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Ana Carolina Alves Santos Portf贸lio


Projecto de Arquitectura


Projecto #1

Projecto paralelo de um Centro Social e de um Centro de Formação Teatral no 10ième arrondissement de Paris. Pretendia-se a concepção de um projecto de Arquitectura no seguimento conceptual e/ou formal de um exercício de Cenografia (ver Cenografia #1) para a peça O Amante, de Harold Pinter. A localização e o programa foram determinados livremente, tendo como ponto de partida uma sala de espectáculos não convencional onde estaria o cenário projectado. O voyerismo, a transparência e a duplicidade foram alguns dos conceitos que se desmultiplicaram de um exercício para o outro: da permeabilidade do dispositivo cénico criado, com duas frentes assumidas, passou-se para uma sala central com duas entradas opostas, com existência independente, dando origem a dois edifícios programaticamente distintos. Assim, duas grandes paredes cegas sustentam a sala num pátio interior, assimilando a introspecção típica dos edifícios parisienses, com as suas fachadas duplas e jardins centrais. Cada uma das paredes corresponde a uma fachada numa rua diferente, assumindo as diferentes funções dos volumes parasitas que dela se enamoram. Dois edifícios, com programas diferentes, mas complementares, levam dois públicos a uma sala central onde a magia e a surpresa acontecem. Planta R/C 1:1000 3 5

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Implantação 1:2000

Corte AA e Alçado Sudeste 1:1000


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Planta 3º andar 1:1000 12

10

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16

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Legenda: 1. Centro Social 2. Centro de Formação Teatral 3. Atendimento ao público 4. Atelier de ocupação de tempos livres 5. Sala polivalente 6. Direcção 7. Sala de reuniões 8. Audioteca 9. Biblioteca 10. Videoteca 11. Biblioteca temática 12. Bilheteira/Bar 13. Sala de espectáculos 14. Camarim colectivo 15. Guarda Roupa 16. Sala de ensaio 17. Zona de apoio ao palco, monta-carga

Corte BB e Alçado 1:1000

Corte DD e Alçado Noroeste 1:1000

Corte CC 1:1000


Projecto #2

Projecto de requalificação da Île Seguin, uma antiga ilha industrial no Rio Sena, a sul de Paris. Numa primeira fase, pretendia-se a criação de um complexo cultural no topo Norte da ilha, que albergasse uma galeria de arte temática, espaços de exposição temporários, e um auditório/sala de conferências. Uma vez que o tema/artista da galeria deveria estar relacionado com o conjunto, a solução passou pela escolha de Mondrian e da sua Composition no.4 como base bidimensional para a formalização do espaço de exposição, e como lógica orientadora da composição de todo o edifício. Piso -1

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Piso térreo

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Alçado Este 1:1000 Piso 3

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Legenda: Piso 4

Piso 5 1:1000

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Corte AA 1:500

11

A

12

A

1. Sala do Pessoal 10. Bar 2. Vestiário Feminino 11. Exposição Mondrian 3. Vestiário Masculino 12. Exposição temporária 4. Armazém 5. Zona Técnica 6. Foyer 7. Sala de Reuniões 8. Escritórios 9. Auditório


Projecto #3

Segunda fase do projecto de requalificação da Île Seguin, com a divisão do terreno em onze parcelas para habitação colectiva e unifamiliar. Cada grupo de trabalho teria de obedecer a um esquema pré-definido que determinava duas zonas: uma construída em altura, correspondente às habitações colectivas, e outra que, não podendo ultrapassar os dois andares, seria exclusiva para as habitações unifamiliares. Os dois edifícios desenvolvidos individualmente situam-se na parte alta do lote atribuído ao grupo, com sete andares cada um. Dois cubos, com a distância de dez metros, que se elevam em paralelo e em constante comunicação, uma vez que o afastamento é contrariado por passerelles a diferentes alturas que unem os seus centros de distribuição. Os apartamentos respeitam a ortogonalidade, e foram pensados com base na simplicidade e abertura dos espaços. A sua composição foi definida através de uma grelha concordante com a entrada dos edifícios, dois volumes rectangulares orientados de forma inversa, que oferecem e estimulam uma direcção de circulação, ao mesmo tempo que encerram o lote.

Ponte pedonal

Galeria de Arte Espaço verde Ponte pedonal Ponte existente Ponte projectada

N

Implantação 1:5000

V

1

Planta R/C

Andar 1,3 e 5


A

Corte AA 1:500

Alรงado Este 1:500

Andar 2,4 e 6

Andar 7 1:500

A


Projecto #4

desCONTAMINAÇÕES

Projecto urbano desenvolvido com Ana Carina Horta e Tânia Teixeira, (para participação na Trienal de Arquitectura de Lisboa sob o tema “Vazios Urbanos”, e posteriormente no concurso SECIL07, vertente Universidades).

A Siderurgia Nacional

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Ao propor um projecto urbano para a antiga Siderurgia Nacional, estruturado em três componentes principais (novo pólo tecno-industrial, novo núcleo urbano, e grande área verde central), procura-se a articulação infra-estruturada de todo um concelho, assentando na ideia de urbanidade poli-nuclear. A Siderurgia e os núcleos históricos complementar-se-ão através de uma rede reforçada de mobilidade, para a qual contribui fortemente a ideia de uma terceira travessia do Tejo, que une Barreiro a Xabregas. O Barreiro, como novo ponto de centralidade da Área Metropolitana de Lisboa faz a ligação com os restantes concelhos, proporcionando fortes interacções funcionais em toda a margem sul do Tejo.


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A Siderurgia Nacional é indissociável de uma identidade industrial que se foi esbatendo no tempo. Pela falência de uma considerável parte das empresas do sector, restam apenas no activo duas unidades fabris de indústria pesada. O sector secundário deve, por isso, fazer novamente parte integrante desta área, enquanto indústria de quarta geração adaptada não só às novas tecnologias e políticas ambientais, como também associada à pesquisa e formação permanente de quadros técnicos especializados. Dada a situação geográfica privilegiada destes terrenos (que facilita a mobilidade entre os concelhos da Margem Sul, e Margem Norte), torna-se evidente a necessidade de criar um núcleo urbano, capaz de responder às necessidades de uma população em crescimento, contrariando a actual tendência de periferização e ocupação aleatória das estruturas 3HUFXUVRVSHGRQDLVH 3HUFXUVRVSHGRQDLVH 0RELOLGDGHV 0RELOLGDGHV FLFORYLD FLFORYLD rurais. Também o sector primário, presente desde sempre é estimulado 3HUFXUVRVSHGRQDLVH 3HUFXUVRVSHGRQDLVHatravés da 0RELOLGDGHV 0RELOLGDGHV nesta região, FLFORYLD FLFORYLD incorporação de terrenos agrícolas numa grande área verde central de drenagem natural da bacia agrícola do Seixal, que integrará, ainda, um jardim urbano, uma zona de recreio e lazer, assim como uma estação depuradora natural.

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Tecnopolo Industrial

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O sector secundĂĄrio surge, neste projecto, sob a forma de Tecnopolo com oito complexos industriais de Ăşltima geração. O antigo forno-alto foi preservado enquanto Ă­cone da arquitectura industrial do inĂ­cio do sĂŠc. XX em Portugal (tambĂŠm como sĂ­mbolo da força da Siderurgia Nacional) e encontra-se agora no topo de uma praça/parque urbano, central no pĂłlo industrial. Aos oito complexos atribuĂ­ram-se duas tipologias base. A primeira (desenvolvida individualmente pela autora), com uma grande pele em vidro, coberta de painĂŠis fotovoltaicos, que conduz a ĂĄgua das chuvas para abastecimento interno e estabilização climĂĄtica, obriga a repensar espaços “interioresâ€? com uma nova abertura. Nesta tipologia, assumem-se os volumes como materialização em bruto de um programa extenso, com vĂĄrias intersecçþes possĂ­veis. A segunda, assume um carĂĄcter educacional, privilegiando a investigação tecnolĂłgica. Atravessada por uma galeria que diferencia a zona pĂşblica da privada, estabelece uma maior relação com a cidade, explorando novos limites programĂĄticos. É tambĂŠm de referir a criação de uma depuradora natural (tendo como referĂŞncia a Lagoa de Harnes, projecto de David Verport) junto Ă  zona industrial e Ă  plataforma de apoio portuĂĄrio, que assegura o tratamento de ĂĄguas residuais de forma natural (atravĂŠs de tanques com fauna e flora adequadas, desembocando novamente no rio). VHUYLoRV

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Tipologia 1

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Cenografia


Cenografia #1

Projecto de cenografia realizado para a peça “O Amante”, de Harold Pinter. Enquanto exercício criativo, sem qualquer limitação orçamental, o objectivo passou por conceber o espaço físico que os interpretes habitariam, e no qual toda acção da peça se desenrolaria. Assim, e tendo em conta a análise dramatúrgica do texto, os conceitos de duplicidade (emocional), transparência e voyerismo a que Pinter expõe o casal e os seus supostos amantes, foram as matrizes deste dispositivo cénico. Dois andares com pouco mais de dois metros e com duas frentes, assumem o destroçar dos conceitos actuais de espaço cénico e apelam à divisão e confronto do público, perante si mesmo e todas as revelações da peça. O dispositivo dispõe de autonomia interna, pelo que no módulo tapado se encontra uma caixa de escadas que permite o acesso ao piso superior, e actua como “bastidor” e local de apoio à cena. Também os adereços estão integrados na estrutura, revelando-se à medida que o interprete deles tem necessidade. Um sofá, uma cama, uma mesa, bar e bancos, surgem da parede ou do tecto falso com apenas um gesto, podendo invadir e saturar a cena ou, pelo contrário torná-la completamente transparente. Tal como ao longo da trama amorosa descrita por Pinter, os pequenos segredos vão dando novo significado à acção e à palavra, num jogo teatral que seria magnifico, tornado realidade.

Maquete do dispositivo cénico proposto para “O Amante”; vários ângulos fotografados pela autora


Cenografia #2

Projecto de cenografia realizado para a peça “A Cantora Careca”, de Eugène Ionesco, encenada por António Durães e produzida pelo TEUC (Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra), Janeiro de 2008. Pautado por algumas imagens e conceitos de movimentos artísticos como o Surrealismo, o Expressionismo Alemão e a Pop Art, o espaço cénico para “A Cantora Careca” surge em consonância com o contexto absurdo de toda a peça de Ionesco. A sua imagem enquanto objecto, remete-nos para um lugar ausente de significação, sem psicologia, onde as coisas são apenas coisas enquanto ainda não foram tocadas pelos intérpretes. O elemento torna-se símbolo através da sua interacção com as personagens, ora intensificando a sua presença ora, contraditoriamente, dificultando os seus movimentos. Ao paradoxo de Ionesco, de personagens ilógicas com discursos irracionais, apresenta-se um espaço, também ele irreal e metafórico, potenciador físico destas descoordenações. As paredes do cenário distanciam-se das do Teatro de Bolso (sala de espectáculos do TEUC), possibilitando a circulação entre ambos, numa área intermédia entre o real edificado e o lugar da acção. Uma caixa dentro de outra caixa, actuando como duas camadas de realidade física distintas: a Cenografia dentro da Arquitectura. O novo espaço de cena, delimitado pelos três planos verticais, não é associável às normais divisões de uma habitação; só será sala de estar, hall de entrada ou sala de jantar, pela força da imaginação dos espectadores, que interpretarão os símbolos que lhes são propostos. Assim, a distorção dos elementos arquitectónicos reconhecíveis traduz a intenção de um espaço não verídico, afastando-se do vivenciado quotidianamente. As linhas angulosas, das aberturas e das rampas, conferem-lhe expressividade e desequilíbrio, harmonizando a totalidade da cena. As dimensões dos vários elementos, propositadamente reduzidas, acentuam ainda a presença do corpo do actor, ao mesmo tempo que a questionam, descontextualizando a personagem do ambiente em que se insere. O fim, o cenário construído, é um meio em si mesmo, onde o Teatro ganha vida.

Planta e Corte-Alçado cenário d’“A Cantora Careca”, no Teatro de Bolso 1:100


“A Cantora Careca”, TEUC 2008, © Pedro Malacas


Ana Carolina Alves Santos

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Portfólio