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A mulher na sociedade Caroline de Sousa Medeiros e Silva A sociedade antigamente seguia um modelo patriarcal, onde o homem era o ser autoritário e a mulher era tida como objeto que só servia para reprodução e para serviços domésticos. Não era dever da mulher trabalhar e sustentar a família, mas com a Revolução Feminista (1960) a mulher começou a ser impor mais, exigindo direitos e um espaço no mercado de trabalho, com isso a população feminina foi conquistando a cada dia um pouco mais de inclusão na sociedade. Nos dias atuais os pensamentos de que a mulher é frágil, sensível e que é inferior ao homem estão diminuindo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BRASIL, 2011) divulgou dois estudos com o balanço dos ganhos e as dificuldades enfrentadas pelas brasileiras ao longo dos anos 90 no mercado de trabalho. A renda média dos trabalhadores passou de R$281,00 para R$410,00. As famílias comandadas por mulheres passaram de 18% do total para 25%. A média de escolaridade das chefes de família aumentou em um ano de 4,4 para 5,6 anos de estudos. A média salarial passou de R$365,00 para R$591,00 em 2000. Esses dados apresentam um aumento de escolaridade e do salário das mulheres que comandam famílias. Isso mostra que a mulher está mudando as coisas e tentando retirar os preconceitos que existem nas pessoas, transformando os rótulos impostos a ela. Esse processo de luta traz perdas, mas também ganhos, e com isso a sociedade pode adquirir novos pensamentos e ir aos poucos se modelando para tentar formular uma sociedade igualitária. Atualmente a mulher, além de exercer atividade profissional fora de casa, ainda realiza os papéis tradicionais, como ser mãe, esposa e dona de casa, ela acaba enfrentando uma dupla jornada.

Acredito que o triunfo em relação a mulher e seu poder, se refere ao “poder” de ser independente social e emocional, de ter a liberdade de escolher como quer viver, trabalhar, estar e ser. Saindo das provocações machistas e tendo a simples liberdade de ser quem é, ser mulher. (ESPINDOLA, Gabriela).

Com base nessa citação, pode-se observar que o maior desafio da mulher hoje é ter liberdade de ser quem ela é, e também sair da provação machista, onde o homem


prova que é “macho” sendo superior a mulher; sempre tentando superá-la, e esse confronto deve acabar, o homem tem várias formas de provar quem ele é; só que permanece a questão do ideal da cultura, essa base já está implementada na sociedade, a solução é mostrar para essas pessoas que seus pensamentos podem ir além dessa centralização, e esperar para que elas abram mais a mente para ideias novas. A mulher busca a igualdade em todas as áreas, mas também em casa, que começa a gerar uma conversa em torno da violência contra a mulher, que até hoje é submissa ao homem, o dilema é o homem ordena e a mulher só diz: Sim, Senhor. A mulher busca no homem segurança, carinho, apoio emocional e às vezes financeiro. Muitas vezes ela enfrenta dificuldades por conta do senso comum e um ideal já construído a respeito delas. Um homem jamais irá querer mostrar ser inferior a mulher, por causa do fato de ser “homem” e pela natureza humana de ser um dominador. Alguns fatores que determinavam a violência de gênero são as diferenças sociais, econômicas e políticas entre homens e mulheres além da diferenciação de papéis e as noções de virilidade ligadas ao domínio e honra masculina. Até a ciência discrimina a mulher, no século XIX, Gustave Le Bon, um dos fundadores da psicologia social, afirmou que uma mulher inteligente é algo tão raro quanto um gorila de duas cabeças. Charles Darwin embora reconhecendo algumas qualidades femininas, como a intuição, as definia como virtudes características das raças inferiores. Os direitos das mulheres só foram reconhecidos como direitos humanos em 1993, passados mais de 200 anos da Declaração dos Direitos de Homem e do Cidadão em 1789. Conforme Castro (1983): Cumpre notar, neste passo, que o grande teórico da crítica socialista à condição de inferior da mulher foi Engels, que atribuiu essa inferioridade ao surgimento da propriedade privada e da família monogâmica, ambos a serviço da ideologia capitalista. (p. 181).

A ideia de que a mulher é inferior, foi influenciada por Engels, que formulou uma crítica, e isso foi dado até mesmo por causa da época, servindo a ideologia capitalista, preocupando-se mais com o individualismo. - Preservação do corpo A mulher atual exerce um cuidado com o corpo, por ser um sinônimo de saúde e beleza. Muitas mulheres buscam um corpo jovem, belo, saudável e feminino; a mulher


está associada com a feminilidade, que se relaciona com a juventude, que é percebida com a beleza. A sociedade considera a mulher como um ser verdadeiramente feminino se cultivar o corpo para si e para outros. O corpo era algo que antigamente devia ser guardado e cultivado. A feminilidade não é uma essência, em si, mas uma construção cultural como as questões relativas ao corpo, gênero, sexualidade, saúde e doença. Não existe somente uma feminilidade, um modelo a ser prescrito para toda mulher, isso depende de sua cultura, sua condição social, suas vontades e seus desejos, assim como é o fato que a feminilidade não é privilégio só das mulheres. A mulher pode ser abordada de várias maneiras, como inferior, sem força, vaidosa, meiga, frágil, forte, e etc., mas mesmo convivendo no meio de pessoas que não a compreende, ela levanta a cabeça e segue em frente, isso é o que representa a mulher atual; que acredita em mudanças e que ela mesma pode ser uma dessas mudanças. REFERÊNCIAS BON, Gustave Le. BRASIL. O Progresso das Mulheres no Brasil 2003-2010. CEPIA. Rio de Janeiro, outubro 2011. Disponível em: http://www.unifem.org.br/sites/700/710/progresso.pdf. Acesso em: 04 mar. 2013. BRASIL. IBGE. 2011. Disponível em: http://www.ibge.com.br/home/. Acesso em: 04 mar. 2013. ESPÍNDOLA, Gabriela. A trajetória do poder da mulher: do lar ao mercado de trabalho. Disponível em: http://www.slideshare.net/eudelucy/a-trajetria-do-poder-damulher-do-lar-ao-mercado-de-trabalho. Acesso em: 04 mar. 2013 VEIGA, Marcia Regina Medeiros. Mulheres na meia-idade: corpos, envelhecimentos e feminilidades. Disponível em: http://w3.ufsm.br/ppgcsociais/docs/dissertacoes/marciaveiga.pdf. Acesso em: 04 mar. 2013. YAMAMOTO, Caio Tango. A evolução dos direitos das mulheres até a criação da Lei n.11.340/2006. Disponível em: http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp? id=2217. Acesso em: 04 mar. 2013.

A mulher na sociedade  

Atualmente a mulher, além de exercer atividade profissional fora de casa, ainda realiza os papéis tradicionais, como ser mãe, esposa e dona...

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