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Boletim da Casa-Museu Abel Salazar nº 10 | abril 2018 | Universidade do Porto

DEL. SCULP, ET IMP., A Gravura de Abel Salazar Museu Júlio Dinis Afluentes Cláudia Amandi CMAS Visita Guiada com Paula Moura Pinheiro 2º Ciclo de Seminários Livres de História da Medicina O ICBAS e figuras de relevo e paradigmáticas nas Neurociências Salão Nobre do ICBAS


DEL. SCULP, ET IMP. - A Gravura de Abel Salazar 24 fev / 21 abr | Museu Júlio Dinis

Del. Sculp, et Imp. – A Gravura de Abel Salazar é uma exposição comissariada por João Sousa Pinto e coorganizada pela Casa-Museu Abel Salazar e pelo Museu Júlio Dinis, em Ovar. Esta mostra de gravuras e diversos materiais de trabalho usados por Abel Salazar, como as matrizes de zinco, a prensa ou os seus livros sobre o tema, resulta de uma parceria entre dois membros da Associação Portuguesa de Casas-Museu: a Casa-Museu Abel Salazar e o Museu Júlio Dinis. A obra gráfica de Abel Salazar, um pouco à margem do conhecimento do público geral, tem sido objeto de um interesse renovado. Projetos como o recente D'Après Abel Salazar, com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e agora esta exposição, têm contribuído não só para a produção de um conhecimento histórico e técnico mais aprofundado, mas também para a criação de projetos novos e de âmbito mais alargado. Este retorno à obra de Abel Salazar deve-se sobretudo a uma mudança na relação dos artistas contemporâneos com as técnicas e meios de impressão e, indiretamente, legitima a obra de um autor de qualidades incontornáveis. Integrada nesta exposição, realizou-se, no dia 15 de março, uma Conversa à Volta do Tanque, sessão informal que teve a participação de João Sousa Pinto, Luísa Garcia Fernandes e Norberto Cunha. Este último, responsável científico do Museu Bernardino Machado em Famalicão, ganhou o Grande Prémio da Literatura Biográfica, da Associação Portuguesa de Escritores - Cidade do Porto, com a sua tese de doutoramento Génese e Evolução do Ideário de Abel Salazar. A exposição estará patente até ao dia 21 de abril e a entrada é livre.

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Workshop Terra de Ninguém: Da Gravura sitiada à Gravura In Situ Neste workshop pretende-se gravar do natural. Com os materiais habituais da oficina de calcografia, mas também com a necessidade de repensar como e porquê o fazer gravura. A partir da análise de uma série de obras, propomos a gravura do natural ou a gravura in situ como um caso de estudo. Através desta, revemos a presença da artesania, do específico dos processos e sua sintaxe, da materialidade, da urgência, do querer ver tudo a acontecer segundo os termos da gravura. As abordagens de Abel Salazar no início de século XX e da sua relação com o registo do natural e espaço processual da gravura servem de pretexto para sair. Fora das fronteiras e comodidades de uma oficina, o que muda? O que se pode acrescentar? O que se pode desenhar? Como se podem pensar os métodos habituais de gravar? Para isso usaremos uma série de dispositivos preparados para esta breve expedição aos territórios menos explorados da gravura do natural, recriando técnicas da água-forte e ponta seca. Os participantes devem trazer roupa adequada para estarem no exterior de acordo com as condições climatéricas e equipamento para desenhar no exterior: prancheta, molas e banco. Horário: 9h30/13h00 - 14h00/17h30 Inscrição: €10,00, no Museu Júlio Dinis, até dia 19 de abril - museujuliodinis@cm-ovar.pt Local: Escola de Artes e Ofícios, Ovar Ficha técnica Formadora: Graciela Machado Apoio: Mónica Araújo Coordenação: Luísa Garcia Fernandes e André Azevedo Comissário: João Sousa Pinto Organização: Museu Júlio Dinis - Uma Casa Ovarense; Câmara Municipal de Ovar Apoio: Casa-Museu Abel Salazar, Universidade do Porto e APCM - Associação Portuguesa de Casas Museu

SALAZAR, Abel, s/ título, 1925, gravura, 6,5 x 6 cm Casa-Museu Abel Salazar

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2º Ciclo de Seminários Livres de História da Medicina O ICBAS e figuras de relevo e paradigmáticas nas Neurociências

21 mar - 18 abr - 16 mai | Salão Nobre do ICBAS

Em 1975, por iniciativa de um grupo de personalidades da Universidade do Porto entre os quais Corino de Andrade, Ruy Luís Gomes e Nuno Grande, foi criado o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), inspirado no pensamento e obra de Abel Salazar, seu patrono. Desde o momento da sua criação foi critério que a Historia da Medicina deveria fazer parte da formação dos jovens médicos, a par de toda uma cultura de investigação científica e espírito inovador. Inicia-se agora o 2º Ciclo de Seminários de História da Medicina no âmbito da Unidade Curricular de História da Medicina do Mestrado Integrado de Medicina (MIM), tradição já existente anteriormente e recuperada no ano passado com o ciclo de temas versando "A Medicina e as artes de Curar". Dirigidos inicialmente para os alunos do 1º ano do MIM no sentido de promover abertura para outras áreas do conhecimento no âmbito da história da medicina, logo a adesão entusiasta dos próprios alunos e restante comunidade científica fez com que este ano a nossa prioridade seja focar personalidades paradigmáticas na história da medicina e com especial relação com o ICBAS com o tema dos seminários "O ICBAS e figuras de relevo e paradigmáticas nas Neurociências". Porque o ICBAS é um produto da sua História, este facto confere-lhe um eminente valor. Foi possível neste projeto a colaboração próxima e relevante de outras instituições da cultura e saber científico como a Casa Museu Abel Salazar e o IPATIMUP, o que agradecemos veementemente, com a certeza de que serão um contributo fundamental para os momentos de transmissão do saber a que iremos ter acesso, sob o aforismo de Abel Salazar: Um médico que só sabe Medicina, nem Medicina sabe, baseado na célebre frase do médico espanhol José de Letamendi: Del médico que no sabe más que Medicina, ten por cierto que ni Medicina sabe. Ana Mafalda Reis, regente da Unidade Curricular de História da Medicina do MIM do ICBAS 4

Comissão de Honra - Prof. Manuel Heitor - Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; - Dr. Adalberto Campos Fernandes - Ministro da Saúde; - Prof. Doutor Sebastião Feyo de Azevedo - Reitor da Universidade Porto; - Prof.ª Fátima Marinho - Vice-Reitora da Universidade do Porto; - Dr. Artur Santos Silva - Presidente do Conselho Geral da Universidade do Porto; - Dr. Miguel Guimarães - Bastonário da Ordem dos Médicos; - Prof. Paulo Barbosa - Diretor do Centro Hospitalar do Porto; - Dr. Vítor Herdeiro - Diretor do Hospital Pedro Hispano; - Prof. António Sousa Pereira - Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar; - Prof. Henrique Cyrne de Carvalho - Diretor do Mestrado Integrado em Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar; - Dr. Pedro Melo Freitas - Vice-Presidente do Conselho Português para o Cérebro; - Engª Manuela Alvares - Membro do Conselho de Administração da Entidade Reguladora da Saúde; - Dr.ª Maria do Sameiro - Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos; - Andreia Godinho - Presidente da Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Comissão Científica Prof. Sobrinho Simões Prof.ª Ana Mafalda Reis Prof. Romero Bandeira Prof. Eduardo Rocha Prof. Artur Águas Prof.ª Corália Vicente Dr. Manuel Valente Alves Dr. Ricardo Correia de Abreu Dr.ª Luísa Garcia Fernandes


PROGRAMA 1º Módulo O ICBAS e o Dr. Corino de Andrade 21 de março | Salão Nobre do ICBAS | 15h00 - 18h00 - Prof. António Coimbra: Dr. Corino de Andrade, O Homem e o Cientista - Dr. Paulo Mendo: As Neurociências e o Dr. Corino de Andrade - Alunos 2° ano MIM - ICBAS: O ICBAS e o Ensino da Historia de Medicina Mesa redonda: Moderação: Prof. Sobrinho Simões - Prof.ª Maria João Saraiva: A descoberta da Paramiloidose - Prof. José Barros: Dr. Corino Andrade e a génese do ICBAS - Amália Andrade: História e Memórias

2º Módulo O ICBAS e a Prof.ª Maria de Sousa 18 de abril | Salão Nobre do ICBAS | 15h00 - 18h00 Queremos para a afirmação da nossa identidade reconhecer os cientistas como antepassados e que nos orgulhamos?... Maria de Sousa em Meu Dito meu Escrito - Prof.ª Maria de Sousa: Ser possível Mesa redonda: Como foi possível fazer o ICBAS, o GAABA, o i3S Moderação: Prof.ª Maria de Sousa, Prof. Sobrinho Simões, Prof.ª Ana Mafalda Reis - Prof.ª Maria Carmo Fonseca: A Pessoa - Prof.ª Graça Porto: A hemacromatose - Prof. Manuel Correia: A génese do ICBAS - Prof. Eduardo Rocha: O Ensino Médico no ICBAS - Dr. Pedro Resende: O GABBA - Prof. Mário Barbosa: O i3S

3º Módulo O ICBAS e o Prof. Dr. Nuno Grande 16 de maio | Salão Nobre do ICBAS | 15h00 - 18h00 Mesa redonda Moderação: Prof. Sobrinho Simões, Prof.ª Ana Mafalda Reis

1. Antigo edifício do ICBAS 2. Corino de Andrade 3. Maria de Sousa 4. Nuno Grande

- Prof. Romero Bandeira: Prof. Nuno Grande, o médico paradigmático e a Historia da Medicina - Prof. António Coimbra: Prof. Nuno Grande e a génese do ICBAS - Dr. Paulo Mendo: Nuno Grande, o amigo - Prof. João Monjardino: Nuno Grande: Universitário, cidadão e amigo - Prof. Artur Águas: Prof. Nuno Grande, o anatomista - Dr. Manuel Valente Alves: Nuno Grande e Abel Salazar Médico e artista Entrada livre sujeita a inscrição prévia Casa-Museu Abel Salazar - cmuseu@reit.up.pt ICBAS - docmaf@sapo.pt

Reportagem vídeo disponível em: www.tv.up.pt 5


O Rio em Construção. A exposição ‘Afluentes’ de Cláudia Amandi. Os processos do desenho como prática artística foram colocados muitas vezes numa posição inicial em relação às outras artes por várias razões de natureza projetual e de conceção, enquanto momento de primeiro estudo e pensamento sobre a obra posterior. Mas, para além dessa ação preventiva e exploratória em relação a um futuro objeto, o desenho preserva qualidades fundamentais que lhe garantem essa orientação de base e alicerce. Nesse contexto, refira-se a sua vocação material e temporal onde meios simples e instrumentos básicos são aplicados sobre uma superfície que não irá ser escondida ou elaborada por camadas sucessivas, tal como acontece com a pintura. Também as estruturas da imagem são preservadas e sensíveis deixando o processo em aberto à consulta pública. Na sua transparência e imediatismo a arte do desenho deixa supor alguns hábitos ou fórmulas convencionais que se tornam familiares: o gesto, a correção, o ensaio, o inconcluso, a clareza. Normalmente, o branco de luz da imagem é o branco original do suporte. Com experiência e formação em Escultura, Cláudia Amandi tem vindo a desenvolver um trabalho regular e aprofundado do desenho, explorando alguns conceitos de trabalho que suscitam a criação de novas possibilidades dentro de um âmbito de repetição e serialidade. Ou seja, a adoção de certas premissas técnicas e materiais permite variantes que vão ramificando em resultados aparentemente diferentes, mas que partilham uma genealogia comum na exploração de processos seriais e repetitivos. No seu trabalho é comum o uso de módulos que se vão acumulando até formar uma superfície extensa que desafia o campo visual do observador. As imagens são formadas por marcas gráficas repetidas e variadas segundo padrões em mutação. A relação entre suportes de desenho e a montagem de desenhos é associada a processos inventados onde um desenho é a máscara do outro, ou onde os furos de uma folha deixam passar a tinta para a folha de baixo. Os gestos, ora monótonos e minimais, ora complexos e variados, encontram afinidade e parentesco em configurações de processos naturais, por vezes fora da nossa escala de observação. Mas na maioria dos casos esses padrões estão nas largas margens periféricas da nossa perceção. O leitor poderia descrever o movimento de um cardume sob as cintilações de luz da água à superfície, ou gotas da chuva a escorrer nos vidros? Sempre que se observam esses fenómenos comuns, o efeito é familiar, mas os seus limites são evasivos e fugazes.

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As séries de trabalhos presentes nesta exposição são resultado de observações e contemplação nas margens de um rio, ao longo de várias semanas e ao longo de vários anos. A atenção fixada em reflexos e sombras ou ondulações na água foi parte de uma sequência de fenómenos comuns no ambiente. A escala dos desenhos confere a essas observações uma dimensão monumental e emblemática. Esses desenhos procuram também um diálogo com outros autores, como por exemplo Ellsworth Kelly ou Leonardo da Vinci, mostrando como a memória de imagens também instrui a observação. A cultura visual do desenho oferece uma superfície de mediação entre a perceção e os fenómenos ou configurações naturais. Essa superfície poderá ser interpretada a partir de diversos conceitos operativos. A ‘construção’ como ideia de montagem do desenho a partir de diferentes suportes, módulos e materiais. A ‘repetição’ como forma de criação do desenho a partir de múltiplas marcas idênticas e conjuntos semelhantes. A ‘escrita’ enquanto modelo de espaço marcado pela regularidade e pela grelha, abrindo conexões com sistemas diagramáticos de visualização, como mapas ou gráficos. O ‘gesto’ enquanto possibilidade de introduzir variação e diferença em cada instante, mas também como expressão individual. Finalmente, a iconografia desta exposição centrada em formas de processos naturais, desde reflexos de água, sombras de folhagem, linhas de água e movimentos de animais. Uma natureza que não se apreende pelas suas formas objetivas – árvores, montanhas ou animais- mas pelas suas manifestações evasivas e mutáveis. Esta é uma exposição sobre experiências de observação da natureza, onde se pretende captar pelo fluxo do desenho, uma corrente que segue latente sob as aparências imediatas captadas pelo olhar. Paulo Freire de Almeida março, 2018

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Visita Guiada, o prestigiado programa de televisão e de rádio sobre peças da história da arte e da cultura portuguesas, visitou a Casa-Museu Abel Salazar. A autoria, edição e apresentação deste programa, produzido pela RTP2 para televisão e pela Antena 1 para rádio, fica a cargo da jornalista Paula Moura Pinheiro, que visitou as várias salas da casa-museu e conversou com Artur Santos Silva e Manuel Valente Alves sobre a excecional vida e obra de Abel Salazar. A emissão desta Visita Guiada está programada para dia 23 de abril na RTP2.

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Equipa Paula Moura Pinheiro - Autora, editora e apresentadora Sara Oliveira - Produtora de conteúdos e editora Ana Lúcia Barroso - Editora de imagem João Nuno Soares - Operador de steadicam José Manso - Operador de câmara Miguel da Santa - Assistente e técnico de iluminação António Santos - Editor de áudio (Antena 1)


Na Biblioteca Alberto Saavedra...

Campus nº 2 Universidade do Porto

Newsletter Gulbenkian nº 197 abril 2018, Fundação Calouste Gulbenkian

Foi recentemente publicada a 2.ª edição da Campus U.Porto, a revista da Universidade do Porto.

Este número abre-lhe as portas do que está a chegar com a primavera: vem aí toda uma Galáxia – repleta de debates, um filme e um documentário, uma exposição e leituras musicadas – dedicada à vida, à obra e ao Portugal que Antonio Tabucchi deixou espelhado nos seus livros.

Capa desta edição, Artur Santos Silva, o novo presidente do Conselho Geral da U. Porto, perspetiva o futuro da Universidade e do ensino superior em Portugal, defendendo uma "reestruturação dos saberes dentro da Universidade" e acreditando no aprofundamento do modelo fundacional das instituições do ensino superior. Ana Aragão, antiga estudante da Faculdade de Arquitetura (FAUP), abre as portas das suas cidades imaginárias, que, no papel ou na tela, hiperbolizam o caos, a vertigem, a rugosidade, a amálgama e a policromia das grandes metrópoles contemporâneas.

Recorda-se o marcante percurso artístico d'Os Quatro Vintes, coletivo que reuniu, no Porto, o talento criativo de Ângelo de Sousa, Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, artistas formados na Escola Superior de Belas Artes do Porto (antecessora da Faculdade de Belas Artes). A Campus U.Porto n.º 2 está disponível para consulta na plataforma issuu. A edição impressa da revista encontra-se disponível na Reitoria, nas faculdades, nos centros de I&D e em outros espaços da Universidade, podendo ainda ser solicitada ao Serviço de Comunicação e Imagem da U.Porto.

Vem aí, também, o movimento Pós-Pop, que pretende ocupar o Museu Gulbenkian já no final deste mês e a arquitetura dos Universalistas, que se mostrou primeiro em Paris. Este número permitirá ainda descobrir o que é e o que move o movimento Hack for Good, que anda na estrada à procura de boas ideias e quais as novidades da edição deste ano do Jazz em Agosto.

Robert Schad | Entre Tempo Catálogo, ISBN 978-972-8180-60-7 Museu Internacional de Escultura Contemporânea Entre tempo é o título da exposição de escultura do alemão Robert Schad que esteve patente no Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, entre 23 de junho e 1 de outubro de 2017, e que está documentada, desde a sua montagem, neste catálogo.

A Página da Educação nº 210 Profedições, Lda.

+ Vida nº 18 abril 2018, José de Mello Saúde O destaque desta edição vai para o desvendar dos segredos do cérebro. Há cada vez mais e mais modernas respostas para as várias doenças do cérebro, mas ainda existem mistérios que os médicos querem decifrar.

Esta segunda edição celebrativa do 25º aniversário da Página destaca a ‘condição docente’, desejando assim assinalar também o 35º aniversário do Sindicato de Professores do Norte (SPN), entidade que, desde a primeira hora, acolhe e suporta este projeto editorial ímpar, um projeto da educação e para a educação.

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Os nossos Sócios Coletivos

Casa-Museu Abel Salazar R. Dr. Abel Salazar, 488 4465-012 S. Mamede de Infesta telf. 229039827 cmuseu@reit.up.pt www.cmas.up.pt A CMAS é tutelada pela Universidade do Porto e gerida com o apoio da Associação Divulgadora da Casa-Museu Abel Salazar, instituição de Utilidade Pública desde 1996

Casa-Museu Abel Salazar | boletim 10 | abril 2018  
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