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MAIO 2013 Nยบ 0 MENSAL www.aportuguesa.pt

Descobre-te...


4

| Índice

Índice 7 ALTERNATIVA/INDIE Nice Weather For Ducks

9 ELECTRÓNICA DJ Tha Six

11 FADO José Manuel Barreto

14 BACKSTAGE X -Wife

19 INSPIRA-TE Fado Cão

18 METAL A Last Day On Earth

21 POP ROCK Filipe Pinto

23 ROCK Tim

26 DESCOBERTAS 28 PALCO


Editorial |

5

Editorial Bem-vindo ao teu manual da música portuguesa. Entra connosco nesta viagem que é a descoberta dos ritmos portugueses. Descobre-nos e descobre-te... O nosso desafio é provar-te que existem motivos para te orgulhares da tua nacionalidade. Somos música de A a R, dentro e fora de palco. Inspira-te e sê motivo de inspiração. “O que é Nacional é bom”; Podia ser um simples slogan mas tem o seu quê de verdade.

A Portuguesa traz-te todos os meses o que de melhor os lusitanos sabem fazer. Ser português é mais do que saber o hino ou conhecer os recordes do Cristiano Ronaldo. Não basta ter pão e vinho sobre a mesa, saber quem foi Pessoa e cantarolar os Fados da Amália. Mudam-se os tempos, mas a qualidade não se perde, os portugueses de “hoje”, honram os de “ontem”. Um país pequeno mas com alma grande e valor para chegar mais longe. O primeiro passo é teu; faz de ti um português que sabe quem é e do que é feito. A Portuguesa é o teu bilhete; cada página uma paragem, uma sensação. Não fiques de fora, e faz connosco uma boa viagem.

Carolina Ferreira Margarida Gaspar

Direção

Redação

Comunicação

Carolina Ferreira Margarida Gaspar

Carolina Ferreira Margarida Gaspar

Carolina Ferreira Margarida Gaspar

Edição

Design e publicação

Carolina Ferreira Margarida Gaspar

Carolina Ferreira Margarida Gaspar

www.aportuguesa.pt


Alternativa/Indie |

7

Em Leiria... há Quem São:

Nice Weather For Ducks produtor do programa “Portugália” na Antena 3. A música foi bem recebida, e foi-lhes proposto serem uma das bandas da Optimus discos.

Os Nice Weather for Ducks chegam dos arredores de Leiria e são um grupo de amigos na casa dos vinte anos que cresceram a ouvir dizer que a música estava na internet. Cedo concluíram que Influências: não há nada melhor do que assistir Confessam-se viciados em canções a um concerto ao vivo. (de todos os géneros) e no som de instrumentos que mandaram vir “Quack” do ebay. Assim se chama o álbum de estreia Quanto a bandas, inspiram-se destes cinco rapazes. A oportunidade nos sons de Arcade Fire, Fouls, Local Native, Vampire Weekend, Animal surgiu quando apresentaram o single, 2o12) ao Henrique Amaro, Colective

Ensaios: Descobriram que uma sede recreativa sem vizinhos pode ser uma bela sala de ensaios e, num único fim de semana, gravaram um disco inteiro. Quando forem grandes querem “escrever mais canções e tocá-las por todo o lado.”


Electr贸nica |

9


Fado | 11

José Manuel Barreto “um bom fadista tanto é aquele que canta como aquele que ouve”

“Amor Presente” marcou o início da carreira de José Manuel Barreto, corria o ano de 1988. Começou a trabalhar como técnico de equipamentos de electromedicina, mas tinha o fado sempre por perto, num restaurante ao lado de casa. Não tardou em experimentar e rapidamente se apercebeu de que queria fazer do fado a sua vida; “experimentei, gostei e fiquei agarrado”, diz. “Um misto de emoções”, é o que sente ao cantar, e pretende passa-las para o público. José Manuel Barreto, afirma estar satisfeito com o caminho que tem percorrido e revela que, quando escolhe os temas que interpreta, segue o que sente e não o que sabe que vai agradar aos outros; na sua opinião, se lhe agrada a ele, vai agradar por inerência quem o escuta. “Um filho mais novo”, assim

gosta de tratar o seu mais recente trabalho. O que diferencia este novo álbum dos anteriores é “o contexto”. Para José, “numa determinada época canta-se o que é contextual, neste momento, o fado é vida”.

“O Fado não é para quem quer, é para quem pode.” O fado tem crescido, e o fadista reconhece que “parece realmente que se está a tornar moda e isso é grave”. “O Fado é para quem é fadista, para quem gosta, e é para quem gosta de ouvir também. Um bom fadista, tanto é aquele que canta como aquele que ouve.” Ao ser abordado sobre a existência das escolas de fado, José não escondeu a sua desilusão, pois na sua opinião “cantar não se

ensina”, é algo que se constrói com a aprendizagem que se leva dos mais velhos e através da criação de um estilo próprio. “Cada um cada um tem que trabalhar a sua voz, os seus sentimentos para ser ele próprio, para ser diferente.”

“Adorava escrever e compor, mas não fui abençoado com esse dom. Sou apenas o intérprete. escolhe o seu repertório, e o transmite a quem ouve.” “Uma grande honra, uma grande alegria”, é o que sente por fazer parte daquele que é património da humanidade. Podemos ouvi-lo às terças-feiras na “Mesa de Frades”, na Rua dos Remédios, em Alfama, onde é fadista residente.


12 | BACKSTAGE

backstage


BACKSTAGE | 13

O que sempre quiseste saber sobre os teus artistas preferidos. A Portuguesa leva-te ao Backstage.


14 BACKSTAGE


BACKSTAGE | 15


16 | Inspira-te

Inspira-te Está na hora da tua banda sair da garagem... Está na hora de trocares o chuveiro por um microfone a sério... Está na hora de mostrares aquilo que sabes tocar... Está na hora... de trocares as paredes do teu quarto pelas páginas desta revista... Este espaço pode ser teu... Fala-nos sobre o teu projeto, Fala-nos sobre ti... Sê motivo de inspiração... www.aportuguesa.pt


Inspira-te | 17

Fado Cão “A banda de Lisboa que gosta de fazer a festa”, é assim que os Fado Cão gostam de ser conhecidos. Tudo o que precisam é das suas guitarras e de um bombo. Pedro Almeida e David Gigante, são os Fado Cão, um projeto recente mas que promete trazer um novo estilo de música ao país. Eles próprios admitem estar ainda à procura da sua própria sonoridade, mas pretendem deixar claro que o seu nome, e o facto de terem uma guitarra portuguesa, não indica que sejam um grupo de Fado. Ska Fado. O estilo pode não existir, mas é o que mais se aproxima da definição que lhes dá que os ouve. Começaram a tocar juntos por brincadeira e a música aconteceu sobre as influências essencialmente de António Variações e Carlos Paredes. O nome Fado Cão surgiu de um pesadelo do vocalista, em que conta que o nome surgiu várias vezes e em

vários locais; no dia seguinte contou ao David, e após alguma resistência acabou por ficar. “Boa disposição, alegria, essencialmente que as pessoas dancem…”, é o que pretendem transmitir com as músicas.

Os planos de futuro são continuar a escrever e compor e encontrarem um estilo concreto. “Segunda-feira”, está disponível no youtube e pode ser considerada a música de lançamento dos Fado Cão.

“A alegria é uma influência sem dúvida. A sensação, o sentimento de alegria influencia-me bastante.” (Pedro Almeida) As letras surgem de stiuações do diaa-dia. “Há uma que é a do carpinteiro, que é sobre um homem que é carpinteiro ao lado da nossa garagem. Uma vez nós “Porque é que devem ouvir fado estávamos a tocar e saímos para cão? Porque fado cão a rua, para descansar um bocadinho, vai-vos fazer sentir bem, tenho e homem estava a assobiar a melodia a certeza disso e nós queremos da música naquele preciso momento sentir-nos bem, por isso…” e então fizemos uma música p’ra ele. (Pedro Almeida)


Metal | 19


Pop Rock | 21

Filipe Pinto “pego na guitarra e centro-me na composição e vou buscar um bocado de imagens e cheiros e sons, e acho que isso traduz um bocado a musicalidade.”

A música chegou à vida de Filipe Pinto através do avô e do pai, que tocavam bandolim e guitarra respetivamente. Até entrar na sala de casting do programa Ídolos, a música era “uma fuga da rotina”.

“Nós todos temos uma fuga, seja o desporto ou a leitura, no meu caso era mais a música.” A passagem pelo programa Ídolos, fez com que a música deixasse de ser apenas um passatempo. No primeiro casting, estava reticente quanto à hipótese de continuar, pois sabia que isso ia mudar a sua vida.”Aquele mundo que eu tinha antes ia-se expor de certa forma, e esse cantinho que todos nós guardamos, muitas vezes não o queremos mostrar e eu tinha esse receio e outros, como não saber como abordar

uma câmara ou uma foto e isso subiu-me um bocado à cabeça.”, diz. O que também fez com que Filipe estivesse mais receoso, era o facto de não querer prejudicar os estudos. Com esforço e apoio por parte dos professores, conseguiu. “Foi uma fase muito cansativa, desgastante, mas acabou por ser recompensador.”, relembra. Ao vencer o programa, foi para Londres, cumprir o prémio. Refere que foi a estadia na cidade o fez “abrir os olhos” a outras coisas. “No fundo Londres é uma cidade de contrastes, ao mesmo tempo é muito caótica em termos de trânsito e pessoas, mas também tem o lado de paz, o lado de tranquilidade, e acho que consegui aproveitar ao máximo o melhor desses dois mundos.”, afirma. No regresso, trouxe na bagagem mais músicas, letras, conhecimentos e experiência e mais certeza quanto ao futuro.

“É muito bom sentir que apostaram em mim e continuam a ter carinho por mim e a apoiar-me.” “Cerne”, é o nome do seu primeiro álbum. Histórias que lhe contam, situações do dia-a-dia, saudosismo do nosso povo, grito, a revolta, relações interpessoais, quebras de ligações; são exemplos de temáticas presentes nas letras das músicas de Filipe.

“Cerne resume-se ao núcleo, à essência de todos os temas. No fundo, quis implementar esse nome porque traduz a envolvência de todos os meus temas durante 3 etapas da minha vida, antes do ídolos, durante e o depois, juntamente com a parte ambiental.”


Rock | 23

Tim Projeto a solo

Se falássemos em António Manuel, certamente muitos não saberiam de quem se trata. Conhecemo-lo como Tim, alcunha, que lhe foi dada pela irmã quando tinha apenas 2 meses. Na escola, na vida profissional, todos o conhecem assim.

“Lembro-me de andar nas casas das pessoas a sintonizar postos na telefonia, sempre me fascinou como pessoas de tão longe podiam falar connosco.”

O rádio, foi um elemento fundamental para o despertar do seu interesse pela música. Por volta dos 9 anos aprendeu harmónica, aos 13 viola e aos 15 subiu pela primeira vez a um palco. Um projeto a solo, dá-lhe a oportunidade de expressar o estilo próprio; esta vontade, surgiu do gosto pela música acústica, que não explora nos Xutos&Pontapés. Resistência, Rio Grande, grandes bandas onde deixou legado. Decide mostrar agora o trabalho a solo; “Tim e Companheiros de Aventuras” é o nome

do mais recente trabalho. Estão presentes neste disco, colaborações com a Celeste Rodrigues, Vitorino, Mário Laginha, Rui Veloso, entre outros. Tudo o que compõe é em português e diz não conseguir fazê-lo de outra forma.

“Eu só consigo sonhar e exprimir-me em português, é muito mais fácil para mim, muito mais direto e os sentimentos são muito mais verdadeiros.”


24


Editorial | 25


26 | Descobertas | CD’s

Descobertas CD’s


Descobertas | Dvd’s | 27

DVD’s


28 | Palco

Palco


Somos...


A música, sim a música... A música, sim a música... Piano banal do outro andar. A música em todo o caso, a música.. Aquilo que vem buscar o choro imanenre De toda a criatura humana Aquilo que vem torturar a calma Com o desejo duma calma melhor... A música... Um piano lá em cima Com alguém que o toca mal. Mas é música... Ah quantas infâncias tive! Quantas boas mágoas?, A música... Quantas mais boas mágoas! Sempre a música... O pobre piano tocado por quem não sabe tocar. Mas apesar de tudo é música. Ah, lá conseguiu uma música seguida — Uma melodia racional — Racional, meu Deus! Como se alguma coisa fosse racional! Que novas paisagens de um piano mal tocado? A música!... A música...! Álvaro de Campos 19-7-1934



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