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GALPÃO

EXPOSIÇÃO APRESENTAÇÃO FALA COM ARTISTA DEBATE LANÇAMENTO 2

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창고

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SIDERAÇÃO SUBTROPICAL ACIDENTE O HOMEM QUE ESCONDEU WOLFGANG GERHARD PARA PEREC QUESTIONING ENTERRO DE PALAVRAS SCRIPTEASE MENINO PERDER DE VISTA ACIDENTE OLÁ E ABANDONADO DICIONÁRIO BIBLIOTECA DE VIDRO VALENTINE’S

전시회 1 프레젠테이션 아티스트 토크

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공연 토론 시작 궤도 열대우림 사고 울프강 게하르드를 지킨 남자 페헥에게 질문하기 매장된 단어 스크립트 소년 시력을 잃다 사고 안부유기 사전 유리도서관 발렌타인


카사 토마다

대니얼 바로카

카밀라 피알뇨

프레드릭 필리피

CAMILA FIALHO

FREDERICO DANIEL FILIPPI BARROCA

CASA TOMADA

염지혜

마이라 디트리히

마우라 그리말디

JI HYE DANIEL DE PAULA YEOM

MAÍRA DIETRICH

MAURA GRIMALDI

다니엘 드 파울라

CF FF FF DB DP JH CF-JH MD MG MG-FF CF-FF MD-DB FF-MD-DB

+

CF-FF-MG-MD-DB-DP-JH MD-MG


CONVIVÊNCIAS # 6 esta publicação foi pensada e construída como plataforma de desdobramentos de trabalhos individuais e coletivos desenvolvidos durante o ateliê aberto #6.

SIDERAÇÃO SUBTROPICAL ACIDENTE O HOMEM QUE ESCONDEU WOLFGANG GERHARD PARA PEREC QUESTIONING ENTERRO DE PALAVRAS SCRIPTEASE MENINO PERDER DE VISTA ACIDENTE OLÁ E ABANDONADO DICIONÁRIO BIBLIOTECA DE VIDRO VALENTINE’S

공동거주 # 6 이 책자는 오픈 스튜디오 # 6 기간 동안 개인 및 공동 발전의 개발을 위한 플랫폼으로 지어졌습니다.

궤도 열대우림 사고 울프강 게하르드를 지킨 남자 페헥에게 질문하기 매장된 단어 스크립트 소년 시야를 잃다 사고 안부유기 사전 유리 도서관 발렌타인


GALPÃO

창고


EXPOSIÇÃO

전시회


APRESENTAÇÃO 프레젠테이션


FALA COM ARTISTA 아티스트 토크


DEBATE 토론


LANÇAMENTO 시작


SIDERAÇÃO CAMILA FIALHO

...


궤도

카밀라 피알뇨

...


O HOMEM QUE ESCONDEU WOLFGANG GERHARD

DANIEL BARROCA

28 de Abril de 2012. Mercado Benedito Calixto em São Paulo. Encontro objectos militares em várias bancas. Quase todos europeus. A grande maioria da primeira e segunda grande guerra mundial. Muitos deles nazis. Capacetes, medalhas, fotografias, postais, punhais, insígnias, documentos. Havia duas molduras com pequenas colecções de objectos, a fotografia de um couraçado alemão aparecia ao lado do fragmento de um uniforme com o seu nome bordado juntamente com um diploma que atestava que Klaus Hoffman fazia parte da tripulação. Mais à frente um álbum fotográfico com cópias de fotografias de um soldado da Wehrmacht, uma condecoração da Luftwaffe com uma águia de asas abertas sobre a suástica dentro de uma coroa de flores em ferro, um punhal com uma suástica gravada no cabo e um documento escrito em alemão com o selo nazi no cabeçalho. A pessoa que cuidava da banca era um homem alto, de olhos azuis, cabelo todo branco e um pequeno bigode bem aparado que nada tinha a ver com o brasileiro baixo, moreno e ágil no samba dos lugares comuns europeus. Perguntei-lhe que imagens eram aquelas. Ele respondeu que eram cópias de fotografias do seu avô, um ex-oficial da Wehrmacht. Perguntou em alemão se eu falava alemão, eu disse que não apesar de ser capaz de articular algumas combinações de palavras em circunstâncias muito específicas. Possivelmente a pergunta resultou do facto de eu ter hesitado ao falar português levando-o a pensar que eu talvez falaria melhor alemão. A sua fisionomia do norte da Europa precipitou-me nessa hesitação. Ele respondeu em português com um sotaque paulista perfeito. Perturbadoramente perfeito para mim naquele cenário de 2ª Guerra Mundial. O detalhe do seu uso fluente do português provocou algum fascínio em mim levando-me imediatamente a pensar na enorme contradição entre a carga xenófoba do material que vendia e a sociedade brasileira sincrética e miscigenada na qual estava obviamente integrado e ser esse o facto que justamente permitia aqueles objectos, imagens e símbolos serem mostrados sem grandes implicações ideológicas. Fascinou-me essa ambiguidade e o facto de naquele instante me ter parecido que é possível que um símbolo, seja ele qual for, pode perder a sua carga simbólica. Fascinou-me também o facto da sua identidade ser uma questão ambígua. Alemão? Brasileiro? Alemão Brasileiro? Brasileiro Alemão? Fascinou-me também o facto de uma vez colocada a questão ser absurdo tentar alcançar uma resposta. O interesse está na indefinição por potencialmente, naquele momento, haver a impossibilidade da definição. Esta conclusão não seria já uma projecção da identidade daquele homem mas


a formulação de uma ideia sobre um possível outro. Um outro sincrético, indefinido cujo reconhecimento da minha parte se dá por eu reconhecer essa indefinição enquanto aquilo que me faz considerá-lo um igual. É na indefinição que aqui reside o sentido de igualdade. É na indefinição do outro enquanto outro, ou seja, no seu reconhecimento enquanto outro impregnado de indefinição que se torna pertinente falar de alteridade. Um homem que é um homem indefinido, como eu penso que sou. Indecifrável, intradutível, encriptado. Como eu penso que sou. Este ponto diz apenas respeito à confusão gerada pelo seu uso do português na relação com a sua fisionomia no contexto deste nosso primeiro contacto. Depois de me perguntar se falava alemão perguntou-me de onde eu vinha. Disse que era português ao que o seu colega respondeu entusiasticamente que também era e que de imediato reconhecera o meu sotaque. Disse-me que o último laço que tem com Portugal é uma tia de 87 anos que está à beira da morte. Contou-me que nasceu em Coimbra mas que foi com o pai para São Paulo quando tinha 12 anos e que nunca mais viveu em Portugal. Voltou por curtos períodos para visitar a família. Mostrou-me uma peça de cerâmica Bordalo Pinheiro que não pude reconhecer por ser tão sóbria. No final da conversa disse que em Portugal o seu sotaque português acaba sempre por voltar. Achei importante reter esta informação por me parecer fundamental para compreender as camadas da sua identidade. Assumi este fenómeno de desdobramento como um caso representativo e abrangente, um arquétipo. A identidade como uma sobreposição de experiências de vida e de elementos não imediatamente ligados a essa experiência acomodados em camadas mais profundas que ora ficam mais ou menos latentes, mais ou menos activos. Camadas mais obscuras que vão emergindo e submergindo ao longo da vida e que são constituídas por marcas herdadas de uma geração anterior. Essas camadas são constituintes do indivíduo e articulam-se inconscientemente com a sua experiência quotidiana. Essa articulação acontece mais ou menos intensamente, mais ou menos declaradamente ainda que exija um grande esforço para identificar a sua origem e os seus contornos. Na sequência da conversa com o alemão, este pareceu-me ser um novo dado, importante para compreender este contexto brasileiro de sincretismo e fusão de culturas e significados. Fascinou-me a possibilidade de um elemento da vida de uma pessoa, supostamente perdido no passado, emergir no presente se estimulado por condições favoráveis. Isto levou-me a pensar que isso poderia também acontecer com elementos do carácter de um indivíduo e que certa-


mente existem nichos adormecidos em cada um de nós prontos a irromper mais ou menos violentamente. A constatação de que restos do passado estão adormecidos dentro de um indivíduo de modo a que ele não só é capaz de os relembrar mas de os reencarnar levou-me a pensar no que tenho trabalhado sobre a memória traumática da guerra, a memória política das ditaduras, a memória dos lugares da tortura política, a memória da repressão, a forma como tenho incorporado isso na minha prática artística e como tenho percebido o quanto isso está em mim, o quanto eu sou também feito disso. As marcas deixadas por um gesto violento em parte semeiam esse mesmo gesto. Essas marcas de alguma forma prevalecem para além do seu aspecto visível temporário, prevalecem invisivelmente manifestando-se em erupções imprevisíveis. Uma prática artística pode servir para canalizar essa misteriosa violência interior. “Uma coisa são as estórias, outra é a história e outra é a verdade.” Dieter diz estas palavras com o dedo ligeiramente em riste e com os olhos fixos em mim. Não chega a assumir uma postura dura e termina a frase com um ligeiro sorriso que subtilmente se transforma em riso. Acena a cabeça sublinhando o peso do assunto, continuando fixo em mim com o seu olhar algo vítreo. É um olhar opaco que não deixa passar as emoções nem se deixa penetrar mas que transmite segurança. Uma segurança que não chega a ser presença de espírito, é como se aquela figura humana fosse animada por algo na verdade quase inanimado. Aceno positivamente com a cabeça e abrindo mais os olhos declaro a minha curiosidade, esforço-me por ser o ouvinte passivo e ingénuo que no fundo de facto era. A frase teve algum impacto em mim e eu não quis avançar nenhum tipo de juízo que pudesse por termo à conversa. A sua voz trazia um tom cauteloso que revelava um certo fascínio pelo assunto do passado da guerra e ao mesmo tempo um certo receio em dar o passo errado. Digo que sim e deixo o espaço aberto para ele continuar. Dieter leva a mão à pequena sacola que traz ao ombro e retira alguns papeis. Fotografias e documentos. Mostra-me uma fotografia do seu avô no uniforme da Wehrmacht. Fundo negro, enquadrado ligeiramente abaixo dos ombros olhando a câmara de frente com o corpo de perfil. Olha a câmara como quem fixa o observador directamente nos olhos com o sorriso artificial próprio da circunstância. Era uma pequena impressão de bolso. “Este é 1 o meu avô, avô querido! Um homem incrível.” Diz de uma forma algo exagerada como num teatro burlesco. Retira um outro documento da pequena sacola, ilegível para mim


por estar escrito em alemão, no qual está uma reprodução da mesma imagem agrafada a um documento. O papel parece convincentemente amarelado mas o pequeno grampo de metal que mantém a foto agarrada ao papel está surpreendentemente novo e brilhante em comparação com o papel envelhecido. Não conheço aquele tipo de documento para fazer um juízo em relação à impressão e ao desenho, que parecem autênticos, por outro lado a contradição entre a idade do papel e do metal suscita alguma suspeita. Dieter diz ser aquele o documento que salvou o seu avô do pelotão de fuzilamento francês no fim da guerra. Supostamente aquele documento atesta que aquele soldado deve seguir em liberdade. Esta decisão deve-se ao facto da primeira tentativa de fuzilamento ter falhado e nesse caso o condenado ser libertado. Dieter disse ser uma questão prevista nas leis da guerra. Por ironia do destino, perante aquele pelotão de fuzilamento, é a vida que é alcançada e não a morte. O seu colega diz que, há algum tempo atrás, Dieter vendeu todos esses velhos documentos a um outro negociante de antiguidades que não ele e declara que aquele é uma cópia. Acrescenta ainda que tudo o que Dieter tem para vender neste momento são apenas cópias. Nada restou. Di-lo de forma paternalista, com algum desprezo moralista ao mesmo tempo que abana ligeiramente a cabeça em sinal de reprovação. Dieter é um velho solitário aparentemente especializado em falsificar e traficar a sua própria memória intima. O português afasta-se um pouco, procurando algo, mas acaba por levantar de novo a cabeça olhando na minha direcção e diz: “eu cheguei a conhecer o homem que escondeu o Mengele.”1

1 Wolfgang

Gerhard foi o homem que escondeu Joseph Mengele em São Paulo durante os anos 70 e que ao regressar à Austria, o seu país de origem, ofereceu os seus documentos brasileiros e a sua casa a Joseph Mengele que assumiu assim a sua identidade. Wolfgang Gerhard foi o último nome que Mengele utilizou antes de morrer afogado numa praia paulista em 1979. A história de Mengele no Brasil tem várias versões distintas e continua envolta em incerteza e controvérsia.


HORIZONTAIS 1 - conjunto ou combinação de coisas/partes de modo a formarem um todo complexo ou unitário 2 - lavrar 4 - que se eleva; que sobe 7 - patrulha ou inspeção noturna 8 - extensão da superfície do terreno, elevada sobre o nível do mar, quase sem acidentes, contrastando com os terrenos acidentados que lhe ficam adjacentes 10 - briga, rolo, desentendimento 11 - acontecimento incerto ou imprevisível; sucesso imprevisto, casualidade, eventualidade 14 - emprega-se entre parênteses no curso de uma citação, após uma palavra ou expressão que possa parecer estranha ou errada 15 - construção tubular 16 - lance decisivo em um jogo de tabuleiro específico VERTICAIS 1 - limítrofe dos trópicos; quase tropical 3 - pequena rua 4 - montes elevados e de bases extensas 5 - aproximar, colecionar ou reunir 6 - que dá causa ou origem a dúvidas que não merece confiança 9 - fazer entrar como no basquetebol 12 - exprime consentimento 13 - termo utilizado para designar tipo de moradia de indígenas


PARA PEREC DANIEL DE PAULA

“O preenchimento de um diagrama é uma ação tediosa, meticulosa e maníaca, uma espécie de aritmética baseada em letras onde o que importa é que as palavras tenham esse ou aquele comprimento, e que suas justaposições revelem agrupamentos que sejam compatíveis com as outras palavras construídas perpendicularmente; trata-se de um sistema de constrangimentos onde a letra é onipresente, mas a linguagem é ausente. De forma contrária a busca por definições é um trabalho intangível, fluído, um perambular no território das palavras, com a intenção de descobrir, na vizinhança imprecisa que constitui a definição de uma palavra, o frágil e único lugar onde possa ser simultaneamente revelado e escondido.”

크로스 단어를 채우는 것은 소심함과 꼼 꼼함 그리고 광적인 행위를 요한다. 또한 이것은 해당 단어가 가지는 문제를 풀어 내는 것을 기반으로 한 연산의 일종이며, 그들의 병치는 수직적으로 만들어진 다 른 언어들과의 호환되는 그룹을 표시한 다. 그것은 어디에 법안이 가장 흔한가를 따르는 제약 제도 이지만, 그 언어는 부재 한다. 정의를 찾는 것에 반하는 방법으로, 이것은 일종의 깨지기 쉬운 장소이며 동 시에 주변에서 발견되는 의도와 함께 단 어의 영역을 산책할 수 있는 곳이다. 즉 부정확한 언어의 정의이자, 때때로 공개 하고 숨기는 유약한 곳이다.

Georges Perec, “Considerações sobre a arte e técnica de cruzar palavras”

조르쥬 페헥 “크로스 단어의 예술과 기술 에 대한 고려 사항”

페헥 에게

다니엘 드 파울라


QUESTIONING

WAITING FOR A RESPONSE FROM THE FORGOTTEN PAST

JI HYE YEOM


질문하기 잊혀진 과거로부터 응답을 기다리는 동안

염지혜


SUBTROPICAL FREDERICO FILIPPI


열대우림

프레드릭 필리피


le pusieron enfrente un espejo, y que aquel gigante enardecido perdió el uso de la razón por el pavor de su propia imagen. O Atlântico é um continente comum e submerso, charco semi-infinito para todos os lados e espinhado pela dorsal meso-atlântica, a qual só foi possível atravessar ao flutuar por esse alagado vastíssimo, fato agradecido pelas naus e pelos piratas que um dia o conseguiram cruzar, e pelos do outro lado, (o de cá) que puderam gozar por um bom tempo um meretrício alegre no que diz respeito ao amor, à guerra, à roupa, ao tempo, ao divino, ao dinheiro, à propriedade e à ausência abençoada de muitas palavras, como por exemplo, a arte. Suas correntes desviaram muitas expedições e transformaram as linhas dos tratados e das cartas náuticas num emaranhado que ofendeu a existência de sextantes, bússolas, estrelas e mapas inconclusos – ofensa que só pôde ser superada pelo nascimento do satélite e que em breve será vingada pela reversão magnética dos pólos – culminando no desembarque do equívoco sobre a fantasia do novo mundo e na colonização do delírio, que por sua vez viria a produzir as cinco guerras, os dezessete golpes, a escravidão, o etnocídio, os desaparecidos e a tentativa de comprimir os séculos para chumbar aqui uma réplica temática à força; a exuberância da vida em paralelo com a da violência. Esse oceano misturou as gentes e as consequências estão num subproduto de povos semiasiáticos que vieram a pé de muito antes para depois serem chamados de índios, que copularam com africanos e europeus, cujas crias vieram a se misturar em gozo e lama no delírio da prática colonial que dura até os dias de hoje e nos faz perguntar por que é que nós, quando fazemos arte, temos que ao mesmo tempo sublimar toda esta balbúrdia para nos afirmarmos como parte mais nova do mundo. Se as imagens que vieram se tornaram outra coisa qualquer no trânsito e no curso dos anos, o mesmo pode acontecer no contrafluxo. Ficamos entre a adoção folclórica da solidão ancestral como resposta ou com o fetiche da eterna distância de séculos como um farol do outro lado da margem. Ou estamos já no vórtice salgado de oitenta milhões de quilômetros quadrados, permanentemente divididos entre o não ser e o ser outro e correndo o risco da metamorfose involuntária do meio do caminho, por onde passa a corrente que traz os protótipos da beleza e cobra o minério terrível para apresentar lá uma realidade fantástica de um mundo que já foi soterrado. FF


나는 거울에 직면했다. 그리고 그 열렬한 거인은 자신의 이미지의 공포에 이성의 효용을 잃어버렸다

대서양은 일반적이고 침수된 대륙이다. 오직 그 광대한 습지를 부양하는 것에 의해서만 통과할 수 있었던 오늬무늬로 교차된 중앙 대서양은 모든 방향으로 어느 정도 무한하게 뻗은 연못이라 할 수 있다. 이 곳은 교회의 십자가를 관리하던 선박과 해적에 의해, 혹은 오랫동안 사랑, 전쟁, 의류, 시간, 돈, 재산 그리고 예술과 같은 것을 존중하고 즐겼던 그 반대편에 의해서 향유되었다. 여기에는 컴파스, 성좌 그리고 미완성 지도의 존재를 상하게 하는 범죄/공격 행위가 있었는데, 이런 행위는 다섯 번의 전쟁, 열일곱의 쿠테타, 노예제와 인종학살 그리고 주제와 관련된 복제본을 만들어 세기를 압축하려는 시도 - 즉 망상의 식민주의, 새로운 세계로의 환상 등- 오해로 절정에 달한 극단에서 자석같은 역전에 의해 앙갚음을 할 수 있었고, 전용 위성의 탄생에 의해 극복될 수 있었다. 폭력과 평행한 삶의 풍만함, 이것이 대서양의 역사라 할 수 있다. 다양한 사람들과 복잡한 결과들로 결합된 이 대양은 우리가 예술을 만들 때 ‘왜 세상의 가장 새로운 것으로써 우리를 주장하기 위해 이 광대한 어지러움을 승화시켜야 하는가’를 궁금하게 하는 식민주의의 진흙, 그리고 오늘날까지 지속되는 식민주의 사상, 아프리카인과 유럽인의 결합 등과 관련되어 있고, 오래 전에 대륙을 건너온 반 아시안 인류의 부산물이 남아 있다. 만약 이 복잡한 이미지들이 시대를 거쳐 다른 것으로 변질된다면, 이미 벌어진 일들이 역류로 발생될 수 있다. 우리는 고대의 고독한 민속조의 채택과 다른 해안의 등대와 견줄 수 있는 세기의 영원한 거리감 사이에 있다. 또는 우리는 ‘존재하지 않는, 다른 존재의’ 의미와, 비자발적인 변신의 위험성을 택하는지속적으로 찢어진 팔천만 평방 마일의 소용돌이의 중간에 있다. 그럼에도 불구하고 아름다움의 원형과 끔직한 광석을 지니는 현재는 이미 묻쳐진 세계의 환상적인 현실 위로 지나간다.


FF

ACIDENTE

Projeção tridimensional do desenho inicial 초기 설계의 세 가지 차원 투영


사고


사고 2012. 구리 와이어는 에폭시 수지. 320 X 360 X 350cm


Acidente, 2012. Fios de cobre roubados, resina ep贸xi, estanho derretido. 320 x 360 x 350 cm. Foto: Rodrigo Antonio


Papel branco e carvão, rasuras, pegadas de uma fantasia sufocada pela lógica da escrita. Palavras guardadas em um caderno, palavras cravadas em páginas agora cinzas são amarradas em bloco. Repousam no cimento e não pensam. Ganham a floresta densa, sentem a terra, respiram o verde das folhas. No meio do mato, são enterradas e silenciam. Lágrimas ignoram sua partida e não são vistas. Palavras continuam vivas em sua densidade e em seu peso, embaixo da terra continuam vivas. Abraçam outra dimensão, colam-se à umidade do chão, coexistem com as formigas, antigas amigas.

ENTERRO DE PALAVRAS

매장된 단어

CF-JH


흰색 종이와 목탄, 지우개, 글쓰기의 논리에 의해 질식된 공상의 발자국. 종이 위에 담겨진 단어 들. 하나의 덩어리로 묶어진 낱낱장의 종이 위에 깊이 새겨진 단어들. 표면은 마치 잊혀진 과거 의 지도를 보여준다. 이 지도는 인식할 수 없는, 읽혀지지 않는, 불확실한 영토를 흐릿하게 드러 낸다. 잊혀진 과거와 역사의 유일한 목격자는 ‘여기 이 땅’에 있다. 손길이 닿지 않은 자연 만이 그 답은 해줄 수 있다. 단어들이 새겨진 종이는 땅 속에서 쉬고 있고, 생각하지 않고, 그저 기다린다. 그들은 밀집된 숲에서 대지를 느끼며, 녹색의 잎들 속에서 숨쉰다. 숲의 한가운데서 그들은 묻혀 있고 침묵하고 있다. 그들의 눈물은 그 출발점을 무시하고, 보여지지 않는다. 단어들은 땅 아래에 서 그들의 무게와 밀도 안에서 살아 숨쉬고 있다. 그들은 또다른 차원을 포용하고, 땅의 습함에 결부되어 있으며, 오래된 개미들와 공생하며, 땅의 대답을 기다린다.


SCRIPTEASE MAÍRA DIETRICH


스크립트

마이라 디트리히


MENINO

MAURA GRIMALDI


소년

마우라 그리말디


PERDER DE VISTA

시야를 잃다

MG-FF


‘시야를 잃다’ 작업은 마우리 그리말디와 프레드릭 필리피의 공동작업으로, ‘Condomínio Cultural’ 전시 공간의 유리창에 설치되었다. 매핑 테이프에 투영된 풍경 이미지는 본래 의 이미지와는 역방향으로 보여진다.


Perder de vista é um trabalho colaborativo entre os artistas Frederico Filippi e Maura Grimaldi, iniciado na vitrine da Casa Tomada e instalado na exposição Cidades Contínuas no Condomínio Cultural. A projeção de uma paisagem anônima exerce um mapeamento inverso pela intermitência das fitas.


ACIDENTE: TENTATIVAS, ACERTOS E SUPOSTOS ERROS CF-FF

Coisas acontecem fora de controle, inclusive do lado de dentro da Casa. Anotações de um caderno íntimo são passadas a limpo em um texto cuidadosamente extirpado, manipulado, apropriado de releituras de pensamentos compartilhados, ou não. Um diálogo ganha seu peso material quando descobre a força gravitacional que empurra-puxa todo um sistema restituindo o mundo como uma experiência a ser vivida. A forma se curva e, num movimento inverso ao do nascer que faz valer a técnica, concorre ao objetivo perseguido. Ela parte do fim, como um trem em círculos que quer alcançar seu corpo na contramão após ter se desencontrado de seu início. A inércia se coloca enquanto ponto frágil no deslizar de ideias desencarrilhadas. O corpo em deslocamento arrasta-se para fora do trilho deixando visível seu rastro. O desenho vetorial da gravidade confundida por outros vetores simples é combinado em aleatoriedades violentas; daí nasce o ERRO. Mas quais noções possíveis podem abarcar o erro quando o acerto só se faz possível no desvio, na incerteza dos movimentos e na fragilidade de cadências sincopadas? O acidente se produz então quando a ideia sai de seu campo abstrato e ganha linhas de materialidade. O começo do trabalho se dá já em curso, exatamente como um acidente, quando ativada a memória, já existe no tempo.

그것은 집 안 쪽으로부터 통제 불가능한 상태에서 발생한다. 수첩의 기록들은 조심스런 텍스트에서 씻겨져 내려간다. 대 화는 모든 시스템을 밀고 당기는 중력이 발견될 때, 그리고 세계가 경험으로써 반환될 때 물질성을 이긴다.형태는 그스 스로 탄생으로부터 역방향으로 굴곡진다.이것은 마치 시작 점의 반대방향으로 도달하길 바라는 굴레안의 기차와 같이 끝지점으로 부터 시작된다. 관성은 이 연고없는 아이디어안 에서 유약함으로써 자란다. 제자리로 부터 떨어진 몸은 그 굴레의 바깥에 던져지고, 그로써 형태를 드러낸다. 중력의 중심점은 다른 것들에 의해 혼란스럽게 되고, 그 결과 폭력 적인 임의화의 결과를 낳는다. 즉 실수가 발생되는 것이다. 그러나 움직임의 불안정함에서 반대편이 우회에서만 가능 할때, 이 실수로 부터 결부될 수 있는 가능성은 무엇인가? 사고는 아이디어가 이 추상적인 영역에서 나올 때 그리고 물 질성의 의미를 만들 때 그 스스로가 생산된다. 이 작업의 시 작점은 적절한 사고로써 발생되어 졌을 때, 그리고 기억이 실행되어질 때, 시간안에 존재한다.


사고 : 시도, 성공과 혐의 오류

전시장을 오고 가는 사이에, 노트와 드로잉은 수첩의 종이들 을 채운다. 이곳의 삼차원적인 지형학은 작은 모방을 구성하 기 위한 중심점 배열의 가상 세계가 된다. 카사 토마다에서 스 케치로부터, 작업은 새로운 크기로 무게를 얻는다. 변화되는 것은 관점이다. 이것의 다른 읽기를 지지하는 것으로부터, 구 성은 계산의 변성을 통해 문제로 발생한다. 라인, 지도, 숫자 그리고 추상적인 이름들은 삼차원으로부터 나오고 삶을 얻는 다. 네게의 벽 사이에 증가, 접근, 낮음 안에서 결합은 재구성 된다. 특정함의 레이어들은 곡선들로 스며든다. 물질로 선택 된 훔친 구리가 작업을 더욱 유기적인 도시로 준다.

Entre idas e vindas ao local expositivo, anotações e desenhos preenchem folhas do caderno. O relevo tridimensional de mapas topográficos da região entra na virtualidade de composições vetoriais para compor pequenas maquetes. Do esboço projetado na Casa de Aclimação, o trabalho ganha corpo em nova escala de dimensões num quarto da Vila Anglo. O que muda é a perspectiva. A construção das malhas a partir de seus diferentes suportes de leitura se dá a partir de um processo de transmutação de cálculos matemático em matéria. Linhas e plantas e números e nomes abstratos saem do tridimensional reduzido e ganham vida. Unem-se em ligas de solda, sobem, descem, enclausuram-se entre quatro paredes seguindo o recorte escolhido para ser representado. Camadas de significação impregnam-se às curvas. O cobre roubado escolhido como suporte material confere ao trabalho uma dimensão ainda mais orgânico-urbana dada sua recorrência no mercado paralelo. Sem controle sobre o resultado imaginado, o Acidente concreta-se entre as mãos, as dele e as da Maíra, e as paredes descascadas. O urbano imerso no inverso do cotidiano agora pode ser visto iluminado por um bico de luz no quarto de um outrora hospital abandonado.


DP


Um terreno não habitado, local perfeito para a criação de uma praça, um local de encontros e despedidas simultâneas. Um banco de praça, construído com cimento e com ondulações duvidosas em seus acentos, daquelas que não se sabe ao certo se abrigam as curvas dos traseiros ou se impedem as costelas do morador de rua de utilizá-las como cama. Um banco só, mas diferente, em um formato espiral, com um diâmetro de 20 metros. O mato cresce entre e dentro dele. Constatelações. Movimento de dentro para fora e de fora para o vento. Sensibilisca e ofusca resquícios de pensamento em mergulhos lemiskianos. Constatelações possíveis no pequeno cafofo da Casa. O processo. Dani ausente: presente nos objetos ali deixados, arranjados, desalinhados. A cadeira vazia de frente para a máquina de escrever imóvel e silenciosa na falta de dedos dançantes denuncia sua passagem. De costas para outro campo de atuação, fotografias conversam à distância coladas à parede. A cama repousa em seus lençóis dormidos. Traços e pontos vermelhos unem ideias parcialmente apagadas. Uma telha com o esboço do cruzeiro do sul. Estrelas, astros luminosos projetados em superfície de barro. Livros fechados calam informações inutáveis. O cenário do homem trabalhador anuncia sua decomposição próxima já que o espaço tomado é efêmero em sua atitude existencial. O instante da queda em captura prenuncia a constituição de um ser fragmentado. Concatenações de um tijolo que cai. CF


OLÁ E ABANDONADO 안부유기

MD-DB

Com quase seis séculos de presença humana continuada, os Açores granjearam um lugar importante na História de Portugal e na história do Atlântico: constituíram-se em escala para as expedições dos Descobrimentos e para naus da chamada Carreira da Índia, das frotas da prata, e do Brasil; contribuíram para a conquista e manutenção das praças portuguesas do Norte de África; quando da crise de sucessão de 1580 e das Guerras Liberais (1828-1834) constituíram-se em baluartes da resistência; durante as duas Guerras Mundiais, em apoio estratégico vital para as forças Aliadas, mantendo-se, até aos nossos dias, num centro de comunicações e apoio à aviação militar e comercial. 지속적인 인간 존재의 거의 6 세기와 함께, Azorean 은 포르투갈의 역사에서 와 대서양의 역사에서 중요한 자리를 차지한다. 이것은 인도에서의 발견의 원 정과 브라질에서 은색의 물결치는 경력 배송까지 모든 규모로 구성되었다. 또 한 포르투갈 영역의 북부 아프리카 지역의 달성 및 유지에 기여하였다. 1580년 과 자유 전쟁 (1828년에서 1834년까지)의 연속된 위기는 저항의 성체를 구성했 고, 두 차례의 세계 대전 동안 연합군을 위한 중요한 전략적 지원했으며, 현재 에는 통신 센터, 군사 및 상업 항공 지원한다.구체적으로 알려진 것은 Gonçalo Velho 가 실제로 동서로 진행 의미에서 아조 레스 열도의 다른 섬을 (재) 발견 의 결과로서 산타 마리아 섬에 1431년에 도달한 것이다. 1439년 7월 2일 일자 의 D. Henrique 로 부터, 그리고 그의 동생 D. 페드로 앞으로 보내진 편지는 열 도의 첫 번째 레퍼런스이다. 이 때 플로레스섬과 콜보섬은 아직 발견되지 않았 다. 그러나 D. Henrique는 그의 여동생 D. 이사벨의 지원으로 산타 마리아 섬을 채우기 위해 보냈다.

O que se sabe concretamente é que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431, decorrendo nos anos seguintes o (re)descobrimento - ou reconhecimento - das restantes ilhas do arquipélago dos Açores, no sentido de progressão de leste para oeste. Uma carta do Infante D. Henrique, datada de 2 de Julho de 1439 e dirigida ao seu irmão D. Pedro, é a primeira referência segura sobre a exploração do arquipélago. Nessa altura, as ilhas das Flores e do Corvo ainda não tinham sido descobertas, o que aconteceria apenas cerca de 1450, por obra de Diogo de Teive. Entretanto, o Infante D. Henrique, com o apoio da sua irmã D. Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, mandou povoar a ilha de Santa Maria.


마데이라 같은 열도의 발견은 발견의 역사에서 가장 논쟁적인 문제 중 하나이다. 이에 대한 다양한 이론중에, 1351 년 이후 생산되는 여러 제노바지도의 평가를 기반으로 역사는 그 섬들이 이미에서 1340-1345 주위에 만들어진 카나리아 제 도에 대한 탐험의 반환을 계기로 알려져 있었다 인정했다. 기타 이론은 비록 첫 번째 섬의 발견은, D. Henrique의 선원에 의해 만들어졌다고 주장하지만, 이 사 실을 증명할 수 있는 문서가 없다. 이 버전을 지원하기 위해 15 세기 전반에 만 들어진 구두 전통을 바탕으로 한 논문의 한 세트가 있다. 그러나 대담한 이론은 포르투갈의 알폰소 IV 시대 이래로 발생된 첫 번째 섬의 발견과 D. Henrique의 시간에 만들어진 여행은 단순한 인식을 넘어서진 않았다고 간주된다. 또한, 최 근에 발굴된 4 세기 기원전의 사원은 아마도 카르타고의 저작에서 발견되었다.

O descobrimento do arquipélago dos Açores, tal como o da Madeira, é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Entre as várias teorias sobre esse facto, algumas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos desde 1351, os quais levam os historiadores a afirmar que já se conheciam aquelas ilhas quando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV de Portugal. Outras referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São Miguel, Santa Maria, Terceira) foi efectuado por marinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito que por si só confirme ou comprove tal facto. A apoiar essa versão existe apenas um conjunto de escritos posteriores, baseados na tradição oral, que se criou na primeira metade do século XV. Algumas teses mais arrojadas consideram, no entanto, que a descoberta das primeiras ilhas ocorreu já ao tempo de Afonso IV de Portugal e que as viagens feitas no tempo do Infante D. Henrique não passaram de meros reconhecimentos. Adicionalmente, foram recentemente descobertos templos escavados nas rochas datados do século IV a.C., de provável autoria cartaginesa.


DICIONÁRIO 사전

SIM NÃO TALVEZ INTEIRO IMPOSSÍVEL MIL IR NÓS ONDE FEBRE AMARELA POR FAVOR QUERER CAFÉ FEIJÃO NÃO SOU DE CÁ SEMPRE NUNCA ESTOU PERDIDA EU SOU EU VOU EU TENHO SAUDADES EU GOSTO MAS PREFIRO OUTRA COISA QUANDO VOCÊS CONVERSAM EU NÃO ENTENDO NADA BIFE À CAVALO EU POSSO PREGUIÇA EU DIGO HORÁRIO O QUE É ISSO VAMOS CHUVEIRO AQUI E ALI JUNTOS SOZINHOS EU GOSTO DE VOCÊ EU TE AMO EU VENHO DA CORÉIA EU QUERO ESTAR COM VOCÊ EU NÃO ENTENDO POR FAVOR VÁ EMBORA EU SOU BOA COM FACAS NÃO ME TOQUE FACA PALAVRA CADERNO ESSE ANIMAL SILVESTRE NÃO É MEU, DEVE HAVER ALGUMA CONFUSÃO JANELA PAPEL NA MINHA CASA OU NA SUA?


예 아니요 아마도 가득찬 불가능한 (숫자)천 가다 우리 어디 황열병 제발 원하다 커피 콩 여기 출신이 아닙니다 항상 절대 길을 잃었습니다 나는 입니다 나는 갑니다 나는 그립습니다 좋습니다, 그러나 다른 것을 선호합니다 당신이 이야기 하는 것을 이해할 수 없습니다 (음식) 스테이크 제가 ~해도 될까요 게으름 나는 말합니다 시간 이게 뭐에요? 갑시다 샤워 여기 저기 함께 혼자 나는 너는 좋아합니다 나는 당신을 사랑합니다 나는 한국에서 왔습니다 나는 당신와 함께 하고 싶습니다 나는 이해가 안됩니다 제발 저리 가세요 나는 칼잡이 입니다 (제발 저리가세요) 건드리지 마세요 칼 단어 노트북 이 야생동물은 제것이 아닙니다 아마 그것은 오해가 있을 것입니다 창문 종이 우리 집에 갈래요, 아님 당신네 집으로 갈까요?


BIBLIOTECA DE VIDRO CF-FF-MG-MD-DB-DP-JH

Pensamento é espelho diante do deserto de vidro da Extensão. Paulo Leminski Reunião de cabeças pulsantes agracia e justifica o tampo transparente. O desejo de estar junto. Somos quatro em volta da mesa quase pequena. Cinco... Quando seis ficamos de fato apertados, mas confortáveis com a proximidade. Cada qual com seu laptop. Uma música qualquer concentra as ideias dispersas. A banda sonora ao mesmo tempo em que une permite a fragmentação do universo partilhado sobre a plataforma de vidro. A Biblioteca da Casa abriga um mundo de dizeres calados e espaços silenciosos. Sinestesia galopante. Em alternativa ao cafofo subterrâneo, a biblioteca transfigura-se em refúgio em dias mais frios. Por ali ficamos a ler um livro ou pesquisar convivências passadas. Escrever, conversar, estar, trabalhar. Entre o subir e o descer dos degraus, entre trocas e delongas dialogadas, Mau e Fred se perdem de vista na vitrine. Horas a fio. No primeiro respiro da noite, o ruído do projetor dá o ar de sua graça anunciando mais uma sessão de paisagens paradas. A escada de metal suporta o projetor em escalada. A fita crepe adere ao vidro e filtra a luz dos slides. O que se vê do lado de dentro não é o mesmo que se vê do lado de fora. Situação invertida da projeção e do tempo. O feixe luminoso que atravessa o vidro acaba por se perder no espaço, evapora-se como num sopro refulgente. A imagem velada encontra seu contorno na superfície do branco da fita, ou da pele em tons de azul, em nuances de vermelho. O foco escapa, a textura permanece. O que resta é a certeza de que a cópia do mundo desconsidera qualquer tipo de fidelidade presumida. Então se passa do efêmero da luz à materialidade do desenho. O corpo projetado transforma-se em desenho nas mãos de Mau. Ganha pernas, ou braços, e desce para o cafofo criativo. Na parede, já não tem autoria. Acréscimos, intervenções, o crepe é apropriado pelos demais; canetas os ressignificam em novo corpo junto dos olhos daqueles que por ali passam. Um estudo de canetinhas. Elas, as cabeças, voltam a ser sete na biblioteca de vidro. Em pequena escala, breves diálogos. Concentradas na finalização de uma etapa verde para além do lúcido planejamento das estantes, elas tresnoitam em estrelas esbugalhadas. Uma trajetória sinuosa abre mais uma curva na direção de um galpão achado em Guarulhos. A fachada verde não comporta grama. As cadeiras cegas dão suporte aos corpos que pensam, ali, na biblioteca da Casa.


유리 도서관

CF-FF-MG-MD-DB-DP-JH 사상은 유리 사막 전에 확장의 거울이다. 폴 레민스키 진동하는 머리들의 모임은 투명한 뚜껑을 정당하게 하고 품위있게 한다. 그 욕망은 맺어져야 한다. 작은 탁자 주변에 우리 네명은 머물러 있다. 다섯 혹은 여섯, 우리가 뭉쳤을 때, 친밀함 으로 편안함을 느낀다. 우리는 각자 자신의 노트북을 가지고 산발적으로 흐르는 음악을 향유 하며 흩어진 아이디어들을 집중시킨다. 그 사운드트랙은 공존하는 우주의 조각을 유리로 된 플랫폼 안으로 허용한다. 이 집의 도서관은 침묵된 언어와 과묵한 공간의 세계를 집중시킨다. 횡행하는 공감각… 지하방의 대안으로서 도서관은 추운 날에 안락한 피난처로 전환된다. 거기에서 우리는 과거 의 공동서식에 대한 논문이나 책을 읽는다. 쓰기, 말하기, 살기, 일하기…윗층 아래층을 오가 는 사이, 대화를 나누고 지연시키는 사이, 우리는 창문에서 마우라와 프레드의 모습을 잃는 다. 시간들 그리고 시간들. 밤의 첫 호흡에, 프로젝터의 소음은 이 정지된 풍경의 또다른 즉흥 연주이다. 금속 사다리는 프로젝터가 높이 떠 있도록 지지한다. 마스킹 테이프는 유리에 붙어 있고, 슬라이드의 빛은 여과된다. 외부에서 본 이미지는 내부에서 볼 수 있는 것과 동일하지 않다. 유리를 통과하는 그 불빛은 공간에서 길을 잃고, 화려하게 부는 바람 속으로 증발한다. 그 숨겨진 이미지는 테이프와 하얀 표면에서 그 형태를 찾을 수 있고, 혹은 파란색 색조, 붉은 색조에서 그 윤곽을 찾을 수 있다. 촛점은 잃었지만, 질감은 남아있다. 따라서 우리는 임의적인 빛으로부터 그림의 물질성까지 지나간다. 그 투영된 형태는 마우라 의 손에 의해 드로잉이 된다. 다리 혹은 팔이 나와, 창조적인 집으로 내려간다. 벽에는 더 이상 의 작가가 없다. 증강, 개입, 마스킹 테이프는 다른 사람의 손에 의해, 그리고 새로운 바디 안 에서 재구성하는 펜들로 차용되어진다. 그들, 그 모든 머리는 유리 도서관의 일곱으로 되돌아간다. 작은 규모로 그리고 짧은 대화로… 선반위의 명백한 계획들 너머 녹색 단계의 마무리로 집중되어, 그들은 별들이 희번덕 거리는 밤을 지나간다. 바람의 경로는 과룰류스에서 발견된 창고의 방향으로 굽어진다. 눈먼 의자는 생각하는 몸뚱이들을 지지한다. 이 집의 도서관에서…


Um galpão aparentemente vazio e sem iluminação. Cinco perfurações no teto, com diâmetros mínimos que permitem o atravessamento e encaixe preciso de também cinco corpos celestiais. Em uma visita noturna, configura-se então no teto, através dos orifícios e em um horário e posicionamento específico do receptor, a constelação do cruzeiro do sul. Já no decorrer do dia é possível presenciar a distorção e movimentação do corpo celeste nas paredes e no piso devido aos raios de sol que iluminam o interior do galpão. 아무런 조명없이 분명히 비어있는 창고. 창고의 천장에 다섯의 천체 자리와 정확하게 지나 가도록 만들어진 최소 직경의 다섯개의 구멍. 저녁에 방문, 남쪽으로 항행, 수신기의 특정한 자리 배치, 구멍들과 시간표를 통해서 천장 위치 설정. 하루 동안 창고의 내부를 밝히는 태 양 광선으로 인해 벽과 바닥에서 천체의 움직임과 왜곡을 목격한다.


Um sismógrafo instalado dentro de museus e instituições culturais, capaz de medir não apenas oscilações tectônicas e o tremor do piso devido ao metrô que balança suas estruturas, mas também movimentações subjetivas e deslocamentos internos. Surge então um gráfico, capaz de, a partir de uma série de relações, determinar a indeterminabilidade.

박물관 및 문화 기관에 설치된 지진계는 지각의 움직임과 바닥의 진동을 측정할 수 있을 뿐 만 아니라, 주관적이고 내부의 변위도 측정 가능하다. 거기에는 관계 집합에서 불확실성을 결정하는 것까지의 가능한 그래프가 있다.


VALENTINE’S

발렌타인

MG-MD


Uma escada de ferro, daquelas de formato caracol, enterrada no ch達o.


땅 속에 묻힌 달팽이 모양의 철제 사다리.


카사 토마다

대니얼 바로카

카밀라 피알뇨

프레드릭 필리피

CAMILA FIALHO

FREDERICO DANIEL FILIPPI BARROCA

Porto Alegre, RS São Carlos, SP 1980. 1983.

Lisboa, Portugal 1976.

CASA TOMADA

염지혜

마이라 디트리히

마우라 그리말디

JI HYE DANIEL DE PAULA YEOM

MAÍRA DIETRICH

MAURA GRIMALDI

다니엘 드 파울라

Boston, EUA 1987.

Seoul, Coréia do Sul Florianópolis, SC 1988. 1982.

São Paulo, SP 1988.


AGRADECIMENTOS 고맙습니다

Agradecemos aos colaboradores do Ateliê Aberto #6 que, com grande entusiasmo e generosidade, dedicaram seu tempo e atenção ao projeto: Akio Aoki, Ana Maria Maia, André Komatsu, Baixo Ribeiro, Claudio Bueno, Condomínio Cultural, Daniela Labra, Edith Derdyk, Fabio Cypriano, Gui Mohallem, Jacopo Crivelli, Júlia Rebouças, Keila Alaver, Leticia Ramos, Marcelo Cidade, Oliver Basciano, Residência Artística FAAP, Thais Rivitti, Napoleon Miguel Alves, Edson e Christopher Mendes.


집을 짓는 일은 예술적인 관행, 조사 및 반영이다. 프로젝트는 예술의 여러 분야 간의 융합되 는 지점을 구축하기 위해 진행 된다. 단순히 결과물을 만드는 데 그치는 것이 아닌, 프로덕션 과정에 촛점을 맞추며, 오픈 스 튜디오는 토론과 작업의 진행 과정을 격려한다. 또한 공동거 주하며 현대 미술의 복잡하고 다양한 언어를 사용하여 토론 한다.

a casa tomada é um espaço reservado para práticas, investigaçoes e reflexões de caráter artístico. O projeto surgiu da vontade de construir um espaço que fosse um ponto de convergência entre as diversas áreas de atuação das artes. Focado em todo o processo de produção e não somente num produto final, o Ateliê Aberto tem como proposta incentivar a discussão e o desenvolvimento de trabalhos motivados pela vivência compartilhada na Casa, além de discutir o hibridismo de linguagens nos processos artísticos contemporâneos.

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www.casatomada.com.br

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Convivencias #6  

Convivências é uma publicação semestral da Para concluir os meses do programa de residência artística Ateliê Aberto, a Casa Tomada lança um...

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