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nossa gente our people

Antenor e seu João Marques: veio para ficar 30 dias e não saiu mais Antenor and João Marques: I came to stay 30 days and never left

interesse de pecuaristas da região por Antenor. E as ofertas começaram a surgir. “Nesses quase 30 anos tive boas ofertas de trabalho, mas nunca pensei em sair daqui. O Paulo e sua família nos dão muito valor. É um carinho diferente”, fala Antenor. “Não tem dinheiro que paga a minha amizade com eles”. O sentimento é recíproco: “Nós não somos patrãoempregado, nem colegas; somos grandes amigos, irmãos”, constata Paulo de Castro Marques. A disposição de Antenor em colaborar no que quer que fosse rendeu-lhe o apelido de Marmitão. “O Antenor ganhou esse apelido porque estava sempre à disposição. Onde você precisasse, ele ia. Seja pra ver uma fazenda, mexer com o gado, ajudar alguém”, diz Paulo. Antenor já teve a oportunidade de morar em todas as fazendas e desenvolver todas as funções a campo. “Ele é minha pessoa de confiança”, diz Paulo. Há cinco anos, Antenor e Maria José mudaram-se para a Fazenda Santa Helena. “Sempre que o Paulo e os meninos vêm para a Santa Helena, passam em casa e almoçamos juntos”, diz Antenor. “Além de rever o amigo, aproveito e tomo o café da Maria, que é inigualável”, afirma Paulo.

O futuro “Nasci e vou morrer no campo. Jamais tive vontade de mudar para a cidade. Meu lugar é aqui. Aqui está a minha vida, meus amigos, meus irmãos. Só saio daqui quando Deus me levar”, afirma Antenor. Filho de Miguel Ribeiro da Silva e Maria Helena da Silva, Antenor tem 10 irmãos (6 homens e 4 mulheres). Ele demonstra carinho especial pelo irmão Josafá, a quem considera um filho que não teve. “Todos nós somos unidos. Meu pai nos ensinou a respeitar as pessoas”. Seu pai morreu com 83 anos e apenas 30 dias depois, sua mãe. “O amor deles era muito grande e a saudade fez com que minha mãe não agüentasse a distância. Acredito que comigo e a minha Nega (Maria José) também será assim”. 4 6 Casa Branca Press

maintained even with workers has stirred the interest of cattle breeders in the region for Antenor. And the offers began to arrive. “During these 30 years, I have had good job offers but I never thought of leaving here. Paulo and his family values us greatly. It’s a different feeling”, says Antenor. “No money can pay for my friendship with them”. The feel is mutual: “We are not bossemployee, nor colleagues; we are great friends and brothers”, says Paulo de Castro Marques. Antenor’s willingness to take part in whatever was necessary gave him the name Marmitão. “Antenor gained this name because he was already ready to help. Where you needed him, he would go. Whether to see a farm, do something with the livestock, help someone”, says Paulo. Antenor has already had the opportunity to live in all the farms and perform all duties in the country. “He is my right hand man”, says Paulo. Five years ago, Antenor and Maria José moved to Fazenda Santa Helena. “Whenever Paulo and the children come to Santa Helena, they stop at the house and we have lunch”, says Antenor. “In addition to seeing my friend again, I take the opportunity to savor Maria’s coffee, which is the best”, claims Paulo. The future “I was born in the country and I will die there. I never wanted to move to the city. My place is here. My life, my friends, and my brothers and sisters are here. I will only leave when God takes me”, affirms Antenor. Son of Miguel Ribeiro da Silva and Maria Helena da Silva, Antenor has ten siblings (6 brothers and 4 sisters). He shows special care for his brother Josafá, who he considers the son he never had. “We are all one. My father taught us to respect people”. His father died at 83 years of age and his mother only 30 days after. “Their love was very strong and my mother could not stand the longing. I believe it will be the same with me and my wife (Maria José)”.

Casa Branca PRESS 03  

Junho de 2006 / ano 2 - número 03

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Junho de 2006 / ano 2 - número 03

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