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O INFORMATIVO DA FUNDAÇÃO TÊNIS l Nº 27 l JUNHO l 2016

FOTO CRISTIANO SANT’ANNA - INDICEFOTO.ORG/ARQUIVO


“Trabalho e comprometimento explicam os resultados conquistados em 15 anos” Neste mês de maio, quando completamos 15 anos de existência, é necessário fazer uma reflexão, não só olhando para o futuro, mas buscando em nossa história quais foram as principais razões que, a partir de poucos voluntários e um pequeno grupo de crianças, conseguimos alcançar o que é a Fundação atualmente, sem dúvida uma história de sucesso. Este sucesso que atingimos ao longo destes anos, é consequência do trabalho de todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estiveram ou hoje estão ligadas à Fundação. Ao trabalho que cada um emprestou, adicionase o comprometimento com os objetivos que foram delineados na origem e têm sido transmitidos ao longo destes anos a todos que nela ingressaram. A este conjunto de objetivos, dos seus fundamentos é o que podemos

denominar de cultura da instituição e a ela todos nós devemos estar sintonizados. Orgulho-me em dizer que, da forma que temos dirigido e conduzido a Fundação, temos atingido nosso objetivo maior que é levar às crianças a oportunidade de se integrarem à sociedade como futuros cidadãos em sua plenitude, afastando-as de uma possível marginalidade, fruto do ambiente em que cresceram e em que vivem tantas outras neste país. Da mesma forma, podemos nos regozijar do trabalho que temos desenvolvido, implantando sistemas de acompanhamento de cada aluno em seu núcleo, dando tratamento individual e também os encaminhando para uma possível colocação no mercado de trabalho.

Coordenação: Eduardo Soeiro e Luis Carlos Enck Textos e edição: Cláudia Coutinho

Toda esta manifestação de orgulho e satisfação só é possível externar porque temos recebido, ao longo dos anos, muitos depoimentos de familiares de nossos alunos e de ex-alunos, afirmando o quanto nossa Fundação tem transformado e transformou vidas seja no comportamento, na sociabilidade e na criação de objetivos individuais não imaginados anteriormente. Observando a trajetória dos 15 anos da existência da Fundação Tênis e alinhados ao que anteriormente denominamos de cultura da organização, é possível antever quais e como serão os passos

para a continuidade e sustentabilidade da instituição. Enfrentamos toda sorte de obstáculos para a busca de meios financeiros, sejam provenientes de colaboradores, voluntários e incentivos fiscais e sempre conseguimos obtê-los, e no futuro não será diferente. Os movimentos para o crescimento de nossa Fundação fazem parte de nossos planos e, baseados em nossos princípios, saberemos como fazê-lo. Volto sempre a afirmar que a continuidade do nosso trabalho e o crescimento só será possível se forem observados permanentemente os fundamentos básicos e a cultura da organização, que em sua essência foram e são os mesmos que vivenciamos nos 15 anos de nossa história.

Encontro com o futuro onde tudo começou Alunos da primeira turma da Fundação Tênis visitaram os atuais alunos no Marinha do Brasil Aos poucos, eles foram chegando. Uns um tanto tímidos. Outros já com um largo sorriso como saudação. Não eram muitos, mas representativos. Franciely, Jaqueline, Alvonir, Elói, Itamar e Wagner fazem parte da primeira turma da Fundação Tênis e voltaram à quadra do Parque Marinha do Brasil para lembrar do início desta história, justamente no local onde tudo começou. A eles se juntaram Elias e Patrick, que também já deixaram a ONG e guardam, com carinho, momentos que marcaram suas jovens vidas. O grupo se reuniu em uma das raras tardes nubladas de abril para participar das gravações do filme sobre os 15 anos da Fundação

Tênis, data celebrada em 11 de maio deste ano. Entre uma cena e outra, compartilharam lembranças, brincadeiras e um longo abraço coletivo com os atuais alunos da instituição. - Se vocês tiverem um sonho e correrem atrás dele, vocês vão conseguir – assegurou Alvonir Florêncio, 25 anos, bombeiro civil, repetindo para a gurizada o que tantas vezes escutou dos professores da Fundação quando ele era o garoto. – Se vocês colocarem a culpa das dificuldades que enfrentam na vila, nesta ou naquela pessoa, nisso ou naquilo, vocês nada irão conquistar. Mas se vocês acreditarem em vocês, vão conquistar o que vocês sonharem – ensinou.

Durante aquela tarde de segunda-feira, os mais velhos até entraram em quadra para jogar com seus sucessores. Mas também aproveitaram para trocar experiências. - Naquela época, a gente ganhava a passagem para vir de ônibus ao Marinha do Brasil. Não tinha camiseta, como hoje – recordou Franciely Lopes, 25 anos, estudante do curso de gestão hospitalar na Escola Estadual Técnica em Saúde do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. – Mas foi muito bom ter participado do projeto. Os professores exigiam bastante. Além do tênis, a gente aprendia a falar, a se portar. Foi muito positivo. A violência, cada vez mais crescente, especialmente nas comunidades onde os alunos da Fundação Tênis vivem, também foi alvo das conversas. - Vocês estão na Fundação Tênis, e esta é uma oportunidade que

vocês precisam agarrar com toda a força - destacou Jaqueline Lopes, 24 anos, confeiteira. - Se vocês pensam que não existe saída, estão enganados. Ela existe, sim. E a saída não é o caminho ruim, mas o caminho bom. Itamar Prestes, 25 anos, mecânico, com sua filha Sofia no colo, foi quem chamou a atenção, de forma muito objetiva, para a importância das escolhas: - Nós tínhamos um amigo, que também começou conosco na Fundação Tênis, mas escolheu seguir o lado ruim da vida. E, hoje, não está mais aqui, porque foi executado pelo tráfico. Apesar do momento de pesar, a tarde foi marcada pelos encontros e pela certeza de que o trabalho iniciado no Parque Marinha do Brasil há 15 anos realizou sonhos e transformou vidas, formando cidadãs e cidadãos para alegria de todos que os viram ainda crianças. DIVULGAÇÃO FUNDAÇÃO TÊNIS

Paulo Roberto Leke

Produção e edição gráfica: Carolina Porto Ruwer

Superintendente: Luis Carlos Enck

Diretoria da Fundação Tênis: José Francisco Cirne Lima Paulo Roberto Leke

Impressão: Over Print Impressos

Para guardar no álbum: ex-alunos se encontram com os atuais alunos nas quadras onde foram realizadas as primeiras aulas


Itamar Rodrigues Prestes, 25 anos, mecânico, pai da Sofia, três anos.

Eles fazem parte da nossa história Elias Vargas Severo, 24 anos, estudante do curso técnico em manutenção automotiva. “Voltar para a quadra no Marinha do Brasil é voltar para a minha infância. Entrei na Fundação Tênis em 2002 e aqui fiquei por sete, oito anos. Marcou a minha vida. Aqui fiz amizades, também com os professores. O tênis me deu disciplina, me deu uma outra visão de mundo. Me formei no Ensino Médio e fiz o curso técnico em manutenção automotiva. Agora espero fazer o estágio obrigatório para finalizar mais esta etapa.”

Wagner Santos, 24 anos, auxiliar administrativo no Hospital Ernesto Dornelles.

Patrick Prestes Ramires, 16 anos, estudante do Ensino Médio. “Eu estudava no Martim Aranha, quando vim para a Fundação Tênis. Tinha uns 10 anos. Foi muito legal. Aqui aprendi muito e fiz muitos amigos. Alguns foram para a vida do crime, mas eu fiquei aqui.”

“Na Fundação Tênis, aprendemos a conviver, a ter um bom comportamento, a ajudar os outros. Os professores sempre foram muito legais e nos ajudavam a não pegar o caminho errado e nos mostravam como era importante estudar. Hoje eu trabalho no Ernesto Dornelles.”

“Sou um dos primeiros alunos da Fundação Tênis. E graças a isso eu não fui para o crime. Estou trabalhando. Sou mecânico, mas também trabalho como motorista. E tenho uma filha, a Sofia, de três anos.”

Alvonir Florêncio, 25 anos, bombeiro civil. “Na Fundação Tênis, eu aprendi muita coisa: Educação, respeito, pontualidade, a ter o uniforme sempre limpo, a nunca baixar a cabeça para ninguém. Mas acima de tudo aprendi a correr atrás dos meus sonhos. A Fundação me orientou como pessoa, como cidadão.”

Elói Gomes do Nascimento, 25 anos, cabelereiro. “A Fundação Tênis significa muito para mim. Cheguei aqui muito moleque e demorou um tempo para eu ser mais disciplinado e aprender as coisas. Mas aprendi, e muito. Não completei o segundo ano do Ensino Médio, mas quero voltar a estudar. Meu objetivo é ter uma profissão fixa. Já trabalhei como auxiliar de hidráulico. E hoje me dedico a cortar cabelos”.

Jaqueline do Nascimento Lopes, 24 anos, confeiteira, mãe da Shayera, sete anos. “Ter participado da Fundação Tênis foi uma experiência maravilhosa. Quando criança, eu não tinha cabeça, não tinha foco naquilo que queria, não tinha um objetivo. Foi muito bom ter estado aqui, porque soube aproveitar o que de bom aconteceu. Fiz amizades. E tinha as conversas com os professores. O pouco que escutei eu absorvi e não fui para o lado marginalizado da vida.” DIVULGAÇÃO FUNDAÇÃO TÊNIS

Aos 15 anos, muitos compromissos com mais de mil jovens em 11 núcleos


Nosso desempenho A evolução dos principais indicadores da Fundação Tênis reflete a trajetória planejada e realizada a partir de processos de gestão. No final de 2001, a organização contava com um único núcleo, no Parque Marinha do Brasil, e atendia 41 jovens. Em 2015, conta com 11 núcleos, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, e assiste a mais de mil crianças e adolescentes. Ao longo desses 15 anos, a evasão escolar se mantém em zero.

Os núcleos da Fundação Tênis são criados a partir de parcerias com escolas da rede pública. A preocupação é oferecer a estrutura necessária para o desenvolvimento das atividades e utilizá-la com alto índice de ocupação.

A Fundação Tênis conta com nove núcleos no Rio Grande do Sul – cinco em Porto Alegre, dois em Santiago, um em Igrejinha e um em Sapiranga – e dois núcleos em São Paulo, em Pirituba e em Santana do Parnaíba.

O número se refere à média de alunos assistidos durante 2015 e registra um aumento de 9,7% em relação ao número médio de jovens atendidos no ano anterior. Ao longo de 2015, cerca de 1.500 crianças e adolescentes passaram pelas aulas da organização. O projeto-piloto da Fundação Tênis começou em outubro de 2000, no Parque Marinha do Brasil, com 23 crianças do CEDEL (Centro Diaconal Evangélico Luterano). A Fundação Tênis foi legalmente instituída no dia 11 de maio de 2001.

Este dado é bastante significativo, ainda mais se comparado aos R$ 12.260 mensais que um jovem interno na FASE (Fundação de Atendimento Socioeducativo) custou ao Tesouro estadual em 2012. Este montante não leva em conta os alunos dos núcleos em Santiago (RS), por serem núcleos franqueados e de responsabilidade da Prefeitura Municipal.

Como não existe obrigatoriedade na presença dos jovens nas aulas da Fundação Tênis, este índice mede o comprometimento dos alunos em relação à vaga conquistada. OBS.: Este indicador passou a ser medido a partir de 2007.

O Parque Marinha do Brasil foi o primeiro núcleo e nunca deixou de funcionar nestes 15 anos.

(*) dados referentes a 2015.

FOTOS CRISTIANO SANT’ANNA - INDICEFOTO.ORG/ARQUIVO

Este número é bastante baixo. Mostra que, na média, cada uma das 44 turmas da Fundação Tênis tem a evasão de dois a três alunos por ano.

Projetos aprovados no Ministério do Esporte e junto às legislações estaduais e municipais de incentivo ao Esporte, convênios com prefeituras e fundos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e patrocínios são responsáveis pelos recursos financeiros da Fundação.

A meta de não ter aluno evadido da escola está presente em todos os anos da Fundação Tênis. A importância da Educação é transmitida a todos os alunos e a seus pais e responsáveis.


FOTO HEUSI ACTION/ARQUIVO FOTOS ARQUIVO FUNDAÇÃO TÊNIS

Principais ações Além das aulas, ao longo do ano, a Fundação Tênis realiza ações e atividades. Algumas já fazem parte do calendário anual da organização, como a entrega do kit de material escolar, a visita ao Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre e o Torneio Integração Rolando Garra. Outras, como é o caso do Programa Ciclo Olímpico, foi criado para celebrar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Acompanhe as principais atividades que marcaram 2015 na Fundação Tênis.

Programa Volta às Aulas

Em ritmo olímpico O Programa Ciclo Olímpico da Fundação Tênis teve início em agosto de 2015 e se encerra no próximo agosto para celebrar a realização dos Jogos no Brasil. Desde então, a cada mês, os alunos têm uma aula sobre dois esportes olímpicos. Cada jovem recebeu um passaporte para ganhar o carimbo nas atividades nas quais participou.

Desde 2003, a Fundação Tênis entrega um kit de material escolar a todos os seus alunos. Além de contribuir com a redução de custos no orçamento das famílias, a ação enfatiza a importância da Educação. Em março de 2015, foram distribuídos 850 kits.

Durante dois dias, divididos em turmas, os alunos dos núcleos em Porto Alegre, Igrejinha e Sapiranga, assistem aos jogos do Campeonato Internacional Juvenil de Tênis de Porto Alegre na Associação Leopoldina Juvenil. É a oportunidade de conhecer a organização de um evento internacional, acompanhar os jogos e vivenciar novas experiências. A Fundação Tênis promove a visita de seus alunos ao torneio desde 2005.

Organizando os próprios eventos Quando da decisão de adiar o Rolando Garra para dezembro, por mudanças na Lei Pró Esporte do Rio Grande do Sul, impossibilitando o aporte financeiro necessário, todos os núcleos da Fundação Tênis optaram por realizar eventos-substituição.

Os próprios alunos, juntamente com coordenadores, professores e monitores, organizaram as atividades. Foi muito interessante. Alguns núcleos realizaram torneios internos, outros promoveram diferentes atividades, do tênis às artes.

Campeã olímpica no Rolando Garra

Seminários com colaboradores Excelência é um dos três Valores Olímpicos praticados pela Fundação Tênis. Com esta visão, três seminários são realizados ao longo do ano com todos os colaboradores da instituição. Alinhar informações sobre questões ins-

Visita ao Campeonato Internacional

A oitava edição do Rolando Garra, torneio integração da Fundação Tênis, foi realizada nos dias 10 e 11 de dezembro, no Parque Esportivo da PUCRS. Dois foram os momentos significativos: a presença da campeã olímpica de vôlei nos Jogos de Pequim, a gaúcha Carol Al-

titucionais, compartilhar experiências e promover o intercâmbio entre os colaboradores que atuam nos 11 núcleos estão entre os objetivos. Estes seminários são realizados desde 2005, embora em formato diferente.

Comemoração do Dia Olímpico Celebrado em todo o mundo no dia 23 de junho, o Dia Olímpico foi marcado na Fundação Tênis por uma visita de seus alunos dos núcleos de Porto Alegre à exposição “Esporte Olímpico:

Memória e Ciência”, no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MTC). Cerca de 400 jovens participaram da ação, marcada por novas experiências e conhecimentos.

buquerque, na cerimônia de abertura; e o depoimento que a ex-aluna Nathalia Peres prestou a mantenedores e convidados no encontro realizado antes do início do torneio. O Núcleo Sapiranga conquistou o hexacampeonato no Rolando Garra, que reuniu cerca de 700 alunos.


Famílias e escolas com a palavra Pela primeira vez, em seus 15 anos, a Fundação Tênis distribuiu um questionário para seus alunos e famílias e para as escolas parceiras a fim de conhecer como é vista por seus principais públicos. Importante ressaltar que o trabalho não foi desenvolvido como uma pesquisa. Aqui apresentamos um resumo deste trabalho. Pais ou responsáveis dos alunos da Fundação Tênis foram procurados para dizer como percebem o comportamento de seus filhos depois que ingressaram na organização. O NA REDE registra as respostas que apareceram com

maior frequência. Cerca de 400 famílias responderam ao questionário. 1 - Você percebeu alguma mudança no comportamento de seu filho desde que ele entrou na Fundação Tênis:

Para melhor 75,1%

2 – Você acha que seu filho está mais interessado nos estudos?

Está mais interessado 63,4% 3 – Você percebe seu filho mais responsável para colaborar nas tarefas em casa?

Sim, está colaborando mais 64,1% 4 – Você acha que seu filho tem se esforçado e se dedicado mais nas suas atividades?

Sim, está se esforçando e se dedicando mais 70,6%

As escolas parceiras da Fundação Tênis foram procuradas para responder como percebem o impacto do trabalho realizado pela ONG sobre o comportamento e o desempenho escolar de seus alunos. As respostas eram livres e poderiam ser múltiplas. O NA REDE registra as que apareceram com maior frequência.

Cerca de 300 alunos responderam a três perguntas relacionadas à Fundação Tênis. As respostas eram livres e, portanto, poderiam ser múltiplas. O NA REDE registra as respostas que apareceram com maior frequência.

1 – A Fundação Tênis gostaria de saber qual sua opinião sobre o impacto que nosso trabalho reflete nos alunos que participam de nosso programa em seu ambiente escolar?

36,2% dos entrevistados responderam que entraram na Fundação para conhecer novos colegas e fazer novos amigos.

Os alunos estão mais responsáveis e disciplinados 100%

67,7% disseram que permaneceram na Fundação Tênis porque as aulas e os professores são legais.

Melhorou a autoestima dos alunos, eles se sentem mais valorizados 71,4% Melhorou o desempenho escolar dos alunos 57,1% Melhorou a frequência na escola 50%

5 – Quando surge algum problema ou discussão em casa, seu filho procura conversar para encontrar uma solução?

34,8% afirmaram que a Fundação ajuda os alunos ao transmitir os Valores Olímpicos de Amizade, Respeito e Excelência. Para esta mesma pergunta, outras duas respostas apareceram com frequência:

29,3% citaram a evolução na aprendizagem do tênis e 26,3% destacaram a oportunidade de ser encaminhados ou conquistar cursos e empregos.

Sim, tem conversado mais 61% 6 – Você acha que seu filho está menos agressivo? Está brigando menos?

Sim, está mais calmo e menos agressivo 67,4% DANIEL DIAS/ARQUIVO

Ana Paula:

A Fundação faz muita diferença na minha vida” ARQUIVO FUNDAÇÃO TÊNIS Formada pela Escola Superior de Educação Física de Jundiaí (SP), Ana Paula Carola está na Fundação Tênis há cerca de quatro anos. Começou no Núcleo Pirituba e, tempos depois, passou a atuar também no Núcleo Santana de Parnaíba. Hoje, não imagina como seria sua vida sem este trabalho e tem muito orgulho das conquistas de seus alunos. Quando não está nas quadras, costuma ajudar o pai nas tarefas que o estabelecimento comercial da família exige. Nos fins de semana, os amigos ganham a atenção. Acompanhe os principais trechos da entrevista concedido ao NA REDE: O trabalho que se iniciou desafiador para Ana Paula se tornou motivo de muito orgulho Por que escolheste a Educação Física como curso su- um grande desafio. E, no início, foi especialmente naqueles que estão sua vida, nem que seja para escuaté difícil. Quando entrei no Nú- conosco desde que comecei. Hoje tá-la. E temos também um aluno perior?

Eu sempre gostei muito de praticar esportes, desde criança. No entanto, quando terminei o Ensino Médio, por pressão da família, fui parar na Farmácia. Conclusão: fiz três anos do curso, detestei e desisti. Fui, então para a Educação Física. Acho que, na época, minha mãe queria me matar. Logo no início do curso, consegui um estágio e foi muito bom. Eu me encontrei.

E como chegaste na Fundação Tênis? O então coordenador da Fundação Tênis em São Paulo, o Stefano Bigotti, já me conhecia e disse que tinha uma vaga para um professor de Educação Física. Para mim, foi

cleo Pirituba, os alunos mais velhos demonstraram uma certa resistência, porque eu substituía um professor homem e eu também não dominava o tênis. Enfrentei as “caras feias” e, logo, conquistei a confiança do pessoal. Depois também passei a trabalhar no Núcleo Santana de Parnaíba.

O que te fascina no teu trabalho na Fundação Tênis? A rotina com esta molecada me motiva muito. Desde que eu entrei na Fundação percebo uma evolução absurda nos nossos alunos,

eles ajudam mais em casa, e nós temos um retorno da escola de que eles melhoraram em seus desempenhos. A proposta de trabalho da Fundação Tênis faz a diferença na vida deles, e isso é muito motivante.

com necessidade especial que nos é muito querido. No tênis, ele não apresenta uma evolução importante, mas é muito gratificante trabalhar com ele.

Poderias destacar algumas histórias que te marcaram?

A Fundação Tênis fez e faz muita diferença na minha vida. Existe a Ana Paula antes e a Ana Paula depois da Fundação. Meus valores mudaram. Hoje sou muito mais família, tenho mais responsabilidade e valorizo mais o meu trabalho. Adoro o que faço. E espero que a Fundação Tênis continue crescendo e evoluindo para eu crescer e evoluir junto.

São muitas as histórias marcantes. Mas temos uma aluna que sempre foi muito rebelde e muito fechada, tanto em casa, como na escola. Hoje ela já se abre comigo. Sei que sou uma peça importante na

Qual é o espaço da Fundação Tênis na tua vida?


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Revista Na Rede - o informativo da Fundação Tênis  

Edição nº 27 Projeto gráfico e diagramação: Carolina Porto Ruwer Edição e textos: Cláudia Coutinho Produção editorial: Capítulo 1 Conteúdo &...

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