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PGD

Projeto de Graduação em Design

Caroline Silveira Chaves

São Paulo, 2010

Ana Cristina Russo Tohmé

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PGD

Projeto de Graduação em Design

Caroline Silveira Chaves

São Paulo, 2010

Ana Cristina Russo Tohmé


PGD

Projeto de Graduação em Design

Caroline Silveira Chaves

Ana Cristina Russo Tohmé

Projeto entregue à disciplina Projeto VI B (PGD fase 2), 8º semestre, como parte dos requisitos exigidos para obtenção do grau de Bacharel em Design pela ESPM São Paulo. Orientadora: Claudia Weber São Paulo, 2010


“

the idea of fueling the routine with peculiar graphic tricks interactive designs demands a strong commitment to break the rules in a light hearted way� Design Play

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ab stract and keywords

re su mo e palavras chave

The visual aspects that envolves graphic design, as well the entire basis on design in general, provides an environment to be more harmonious and stimulating for everyone to live together in a better way.

Os aspectos visuais que englobam o design gráfico, bem como toda a base sobre design em geral, possibilita que um ambiente seja mais harmonioso e estimulante para que todos convivam de maneira melhor.

graphic design environmental design visual identity graduation project

design gráfico design ambiental identidade visual projeto de graduação


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Introdução

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Tema Contextualizador 02.02 conceitos básicos

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Empresa Colaboradora 03.01 descrição 03.02 posicionamento 03.03 análise dos materiais de design

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Problematização

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Construção Mercadológica 05.01 macroambiente 05.02 concorrência 05.03 experiências correlatas 05.04 público 05.05 swot 05.06 ansoff 05.07 budget

45 48 54 66 70 72 74 76

Objetivos Gerais 06.01 objetivos específicos

80 83

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06

Proposição de Design 07.01 conceituação 07.02 etapas de projeto 07.03 nome 07.04 identidade visual 07.05 ambientação personificação periodicidade fluxograma 07.06 alice 07.07 painel semântico 07.08 projeto parte 1 - entrada parte 2 - check in parte 3 - corredor parte 4 - quarto parte 5 - bar parte 6 - banheiros bar parte 7 - banheiro misto site considerações do projeto 07.09 cronograma de implantação

84 87 91 94 96 98 98 100 103 106 108 114 114 116 118 120 122 126 130 134 135 136

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Memorial Descritivo

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Considerações finais

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Referências bibliográficas

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Anexos Registro da banca de defesa PGD


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in tro DU ção

Este projeto de graduação em design gráfico propõe um estudo de identidade visual e design ambiental em um contexto diferente do recorrente em meios com apelo corporativo, que usam a economia e o mercado como propulsor de sua ideias e desenvolvimento de projetos; partimos do princípio que as ferramentas do design podem contribuir para um ambiente coletivo, onde haja interação e harmonia, tendo como base as necessidades de um indivíduo em seu meio e encarando a resposta do mercado como consequência. Ao observarmos um hotel, onde as pessoas estão de passagem e não estão interessadas em criar laços ou ultrapassar os limites oferecidos, como o serviço por exemplo; e uma casa, onde as relações são íntimas e os padrões de comportamento são estabelecidos pela rotina, concluimos que o hostel Casa Club apresenta aspectos híbridos deste dois universos, tornando-se o objeto de estudo ideal. Nele podemos observar e compreender fatores mercadológicos, assim como o comportamento social de seu público dentro de um contexto específico. Como tendência fundamentadora do projeto, a personalização é a que melhor traduz os valores que queremos propor, pois o foco está voltado para as pessoas e respectivas interações que possam ter um caráter mais intimista em um lugar comum a todos. Com algumas definições do que gostaríamos de fazer, iremos analisar o mercado em que o hostel está inserido para melhor enterdermos a dinâmica dos turistas, visando ressaltar os diferenciais competitivos que o Casa Club tem em relação à sua concorrência, definiremos o perfil dos hóspedes que frequentam o local, e com isso iremos propor um universo visual que interaja com quem frequenta o hostel. Queremos propor uma experiência dentro do Hostel, tanto para o consumidor (como pessoa), como para o mercado (como marca), e para isso, o design gráfico e o ambiental são complementares e juntos concretizam o sentido da expressão “experiência”.

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Este projeto de graduação em design gráfico pretende propor soluções em ambientes, baseado nos desdobramentos da definição de identidade visual e design ambiental, utilizando recursos do design gráfico. O objeto de estudos será o hostel Casa Club, pois para implementação do projeto, buscamos uma empresa que tenha fortes características de uma residência mas que ofereça serviços para um público dentro do mercado consumidor. Este meio termo tem o intuito de comprovar que esta forma de criação de identidade funciona tanto para casas como para empresas. A linha do projeto para este PGD, dentro das linhas sugeridas pela Associação de Designers Gráficos (ADG) tem aspectos de identidade visual e design ambiental, pois ao definirmos um método para o desenvolvimento de identidade, a personalização do espaço será o resultado de uma interpretação e desenvolvimento da identidade criada, aplicada ao ambiente.

te Ma

02,

Neste momento, devemos citar e explicar outras áreas de design que podem gerar confusão para o entendimento do projeto. O projeto que será proposto ao Casa Club visa interferir graficamente em produtos já existentes, ou então que sejam criados utilizando ferramentas específicas do design gráfico, que são cor, tipografia, formas, quase sempre concretizadas em superfícies de celulose (papel). A seguir, algumas definições do que é cada área. 18

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02. 01

Con cei tos básicos

Design Gráfico

Design de produto “O termo design industrial é atribuído a Mart Stam que utilizou pela primeira vez em 1984. Stam entendia por projetista industrial aquele que se dedicasse, em qualquer campo, na industria especialmente a configuração de novos materiais” (BÜRDER, 2006, p. 13) Atualmente o design foi dividido por vertentes específicas, e o design de produto ou industrial é responsável pelo desenvolvimento de projetos tridimensionais normalmente para usufruto humano, muitas vezes ligados a vida quotidiana, há também projetos de produtos conceituais e de fundo social. O design de produto pensa em projetos configurados com funções otimizadas, unindo utilidade, funcionalidade e estética.

"Não consigo evitar, engrosso aqui o coro de Paul Rand. Design é relação. Para Rand, design é a relação entre forma e conteúdo, de modo que o conteúdo é a ideia, e forma é o tratamento que se dá a essa ideia. Mas cabe aqui também engrossar esse caldo, então digo que design visual (visual, não apenas gráfico) é tradução. Logo, afirmarei que os designers são tradutores. Volto a Rand, a tradução também se pauta pela construção de relações. Para não ir muito longe, fico no Houaiss. Lá encontramos que traduzir "é submeter [algo] a uma interpretação", "manifestar-se como representação" ou ainda simplesmente "explicar". Ora, o que fazem os designers visuais no seu dia-a-dia? Representam visualmente os anseios de uma marca, o conteúdo de uma embalagem, a narrativa de um filme, ou, em alguns casos, de modo tristemente pragmático, aquilo que o cliente deseja. Mas a minha aderência a essa ideia se dá sobretudo pela revelação de que há no design uma dimensão interpretativa, e que, por mais que os modernos tenham refutado essa ideia, há na atividade projetual uma grande índice de subjetividade. Afinal, nada menos preciso (para usar um termo caro a nossos modernos) do que uma tradução mecanicamente literal. " DANIEL TRENCH | Designer Gráfico

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Design de interiores Segundo Jethero Miranda, coordenador do curso de Design de Interiores na Belas Artes, o arquiteto projeta a estrutura de um espaço e o designer de interiores ocupa este espaço - pensando em quais revestimentos devem ser aplicados, levando em consideração seus significados - a madeira, por exemplo, reflete preocupação ecológica.

Design ambiental "Para a plena compreensão do que é design ambiental, vale lembrar o significado do que é marca e também o que é experiência de marca: A marca expressa a personalidade de um negócio, produto ou serviço.

Hoje em dia, os designers de interiores têm feito mais parcerias com outras áreas, integrando cada vez mais a comunicação no caso de ambientes comerciais. O trabalho deles é entender o que alguns chamam de essência da marca e transpor para o ambiente, sem que esses valores sejam perdidos, mas existem diversos casos em que o próprio logotipo, por exemplo, tem restrições de aplicação, e isso dificulta na hora de fazer a fachada, então o designer percebe essa deficiência e propõe parceria para um designer gráfico reestruturar a marca, mas as profissões ocorrem simultaneamente para que o resultado seja eficiente. No caso de um designer de interiores projetar uma casa, o aprofundamento tem que ser maior para conhecer a pessoa, precisa conhecer seus hábitos e acaba, muitas vezes, ficando íntimo da pessoa, para conhecer seus gostos e poder propor soluções de acordo com a necessidade de cada um. Jethero ainda ressalta que com a segmentação social e as pessoas estarem inseridas em "tribos" acaba-se perdendo a individualidade, e o sucesso da profissão é que justamente por isso, é na casa das pessoas que essa intervenção personalizada acaba trazendo a diferença para o meio social, utilizando produtos pré-elaborados e os tornando únicos, para isto, ele ainda relembra o uso de monogramas dentro da casa de famílias tradicionais, aplicado em louças, pratarias, etc e este era modo que eles personalizavam seus objetos. 22

A experiência de marca envolve todas as formas de se perceber, relacionar e interagir com uma marca. Entre as expressões mais relevantes de uma marca está o ambiente, canal diferenciado para construção de experiência, decorrência dos variados pontos de contato disponíveis a explorar. O design ambiental tem como finalidade a construção desta experiência, envolvendo os universos bidimensionais e tridimensionais, trabalhando da identidade aos ambientes interno e externo, explorando os sentidos [som, luz, aroma e olfato], cuidando de todos os detalhes que asseguram a melhor percepção e contato com uma marca, do objeto ao edifício. Reúne o design ambiental a arquitetura, o desenho industrial, a comunicação visual e o que mais nos interessar ou for relevante e necessário para se trabalhar de maneira eficaz e competente uma marca!" MIGUEL GOES | Diretor de Projetos de Design Ambiental FutureBrand BC&H São Paulo

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Experiência de marca Brand experience são as diferentes percepções que o consumidor tem ao entrar em contato com a marca. Normalmente estas experiências ocorrem em situações não comuns ao ambiente natural do produto ou serviço, tornando, assim, a experiência ainda mais potente, mas pode ocorrer também de esse ponto de contato ser a própria embalagem, por exemplo, caso tenha algum diferencial. O fator mais importante para este conceito de branding é que esta experiência transparece de modo inovador os atributos da marca, deixando claro e alinhado ao seu posicionamento, satisfazendo e conquistando de maneira emotiva não só seus consumidores regulares. 24

Então, por exemplo, ao pensarmos em um banheiro temos diversas decisões que foram tomadas ali dentro daquele ambiente por diversos profissionais - um arquiteto pensou na construção do espaço - medidas e características básicas para que um banheiro exista; um designer de interiores pensou nos elementos decorativos e acabamentos - se o box seria vidro ou se usaria uma cortina para proteger a área do chuveiro; o designer de produto concebeu como seria essa cortina - o material mais adequado, como ela seria fixada, todos seus respectivos componentes.Todas essas decisões são preliminares para que o nosso projeto possa começar. A partir disto, pensaríamos, na aparência dessa cortina, como que o design gráfico pode ser aplicado e como que ela pode se comportar com a linguagem visual desenvolvida para este cliente. 25


Customização x personalização A customização é uma tendência, em um mercado no qual a demanda é alta e deve-se planejar um sistema para otimizar a produção e as vendas, na qual criam-se padrões e o cliente escolhe, dentre um número limitado de padrões, o qual gostaria de ver aplicado ao produto que está comprando. A personalização visa tratar de maneira única e exclusiva cada cliente, de modo que nenhum produto se repita e o resultado possa atender as necessidades e expectativas específicas de cada consumidor. Para exemplificar esta diferença, podemos citar duas atividades que estão em alta no mercado. Uma é o nikeID, onde o cliente se cadastra no site, escolhe o modelo de tênis que gostaria de customizar, faz as combinações de cores que já são pré-estabelecidas pela Nike, se quiser pode escrever seu nome no lugar indicado e recebe o produto na sua casa em até quatro semanas. Outra, seriam os produtos D.IY. (do it yourself), que vêm em branco para cada pessoa personalizar. Este é comum que a própria marca, por exemplo, Adidas convide artistas para personalizar o tênis, criando, assim, um modelo único no mundo.

De certo modo, é isso que um projeto de identidade visual tem por objetivo, criar elementos que representem determinado assunto de modo único, para que a identificação e reconhecimento da marca sejam imediatos.

De certo modo, é isso que um projeto de identidade visual tem por objetivo, criar elementos que representem determinado assunto de modo único, para que a identificação e reconhecimento da marca sejam imediatos. 26

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em pre sa

colaboradora

03, 28

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03. 01

corporações Identidade visual

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>>

hostel =

casa + hotel

intimidade

coletivo

>>

hotel

casa intimidade individualidade

des cri ção

Primeiramente, gostaríamos de esclarecer que, por se tratar de um projeto de graduação, a concepção da linha de projeto e como seria o desdobramento desta, surgiu quase que simultaneamente a escolha da empresa colaboradora, que consideramos a parceira ideal para colocarmos em prática nossos conceitos . Ao encararmos identidade visual como personalização e design ambiental como relação estrita entre indivíduo e espaço, consideramos que estes conceitos-chave deveriam estar presentes em empresas que também propusessem isso de alguma forma, mas sobretudo em seu posicionamento. Pensando no futuro pós projeto de graduação, este processo criativo, que usa da personificação para encontrar a melhor forma de representar o universo de uma marca, pode ser viável tanto para empresas que não necessariamente têm este apelo, quanto para o individuo em sua casa, a partir deste pensamento, percebemos que um hostel é uma ponte entre estes dois universos. O hostel carrega na sua própria definição de mercado (mais à frente) características híbridas entre um hotel e uma casa, tem forte apelo para a convivência social, baseada no perfil do público que quer conhecer a cultura do local que viaja e compartilhar experiências pessoais com os outros hóspedes, mas é, sobretudo, uma atividade comercial. 31


A empresa colaborada para o projeto de Graduação em Design da ESPM será o hostel Casa Club • hostel | bar. Partindo do segmento hoteleiro, o hostel é uma forma alternativa de jovens mochileiros e viajantes se hospedarem durante suas viagens, optando por um custo mais baixo, porém com determinadas particularidades em suas acomodações, como dividir o quarto com diversas pessoas desconhecidas, o banheiro, cozinha, televisão etc. O Casa Club começou quando os sócios Ricardo Ferreira, Sávio Henrique e Paulo Zaini, partiram de suas próprias experiências como viajantes para criar o hostel. Optaram pela Vila Madalena porque acreditam que nenhum outro bairro reúne localização e tantas opções de lazer e cultura, com seus centros culturais e eventos, muito valorizadas pelos turistas. O hostel em si abriu as portas no início do ano 2007, pronto pra receber bem seus hóspedes. “Segundo sócios, com capacidade para 36 pessoas, ele conta com quatro quartos de uso misto,e um quarto para mulheres, com lavabos, chuveiro e banheiro independentes, além de maleiro, roupas de cama etc. O baixo custo, a partir de R$ 35 o pernoite, incluindo café da manhã, roupa de cama e de banho, atrai jovens que buscam o turismo cultural. A casa abriga, além do albergue, um salão onde funciona o bar; todavia, o plano de juntar bar e albergue em um único estabelecimento não aconteceu de imediato, foi uma forma de criar alguma outra iniciativa que garantisse rendimento durante a baixa temporada. Atualmente, o albergue é frequentado por turistas estrangeiros em sua maioria, e jovens do Brasil inteiro, e o bar recebe de braços abertos os jovens paulistanos”.

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Todos os quartos possuem beliches, ventiladores de teto, armários individuais com cadeados e banheiros higienizados diariamente. A cozinha do hostel é equipada para que os hóspedes preparem suas refeições, mas o café da manhã que está incluso no preço da diária por pessoa é o próprio estabelecimento que prepara. O hostel possui áreas comuns com dois computadores, sala de televisão, pátio com mesas para jogos e um solarium para tomar sol. Serviços como almoço self-service e jantar à la carte também são oferecidos para os hóspedes. Na parte térrea, ficam localizadas a área interna e externa do bar, que também são onde se faz o check in. Estas áreas, incluindo o banheiro destinado ao bar (dividido em feminino e masculino), são abertas ao público em geral que costuma frequentar a vida boêmia da Vila Madalena. Ainda no térreo, situa-se a cozinha e o refeitório, este, de uso exclusivo dos hóspedes e a cozinha que é de uso exclusivo dos funcionários do hostel. No primeiro andar, ficam os quartos já descritos anteriormente. Ao subir mais um lance de escadas, no segundo andar, está localizada uma área de convivência a céu aberto, que serve para fumantes, ou para quem quer se exercitar (existem materiais improvisados que servem para musculação.

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03. 02

po sicio namento

Situado na Rua Morato Coelho, diante dos bares mais agitados da Vila, o hostel contribui para este cenário boêmio por possuir um bar, que de segunda a quarta-feira atende apenas aos hóspedes, e de quinta a domingo, fica aberto ao publico que curte uma boa música e quer sentir um pouco do clima jovem do ambiente. O bairro é famoso, além da vida boemia pelo grande número de locais ligados a atividades culturais, galerias de arte e livrarias, proporcionando uma miscigenação cultural típica do Brasil. SEGMENTO Os hostels fazem parte do segmento hoteleiro, compostos também por pousadas e hotéis. Dentro deste setor, os hostels precisam seguir algumas regras para serem considerados albergues da juventude e possuírem o selo Hostelling International, como número de pessoas por quarto, áreas de convivência e serviços oferecidos.

PORTE O Casa Club é uma empresa do segmento hoteleiro de médio porte, pois sua capacidade de hospedagem é menor que a maioria dos hotéis e maior do que grande parte das pousadas (exceto resorts). Para realização de eventos, o hostel comporta 100 pessoas em seu bar e áreas livres. 36

O Casa Club Hostel segue o ritmo da rua onde se localiza. O lugar é ideal para quem quer ter opções de lazer e entretenimento na cidade de São Paulo, mas não necessariamente para pessoas que buscam descansar em um lugar tranquilo. Hospedando jovens de diversas partes do mundo, inclusive do Brasil, seu bar conta com a presença de nativos e hóspedes que gostam de música, e apreciam gastronomia brasileira. Não existe restrição para seus hóspedes, desde que a casa os comporte, isso acaba por se tornar um diferencial em relação aos concorrentes, onde alguns não aceitam brasileiros e não possuem áreas de convivência como bares abertos ao público. O Casa Club está preparado para quem não gosta de parar e quer aproveitar a viagem ao máximo. Depois de conhecer a cidade durante o dia, os viajantes podem ir para o bar relaxar e aproveitar esta área de convivência que é aberta para quem quiser. 37


03. 03

"Como se sentir em casa quando se está longe? Isso nos inspirou a criar o clima apropriado do Casa Club, mas claro, enquanto você viaja, você também está procurando pela cultura local e entretenimento. E você sabe, nós não estamos no meio do tornado para nada! No nosso bar você vai encontrar muitos amigos da Universidade de São Paulo e outros clientes típicos da Vila Madalena. Com exceção de pequenas festas para convidados e outros amigos, nós recebemos apresentações artísticas e música ao vivo, mas tem também lugares excelentes em todas esquinas. Nós estamos a um quarteirão da famosa esquina das ruas Mourato Coelho e Aspicuelta, lugar para você se entreter com o famoso chopp e cardápio de botequim . Nós podemos dar-lhe muitas opções de entretenimento e atividades culturais, basta perguntar na recepção! Vila Madalena é o bairro perfeito para estar em São Paulo. Há sempre muitas atividades culturais que vai todos os dias sobre a vida noturna e boêmia todas as noites. Localizado a uma curta distância do metrô e corredores de ônibus, você pode começar em qualquer lugar da metrópole com muita facilidade e visitar todos os lugares turísticos, mas ainda mantendo sua base acolhedora." descrição dos sócios sobre a empresa encontra-se na internet, em vários sites de busca por hostel 38

a ná lise

dos materiais de design

Analisaremos os materiais de comunicação que o hostel já possui, levando em consideração sua importância para o estabelecimento. O logotipo do hostel informa o que o é oferecido no local, não apresenta problemas de leitura, mas também não possui nenhum marco gráfico além do degrade verde e amarelo que busca representar o Brasil. Apesar de não influenciar no universo visual (grafites, móveis, espaços) o logo não consegue determinar nada além da fachada, pois não há nele traços que representem o hostel, o público, a rua, a cultura ou qualquer outra coisa que o rodeie. A fachada do hostel é verde e alaranjada, o logotipo é aplicado em uma parede com letras bloco, porém o degradê não é presente devido ao material utilizado. Pode-se perceber que o suporte do número 973 não faz ligação alguma com o logotipo, ou seja, não existe uma coerência pensada na identificação do lugar. A parte de trás da casa é de cor amarela, presente no material visual (como site), mas de uma forma que não reflete a uma extensão de linha ou universo visual. O cardápio exposto no site do albergue, usa padrão de flores e o mesmo degradê do logo, neste exemplo percebemos que existe uma intenção de relacionar graficamente todos os materiais visuais, e passar o conceito que o hostel prega para seus hóspedes, porém de uma forma apelativa, 39


pois a quantidade de elementos chega a ser excessiva ao olhar, embora a resolução seja simples. Esse excesso que o olho capta já entra em desacordo com a simplicidade do logotipo, mas não de forma que se completem, mas que passam a ser incoerentes entre si, não sinalizando que ambos os elementos compõem o mesmo cenário. Os quartos não possuem nada referente a linguagem do logotipo, da fachada ou do cardápio, podemos dizer facilmente os quartos pertencem a qualquer outro hostel, pois não há nada que os identifique como sendo Casa Club Hostel. Essa falta de linguagem, pode inclusive ser um problema para os hospedes que dependem da internet para escolher suas acomodações em um país desconhecido, pois as fotos são os únicos registros visuais do lugar. O flyer de um evento oferecido pelo albergue não segue nenhuma linguagem utilizada nos materiais internos, essa relação não é necessária no caso de um artista utilizar o espaço para sua apresentação, porém se é oferecida pelo hostel, é importante que isso seja passado pelo flyer. Dentro dos espaços, os comunicados mais imediatistas, feitos assim que surge a necessidade de um novo aviso, são feitos de modo caseiro, impressos por eles mesmos. Já os comunicados que parecem ter sido planejados, sugerem que tenha algum tipo de pensamento mais formal, utilizando o verde (ainda que não um que remeta às cores do logotipo) mas mesmo assim, ainda não permite dizer que foi feita por um designer. As sinalizações de banheiro (masculino e feminino) utilizadas são daquelas que já se compram prontas, estando totalmente fora do universo visual do hostel, com cores vermelho e azul.

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04, Como o objetivo do projeto é principalmente propor novas experiências dentro do ambiente, algo que ainda não existe dentro do Casa Club, percebemos que a análise feita dos materiais de comunicação é complementar ao projeto que está sendo desenvolvido. Podemos apontar algumas deficiências no modo em que o hostel se comunica visualmente em seus, como já analisado anteriormente. Para este caso, uma vez que a nova linguagem for proposta. Outro ponto observado foi o nome Casa Club, que é acompanhado pelo tagline hostel bar, e para este sugerimos uma mudança que se explica mais à frente.

pro ble

matização

Para o projeto, percebemos a oportunidade de interação entre hospedes e objetos dentro de um ambiente de convivência que sugere intimidade, onde pessoas dormem juntas e compartilham de forma mútua áreas como banheiro, cozinha e área de lazer, como um bar, promovendo um certo dinamismo nas atividades cotidianas. Em um hostel, a situação pode ser uma experiência diferente e positiva. Deste modo, as soluções gráficas têm de ser condizentes com o espírito do objeto de estudo, transparecendo harmonia e equilíbrio em peças de interação dentro do ambiente, observando quais objetos têm maior destaque para que as relações criadas dentro do ambiente, no período de tempo definido, seja mais interessante.

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O NOME O nome atual do Hostel é CASA CLUB, e na identidade visual, o logotipo vem acompanhado dos taglines hostel • bar. Analisando separadamente cada palavra dentro do contexto observamos os seguintes fatos: • CASA tem o objetivo de passar o conceito da empresa. A palavra casa em português representa o sentido literal de ambiente informal, familiar e acolhedor e está na língua mãe do país em que o hostel se encontra geograficamente. O objetivo não é comunicar apenas (levando em conta o fato de grande parte de frequentadores não falarem português) mas principalmente acolhe-los à nossa cultura. • CLUB da mesma forma que a palavra CASA, quer enfatizar o conceito da empresa, agregando os serviços oferecidos e comunicando em uma língua universal, o inglês. • HOSTEL o tagline quer registrar o principal serviço oferecido pela empresa, não existe outro objetivo além de informar e por isso a palavra em inglês exerce melhor este principio. • BAR tem exatamente o mesmo objetivo de hostel, informar o serviço oferecido. Após analisar cada palavra separadamente, podemos perceber como o logotipo se comporta em relação a marca.

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A mistura de CASA CLUB, duas palavras de idiomas e sentidos diferentes, representam a diversidade e o conceito da empresa de forma objetiva, pois casa é subjetivo por ser usado para nomear uma empresa (e por isso analisamos como palavra conceito), enquanto club tem por objetivo ser uma palavra informativa. “Hostel” e “bar” são taglines que sustentam e explicam o nome e os serviços que a empresa oferece. Ao analisarmos a fachada da empresa e a aplicação do logo, percebemos que o tagline hostel bar não exerce bem o sentido de comunicar, pois, enquanto a palavra hostel não ganha destaque para informar que a empresa oferece aquele tipo de serviço, bar se torna redundante pois visualmente a primeira coisa que se observa na empresa, é o serviço de bar, e quando o bar não está funcionando, não é possível ver o logo aplicado na fachada. O exemplo da fachada foi para demonstrar que o excesso de informação na identidade visual não está resolvendo ou esclarecendo o que poderia ser um problema, e, por mais que a maior forma de divulgação do hostel seja através da internet, existem outras formas de apresentar serviços oferecidos ao invés de tentar explicar tudo em um logo, que tem o objetivo de sintetizar o que a marca representa.

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cons tru ção

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mercadológica

05,

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05. 01

ma croambiente

ambiente sociocultural O ambiente sociocultural envolve questões de como as pessoas convivem em sociedade e de como isto pode determinar o estilo de vida, identificando tendências dentro de grupos que têm objetivos comuns. No caso do hostel, são jovens do mundo inteiro que buscam conhecer/conviver com diversas culturas e compartilham de experiências semelhantes; costumam ser pessoas que têm o mínimo de afinidade para que possam se relacionar em um ambiente agradável para todos; Tendências de consumo são importantes de serem exploradas neste contexto, já que estamos lidando com um grupo específico de pessoas que tem interesse em conhecer coisas novas e que, de certa forma, “polinizam” a cultura dos lugares por onde passam, e isto é uma forma de estar em constante atualização. Observando o comportamento do consumidor, devemos exaltar algumas tendências que servem para dar suporte ao projeto, não só sob a ótica mercadológica, mas já pensando na parte conceitual e criativa. As tendêncas que serão abordadas foram extraídas do livro Consumo Autoral, produzido pela equipe do Future Concept Lab, escritório especializado em pesquisa de tendências, já direcionadas para questões que envolvem a mudança de comportamento do consumidor quanto ao design, abordando a efemeridade dos produtos que existem no mercado, 48

para estas últimas, também recorremos ao autor Gilles Lipovestky, filósofo francês, que se preocupa com o comportamento do indivíduo na sociedade em que está inserido, ressaltando a influência do consumismo para a formação do mesmo. Tudo isto nos servirá de suporte para podermos olhar com mais atenção às questões antropológicas que envolvem o projeto. No livro Consumo Autoral, também podemos extrair alguns conceito do Design Thinking, assunto em voga no momento. Design Thinking é o modo como o projeto pode ser visto completamente, observando todas as etapas, integrando soluções de diversas áreas profissionais. Por exemplo, quando a IDEO, empresa americana pioneira nesta metodologia, foi solicitada para fazer um novo carrinho de supermercado, ela não recorreu somente aos designers para fazerem um novo produto, foi baseado em muita observação e opinões de quem usa aquele tipo de produto, donas-de-casa, engenheiros e até sociólogos faziam parte da equipe que desenvolveu um novo conceito de carrinho de supermercado. De certo modo, pode-se encarar o design thinking como metodologia colaborativa, onde a inovação tem maior relevância que os demais aspectos e todos que têm relevância para tal produto podem se envolver no desenvolvimento. É preciso entender como as pessoas estão interagindo com os produtos, entender cada etapa do consumo, a fim de desenvolver soluções inovadoras para produtos que já conhecemos hoje, compreendendo os aspectos antropológicos que temos hoje, como foi analisado por Lipovetsky, sobre a efemeridade dos produtos na sociedade que vive em permanente transformação. Neste momento, o consumidor é protagonista das decisões, eles estão participando de muitas delas devido ao avanço tecnológico e ferramentas como plataformas virtuais que permitem que o consumidor afete diretamente o rumo do projeto. O consumidor é pensador e tem ideias que melhoram o produto, mas o que está em mudança é justamente 49


este processo, em que estas ideias não precisam mais ser ouvidas pelo departamento de marketing e muitas vezes deixadas de lado; estas ideias podem ser aplicadas imediatamente ao produto, com soluções do it yourself, o consumidor atribui suas necessidades com base na experimentação e torna aquele produto, um consumo autoral. Neste livro, os autores abordam dez núcleos geracionais que revelam de forma micro, diferentes aspetos da sociedade. Destes dez grupos, destacamos dois que são coerentes para a construção do projeto. São eles: 1. Linker People - são jovens abertos a novas experiências e são influentes o suficiente para disseminá-las (trend setters). Costumam viver os dois universos - urbano e virtual - sem distinção, de forma integrada e complementar. Estes jovens não gostam de ser passivos, eles têm necessidade de compor e recompor tudo o que veem. Os linker people buscam espaço de convívio, onde possam estar sempre conectados e interagindo com o momento. Eles também gostam de ter acesso a produtos de custo baixo, gostam de economizar e fazem suas pesquisas pela internet, onde a opinião do consumidor pode definir a escolha na hora de comprar. Aqui, podemos trazer ainda o que o autor menciona em suas conclusões, que é o fato da viagem ser cada vez mais acessível, pois estes jovens integrados no virtual e real, conseguem usufruir de maneira consciente as vantagens que podem ser aproveitadas, como por exemplo o modo que se planeja uma viagem; está mais fácil para este grupo geracional pesquisar qual o melhor destino, ver comentários, pesquisar informações sobre o local e ter segurança da escolha, com preços mais acessíveis. "A viagem e a casa representam de fato dois laboratórios intergeracionais de extraordinário interesse para compreender melhor as dinâmicas (...) que encarnam a nova figura do consumidor-autor." (MORACE, 2009, p. 121) 50

Os linker people buscam espaço de convívio, onde possam estar sempre conectados e interagindo com o momento.

2. Unique Sons - apesar de terem características individualistas de comportamento social por serem filhos únicos, estes jovens são altamente criativos e acabam ditando certas atitudes, e é uma destas atitudes que nos têm grande importância, que é o fato de tornar tudo o que é seu único; personalizar. "Começando pela ideia de produto como 'encarnação' da personalidade individual, do produto/serviço sob medida ou neoartesanal, imaginando edições de tiragem limitada ou coleções especiais que enaltecem o caráter de preciosodade, transformando-se em objeto de coleção, quase 'peça única'" (MORACE, 2009, p. 56), como descreve o autor. Isto é, devemos entender que essa geração busca expressões cotidianas de personalidade em serviços/produtos que se sintam únicos. Um dos drivers de distribuição para este perfil é pensar que eles apreciam a experiência cheia de adrenalina dentro do ambiente, onde se experimenta a própria energia criativa. Ainda sobre personalização, Lipovestky, em 2005, diz “à personalização sob medida da sociedade corresponde uma personalização do indivíduo que se define pelo desejo do sentir ‘mais’, de planar, de vibrar ao vivo, de ter sensações imediatas, de ser colocado em movimento integral numa espécie de viagem sensorial e pulsante.” (p.7) 51


ambiente econômico São variações do mercado que afetam a demanda de produtos/serviços quando impactadas financeiramente, deste modo, alterações cambiais estimulam ou cessam o fluxo de turistas para o Brasil (clientes do hostel), bem como aumento de taxas e inflações que afetam diretamente o custo de produção dos materiais gráficos que são o objetivo deste projeto. Em qualquer sinal de instabilidade financeira, gastos que não são de necessidade primária são cortados e, assim, o serviço/objetos oferecido por este projeto podem ser eliminados. Podemos destacar o bom desempenho do Brasil como destino turístico, como foi discutido no encontro do World Travel & Tourism Council, ocorrido em Berlin, gerando renda que é de grande importância para a economia nacional. Isto deve manter em crescimento, sobretudo, com os eventos esportivos que ainda acontecerão nos próximos anos: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Isto afeta diretamente o Casa Hostel, pois a visibilidade do país como destino, desperta a curiosidade dos viajantes, estimula a vontade de conhecer mais sobre a cultura local quando um país está em evidência. O próprio governo conta, indiretamente, com a estrutura do Casa Hostel para poder atender à demanda do fluxo de estrangeiros, obviamente é uma oportunidade para o hostel ter projeções ainda maiores.

ambiente político legal

Ainda dentro deste ambiente, o valor do dólar precisa ser levado em consideração, pois é um indicador financeiro que serve de parâmetro para comparação de outras moedas em relação ao real. O real tem sofrido supervalorização nos últimos tempos, fazendo com que, em alguns casos, a moeda seja "cara" para alguns outros países, isto pode ser um mau fator para que alguns turistas desistam daqui e procurem, por exemplo, a Argentina, que tem uma moeda mais acessível que o real.

Neste cenário pode-se considerar acordos/relações diplomáticas que o Brasil estabelece com os demais países do mundo, que incentivam a vinda de turistas, por exemplo no ano da França no Brasil (2009) que trouxe diversas manifestações artísticas da França, consequentemente, aumento de franceses dentro do país. Acordos de livre barreira entre países do Mercosul, qualquer alteração em acordos deste porte, afetam diretamente o fluxo de estrangeiros no país.

52

53


05. 02

concor rÊn cia

Os hostels compõem o cenário do segmento hoteleiro. Nele constam hotéis, pousadas, resorts e até pensões, além dos hostels. Se fossemos nos basear apenas em preço, alguns hotéis de rede hoteleira, por exemplo o Formule 1, seria um concorrente, pois o preço oferecido, de R$ 80, acomoda três pessoas que, se dividirem, pagariam menos do que por uma noite hospedado em um hostel. Porém, preço não é o único atributo que atrai e define o perfil do público e do projeto, que tem foco na experiência do usuário. Estes hotéis costumam servir apenas como dormitório para quem quer realmente descansar, passar uma noite em lugar razoavelmente limpo e tranquilo, para poder dar continuidade às suas atividades, geralmente comerciais, pelo o que foi pesquisado do público deste tipo de serviço. Devido a essa variedade de opções de hospedagens, alguns critérios foram definidos para a definição de concorrentes que oferecem o mesmo tipo de serviço (esses critérios resumem os encontrados no site hostelworld.com). A. PARA SER CONSIDERADO UM HOSTEL, AS SEGUINTES CARACTERISTICAS DEVEM SER ENCONTRADAS: 01. Acomodar mais de 4 pessoas por quarto 02. A diária ser cobrada por pessoa com um custo relativamente baixo 03. Oferecer uma refeição por dia, seja ela café da manhã, almoço ou jantar. 04. Possuir um centro ou atividade de convivência. Para isto, imaginamos como seria feita a busca de um viajante que tem como destino a cidade de São Paulo, desse modo, teremos um panorama desta categoria no mercado. 54

Basicamente, pressupondo que a pesquisa de estadia seria feita pela internet, buscando na cidade alguns bairros que sejam do seu interesse. Alguns hostels poderiam ter afinidade com o perfil do viajante por estarem localizados no centro histórico da cidade, atraindo assim o público sob a ótica cultural e exploradora, oferecendo o mesmo tipo de benefício que, genericamente, todos os hostels oferecem: acomodação barata, centros de convivência, etc. Mas como este critério é ainda muito abrangente, nós restringimos os possíveis competidores do Casa Club nos baseando nos hostels mais frequentados na cidade de São Paulo. Se fossemos falar de concorrência para hostels, no Brasil, há cinco anos, certamente empresas que se denominavam (e ainda se denominan) hostels eram em número tão pequeno, que este quadro seria preenchido por pensões, pequenas pousadas e hotéis baratos, destinados a um público de classe inferior, e que certamente seriam frequentados por mochileiros. Desde 2007 este número cresceu, hostels foram surgindo cada vez mais, muitos com o selo HIHOSTEL (selo que garante os serviços oferecidos em hostels do mundo todo) e cada vez mais próximos uns dos outros. É de fácil comprovação que o público que se hospeda em hostels busca por uma estadia de baixo custo sim, mas isso não é necessariamente ligado a classe social da pessoa, pois como são pessoas que costumam viajar muito para fora de seu país, a fim de conhecer novas culturas, desde o interesse até a possibilidade de arcar com os gastos dessa viagem não podemos afirmar apenas por esses dados que são pessoas de classe econômica baixa, e por se tratarem de pessoas de países diferentes, 55


não podemos dizer ao certo que a classe social desses outros países é correspondente com a de nosso país. Se fossemos comparar os serviços oferecidos na maioria dos hostels brasileiros e nos hostels da Argentina e da Europa, a diferença seria visível, estes foram os primeiros lugares a venderem serviços de Hostel há 100 anos e, não por menos, oferecem os mais diversos tipos de acomodações, serviços e áreas de convivência. No Brasil, cada hostel tenta seguir mais a cultura de sua cidade, mas serviços comuns na Europa como bares e bibliotecas montada por hóspedes, aqui são diferenciais importantes. Dentro da cidade de São Paulo podemos encontrar hoje, mais de 100 hostels (entre hostels e empresas que assim se denominam). As empresas desse porte que tem maior destaque dentro e fora de São Paulo são: Praça da Árvore Hostel (próximo ao metrô Praça da Árvore) possui certificado Hihostel e como diferencial, oferece aulas temáticas relacionada a cultura do país como capoeira, samba, jantar com caipirinha etc. São Paulo Hostel (próximo ao metrô República) possui certificado Hi hostel e oferece como diferencial área de convivência como lanchonete, que durante a noite se torna um bar para os hóspedes que funciona até meia noite, todos os dias da semana. Pousada do Francês (próximo ao metrô Brigadeiro) apesar de não ter hostel no nome, nem no posicionamento, por oferecer quartos com capacidade de hospedar mais de cinco pessoas, a pousada do Frances é frequentada por jovens mochileiros turistas e tem destaque no site www.hostel.com.br. Seus serviços são oferecidos para famílias e o serviço é cobrado por quarto, e não por pessoa. A pousada não vê 56

problema em hospedar jovens de outros países, mas em épocas de alta temporada dão a preferência para famílias em vez de jovens de outros países. Não oferecem centros de convivência. Lime Time Hostel (próximo a Av. Paulista) possui certificado Hihostel, seus serviços são mais parecidos com os de um Hotel, possuem hora de check in e check out e são pontuais quanto ao fato de serem flexíveis, apresentam como diferencial em seu site, wi-fi grátis e domínio dos programas turísticos da cidade; não possuem área de convivência. Oca Hostel (próximo ao metrô Ana Rosa) possui certificado Hihostel, seus serviços são apresentados de forma muito semelhante a um hotel, o diferencial dele é justamente ser um hostel, o valor da diária é cobrado por pessoa e é mais barato por abrigar mais pessoas dentro de um mesmo quarto; vendem também como diferencial uma preocupação com o design das camas, que possuem iluminação interna e respeitam a individualidade de cada um. Não oferecem área de convivência mas promovem eventos de integração aos hóspedes e imersão na cultura indígena. Saci Hostel (próximo ao metrô Sumaré) apesar de ter em sua fachada a palavra pousada, no próprio site a empresa se vende como Hostel, serviços de até cinco pessoas por quarto com café da manhã incluso, o grande diferencial da empresa é possuir uma piscina como área de convivência. Okupe Hostel (próximo ao metrô Vila Mariana) este hostel oferece para seus hóspedes a cama, o café da manhã, a televisão para descançar, o nitendo Wii para interagir e o churrasco para conhecer os outros hóspedes. Com um discurso direto, o hostel foi um dos 57


mais votados no site World Hostel em dezembro de 2009, seus serviços não tem tanto destaque em relação aos outros Hostels citados acima, mas seu discurso intimista para agradar aos mochileiros e viajantes. Paulista Hostel (Jardins, São Paulo) este hostel oferece serviço de quarto diário e hospeda até quatro pessoas por quarto, possui uma cozinha comunitária e oferece um orientação sobre os pontos gastronômicos da cidade de São Paulo. Aparentemente não possui certificado Hi Hostel. A Vila Madalena Dentre os sete hostels mais conhecidos de São Paulo (citados acima) podemos perceber que nem todos são realmente hostels (segundo uma série de definições do site hostelworld.com, que estamos destacando no decorrer do projeto), mas que um ponto que todos têm em comum, exceto o Saci Hostel, são a proximidade a metrôs da cidade. Talvez este seja um ponto tão relevante quanto o preço e o serviço oferecido. Todos os hostels acima tem uma variação de preço entre U$ 20 a U$26. Como hostels são para pessoas que viajam, neste caso podemos extender o quadro de concorrência e incluir hostels de outros países e mostrar os serviços oferecidos, mas por esse mercado ser muito novo no Brasil, não há necessidade de destacar os hostels internacionais como concorrentes, e sim como experiências correlatas. Explicando um pouco sobre São Paulo para chegar na escolha do Casa Club como empresa colaborada. Em sites como Wikipédia, ao pesquisar sobre a cultura de São Paulo, sempre são descritos museus, teatros, casas de shows, bares e casas noturnas, claro que como toda cidade, existe a cultura urbana e histórica que é muito rica, mas a importância da noite de São Paulo é proporcional ao dia do Rio de Janeiro; São Paulo oferece noite para qualquer tribo e para todos os gostos, desde cinemas no centro de São Paulo, a bares em ruas como Augusta, Vila Madalena e Jardins (bairros com diferenças visíveis entre si). 58

Quem aprecia a vida noturna de São Paulo, acaba caindo na Vila Madalena. A Vila Madalena é o bairro "Palermos" dos Argentinos, tem uma cultura mística de bares e vida boêmia, conhecida por suas feiras hippies e seus jovens bebendo em botecos durante o dia, e bares muito característicos a noite. O Casa Club foi escolhido como empresa colaboradora por dois pontos muito importante em seu posicionamento; sua localização e a disponibilidade de imergir o hóspede na vida noturna paulistana, mais precisamente, da Vila Madalena. Ter um bar como centro de convivência é muito interessante quando se vê de fora, talvez para quem quer muito descansar durante a noite, não seja a melhor opção, mas o que mais nos chamou atenção foi o oferecimento do aproveitamento geral da viagem, conhecer o dia e a noite da cidade, interagir com frequentadores locais do bairro que costumam ser estudantes de boas faculdades, como a USP - e que tem repertório para compartilhar com os turistas - e com outros hóspedes, ir para outros lugares noturnos acompanhado de pessoas que têm o mesmo interesse, o diferencial que percebemos não foi apenas o bar como estabelecimento, mas a experiência que ele gera para seus hóspedes. Como a Vila Madalena tem esse destaque no cenário paulistano, deixamos de citar dois dos hostels que caberiam no quadro anterior, para separá-los por mais um critério. 59


B. Estarem situados na Vila Madalena: Vila Madalena Hostel O Vila Madelena Hostel, situado na rua Francisco Leitão, no bairro da Vila Madalena em São Paulo, foi fundado por três amigos que possuem um repertório vasto em relação a hostels de toda parte do mundo. Completando seu primeiro ano no início de 2010, o Vila Madalena Hostel é o concorrente mais forte do Casa Club. Analisando a comunicação visual utilizada pelo Hostel com as cores predominantes vermelho, preto e branco, o site faz uso de ícones para sinalização de serviços oferecidos e materiais apresentados no site, a tipografia predominante é contemporânea com características ligadas a sustentabilidade (gasto de menos tinta na impressão), o cartão de visita da empresa também é impresso em papel reciclado ou papel Reciclato (cxA é o nome do papel). O site demonstra detalhadamente como funciona o sistema interno do hostel, fotos em tamanhos razoáveis permitem a visualização de praticamente todas as áreas internas. O Vila Madalena Hostel já teve problemas com brasileiros, e por isso não aceita grupos de pessoas do país; os brasileiros que se hospedam hoje em dia são na maioria dos casos, meninas que estão sozinhas ou no máximo acompanhadas por outra menina. Esta característica do albergue é definida pela rua o qual se encontra, por ser predominantemente residencial, o silencio é algo primordial para quem quer se hospedar, existe horário máximo para entrar no hostel e regras a cumprir, relacionadas a limpeza e silêncio, e, segundo o recepcionista do hotel, os brasileiros não respeitam esse tipo 60

61


de regra imposta. Essa característica atribuída ao hostel é inversamente proporcional ao Casa Club, que de quinta a domingo abre seu bar para o público frequentador da Vila Madalena e claro, para seus hóspedes. Outra característica que é observada no site, são as fotos do lugar que claramente não fazem uma ligação direta com a identidade visual. Os produtos das fotos não são customizados, os lençóis e colchas mudam de acordo com a cama, da mesma forma que os azulejos são diferentes de acordo com o cômodo apresentado. Bancos, cadeiras, janelas, lâmpadas, cor das paredes, cortinas, luminárias, adereços, puffs, sofás e tapetes, seguem uma decoração baseada em um gosto em particular, mas não existe uma padronização das peças como pertencentes a essa empresa, que chega a ser uma casa para quem passa por lá, mas não é a nossa casa por ser um local de temporada. Talvez a impessoalidade entre o espaço e a identidade visual apresentada sejam propositais para a confirmação de um clima informal e domiciliar, e não corporativo, porém, com a identificação da identidade que o espaço tomou por ocupar um lugar na cidade, no bairro, na rua, e por seus frequentadores, a forma com que os objetos ou produtos se comportam 62

no espaço, passam a ser tão informais a ponto de serem naturais, como no quarto de uma pessoa. Nota-se que no banheiro é colocado uma placa para sinalizar o espaço, isso relata que existe uma preocupação de comunicar com uma linguagem própria. Outro ponto importante é que o hostel aluga bicicletas para seus hóspedes, esse serviço prestado demonstra uma consciência implícita em relação ao meio ambiente, pois oferece aos hóspedes um meio de transporte que emite menos poluentes para o planeta. Este serviço não seria necessariamente interpretado dessa forma se a empresa não fizesse uso de uma tipografia sustentável e papel Reciclato em seu cartão; existe uma necessidade demonstrada pela empresa, de expor seus conceitos e sua maneira de pensar, material de extrema importância para a construção de uma marca própria e indício que existe uma identidade na empresa. A informação sobre o designer responsável pela criação do site ou identidade não foi obtida, os recepcionistas não sabem informar e na internet não foi divulgado. 63


Sampa Hostel O Sampa Hostel é um dos hostels que se encontram na Vila Madalena, na rua Girassol. Pode-se dizer que o Sampa Hostel é o meio termo entre o Casa Club e o Vila Madalena Hostel, apesar de não possuir um bar, aceita jovens animados de toda e qualquer parte do mundo, suas áreas de convivência são aconchegantes e muito mais informais do que a de seus concorrentes, ou seja, sala com almofadas e um sofá forrado com um cobertor compõe esse cenário, deixando-o mais rústico. A identidade visual do hostel quase se assemelha com seus aposentos, pois o que mais podemos observar em ambos é o excesso de informação, elementos e cores. O objetivo de se comunicar com jovens fica visualmente clara ao entrarmos no site, o que não é tão nítido ao analisarmos os espaços, que passam um aconchego mais semelhante ao de “casa de vó” do que de república, por exemplo. O design gráfico/ visual/ web foi desenvolvido pela agência Saber na Web, que apesar de possuir um site, não publica seus trabalhos, apenas assina o nome de seus clientes como (AACD, Ericsson, etc) Uma característica que muito chama a atenção neste hostel, é que grande parte de seu público é composto por brasileiros, o contrario do Casa Club, que recebe mais estrangeiros, mas a grande questão é que O Vila Madalena Hostel não aceita brasileiros por considera-los baderneiros. Em relação aos serviços oferecidos pelo Sampa Hostel, desde café da manhã à lavanderias são oferecidos no próprio recinto, apesar de todos serem cobrados a parte, os concorrentes não oferecem esses serviços mais específicos (como lavanderia e churrasqueira). Os preços variam de R$35 por pessoa a R$180 por quarto com cama de casal e uma beliche; pessoas que possuem a carteirinha Hostelling International tem desconto nas diárias.

64

65


05. 03

EXpe riên cias correlatas

Citaremos experiências correlatas, empresas, serviços ou lugares onde o design foi pensado com raciocínio semelhante ao que será desenvolvido, para que o projeto seja melhor compreendido quanto à parte design de produtos, design gráfico e design de interiores e, também, para que possamos ver referências do que já acontece de tendência no setor hoteleiro. MaxHaus - empresa que customiza a arquitetura de apartamentos de acordo com pedido do cliente. Tem o termo ArquiteturAberta registrado e este termo já sugere o serviço prestado. O cliente pode escolher quantos quartos quer ter, como será a divisão dos cômodos etc. Além deste serviço de arquitetura, a MaxHaus fez parceria com a Nó Design para pensar em produtos para casa, como a MaxDoor, que é uma porta modular que já vem com porta cartas, olho mágico, campainha em mp3 etc. Isso evidencia como o design está presente dentro do espaço. 66

Nos aproximando do universo do hostel, podemos citar o Hotel Fox, situado em Copenhague, na Dinamarca, com 61 quartos e cada um é interferido de maneira única. 21 artistas foram convidados para colaborar no projeto, podendo fazer o que quisessem dentro do espaço que foi atribuído. A proposta deles é trazer impacto para os hóspedes, trabalhando com diversas linhas e agradando diversos gostos. 67


Outro hostel que pode ser mencionado, devido ao seu cuidado sob o ponto de vista do design, e como os elementos quebram, de certa forma, o padrão encontrado na categoria, é o Hostel Oops, localizado na França. Este hostel não tem a mesma riqueza que podemos encontrar no hotel Fox, mas só de olharmos para ele em relação à prática do mercado, já podemos ver que ele pode ser exaltado dos demais. 68

Flagship stores - são as chamadas loja conceito; lojas exclusivas que levam o nome da marca (Nike, Apple, Havaianas, Nokia), que proporcionam para o consumidor um novo tipo de relacionamento entre empresa x conceito x produtos x consumidor. São lojas que auxiliam a projeção de um novo produto, que traduzem melhor a essência da marca por meio de sua arquitetura, identidade e forma como são concebidas, e que fazem com que o ponto de contato seja percebido de maneira inusitada, atraindo a atenção do público, estimulando a interação. 69


05. 04

pú bli co Com o diferencial do Casa Club, que é o bar, podemos pensar ainda mais exclusivamente nesse perfil, que são pessoas que gostam de conhecer gente nova, relaxar enquanto desfrutam dos serviços do bar e gostam de ouvir uma boa música.

Quando falamos sobre o público da empresa colaboradora, estamos falando da parte mais importante do projeto, que é para quem nós vamos voltar nossos olhares para realmente entendermos quem é esta pessoa, qual o desejo dela, compreender seu universo e criar uma linguagem coerente, que comunique, de fato, para o público. Ao pensarmos no público que procura o serviço de hostel, podemos traçar um perfil mochileiros: são pessoas com espírito jovem, ou seja, não importa se têm 18 ou 48 anos, mas estão sempre com algo que as motivam ser aventureiras, que têm vontade de conhecer diversas culturas do mundo inteiro, e também vêm de todos os lugares, preferem não gastar muito dinheiro, não se preocupam tanto com conforto, gostam de conhecer gente nova, gostam de ambientes descontraídos. Por isso, para melhor definirmos o perfil do Casa Club, usamos características psicográficas, que analisam semelhanças no comportamento entre pessoas com interesses em comum, em vez de usarmos os critérios demográficos (condições sociais, faixa etária, lugar onde vive), que seriam insuficientes para compreender quem frequenta o hostel, mesmo porque estas condições variam de acordo com a localização geográfica, e o público que estudamos vem do mundo inteiro. 70

Um aspecto interessante que observamos por pesquisas realizadas com pessoas que costumam ficar hospedadas em hostels e também pelo próprio posicionamento da empresa, evidenciado no nome, é que quem se hospeda em hostel gosta de ficar neste tipo de acomodação, especificamente, por encontrar semelhanças com a sua casa, por sentir que o ambiente é aconchegante e por ter clima familiar. Isto, na nossa interpretação, se torna uma característica paradoxal destes indivíduos que, justamente, saem das suas casas em busca de aventuras e querem entrar em contato com pessoas desconhecidas. Pode-se afirmar que quem frequenta o Casa Hostel gosta de sair do lugar comum, afinal, uma pessoa que se desloca pelo mundo inteiro buscando novas experiências e conhecer novas pessoas, não iria buscar esse tipo de emoção em lugares óbvios.

aventureiro paradoxal explorador curioso busca conhecer gente nova 71


05. 05

sw ot

S

w

• o bar atrai públicos variados.

• sinalização não comunica de modo eficaz.

pontos fortes O Casa Hostel tem como pontos internos a serem explorados e percebidos de melhor maneira pelo público o fato de ter o bar, centro de convivência que permite para os mochileiros conhecerem ainda mais sobre a cultura local, com ainda mais pessoas que não só compartilham do interesse de viajar, tornando esse contato enriquecedor para o turista. Sua localização também é importante, sobretudo por estar na Vila Madalena, perto do metrô, pontos de ônibus, casas noturnas, outros bares - o que reforça esse sentido de convivência e pessoas interagindo, museus, galerias de arte etc.

• localizado próximo a museus, metrô, drogarias, restaurantes, livrarias, bares e casas noturnas.

• serviço de hostel pouco explícito no local .

pontos fracos Dentro do hostel não podemos ver preocupação formal com o modo que eles comunicam, sua sinalização não é eficaz para quem busca informações, e um ponto importante é que o serviço de hostel não se torna evidente no local.

O

T

• tendência de crescimento para o turismo brasileiro, que já é o 13º mundial.

• crises financeiras (variações cambiais).

OPOrtunidades Observando o macrobiente, vemos que o turismo brasileiro tem bastante importância no cenário mundial e pode ser ainda melhor explorado. Os grandes eventos esportivos que estão por vir (Copa e Olimpíadas) irão estimular os turistas a vir para o país. Dentro das tendências, constatamos que viajar está cada vez mais fácil, graças à internet que possibilita recursos

• facilidade para viajar, preços mais acessíveis. • eventos de grande porte - copa e olímpiadas que trarão turistas. 72

• eventuais desacordos diplomáticos que se tornem barreira para o fluxo de turistas. • valorização do real.

Ameaças As ameaças que podem influenciar negativamente o Casa Hostel são situações, possíveis crises e a supervalorização do real, que pode fazer com que alguém que escolhe a América do Sul como destino, acabe optando lugares em que se gaste menos, como a Argentina. 73


05. 06

an soff

Mercado

74

Existente Novo

Produto

Novo

Existente

penetração de mercado

Ao fazermos a matriz Ansoff, pode-se perceber que a decisão foi de manter o mesmo serviço para o mesmo mercado. Esta decisão foi tomada porque percebemos que este universo de hostel ainda tem grande potencial a ser explorado, ainda mais no Brasil. Devido às propostas que o segmento oferece, de ter como característica um centro de convivência, vimos que é fundamental que sejam feitos mais estudos de como o design gráfico pode estar presente nesse contexto, de como ele pode ser fator chave para conseguirmos atingir essa proposta de convivência com maior aprofundamento. Como já vimos que em outros países da Europa, principalmente, já se tem uma maior preocupação com a experiência do ambiente de quem vai se hospedar. Para o Casa Club, além de ser um aprofundamento deste serviço e reforço do seu posicionamento, isto o colocará em destaque dos demais concorrentes, tornando-se referência. 75


05. 07

bud get do projeto

pesquisa e criação

custo hora

quant horas

total

pesquisa e análise

80.00

100

8,000.00

conceituação

80.00

40

3,200.00

reunião

80.00

40

3,200.00

arte final

custo unit

quant

total

novo logotipo

15.00

1

15.00

desenvolvimento

custo hora

quant horas

total

guia básico de identidade visual

15.00

4

60.00

novo logotipo

30.00

20

600.00

fachada

15.00

1

15.00

guia básico de identidade visual

30.00

8

240.00

ficha de check in

15.00

0.5

7.50

fachada

30.00

10

300.00

chaveiro/cartão

15.00

2

30.00

ficha de check in

15.00

4

60.00

roupa cama / banho

15.00

0.5

7.50

chaveiro/cartão

30.00

8

240.00

camisinha

15.00

2

30.00

roupa cama / banho

15.00

0.5

7.50

adesivo escada

15.00

1

15.00

camisinha

30.00

8

240.00

sinalização quarto

15.00

2

30.00

adesivo escada

30.00

5

150.00

numeração locker

15.00

1

15.00

sinalização quarto

30.00

5

150.00

sinalização porta banho

15.00

2

30.00

numeração locker

30.00

4

120.00

cortina chuveiro

15.00

5

75.00

sinalização porta banho

30.00

6

180.00

adesivo vaso sanitario

15.00

1

15.00

cortina chuveiro

30.00

6

180.00

baralho

15.00

4

60.00

adesivo vaso sanitário

30.00

4

120.00

bolacha de chopp

15.00

0.5

7.50

baralho

30.00

20

600.00

guardanapo

15.00

0.5

7.50

bolacha de chopp

30.00

10

300.00

adesivo parede bar

15.00

1

15.00

guardanapo

30.00

5

150.00

sinalização banheiro bar

15.00

2

30.00

adesivo parede bar

30.00

8

240.00

adesivo espelho

15.00

0.5

7.50

15.00

1

15.00

sinalização banheiro bar

30.00

4

120.00

número cama

adesivo espelho

30.00

6

180.00

total criação desenvolvimento e finalização

número cama

30.00

8

240.00

the hub

76

19,305.00 20.00

322

77


produção

custo unit

quant

total

fachada

900.00

1

900.00

ficha de check in

0.10

1000

100.00

chaveiro/cartão

2.00

1000

2,000.00

cama / banho

5.00

240

1,200.00

camisinha

5.00

500

2,500.00

adesivo escada

200.00

1

200.00

sinalização quarto

100.00

3

300.00

numeração locker

10.00

36

360.00

sinalização porta banho

100.00

4

400.00

cortina chuveiro

50.00

4

200.00

adesivo vaso sanitário

100.00

2

200.00

baralho

20.00

100

2,000.00

bolacha de chopp

2.00

2000

4,000.00

guardanapo

0.10

2000

200.00

adesivo parede bar

250.00

1

250.00

sinalização banheiro bar

100.00

2

200.00

adesivo espelho

100.00

2

200.00

número cama

5.00

36

180.00

total custos de produção

15,390.00

acompanhamento e administração de fornecedores 15%

CUSTO TOTAL DO PROJETO 78

37,003.50 79


06,

ob jeti vos Este projeto teve como objetivo gerar uma relação direta e única entre o design gráfico e o cotidiano das pessoas, proporcionando a elas uma experiência própria de interação com o espaço. Essa experiência seria concretizada a partir do momento em que o espaço fosse personalizado, sendo nele traduzidos valores pessoais, gostos e características específicas do público / pessoa que o utilizam / frequentam. Para isso, o design gráfico, aliado a uma análise racional e poética desse público/pessoa-alvo e um conceito forte e amarrado com essas características, assumiu o papel de ferramenta de personalização do espaço e agente transformador do cotidiano.

80

81


06. 01

ob jeti vos específicos

O objetivo específico deste projeto é utilizar o design gráfico como ferramenta para a concretização de uma ideia que surgiu da necessidade cotidiana. Partindo dos conhecimentos que o design gráfico proporciona, a coleta de informações que sustentam o projeto, a necessidade percebida e o pensamento mercadológico, em propor uma experiência que convide o consumidor a fazer parte da empresa, desenvolvemos a personalização da empresa Casa Hostel. Estudamos a marca, propusemos uma mudança no nome, criamos uma nova identidade visual e interferimos no espaço afim de proporcionar uma experiência para o hóspede, que a transformaria em parte da sua história. Nosso objetivo pode ser concretizado pela criação de identidade visual e design ambiental. 82

83


proposição de

DE si gn

07, Na proposta de design trabalhamos com duas linhas: 1. nova identidade visual do Casa Hostel: logo e naming 2. universo visual baseado na proposta principal do projeto, que é gerar integração e estímulo para os hóspedes por meio dos objetos ali presentes. 84

85


07. 01

con cei tuação

Acreditamos que o conceito de identidade seja a junção de caracteres próprios e exclusivos que diferenciam pessoas diante das diversidades e de seus semelhantes. Este conceito é totalmente aplicável ao design gráfico, que em seus estudos de identidade corporativa, busca atribuir as características da marca de forma visual, e tangibilizar a essência da mesma. Baseando-nos nas tendências do livro Consumo Autoral e também na análise das pessoas que frequentam o hostel - pessoas que saem de casa em busca de aventura, mas optam por ficar em hostels porque se sentem em casa; sugerindo paradoxo - o modo de aliar a proposta de personalização a partir de gostos pessoais (justificados na personificação do hostel) foi escolher uma história que não fosse coerente. Assim, escolhemos Alice, a primeira literatura nonsense já escrita. Como estas duas vertentes estão intrinsecamente ligadas, foi estabelecido que a criação da linguagem visual da releitura de Alice é que será prioridade, por justificar o gosto pessoal do hostel, mas para que haja fortalecimento do empreendimento que é o hostel e a assimilação direta que tem de existir para que pessoas do mundo inteiro reconheçam o lugar, o logotipo assinará as peças institucionais junto com o universo visual criado. 86

Partindo deste princípio, decidimos ir mais fundo no estudo de identidade visual para a marca e tangibilizar também sua personalidade, personalizando o cenário de acordo com suas necessidades, atributos e posicionamento perante ao mercado. A personalização busca criar interação entre empresa e consumidor e intervir (ação) no tempo de ligação entre eles, gerando uma experiência única entre pessoa e marca. Com o objetivo de personalizar, definimos personificar a empresa tanto para ter um resultado de personalização fiel, como para adaptar o processo aplicado em empresa, para casas, pois a necessidade de transformar uma casa em ambiente especificamente ligado a gostos e costumes de seus moradores está crescente. 87


Ao estudarmos a forma de personificar a empresa, definimos pelo conceito pronto de narração, dispomos de personagens, tempo, espaço e ação; personagem e espaço são pontos determinantes para concretização deste projeto e tempo é totalmente determinante na relação entre pessoa e espaço, pois no caso do hostel, o tempo curto de estadia não permite o desenrolar de uma rotina, o que define muito em como a experiência deve ser passada. Narrativa, história e viagem. Três termos que, juntos, sustentam o conceito e objetivo do projeto, firmam a experiência natural que hostels passam para seus hóspedes e complementam o objetivo do público que busca este tipo de serviço. Estar no cenário, vivenciar o tempo e ser personagem para agir dentro da realidade estudada foi necessário para o desenrolar do conceito; a imersão no universo do hostel e um conhecimento maior do bairro da Vila Madalena foram nossos dados mais precisos para sustentação tanto da conceituação como da linguagem do projeto. O Casa Hostel tem um posicionamento muito bem definido, de oferecer serviço de hostel e oferecer uma imersão na noite noturna de São Paulo, possibilitando a interação entre interagindo estrangeiros ou hóspedes de outras regiões do Brasil, com frequentadores e residentes do bairro, permitindo a troca de experiências e permitindo que, além de conhecer a cultura diurna, vivenciar a noturna. 88

A Vila Madalena viabilizou e potencializou a proposta, por ser um bairro de características marcantes na cidade, e por ser conhecido pela sua cultura noturna, portanto, conhecer o bairro foi de extrema importância para definir o perfil da personificação do hostel. Com o objetivo de personalizar o hostel, baseado nas características de sua personalização, a forma que encontramos de compartilhar o olhar particular do personagem hostel, pertencente a um bairro da cidade de São Paulo com particularidades que o diferenciam e o tornam único e determinar o perfil de quem o procura, definimos pela interpretação de uma história clássica e imaginário coletivo, e desconstrução da mesma, com o intuito de propor uma experiência para os hóspedes, baseada no olhar da personificação criada. 89


07. 02

e ta pas

de projeto

ESCOLHA DA EMPRESA COLABORADORA Escolhemos o CasaClub por dois pontos importantes, primeiro pelas características híbridas de uma casa, como por exemplo, a divisão de um espaço para convívio, uma informalidade entre hóspedes e funcionários, e a necessidade de adaptação e respeito do espaço do outro; e pelas características de uma empresa que oferece seus serviços, tem um posicionamento perante o mercado, quer que os hóspedes voltem em outras ocasiões e cobra um valor por todos esses serviços. Outro ponto que fez com que o Casa Club fosse o hostel escolhido, foi o posicionamento e o serviço oferecido, pois o hostel situado no bairro dos bares, e ao lado dos mais conhecidos, oferece ao hóspede uma imersão na vida noturna da vila Madalena, e proporciona uma troca entre moradores locais e viajantes, intensificando a experiência de um jovem que vem a São Paulo se hospedar. 90

91


PESQUISA

DEFINIÇÃO DE TEMA O tema foi definido a partir da percepção das necessidades do cotidiano e como isso poderia ser aplicado a uma empresa, intensificando seu posicionamento, destacando-a no mercado perante os concorrentes. Identidade visual e identidade ambiental são duas vertentes do design que trabalham muito bem juntas, unindo-as pensamos na personalização como foco principal de desenvolvimento e estudamos em como solucionar esta ideia para uma empresa, como para uma pessoa.

ANÁLISE Imersão no hostel foi o ponto de partida para uma análise mais fundamentada da empresa, entendemos desde a proposta gráfica, a linguagem utilizada, até mesmo como as pessoas se comportam no ambiente do hostel e como desenvolver um projeto gráfico sem tirar a essência da empresa e intensificar a vivência dos consumidores. Encontramos problemas na identidade visual como projeto gráfico, mas acreditamos que o impacto no posicionamento não seja de forma negativa, a informalidade, a generosidade que a empresa apresenta aos hóspedes, de estar na Vila Madalena, levá-los para outros lugares de São Paulo, desenvolver uma programação diária, todo esse cuidado não é prejudicado pela identidade visual, acreditamos que melhorandoa podemos intensificar a experiência que já existe. 92

Pesquisamos o mercado de Hotels de São Paulo e do Brasil, ainda no Brasil nossa cultura de hostel é muito recente, na Europa e na Argentina, experiências de vida noturna, programação diária, e outras formas de convivência são muito comuns, no Brasil este conceito ainda é novo, e o Casa Hostel se destaca ao oferecer essa integração e conhecimento completo da cidade, mas por outro lado, peca no quesito dormir, pois o barulho atrapalha uma noite de sono, e a empresa demonstra saber deste impacto, ao colocar acessórios para tapar o ouvido no kit básico.

CONCEITUAÇÃO A conceituação do nosso projeto partiu da análise do Hostel no bairro da Vila Madalena. Percebendo todos os atributos da empresa e do público, definimos o projeto pela PERSONIFICAÇÃO, que foi a forma que encontramos de justificar a personalização para a empresa, e não para os hóspedes, pois estes irão usufruir de uma experiência gerada por esta personificação. Ao personificar o Hostel, chegamos na definição de Histórias; esta definição permitiu a proposta de mudança de tema anualmente, criando uma nova atração para hóspedes que retornam ao Hostel, e intensificando a ideia de personalização. Para 2010 concluímos que a história seria ALICE de Lewis Carroll.

DESENVOLVIMENTO Para o desenvolvimento das peças partimos para a experimentação de novos materias no projeto gráfico e como intervir nos produtos e no ambiente para permitir a vivência de uma experiência, e assim chegamos em uma linguagem definida que deu origem ao projeto gráfico. 93


07. 03

no me

Para solucionar um dos problemas que percebemos (descrito anteriormente na problematização), nós estudamos e propomos um novo nome para a empresa: Casa Hostel Através deste nome, acreditamos que o logotipo expressa o conceito e o serviço de forma sucinta. O “club” deixará de ser mencionado, pois seu conceito, para o hostel, se aproxima muito do conceito de “casa”, um lugar onde diversas pessoas podem conviver e compartilhar interesses comuns. Em relação ao serviço de bar, que é a proposta que diferencia da concorrência e faz com que este hostel, especificamente, seja ideal para a viabilização do projeto como um todo, temos o suporte visual do próprio espaço físico, e também se faz explicativo nos meios de comunicação, que são o site e outros lugares de referência na internet. Em sites como tripadvisor.com, ou onde o Casa Hostel for mencionado para quem pesquisa por hostels para se hospedar em São Paulo, a breve descrição do lugar permanecerá a mesma, dando ênfase no bar e assegurando que a pessoa tenha conhecimento que o bar é um serviço importante ali dentro, e, assim, o público do Casa Hostel continua o mesmo.

cuide do sentido, e os sons das palavras cuidarão de si mesmos” Alice no País das Maravilhas

Como o nome anterior já tinha a palavra casa, não nos preocupamos com a sonoridade, que é um dos modos de aproximar os turistas da cultura brasileira. É uma palavra curta e não enfrenta grandes problemas ao ser falada em outros idiomas, como pudemos constatar nas entrevistas com alguns dos hóspedes. Uma vez que não existe uma língua universal, devemos pressupor que podem haver alterações nos fonemas de qualquer palavra, em qualquer idioma, inclusive com palavras em inglês, e como casa foi pronunciada de maneira compreensível pelos entrevistados, decidimos manter este verbete que exprime o conceito fundamental do projeto. 94

95


07. 04

iden tida de visual

evolução da forma LOGOTIPO

Para criação do logotipo, pensamos em manter o sentido aplicado anteriormente, um logo limpo e informativo, para que não interfira ou brigue com os elementos visuais aplicados, mas que conviva e não perca seu sentido informativo e conceitual. No novo logotipo, usamos a tipografia Gotham, sem serifa, e que tem boa legibilidade para compor as palavras casa hostel, tudo junto, sem espaço, em caixa baixa. A não existência de espaço entre as duas palavras é para que seja ainda mais evidente o conceito de união/integração, e isto não gera problemas de leitura, pois são palavras de idiomas diferentes e a sonoramente existe uma separação de sentido entre as palavras, a pausa é feita quando o logotipo é lido, e não apenas visto pela sua forma gráfica. 96

97


07. 05

ambi ENta ção

Personificação do Casa Hostel Como metodologia de processo, acreditamos que para personalizar algo para transformar o ambiente em quem alguém convive é necessário que exista uma pessoa. Assim como para construir uma identidade visual, precisa-se de uma empresa com necessidades. Isso já acontece em metodologias de marketing, quando vão definir ou exemplificar melhor o público em questão. No caso do Casa Hostel, usamos algumas características do público e a reunimos em uma só pessoa, para que pudéssemos entender melhor como é estar dentro do Casa Hostel e viver naquele ambiente, determinar com mais precisão os objetos que fazem parte da rotina de quem está ali, pois se tratássemos disso como o público em geral, poderiam haver algumas lacunas, como por exemplo, o hóspede nem sempre usa o banheiro do bar, e quem se hospeda em um quarto coletivo não tem a mesma experiência de quem fica em um quarto individual. O Casa Hostel é: aventureiro incoerente fotografa onde vai conta histórias das viagens que faz pelo mundo gosta de conhecer gente nova enquanto toma cerveja no bar gosta de coisas novas se interessa por arte 98

A personalização do Casa Hostel busca validar o conceito de personalidade, unificando características de diversos hóspedes em apenas uma “pessoa”.


PERIODICIDADE Como o projeto é aplicado em um ambiente comercial, é importante que haja uma periodicidade para a troca da ambientação, sem que os critérios para a escolha da história seja perdido. Essa periodicadade garante que a experiência de estar no Casa Hostel seja única para quem frequenta o lugar, e segundo dados fornecidos pelo Casa Hostel, o tempo que as pessoas que costumam retornar para lá para se hospedar ultrapassa de um ano. Assim, estabelecemos que a troca da história para ambientação é a cada ano. Neste critério de periodicidade, levamos em consideração apenas o público para qual o projeto está voltado: os viajantes, e não o público do bar, que costuma frequentar o local com maior frequência. Para a escolha do tema, no caso, escolha da história, devemos retomar a personificação e ver quais são os gostos que a "pessoa" Casa Hostel, alinhar suas características (personalidade), e chegar na melhor opção. Separamos algumas histórias que têm relação: A viagem de chihiro o mágico de oz viagem ao centro da terra moby dick alice no país das maravilhas Para 2010, concluímos que a história será Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. 100

101


FLUXOGRAMA Pelo fato do projeto estar relacionado à rotina de quem está/frequenta o Casa Hostel, vimos que a maneira mais pertinente de demonstrar este comportamento ali dentro, seria por meio de um fluxograma, que estabeleceria a jornada de quem entra no hostel, desde o check in e todo seu percurso até a hora da saída. Fluxograma é um método para determinar, como o próprio nome diz, o fluxo de um certo lugar. Muito comum para projetos de sinalização que visam a maneira mais eficaz de posicionar as informações, de modo que as pessoas possam se orientar melhor. Para o projeto do Casa Hostel, é importante que esse fluxo nos dê indicações dos pontos de contato do mochileiro com o ambiente como um todo, por exemplo logo ao chegar no estabelecimento ele vai entrar em contato com a fachada, em seguida irá se localizar para fazer o check in e, consequentemente, preencher uma ficha de cadastro. Por isso que ao fazermos o fluxograma, percebemos as necessidades de onde devem estar as peças básicas de design e, também, podemos nos orientar melhor para que o objetivo do projeto, de propor objetos dentro do ambiente que tornem a experiência, de quem viaja, melhor; seja atingindo, observando quais locais estratégicos seriam interessantes para cada peça. 102

103


1 ENTRADA CASAHOSTEL

5

BAR

2

BANHEIRO F

BANHEIRO M

BALCÃO|CHECKIN

Com este fluxograma, definimos a ordem em que as pessoas tem contato com os ambientes, levando em consideração, sobretudo, o fluxo do turista, mas também conciliando com o público do bar que é importante para o projeto. Percebemos que o lugar mais importante para o projeto é o bar. É por ali que se entra, é ali que os viajantes fazem check in e é ali que será a parte mais estimulante para a convivência social.

3 CORREDOR QUARTO

4

7 104

BANHEIRO

105


07. 06

a li ce

Para trabalharmos com uma história tão tradicional e com tantas releituras, decidimos nos ater ao conto original, mas buscando elementos que estejam no consciente coletivo - que foram deixados pelo filme da Disney de 1951 e, recentemente, pelo filme do Tim Burton - como algumas cores, objetos e formas. Esta busca do reconhecimento para o público é fundamental para que quem entre no hostel, possa assimilar o que está acontecendo e assim, a experiência possa se concretizar, pois se a história não ficasse em evidência, não seria condizente com o desenvolvimento do trabalho.

Essa é a beleza da obra de Carroll. Por mais que tenham sido feitas mil análises, 'Alice no País das Maravilhas' permanece um enigma. (...) Carroll fez algo que você não consegue penetrar via raciocínio lógico, mas que dialoga com algo profundo e subconsciente. Para mim, esse é o tipo de criação mais puro que há.” Tim Burton

Para aliar as personagens da história com os ambientes do hostel, incluimos um pouco de humor, buscando ligações que fossem coerentes com os dois universos (Alice e hostel). Isto ficará mais claro a seguir com o detalhamento do ambiente e dos objetos que compõem estes "cenários". 106

107


07. 07

pai nel sem창ntico


110

111


estudos de linguagem para ambientação

112

113


07. 08

proje to

1 ENTRADA CASAHOSTEL

5

BAR

2

BANHEIRO F

BANHEIRO M

BALCÃO|CHECKIN

Parte 1 - Entrada

114

CORREDOR

4

QUARTO

- fachada - simulação do buraco

3

Primeiro contato do hóspede com o Casa Hostel. É importante que ele reconheça o local, perceba a atmosfera da ambientação, mas ainda não entenda o que está por vir. Sutileza para não "entregar o jogo". Para esta parte, desenvolvemos:

115


1

ADA CASAHOSTEL

5

BAR

2

BANHEIRO F

BANHEIRO M

BALCÃO|CHECKIN

3 CORREDOR QUARTO

4

Rua Mourato Coelho 973, Vila Madalena, São Paulo, Brazil. CEP 05417-011. Phone: 55 11 3798-0051 or 55 11 9362-1893

CHEGADA arrival

SAÍDA departure

NOME name

IDADE age

NACIONALIDADE nationality

ENDEREÇO RESIDENCIAL home address

Parte 2 - Check in TELEFONE phone number

O check in é feito no bar, mas por enquanto, o hóspede só preenche a ficha, retira o kit e sobe para o quarto, ainda não vai ter a sensação de estar no bar. O chaveiro também serve como cartão de visitas. - ficha de inscrição - roupa de cama / banho - chave para armário do quarto 116

RG id card

CPF passport

TIPO SANGUÍNEO blood type

ALERGIA allergy

ASSINATURA signature

7

BANHEIRO 117


5

BAR

1

A CASAHOSTEL

2

BANHEIRO F

BANHEIRO M

BALCÃO|CHECKIN

3 CORREDOR

Parte 3 - Corredor Agora o hóspede já começa a perceber mais elementos que sugerem uma linha narrativa para algo que vai acontecer ali dentro. É a primeira vez que um objeto da história aparece. Para esta parte, trabalhamos os degraus da escada. 118

QUARTO

4

7

BANHEIRO

119


HEIRO F

QUARTO

4

7

BANHEIRO

Parte 4 - quarto principal A suíte que acomoda 16 pessoas. Para este ambiente escolhemos o gato. Neste ambiente, teremos a identificação do quarto, para quando o hóspede voltar do bar, poder saber em qual quarto e qual cama está. Para a adesivação, pensamos em vinil fosforecente na numeração das camas, para que, mesmo com a luz apagada, ainda seja possível se localizar sem incomodar os demais hóspedes. 120

121


5

BAR

1

2

OSTEL

BANHEIRO F

BANHEIRO M

BALCÃO|CHECKIN

Parte 5 - bar

3

Este ambiente é o ápice do projeto, pois é onde todos terão contato com a ambientação de forma mais consistente. O funcionário do hostel, ao preencher a comanda para o cliente, no lugar reservado para o nome do hóspede, escreve "Alice", dessa forma, o hóspede começa a assimilar que CORREDOR o tema é "Alice no País das Maravilhas". O bar é muito importante, é onde acontece a interação entre o público da Vila Madalena e os hóspedes. Para o bar, definimos como personagem a Lagarta.

122

4

QUARTO

Os objetos que estão inseridos neste ambiente são: - bolacha de chopp - guardanapo - cardápio

123


drink me

welcome,

APPETIZERS ham and cheese rezolles 6un heart of palm rezolles 6un creamy chicken bites 6un cheese balls 6un creamy beef bites 6un fried meat balls 6un calabrese sausage 150g calabrese sausage 650g french fries 150g french fries 650g peanuts 150g

R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 5,50 R$ 15 R$ 5,50 R$ 15 R$ 3

BURGER AND SANDWICH supreme cheeseburger

R$ 12,50

!

on a fresh portuguese roll, 120g of chicken fillet, cheese, mayonnaise, lettuce and tomato

180g of premium beef burger, cheese, mayonnaise, lettuce and tomato

chicken filet with cheese

R$ 10

chicken filet with cheese

R$ 10

180g of premium beef burger, cheese, mayonnaise, lettuce and tomato

on a fresh portuguese roll, 120g of chicken fillet, cheese, mayonnaise, lettuce and tomato

BURGER AND SANDWICH supreme cheeseburger

APPETIZERS ham and cheese rezolles 6un heart of palm rezolles 6un creamy chicken bites 6un cheese balls 6un creamy beef bites 6un fried meat balls 6un calabrese sausage 150g calabrese sausage 650g french fries 150g french fries 650g peanuts 150g

comanda/cardápio

R$ 5

skol

R$ 5

heineken

R$ 6

bohemia

R$ 6

serra malte

R$ 6

original

R$ 6

SOFT DRINKS PANINIS water misto ham, sparkling cheese andwater oregano energy drink bauru water ham, H2OH cheese,flavored tomato sparkling and oregano casasodas hostel salami and buffalo canned juicemozzarella fresh natural juice BURITOS beef burito

R$ 2,30 R$ 5,50 R$ 2,30 R$ 6R$ 7 R$ 4 R$ 3,50 R$ 7,50 R$ 3,50 R$ 4,50

LIQUOR bacardi smirnoff absolut azuma kirim johnnie walker red label jack daniel’s domecq senzala ouro florida ouro velha ouro jose cuervo silver jose cuervo gold

R$ 9 R$ 9 R$ 14 R$ 9 R$ 12 R$ 16 R$ 7,50 R$ 4,50 R$ 5,50 R$ 7 R$ 10 R$ 10

SHOTS brazilian spirit

R$ 3

cachaça, guarana syrup and lime juice

red devil green devil

eat me

R$ 12,50

R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 8 R$ 5,50 R$ 15 R$ 5,50 R$ 15 R$ 3

casa hostel salad chicken filet

R$ 10

lettuce, arugula, tomato, carrots and onions

SALADS casa hostel salad

R$ 6

shaved chicken filet, cheese, bell peppers, onions and tomato sauce

chicken burito

R$ 13

seasoned flat beef, cheese, bean cream and lettuce

beef and been burito

R$ 13

seasoned flat beef, cheese, arugula salad and sin dried tomatoes

BURITOS beef burito

R$ 13

salami and buffalo mozzarella

casa hostel

R$ 7,50

ham, cheese, tomato and oregano

bauru

R$ 6

ham, cheese and oregano

PANINIS misto

R$ 5,50

124

R$ 4

vodka, mint liquor and white curacao

R$ 13

seasoned flat beef, cheese, arugula salad and sin dried tomatoes

beef and been burito seasoned flat beef, cheese, beanDRINKS cream and lettuce

bloody mary chicken burito

R$ 14 R$ 13

vodka, tomato limebell juice, shaved chicken filet,juice, cheese, peppers, english sauce, tabasco onions and tomato sauce and black pepper

cosmopolitan R$ 14 vodka, cranberry liquor, SALADS lime juice and cointreau casa hostel salad R$ 6 sex on the beach R$ 14 lettuce, arugula, tomato, carrots and onions vodka, peach liquor,

casaorange hosteljuice salad chicken filet and grenadine

CYA :)

R$ 13

R$ 10

sex on the peach

R$ 14

COCKTAILS caipirinha caipiríssima caipisaque caipiroska johnnie walker + energy drink jack daniel’s + energy drink smirnoff ice smirnoff + energy drink absolut + energy drink

R$ 10 R$ 12 R$ 12 R$ 12 R$ 16 R$ 19 R$ 6 R$ 14 R$ 18

ROOM | BED

vodka, cranberry liquor, cointreau and peach juice

easy joy

R$ 14

vodka, cranberry liquor and strawberry juice

green screw driver

R$ 14

vodka, blue curacao and orange juice

mojito

R$ 14

rum, lime juice, sparkling water and mint

piña colada

R$ 14

rum, pineapple juice, coconut milk and condensed milk

margarita

R$ 14

tequila, cointreau and lime juice

tequila frozen

R$ 14

tequila, fruits of the season, sugar and condensed milk

drink from hell

R$ 19

bacardi lemon, whisky red label, peach liquor and martini rose

bolacha de chopp

A comanda e o cardápio são a mesma peça, reduzindo os custos de produção para a empresa. Se quem está no bar é o hóspede, no verso ele preenche o quarto e a cama para que a conta seja paga no check out, se o cliente for o público da Vila Madalena, no verso tem espaço para que seja carimbado como "pago" e a comanda entregue na saída.

R$ 4

gin, cachaça, lime juice and grenadine

drink me

eat me

BEER brahma

frente

guardanapo verso 125


5

2

BANHEIRO F

BANHEIRO M

BALCÃO|CHECKIN

3 CORREDOR

O bar conta com dois banheiros (feminino e masculino) para uso de todos. Decidimos separá-los do tema do bar, pois trata-se de um outro momento para quem usa, portanto, uma nova experiência. Foram escolhidos o rei e a rainha de copas.

4

QUARTO

parte 6 - Banheiros do bar

Os objetos que estão inseridos neste ambiente são: - sinalização da porta - camisinha 126

127


camisinha banheiro feminino

ilustração das portas banheiro feminino | masculino

camisinha banheiro masculino

128

129


7

BANHEIRO

parte 7 - banheiro quarto misto Assim que o hóspede sobe, vai para o banheiro se arrumar para dormir e encerrar sua jornada pelo hostel. Neste ambiente, usamos o Chapeleiro como tema. Para ambientação, quisemos passar a impressão de que o hóspede está tomando banho dentro de uma xícara. Também sugerimos que, no box, tenha um sache com aroma, para quando a água quente do chuveiro cair, deixe o ambiente perfumado. - sinalização da porta do banheiro misto - cortina para chuveiro - adesivos box 130

131


ilustração da cortina

ilustração box

ilustração das portas banheiro misto

ilustração box 132

133


Considerações do universo visual

site Por ser o principal ponto de contato para quem pesquisa por hostel e, muito provavelmente, por onde a escolha será feita, propomos um layout de como seria a home do site casahostel.com.br. 134

Toda vez que a peça for institucional, os elementos devem ser usados "estourados" para que não haja reconhecimento do tema, mas que o universo visual seja percebido como um todo. Foi o que desenvolvemos em peças como fachada, ficha de inscrição, cartão, site e kit de roupa de cama/banho. Todas as peças do hostel são trocadas anualmente. Alguns ítens serão adaptados de acordo com a história, ou então criados, caso haja necessidade. 135


07. 09

crono GRA ma de implantação

CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DO PROJETO

SEMANA 01

SEMANA 02

SEMANA 03

SEMANA 04

SEMANA 05

SEMANA 06

SEMANA 07

SEMANA 08

SEMANA 09

SEMANA 10

SEMANA 11

SEMANA 12

SEMANA 13

SEMANA 14

SEMANA 15

SEMANA 16

Aprovação da proposta comercial Reuniões, pesquisas, visistas, vivência Conceituação e estudos de linguagem Desenvolvimento de projeto Finalização Produção e implantação Reinauguração do Casahostel Obs: Estes prazos não incluem tempo de aprovação do cliente

136

137


08, me MO rial

138

descritivo

139


cinta roupa de cama/banho 60x12cm duplex 320g/m2 4x0 - offset faca especial ilustração fachada 500x300cm lona 4x0 - impressão digital

logotipo 250x30cm letra caixa

cartão 8,5x5,5cm cartão paraná 750g/m2 empastado com colorplus 90g/m2 4x1 - impressão digital faca especial

ficha de inscrição 21x29,7cm sulfite 90g/m2 4x0 - impressa no próprio hostel 140

141


BOlacha de chopp 9cm de diâmetro cartão paraná 750g/m2 4x4- offset faca

guardanapo 12x12cm (fechado) / 24x24cm (aberto) papel 1x0 - serigrafia 142

cardápio + comanda 9,5x11,6 cm (fechado) / 19x23,2 (aberto) alta alvura 180g/m2 4x4 - offset 143


embalagem camisinha 14x12cm duplex 320g/m2 4x0 - offset faca especial + vinco

144

sinalização banheiros 40x70 cm impresão digital em vinil adesivo recortado

145


adesivo box 100x80 cm impres達o digital em vinil adesivo recortado

cortina banheiro 140x200cm pvc 4x0 - serigrafia

adesivo box 100x80 cm impres達o digital em vinil adesivo recortado 146

147


adesivo escada 250x250 cm impres達o digital em vinil adesivo recortado

adesivo escada 40x40 cm impres達o digital em vinil adesivo recortado adesivos quarto vinil fosforecente recortado

148

149


09, consi dera ções

finais

Este projeto de graduação teve como objetivo expôr de maneira clara como que a formação do desginer na ESPM é fundamental para entender as questões que envolvem os assuntos mais emergentes no cenário atual do mercado. Especificamente este tema que discorremos está sendo muito desenvolvido por diversas empresas. O design ambiental é planejado para que seja uma nova onda para o consumidor, para que ele possa se aprofundar no universo da marca, entender de outra forma qual é a mensagem que a empresa quer transmitir. Por estarmos vivendo um momento de transação do consumo, onde, cada vez mais, os consumidores têm autonomia sobre as decisões formais do produto, interferindo com seu gosto pessoal no modo de fabricação (os exemplos de customização da Nike e do it yourself), observamos que esta tendência é bastante pertinente, mas como aliar isso à uma empresa que presta serviços já com um intuito de muito mais proximidade com o consumidor é que foi o desafio. Partimos de algumas premissas do projeto que pudessem tornar a metodologia mais inspiradora, e que fosse, de fato, coerente com o mundo em que vivemos. Percebemos que cada vez mais as empresas querem se aproximar do consumidor, usando como "isca" ele próprio, oferecendo vantagens competitivas que o cliente pode se sentir dono/ autor de determinado produto. Com esse entendimento de que pessoas buscam se identificar com os produtos, imaginamos como seria a rotina

150

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de alguém e como que tais produtos poderiam sofrer interferências gráficas a fim de tornar as situações corriqueiras de modo menos monótono. Em paralelo à esta ideia, o Casa Hostel já tinha seu lugar conquistado no mercado, a decisão foi de não expandir seus investimentos, nem mudar seus atributos; apenas aprofundar uma oportunidade que o próprio posicionamento da empresa oferecia - de trazer o centro de convivência, que existe em todos os hostels, para um cenário mais amplo, permitindo que os turistas entrassem em contato com a vida boêmia da Vila Madalena - foi pertinente para que, neste momento, explorássemos de modo pertinente este diferencial que o hostel tem, com a proposta do projeto, de fazer com que a experiência de quem está inserido em um ambiente pudesse ser ainda mais prazerosa. Com isso, nós pudemos aplicar noções de grande parte do que havíamos aprendido no decorrer do curso aliadas a vontade de fazer um projeto aspiracional, como por exemplo conceitos de marketing, que envolvem definição de público, entender melhor o que torna uma empresa concorrente ou ameaça às demais, uma parte de definição estratégica - o que é melhor para esta marca, neste momento que ela vive, de acordo com seus próprios ideais, etc; também usamos alguns conceitos novos que estão em voga no momento, como o design thinking, experiência de marca, como as relações "marca versus consumidor" podem ser tangibilizadas de maneira inovadora; e, sobretudo, as ferramentas específicas do design, que são o resultado estético final que causa impacto visual e atrai a atenção de quem queremos interagir, como escolher a tipografia adequada para cada 152

momento, como as cores se harmonizam, como as formas podem dar peso à um layout, tudo isso levando em consideração qual mensagem quer ser passada, por exemplo se escolhemos uma tipografia com ou sem serifa, se usamos cores mais neutras ou mais vibrantes, tudo isso tem de ser analisado junto com a parte de estratégia, que é quando definimos o conceito do projeto. Deste modo, nos sentimos preparadas para dar continuidade na carreira profissional de designer. Às vezes, se mudarmos apenas um pouco o ângulo de visão de como os processos são feitos, podemos entender melhor o que queremos fazer e desenvolver nossas próprias metodologias, tornando o trabalho mais eficaz e com resultados mais satisfatórios. 153


Bürdek, Bernhard E. Design, História, Teoria e Pratica do Design de Produtos. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 2006. CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas. São Paulo: Cosac Naify, 2009. CROCCO, Luciano; GIOA, Ricardo; ROCHA, Thelma; STREHLAU, Vivian; TELLES, Renato. Fundamentos de Marketing - conceitos básicos, coleção de marketing v.1. São Paulo: Saraiva, 2006. FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007. LIPOVETSKY, Gilles. A era do vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo. Barueri, SP: Manole, 2005 LUPTON, Ellen; Phillips, Jennifer Cole. Novos fundamentos do design. São Paulo: Cosac Naify, 2008. MORACE, Francesco. Consumo autoral: as gerações como empresas criativas. São Paulo: Estação das Letras e Cores Editora, 2009. Viction:workshop Ltd. Design play, an Array of Quirky Design. Hong Kong: Victionary, 2009.

vilamadalenahostel.com.br - acessado em 19/11/09 casaclub.com.br - acessado em 19/11/09 sampahostel.com.br - acessado em 19/11/09 hostelworld.com - acessado em 19/11/09 graphic-exchange.com - acessado em 19/11/09 urbanoutfitters.com - acessado em 22/11/09 harmonie-interieure.com - acessado em 19/11/09 ffffound.com - acessado em 16/11/09 notcot.org - acessado em 16/11/09 thedecodetective.com - acessado em 19/11/09 maxhaus.com.br - acessado em 16/11/09 ucityguides.com/hostels/ - acessado em 15/04/10 lonelyplanet.com/ - acessado em 24/04/10 decoeuracao.com/ - acessado em 21/02/10 thecoolhunter.net - acessado em 18/01/10 folha.uol.com.br - acessado em 23/03/10 vitruvius.com.br/ - acessado em 05/05/10 h2foz.com.br/modules/noticias - acessado em 21/04/10 154

refe rên cias

bibliográficas

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a NE xos

LOGOTIPO O logotipo do Casahostel foi construído a partir da tipografia Gotham

LOGO 1 TIPO

O logotipo é uma ferramenta visual para a identificação da empresa casahostel. Sobre a tipografia Gotham: […] the new typeface that somehow feels famiiar. From the lettering that inspired it, Gotham inherited an honest tone that’s assertive but never imposing, friendly but never folksy, confident but never aloof. The inclusion of so many original ingredients […]

O texto acima foi retirado do site typography.com; a partir da explicação conceitual da tipografia, é possível afirmar que sua maior característica é o equilíbrio, que resulta em uma tipografia prática, funcional, com personalidade e contemporânea. Para manter a identidade e integridade do logotipo, a posição dos elementos que o compõe é inalterável e as proporções especificadas neste manual devem ser seguidas à risca.

O logotipo do Casahostel foi construído com a tipografia Gotham, que exprime um conceito clean, contemporâneo e prático, conceito da identidade corporativa do casahostel que promove a harmonia entre identidade e universo visual da história desenvolvida a cada ano.


LOGOTIPO

LOGOTIPO Para a preservação da legibilidade do logotipo casahostel, deve respeitar as dimensões estipuladas. Esta medida determina o tamanho mínimo para veiculação em peças gráficas em geral.

CUIDADOS NA VEICULAÇÃO

REDUÇÃO MÍNIMA

Para garantir o impacto visual e a legibilidade do logotipo é preciso resguardar uma área de não-interferência x, que deverá ser respeitada quando o logotipo estiver junto a outros logos, no mínimo, que equivale ao diâmetro da circunferência central da letra “o”, delimitada a partir do perímetro da tipografia, demarcada pela linha tracejada. O logotipo poderá estar sobre qualquer textura ou imagem sem uso da área de proteção, desde que a legibilidade seja mantida.

ÁREA DE PROTEÇÃO

1

14 mm

VERSÕES

O logo deve ser aplicado nas versões negativo, positivo ou dentro das cores definidas na paleta de cor institucional. Quando aplicada sobre fundo colorido ou imagem, deve-se preservar o contraste entre logotipo e o fundo.


C40 M70 Y95 K55

C65 M60 Y60 K45

C15 M100 Y90 K5

C15 M10 Y10 K0

C65 M80 Y0 K0 20%

20%

30%

30%

40%

40%

50%

50%

60%

60%

70%

70%

80%

80%

90%

90%

100%

100%

C10 M20 Y100 K0

C0 M95 Y95 K95

C75 M13 Y13 K0

C0 M60 Y100 K0

C50 M13 Y100 K0

C70 M70 Y70 K90

LOGOTIPO

CORES

CORES2

C42 M44 Y100 K17

A regra para uso de cores na identidade visual deve respeitar o critério exemplificado. A aplicação da cor restringe-se ao contraste com o fundo que privilegia a legibilidade e clareza do logotipo em meio ao universo visual. Todas as cores podem ser usadas com a gradação da matiz.

USOS INCOR RETOS

Para a preservação da legibilidade do logotipo casahostel, os exemplos a seguir não poderão acontecer. O logo poderá ser inclinado a qualquer ângulo, desde que a forma da tipografia e o alinhamento dos elementos não sejam alterados.


não aplicar como marca d’agua

não distorcer

não desalinhar os elementos não aplicar sobre fundo sem contraste

não aplicar sobre fundo sem contraste

não aplicar cores fora da paleta institucional

Gotham®XLight ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®XLight ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Light ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Light ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Book ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Book ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Bold ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Bold ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Ultra ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

Gotham®Ultra ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789@?!(){}[];:.

LOGOTIPO

TIPO GRAFIA 3

Os originais para a reprodução do logotipo, assim como a família tipográfica Gotham, encontram-se no CD anexado a este manual de identidade visual.

A tipografia institucional adotada para a aplicação em todo o material de comunicação do casahostel, é a mesma família tipográfica do logotipo, a Gotham.


01- O que você entende por albergue/hostel?

01- O que você entende por albergue/hostel?

02- Em que lugares do mundo você já se hospedou em hostel?

02- Em que lugares do mundo você já se hospedou em hostel?

03- Quais atributos de um hostel te chamam mais a atenção?

03- Quais atributos de um hostel te chamam mais a atenção?

04- Quais as características podemos encontrar nos frequentadores de hostels?

04- Quais as características podemos encontrar nos frequentadores de hostels?

05- Que tipos de serviços você considera importante em um hostel?

05- Que tipos de serviços você considera importante em um hostel?

06- Como é a relação, durante a estadia, dos frequentadores de um hostel?

06- Como é a relação, durante a estadia, dos frequentadores de um hostel?

07- Como foi a escolha do hostel? (indicação, reserva, sorte, etc)

07- Como foi a escolha do hostel? (indicação, reserva, sorte, etc)

09- Como é a relação pós hospedagem com o hostel? Existe algum tipo de envolvimento?

09- Como é a relação pós hospedagem com o hostel? Existe algum tipo de envolvimento?

10- Você notou algum diferencial na comunicação dos hostels nos quais se hospedou? Existe uma preocupação quanto a isso?

10- Você notou algum diferencial na comunicação dos hostels nos quais se hospedou? Existe uma preocupação quanto a isso?

11- O que mais te chamou atenção em suas hospedagens?

11- O que mais te chamou atenção em suas hospedagens?

12- O que mais você sentiu falta durante sua estadia?

12- O que mais você sentiu falta durante sua estadia?

13- Você tem algum material de comunicação dos hostels que frequentou? (Cartão, postal, guia de turismo etc...)

13- Você tem algum material de comunicação dos hostels que frequentou? (Cartão, postal, guia de turismo etc...)

14- Cite situações positivas e negativas que ocorreram durante sua estadia em um hostel.

14- Cite situações positivas e negativas que ocorreram durante sua estadia em um hostel.

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01- O que você entende por albergue/hostel?

02- Em que lugares do mundo você já se hospedou em hostel?

03- Quais atributos de um hostel te chamam mais a atenção?

04- Quais as características podemos encontrar nos frequentadores de hostels?

05- Que tipos de serviços você considera importante em um hostel?

06- Como é a relação, durante a estadia, dos frequentadores de um hostel?

07- Como foi a escolha do hostel? (indicação, reserva, sorte, etc)

09- Como é a relação pós hospedagem com o hostel? Existe algum tipo de envolvimento?

10- Você notou algum diferencial na comunicação dos hostels nos quais se hospedou? Existe uma preocupação quanto a isso?

11- O que mais te chamou atenção em suas hospedagens?

12- O que mais você sentiu falta durante sua estadia?

13- Você tem algum material de comunicação dos hostels que frequentou? (Cartão, postal, guia de turismo etc...)

14- Cite situações positivas e negativas que ocorreram durante sua estadia em um hostel.

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monografia_design  
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pgd espm 2010/01

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