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POESIA + FOTO + ILUSTRAÇÃO

#julho

2018

inspiração modernista


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Pessoas com diferentes formações e um interesse comum pela poesia. Sob a batuta do poeta e professor Frederico Barbosa passamos deliciosas horas aprendendo e fazendo poesia, inspirados em alguns de nossos Modernistas (Oswald e Mario de Andrade, Drummond, Bandeira...). Essa revista é um de nossos devaneios, um grande poema feito de versos escritos

com palavras e imagens. Resgatando um pouco o legado punk do “faça você mesmo”, assumimos nosso lado poeta e partimos pra obra. Que o nosso prazer em fazê-la seja o seu ao ler e passear por ela. E que nunca deixemos de perceber a poesia que permeia tudo ao redor. Bom passeio.

Edição de arte | diagramação | capa Francisco Milhorança São Paulo/Brasil - julho 2018

milhorancadesignartesvisuais.com


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Nonada (prosa moderna)

Sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo quase que nada não sei.

(meu fado é não saber quase tudo sobre o nada eu tenho profundidades)

poema Maira Mesquita | foto Francisco Milhorança

Divêrjo desconfio de muita coisa (no) nada.


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S

DO A G N PI

SO , T s A e G r S do guns O a a A h c l O a ni al à b í D a c , I r s t e LT ar e t U s n M o o a t s DA tacul uces e mui rsari s Espe em de assa d , anive m Imag ão em música a m Pris tes de i a n i ô r aman cianos rbitrá idão an a mili enção a mult Prev render Ao p u poema Margareth Franzon Fugi imagem Francisco Milhorança o (montagem com foto freepik) o ã f che


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Senciência

Nasceu na beira do rio em barranco abrupto e pouco sólido, onde as enchentes do verão poderiam arrastá-la. Prevenida: Modificou sua estrutura, Curvou-se como borracha E agarrou-se em outra firmemente instalada Voltou a crescer. E hoje, se abraçam fortes e frondosas A Nove de Julho Tem aquelas árvores Objeto explorado Pelos portugueses Aquelas relíquias Por bem pouco extinta Madeira vermelha Para o viajante Ibirapitanga Para o brasileiro Morador real Natural Pau brasil poema e foto Deiny façanha


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poema Isabel fernandes ilustração Francisco Milhorança


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poema e foto Nina Baharini


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Um

vai-e -volta agora um pé depois do outro do bin ou su des cen do - não que importe no pe sa de lo a queda é iminente: não há acordo com a morte E D R O C A poema Helena Vieira | foto Francisco Milhorança


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S-U-B-T-R-A-Ç-Ã-O Ser - criança - cresce - saudavel Ainda - pequena - depende - de - terceiros - total Começa - a - falar - gradual E - a - compreender - o - mundo - lenta Explorando - o - seu - mundo - ativa Enquanto - brinca - alegre Se - arrisca - infinita Não - conhece - viver - medrosa Pergunta - qualquer - coisa - espontanea Desenha - pinta - escreve - fluida Até - entrar - na - escola - e - mudar - radical Seu - desenho-arte - vira - rabisco-feio - rapida Sua - fala - natural - é - condenada - verbal Sua - espontaneidade - é - cortada - racional E - ainda - que - se - transforme - fisica Se - transforma - muito - mais - psicologica Ser - quase - adulto - cresce - debil Com - medo - de - ser - julgado - incorreta Ser - emudecido - nasce - se Da - uniformidade - dor Sua - expressão - livre - adormece - forçosa Aprisionada - em - medos - e - ilusões - sofrida Sobrevive - segura Sem - viver - plena Como - voltar - ao - ser - integral - mente (- mente - mente - mente...) poema Nina Baharini | foto Francisco Milhorança


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300 milhoes igual a nenhum


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poema e foto Helena Vieira


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tem uma f loresta ama zônica aqui dentro densa for te selvagem inf inita tem uma calçada de Copacabana aqui dentro frag mentada ondulada tonta ingênua de salto alto pulo bueiros cacos de v idro areia suja a ordem e a desordem poema Isabel fernandes | ilustração Francisco Milhorança


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poema Maira Mesquita imagem Francisco Milhoranรงa com foto de Camila Rios


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OS MORTOS-VIVOS Vozes mudas olhares opacos somos mortos-vivos nos esgueirando feito ratos As armaduras reluzentes que vestem nossas almas vazias de nada servem nos becos sujos onde buscamos nossos restos Corpos disformes ambição desmedida rostos sem nome beco sem saída Aqueles que partiram retornam, espíritos alquebrados trazem consigo os sentidos atados eternos mortos-vivos poema e foto Francisco Milhorança


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Margot

Letras difusas Difíceis cores Valores distantes Distoante está a via Que via brilhante De noite, de dia SOS Beckett Traga à tona O drama O tônus A trilha Da vida vivida Essa é Margot Esperando Godot E dias felizes poema Margareth Franzon foto Francisco Milhorança


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aqui no sertao o dia entardece e o fim da tarde parece com o fim da vida da gente poema Caroline Maria | foto Francisco Milhoranรงa

Revista Verso  

Revista digital de imagem e poesia.

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