoje animam a cidade), pelos frescos de Artur Bual ou pelos coretos são muitas as referências do património concelhio presentes nesta exposição. Uma mostra que é o retrato do que fomos e um ponto de partida para aprofundar o que somos e o que queremos vir a ser!

Exposição de artesanato S. Pedro 2008

Estará patente, de 27 de Junho a 12 de Julho, na Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva, uma exposição de artesanato dedicada ao santo padroeiro dos pescadores. A exposição, organizada pelo terceiro ano consecutivo pelo Gabinete de Turismo da Câmara Municipal de Montijo, inclui diversas peças de artesanato realizadas por artesãos da Área Metropolitana de Lisboa. A tradição aliada à originalidade e à criatividade são elementos preponderantes nas peças expostas. O objectivo é divulgar o rico e variado património artesanal da região e, simultaneamente, homenagear o santo de devoção da comunidade montijense. Pode não só visitar esta exposição como, também, adquirir algumas das peças expostas, que estarão disponíveis para entrega no Posto de Turismo, a partir do dia 14 de Julho. Horário da Exposição: Segunda e Sábado: 14h00-19h00 Terça a Sexta-Feira: 10h00-19h00 Durante as Festas de São Pedro Segunda e Sábado: 14h00-19h00; 20h30-23h00 Terça a Sexta-Feira: 10h00-19h00; 20h30-23h00 Domingo: 20h30-23h00

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CANOAGEM

CAMPEONATO NACIONAL DE ESPERANÇAS TERMINOU EM MONTIJO

A frente ribeirinha de Montijo recebeu, no dia 14 de Junho, a terceira e última prova do Campeonato Nacional de Esperanças em canoagem. No total, cerca de 500 atletas de 40 clubes de todo o país deslocaram-se ao Montijo para participar nesta prova organizada pela Federação Portuguesa de Canoagem, Associação de Canoagem da Bacia do Tejo e Clube Atlético do Montijo, com o apoio da Câmara Municipal de Montijo. Na classificação geral, o Clube Náutico de Ponte de Lima (56 atletas em competição) alcançou o primeiro lugar, seguido pela Liga-Dura CEC (40 atletas presentes). A terceira posição do pódio foi ocupada pelos 24 atletas do GDCR Gemeses. O Clube Atlético de Montijo classificouse em 15.º lugar. Dos seis atletas presentes, destaque para Ana Cruz que alcançou o 2.º lugar no escalão K1 infantil feminino. Fábio Caramelo e João Ribeiro classificaram-se em 8.º lugar (escalão K2 iniciados), tal como Marisa Elias (categoria K1 cadetes femininos). O atleta Pedro Raposa obteve o 17.º lugar na prova de K1 infantil e João Ricardo o 24.º no escalão de K1 cadetes.

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acção social

Montijo REVISTA MUNICIPAL| Junho 2008

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UMA CENTENA ADERIU À CAMINHADA

II Encontro Multicultural no Montijo No âmbito do projecto Tu Kontas, em articulação com o Centro Local de Apoio ao Imigrante da Câmara Municipal de Montijo, realiza-se no Jardim da Casa Mora, dia 28 de Junho, o II Encontro Multicultural, das 16h00 às 23h00. 24 24

O II Encontro Multicultural, enquadrado nas Festas Populares de São Pedro, pretende ser um momento de partilha e encontro entre residentes e as várias comunidades imigrantes mas, também, uma oportunidade para que todos possam contribuir para o crescimento da Associação de Imigrantes de Montijo (ASSIM), recentemente constituída. O Encontro inclui uma mostra gastronómica, cultural e musical, expressiva das comunidades imigrantes mais representativas do concelho, africana,

A Rede Social local e a Câmara Municipal de Montijo organizaram uma caminhada dedicada ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural, no dia 25 de Maio. O mau tempo não demoveu os cerca de 100 participantes que completaram o itinerário de cinco quilómetros, na cidade de Montijo. O desafio de uma caminhada conjunta, unidos pelos valores da diversidade, da inclusão social e do diálogo intercultural, surgiu do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, ao qual responderam 20 concelhos do país. Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal de Montijo, Maria Clara Silva, vereadora do pelouro de Acção Social, e Teresa Vinagre, representante do ACIDI (Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural) do Gabinete de Coordenação dos CLAII (Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes) participaram nesta iniciativa. Recorde – se que o ano de 2008 foi escolhido pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE como Ano Europeu do Diálogo Intercultural (AEDI). Um dos objectivos gerais da designação do AEDI é o de sensibilizar os cidadãos, em especial os jovens, para a importância do desenvolvimento de uma cidadania europeia activa, aberta ao mundo e que respeite a diversidade cultural. Contudo, estes objectivos só serão alcançados com o empenho de todos os cidadãos nacionais bem como de todos os residentes em Portugal, assim como de todas as entidades públicas e da sociedade civil, para juntos contribuírem para uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.

brasileira, moldava, romena e ucraniana. Recorde-se que a Câmara Municipal de Montijo (entidade promotora) e a Associação para a Formação Profissional de Montijo (entidade gestora) estão a implementar o projecto “Tu Kontas”, no âmbito do Programa Escolhas (iniciativa do ACIME – Alto Comissariado para a Migração e Minorias Étnicas), com o objectivo de reduzir desigualdades, combater o abandono/insucesso escolar, prevenir comportamentos de risco e integrar a comunidade imigrante.


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acção social

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Nos dias 12, 13 e 14 de Setembro realizase a Feira de Projectos “Juntos pelo Bem Estar e pela Solidariedade”, na zona ribeirinha de Montijo. A Feira de Projectos, ligada à temática do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, pretende ser um espaço de convívio social e cultural entre instituições e muníci-

A FEIRA DE PROJECTOS PSP comemora aniversário com idosos do concelho A população idosa do Montijo tem recebido formação para prevenir a criminalidade. Os mais graúdos têm reuniões, na esquadra, onde são expostos os vários conselhos para autoprotecção e dada informação para minimizar eventuais situações de risco. Para comemorar o sucesso desta iniciativa e o 141.º Aniversário da esquadra de Montijo, a PSP reuniu, no dia 16 de Junho, no Parque Municipal, cerca de 1000 idosos, numa tarde recheada de actividades lúdicas mas também com momentos didácticos onde se falou de segurança para idosos. A animação ficou a cargo do grupo musical “Os Cavaquinhos”, da Tuna da Universidade Sénior, de um Conjunto de Acordeonistas, da Banda de Música da PSP, da Classe do Hip-Hop do Ginásio Clube de Montijo e o do Grupo Cinotécnico da PSP.

pes aberto à partilha, à troca de ideias e de aprendizagem formal e informal. A iniciativa tem como objectivos melhorar o conhecimento da população, residente e/ou que trabalha no concelho de Montijo, sobre as valências, projectos e programas locais e nacionais no domínio da saúde (e sua promoção) e da solidariedade social, fomentar o espírito de melhoria contínua, através do benchmarking organizacional, e estimular a complementaridade entre projectos e programas. O programa da feira conta, ainda, com actividades desportivas, gastronomia, workshops temáticos, música, folclore, dança e outros tipos de animação. Nesta feira espera-se a presença de instituições/estruturas da Rede Social e do Projecto Montijo Saudável, bem como de organismos e instituições parceiras da administração central. Foram, ainda, convidados outros municípios da Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis e outras câmaras municipais da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

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empresas e empresários

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Em 1992, um conjunto de profissionais com larga experiência no sector da qualidade alimentar fundou a Qualabe. 16 anos depois, a empresa é uma referência nacional no mercado de laboratórios e consultoria em qualidade alimentar. “Nascemos por necessidade do mercado. Não havia quem respondesse às exigências das médias e grandes empresas na área do controle de qualidade, quer ao nível de análises laboratoriais quer de consultoria”, afirma Silva Marques, sócio e director geral da Qualabe. A área da consultoria é, aliás, o grande referencial da Qualabe. “Realizamos análises físicas, químicas, sensoriais e microbiológicas, prestamos formação aos nossos clientes, mas o nosso grande

QUALABE ALIMENTAR

“A qualidade é uma responsabilidade com o consumidor”

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know-how é a consultoria de implementação de sistemas de qualidade. É a nossa base”. Desde indústrias transformadoras e produtoras, passando por empresas de restauração e hotelaria, às grandes cadeias de distribuição alimentar, a carteira de clientes da Qualabe tem aumentado gradualmente, tendência seguida pela facturação. “Estamos a crescer na ordem dos 13 por cento ao ano. Em 16 anos, há duas coisas que me orgulho: não temos perdido clientes e não temos crédito mal parado”, salienta Silva Marques. O crescimento actual está directamente relacionado com algumas exigências da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). “Não é por imposição de um decreto-lei que se faz qualidade. As empresas devem fazer controle de qualidade porque é um valor acrescentado e é a defesa da saúde pública”. Em 2005, a falta de espaço obrigou à transferência da Qualabe da Pontinha para o Montijo. Um investimento de mais de um milhão de euros nas novas instalações no Pau Queimado, pois “o Montijo era a localização mais estratégica e com os melhores acessos”. Para além deste investimento inicial, realizado sem qualquer tipo de apoios, a Qualabe aposta constantemente na melhoria de equipamentos. Nesta área, a tecnologia, ao nível do software informático para o laboratório, está sempre em evolução. A aposta na formação é outra das características da empresa. Para 2008 estão contempladas mais de 800 horas de formação para os 36 funcionários. Há 29 anos ligado à área da qualidade alimentar, Silva Marques considera que “houve uma evolução significativa das grandes empresas, provocada pela mudança de mentalidade dos quadros dirigentes e pelo hard discount, que veio exigir qualidade aos produtos que uma marca coloca no mercado. O consumidor, também, está cada vez consciente e profissional. A qualidade é uma responsabilidade com o consumidor”. A actual conjuntura internacional, com a subida constante do preço do petróleo e a anunciada escassez de alguns alimentos fundamentais, é desfavorável para as


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“Estamos a crescer na ordem dos 13 por cento ao ano. Em 16 anos, há duas coisas que me orgulho: não temos perdido clientes e não temos crédito mal parado”, salienta Silva Marques.

empresas. “O grande problema são os pagamentos. No nosso caso, trabalhamos com muitas empresas que, por sua vez, trabalham para o Estado e sabemos quanto tempo leva o Estado a pagar”. A receita para contrariar as dificuldades passa por muito trabalho, dedicação, disponibilidade para os clientes e constante evolução. “Cada cliente é um parceiro de negócio. Não diferenciamos clientes e não somos impessoais. Neste momento, pensamos na internacionalização para Espanha. É um desafio muito grande. Gostaríamos, ainda, de abrir uma delegação no Algarve, mas no Sul continua-se a trabalhar cinco meses por ano e não sei se o investimento se justifica”, confessa o director geral da Qualabe. Licenciado em engenheira química, Silva Marques foi ‘obrigado’ a deixar a posição de técnico para assumir a de gestor. “Entrei como sócio e técnico responsável pelo laboratório e consultoria e acabei como director geral. Em todas as empresas onde trabalhei, fui sempre para a administração. Não faço nada para isso nem tenho formação. Passo aqui 12 horas por dia, com gosto, mas um dia vou ter de largar isto”. Sobre a cidade de Montijo considera

que “nos últimos cinco anos, sofreu uma evolução extraordinária. A requalificação da zona ribeirinha e do Moinho de Maré, por exemplo, foi muito positiva. Havia coisas sobre a cidade que não eram conhecidas das pessoas e que agora estão a ser reavivadas”. “Quanto às potencialidades da cidade para a instalação de empresas, neste momento a única contrariedade são os preços proibitivos dos terrenos, em virtude da câmara não ter terrenos próprios. As condições de acessibilidades e a posição geo-estratégica do Montijo permanecem tal como há cinco anos”, conclui.

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Especial – Maio Mês da Integração Europeia

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A UNIÃO EUROPEIA EM MONTIJO Durante o mês de Maio, em Montijo, a União Europeia foi o tema de todas as conversas. A culpa foi da vasta programação da iniciativa “Maio Mês da Integração Europeia”, promovida pelo Gabinete de Desenvolvimento Associativo e Cidadania. O primeiro momento marcante aconteceu com as comemorações do Dia da Europa, 9 de Março, na Praça da República. “Todos juntos construímos a Europa”. “A Europa é um exemplo de cooperação para o mundo”. “Gostava que todos os países fossem mais unidos”. Estas foram algumas das mensagens para a União Europeia (UE) escritas por alunos do 1.º ciclo e transportadas, no dia 9 de Março, simbolicamente, por pombos-correios até Bruxelas. Neste dia foi, ainda, inaugurada uma bandeira da UE manufacturada com flores. No dia 16, na Galeria Municipal, decorreu o Fórum “Portugal – 23 Anos de Inte-

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gração Europeia”. Na sessão de abertura marcaram presença Margarida Marques, chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal, e Paulo Sande, director do Parlamento Europeu no nosso país. Para Margarida Marques, a UE tem sido construída através de “pequenos passos e entendimentos. O Tratado de Lisboa pode ser mais um passo na construção europeia. É um instrumento que introduz um conjunto de mecanismos para o funcionamento da UE. Uma forma de responder aos desafios do futuro”. Paulo Sande definiu a UE como “uma organização internacional baseada no consenso dos Estados. É o maior bloco comercial do mundo, o maior operador de ajuda ao desenvolvimento do mundo. É um emissor de padrões internacionais”, acrescentado que a “Europa dos cidadãos e das oportunidades é real”. Ambos concordaram que a integração portuguesa na União Europeia foi um benefício, “sobretudo para o desenvolvimento económico do país, o que não significa que tudo esteja feito”. O Fórum “Portugal – 23 Anos de Integração Europeia” continuou durante todo o dia com debates sobre a mobilidade juvenil na Europa e sobre direito comunitário, entre outros temas. Alargar e descentralizar o debate sobre diversas questões europeias a toda a comunidade montijense foi o principal objectivo do “Mês da Integração Europeia”, que inclui, ainda, exposições, teatro, outras conferências e o Fórum Regional do Parlamento Europeu Jovem.


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Especial – Maio Mês da Integração Europeia

Uns mais descontraídos. Outros com um ar mais sério. Todos com a mesma disposição: aprender e partilhar ideias sobre questões fundamentais da União Europeia. Foi com este espírito que trinta jovens de cinco escolas da Área Metropolitana de Lisboa (AML) participaram no Montijo PEJ – Fórum Regional do Parlamento Europeu Jovem, entre 9 e 11 de Maio. A sessão de abertura, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, serviu para o contacto institucional entre os jovens e a autarquia. A presidente de câmara, Maria Amélia Antunes, deu as boas-vindas aos participantes, referindo-se aos mesmos como “a geração que tem condições para prosseguir o sonho de Jean Monet e Robert Schuman”. No auditório da Casa do Ambiente, os participantes discutiram temas da agenda europeia como o ambiente, a educação, o desenvolvimento sustentável, a democracia e os direitos humanos. Os jovens organizaram comités de trabalho e simularam o funcionamento do Parlamento Europeu. O Comité para a Cultura e Desporto ficou a cargo da Secundária de Santa Maria (Sintra), o Comité para a Democracia e Direitos Humanos ficou com a Secundária Forte da Casa (Vila Franca de Xira) e o Comité para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ficou entregue à Secundária de Alcochete. As escolas secundárias Jorge Peixinho e Poeta Joaquim Serra ficaram responsáveis pelo Comité para a Educação e Qualificação e Comité para as Relações Externas, respectivamente. Dumitru Tîra, 18 anos, participou pela primeira vez num Fórum do Parlamento Europeu Jovem. “Debatemos questões ligadas ao ambiente, à democracia, aos direitos humanos e à educação. Serviu para partilhar ideias, aprender mais sobre estes temas e, também, para saber falar em público. Foi muito positivo”. A experiência no Montijo PEJ revelou-se de grande utilidade para Carolina Bremejo, 17 anos. “Como sou um pouco tímida foi útil para conhecer novas pessoas. O convívio foi positivo. Os trabalhos correram bem. Serviu para nos apercebermos do nosso papel na União Europeia. Participaram jovens que defenderam muito bem as suas ideias”.

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MONTIJO RECEBEU PARLAMENTO EUROPEU JOVEM Carolina deixa um conselho para futuros participantes no Parlamento Europeu Jovem: “é uma experiência a não perder pelos debates inteligentes e pelo convívio. Quem puder participar, não deve perder a oportunidade”. O Montijo PEJ pretendeu impulsionar a participação cívica juvenil e promover a dimensão europeia nos jovens. Pela qualidade da sua participação, a Escola Secundária de Santa Maria foi premiada com a inclusão num dos projectos internacionais promovidos pela Câmara Municipal de Montijo, através do programa Juventude em Acção da Comissão Europeia, e na sessão nacional do Parlamento Europeu de Jovens. 29


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Especial – Maio Mês da Integração Europeia

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VIDA DE EURODEPUTADO “Sou europeísta”. Foi, talvez, a frase mais ouvida na Galeria Municipal, no dia 10 de Maio. A iniciativa “Encontro com Eurodeputados” reuniu Ana Gomes, Joel Hasse Ferreira, Pedro Guerreiro e Miguel Portas. A conciliação deste conceito com as diferenças ideológicas e partidárias dos diversos grupos políticos do Parlamento Europeu estiveram no centro do debate entre os eurodeputados e os jovens participantes no Montijo PEJ - Fórum Regional do Parlamento Europeu Jovem. “Sempre fui europeísta, mas não é nenhum voto de fé. Sou europeísta por duas

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razões: primeiro porque a Europa pertence ao primeiro Mundo e os países do terceiro Mundo precisam de aliados que acabem com a ordem global imposta pelos norte-americanos e segundo porque, hoje em dia, não é possível encontrar soluções individuais para determinados problemas sociais”, defendeu Miguel Portas. Ana Gomes acrescentou que “ser europeísta não é ser seguidista. Pelo contrário! É ser-se exigente e crítico em relação à União Europeia e à sua actuação. A nossa perspectiva enquanto eurodeputados é ultrapassar as nossas ideologias para fazer o que achamos correcto”. Para não destoar, Pedro Guerreiro tam-

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bém se afirmou europeísta, tal como Joel Hasse Ferreira. Este último considerou que os “22 anos da União Europeia são dos melhores anos de Portugal. A UE não é perfeita, mas tem mecanismos sociais e de solidariedade que não existem em nenhum outro espaço económico do mundo”. Pedro Guerreiro fez questão de ressalvar que apesar de pertencermos à UE, “o desenvolvimento de Portugal está nas nossas mãos. Ninguém o vai fazer por nós”. Os eurodeputados partilharam, ainda, um pouco do seu dia-a-dia no Parlamento Europeu e explicitaram o modo de funcionamento deste órgão. Miguel Portas realçou a importância do trabalho desenvolvido nas comissões e em representação oficial da União Europeia face aos trabalhos parlamentares. Joel Hasse Ferreira referiu-se ao Parlamento Europeu como “um espaço de negociação”, opinião partilhada por Ana Gomes. O “Encontro com Eurodeputados” integrou o programa do Fórum Regional do Parlamento Europeu Jovem que decorreu em Montijo, entre 9 e 11 de Maio.


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Especial – Maio Mês da Integração Europeia

DIREITOS HUMANOS EM DISCUSSÃO “Portugal tem sido um mau cumpridor da Convenção Europeia dos Direitos do Homem”. A afirmação é de Fausto Quadros e foi proferida na conferência “Direitos Humanos na Europa”, no dia 13 de Maio, na Galeria Municipal. “O nosso país já foi condenado várias vezes, sobretudo por infracção do artigo 6.º, que impõe um julgamento equitativo e célere, e do artigo 1.º do protocolo n.º 1 da Convenção, que consagra o direito de propriedade e a uma indemnização justa, o que em Portugal nem sempre se paga”, acrescentou. Tendo como pano de fundo as expropriações da reforma agrária, em 1975, em que apenas um caso (de cidadãos ingleses) foi resolvido, por intervenção de Margaret Tatcher, e paga a respectiva indemnização, Fausto Quadros realçou que “não podemos ser cidadãos de segunda classe no nosso próprio país. E isso devese aos nossos governantes não defenderem os seus cidadãos”.

Sob a mesa esteve em particular evidência a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. “É o texto mais avançado do mundo em matéria de direitos fundamentais. Consagra não só os direitos civis e políticos como, também, os direitos

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sociais, culturais e económicos”, referiu o conferencista. Fausto Quadros apelou à consciência e à cidadania de cada membro da assistência por considerar que não existem apenas direitos fundamentais. “A cada direito que temos corresponde um dever, quanto mais não seja o dever de respeitar igual direito ao meu vizinho”. “Sem direitos fundamentais não há estado de direito democrático. Não podemos ter meios direitos. Temos direitos e deveres fundamentais. É neste diálogo, estou certo, que vamos construir o Portugal democrático”, concluiu. Fausto Quadro é professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi professor convidado de universidades francesas, alemãs e norteamericanas. Aconselha regularmente governos e corporações em matéria de direito europeu, público e/ou institucional. Foi consultor da Áustria e da Polónia na preparação do seu acesso à União Europeia. É, ainda, membro de várias associações científicas em países europeus e da América Latina. É o representante oficial do Governo português no Alto Conselho do Instituto Universitário Europeu (Florença) e no Comité Consultivo da Academia de Direito Comunitário (Trier).

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acção social

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AGENDA E PASSAPORTE SÉNIOR

No dia 13 de Maio, a Câmara Municipal de Montijo, através do Gabinete de Saúde e Acção Social (GSAS), procedeu a uma sessão de esclarecimento/ informação sobre a Agenda e o Passaporte Sénior, do projecto “Outros Olhares”, na Biblioteca Municipal. A iniciativa foi apresentada pela vereadora do pelouro de Saúde e Acção Social, Maria Clara Silva. O projecto “Outros Olhares” oferece aos idosos do concelho a possibilidade de aprofundarem conhecimentos sobre a história, a cultura e o património concelhio. No âmbito deste projecto, a Agenda Sénior disponibiliza a calendarização anual de todas as actividades dirigidas à população sénior, sempre com quatro iniciativas mensais. “Achámos importante calendarizar as acções que a autarquia vai desenvolver para que os seniores possam ter uma panorâmica geral do que vai decorrer e organizar as suas vidas. Por outro lado, para que não sejam acontecimentos avulsos, que não se interliguem entre si, tentámos fazer uma sequência lógica e temática destas actividades culturais”, explicou a vereadora. Associado às actividades da Agenda está o Passaporte Sénior que pretende 32

validar a presença dos idosos nas iniciativas. Os três idosos mais participativos nas actividades vão ser premiados, no final do ano, na Festa de Natal. Para a vereadora “é importante criar estilos de vida saudáveis para as pessoas que abandonam o local de trabalho ainda numa idade em que estão capazes para desenvolver muitas actividades”. Esta iniciativa integra o projecto Montijo Saudável, coordenado a nível europeu pela Organização Mundial de Saúde, e pretende responder a um dos desafios lançados por esta organização: proporcionar um envelhecimento saudável. Se tem mais de 50 anos e gosta de conviver, participe no projecto “Outros Olhares”. A Agenda Sénior informa que, no próximo dia 27 de Junho, sexta-feira, integrado nas Festas Populares, vai realizarse o Baile de São Pedro, pelas 15h00, no Jardim da Casa Mora. Para participar nas actividades da Agenda “Outros Olhares” é necessário proceder à respectiva inscrição. Os interessados devem dirigir-se ao Gabinete de Saúde e Acção Social na Praça da República, n.º 52, 1.º andar, ou contactar através do telefone 21 232 78 55/56.

O GI comemora uma década de existência O Gabinete do Idoso (GI) criado em 1998, integrado no Gabinete de Saúde e Acção Social, oferece um conjunto de serviços e projectos, dirigidos às pessoas com 50 ou mais anos, visando melhorar a sua saúde e qualidade de vida, através do fomento de um envelhecimento saudável. Uma das primeiras iniciativas foi o Cartão do Idoso que vigora até hoje. Este cartão oferece vantagens (descontos na conta da água, no acesso às piscinas municipais, nas inscrições em actividades do GI) a séniores, maiores de 65 anos, residentes no concelho de Montijo, de acordo com o seu rendimento per capita. Na mesma altura, um grupo restrito de idosos dava ínicio aos Voluntários Visitadores que, em defesa do não isolamento, visitam desde 1998 outros idosos que se encontram sozinhos, oferecendo-lhes companhia. A iniciativa cresceu e foi criado o Banco Local de Voluntariado (BVL), um local de encontro entre pessoas que expressam a sua disponibilidade e vontade para serem voluntárias e entidades que reúnam condições para integrar voluntários/ as. Outro projecto do GI, que vigora desde 1998, é o “Saudável 65”. Esta iniciativa permite e incentiva a prática desportiva de modalidades como a ginástica e a hidroginástica. O Saudável 65 proporciona ainda apoio psicológico, acções de formação / informação, colónias balneares e sessões temáticas sobre a saúde e bem-estar. Em 2006, o GI lançou um novo desafio, a Universidade Sénior de Montijo. Uma estrutura, em parceria com a Uniseti de Setúbal, que alia cultura, educação e convívio, num ambiente informal e inter-geracional. A Universidade Sénior conta com 117 alunos, não tem requisitos de admissão, nem avaliações obrigatórias, e está aberta a séniores com 50 ou mais anos, com tempo livre e vontade de adquirir novos saberes e competências. A Agenda e o Passaporte Sénior são as mais recentes novidades do Gabinete do Idoso e fazem parte do projecto “Outros Olhares”, que contempla actividade lúdica e culturais como bailes, festas temáticas, visitas ao património local e outros convívios.


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empresas

PEGÕES RECEBE NOVA UNIDADE INDUSTRIAL

Até ao final do ano vai ser construída, em Pegões, uma fábrica de pellets, com uma capacidade produtiva de 85 mil toneladas/ano (95 por cento destinadas à exportação), que criará 30 postos de trabalho directos, 40 por cento dos quais deverão ter um nível de escolaridade igual ou superior ao 12.º ano. Esta fábrica representa um investimento de 8.000.000,00 euros. A freguesia de Pegões foi o local seleccionado pelos investidores tendo em conta a proximidade de fornecedores de matéria-prima, as acessibilidades rodoviárias, a actratividade da região para a instalação de indústrias (devido ao novo aeroporto de Lisboa) e a possibilidade de criação de centrais de biomassa para a produção de energia eléctrica. Os pellets, tal como a lenha, são uma fonte de energia renovável. Pertencentes à classe da biomassa, são produzidos a partir da limpeza das florestas e dos desperdícios da indústria de madeira. Este material é recolhido, triturado e seco, originando um composto

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Os pellets, tal como a lenha, são uma fonte de energia renovável. Pertencentes à classe da biomassa, são produzidos a partir da limpeza das florestas e dos desperdícios da indústria de madeira. Este material é recolhido, triturado e seco, originando um composto 100 por cento natural, com um elevado poder calorífico.

100 por cento natural, com um elevado poder calorífico. A biomassa (e, consequentemente, os pellets) quando produzida de forma sustentável, pode reduzir significativamente os valores de emissões de gases de efeito estufa quando comparado com os combustíveis fósseis.

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freguesias

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} A visita incluiu deslocações à frente ribeirinha, ao edifício da Quinta do Páteo D’ Agua (onde futuramente funcionará a junta de freguesia), ao Parque Municipal, aos bairros da Calçada, do Mouco, da Liberdade, da Caneira, do Esteval, do Areias e da Cova da Loba. Numa reunião com o director do Agrupamento de Centros de Saúde de Barreiro e o coordenador do Centro de Saúde de Montijo, os executivos da câmara e da junta constataram as melhorias introduzidas, através de um novo sistema informático, da reorganização dos serviços e da implementação de um elevador, na Unidade 1201 do Centro de Saúde de Montijo. No dia 22, na Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro, e no dia 23, no Centro Social do Esteval, os munícipes colocaram as suas dúvidas, deram sugestões e questionaram o executivo municipal e o presidente da junta. Dois moradores no Bairro da Discórdia (Corte das Cheias) confrontaram o executivo com a inexistência de rede de esgotos e de asfaltamento de algumas ruas daquele bairro. “Algumas moradias não têm essas infraestruturas porque tecnicamente não é possível devido as quotas do terreno. Com a construção da urbanização junto ao Moinho de Vento foi possível ligar algumas casas à rede de esgotos. Para as restantes temos de arranjar uma solução”, afirmou a presidente. O vereador Nuno Canta, responsável pelo pelouro das obras e meio ambiente, acrescentou que “a solução é a construção de uma estação elevatória de esgotos no bair-

EXECUTIVO MUNICIPAL VISITOU FREGUESIA DE MONTIJO A presidente da Câmara Municipal de Montijo e os vereadores Nuno Canta, Maria Clara Silva e Renato Gonçalves realizaram, nos dias 22 e 23 de Abril, uma extensa visita pela Freguesia de Montijo. No dia 22, o executivo municipal reuniu com o presidente da junta, Francisco dos Santos, e outros autarcas, para debater questões como a recuperação das EB1’S n.º 2 e n.º 3, a construção do JI da EB1 n.º 2, o Parque Desportivo Municipal, a reabilitação de imóveis devolutos, a ligação da rotunda da Cova da Loba à Praça da Liberdade e a construção da Escola Integrada do Areias/Esteval.

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ro. O asfaltamento da rua principal será feito através da obra da Segunda Circular, após a implementação de uma conduta de grandes dimensões para o abastecimento de água”. O comércio tradicional e os imóveis devolutos na cidade, também, estiveram em destaque. Para a edil, “os imóveis são propriedade particular. É muito difícil a câmara ter mecanismos e recursos financeiros para reconstruí-los. A nossa obrigação é facilitar os licenciamentos no centro histórico e criar condições para os proprietários revitalizarem os seus imóveis.” A frequência dos transportes públicos no Esteval e no Areias foi outra preocupação exposta pelos moradores destes bairros. “Apesar das melhorias introduzidas com a carreira para o Cais do Seixalinho, ao fim de semana é mais complicado. Vamos falar com os Transportes Sul do Tejo. A partir de Julho, as carreiras do Esteval vão passar na urbanização do Moinho de Vento”, referiu o vereador Nuno Canta. Os munícipes revelaram, ainda, a necessidade de uma farmácia e de um posto dos CTT para servir os bairros do Areias, do Esteval e da Cova da Loba. “O ano passado tentámos abrir uma delegação de uma das farmácias existentes em Montijo, no Esteval ou no Areias. Falámos com os directores de algumas farmácias e estamos a aguardar uma solução”, afirmou o presidente da junta. A situação do posto dos CTT afigura-se de difícil resolução. “Os CTT afirmam já existir duas estações na cidade do Montijo. É uma luta da junta desde o primeiro dia. O problema agrava-se em Julho e Agosto quando é interrompida a distribuição do correio efectuada pela carrinha dos CTT, devido as férias do motorista. Propusemos pagar esse serviço, mas não aceitaram. De qualquer modo, ainda não perdemos a esperança”, acrescentou. Para além destes assuntos, os munícipes manifestaram a necessidade de um novo espaço para o Museu do Pescador, de um local para a implementação de um parque industrial e de um novo acesso à Ponte Vasco da Gama. Colocaram, ainda, questões relativas à requalificação das ruas Joaquim de Almeida e José Joaquim Marques e à construção da Igreja do Areias.


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freguesias

A presidente da Câmara Municipal de Montijo, Maria Amélia Antunes, e os vereadores Nuno Canta, Maria Clara Silva e Renato Gonçalves visitaram no dia 3 de Junho a freguesia do Alto Estanqueiro-Jardia. Durante a manhã, o executivo municipal reuniu com o presidente da junta, Tolentino Gomes, e outros autarcas,

etnia cigana, que se encontram acampados na Baixa da Jardia, foi outra das reclamações dos munícipes. “Não é um problema de fácil resolução. A competência não é da câmara, mas temos um papel de cooperação intensa com as autoridades policiais. Vamos ver o que pode ser feito”, referiu a edil. A necessidade de transportes públicos

}

tivas para a instalação de indústrias. A freguesia vai albergar dois novos investimentos, um no sector da cortiça, com a Ganau, e outro da Teixeira Duarte, que pretende instalar os seus estaleiros e oficinas no Alto Estanqueiro”. Moradores na Quinta das Tílias mostraram-se preocupados com o Imposto sobre

ALTO ESTANQUEIRO - JARDIA RECEBEU EXECUTIVO MUNICIPAL para aferir os principais problemas da freguesia. Entre os temas abordados destaque para o embelezamento do espaço entre a estação das águas e a estação de serviço, junto à rotunda do Apeadeiro; a pavimentação da entrada ao Bairro das Carvalhas; os arranjos exteriores do polidesportivo; a ligação dos esgotos ao Bairro Miranda e à Jardia; o calcetamento da Rua do Pinheiro e da Rua dos Pomares no Bairro Miranda. Após um almoço com empresários locais, de forma a sensibilizá-los para a responsabilidade social das empresas, seguiu-se uma visita por alguns locais da freguesia como a EB1 da Jardia, o Bairro Miranda, a Quinta das Tílias, o polidesportivo e a EB1/JI do Alto Estanqueiro. À noite, a sede da junta registou lotação esgotada. Os munícipes responderam afirmativamente ao apelo da câmara e da junta, confrontando o executivo com as suas preocupações relacionadas com a freguesia. Muitos munícipes colocaram questões relativas ao asfaltamento e à ligação à rede pública de esgotos de algumas artérias da freguesia, como a Estrada do Pinheiro, as ruas das Gaivotas, das Águias, das Andorinhas e dos Pomares. A este propósito, a presidente relembrou as mudanças significativas que o Alto Estanqueiro-Jardia sofreu nos últimos dez anos, acrescentando que “a câmara vai continuar a fazer essas obras, mediante os recursos financeiros”. A insegurança originada por indivíduos de

no Bairro Miranda, também, esteve em destaque. O vereador Nuno Canta salientou que “um dos objectivos das obras de infraestruturação da rede viária do Bairro Miranda foi a criação de condições para os transportes públicos. Vou falar com os Transportes Sul do Tejo para averiguar a situação”. Luís Silva, presidente do Águias Negras Futebol Clube, expressou a sua preocupação com o futuro da sede da colectividade e solicitou informações sobre as alterações previstas na revisão do PDM para a freguesia do Alto Estanqueiro-Jardia. Relativamente à sede do clube, Maria Amélia Antunes afirmou que “efectivamente o terreno onde está localizada é urbanizável. De acordo com a lei, o proprietário é obrigado a ceder área para equipamento social e espaços verdes. Quando se desenvolver o loteamento, a câmara salvaguardará espaço para o Águias Negras manter a sua sede”. Para a autarca, a revisão do PDM é “um objectivo estratégico para o concelho. Na freguesia do Alto Estanqueiro-Jardia existe espaço para urbanização, junto a sede do Águias Negras. Há, também, boas perspec-

o Património (IMI) que é aplicado às suas habitações, por considerarem o valor injusto tendo em conta a localização e à falta de alguns serviços básicos, como transportes públicos. “É uma Comissão da Direcção Geral de Impostos que fixa o zonamento e atribui o respectivo valor. Não é responsabilidade da autarquia. Relativamente à taxa de IMI, assumimos a aplicação da taxa máxima permitida por lei. Precisamos de um nível de receitas para fazer os investimentos necessários no concelho e oferecer uma gestão de qualidade aos munícipes”, afirmou a edil. Para além destes assuntos, os munícipes colocaram questões relativas à construção da igreja, à recolha de lixo na freguesia e expressaram a necessidade de arranjos exteriores, de balneários e de uma vedação no polidesportivo. 35


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protecção civil

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MONTIJO E ALCOCHETE CRIAM COMISSÃO INTERMUNICIPAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS As câmaras municipais de Montijo e Alcochete constituíram, formalmente, a Comissão Intermunicipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, no dia 27 de Março, na Casa do Ambiente. A proximidade geográfica, a continuidade florestal dos concelhos, as espécies florestais e a necessidade de racionalizar recursos e de agilizar procedimentos na prevenção e

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combate aos fogos florestais estiveram na base da criação desta Comissão. A Comissão é constituída pelos presidentes das duas autarquias, presidentes das juntas de Pegões e de Alcochete (em representação das respectivas Assembleias Municipais), representantes da GNR, da PSP, dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, de

Montijo e de Canha, entre outros organismos ligados à defesa da floresta. Para além da constituição da Comissão e da aprovação do seu regulamento interno, foi também deliberado o envio do Plano Intermunicipal de Defesa da Floresta contra Incêndios Alcochete – Montijo à Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF), para apreciação e aprovação oficial. Para dar exequibilidade às decisões da Comissão e executar as políticas de prevenção e de combate aos fogos florestais consignadas no Plano, foi constituído o Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal Alcochete – Montijo, que opera em instalações cedidas pela Câmara do Montijo com uma técnica florestal, de acordo com o protocolo assinado entre ambas as câmaras e a DGRF. Este Gabinete desenvolverá acções de sensibilização e prevenção junto das populações das áreas florestais de maior risco e assegurará a aplicação dos instrumentos obrigatórios por lei, de modo a garantir um baixo índice de risco de incêndio. No dia 26 de Maio, na Casa do Ambiente, a Comissão reuniu em sessão extraordinária para aprovar os planos operacionais dos munícipios de Montijo e de Alcochete. Estes instrumentos são necessários para o planeamento do combate aos incêndios e para a organização do dispositivo operacional de defesa da floresta contra incêndios. A área florestal do município de Montijo corresponde a 17.501 hectares. 50 por cento dessa área está localizada na Freguesia de Canha. As espécies predominantes são o sobreiro e o eucalipto.


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obras

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Museu Agrícola da Atalaia Está em fase de acabamento a remodelação do Museu Agrícola da Atalaia, a sua conclusão está prevista até ao final do ano. Uma obra no valor de 560 mil euros. A antiga Quinta dos Santos Fernandes, espaço outrora construído para apoio a actividades agrícolas, contém uma adega, um palheiro e um lagar de azeite. A autarquia pretende que o Museu seja um espaço museológico moderno e com capacidade expositiva. A empreitada contemplou a recuperação total dos edifícios, incluindo arranjos exteriores, as coberturas e a remodelação da adega e do lagar, de modo a que possam ser colocados em funcionamento. Foi ainda criado um pequeno auditório. Para a Atalaia está em fase de projecto o arranjo da zona envolvente ao cruzeiro. A obra deverá arrancar em 2009.

ETAR’s do Afonsoeiro e do Seixalinho Já estão em funcionamento as ETAR’s do Seixalinho e do Afonsoeiro, que vão tratar os efluentes das freguesias de Sarilhos Grandes, Afonsoeiro e Montijo. Uma obra da SIMARSUL pouco visível, mas que vem melhorar em muito a saúde pública das populações, permitindo o fim das descargas dos esgotos da cidade para a bacia do Tejo e devolver o rio à população, para usufruto de actividades de lazer, náuticas e de recreio.

Ampliação da EB1 N.º2 do Bairro do Mouco A Câmara Municipal de Montijo vai proceder à construção do pré-escolar do Bairro Mouco. Esta obra é para a autarquia de extrema importância por se tratar de uma zona carenciada da cidade. O facto de os terrenos não serem do domínio público atrasou o processo. A construção deste edifício vai permitir o acolhimento de 75 alunos, desde os três anos de idade. Também para EB n.º 2 do Bairro do Mouco foi lançado um concurso para a construção de mais quatro salas do ensino básico. A escola ainda funciona com horário duplo, com a ampliação poderá vir a funcionar no horário manhã/ tarde. 37


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obras

} Rua Marcelino Vespeira Está em construção a estrada da Rua Marcelino Vespeira, localizada junto do Samouco. Esta obra vem favorecer as várias quintas agrícolas ali instaladas e o acesso à rede viária do Samouco.

Autarquia remodela sinalização A Câmara Municipal de Montijo procedeu à pintura de passadeiras de peões na cidade de Montijo, nomeadamente, na Avenida Luis de Camões e na Avenida Infante D. Henrique. A medida pretende aumentar a segurança rodoviária e melhorar a circulação dos peões no centro da cidade. Para garantir o bom estado de conservação da sinalização horizontal uma empresa vai assegurar a manutenção das

passadeiras. A autarquia prevê que dentro de seis anos a rede esteja toda remodelada. Desde 1998 que a autarquia tem vindo a adoptar politicas para aumentar a fluidez do trânsito, combater a poluição e assegurar a segurança rodoviária, exemplo dessa acção são as vias de sentido único e a sinalização vertical, que foram totalmente remodeladas de acordo com as novas regras do Código da Estrada.

O preço da água Em cumprimento da Lei nº 12/2008, de 26 Fevereiro, o Município de Montijo aboliu a Taxa de Aluguer de contadores. Os custos com os serviços comerciais foram traduzidos no preço da água, por meio de um preço fixo. Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento decidiram não alterar os preços praticados para os contadores de menor calibre, enquanto que os grandes consumidores irão pagar mais. A alteração aprovada por unanimidade cumpre os desígnios da utilização eficiente da água e da equidade social.

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Junho 2008 |REVISTA MUNICIPAL Montijo

Montijo Uma História com Identidade EXPOSIÇÃO FRENTE RIBEIRINHA Um retrato do que fomos, ponto de partida de um diálogo – caminhando à beira-rio - sobre o que somos e o que queremos vir a ser!

NÚCLEOS TEMÁTICOS

O Nosso Trabalho As Casas que Habitámos Movidos Pela Fé Tempos de Lazer A Exposição decorre até 31 de Dezembro de 2008

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