Page 1

O TEU CORPO, ESPELHO DA MENTE… Um guia prático para Terapeutas e praticantes de

Reiki.

Baseado no livro com o mesmo nome de Luís Martins Simões Itotonbo – Escola de Reiki Tradicional. Trabalho realizado pelos Sensei Jorge Viana e Mónica Maciel.


Jorge Viana Mónica Maciel

Pag: 02

O TEU CORPO, ESPELHO DA MENTE…


Jorge Viana Mónica Maciel

Índice… Agradecimentos – 04 Introdução – 05-20 Anatomia Básica – 21 Parte Frontal – 22 Parte Traseira – 23 Paratiroides – 24 Tiroide – 25-28 Tratamento – 28 Auto-tratamento – 29

Esófago – 30 Tratamento – 31 Auto-tratamento – 31

Estômago – 59-60 Tratamento – 61-62 Auto-tratamento – 63

Vesícula – 64-70 Tratamento – 70-72 Auto-tratamento – 73-74

Intestino delgado – 75-80 Tratamento – 81-83 Auto-tratamento – 84-85

Intestino grosso – 86-92 Tratamento – 93-95

Auto-tratamento – 96-97

Apêndice – 98 Tratamento – 99-100

Pulmões – 32-36

Auto-tratamento –101-102

Tratamento – 36-37

Baço –103-104

Auto-tratamento – 38

Tratamento –105-106

Timo – 39-40

Auto-tratamento –107

Tratamento – 40-41

Auto-tratamento – 42

Suprarrenais –108-111 Tratamento – 112-113

Coração – 43-50

Auto-tratamento – 114-115

Tratamento – 51-52

Pâncreas – 116-125

Auto-tratamento – 53-54

Fígado – 55-56 Tratamento – 57 Auto-tratamento – 58

Tratamento – 126-128 Auto-tratamento –129-130

Rins – 131-144 Tratamento –145-146 Auto-tratamento –147

Pag: 03

Índice – 03


Agradecimentos

Pag: 04

Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer ao Sensei Usui, por nos ter proporcionado este Caminho. Agradecer-lhe por continuar a ensinar-nos mesmo quando muitas vezes, o caminho já se encontra longe do criador. Agradecer aos Mestres Fernanda Francisco e José Fernandes, por terem dado o melhor de si e nos ter aceite como alunos. Ao João Magalhães por todo o seu trabalho pelo Reiki em Portugal, por ser

nosso Mestre e principalmente por ser nosso amigo. Aos nossos alunos, que exigentes nos permitem estudar permanentemente de forma a poder acompanhar o seu percurso também. Aos nossos pacientes que ao longo destes anos já são muitos. Pacientes que confiaram em nós e que de uma forma geral deixaram um carinho muito especial no nosso coração. Ao Gomes o nosso paciente e amigo Gomes que acabou por se tornar no nosso Mestre do Amor Incondicional, que ao partir, deixou-nos a certeza que este é o caminho que queremos ara nós e para a nossa vida.


Introdução

Pag: 05

Em entrevista à Associação Portuguesa de Reiki, Monte Kurama, em 30 de Janeiro de 2013. Numa entrevista conduzida pela Andreia Vieira, Frank Arjava Petter, dizia. “… O Reiki, não se trata de curar uma dor de cabeça. Se fosse só isso, seria

melhor tomar uma Aspirina! Reiki é sobre transformação, auto-realização e tornarmo-nos unos com o Universo. Esta é a razão por que eu, passei 20 anos da minha vida a investigar o Sensei Usui e o seu trabalho.” É com a mesma postura e opinião de Frank, que hoje apresentamos este Guia

prático para terapeutas. É um Guia que te vai permitir a ti terapeuta, fazeres um trabalho sério pelo teu paciente e evoluíres ao perceberes o teu corpo também. Esvazia a tua mente, tenta perceber se o que aqui está exposto, resultado de um trabalho de seis anos como terapeutas, faz-te sentido. De qualquer forma dizemos a ti leitor, o que dize-mos sempre aos nossos

alunos nas formações. Não te apegues a nós, desperta o teu mestre interior e escuta o teu coração.


Pag: 06

Ao longo destes anos, procuramos estudar e entender, como é praticado o

Reiki no Japão, através dos Sensei da nossa linhagem. Acreditamos que quanto mais próximos estivermos deste entendimento, mais eficientes poderemos ser como Terapeutas e como praticantes.

“Só por hoje sou honesto em tudo aquilo que faço”. A este continuo trabalho, costumamos chamar-lhe de perceber a pontuação do Reiki. Como na frase;

“Não quero Reiki não faz falta na minha vida” Ao colocar-mos a pontuação certa a mesma frase fica com um sentido totalmente diferente;

“Não quero Reiki? Não, faz falta na minha vida!” É assim que acreditamos podermo-nos aproximar dos ensinamentos originais do Reiki.


Pag: 07

Na mesma entrevista concedida à Associação Portuguesa de Reiki – Monte Kurama, em Janeiro de 2013, Frank Arjava Petter, afirmava que quando mais percebemos sobre aquilo que Sensei Usui ensinava, maiores serão as

probabilidades de que a semente da iluminação entre em nossos corações. Praticar Reiki, não trata de se corar uma dor de cabeça, se fosse só por isso, seria mais prático tomar uma aspirina. Quando se pratica Reiki, estamos a falar sobre transformação, autorrealização, tornarmo-nos unos com o Universo. Não é nossa intenção, criar mais uma corrente de Reiki, nem colar o saber

para nós. O nosso objetivo, e porque teve tão bons resultados em nós, é partilhar com todos, a experiencia numa prática num caminho que tanto amamos. Na mesma entrevista de 30 de Janeiro de 2013, perguntavam a Frank Arjava Petter, se este achava importante a evolução do Reiki através de

novas técnicas e outros conhecimentos. A resposta que deu e que transcrevemos na integra, é partilhada por nós na sua plenitude.


Pag: 08

“ … Existem muitos “tipos” de Reiki, que eu (Ajarva), não considero como sendo Reiki de forma nenhuma. Se alguém descobre uma nova técnica, ou desenvolve um novo trabalho energético, porque é que lhe vai chamar

Reiki? Porque é que não lhe dão um nome diferente? Parece-me aqui haver motivações financeiras. De acordo com a minha experiencia, a evolução do Reiki acontece nas mãos do praticante. Se alguém coloca todo o seu coração no Reiki, devotando-se inteiramente à pratica como se a sua vida dependesse disso, então o Reiki irá purificar o seu coração e transformá-lo.

A transformação é a única mudança que vale a pena. Claro que é possível que alguém se depare com uma nova técnica que se revele útil. Neste caso, eu sugiro que a pratique sozinho, durante um ano ou dois e só depois deverá partilhar, mas comece por aplica-la nos seus amigos próximos, estes depois verão se a técnica resulta para eles e se

assim for, então poderá ser útil aos outros. Mas quando esta técnica for ensinada, sugiro novamente que o professor fale aos alunos, sobre a sua origem, deixando claro que não faz parte do


Pag: 09

Reiki tradicional”: O mesmo acontece com este trabalho, com este guia como lhe gostamos

de chamar. Este é o resultado de 3 anos de trabalho, que testamos e verificamos a sua eficiência, no entanto gostaríamos de deixar bem claro, que não faz parte dos ensinamentos do Reiki Tradicional, nem consta desta forma em nenhum dos seus 4 níveis ocidentais dos ensinamentos Japoneses do Usui Reiki Ryoho. Nota breve: Como funcionam os níveis de Reiki no Japão e qual a sua correlação no Ocidente. O Tradicional sistema Japonês de Reiki é dividido nos seguintes graus: Shoden, o sexto grau, que é o mais baixo e representa o primeiro nível do sistema de Reiki Ocidental. Okuden é o grau seguinte no ensino do Reiki no sistema tradicional Japonês, corresponde ao segundo nível no ocidente, no japão este nível está dividido em duas partes, o Okuden Zenki e o Okuden Koki, o próximo grau no Japão é o Shinpiden, alcançado por muito poucos, é também dividido em duas partes, o Shian-Kaku (professor auxiliar, mestre interior no ocidente) e o Shihan (professor, Gogukaden no Ocidente)


Pag: 10

OS TRÊS PILARES DO REIKI Fundamental na prática do Reiki, seja ela no Oriente, seja ela no Ocidente,

é praticar os três pilares de Reiki. Estes três pilares do Reiki, segundo o Mestre Usui, são a estrutura que sustenta toda uma prática de Reiki e é composta por Gassho, o primeiro pilar, Reiji-Ho e Chiryo, o segundo e terceiro pilares.

Gassho Literalmente, Gassho significa duas mãos unidas, duas mãos postas. É a uma forma de meditação que era ensinada e muito promovida por Mikao Usui. Sempre que iniciava uma formação, sempre que iniciava um encontro com os seus alunos, Mikao Usui praticava Gassho. Mikao Usui recomendava que esta meditação deveria ser praticada por um

praticante de Reiki duas vezes por dia durante 20 a 30m, de manha ao levantar e à noite ao deitar.


Pag: 11

É uma meditação que se pode praticar individualmente ou em grupo. Deve estar sempre presente na preparação de praticante ou terapeuta, antes de iniciar um auto tratamento, ou um tratamento. É uma meditação simples e acessível a pessoas de todas as idades. Por norma é uma meditação muito aprazível e agradável à maioria das pessoas, mas pode dar-se o caso de provocar inquietude a alguns dos

praticantes, irritabilidade ou outra forma de aborrecimento ou mal estar. Se isto lhe acontecer, pode ser que não seja uma meditação apropriada para si no momento. O que tem que fazer é recorrer a outro tipo de meditação, que promova a sintonização energética com a energia do planeta, a sua afenização com a energia Reiki, ajude a limpar a sua mente e a colocar o seu coração predisposto. Deixe passar algumas semanas e tente novamente a meditação Gassho e veja como se sente. Nem todos os medicamentos têm o mesmo efeito em todos os doentes.


Pag: 12

Como se pratica. Para praticar esta meditação, sente-se com os olhos fechados, com as mãos juntas, postas diante do peito; Concentre toda a sua atenção no ponto onde os dois dedos médios se tocam; Procure esquecer tudo o resto; Se os pensamentos surgirem na sua mente, apenas os observe e veja-os a

afastarem-se; Não deve colocar nenhum objetivo nem intensão neste tipo de meditação. Não deve querer alcançar nada, não há nada a conseguir. Por isso relaxe, baixe os seus níveis energéticos, tente atingir a energia que conhece, quando está prestes a adormecer, ou quando de manha acorda e ainda não sabe muito bem onde está.

Volte a sua atenção novamente para o ponto onde os seus dedos médios se tocam.; Se a posição das mãos juntas no peito, com o passar do tempo, provocarlhe desconforto físico, leve-as lentamente mas unidas a descansar


Pag: 13

sobre o seu colo, continuando a meditar; Algumas sensações físicas podem surgir, tais como as mãos aquecerem muito, ou sentirem um calor que percorre a coluna. Observe essas alterações mas não se deixe influenciar por elas.

Sempre que tiverem fatores que desviem a vossa atenção, voltem-se a centrar no ponto entre os dedos médios das vossas mãos; Se tiverem necessidade de mudar de posição, movimentem-se lentamente, com intensão e consciência.

Reiji-Ho Reiji, significa “indicação da energia Reiki”, Ho significa “Técnica”. Reiji-Ho, divide-se em três breves rituais, que são realizados antes de cada tratamento ou auto-tratamento. Junte as mãos diante do peito, em postura Gassho e feche os olhos; Entre em sintonia com a energia Reiki, interiormente peça que a energia Reiki flua através de si. Em pouco tempo ela se manifestará. É irrelevante a

parte do corpo onde ela se manifestará.


Pag: 14

Se o seu nível de Reiki for superior ao nível 1 – Shoden, coloque os símbolos que conhece nas suas mãos e proteja os seus chacras.; Peça mentalmente pela recuperação e/ou saúde do seu paciente, de acordo com o seu (paciente) bem supremo; Erga as suas mãos juntas ao nível da terceira visão e peça à energia Reiki que guie as suas mãos para os pontos onde a energia for necessária.

Chiryo Chiryo, significa “Tratamento”. Inicia agora o tratamento com energia Reiki da forma como lhe foi ensinado pelo seu Sensei, dando sempre espaço à sua intuição.

Origens do Reiki


Pag: 15

Nota: A Origem e o Objectivo, do Manual de Reiki do Dr. Mikao Usui do autor Frank Arjava Petter.

O Budismo esóterico tântrico chegou ao Japão no inicio do século IX com o monge Japonês Kukai (Kobo Daishi, 774-835) e com Saicho (Dengyo Daishi, 767-822), que estudaram na china. Kukai, foi aluno de HuiKuo (Japonês: Keika, 746-805), discípulo do monge indiano Amoghavajra, que por sua vez, foi aluno do famoso instrutor indiano Vajrabodhi.

Os dois indianos viveram no Templo Tahsinashan em Ch’angan, centro atual da Associação Budista Shensi na China. Depois da morte do seu professor, Kukai voltou ao Japão e ensinou o que aprendeu na China, fundando o Budismo Shingon. Saicho, estudou no Monte Tien-Tai, na China. Ao voltar, fundou o Budismo Tendai, e sediou-se em Quioto. No Japão, estas duas escolas, são conhecidas pelo nome de Mikkyo. A energia da Deusa associada ao Budismo esótérico no Japão é Dainichi Nyorai (Mahavairocana Tathagata)


Pag: 16

Os escritos mais importantes e sagrados do Budismo Esótérico são o Dainichi Kyo (Mahavairocana Sutra) e o Kongocho Gyo (Vajrarase Khara Sutra). O Mantra de Dainichi Nyorai

O Universo inteiro é constituído de seis elementos. Meu corpo, que é feito de seis elementos, é o corpo do Dainichi Nyorai. Estou repleto de vida plena, perfeita e ilimitada. As cinco sabedorias estão encarnadas em imensa e infinita compaixão. A imensa compaixão de Nyorai me permeia. Estou incluído na imensa compaixão de Nyorai.

Sou bem-aventurado, sou bem-aventurado. (De-kaji-Empowermente and a Healing in Esoteric Buddhism, do Vem. Ryuko Oda)

Em resumo, o objetivo do budismo esóterico é Shunyata, o vazio. Este vazio não é um estado negativo de ausência, deve pelo contrario ser entendida como a transcendência da dualidade.

Quando o “eu”, não se distingue mais do “outro”, a unidade do todo é restabelecida.


Pag: 17

O “eu” só existe na nossa imaginação, na nossa mente. Nós criamos o ego e o mundo com os nossos pensamentos. O nosso estado natural de ser é o vazio, não afetado pelos atributos, pelo

passado e pelo futuro. Pela ligação de Mikao Usui ao Budismo Tendai, cuja origem é o Budismo esotérico, os mesmos objetivos estão naturalmente ligados ao Reiki. A procura de todos nós, não é se não a unicidade com o Universo, regressando às origens, à unidade. Este objetivo, está retratado e declamado no Sutra do Coração. (Prajnaparamita Hridayam Sutra)

O Sutra do Coração 1 – Invocação Homenagem à perfeição da sabedoria, a amável, a santa! 2 – Introdução

Quando Avalokita, o Senhor santo e Bodhisattva, Praticava profundamente a perfeição da sabedoria, Ele viu claramente que os cinco agregados são vazios em sua natureza.


Pag: 18

O Sutra do Coração (continuação) 3 – Dialética do Vazio, Primeiro Estágio Ó Sariputra, a forma é o vazio e o vazio é a forma; O vazio não é diferente da forma e a forma não é diferente do vazio; Tudo que é forma é também vazio, tudo o que é vazio é também forma. O mesmo acontece com as sensações, as perceções, os impulsos e a consciência. 4 – Dialética do vazio, Segundo Estágio

Ó Sariputra, todos os dharmas se caracterizam por serem vazios; Eles não nascem nem morrem, não são impuros nem puros, não são deficientes nem completos. 5 – Dialética do Vazio, Terceiro Estágio. Por isso, ó Sariputra, no vazio não há forma, sensação, percepção, impulso, consciência;

Não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo, mente; Não há formas, sons, cheiros, saberes, substancia palpáveis nem objetos da mente.


Pag: 19

O Sutra do Coração (continuação) Desde tudo o que pode ser percebido pelos sentidos, até o que pode ser apreendido pela mente, nada há; Não há ignorância, nem extinção da ignorância; Não há envelhecimento e morte, nem extinção do envelhecimento e da morte; Não há sofrimento nem originação (do sofrimento), nem eliminação (do sofrimento), nem caminho; Não há nada a saber, nem a obter e nada a não obter. 6 – A vivência Concreta e a Base Prática do Vazio

Portanto, ó Sariputra, é por sua indiferença a todo o ganho que o Bodhisatta, entregando-se à perfeição da sabedoria, vive sem que nada lhe perturbe o espirito. Como não há nada que lhe perturbe o espirito, ele não foi feito para sentir medo, subjuga o que pode inquietar e no fim, alcança o Nirvana.


Pag: 20

O Sutra do Coração (continuação) 7 – O vazio Total é a Base também do Budado Todos os que manifestam como Budas nos três períodos do tempo, despertam totalmente para a iluminação correta, perfeita e suprema porque se entregam â perfeição da sabedoria. 8 – O Ensinamento Posto ao Alcance dos Não Iluminados Por isso, as pessoas devem saber que o Prajnaparamita é o grande Mantra, o Mantra do grande conhecimento, o Mantra supremo, o Mantra inigualável, na verdade, o apaziguador de todo o sofrimento. - Pois o que poderia ser errado?

Ele diz: Ó vós que fostes, ó vós que fostes, ó vós que fostes além, que fostes todos além. Oh, que despertar! Salve! Assim termina o Coração da Sabedoria Perfeita.

Nota: Os chamados atributos: Forma, sensação, perceção, vontade ou impulso e consciência. Com a ajuda destes cinco agregados, a nossa mente cria a consciência do Ego.


Anatomia Básica

Pag: 21

Para Terapeutas e Praticantes de Reiki

Anatomia Básica para praticantes de Reiki Reconhecemos e acreditamos, que por trás de todas as doenças esconde-

se uma emoção, é fundamental que um praticante de Reiki, seja ou não terapeuta, saiba, perceba e consiga localizar os principais órgãos do nosso corpo, e como eles atuam na visão do holos, o ser humano como um todo. Físico, emocional, mental e espiritual. Este caderno pertente ser um pequeno apontamento para que possam desenvolver e perceber melhor a vossa prática com Reiki.


Mapa Anatรณmico Parte Frontal

Pag: 22


Mapa Anatรณmico Parte Traseira

Pag: 23


1

Paratiróides:

São glândulas endócrinas. Trata-se de quatro pequenos botões situados ao lado da tiróide, segregam o paratormona que regula o nível de cálcio no sangue, com efeitos sobre o aparelho locomotor e o aparelho circulatório. Do ponto de vista das tensões na consciência, as

paratiróides são iguais às da tiróide. (ver tiróide)

Pag: 24


2

Tiróide

Situa-se na parte baixa do pescoço por debaixo da laringe (onde está o chacra da garganta). Produz a tiroxina, que tem um efeito estimulante para o metabolismo. A

tiroxina facilita o consumo de oxigénio pelos tecidos do corpo. A tiróide regula a utilização do oxigénio, o metabolismo das células, o crescimento e desenvolvimento do ser humano.

Pag: 25


2.1

Tiróide

Pag: 26

Tem um papel relevante no metabolismo do cálcio e no metabolismo das gorduras e dos carbo-hidratos (chama-se metabolismo ao conjunto das

reações químicas através das quais o organismo assimila o que lhe é necessário e elimina aquilo de que não precisa). A tiróide acelera todos os metabolismos. Todo o funcionamento interno do corpo. É o nosso acelerador. A pessoa com hipertiroidismo (bócio), é uma pessoa que não consegue expressar-se no momento certo com a pessoa certa, no sítio certo. Não

consegue confrontar o outro. Ela não consegue expressar-se quando deve e acha que o(s) outro(s) não a entende(m). Torna-se assim uma pessoa pouco direta e pouco frontal. Como não foi capaz de ser firme e direta, acha-se vítima de imposições e passa a vida a queixar-se e a refilar com todos. Sente-se frustrada na vida. Não se realiza. É uma pessoa que está permanentemente em fuga dos outros, mais especificamente em fuga do confronto direto e firme com os outros, a pessoa engana-se permanentemente a si própria.


2.2

Tiróide

Pag: 27

Está sempre a pensar em fazer qualquer coisa, é uma pessoa atarefadíssima. Não pára. Mas não tem forçosamente um sentimento de falta ou medo da falta, por isso não tem obrigatoriamente nenhum problema no fígado. É uma pessoa aceleradíssima e inquieta. Tem a sensação de ter de se despachar em tudo. Como a tiróide é o nosso acelerador, o corpo mostra-lhe a aceleração e acelera a tiróide. Quando este conflito é muito grande, pode degenerar para cancro na tiróide. Esta pessoa nunca vive no momento presente. Não vide nem consegue viver no agora. Problemas na tiróide, normalmente é um sintoma feminino.

Quando a tiróide abranda em pessoas com este tipo de estados emocionais, é porque o corpo conclui que passar a vida a fugir não serve de nada e a pessoa passa para o outro extremo e torna-se apática, mas não asténica (asténica quer dizer cansaço extremo). Está na indiferença perante o mundo. Não está cansada mas indiferente.


2.3

Tiróide

Pag: 28

Os problemas de crescimento estão muito ligados ao sistema endócrino. Há três glândulas que participam do crescimento equilibrado da pessoa, a pituitária, a tiróide e o timo. A criança não autorizada a expressar-se, ou que percebeu que ninguém faz

um esforço para a entender, desiste de si próprio, desiste de acelerar o metabolismo e trava-o, então o crescimento não se dá.

Tratamento:


2.3

tirรณide

Auto-Tratamento:

Pag: 29


3

Esófago

Pag: 30

O esófago constitui a terceira etapa do tubo digestivo. A

faringe,

etapa

anterior,

bifurca-se em laringe, que vai em

direção

(função

aos

brônquios

respiratória)

e

em

esófago, que leva os alimentos ao estômago. O primeiro terço do esófago está inserido no domínio do comunicacional. Tem a ver mais com que o outro disse ou fez do que com o digestivo. Os outros dois terços, já são do domínio do digestivo. Os problemas do esófago costumam ser no primeiro terço. Aqui estamos centrados nos conflitos sociais e na comunicação com o exterior. Nos problemas do primeiro terço do esófago, a pessoa nem sequer quer ter de digerir o problema. Por isso, nem sequer deixa entrar, “O que ele/ela me disse ficou aqui. Não deixo que vá para baixo”, “Nem sequer quero digerir isto”.


3.1

Esófago

Pag: 31

No Cancro do esófago, a pessoa sente uma violência enorme no que lhe fizeram e esta tensão transforma-se literalmente num entupimento do esófago. O corpo manifesta o que a pessoa sente e por isso negasse ou recusa alimentar-se, porque se o fizer é obrigado a digerir o que para ela já se tornou muito penoso. A pessoa com cancro no esófago, emagrece

muito, passa fome e acaba por morrer após muito sofrimento.

A nutrição prende-se com a Mãe, vibra com a energia Ying, é muito normal que quem sofra de problemas com o esófago tenha a ver com a relação com a mãe ou com o modelo de mulher familiar.

Para qualquer problema nos últimos dois terços do esófago, tem a ver com pessoas que deixam entrar em si os conflitos mas depois não consegue digeri-los, muitas vezes o próprio tem a certeza que os resolveu emocionalmente, mas de uma forma camuflada não os soube digerir.


3.1

Esรณfago

Tratamento:

Auto-Tratamento:

Pag: 32


4

Pulmões

Pag: 33

Os pulmões pertencem ao elemento metal dos cinco elementos da medicina oriental. Na respiração, tal como no coração, encontramos a máxima expressão da dualidade. Se só inspira, morre, se só

expira, morre. Precisamos dos dois atos para sobreviver, a inspiração é uma contração a expiração é uma descontração. A respiração encerra em si a polaridade do acolhimento (receber) ou do dizer não (o que é ou não bom para mim) e o

de dar ou não dar. A função principal dos pulmões, é proteger-nos do exterior. Os pulmões filtram o pó, expulsão o dióxido de carbono e reagem ativamente às agressões do meio ambiente. A respiração une-nos através de uma dualidade, a respiração permite-nos a união com a vida, por isso o ato de respirar impede o isolamento do ser


4.1

Pulmões

Pag: 34

humano. Respiração em suma prende-se com o contato e relacionamento com os outros. Este contato com o que vem do exterior faz-se através dos alvéolos pulmonares. O contacto que temos uns com os outros pode-se fazer pela pele e é um ato voluntário, se permitimos tocar ou não, se queremos tocar ou não. Mas o contato através da respiração, já não é um contato voluntário, dá-se e

pronto. A primeira inspiração dá a vida a última expiração solta-a. Aqui exprime-se mais uma dualidade característica do aparelho respiratório e cujas palavraschaves são: Liberdade e aperto. Contato, libertação e comunicação. Uma pessoa com problemas respiratórios, é uma pessoa com dificuldade de se permitir viver a vida ou com dificuldade em proteger-se do exterior, ou ainda mesmo, pode-se considerar que seja uma pessoa com dificuldade em expressar-se perante a pessoa que a agride.


4.2

Pulmões

Pag: 35

As tensões nos pulmões estão assim ligadas à sensação de ser agredido por alguém e ao mesmo tempo, ao medo da morte. Seja ela morte de um ciclo ou a morte física propriamente dita. Pode ser apenas o medo de perder uma relação. O pulmão é regido pelos hemisférios cerebrais do córtex. Por isso o pulmão

do lado direito é yang, masculino, representa o homem, o Pai, o marido. O do lado esquerdo é yin, feminino, representa a Mãe, a mulher, tanto para canhotos como para destros. No caso de uma pneumonia por exemplo, que consiste numa inflamação do pulmão por germes infeciosos, atenção está ligada à sensação de agressão exterior grave, muito dolorosa. A pessoa sente-se sem defesas, incapaz de se

proteger, necessita que a protejam, não se sente capaz nem independente. No caso de um cancro do pulmão, o corpo começa por criar tumores nos alvéolos pulmonares, tornando assim o pulmão mais eficaz. De facto, um pulmão com cancro funciona com mais rendimento do que um pulmão são.


4.3

Pulmões

Pag: 36

A pessoa precisa de mais ar para sobreviver e o corpo concede à pessoa um pulmão mais eficaz. Aqui estamos presentes com uma tensão ligada à agressão ou ao medo da morte de um ciclo, e esse medo é enorme e a pessoa não consegue verbalizá-lo, guarda-o para si. No caso de uma Tuberculose aparece após algum problema com um pulmão.

Só acontece quando a pessoa deixou de sentir a tensão de agressão que vivia na sua consciência. A Tuberculose acontece quando na recuperação já não se sente agredida, mas ainda se encontra muito fragilizada. As emoções das pessoas com Tuberculose, são solidão, melancolia, pena, tristeza. Perda de esperança, de confiança de continuar a viver. Pode ser uma manifestação, não consciente de uma tristeza de infância reprimida.

Tratamento: Frente:


4.4

Pulmões

Tratamento: (Continuação)

Frente:

Costas:

Pag: 37


4.5

PulmĂľes

Auto-Tratamento:

Pag: 38


5

Timo

Pag: 39

É uma glândula que se localiza na parte superior do tórax, acima e na frente

do coração. Atua nos sistemas linfáticos e imunitário. Após a puberdade, a sua atividade abranda. O timo diminui com a idade. De fato o timo tem uma grande função durante o crescimento da criança como um órgão capaz de maturar certos linfócitos (espécie de pequenos leucócitos – glóbulos brancos) O timo tem um papel muito importante, numa criança até à adolescência.

Ele participa no crescimento e no metabolismo, assim como na sua imunidade. Aqui habita a universidade dos glóbulos brancos.


5.1

Timo

Pag: 40

No timo está a memória do ser humano e essa memória está impregnada de experiências que a criança fez com a vida e com os pais, assim como com os modelos de homem e mulher que foi encontrando na vida. Os problemas no Timo, prendem-se com a relação da pessoa com o mundo dos adultos, muito centrado na relação com os pais.

A tensão que cria os problemas no Timo, são silenciosos e profundos, é um processo não consciente.

Tratamento: Frente


5.2

Timo

Tratamento Frente

Pag: 41

(Continuação)

:


5.3

Timo

Auto-Tratamento:

Pag: 42


6

Coração

Pag: 43

O ritmo cardíaco é sinusoidal, e é comandado

pelo

sistema

nervoso

autónomo, ou seja é autónomo. O coração autorregula-se em função das

necessidades do organismo. Mas segue o ritmo respiratório. Por sua vez o sistema respiratório é comandado pela nossa vontade, pela nossa mente.

Esta dualidade, coração/respiração, é perfeitamente verificada quando nos relaxamos e acalmamos. Aqui, o ritmo respiratório abranda provocando inevitavelmente uma alteração no ritmo cardíaco. As arritmias, por exemplo, provocam uma perda de ritmo e equilíbrio da respiração, indicam uma perda do nosso próprio ritmo, de harmonia.

Evidenciam uma perda da ordem interior. O coração está muito ligado à parte emocional, ele reage às emoções e não pela vontade ou pelo intelecto.


6.1

Coração

Pag: 44

Qualquer emoção, seja ela de medo, alegria ou paixão, altera o ritmo cardíaco. Podemos dizer que o Ser Humano é constituído por dois centros, o cérebro e

o coração. A razão, raciocínio e o pensamento, encontram o seu lugar no Cérebro, as emoções e os sentimentos moram no coração. Expressões, como “destroçou-me o coração, ou “até parece que me saiu o coração pela boca” , ou “até parece que me arrancou o coração” ou “tenho o coração aos pulos”, são expressões elucidativas de como as emoções afetam o coração ,de que todo o ser humano tem consciência. Sendo o coração um órgão que se rege pelas emoções os nossos problemas tem início quando obrigamos o processo mental a intervir e a controlar as nossas emoções. As pessoas com problemas cardíacos, são pessoas que tem dificuldade em

viver ou aceitar as suas emoções, ou por crenças religiosas, por medo, ou


6.2

Coração

Pag: 45

imposição social, a mente sobrepõe-se à emoção. Problemas emocionais de longa data, provocam falta de alegria, ou falsa alegria, duplo esforço ou esforço permanente, stress e irritabilidade e são excelentes ingredientes para criarem problemas de coração.

Os problemas de coração revelam grande necessidade de poder. Escondem um grande ego. A função do sistema autónomo e a função do coração completam-se e vivem naturalmente em harmonia. A nossa intervenção mental só estraga esta parceria. O nosso corpo é Mestre a avisar-nos de todas as alterações prejudiciais ao nosso equilíbrio como seres holísticos, reparem que como em outros exemplos que vivemos diariamente, a batida do nosso coração não é percetível a tempo inteiro, só sentimos a batida do coração quando ele se altera sem razão, ou seja, quando a mente deixa de respeitar o corpo ou quando a mente entra em estado de alerta pela sobrevivência. Sentimentos

como medo, raiva, timidez, susto, insegurança são normalmente emoções que nos fazem sentir perfeitamente a batida do coração.


6.3

Coração

Pag: 46

O coração tem dois lados. O esquerdo e o direito. É dual. E por outro lado, a sua batida é bitonal. Ou seja, ele é a expressão da vivência de cada um de nós num mundo dual, no mundo da matéria. Não é por nada que o Mestre Usui, criou ou canalizou o Reiki, e nos ensinou que o mesmo é uma filosofia de vida, é uma terapia complementar do amor incondicional. O lado esquerdo do coração é o lado feminino, Ying, e o lado direito do coração é o lado masculino, yang. Para todos! Canhotos e destros! Angina de Peito O território, na nossa vida de hoje é representado pelas raízes: casa, carro, família, gestão financeira da família. De uma forma geral, o meio onde uma pessoa se sente bem, como o lar, pais, filhos, local de emprego, colegas de trabalho, amigos, empregados, etc. Alguém que se intrometa no território da pessoa, sem que a pessoa o tivesse solicitado é alguém que invade o território do mesmo, é um intruso. A angina de peito é claramente um aperto do coração do ponto de vista físico e motivado por um conflito de território. A pessoa com angina de peito imediatamente, mesmo inconscientemente, entra em modo de alerta em modo de defesa, serra as suas fileiras.

A oxigenação é insuficiente, vulgarmente trata-se de uma insuficiência coronária.


6.4

Coração

Pag: 47

Normalmente a pessoa esquece-se de si própria e focaliza-se demasiado nas guerras internas, nas guerras de território. Em função destas guerras a pessoa pode ter uma arritmia, uma angina de peito ou um enfarte.

Arritmias. Alterações do ritmo do coração. É próprio de alguém que está constantemente a querer enfrentar. Não se permite viver o seu lado ying, o seu lado interior, a sua paz e silêncio interior.

Comunicação entre aurículas. Durante a gravidez, a subdivisão do coração entre lados esquerdo e direito não existe, porque a criança vive em total unidade com a Mãe. Só passa a existir quando a criança inspira pela primeira vez após o nascimento.


6.5

Coração

Pag: 48

É no momento da separação da Mãe biológica que a parede divisória do coração se fecha para sempre. Se uma criança tiver problemas cardíacos, motivados pela comunicação das duas aurículas do coração, então teremos que perceber o que se passou na gravidez ou na conceção, e aí é preciso olhar para a relação entre o Pai e a Mãe.

Se o mesmo fenómeno, comunicação entre aurículas se dá numa fase adulta, quase certo que se trata de uma mulher, e o seu problema prende-se pela convivência entre duas mulheres, visto que a comunicação entre aurículas trata-se de um sintoma tipicamente feminino, ying.

Enfarte.

Já vimos antes que os problemas cardíacos prendem-se essencialmente com a defesa de territórios. Neles estão incluídos os conflitos de ordem sexual e a desvalorização na vida animal. O enfarte está, nos animais, ligado à defesa do território.


6.6

Coração

Pag: 49

O processo é sempre o mesmo, em primeiro lugar, marquei o território, em segundo, levei para lá alguém e agora, em terceiro lugar, há gente que quer o meu território.

O exemplo do veado, no reino animal é muito interessante.

O veado é um animal tipicamente territorial. Em 90% dos casos, na sociedade dos cervos, veados, gamos, renas, os velhos machos morrem de enfarte do miocárdio e em 10% dos casos, morrem de depressão. Os veados, como exemplo, tem o seu harém de fêmeas e território que uma vez por ano é invadido por outros machos que o desafiam na conquista do seu território e das suas fêmeas. Normalmente nestes combates a diferença de peso é o fator mais importante para que o macho dominante vença os combates e mantenha o seu reino seguro e o direito de procriar. Daí normalmente o macho dominante ser um dos mais velhos do grupo, se não o

mais velho.


6.7

Coração

Pag: 50

Quando o mais velho ganha os combates, tudo fica bem, a liderança é mantida e as expetativas dos mais jovens não são as mesmas com que iam para o combate, apenas tentar destronar o macho dominante.

Quando o mais velho, o macho dominante é vencido, o desequilíbrio acontece. Durante alguns anos conquistou e manteve a salvo o seu território, o esforço aplicado no combate foi muito grande, se não morrer de enfarte, dificilmente aguenta ter perdido a sua condição de macho dominante, dai deixar-se vencer pela depressão da perda.

O enfarte acontece normalmente a pessoas muito territoriais, muito guerreiras, muito controladoras, muito machistas.


6.8

Coração

Tratamento: Frente

Pag: 51


6.9

Coração

Tratamento: Traz:

Pag: 52


6.10

Coração

Auto Tratamento: Frente

Pag: 53


6.11

Coração

Auto Tratamento: Traz:

Pag: 54


7

Fígado

Pag: 55

O fígado pertence ao elemento árvore (ou madeira) dos cinco elementos orientais. É o maior órgão interno do corpo humano e é muito polivalente.

O fígado é o laboratório do ser humano. Desintoxica o organismo. Desativa e hidrolisa as toxinas ingeridas, assim como as que estão no nosso corpo, que depois são eliminadas através da vesícula e dos rins. O Fígado tem em nós um papel de filtro. A primeira palavra-chave para perceber as tensões no fígado é discernimento. O fígado como filtro, precisa de saber distinguir o tóxico do

não tóxico. O fígado também é a nossa fábrica das reservas de aminoácidos. O fígado também armazena energia. Produz glicogénio (energia, força) e armazena-o. Transforma também os hidratos de carbono ingeridos em


7.1

Fígado

Pag: 56

gorduras. Produz glucose (energia) a partir dos aminoácidos e das gorduras ingeridas e segrega também a bílis, que é armazenada pela vesícula biliar. O fígado é, pois, uma fábrica de energia. E nós sabemos que qualquer

pessoa, qualquer corpo com falta de energia ou de proteínas tem um problema. Por isso, ao corpo, não lhe convém que lhe falte nada para que a pessoa se mantenha com energia e vitalidade, para o bem da saúde. E aqui chegamos à segunda palavra-chave do fígado: Falta. Mais propriamente, a sensação ou o medo da falta.

O fígado é o órgão mais yang do corpo humano, a seguir ao pâncreas. A medicina Chinesa chama-lhe o general das armadas.

Ao ser um filtro, pode-se dizer de uma forma geral que a emoção que se esconde por trás dos problemas com o fígado prende-se com as emoções relacionadas com o discernimento e medos de perda ou falta.


7.2

Fígado

Tratamento:

Pag: 57

Trás

Frente

Segundo o Mestre Usui, no Usui Reiki Ryoho Hikkei, o fígado deve ser tratado da seguinte forma: •Área do fígado •Vértebras torácicas T8, T9, T10 (que regulam a área abdominal e os seus órgãos)


7.3

Fígado

Auto Tratamento: Frente

Trás

Pag: 58


8

Estômago

Pag: 59

O estômago constitui a quarta fase do tubo digestivo. Armazena a comida recém ingerida e conduze-a ao duodeno.

Pertence ao elemento Terra dos cinco elementos orientais. A primeira função do estômago é servir de recipiente, poderemos dizer que o estômago representa a capacidade de acolhimento do outro. Receber implica abnegação, passividade, entrega. O estômago é portanto um polo Ying, feminino deste ponto de vista. A segunda função do estômago é mais masculina, mais Yang. Produz ácidos

que atacam, corroem e decompõem os alimentos, pois este é um órgão que se encarrega de digerir em primeira instância a matéria. Da mesma forma o estômago digere os sentimentos e as emoções da pessoa.


8.1

Estômago

Pag: 60

Problemas de estômago, representam em primeiro lugar uma dificuldade em se permitir sentir os sentimentos e as emoções, em segundo lugar, uma dificuldade em as digerir e resolver, seja ele um “Naco” real, seja ele um

“Naco” virtual. Um doente do estômago não gosta de confrontos. A palavra Emoção, vem da expressão ex-movere, que quer dizer mover para fora. O doente do estômago, obriga-se a engolir a sua má disposição, a sua raiva, a engolir a bílis que produz suco gástrico em excesso. Sente então estes ácidos

estomacais em forma de azia. Os problemas do estômago são muito Terra, têm muito a ver com a matéria e com as raízes da pessoa (trabalho, lar, mãe, local onde vive, dinheiro …) A úlcera no estômago, também está ligada às raízes, mas está exclusivamente ligada ao lar e ao casal. A pessoa não se entende com alguma pessoa com quem vive.


8.2

EstĂ´mago

Tratamento: Frente

Pag: 61


8.3

Estômago

Tratamento: Trás

Pag: 62


8.4

Estômago

Pag: 63

Auto Tratamento: Frente

Trás


9

Vesícula Biliar

Pag: 64

(Cálculos) A vesicula biliar, pertence ao elemento madeira dos cinco elementos Orientais. Está diretamente ligada ao fígado, no seu funcionamento.

Do fígado recolhe a bílis, armazena-a e concentra-a, depois expele-a para o duodeno. A bílis permite a melhor digestão, sobretudo das gorduras. É um saquinho

muito irrigado de nervos. A vesícula é na verdade, um interveniente que ajuda a digerir, trata-se de uma ajuda “psicológica” à digestão. A tensão que a pessoa com problemas de vesícula sente, são tensões relacionadas com tensões de raiva, tensões de rancor, tensões provocadas por tudo aquilo que deixou em si um gosto amargo. Problemas de vesícula revelam dificuldades em lidar com sentimentos, sobretudo em aclará-los, Qual é o meu lugar …? Estarei a ser reconhecido devidamente …?


9,1

Vesícula Biliar

Pag: 65

O doente tem grandes acessos de “cólera”, mas não manifesta o que sente. Como consequência, não expele a Bílis, bem pelo contrário, retém-na. O doente com problemas na vesícula é uma pessoa que se sente invadida por alguém próximo, sem conseguir manifestar-se, sem conseguir expressar o que sente. Quando sinto raiva ou agressividade, sinto que posso vir a atacar o outro. Por isto, o sistema nervoso simpático, prepara-se para o efeito, prepara-se para a luta, recorrendo à adrenalina e a energia sobe em direção ao pescoço, aos ombros, às costas e aos braços, assim, o cérebro fica muito irrigado. Pessoas que têm raivas acumuladas têm tensões crónicas nos ombros, no pescoço e nos braços. Existem três soluções para lidar com a raiva: 1. Anular-se e fingir que tudo está bem, acarinhando a ilusão de que se resolveu a causa. 2, Enveredar por um canal ainda mais Yang, exercendo comportamento desportivo do tipo de bater em sacos de boxe, desportos de contacto físico violento ou mesmo bater em alguém.


9.2

Vesícula Biliar

Pag: 66

3, Enveredar por um canal Ying e chorar compulsivamente, tomando assim consciência do que se sente.

Com a primeira solução, não se resolve nada e leva a pessoa a acumular uma raiva que lhe pode vir a dar problemas. A segunda solução, resolve o efeito, mas não resolve a causa e faz com que a pessoa fique cada vez mais dependente de atividades violentas, dandolhe uma sensação ou ilusão de que resolve os problemas. A terceira solução, resolve a causa. A pessoa vaza os cartuchos de raiva que tem em si, através da constatação e da observação de si próprio e das suas emoções, tornando-se mais genuíno. A raiva está diretamente ligada aos problemas na vesícula e o fígado também fica implicado.

Os sintomas físicos inerentes podem ser: Dores de cabeça; Dores de olhos; Ciática;


9.3

Vesícula Biliar

Pag: 67

Dores de pernas; Dores de ombros;

Falta de Energia; Falta de Determinação; Falta de Energia Sexual Irritabilidade Impaciência e distúrbios digestivos. Os cálculos biliares, são agressividade petrificada. Acontece muito nas mães de família, pois muitas destas mulheres sentem a família como uma estrutura que as impede de dar livre curso à sua energia e à sua agressividade, mas não se autorizam a fazer nada contra estes sentimentos, apenas padecem e vivem com uma raiva que as petrifica. Os cálculos na vesícula simbolizam assim agressividade não resolvida na

sua fonte, nas suas causas.


9.4

Vesícula Biliar

Pag: 68

(Hepatite) A Hepatite mostra a junção das sensações de falta e discernimento, aliadas

a uma grande raiva e/ou rancor. O rancor e a raiva estão ligados à vesicula e não ao fígado. (Hepatite A) A hepatite A está ligada à alimentação, aqui não entra a raiva e o rancor. Pode ser a sensação de falta de nutrição concreta (comida), ou virtual (afetiva). É frequente em crianças com um Pai ou uma Mãe muito exigentes e incapazes de amar verdadeiramente. É frequente que a tensão esteja ligada à relação com o Pai Biológico ou com uma Mãe muito masculina no seu comportamento. (Hepatite B)

Conflito de rancores derivado de uma sensação de falta, por exemplo, pode dar-se quando uma pessoa é excluída do grupo, do clã e sente raiva por isso. Ou quando a pessoa sente a perda dos pais e não aceita o fato.


9.5

Vesícula Biliar

Pag: 69

Quando a pessoa sente falta do que achava merecer realmente e não aceita o fato de o não o poder ter ou usufruir, neste caso também é

importante tentar perceber qual a relação com o Pai Biológico. (Hepatite C) Prende-se com o conflito e rancor ligado à sensação de falta ligado ao desconhecido. Aconteceu no escuro, faltam informações para que eu perceba o que aconteceu, não tenho acesso a todas as informações, em consequência:

“Não sei viver assim …” “O que me vai acontecer …” Não lido bem com o que não conheço e não sei quais serão as consequências …” A Hepatite C é comum nas pessoas com toxicodependência. Na realidade, estas pessoas não vivem a realidade, fogem da realidade, vivem no desconhecido, numa dimensão diferente, à qual só tem acesso através da droga.


9.6

VesĂ­cula Biliar

Pag: 70

É ou pode ser comum num jovem toxicodependente que foi expulso de

casa.

Tratamento: Frente


9,7

Vesícula Biliar

Tratamento: Frente (Continuação)

Trás

Pag: 71


9,8

Vesícula Biliar

Trás (Continuação)

Aproveitamos para relembrar que no fim de cada tratamento devemos agradecer esse momento.

Pag: 72


9,9

VesĂ­cula Biliar

Auto Tratamento: Frente

Pag: 73


9,10

Vesícula Biliar

Auto Tratamento: Frente (Continuação)

Trás

Aproveitamos para relembrar que no fim de cada tratamento devemos agradecer esse momento.

Pag: 74


10

Intestino Delgado

Pag: 75

(Diarreias e Cancro) O

intestino

delgado

pertence

ao

elemento fogo dos cinco elementos orientais. Constitui a quinta e penúltima etapa do tubo digestivo. Divide-se em Duodeno, jejuno e íleo. O intestino delgado é auxiliado no seu trabalho digestivo pelas secreções produzidas pelo fígado (bílis) e pelo pâncreas (suco pancreático) que são injetados para o duodeno. O intestino grosso (cólon) absorve basicamente líquidos.

É no intestino delgado que se faz a digestão propriamente dita. O intestino delgado divide os componentes e procede à assimilação dos nutrientes. O intestino analisa, discerne, divide, tal como todo o sistema de eliminação (transpiração, rins, intestinos). O intestino, na sua função de assimilação, representa a nutrição e por isso, a relação com a Terra e com a Mãe Biológica que a representa.


10.1

Intestino Delgado

Pag: 76

No intestino delgado estão os problemas com as pessoas do lar, da família, do dinheiro do orçamento familiar ou do trabalho. As raízes. As pessoas com cancro no intestino delgado, são pessoas que não gostam de olhar de frente para os constrangimentos que têm. Têm medo de olhar. Por não olhar a pessoa perde o discernimento. Quem se nega a olhar, é obrigada a assimilar tudo sem distinção. Como é

impossível assimilar tudo, as pessoas soltam sem digerir, sem sequer olhar para o que soltam. As pessoas com cancro, são aquelas que não são capazes de verbalizar estes medos e esta impotência para discernir. Normalmente são pessoas que têm sempre alguma coisa para dizer, para opinar, são pouco humildes, são magras, secas e algo amargas.

Estão sempre em negação. As diarreias, são o resultado de angústias, de medos. No processo de diarreia a pessoa perde muitos líquidos, pode até desidratar, símbolo da inflexibilidade


10.2

Intestino Delgado

Pag: 77

O corpo, ao criar a diarreia, está a dizer-nos “Não te agarres às consequências, não tenhas medo do que possa acontecer. Não te agarres, não te apegues”. E o corpo não mente. O corpo obriga a pessoa a soltar. As tensões na consciência relativas aos problemas de intestino são menos conscientes do que as relativas aos problemas de estômago. Muitas vezes , manifestam-se por espasmos, cólicas e espasmos. Ou solto ou controlo.

Há pessoas que nunca têm opinião e/ou carecem de opinião crítica, são pessoas tipo moluscos de invertebrados, sem carácter. Este tipo de pessoas podem com alguma facilidade contrair doenças no intestino delgado. Neste caso a razão encontra-se mais no pâncreas na sua função digestiva e não tanto no intestino delgado. Todas as tensões que a pessoa sente no intestino delgado prendem-se com

as suas raízes e ligadas ao lar, ao cônjuge, o trabalho e ao modelo de mulher (Mãe Biológica).


10.3

Intestino Delgado

Pag: 78

Duodeno A palavra duodeno, significa “doze dedos de longitude”, o que por si só não se torna esclarecedor quanto à sua função, mas sim quanto ao tamanho. O duodeno faz parte do tubo digestivo, é a primeira parte do intestino delgado. O duodeno está fixado de um modo muito forte. Aqui chegam os canais que vêm do pâncreas e do fígado. É aqui que começa a triagem, a vigilância. O

duodeno está colado à coluna dorso lombar. É neste sítio que existe o ponto de inflexão da coluna. O duodeno representa pois um ritmo. Estarei no bom ritmo? Se tudo vai depressa demais, não sei se assimilo bem!” Os problemas do intestino no intestino delgado prendem-se com o medo, assimilação e o discernimento, a estes três fatores junta-se a questão do

ritmo.


10.4

Intestino Delgado

Pag: 79

Úlcera Gastroduodenal. Este tipo de úlcera têm a ver com a relação da pessoa com os outros. Quando falamos nos outros, estamos a falar em pessoas próximas de nós,

pessoas do nosso lar, o cônjuge, o trabalho e o modelo de mulher (a mãe biológica). A pessoa não consegue assimilar. O mundo exterior é demasiado grande e compacto para que a pessoa possa assimilar. A pessoa não encontra a sua identidade no seu pequeno mundo. “Não consigo lidar com tantas emoções”, a pessoa está sempre a dar voltas

às coisas para ver se consegue digerir o que se passa. Em pessoas com este tipo de problemas, devemos dar atenção especial ao envolvimento da mesma tanto na sua intimidade como na sua carreira profissional. Mas principalmente prestar atenção à relação da pessoa no seu envolvimento íntimo, ao seu envolvimento na família no lar. Um bebé por exemplo, nasce com estenose hipertrófica do piloro, piloro fechado (o piloro é a válvula que regula a passagem do alimento semidigerido do estômago para o duodeno), é um bebé que nasce sem o


10.5

Intestino Delgado

Pag: 80

Ritmo adequado à família para onde vem morar. A criança não consegue adaptar-se e recusa assimilar o amor, a nutrição da vida.

É uma criança que sentiu falta de amor durante a o seu tempo de gravidez. É uma pessoa propensa a ter problemas de fígado, pois é no fígado que moram as tensões ligadas com a sensação de falta de alimento, de falta de amor.


10.6

Intestino Delgado

Tratamento: Frente

Pag: 81


10.7

Intestino Delgado

Tratamento: Frente (Continuação)

Trás

Pag: 82


10.8

Intestino Delgado

Trás (Continuação)

Pag: 83


10.9

Intestino Delgado

Auto Tratamento: Frente

Pag: 84


10.10

Intestino Delgado

Auto Tratamento: Frente (Continuação)

Trás

Pag: 85


11.0

Intestino Grosso

Pag: 86

Constitui a sexta e última parte do tubo digestivo. Pertence ao elemento metal dos cinco elementos orientais. Divide-se em Cólon ascendente, cólon transversal, cólon descendente, sigmoide,

reto superior, reto inferior e ânus. O intestino grosso é o nível do submundo, do inconsciente, onde se dá a fermentação e a morte dos alimentos, para serem enterrados a seguir

(evacuados). Problemas no intestino grosso, revelam o submundo da pessoa. Ao urinar a pessoa está a marcar o seu território, ao defecar a pessoa está a marcar a sua identidade.

(Ânus) O ânus é o ponto de eliminação, é o fim do terreno de despejo.


11.1

Intestino Grosso

Pag: 87

Problemas no ânus, prendem-se sempre com questões relacionais com pessoas próximas, prendem-se com medos, ou ainda com problemas relacionados com mulheres. (Obsesso no Ânus) Mostra raiva relativa a algo que a pessoa não deseja soltar, deixar ir.

(Dor no Ânus) Mostra culpa, desejo consciente ou inconsciente de ser castigado. (Fistula) Agarro-me ao refugo, ao lixo do passado. (Prurido anal ou comichão no Ânus)

Remorsos, culpa em relação ao passado. (Hemorroidas) Revelam medo no futuro, por falta de auto estima, revelam ainda perda de alegria. São normalmente pessoas sobrecarregadas, com grande tensão com prazos a cumprir no que diz respeito a projetos materiais.


11.2

Intestino Grosso

Pag: 88

Pensam muito nas consequências se os objetivos correm mal, pode ainda

estar ligado a questões materiais que têm com o cônjuge. (Cólicas Intestinais) Prendem-se com as suas raízes e particularmente com o lar, o cônjuge, o trabalho e o modelo de mulher (Mãe Biológica). (Cólon) Estamos no caixote do lixo.

É o cólon que permite que o organismo não se obstrua, nem se intoxique com aquilo de que não precisa. (Obstipação – prisão de ventre) É o resultado de não querer dar, de não querer oferecer, a pessoa agarra-se ao que tem. É característico das pessoas agarradas aos bens materiais. São pessoas que olham em demasia para o seu umbigo.


11.3

Intestino Grosso

Pag: 89

(Cólon Ascendente) Aqui dá-se a fermentação.

Quando duvidamos do nosso discernimento sobre o soltar ou reter, pode sofrer de flatulência e de dores. Pessoas com problemas no Cólon Ascendente, podem ter problemas com o Pai ou com o modelo de Homem. Pode ser um sócio, um chefe, um namorado, enfim um modelo de comportamento masculino.

O ânus e as restantes partes do cólon, refletem ou mostram tensões femininas, ao passo que o cólon ascendente, revela tensões masculinas. (Cólon Descendente) Prende-se com a relação com a Mãe, ou seja o modelo feminino, o comportamento mais ying. Revela apegos aos temas ligados às raízes. Dinheiro, objetos de família, casa … A pessoa está passiva perante o que lhe fizeram. Está demasiado Ying. (Cólon Transversal) Uma ponte entre o ascendente e o descendente.


11.4

Intestino Grosso

Pag: 90

(Disenteria) Pessoa que sacrifica a sua própria vida, entregando-se ao outro, “lambe cús”, padrão de pensamento de quem pretende ganhar os favores de outrem… (Reto inferior – incontinência) Tem a ver com o domínio do esfíncter. E o esfíncter é uma fronteira. Aqui, os conflitos são vividos de um modo feminino, mas devido a uma característica específica. É importante perceber que a tensão é ying, feminina, mas motivada pela ausência de marcação das fronteiras do Pai. Ou seja, se a atitude do Pai foi

demasiado flexível, a pessoa não conhece os seus limites, torna-se demasiado passiva, tem um comportamento demasiado feminino, falta-lhe a influencia do Alfa (da alcateia), e nesta situação pode ter incontinência. Se esta tensão for enorme e a pessoa não a conseguir verbalizar, poderá criar cancro. A pessoa mantem-se sempre num estado demasiadamente Ying.


11.5

Intestino Grosso

Pag: 91

Esta é uma consequência que tem a sua origem no inconsciente coletivo, no inconsciente ancestral . Na pré-história, o homem impunha os limites à

mulher, dominava pela força o lado feminino, e assumia uma posição na cadeia do grupo Yang, assumindo um lugar de força, mais ou menos submisso. A incontinência dá-se nos idosos por senilidade, por perda do controlo do seu lado masculino, do seu lado yang, pode dar-se também em alguns homens ou mulheres homossexuais, não pelo lado sexual, mas pelo seu lado

submisso. A incontinência também, ocasionalmente, pode ocorrer pela pressão de um grande medo. Perante um grande medo a pessoa pode sentir que o outro pode vir ataca-lo, por isso o sistema nervoso simpático prepara-se para a fuga. Ao contrário da Raiva que prepara o corpo para a luta, a energia do medo desce aos membros inferiores e prepara o corpo para a fuga, as pernas preparam-se para correr e pelo facto da possível necessidade de correr muito, faz com que a pessoa esvazie os sacos da urina e das fezes.


11.6

Intestino Grosso

Pag: 92

É assim que o medo, pode provocar na pessoa uma incontinência urinária ou intestinal. (reto superior) Situa-se logo a seguir ao sigmoide. Prende-se com a tomada de decisões. “Evacuo ou não evacuo?, solto ou não solto?” Estamos a falar nesta fase em tomada de decisões terminais, pois estamos no fim do intestino, na ultima parte do sistema digestivo.

Problemas com prazos a cumprir e/ou problemas com tomadas de decisões cujas consequências podem ser graves. A pessoa tem que tomar decisões, mas não se sente à vontade para o fazer, porque não consegue avaliar as consequências das suas decisões. Exemplos: O aluno que vai para um exame e acha não estar preparado…

A pessoa que ocupa um cargo de chefia e não se sente com estrutura emocional para o fazer, não consegue tomar decisões sozinho. Quando origina cancro, significa que a pessoa vive numa grande tensão de indecisão e de apego.


11.7

Intestino Grosso

Tratamento: Frente

Pag: 93


11.8

Intestino Grosso

Tratamento: Frente (Continuação)

Trás

Pag: 94


11.9

Intestino Grosso

Trás (Continuação)

Pag: 95


11.10

Intestino Grosso

Auto Tratamento: Frente

Pag: 96


11.11

Intestino Grosso

Auto Tratamento: Frente (Continuação)

Trás

Pag: 97


12,0

Apêndice

Pag: 98

É um gânglio linfoide. É da mesma família que a amígdala. Serve de sentinela, tal como a amígdala. Apesar de no intestino delgado não haver bactérias, o intestino grosso tem. Desta forma o apêndice impede que estas subam a corrente do intestino grosso, impedindo que entrem no íleo, que é

a última parte do intestino delgado. Uma apendicite, constitui um conflito de rancor e de contrariedade que a pessoa guarda ou guardou para si. É a consequência emocional, resultante da violação de algo muito íntimo. Pode ser por exemplo uma relação sexual que a pessoa culpabiliza. Ou outro exemplo do género, não necessariamente do foro sexual, mas

sempre em relação a pessoas muito próximas.


12,1

ApĂŞndice

Tratamento: Frente

Pag: 99


12,2

Apêndice

Trás

Pag: 100


12,3

Apêndice

Auto Tratamento: Frente

Se para além de aceitação e limpeza, a pessoa precisa de alterar algum padrão de atuação (Passos).

Pag: 101


12,3

Apêndice

Pag: 102

Trás

A meditação sobre o problema ajuda muito, na eficiência do tratamento.


13.0

Baço

Pag: 103

O baço, pertence, tal como o pâncreas, ao elemento

terra

dos

cinco

elementos

orientais. A raiz etimológica do baço quer dizer escuro, acastanhado. E o nome do baço foi-lhe dado, precisamente

pelo

seu

lado

escuro,

acastanhado. Tal como pâncreas é um órgão trabalhador e muito atarefado. É um regulador do sangue, forma equipa com o pâncreas.

É um órgão linfático que filtra o sangue, colabora com o fígado na formação da bílis e produz glóbulos brancos (função imunológica). O pâncreas seu primo, é um órgão muito mais yang, muito mais masculino, mais intenso do que o baço, órgão mais ying, mais feminino. O Baço regula a menstruação da Mulher e participa no bom funcionamento dos órgãos genitais femininos. O Cancro no baço é uma doença muito mais frequente nas mulheres do que nos Homens. O cancro no Baço é mais feminino, o cancro no pâncreas é mais masculino.


13.1

Baço

Pag: 104

Problemas no Baço, mostram-nos que a pessoa dá pouco espaço na sua vida para o divertimento, o lazer e o prazer. O dever e o profissional (mesmo que o profissional seja ser dona ou dono de

casa), representam o que para a pessoa é realmente importante. A vida necessita de alegria e a pessoa com problemas no baço anula-se. Pessoas com problemas no Baço tem uma atitude demasiado feminina, demasiado passiva. Este tipo de pessoa vive intensamente o passado por não saber lidar com o presente, vive sobe a pressão do medo. Normalmente é uma pessoa demasiadamente reguladora, normativa, rígida, radical, obsessiva com o dever, não cuida de si, nem da sua autoestima. Mulheres com cancro no baço, são normalmente mulheres que vivem pouco a sua feminilidade e concentram-se tal como um homem, nas regras do diaa-dia que se lhe impõem. Normalmente estas mulheres, quando são casadas, atraem para si um

homem que adora viver em festa e normalmente vive em festa., quer a mulher esteja presente, quer a mulher não esteja presente.


13.2

Baรงo

Tratamento: Frente

Pag: 105


13.3

Baรงo

Trรกs

Pag: 106


13.4

Baรงo

Pag: 107

Auto Tratamento: Frente

Trรกs


14.0

Supra-renais

Pag: 108

Localizam-se sobre os rins, são glândulas endócrinas. As

glândulas

supra-renais

segregam

a

adrenalina, que influencia o organismo quanto à forma como este consome a energia para uso imediato. A adrenalina eleva os ritmos cardíaco e respiratório. As supra-renais, segregam também hormonas essenciais ao metabolismo, bem como as hormonas sexuais. Estas glândulas estão ligadas diretamente à energia da pessoa. Quem tem problemas de hipoatividade nas supra-renais, tem sintomas como o cansaço, falta de energia e falta de líbido. É uma pessoa que anda com a sensação de estar perdida, desorientada e

longe dos seus, da sua alcateia. É normalmente uma pessoa com muitos medos, não se entrega e é demasiadamente controladora. O seu comportamento é normalmente muito Yang.


14.1

Suprarrenais

Pag: 109

Quando se perde o sentido de Alcateia, a pessoa necessita de encontrar outra alcateia, quando o consegue, normalmente deixará de ter problemas nas suprareenais. Mais do que o exemplo da alcateia a pessoa com problemas nas suprarrenais pode ter como exemplo o rebanho de ovelhas ou ainda dos salmões, supomos que com estes exemplos, fica melhor esclarecido o procedimento deste tipo de pessoa, se não vejamos.

No clã dos lobos, cada lobo, na alcateia não é essencial. Um lobo que sai do grupo não está em perigo. Mas, no rebanho quando uma ovelha se extravia ou sai do grupo, existe um enorme perigo para ela. As ovelhas dependem do rebanho para sobreviver. O rebanho não ataca um Lobo, um rebanho apenas se une. Um predador não consegue atacar um grupo, tende a separar o elemento

mais fraco, mais débil, mais jovem ou mais velho, para que a caçada tenha sucesso com o dispêndio de menor energia possível.


14.2

Supra-renais

Pag: 110

A ovelha que se perde ou é separada do grupo, transforma-se em presa.

Para a ovelha separada do grupo a única direção válida é a direção de volta ao grupo, ao Rebanho. Por isso a ovelha perdida não se mexe, a ovelha perdida tem que se centrar, em consequência o seu cérebro tem que criar um mecanismo para se acalmar. Então o que o sistema nervoso faz é agir sobre as supra-renais, acalma-as, o corpo esvazia as supra-renais literalmente. O efeito que produz sobre a ovelha é de ela ficar de rastos., fica

estafada e deita-se imóvel. Quando se vê uma ovelha neste estado, é porque está perdida. Ela espera que o rebanho apareça novamente. Quando o rebanho reaparece, as supra-renais voltam a funcionar a toda velocidade, para que ela se possa reerguer e possa correr de volta ao grupo. As supra-renais de um animal em stress são muito mais ativas. Palavras chave para os problemas de hipóatividade das supra-renais são: Perdido do grupo, perdido da família, do clã e cheio de medo. Sintomas chave são: Muito cansaço, falta de vitalidade.


14.3

Suprarrenais

Pag: 111

Agora o exemplo do Salmão. O salmão volta à nascente para desovar por volta do mês de Setembro. O caminho é duro e tem os ursos à espreita a fazer uma enorme carnificina.

Os saltos que os salmões dão para ultrapassarem as barreiras são verdadeiramente extraordinários. Imaginem que num destes saltos o salmão consegue ultrapassar o obstáculo, mas sai do rio e cai na margem. O risco de vida é muito grande. Imediatamente o salmão bloqueia todos os líquidos dos rins (retenção de líquidos), para guardar a maior reserva de águas possível, à espera que uma

onda ou uma vaga de água o devolva ao leito do rio. Ao fazê-lo bloqueia também as glândulas supra-renais (associadas aos rins), para evitar a produção de cortisona e entrar em astenia (cansaço extremo) para não se mexer e não chamar a atenção ao urso. Os problemas de hiperatividade das supra-renais (doença ou síndrome de Cushing) são também provocados por medos. Neste caso, por medos excessivos por coisas que ainda não aconteceram e que a pessoa receia que venham a acontecer.


14.4

Suprarrenais

Tratamento: Frente

Pag: 112


14.5

Suprarrenais

Trรกs

Pag: 113


14.6

Suprarrenais

Auto Tratamento: Frente

Pag: 114


14.7

Suprarrenais

Trรกs

Pag: 115


15.0

Pâncreas

Pag: 116

O Pâncreas é uma glândula com duas funções. Tem uma função exócrina, pela secreção externa do suco pancreático que é enviado para o duodeno. É uma função digestiva. Digere as gorduras. E tem uma função endócrina, pela secreção interna da insulina que atua na absorção do açúcar pelas células do corpo e que regula os níveis de açúcar do sangue. Sendo assim e na sua função de regulador do sangue, o pâncreas é uma glândula endócrina e faz parte do sistema endócrino. O Seu lado exócrino não tem que influenciar o lado endócrino forçosamente.

O pâncreas é um órgão muito trabalhador e atarefado. É o órgão mais Yang, o órgão mais masculino do corpo humano. Faz parelha com o Baço que é sem duvida o órgão mais feminino do corpo Humano. Na medicina chinesa chama-se-lhes o baço-pâncreas. Ambos pertencem ao elemento terra dos cinco elementos orientais. Pâncreas quer dizer literalmente, “feito de Carne”.


15.1

Pâncreas

Pag: 117

“Pan”, significa o todo, o Universo, “Crea”, significa carne. Aqui projeta-se tudo o que diz respeito ao valor da alma. A carne

desaparece mas a alma perdura. Aqui manifesta-se muito a relação com a força do Universo, ou seja com o Pai biológico, ou com o marido, ou com o modelo do homem que a pessoa tem ou teve na sua vida. Uma escalada de sintomas físicos, terminam normalmente com sintomas no pâncreas.

Pâncreas – Glândula endócrina (Diabetes) A pessoa, antes de ter sintomas de diabetes, tem uma sensação de não poder fazer reservas de açúcar, em tempos aos diabetes chamava-se “diarreia de açúcar”, que no fundo quer dizer “diarreia de amor”. Ao diabético, o açúcar escapa-se pela urina. O diabético é incapaz de assimilar e armazenar açúcar nas suas próprias

células, o corpo do diabético, está a tentar dizer-lhe que este se priva de amor.


15.2

Pâncreas

Pag: 118

A palavra diabetes, deriva do grego e significa, atirar ou passar através de algo.

O pâncreas segrega um açúcar de teor muito alcalino, por isso a diabetes provoca hiperacidulação do corpo, a pessoa com diabetes, fica avinagrada, ácida, agressiva. Mais uma vez o corpo tenta dizer à pessoa, que quem não ama, ou quem não se ama, torna-se azedo. Aquele que não se sabe divertir, torna-se insuportável. Tentamos agora explicar a causa/efeito, com um exemplo animal. Quando um animal morre, o cheiro da decomposição é um cheiro nauseabundo, o animal que fica, compreende que o cheiro é mau e apresenta-se como uma ameaça, não fica por perto, vai-se embora. É assim que a natureza faz, para que por instinto o animal de afaste da

morte e pelo facto de se afastar aumenta as suas possibilidades de sobreviver. A imagem da diabetes é a do animal que fica perto do que é nauseabundo e não vai embora.


15.3

Pâncreas

Pag: 119

E porque ficaria um animal perto de outro que morreu? Acontece no reino animal no caso de uma cria cuja mãe morreu. Neste

caso a cria não sabe para onde ir e permanece ao pé do cadáver nauseabundo, e “cria diabetes”. Na diabetes, a tensão da pessoa traduz-se por: “não consigo opor-me ao destino. E não recebo a minha quantidade correta de açúcar (de amor, de afeto). Gostaria de sair disto porque me repugna, mas não consigo”. Assim da palavra chave AMOR, chegámos a outra NOJO (repugnância). Aqui a tensão prende-se com: “Deve ser meu dever ficar ao pé de uma pessoa que cheira a cadáver”. A pessoa fica perto de alguém que lhe mete nojo. E fica. E procura resistir.

Já vimos que pâncreas, vem do Grego e que “PAN” significa o todo, o Universo e que CRIA, significa carne. A pessoa com diabetes, revolta-se contra o Universo, as que tem a sua crença numa religião, revoltam-se com o seu Deus criador,


15.4

Pâncreas

Pag: 120

Ora quem representa esta força divina, com a força do Universo é precisamente o Pai biológico.

A pessoa que mete nojo ao doente de diabetes é o seu Pai, ou o seu marido, ou o seu modelo de Homem. É muito importante perceber, na relação do seu paciente, a relação da pessoa com o seu Pai que a repugnou, que lhe meteu nojo, e que na perspetiva da mesma nunca lhe deu o amor, o carinho e o açúcar que precisava. Aqui é muito importante tentar fazer com que a pessoa com problemas de diabetes trabalhe a aceitação e o amor por si própria e pelo outro. O pâncreas temporiza a nossa glicemia. Põe em reserva o nosso açúcar, para quando dele mais precisarmos. A secreção interna da insulina atua na absorção do açúcar pelas células do corpo. É a insulina que põe o

açúcar de reserva. À falta de insulina, o açúcar do sangue não é adequadamente consumido pelas células, acumulando-se de modo irregular. É este acumular que caracteriza os diabetes.


15.5

Pâncreas

Pag: 121

O tratamento médico da diabetes consiste em injetar insulina no corpo da pessoa.

Já vimos que o açúcar do diabético é expelido pela urina, o que o impede de ter uma taxa de açúcar suficiente no sangue. O diabético come muito, bebe muito e mesmo assim emagrece. Ele pode ter crises de hiperglicemia ou de hipoglicemia. “Tenho que virar esta página”, e a pessoa resiste e entra em hiperglicemia, tem tendência para comer muitos doces e muitos açúcares . Quando o seu cérebro lhe diz “Baixa a resistência”, a pessoa entra em hipoglicemia. O cérebro da pessoa com problemas de diabetes faz as duas situações em alternância. Ou resiste ou baixa a resistência, dai a pessoa ter hiperglicemia e no momento seguinte poder estar em hipoglicémia.

O diabético tem disfunções cerebrais e grandes perdas de contacto com a realidade. Quando a glicemia está equilibrada, o diabético permanece perfeitamente funcional.


15.6

Pâncreas

Pag: 122

Pâncreas – Glândula endócrina (hiperglicemia) A pessoa com hiperglicemia tem demasiado açúcar no sangue. Na sua vida e muito provavelmente na sua educação, a pessoa sente e sentiu pouca doçura. É provável que tenha um Pai que lhe dá ou que lhe deu pouca doçura. A

pessoa

está

consciente

ou

inconscientemente,

a

destruir

progressivamente as suas crenças afetivas, e procura compensar esta

falta de doçura, falta de amor no apoio da Mãe, que neste caso não é representado no papel da Mãe biológica, mas é representado pelo alimento. Come doces, come muito, engorda e aumenta de peso.

Pâncreas – Glândula endócrina (hipoglicemia) A pessoa com hipoglicemia tem falta de açúcar no sangue. Aqui estamos perante o fenómeno oposto ao da hiperglicemia, a pessoa tem o sentimento oposto ao da pessoa diabética. Neste caso a pessoa não se sente merecedora da doçura, do carinho, do amor. Anda numa procura incessante das normas que não teve.


15.7

Pâncreas

Pag: 123

Neste caso, o Pai foi basicamente inexistente na sua função de Pai. O Pai

era mole. Pode ter a ver com a família e/ou com o padrão dos homens do Clã. Estas pessoas são normalmente pessoas com um tipo de corpo muito seco, com muitas arestas, pouco redondo, pouco doce, são pessoas áridas.

Pâncreas – Glândula Exócrina (cancro do pâncreas e pancreatite) O cancro no pâncreas está ligado à função exócrina. As pessoas com problemas na função digestiva do pâncreas são pessoas com pouco espaço para o divertimento e o prazer. O dever e o profissionalismo são o que importa. A vida carece de alegria. A

influência do Pai Biológico existe, como nos casos anteriores, mas sobretudo, quanto às crenças e quanto aos valores a seguir. São normalmente pessoas muito regradas, sérias e chatas. Este tipo de pessoas fazem uma grande manutenção do passado, mas fazem-no apenas por não saber lidar com o presente.


15.8

Pâncreas

Pag: 124

O cancro no pâncreas mostra-nos que a pessoa sente que tem que

digerir até ao mais profundo que conseguir o que lhe aconteceu. Para a pessoa com cancro no pâncreas, a infâmia foi fortíssima. O conflito na sua consciência é o de sentimento de uma grande injustiça. O que lhe fizeram foi uma profunda injustiça. E foi injusto sobretudo porque foram infringidas as regras, as tais regras que a pessoa tanto gosta. A pessoa com cancro no pâncreas sente uma

grande raiva que decidiu reprimir, sente dúvida, confusão, incapacidade de ser feliz e não consegue verbalizar nada do que sente. Guarda tudo para si. Analisa-se agora as diferenças entre os diferentes problemas do pâncreas.

• A pessoa com hiperglicemia e a pessoa com diabetes, sentem que não recebem amor, que foram mal-amadas; • A pessoa com hipoglicemia, sente que não é merecedora do amor dos outros; • A pessoa com cancro é uma pessoa muito séria, muito chata, muito agarrada às regras, que acha que foi alvo de injustiças.


15.9

Pâncreas

Pag: 125

Pancreatite A pancreatite é uma inflamação do pâncreas na sua função digestiva. Por vezes, é observada em pessoas com HIV, devido aos medicamentos que tomam. A pancreatite é mais comum nas pessoas que ingerem demasiado álcool. Os sintomas incluem enjoo e dor. Fica aqui em questão a capacidade

digestiva do pâncreas, que deixa de trabalhar adequadamente, a comida não é digerida adequadamente, o que pode causar perda de peso, gorduras não digeridas e diarreia. Este tipo de problemas refletem uma pessoa que detesta a sua vida, que a considera aborrecida e que procura resolver os problemas que sente através do alcoolismo.


15.10

Pâncreas

Tratamento: Frente

Pag: 126


15.11

Pâncreas

Frente (continuação)

Trás

Pag: 127


15.12

Pâncreas

Pag: 128

Trás (Continuação)

Neste tipo de problemas, o tratamento deve ser completo.

Será uma enorme ajuda para o paciente, que perceba a origem dos seus problemas, que os aceite e trabalhe na alteração dos seus padrões comportamentais.


15.13

Pâncreas

Auto Tratamento: Frente

Pag: 129


15.14

Pâncreas

Pag: 130

Trás

Neste tipo de problemas, o auto-tratamento deve ser completo. Será uma enorme ajuda para o praticante, perceber a origem dos seus problemas, que os aceite e trabalhe na alteração dos seus

padrões comportamentais.


16.0

Rins

Pag: 131

Todas as substâncias que entram no corpo humano, passam pelo sangue. Os Rins são um filtro, precisam de saber

distinguir o que tem que guardar para o organismo e o que têm que eliminar. Os Rins têm a função de peneira, uma das primeiras coisas que os rins filtram, é a albumina.

A segunda operação de filtragem dos rins, tem por objetivo, reter os sais vitais para o corpo, os sais que permitem o equilíbrio entre ácidos (yang) e alcalinos (yin) no corpo (ph do sangue) e expulsar a urina para a bexiga. A função dos rins é de filtrar o sangue, removendo quantidades variáveis de águas e substancias orgânicas e inorgânicas. Assim os rins mantém o equilíbrio da composição e do volume de líquidos no corpo.

Os rins produzem a hormona eritropoietina, que estimula a medula óssea para aumentar a produção de glóbulos vermelhos. No rim reside o equilíbrio entre as necessidades vitais e a necessidade de explorar o Mundo, é também no rins que a necessidade de estruturar e equilibrar os constrangimentos é processada.


16.1

Rins

Pag: 132

O sistema urinário, evacua as águas residuais, o intestino grosso evacua a matéria orgânica. As águas residuais do corpo estão ligadas intimamente às memórias ancestrais. Fecundidade, parto, memória do clã. Ou seja, as memórias antigas, as memórias de outras existências da pessoa. É muito importante, diria mesmo indispensável à pessoa com problemas nos rins, conhecer o padrão de pensamento o padrão de atuação da sua família, dos seus Pais, dos Pais dos seus Pais e dos avós dos seus Pais.

É muito importante perceber, ou tentar perceber, o padrão de pensamento do Clã de ambas as proveniências, Pai/Mãe, Yang/Yin, Rim direito/Rim esquerdo. Dentro deste estudo, deve dar especial atenção ao que se passou com a vida do seu bisavó paterno. Tentar perceber, como ele pensava, quais eram as suas paranoias, a sua

exigência consigo próprio e com os outros, qual era o grão de tolerância e rigor para com ele e dele para com os outros. Tentar perceber quanto perfecionista ele era.


16.2

Rins

Pag: 133

É fundamental que uma pessoa com problemas nos rins, se autorize, se permita a rasgar com os antigos padrões e se recuse manter as ideias, as paranoias, o rigor, para o qual não se sente identificada e que lhe é transmitida, muitas vezes inconscientemente, por toda a sua linhagem, pelos seus descendentes. Este tipo de trabalho, é muito difícil e complexo para um doente de rim ou rins. Para um doente de rins, é terrível sentir-se encurralado, sem saída, ter a

sensação que as suas crenças se desmoronam. Tem um profundo medo de mudanças. Nos quistos, no cancro dos rins e nos cálculos, a lateralização é importante, mas não obvia. Rim esquerdo, ligado ao Yin (feminino), rim direito, ligado ao yang (masculino).

No caso da insuficiência renal, a polaridade yang/yin, não existe.


16.3

Rins

Pag: 134

Cálculos nos Rins Surgem pela cristalização de sustâncias da urina, como ácido úrico, fosfatos e os oxalatos de cálcio. Ingerir poucos líquidos também pode influenciar na cristalização dos cálculos. A tentativa de expulsão dos cálculos pelo corpo, causa dores enormes, quase

comparadas por alguns às dores do parto., estes cálculos, estas pedras, são compostas de substancias que deveriam ter sido eliminadas e não foram. Isto significa que a pessoa, agarra-se a um certo número de temas da sua vida, que o magoam e que á muito tempo deveria ter deixado de lado, pois não são boas para ele. A pessoa insiste em ficar agarrada a crenças antigas, que não funcionam

nem fazem sentido para ele, no que diz respeito à forma com que esta se relaciona com os outros, esta teimosia, causa-lhe uma profunda dor. O Cálculo Renal é próprio de um comportamento Yang (masculino), um cálculo biliar (vesícula), já é mais próprio de um comportamento Yin (feminino).


16.4

Rins

Pag: 135

A polaridade Yin/Yang, interessa quando falamos de sintomas como, quistos, cancros, cálculos. Mas o seu interesse não é tão obvio como na maioria dos outros órgãos.

Rim Direito (Yang) Denotam problemas relacionados com o/a parceira, porque a pessoa com problemas de rim direito, tem uma atitude demasiada Yang (masculina), provavelmente adotada do seu modelo masculino do seu Clã (Pai

Biológico/Avô), modelo este que não funciona para ele, mas que a pessoa não abdica.

Rim Esquerdo (Yin) Denotam problemas relacionados com o/a parceira, porque a pessoa com problemas de rim esquerdo, tem uma atitude demasiada Yin (feminina),

provavelmente adotada do seu modelo feminino do seu Clã (Mãe Biológico/Avó), modelo este que não funciona para ele, mas que a pessoa não abdica.


16.5

Rins

Pag: 136

Cancros e Quistos As palavras chaves para uma pessoa que desenvolve um cancro num rim,

são, desmoronamento e medo enorme. De um ponto de vista biológico, o corpo é composto por 70 % de água, uma pessoa que contrai cancro nos rins, é uma pessoa que tem um enorme conflito com os líquidos, uma pessoa que é incapaz de verbalizar os seus grandes medos, tenham eles vindo com problemas ligados aos líquidos (medo de se afogar), tenham eles a ver com a neve (avalanche).

A pessoa sente tanto medo, que é como se fosse perder toda a sua água que lhe é essencialmente vital para a sua sobrevivência. É assim que a pessoa bloqueia toda a saída de águas do seu organismo (retensão de líquidos). Quando se consegue libertar de toda a tensão e de todo o medo que tem, forma-se então um quisto renal. Na tentativa do corpo voltar ao equilíbrio, no que diz respeito à libertação dos líquidos, o corpo produz mais líquidos, criando um caudal maior de urina. É assim que se formam os quistos e os cancros nos rins. Um cancro no rim tem a sua origem num medo atroz.


16.6

Rins

Pag: 137

Em qualquer cancro, o órgão atingido por este, torna-se mais produtivo. No caso dos rins, este produzem mais hormonas eritropoietina, estimulando a medula óssea a produzir mais glóbulos vermelhos, chegando estes a níveis muito elevados. Tal como o insuficiente renal, a pessoa com cancro no rim, também tem hematúria (sangue na urina) O cancro nos rins dá com dores nas costas e febre, ao contrário a insuficiência renal não dá dores.

A tensão emocional ligada a este tipo de problemáticas é a emoção ligada a um medo atroz, que por sua vez provoca uma sensação de desmoronamento da vida da pessoa. Quanto maior for este tipo de conflitos, maior é a probabilidade do quisto ser ou tornar-se em cancro maligno.


16.7

Rins

Pag: 138

Relacionamento. Um individuo equilibrado, consegue fundir em harmonia o seu lado Yin e o seu lado Yang. Torna-se uno, embora o seu corpo mantenha o seu sexo. O individuo equilibrado, deixa de facto de dar importância a qual o seu lado Yin ou Yang se faz sentir mais.

Ele sabe da importância dos dois para o seu equilíbrio holístico, para o seu equilíbrio físico, emocional e espiritual. Na sociedade onde fomos criados e educados, ainda hoje e da forma como as crianças estão a ser educadas, fugimos deste equilíbrio e somos treinados para esconder o oposto do sexo com que nascemos. No caso dos homens são treinados para esconder o seu lado Yin (feminino),

no caso das mulheres, são treinadas para esconder o seu lado masculino (Yang). Com este tipo de educação castradora é fundamental que a pessoa tome consciência do seu lado escondido, do seu lado sombra. Quando assumimos uma relação a dois, é porque procuramos no parceiro, a representação do polo oposto e que afinal já se encontra em nós.


16.8

Rins

Pag: 139

Esta procura, é a mesma em casais homossexuais. O sentimo-nos atraídos pelo sexo oposto é normal, pois é aquilo que nos falta. Num casal homossexual, não é pelo polo oposto físico que é feita esta escolha, mas mantém-se o motivo da atração pelo oposto como veremos mais à frente. Assim sendo, temos que a Mulher toma consciência da sua parte masculina quando o projeta sobre um Homem e o Homem toma consciência da sua

parte feminina quando a projeta sobre a mulher. Num casal Homossexual, acontece o mesmo, ainda que as pessoas sejam do mesmo sexo. Quando reconhecemos no outro características do nosso lado sombra, apaixonamo-nos. Mas de fato não estou só a apaixonar-me pela pessoa, estou também a

apaixonar-me pela minha parte sombra, no caso do Homem pelo seu lado Yin, no caso da Mulher pelo seu lado Yang. Sego então à conclusão que o que amamos, ou abominamos no outro,


16.9

Rins

Pag: 140

sejam eles paceiros amorosos, amigos, família ou desconhecidos, temos também em nós. Odiamos o outro, quando ele nos mostra um aspeto igual ao que tenho e o reconheço no meu lado sombra, mas sendo tão profundo o não conseguimos ou não queremos ver. Por isso, podemos concluir, que todos os problemas que temos com os outros, são ao fim e ao cabo, problemas que temos connosco. Significa, que ao reconhecermos o nosso lado sombra, estamos a resolver

um problema intimo e individual, assim como estamos a resolver um problema com o outro e ainda e em simultâneo a promover a nossa saúde. Numa vivencia amorosa, ou mesmo na vivencia de uma amizade, quando as pessoas são muito diferentes uma da outra, promovem um maior crescimento, durante o período desse relacionamento, quando são muito semelhantes, tem uma relação mais suave, mais confortável e pacifica, mas o

crescimento é menor, torna-se num curto espaço de tempo uma relação monótona. Os dois acham-se maravilhosos mutuamente, projetam a sombra comum


16.10

Rins

Pag: 141

Sobre todos os que os envolvem. A projeção da minha sombra no outro e a projeção da sombra do outro em mim, tem algo de misterioso e de fabuloso, mas também tem momentos muito difíceis.

O casal torna-se perfeito, os amigos tornam-se perfeitos, quando nenhum dos dois precisa do outro. Ai a relação amorosa ou de amizade, tornasse pura para sempre, há a aceitação total um do outro, já nada os repele nem atraí no outro. Quando os dois são dependentes um do outro, a relação torna-se doentia e

faz com que a separação seja bastante dolorosa. Quando apenas um dos dois se torna independente do outro, o outro fica com o coração destroçado. Parece-lhe que lhe arrancaram uma parte de si próprio, pois ele ainda consegui de deixar de projetar a sua sombra no outro. A pessoa sente-se só, tem a sensação de vazio. Sente que tudo o que tem que ver com a estruturação da relação cai na sua cabeça, cai-lhe em cima, no

sentido próprio e figurativo, …”a vida é muito dura! Estraguei os melhores anos da minha vida com esta relação …” a pessoa tem a sensação que já não consegue enfrentar a vida.


16.11

Rins

Pag: 142

O Homem com problemas de rins (glomerulonefrite, insuficiência renal, doença de Berger), para além de sentir que a sua vida se desmoronou, ainda põe a culpa desta situação na Mulher, nesta situação, não vai conseguir olhar para o seu lado sombra, continua a projetar e não consegue viver na aceitação da sua parte feminina.

A Mulher com problemas de rins (glomerulonefrite, insuficiência renal, doença de Berger), para além de sentir que a sua vida se desmoronou, ainda põe a culpa desta situação no Homem, nesta situação, não vai conseguir olhar para o seu lado sombra, continua a projetar e não consegue viver na aceitação da sua parte masculina. Ao não conseguirem discernir o que devem aceitar na relação com o outro entre casal, entre namorados ou entre mesmo amizades, a função de filtragem dos rins, vai ser alterada. Os Rins acabam por deixar passar substancias, vitais e retém as substancias tóxicas. A pessoa perde o discernimento e em vez de crescer e resolver os seus problemas, prefere culpar o outro.


16.12

Rins

Pag: 143

O doente de rins, tem de fato problemas crónicos com o parceiro, seja ele cônjuge, namorado ou amigo, a quem culpa sempre da sua má sorte. O doente renal, para além de não conseguir deixar de culpar o parceiro, não consegue falar sobre o assunto com voz firme e clara, com discernimento, no local certo, na hora certa. Tem uma enorme dificuldade, em confrontar a pessoa com quem tem problemas e lhe provoca mal estar, embora esteja plenamente convencido do contrário.

Para agravar ainda mais a situação, tem enorme desconforto, com a palavra “Não”, nunca consegue ou quase nunca consegue, dize-la, no entanto, não admite a sua dificuldade, muito pelo contrario, está convencido de que é perfeitamente capaz de o fazer, e que o faz sempre que necessário. Provavelmente o doente renal, terá tido uns pais (Mãe, será o mais provável), com uma enorme necessidade de reconhecimento, de ser

mimada. Este tipo de doente precisa constantemente que os outros o achem simpático, afável, altruísta, com um coração enorme.


16.12

Rins

Pag: 144

É fundamental que o doente renal aprenda a dizer não com delicadeza, com clareza e na hora certa. O insuficiente renal, costuma ser um falso generoso, na medida que se mata a si para salvar o outro, apenas para ter a sua aprovação. Mesmo em silencio, sem o verbalizar, está sempre à espera do reconhecimento do outro.


16,14

Rins

Tratamento: Frente

Pag: 145


16.15

Rins

Pag: 146

Trás (Continuação)

Neste tipo de problemas, o tratamento deve ser completo. Será uma enorme ajuda para o paciente, que perceba a origem dos seus problemas, que os aceite e trabalhe na alteração dos seus padrões comportamentais.


16.16

Rins

Auto Tratamento: Frente

Pag: 147


16.17

Rins

Pag: 148

Trás

Neste tipo de problemas, o auto-tratamento deve ser completo. Será uma enorme ajuda para o praticante, perceber a origem dos seus problemas, que os aceite e trabalhe na alteração dos seus

padrões comportamentais.


Pag: 149

Damos aqui por concluído, a primeira parte do nosso guia “O teu corpo, espelho da Mente”. Para praticar Reiki, apenas basta uma Mente Limpa e um Coração Predisposto. Toda esta informação, por nós transcrita e traduzida em posições terapêuticas, não devem ser tomadas como uma verdade absoluta, nem muito menos , o resultado de ensinamentos de Reiki praticados pelos nossos principais Sensei, Mestre Mikao Usui, Dr. Hauashi e Takata. Elas são o resultado de anos de terapias e estudos e têm revelado bons resultados

na nossa prática, como terapeutas, como sensei e como praticantes de Reiki. No Manual de “Reiki do Dr. Mikao Usui, posições e técnicas tradicionais do Usui Reiki Ryoho para a saúde e o bem-estar”, documento da autoria de Frank Arjava Petter, o autor diz-nos que “… no Japão, o caminho do Reiki é visto como um curso de vida, trilhado ao longo de várias décadas, até ao

fim dos dias da pessoa …”

O teu corpo espelho das emoções orgãos  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you