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revista

edição 132 • maio/junho • 2018

Conta de luz

mais barata Nova parceria da Amipão leva energia solar mais acessível para padarias

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rh emprego estável

40

marketing copa do mundo

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economia preço do trigo

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Índice

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receita - Bolo, caldo e pipoca gourmet

inovação - Serviços especiais

6 Fique por dentro 9 RH - Emprego estável 10 ingrediente - Versatilidade do milho 16 capa - Energia solar 20 saúde - Pão seguro

marketing - De olho na Copa

22 nutrição - Especialistas na produção

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24 POP - Bobó de camarão 30 formação - Escola Móvel SESI/SENAI 32 padaria de minas - Madre Pães 34 entrevista - Presidente da Absolar 48 impostos - Dia da Liberdade de Impostos 49 reforma trabalhista - Contribuição Sindical 50 economia - Preço do trigo

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ambiente - Acessibilidade e inclusão

EXPEDIENTE: Presidente da Amipão | SIP: José Batista de Oliveira • Presidente da Amipão | AMIP: Vinícius Dantas • Diretor-geral: José Batista de Oliveira • Conselho Editorial: Juliana Maria Durães da Cunha Pereira e Pascoal Junio Monteiro de Castro • Comercialização: Marketing e Comercial da Amipão (31) 3282-7559 • Edição: Pascoal Junio Monteiro de Castro • Projeto gráfico, diagramação e arte-final: Carolina Lentz / Gíria Design e Comunicação • Reportagens: Nathalia Illovate/ Gíria Design e Comunicação • Fotos: Carina Castro, banco de imagens e Amipão • Revisão: Guilherme Lentz da Silveira Monteiro. • Impressão e acabamento: EGL Editores. Revista Amipão é uma publicação bimestral da Amipão - Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação • Avenida do Contorno, 4.610, 2º andar Bairro Funcionários | CEP 30110-028 - Belo Horizonte - MG - (31) 3282-7559 • E-mail: amipao@amipao.com.br • Site: www.amipao.com.br.

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editorial Fala dos presidentes Em um momento de crise econômica e consequente apreensão do panificador com o mercado, o aumento no preço do trigo vira uma preocupação maior. Com uma alta de mais de 50%, torna-se muito difícil segurar os gastos e não repassar parte deles ao consumidor. O contexto para esse repasse é inoportuno, mas não é possível, para o empresário, arcar sozinho com essa oscilação, somada à elevação das tarifas de energia, e por tempo indeterminado. Afinal, estamos em período de entressafra, mas não sabemos se o trigo colhido no Brasil no segundo semestre será suficiente para suprir a demanda. Tampouco, podemos prever os rumos políticos que o país, em breve, tomará, e quais serão as consequências desse direcionamento sobre a economia. Os tempos são incertos, mas, apesar das dificuldades impostas aos empresários, e em especial à indústria de panificação, o setor tem encontrado maneiras de driblar a crise e se renovar. Novos serviços, como buffet de almoço e festival de sushi, além de diferenciais como cafés gourmet e pães especiais, têm movimentado panificadoras mineiras e rendido bons resultados. Essas inovações são a prova da capacidade da indústria de panificação de se reinventar, ainda que sem perder sua essência, e se manter segura em meio à instabilidade. Não à toa, o setor fechou o ano passado em crescimento e com aumento no número de empregos. Nesta edição da revista Amipão, reportagens sobre energia solar fotovoltaica, a elevação do preço do trigo, novos diferenciais das panificadoras mineiras e sugestões para atrair e fidelizar clientes prometem inspirar o panificador. Seja nas decisões por uma gestão mais econômica e eficiente, ou nas ideias para fazer algo em que também somos muito bons: inovar.

José Batista de Oliveira Presidente do SIP-Amipão

É tempo de celebração. As festas juninas, somadas à Copa do Mundo, trazem entusiasmo, alegria, e novas possibilidades ao panificador. Tanto os tradicionais festejos de junho, quanto o grande evento esportivo, são marcados por confraternizações. E, mais do que oferecer boas opções de produtos para incrementá-las, o panificador deve abraçar o espírito festivo e demonstrar aos clientes que, tanto quanto eles, está sinceramente envolvido com as celebrações. Decorações, produtos temáticos e promoções são algumas das possibilidades que temos à mão para fomentar o clima de festa e cativar o público consumidor. Mas, se na hora do planejamento, faltar uma boa ideia, a revista Amipão pode ajudar. Nesta edição, conversamos com especialistas da área de marketing, que sugeriram algumas ações para aproveitar as festas para atrair e fidelizar clientes. Por falar neles, levantamos outra questão importante: a acessibilidade. Seguir as normas da Lei de Inclusão demonstra o respeito e a empatia que temos pelo público, e para ajudar, uma arquiteta especializada deu dicas de adaptações ao ambiente das lojas. A higiene e segurança das fábricas, parte das padarias que geralmente ficam longe dos olhos dos clientes, também viraram assunto nesta edição. Regras simples, mas importantes, como não usar balaio de vime e não expor produtos ao sol, são seguidas à risca nas panificadoras, demonstrando a seriedade com que são preparados cada pão, bolo e docinho que chegará à mesa do consumidor, seja para acompanhar uma partida da seleção brasileira, ou para tornar o arraial mais gostoso. Boa leitura e boas comemorações!

Vinícius Dantas Presidente da AMIP-Amipão

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fique por dentro Presidente da Amipão visita panificadoras de Formiga e Divinópolis O presidente da Amip/Amipão, Vinícius Dantas, visitou no mês de maio as padarias de Formiga e Divinópolis. Conversou com panificadores sobre as demandas e necessidades locais, e teve

a oportunidade de conhecer duas grandes obras de padarias que vão revolucionar o mercado nas duas cidades.

Vinícius Dantas e Paulo Amaral na indústria da padaria Ester Amaral, em Divinópolis / MG

Vinícius Dantas e José Paulo na construção da padaria Sabor Caseiro, em Formiga / MG

Amipão visita o Moinho Vera Cruz, da Bunge Alimentos Os diretores da Amipão e o presidente da associação, Vinícius Dantas, fizeram uma visita no dia 17 de abril ao Moinho Vera Cruz, da Bunge Alimentos S.A. Localizado em Santa Luzia (MG), o moinho foi adquirido pela Bunge em 2013 e apresenta uma moagem de mais de 1,5 milhão

de toneladas de trigo por ano. Além de conhecerem toda a estrutura do Moinho Vera Cruz, a equipe da Amipão pode ver de perto cada etapa do processo que transforma o trigo nos produtos Bunge, essenciais na indústria de panificação.

Diretores da Amipão no Moinho Vera Cruz

Boas-vindas do gerente de vendas da Bunge, Wenderson Ribeiro

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Campanha propõe mais controle sobre produtos vencidos A campanha De Olho na Validade, proposta pela Associação Mineira de Supermercados – AMIS, e pelo Procon Estadual de Minas Gerais, implementa uma maneira de lidar com a validade dos produtos que beneficia tanto o consumidor quanto o estabelecimento. Em vigor desde julho de 2012, a ação incentiva o comércio a disponibilizar gratuitamente ao cliente outro produto igual ou semelhante, e dentro do prazo de validade, quando ele encontrar um artigo vencido na loja. Participar da ação significa cumprir normas do Código de Defesa do Consumidor, que impõe ao fornecedor a responsabilidade de evitar riscos na utilização de seus produtos, além de disponibilizar produtos em condições próprias para consumo. A iniciativa também aproxima os estabelecimentos dos clientes. Oferecer um novo produto,

sem custos, para substituir um fora da data de validade torna o comércio parceiro do consumidor e aprimora o serviço oferecido, além de fidelizar o cliente. A substituição proposta pela campanha De Olho na Validade deve acontecer na loja onde o produto foi encontrado, e antes de ser efetuado o pagamento. Após, a substituição entra na política de trocas da empresa. A implantação da campanha é feita de maneira voluntária, e os estabelecimentos que decidem aderir são identificados por um cartaz, que informa ao consumidor seus direitos, e também por uma relação de participantes que consta no site da Amis. Os panificadores interessados em aderir devem consultar as regras em https://proconmpmg. wordpress.com/ e entrar em contato com a AMIS, pelo telefone: (31) 2122-0500.

A nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) tomou posse no dia 25 de maio, em cerimônia realizada na Sala Minas Gerais. Entre outros nomes, assumiram os respectivos cargos José Batista de Oliveira, presidente do Sindicado da Indústria da Panificação (SIP/Amipão) que entrou para o quadro de vice-presidente da entidade, e Flávio Roscoe Nogueira, novo presidente da FIEMG. A cerimônia contou com a presença do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do governador do estado, Fernando Pimentel, e do presidente da República, Michel Temer. A presença de Batista entre os vice-presidentes da FIEMG é significativa para a indústria de panificação, que agora conta com um forte representante na diretoria da federação.

Fotos: Sebastião Jacinto Junior

Nova diretoria da FIEMG toma posse

Luiz Carlos Xavier Carneiro, Flávio Roscoe Nogueira e José Batista de Oliveira

Flávio Roscoe durante seu discurso de posse

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fique por dentro Presidentes discutem merenda escolar com vice-prefeito de Belo Horizonte Os presidentes da Amipão, José Batista de Oliveira e Vinícius Dantas, se reuniram, no dia 19 de abril, com Paulo Lamac, vice-prefeito de Belo Horizonte. O objetivo do encontro foi discutir detalhes do projeto Pão na Merenda Escolar, que visa incluir o alimento no lanche das crianças que estudam em escolas municipais. Também participou da reunião a Sra. Edna Diniz, que atuou em projeto similar em Pernambuco. Desde janeiro de 2014, a prefeitura de Recife mantém uma parceria com a Associação dos Industriais de Panificação de Pernambuco (AIPP), que acrescenta pães à merenda das 223 escolas da rede muncipal.


RH Mesmo na crise, crescimento da panificação garante empregos e estabilidade Bons profissionais encontram possibilidades de crescimento no setor. Especialista dá dicas para progredir na área Responsável por cerca de 800 mil empregos diretos, a panificação seguiu na contramão da crise econômica e fez de 2017 um ano de crescimento. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip), o setor fechou o ano com um aumento de 3,2% no faturamento, além de crescer também em número de funcionários: a média atual é de 12 por estabelecimento. Diante desse panorama, fazer parte da equipe de uma panificadora é uma oportunidade de estabilidade e crescimento profissional. Seja no atendimento ao cliente ou na produção, o setor tem boas oportunidades de emprego, e nas empresas maiores, os funcionários que se destacam têm chances de ascensão. Mas, para chegar lá, é preciso demonstrar algumas habilidades. “A qualificação é extremamente importante. Hoje, o cliente, em qualquer demanda, está muito carente. E aí vem uma competência muito necessária, que é a escuta ativa. O quanto você escuta a necessidade do seu cliente? Será que você consegue, com base em uma conversa, identificar do que ele precisa? Como, por exemplo, sugerir um bolo de brigadeiro para aquela pessoa que está meio desanimada?”, diz a coach, empreendedora e especialista em gestão de pessoas e treinamentos corporativos Hélica Arruda. De acordo com a especialista, ser empático e saber comunicar-se de maneira assertiva ajuda a persuadir o consumidor. “É uma persuasão do bem. O cliente leva um produto de boa qualidade, e você ajuda a empresa em que trabalha”, explica. Outra competência necessária para ser um bom funcionário, segundo ela, é o dinamismo. “Hoje as empresas não querem profissionais engessados. Elas procuram

A pessoa tem que ter paixão por aquilo que ela faz. Tem que curtir fazer e estar satisfeita, para o resultado ser bom.

pessoas dinâmicas e proativas”, afirma, exemplificando que, em uma panificadora, o profissional ideal é aquele que percebe que uma prateleira está ficando vazia e já vai completá-la com novos produtos, não deixa o cliente esperando no balcão e consegue ser simpático com todos, puxar papo, lembrar do que os frequentadores mais assíduos gostam e fazer recomendações. Hélica explica que, quando um profissional trabalha com dedicação, beneficia a empresa, que vende mais, e a si mesmo, que mantém o emprego garantido e aumenta as chances de ascensão para um cargo de supervisão ou gerência. “A pessoa tem que ter paixão por aquilo que ela faz. Tem que curtir fazer e estar satisfeita, para o resultado ser bom”, diz.

Motivação é imprescindível Entretanto, para que os funcionários queiram dar sempre o melhor, é preciso que as empresas dêem motivos para tanto. “Para que os profissionais vejam sentido no que fazem, os gestores têm que comunicar que aquele trabalho tem sentido”, diz Hélica. De acordo com a especialista, para um negócio crescer, é fundamental cuidar da equipe. “É comprovado que as empresas que são líderes de mercado investem em pessoas”, afirma. A sugestão da coach é oferecer treinamentos e, se não houver a real possibilidade de crescimento dentro da panificadora, que existam, pelo menos, planos de incentivo. “Pode ser uma competição divertida para bater metas, e prêmios em dinheiro, produtos, ou uma viagem”, exemplifica, “porque essas coisas dão gás e deixam o ambiente de trabalho com uma energia diferente”. •

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ingrediente

Todos os sabores do

MILHO

Protagonista dos cardápios de festa junina, o cereal é versátil e muito nutritivo

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Em forma de bolo, caldo, creme, na canjica ou na palha da espiga, com uma pitada de sal para temperar. Quem resiste às delícias preparadas com milho, que perfumam as festas dessa época do ano? Com tantas possibilidades de gostosuras doces e salgadas que levam o milho como ingrediente principal, é inegável a versatilidade deste cereal. Mas não foi só por essa qualidade que ele se tornou a estrela dos arraiais. Abundante no Brasil desde antes do Descobrimento, o milho tinha um papel importante na alimentação dos povos indígenas. Tanto que fazia parte do cardápio das festas ligadas à agricultura que algumas tribos celebravam no início do inverno. Para difundir o catolicismo, os colonizadores juntaram a essas festividades homenagens a Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. E começaram assim as tradições da nossa festa junina. Destaque nessa época do ano, ele às vezes é deixado um pouco de lado, junto com os vestidos de chita e os chapéus de palha, quando passa a temporada. Mas, de acordo com a nutricionista Michely Capobiango, não deveria. A coordenadora do curso de Nutrição da PUCMG garante que, além de gostoso, o milho faz bem. “Ele se destaca muito por ser uma fonte significativa de fibras e de carboidratos de cadeia longa, também chamados de amido. Outro nutriente é o carotenóide, que tem propriedades antioxidantes, ou seja, auxilia a combater radicais livres”, afirma. Essas radicais livres que o milho ajuda a eliminar do organismo são moléculas que podem provocar algum dano nas células, e que aceleram o processo de envelhecimento.

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Se combinado a leguminosas, o milho também pode ser fonte de proteínas. “Temos um grande valor nutritivo associado ao milho”, diz Michely. Para preservar esses nutrientes, a nutricionista dá uma dica: em vez de cozinhar na água, é melhor prepará-lo no vapor. É que algumas substâncias são hidrossolúveis, ou seja, se perdem quando em contato com a água quente. As fibras, presentes naquela película que envolve o grão, também são importantes para a saúde. E não há desculpa para tirar o milho do cardápio, nem se a dieta restringir carboidratos. “Os cereais fornecem carboidratos de cadeia longa, que são polissacarídeos, importantíssimos para compor a nossa dieta e atender a nossa necessidade de fontes de energia. É diferente de um açúcar, como um suco de caixinha, e até de uma fruta”, garante a nutricionista. Quem saboreia o milho em um bolo ou caldo quente também sai ganhando. Além de deliciosos, os pratos mantém os benefícios nutricionais do ingrediente. “Mesmo preparado com outros ingredientes, os nutrientes estão presentes”, afirma Michely, que para que ninguém fique em dúvida diante das opções feitas com o cereal, também ressalta: “É uma ferramenta muito versátil da nossa culinária. Tem um sabor agradável e vale a pena utilizar”.

Saboroso e nutritivo Confira abaixo as informações nutricionais do milho e alguns de seus derivados: umidade (água) (%)

energia (Kcal)

proteínas (g)

lipídeos (g)

carboidratos (g)

fibra alimentar

minerais totais

Fubá

11,5

353

7,2

1,9

78,9

4,7

0,6

Milho verde cru

63,5

138

6,6

0,6

28,6

3,9

0,7

Milho verde enlatado, drenado

76,2

98

3,2

2,4

17,1

4,6

1,1

Cereal matinal de milho

5,5

365

7,2

1,0

83,8

4,1

2,5

Curau de milho verde

81,6

78

2,4

1,6

13,9

0,5

0,5

Canjica com leite integral

72,5

112

2,4

1,2

23,6

1,2

0,3

alimentos

(Dados retirados da TACO, Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 2011.)

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receita

Bolo de Milho com queijo Sucesso absoluto na Quitanda da Lazinha, o bolo de milho com queijo tem a cara do café da tarde. Essa delícia é para ser saboreada com calma e na companhia de um café. A clientela assídua da padaria, que fica em Formiga (MG), sabe bem disso: por dia, são vendidas cerca de 20 unidades do bolo. A dona da Quitanda da Lazinha, Renata Cristina de Oliveira, compartilhou a receita.

Ingredientes

• 750g de milho (usar espigas) • 300g de margarina • 340g de farinha de trigo • 9 ovos • 900g de açúcar refinado • 35g de fermento • 150g de queijo • Uma fatia de queijo para decorar

Modo de preparo

Bater todos os ingredientes e deixar por último a farinha, o fermento e o pedaço de queijo. Misturar a farinha aos poucos e depois colocar o fermento. Já com a massa na forma, colocar o pedaço de queijo do tamanho de sua preferência em cima da massa.

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caldo de milho Para se aquecer no friozinho, um caldo vai bem. E não é preciso ter muito trabalho para prepará-lo. Essa receita com milho é saborosa e fácil de fazer. Foi ensinada pela instrutora de formação profissional Larissa Laura Gonçalves, do SENAI Belo Horizonte, Unidade Américo Renê Giannetti.

Ingredientes

• 1 litro de água • 200g de carne moída • 400g de milho verde em conserva • 100g de creme de leite • 100g de tomate • 50g de cebola ralada • 10g de manteiga • 10g de sal • 10g de alho • 20g de amido de milho • Salsinha e cebolinha • Pimenta malagueta

Modo de preparo

Bater o milho com a metade água (da receita) no liquidificador até ficar totalmente triturado. Passar em uma peneira com o restante da água até eliminar toda a casca, misturar o amido de milho no caldo do milho e reservar. Temperar a carne com o sal. Fritar o alho e a cebola na manteiga, adicionar a carne temperada e misturar até começar a fritar. Acrescentar o tomate picado sem pele. Refogar e colocar o creme peneirado reservado. Ferver em fogo baixo até que fique bem cozido. Por último, acrescentar o creme de leite e após fervura retirar do fogo e finalizar com salsinha e cebolinha.

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receita

pipoca gourmet de paçoca A receita da Vanuza Duarte, d’A Doceria, une duas delícias das festas juninas: o milho e a paçoca. De quebra, é uma ótima pedida para petiscar com os amigos, durante os jogos do Brasil na Copa. Ela explica que prefere preparar a paçoca para fazer uma versão menos doce, já que a pipoca é caramelizada. Mas, quem preferir uma versão mais prática da receita, pode usar paçoca pronta.

Ingredientes

Para a paçoca • 200g de amendoim torrado sem casca e triturado • 100g de açúcar mascavo • 20g de fubá torrado • 2g de sal Misturar tudo, de preferência no processador. Para a pipoca • ½ xícara de milho para pipoca • 1 colher de óleo de milho • 1 xícara de açúcar refinado

Modo de preparo

Em uma pipoqueira, colocar o óleo e o milho. Quando estourar todo o milho, ainda com a panela no fogo, adicionar o açúcar e misturar até caramelizar a pipoca. Virar a pipoca caramelizada em um recipiente e, logo depois, misturar a paçoca. Após fervura, retirar do fogo e finalizar com salsinha e cebolinha.

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capa

Energia mais barata e ecológica à disposição das panificadoras Amipão fecha parceria com a espanhola Solatio e disponibiliza energia solar como alternativa sustentável e econômica

Usina da Solatio em Pirapora

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Segunda maior despesa fixa das panificadoras, a conta de energia elétrica pode ficar mais barata e sem a necessidade de qualquer investimento. Apesar dos recentes reajustes de tarifas em todo o Brasil, a indústria de panificação tem a possibilidade de apostar em uma fonte energética limpa e, como retorno, reduzir em 15% o valor das contas de luz. O benefício é fruto de uma negociação que começou em novembro passado, entre a Amipão e a empresa de projetos fotovoltaicos Solatio, maior do ramo no Brasil. O resultado da parceria pioneira é a redução nas tarifas, por meio de um desconto exclusivo sobre o valor total da conta. “A Amipão vem trabalhando, nessa nova gestão, na busca por serviços que levem vantagem ao empresário do segmento. Considero precursora, e de grande impacto nos resultados, essa parceria”, comenta Vinícius Dantas, presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação - AMIP. José Batista de Oliveira, presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação - SIP, ressalta que a redução em uma das maiores despesas das panificadoras representa uma economia significativa. “Eu destaco uma importância dupla: primeiro, o consumo de energia limpa e sustentável, e, também, a questão da economia. A energia elétrica é muito pesada na composição de custos da panificação. Então, uma redução de 15% nas tarifas é extremamente relevante”. O empresário Cristiano Teixeira, dono da JB Pães, de Ibirité, já vinha estudando o uso de energia solar fotovoltaica quando soube da parceria firmada entre a Amipão e a Solatio. Representantes da empresa visitaram a panificadora para uma análise técnica, e ele aguarda a continuidade do processo. O interesse de Teixeira nessa fonte de energia vem de um desejo de reduzir a segunda maior despesa do negócio. “Com essa economia pretendemos melhorar a padaria, investindo em maquinários da produção”, conta.


Como funciona a parceria Os empresários da indústria de panificação que desejarem que seus empreendimentos operem 100% com energia solar fotovoltaica só precisam assinar um contrato com a Solatio, por intermédio da Amipão. A partir dos prazos estabelecidos, as tarifas de energia serão cobradas com 15% de desconto. “Não há custo. Essa energia é colocada na cesta da Cemig, que faz a transmissão. Você passa a receber, como recebe energia elétrica”, explica Vinícius Dantas. Muita gente pode até estranhar que uma empresa ofereça desconto em um serviço de primeira necessidade sem exigir nada em troca. Por isso, o presidente da Solatio no Brasil, o espanhol Pedro Vaquer, explica em detalhes como a redução desse gasto funciona. “Cada pessoa que se beneficia deste desconto vai participar de um consórcio, e vai ter a posse de uma parte da usina. E vai se beneficiar, não como uma compra de energia, mas como compensação dessa

usina da qual tem posse. O pagamento pela energia que consumir, não vai ser como compra de energia, mas como aluguel da usina”, afirma. De acordo com Vaquer, a única parte complicada desse processo é a burocracia brasileira. “É algo tremendamente simples. O que dificulta, no Brasil, é a burocracia”. Como utilizar a energia fotovoltaica Quem quiser economizar com energia limpa deve entrar em contato com a Amipão por telefone. A associação irá intermediar a relação entre os empresários da indústria da panificação e a Solatio. Fechado o contrato com a companhia de energia fotovoltaica, a partir dos prazos estabelecidos, as contas de luz chegarão com o desconto de 15%. Não é preciso fazer nenhuma instalação ou modificação física para operar o mês inteiro só com energia solar. No entanto, somente padarias que utilizam baixa voltagem conseguem fazer essa migração.

O que é energia solar fotovoltaica? Em casa, a energia comumente utilizada é hidrelétrica, ou seja, proveniente da pressão da água dos rios. A energia solar, como o nome diz, é gerada a partir da luz do sol. Entenda como isso é possível.

1) Em uma usina, paineis são posicionados sobre o solo. Eles podem ser fixos ou móveis, para acompanhar a posição do sol; 2) Os raios solares incidem sobre as placas e o silício presente nelas absorve e converte parte da energia solar em energia elétrica; 3) Um inversor de frequência transforma a corrente contínua em alternada, para que seja adequada para casas e empresas; 4) Transformadores elevam a tensão para que a energia seja conduzida a lugares distantes.

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capa

Pedro Vaquer, da Solatio, e Vinícius Dantas, presidente da AMIP/Amipão

José Batista, presidente do SIP/Amipão, em workshop que lançou a parceria com a Solatio

Durante evento, presidente da Solatio explicou o funcionamento da energia solar fotovoltaica

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Conheça a Solatio Detentora de 31% do mercado solar brasileiro, a espanhola Solatio se instalou por aqui em 2008. “Não somos uma empresa grande, somos uma empresa pequena fazendo coisas muito grandes”, define o presente da Solatio, que atua há 20 anos com fontes de energia, e há 10 construindo usinas. Em Minas Gerais, é responsável pelas unidades de Paracatu, Vazante, Guimarânia e Pirapora. Esta última, fruto de um investimento de R$ 1.8 bilhão, e a maior da América Latina, além de ser a terceira maior do mundo. É de lá que vem a energia que abastece as panificadoras. Maior do Brasil no setor, a empresa não quer parar por aí. “Acabamos de assinar o que será o maior contrato de fornecimento de energia do mundo através do mercado livre. Um investimento aproximado de R$ 3,5 bilhões e que será feito não por nós, mas por fundos de investimentos”, comemora Vaquer. •


3 curiosidades sobre a energia solar 1) Há dois tipos de energia solar. A fotovoltaica utiliza paineis e silício para obtenção de energia. O outro tipo, heliotérmica, faz com que espelhos reflitam os raios solares sobre um reservatório de água, que esquenta e ferve. O vapor da água faz girar uma turbina, e daí vem a energia; 2) A energia solar, além de renovável, é considerada limpa. O termo é usado quando não há emissão de resíduos poluentes na produção de energia. A hidrelétrica também é limpa, no entanto, provoca grandes danos ao ecossistema de regiões, pois bloqueia rios, ocasiona alagamentos, e obriga populações ribeirinhas a mudarem de lugar; 3) As usinas solares fotovoltaicas sofrem consideravelmente menos oscilações na produção de energia do que as usinas hidrelétricas. Enquanto as hidrelétricas podem apresentar um abastecimento insuficiente em períodos de seca, e colocar estados inteiros em crise energética, as usinas solares recebem pouca variação de irradiação, garantindo abastecimento em todas as épocas do ano.

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saúde

pão seguro:

Cuidados na produção protegem a saúde do consumidor Para que o alimento chegue saboroso à mesa, não basta boa receita. É preciso seguir normas sanitárias e legislações O pão é companhia de bons momentos. Ele é o protagonista do café que faz o dia ter um bom início, e do lanche que o declara findado, quando começa a anoitecer. Nas gostosas recordações de família reunida em volta da mesa, com aroma de café coado e manteiga derretendo no miolo que ainda não esfriou, lá está ele também. Para que o pão chegue saboroso aos lares, é preciso, além de uma boa receita, um time de profissionais zelosos e dedicados. Cuidadosamente, eles garantem que o alimento esteja conservado e seguro para o consumo. Neste ofício, não basta acertar as medidas de cada ingrediente. É fundamental saber armazená-los, manuseá-los, e verificar a qualidade de cada um. E os cuidados não terminam quando o pãozinho sai do forno. A maneira como ele é exposto ao cliente e levado à balança também é fundamental ao sucesso do café da tarde.

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De acordo com Vinícius Dantas, presidente da Amip/Amipão e proprietário da rede de padarias Ping Pão, os cuidados das padarias são vários. “Tem que ter um profissional que conheça de boas práticas de fabricação e manuseio de alimentos, e tem que ter um alvará sanitário. São exigências da prefeitura. Além disso, a venda tem que ser por quilo, e não por unidade, e tudo deve ser pesado à vista do cliente. Produtos recheados têm que ser mantidos em refrigeração ou aquecimento, dependendo dos ingredientes. As facas não podem ser em madeira, e os balaios foram banidos das padarias por não poderem ser lavados. No lugar deles, só podem ser usados vasilhames plásticos”, explica Dantas, que acrescenta, “os clientes também não podem manusear os alimentos com as mãos, devem pegá-los com pegador e colocar em uma cestinha plástica, para a atendente embalar”.


A atenção a cada um desses detalhes é pré-requisito para que as padarias possam funcionar. A vigilância sanitária faz inspeções frequentes e, se encontrar alguma irregularidade, pode pedir mudanças, multar ou solicitar o fechamento do estabelecimento. Descumprir essas regras é prejudicial, especialmente, para os clientes. Um ingrediente vencido, ou armazenado em um local de pouca higiene, pode facilitar a proliferação de bactérias ou até o acesso de roedores, o que certamente causaria danos à saúde de quem consome os pães. Serviços irregulares colocam clientes em risco O pão vendido nas ruas, de porta em porta, tem ganhado adeptos em alguns bairros de Belo Horizonte. A prática parece inofensiva, e às vezes a clientela até se confunde, acreditando se tratar de um serviço oferecido pelas padarias do bairro. No entanto, os balaieiros, como são chamados os ambulantes que fazem esse tipo de comércio, trabalham sem autorização e, por isso, driblam normas de higiene e fiscalização. Sobre os pãezinhos comprados de balaieiros, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, alerta para os riscos: “A aquisição e consumo de produtos de procedência ignorada, sem garantia de sua qualidade, podem causar prejuízos à saúde”. A Secretaria de Saúde também garantiu, através de nota, que a prefeitura não autoriza o comércio de alimentos nas ruas da cidade: “A venda de pães e demais produtos alimentícios realizada por balaieiros e ambulantes é considerada um comércio irregular, sem licença de fiscalização integrada”. A vigilância sanitária sequer pode inspecioná-los, por atuarem na clandestinidade. Cabe ao órgão fiscalizar somente locais de fabricação e comércio de alimentos que atuam de maneira legal. De acordo com Tércio Casalechi Junior, assessor da Amipão, essa prática cresceu junto com a crise econômica do país, e as regiões de Belo Horizonte mais afetadas são a leste, a norte e a nordeste. “É um comércio que infringe várias questões legais. Não paga imposto,

não emite cupom fiscal, vende pães por unidade, e sem critérios de higiene, além de descumprir o código de trânsito por causa da largura do balaio”, afirma. Amipão apresenta denúncia à prefeitura Embora de procedência desconhecida e sem garantia de segurança e qualidade, o pãozinho que bate de porta em porta tem afetado a movimentação de padarias de regiões onde os balaieiros atuam. Tammara Viana, sócia da Panetteria Gerais, localizada no bairro Paraíso, em Belo Horizonte, conta que, depois que o fluxo de trabalhadores ambulantes cresceu na vizinhança, sentiu uma queda de 20% na quantidade de clientes que entram na loja diariamente. “O que significa muito, já que a crise os obrigou a baixar o ticket médio nas compras”, comenta. Para que não sejam prejudicados a segurança da população e o bom funcionamento dos estabelecimentos comerciais que atuam dentro das normas e legislação, a Amipão vem pressionando o poder público a tomar providências. “Ao longo dos últimos anos a Amipão fez intervenções, pediu ações da prefeitura, tirou fotos, e nada aconteceu. Há poucos meses fomos procurados por um grupo de donos de panificadoras pedindo ajuda para uma região, e decidimos fazer diferente”, relata Tércio Casalechi Junior. “Levamos essas pessoas à uma reunião na prefeitura e discutimos juntos o assunto. Como resultado, o poder público se prontificou a por pessoal em campo para identificar e combater a prática”. A Amipão também denunciou 7 lugares que, segundo apuração, estão fornecendo produtos alimentícios para vendedores ambulantes. “Nós tivemos resposta sobre 5. Destes, dois foram notificados por não apresentarem documentação, e três a prefeitura considerou que não fornecem para balaieiros”, conta Casalechi. O próximo passo da associação é fazer uma investigação. “Vamos fazer novos levantamentos para apresentar à prefeitura informações mais detalhadas”, garante o assessor. O panificador que se sentir lesado pela atuação de balaieiros e desejar fazer uma denúncia pode entrar em contato com a Amipão: (31) 3282-7559 •

“A venda de pães e demais produtos alimentícios realizada por balaieiros e ambulantes é considerada um comércio irregular, sem licença de fiscalização integrada”

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nutrição

tem n a r a g e s e a d t a is id ação n l o a i u c i c q Nutr rança, a panifi no time segu omia n sional da áerefíacios à econ um profise trazer bcelniente

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de de vida, preocupadas em manter uma alimentação balanceada, em saber o que comem e conhecer a procedência desses alimentos”, explica Fernanda Porto, nutricionista, sócia da panificadora Seleve e diretora da Amipão. Pelos clientes apresentarem essa demanda, a presença do nutricionista na panificadora torna-se um diferencial. “Muitas vezes não sai na etiqueta a tabela nutricional. Ou o cliente tem dúvidas sobre a leitura do rótulo, ou acha que as informações não são de verdade. Por isso, o nutricionista faz o rótulo corretamente e orienta o consumidor”, diz. De acordo com Fernanda, a presença de um especialista da área no quadro de funcionários é sinônimo de maior satisfação. “Um dos retornos é a segurança do cliente ao saber que tem um profissional capacitado acompanhando todos os processos”, afirma. Isto porque, além da possibilidade de tornar a composição dos produtos mais transparente, fornecendo informações mais precisas nos rótulos e sanando eventuais dúvidas na loja, o nutricionista atua também na fábrica, garantindo a qualidade de tudo que é produzido. “Nem a gestão de produção é feita por um profissional qualificado. O nutricionista, como tem todo o conhecimento da área, pode ajudar num resultado mais positivo, com padronização de receitas e mapa de produção”, afirma Fernanda. Segundo a especialista, em muitos casos o nutricionista é chamado apenas esporadicamente, para implantar as boas práticas de produção, que garantem a higiene dos alimentos. No entanto, com um profissional à disposição diariamente, é possível fazer algumas modificações positivas na produção e sentir o resultado do trabalho no orçamento. “Com padronização, pré -pesagem e ficha técnica você diminui muito o risco de desperdício. O nutricionista, por ter todo o conhecimento técnico de boas práticas, higiene e produção, seria um profissional muito interessante para ser responsável por toda a gestão da produção”, defende.

Fernanda recomenda que nutricionistas sejam responsáveis por toda a produção

Novos projetos para a área Pensando nisso, a diretora da Amipão já começou a planejar um curso, em módulos, para estudantes e profissionais que desejem atuar em panificadoras. “Na grade curricular da nutrição não tem uma matéria de panificação. O profissional que se forma e vai para a padaria chega muito cru. Então, a ideia é fazer um curso voltado a quem já atua em padaria e a quem quer ir para área, para que o profissional seja melhor utilizado”, conta. A sócia da padaria Seleve garante aos colegas nutricionistas que a área é um bom direcionamento para a carreira, com amplas possibilidades, mas ressalta a importância de cursos focados na panificação. “O panificador quer contratar um profissional que tenha experiência, que vá agregar alguma coisa. Por isso, o curso vai ser importante para capacitar nutricionistas para que façam um trabalho mais efetivo e, consequentemente, aumentar o piso salarial nessa área”, afirma Fernanda. •

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POP Procedimentos Operacionais Padrão

Bobó de camarão Rendimento: 10 copos de 250ml • Custo total aproximado: R$ 29,67 INGREDIENTES

QUANTIDADE (gramas)

Preço

Preço (porção)

Água

1000

--

--

Mandioca sem casca

500

R$ 3,99/Kg

R$ 1,99

Camarão limpo sem casca

350

R$ 48,90/Kg

R$ 17,11

Tomate

100

R$ 4,79/Kg

R$ 0,47

Leite de coco

200

R$ 5,00/500 ML

R$ 2,00

Cebola picada

50

R$ 5,49/Kg

R$ 0,27

Creme de alho sem sal

5

R$ 26,70/Kg

R$ 0,13

Azeite

20

R$18,90/500 ML

R$ 0,75

Sal

5

R$ 2,09/Kg

R$ 0,01

Caldo de peixe

5

R$ 4,40/100Gr

R$ 0,22

Suco de limão

10

R$ 3,99/Kg

R$ 0,04

Cheiro verde

*

R$ 2,99

R$ 2,99

Pimenta malagueta

*

R$ 3,69

R$ 3,69

Custo total aproximado da porção

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R$ 29,67


PROCESSO DE FABRICAÇÃO • Cozinhar a mandioca, picar em cubinhos e reservar. • Bater a metade da mandioca picada com a água. • Colocar o azeite em uma panela, fritar o alho, a cebola e o tomate picado sem pele. Após, colocar a mandioca e refogar. • Em seguida, colocar a metade do sal, o caldo de peixe, a água, as pimentas e deixar cozinhar. Se necessário, colocar mais água para atingir o ponto desejado e acrescentar o leite de coco. • Temperar o camarão com o restante do sal e o suco do limão. • Em seguida, aquecer uma panela com um pouco de azeite, refogar o camarão e adicioná-lo ao molho de mandioca. Misturar e retirar do fogo. • Servir bem quente acompanhado de cheiro verde.

Este POP foi aprovado e selecionado pelo Núcleo de Excelência em Treinamento da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado de Minas Gerais “Marta Salej”, localizado no SENAI CFP/ARG. Execução: Larissa Laura Gonçalves Fernandes de Souza

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ambiente

Espaço para todos: Medidas simples garantem acessibilidade a pessoas com deficiência Rampas de acesso, corredores largos e prateleiras mais baixas são alguns dos cuidados que as panificadoras devem ter para seguir orientações da Lei de Inclusão

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Uma atividade prazerosa e cotidiana como comprar o pãozinho pela manhã pode representar dificuldade e frustração quando o cliente tem alguma deficiência, e o estabelecimento escolhido para as compras não se preparou para atender pessoas com diferentes perfis e necessidades. Uma rampa de acesso, placas de sinalização e corredores um pouco mais largos são alguns dos cuidados que, embora pareçam detalhes a quem não conhece os desafios de pessoas com deficiência ou mobilidade restrita, fazem grande diferença. Em alguns casos, a ausência deles exclui clientes que gostariam de fazer suas compras e tomar um café, mas não podem sequer passar pela porta de entrada. “Muitas padarias não foram planejadas para atender esse público, apesar de ser obrigatório seguir a norma NBR 9050, que estabelece critérios e parâmetros técnicos para projetos e construções. Afinal, todos devem ter livre acesso e direito de ir e vir”, comen-

ta a arquiteta Danielle Sarmento, diretora da Sarmento e Melo Arquitetura. Tomar medidas para atender às necessidades de pessoas com algum tipo de deficiência não é só uma questão de empatia. A norma citada por Danielle tornou-se obrigatória em construções em 2015, pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. O texto define que acessibilidade “é o direito que garante à pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social”, e por isso, todo estabelecimento comercial deve ser planejado de forma a viabilizar a circulação de pessoas em cadeiras de rodas, por exemplo, sem que precisem ser carregadas ou ter seus afazeres executados por um funcionário. Com diversos projetos para panificadoras no portfólio, a arquiteta comenta que, quando o assunto é acessibilidade, alguns problemas são mais recorrentes. “A maior dificuldade está no dimensionamento

Corredores largos e prateleiras baixas são imprescindíveis para tornar a padaria acessível

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ambiente

Experientes em projetos para panificadoras, Danielle Sarmento e Flávia Mello sabem unir funcionalidade, acessibilidade e estilo

das áreas de circulação e acesso ao ponto de venda. Os corredores são estreitos, gôndolas e balcões muito altos e nos deparamos diariamente com degraus ou rampas fora do padrão”, explica. A especialista compreende que nem sempre é possível fazer todas as adaptações, mas enumera algumas mais urgentes: “Piso antiderrapante, rampas com inclinação máxima de 8,33%, guarda corpos e corrimões com alturas específicas, elevadores ou plataformas de acesso, sanitários com portas e equipamentos dentro das normas, sinalização de acessibilidade por meio de símbolos (SAI Símbolo Internacional de Acesso), calçadas em bom estado de conservação, vagas reservadas, área de embarque e desembarque, entre outros. Deve-se também permitir acesso de cão guia”. Segundo a arquiteta, em panificadoras de um só pavimento, a adaptação é mais fácil. Mas, em lojas com dois ou mais andares, pode ser necessário instalar um elevador, que é um investimento de alto custo. Embora as mudanças estruturais sejam importantes, a acessibilidade não se resume a isso. “Muitos cuidados extras podem ser adicionados para fazer com que essa experiência de compra seja mais tranquila e até prazerosa”, afirma Danielle, destacando a importância de oferecer carrinhos e assentos, e também de capacitar os funcionários para que atendam adequadamente esse público. “Temos que entender que a acessibilidade não é apenas uma questão física e arquitetônica, mas um processo amplo de inclusão de pessoas com dificuldades reais”, resume. •

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Temos que entender que acessibilidade não é apenas uma questão física e arquitetônica, mas um processo amplo de inclusão de pessoas com dificuldades reais”, diz Danielle

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formação Em parceria com a Amipão, Escola Móvel SESI/SENAI forma 22 novos profissionais qualificados para atuar na panificação Em Formiga (MG), dois alunos já saíram da formatura contratados por padarias Uma escola com equipamentos de ponta e professores especializados, gratuita, que escolhe as cidades onde há indústrias à procura de trabalhadores qualificados e oferece capacitação de qualidade. Assim é o programa Escola Móvel SESI/SENAI, que, em parceria com a Amipão, formou 22 novos profissionais em Formiga (MG). A conclusão do curso de Panificação aconteceu no dia 10 de maio, e os ex-alunos, agora profissionais da área, estão preparados para trabalhar nas panificadoras da região. Para o evento de formatura, que contou com a participação de Vinícius Dantas, presidente da AMIP/ Amipão, a associação convidou os donos de panificadoras de Formiga, para que conhecessem os novos talentos e já tivessem, ali mesmo, a oportunidade de contratá-los. O encontro rendeu bons resultados. Dois formandos já saíram empregados do evento. “Geralmente nós levamos um curso específico para uma cidade que é polo de algo e não tem mão de obra. Por isso, a taxa de empregabilidade é alta”, afirma Joana D’Arc Furtado, gerente do projeto. No caso de Formiga, o curso foi solicitado pelos empresários da região. “Constatamos com a Amipão que realmente existe uma grande demanda. Então, fizemos esse curso para fortalecer o setor”, explica. Ela conta que o perfil do público que procura o curso de Panificação é bem diversificado, e que recebe retornos emocionantes de ex-alunos. Um dos mais marcantes é o de uma pessoa que se matriculou quando era recuperanda da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados - APAC. “Ela se sobressaiu, viu que era isso mesmo que gostava e montou uma hamburgueria”, recorda. Oferecido pelo Sistema FIEMG, o curso de formação básica tem duração de 80 horas e qualidade reconhecida pelas empresas, que fazem questão de buscar os recém-formados profissionais. “O conhecimento é passado porque o ensino é muito prático. Essa forma

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Demanda por mão de obra na região motivou a realização do curso em Formiga

de aprender a fazer fazendo é, sem dúvidas, muito eficaz”, comenta Joana, que afirma que, embora a empregabilidade seja um resultado importante, não é o único do curso. “A mudança na auto estima dos alunos é perceptível na primeira conversa. Depois do curso, eles falam que a vida mudou, estão cheios de planos e sentindo que ampliaram os horizontes”, relata. A Escola Móvel começou a funcionar em 2011 e já formou mais de 61 mil alunos, ao longo de 500 mil quilômetros percorridos e mais de 380 municípios mineiros atendidos. Além do curso de Panificação, em parceria com a Amipão, o Sistema FIEMG oferece também cursos de Confeitaria, Atendimento ao Cliente, Auxiliar Administrativo e outros. •


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padaria de minas

O melhor de cada canto do mundo Para encantar os clientes da Marte Pães, o empreendedor Thiago Silva foi para fora do país atrás de ideias e inspiração Pães especiais e pizzas saborosas são as delícias mais procuradas na padaria administrada por pai, mãe, e dois filhos, e que, como não poderia deixar de ser, surgiu de um almoço em família. A ideia e a oportunidade de criar a Marte Pães, padaria que leva o nome da rua em que está localizada, no bairro Jardim Riacho das Pedras, em Contagem (MG), apareceram em 2003, quando Thiago Silva, a irmã, Thaís Cassiano, e os pais, Ana de Lourdes e José Roberto, foram almoçar na casa da madrinha de Thiago. No trajeto, Thaís comentou que faltava uma padaria na região. Em uma esquina, viu um terreno vazio com uma propaganda de loja de roupa. Thiago, então, entrou em contato para descobrir o telefone do dono do lote. “Era a pessoa que nos atendeu, e ela disse que estava mesmo precisando vender o terreno porque ia

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se mudar para os Estados Unidos”, conta. A família, que já era dona de outras duas padarias, comprou o lote e, em 2005, inaugurou a Marte Pães. O negócio cresceu, e veio o desejo e a necessidade de ampliar. Até que, dez anos depois, apareceu a oportunidade de comprar o terreno vizinho. Em dezembro do ano passado, a Marte Pães foi reinaugurada, com 50 funcionários e o triplo do tamanho original. Nas prateleiras e vitrines, mais produtos de fabricação própria e de revenda. Nos cardápios, pizzas e comida japonesa foram as principais novidades. “A pizzaria é um sucesso que superou nossas expectativas”, comemora Thiago. Outro serviço de destaque é a linha de pães especiais. “A gente vende muita baguete francesa original, pão itaúna, pão de chocolate, e o de vinho com nozes”, enumera.


A cafeteria é um serviço separado da padaria, e que tem um cardápio cheio de opções especiais. “Servimos capuccino gelado, macchiato, espresso, cafés que os clientes pediam e a gente não tinha por falta de espaço adequado. Agora, nossos clientes estão muito satisfeitos”, comemora o empreendedor, que ainda pretende ir além. “Em julho vamos inaugurar, no mezanino, um restaurante self service com almoço e café da manhã”. Para cativar a clientela assídua, Thiago se empenhou. Viajou para São Paulo e Nova York, foi a padarias de destaque, restaurantes e lanchonetes fast food para buscar ideias e inspiração. Passou um ano fazendo pesquisas, e trouxe na mala referências e planos. Alguns deles ainda vão sair do papel. “Tenho a intenção de desenvolver uma linha de gelatos”, divide. O espaço da loja que será dedicado a eles, segundo o empresário, já foi escolhido: “Temos um cantinho especial que deixamos em stand by”. •

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entrevista

“Energia solar fotovoltaica é uma forma de as empresas terem mais autonomia e controle dos gastos, evitando ficarem à mercê de reajustes exorbitantes” Em entrevista, o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Rodrigo Sauaia, fala sobre as vantagens do uso dessa energia limpa e de fonte renovável para os consumidores e o Brasil

Como o senhor avalia a fase atual da energia solar fotovoltaica no Brasil? O potencial está sendo bem aproveitado?

fontes de energia elétrica. E está no começo do aproveitamento. Hoje, o aproveitamento da energia solar fotovoltaica é inferior a 1% da matriz elétrica brasileira.

Rodrigo Sauaia: Esse potencial está começando a ser aproveitado. O potencial da energia solar fotovoltaica no Brasil é gigantesco. Para comparar: o potencial técnico da fonte hidrelétrica é da ordem de 172 gigawatts, se a gente aproveitar todos os rios disponíveis para produção de energia elétrica que existem no país. Um terço desse potencial está na região amazônica, então, dificilmente seria aproveitado. A matriz elétrica inteira do Brasil possui mais ou menos 160 gigawatts. Já o potencial da fonte eólica do Brasil está na faixa de mais ou menos 440 gigawatts. E o potencial da fonte solar fotovoltaica é de mais de 28.500 gigawatts. Então, é muito superior ao das demais

Estamos no caminho para usufruir mais desse potencial?

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O Brasil está atrasado 15 anos no aproveitamento da energia solar fotovoltaica. Seria importante que a gente pudesse melhor desenvolver essa tecnologia. A que se deve esse atraso? De um lado se deve à falta de incentivos para o desenvolvimento. O governo brasileiro demorou para enxergar as oportunidades que essa fonte representa, do ponto de vista da geração de empregos e de renda,


e de avanço tecnológico. Agora, finalmente, o Brasil acordou para essa tecnologia, e o governo começou a realizar leilões periódicos para o desenvolvimento dessa fonte. Mas ainda é preciso avançar e melhorar. Faltam suportes importantes, um deles diz respeito à tributação. A tributação da fonte solar fotovoltaica ainda é muito elevada, tanto sobre a energia quanto sobre os equipamentos fotovoltaicos. Isso gera uma dificuldade para que essa tecnologia chegue de forma mais competitiva à população. O governo precisaria, em um primeiro momento, reduzir a carga tributária sobre a energia solar fotovoltaica e sobre os insumos produtivos dessa tecnologia. E, por outro lado, seria muito importante que o governo desenvolvesse novos meios de financiamento, em especial para pessoas físicas, para que a população que tem interesse em usar essa tecnologia tenha meios de fazer esse investimento. Poucos brasileiros têm condições de investir por conta própria nessa tecnologia, então, é muito importante que essa população com interesse possa fazer uso de linhas de crédito competitivas para o financiamento desses projetos. Fora isso, nós também sentimos falta, como setor, de um programa industrial para trazer mais competitividade para a fabricação de equipamentos no Brasil. Isso poderia ajudar a cadeia produtiva a fornecer equipamentos a preços mais competitivos. E, ainda, outro ponto importante é justamente que o governo realize com periodicidade anual leilões para fontes fotovoltaicas, contratando projetos dessa fonte anualmente. Existe um Projeto de Emenda Constitucional em tramitação que defende a cobrança de royalties pela produção de energia eólica. O relator do projeto, o deputado Heráclito Fortes (PSB/PI), defende fazer o mesmo com a energia solar. A tendência, portanto, é que a produção de energia solar fotovoltaica fique mais cara? A gente entende que essa proposta não tem nem fundamentos técnicos, nem fundamentos jurídicos. Cobrar royalties de fontes renováveis é um contrassenso sem tamanho, não existe justificativa para isso, porque royalty se cobra sobre recursos finitos, e o sol e o vento não são recursos finitos. Outro fator que normalmente leva à cobrança de royalties são danos irreparáveis ao meio ambiente, e essas fontes, na verdade, convivem de forma harmoniosa com o meio ambiente, ajudando inclusive a preservá-lo e a redu-

zir os impactos ambientais das atividades humanas. Porque são formas de geração de energia renovável, limpa, sustentável, de baixo impacto ambiental, que não emitem gases de efeito estufa, portanto bastante corretas do ponto de vista ambiental. E, além disso, trazem empregos locais e empregos de qualidade para a população, ajudando a gerar novas oportunidades para os municípios que recebem esses projetos. Então, não faz sentido, e não é justo, que as fontes renováveis sejam tratadas como são tratadas as fontes poluentes, porque elas não são poluentes, nem prejudiciais ao meio ambiente, e não consomem recursos finitos, são recursos renováveis que estão sendo utilizados em favor ao desenvolvimento da população. Por outro lado, no setor solar fotovoltaico, especificamente, nós temos visto boa vontade e interesse

O potencial da energia solar fotovoltaica no Brasil é muito superior ao das demais fontes de energia elétrica. E está no começo do aproveitamento. Hoje, o aproveitamento da energia solar fotovoltaica é inferior a 1% da matriz elétrica brasileira.

por parte dos parlamentares e dos governos para o desenvolvimento dessa tecnologia. Isso faz sentido, porque a população brasileira apoia maciçamente as energias renováveis, e a solar fotovoltaica especialmente. Mais ou menos 80% dos brasileiros gostaria de gerar energia solar fotovoltaica na sua residência se tivesse uma linha de financiamento competitiva

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entrevista tes renováveis para o país. Então seria, de fato, uma ação negativa e que acredito que não conta com o apoio da população, porque os brasileiros querem mais incentivos para as energias renováveis.

A vantagem de parcerias de segmentos de comércio, serviço e varejo, como é o caso de vocês, na área de panificação, com entidades do setor fotovoltaico, é justamente poder encontrar soluções para aliviar esse peso dos aumentos das tarifas, e para que as empresas ganhem competitividade.

para isso. Então, existe um interesse muito grande da população em fazer uso dessas tecnologias, o que falta é crédito. Segundo pesquisa do Data Senado de 2015, 85% dos brasileiros apoiam mais incentivos do governo para fontes renováveis, então nós temos tudo para avançar e acelerar o uso dessas tecnologias em programas e políticas que contribuam para o uso dessas fontes. E não como esse projeto descabido e injusto que tenta cobrar royalties de fontes renováveis. Parece uma iniciativa muito pouco republicana e muito interessada no desenvolvimento de uma pauta imediatista, que tem como objetivo gerar caixa de curto prazo para os municípios, mas que poderia fazer isso em prejuízo do desenvolvimento de soluções sustentáveis para o Brasil, e destruindo valor das fon-

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Recentemente, a Amipão fechou uma parceria com a Solatio para fornecer energia solar fotovoltaica por um preço 15% inferior ao da energia hidrelétrica. Você acredita que esse modelo de parceria é uma boa possibilidade de democratizar a energia solar fotovoltaica? Eu não posso comentar especificamente a ação de uma empresa, posso falar em visão de setor. Apesar de a Solatio ser uma associada nossa, então, nesse sentido, é super positivo e bacana ver ações como essas sendo desenvolvidas. Eu acho que essa parceria mostra que existe uma demanda e um interesse grande de micro, pequenas e médias empresas de investir em energia solar fotovoltaica. E existe uma grande oportunidade, em especial em estados que têm tarifas de energia elétrica elevada e bom recurso solar, como é o caso de Minas Gerais, de encontrar na energia solar uma solução estratégica para reduzir gastos e ter maior previsibilidade dos seus custos com energia elétrica. Cabe à gente destacar que, apesar de ano passado a inflação ter sido por volta de 3%, o reajuste previsto na Cemig chega a impressionantes 25%. É uma loucura. Acho que poucas empresas têm um aumento no seu faturamento de 25% em um ano. E, nenhuma delas, repassa aumentos de 25% para seus consumidores, porque perderia mercado. As panificadoras não teriam opção, se não fosse justamente pela boa opção de utilizar energia solar fotovoltaica. Essa é uma forma das empresas terem mais autonomia e controle, evitando ficarem à mercê de reajustes exorbitantes. A vantagem de parcerias de segmentos de comércio, serviço e varejo, como é o caso de vocês, na área de panificação, com entidades do setor fotovoltaico, é justamente poder encontrar soluções para aliviar esse peso dos aumentos das tarifas, e para que as empresas ganhem competitividade. Elas [panificadoras] não só vão conseguir se blindar, como vão poder reduzir esse gasto, e, com isso, ter uma economia que aumente sua competitividade no mercado, podendo ofertar preços melhores e ter mais consumidores. •


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marketing

Na Ping Pão, a tradicional decoração junina ganhou mais charme com o verde e amarelo brasileiro

Em clima de

verde e amarelo Copa do Mundo dá margem a promoções e novidades que podem aumentar as vendas e atrair clientes

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Foto: Carina Castro

Às vésperas da Copa do Mundo, as lojas já renovaram os estoques de cornetas e bandeirolas nas cores do Brasil, e as pessoas já começaram a fazer planos para os dias de jogos. Pouco a pouco, o espírito torcedor toma conta do país, e o período da competição esportiva se torna um bom momento para colocar em prática ideias criativas de promoções e produtos especiais. Há quem sinta que, dessa vez, o brasileiro não vai se deixar contagiar pelo entusiasmo das torcidas porque está vacinado, ou traumatizado, pelo desfecho que teve a seleção brasileira no Mineirão. Mas não é o que acredita o publicitário Maurilo Andreas, fundador e diretor de inovação da agência Square Egg. “Conforme for a campanha do Brasil na primeira fase, as pessoas vão se envolvendo mais com a Copa”, opina. Por isso, o especialista defende que os empreendedores não devem deixar a oportunidade passar em branco. “Tem algumas coisas que são muito legais, como mexer no produto. O panificador pode colocar uma receita russa no mix, como algum pão de centeio. Ou criar a broa de Moscou.Ter um produto diferente já aumenta o ticket médio, por despertar a curiosidade do cliente por algo inusitado, e pela oportunidade de consumir um produto que só vai estar lá durante a Copa. Ele quer, pelo menos, experimentar”, afirma. Formada em administração e especializada em marketing, a empresária Rita Miranda Gonçalves, da Padaria Belo Pães, Bagueteria Francesa, e da Casa Sol Embalagens de Papel, também considera a Copa do Mundo uma boa oportunidade de inovar e cativar os clientes. “Eu sei que a produção de uma padaria é muito complicada, mas às vezes o panificador pode pegar um produto que já faz e mudar um pouco a apresentação para ter a ver com a Copa. Confeitar bolo de maneira diferente, dar uma cara temática, usar verde e amarelo, por exemplo”, sugere. Rita também acha importante trabalhar o assunto nas redes sociais. “Pode-se criar uma disputa entre dois produtos da padaria, cada um representando um país e com ingredientes alusivos à gastronomia local”. O presidente da Amip/Amipão, Vinícius Dantas, afirma a importância de envolver a padaria no clima de Copa. “Esse movimento é importante para o comércio, porque as pessoas relacionam o estado emocional delas, aquilo que elas estão sentindo, ao local que frequentam”, explica. Ele incentiva, inclusive, que os empreendedores unam a Copa do Mundo à festa junina. “É uma tradição de Minas, e as duas juntas trazem movimento comercial”, afirma. Na padaria Vianney, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, as surpresas já estão sendo elaboradas. A empresária Isabella Carneiro conta que nas copas anteriores montou kits com guloseimas e refrigerantes para os clientes saborearem em casa, assistindo os jogos, e o sucesso foi tamanho que deve repetir a ideia. “Outra coisa que a gente faz é decorar a loja toda, e todo mundo fica em clima de Copa. Também montamos uma mesa de aperitivos para o cliente levar, e fazemos sanduíches temáticos, com recheios que fazem referência à gastronomia de casa país”, conta.

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marketing Ela também quer trazer o cliente para dentro da padaria, para curtir o jogo saboreando as opções do cardápio. Uma televisão será instalada, e há quem já esteja combinando reuniões com os amigos na padaria Vianney, na hora do jogo. “Se não tiver a televisão, a gente acaba mandando o cliente para outro lugar”, comenta ela, ciente de que os horários matutinos de alguns jogos podem beneficiar as panificadoras. Isabella defende que nem mesmo a crise econômica e o desempenho brasileiro na Copa do Mundo anterior podem provocar desânimo. “Tem que fazer algo, não tem jeito. E se o Brasil não estiver no clima, então vamos criar o clima. Vamos ser os responsáveis pelo envolvimento melhorar”.

No espírito de Copa, Bunge dá prêmios para panificadoras e clientes Para incentivar as panificadoras a entrarem no espírito esportivo, a Bunge Alimentos lançou uma promoção que vai deixar todo mundo feliz. Nas padarias que aderirem à campanha Apãoxonados, os clientes que comprarem seis ou mais pães concorrem a prêmios como geladeira, liquidificador, batedeira e até carro. Mas não é só o consumidor que sai ganhando! A panificadora também se dá bem: ganha prêmios em dinheiro para dividir entre os funcionários e R$ 5 mil para o estabelecimento.

Precisa de ajuda? Aqui vão algumas sugestões! O publicitário Maurilo Andreas tem boas ideias para quem quer aproveitar o evento esportivo para atrair e fidelizar clientes: • Crie cestas de produtos para quem vai ver o jogo em casa. Algumas partidas serão às 9 da manhã, outras, às 11. Mesmo os jogos que acontecerão durante a tarde poderão ser bons momentos de para um lanche; • Produtos exclusivos, como um pão com inspiração russa, deixam o cliente curioso, tanto pela inovação, quanto pela oportunidade de consumir algo diferente e que estará disponível por tempo limitado; • As panificadoras que têm espaço para isso, podem instalar uma televisão para os clientes se reunirem na hora dos jogos. Para atraí-los, faça alguma promoção, como um preço fechado e com desconto pelo café da manhã; • Faça um bolão com os clientes. Quem acertar mais placares, ganha uma cesta de produtos.

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Fotos: Carina Castro

Com cara de Copa Para entrar no clima do evento esportivo, não pode faltar uma decoração temática no ambiente. E uma maneira de enfeitar a padaria com charme e criatividade é unindo a Copa do Mundo à festa junina. Desse casamento nascem ideias cheias de brasilidade, como bandeirolas em verde e amarelo, chitas estampadas nas cores da bandeira, e a palha dando um toque rústico à decoração. A designer de interiores Magda Gonçalves encanta os clientes das unidades da padaria Ping Pão criando decorações temáticas. Em uma das lojas, usou fogueiras, balões e chapéus nas cores do Brasil. Na outra, utilizou os recursos do ambiente para preencher todo o teto com tecidos nas cores verde e amarelo. “Primeiro eu visito o local e entrevisto a pessoa, o dono da padaria, da loja, ou da casa. Procuro saber as necessidades dela e se tem alguma intenção de usar cores específicas, ou outra exigência. A partir disso faço um projeto, e então passo para a execução”, conta a designer. “Às vezes, descobro durante a execução que algumas coisas não são viáveis. Alguns materiais não podem ficar em contato com o alimento, a altura de algo não pode ser mudada… E, depois, faço ajustes para o cliente ficar mais satisfeito”. Ela conta que o segredo de uma boa decoração está em usar a criatividade. “O primeiro passo é ima-

A designer de interiores Magda Gonçalves indica planejar a decoração antes de comprar os apetrechos

ginar e criar. Depois, verificar as condições de aplicar essas ideias no ambiente, considerando medidas, pé direito, e o que já tem no local”, explica. O olhar do decorador também faz diferença no resultado do trabalho. “A decoração é feita de detalhes. São eles que dão realce. Não é só colocar elementos, encher de objetos. Tem que ter uma ideia considerando o todo”, afirma. Para quem sente que não nasceu com talento artístico o suficiente para decorar, mas faz questão de colocar a mão na massa, Magda oferece um serviço de consultoria. “Se a pessoa quiser executar o projeto, eu vou com ela à loja e escolho todo o material”, conta. No entanto, nem sempre o trabalho acaba aí. “Geralmente, a pessoa vê que não dá conta e me chama para concluir o projeto”. A designer revela que decorar uma loja grande, com mais de um ambiente, custa, em média, R$ 2 mil, incluindo material e mão de obra. Mas ressalta: “Os objetos de decoração podem ser guardados e reaproveitados em outras ocasiões”. •

Contato: Magda Gonçalves: (31) 98543 8269 Instagram: @magdagoncalves_ Facebook: fb.me/magdagoncalvesd

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inovação

Muito além do pãozinho: Panificadoras agregam serviços para impulsionar vendas

Além do tradicional pão francês, padarias oferecem almoço, happy hour e até comida japonesa. A tendência vem crescendo em Belo Horizonte, e quem apostou nela garante que dá bons resultados

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Na Panificadora Portugal, buffet de café da manhã, almoço e caldos deixam a loja movimentada durante todo o dia

Em um momento em que muitos setores se queixam da crise, a indústria da panificação está se reinventando. Em Belo Horizonte, algumas padarias estão deixando o jeitão tradicional no passado e adotando novidades que trazem frescor, dinamismo e uma boa alavancada nas vendas. As novidades são serviços que antes eram divididos entre lanchonetes e restaurantes, e que agora o consumidor pode encontrar em um só lugar, como almoço, happy hour e pizzas. O empresário Joel da Silva, da Panificadora Portugal, conta que investiu em uma reforma para ampliar a produção e agregar novidades. “Em 2013 fizemos uma reforma geral que mudou tudo, todo o layout da loja. Antes, era uma padaria tradicional, de pães, confeitaria e mercearia. Eu fui vendo as tendências, ouvindo o que o público queria, e decidi mudar todo o jeito de trabalhar”, recorda, “construí uma padaria com mais estrutura e puxando para o gourmet”. Hoje, a Panificadora Portugal tem um café da manhã colonial que aos fins de semana lota os 55 lugares disponíveis. Além desse sucesso, tem também almoço,

happy hour e um festival de caldos. “Nessa época de frio, a venda de caldos triplica”, conta Joel, revelando que a padaria chega a vender 50 quilos por dia, e que essa parte gourmet é responsável por 40% das vendas. O almoço também rende bons resultados. São 90 kg de comida vendidos por dia e, segundo o empreendedor, é essa a refeição responsável pelo fluxo de caixa do meio-dia às duas da tarde. “Em padaria esse é um horário morto. Se não fosse o restaurante, não teria movimento nesse momento”, comenta. De olho nessa tendência, o empresário Rafael Vieira, da Hangar dos Pães, passou cerca de 7 meses idealizando a padaria. Inaugurada há 6 meses, ela já nasceu com estrutura para sushi, almoço, buffet de massas, pizza, jantar e pães artesanais. “Nós buscamos coisas inovadoras no mercado para trazer a Belo Horizonte algo diferente. Eu tenho clientes que tomam café, almoçam, fazem lanche da tarde e jantam na padaria. E também fazem reuniões de trabalho”, afirma. O empreendedor explica que esse formato já funciona há algum tempo nas padarias paulistanas. “Eu acho que isso já acontecia aqui também, mas não era

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inovação em tão grande escala quanto foi proposto na Hangar dos Pães. Foi uma aposta inovadora, e um risco que nós assumimos”. Valeu a pena arriscar, pois a aposta não só foi bem recebida como passou, em poucos meses, a ter uma procura maior do que o esperado. “Tínhamos 120 lugares e estamos aumentando para 200. O buffet não tinha almoço e no segundo mês tive que colocar, por demanda dos clientes. E hoje já temos um fluxo muito interessante nessa faixa de horário”, conta. Com 75 funcionários e uma estrutura à parte à padaria para atender os buffets, a Hangar dos Pães foi criada em parceria com a empresa de equipamentos Penatec. “Nós recebemos seis donos de padarias por dia para conhecer o conceito. Nossa produção é toda planejada para mostrar o que a gente pode fazer com menos gente, maior qualidade e agilidade”, explica Rafael. Planejar a estrutura e a logística de uma panificadora que vai agregar todos esses serviços é mais complexo. Mas o investimento, ele garante, vale a

pena. “O serviço tradicional de panificação é um percentual importante da nossa receita, mas não é o mais representativo”, revela. Na visão de Vinícius Dantas, presidente da Amip/ Amipão, essa ampliação dos serviços das panificadoras é mais do que uma tendência. “É oportunidade. Um estabelecimento que abre das 11 às 14h tem um custo muito alto de locação. Em contrapartida, a padaria, que tem aquela jornada de 6 às 22h, se fizer adaptações, tem um custo menor, porque o aluguel já está inserido na atividade. E também tem a possibilidade de envolver a mão de obra que já tem, já que no horário de almoço não teria tanta atividade”, comenta, “então, a adequação das padarias para esse formato, dada a sua jornada, é mto interessante”. Embora alguns empresários acreditem que o consumidor mineiro é resistente a mudanças, Dantas afirma que há público para essas novidades. “Quando o consumidor percebe que é econômico para ele, quebra qualquer paradigma de resistência. A padaria tem que ousar”, incentiva. •

Na Hangar dos Pães, serviços como almoço e jantar foram apostas que deram certo

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Os 120 lugares deixaram de ser suficientes para os clientes da Hangar dos PĂŁes e foi necessĂĄrio ampliar

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impostos Dia da Liberdade de Impostos conscientiza sobre alta carga tributária Empresas participantes disponibilizaram produtos sem impostos sobre preços Um dia para o consumidor adquirir produtos sem impostos embutidos no preço. Essa é a proposta do Dia da Liberdade de Impostos, iniciativa da Câmara dos Dirigentes Lojistas - CDL/BH, apoiada pela Amipão, que aconteceu em 24 de maio. Esta edição do DLI teve mais de 820 empresas participantes, de diversos setores, e proporcionou aos consumidores comprar mais de 650 mil ítens com descontos. “O objetivo do DLI é conscientizar a população sobre a abusiva carga tributária do país, que está entre as mais elevadas do mundo. No dia da ação, diversos estabelecimentos da capital comercializam produtos e serviços sem a incidência de impostos, mostrando assim como os tributos interferem no valor de cada item e no custo de vida da população”, comenta Bruno Falci, presidente da CDL/BH.

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O presidente da CDL/BH destaca que, mesmo com os elevados impostos, a população não se sente recompensada, já que os serviços públicos deixam a desejar. “Com o DLI, ressaltamos a necessidade de uma reforma do sistema tributário, pois os impostos só aumentam a cada dia”, defende. De acordo com Vinícius Dantas, presidente da AMIP/ Amipão e dono da Ping Pão, o DLI foi sinônimo de aumento nas vendas. “Para nós foi um sucesso. Houve muita procura de clientes e um aumento de cerca de 12% nas vendas, afirma. O DLI contou com o apoio da Amipão e a adesão de 30 panificadoras. Para Dantas, a participação do setor é importante, pois além dos resultados nas vendas, há a conscientização dos clientes sobre as altas taxas tributárias. •

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REFORMA trabalhista Com credibilidade e voz ativa, sindicatos defendem interesses das categorias frente a governos Reforma trabalhista modificou regras, mas entidades continuam fundamentais ao fortalecimento dos representados Antes compulsória, a contribuição sindical tornouse facultativa após a reforma trabalhista. A mudança foi alvo de críticas de organizações sindicais, e não à toa, pois gera impactos diretos sobre a atuação das entidades, que dependem da receita proveniente das contribuições para representar a categoria. Mas, mesmo sem a obrigatoriedade, muita gente, de diferentes setores e categorias, optou por continuar pagando uma taxa mensal ao sindicato. De acordo com a advogada Verônica Alvares, gerente de relações trabalhistas da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o principal motivo para contribuir é ter os interesses da própria categoria defendidos frente às esferas governamentais. “O mais importante é a atividade de representação, porque uma andorinha sozinha não faz verão”, diz a especialista, argumentando que mesmo os donos de empresas se beneficiam quando se unem politicamente. “Isso fortalece as ações setoriais, que colaboram efetivamente para a competitividade das empresas”, afirma Maria Rita Santana, assessora de relações sindicais da FIEMG. Ela reitera que, além da voz ativa, o sindicato possui credibilidade. “E é por meio do associativismo que pleitos isolados podem se transformar em demandas setoriais e ganhar força frente aos públicos de interesse das empresas – governos, sociedade, fornecedores e clientes”. Por isso, a assessora frisa a importância de colaborar ativamente com a manutenção do sindicato. “É

preciso que as empresas a ele associadas o apoiem e se juntem para defender o setor. O associativismo e representatividade andam sempre juntos, um fortalecendo o outro”, diz. Outra vantagem da contribuição é que ela mantém os benefícios que o sindicato patronal oferece. Maria Rita enumera alguns: “Apoio às negociações coletivas, acesso aos produtos e serviços do Sistema FIEMG, parcerias com instituições de fomento, orientações estratégicas e informações relevantes sobre o setor, educação profissional e soluções inovadoras tecnológicas, segurança, saúde e qualidade de vida do trabalhador por meio do SESI, além de descontos especiais em algumas soluções da FIEMG”. José Batista de Oliveira, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação - SIP/Amipão, destaca as ações junto À FIEMG e Governo Federal, além da feira SuperMinas, e de cursos, workshops e difusão de informações, como as orientações para adequação à norma NR12, como algumas das atividades sindicais mais importantes, e que seriam prejudicadas sem a contribuição. “Os sindicatos fomentam o desenvolvimento. Onde tem um sindicato atuante, em qualquer região do país, é notório que a panificação é mais desenvolvida, e que as coisas acontecem”, diz Batista. Contribuir é simples e, para fazê-lo, basta entrar em contato com o Sindicato da Indústria de Panificação – SIP/Amipão, pelo telefone: (31) 3282 7559. •

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economia Alta do dólar e safra ruim na Argentina deixam o pão mais caro Aumento no preço do trigo encareceu a produção dos pães, mas especialista acredita em melhora no segundo semestre O aumento de 50% no preço do trigo, entre março e maio, tem preocupado panificadores. O encarecimento da farinha, base da produção de boa parte dos produtos de uma padaria, fez os gastos subirem, e o aumento no preço de pães, bolos e outras massas já é anunciado nos noticiários. “Há bastante tempo não vínhamos repassando aumentos para o consumidor final, por uma questão de mercado. Mas, com a alta do trigo, mais o aumento de 25% na energia elétrica, eu acho pouco provável que o setor da panificação consiga absorver tantos gastos”, comenta José Batista de Oliveira, presidente da SIP/Amipão. Batista lamenta que tudo tenha acontecido em um período tão difícil para o país. “Essa situação veio num momento péssimo, porque o mercado está realmente fraco, a demanda não está aquecida. Na minha avaliação, não é um momento propício para aumentar preços, mas eu fico imaginando que não terá uma outra saída a não ser repassar o mínimo necessário”, diz. A disparada nos preços tem duas causas: a alta do dólar, moeda em que a matéria-prima é cotada, e que só neste ano valorizou mais de 12%, e a safra argentina. Embora o Brasil também seja produtor de trigo, só 50% do que é consumido no país é plantado aqui. A outra metade vem de países vizinhos. “A maior parte das importações vem da Argentina, mas um pouco é do Paraguai e Uruguai. Quando Argentina não tem trigo, precisamos buscar nos Estados Unidos e Canadá”, explica Claudio Zanão, presidente

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da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi), “neste ano, a safra argentina, por problemas de clima e de ordem social, política e econômica, está com menor volume. Nos Estados Unidos e Canadá temos um frete maior, e uma tarifa externa comum de 10%, que estamos pleiteando junto ao governo federal a liberação, já que não tem trigo no Mercosul”. Zanão afirma que sempre há um pequeno aumento nessa época do ano, por ser um período de entressafra. Mas que, no segundo semestre, há a possibilidade de os preços baixarem, já que chega o período da colheita de trigo brasileiro. Mas, pondera: “Também precisaremos de um bom presidenciável, para que o câmbio estabilize”. •


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Revista Amipão n. 132, de maio/junho de 2018.

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