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COFIC (Cômitê de Fomento Industrial de Camaçari). Diretamente, temos a Braskem que é o nosso maior apoiador, Petrobrás, o Grupo Sol Meliá e a Vivo.

Leonardo Freire

Quais foram as principais dificuldades para implantar o projeto? O grande desafio da gente não estava em realizar o nosso objetivo e sim conseguir convencer os nossos fiscalizadores que este modelo era de avanço. Fica muito claro para as pessoas o que é administração centralizada ou até mesmo descentralizada, como no caso das autarquias, das fundações, das economias mistas, e depois o que é terceirizado. E a O.S. não é nem uma coisa, nem outra. Fica no meio disso

aí. Então, você faz pelo poder público, não tem fins lucrativos – não está no setor privado, mas você não tem as práticas da administração pública. Você não é uma coisa, nem outra. Você é um ente diferente. Para fazer compras vocês fazem licitação? A gente faz licitação sim, mas não pela lei 8666. Veja como tudo é híbrido: todas as nossas práticas administrativas são obrigadas, depois de aprovadas pelo conselho administrativo, a publicar suas normas no Diário Oficial do Município. Nós estamos sujeitos ao Tribunal de Contas ou à Controladoria da Prefeitura, mas eles têm que fazer a conformidade ou não-conformidade dos nossos procedimentos pelas nos-

sas regras. De um modo geral, a gente tem que cumprir todos os princípios, da eficiência, da transparência, da burocracia, mas não temos as exigências nem as amarras necessárias na administração pública. Temos que andar rigorosamente dentro da lei e da legalidade de nossas normas, mas não somos administração pública. Nossos funcionários são contratados em regime celetista, não são servidores públicos, nem REDA, nada disso. Cada cargo tem um perfil específico, onde o profissional passa por avaliação psicológica além de processo de seleção para ser contratado, normal como numa empresa privada. Quais as ambições da Cidade do Saber? A gente colocou como desafio a nossa missão de democratizar o acesso a cultura, esporte e educação a toda a comunidade de Camaçari. Temos como meta atender diretamente 51% da população de Camaçari. Estamos falando de 230 mil pessoas, e o nosso grande desafio é atender com padrão de excelência a 51% dessa população. Se a gente atende a uma criança, de certa forma estamos atendendo a toda a família. Hoje, se eu atendo 10 mil e multiplico pelas quatro pessoas de uma família estou atendendo a 40 mil” O que você diria para outras cidades que tivessem desejo de implantar um projeto como este? Eu acho que é um projeto como este é extremamente factível de ser implantado em qualquer lugar, com as devidas adaptações. Esse foi o modelo encontrado por Camaçari que, de fato pode tirar 20 milhões de recursos para edificar e mais um orçamento de R$ 6 milhões anuais. Mas qualquer projeto que priorize cuidar das pessoas e que faça essa inclusão através das artes e de esporte é possível de ser feito, com certeza absoluta. Os resultados e os benefícios voltam para o governante e ficam aí visíveis para quem quiser atestar.

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Caro Gestor - edicao 03  

Revista e Portal da Gestao Publica

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