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Revista para famílias do bairro Anchieta e região | nº21 | out.nov./18

em casa

Nós por eles A melhor criação dos filhos é a maior preocupação de todo pai e mãe. Reunimos dicas preciosas sobre essa questão com feras no assunto

educação

bem-estar

na sua mesa

A importância do brincar e do espaço lúdico p.4

Saiba mais sobre a técnica da “barriga negativa” p.11

Frutas para criança nenhuma botar defeito p.15


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editorial

Nossos filhos acima de tudo

Não há pai ou mãe que eu conheça que não tenha como prioridade absoluta de vida seus filhos. E não há tarefa mais contínua, desafiadora e complexa do que a criação e educação deles por nós, pais. Eu tenho duas joias em casa. Duas pessoas maravilhosas, de quem eu tenho a honra e a responsabilidade de ser mãe. Apesar de todas as demandas e de, sempre e espontaneamente, me colocar individualmente em segundo plano, me vejo privilegiada por isso. Afinal, o bem -estar deles torna-se o meu. A alegria deles é o que me faz bem. E, assim, vamos seguindo juntos nessa caminhada milagrosa de sermos uma família. Nessa edição, convidamos três psicólogas atuantes, estudiosas e respeitadas, que vivem, diariamente, muitas das questões referentes à criação e educação de filhos, para dividirem conosco um pouco do que sabem e vivenciam em seus atendimentos e diálogos sobre questões fundamentais das relações entre pais e filhos. Além disso, dicas culturais e de bem-estar, comidinhas e sugestões de compras no bairro também recheiam nossa edição de outubro. Obrigada por nos receber, boa leitura e, mais uma vez, sinta-se sempre bem-vindo à nossa Anchieta em Casa. Um beijo carinhoso,

Carolina Lentz

em casa Anchieta em Casa é uma publicação da Gíria Design e Comunicação Av. Francisco Deslandes, 869/1.103 Anchieta. Tel: (31) 3222-1829 Projeto gráfico, design e redação: Equipe Gíria Jornalista responsável: Nathalia Ilovatte - MTE: 0069528/SP Tiragem: 7.500 exemplares Distribuição: BH Home (gratuita, de porta em porta) Foto da Capa: Banco de Imagens Cartas à redação e sugestões: anchietaemcasa@giria.com.br Para anunciar, ligue: (31) 3222-1829 fb/anchietaemcasa

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educação

Por Larissa Porto de Oliveira

Terapeuta ocupacional na escola Trilha da Criança Centro Educacional. Pós-Graduanda em Neurociência e Educação.

O brincar e a importância do espaço lúdico Segundo a neurociência, na primeira infância – faixa etária de zero aos seis anos – o cérebro atinge seu potencial máximo para estabelecer novas sinapses, que são formadas em resposta aos estímulos vindos do ambiente e captados pelo cérebro por meio dos sentidos do corpo humano, que vão além dos conhecidos tato, olfato, paladar, visão e audição. Dessa forma, conseguimos interpretar e compreender as situações. Por isso, é importante cuidar do ambiente em que a criança vive, gerando motivações para que se mantenha uma rede neuronal extensa. Em longo prazo, espera-se que esses estímulos fortaleçam as conexões neuronais, a ponto de favorecer o desempenho em determinadas habilidades, que terão impacto até a vida adulta. As conexões que forem pouco usadas serão excluídas da rede neuronal. A maior parte dos estímulos que a criança recebe vem da rotina, em atividades da vida diária, como o banho, a alimentação e a higiene pessoal. Tem-se, então, a possibilidade de torná-la divertida, descontraída e respeitosa, afim de que a criança participe ativamente e desenvolva a autorresponsabilidade, a independência e a autonomia, habilidades requeridas para toda a vida. Nesse sentido, as brincadeiras tornam-se a base para um desenvolvimento infantil saudável. Brincar é para a criança o que o trabalho representa para o adulto: o momento de maior responsabilidade, importância, dedicação e prazer. É quando a criança se coloca no mundo, enxerga possibilidades, expressa seus sentimentos, constrói e testa hipóteses. Portanto, é desejável criar cenários e condições favoráveis para estimular a sua criatividade, imaginação e habilidades para resolver problemas. Por meio das brincadeiras, as crianças colocam-se no papel de protagonistas. Assim, têm a oportunidade de observar, testar (por meio da imitação) e repetir, criando um ciclo infindável e repleto de possibilidades. A cada repe-

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tição, surgem novas experiências e conclusões, que favorecem o processo de desenvolvimento e aprendizado. O aprendizado na primeira infância também está relacionado à qualidade e à diversidade das experiências. Para que seja contextualizado e significativo para a criança, é importante que os estímulos sejam adequados à faixa etária e tenham uma linguagem acolhedora. A criança brinca o tempo todo. O constante processo de aprendizagem requer ambiente enriquecido, atividades e materiais variados, que proporcionam experiências e situações diferentes, além de múltiplas possibilidades. Texturas, temperaturas, cores diferentes e objetos passíveis de transformação são elementos que, quando combinados, permitem que a criança crie e descubra funções. Objetos não estruturados, tais como caixas, potes e panelas são ótimos exemplos de materiais ricos em estímulos sensoriais, além de sustentáveis e acessíveis. Faz-se importante pensar no brincar em contato com a natureza, em lugares que oferecem elementos ricos em possibilidades e sensações. O contato com outras crianças é fundamental, pois, a aprendizagem colaborativa favorece o desenvolvimento de habilidades sociais como a comunicação, o relacionamento e a empatia. Brincar é prazeroso! Aproveitar os momentos com os filhos e com as crianças próximas para brincar, se divertir e gargalhar aumenta nossa sensação de bem-estar e estado de plenitude. Criança brinca. Eu brinco. E você, brinca?


cultura

dupla de palhaços mais crianças Aanimada da televisão retorna a Belo Horizonte com o novo espetáculo Parque Patati Patatá Circo Show. O show traz um universo cheio de cores e encanto, onde as crianças poderão ver de pertinho e interagir com os personagens mais conhecidos da série ‘Parque Patati Patatá’. Onde e quando: Até dia 18/11, no estacionamento do Shopping Del Rey, de quintas a domingos, em diversos horários. Quanto: De R$ 25,00 a R% 120,00. Mais informações: (31) 3479-2000.

show

show

BH recebe este mês Almir Sater e Renato Teixeira para o show da turnê AR. Parceiros há mais de 30 anos, com clássicos interpretados pelas vozes de grandes cantores, como Maria Bethânia e Sérgio Reis, a dupla apresenta uma combinação entre grandes sucessos e músicas inéditas, com um refinamento jamais visto. O projeto é inspirado pela união que rendeu os álbuns AR e +AR (lançado no início do ano) Onde: Km de Vantagens Hall. Quando: 20 de outubro, sábado, às 22h. Quanto: De R$ 40,00 a R$ 200,00. Mais informações: www.ticketsforfun.com.br.

O cantor e ex-vocalista do Oasis, Noel Gallagher, e sua nova banda, a The High Flying Birds, se apresentam em BH em novembro. O cantor traz a turnê do último álbum, “Who Built The Moon?”, para o Km de Vantagens Hall e além das canções do novo disco, promete tocar os maiores hits do Oasis. O projeto solo de Noel, que começou em 2010, já foi indicado para diversas premiações. Onde: Km de Vantagens Hall. Quando: 10 de novembro, sábado, 22h. Quanto: Ingressos a partir de R$ 130,00 (meia entrada). Mais informações: www.ticketsforfun.com.br.

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nossa capa

Caminhando juntos O melhor para eles. Isso é o que todo pai e toda mãe deseja para seus filhos. A caminhada da melhor educação, entretanto, não é fácil: apresenta desafios constantes durante todo o percurso. Nesse mês em que comemoramos o Dia das Crianças, conversamos com três psicólogas que lidam, diariamente, com crianças e adolescentes para ouvir o que elas têm a dizer sobre etapas e aspectos importantes na nossa construção como pais.

Que tipo de adulto você quer deixar para o mundo? Por Carolina Dantas Mãe (em construção!) de Gael. Psicoterapeuta sistêmica Educadora parental e facilitadora de relacionamentos certificada pela Positive Discipline Association – PDA/EUA.

Se eu te perguntasse que tipo de adulto você gostaria que seu filho fosse, o que você responderia? Quais qualidades e habilidades de vida teriam na sua lista? Refletir sobre isso é importante, porque se você sabe “onde quer chegar” fica mais fácil escolher o caminho que pode te levar de forma mais segura e eficiente ao seu destino! E por que estou dizendo isso? Porque, quando se trata da educação dos nossos filhos, o modelo que escolhemos afeta diretamente o tipo de adulto que eles serão. A educação “tradicional” sempre utilizou estratégias autoritárias e violentas – como castigos, palmadas, gritos, ameaças, – sustentadas e reforçadas pela crença absurda de que

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só assim as crianças aprenderiam a se comportar ‘bem’ e se tornariam adultos corretos, responsáveis, bem sucedidos e autônomos. Alguns pais recorrem a esses tipos tolerados de violência por acreditarem nessa crença ou por não saberem como fazer diferente. Outros, funcionam no pólo oposto: agem de forma passiva, superprotegem as crianças, não permitem que seus filhos lidem com frustrações ou aprendam com seus erros. Esse modelo parental baseado na permissividade é tão nocivo quanto o modelo baseado no autoritarismo. Já a maioria dos pais oscila o tempo todo entre um pólo e outro dessa régua imaginária: ora são autoritários, ora permissivos.


Não cabe a nós julgar e condenar nossos pais e antepassados pelo tipo de educação que tivemos. Nossos pais foram os melhores pais que puderam ser e dentro das suas limitações nos deram o que conseguiram.

O que as evidências e as pesquisas vêm mostrando é que esses modelos de educação não funcionam se você quer criar filhos emocionalmente saudáveis, autênticos, empáticos, abertos ao diálogo, com habilidades e qualidades de vida que os levem a seguir de forma autônoma e feliz seus caminhos. Basta olhar para nossa geração e seus inúmeros sintomas: depressão, ansiedade, pânico, fobias, suicídios, insônia, relacionamentos abusivos. Não cabe a nós julgar e condenar nossos pais e antepassados pelo tipo de educação que tivemos. Nossos pais foram os melhores pais que puderam ser e dentro das suas limitações nos deram o que conseguiram. Eles fizeram o melhor que poderiam ter feito na época. Hoje, no entanto, temos muito mais informações sobre o desenvolvimento infantil e acesso a conhecimentos, ferramentas e estratégias que antes não tínhamos e que podem nos ajudam a educar de forma diferente da que fomos educados. Isso não é ser contra nossos pais, mas ser contra um modelo violento e abusivo de educação. A Comunicação Não-Violenta e a Disciplina Positiva são dois modelos que nos oferecem ótimos caminhos para criar filhos melhores. Vocês já ouviram falar? Suas ferramentas motivam as crianças e adolescentes a aprender e colaborar; contribuem para aumentar a autoconfiança e a autoestima; estimulam o desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas, possibilitam o controle emocional; modelam relacionamentos saudáveis; encorajam a autonomia e autenticidade e aumentam a conexão e o sentimento de pertencimento e de importância. A crença que está por trás desses modelos não-violentos de educação é a de que para uma criança/adolescente se

comportar bem, antes eles precisam se sentir bem – incluídos, respeitados e importantes. Eles oferecem ferramentas respeitosas, que nos ensinam a educar sem gritos e sem castigos, de forma firme e gentil. Uma criança criada e educada de maneira gentil, provavelmente será um adulto gentil e respeitoso. Uma criança que foi reconhecida e se sentiu conectada tem mais chances de se tornar um adulto autêntico e empático. Uma criança que teve suas emoções e sentimentos validados, provavelmente será um adulto com mais facilidade de reconhecê-los e de se controlar emocionalmente. Uma criança tratada com amor, que se sentiu aceita e importante, terá mais chances de desenvolver habilidades de vida que possibilitam a formação de um ser humano bem sucedido, responsável, autônomo e acima de tudo, feliz! Não faz mais sentido pensar assim?

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nossa capa Como família, o quanto mais a gente puder acompanhar, conversar, orientar, esclarecer as dúvidas e explicitar as ambivalências de uma fase que é de transição, mais saudáveis e seguros os nossos filhos vão ser para entrar na adolescência.

Intermediário: transição da infância para a adolescência Por Anna Cláudia Eutrópio Psicóloga, educadora e Doutora em Educação pela FAE/UFMG. Coordenadora do Nós e Voz Psicologia, Educação e Sexualidade (www.nosevoz.com.br).

A saída da infância para a adolescência é uma fase em que muitas mudanças acontecem e nem sempre as famílias compreendem. A metáfora que eu gosto para traduzir essa transição é a da troca do exoesqueleto. Como que é isso? Alguns insetos têm um exoesqueleto, que são tipo aquelas cascas de cigarras que a gente vê em alguns galhos de árvores. Esse exoesqueleto protege o inseto e o sustenta. Fica confortável enquanto ele está num determinado tamanho. Para crescer, o inseto precisa perder o exoesqueleto, aumentar de tamanho e, então, construir um exoesqueleto que seja confortável para seu novo porte. A transição da infância para a adolescência é exatamente o momento em que você perde um exoesqueleto que te era confortável e ainda não construiu um novo exoesqueleto que vai te proteger para os novos desafios do seu novo tamanho. Então você fica um tempo “na carne viva”, sem uma proteção mais dura, sem uma casca que te sustenta. É um momento em que as emoções estão à flor da pele, que seus comportamentos estão mais inseguros já que ainda não têm a estabilidade de uma “casca” já construída. E, paralelamente, uma série de comportamentos e coisas que davam certo e que funcionavam num determinado período da

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vida não funcionam e não dão certo mais: você precisa largar esse exoesqueleto. Por outro lado, o novo exoesqueleto ainda não tem uma história e experiência para definir o que dá certo e o que funciona nessa nova fase. Esse período de transição gera muita incerteza e muita dúvida e aí a pessoa oscila no pendulo entre ir para a infância e ter alguns comportamentos infantis e ao mesmo querer ser adulto e ter comportamentos que são além da sua idade. É uma experimentação de papéis para encontrar aquele que cabe nessa fase da vida. Tem uma poesia que se chama O Intermediário e que diz disso: o adolescente é o intermediário da vida e escuta muito: “Pare com isso, você não é mais criança. Ainda não você é só um adolescente”. Entre esses duas consignas ele tem que responder: o que eu sou?, o que eu posso?, o que eu dou conta?, o que já é pra mim?, o que que não é mais pra mim? Como família, o quanto mais a gente puder acompanhar, conversar, orientar, esclarecer as dúvidas e explicitar as ambivalências de uma fase que é de transição, mais saudáveis e seguros os nossos filhos vão ser para entrar na adolescência. Com nosso apoio, eles podem crescer e construir um novo


exoesqueleto que os proteja e sustente para as novidades da adolescência: a vivência da sexualidade; a centralidade dos amigos como referência; a mudança na relação com os pais e com a família; os desafios da escolha de projetos profissionais. Um exoesqueleto firme permite que os jovens não cedam

à pressão do grupo e tenham discernimento e sabedoria para saber quais são suas raízes, quais são suas verdades, quais são suas opiniões. A questão é suportar o tempo de “carne viva” e fazer desse período uma oportunidade para o desenvolvimento integral.

Tenho testemunhado o ruir da hierarquia justa e eficaz nos lares, provocada por pais assustados que temem, no exercício da autoridade, perderem o amor de seus filhos ou traumatizá-los.

O papel dos pais na trajetória escolar dos filhos Por Flávia Fialho Pedagoga e psicóloga educacional e clínica.

Para falar do papel dos pais na trajetória escolar dos filhos eu poderia começar abordando a importância da rotina saudável que preserva boas horas de sono, assegura alimentação saudável ou a prática regular de atividades físicas. Poderia ainda dizer do quanto que o estudo e a leitura precisam ser valor e prioridade no contexto familiar, cabendo aos pais assegurar um espaço adequado e um tempo diário para realização dos deveres como momento privilegiado de estudo. E, com certeza, enfatizaria a importância do brincar livre e do quanto o uso das tecnologias demanda limites claros e urgentes. Mas, não irei por esse caminho! Quero falar da frase que insistentemente tenho ouvido dos pais, qual seja, “O que eu mais quero é que meu filho seja feliz!” Tenho ouvido, incansavelmente, este apelo e propósito parental. Tenho visto pais absorvidos na tarefa de subtrair dores, desconfortos e frustrações da vida dos filhos, atuando como

patrocinadores incansáveis do bem-estar. Tenho testemunhado o ruir da hierarquia justa e eficaz nos lares, provocada por pais assustados que temem, no exercício da autoridade, perderem o amor de seus filhos ou traumatizá-los. Inseguros, culpados, com medo de estabelecerem e sustentarem limites que contrariam, frustram e incomodam, os pais acabam por abandonar o lugar de autoridade e a tarefa de educar. Tarefa intransferível e que, quando não realizada, coloca crianças e adolescentes em situação de abandono e desamparo. Quantos equívocos e dores gestamos na relação pais e filhos. À geração de pais, altamente mobilizada em prol da escolarização e da felicidade dos filhos, soma-se uma geração de crianças e adolescentes por vezes adoecida, queixosa, inapta para os reveses da vida e que não encontra no esforço pessoal os caminhos para a conquista e a construção. Ninguém duvida

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nossa capa da capacidade de nossas crianças e adolescentes para aprender idiomas, dominar tecnologias, questionar e reivindicar direitos, mas por alguma razão, revelam-se emocionalmente frágeis. Crescem acreditando que todo primeiro esforço deve ser traduzido em resultados de sucesso, não havendo espaço para perder, frustrar e errar, afinal nasceram merecedores de uma felicidade que lhes será dada. Em algum momento esquecemos de ensinar-lhes a beleza dos processos de luta, de esforço, de persistência e de determinação. Poupamos quando, na verdade, precisamos encorajar para uma vida que ensina a esperar, a tolerar e a tentar de novo e de novo. Pais, o que verdadeiramente precisamos ensinar no percurso escolar, no cotidiano das trajetórias dos nossos filhos? Se me permitem, vou deixar alguns apontamentos simples, mas que espero serem como luz e norte na desafiadora tarefa de entender que a trajetória é dos filhos. Primeiro, lembrem-se de que os principais instrumentos da ação educativa são a observação e o diálogo. No entanto, o objetivo do diálogo é alcançar certo nível de entendimento e não o atendimento de toda e qualquer demanda do filho. E quando pais e filhos não chegam a um certo nível de entendimento a palavra final é dos pais. E isso por uma razão muito simples, a relação pais e filhos, embora marcada por maior proximidade e afeto, não é e não pode ser uma relação de igualdade. Precisa ser uma relação marcada pela hierarquia, na qual os pais exercem a função social de autoridade, vital para saúde psíquica de crianças e adolescentes.

Minha segunda ponderação ou sugestão é: preocupem-se menos com resultados e cuidem do processo, ensinando a seus filhos a terem abertura para novas experiências, abraçar desafios e não temer a possibilidade do erro. Errar não é fracassar e o erro não faz do seu filho alguém incapaz, incompetente ou menos inteligente. Errar é inevitável, é oportunidade para aprender o que ainda não sabe e assim crescer. Despir-se da obrigação de sempre acertar ativa um forte senso de liberdade. Quem abraça desafios adota uma postura de protagonismo, de co-responsabilidade e não perde tempo imerso em queixas, lamentações e preocupações. Aliás, vale lembrar que quem muito reclama e sente-se vítima libera hormônios do estresse, inibindo o potencial de realização e comprometendo o desempenho. Por outro lado, a ação aliada à gratidão aumenta a produtividade, a satisfação, a esperança, liberando neurotransmissores do bem estar e o sujeito atua no cotidiano de forma mais criativa, energizada e saudável. Sempre digo: da palavra preocupação só precisamos de um pedacinho: AÇÃO. Por fim, ao longo do percurso do educar valorizem o esforço. Elogie o seu filho não pela sua inteligência e seu talento nato, mas pelo seu esforço, pela capacidade de persistir e lutar frente a um desafio e assim crescer e superar. A resiliência e a capacidade de enfrentamento, a disposição para o esforço diário não são inatas e precisam ser aprendidas, pois serão elas que ajudarão seu filho a prosperar. A capacidade de esforço é o maior trunfo que se pode ter na vida.

Odontologia sem medo e sem dor! | Especialista em periodontia | Pós-graduado em Implantodontia (UFMG) | Membro da ABASCO (Associação Brasileira de Sedação Consciente)

Atendimento a pacientes de todas as idades.

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Consultório: Rua Buenos Aires, 136. Sion (fácil estacionamento) Contatos: De 8:00 às 11:30h: (31) 3285-4035 De 8:00 às 17:00: (31) 97339-4530


bem-estar

Por Luciana Rennó

Fisioterapeuta e proprietária da Vita Pilates

Novidade: LPF, a “Técnica da Barriga Negativa” A Vita Pilates é uma clinica de fisioterapia fundada há 16 anos pela fisioterapeuta Luciana Rennó, espaço voltado para saúde, prezando o bem-estar físico e mental dos praticantes. Oferecemos fisioterapia ortopédica e traumatológica, RPG, osteopatia, crochetagem e cadeias musculares, visando o alivio de dores articulares e musculare. Trabalhamos com pilates, PowerPlate, corealign para todas as idades, com o objetivo de fortalecimento muscular, equilíbrio, flexibilidade e também com estética (lipocavitação, radiofreqüência e massagem relaxante). Temos aulas personalizadas ou em grupos. Nossa equipe é formada por fisioterapeutas certificados e em constante aperfeiçoamento. A novidade de que trata esse texto foi trazidaà Vita Pilates pela fisioterapeuta da equipe Claudia Rezende, que licenciou-se em Low Pressure Fitness (LPF) nível 1, 2 e 3, com especialização Wall Series. A LPF também é conhecida como ginástica hipopressiva e é divulgada na mídia como “técnica da barriga negativa”. Trata-se de um programa de treino postural e respiratório, baseado na técnica hipopressiva, miofascial e neurodinâmica, ensinada através dos princípios da neuroeducação.

A sessão de LPF consiste em realizar posturas em um ritmo respiratório conduzido e controlado, combinado com a sucção abdominal (vácuo na barriga), respeitando as particularidades de cada um e suas contra-indicações. Benefícios da técnica • Consciência corporal, em um trabalho para otimizar a postura, corrigir padrões de movimentos inadequados e viciosos; • Melhora do tônus abdominal e melhora da diástase abdominal; • Controle e melhora de incontinência urinária; • Melhora do funcionamento intestinal; • Alivio de dores na coluna. Os atendimentos são individuais, com duração de 30 minutos, de 1 a 2 vezes por semana. Venha experimentar essa nova técnica conosco!

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Boas compras

Leitura para os pequenos Livro “A Casa na Arvore com 13 andare”s de R$ 34,90 por R$ 29,90, na Leitura. F. Deslandes, 900 (Anchieta Garden Shopping) (31) 3504-9300

Veículo de última geração de fofura Brinquedo Velocita 2 em 1, de R$ 349,00 por R$ 299,90, na Leitura/D+. F. Deslandes, 900 (Anchieta Garden Shopping). (31) 3504-9300

Maravilha para a pela Açúcar em óleo de Copaíba e Andiroba, por R$ 96,00, na Avatim, F. Deslandes, 900 (Anchieta Garden Shopping). (31) 2552-0182

Design fabuloso Brinco banhado com ródio negro, com cristal na cor ametista. R$ 115,00, na Beloved, F. Deslandes, 900 (Anchieta Garden Shopping). (31) 2551-2642


Guinness 2019 Guinness World Records 2019 (capa dura), de R$ 99,90 por R$ 89,90, na Leitura. F. Deslandes, 900 (Anchieta Garden Shopping). (31) 3504-9300

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Kit perfeito

Colar banhado com ródio branco e pedra Turmalina Paraíba Fusion. R$ 141,00, na Beloved, F. Deslandes, 900 (Anchieta Garden Shopping). (31) 2551-2642

O kit Banho de Bem-Estar é composto por sabonete cremoso, óleo em creme e creme esfoliante. R$ 98,00, na Avatim, F. Deslandes, 900 (Anchieta Garden Shopping). (31) 2552-0182

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na sua mesa

Frutas lindas e divertidas!

Para comemorar o Dia das Crianças, separamos aqui algumas ideias super legais para inserir mais frutas na alimentação dos pequenos. Com um pouquinho de criatividade, opções saudáveis podem ser mais divertidas e coloridas, do jeito que criança gosta!

picolé colorido Em forminhas de picolé, ajeite pedaços de frutas diversas. Depois, preencha com àgua ou suco de sua preferência. Prontinho! Depois de algum tempo no freezer, você pode oferecer às crianças uma sobremesa saudável, gostosa e divertida! bananas delícia Quer incrementar bananas de uma forma simples e deliciosa? Basta espetá-las em palitinhos de picolé e passá-las em chocolate ao leite derretido e uma farofa de castanhas. Leve à geladeira por 15 minutos e sirva! frutas na casquinha Pique frutas de cores diferentes e as coloque dentro de uma casquinha de sorvete. Usando garfinhos coloridos para servir você incrementar o visual! gelatina na fruta Parta laranjas ao meio. Retire a poupa com cuidado, mantenha as cascas. Faça gelatinas diversas mais consistentes, com um pouco menos água na hora do preparo. O ideal é encher as casquinhas praticamente até o topo. Ajeite as metades das laranjas de modo que o líquido não entorne. Coloque as formas na geladeira por, no mínimo, 4 horas. Depois, é só cortar cada metade em três e pronto!

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Revista Anchieta em Casa n.21  

Revista impressa, de distribuição gratuita, para famílias do bairro Anchieta e região, em Belo Horizonte.

Revista Anchieta em Casa n.21  

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