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A pecuária é o nosso negócio

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Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo (200 milhões de bovinos), produz 8,5 milhões de toneladas de carne e exporta 2 milhões de toneladas/ano. Tudo isso sem agredir o meio ambiente.

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s últimas três décadas colocaram a pecuária brasileira no mapa mundial da produção de carne bovina. Antes da década de 80, o País já era conhecido globalmente por seu potencial e por uns poucos exemplos de projetos bem-sucedidos. Porém, nessa época, os indicadores da atividade eram realmente de Terceiro Mundo. O rebanho sempre foi o ponto alto e, em certa medida, motivo de orgulho. No final da década de 70, já eram mais de 120 milhões de cabeças. Mas era só o que se sobressaia. A produção de carne vermelha superava os 3 milhões de toneladas/ano – o que não é pouco, mas resultado de criação puramente extensiva –, o desfrute (percentual do rebanho que vai para o abate) oscilava em torno dos 10%. O resultado das exportações também não empolgava e o Brasil vendia sem muito compromisso, além de ser um razoável importador de carne. Enfim, até a década de 70, a pecuária brasileira era mais uma entre dezenas de atividades promissoras no País e pouco significa em níveis mundiais.

Assim, se alguém naquela época, até mesmo o pecuarista mais apaixonado, prognosticasse que no início do século 21 o Brasil teria uma das maiores e melhores bovinoculturas do mundo provavelmente seria chamado de louco. Mas aconteceu. Hoje, o planeta assiste impassível o crescimento explosivo da pecuária brasileira. O rebanho aumentou quase 80% em 30 anos, mas esse índice nem sem compara à explosão da produção (evolução de quase 300%), do desfrute (hoje três vezes maior) e das exportações (multiplicadas cerca de 20 vezes). “O mundo está tendo de se acostumar à pujança e força da pecuária brasileira”, disse o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Roberto Rodrigues em recente pronunciamento. “Mais do que isso, os países tradicionalmente fortes em carne bovina têm de medir forças com a pecuária brasileira e disputar com ela os espaços no comércio mundial”, ressaltou o ministro.

Casa Branca PRESS 03  

Junho de 2006 / ano 2 - número 03

Casa Branca PRESS 03  

Junho de 2006 / ano 2 - número 03

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