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Apresentação A Vez dos Inocentes é uma peça de teatro baseada em Death and the Maiden, de Ariel Dorfman, um escritor chileno-argentino que escapou do regime ditatorial de Augusto Pinochet. Já foi encenada por grandes nomes do teatro inglês e norte-americano, como Lindsay Posner e Mike Nichols, e estrelada por atores de renome mundial como Glenn Close, Richard Dreyfuss, Gene Hackman, Juliet Stevenson, Bill Paterson e Michael Byrne. Foi também imortalizada no cinema por Roman Polanski, com os atores Sigourney Weaver, Ben Kingsley e Stuart Wilson nos papéis principais (1994). Fala das sequelas de uma ditadura recente numa determinada sociedade aparentemente livre e sã – mas só aparentemente. Como é que a injustiça do passado recente legitima a sede de vingança ou de “justiça pelas próprias mãos” no presente? Como julgar os inocentes que viraram culpados e os culpados que viraram inocentes? Um envolvente thriller, carregado de suspense e de crescente tensão, onde a inquietação da dúvida acaba maior do que o conforto da certeza. No final, como na vida, é o espectador quem escolhe em quem acreditar, como se fosse mais um dos personagens dentro da história.


Justificativa Paulina, Roberto e Gerardo – os personagens da peça – são boas metáforas sociais dentro do contexto histórico que mais marcou o século XX: o dos regimes ditatoriais, que assolaram a América Latina e a Europa. Paulina representa todos os torturados da ditadura; Roberto representa todos os que aceitaram ser torturadores numa conjuntura sociopolítica específica; Gerardo representa os novos governos. Todos, no fundo, acabam por ser vítimas de uma sociedade que apenas guardou seu antigo tumor “debaixo do tapete”. Esclarecimentos urgem e tardam e é necessário não esquecer. A arte, e o teatro em particular, é, com certeza, uma eficaz e oportuna forma de (re)acender esse alerta na sociedade brasileira, que também recebeu a profunda marca da ditadura. A peça questiona o perigo do abuso de poder, mesmo – ou principalmente – quando chega a vez deste estar nas mãos dos antigos “inocentes”, o que é uma excelente metáfora psicológica para a vida política, mas também para âmbitos mais restritos como os da vida profissional, social e até pessoal. O ser humano moderno oscila, frequentemente, entre a justiça pelas próprias mãos e o dar a outra face. A encenação desta peça acenderá, no espírito de cada espectador, uma reflexão crítica sobre estes valores.


Sinopse Em algum país em tempo de pós-ditadura, Paulina (Carolina Floare) continua vivendo atormentada pela tortura política a que foi submetida quinze anos antes, enquanto seu marido, Gerardo Escobar (Diogo Savala Picchi), um advogado de prestígio, é nomeado para chefiar as investigações das mortes ocorridas durante o regime militar.

Certa noite, Gerardo sofre um inesperado furo no seu carro e é socorrido por Roberto Miranda (Licurgo Spínola). Quando este vai à casa de praia do casal, para devolver o pneu furado esquecido no seu carro, é surpreendido por Paulina, que o reconhece, através da voz, como o homem que a torturou e estrupou nos seus tempos de militância política. Num acesso de sede de vingança - ou justiça? – Paulina decide “julgar” ali mesmo, de forma peculiar e usando a mesma música com que era torturada (Quarteto de Cordas Death and the Maiden, de Schubert), o homem que acredita ter sido o seu torturador, perante a perplexidade do marido, que se torna advogado de defesa do “réu”. Este, por sua vez, proclama incansavelmente sua inocência. Afinal, quem é inocente?


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Ficha Técnica TEXTO

ILUMINAÇÃO

Ariel Dorfman

Thierry Figueira

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO

TRILHA

Diogo Picchi & Carolina Floare

Thiago Picchi

DIREÇÃO

PROJETO

Claudio Tovar

Diogo Picchi & Carolina Floare

ELENCO

DESIGN GRÁFICO

Licurgo Spínola Diogo Savala Picchi Carolina Floare

CF

CENÁRIO + FIGURINO

Clarice Rito

PRODUÇÃO


Os Artistas Claudio Tovar

#DIREÇÃO

Começou sua carreira em teatro em 1972 como integrante do grupo Dzi Croquetes, liderado por Lennie Dale, apresentando-se no Brasil e na Europa. Como produtor, autor e diretor, realizou peças teatrais, muitas delas dirigidas ao público infantil, tais como Sapatinho de Cristal, Simbad de Bagdad, Caixa de Brinquedos, entre outras, obra que lhe rendeu o convite para liderar um programa diário na TV Manchete , o Lupulimpimclaplatopô. Como diretor, ator, cenógrafo, bailarino e figurinista, são igualmente inúmeras suas participações em peças teatrais. Entre elas: Dzi Croquettes, de Wagner Ribeiro e Lennie Dale; Rosa, Um Musical Brasileiro, de Domingos de Oliveira; Elas por Ela, de Marília Pera; Tv Croquettes, Canal DZI, de Claudio Gaya; O Fantópera da Asma, de sua autoria; A Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo; Theatro Musical Brasileiro, de Luiz Antonio Martinez Correa; Lima Barreto, ao Terceiro Dia, de Luís Alberto de Abreu; Circumano, de Ciro Barcellos; Cabaret Brasil, de Wolf Maia e Cininha de Paula; Cabaret Youkali, de Luiz Fernando Lobo; Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Holanda; Havana Café, de Luiz Fernando Lobo; O Baile, de Jean Claude Penchenat. Em 1998, recebeu a indicação de indicação ao Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator. Participou também em comerciais e vários programas de TV, dentre eles as novelas Cheias de Charme e Lado a Lado, na Rede Globo de Televisão.


Licurgo Spínola

#ELENCO

Cresceu em Curitiba e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1994, para cursar a oficina de atores da Globo. Estreou na TV em 1995, no remake de Irmãos Coragem. Protagonizou a novela O Campeão de 1996, pela Bandeirantes. Em 1997, voltou para a Globo para interpretar Egídio na novela A Indomada de Aguinaldo Silva, na qual fez muito sucesso, ganhando o Prêmio Contigo de 1998 de Melhor Ator Revelação. Depois disso, fez participações nas novelas Anjo Mau e Suave Veneno e nos seriados Você Decide e Mulher. De 1999 a 2000, foi o professor de matemática Vitor Maia em Malhação. Brava Gente, O Quinto dos Infernos e Bang Bang foram outros trabalhos televisivos que acumulou até 2006, quando deu vida ao Drº Michel em O Profeta. Voltou para Malhação na temporada de 2008, dessa vez interpretando o vilão Félix Rios. Em 2008, esteve no elenco do filme No Meu Lugar, de Eduardo Valente. Em 2010, após dar vida a Avidal Lossaco na novela Tempos Modernos, assinou com o SBT para integrar o elenco de Amor e Revolução. Em 2013, voltou para Globo, interpretando o Comandante Franco Mantovani, na novela Flor do Caribe, de Walther Negrão. Atuou nas peças Alice do Outro Lado do Espelho, Escola de Mulheres, Gota D’ Água, Bella Cião, Comunhão de Bens, O Jardim do Rei – D. João e o Horto Real, Adoro Mozart e Geração Trianon. Criou a Oficina Teatro Identidade, um projeto independente, que é desenvolvido e criado pelos próprios alunos.


Diogo Savala Picchi

#ELENCO

Aos 13 anos, ingressou na escola de teatro O Tablado, onde estudou com o professor e ator Luiz Carlos Tourinho. Aos 16 anos, participou das aulas do grupo T.U.E.R. J, com professores como Amir Haddad, Antônio Pedro, Betina Vianna, Paulo Moura, entre outros. Em 1994, estreou sua primeira peça como ator profissional, Os Dois Pierrôs, de Edmond Rostant, no Parque Lage. Em 1995, foi para os E.U.A, a fim de estudar Artes Cênicas. Ingressou na Austin College, no Texas, onde se formou em 1999. Neste período, participou como ator em diversas montagens da faculdade e era membro do grupo de comédia Subriliant TV, programa semanal que ia ao ar na rede local, Austin Access Channel. Foi o único aluno a receber uma bolsa integral na prestigiada escola de Artes Cênicas, Lee Strasberg Theater and Film Institute, em Los Angeles, entre 1999 e 2002. Ao concluir o curso, foi convidado para trabalhar na emissora de TV americana, E! Entertainment Television, na qual apresentou o programa sobre cinema Coming Attractions. Na mesma emissora, foi apresentador convidado de outros programas, sobre entretenimento e viagens, como FYE! e Wild On!. Também atuou no cinema, nos curtas Foreign Languages, de Reina Solunaya, e Mortis Path, de Marcos Sigrist, e ainda no Music Video Frustrated at 16. Em 2008, Diogo voltou para o Brasil. Estrelou nos curtas nacionais: O Leilão, com Thiago Picchi, Carla Daniel, e Marco Ricca e A Bunda, com Clarissa Mayoral e Roberto Arduin. Nos palcos, participou da peça Morte Sobre a Lama, dirigida por Ricardo Torres, e Nunca Abra a Porta Depois da Meia Noite, dirigida por Licurgo Spínola. Na TV, ele viveu os personagens Dr. Martin, em Poder Paralelo (Record, 2010); Gabriel, em Marcas da Vida (Record, 2011); Padre Bento, em Amor e Revolução (SBT, 2011/2012); Roberto em Zorra Total (Rede Globo, 2013).


Carolina Floare

#ELENCO

Atriz portuguesa radicada no Brasil desde 2010, vencedora do Prêmio de Melhor Atriz no X Festival de Teatro do Rio de Janeiro (2012) por seu desempenho como Hamlet em Hamlet 2012, peça com tradução e adaptação suas do clássico de William Shakespeare e indicada como um dos três melhores espetáculos do Festival. Sua formação e experiência artísticas, nas áreas do teatro, dança e música, provêm de diferentes cenários culturais, como Portugal, Romênia e Brasil. Iniciou seu percurso teatral no Grupo Cênico da Faculdade de Letras de Lisboa, ainda em Portugal. Já no Rio de Janeiro, atuou junto das companhias Teatro de Roda, Cia. da Boca de Cena, Cia. de Teatro Contemporâneo e Os Inomináveis Cia. de Teatro, onde estudou e trabalhou com os diretores Regiana Antonini, Gilles Gwizdek, Mariozinho Telles, Sílvia Carvalho, Dinho Valladares, Renato Rocha, Marta Cotrim, Denise Milfont, entre outros. Entre 2010 e 2013, atuou, na cena carioca, em Hamlet 2012 (W. Shakespeare), Sete Gatinhos (Nelson Rodrigues), Banheiro Feminino (Regiana Antonini), Crônicas (Artur Azevedo), A Queda da Casa de Usher (Allan Poe), Olhos Verdes (Gustavo Adolfo Bécquer) e ainda em peças de teatro infantil como A Bela Adormecida e Pedro e o Lobo e no musical A Festa no Céu. Participou de dois Ciclos de Leituras Dramatizadas abertas ao público, na Cia. de Teatro Contemporâneo, em Abajur Lilás (Plínio Marcos), como Dilma, e em Um Bonde Chamado Desejo (Tennessee Williams), como Blanche Dubois. Foi assistente de direção do francês Gilles Gwizdek na peça Os Moços Bonitos. Em 2013, participa da série bíblica da Rede Record Milagres de Jesus e, em 2014, já rodou os curtas-metragens A Dívida e Borralheira.


Contato priscilla@zumaleloecriativos.com

(21) 7928-2872

avezdosinocentes.jux.com

PROJETO "A VEZ DOS INOCENTES"  

Peça de Teatro / Drama