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Agosto/2010

Mesangeiro Casa D.E.U.S.

Edição Nº 01


Agosto/2010

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Mesangeiro Casa D.E.U.S.

Edição Nº 01

Arraiá Casa D.E.U.S. todos os anos é um sucesso e este ano não poderia ser diferente. Mais uma vez colocamos as mãos na massa e proporcionamos uma festa muito divertida, cheia de deliciosas comidas típicas, bingo, música e muita animação! À todos que vieram festejar conosco, nosso muito obrigado! E se você não veio desta vez, não tem problema! Ano que vem tem mais!


Agosto/2010

Mesangeiro Casa D.E.U.S.

Edição Nº 01

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odas as quartas-feiras às 20:30h, nos reunimos para ler o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, para estudarmos os ensinamentos de Jesus Cristo, fazendo um descontraído bate-papo e dividindo experiências. É através dos ensinamentos contidos neste livro que tentamos, ao longo de nossas vidas, melhorarmos nossas atitudes, sentimentos e pensamentos com relação a alguns dos acontecimentos que vivenciamos e, às vezes, não conseguimos entender o porquê. Esta reunião é aberta à todos os membros da corrente e freqüentadores da Casa. Traga seu livro e junte-se a nós. Não é necessário inscrição, apenas vontade de aprender e se melhorar! EVANGELIZE-SE! “Jesus nos ensinou que quando duas ou mais pessoas estivessem reunidas em seu nome, que ele também estaria presente...”

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m um cantinho de um terreiro, sentado em um banquinho, pitando seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava. De olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhes pela face e, não sei o por que contei-as. Foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei: - Fala meu Preto Velho, diz ao seu filho o porquê externas assim tão visível dor? E ele suavemente respondeu: - Estais vendo esta multidão de pessoas que entra e sai? As lágrimas são distribuídas a cada uma delas. A primeira eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que tuas mentes ofuscadas não conseguem conceber; A segunda a estes eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os faça alcançar aquilo que teus próprios merecimentos negam; A terceira distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança desejando sempre prejudicar a um seu semelhante; A quarta aos frios e calculistas que sabem que existem uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão; A quinta chega suave, tem o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem no teu semblante verão escrito: creio na Umbanda,nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo; A sexta eu dei aos fúteis que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e teus olhos revelam um interesse diferente; A sétima, filho, notas como foi grande e como deslizou pesada, foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás, fiz doação desta aos médiuns vaidosos que só aparecem no centro em dia de festa e faltam às doutrinas, esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual. E assim filho meu, para estes todos é que viste minhas lágrimas caírem uma a uma... as 7 lágrimas de um Preto Velho!

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a entrada do asilo, um homem robusto, jovem e tranqüilo, apresentava o pai, um velho que contava oitenta e dois janeiros de existência, à funcionária atenta que o ouvia e após sentá-lo num pequeno banco, falou à moça em tom seguro e franco: - “O velho já não sabe o que pensa ou o que diz, a gritar e a gemer de exigência a exigência, formou de minha casa um recanto infeliz, cujo clima de luta é fogo que me arrasa. Não quero ver meu filho crescendo com o avô inconveniente, quero-lhe a internação de modo permanente. Quanto custa a pensão?” A moça respondeu indiferente:-“A pensão é de quatro mil cruzeiros a serem pagos mensalmente”. O senhor fez o cheque fazendo o pagamento da quantia e depois de informar que voltaria, foi-se ao pai fatigado explicando ao velhinho: -“Meu pai, aqui é a nossa casa de descanso, terás aqui mais sossego e carinho. Ao voltarmos da Europa virei buscar-te imediatamente.” O pranto deslizou sobre a face enrugada e o velho respondeu em voz tremente: -“O que será meu Deus? Que medonho empecilho, ficar aqui a sós, sem te encontrar meu filho! E como agüentarei a falta de meu neto? Não queria afastar-me de meu teto! Peço por Deus! Não te demores e vem logo buscar-me...” O filho replicou, quase asperamente: -“Sem dúvida, meu pai, que podes esperar -me , mas não faças alarme...Nada fará de mim um filho diferente. Creio que ao fim do mês que vem, regressarei como convêm...” Mas o moço partiu e nunca mais voltou e ante a expressão do velho, triste e amarga, notava-se que o filho ali se despedira como quem se desliga de uma carga, agindo alegremente. O velhinho viveu por lá três anos desaudade, de dor e desenganos a esperar pelo filho desertor. A fadiga alterara-lhe a memória, não sabia contar a própria história, declarava-se um rico possuidor de terras e fazendas produtivas, mas entregara tudo ao filho sem amor numa procuração, sem julgá-lo capaz de alguma ingratidão, e embora o filho lhe pagasse o asilo sem questionar o preço, não lhe enviava notas de endereço. Após trinta e seis meses de clausura, o velhinho ralado de amargura, morreu clamando a falta da família. O cadáver desceu à vala da indigência, por fim se lhe acabara a penosa existência. Mas o tempo não pára em parte alguma. Quarenta anos passados, de coração batido e passos retardados, o homem que internara o esquecido velhinho nota que a morte chega a cercar-lhe o caminho. O poderoso senhor não consegue expressar-se e sob qualquer disfarce, tomba inerte no leito e ante o infortúnio da separação, grita por Deus, quer vida e proteção, mas a morte o reclama, o corpo se lhe esfria. . . Vê-se desencarnado em noite atroz, terrível e sombria. Chora quase sem voz, quando sente que alguém lhe toma o cérebro cansado e lhe diz brandamente: -“Filho do coração, não te aflijas e nem temas, acabaram-se agora os teus problemas. Confia em Deus, não percas a esperança, acalma-te e descansa...” E beijando-lhe os cabelos, as mãos most rando carinhosos zelos, exclamou com ternura: -“Agora sim, achei minha ventura, eu sou teu pai! Meu filho, estou aqui, amo-te agora mais do que te amava e só Deus sabe a dor com que eu chorava com saudades de ti!...” Fonte: Livro “Coração e Vida” - Médium: Francisco Cândido Xavier - Espírito: Maria Dolores

Edição de Agosto - 2010  

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