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CEETEPS – CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ETEC PROF. DRA. DOROTI QUIOMI KANASHIRO TOYOHARA

CAROLINA SANTOLIN CIRO COSTA DE SOUZA MARCELO CESAR COSTA

EMPRESA ERGON: DESENVOLVIMENTO DE MAPA DE RISCO E VERIFICAÇÃO DE EPIS E EPCS

SÃO PAULO 2013


CEETEPS – CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ETEC PROF. DRA. DOROTI QUIOMI KANASHIRO TOYOHARA

CAROLINA SANTOLIN CIRO COSTA DE SOUZA MARCELO CESAR COSTA

EMPRESA ERGON: DESENVOLVIMENTO DE MAPA DE RISCO E VERIFICAÇÃO DE EPIS E EPCS

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Curso de Técnico de Nível Médio de obtenção parcial para qualificação em Técnico em Segurança do Trabalho.

ORIENTADORAS: PROFª ZILMARA ROMERO AVALO E PROFª DANIELE DE OLIVEIRA REIS

SÃO PAULO 2013


CEETEPS – CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ETEC PROF. DRA. DOROTI QUIOMI KANASHIRO TOYOHARA

CAROLINA SANTOLIN CIRO COSTA DE SOUZA MARCELO CESAR COSTA

EMPRESA ERGON: DESENVOLVIMENTO DE MAPA DE RISCO E VERIFICAÇÃO DE EPIS E EPCS

Aprovado(s) em _____/______/_____ para obtenção do Curso Técnico em Segurança do Trabalho

BANCA EXAMINADORA Professor(as) Orientador(as) _____________________________________________________________ Profª Zilmara Romero Avalo _____________________________________________________________ Profª Daniele Oliveira Reis _____________________________________________________________ Coordenador de Curso Profº Flávio Pereira Bertine. _____________________________________________________________ Coordenador Pedagógico Profª Sandra Scala Funi.


CEETEPS – CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ETEC PROF. DRA. DOROTI QUIOMI KANASHIRO TOYOHARA

TERMO DE AUTENTICIDADE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC Nós, Carolina Santolin, Ciro Costa de Souza e Marcelo Cesar Costa, regularmente matriculados no Curso Técnico de Nível Médio em Segurança do Trabalho da Escola Técnica Estadual Professora Doutora Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara, município de São Paulo, declaramos ter pleno conhecimento do regulamento para realização do Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Paula Souza. Declaramos, ainda, que o trabalho apresentado é resultado de nosso próprio esforço e que não há cópia de obras impressas ou eletrônicas segundo a Lei 9610/98 que dispõe sobre direitos autorais e atribuições e ABNT – NBR 14.724:2011 item 5.5 que dispõe sobre informação e documentação – citações em documentos apresentadas conforme ABNT NBR 10520/02.

São Paulo, _____ de Dezembro de 2013.

Discente(s)

Registro Geral

Carolina Santolin

35.411.331-8

Ciro Costa de Souza

10.447.823-8

Marcelo Cesar Costa Docente(s)

26.777.538-6 Registro Geral

Zilmara Romero Avalo

16.515.025-7

Daniele Oliveira Reis

42.636.629-3

Assinatura(s)

Assinatura(s)


CEETEPS – CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ETEC PROF. DRA. DOROTI QUIOMI KANASHIRO TOYOHARA

TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE DIVULGAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC Nós, Carolina Santolin, Ciro Costa de Souza e Marcelo Cesar Costa, regularmente matriculados no Curso Técnico de Nível Médio em Segurança do Trabalho, na qualidade de titular dos direitos autorais e patrimoniais de autores da obra Empresa Ergon: Desenvolvimento de Mapa de Risco e Verificação de EPIs e EPCS, trabalho de curso apresentado a Escola Técnica Estadual Professora Doutora Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara, município de São Paulo em ___ de Dezembro de 2013, autorizo o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza reproduzir integral ou parcialmente o trabalho e/ou disponibilizá-lo em ambientes virtuais segundo a lei 9.610/98 que dispõe sobre direitos autorais e atribuições e ABNT – NBR 14.7824:2011. Item 5.5 que dispõe sobre informação e documentação - citações em documentos apresentados conforme ABNT NBR 10520/02. São Paulo, _____ de Dezembro de 2013. Discente(s)

Registro Geral

Carolina Santolin

35.411.331-8

Ciro Costa de Souza

10.447.823-8

Marcelo Cesar Costa

26.777.538-6

Assinatura(s


CEETEPS – CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ETEC PROF. DRA. DOROTI QUIOMI KANASHIRO TOYOHARA

TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE COLETA DE DADOS DE PESQUISA DE CAMPO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC Por este instrumento a empresa Ergon Equipamentos Industriais Ltda - Me, CNPJ 06.033.082.0001-57, tendo como representante legal o Sr. Robson Rojas Romero, autoriza aos alunos Carolina Santolin, Ciro Costa de Souza e Marcelo Cesar Costa, portadores do R.G. 35.411.331-8, 10.447.823-8 e 26.777.538-6, regulamente matriculados no curso de Segurança do Trabalho na ETEC Prof. Doutora Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara – São Paulo/SP, a realizar um Estudo de Caso que servirá para o Trabalho de Conclusão de Curso. “Empresa Ergon: Desenvolvimento de Mapa de Risco e Verificação de EPI´s e EPC´s”. Os alunos se comprometem a tratar fidedignamente e com rigor cuidado com os dados obtidos na pesquisa, podendo a empresa optar pela liberação ou restrição de sua denominação nos âmbitos do Código Civil, da Lei de Direitos Autorais e da Lei de Propriedade Intelectual e Industrial. A empresa Ergon Equipamentos Industriais Ltda - Me não possui qualquer participação ou direito sobre o resultado do enunciado do trabalho, cuja a titularidade será particularmente do aluno para fins única e exclusivamente acadêmicos.

São Paulo, _____ de Dezembro de 2013.

__________________________________ Presidente Robson Romero Rojas Ergon Equipamentos Industriais Ltda - Me


SANTOLIN, Carolina, SOUZA, Ciro Costa de, COSTA, Marcelo Cesar Empresa Ergon – Desenvolvimento de Mapa de Risco e Verificação de EPI´s e EPC´s. ETEC Prof. Dra Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara, São Paulo, 2013. Total de Folhas: 84 Páginas Trabalho de Conclusão de Curso - ETEC Prof. Dra Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara. 1. Trabalho Cientifico; 2 Normalização de Trabalho de Conclusão de Curso; 3 Manual; I Titulo


DEDICATÓRIA

Fizemos muitos amigos nesse período, dentre profissionais da área que lecionam, colegas da turma e funcionários da ETEC. A todos os envolvidos dedicamos este trabalho, com a finalidade de tornar o âmbito laboral mais saudável a integridade física do trabalhador. Deixamos um abraço para quem gosta de abraço e um beijo para quem gosta de beijo e que este alcance o coração de cada um de vocês.


AGRADECIMENTOS

Temos terna gratidão a todos aqueles que colaboraram, orientaram, apoiaram e incentivaram para que este TCC pudesse ser concretizado. A Professora Zilmara Romero Avalo, por sua ajuda desde o início deste projeto. A professora Daniele De Oliveira Reis pela disposição e idéias.


"Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz”. Clarice Lispector


SANTOLIN, Carolina; SOUZA, Ciro Costa de COSTA, Marcelo Cesar. Empresa Ergon: Desenvolvimento de Mapa de Risco e Verificação de EPIS e EPCS. 84 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso. São Paulo: 2013.

RESUMO

A grande diversidade das atividades de algumas empresas ocasiona durante o processo produtivo, a geração de efluentes, dos quais podem poluir e contaminar o solo e a água. A prevenção à poluição refere-se a qualquer prática que vise à redução ou eliminação, seja em volume, concentração ou toxicidade, das cargas poluentes na própria fonte geradora. A Ergon Equipamentos é uma empresa voltada para esse setor sendo responsável pelo tratamento de águas e efluentes aprovada pela CETESB. O nosso TCC tem o propósito de aconselhar e informar a condição, de como o EPI deve ser conservado, armazenado e higienizado, elaborar um mapeamento para que os riscos possam ser identificados. Fazer a conscientização sobre a reposição dos extintores, e de futuramente conceder um treinamento sobre os mesmos. Prevenir a todos os envolvidos sobre os riscos futuros á saúde. Nós almejamos que esse projeto vise à vitalidade e a predisposição de um trabalhador com uma melhor produtividade dentro do âmbito laboral, fazendo com que a empresa também tenha mais retornos financeiros. Palavra-Chave: I - Conscientização, II - Higienização, III - Mapa de Risco.


ABSTRACT

The great diversity of activities causes some companies during the production process, the generation of waste, which can pollute and contaminate soil and water. The pollution prevention refers to any practice that aims at the reduction or elimination, either in volume, concentration or toxicity of the pollutant loads in itself a source. The Ergon Equipment is a company dedicated to this sector is responsible for water and wastewater treatment approved by CETESB. Our TCC aims to advise and inform the condition, as the PPE must be maintained and sanitized, prepare a mapping so that risks can be identified. Make awareness about the replacement of fire extinguishers, and future grant training on them. Prevent all concerned about the future risks to health. We aim that this project aims at the vitality and willingness of a worker with better productivity within the workplace, making the company also has more financial returns.

Keywords: Awareness, Sanitation, Risk Map.


LISTA DE ILUSTRAÇÔES

Figura 1 - Trajetória do cronograma ..................................................................... 25 Figura 2 - Cronograma II ...................................................................................... 26 Figura 3 - Cronograma III ..................................................................................... 27 Figura 4 - Cronograma IV ..................................................................................... 28 Figura 5 - Cronograma V ...................................................................................... 29 Figura 6 - Cronograma VI ..................................................................................... 30 Figura 7 - Cronograma VII .................................................................................... 31 Figura 8 - Cronograma VIII ................................................................................... 32 Figura 9 - Cronograma VIIII .................................................................................. 33 Figura 10 - Esquema de extintor do século XV .................................................... 36 Figura 11 - Logo da empresa ............................................................................... 38 Figura 12 - Localização da empresa .................................................................... 39 Figura 13 - Fachada ............................................................................................. 39 Figura 14 - Dados reconhecidos pela Receita Federal ........................................ 40 Figura 15 - Adensador de lodo ............................................................................. 41 Figura 16 - Aeradores .......................................................................................... 42 Figura 17 - Aerador de alta rotação ...................................................................... 42 Figura 18 - Agitadores Ergon ............................................................................... 43 Figura 19 - Tratamento com biotecnologia ........................................................... 44 Figura 20 - Mapeamento da empresa: Piso térreo ............................................... 45 Figura 21 - Mapa de Riscos: Piso superior .......................................................... 46 Figura 22 - APR.................................................................................................... 47 Figura 23 - Ficha de Entrega de EPI´s ................................................................. 40


Figura 24 - Controle de EPI´s ............................................................................... 50 Figura 25 - Higienização ...................................................................................... 51 Figura 26 - DDS: Higienizando seus EPI´s com Ciro Costa ................................. 51 Figura 27 –Escada de madeira ............................................................................ 52 Figura 28 – Inspeção dos extintores .................................................................... 53 Figura 29 – Lacre conforme Vigências do IMMETRO .......................................... 54 Figura 30 – Checklist de extintores ...................................................................... 55 Figura 31 – Recepção: Extintor de água pressurizada ......................................... 55 Figura 32 – 1º Andar: Extintor de ABC ................................................................. 56 Figura 33 – Diretoria: Extintor de CO2 ................................................................. 56 Figura 34 –Sala de reunião: Extintor de água pressurizada ................................. 57 Figura 35 – Copa: Extintor de águia pressurizada ............................................... 57 Figura 36 – Sinalização de extintores .................................................................. 58 Figura 37 – Cartaz: Treinamento de utilização dos extintores.............................. 58 Figura 38 – Exemplo de planilha de controle de extintores .................................. 59 Figura 39 – Nuvem de idéias................................................................................ 59 Figura 40 – Diagrama de Ishikawa ....................................................................... 60 Figura 41 – Certificado de CIPA: Frente .............................................................. 63 Figura 42 – Certificado de CIPA: Verso ............................................................... 64 Figura 43 – Declaração de recibo de certificado de CIPA .................................... 65 Figura 44 – Prova sobre o treinamento de CIPA .................................................. 66 Figura 45 – Prova elaborada pelos integrantes desta monografia ....................... 67 Figura 46 – Avaliação aprovada pelo Marcos Hegedus ....................................... 68 Figura 47 – Entrega do Mapa de Riscos para a Ergon Equipamentos................. 71 Figura 48 – Luana agora é a nova Cipeira da empresa ....................................... 71


Figura 49 – Sr. Rojas recebeu em mãos a Ficha de Controle de EPI´s ............... 72 Figura 50 –Escritório da Ergon ............................................................................. 72 Figura 51 – DDS: Ciro Costa demonstrando o procedimento correto para a higienização dos EPI´s ......................................................................................... 73 Figura 52 – Cartaz preventivo contra a LER ou DORT ........................................ 74 Figura 53 – Laboratório da empresa .................................................................... 75 Figura 54 – Laboratório da empresa II ................................................................. 75 Figura 55 – Laboratório sem identificação de produtos ........................................ 75 Figura 56 – Idéia ilustrativa sobre os rótulos ........................................................ 76 Figura 57 – Etiquetas elaboradas para informar os componentes usados em caso de acidente ................................................................................................................ 76 Figura 58 – Etiqueta com marca de corte e com logo da empresa ...................... 77 Figura 59 – Etiquetas para identificação dos produtos no laboratório .................. 78 Figura 60 – Consultoria realizada na ERGON Equipamentos .............................. 78


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Dados da empresa contatada ............................................................ 61 Tabela 2 – Cotação de extintores......................................................................... 61 Tabela 3 – Plano de Ação .................................................................................... 70


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas. AESABESP: Associação de Engenheiros da Sabesp. C.A: Certificado de aprovação para o EPI, regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. CLT: Consolidação das Leis do Trabalho. CNAE: Classificação Nacional de Atividades econômicas CUT: Central Única dos Trabalhadores. DDS: Dialogo Diário de Segurança. DIESAT: Departamento Intersindical de Estudos em Saúde e Ambiente de Trabalho. EPC: Equipamento de Proteção Coletiva. EPI: Equipamento de Proteção Individual. FENASAN: Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente. INST: Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador. IMMETRO: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. MTE: Ministério do Trabalho e Emprego. NBR: Norma Brasileira NR: Norma Regulamentadora. SESMT: Serviço Especializado em Engenharia e Segurança em Medicina do Trabalho. SPDA: Sistema de Proteção contra Descargas Elétricas SRTE: Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (antiga Delegacia Regional do Trabalho OU DRT). TCC: Trabalho de Conclusão de Curso.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 20 1. Justificativa Acâdemica .................................................................................... 21 2. Objetivo Geral .................................................................................................. 21 3. Objeto de Estudo.............................................................................................. 21 4. Objetivo Específico ........................................................................................... 21 5. Delimitação do Projeto ..................................................................................... 22 6. Hipótese - Tema Problema do Projeto ............................................................ 22 7. Metodologia da Pesquisa ................................................................................. 22 8. Estrutura do Trabalho ....................................................................................... 23 CAPITULO 1 - HISTORICIDADE ......................................................................... 24 1.1. Segurança do Trabalho ................................................................................. 24 1.2. Mapa de Risco .............................................................................................. 33 1.3. Equipamento de Proteção Individual ............................................................. 34 1.4. Equipamento de Proteção Coletiva ............................................................... 36 CAPITULO 2 - APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DE ESTUDO ............... 38 2.1. Empresa: Ergon Equipamentos..................................................................... 38 2.2. Ficha Técnica ................................................................................................ 39 2.3. Grau de Risco ............................................................................................... 40 2.4. Maquinário..................................................................................................... 41 CAPITULO 3 - AÇÕES CORRETIVAS ................................................................ 44 3.1. Mapeamento do Risco................................................................................... 44 3.2. Análise Preliminar de Risco........................................................................... 46 3.3. Higienização e Armazenamento dos EPI´s .................................................. 48


3.4. Inspeção dos EPC´s ...................................................................................... 52 3.4.1. Extintores de Incêndio ................................................................................ 52 3.4.1.2. Brainstorming .......................................................................................... 59 3.4.1.3. Diagrama de Ishikawa ............................................................................. 60 3.4.1.4. Cotação dos Equipamentos .................................................................... 60 3.4.2. Aterramento ................................................................................................ 62 3.5. Treinamento de CIPA .................................................................................... 63 CAPITULO 4 – RESULTADOS OBTIDOS ......................................................... 69 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 79 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 81 Apêndice 1 – Ficha de Anamnese........................................................................ 83 Apêndice 2 - Ficha de Anamnese II ..................................................................... 84


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INTRODUÇÃO

A água é um recurso natural renovável que devido à urbanização acelerada e com auxílio da má estrutura, vem dando sinais de escassez. O seu reuso é um processo que possibilita que esse mineral possa ser reutilizado novamente de alguma forma, tendo assim uma grande importância para o meio ambiente gerando uma economia para as organizações e sociedade. Já foi constatado que a humanidade já consome 30% a mais dos recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. A Ergon1 é uma empresa especializada no tratamento de água e efluentes da qual tivemos a oportunidade de realizar uma consultoria e de vivenciar algumas experiências. Para tanto devem ser observadas algumas regras quanto ao armazenamento correto e a higienização dos EPIs e dos EPCs conforme as diretrizes da NR 6, sendo de estrema importância informar, e conscientizar os trabalhadores e a empresa em prol da saúde. A Lei que trata sobre o EPI no âmbito da Segurança e a Saúde do Trabalhador é regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Lei 6514 de Dezembro de 1977. A seção IV desse capítulo, composta pelos artigos 166 e 167 são os que estabelecem a obrigatoriedade da empresa fornecer o EPI de forma gratuita ao trabalhador, juntamente com o Certificado de Aprovação impresso e emitido pelo Ministério do Trabalho. Lembrando que a falta de cuidados com o EPI ou EPC ocasiona um mau funcionamento não suprindo assim as necessidades para qual este foi projetado, promovendo assim uma insalubridade ou um forte índice de acidente. O Equipamento de Proteção Individual deve ser utilizado sempre como um último recurso, como a última alternativa de uma medida de controle para se colocar em prática, ou seja, ser somente utilizado quando não se pode isolar totalmente ou parcialmente um determinado agente. Também não podemos esquecer que não basta entregar o EPI aos trabalhadores, a empresa tem que ter um registro da entrega e do treinamento desse equipamento.

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Ergon: empresa que será base de estudo para este trabalho


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Em suma, nosso Trabalho de Conclusão de Curso visa evidenciar a qualidade de vida dentro do âmbito laboral, promovendo a vitalidade e a predisposição de um trabalhador, com ênfase no conteúdo adquirido em sala de aula, nas informações e dúvidas comentadas com alguns professores e na leitura do Livro das Normas Regulamentadoras.

1. Justificativa Acadêmica A escolha desse tema se deu ao fato de se investir na prevenção de acidentes do trabalho,

através da manutenção dos EPI’s e EPC’s, do

reconhecimento dos pontos com maior índice de insalubridade, do conhecimento e conscientização através das DDS. A fim de evitar a perca de produtividade do trabalhador e de custos desnecessários para a empresa Ergon.

2. Objetivo Geral Prevenir e conscientizar a todos os envolvidos sobre os riscos futuros à saúde e a integridade física do trabalhador.

3. Objeto de Estudo O Trabalho de conclusão de curso terá como objeto de estudo como base na empresa de reuso e reutilização de águas e efluentes, onde mostraremos a maneira correta e os cuidados apropriados com o EPI e o EPC suprindo assim as necessidades para que estes foram projetados, a confecção do mapa de risco e o uso de DDS nos auxiliarão a favor de soluções rápidas para a prevenção de acidentes.

4. Objetivo Específico O objetivo específico deverá observar algumas regras quanto aos riscos ocupacionais, armazenamento correto e a higienização dos EPI’s e dos EPC’s que são: 

Identificar possíveis riscos ou irregularidades no processo de trabalho e elaborar o mapa de riscos;

Elaborar um plano de ação e implantar medidas de controle;

Ressaltar o motivo de se investir em prevenção de acidentes;


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Organizar o controle de vencimentos de EPI’s/ EPC’s, estoque, compra e cotações;

Implantação de DDS.

5. Delimitação do Projeto A monografia deste trabalho teve início em São Paulo, 04 de Abril de 2013, e será concluído na primeira semana de Dezembro do mesmo ano, nos tempos atuais do Século XXI,

6. Hipótese - Tema Problema do Projeto O trabalho de conclusão de curso levantará a seguinte pergunta: Porque as pessoas não possuem a noção de que podem estar expostas ao perigo?

7. Metodologia da Pesquisa A metodologia da pesquisa terá como base pesquisas realizada em livros, sites acadêmicos e órgãos competentes específicos: bibliografias, entrevista física e artigos. 

Pesquisa Exploratória: na qual os dados do embasamento teórico apóia-se em determinados princípios das Normas Regulamentadoras (NR’s) 5, 6 e também na 23.

Pesquisa Descritiva: baseia-se na identificação e na coleta dos métodos do processo do trabalho, na classificação de possíveis riscos existentes ou irregularidades e na utilização e armazenamento do EPI e EPC.

Pesquisa de Campo: realizado na empresa Ergon Equipamentos o que possibilitou fazer um levantamento das características e fatos com a finalidade de observar riscos que possam ocasionar acidentes e doenças.


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8. Estrutura do Trabalho A estrutura do trabalho consistirá em 4 capítulos, sendo que estes tratarão dos seguintes assuntos: 

CAPÍTULO 1 - HISTORICIDADE: É a caracterização do TCC, que organizam os assuntos que serão levantados e abordados no trabalho de uma forma histórica, composto por subitens: Segurança do Trabalho, Mapa de Risco, Equipamento de Proteção Individual e Equipamento de Proteção Coletiva.

CAPÍTULO 2 - APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DE ESTUDO: Tratase do levantamento de informações e das atividades exercidas pela empresa, composto por subitens: Empresa: Ergon Equipamentos, Ficha Técnica, Grau de Risco, e Maquinários. Auxiliando-nos de forma objetiva, visando à base de averiguação para o inicio da consultoria.

CAPÍTULO 3 - AÇÕES CORRETIVAS: São as medidas de prevenção que foram executadas na empresa, neste capítulo os subitens: Mapeamento de Risco, Análise Preliminar de Risco, Higienização e Armazenamento dos EPI’s Inspeção dos EPC´s e Treinamento de CIPA, terão um grande foco.

CAPÍTULO 4 - CONSEQÜÊNCIAS ALMEJADAS: É a parte final de nosso trabalho onde apontaremos o antes e o depois, e a maneira de como o resultado obtido trouxe uma conduta mais benéfica a Saúde e a Integridade Física do Trabalhador.


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CAPITULO 1 - HISTORICIDADE Neste capítulo iremos ponderar sobre as origens

e os processos

concomitantes que resultaram na metodologia, ideologia e ferramentas da qual hoje são empregados sob o conceito de segurança e saúde laboral.

1.1 Segurança do Trabalho A Segurança do Trabalho é uma metodologia que estuda e aplica técnicas regulamentadoras em conformidade com as leis trabalhistas, sendo responsável em analisar, averiguar, inspecionar, supervisionar e prevenir causas ou possíveis causas de riscos, lesões e doenças acidentais no âmbito laboral que agridam a integridade física e mental do trabalhador. Desde os primórdios a segurança do trabalho está vinculada à saúde laboral das pessoas, é evidente que a preocupação era abordada de uma maneira diferente da ideologia e dos métodos convencionais empregados atualmente. Os fatos a seguir encontram-se sistematizados facilitando assim a concepção do entendimento deste.


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Figura 1 - Trajet贸ria do Cronograma

Fonte: dos autores


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Figura 2 - Cronograma II

Fonte: dos autores


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Figura 3 - Cronograma III

Fonte: dos autores


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Figura 4 - Cronograma IV

Fonte: dos autores


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Figura 5 - Cronograma V

Fonte: dos autores


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Figura 6 - Cronograma VI

Fonte: dos autores


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Figura 7 - Cronograma VII

Fonte: dos autores


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Figura 8 - Cronograma VIII

Fonte: dos autores


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Figura 9 - Cronograma VIIII

Fonte: dos autores

1.2 Mapa de Risco O mapeamento de riscos é um layout geográfico sobre riscos existentes no local de trabalho, em determinado setor ou segmento do estabelecimento de origem química, física ou biológica. Seu surgimento ocorreu na Itália, em Roma no ano de 1939, através de um movimento da federação metalúrgica (Federazione dei Lavoratori Metalmeccanici ou FLM). O sindicato desenvolveu um conhecimento sobre os agentes e os riscos mais propensos à saúde do trabalhador, e ao mesmo tempo conscientizar as pessoas para que elas tenham a percepção de que podem vir a falecer. Esse tipo de metodologia sindical fortaleceu-se atingindo o seu apogeu em 23 de Setembro de 1978, que institui a Lei nº 833 no processo da Reforma Sanitária Italiana, do qual possibilitou a implantação dos mapas de risco graças ao artigo nº 20, juntamente com um poder mais participativo e sistematizado contra a eliminação dos riscos em âmbito laboral.


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Isso fez com que o mapa de risco fosse dispersado para todas as nações, tendo o conhecimento dos brasileiros no inicio da década de 80, conferindo a premissa as duas versões distintas: 

O primeiro atribui tal feito às áreas sindicais e acadêmicas, através de David Capistrano da Costa Filho2, Mario Gawryszewski3, Hélio Baís Martins Filho4 e também ao DIESAT

Entretanto a outra visão dá créditos para a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, a Fundacentro por ter difundido o mapa de risco em nosso país. Na atualidade, o INST e a CUT são os que mais adotam esse tipo de

instrumento. A confecção do mapeamento de riscos é feita por todos os estabelecimentos (empresas) que tenha que constituir a CIPA, através de seus membros, o Ministério do Trabalho e Emprego criou uma metodologia enfatizada na Portaria Nº 25, de 29 de Dezembro de 1995, complementando assim a Norma Regulamentadora 5 (NR-5 anexo IV). Tendo como principal objetivo ouvir todos os colaboradores de todos os setores do estabelecimento, com a colaboração do SESMT.

1.3 Equipamento de Proteção Individual Os primeiros EPI´s surgiram na idade da pedra, época vivida pelos Homo Sapiens, quando o homem utilizava vestimentas de pele de animais para se proteger do clima, e o uso de clavas para se proteger de animais. Doravante os cavaleiros, guerreiros e soldados no período medieval usavam elmos, couraças, grebas5, manoplas6, espaldar7, escarpe8, espadas, escudos, entre outros para se protegerem durante as batalhas de golpes do seu oponente, assim

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David Capistrano da Costa Filho: (1948-2000) ou David Capistrano, foi um político, médico brasileiro e um renomado sanitarista da história contemporânea brasileira. 3 Mario Gawryszewski: Trata se de um Auditor Fiscal do Trabalho 4 Hélio Baís Martins Filho: (1956) Trata se de um medico brasileiro em atividade com o CRM-MS 4335 5 grebas: Peça de armadura antiga que cobria a perna desde o joelho até a base do pé. 6 manoplas: Peça de armadura que consistia em luvas confeccionadas em metais ou peles para proteger as mãos. 7 Espaldar: armadura medieval que cobre os ombros surgiu por volta do século XIII. 8 Escarpe: É o nome do sapato encouraçado com peças de ferro envolvendo todo o peito e o pé


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como os índios que usavam as zarabatanas, arcos e flechas para a sua defesa pessoal. No ano de 50 D.C. Gaius Plinius Secundus9 e posteriormente Rotário10 mencionavam a iniciativa dos escravos do Império Romano utilizarem panos para atenuar a inalação de poeira enquanto trabalhavam. Com o passar dos séculos e o avanço das eras, as grandes nações tiveram que se adaptar conforme as suas necessidades, a Revolução Industrial é um grande marco disso. O tipo de atividade exercida era totalmente insalubre, gerando grandes incidentes e acidentes do trabalho. Homens, mulheres e crianças trabalhavam em um processo muitas vezes braçal, sem alguma condição de higiene ou descanso. Ao redor dos anos, diversas analises, estudos e pesquisas sobre a saúde e as condições laborais das pessoas começaram a alarmar a Europa e os Estados Unidos, os índices constaram que morriam mais pessoas trabalhando do que em um campo de guerra. A Inglaterra foi à pioneira em implementar a Legislação Trabalhista, dando assim os movimentos a favor da proteção à saúde do empregado. Esse tipo de pensamento teve propagação na Itália, Alemanha, França, e em toda parte da Europa e também nos Estados Unidos. Geralmente o acidente anunciava-se através de pequenas falhas, ou seja, ele é uma advertência antecipada de que algo não está ocorrendo corretamente dentro dos padrões. Mas infelizmente no Brasil esse tipo de reflexão ainda estava engatinhando, só a partir dos meados da década de 70 é que começaram a serem levantados e registrados os índices de acidentes de trabalho. A palavra EPI tem que estar ramificada com o conceito de investimento em segurança, higienização, armazenamento, conscientização, uso e treinamento, O fato de nunca ter ocorrido um acidente não significa que ele nunca vai ocorrer. Tratase do ultimo recurso para prevenir um determinado agente insalubre ou um determinado grau de periculosidade.

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Gaius Plínius Secundus: (23-79) Escritor, historiador, naturalista, gramático, administrador e oficial romano nascido em Novum Comum, conhecido como o Velho para diferenciá-lo do seu sobrinho de mesmo nome 10 Rotário: Rei dos lombardos (Rei da Itália) de 636 a 652 e anteriormente Duque de Bréscia


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Todo EPI deve seguir o contexto da Norma Regulamentadora 6, tanto na obrigação da empresa ao distribuir e conservar o EPI de forma gratuita ao seu funcionário. Como este a usá-lo da melhor forma possível no desenvolvimento de suas atividades no campo de trabalho e relatar se o mesmo possui ou apresenta alguma irregularidade ou deformidade. Recordando que todo EPI deve possuir um Certificado Aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Doravante o não cumprimento desta, está sujeito a multas e penalidade impostas pelo SRTE. Ou pior que isso está sujeito a acidentes que possam a levar a morte ou enfermidade grave de um trabalhador. Em suma todas essas alterações provocaram fortes mudanças na vida do empregado, a modernidade e a tecnologia de cada época faz com que o ser humano se adapte a um novo tipo de trabalho, o que acabou despertando em todo o mundo, a importância de uma vida e a conscientização de usar EPI.

1.4 Equipamento de Proteção Coletiva Os EPC´s fazem parte das medidas de proteção e controle coletivo dentro de um ambiente de trabalho. Sendo este implantada somente quando não for possível a eliminação do agente ou risco causador da periculosidade no local. Cabendo aos membros da CIPA sugerirem os equipamentos de proteção coletiva, para que o agente ou risco seja isolado, neutralizando o perigo na própria fonte e beneficiando assim a todos os trabalhadores. Os primeiros extintores surgiram no Séc XV, sendo constituído de uma espécie de seringa metálica, cujo embolo era promovida de um cabo de madeira. Figura 10 - Esquema de extintor do século XV

Fonte:www.bdtd.ndc.uff.br/tde_arquivos/14/TDE-2010-05-11T112111Z2472/Publico/Dissertacao%20Eliana%20Viola.pdf


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No Séc XVI, o americano Jacob Besson11 inventou o primeiro extintor constituído de um recipiente grande de ferro sobre-rodas, com um enorme gargalho curvo, fazendo dessa maneira que o extintor fosse locomovido nas aberturas das edificações em chamas. Em 1816 o Capitão George Willian Manby12, foi o inventor de um extintor pressurizado com ar, sendo o cilindro composto de cobre, com capacidade 13,6 litros de carbonato de potássio. Enquanto que na Inglaterra em 1878, começava a ser implantada a utilização de ventiladores e exaustores para a remoção de poeiras e fumos. Com o passar dos tempos novos equipamentos de proteção coletiva foram ganhando destaque no setor trabalhista, hoje tais componentes passam por um controle, analise, averiguação, treinamento, inspeção, manutenção e qualidade, certificadas por regras e normas estabelecidas no Brasil através do IMMETRO, ABNT’s, NR’s, ente outros órgãos sob a influência do MTE.

11

Jacob Besson: Engenheiro, Matemático e Químico americano. Capitão George Wilian Manby: (1775-1854) militar e inventor inglês, foi o criador do primeiro dispositivo automático de combate a incêndio, 12


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CAPITULO 2 - APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DE ESTUDO Neste Capitulo, analisaremos mais detidamente as informações e que tipo de Grau de Risco a Ergon pertence, discorreremos sobre o maquinário utilizado em suas atividades laborais e quem são seus clientes. Com objetivo de recolher dados e informações para dar inicio a nossa consultoria.

2.1 Empresa: Ergon Equipamentos A Ergon Equipamentos foi fundada em 2005, sua atividade é fornecer e proporcionar soluções para o tratamento de água e efluentes químicos e sanitários. Atendendo diversos segmentos como lavanderias, indústrias químicas, metalúrgicas entre outros setores do mercado. Possuidora de patentes no Brasil e exterior, a empresa foi contemplada na FENASAN em 2005, AESABESP e por ultimo na BRAMEX 13, tais prêmios representam os desenvolvimentos inovadores e tecnológicos que a Ergon impôs ao mercado. Figura 11 - Logo da empresa

Fonte: www.ergonequipamentos.com.br

A implantação de um software e de um hardware cujo objetivo de monitorar todo o sistema de tratamento, pela Intranet ou Internet possibilitou um maior controle na atuação dos parâmetros principais da estação. Sua visão organizacional inovadora possui uma equipe terceirizada e especializada de engenheiros químicos, mecânicos, ambientais, biólogos, técnicos em química, eletrônica e mecatrônica que cuidam do sistema de manutenção e instalação. Destacam-se como utentes14: a Prefeitura de Jacareí, a Prefeitura de Caieiras, a Votorantim Metais, a Prisma Tecnologia e a Petrobrás.

13 14

BRAMEX: Câmara de Comércio, Industria e Turismo Brasil-México. Utentes: Aquele que usa ou desfruta alguma coisa; um usuário ou um cliente.


39

2.2 Ficha Técnica Razão Social: Ergon Equipamentos Industriais Ltda - Me CNPJ: 06.033.082.0001-57 Endereço: Rua Julio César Leal, CEP: 05208-000 – Perus, São Paulo. Telefone: (11) 3917-1888 Site: www.ergonequipamentos.com.br Email: ergon@ergonequipamentos.com Figura 12 - Localização da empresa

Fonte: maps.google.com.br/

Figura 13 - Fachada

Fonte: maps.google.com.br/


40

2.3 Grau de Risco O Grau de Risco é a forma em que o ramo da atividade da empresa é classificado segundo a metodologia da NR-4. Através dos dados fornecidos pela Receita Federal com embasamento no CNPJ, nos deparamos com o CNAE, para assim definir e estabelecer que tipo de risco esta empresa está propicia. É importante frisar que esses dados são de extrema importância servindo como uma ferramenta estratégica que irá nos auxiliar, visando a nossa base de investigação para assim constituir a nossa consultoria, da qual discorreremos no capitulo seguinte. Figura 14 - Dados reconhecidos pela Receita Federal

Fonte: www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpreva_solicitacao.asp

Segundo a informação da ilustração o numero do CNAE é 28.69.1-00, portanto apresenta Grau de Risco 3, (segundo o quadro I), Por ter somente 1


41

funcionário com o regime CLT, o estabelecimento está desobrigado a constituir o SESMT e conseqüentemente a CIPA também. De acordo com a NR-5, (anexo do Quadro II) a Ergon Equipamentos se localiza no grupo C-14- Equipamentos /Máquinas e Ferramentas, sob a descrição de: Fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial especifico não especificados aleatoriamente.

2.4 Maquinário São os tipos equipamentos utilizados pela empresa no processo de reaproveitamento de sistemas de água contaminada e insalubre, como água de chuvas, poços entre outros. Sem agressões ao eco sistema do habitat. Segundo a Ergon: Adensador de Lodo: Equipamento destinado ao espessamento do lodo proveniente

do

decantador/removedor

de

lodo,

aumentando

sua

concentração através de barras espessadoras, com a finalidade de melhorar o desempenho do sistema de hidratação.

Figura 15 - Adensador de lodo

Fonte: www.ergonequipamentos.com.br

Aeradores: São equipamentos destinados a oxigenar o efluente com intuito de oxidar a matéria orgânica proporcionando condições favoráveis para o crescimento de microorganismo, além de promover uma efetiva mistura de lodo, evitando ponto de sedimentação.


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Figura 16 – Aeradores

Fonte: www.ergonequipamentos.com.br Aerador superficial de Alta Rotação – ASAERG: Este equipamento é um aerador rápido de fluxo ascendente e foi desenvolvido para prover alta taxa de transferência de oxigênio, com uma efetiva mistura de massa liquida, garantindo que os sólidos mantenham-se em suspensão.

Figura 17 - Aerador de alta rotação

Fonte: www.ergonequipamentos.com.br

Aerador superficial de Baixa Rotação: Este apresenta desempenho superior dos demais para transferir elevada taxa de oxigênio em relação a potencia consumida devido ao desempenho próprio de suas pás, proporcionando real economia em função do tempo.

Agitadores ou misturadores Ergon: são agitadores mecânicos rotativos de montagem vertical. Incorporam robustez, construção compacta, e de fácil manutenção e são indicados para operações com qualquer tipo de solução liquida, com ou sem a presença de sólidos em suspensão, ou soluções que ofereçam separação de fases no meio I.


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Figura 18 - Agitadores Ergon

Fonte: www.ergonequipamentos.com.br

Tratamento com Biotecnologia: O sistema não precisa ser mecanizado, é anaeróbico. Baseia-se no aumento da eficiência 10% natural, adicionando-se MAXBIO bactérias naturais selecionadas e concentradas, acelera o processo natural. As bactérias utilizadas são aquelas com maior capacidade conforme o material predominante no efluente.

Figura 19 - Tratamento com biotecnologia

Fonte: www.ergonequipamentos.com.br


44

CAPÍTULO 3 - AÇÕES CORRETIVAS Trata-se da consultoria que fornecemos para a Ergon Equipamentos. Neste capítulo discorreremos as medidas prevencionistas que implantamos na empresa de forma clara e precisa, atuando sempre em conformidades com as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho.

3.1 Mapeamento do Risco Elaboramos um Mapa de Risco para a Ergon Equipamentos, com o intuito de conscientizar e assegurar que todos os seus envolvidos empregadores e empregados tenham o conhecimento dos riscos existentes em um determinado setor ou local da empresa. Pois segundo os dizeres do docente Rogério Moretto15. Um acidente ele sempre é anunciado, deixando vestígios de que em algum momento ele vai acontecer.

A Ergon é uma empresa organizacional séria, que não possuía esse tipo de Layout, confeccionamos minuciosamente identificando cada risco. Idealizando e priorizando sempre a importância do uso dos EPI´s e EPC´s

15

Rogério Moretto: Engenheiro Elétrico e de Segurança do Trabalho


45

Figura 20 - Mapeamento da empresa: Piso TĂŠrreo

Fonte: dos autores


46

Figura 21 - Mapa de Riscos: Piso Superior

Fonte: dos autores

3.2 Análise Preliminar de Risco Ou simplesmente chamada de APR, é um estudo que consiste na avaliação detalhada de etapas do trabalho realizada por cada função ou cargo existente dentro da empresa. Com a intenção de identificar os riscos e possibilidades de perigos de exposição no decorrer das tarefas a serem executadas. Estabelecemos tal ferramenta na Ergon Equipamentos, com o objetivo de adotar medidas de controle, neutralização e eliminação contra tais riscos e agentes apontados no documento a seguir:


47

Figura 22 - A.P.R.

Fonte: dos autores


48

Efetuando assim prioridades para que o ambiente se torne seguro para o trabalhador, com mais eficiência e produtividade para o empregado, diminuindo assim as despesas com Doenças Profissionais e Doenças do Trabalho.

3.3 Higienização e Armazenamento dos EPI´s A higienização de EPI´s é um conjunto de conhecimentos e técnicas com o objetivo de remover resíduos estranhos, impurezas, agentes químicos entre outros. O Equipamento de Proteção Individual após seguir um procedimento de higienização torna-se saudável, desinfetado, asséptico e limpo, evitando assim a proliferação de microorganismos, o surgimento de infecções e doenças que desvigorem a saúde de seus colaboradores, além de prolongar a vida de seu EPI. Em conformidade com a NR-6 proporcionamos uma Ficha de Controle dos EPIs, para que a Ergon possa efetuar o registro formal do fornecimento deste.


49

Figura 23 - Ficha de Entrega dos EPI´s

Fonte: dos autores


50

Figura 24 - Controle de EPI´s

Fonte: dos autores

É imprescindível sempre ressaltar que o empregador deve exigir o uso do EPI com o C.A., orientar e treinar o trabalhador sobre o seu uso, guarda e estado de conservação e se prontificar pela manutenção e higienização do mesmo. Assim como o empregado deve utilizá-lo para os fins que se destina, guardar, conservar e fazer comunicações sobre deformidades, alterações e desconfortos que cause a inutilização do equipamento. A NR-6 na sua alínea k do item 6.8.1 informa que cabe ao fabricante ou importador orientar os procedimentos de limpeza, higienização, e substituição sobre o EPI. Primordialmente destacamos a importância correta do descarte, ou seja, quando o EPI não oferece mais o nível de proteção estipulado. As vestimentas devem sempre ser lavadas e dilaceradas para que não sejam reaproveitadas ou reusadas.


51

Figura 25 - Higienização

Fonte: www.campluvas.com.br

Para a higienização dos EPI’s, demos uma DDS com ênfase sobre o procedimento correto de como deve ser feita a lavagem dos equipamentos, sendo ensaboados com sabão neutro e bem enxaguados, deixando-os secar a sombra, para que posteriormente estes possam ser guardados em um armário exclusivo, que esteja limpo, arejado e ventilado. Figura 26 - DDS: Higienizando seus EPI´s com Ciro Costa

Fonte: Vídeo dos autores


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3.4 Inspeção dos EPC´s O Equipamento de Proteção Coletiva, que descreveremos nessa monografia será o uso contra a proliferação e propagação de incêndios. O retardamento do fogo pode entrar nos pontos de combustão e ignição, acarretando assim em acidentes de maiores proporções como: morte por queimadura dos tecidos dos órgãos humanos, asfixia ou pneumonia exalada por monóxido de carbono, danos matérias, prejuízos, além do número de vitimas fatais. Os únicos EPC´s utilizados pela Ergon Equipamentos, são os extintores de incêndio do qual será destrinchado no subitem a seguir, é bom evidenciar que a escada situada dentro do estabelecimento é totalmente de madeira, o que a torna irregular conforme as exigências da.NR-23 Figura 27 - Escada de Madeira

Fonte: dos autores

3.4.1 Extintores de Incêndio Os extintores de incêndio são equipamentos que possuem uma grande longevidade quando sua manutenção, recarga, prazo de validade e o mais primordial o seu uso seguem as diretrizes da NR-23.


53

Figura 28 - Inspeção dos extintores

Fonte: dos autores

Pudemos comprovar através de um levantamento de dados, que o estabelecimento possui: 

05 extintores no total; sendo 01 de ABC, 01 de CO 2 e 03 de água pressurizada.

Todos os EPC´s se encontram em livre acesso, isto é, sem obstrução da passagem;

Todos os cilindros apresentam bom estado de conservação, ou seja, sem deformidades ou degradações;

Porém todos possuem lacres violados e estão fora do prazo de validade, inutilizando-os assim para o uso;

Deficiência de sinalização.


54

Figura 29 – Lacre conforme vigências do IMMETRO

Fonte: dos autores


55

Figura 30 - Checklist de extintores

Fonte: dos autores

Figura 31 - Recepção: Extintor de água pressurizada

Fonte: dos autores


56

Figura 32 - 1ยบ Andar: Extintor de ABC

Fonte: dos autores

Figura 33 - Diretoria: Extintor de CO2

Fonte: dos autores


57

Figura 34 - Sala de Reuniรฃo: Extintor de รกgua pressurizada

Fonte: dos autores

Figura 35 - Copa: Extintor de รกgua pressurizada

Fonte: dos autores


58

É bom ressaltar que todos os extintores são obrigados a terem uma sinalização no local indicando o tipo especifico para o seu uso. Figura 36 – Sinalização de extintores

Fonte: http://www.tudotemos.com

Confeccionamos para Ergon um cartaz informativo mencionando sobre treinamento dos extintores conforme a imagem a seguir. Figura 37 – Cartaz: Treinamento de utilização dos extintores

Fonte: http://work-security.blogspot.com.br


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Disponibilizamos para o representante da empresa uma planilha para controlar os extintores existentes em âmbito laboral. Figura 38 - Exemplo de Planilha de Controle de Extintores

Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com/planilha-de-controle-de-extintores/

3.4.1.2 Brainstorming Brainstorming é uma metodologia inventada pelo americano Alex Faickney Osborn16, que consiste na reunião de idéias e pensamentos de um grupo de pessoas é usado para explorar todas as possibilidades sobre um determinado assunto. Usamos essa técnica como uma primeira base, construindo assim uma ideologia inicial para a realização da inspeção sobre os extintores. Figura 39 - Nuvem de idéias

Fonte: dos autores 16

Alex Faickney Osborn: (1888-1966) Foi um publicitário americano


60

3.4.1.3 Diagrama de Ishikawa Criada por Kaoru Ishikawa17 em 1943, esta ferramenta visa organizar estruturalmente as causas potenciais de um problema por grupos lógicos, mostrando a relação entre eles e visualizando a causa fundamental do problema ou uma oportunidade de melhoria.

O conceito de agrupamento lógico é definido por

decorrentes falhas, o processo 6M. Em nossa monografia usamos o 6M, indicando irregularidades nos itens: Trabalhadores, Meio Ambiente, Controle, Bombeiros, Equipamento e Empregadores. Usufruímos este diagrama como auxilio na inspeção realizada para que este determine os problemas a serem resolucionados da melhor maneira possível. Figura 40 - Diagrama de Ishikawa

Fonte: dos autores.

3.4.1.4 Cotação dos Equipamentos Em meados do mês de Agosto, foi realizada uma cotação para as recargas dos extintores fora do prazo de validade. Elegemos a NEFRAN, por ser uma empresa idônea e com grande credibilidade no mercado.

17

Kaoru Ishikawa: 石川 馨 Ishikawa Kaoru (1915 - 1989), foi um conceituado Engenheiro administrativo japonês no segmento do Controle de Qualidade.


61

Tabela 1 – Dados da empresa contatada

Empresa:

NEFRAN Equipamentos Contra Incêndios

INMETRO:

Concessão nº 002581. Portaria nº 528 de 16/10/2012 com validade até 03/10/2014.

CREA-SP:

Registro nº 0406542 desde 06/05/1992

Endereço:

Avenida do Estado, 1796/ 1912, Luz - São Paulo - SP.

Telefone:

(11) 3227-9344

Site:

www.nefran.com.br

Email:

nefran@nefran.com.br Fonte: dos autores

Tabela 2 – Cotação de extintores

Cotação: Tipos de Extintores: Peso: Valor Unitário: Água Pressurizada 10 25,00 Pó Químico 4 43,00 Gás Carbônico (Co2) 6 66,00

Mês: Ago/13 Quantidade: Subtotal: 3 75,00 1 43,00 1 66,00 Total: 184,00

Fonte: dos autores

Em conformidade com a NR-23 e com as NBR’s: ressaltamos que: 

Todos os tipos de extintores devem ser inspecionados extremamente a cada mês e possuir uma ficha individual de inspeção – NR-23.

Os extintores devem ser recarregados em um intervalo máximo de 5 anos NBR 12962.

A inspeção dos extintores do tipo CO2 deve semestral, mantendo sempre o controle de peso – NBR 12962.

O Extintor de CO2 que houver uma perda superior a 10% da carga nominal declarada é obrigada a ser substituído – NBR 11716.

Vistorias e testes hidrostáticos devem ser submetidos a todos os tipos de extintores - NBR 13485.

Os extintores de água pressurizada têm que ser recarregado conforme instruções do seu fabricante – NBR 11715.

O Escopo é auxiliar e informar os tipos de extintores, e o custo estimado para a realização da recarga que a Ergon Equipamentos irá implantar futuramente.


62

3.4.2 Aterramento Um raio se trata de uma corrente elétrica unidirecional com 30 milhões de Volts, atingindo pessoas, imóveis, animais, árvores, instalações elétricas, bens entre outros, sendo o Brasil apontado como o maior incidente de raios do mundo, especificamente no Estado de São Paulo. Para a preservação da segurança e saúde e do meio ambiente laboral, nos embasamos na NBR 5419/2005, que nos direcionou como deve ser implantado e constituído a SPDA. A NR-10 visa claramente que o aterramento é um sistema de proteção. Segundo a NBR 5410 existem diversos esquemas de aterramento, cabendo tal responsabilidade ao engenheiro eletricista, ou ao eletricista profissional conhecedor das normas. Todo o aterramento é incumbido de: 

Descarregar cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou equipamentos para a terra.

Favorecer o funcionamento de dispositivos de proteção de máquinas, evitando assim os desarmes de disjuntores de proteção, fusíveis, entre outros, através da corrente desviada para a terra. Infelizmente a Ergon Equipamentos, não possui qualquer sistema de

aterramento, indicamos a este que contate um profissional habilitado18 para que cheque a estrutura da fiação desde o quadro com os disjuntores, fusíveis e tomadas para que o sistema a ser aterrado não seja insuficiente. Também queremos evidenciar aqui o grande auxilio e a orientação que o docente Marcos Honório 19, nos proporcionou.

18 19

Habilitado: Profissional que possui Registro e se dirige ao Conselho de classe. Marcos Honório Neves: Engenheiro Eletricista e de Segurança


63

3.5 Treinamento de CIPA Realizamos um treinamento sobre a CIPA, contendo às 20 horas estabelecidas pela NR-5, com o intuito de informar os riscos ambientais existentes e os atos e condições inseguras que um local possa fornecer a um funcionário. Contando com o auxilio e a orientação do docente Marcos Aurélio Hegedus 20, para a correção da avaliação e assinatura do certificado. Figura 41 - Certificado de CIPA: Frente

Fonte: dos autores

20

Marcos Aurélio Hegedus: Engenheiro de Segurança do Trabalho e Arquiteto Urbanista


64

Figura 42 - Certificado de CIPA: Verso

Fonte: dos autores

O intuito deste treinamento foi para que a funcionária Luana Rodrigues dos Santos tenha a informação necessária para compreender como foi elaborado e quais são os principais riscos que o estabelecimento proporciona enquanto exerce suas atividades laborais.


65

Figura 43 - Declaração de recibo do Certificado de CIPA

Fonte: dos autores


66

Figura 44 - Prova sobre o treinamento da CIPA

Fonte: dos autores


67

Figura 45 - Prova elaborada pelos integrantes desta monografia

Fonte: dos autores


68

Figura 46 - Avaliação aprovada pelo docente Marcos Hegedus

Fonte: dos autores


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CAPÍTULO 4 - RESULTADOS OBTIDOS A

inexperiência

nesse

tipo de

assessoria

trouxe

no

inicio

muitas

preocupações sobre o que iríamos e o que deveríamos enfatizar. Mas ao decorrer de estudos, pesquisas e o auxilio de diversos docentes, desenvolvemos e implantamos diversas ferramentas citadas no capitulo antecedente. Para chegarmos até o momento presente, tivemos que realizar um planejamento estratégico do que deveria e poderia ser realizado em um determinado período, como podemos ver na tabela a seguir:


70 Tabela 3 – Plano de Ação

Fonte: dos autores.


71

Com base na pesquisa de campo foi verificado que a empresa não possuía anteriormente a planta baixa para o mapeamento dos riscos, e de que a auxiliar de escritório não possuía a percepção dos riscos existentes no local do trabalho. Graças à metodologia adquirida através das normas, conseguimos realizar a confecção do mapeamento dos riscos e fornecer um treinamento sobre a CIPA a funcionária Luana Rodrigues dos Santos, com o intuito de que esta, reconheça os riscos ambientais já existentes no seu âmbito laboral e saiba interpretar o mapeamento dos riscos. Figura 47 – Entrega do Mapa de Riscos para a Ergon Equipamentos

Fonte: dos autores Figura 48 – Luana agora é a nova Cipeira da empresa

Fonte: dos autores


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Uma DDS sobre a Higienização dos EPI´s utilizados fez com que empregados e empregadores tenham mais assepsia, gerando mais conforto ao trabalhador e maior durabilidade do equipamento. A ficha que confeccionamos sobre o controle dos EPI´s já está sendo usada para o devido controle do recebimento do mesmo, a idéia sobre a Análise Preliminar de Risco que elaboramos, está sendo estudada para serem realizadas as futuras adaptações. Figura 49 – Sr. Rojas recebeu em mãos a Ficha de Controle dos EPI´s

Fonte: dos autores

Figura 50 – Escritório da Ergon

Fonte: dos autores


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Para

a

inspeção

sobre

os

extintores,

utilizamos

duas ferramentas

administrativas: o Brainstorming e o Diagrama de Ishikawa, fazendo com que abrangêssemos diversos pontos primordiais como: Cotação dos extintores, uso correto, manutenção e utilização do extintor, do qual foi passado através de DDS e slide. Figura 51 – DDS: Ciro Costa demonstrando o procedimento correto para a Higienização dos EPI´s

Fonte: Vídeo dos autores

Um Checkl List e uma planilha de controle foram repassados para que o empresário, o Sr. Rojas possa alimentá-la e ter um domínio melhor de informações e prazos das recargas dos extintores. Porém a inspeção sobre os extintores e a menção que fizemos sobre o Aterramento ainda não chegaram a ser abordados pela empresa. Com base na APR montamos um pequeno cartaz preventivo contra a Ler ou DORT, que foi entregue pessoalmente ao pessoal da Ergon, para ser fixado na parede.


74

Figura 52 – Cartaz preventivo contra a LER ou DORT

Fonte: dos autores

Para auxiliar na organização do laboratório, desenvolvemos a idéia de rotular e etiquetar todas as soluções químicas ou matérias primas, facilitando assim a sinalização sobre a periculosidade que cada agente ou reagente possa causar se for acidentalmente derramado, esbarrado ou quebrado tendo um contato direto com o trabalhador.


75

Figura 53 – Laboratório da empresa

Fonte: dos autores

Figura 54 – Laboratório da empresa II

Fonte: dos autores Figura 55 – Laboratório sem produtos de identificação

Fonte: dos autores


76

Figura 56 – Idéia ilustrativa sobre os rótulos

Fonte: dos autores

Figura 57 – Etiquetas elaboradas para informar os componentes usados em caso de acidente

Fonte: dos autores


77

Figura 58 - Etiquetas com marca de corte e com o logo da empresa

Fonte: dos autores


78

Figura 59 - Etiquetas para identificação dos produtos no laboratório.

Fonte: dos autores

A finalização desta monografia agregou questões práticas e teóricas. Nossa consultoria procurou abordar temas importantes de baixíssimo custo, enfatizando sempre a questão da higiene e da integridade física da saúde laboral das pessoas. É imprescindível mencionarmos que a Ergon Equipamentos foi calorosamente atenciosa e sutil desde o inicio do Pré - Projeto como na finalização deste Trabalho de Conclusão de Curso. Pequenos cuidados podem evitar grandes acidentes e doenças, essa é a ética que estamos levando da ETEC Prof Dra Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara. Figura 60 – Consultoria realizada na Ergon Equipamentos

Fonte: dos autores


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CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo da Segurança do Trabalho é algo fascinante e assustador. Ingressamos com uma idéia em relação à segurança e radicalmente mudamos nosso conceito. Aquilo que era seguro, já não é bem assim, passamos a ter um olhar mais crítico e vemos além do que anteriormente conseguíamos ver. Diante á riscos cotidianos, em qualquer que seja o ambiente, não nos calamos e de alguma maneira procuramos fazer algo para manter a situação sob controle. Todas as pessoas desde a infância têm sonhos que continuam na vida adulta, e geralmente se realizam no ambiente de trabalho onde almejamos realização e crescimento profissional, enfim cumprimos nossos deveres trabalhistas, recebemos nossos honorários e sempre ao final do expediente voltamos ao nosso lar para desfrutar com a família, nossas alegrias e anseios. Algo que raramente pensamos, que é imprevisto, não gostamos de falar e pensamos que nunca acontecerá conosco, é o acidente de trabalho. Acidentes de trabalho acontecem todos os dias, e eles ceifam os sonhos, alegrias e em muitos casos a vida do trabalhador, deixando crianças órfãs, casais sem seus cônjuges. Pessoas mutiladas, queimadas, são diversos os acidentes. Além do fator psicológico, na vida do trabalhador ou de sua família, o acidente de trabalho também traz grandes prejuízos ao empregador. Existe uma pergunta que não quer calar! Por que as pessoas não têm noção quanto à segurança? Nosso objetivo através desta monografia realizada na empresa Ergon Equipamentos Industriais Ltda., é de implantar medidas de controle e de segurança, garantindo a todos os trabalhadores um ambiente seguro e soluções adequadas. Esta empresa atua no segmento de tratamento de águas e efluentes, onde os prestadores de serviços externos (terceirizados), são responsáveis pela montagem e manutenção das estações de tratamento. As estações são classificadas em Físicas, Químicas e Biológicas, onde há vários riscos à saúde e segurança dos trabalhadores como: risco de quedas, choque elétrico, exposição a produtos químicos e biológicos. Para garantir a saúde e a segurança destes trabalhadores abordamos quanto ao uso correto de EPI, propondo ao designado (empresa não constitui CIPA), as


80

orientações segundo NR 06 quanto a responsabilidade do empregado e quanto ao dever dos empregados. Pois segunda os dizeres da docente Silvia Nunes Rodrigues21. Um Técnico de Segurança da ETEC trabalha em busca de soluções e é de grande importância ouvir o trabalhador, saber se o equipamento de proteção individual é o adequado e, também em relação a seu conforto.

Sabemos que a última medida a tomar é a utilização destes equipamentos e é sempre bom frisar que o treinamento é indispensável como cita a norma. Na sede da empresa tivemos êxito ao realizar inspeção dos Equipamentos de Proteção Coletiva, confecção do Mapa de Risco, APR, DDS, entre outras medidas assegurando à saúde e segurança dos funcionários, visitantes e inclusive o próprio empregador. Local de labor deve ser sinônimo de segurança. Na realização deste Tratado tivemos muitos obstáculos como cansaço físico e mental, desânimo, problemas de saúde, tempo... Mas com determinação e triunfo chegamos à conclusão. Para sermos Técnicos de Segurança do Trabalho, precisamos além do conhecimento das normas de segurança, é preciso amar a vida. Zelar pela saúde e pela segurança das pessoas, é uma grande responsabilidade e dignidade. Encontraremos dificuldades ao cumprir nosso dever, pois a nossa pergunta ainda não se calou... É paradoxal. Há muito a ser feito pela segurança. É uma utopia. Empregadores cumprem uma obrigação por força da lei e os empregados por sua vez se sentem na obrigação de obedecer as normas. Essa mentalidade precisa ser mudada por uma atitude de valorização da vida. Futuros Técnicos de Segurança do Trabalho lutemos por isso.

21

Silvia Nunes Rodrigues: Consultora, Assessora e Engenheira de Segurança do Trabalho.


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REFERÊNCIAS

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82

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UNICAMP. Ficha de Anamnese. Disponível em: <http://www.ifi.unicamp.br/osa/fife6/anamnese.pdf> Acesso em: 02 de Nov. de 2013 ás 09:23.


83

APÊNDICE: Apêndice 1 – Ficha de Anamnese

Fonte: dos autores


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Apêndice 2 – Ficha de Anamnese II

Fonte: dos autores

TCC - EMPRESA ERGON: DESENVOLVIMENTO DE MAPA DE RISCO E VERIFICAÇÃO DE EPIS E EPCS  

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Curso de Técnico de Nível Médio de obtenção parcial para qualificação em Técnico em Segurança...

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