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Agosto 2012

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Alertas do turismo rural

Foto: Divulgação


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Turismo rural no noroeste paulista cresce durante as férias de julho Opção é por águas quentes e locais para ter contato com a natureza. Turistas da capital descartam praias e partem ao interior em busca de paz.

Foto: Daniel Ferreira

Fonte: G1

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ês de férias, tempo de relaxar com a família e amigos. Com a visitação cada vez maior, o noroeste paulista tem se tornado um grande atrativo para quem busca explorar lugares novos. Na região, as diversões vão de clubes com água quente a hotéis que aproximam as pessoas da natureza. Em Cardoso (SP), por exemplo, um cenário de encher os olhos. Ar puro, natureza, tranquilidade e barulho mesmo só dos pássaros. Em cada canto da fazenda transformada em hotel um pouco da vida no campo. Os visitantes têm contato direto com os animais. E ainda podem até fazer um passeio de charrete. O local ainda oferece lazer nas piscinas e diversão para as crianças. Mas caminhar pelas trilhas ao longo da mata é uma diversão para todos. Kelton Silva Pinto, supervisor de vendas, reuniu a família e veio pela primeira vez em busca de sossego. “Aqui o lazer

é maravilhoso, é uma paz, tranquilidade. É o que a gente buscava mesmo”, afirma. O café da manhã é especial. Além de muitas guloseimas a refeição é servida na sombra das árvores. Fugir dos lugares mais procurados nas férias é o desejo da arquiteta Adriana Lopes. “Um atrativo a mais para a criançada realmente se deliciar”, diz a arquiteta. Nas férias as suítes ficam sempre lotadas. O turismo rural atrai cada vez mais pessoas da capital que vêm desfrutar das belezas do interior. “As pessoas saem de folga em busca de paz. Você vai para a praia e tudo está lotado, os valores são altos. Aqui é outra situação, de tranquilidade”, explica Valéria Foz, diretora de um hotel na região. Em busca de lazer muita gente não dispensa as águas quentes bem tradicionais no noroeste paulista. Mesmo no inverno as piscinas são a atração. Em Fernandópolis (SP), as águas são retiradas de fontes naturais a uma temperatura de 59°c. Uma família veio de Piracicaba (SP) só para curtir as águas termais. Um passeio que eles não dispensam quando estão de folga. “Nós gostamos daqui por causa da água quente, que é tranquilizante, relaxante. É mais sossegado, aproveito muito esta região”, afirma a professora Maria de Fátima Campassi. O empresário Rodrigo de Moraes viajou com toda a família mais de 500 quilômetros de São Paulo até Fernandópolis. O clima da região e a tranquilidade fizeram o empresário mudar de ideia: ao invés de praia preferiu relaxar nas águas quentes. “Hoje acho que é a melhor opção que temos de lazer. Não se fala muito em roubo por aqui, então a gente procura o local pelo sossego”, diz.


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Turismo rural é aposta para resistir a obra em Viracopos Fonte: Jornal Floripa

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rodutores rurais de Campinas (93 km de SP) se uniram em torno de iniciativas de turismo rural para resistir à pressão de venda de terrenos por conta da ampliação do aeroporto de Viracopos. Com isso, termos como “valor agregado” e “expansão de mercado” passaram a integrar o vocabulário das famílias, que dividem funções e fazem cursos de capacitação para receber turistas. Desde o início do ano, cerca de 500 pessoas interessadas em colher morangos e goiabas no pé, conhecer criações de animais e fazer passeios a cavalo ou comer queijo produzido no local lotam um sítio do bairro Fogueteiro a cada fim de semana. “Implantamos as primeiras ideias de turismo rural para compensar o que iremos perder com a ampliação do aeroporto. Hoje, tenho 30% a mais no faturamento por conta dessas atividades”, disse o produtor José Abacherly, 59. “A pessoa paga pela experiência, e isso agrega valor ao nosso produto.” Ele diz que nos próximos anos deve perder 80% da área em que planta milho e café, já que o local está dentro do perímetro de desapropriação para a construção da nova pista do aeroporto. Além dessa mudança, produtores dizem que o assédio de empresários --especialmente do ramo de logística tem crescido nos últimos cinco anos. Compradores insistentes oferecem valores 230% mais altos pela terra. “Há cinco anos o metro quadrado custava R$ 15. Agora, já vi venderem por R$ 50”, diz Abacherly. Segundo ele, quem vende vai para a cidade, onde não consegue se sustentar. “A sensação é que estamos sendo cercados.” O presidente da comunidade luterana de Friburgo, bairro de descendentes de alemães, Hedio Ambrust Junior, 42, afirma que a abordagem chega a ser agressiva. “Um rapaz perguntou se eu queria vender o terreno. Disse que não. Dias depois, ele voltou dizendo

que eu tinha que vender. Quem diz o que tenho que fazer sou eu, e essa é a terra em que minha família produz há 140 anos.” Para ele e outras 40 famílias da região, buscar alternativas de negócio e atuar em grupo fortalecem as chances de permanecer no local. Com esse objetivo, pretendem criar uma associação de turismo rural ainda neste ano. “Temos 250 famílias nos bairros mais próximos. Vamos conversar com todas para tentar trabalhar juntos e continuar vivendo aqui”, disse Altevir da Silva Pinto, que em breve irá abrir uma pousada familiar no Fogueteiro.

CURSO Cerca de cem produtores fizeram um curso de turismo rural do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), com apoio do Departamento de Turismo de Campinas. “A proposta é capacitar as famílias para gerar fonte de renda além da produção”, disse a engenheira-agrônoma e instrutora Marília Abarca. Para Abacherly, é uma questão de alternativa. “Vamos planejar e ampliar mercado para dar continuidade ao negócio”, disse.


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Turismo rural traz boa opção de lazer e entretenimento Passeios garantem diversão para toda a família Fonte: Jcatibaia

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uitas pessoas não sabem, mas Atibaia oferece roteiros turísticos muito interessantes. Acostumados com o dia a dia e com a correria por conta do trabalho, muitas vezes não paramos para pensar nas opções de lazer próximas e acessíveis. O roteiro rural do bairro Cachoeira é um exemplo do que podemos fazer aqui mesmo em nossa cidade, proporcionando um dia agradável e divertido para toda a família. Só mesmo fazendo o passeio para sentir e aproveitar todos os momentos. A jornada começa na estrada da Pedra Grande, no Clube da Charrete, que fica no Rancho Colonial. Com as crianças devidamente colocadas em seus assentos nas charretes, é possível entrar em um novo mundo quando o cavalo dá os primeiros trotes. O sorriso e a sensação de liberdade com o vento que bate no rosto são as principais marcas deste trecho.

O destino é o laticínio Serras de Atibaia e o trajeto não poderia ser melhor. Em meio a muitas árvores, o caminho segue por sítios e fazendas, onde dá para avistar lagos, criações de porcos e galinhas e plantações de rosas e chuchu, formando um cenário memorável. Chegando ao sítio, é hora de aproveitar o maior benefício do passeio: o contato direto com a natureza. A primeira etapa do roteiro, intitulado “Do pasto ao queijo”, é subir a bordo de uma “caçamba” puxada por um trator. De carona no veículo rural, passa-se pelo pasto a caminho do local onde se encontravam as vacas, chamado de vacaria. No trajeto, informações do guia apontam para a importância do equilíbrio ecológico, do ciclo da água e da alimentação dos animais (como é feita a divisão do gado no pasto, por exemplo). Na vacaria, chamam a atenção os bezerros recém-nascidos. Os visitantes passam pela ordenha, pela área de vazão – onde as fezes dos animais são transformadas em esterco – e pelo lugar onde os animais são alimentados, sempre com o acompanhamento e as explicações de um guia especializado. De lá, é possível seguir a pé até a “fábrica de queijo”, onde acontecem a pasteurização, coalha e envelhecimento. De volta pra casa principal do sítio, o cheirinho do almoço dá água na boca. Ao melhor estilo do campo, com uma paisagem estonteante, é essencial saborear o cardápio à base de queijo: lasanha de berinjela, panqueca de ricota, galinha caipira e arroz com queijo frescal como pratos principais e doce de leite com queijo, doce de abóbora e curau como sobremesa


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Turismo Rural

senvolvimento Econômico, Agropecuária e Comunicação, sendo elas essenciais para o desenvolvimenAtibaia possui uma grande variedade de possibili- to do projeto com excelência”. dades em criações de roteiros. O Turismo Rural tem Atualmente, Atibaia possui dois roteiros rurais, o do importância relevante para o município, pois se tra- bairro Portão e o do bairro Cachoeira. O primeiro ta de uma atividade estratégica para preservação e conta com atrativos variados: fazenda histórica e a recuperação ambiental do espaço rural e natural. alambique, restaurante rural, confecção de tapetes Garante ainda a manutenção das atividades agríco- arraiolos, pequenos animais exóticos, artesanato e las tradicionais e, por consequência, a manutenção apiário. O segundo abriga os maiores criadores de da família rural no campo, formulando um novo con- cavalos lusitanos do Estado de São Paulo, muitos ceito de produção com incrementação de receitas haras, passeios diferenciados em trilhas, cachoeipara o espaço rural. Para oferecer um serviço de ras e estradas de terra, pesqueiros e um laticínio. qualidade para os turistas, a Secretaria de Turismo Ainda é possível fazer o caminho em charretes ou trabalha com a capacitação dos interessados em a cavalo, passando por belas paisagens. “Acredito participar do circuito rural, conforme previsto na lei que os grandes diferenciais do turismo rural sejam o atendimento familiar, o preço acessível, a vivência municipal 360/08. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Turis- com o campo e história de famílias centenárias, aliamo da Prefeitura da Estância de Atibaia, Jadhi Mar- das a uma culinária caipira deliciosa e muitos sortinelli Correia, de 24 anos, “o papel da secretaria é risos”, completa a assessora. fomentar e capacitar os empresários, valorizando Para obter mais informações sobre os roteiros, o suas peculiaridades, com o objetivo de preservar a turista tem à disposição o Centro de Informações cultura local e a circulação de renda no meio rural, Turísticas, que fica localizado na Av. Lucas Nogueira em parceria com outras secretarias como a de De- Garcez, 1430. O telefone é 4411-7577.

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Circuito 'Caminhos do Frio' começa nesta segunda no Brejo paraibano Fonte: NE10

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a Paraíba, os meses de junho, julho e agosto, sobretudo estes dois últimos, representam pra muita gente a hora de tirar do guarda-roupa aquela malha mais quentinha e encarar as baixas temperaturas das noites serranas. Para tornar o período ainda mais atrativo, há cinco anos é realizado o circuito ‘Caminhos do Frio’, que leva cultura, gastronomia, esporte e ecoturismo para toda a região do Brejo paraibano. Nesta edição, que começa nesta segunda-feira (23) pela cidade de Bananeiras, serão realizadas apresentações e exposições culturais, festivais gastronômicos, oficinas de artes, atividades de ecoturismo e esportivas, além da tradicional feira de artesanato. O festival vai até o dia 2 de setembro, passando seis dias em cada cidade (ver serviço). Para esquentar o público, que deve enfrentar temperaturas entre 16° e 18°, o Fórum Regional de Turismo Sustentável do Brejo Paraibano, responsável pela realização do evento, apostou em atrações en-

volvem artistas tanto locais como nacionais, a exemplo de Clã Brasil, Os 3 do Nordeste, Cabrueira, Gitana Pimentel, Oliveiras de Panelas, Paulo Vinícios, Orquestra Sanfônica do Cariri, Mestre Fuba, Soraia Bandeira, Parahyba Sim Sinhô e Jeito Nordestino. Cada cidade conta com uma programação específica, que pode ser conferida na página oficial do evento (www.caminhosdofrio.com/2012). Depois de Bananeiras, que trabalhará sobre o tema: “Aventura e Arte na Serra”, o circuito segue pelas cidades de Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande e Alagoa Nova. Além dos atrativos culturais, os visitantes poderão contemplar construções de engenhos erguidos entre os séculos XVIII e XIX, nos quais é produzida a mais pura cachaça do Brasil, além de centros históricos e museus situados nos municípios. Como aconteceu em edições anteriores do Caminhos do Frio, a rede hoteleira da região, que conta com mais de três mil leitos, deverá ficar lotada.

Bananeiras-PB é a primeira cidade do roteiro


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Agroturismo transforma a vida de famílias em Venda Nova, ES Modalidade é fonte de renda de muitas famílias na região Sudoeste Serrana. Jeito artesanal se tornoa diferencial para criar pratos e bebidas. Fonte: G1

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agroturismo, modalidade que combina turismo e agricultura, é a fonte de renda de muitas famílias na região Sudoeste Serrana do Espírito Santo. Em Venda Nova do Imigrante, município onde nasceu essa atividade, as

famílias produtoras têm histórias de trabalho e dificuldades para chegar à valorização que têm hoje. Neste tipo de turismo, surgido em 1987, os produtores buscam explorar a cultura e os sabores da roça para atrair visitantes. Na hora de vender,

Queijos da família Busato são feitos por encomenda.


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o turista leva para casa o produto e as histórias de quem vive no campo. O jeito artesanal aprendido de geração em geração se tornou o diferencial para criar pratos, artesanatos e bebidas que chamam a atenção pelas características peculiares. Reginaldo Caliman, 57 anos, administra com os irmãos um restaurante que só serve comida feita do jeito da roça. "Nós trabalhávamos com pratos a base de peixe, mas um turista nos disse que queria consumir alimentos da região, que tivessem ingredientes e preparo que ele não encontraria em outros lugares", conta Caliman. A partir daí, o negócio da família ganhou outro rumo. Com a adoção de cardápio típico, o restaurante virou atração gastronômica do agroturismo. A família, que antes trabalhava com horticultura, hoje só planta o que precisa para usar no restaurante. "Com o plantio de hortaliças, nossa renda dependia da oferta e procura do mercado. Com o agroturismo, temos renda fixa. Não há baixa temporada", conta ele. A história da família de Reginaldo Caliman não é muito

diferente da que conta Carmem Busato, 44 anos. Ela é proprietária de um sítio que fabrica laticínios e produtos artesanais. A fazenda da família é muito procurada por turistas e o faturamento é garantido. Situação bem diferente da época em que trabalhavam com a cafeicultura. "Só tínhamos renda uma vez por ano, com a venda do café", conta Carmem, que voltou a morar na roça por causa do agroturismo. "Eu tinha ido morar na cidade para me tornar costureira, mas voltei porque o agroturismo trouxe oportunidades", explica ela. Hoje, as famílias envolvidas com o agroturismo estão organizadas e unidas. Montaram uma associação que conta com mais de 50 famílias. Bernadete Lorenção, uma das dirigentes da entidade, resume o processo de amadurecimento da atividade. "Hoje, morar na roça é sinônimo de qualidade de vida", conta ela. Para Bernadete, o trabalhou não acabou. "A caminhada está só começando. Ainda temos muitas coisas para explorar", afirma.

Modo caseiro de fazer os produtos é destaque para os turistas.


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Receita do Campo


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Evento

Informações e inscrições pelo site www.ruraltur.com.br


Redes Sociais

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Direção: Marco Ortega Projeto gráfico e Diagramação: Caroline Esser Críticas, sugestões ou elogios: caroline.esser@iica.int

Turalert Português (Agosto 2012)  

Publicação sobre Turismo Rural do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)

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