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6 Entrevista 14 Matéria de Capa 18 Mercado 24 Leilão

Interview 10 Cover Story 16 Market 21 Sale 25

26 Genética

Genetics 30

32 Técnica

Technical 34

36 Técnica II 42 Premiação

índice

Editorial 5

44 Cavalo Árabe 52 Exposição

Technical II 39 Award 42 Arabian Horse 48 Exhibit 54

index

4 Editorial

CASA BRANCA PRESS Ano 10 – Número 14 – Agosto de 2015 EXPEDIENTE

Diretores: Paulo de Castro Marques Paulo Wickbold Marques Fabiana Marques Borrelli Secretaria Geral e Marketing: Eliane Slucki Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291) Reportagens: Texto Comunicação Corporativa e Rogério Santos (Cavalo Árabe) Fotos: Arquivo Casa Branca, Texto, Gerson Sobreira, Rogério Santos, Rubens Ferreira, Cassiano Heitor

Produção: BReeder Editora Foto Capa: Banco de imagens da Casa Branca Casa Branca Press é o órgão oficial de comunicação da Casa Branca Agropastoril Correspondência: Rua das Olimpíadas, 242 - 3o andar - Vila Olímpia - São Paulo (SP) - CEP 04551-000 Telefone: (55 11) 3573-6219 e-mail: casabranca@casabrancaagropastoril.com.br

Casa Branca Press

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produtividade

A

pecuária é uma atividade extremamente dinâmica. As características dos animais valorizadas no passado não são, necessariamente, as que buscamos hoje. Antes, o fenótipo tinha uma importância muito maior que o genótipo. Com o aprofundamento de discussões relacionadas à melhoria da qualidade da carne, além do próprio avanço das tecnologias de reprodução, como FIV, IATF e genômica, felizmente a funcionalidade e a produtividade ganharam muita relevância. A Casa Branca investe no melhoramento genético das raças Angus, Brahman e Simental sul-africano há 15 anos. Buscamos genética nas mais diferentes fontes, firmamos parcerias com grupos importantes, buscamos novas tecnologias, estruturamos nossas propriedades e treinamos nossa equipe. A finalidade é estarmos alinhados aos fundamentos da pecuária moderna, colocando à disposição do mercado reprodutores extremamente adaptados, produtivos e precoces, prontos para atender às exigências das fazendas. A busca, hoje, é por touros avaliados que cubram bem a vacada e passem para suas progênies as características que a cadeia da carne bovina exige. Quem manda no mercado é o consumidor final. É ele que direciona o trabalho feito nas propriedades rurais. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina. Porém, ainda exportamos volume e não qualidade. Tanto é que o preço médio da tonelada da nossa carne é inferior à dos países vizinhos, como Argentina e Uruguai. Assim, temos um sério desafio à frente: multiplicar pelas fazendas brasileiras reprodutores melhoradores e funcionais, que superem as adversidades de clima e geografia e sejam eficientes na multiplicação de bezerros de alta qualidade, que nasçam pequenos e cresçam rápido. A Casa Branca sempre trilhou por esse caminho. E, para mostrar que levamos esse compromisso muito a sério, preparamos uma oferta de 500 touros e fêmeas Angus, Brahman e Simental sul-africano em 12 de setembro, na Fazenda Santa Ester, em Silvianópolis (MG). Você que, assim como nós, está focado na busca de produtividade, está convidado a participar desse evento. Será um prazer recebê-lo para fazer excelentes negócios e trocar ideias.

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Casa Branca Press

Tireless pursuit for productivity

editorial

editorial

Busca incansável pela

C

attle farming is an extremely dynamic activity. The animal features that we valued in the past are not necessarily the same that we seek today. In the past, phenotype was much more important than genotype. With the further development of discussions related to the improvement of the meat quality, in addition to the advance of reproduction technologies, such as IVF, TAI and genomic, functionality and productivity had luckily gained more relevance. For 15 years, Casa Branca has been investing in the genetic improvement of the Angus, Brahman and South-African Simmental breeds. We seek genetics in the most varied sources, we sign partnerships with important groups, we seek new technologies, we structure our properties and we train our teams. Our goal is to be in line with the foundations of the modern cattle farming, providing extremely adapted sires, highly productive and precocious, ready to meet the farm’s requirements. Our search today is for assessed bulls, which are capable of handling the entire herd and that pass the characteristics required by the bovine chain to their offspring. It is the final consumer who rules the market. It is him who provides the direction to the work performed in the rural properties. Brazil id the world’s largest beef exporter. However, we export volume, and not quality. That’s is why our average price is lower than the one delivered by our neighbors, such as Argentina and Uruguay. So, we have a serious challenge ahead: multiply throughout Brazilian farms the sires that will improve the herd, capable of overcoming the climate and geographical adversities and that are efficient in multiplying high quality calves, which are born small and grow fast. Casa Branca always seeks this path. To show that we take this commitment very seriously, we prepared the offer of 500 Angus, Brahman and South-African Simmental sires and dams on September 12, at Fazenda Santa Ester, in Sivianópolis, (MG). If you are, like us, focused on seeking productivity, you are invited to join this event. It will be a pleasure to have you here, and we hope you can do good business and exchange ideas.

Grande abraço,

Best Regards,

Paulo de Castro Marques

Paulo de Castro Marques

Proprietário da Casa Branca Agropastoril

Proprietário da Casa Branca Agropastoril

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mas eficiente, da

pecuária brasileira

Indicadores melhoram e a produção cresce em silêncio com o uso de boa genética, manejo nutricional eficiente e foco na produtividade.

O

Brasil deve produzir perto de 10 milhões de toneladas de carne bovina em 2015. Esse espetacular desempenho representa o abate de cerca de 45 milhões de animais. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a atividade é uma das mais importantes do agronegócio nacional, movimentando em torno de R$ 75 bilhões somente dentro da porteira. Esse valor envolve a exportação de 1,8 milhão de toneladas, que no ano passado geraram US$ 6,6 bilhões ao país.

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Casa Branca Press

entrevista foto: Ramon Giron/ Rally da Pecuária

entrevista

A revolução silenciosa ,

Maurício Palma Nogueira, engenheiro agrônomo formado na Esalq (Piracicaba, SP) e diretor de pecuária da consultoria Agroconsult, destaca uma revolução mais ou menos silenciosa que ocorre nos quatro cantos do Brasil. “A cadeia da carne bovina cresce em ritmo acelerado. A produtividade aumenta, assim como a tecnificação, a qualidade de pastos e a genética”, diz. Um dos indicadores desse processo é a valorização dos touros avaliados, provenientes de programas de melhoramento genético, como a Casa Branca Agropastoril. “Em 2014 precisamos cancelar o nosso leilão virtual de touros porque a procura na fazenda foi muito intensa”, explica Heitor Pinheiro Machado, gerente de pecuária da Casa Branca. Neste ano, a procura continua aquecida. A Casa Branca definiu a realização de um grande leilão com 500 touros e fêmeas Angus, Brahman e Simental Sul-Africano para democratizar a venda. Outro indicador importante para a pecuária é o aumento do confinamento, para a obtenção de bois gordos melhor conformados e com teor de gordura uniforme. Maurício Palma Nogueira encerrou há algumas semanas o Rally da Pecuária 2015, que percorreu o Brasil para entender os caminhos dos produtores nesse momento de excelente valorização da pecuária de corte.

Casa Branca Press – Que conclusões o Rally da Pecuária tirou em relação à expectativa de confinamento em 2015? Maurício Palma Nogueira – A melhor perspectiva de preços pagos aos produtores e o menor custo de produção com a dieta resultarão no aumento do número de animais confinados este ano. Levantamento realizado em campo pelo Rally da Pecuária 2015 mostra que o total deve chegar a 5,19 milhões de cabeças, crescimento de 520 mil cabeças em relação ao ano passado. Mesmo com essa expansão, a intenção é confinar 5,74 milhões de cabeças, conforme apurado durante o Rally. O número só não será ainda maior porque os grandes confinamentos estão com dificuldades em originar bois magros para terminar no cocho. CBP – O crescimento dessa técnica de terminação é importante para a pecuária brasileira? MPN – Sim, uma vez que ela representa tecnificação, uso de boa genética e cuidados nutricionais e sanitários numa etapa importante da produção: a engorda. Nossa estimativa é de aumento de 245 mil cabeças confinadas em comparação com o ano passado, dado que pode influenciar na pressão dos

Casa Branca Press

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entrevista

preços pagos ao produtor. A produção de carne, no entanto, deverá ficar praticamente estável (aumento de 0,6%), gerando 58 mil toneladas a mais que em 2014. CBP – A pecuária brasileira é essencialmente de pastejo. Como você define a qualidade dos pastos do país? MPN – Nosso levantamento mostra que de 50% a 80% das áreas nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia apresentam sinais de degradação, porém apenas 4% estão efetivamente degradas. Para chegar a essa importante conclusão, classificamos os pastos em cinco níveis de qualidade. O pior nível é degradado, quando não há mais stand de plantas suficientes para recuperação, ou seja, o pasto deve ser reformado. Quanto antes o produtor interferir nesse processo, menor o custo e o risco ambiental. CBP – Qual a conclusão do Rally em relação à lotação de gado nos pastos? MPN – Detectamos maior volume de pasto por animal em comparação ao ano passado. Choveu na maior parte das regiões pecuárias e isso favorece a rebrota do pasto e a disponibilidade de capim. Verificamos que a sobra de massa de pasto não consumido em 2015 é muito maior do que se esperava, em torno de 10% da matéria seca. Em anos anteriores, esse volume variou de 35% a 50%. Essa informação reforça o conceito defendido pela Agroconsult, organizadora do Rally da Pecuária, de que a massa de capim compensa as emissões de carbono, sequestrando mais que o bovino pode emitir.

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Casa Branca Press

CBP – Muito se fala hoje da importância da integração lavoura-pecuária-floresta. Qual a análise do seu grupo em relação e essa tecnologia? MPN – Produtores entrevistados durante o Rally da Pecuária apontaram que, do total de 1,04 milhão de hectares de pastagens, 45 mil hectares são voltados à integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF). Há intenção de começar novos projetos de iLPF em 36,8 mil hectares nos próximos anos. Já sob o ponto de vista dos agricultores, a integração é vantajosa e há planos de investimento nesse sistema. A integração com pecuária está presente ou nos planos de 50% das fazendas que responderam aos nossos questionários. Isso mostra que a integração ganha mais espaço no meio rural. CBP – Qual a abrangência do Rally da Pecuária em 2015? MPN – Os técnicos percorreram 63 mil quilômetros e realizaram 16 encontros – eventos regionais para discussão de tendências de mercado, cenários e iniciativas para aumentar a rentabilidade na pecuária e o Circuito Rural - que contaram com a participação de cerca de 2,2 mil pecuaristas. Além de tendências de mercado, discutimos com os pecuaristas temas como: “21 arrobas em 24 meses: conheça o boi 7-7-7”; controle de invasoras e pastagens de alto desempenho; correção, fertilização e garantia da longevidade das pastagens; crédito, financiamento e linha ABC para a pecuária; sucessão familiar no contexto da modernização contínua da gestão na fazenda; custos, resultados e tendências da aplicação de tecnologia na pecuária.


inter view

The silent, but efficient revolution of the Brazilian livestock farming

FERTIRAL Suplemento Mineral, Vitamínico e Aminoácido para Equinos e Bovinos

Indicators improve and production enjoys quiet growth with the use of good genetics, efficient nutritional management and a focus on productivity. Brazil is expected to produce around 10 million tons of beef in 2015. This spectacular performance represents the slaughtering of 45 million animals. According to a survey carried out by the Brazilian Confederation of Agriculture and Livestock (CAN), the activity is one of the main drivers of agribusiness in the country, generating approximately R$75 billion in revenue in the domestic market alone. This amount includes 1.8 million tons in exports, which last year brought US$ 6.6 billion into the country. Maurício Palma Nogueira, an agronomist graduated from Esalq (Piracicaba, São Paulo State) and livestock director at consulting company Agroconsult, highlights a mostly quiet revolution that has been taking place throughout Brazil. “The beef supply chain is growing at a fast pace. Productivity is increasing, as is the use of technology, the quality of pastures and genetics,” he says. One of the indicators of this process is the appreciation of

assessed bulls, derived from genetic enhancement programs, such as the one conducted by Casa Branca Agropastoril. “In 2014, we had to cancel our virtual bull sale because the insite demand was too high,” explains Heitor Pinheiro Machado, Casa Branca’s livestock manager. This year, the demand remains heated. Casa Branca has scheduled a major sale of 500 Angus, Brahman and South African Simental sires and dams, as an effort to make them available to a wider audience. Another important indicator for livestock are the increased confinement levels, which has helped obtain fat cattle with better conformity and uniform fat content. A few weeks ago, Maurício Palma Nogueira closed the 2015 Rally da Pecuária, an event that traveled the entire country with the aim of understanding the paths chosen by cattle farmers in this excellent moment for the appreciation of beef cattle.

Garanta a fertilidade do seu animal! WWW.AVERT.COM.BR

10 Casa Branca Press

SACSAUDEANIMAL@AVERT.COM.BR Rua Olimpíadas, 242 - 3º andar - 04551-000 - São Paulo/SP


inter view Casa Branca Press – Which conclusions did the Rally da Pecuária draw regarding the confinement expectations for 2015? Maurício Palma Nogueira – “An improved outlook regarding the prices paid to producers, combined with lower nutritionrelated production costs will result in increased confinement this year. A field survey carried out by the 2015 Rally da Pecuária shows that total feedyard should reach 5.19 million head of cattle, a growth of 520,000 units in comparison to last year. Even with this expansion, the goal is to confine 5.74 million heads, according to information obtained during the Rally. The only reason this number won’t be greater is that large feedyards are having trouble finding cattle to be finished”. CBP – Is it important for Brazilian livestock farming to obtain growth with this feeding technique? MPN – Yes, as it represents a greater use of technology and good genetics, as well as nutritional and health care at the fattening stage, which is a crucial for production. Our estimates are for an increase of 245,000 confined heads compared to last year, which might affect the pressure on the prices paid to the producers. Beef production, however, should stay virtually stable (a 0.6% increase), generating 58,000 tons more than in 2014. CBP – Brazilian livestock is essentially characterized by open range grazing. How do you define the quality of pasture in Brazil? MPN – Our survey shows that, while 50% to 80% of the areas of the Cerrado*, Atlantic Forest and Amazon biomes show signs of degradation, only 4% are fully degraded. To reach this important conclusion, we classified pastures into five levels of quality. The worst level means full degradation, where there is not enough plant stand for recovery, that is, the pasture must be redone. The sooner the producer interferes with this process, the lower the costs and environmental risks.

CBP – Which is the Rally’s conclusion regarding the occupation of cattle on the pastures? MPN – We detected a higher ratio of pasture per animal when compared to last year. We had a good amount of rain in most livestock farming regions, which helps pasture regrowth and increases the availability of grass. We noticed that the unconsumed pasture mass in 2015 is far greater than expected, around 10% of dry matter. In previous years, this figure was between 35% and 50%. This information reinforces the concept advocated by Agroconsult, responsible for organizing Rally da Pecuária, that pasture mass compensates for the carbon footprint, withdrawing more than the cattle can emit. CBP – There is a great deal of talk about the importance of the crop-livestock-forest integration. How does your group analyze this technology? MPN – Producers interviewed during the Rally pointed out that, out of 1.04 million hectares of pasture, 45,000 hectares are currently assigned for crop-livestockforestry integration. New crop-livestock-forest integration projects are expected to get underway on 36,800 hectares in the next few years. From the farmer’s point of view, the integration is beneficial, and there are investments plans for this system. The integration with livestock farming is present or will be present in 50% of the farms that responded to our surveys. This shows that integration has been gaining more ground in the rural community. CBP – What was the scope of 2015 Rally da Pecuária? MPN – Technicians covered 63,000 kilometers and conducted 16 meetings – regional events to discuss market trends, scenarios and initiatives to increase profitability in livestock farming. In addition, we also held Circuito Rural, which was attended by approximately 2,200 cattle farmers. In addition to market trends, we also discussed other issues, such as: “315 kg in 24 months: meet the 7-7-7 bull”; control of invaders and high-performance pastures; correction, fertilization and guarantee of pasture longevity; credit, financing and ABC line for livestock farming; familiar succession in the continuously modernized context of farm management; costs, results and trends for the application of technology in livestock farming.

Caninu’s

Protein

ÚNICO NO MERCADO COM WHEY PROTEIN Benefícios Elevada absorção e biodisponibilidade

Situações de estresse metabólico

Estimula síntese de proteínas

Reposição proteica emergencial

Indicações Alimentação enteral Gestação e lactação Fase de crescimento Treinamento (atleta) Dificuldade na engorda Manutenção nutricional

*Cerrado is a tropical savanna biome found in Brazil. 12 Casa Branca Press

Casa Branca Press 13


matéria de capa

matéria de capa

SAV Purebred 4896 a mais nova aquisição da Casa Branca

14 Casa Branca Press

Com apenas 18 meses de idade, o touro jovem da raça Angus SAV Purebred 4896, tem números excepcionais. Ele foi desmamado aos 205 dias com impressionantes 468 kg de peso vivo. Com um ano, chegou aos 696 kg. “Purebred é top 10 entre mais de 700 reprodutores comercializados pela norte-americana Schaff Angus Valley (SAV). Ele foi selecionado pela Casa Branca para ser o seu principal raçador Angus”, explica Paulo de Castro Marques, proprietário da Casa Branca. As DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) de SAV Purebred 4896 são simplesmente extraordinárias. Segundo a American Angus Association, Purebred é top 3% para desmama, top 4% para peso ao ano, top 10% para leite e +1.3 de peso ao nascer, o que o recomenda para uso em novilhas. “Purebred tem todas as características para se tornar um reprodutor de impacto global na raça Angus. Certamente será muito utilizado no Brasil, contribuindo para o contínuo aprimoramento da genética Angus do nosso país”, ressalta Paulo de Castro Marques. A qualidade de SAV Purebred 4896 provém do seu pedigree fantástico. Sua mãe pertence à 5ª geração de doadoras de embriões da SAV e à 5ª geração de produtoras de recordistas de peso à desmama. A Casa Branca já comercializou sêmen de SAV Purebred 4896 para criadores dos Estados Unidos e do Canadá, mostrando o reconhecimento mundial ao seu novo raçador. As primeiras doses de sêmen de Purebred estarão à disposição dos pecuaristas brasileiros no Leilão Casa Branca, programado para o dia 12 de setembro de 2015, na Fazenda Santa Ester, em Silvianópolis (MG). Casa Branca Press 15


the newest

Casa Branca acquisition

With only 18 months of age, the young Angus bull named SAS Purebred 4896 has showed some incredible numbers. He was weaned when he was 205 days-old, with an impressive live weight of 468 kg. At one year, he reached 696 kg. “Purebred is top 10 among more than 700 breeders sold by Schaff Angus Valley (SAV), from the U.S. He was selected by Casa Branca to be its main Angus sire,” explains Paulo de Castro Marques, Casa Branca owner. The EPDs (expected progeny differences) of SAV Purebred 4896 are just extraordinary. According to the American Angus Association, Purebred is

top 3% for weaning, top 4% for weight, top 10% for milk and + 1.3 for birth weight, making him suitable for use on heifers. “Purebred has all the characteristics to make a global impact as an Angus sire. It certainly will be widely used in Brazil, contributing to the continuous improvement of Angus genetics in our country,” says Paulo de Castro Marques. The quality of SAV Purebred 4896 comes from his fantastic pedigree. His mother belongs to the fifth generation of embryo donors of SAV and to the 5th generation of producers of weaning weight record holders. Casa Branca has already sold semen from SAV Purebred 4896 for breeders in the United States and Canada, as further proof that its new sire is achieving global recognition. The first doses of semen from Purebred will be available for purchase by Brazilian cattle breeders at Casa Branca’s Sale, scheduled for September 12, 2015, at Fazenda Santa Ester, located in Silvianópolis, Minas Gerais State.

cover story

cover story

SAV Purebred 4896,

Sitz Traveler S A V Final Answer

S A V Emulous

S A V Pioneer As of 07/10/2015

Boyd New Day S A V Blackbird

Production

S A V Blackbird

G A R Grid Maker S A V Bismarck

American Angus Association 10/julho/2015

Maternal

CED Acc

BW Acc

WW Acc

YW Acc

RADG Acc

DMI Acc

YH Acc

SC Acc

Doc Acc

HP Acc

CEM Acc

Milk Acc

I+4 .05

+1.2 .38

+65 .30

+115 .30

I+.19 .05

I+.53 .05

I+.4 .05

+1.26 .39

+13 .35

I+14.3 .05

I+10 .05

+30 .23

S A V Abigale

S A V Blackcap May S A V 8180 Traveler S A V Blackcap May

MkH MkD

MW Acc

MH Acc

$EN

I+21 .05

I-.2 .05

-31.84

Carcass CW Acc

Marb Acc

RE Acc

Fat Acc

+47 .20

+.50 .25

+.85 .26

+.070 .22

Carc Grp Carc Pg

Usnd Grp Usnd Pg

S A V May $ Values

Nascimento / Birth Date:01/01/2014 Tattoo:4896 Criador / Breeder: Schaffs Angus Valley, Saint Anthony ND Proprietário / Owner: Casa Branca Agropastoril - Paulo de Castro Marques 16 Casa Branca Press

$W

$F

SG

$QG

$YG

$B

+67.66

+74.83

+27.29

+27.71

-.42

+137.89

EPDs are enhanced by genomic results generated by: Casa Branca Press 17


FIRMES sustentam toda a cadeia Boi gordo, bezerro e boi magro estão remuneradores. É hora de intensificar uso de genética de melhor qualidade.

O

s pecuaristas estão comemorando a escalada dos preços do boi gordo, bezerros e bois magros. Segundo levantamento do site www.pecuaria.com.br, nos últimos 12 meses, a arroba aumentou 20,6%, passando de R$ 121,00 para R$ 146,00 (preços médios, em São Paulo). No mesmo período, tanto o bezerro quando o boi magro alcançaram valorização de 31%. Importante destacar que os preços saíram de patamares medianos em meados do ano passado para os níveis atuais e se mantêm estáveis – com ligeira oscilação dependendo de clima e escala de abates dos frigoríficos. No segundo semestre do ano passado, a cotação do boi gordo subiu 17% - mesma elevação do bezerro. O boi magro teve aumento médio de 15%. No primeiro semestre de 2015, em que pese a queda nas exportações de carne bovina e à maior dificuldade para os

frigoríficos repassarem seus custos para o varejo, os produtores conseguiram praticar preços positivos. “Falta boi gordo no mercado e isso segura as cotações”, assinala a consultora Lygia Pimental, da Agrifato. Ela estima que o volume de abate fechará o ano com queda de 10%. “Esse recuo deve manter o cenário de preços regulados”. Lygia cita três riscos para os pecuaristas: dois internos e um externo. Primeiro, a dificuldade de negociação dos frigoríficos com os supermercados. Depois, o balanço das exportações – até agora negativo. Finalmente, os custos mais altos de reposição do rebanho. “O risco está no longo prazo, quando os pecuaristas terão de vender o bezerro comprado agora em um cenário de oferta maior, em função da atual retenção de fêmeas. Hoje, ele está com a bola na mão, mas pode ter de transferir para alguém no futuro”, pondera Lygia.

Quadro – Preços positivos ao pecuarista Data

Boi Gordo (@)

Bezerro (un.)

Boi Magro (un.)

30.06.2014

121,00

1.100,00

1.500,00

23.12.2014

142,00

1.290,00

1.730,00

30.01.2015

143,00

1.320,00

1.760,00

30.06.2015

146,00

1.440,00

1.760,00

Fonte: www.pecuaria.com.br

18 Casa Branca Press

$ da carne bovina

mercado

mercado

PREÇOS

Boas notícias para a carne bovina vindas do exterior Abertura dos mercados da China e dos Estados Unidos renovam ânimo das exportações de carne bovina. Para muitos 2014 foi o melhor ano da cadeia da carne bovina brasileira. Os preços do boi gordo, boi magro e bezerros foram consistentes, o consumo interno respondeu muito bem ao aumento de preços no varejo e as exportações foram excelentes. Com todos esses indicadores positivos, a expectativa para 2015 não poderia ser outra a não ser a de um ano melhor ainda. E está sendo mesmo. “Em que pese as adversidades do mercado interno, os preços do boi gordo mantêm-se em patamar muito bom, trazendo consigo os demais segmentos da cadeia. Apenas as exportações estão devendo, mas as recentes notícias de abertura dos mercados da China e dos Estados Unidos são muito bem vindas”, ressalta José Vicente Ferraz, consultor da FNP. A primeira boa notícia em relação ao mercado externo veio em maio, após encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que esteve no Brasil. Oito frigoríficos já receberam autorização para retomar as exportações para o país asiático. Além disso, outras 17 empresas devem receber a mesma habilitação nos próximos meses. A China fechou suas portas para a carne bovina do Brasil no final de 2012, quando foi registrado no Paraná um caso atípido do mal da “vaca louca”. A reabertura do mercado foi negociada durante mais de um ano.

De acordo com os cálculos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as exportações de carne bovina para a China até o fim de 2015 podem representar receita de US$ 520 milhões. A segunda boa notícia veio durante a visita da presidente Dilma aos Estados Unidos, no final de junho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicou comunicado oficial reconhecendo o status sanitário do rebanho bovino brasileiro, o Final Rule, necessário para a importação de carne in natura do Brasil. A liberação pelo governo norte-americano encerra negociação de mais de 15 anos entre os dois países. Com a decisão dos Estados Unidos, abre-se um mercado potencial de pelo menos 100 mil toneladas por ano para os frigoríficos nacionais. “A abertura do mercado ao produto brasileiro é uma sinalização importante para o setor agropecuário brasileiro. É como ‘ter uma senha’ para o acesso a outros mercados”, disse a ministra da Agricultura, Katia Abreu. Para o cenário internacional ser ainda melhor, falta apenas contar com a Rússia, um dos principais parceiros comerciais das carnes brasileiras nos últimos anos. O embargo econômico proposto por Estados Unidos e União Europeia ao país de Putin elevou as possibilidades de venda do Brasil, porém também criou mais burocracia para a exportação. Casa Branca Press 19


Ainda sem contar com a China e os Estados Unidos, o balanço das vendas externas de carne bovina foi negativo nos primeiros cinco meses de 2015. O setor faturou mais de US$ 2,2 bilhões, resultado 18% inferior ao do mesmo período do ano anterior. Em volume, foram 543,7 mil toneladas (-14%). Mesmo assim, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) está otimista. “Nossa perspectiva continua positiva para o segundo semestre, quando teremos definitivamente a volta dos embarques para outros países importantes”, ressalta Antonio Jorge Camardelli, presidente da entidade.

Produção em crescimento – Segundo

projeções do Rally da Pecuária, em 2014 o Brasil produziu 9,5 milhões de toneladas de carne bovina, com crescimento modesto mas importante de 2,7% sobre o ano anterior. A expectativa para 2015 é de novo aumento, com oferta beirando as 10 milhões de toneladas.

Fat cattle, calves and fed cattle have been profitable late. It’s time to leverage the use of high-quality genetics

Consumo interno sólido – Um dos

fatores que ajudam a fortalecer o desempenho das proteínas animais no Brasil é o tamanho do mercado interno. Com pouco mais de 200 milhões de habitantes, o país é um grande consumidor de carnes, dando importante respaldo para o crescimento da oferta nas propriedades rurais. De acordo com as entidades de classe, o brasileiro consome 40 kg de carne bovina/ano. Nesse caso específico, há uma certa estabilidade na demanda. Há dez anos, o consumo per capita era de 39 kg/hab/ano. “O brasileiro já é um grande consumidor de carne bovina. Esse patamar é histórico e está muito bom, suportando a produção – que cresce para atender as necessidades internacionais. Também não se pode esquecer que a qualidade da carne brasileira está cada vez melhor”, assinala Luiz Claudio Paranhos, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).

Quadro – Balanço da pecuária de corte Item

2004

2013

2014

2015*

Produção (mi/t)

8,85

9,2

9,5

9,8

Exportação (mi/t)

1,18

1,4

1,56

1,5

39

40

40

40

Consumo per capita (kg) Fonte: Entidades de classe * Estimativa

20 Casa Branca Press

Farmers are celebrating the rising prices of fat cattle, calves and fed cattle. According to an assessment by website www.pecuaria.com.br, beef prices have increased 20.6% in the last 12 months, going from R$121.00 to R$146.00 for an arroba (average prices in São Paulo). In the same period, calves and feeder cattle saw an appreciation of 31%. Even more remarking is that prices were just moderate halfway through last year, and have remained stable after rising to current levels – with slight variations occurring due to the weather and slaughterhouse output. In the second half of last year, the price of fat cattle rose 17%, the same increase as calves. Fed cattle prices advanced 15% on average. In the first half of 2015, despite a drop in beef export figures and the difficulties slaughterhouses are facing in passing on

their costs to retailers, farmers were able to secure favorable prices. “There is not enough fat cattle in the market and that keeps the prices at a good level,” said Lygia Pimental, a consultant at Agrifato. She estimates that slaughtering figures will close the year with a 10% drop. “This setback should keep prices in check.” She mentions three potential risks for farmers: two internal and one external. The first one is the difficulty that slaughterhouses have in negotiating with supermarkets. Next, there’s the balance of trade, which so far is negative. Finally, the higher costs of herd replacement. “The risk is in the long run, when farmers will have to sell the calf that was purchased now in a scenario with more supply available, due to the current retention of females. Today, the ball is in his court, but things may change in the future,” Lygia said.

Table – Positive Prices to the Cattle Breeder Date

Fat Cattle (arroba)

Calves (un.)

Feeder Cattle (un.)

06.30.2014

121,00

1.100,00

1.500,00

12.23.2014

142,00

1.290,00

1.730,00

01.30.2015

143,00

1.320,00

1.760,00

06.30.2015

146,00

1.440,00

1.760,00

Source: www.pecuaria.com.br

Good news for beef from abroad Opening of Chinese and North American markets give beef exports a boost Many people consider 2014 as the best year for the Brazilian beef supply chain. The price of fat cattle, feeder cattle and calves were consistent, domestic consumption responded very well to rising retail prices and export figures were excellent.

With all of these positive indicators, it couldn’t have been any different: 2015 was expected to be even better – which, so far, has proven to be true. “Despite the adversities of the domestic market, the price of fat cattle has remained at a very good level, while pulling

Casa Branca Press 21

market

mercado

$

Steady prices support the entire beef supply chain


along the other segments of the chain. Exports are not that good, but the recent news concerning the opening of the Chinese and North American markets were met with positive reactions,” said José Vicente Ferraz, a consultant at FNP. The first piece of good news from the foreign markets came in May, following a meeting between President Dilma Rousseff and Chinese Prime Minister Li Keqiang, during the latter’s visit to Brazil. Eight slaughterhouses have already been authorized to resume exports to China, while 17 other companies should be approved by the Asian country in the coming months. China closed its doors to Brazilian beef at the end of 2012, when an unusual case of mad cow disease was recorded in the state of Paraná. Negotiations to reopen the market lasted for over a year. According to the calculations of the Ministry of Agriculture, Livestock and Supply (MAPA), beef exports to China should amount to US$520 million by the end of 2015. The second piece of good news came during President Dilma’s visit to the United States in the end of June. The United States Department of Agriculture (USDA) issued the Final Rule, an official report recognizing the health status of the Brazilian beef, and which was required prior to resuming the import of Brazilian fresh beef. The US Government’s clearing capped a negotiation that lasted more than 15 years between the two countries, and opened up a potential market of at least 100 thousand tons per year for Brazilian slaughterhouses. “The opening of this market for the Brazilian product is an important sign for the Brazilian agricultural sector. It’s like having a password that could unlock other markets,” said the Minister of Agriculture, Katia Abreu. One of the last missing pieces to further improve the export scenario is Russia, one of the main trading partners of the Brazilian beef in recent years. The economic embargo proposed by the United States and the European Union to

Articulações saudáveis para as aventuras do dia a dia

Putin’s provided Brazil with a chance to increase its share in this market, but it also created more bureaucracy for the export. With China and the United States still not in the picture, the balance of trade for beef in the first five months of 2015 was negative. The industry brought in just over US$ 2.2 billion, 18% less than the same period last year, with a volume of 543.7 million tons (-14%). However, the Brazilian Association of Meat Exporters (ABIEC) is optimistic. ”Our outlook remains positive for the second half, as we resume shipments to other major countries,” says Antonio Jorge Camardelli, ABIEC president.

market

market

$

Growing production - According to Rally da Pecuária’s projections, Brazil should produce 9.5 million tons of beef in 2015, a modest but important growth of 2.7% compared to the previous year. The 2015 forecast calls for continued growth, with a volume of nearly 10 million tons. Solid internal consumption - One of the factors that helped strengthen the performance of animal protein in Brazil is the size of its domestic market. With a population of over 200 million, the country is a major consumer of meat, providing an important support for increased supply levels at rural properties. According to trade associations, the average Brazilian consumes 40 kg of beef per year. In this particular case, there is a certain stability in demand. Ten years ago, per capita consumption was 39 kg per inhabitant per year. “Brazilians are already big consumers of beef. Current consumption is on pace with historical levels, which are very good, as it supports production, which is able to grow to meet international demand. Also, let’s not forget that consumption levels are stable, while the quality of Brazilian beef has been improving constantly,” noted Luiz Claudio Padilla, president of the Brazilian Association of Zebu Breeders (ABCZ).

Sulfato de Condroitina A Alta concentração por dose

Colágeno Hidrolisado Alta absorção

Diversas apresentações Único na forma de sticks

Alta palatabilidade Melhor Custo x Benefício Alta adesão ao tratamento

Chart: Beef cattle balance Item

2004

2013

2014

2015*

Production (million tons)

8,85

9,2

9,5

9,8

Export (million tons)

1,18

1,4

1,56

1,5

39

40

40

40

Per capita consumption (kg) Source: Trade associations * Estimate

Entre em contato conosco, SOLICITE AMOSTRA e a visita do nosso propagandista através do SAC. Será um prazer atendê-lo(a) e levar mais informações.

S A C S A U D E A N I M A L @ AV E R T. C O M . B R 22 Casa Branca Press

Casa Branca Press 23


leilão

da Casa Branca

Serão colocados à venda 500 touros e fêmeas Angus, Brahman e Simental Sul-Africano no dia 12 de setembro A Casa Branca Agropastoril realizará no dia 12 de Setembro de 2015 o maior evento comercial da sua história, com a oferta dos seus 500 melhores machos e fêmeas das raças Angus, Brahman e Simental Sul Africano. Os touros estão prontos para trabalho na próxima estação de monta e as fêmeas são rigidamente avaliadas. Trata-se de um leilão muito especial, organizado para multiplicar a genética da Casa Branca para os produtores que focam o seu trabalho na pecuária de ciclo curto, que impulsiona a oferta de carne bovina de qualidade superior.

A pecuária brasileira é um gigante que oferta quase 10

milhões de toneladas de proteína vermelha por ano e gerou, em 2014, US$ 6,6 bilhões em exportação. A Casa Branca dá sua contribuição para o contínuo aumento da produtividade

The largest SALE of Casa Branca’s history

500 Angus, Brahman and South African Simental bulls and females will be offered for sale on September 12

On September 12, 2015, Casa Branca Agropastoril will hold the largest commercial event in its history, where they will offer its 500 best males and females of the Angus, Brahman and South African Simmental breeds. The bulls are ready to work on next breeding season and the females have been carefully evaluated. This is a very special sale, organized to multiply Casa Branca’s genetics for producers focused on short-cycle livestock, which boosts the supply of top-quality beef.

Brazilian livestock is a giant industry that offers nearly

10 million tons of beef a year, and which generated US$ 6,6 billion in exports in 2014. Casa Branca provides its contribution to the continuously increasing productivity

na atividade, selecionando animais funcionais e extrema-

in the sector by selecting functional animals that are ex-

mente bem adaptados às diversas regiões do país. Esse even-

tremely well adapted to the country’s many regions. This

to marca um momento extremamente importante do nosso

event marks a very important moment of our project, as

projeto, pois colocaremos à venda nossos melhores touros

we will offer our best 2013 Angus, Brahman and South

Angus, Brahman e Simental Sul-Africano safra 2013, além de

African Simmental bulls for sale, in addition to females

fêmeas rigidamente selecionadas para a produção de bezerros precoces e de rápido ganho de peso

, informa Paulo

de Castro Marques, proprietário da Casa Branca. A Casa Branca já comercializou mais de 2.500 reprodutores Angus, Brahman e Simental SulAfricano para projetos pecuários em todas as regiões do País.

Marque na sua agenda O Leilão Casa Branca 2015 será realizado na Fazenda Ester, em Silvianópolis (MG). Informações adicionais podem ser obtidas no telefone (35) 3452-0828 e www.casabrancaagropastoril.com.br 24 Casa Branca Press

that have been carefully selected for the production of precocious calves with rapid weight gain

,

says Paulo de Castro Marques, Casa Branca owner. A Casa Branca já comercializou mais de 2.500 reprodutores Angus, Brahman e Simental Sul-Africano para projetos pecuários em todas as regiões do País.

Save the date The 2015 sale will be held at Fazenda Ester, in Silvianópolis, Minas Gerais State. For more information, call +55 35 3452-0828, or go to www.casabrancaagropastoril.com.br Casa Branca Press 25

auction

O MAIOR LEILÃO DA HISTÓRIA


GENETICA Produção de reprodutores para a

PECUÁRIA DE RESULTADOS Casa Branca seleciona touros com extremo rigor para contribuir para a melhoria da produtividade nas fazendas de todo o país.

A

Casa Branca Agropastoril trabalha há quase duas décadas na seleção criteriosa dos melhores animais das raças Angus, Brahman e Simental de linhagem

sul-africana, sempre objetivando a geração de resultados por meio do melhoramento genético para uma produção pecuária eficiente a campo, com reprodutores funcionais que se adaptam bem às condições tropicais e contribuem para o aumento de produtividade safra após safra. Para isso, a Casa Branca busca o aprimoramento constante dos seus rebanhos por meio de técnicas de última geração para a reprodução assistida, além do uso de material genético dos melhores reprodutores criados em todo o mundo. Segundo Paulo de Castro Marques, proprietário da Casa Branca Agropastoril, além da busca pela qualidade produtiva das raças Angus, Brahman e Simental sul-africano, outra preocupação é com a adaptação do gado para criação a campo. “A expansão dos projetos de cruzamento industrial para regiões de clima quente cada vez mais exige das raças bovinas, mesmo aquelas originárias do continente europeu, maior capacidade de adaptação ao clima e regime de criação das regiões tropicais” destaca o criador.

26 Casa Branca Press

Paulo Marques ressalta, ainda, que cada raça tem suas particularidades e, em conjunto, agregam produtividade à pecuária. “Na Casa Branca todos os animais disponibilizados ao mercado por meio dos leilões presenciais, virtuais ou venda direta nas fazendas são rigorosamente selecionados e testados em absolutas condições de produção a pasto sob o ponto de vista de ganho de peso, precocidade, fertilidade e acabamento de carcaça”, ressalta o criador. Quem investe na genética da Casa Branca tem a garantia de que todo o trabalho de seleção é focado na alta qualidade genética com a oferta de animais com comprovado potencial de produção a pasto. Isso assegura ao pecuarista que ele terá animais jovens e mais precoces em seu rebanho com maior ganho de peso e produção de carcaça com excelente retorno econômico.

CASA BRANCA Porque utilizar touros Casa Branca São muitas as vantagens de utilização na vacada dos reprodutores Angus, Brahman e Simental sul-africanos selecionados pela Casa Branca. Todos são rigidamente avaliados, têm procedência comprovada, genética reconhecida e condições reprodutivas (exame andrológico) ideais. A seleção dos reprodutores da Casa Branca começa no nascimento dos bezerros. Eles são acompanhados desde os primeiros dias, com medições e avaliações zootécnicas. “Para começar, analisamos o peso ao nascer e fazemos avaliação visual para identificar os indivíduos que se destacam no grupo de machos e aqueles que não têm defeitos morfológicos”, explica Leonardo Pinheiro Machado, consultor técnico da Casa Branca Agropastoril. A avaliação prossegue ao desmame, quando os bezerros deixam o colostro e passam a ter uma vida mais independente. Aqui começa uma etapa muito importante da seleção, já que o desempenho determinará o seu futuro. Nova apuração ocorre ao sobreano (em torno dos 15 meses de idade). É nesse momento que os animais de rápido crescimento e maior força muscular se destacam e passam na prova para ir ao teste de reprodutores da Casa Branca, coordenado pela Universidade Federal de Lavras.

Essa prova ocorre na própria Casa Branca, no sul de Minas gerais, e consiste na comparação de desempenho entre indivíduos da mesma raça e contemporâneos. Essa nova seleção separa os machos por condições produtivas (ganho de peso, conformação, área de olho de lombo, musculosidade e outros parâmetros): elite, superiores e regulares. Os reprodutores da Casa Branca colocados à disposição do mercado passa por todas essas etapas de seleção, tendo grande confiabilidade. “Toda essa preocupação é para colocar no mercado touros de dois anos de idade que ficarão por no mínimo cinco anos gerando em média 30 bezerros por ano”, explica Heitor Pinheiro Machado, gerente da Casa Branca. Um reprodutor avaliado produzirá, no mínimo, 150 animais em sua vida reprodutiva. São todos bezerros com genética apurada, que crescerão rápido e gerarão outros tantas crias e assim sucessivamente. A conclusão é óbvia: a utilização de genética de qualidade é a melhor decisão de um pecuarista que deseja multiplicar o seu plantel com animais de reconhecida capacidade produtiva e reprodutiva.

Dicas úteis para extrair o máximo dos reprodutores Importante destacar que não basta apenas escolher bem o touro. É preciso dar-lhe condições para utilizar todo o seu potencial genético. Seguem recomendações importantes. 4 É preciso observar um período de adaptação na propriedade onde o touro vai trabalhar. Esse período gira em torno de 30 a 60 dias no mínimo, antes do inicio da estação de monta. 4É recomendável ter na propriedade um piquete em separado com boa pastagem, sombra e água para receber os touros recém adquiridos. 4Também é recomendável fazer rodízio de touros durante a estação de monta, utilizando lotes de 1% a cada 5 dias, ou seja, cada lote trabalha 5 dias e descansa 15 4A condição corporal dos touros

também deve ser boa, ou seja, em uma tabela de 1 a 5 a mínima quando do inicio da temporada não deve ser menor que 4. 4Antes do inicio de cada estação de monta os touros devem passar por avaliação de suas condições reprodutivas, como andrológico completo e capacidade de serviço, quando se avalia sua capacidade de cópula completa, além dos exames sanitários de praxe. 4Não é aconselhável usar ao mesmo tempo em um mesmo piquete touros com idades diferentes, evitandose assim a dominância dos mais velhos

sobre os mais novos. Se possível evitar, ao menos na primeira temporada de monta, usar touros comprados recentemente juntamente com os que já estão na fazenda. 4A fazenda deve ter área com bom pasto, sombra e água, onde serão mantidos os touros fora do período de monta. É aí que, durante o período de monta, devem ser mantidos os touros em descanso. 4Outra boa prática é a renovação anual de 20 a 25% da tourada, pois dos três aos cinco anos é a idade de melhor desempenho de um touro a campo. Casa Branca Press 27


GENETICA CASA BRANCA

Base genética das MELHORES ORIGENS

A Casa Branca se orgulha de ter formado seu rebanho a partir da aquisição de genética de várias fontes das raças Angus, Brahman e Simental sul-africano A Casa Branca incorporou ao seu banco genético Angus do Canadá, Estados Unidos, Argentina e Rio Grande do Sul; trouxe Brahman dos Estados Unidos – da Hudgins, o maior e melhor projeto de seleção da raça em todo o mundo – e também da Colômbia; e buscou Simental sul-africano no Canadá – foi de lá que veio o supercampeão Pioneer – e na África do Sul, tornando-se, inclusive, o maior projeto de seleção da linhagem fora do país de origem da linhagem. “A qualidade genética é um componente essencial de um projeto de seleção na pecuária. A Casa Branca leva esse conceito muito a sério e sempre olhou com muita atenção para as fontes em todas as partes do mundo. E continuamos atentos”, explica Paulo Marques, ressaltando a recente aquisição do reprodutor Angus SAV Purebred 4896, dos Estados Unidos (veja matéria nessa edição).

28 Casa Branca Press

A preocupação da Casa Branca não se resume à busca da melhor genética disponível no mundo. A empresa também utiliza as técnicas de multiplicação mais avançadas, incluindo a seleção genômica. “A Casa Branca trabalha para ser reconhecida pelo mercado como uma fonte de genética altamente confiável. Nosso principal objetivo é produzir touros Angus, Brahman e Simental sul-africano que, em condições de campo, tenham alta libido e façam sua parte para a multiplicação de bezerros de padrão superior. Como são reprodutores de alta qualidade, geram crias que nascem com tamanho e peso moderado, mas crescem rápido e com estrutura corporal excepcional. São animais que chegam à idade e ao peso de abate mais cedo, acelerando a oferta da carne bovina que a indústria valoriza”, sentencia Paulo de Castro Marques.

Casa Branca Press 29


CASA BRANCA GENETICS

CASA BRANCA GENETICS

Production of sires for HIGH-PERFORMANCE livestock farming

Useful tips to extract the most from breeders

Casa Branca performs aggressive selection of bulls to contribute to increased productivity at farms throughout the country Casa Branca Agropastoril has been working for two decades on an aggressive selection of Angus, Brahman and South African Simental animals, always aiming at generating better results through the genetic improvement for a fieldefficient livestock production, with functional reproducers that are capable of adapting to tropical conditions and contribute to the increased productivity, year after year. To this end, Casa Branca seeks the steady improvement of its herds through state-of-the-art techniques for assisted reproduction, in addition to the use of genetic material from the best reproducers raised throughout the world. According to Paulo de Castro Marques, owner of Casa Branca Agropastoril, in addition to seeking productive quality from the Angus, Brahman and South African Simental breeds, another major concern is the adaptation of the cattle to field breeding. “The expansion of industrial cross-breeding projects for warm-climate areas has put increasing demands on bovine breeds, even those of European origin, to adapt well to the climate and to the breeding regime of the tropical region,” said Paulo. Paulo Marques highlights that each breed has its own particularities and, when combined, they add productivity to livestock farming. “At Casa Branca, all animals sold to the market through our on-site and virtual sale or direct sales at the farms are carefully chosen and tested under full pasturegrazing conditions with regards to weight gain, precocity, fertility and carcass finishing,” Paulo concluded. Anyone who chooses to invest in Casa Branca genetics can rest assured that the entire selection process is focused on the high genetic quality, and that our entire herd has proven pasture-grazing potential. This assures the cattle farmer that he will have young and more precocious animals in his herd, with higher weight gain and carcass production, providing for excellent financial returns.

30 Casa Branca Press

Why use Casa Branca’s bulls There are many advantages to using Angus, Brahman and South African Simental sires selected by Casa Branca. They are all carefully assessed, with proven ancestry, recognized genetic lineage and ideal reproductive conditions (breeding soundness exams). The selection of Casa Branca’s sires starts the moment the calves are born. They are monitored from their first days, with measurements and zootechnical assessments. “To start, we assess the birth weight and carry out a visual inspection to identify individuals that stand out among the males, as well as those that do not have any morphological flaws,” explains Leonardo Pinheiro Machado, technical consultant at Casa Branca Agropastoril. Another assessment is made after weaning, when the calves are taken off colostrum and become more independent. That is the beginning of a very important selection stage, since performance will determine the future of these calves. At 15 months-old, there is a new assessment. That is when the fastest-growing and strongest animals stand out and pass the test to move on to Casa Branca’s breeder tests, coordinated by Federal University of Lavras. This test takes place within Casa Branca’s grounds, in southern Minas Gerais, and consists in the comparing the performance of individuals of the same breed and age. This new selection separates males according to their productive conditions (weight gain, conformity, rib eye area, muscularity and other parameters): elite, superior and regular. Casa Branca’s breeders that are put on the market go through all of these selection stages, which ensures great reliability. “This entire process is conducted in order to provide the market with two years-old bulls that will be producing 30 calves per year, on average, for at least five years,” explains Heitor Pinheiro Machado, Casa Branca’s manager. An assessed sire will produce at least 150 animals throughout his reproductive life, all of which are genetically improved calves, who will mature quickly and produce many other offspring, and so on. The conclusion is obvious: the use of high-quality genetics is the best decision for a cattle farmer who wishes to multiply his herd with animals that have recognized productive and reproductive capacity.

One fact that should not be overlooked is that it’s not enough to simply select the best bull. The bull must be provided with conditions to use its full genetic potential. Here are some important advices. The bull must undergo an adaptation period at the property where it will work. This period should last approximately 30 to 60 days, before the beginning of the breeding season. It is advisable to maintain a separate paddock with good pasture, shadow and water to house the newly acquired bulls. Another good idea is to rotate bulls during breeding season, using lots of 1% every five days, that is, each lot works five days and rests fifteen. The corporal condition of the bulls must also be good, that is, on a scale of

. . .

one to five, the minimum at the beginning of the season should not be lower than four. Before the beginning of each breeding season, the bulls must go through an assessment of their reproductive conditions, such as a thorough breeding soundness test and service capacity, which assesses his entire mating capacity, in addition to routine health exams. It is not advisable to use the same pasture paddock for bulls of different ages at the same time, as the dominance of older bulls over younger ones should be avoided. If possible, at least

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.

for the first mating season, avoid using bulls that were recently purchased along with those that were already on the farm. The farm must have an area with good pasture, shade and water, where the bulls will be maintained when not in breeding season. This is the same area where the bulls should rest during the breeding period. Another recommended practice is the annual renewal of 20% to 25% of the herd, since a bull’s best performing years are between the ages of three to five.

. .

Genetic basis of the best origins Casa Branca is proud to have assembled its herd from the purchase of genetic material from several sources of the Angus, Brahman and South African breeds Thus, Casa Branca has incorporated Canadian, US, Argentinian and Rio Grande do Sul Angus to its genetic bank; its Brahman was brought in from Hudgins, in the US – the largest and best-ranked selection project of the breed in the entire world – as well as from Colombia; its South African Simental was brought from Canada – which is where its multichampion Pioneer came from – and from South Africa, and now we have become the largest selection project for the lineage outside its home country. “The genetic quality is a crucial component of a selection project in livestock farming. Casa Branca takes this concept very seriously and has always looked at sources throughout the world with great care. We are still looking,” explains Paulo Marques, while highlighting the recent purchase of the Angus breeder SAV Purebred 4896, from the United States (see article in this issue).

Casa Branca’s concern is not limited to seeking out the best genetics available from around the world. The company also uses the most advanced multiplication techniques, including genomic selection. “Casa Branca works to be acknowledged by the market as a source of highly reliable genetics. Our main goal is to produce Angus, Brahman and South African Simental bulls that, in field conditions, have high libido and do their job in the multiplication of calf production. Since they are high-quality breeders, they generate offspring with moderate size and weight, but that mature quickly, with exceptional body structure. They are animals that reach slaughtering age and weight at an earlier date, speeding up the supply of beef, which is greatly appreciated by the industry”, says Paulo de Castro Marques.

Casa Branca Press 31


CRITÉRIOS

DE SELEÇÃO

importantes NA

PECUÁRIA MODERNA

Por Sarah Laguna Conceição Meirelles*

A genômica avança na pecuária. A passos curtos ainda, mas as perspectivas dessa nova e revolucionária tecnologia são grandes

32 Casa Branca Press

do potencial de produção dos animais, bem como da capacidade de adaptação ao ambiente. Portanto, os animais mais adaptados tendem a produzir maior quantidade de carne. Dessa forma, a Casa Branca vem selecionando animais que apresentam menores frequências respiratórias, temperatura do pelame, temperatura retal e comprimento dos pelos, determinando assim animais mais adaptados e que poderão produzir mais carne. A ocorrência de infestações parasitárias nos trópicos tem acarretado acentuadas quedas nos índices de produção. Para isso, é necessário que se selecione animais para que aumente a resistência a parasitas. O grau de infestação de carrapatos e mosca-do-chifres, avaliado por meio de contagem ou por escore de infestação, tem apresentado baixa herdabilidade, sendo, portanto, um desafio para os produtores que trabalham com raças taurinas. Mais estudos devem ser realizados para que possamos identificar alguma característica que possa nos auxiliar na seleção para resistência a parasitas. Além dessas características listadas acima como critérios de seleção, a seleção para eficiência alimentar, ou seja, eficiência de utilização de alimentos vem sendo cada vez mais questionada pelos melhoristas e produtores. Hoje já possuímos empresas que fornecem ao mercado cochos eletrônicos (grow-safe), nos quais podemos avaliar o consumo individual dos animais avaliados, podendo assim determinar quais produtos são mais eficientes, ou seja, ingerem menos alimento e transformam em maior quantidade de carne. Essa característica é muito importante no sistema de produção de carne bovina. Manejar os animais é uma tarefa corriqueira. Portanto, identificar aniCasa Branca Press 33

técnica

idades e o peso adulto de fêmeas, causando alto custo de manutenção dessas fêmeas, prejudicando a eficiência do sistema de produção. No entanto, na pecuária moderna, além de se selecionar para desempenho, o foco está voltado para características relacionadas à precocidade de acabamento, à qualidade da carne, à adaptabilidade dos animais a determinado ambiente de criação, à resistência a parasitas e à precocidade sexual, entre outras. Vale ressaltar que para que os animais produzam mais carne e de qualidade é necessário identificar não somente o peso dos indivíduos e, sim, a qualidade da carcaça. Dessa forma, a utilização da ultrassonografia de carcaça vem nos auxiliando para identificar animais que possuem precocidade de acabamento. Com a ultrassonografia podemos avaliar a espessura de gordura subcutânea e espessura de gordura na garupa, características essas que estão relacionadas com a proteção da carcaça contra o resfriamento, evitando que as fibras se encurtem, que a carne escureça e consequentemente endureça. A área de olho de lombo é uma característica também avaliada. Ela está relacionada à porção comestível da carcaça, ou seja, quando maior a área de olho de lombo (área do músculo contrafilé) maior a quantidade de carne na carcaça do animal. Uma outra característica avaliada com essa técnica é a porcentagem de gordura intramuscular (marmoreio) – esta está relacionada à suculência e ao sabor da carne. Todas essas características nos auxiliam na determinação de quais touros são melhores em relação à qualidade de carcaça. A eficiência da exploração comercial bovina em regiões de clima subtropical/tropical depende em grande parte

matéria

matéria

técnica

A

pecuária de corte é uma atividade complexa, pois várias características relacionadas ao desempenho, reprodução e qualidade de carcaça interferem na eficiência do sistema de produção. Em vista disso, o processo de melhoria da qualidade do rebanho para aprimorar a eficiência do sistema de produção normalmente envolve a medição e a avaliação de diversas características. Pensando em identificar animais jovens, de alto mérito genético, dentre as várias características de importância econômica, a Casa Branca Agropastoril iniciou em 2012 uma parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) para realizar provas de desempenho nas raças Angus e Simental, sob minha coordenação. O objetivo dessa avaliação genética é identificar touros jovens que possuem altos méritos genéticos para essas características. Com essa ferramenta de seleção, os produtores podem identificar touros jovens superiores, podendo assim diminuir o intervalo de gerações, promovendo maior ganho genético por ano. Dentre as características de importância econômica avaliadas, estão as relacionadas a desempenho, adaptabilidade e carcaça e as morfológicas. De modo geral, desde que se iniciou a seleção em bovinos de corte características de desempenho (peso, ganho de peso) foram utilizadas como critérios de seleção. Essa seleção, apesar de necessária, deve ser cuidadosa, pois pesquisadores relatam correlações genéticas desfavoráveis de pesos com idade ao primeiro parto (IPP). Ou seja, ao selecionar para aumento de peso há aumento na IPP, não sendo interessante. Além disso, outros estudos demonstraram que existem correlações genéticas positivas e altas entre pesos em várias


camente, diminuindo assim o intervalo de gerações, aumentando o ganho genético para as características importantes dentro do sistema de produção. Outra contribuição interessante da utilização dos marcadores moleculares na geração das DEPs é que conseguimos aumentar a acurácia de predição do mérito genético dos touros jovens, podendo assim nos auxiliar a utilizar mais intensificamente animais jovens, que antes possuíam acurácia baixa e que certamente são superiores aos seus pais. Muitos pesquisadores vêm desenvolvendo projetos com o objetivo de identificar genes que influenciam a expressão de características de importância econômica e que transmitam essas características para seus descendentes. Para isso, é muito importante verificar se esses marcadores moleculares

possuem de fato associação com as características de interesse na população onde irá se aplicar a seleção. O importante é trabalhar com as ferramentas do melhoramento genético de forma eficiente e que tenha subsídio de técnico e pesquisadores para que estes auxiliem na identificação de animais superiores, selecionando para características como essas citadas acima, fazendo com que os sistemas de produção de gado de corte sejam mais eficientes. Para isso, é preciso realizar o diagnóstico da população, levantando os índices zootécnicos, além de levar em consideração o mercado consumidor para assim determinar os objetivos de seleção e aí sim determinar quais serão os critérios de seleção que serão trabalhados para que ao longo dos anos sejam atingidos os objetivos de cada produtor.

*Sarah Laguna Conceição Meirelles é professora adjunta de Melhoramento Animal da Universidade Federal de Lavra (UFLA) e coordenadora das provas de desempenho de touros jovens da Casa Branca Agropastoril.

Important selection criteria in modern livestock farming Performance, finishing precocity, temper, feed efficiency, adaptation to the environment and parasite resistance are essential characteristics in the selection of breeders for fieldwork By Sarah Laguna Conceição Meirelles*

Beef cattle is a complex activity, as several features related to performance, reproduction and carcass quality influence the efficiency of the production system. As a result, the process of improving herd quality to enhance the efficiency of the production system typically involves measuring and assessing a wide range of characteristics. In order to identify young animals with high genetic merit, one of several economically important characteristics, Casa Branca Agropastoril 34 Casa Branca Press

started a partnership with the Federal University of Lavras (UFLA) in 2012 to conduct performance tests on the Angus and Simmental breeds, under my coordination. The purpose of this genetic assessment is to identify young bulls with high genetic merit for these characteristics. With this selection tool, farmers can identify top young bulls, enabling them to reduce the interval between generations, which in turn leads to greater genetic gains per year. Among the

economically important characteristics assessed, there are those related to performance, adaptability, carcass and morphology. In general, performance characteristics (weight, weight gain) have been used as selection criteria since the early days of beef cattle selection. While necessary, this selection must be conducted with great care, as researchers report unfavorable genetic correlations of weight with age at first calving. That is, when selecting with a

view to increasing weight, there is also an increase in the age at first calving, which is not a desirable feature. In addition, other studies have shown positive and high genetic correlations between weight at different ages and the adult weight of females, which leads to high maintenance costs for these females, as well as affecting the efficiency of the production system. However, in modern livestock farming, in addition to selecting for performance, the focus is also aimed at characteristics related to finishing precocity, meat quality, adaptability of the animals to certain breeding environments, parasite resistance and sexual precocity, among others. It must be noted that, in order for animals to produce more and better meat, simply identifying the weight of individuals is not enough – carcass quality is also an important factor. In that sense, carcass ultrasound has proved to be a helpful tool to identify animals with finishing precocity. With the ultrasound, we can assess the thickness of subcutaneous and rump fat, which are related to protecting the carcass during the cooling process, preventing shortening of fibers, as well as the darkening and hardening of the meat. The loin eye area is also evaluated. It is related to the edible portion of the carcass, that is, the higher the loin eye, the greater the amount of meat in the animal’s carcass. Another characteristic assessed with this technique is the percentage of intramuscular fat (marbling), which is related to the juiciness and flavor of the meat. All of these characteristics help us determine which bulls are better when it comes to carcass quality. The efficiency of commercial bovine operations in tropical/subtropical regions depends largely on the production potential of the animals, as well as on their adaptive capacity. Therefore, better-adapted animals tend to pro-

duce a greater quantity of meat. With that in mind, Casa Branca has been selecting animals with lower respiratory frequency, fur and rectal temperature and fur length, determining which animals are better adapted and which ones may produce more meat. The occurrence of parasitic infestations in tropical regions has caused sharp falls in production rates. To address this drop in production, animals must be selected with a view to increasing parasite resistance. The degree of infestation by ticks and horn flies, assessed by counts or infestation score, shows low correlation to inherited traits, and is therefore a challenge to producers who work with taurine breeds. Other studies must be carried out in order to help us identify any characteristic that could help us select for parasite resistance. In addition to the above characteristics as selection criteria, the selection for feed efficiency, that is, efficiency of food utilization has been increasingly questioned by breeders and producers. Today, there are companies that supply electronic feeders (grow-safe), through which we can evaluate the individual consumption by each animal, allowing us to determine which animals are more efficient, that is, which ingest less food and transform it into a greater quantity of meat. This characteristic is very important in the beef production system. Animals are handled and moved on a daily basis, so identifying animals with a milder temper is also interesting, as animals with a heated temper generally compromise meat quality. Several researches have been carried out to identify a practical way of evaluating this characteristic, so that we can include it as a selection criteria in genetic improvement programs. With the advances in molecular biology, we can now identify, soon after birth, which animals have potential

for early deposition of fat thickness to produce high-quality meat, or which animals are sexually precocious, among other factors. One of the great advantages of this tool, called genomic selection, is its contribution towards the early identification of genetically superior animals, thus reducing the interval between generations, and increasing the genetic gain for characteristics that are important within the production system. Another positive contribution of using molecular markers in the generation of the EPDs is that we can increase the prediction accuracy of genetic merit in young bulls, which in turn allows us to use young animals at a greater rate, animals that previously had low accuracy and that are certainly superior to their parents. Many researchers have been developing projects aimed at identifying genes that influence the expression of economically important characteristics and that pass these characteristics along to their offspring. To that end, it is very important to confirm whether these molecular markers are in fact related to the desired characteristics in the population on whom the selection will be applied. The important thing is to work efficiently with the genetic improvement tools, and to have technical support from researchers so that they can assist us in the identification of superior animals, selecting for characteristics such as those mentioned above, enhancing the efficiency of beef cattle production systems. Therefore, it is necessary to carry out a diagnosis on the population, assessing their zootechnical performance, as well as taking consumer market trends into consideration order before establishing selection targets, and only then determine which selection criteria will be developed in order to reach the goals of each producer over time.

*Sarah Laguna Conceição Meirelles is an Associate Professor of Animal Breeding at the Federal University of Lavra (UFLA), and coordinator of performance tests for young bulls at Casa Branca Agropastoril. Casa Branca Press 35

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mais com temperamento mais ameno também é interessante, pois animais de temperamento desfavorável têm a qualidade da carne comprometida. Várias pesquisas têm sido realizadas para identificar uma maneira prática de se avaliar essa característica, para que possamos incluir como critério de seleção nos programas de melhoramento genético. Com os avanços da biologia molecular, hoje já podemos identificar logo ao nascimento os animais com potencial para deposição precoce de espessura de gordura e produção de carne de qualidade, que sejam precoces sexualmente, entre outros fatores. Uma das grandes vantagens dessa ferramenta, a chamada seleção genômica, é poder contribuir na identificação precoce de animais superiores geneti-


lavoura-pecuária-floresta A técnica ganha espaço no Brasil por potencializar os ganhos a partir a consorciação de três atividades produtivas

A

umentar a biodiversidade dos sistemas de produção agropecuários é o grande desafio de todos os envolvidos com a produção de grãos, carne, leite, fibra e energia no Brasil. Sua sustentabilidade passa, necessariamente, pela maior diversificação. Com o aumento crescente da população, que em menos de 35 anos alcançará a casa dos 9 bilhões de pessoas, tem-se de aumentar significativamente a produção de alimentos, fibras e energia. Este aumento deverá ser, fundamentalmente, a partir da melhoria da produtividade para que as atividades produtivas sejam efetivamente sustentáveis. Com a integração Lavoura-PecuáriaFloresta (iLPF), quando estabelecida em bases sólidas, é possível aumentar a produtividade agrícola e pecuária sem a necessidade de incorporar novas áreas ao sistema produtivo. A Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados (MS), elaborou o estudo “Integração Lavoura-Pecuária-Floresta” com a colaboração da Embrapa Cerrados para contribuir para a consolidação deste modelo de produção, que tem como fundamento a integração de atividades. Essa consorciação é fundamental para ofertar à população alimentos, fibras e energia com a qualidade e quantidade exigidas e para a atividade rural gerar a renda necessária para o bem-estar daqueles diretamente envolvidos com a produção – tanto o agricultor como o pecuarista ou aquele que já integra a lavoura com a pecuária. Reproduzimos a seguir um trecho do documento, com foco nas oportunidades criadas pela integração lavoura-pecuária.

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Oportunidades proporcionadas pela iLP A iLP abre várias oportunidades de ganhos para os produtores, em que uma atividade contribui com vários benefícios à outra. As principais estão citadas a seguir. Da pecuária para a lavoura • Cobertura do solo: as pastagens bem manejadas podem deixar de 5 a 20 t/ha de matéria seca na superfície do solo, dependendo da espécie e da duração do ciclo com pecuária. Parte da fração de folhas e colmos, não consumidos pelos animais, se deposita sobre a superfície do solo, formando uma camada protetora com os resíduos da pastagem. Durante os ciclos com lavoura essa massa seca favorece o plantio direto. Além do aspecto quantitativo, a qualidade da palhada, principalmente a relação C/N, é determinante no seu tempo de duração na superfície do solo. • Compactação e massa de raízes: a presença de bovinos pode favorecer a compactação superficial do solo. Pesquisadores já observaram pequeno adensamento do solo na camada de 0 a 5 cm de profundidade quando compararam áreas de lavoura com aveia pastejada ou não. Embora ocorra este adensamento, observa-se massa de raízes de 10 t/ha após três anos com pastagem de B. brizantha, sendo que de 60% a 80% desta situavam-se na camada de 0 a 10 cm de profundidade, que é mais influenciada pelo pisoteio. Com a morte dessas raízes, após a dessecação, ficam canais para o estabelecimento de raízes das culturas e o adensamento superficial deixa de ser problema. Por outro lado, essa camada é parcialmente rompida pelos

sulcadores das semeadoras, que penetram até 10 cm de profundidade para distribuição do adubo. Desta forma, a massa de raízes da pastagem é fundamental na descompactação e melhoria física do solo, desde que a pastagem seja manejada adequadamente. Embora as pastagens contribuam para a melhoria do solo e para o aumento do rendimento das culturas anuais que as sucedem, muitos agricultores apresentam grande resistência a este sistema. Um dos maiores receios é que a entrada de animais nas áreas de lavoura possa ocasionar a compactação do solo. Porém, o que provoca a compactação de um solo não é exclusivamente a entrada de animais ou mesmo de um equipamento agrícola, mas a forma com que isso acontece. O manejo dos animais e da cobertura vegetal que se encontra sobre este solo é que podem compactá-lo. Observa-se pequeno adensamento na camada superficial do solo que pode ser amenizado ou eliminado pelo vigoroso sistema radicular das forrageiras e pelo dispositivo de corte das semeadoras. Da lavoura para a pecuária • Correção da acidez do solo: como as culturas anuais são mais exigentes que as forrageiras, após os ciclos de lavoura a saturação de bases do solo é suficiente para a demanda da pastagem por alguns anos, sem necessidade de correção. • Elevação do teor de nutrientes: alguns nutrientes aplicados às culturas anuais não são totalmente utilizados. Os resíduos de fósforo, potássio, cálcio e outros se acumulam no solo, ao longo dos cultivos agrícolas, e ficam disponíveis para a pastagens. A fertilidade residual da lavoura pode ser suficiente para manter elevada produtividade das pastagens, por alguns anos, necessitando apenas de aplicação de adubação nitrogenada ou o consórcio com leguminosas forrageiras. • Sistematização de áreas: para a mecanização e o cultivo de grãos em áreas degradadas é necessária a eliminação de muitas irregularidades no terreno,

tais como cupinzeiros, malhadores, erosões e trilheiros, com o preparo convencional do solo, que consiste em arações e gradagens. Aliado ao preparo, muitas vezes é necessária a reforma ou construção de terraços e de caixas de contenção, custo que pode ser absorvido nos ciclos com lavoura. No retorno da pastagem este custo representa um ganho considerável para a pecuária. • Eliminação do banco de sementes: é difícil fazer a troca de espécies em pastagens já estabelecidas por causa do banco de sementes existente na área. No entanto, dois anos de lavoura é suficiente para causar uma redução acentuada neste banco, o que permite a troca de espécies forrageiras. • Pastagens anuais: após a lavoura de verão, as condições de solo são excelentes para o estabelecimento de forrageiras na safrinha, que podem suprir parte da falta de pasto que ocorre durante a estação seca. • Estabelecimento de pastagens perenes em sucessão às culturas anuais: após a colheita das culturas de verão, há a possibilidade do estabelecimento de pastagens perenes, com a vantagem de que nesta época há menor competição de plantas daninhas. • Estabelecimento de pastagens em consórcio com culturas anuais: durante a cultura anual é possível o estabelecimento de forrageiras em consórcio, com ganho de tempo na formação da pastagem e sem prejuízo ao rendimento de grãos. O consórcio de milho safrinha e B. ruziziensis tem proporcionado grandes benefícios para a cultura da soja. Ao dominarem esta tecnologia os produtores se sentem estimulados a introduzir animais em suas propriedades e iniciar um sistema de iLP. • Resíduos na formulação de rações: muitos resíduos que sobram da produção de grãos, provenientes da prélimpeza ou grãos com defeito, podem servir de ingrediente para formulação de rações. Sobre estes produtos não incidem custos de transporte e impostos, o que pode viabilizar a sua utilização na propriedade. • Disponibilidade de máquinas: muitas fazendas que exploram a pecuária não dispõem de máquinas e equipamentos. Ao iniciar o processo de integração, mesmo que a lavoura seja conduzida por arrendatários, há períodos em que as máquinas ficam ociosas, podendo ser deslocadas para a manutenção da fazenda.

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integração

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As vantagens econômicas da


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The technique has been gaining ground in Brazil as it maximizes benefits based on a mix of all three productive activities Consequência da integração entre ambas • Aumento dos teores de carbono e matéria orgânica: a palha acumulada na superfície do solo e a massa de raízes de pastagens, bem manejadas, são suficientes para elevar os teores de carbono e de matéria orgânica do solo ao seu estado original e aumentar a agregação, diminuindo o risco de erosão. • Redução de gases de efeito estufa: o sequestro de carbono da atmosfera contribui para mitigar o efeito estufa provocado por gases. • Melhoria da disponibilidade hídrica do solo: como consequência da cobertura do solo e da massa de raízes das forrageiras, a estrutura do solo é melhorada, minimizando problemas com erosão e aumentando a infiltração e a disponibilidade de água para as culturas. • Melhoria da estrutura física do solo: a grande massa de resíduo da parte aérea e de raízes deixada pelas pastagens é fundamental para a agregação das partículas do solo. A melhoria da estrutura física evita que ocorra a erosão do solo pela ação da chuva ou do vento e pode ser facilmente visualizada pelo produtor. • Controle de plantas daninhas: a cobertura de palha deixada pela pastagem contribui para redução do banco de sementes de plantas daninhas. A palhada de braquiária permite o controle das plantas daninhas em até 70%. • Controle de pragas, doenças e nematoides: a incidência de alguns fungos de solo como Sclerotinia, Rhizoctonia e Fusarium pode

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diminuir com a palhada de braquiária. A rotação com pastagem é uma medida eficaz no controle de nematoide reniforme de cisto da soja e das galhas. Para o produtor • Fluxo de caixa: normalmente, na agricultura, as entradas de recursos ocorrem duas vezes ao ano, na safra e na safrinha. Na pecuária tradicional a venda de animais ocorre na safra, mas com a integração destas duas atividades a venda de animais ou grãos ocorre durante quase todo o ano. • Diversificação de renda: o produtor integrado que desenvolve lavoura e pecuária tem mais produtos para comercializar e deixa de depender de apenas uma ou duas culturas. • Estabilidade de renda: a instabilidade climática, principalmente com secas prolongadas durante o verão, e as variações dos preços pagos pelos produtos agrícolas têm contribuído para a falência de muitos produtores. Estes problemas são menores na pecuária, já que períodos de seca são menos prejudiciais à produção da pastagem e à engorda dos animais que na agricultura, o que torna esta atividade bastante estável. • Conservação do ambiente: tanto as pastagens degradadas quanto o cultivo de grãos de forma contínua, sem rotação de culturas, causam um impacto negativo ao ambiente. Nos sistemas integrados o impacto das atividades da lavoura e da pecuária sobre o ambiente é minimizado, ao ser promovida maior retenção de água no solo, sequestro de carbono, redução do uso de agrotóxicos ou maior biodiversidade dos sistemas.

Increasing the biodiversity of agricultural and livestock production systems is the major challenge for everyone involved in the production of grains, meat, milk, fiber and energy in Brazil. The path to sustainability necessarily goes through diversification. With the continuous growth of world population, which will reach 9 billion people in less than 35 years, the production of food, fiber and energy must be significantly increased. This increase will depend mainly on increased productivity, which is needed if farming activities are to become truly sustainable. Crop-livestock-forest integration, when built upon a solid foundation, allows agricultural and cattle productivity to increase without the need for incorporating new areas to the productive system. Embrapa Agropecuária Oeste, from Dourados, in the state of Mato Grosso do Sul, has developed a study named “Crop-Livestock-Forestry Integration”, with the contribution of Embrapa Cerrados, to cooperate towards making this an established production model based in the integration of activities. This mix is crucial to provide the population with food, fiber and energy in the quality and quantity that are required, and for farming to generate the income needed to support those directly involved in the production – whether it’s the agricultural or the cattle farmer, or those who already integrate agriculture and livestock. Below you will find an extract of the document, focused on opportunities created by the crop-livestock integration. Opportunities provided by integration Integration opens up several opportunities for gains by producers, as one activity contributes with several benefits to the other. The main benefits are listed below. From livestock to crop farming • Ground cover: well managed pasture can leave from 5 to 20 t/ha of dry matter on the soil surface, depending on the species and the duration of the livestock cycle. Part of the fraction of leaves and stalks that are not consumed by animals is deposited on the soil surface, forming a protective layer along with pasture residues. During the crop

farming cycles, this dry matter benefits direct planting. In addition to the quantitative aspect, the quality of the haystack, particularly regarding the C/N ratio, is crucial for its duration on the soil surface. • Compaction and root mass: the presence of cattle may benefit the surface compaction of the soil. Researchers have observed slight thickening of the soil in the layer measuring 0 to 5 cm in depth, when compared to farming areas with grazed or ungrazed oats. Despite this thickening, we can observe a root mass of 10 t/ha after three years with B. brizantha grazing, 60% to 80% of which were located in the 0 to 10 cm layer, which is more affected by trampling. As these roots die, following desiccation, they leave channels for the establishment of crop roots and surface thickening is no longer a problem. On the other hand, this layer is partially broken by the seeder drills, which penetrate as far as 10 cm into the soil to spread fertilizer. Thus, the pasture root mass is crucial to decompact and physically improve the soil, as long as the pasture is handled properly. Although pastures contribute to soil improvement and to the increased productivity of annual crops, many farmers are still resistant to this system. One of the biggest fears is that animals will enter the crop farming areas, leading to soil compaction. However, the reason for soil compaction is not solely the entrance of animals or even agricultural equipment, but the manner in which it occurs. The management of animals and of the vegetation cover on this soil is what could lead to compaction. The slight thickening of the superficial soil layer can be reduced or eliminated by the vigorous root system of fodder plants and through the cutting device of seeders. From crop farming to livestock • Soil acidity correction: since annual crops are more demanding that fodder plants, the soil base saturation after crop cycles is sufficient for the demand of the pasture for a few years, not requiring any correction. • Elevation of nutrient content: some nutrients applied to annual crops are not fully used. Phosphorus, potassium and calcium residues accumulate in the soil over several crops, and remain available for the pasture. The residual Casa Branca Press 39

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Economic Advantages of the crop-livestock-forest integration


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fertility of the crop may be sufficient to maintain a high productivity of pastures for a few years, requiring only the application of nitrogen fertilization or a combination with leguminous fodder plants. • Systematization of areas: the mechanization and cultivation of grains in degraded areas requires the elimination of irregularities on the land, such as termite mounds, erosions and trails, with conventional preparation of the ground, which consist of plowing and harrowing. Coupled with the preparation, it is often necessary to renovate and build decks and containment boxes, a cost that can be absorbed over the crop cycles. When reverting to pasture, this cost represents a considerable gain for livestock. • Elimination of the seed bank: the exchange of species in already established pastures is hindered due to the existing local seed bank. However, two years of crop cycles are enough to cause a sharp reduction in this bank, allowing for the exchange of fodder species. • Annual pastures: after the summer crop, soil conditions are excellent for the establishment of fodder plants in the off-season, which can offset some of the lack of pasture that occurs during the dry season. • Establishment of perennial pastures following the annual crops: after harvesting the summer crops, farmers have the option of establishing perennial pastures, with the benefit of there being less competition from weeds during this period. • Establishment of pastures combined with annual crops: fodder plants can be maintained in combination with annual crops, saving time in the formation of pasture without prejudice to the grain yield. The combination of off-season corn and B. ruziziensis has proven to provide great benefits to the soy culture. When mastering this technique, producers feel encouraged to introduce animals to their properties and start an integration system. • Residues in feed formulation: many residues left over from grain production, resulting from the pre-harvesting or defective grains, can be used as an ingredient for the formulation of animal feed. There are no shipping costs or taxes for these products, which might facilitate their use on the property. • Availability of machines: many livestock farms do not own machines and equipment. By starting the integration process, even if the crops are managed by tenants, there are periods when the machines are idle, and can be used for farm maintenance.

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Results of crop-livestock integration • Increase of carbon and organic matter levels: the accumulated straw on the soil surface and the root mass of pastures, when managed properly, are sufficient to raise the carbon and organic matter levels of the soil back to its original state and increase aggregation, reducing the risk of erosion. • Reduction of greenhouse gases: carbon sequestration from the atmosphere contributes to mitigating the greenhouse effect caused by gases. • Increased availability of water in the soil: as a consequence of soil coverage and root mass of fodder plants, soil structure is improved, minimizing problems with erosion and increasing infiltration and availability of water for crops. • Improved physical structure of the soil: the large waste mass from the aerial part and roots left by the pastures are crucial to aggregate soil particles. Improving the physical structure prevents soil erosion by rain or wind and can be easily perceived by the producer. • Weed control: the straw coverage left by the pasture contributes to reducing the weed seed bank. Brachiaria straw allows for as much as 70% of weed control. • Control of pests, diseases and nematodes: the incidence of types of soil fungi such as Sclerotinia, Rhizoctonia and Fusarium may decrease with the brachiaria straw. Alternating with pasture is an effective measure in controlling reniform soybean cyst nematodes and galls. For the producer • Cash flow: usually, with crop farming, income is generated twice a year, at harvest and at the off-season harvest. In traditional livestock farming, the sale of animals occurs at harvest, but by integrating both activities, the sale of animals or grains takes place throughout most of the year. • Income diversification: the integrated producer that works with crops and livestock has more products to sell and no longer needs to rely on only one or two crops. • Income stability: unstable weather, especially the prolonged dry periods during the summer, and variation of the prices paid for agricultural products have contributed to the bankruptcy of many producers. These problems are not that significant in livestock farming, since dry periods are less harmful to pastures and to the fattening of animals than in agriculture, making this a much more stable activity. • Preservation of the environment: both degraded pastures and the continuous cultivation of grains, without crop rotation, have a negative impact to the environment. In integrated systems, the impact of crop and livestock activities on the environment is minimized, as there is greater water retention in the soil, carbon sequestration, reducing the use of pesticides and creating greater biodiversity.

Primeira Whey Protein para cavalos Vantagens e benefícios: Auxilia no Desmame e crescimento de potros Ganho de massa magra e performance Uso hospitalar e clínico (pós cólica)

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Casa Branca foi o Melhor Criador

da raça Brahman na Expozebu

A Casa Branca Agropastoril recebeu os títulos de Melhor Expositor e Melhor Criador da raça Brahman da Expozebu 2015, a maior exposição das raças zebuínas do mundo, realizada no início de maio, em Uberaba (MG). A Casa Branca também teve a Grande Campeã Brahman (CABR JULIE KARU 1855), a Reservada Grande Campeã (CABR J ADORE 1877), a Terceira Melhor Fêmea Brahman (CABR LADY MANDALA 2233), o Reservado Grande Campeão Brahman (CABR JACKPOT 1870) e o Terceiro Melhor Macho (CABR LENDARIO 2115). “A Casa Branca acredita no Brahman. Esse resultado excepcional da nossa genética na Expozebu recompensa todo o nosso investimento em animais de alta produtividade, que se adequam perfeitamente às necessidades da pecuária atual: férteis, precoces e extremamente funcionais”, explica o criador Paulo de Castro Marques. Ele destaca a base genética de Brahman da Casa Branca. “No início do nosso projeto buscamos genética de alta qualidade em diferentes fontes. Essa composição racional dá aos animais da Casa Branca uma característica especial, desejada pelas propriedades que buscam produtos eficientes, com boa carcaça e rápido ganho de peso”, destaca Paulo de Castro Marques.

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Seguem as mais importantes premiações do Brahman Casa Branca na Expozebu 2015: Melhor Expositor e Melhor Criador CABR JULIE KARU 1855: Grande Campeã e Campeã Vaca Adulta CABR J ADORE 1877: Reservada de Grande Campeã e Reservada Campeã Vaca Adulta CABR LADY MANDALA 2233: Campeã Bezerra e Terceira Melhor Fêmea CABR MADONA DHIFALA: Reservada Campeã Novilha Menor CABR LAPATAIA 2098: Campeã Novilha Maior CABR JACKPOT 1870: Campeão Touro Sênior e Reservado de Grande Campeão CABR MAGIC GUNTER 2197: Reservado Campeão Júnior Menor Conjunto Reservado Campeão Progênie de Mãe: Filhos de CABR DHIFALLA 899 (CABR MAGIC GUNTER 2197 e CABR MADONA DHIFALA) Conjunto Reservado Campeão Progênie de Pai: Filhos dos touros CABR MR GUNTER 1612 (CABR JUNTER 1986, CABR LAPATAIA 2098, CABR LENDARIO 2115 e CABR MADONA DHIFALA)

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Casa Branca named Best Brahman Breeder at Expozebu Casa Branca Agropastoril earned awards for Best Breeder and Best Exhibitor for the Brahman breed at Expozebu 2015, the largest fair for Zebu breeds in the world, held in early May in Uberaba, Minas Gerais State. Casa Branca also had the Brahman Grand Champion (CABR JULIE KARU 1855), the Reserved Grand Champion (CABR JULIE ADORE 1877), the Third-Best Brahman Female (CABR LADY MANDALA 2233), the Reserved Brahman Grand Champion (CABR JACKPOT 1870) and the Third-Best Male (CABR LENDARIO 2115). “Casa Branca believes in the Brahman breed. This outstanding result at Expozebu rewards all of our investment in highly productive animals, which perfectly meets the needs of today’s livestock farming: fertile, precocious and extremely functional animals,” says cattle breeder Paulo de Castro Marques. He highlights the genetic foundation of Casa Branca’s Brahman cattle. “At the beginning of our project, we sought high-quality genetics from different sources. This rational composition endows Casa Branca’s animals with special characteristics that are desired by farms that seek efficient products, with good carcass and rapid weight gain,” says Paulo de Castro Marques. 42 Casa Branca Press

Below is a list of some of the major awards earned by Casa Branca’s Brahman at Expozebu 2015: Best Breeder and Best Exhibitor CABR JULIE KARU 1855: Grand Champion and Adult Cow Champion CABR J ADORE 1877: Reserved Grand Champion and Reserved Adult Cow Champion CABR LADY MANDALA 2233: Champion Heifer and Third-Best Female CABR MADONA DHIFALA: Reserved Small Heifer Champion CABR LAPATAIA 2098: Small Heifer Champion CABR JACKPOT 1870: Senior Bull Champion and Reserved Grand Champion CABR MAGIC GUNTER 2197: Reserved Minor Junior Champion Mother’s Progeny Reserved Champion (Pair): Offspring of CABR DHIFALLA 899 (CABR MAGIC GUNTER 2197 and CABR MADONA DHIFALA) Father’s Progeny Reserved Champion (Pair): Offspring of bulls CABR MR GUNTER 1612 (CABR JUNTER 1986, CABR LAPATAIA 2098, CABR LENDARIO 2115 and CABR MADONA DHIFALA) Casa Branca Press 43


cavalo árabe

cavalo árabe

O Arabista costuma ver seu cavalo como um Cavalo Completo, que pelas características de conformação, inteligência e equilíbrio tem a capacidade de praticar qualquer atividade hípica embora sua grande especialidade seja a resistência. Por isso a ABCCA – Associação dos Criadores do Cavalo Árabe – mantém programas de incentivo a cavaleiros que utilizam a raça em provas de Enduro, Salto, Hipismo Rural e Corridas já há bastante tempo. No entanto vem surgindo uma nova tendência entre os criadores interessados no mercado pecuarista: as Provas de Trabalho

O Cavalo Árabe

Retoma as Provas de Trabalho

E

ssa tendência, que já foi forte na década de 90 e início dos anos 2000, está sendo retomada pelos criadores de Cavalos Árabes e novos incentivos aos cavaleiros que usam a raça nessas provas estão surgindo. Primeiro foi criada a ANCAF – Associação Nacional do Cavalo Árabe Funcional, que direcionou seu foco para as provas de Tambores. Logo em seguida um acordo com a Liga Leste Paulista, tradicional reduto de Arabistas, começou a incentivar a participação da raça em Team-Penning e Ranch Sorting. Recentemente o Haras Engenho do Mato Grosso do Sul voltou a incentivar e promover a presença do Cavalo Árabe nas provas de Laço Comprido, modalidade muito forte no Mato Grosso do Sul.

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O Vice-Presidente Financeiro da ABCCA, Paulo de Castro Marques, um entusiasta dessas modalidades afirma que estão sendo investidos R$ 150 mil nesse tipo de provas: “No momento estamos passando por um processo de testes, sentindo como o mercado recebe nossos cavalos. Estamos também avaliando o desempenho de nossos animais e os acordos que fechamos com as entidades que organizam essas provas. A intenção, num futuro breve, é ampliar esses acordos e buscar outras modalidades de Trabalho como apartação, rédeas e todas as variedades de laço”. Segundo Paulo, é importante que o mercado pecuário brasileiro conheça as aptidões do Cavalo Árabe e saiba que a raça é uma boa opção para essas atividades, como sabem muito bem os pecuaristas dos Estados Unidos e Austrália.

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cavalo árabe

cavalo árabe

As Provas de Trabalho e as Características da Raça As provas de Trabalho exigem três fundamentos básicos do cavalo: maleabilidade, que se entende como a elasticidade do animal e sua pronta resposta ao comando do cavaleiro; inteligência para entender e desempenhar o trabalho exigido e velocidade. O Cavalo Árabe possui todos esses atributos e, além disso, sua resistência é muito superior à de todas as raças. E uma das razões da raça possuir grande resistência está nas fibras musculares. As fibras vermelhas responsáveis pela manutenção constante do esforço muscular são predominantes no Cavalo Árabe. Isso permite que a raça suporte um número maior de passadas comum a essas modalidades de provas, mantendo sempre o mesmo desempenho, sem acusar fadiga. Segundo muitos pecuaristas que possuem cavalos de sangue Árabe na lida do Campo, eles trabalham tranquilamente o dia todo e ao amanhecer já estão prontos para nova jornada. O veterinário Paulo Zandavalli, especializado em Cavalo de Trabalho no Mato Grosso do Sul, é um grande admirador dessas provas, principalmente de Laço Comprido: “O Laço Comprido é a maior modalidade hípica do Brasil. São mais de 200 mil cavaleiros federados em todo o país. Só aqui no Mato Grosso do Sul nós te-

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mos 38 mil cavaleiros associados. Realizamos em média seis grandes provas por mês nas várias regiões do Estado e o mais interessante é que é uma prova genuinamente brasileira, desenvolvida aqui”. Dr. Zandavalli dirige a equipe de laço da Fazenda Engenho, do criador de Cavalos Árabes Laucídio Coelho Neto, e vem obtendo bons resultados nas provas da região, apesar da participação de pequeno número de cavalos da raça: “No último Potro do Futuro realizado aqui, em junho, dos 10 cavalos finalistas 5 eram Árabes”, relata Paulo. “Nas provas de boi em geral o Cavalo Árabe tem condições de enfrentar qualquer raça de frente principalmente por causa da sua extraordinária inteligência. É um cavalo que gosta de trabalhar, mas acho que nas provas de Laço Comprido, Team Penning e Ranch Sorting a raça pode se dar melhor”, conclui. O também veterinário Amin Jabour, que lidera as equipes de Team Penning e Ranch Sorting da criação de Cavalos Árabes de Theobaldo De Nigris Jr., concorda com Zandavalli e é enfático em confirmar a aptidão do Cavalo Árabe para essas provas com boi: “Na Liga Leste Paulista nós temos uma categoria especial para o Cavalo Árabe na qual hoje correm cerca de 20 cavalos. Os tempos dos trios de Árabes se não são os melhores de toda a prova estão sempre próximos. Na última prova em Mococa o melhor tempo de outras raças era de 14 segundos e 939 décimos, que aliás foi meu trio com Quarto de Milha que fez. Um trio só de cavalos Árabes fez a prova em 14 segundos e 700 décimos e isso não

é raro de acontecer. O Cavalo Árabe tem muita aptidão para trabalhar com boi”, garante dr. Amin. Essas características hoje são reconhecidas por inúmeros pecuaristas com grande produção anual de bois. Dr. Jairo Queiroz, com várias fazendas em Mato Grosso, um dos que empregam grande parte de sua produção de Puros Árabes na lida com o gado: “Vejo grande vantagem no Árabe para trabalhar segundo as características das criações brasileiras, principalmente pela extensão das fazendas. Às vezes é preciso viajar um dia inteiro para ir apartar um rebanho ou removê-lo para outro local e a resistência do Cavalo Árabe permite que ele faça isso, trabalhe com o gado os dias necessário e depois ainda retorne sem interrupções para descanso”.

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arabian horse

THE ARABIAN HORSE

is back to the western riding competitions

Suplemento Vitamínico para Equídeos Suplemento vitamínico indicado para equinos em condições extremas de exercícios e estresse metabólico (treinamento, competições, trasnporte, exposições) ou períodos de recuperação física.

Eficiência na recuperação metabólica.

The Arabian horse enthusiast usually sees his horse as a complete horse, one that can be used in any riding activity due to its conformation, intelligence and balance, although resistance is his great skill. That is why the ABCCA (Brazilian Arabian Horse Breeders’ Association) offers incentive programs to riders who have used the breed in Endurance, Jumping, Cross-Country Riding and Racing for quite some time. However, a new trend has been gaining popularity among breeders interested in the livestock breeding market: western competitons. This trend, which was once strong in the 1990s and early 2000s, is being revived by Arabian horse breeders, with new incentives to riders who use this breed in the events. First, ANCAF (National Association of the Functional Arabian horse) was created, funding mostly Barrel racing. Shortly afterwards, an agreement was forged with Liga Leste Paulista, a traditional stronghold for Arabian horse enthusiasts, for the purpose of encouraging the participation of the breed in Team-Penning and Ranch Sorting events. Recently, the Horse Farm Engenho, from Mato Grosso do Sul, has started to encourage and promote the presence of the Arabian horse in Long Rope competition, a very popular category in Mato Grosso do Sul. Paulo Marques, Financial Vice-President of ABCCA and an enthusiast of these categories, claims that R$ 150,000 are being invested in these events: “We are currently going through a trial process to see how the market reacts to our horses. We are also assessing the performance of our 48 Casa Branca Press

animals and the agreements that we have entered with the entities that organize these competitions. Our intention, in the near future, is to expand these agreements and look for other Work categories, such as competitions and all roping categories.” According to Paulo, it is important for the Brazilian livestock market to become familiar with the Arabian horse’s abilities, and to understand that the breed is a good option for these activities, something that livestock farmers in the United States and Australia already know very well.

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arabian horse

Suplemento Mineral Vitamínico para Equídeos Keraequus é um suplemento mineral vitamínico para equinos indicado para todas as fases de criação. Sua formulação contém nutrientes que auxiliam na produção de queratina.

COM CASCOS SAUDÁVEIS, O CAVALO VAI MAIS LONGE. western competitions and Breed Characteristics Western competitions require three basic skills from the horse: malleability, which is the animal’s elasticity and its prompt response to the rider’s command; intelligence to understand and perform the work required; and speed. The Arabian horse possess all of these skills and, in addition, its resistance is far superior to any other breed. One of the reasons for this breed’s great resistance is its muscle fibers. Red fibers, responsible for the constant maintenance of muscular effort, prevail in the Arabian horse. This allows the breed to endure a greater number of steps usually required at these events, maintaining a solid performance without showing any fatigue. According to several livestock farmers who have Arabian horses for fieldwork, they work easily all day long and, as soon as the sun rises, they are already ready to start a new day. Veterinarian Paulo Zandavalli, who specializes in Work Horses in Mato Grosso do Sul, is a great admirer of these competitions, particularly the Long Rope Race: “Long Rope is the greatest riding category in Brazil. There are more than 200,000 officially federated riders all over the country. Only in Mato Grosso do Sul, we have 38,000 associated riders. On average, we hold six major events per month across the state, and the most interesting part is that this is a genuinely Brazilian competition, it was fully developed here”. Zandavalli leads the Rope Team of Engenho Horse Farm, which belongs to the Arabian horse Breeder Laucídio Coelho Neto, and the team has been getting good results in the local competitions, despite featuring a small number of

Arabian horses: “In the last Futurity held here, in June, out of the ten finalist horses, five were Arabian,” said Paulo. “In cattle competitions, the Arabian horse is generally capable of matching up with any breed, mainly because of its extraordinary intelligence. It’s a horse that enjoys working, but I believe it’s at its best in the Long Rope, Team Penning and Ranch Sorting.” Veterinarian Amin Jabour, who leads the Team Penning and Ranch Sorting teams of Arabian horse Breeder Theobaldo de Nigris Jr., agrees with Zandavalli and is emphatic to confirm the Arabian horse’s aptitude for these cattle competitions. “In Liga Leste Paulista, we have a special category for the Arabian horse, where approximately 20 horses compete. Arabian horses trios are usually the fastest in the competition. In the last competition, held in Mococa, the best time posted by other breeds was 14s939, which happened to be my Quarter Horse trio. A trio made up of all Arabian horses finished the competition in 14s700, which is actually not unusual. The Arabian horse is cut out to work with the cattle,” claims Dr. Amin. Today, these characteristics are recognized by many livestock farmers with large annual production of cattle. Dr. Jairo Queiroz, who owns several farms in Mato Grosso, is one of the farmers who uses only Arabian horses to work with cattle. “I see great benefits in using the Arabian horse to work with the Brazilian horse breeding conditions, particularly due to the size of the farms. Sometimes, you have to travel all day long to break up a herd, or to move it to another location, and the Arabian horse’s resistance allows him to do that, to work with the cattle as many days as needed and to return without any resting periods.”

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exposição

EXPOSIÇÃO NACIONAL SIMENTAL

Nutrientes benéficos para pele e pelagem! Níveis de Níveis degarantia: garantia: Grande Campeão Nacional e Campeão Touro PWM OSTER AS

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Extrato de leveduras (mín.)

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197,019 g

66 mg

170 g

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Cistina (mín.)

National Grand Champion and Champion Bull

Tiamina (mín.) Grande Campeã Nacional e Campeã Vaca Adulta PWM NANDARA AB

National Grand Champion and Champion Female

A melhor genética da Nacional do Simental está aqui A Casa Branca Agropastoril

va do seu programa de melhoramen-

PWM NANDARA AB: Grande

sagrou-se, mais uma vez, Melhor

to genético voltado para a produção

Campeã Nacional e Campeã

Criador e Melhor Expositor da

de bezerros de padrão superior, com

Vaca Adulta

24ª Exposição Nacional da Raça

rápido ganho de peso, musculosidade

PWM RANDARA AB: Campeã

Simental, evento realizado em Ba-

e conformação de carcaça.

Bezerra

tatais (SP), na primeira quinzena de julho de 2015.

“Investimos no Simental sul-africa-

PWM PARLA AS: Campeã Novilha

no porque acreditamos nas caracte-

Maior

rísticas dessa linhagem, ideais para

PWM PANTERA AS: Reservada

NANDARA AB, Grande Campeão

a realidade brasileira. Os resultados

Campeã Novilha Maior

Nacional da Raça Simental 2015

na Exposição Nacional da Raça

PWM PAMPA ERKENA AS: Reser-

e Campeã Vaca Adulta, e PWM

Simental comprovam que estamos

vada Campeã Vaca Precoce

OSTER AS, Grande Campeão

no caminho desejado pela pecuária

PWM ON DANCE AS: Reservada

Nacional e Campeão Touro.

atual, de ciclo curto e voltada para

Campeã Vaca Jovem

a produtividade”, explica o criador

PWM OSTER AS: Grande Cam-

Paulo de Castro Marques.

peão Nacional e Campeão Touro

Destaques absolutos para PWM

A Casa Branca levou seu melhor time de genética sul-africana e obteve várias outras premiações

Seguem os principais títulos obti-

PREPARE-SE! VOCÊ NUNCA CONHECEU NADA IGUAL!

Melhor Criador e Melhor Expositor

importantes, o que demonstra toda

dos pelos animais da Casa Branca na

da Exposição Nacional da Raça

a qualidade produtiva e reproduti-

Nacional do Simental de 2015:

Simental 2015

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exhibit

SIMMENTAL

NATIONAL EXHIBIT The best genETICS OF THE SIMMENTAL NATIONAL is here

AF_an_inst_15x20cm.pdf

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1

9/4/14

11:13 AM

Casa Branca Agropastoril was once again honored with the title of Best Breeder and Best Exhibitor of the 24th National Exhibit of the Simmental breed, an event that took place in Batatais (SP), in the first half of June, 2015. The main highlights were PWM Nandara AB, National Grand Champion of the 2015 Simmental breed and Adult Cow Champion, and PWM OSTER AS, National Grand Champion and Champion Adult Bull. Casa Branca took its best South-African genetics team and achieved several other important awards, which shows the productive and reproductive quality of its genetic improvement program, aimed at the production of high standard calves, with fast weight gain, muscularity and carcass conformation. “We invested in the South-African Simmental because we believe in the features of this lineage, which are perfect for the Brazilian reality. The results of the Simmental Breed National Exhibit prove that we are on the track desired by the current short-cycle and productivity-aimed cattle farming”, explains the breeder Paulo de Castro Marques. You can find below the titles obtained by Casa Branca’s animals in the 2015 Simmental National: PWM NANDARA AB: National Grand Champion and Champion Female PWM RANDARA AB: Champion Heifer Female PWM PARLA AS: Small Heifer Female Champion PWM PANTERA AS: Reserve Champion Large Heifer Female PWM PAMPA ERKENA AS: Reserve Champion Early Female PWM ON DANCE AS: Reserve Champion Junior Female PWM OSTER AS: National Grand Champion and Champion Bull Best breeder and Best Exhibitor of the 2015 National Exhibit of the Simmental Breed

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Casa Branca PRESS 14  

Agosto de 2015 / ano 10 - número 14

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Agosto de 2015 / ano 10 - número 14

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