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# 46//2011

o céu na cabeça

Entrevistamos o condômino que estuda o universo de dentro de casa

alegria de pescador

No Lago das Palmeiras, o ambiente ideal para a prática

cidade das flores

Perto da Baroneza, Holambra é nossa dica de passeio

BarBecue cook

Tudo o que você precisa saber para um bom churrasco, por Marcos Bassi e István Wessel


Quanto mais,


Olhar \\ 5

naBaroneza #46

melhor

S

eja por iniciativa própria, ou para compensar eventuais perdas decorrentes de obras realizadas dentro do empreendimento – algumas delas em APP’s (Áreas de Preservação Permanente) –, vários


6 // Olhar

naBaroneza #46

Mudas de ipês recém-plantadas próximo ao Lago das Palmeiras

projetos de reflorestamento são mantidos pela Quinta da Baroneza. Um deles, realizado em conjunto com a SOS Mata Atlântica, prevê o plantio de milhares de mudas de vegetação nativa. Diversas espécies que hoje crescem, majestosas, no empreendimento foram fruto desta parceria – em 2008 e 2010, a entidade forneceu ao empreendimento exemplares, ainda jovens. A Quinta da Baro-

neza encarregou-se do plantio e dos cuidados com a manutenção, resguardando-os para as gerações futuras. O empreendimento também comandou o plantio de novas mudas no bosque de ipês amarelos – árvore símbolo do Brasil –, próximo ao Lago das Palmeiras. Sua efêmera e colorida florada acontece apenas uma vez por ano: entre o final do inverno e o início

da primavera. E as altas temperaturas, como as registradas nos últimos meses, encurtam ainda mais esse episódio. Mas, graças à dica da condômina Renata Alves Lima, conseguimos perpetuar esse belo cenário na Quinta da Baroneza. Repare que alguns exemplares, mesmo jovens, encontram-se tomados por flores. A natureza agradece, à sua maneira, os bons cuidados.

FOtOs: sERgiO shiBUyA


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Conselho Editorial: paulo Cleto (presidente) josé julio aGuiar de Cunto, josé roberto d’aFFonseCa Gusmão, norberto armando jannuzzi raFFo e sérGio lulia jaCob

Executivos: Clube hípiCo quinta da baroneza – ÂnGelo donatti; e quinta da baroneza GolFe

Clube – josé Carlos soares Superintendência: soCiedade residenCial quinta da baroneza – eduardo eiChenberGer Produção e publicação: Fontpress ComuniCação

av. pavão, 955, Cj. 85, moema – são paulo, sp – Cep 04516-012 • Tel.: (11) 5044-2557 • E-mail: nabaroneza@Fontpress.Com.br • Jornalista responsável: márCio padula Carile (mtb 30.164) • Editora-chefe: luana GarCia (mtb 43.879) • Reportagem: luana GarCia e márCio padula Carile • Fotografia: Chema llanos, mariana l. Gatti, serGio shibuya e tatyana andrade • Colaboração: andré soares • Direção de arte e editoração eletrônica: WaGner Ferreira • Secretária de redação: miChele rodriGues • Diretora comercial: anGela Castilho • Executivo de negócios: alyne Calado e paulo zuppa • Impressão: Para anunciar:

Tels.: (11) 5044-2557 e 5041-4715 • e-mail: nabaronezapubli@fonTpress.com.br

veja a ínteGra da revista naBaroneza no site: WWW.quintadabaroneza.Com.br Publicação bimestral, custeada integralmente por anunciantes. É proibida sua reprodução total ou parcial, sem autorização por escrito da editora. A Fontpress Comunicação não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e mensagens publicitárias, bem como dos artigos assinados inclusos nesta edição.

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Carta dO EditOr \\ 11

O universo conspira

naBaroneza #46

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Vista do observatório astronômico de Antonio Carlos Barbosa de Oliveira

FOtO: ChEMA LLAnOs

m um mundo tecnológico e com mídias cada vez mais voltadas às parafernálias eletrônicas, como: smartphones, tablets, notebooks; e estes, por sua vez, evoluindo à velocidade da luz, somos motivados a entender esses movimentos e implementá-los em uma revista, que (por enquanto) se conserva nos moldes tradicionais. E o que podemos fazer? Uma publicação é galgada em uma tríade de sucesso – ou fracasso: conteúdo, imagens e diagramação. Partindo deste ponto, a equipe da naBaroneza equilibra uma série de demandas e relevâncias para, a cada dois meses, disponibilizar um produto que seja sempre do interesse de todos os condôminos da Quinta da Baroneza. Esta edição que, modestamente, consideramos a mais eclética deste ano, traz matérias sobre churrasco, piscinas, pesca, flores, jovens promessas do hipismo; também temos uma novidade, que acreditamos que você, leitor, vai gostar: em uma entrevista, um proprietário da Quinta da Baroneza nos mostra sua visão (e que visão), espiando daqui da Terra o infinito universo. Falamos de Antonio Carlos Barbosa de Oliveira que, em busca de sua paixão, construiu e montou em sua residência, na Baroneza, um observatório astronômico com cúpula giratória, que é equiparado ao da conceituada Universidade de Harvard (EUA). Oliveira nos concedeu uma entrevista que explica muito de sua paixão pelo universo e deixa claro que um sonho não tem limite, e que um hobby pode e deve ser feito e pensado com muito carinho, e colocado em prática, sempre que possível. Platão, um dos filósofos que mais influenciou a cultura ocidental, disse que o conhecimento é o alimento da alma. Então, se pudermos dar a nossa contribuição, esperamos que você, caro leitor, possa descobrir, se interessar e se entreter com mais esta edição da revista naBaroneza. Um grande abraço, Equipe naBaroneza

índiCE

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14 // mEiO amBiEntE

56 // na Estrada

24 // CluBE hípiCO

68// gOurmEt

30 // gOlfE CluBE

76// BEm vivEr

36 // EntrEvista

86// paisagismO

42// aCOntECE

88 // Cidadania

Clube hípico golfe Clube

90 // Última página


14 // meio ambiente naBaroneza #46

Hist贸ria para pescador


Projeto de piscicultura em vigor há dez anos no Lago das Palmeiras garante a alegria dos pescadores de final de semana na Quinta da Baroneza

E

m meados de 2001, logo após o seu lançamento, a Quinta da Baroneza implementou um projeto pioneiro de piscicultura no Lago das Palmeiras, de forma a proporcionar mais uma opção de lazer aos proprietários, familiares e convidados. “Pioneiro porque ali pude, pela primeira vez, aplicar técnicas de ponta da piscicultura em um empreendimento residencial, o que resultou na criação de um local plenamente favorável à prática da pesca”, afirma o engenheiro agrônomo Fernando Almeida,

que desde então presta consultoria, nesta área, ao empreendimento. “Naquela época, esse tipo de trabalho só era solicitado por criadores comerciais de peixes.” O povoamento, feito somente com espécies nativas da região – inserida na Microbacia Atibaia que, por sua vez, integra a Bacia Hidrográfica do Prata –, partiu de um estudo detalhado. Diferentes estratégias foram colocadas em curso. Peixes mais ariscos, como o dourado, foram soltos já crescidos no lago. Em contrapartida, 40 mil curimbatás

– que se alimentam de detritos e que, por isso mesmo, garantem a limpeza do ambiente – foram liberados ali, e alevinos (filhotes de peixes que, na maioria das espécies tropicais de água doce, correspondem à idade entre dez e 100 dias de vida livre), cultivados em gaiolas estrategicamente posicionadas em um local de águas tranquilas, perto de uma das pontes. “Estes últimos são a base da cadeia alimentar. No entanto, se os soltássemos muito pequenos nesse começo, seriam logo devorados pelos maiores”, explica Almeida.

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16 // mEiO amBiEntE naBaroneza #46

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As gaiolas permaneceram em funcionamento por três anos. Depois disso, com o equilíbrio já estabelecido no lago, puderam ser desativadas. “O projeto foi um sucesso: a cadeia alimentar foi plenamente implantada, e hoje todas as espécies introduzidas na ocasião do povoamento podem ser capturadas pelos pescadores. há piracanjubas, jurupensém, piraputangas, piauçu, entre tantas outras. E também dourados com 15 quilos, e pintados que chegam a 20 quilos”, diz o engenheiro agrônomo. Fato comprovado, na prática, por proprietários amantes da pesca na Quinta da Baroneza. “Já cheguei a pegar, de uma só

vez, dois pintados e um pacu 2 que, juntos, somaram cerca de 40 quilos. Rendeu para a semana toda”, afirma o proprietário Mario Luis Duarte. Aos finais de semana, ele costuma ser visto – sozinho ou em companhia dos filhos e da esposa, ivete – pescando às margens do Lago das Palmeiras. “A pesca é o meu lazer. Pegando ou não pegando peixe, só o ato de ficar aqui olhando para a água, para a mata, já é muito agradável”, conta. As pescarias são, com frequência, inseridas nos roteiros de viagem da família Duarte – como no caso do Pantanal e do Rio Araguaia, em goiás –, já que um dos filhos do casal é outro apaixonado pela prática. Mas é na Baroneza

Mario Luis Duarte exerce seu hobby preferido no empreendimento; abaixo, detalhe da isca cuja receita ele compartilha (ao lado) com os leitores 3

Receita infalível Segundo o proprietário Mario Luis Duarte, as primeiras horas da manhã e o finalzinho da tarde são os melhores horários para a pesca na Quinta da Baroneza, “mas o tempo tem que ajudar”: os dias quentes e sem vento são mais favoráveis à prática. “Costumo pegar, na administração, um pequeno saco da ração comumente ministrada aos peixes e vou lançando, aos poucos, no lago. Isso ajuda a atraí-los. A ração também é bem útil quando espalhada na água perto do anzol”, garante. Com a mesma ração, Mario prepara uma receita especial de isca, que compartilhou com os leitores da naBaroneza. “No liquidificador, bato muito bem um punhado de ração com um pouco de água e óleo de cozinha – para dar liga. Com essa massa, faço pequenas coxinhas e as coloco no freezer, para que permaneçam firmes no anzol.” Os peixes grandes, como os dourados e os pintados, são os mais cobiçados por Duarte. “Este último, costumo temperar, colocar em um espeto e assar 2 na brasa. Acompanhado de muitos tomates e cebolas, fica uma delícia.”


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que a pesca normalmente ajuda a “recarregar as baterias”. “O ato de pescar, por si só, já relaxa. Mas, nas duas ou três horas em que fico por aqui, os amigos passam, conversamos... e aí vem o preparo do peixe em casa, que pede uma reunião com a família e um reencontro com os amigos. Volto para são Paulo com outra disposição”, diz Mario Luis Duarte.

Manutenção e bom-senso hoje plenamente consolidado, o projeto de piscicultura no Lago das Palmeiras demanda cuidados permanentes por parte da administração da Quinta da Baroneza. todos os meses, técnicos efetuam uma análise da água e coletam dados sobre as populações locais. “Podem ocorrer pequenas alterações

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em determinadas épocas do ano. A população de lambaris pode aumentar, por exemplo, demandando a reposição de peixes maiores”, explica Fernando Almeida. isso sem contar os cuida-

dos com a alimentação dos peixes, realizada, impreterivelmente, cinco dias por semana. Em outubro, por exemplo, ela vem sendo feita todas as manhãs, de segunda à sexta-feira. Mas esta programação é frequentemente

Devolva os menoRes Veja as medidas mínimas de captura de algumas das espécies presentes do Lago das Palmeiras: Espécie Dourado Pintado Piauçu Pacu Piracanjuba Jurupensén Curimbatá Traíra

Comprimento (cm) 55,0 70.0 40.0 40,0 40,0 40,0 50,0 À vontade

peso (kg) À vontade

Cor (lateral) Dourada Cinza/pintas Prateada Amarelada Prateada Prateada Prateada Amarelada

Cor (cauda) Vermelha Cinza Preta Preta Vermelha Vermelha Preta Marrom

faixas (cauda) Preta Preta -


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modificada, dependendo da época do ano e do clima. “A quantidade de ração é ministrada e controlada pela área de engenharia agronômica do empreendimento, de forma a manter o equilíbrio e a boa saúde da fauna local. Os peixes nunca são alimentados em excesso. Por isso, se o pescador sentir dificuldades na captura, pode ter certeza de que isso não está relacionado à falta de fome por parte dos peixes”, afirma Ciro Dias, responsável pela conservação ambiental do empreendimento. Ele destaca ainda que a Quinta da Baroneza possui diversos outros lagos além do das Palmeiras. no entanto, a pesca não é permitida nessas outras áreas, uma vez que

elas se encontram em zonas de preservação ambiental.

Dia-a-dia no Lago das Palmeiras, a pesca é liberada aos proprietários e seus convidados durante os finais de semana e feriados, entre 8h e 19h. Menores de 14 anos sempre devem estar acompanhados por responsável. É permitido usar varas e linhas de mão, molinetes e carretilhas, estas equipadas com anzóis simples e sem farpas. É vedado o uso de outras técnicas de pesca, como redes de espera ou arrasto, por exemplo. A pesca e retirada de qual-

quer quantidade de peixes é autorizada, desde que respeitadas as dimensões mínimas de captura por espécie (veja no BOX da página 18). Vale sempre o bom senso, por parte do pescador, de forma a evitar prejuízos à natureza. “Mesmo em um dia de sorte, quando o pescador estiver tirando vários exemplares da água, deve ter sempre em mente que tem o lago à sua inteira disposição, todos os dias. Para quê levar vários para casa, de uma só vez? Para deixar no freezer? Um peixe grande alimenta bem várias pessoas, por isso vale o bom senso”, alerta Fernando Almeida. Vale destacar que os caseiros das residências, bem como seus


mEiO amBiEntE \\ 21 naBaroneza #46

familiares, só estão autorizados a pescar nas dependências do empreendimento quando acompanhados pelos próprios condôminos. A equipe de Meio Ambiente da Quinta da Baroneza mantém contato permanente com os pescadores para auxiliá-los e levantar informações a respeito dos peixes e das atividades no lago. Marco Antonio da silva Lima é outro condômino que opta pela prática sempre que está no empreendimento. Ele inclusive adquiriu este hobby só depois que passou a frequentar a Baroneza, há cerca de quatro anos.

Aos 18 anos, ele é uma prova de que o gosto pela pescaria não tem nada a ver com idade. “Meu pai vive dizendo que pescar é chato. Mas eu gosto bastante, acho ótimo para passar o tempo”, afirma. Conversamos com Marco Antonio em um domingo de sol na Baroneza, enquanto ele tirava da água um robusto pacu. “Eu cuido da pesca, mas o preparo em casa fica por conta da minha mãe”, garante. Mas ele não deixa de dar uma preciosa dica aos leitores. “Este peixe tem muita gordura, então tem de ser posicionado em pé na brasa.

Dessa forma, a gordura escorre e até auxilia no preparo.” Marco Antonio recomenda ainda pescar em dias mais quentes, quando os peixes estão mais ativos. “não tenho preferência por iscas. Uso as artificiais, mas às vezes, quando eles estão com fome, até um pedaço de salsicha resolve”, conta, aos risos. Mas ele destaca que os tão cobiçados pintados – os pescadores ouvidos pela naBaroneza são unânimes em afirmar que eles são os mais saborosos – só conseguem ser capturados com iscas artificiais.

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Na pág. da esq., dourados e curimba; nesta pág., piraputangas


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De cima para baixo: dourado, pacu, curimba, pintado e piraputanga

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algumas espécies Há dois perfis de pescador. Aqueles que praticam apenas pelo esporte em si, e soltam o peixe logo após a captura, e outros que mal podem esperar para saborear o produto de um bom dia de pescaria. De acordo com o engenheiro agrônomo Fernando Almeida, todos os peixes presentes no Lago das Palmeiras da Quinta da Baroneza podem ser levados à mesa. Mas há diferenças no preparo, por isso ele dá algumas dicas.

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Dourado: “Faz muito sucesso quando assado na brasa, recheado com farofa de banana. Demanda um cuidado todo especial no preparo, já que tem muitos espinhos.” Pacu: “A receita de ‘costela de pacu” é um sucesso. Mas ele também fica ótimo quando assado recheado.”

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Curimba: “É um dos mais complicados de se preparar. Como é um peixe filtrador, carrega a fama de ter gosto de barro. No entanto, como a densidade da água do Lago das Palmeiras é baixa, o pescador pode ficar despreocupado.” Pintado: “É a espécie mais famosa, talvez pelo fato de não ter espinhos. É saboroso e rende bastante: praticamente 70% do peixe é aproveitado. É muito apreciado na brasa, preparado no espeto ou na grelha.”

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Piraputanga: “Sua carne fica ótima no sashimi. E, em uma receita tradicional do Mato Grosso, ele é desossado e preparado em filés, de forma semelhante à truta. Uma delícia.”

FOtOs: 1 - sERgiO shiBUyA; 2, 3, E 4 - MARiAnA L. gAtti; E 5, 6, 7, 8, 9, 10 E 11 - gUy REtz

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CluBE hípiCO \\ 25

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naBaroneza #46

na hora h

O

Da esq. p/ dir.: os jovens talentos Felipe de Lorenzo, Thales Marino e Isabel Gonçalves

que passa pela cabeça dos cavaleiros ao encarar uma disputa do porte do Concurso Hípico Quinta da Baroneza? O amor pelos parceiros de quatro patas, a competição saudável entre amigos, perspectivas com relação ao esporte no país... tem de tudo um pouco. Acompanhe alguns trechos de bate-papos descontraídos da equipe da naBaroneza

nB: vocês acham que, no hipismo, a dedicação é a fórmula para o sucesso? tm: só estou aqui por causa do meu esforço. Eu treino praticamente todos os dias. fl: sim, eu monto perto da minha casa, quase todos os dias. ig: Eu monto às terças, quartas e quintas e nos finais de semana.

com Felipe de Lorenzo, thales Marino e isabel gonçalves, jovens promessas do hipismo no país, e com o campeão José Roberto Reynoso Fernandez Filho, vencedor do ranking da CBh (Confederação Brasileira de hipismo) em 2007 e 2008, medalha de prata individual e por equipes nos Jogos Odesur – Argentina 2006, entre outros títulos de peso.

nB: E de onde veio a paixão de vocês pelos saltos? ig: Eu monto desde pequena, em uma hípica em Campos do Jordão. Meu pai também montava, então ele foi minha principal influência. fl: Meus pais me levaram para montar. Eu sempre achei o hipismo muito legal, ao contrário de outros esportes. só gostava um pouco mais de tênis – cheguei a praticar por um tempo, mas já parei. Agora estou focado no hipismo, vencendo ao lado do meu amigo (aponta para Thales). tm: Minha mãe é minha grande inspiração. Foi ela quem me levou para montar pela primeira vez.

naBaroneza (nB): vocês iniciaram no esporte com que idade? isabel gonçalves (ig) – 14 anos: Aos cinco anos. felipe de lorenzo (fl) – 11 anos: sete. thales marino (tm) – 10 anos: Entre sete e oito anos.


26 // CluBE hípiCO naBaroneza #46

nB: Como é a relação de vocês com seus respectivos cavalos? ig: Eu tenho dois cavalos, e eles são meio que como meus filhos. Eu trato ambos como se fossem bebês. fl: Eu também tenho dois, e tenho muito amor por ambos. De vez em quando eles erram, eu fico bravo... mas eu os amo muito. tm: Eu gosto muito dos meus dois cavalos, eles me ajudam muito na pista.

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Pista de areia Quinta da Baroneza preparada para a realização do VIII Concurso Hípico

nB: vocês três são amigos? Costumam se encontrar somente nos concursos ou também passeiam juntos? ig: nós nos vemos mais nos concursos. Mas eu e o thales também nos encontramos em Campos do Jordão, na hípica. fl: Eu e o thales somos amigos de longa data. Um amigo em comum nos apresentou, e hoje estamos aqui juntos. tm: Estamos juntos em quase todos os concursos. nB: há muita disputa entre vocês? vocês tiram sarro quando alguém erra? Ou apóiam uns aos outros? ig: Um torce pelo outro. Pode até existir uma competição, mas o que vale mesmo é o outro ir bem – e você também ir bem. tm: Para mim existe mais amizade e torcida. fl: E é até melhor a torcida de um pelo outro do que a competição por si só.


28 // CluBE hípiCO naBaroneza #46

À dir., o campeão José Roberto Reynoso Fernandez Filho

naBaroneza (nB): Qual a sua relação com o Concurso hípico Quinta da Baroneza? José roberto reynoso fernandez filho (Jrrff) – 31 anos: Participei de todas as edições, com exceção do ano passado. É muito bom vir ao evento em companhia da família, ainda mais sendo no interior de São Paulo... enfim, é muito agradável competir aqui. Considero como um concurso entre amigos. nB: Como tem sido o seu desempenho nesta competição? Jrrff: No ano retrasado, fiquei em segundo lugar. Para dizer a verdade, tive um pouco de azar aqui em algumas vezes, mas sem dúvida nenhuma gosto muito de competir aqui. nB: Em comparação com os torneios internacionais, você acha que o hipismo está sendo bem valorizado no Brasil? Jrrff: O número de competições hoje no Brasil é bom, acho que já tivemos uma melhora no que diz respeito à premiação. Mas acredito que uma evolução significativa, ano após ano, não está ocorrendo. Recentemente, alguns concursos passaram para uma premiação um pouco melhor, mas, em compensação, outras mantém o mesmo valor há cerca de cinco anos. Ou seja, o custo de vinda para os cavaleiros aumenta, mas o valor da premiação não. E também acho que falta uma divulgação melhor para o hipismo. É um esporte elitizado, mas bastante apreciado pelo público. nB: você pretende seguir na carreira por muito tempo? Jrrff: A família toda é envolvida com o hipismo. Desde o meu bisavô, permanecemos no esporte de geração a geração. E já tenho herdeiros agora que, se Deus quiser, vão montar também.

FOtOs: 1, 3 E 5: sERgiO shiBUyA; 2: ©istOCkPhOtO.COM / DOLgAshOV; E 4: CRistiAnO MAsCARO 4


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30 // gOlfE CluBE naBaroneza #46

campanha para Desde o dia 15 de outubro, estendendo-se até o final do ano, o Quinta da Baroneza Golfe Clube (QBGC) promove uma campanha promocional focada, primeiramente, nos proprietários do empreendimento, para filiação de novos sócios.

A

os interessados, a ideia é simples: uma visita ao clube, com direito a jogar um, dois, três buracos; conhecer mais de perto as regras do golfe; e entender o lado físico, psicológico e estratégico do jogo. nesta visita, o proponente também conhecerá as instalações do clube, estrutura, etc., e, caso seja em um fim de semana ou feriado, terá o prazer de se integrar com os associados.

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novos s贸cios


32 // gOlfE CluBE naBaroneza #46

Com isso, norberto Jannuzzi, presidente do QBgC, espera que o “futuro jogador de golfe” absorva todos os instrumentos e informações para decidir se é interessante se associar ao QBgC. Jannuzzi garante que as condições que estão sendo apresentadas são

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únicas e especiais. Palavra do presidente! hoje, o QBgC tem 187 sócios. Destes, um número expressivo, por volta de 100, não possui terreno ou casa na Quinta da Baroneza. Desta forma, o objetivo primordial da campanha é que um número relevante e

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Condições únicas e especiais para os interessados em se associar ao QBGC

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proporcional Ă s novas casas do empreendimento seja de novos associados. Os interessados podem se dirigir ao Clube, conversar com as atendentes ou com o gerente-geral, JosĂŠ Carlos soares. O contato tambĂŠm pode ser feito pelo telefone: (11) 4892.2705.

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34 // gOlfE CluBE naBaroneza #46

RegRa 18: Bola em Repouso DeslocaDa As exceções são: 1. Ao procurar uma bola em um azar coberto de impedimentos soltos ou areia, uma bola em condição anormal de terreno ou

que se acredita estar em um azar de água (regra 12-1); 2. Ao reparar marcas de posições anteriores do buraco ou marcas de piques de bolas (regra 16-1c); 3. Ao medir (regra 18-6);

4. Ao levantar uma bola (regra 20-3a); 5. Ao retirar impedimentos soltos no green (regra 23-1); 6. Ao retirar obstruções imóveis (regra 24-1).

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Comentário do head pro*: Procure ter o seu livro de regras, que pode ser adquirido no Pro shop. As regras são absorvidas quanto mais se joga. Em caso de dúvidas, jogam-se duas bolas: uma da posição que o jogador tem como certa, e a outra da posição de seu marcador. Importante: A comissão (Departamento Esportivo) deve ser consultada após o jogo para dirimir os questionamentos.

FOtOs: 1: sERgiO shiBUyA; 2, 3, 4, 5 E 6: tAtyAnA AnDRADE; E 7: ©istOCkPhOtO.COM / hAns thOURsiE

* Marco Ruberti é jogador e treinador profissional, filiado à ABPG (Associação Brasileira dos Profissionais de Golfe), e head pro do QBGC.


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o céu na cabeça

C

seRviÇo observatório muniCipal de Campinas Informações: (19) 3298.6566

planetário de itatiba Informações: (11) 4538.4547 e 4534.3839

om um projeto em mente – aposentar-se após 40 anos de trabalho no mercado financeiro e dedicar-se, integralmente à astronomia, paixão que cultiva desde menino – Antonio Carlos Barbosa de Oliveira adquiriu, em 2004, um terreno em uma área elevada da Quinta da Baroneza. Ali moldou, com o auxílio de sua esposa, a arquiteta Valeria Wey Barbosa de Oliveira (do escritório Wey Dhorta Arquitetura), os alicerces da Fazenda Boa Vista, residência cujo coração reside em um observatório astronômico, com cúpula giratória, similar aos da conceituada Universidade Harvard, nos Estados Unidos. “Resolví fazer tudo sozinho.

Acho que tentar fazer é a melhor forma de aprender”, contou Antonio Carlos à revista naBaroneza. Apenas um hobby? Um projeto de vida? Acompanhe, na entrevista a seguir. naBaroneza (nB): primeiramente, conte quando e como surgiu o seu interesse pela astronomia. O senhor chegou a fazer algum curso formal ou é autodidata? Antonio Carlos Barbosa de Oliveira (ACBO): Desde criança, sempre lí muito sobre física e astronomia, mas nunca tive oportunidade de ter um telescópio e fazer observações astronômicas. Quando a minha aposentadoria, obrigatória por idade, estava chegando perto,


EntrEvista \\ 37

naBaroneza #46

decidí montar o observatório e aprofundar meus conhecimentos, iniciando um curso de mestrado em astronomia. nB: O senhor aplica, de alguma forma, esses conhecimentos em sua profissão atual? Ou, para o senhor, a astronomia é um hobby, uma forma de se “desligar” das atribulações do cotidiano? ACBO: Atualmente, a astronomia é minha atividade principal. Depois de trabalhar 40 anos no mercado financeiro, decidí dedicar-me integralmente ao estudo da astronomia. nB: O que mais lhe encanta na observação dos astros? Que sentimentos isso desperta no senhor? ACBO: A astronomia é uma ciência que apresentou enormes revoluções nos últimos anos. Apenas citando dois exemplos: a descoberta de planetas fora do nosso sistema solar, orbitando em torno de outras estrelas, e a constatação de que o universo está expandindo a uma velocidade crescente são observações da década de 1990, portanto bastante recentes. A complexidade da ciência moderna excluiu os amadores de praticamente qualquer possibilidade de participar das descobertas científicas. isto não ocorre na astronomia,

onde os astrônomos amadores continuam a fazer observações cientificamente relevantes. Olhando o cosmos, tenho dois sentimentos opostos. Primeiro, a escala do Universo, com centenas de bilhões de galáxias, cada uma com centenas de bilhões de estrelas, me deixa com um sentimento de que nós somos insignificantes neste Universo. Por outro lado, como a vida fora da terra ainda não foi detectada, o ser humano é único, e acho absolutamente extraordinário que nossas mentes, que são frutos do processo da evolução pela seleção natural, sejam

capazes de entender a origem, a evolução e a estrutura do Universo de maneira tão completa. nB: Como se deu a sua ligação com a Quinta da Baroneza? O senhor possui residência no empreendimento há quanto tempo? ACBO: Conhecí o empreendimento por meio de amigos que adquiriram terrenos no lançamento. Em 2004, comprei um terreno em uma área mais elevada – já escolhido em função do observatório. Em seguida, minha esposa, que é arquiteta, fez o projeto da casa

O observatório de Antonio Carlos Barbosa de Oliveira visto de fora; e o telescópio clicado no interior da cúpula 2


38 // EntrEvista

naBaroneza #46

e do observatório, e iniciamos a construção em 2008. nB: E como surgiu a ideia de construir um observatório em sua residência? Era um sonho antigo do senhor? ACBO: Foi uma consequência natural do meu interesse pela astronomia, aliada à vontade de me dedicar a esta atividade depois da aposentadoria. nB: Quais são as principais c a r a c te r í s ti c a s d o s s eu s equipamentos? ACBO: O telescópio é um refletor com abertura de 0,4 metros, fabricado pela RC Optical Systems, no Arizona. É um instrumento de alta qualidade, utilizado em universidades e observatórios de pesquisa. Ele está montado em um sistema robotizado que permite, por meio de um computador, posicionar o telescópio com a precisão necessária. A cúpula rotativa, também controlada por computador, foi fabricada sob

medida, em Belo horizonte, na empresa Riedel – responsável pelas cúpulas dos principais observatórios no Brasil. Além do telescópio, estou instalando uma câmera CCD de última geração para registro das imagens e obtenção de dados para pesquisa. nB: imagino que a construção de um observatório seja um projeto bem complexo de se realizar... aonde o senhor buscou referências, equipamentos e peças? ACBO: A complexidade é grande, e a quantidade de detalhes enorme. Começando pelo projeto arquitetônico, estudamos várias alternativas e visitamos alguns observatórios. Para citar apenas um aspecto, o telescópio deve ser montado sobre um pilar de concreto, com estrutura totalmente independente da casa, para evitar vibrações que podem distorcer a imagem obtida pelo mesmo. A construção foi feita pela CPA, e ficou perfeita.

Os equipamentos foram selecionados em pesquisas a revistas especializadas e visitas à feiras de equipamentos astronômicos nos Estados Unidos. nB: Quanto tempo transcorreu desde a planta até o observatório acabado? ACBO: O observatório ainda não está totalmente concluído, mas começou a ser utilizado três anos após o projeto. nB: algum especialista ou amigo lhe auxiliou na empreitada? ACBO: Resolvi fazer tudo sozinho. Acho que tentar fazer é a melhor forma de aprender. nB: O que o senhor sentiu ao ver o observatório pronto? Quando o senhor começou a utilizá-lo? ACBO: A “primeira luz” – termo utilizado pelos astrônomos para a primeira observação com um telescópio – foi em agosto

24 hoRas no aR Em seu observatório na Quinta da Baroneza, Antonio Carlos Barbosa de Oliveira instalou também duas pequenas câmeras, que permanecem ligadas 24 horas por dia e podem ser consultadas por qualquer internauta. Com elas, dá para checar como está o céu – e as condições do tempo, por consequência – antes de partir para a Baroneza. Basta acessar:

www.longavista.com.br/allsky.html


40 // EntrEvista

naBaroneza #46

de 2010. Foi uma grande satisfação verificar que não cometí nenhum erro grave, e que o resultado final ficou muito bom. nB: É verdade que o senhor colocou nomes de constelações em cômodos de sua residência? a decoração destes locais também remete, em algum aspecto, à astronomia? Conte alguns detalhes para nós, por favor. ACBO: Os nomes dos quartos são nomes de constelações, mas a decoração não tem nenhuma referência astronômica. Demos o nome Longa Vista à casa e ao observatório. O telescópio foi inventado na holanda, em 1609. A primeira referência ao

uso do telescópio no Brasil é a descrição, em 1614 (portanto apenas cinco anos depois), de uma batalha contra índios no Maranhão, relatando o uso de um “oculo longa vista”. Achamos que este era o nome ideal para a casa. nB: fale um pouco sobre as vantagens de possuir um observatório astronômico em um local como a Quinta da Baroneza. É uma região propícia para esse tipo de atividade? ACBO: O ideal para observação astronômica é estar em um lugar de grande altitude e clima seco, onde a atmosfera distorce menos a imagem obtida pelo telescópio, e longe dos centros urbanos, onde a poluição lumi-

olhe paRa o céu Dois endereços não muito distantes do empreendimento são um convite aos interessados em mergulhar no universo da astronomia. Em Itatiba, dentro do Parque Ferraz Costa, fica o Planetário Municipal Prof. Benedito Rela, o único do país desenvolvido com tecnologia nacional. Às quintas e domingos, ele é aberto para apresentações públicas gratuitas de 45 minutos de duração, às quais somente crianças maiores de sete anos podem participar. De passagem por Campinas, ou pelo distrito de Joaquim Egídio, mais precisamente, vale uma visita ao Observatório Municipal “Jean Nicolini”, que já acumula mais de três décadas de existência. Sua localização, em meio à Serra das Cabras, é perfeita para a observação dos astros, já que ali não há interferência da iluminação proveniente de áreas residenciais. No local, funcionam palestras e exposições temáticas, observações astronômicas aos telescópios, entre outras atividades. Abre para o público aos domingos, com entrada gratuita, entre 17h e 20h45.

nosa é menor. na América do sul, o melhor lugar é no Chile, na Cordilheira dos Andes, perto do Deserto de Atacama. A Baroneza não é ideal, mas é bastante razoável. nB: descreva, por favor, algumas peculiaridades e características do céu da Quinta da Baroneza. ACBO: O céu da Baroneza não tem nenhuma peculiariedade em relação a outros locais no estado de são Paulo com iluminação similar. Em dias de céu aberto, é possível fazer boas observações, apesar da claridade proveniente da iluminação das ruas. nB: mesmo a olho nu, quais as diferenças de se observar o céu em são paulo e na Quinta da Baroneza? ACBO: não existe comparação. são Paulo é totalmente inviável. O observatório da UsP (Universidade de são Paulo), que era em são Paulo, hoje é em Valinhos, não muito distante da Baroneza. nB: Quais os melhores horários para se observar o céu na Quinta da Baroneza – a olhos nus e com telescópio comum? ACBO: tanto a olho nu, quanto com qualquer instrumento, o ideal é evitar a luz da lua. noites de lua nova são ideais.


Detalhe do sistema robotizado que permite, por meio de um computador, posicionar o telescópio com a precisão necessária

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nB: O que o senhor indica para quem se interessa pela astronomia? Qual a melhor forma de buscar conhecimento e quais equipamentos (até mesmo simples) a pessoa não pode deixar de ter? ACBO: não é necessário ter um telescópio. Muitos astrônomos amadores recomendam começar com um binóculo – por exemplo um binóculo 8 x 50 (8 vezes de aumento e 50 milimetros de abertura). Um erro comum é achar que o número de vezes de aumento é o fator mais importante. A abertura é o fator mais importante. É o tamanho da lente da objetiva do instrumento e, quanto maior este segundo número, maior a capacidade de captar

luz e, consequentemente, melhor a qualidade da imagem obtida. Além do binóculo, é importante ter uma carta celeste, que pode ser impressa ou eletrônica. no iPhone existe um aplicativo, o Star Walk, que identifica o objeto no céu quando você aponta o telefone. Para pessoas que querem entender o que estão vendo, recomendo os cursos introdutórios de astronomia do Clube de Astronomia de são Paulo (www.astrocasp.com). nB: Que sugestões o senhor dá para quem pretende observar, de forma mais atenta, o céu da Baroneza? O senhor pode indicar algumas constelações ou astros facilmente

localizados com um telescópio comum? ACBO: A edição brasileira da revista Scientific American publica mensamente a coluna “Céu do Mês”, com a descrição do que existe de interessante no céu do Brasil em cada mês, junto com a carta celeste correspondente. nB: Com a construção de sua residência e do observatório finalizada, qual o seu próximo projeto? O senhor tem mais algum grande sonho? ACBO: Quero concluir a instalação de todos os equipamentos, finalizar o curso de mestrado em astronomia que estou fazendo e iniciar alguns projetos de pesquisa. FOtOs 1: ChEMA LLAnOs; E 2 E 3: sERgiO shiBUyA


F么lego novo FOtOs: MARiAnA L. gAtti


Clube Hípico aCOntECE naBaroneza #46

Em um sábado ensolarado de setembro, a pista de areia do Clube Hípico sediou mais uma etapa – a terceira – do ranking interno Quinta da Baroneza 2011. O evento novamente atraiu cavaleiros de diversas idades, comprovando que o esporte segue se renovando a plenos pulmões

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Clube HĂ­pico aCOntECE naBaroneza #46

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46 // aCOntECE Clube HĂ­pico naBaroneza #46


a taça é nossa FOtOs: tAtyAnA AnDRADE

O Quinta da Baroneza Golfe Clube levou a melhor frente ao Fazenda da Grama na disputa pela Taça Eng. Oscar de Americano de Caldas Filho. Na etapa final do torneio, realizada em 23 de setembro, nas dependências do QBGC, o placar fechou em 14 a 10 para as equipes da casa


Golfe Clube aCOntECE naBaroneza #46

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52 // aCOntECE Golfe Clube naBaroneza #46


infOrmE puBliCitáriO

VIVA NOS EUA Investimentos de imóveis

Faccin Investments e America Imovel, sempre priorizando a satisfação plena dos clientes Que tal ser dono de um loft de frente para a Dysney ou uma mansão na marina de Key Biscane, com direito à vaga para seu iate e tudo mais...

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om o dólar em baixa e com o mercado imobiliário norte-americano repleto de boas oportunidades no pós-crise, nunca foi tão oportuno investir em imóveis nos Estados Unidos. Hoje é possível adquirir desde lofts a mansões com descontos de até 50% e com financiamento a estrangeiros a juros baixíssimos. Os preços nas alturas do metro quadrado no Brasil, passagens aéreas mais acessíveis para Miami são outros fatores que tornam o investimento cada vez mais atrativo. O brasileiro que sonha com uma bela casa para passar as férias, mandar um filho para estudar ou fazer um investimento já pode contar com uma assessoria profissional. A Faccin Investiments e a America Imovel se uniram para prover um serviço ainda mais diferenciado e personalizado para os clientes brasileiros. “Nosso objetivo é passar o máximo de credibilidade possível para os nossos clientes, e obter o índice de 100% ‘Customer Satisfaction’ ou satisfação do Cliente”, afirma Cassio Faccin, diretor da empresa. A m bas empresas atuam no mercado de luxo, possuem uma robusta infraestrutura para melhor atender os clientes e são constituidas por ex-altos executivos que possuem conhecimento e opiniões formadas sobre economia internacional, nacional, tendências, estratégias e processos. A America Imovel, possui uma infraestrutura sólida no Brasil, com um excelente “networking” e conhecimento em âmbito nacional e a Faccin Investiments é uma empresa norte-americana com mais de dez anos de experiência internacional, especializada em imóveis nos Estados Unidos voltada para estrangeiros, principalmente brasileiros.“Cada cliente

é orientado desde a procura pela casa perfeita até as questões fiscais, jurídicas e burocráticas. Depois damos suporte na administração do imóvel, no aluguel e até em uma futura venda para deixar o comprador tranquilo”, diz Cassio Faccin. Segundo ele, há facilidades de fi nanciamento para estrangeiros, com prazo de 30 anos a taxas de 5,5% ao ano. “Um imóvel tende a valorizar de 7% a 10% ao ano e o aluguel dá uma média de 0,8% a 1,3% de liquidez ao mês”, garante Cassio. Apesar de toda imobiliária americana ter acesso ao cadastro de imóveis na Flórida, a Faccin se diferencia por conseguir identificar o perfi l e sintonizar com as expectativas de cada comprador. “O primeiro perfil é um investidor que almeja retorno no aluguel. Nesse caso recomendamos imóveis de baixo valor, entre US$ 60 mil a US$ 100 mil, com condomínio baixo. Se ele estiver interessado em residir no imóvel, recomendamos regiões afastadas dos grandes centros ou de praias. O segundo perfil é de investidor que almeja aproveitar os descontos de até 50% dos imóveis para capitalizar na venda futura. Nesse caso, recomendamos imóveis próximos a centros comerciais e praias, como Miami, Miami Beach, Aventura e Sunny Isles”, defi ne Cássio. Segundo ele, há certos edifícios mais procurados por brasileiros, como o Jade Beach e o Ocean, em Sunny Isles (a partir de US$ 1milhão); o Santa Maria, em Miami (a partir de US$ 1milhão); o Icon e o Murano Porto Fino, em Miami Beach (a partir de US$ 900 mil); o Trump Towers, em Sunny Isles (a partir de US$ 600 mil) e o 900, em Miami, (a partir de US$ 400 mil). Os brasileiros que adquirem imóveis de luxo já representam mais de 40% dos estrangeiros que estão comprando

O edifício St. Regis é um dos mais procurados

no Sul da Flórida. “Isso se deve a preço, proximidade entre os países, facilidades de compra e, principalmente, a segurança. Também conta o ótimo clima da Flórida e as excelentes opções de moradias, para carros luxuosos na garagem e ‘brinquedinhos náuticos’ na marina”, afirma Cássio. Segundo ele, os mais procurados pelos brasileiros são casas em marinas em regiões como Fort Lauderdale, Key Biscayne e Miami, a preços em torno de US$ 2.5 milhões, e edifícios de luxo na região de Miami, como o Apogee (a partir de US$ 5.7 milhões), e o St. Regis, na região de Bal Harbor (a partir de US$ 3.5 milhões).

> Faccin Investiments e America Imovel Tels. EUA: 1 954 478 6530 Nextel 159*224086*6 e Brasil: (11) 3717 1369 / (11) 3429 7078 Nextel 55*25*31183 www.faccininvestments.com contact@faccininvestments.com

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56 // Na estrada naBaroneza #46

A Holanda brasileira é logo ali No século XVII, as invasões holandesas desafiaram o domínio português e deixaram uma série de legados à sociedade brasileira ainda em formação. Trezentos anos depois, uma nova e bem vinda invasão instalou em nosso país uma das tradições holandesas – as flores. 1


58 // na Estrada naBaroneza #46

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foi aqui pertinho que a holanda brasileira floresceu: na pequena, pacata e colorida holambra – cidade localizada a apenas 70 quilômetros da Quinta da Baroneza. Logo que o turista chega à holambra, pode sentir e ver que as flores são o motivo da cidade se mover. Antes mesmo do pórtico de entrada, localiza-se o Garden Center, um grande supermercado de flores, em que o visitante encontra orquídeas, rosas, violetas, crisântemos, lírios e, em especial, as tradicionais tulipas, a flor símbolo da holanda. Lá, o visitante pode comprar qualquer tipo de flor ou planta, de diversos produtores da região, por preços bem amigáveis. seguindo para o centro, a Pronta Flora também é especializada no atendimento ao turista que quer levar apenas algumas dúzias ou encher o carro com flores que fazem a fama de Holambra. Depois de conhecer o centro, não deixe de visitar uma propriedade rural de descendência holandesa. nestes sítios e fazendas, encontramos um espetáculo de cores e uma interminável variedade de flores. São plantações de gérberas, rosas, crisântemos, tulipas e muito mais, em que o turista terá acesso às etapas de produção; poderá tirar fotos em meio às flores; e ainda adquiri-las em um dos centros de comercialização. Algumas operadoras de turismo e guias da cidade levam ou indicam estes locais (informações e telefones nas páginas 60 e 62).

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60 // na Estrada naBaroneza #46

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seRviÇos e infoRmaÇÕes Visitas às propriedades rurais

Théos Turismo recepTivo Tel.: (19) 3802.4675

Garden Turismo holambra Tel.: (19) 8199.0072

A história da cidade Voltando à segunda “invasão” holandesa em nossas terras (citada no início deste texto): para entender um pouco de holambra, a chegada deu-se com a devastação provocada pela 2ª guerra Mundial em toda a Europa. Os holandeses aportaram no Brasil com uma perspectiva de futuro em nosso país. O governo holandês incentivou a imigração, não só para cá, mas também para outros países. Porém, como o Brasil era o único a aceitar grandes grupos, os holandeses se fixaram em um bom número no interior de são Paulo. Depois de acordos especí-

ficos com o Governo Paulista, em 1948, oficializou-se as atividades de exploração e colonização, fincando a pá simbólica e sendo citada a seguinte oração: “Deus, abençoe o nosso trabalho”. Formou-se então a Cooperativa Agro-Pecuária holambra, cujo nome foi originado das iniciais: holanda, América e Brasil. O cultivo de flores iniciou-se timidamente no ano de 1951, com a produção de gladíolos (palma de santa Rita), mas foi entre 1958 e 1965 que a cultura se expandiu. Em 1972, criou-se o departamento de floricultura, dentro da cooperativa, para a venda de grandes variedades de flores e plantas ornamentais.


62 // na Estrada naBaroneza #46

Em 27 de outubro de 1991, deu-se a votação do plebiscito decidindo a emancipação político-administrativa, criando o município de holambra. Em 1º de janeiro de 1992, tomou posse o primeiro prefeito. Em abril de 1998, holambra recebe o título de Estância turística. hoje, com 11.292 mil habitantes (IBGE/2010), se firma no cenário nacional e internacional como a “Cidade das Flores”.

Além das flores - o que fazer

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holambra é evidentemente conhecida pelo seu grande evento anual, a Explofora,

que só neste ano levou à cidade cerca de 300 mil visitantes, nos 17 dias de duração da maior exposição de flores e de plantas ornamentais da América Latina. Realizada sempre no mês de setembro, para 2012 a festa promete ser ainda mais bonita. “Aos 30 anos, a Expoflora entra em uma nova fase de sua história, aliando experiência e maturidade ao que existe de mais moderno no que diz respeito à infraestrutura e organização. A tendência é a maior interatividade com o público, para emocioná-lo ainda mais já na próxima edição, e o resgate de importantes personagens que construíram a história do

Cidade é responsável por 40% do comércio nacional de flores e plantas ornamentais

floRes Garden Center End.: Rod. SP-107, km 29,9 Tel.: (19) 3802.9636 Site: www. gardencidadedasflores.com.br

pronta Flora End.: R. Campo de Pouso, 1.444, Centro Tel.: (19) 3802.8080 Site: www.prontaflora.com.br

Flora madurodam End.: Rod. SP-107, km 29,7 Tel.: (19) 3802.4468

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64 // na Estrada naBaroneza #46

evento. Já estamos nos reunindo para a escolha do tema e das ações”, diz Paulo Fernandes, diretor da Expoflora. Embora conte com apenas 11 mil habitantes, holambra é responsável por cerca de 40% do comércio nacional de flores e plantas ornamentais e por 80% das exportações brasileiras. Por ser uma colônia de imigrantes holandeses, os seus descendentes procuram manter vivas a tradição e a cultura daquele país, permitindo que os turistas admirem a arquitetura das casas, saboreiem as comidas típicas e tenham contato com os costumes e com o idioma holandês.

A culinária holandesa Quem chega à Amsterdã, capital da holanda, e pede o prato típico, invariavelmente vai receber um sorriso do atendente. não se acanhe, os turistas descobrem rapidamente que não existe um prato típico

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A nederlandse, saborosa caldeirada servida no restaurante Warong


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passeios rancho da cachaça Para apreciadores de uma boa pinga, o destino é o Rancho da Cachaça, propriedade tipicamente rural, com pomar, horta orgânica, animais e, claro, cachaça. Entre setembro e outubro, quando começa a produção da bebida, é possível acompanhar todo o processo de fabricação. No restante do ano, degusta-se o destilado. Tel.: (19) 3802.4658 – Site: www.ranchodacachaca.com.br

museu hisTórico e culTural de holambra O Museu Histórico e Cultural de Holambra expõe a história da imigração e colonização holandesa por meio de um acervo de duas mil fotos. Ao ar livre, há maquinários e tratores antigos, e também réplicas de casas, devidamente mobiliadas ao estilo da época. Andando dentro dessas casinhas, o visitante pode sentir como era a vida dos primeiros imigrantes. End.: Al. Maurício de Nassau, s/n, Centro – Tel.: (19) 3802.2053

síTio esTrela do lesTe arurá Jacarés? Uma opção diferente de visita é o Sítio Estrela do Leste Arurá, local de turismo ecológico, credenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). É especializado na criação de jacarés do papo amarelo. O local tem resquícios de Mata Atlântica e uma grande biodiversidade de animais silvestres. Além dos jacarés, criados em tanques próprios, a área verde tem jiboias em cativeiro, criação de roedores e mini-coelhos, além de manter uma enfermaria para cuidar de animais feridos, encaminhados pelo IBAMA. End.: Estrada Holambra / Artur Nogueira, km 40 – Tel.: (19) 3802.1154 – Site: www.arura.com.br


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holandês, e a brincadeira é que quando se faz este pedido é a primeira vez na terra das bicicletas e das flores. Em holambra, a dica gastronômica é o Restaurante Warong, que se destaca por oferecer uma cozinha única, formada por duas culturas que misturam o exótico ao tradicional. Essa junção entre a holanda e a indonésia é uma experiência

alimentaÇão e pResentes

original dos países baixos, devido à colonização da indonésia pelos holandeses. no Warong, o cliente será recebido pelos proprietários Patrick Peters e Luciana De Carra Peters, que buscaram, quando da idealização do espaço, um local aconchegante e com atendimento único. “O Warong é realmente especial. Preparamos nossos pratos para grupos

pequenos, assim não perdemos nenhum detalhe e conseguimos manter um padrão diferenciado na culinária”, explica Peters. se não existe prato típico holandês, então, o que comer? A pedida no Warong é a nederlandse, saborosa caldeirada que leva salmão, badejo, camarão, lula, marisco, cogumelos frescos, tomates e regada com azeite de ervas finas. Imperdível!

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resTauranTe WaronG End.: R. Campo de Pouso, 607, Centro Tel.: (19) 3802.1495

casa bela presenTes Suvenires típicos holandeses, artigos para decoração e presentes End. R. Dória Vasconcelos, 91, Centro Tel.: (19) 3802.1044 Site: www. casabelaimportadora.com.br

núcleo de arTesãos de holambra End.: R. Rota dos Imigrantes, 483, Centro Tel.: (19) 3802.2390 FOtOs: 1 - ©istOCkPhOtO.COM/günAy MUtLU; 2 - ©istOCkPhOtO.COM/WAynE WU; 3 E 7 - DiVULgAçãO; 4 - ©istOCkPhOtO.COM/AnDiPAntz; 5 - ©istOCkPhOtO.COM/VAn DEn EskER; E 6 - WAROng


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o churrasco como ele deve ser POR MĂ RCiO PADULA

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ensou em um bom churrasco, sem o franginho mal passado, a picanha parecendo um carvão ou a linguiça esturricada? Então, esta matéria é para você que, durante a semana passa muito tempo à frente de um computador, mas que, nos fins de semana, bravamente se encarrega de ser, com toda a elegância e sabedoria, o “piloto” da churrasqueira. E como a intenção é tornar o leitor em um expert das carnes, fomos atrás de dois dos maiores nomes do churrasco no país: Marcos Bassi e istván Wessel. Conversamos com Wessel, que chegou ao Brasil com sua família, vinda da hungria, em 1957, e desde então virou sinônimo da boa mesa, em se tratando de churrasco e carnes; e Bassi, outro “homem sagrado das grelhas”, nos deu o prazer de um bate-papo ágil e certeiro,

respondendo questionamentos essenciais para transformar o businessman em um verdadeiro barbecue cook.

Churrasco bom é churrasco planejado Wessel conversou com a reportagem da naBaroneza e esclareceu algumas dúvidas que atormentam o churrasqueiro de fim de semana. Ele explica que, como tudo na vida, o bom churrasco deve começar com planejamento: quantas pessoas eu convido? Quantos quilos de carne devo comprar? Quanto tempo antes coloco o carvão? A churrasqueira deve ser com uma grelha ou espeto? Para começar, devemos saber que o carvão para virar brasa leva de 45 minutos à uma hora. “Então, não adianta colocar

os plugaDos Os loucos pelo Iphone podem ter informações sobre churrasco em dois aplicativos bem interessantes. São eles: Churrascômetro: É bem simples, basta colocar a quantidade de homens e mulheres que estarão no churrasco e o aplicativo calcula as quantidades de carne, cerveja, refrigerante, carvão, guardanapo, etc., que deverão ser consumidas. Guia do Churrasco: Traz informações sobre cortes de carnes, cálculos de carnes e bebidas, lista de itens e até uma história sobre o churrasco e a sua tradição.


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fogo rapidamente e jogar a carne, lembrem-se, não precisa ficar abanando o carvão e nem soprando, apenas acenda o carvão e espere o tempo ideal”, enfatiza Wessel. O tempo de espera total para servir as carnes é de, no mínimo, uma hora e meia. temos que dar o tempo de aquecimento do carvão (45 minutos para a brasa), e mais 45 minutos na grelha. Desta forma, as carnes serão excelentes pratos de churrasco. E ainda falando da brasa, Wessel deixa claro que, para acender a churrasqueira, ou melhor, o carvão, com simplicidade e eficiência, devemos usar

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o álcool gel. “Coloque um pouco do álcool no meio do carvão, depois espalhe pelos quatro cantos da churrasqueira e acenda. Daí é só deixar a brasa por 45 minutos”. A churrasqueira ideal, na visão de Wessel, é aquela com a grelha de canaletas inclinadas, que permite à gordura escorrer, conhecida como char broiler, muito usada pelos argentinos e uruguaios.

O que comprar? Quando falamos em quantidade e o que comprar para o churrasco, logo vem uma interrogação, são tantos os


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Bate-papo com maRcos Bassi naBaroneza (nB): É melhor temperar a carne ou apenas o sal é suficiente? Marcos Bassi (MB): O sal é suficiente, mas nunca esfregar e espalhar o sal. A carne deve ser salgada somente cinco minutos antes de ir à grelha e no momento de colocá-la na churrasqueira, retirar o excesso. naBaroneza (nB): Carne boa é carne gorda? Ou dá para fazer churrasco com carne sem gordura? MB: Carne gorda nunca é boa, dá pra fazer um ótimo churrasco com carne magra. naBaroneza (nB): Como saber o momento ideal de virar a carne na churrasqueira? MB: Não pode ter chamas de fogo, somente labareda. Existe uma técnica que consiste no seguinte: colocamos a mão em cima da grelha e contamos até cinco, se tirar antes dos cinco está muito quente; se suportar depois dos cinco está fraca. naBaroneza (nB): Qual a sequência de carnes para colocar na churrasqueira? MB: Comece sempre com linguiças, costelinhas, costeletas e depois as carnes. naBaroneza (nB): Quais as melhores carnes para serem feitas em bife? MB: Contra filé e alcatra. naBaroneza (nB): Tem algum segredo para lidar com o carvão? MB: Deixá-lo sempre em local seco. O carvão úmido não pega fogo e nem mantém a brasa. naBaroneza (nB): Qual o segredo para fazer carne no bafo, sem ficar muito gordurosa? MB: É inevitável a gordura da carne no bafo. Para ficar no bafo, tem que ter gordura. naBaroneza (nB): Qual o maior erro que um churrasqueiro pode cometer? MB: Jogar água para diminuir a chama, tem que usar a cinza do churrasco anterior.


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Receita Do Wessel Acompanhamento para churrasco - Cole slaw (salada de repolho cru) Americanos e alemães adoram esta salada de repolho cru, que é muito refrescante e saborosa para acompanhar carnes, peixes e hambúrgueres.

inGredienTes do cole slaw: ½ repolho verde fresco cortado fininho como couve ½ repolho roxo cortado fininho Uma cenoura ralada

inGredienTes do molho: 1/3 de xícara de vinagre de maçã 1/3 de xícara de açúcar 1/3 xícara de maionese ½ colher de chá de semente de erva doce ½ xícara de óleo de canola Uma colher de chá de mostarda Uma colher de sopa de raiz forte Sal

modo de preparo: Misture todos os ingredientes do molho com batedor de claras, até ficar bem homogêneo. Quando estiver misturado, acerte o sal. Para preparar o cole slaw, misture os repolhos e a cenoura ralada em uma tigela grande. Em seguida, acrescente o molho, misture bem e leve à geladeira. Sirva sempre gelado. Serve até seis pessoas.

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apetrechos e ainda os “especialistas” falando: - “A boa carne para churrasco é a picanha!” Outro retruca: - “Churrasco sem chorizo não é churrasco”. Então anota aí: Qual é a quantidade de carne? Por exemplo: em um churrasco para oito pessoas, devemos comprar quatro quilos de carne – 500 gramas por pessoa. “tem muito marmanjo que diz que come um quilo sozinho, é bem provável que eles consigam; mas, em compensação, temos as damas, que comem por volta de 200 gramas. Está feito o equilíbrio”, brinca Wessel. Já com o carvão, a equivalência é de um quilo de carvão para cada quilo de carne. Quando se deparar com uma quantidade absurda de utensílios em lojas especializadas, foque no necessário e imprescindível: uma boa faca e o chaira (amolador). Depois, progrida para outros itens, como duas facas, uma pequena e uma grande; o garfão; a pinça (pegador); e a tábua. E o espeto? Para Wessel, o espeto é descartável. “Quando usamos um espeto, abrimos duas ‘portas’ de saída para ir embora a suculência da carne. só devemos utilizá-lo quando não tivermos à mão uma grelha”. Agora o principal: a


carne, qual a melhor? Aí não temos escolha, é hora de deixar o estômago pensar, ou melhor, mandar mensagens ao cérebro. Pode ser a picanha, as asinhas de frango, a linguiça, a fraldinha, o bife ancho e chorizo, a

costelinha de porco, etc.. Cada um vai gostar de uma carne, dizer que aquela é a melhor para o churrasco. E aí vai um exemplo muito interessante para enfatizar que gosto não se discute:

o brasileiro pode comer sua picanha, sem medo de escassez no mercado, pois, para o argentino, esta não é a carne mais nobre. Com isso, quase toda a produção portenha vem para cá. Gracias amigos!

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centRo De conveniÊncia Quinta Da BaRoneZa Tudo para o bom churrasco o proprietário encontra no Centro de Conveniência do residencial. Desde as carnes e temperos, na Mercearia do Porto (11 - 8443.5336); às bebidas e petiscos, no Empório Europa (11 4892.2658); ou as frutas e saladas orgânicas, na Frutaria Santa Maria (11 – 4033.6072 e 4033.5444). Veja algumas dicas.

empÓRio euRopa Sonia Maria Dorsa Escobar, diretora do Empório Europa, indica duas bebidas para o acompanhamento do churrasco: um vinho e uma cerveja. O vinho: Saurus Malbec 2007 (R$ 56,90), da região de Neuquén – Valle de San Patricio del Chañar (Argentina). Composição de castas: 100% Malbec. O vinho é perfeito para acompanhar uma picanha mal passada. A cerveja: Pils Tannenzäpfle (R$ 12,90), da Rothaus, cervejaria que surgiu em 1791, em um mosteiro beneditino situado em St. Blasien (Alemanha). Atualmente, é uma cervejaria estatal, demonstrando a importância da cultura cervejeira na Alemanha.


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meRceaRia Do poRto

Cerveja Rothaus, indicada pelo Empório Europa como acompanhamento

O chef Alexandre Cacella, da Mercearia do Porto, apaixonado pela arte de grelhar carnes, disponibiliza para os proprietários cortes diferenciados para churrasco. Aqui, ele nos traz algumas ideias de boas carnes. “A cultura do churrasco no Brasil está passando por uma revolução, principalmente no que diz respeito à qualidade dos produtos disponíveis no mercado. Hoje, temos à disposição diversas raças bovinas, criadas mundo afora. Por exemplo: a Bonsmara e a Angus, de qualidade muito superior ao tradicional Nelore. Além da extrema maciez, temos o famoso marmoreio, que nada mais é que a gordura distribuída por toda a carne. Outras novidades são a costelinha de porco, tipo outback, que tem mais carne e menos gordura; galeto desossado, com textura e sabor diferenciado; e um produto regional, a ‘Linguiça de Bragança Paulista’, encontrada na Linguiçaria do Rosário (www.linguicadorosario.com.br) – local que deu origem à fama da cidade – que faz um produto artesanal e de qualidade. Cacella dá ainda a dica de bom açougue em Itatiba:

Açougue Piracaia End.: Av. senador Lacerda Franco, 781, Centro Tel.: (11) 4524-2062

fRutaRia santa maRia A salada sempre vai bem como acompanhamento ao churrasco, mas serve de opção a convidados vegetarianos ou com restrições na dieta. É, portanto, indispensável. Na Frutaria Santa Maria, o proprietário encontra as mais diversas opções de vegetais e frutas, orgânicos e convencionais, todos de produção própria. A loja também comercializa carnes e cortes especiais – como os da marca Special Meats – e outros itens, como pão de alho e queijos. O proprietário, João Marcelo Sabbadini, sugere ao churrasqueiro um mix de folhas orgânicas do tipo baby – como o agrião, alface, acelga e folhas de beterraba. “Uma salada de acelga com pedaços de abacaxi também é uma ótima pedida”, garante. Na Santa Maria, o abacaxi é vendido, inclusive, já descascado e com uma pitada de canela – pronto para ir para a churrasqueira. Uma delícia. A Frutaria aceita encomendas (inclusive via site: www.frutariasantamaria.com.br) e faz entregas na Baroneza todos os dias da semana, incluindo feriados. No centro de conveniência, a loja funciona aos sábados e domingos. FOtOs: 1 E 2 - sERgiO sCRiPiLLiti BAssi; 3 - © istOCkPhOtO.COM/FCAFOtODigitA; 4 - © istOCkPhOtO.COM/RA siMOn; 5 - ChEMA LLAnOs; E 6 - DiVULgAçãO


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Cuidando da piscina e da saúde Uma piscina, seja em casa, no clube ou na academia, faz a alegria de crianças e adultos, proporciona diversão, lazer, exercício e relaxamento. Nos dias quentes é um alívio para o calor; e no frio, se tiver aquecimento, pode ser um bom momento para relaxar o corpo ou alternativa para se exercitar.


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A evolução nos tratamentos de piscinas confere mais segurança à saúde dos banhistas

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orém, com a popularização das empresas de sistemas de tratamento de água, muitas vezes somos “bombardeados” por informações desencontradas de que novas tecnologias alternativas são eficazes, substituem o cloro, etc.. A primeira informação equivocada e hoje difundida é que uma piscina pode ter o tratamento de limpeza sem o cloro. “Estamos vivendo uma fase crescente de expansão dos tratamentos complementares ou ‘alternativos’ ao convencional uso do cloro, que vem acompanhada por ‘fórmulas milagrosas’ de desinfecção da água”, explica Carlos heise, engenheiro e diretor da Panozon Ambiental, empresa especializada em tratamento de água com ozônio. Ele completa alertando que existem empresas amadoras no mercado, apregoando o fim da manutenção do cloro residual livre e descartando processos importantes à saúde das pessoas que frequentam piscinas. não existe tratamento de piscina sem cloro. “As pessoas acham, muitas vezes, por não terem o conhecimento técnico, que é possível eliminar ou reduzir drasticamente o cloro, e isto pode ser perigoso”, afirma Heise. nesta matéria, buscamos explicar e mostrar um pouco dos sistemas e métodos mais comuns oferecidos hoje no mercado.


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Ozonização O ozônio hoje é reconhecido como o mais forte agente oxidante para uso comercial. É utilizado como um tratamento complementar ao cloro, eliminando diversos microorganismos que este último não consegue, como a giardia e o cryptosporidium. “O ozônio é um poderoso bactericida, algicida, fungicida e viricida, ou seja, destrói esses microorganismos 3.120 vezes mais rápido que o cloro”, exemplifica Heise.

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Quando aplicado na água, o ozônio tem o papel de agente microbiológico e oxidante ao eliminar as cloraminas, um subproduto do cloro, que são as causadoras daquele mau cheiro das piscinas. “As cloraminas são o grande problema das piscinas, pois agravam doenças alérgicas e respiratórias, causam ardência nos olhos, ressecamento de pele e cabelos, além de deixar um cheiro desagradável na água e no corpo”, alerta heise. Por isso, o ozônio é essencial: além de não causar os desconfortos ocasionados pelas cloraminas, ele reduz os casos de otite (inflamações de ouvidos).


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Mas no que consiste a ozonização? É muito simples: instala-se, em qualquer piscina, um aparelho que será o responsável pela liberação de ozônio na água. Este procedimento dura por volta de quatro horas e, depois disso, a piscina é liberada para o uso. heise explica que o equipamento residencial tem um investimento de R$ 3.000 a R$ 6.000, e o profissional, que

também pode ser utilizado em casas, sai de R$ 12.000 até R$ 16.000.

Ionização, ultravioleta e salinização Outros tratamentos conhecidos são: ionização, ultravioleta e salinização. A ionização consiste em uma instalação de um equipamento elétrico,

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Método de ozonização é bem simples e precisa apenas de quatro horas para ser instalado


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na casa das máquinas, com dois eletrodos que serão utilizados como bactericida e algicida. Outro tratamento muito difundido é o ultravioleta, que é uma luz, em um comprimento de onda específico, que só tem ação no local onde a luz atinge. Por isso, sempre é importante utilizar este tratamento em conjunto com um oxidante, como ozônio ou cloro. O último tratamento é a salinização. neste processo, utiliza-se a molécula de sal e através de uma forte corrente elétrica, quebra-a em íons de cloro e sódio. É importante notar que, em nenhum destes três casos, o cloro pode ser eliminado. E também que nenhum destes tratamentos tem o poder de oxidar as cloraminas, causadoras dos desconfortos para o banhista.

Prós e contras todos os tratamentos para limpeza das piscinas têm suas peculiaridades, seus prós e contras. “Mas, independentemente de qual o escolhido, é imprescindível garantir as condições necessárias para proteger os banhistas que estejam usando ou vão usar a piscina. Ou seja, o cloro residual livre não é dispensável em piscinas tratadas com qualquer sistema”, finaliza Heise.

FOtOs: 1, 2, 3, 5 E 6 - ChEMA LLAnOs; E 4 - sÉRgiO shiBUyA


86 // paisagismO naBaroneza #46

Jardins em Festa

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emos o privilégio de ter estações bem definidas e, em cada uma delas, a natureza se mostra de uma forma bem típica. Porém, é na primavera que a expectativa em relação à beleza da natureza é maior. Este ano, depois de um inverno rigoroso e seco, sobretudo no interior de são Paulo, estamos a alguns dias do início da estação mais esperada do ano. Em outubro, a maioria das plantas começa a rebrotar e acelerar seu crescimento vegetativo por ocasião do aumento da temperatura, bem como da ocorrência de chuvas esporádicas e dos dias mais longos. Este é o momento ideal para tomarmos algumas atitudes que irão reverter o estado dos nossos jardins. Por isso, seguem algumas dicas para florir e dar mais vida a essas áreas.

Poda Algumas espécies de árvores e arbustos dão flores no inverno, e devem ser podadas no início da primavera para florirem com mais força no próximo ano.

Adubação As árvores e palmeiras plantadas em outros anos geralmente estacionam seu crescimento e perdem boa parte das folhas como forma de se proteger da falta de água. As folhas secas e danificadas devem ser removidas, e a adubação em dias chuvosos promoverá o crescimento de novas folhas, estimulando o florescimento. É um excelente momento para adubar os gramados, que podem ser reforçados com adubos minerais foliar ou via solo granulados. O importante é seguir a orientação dos fabricantes, e sempre fazer as aplicações em dias nublados ou chuvosos. A a d u b a ç ã o m i n er a l pode ser feita também nas árvores e palmeiras, e deve ser aplicada no solo, na projeção das copas. Em terrenos inclinados, a aplicação deve ocorrer em formato de meia lua, na parte alta do terreno e na projeção das copas. Em arbustos e forrações, o ideal é fazer uma adubação orgânica com húmus de mi-

nhoca, esterco curtido, torta de mamona ou composto orgânico. Além de fornecer nutrientes para as plantas, esse procedimento auxilia na reestruturação do solo.

Manutenção também é importante fazer uma revisão no sistema de irrigação – se este for automatizado –, com regulagem de bicos, lubrificação e limpeza. O aumento da temperatura também favorece o aparecimento de fungos e doenças. Por isso, atente para a esterilização das tesouras de poda, lâminas de cortadores de grama e, principalmente, para o acúmulo de folhas no jardim. O início da primavera é um excelente momento para replantar exemplares mantidos dentro e fora de casa, bem como reformar canteiros de ervas e revitalizar hortas. Por fim, a primavera é tempo de trabalhar e se preparar para curtir as flores, que podem – e devem – ser cortadas para decorar a sua casa.

por Gil Fialho – www.gilfialho.com.br


88 // Cidadania

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sonho realiZado FOtOs: MARiAnA L. gAtti

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último feriado de 12 de outubro foi uma data marcante para a Comissão de Cidadania e para as famílias de caseiros colaboradores da Quinta da Baroneza. O novo espaço de lazer para uso exclusivo dos empregados e seus familiares residentes, ainda em construção, foi utilizado pela primeira vez, com direito a piquenique, brincadeiras e plantio. tudo pensado com muito carinho para as crianças – afinal, serão elas os grandes frequentadores do local. A nova praça – localizada perto da portaria ii – foi estruturada de forma a promover a prática de esporte, o lazer e o convívio em família, em um ambiente seguro e saudável. E a celebração não poderia ter sido realizada em uma ocasião mais apropriada. no Dia das Crianças, os pequenos conheceram a nova área e se divertiram à vontade. inclusive plantando mudas, o que

contribuirá para tornar o local ainda mais belo em um futuro próximo. A comissão acredita que, se as crianças desenvolverem identidade e amor por este espaço, feito para elas e com o auxílio delas, certamente cuidarão do local com todo o zelo e carinho que ele merece. siga contribuindo com sugestões para que estes e outros projetos ganhem vida na Baroneza.

Comissão de Cidadania comissaodecidadania@quintadabaroneza.com.br


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mais transparência

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atual Conselho Deliberativo, em continuidade aos esforços dos anteriores e em sintonia com as expectativas dos associados, se dispõe aprimorar e intensificar a divulgação de informações sobre a condução da Quinta da Baroneza. Para tanto, deliberou o estudo de estruturação de um

“portal eletrônico” – que deve ser lançado nos próximos meses – no qual o associado interessado poderá obter informações pertinentes, de qualidade e em volume adequado a permitir uma avaliação eficaz e efetiva das atividades planejadas, em andamento e seus resultados. Receitas, despesas, convênios, projetos, orçamentos,

contratações, entre outros temas de interesse, estarão disponíveis para consulta, a qualquer tempo, neste novo sistema. Para atingir o objetivo anunciado e dispor das melhores informações, contaremos com as sugestões dos associados. Cordialmente,

Conselho Deliberativo

membros do conselho deliberaTivo da sociedade residencial QuinTa da baroneza e clube hípico QuinTa da baroneza: José Roberto D´Affonseca Gusmão (Presidente); Carlos Jorge Loureiro (Vice-Presidente); Alberto Jacobsberg; Andre Pinheiro de Lara Resende; Carlos Mario Siffert de Paula e Silva; Eliane Consentino; Fernanda Zocchio Semeoni; Rafael Marques Canto Porto; Renato Velloso Dias Cardoso; Ricardo Ermírio de Moraes; Ricardo Uchoa Alves de Lima e Silvio Steinberg



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