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Lógica de Programação

Algoritmo

3

Algoritmo é  a  sequência  lógica,  com  início,  meio  e  fim,  dos  passos  necessários  para  realizar  uma  tarefa  específica.  Pode–se  ver  o  algoritmo como uma receita para atingir  um objetivo.  Existem vários  conceitos sobre algoritmos. Vejamos três deles: 

“Um conjunto finito de regras que provê uma sequência de operações para resolver um tipo de  problema específico”. [Knuth ‐ Professor da Universidade de Stanford, autor da coleção “The art  of computer programming”]    “Sequência  ordenada,  e  não  ambígua,  de  passos  que  levam  à  solução  de  um  dado  problema”.   [Tremblay]    “Processo  de  cálculo,  ou  de  resolução  de  um  grupo  de  problemas  semelhantes,  em  que  se  estipulam, com generalidade e sem restrições, as regras formais para a obtenção do resultado ou  da solução do problema”. [Aurélio]   

Tome‐se como  exemplo  a  receita  para  fazer  uma  omelete  de  sardinha.  Estas  tarefas  devem ser objetivas, claras e precisas. Vejamos a receita:                 

Passo 1 – Abrir a lata de sardinha,  Passo 2 ‐ Quebrar os ovos e batê‐los,  Passo 3 ‐ Juntar os ovos com a sardinha,  Passo 4 ‐ Despejá‐los na frigideira. 

Estas são  algumas  das  instruções  necessárias  para  fazer  uma  omelete  de  sardinha,  porque a mesma pode ter outros passos. Isso varia de pessoa para pessoa. A questão é  que, sempre  que houver  uma receita,  haverá uma  sequência de  passos e  ingredientes  para fazer a omelete. Se não for assim, sai outra coisa, menos a omelete. 

A importância dos algoritmos  A importância do algoritmo está no fato de ser necessário especificar uma sequência de  passos  lógicos,  para  que  o  computador,  ou  qualquer  pessoa,  possa  executá‐los  a  qualquer  momento  sem  intervenção  do  autor.  Com  uma  ferramenta  algorítmica,  podemos  conceber  uma  solução  para  um  dado  problema,  independentemente  da  linguagem  utilizada.  Vejamos  algumas  considerações  importantes  a  respeito  de  algoritmo:   

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Lógica de Programação   “A noção de algoritmo é básica para toda a programação de computadores”. [KNUTH ‐ Professor  da Universidade de Stanford, autor da coleção. “The art of computer programming”]    “O  conceito  central  da  programação  e  da  ciência  da  computação  é  o  conceito  de  algoritmo”.  [WIRTH  ‐  Professor  da  Universidade  de  Zurique,  autor  de  diversos  livros  na  área  e  responsável  pela criação de linguagens de programação como ALGOL, PASCAL e MODULA ‐2]   

Características dos algoritmos  O  algoritmo  deve  ser  um  encadeamento  de  raciocínio  lógico  com  as  seguintes  características: 

 Deve possuir início e fim.  E pode ter uma das seguintes características: 

 Receber dados,    Transformar os dados em informações,    Transmitir informações. 

Instruções Para exemplificar um algoritmo, analise e execute as seguintes instruções passo a passo:  Passo 1. Escrever o primeiro número no quadro A e o segundo número no quadro B.  Passo 2. Somar o primeiro e o segundo número.  Passo 3. Escrever o resultado da soma no quadro Resultado.    Quadro A 

Quadro B  +

Resultado =

Pseudocódigo Os  algoritmos  podem  ser  descritos  na  língua  em  que  a  pessoa  se  comunica  e  desta  forma  são  chamados  de  pseudocódigo.  Este  nome  vem  do  fato  de  que  esta  descrição  antecede a criação do programa que vai executar o referido algoritmo. O programa é a  representação do algoritmo escrito numa determinada linguagem de programação. Por  isso os algoritmos são independentes das linguagens de programação. 

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Algoritmo: Omelete de sardinha  Vamos elaborar um algoritmo fazer uma omelete de sardinha.  OMELETE-DE-SARDINHA Abrir a lata de sardinha Quebrar os ovos e batê-los Juntar os ovos com a sardinha Despejá-los na frigideira FIM-OMELETE-DE-SARDINHA

Observar que  antes  do  passo  um  (Abrir  a  lata  de  sardinha)  do    algoritmo  existe  uma  linha  com  a  palavra  "OMELETE‐DE‐SARDINHA",  que  é  o  nome  do  algoritmos.  E  após  o  passo quatro (Despejá‐los na frigideira) existe uma linha com a palavra "FIM‐OMELETE‐ DE‐SARDINHA". Todo o algoritmo deve possuir um nome e um indicador de fim. 

Algoritmo: Calcular a soma de dois números  Vamos elaborar um algoritmo para calcular a soma de dois números informados.  CALCULAR-A-SOMA Receber dois números Calcular a soma dos dois números informados Informar a soma calculada FIM-CALCULAR-A-SOMA

Pseudocódigo: Calcular a soma de dois números  Vejamos como fica o pseudocódigo utilizando letras para representar os valores usados. 

Observar  onde  começa  a  linha  do  primeiro  passo  do  algoritmo.  Ela  começa  três  caracteres  para  a  direita.  Este  procedimento  é  importante  e  necessário  dar  dar  uma  hierarquia  e,  ao  mesmo  tempo,  organizar  o  algoritmo  para  uma  boa  visualização  e  compreensão.   

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Regras para construção do algoritmo  Como  os  algoritmos  devem  ser  simples  e  objetivos  é  preciso  utilizar  determinadas  técnicas para construí‐los. Citamos as seguintes: 

   

Usar somente um verbo por frase,  Usar frases curtas e simples,  Construir frases positivas e objetivas,  Usar palavras com um único sentido na frase (sem duplo sentido). 

Fases do algoritmo  Sendo  o  algoritmo  uma  sequência  lógica  de  instruções  que  pode  ser  executada  para  realizar uma determinada tarefa, é importante ressaltar que o algoritmo descrito deve  ser  executado,  a  qualquer  momento,  sem  a  necessidade  de  intervenção  na  sua  descrição. Um algoritmo deve representar um padrão de comportamento para que seja  considerado  um  algoritmo  e  possa  ser  executado  quantas  vezes  for  necessário,  sem  nenhuma alteração no seu procedimento.  Todo e qualquer algoritmo pode e deve, ser dividido em três fases que se encadeiam e  se  complementam  na  execução,  para  realizar  a  tarefa  definida.  As  fases  são  as  seguintes: 

 Entrada,  Processamento,   Saída.  Entrada

Processamento

Saída

As fases  devem  ser  executadas  uma  após  a  outra.  A  fase  seguinte  somente  inicia  sua  execução, após ter terminado a execução da fase anterior.  Na  primeira  fase  “Entrada”,  dados  podem  entrar  para  iniciar  a  execução  e  procedimentos iniciais podem ser efetuados.  A  segunda  fase  “Processamento”  é  composta  pelos  procedimentos  necessários  para  chegar ao resultado final.  A  terceira  fase  “Saída”  é  composta  pelos  procedimentos  de  finalização  do  algoritmo,  como: exibir informação. 

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Algoritmo dentro das fases  Vamos exemplificar a criação de um algoritmo segundo as três fases.  Suponha  a  seguinte  solicitação:  “Entre  com  dois  números  e  calcule  a  soma  dos  dois  números informados.”  Entrada 

Saída

Processamento

Passo 1. Receber primeiro  número 

Passo 3. Somar os dois  números 

Passo 2. Receber segundo  número 

Passo 4. Calcular a média  aritmética 

Passo 5. Exibir a média  (resultado) 

Teste de mesa  O  teste  chamado  “teste  de  mesa”  significa  a  execução  do  algoritmo  passo  a  passo,  seguindo as instruções, de maneira que se possa simular os valores e resultados obtidos,  com a finalidade de verificar se o resultado está de acordo com o esperado (planejado).  O teste de mesa é chamado assim porque ele deve ser feito sobre o fluxo desenhado no  papel, para simular manualmente a execução, como se fosse no computador.  A cada vez que o teste for efetuado dá‐se o nome de ciclo de teste. 

Exemplo de teste de mesa  Vamos ver como é feito o teste de mesa, utilizando o exemplo de criação de algoritmo.  Para  cada  ciclo  de  testes  execute  todos  os  passos  de  cada  etapa  (entrada,  processamento e saída) e verifique se o resultado da saída é o esperado.  Se for, então o algoritmo está correto. Senão, é preciso analisá‐lo, corrigi‐lo e executar  novamente o teste de mesa, até que se obtenha o resultado pretendido. 

Te s t e d e M e s a – C a l c u l a r a s o m a d e d o i s n ú m e r o s CICLOS DE TESTE

1 2

ENTRADA

PROCESSAMENTO

SAÍDA

A, B

S=A+ B

S

6, 4 2,14

6+4 2 + 14

10 16

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Diagrama de blocos  O diagrama de blocos é uma forma de representar os passos de um determinado  processamento com símbolos. Com o diagrama podemos definir uma sequência de  símbolos, com  significado bem  Fim Processamento Início definido. A principal  função do diagrama é  facilitar a visualização dos passos do algoritmo (processamento). 

Simbologia Veja na tabela a simbologia mais utilizada:  Símbolo 

Função

Iniciar e Terminar 

Iniciar e terminar o processamento 

Processamento

Processamento em geral 

Entrada de dados 

Entrada de dados via teclado 

Entrada / Saída 

Operação de entrada e saída de dados 

Exibir

Mostrar dados 

Documento

Impressão

Decidir

Decisão

Conector

Indicar uma conexão de dois pontos no fluxo de dados 

Arquivo

Armazenar dados 

Tabela de dados 

Armazenar em disco 

Indicar a sequência lógica do fluxo de dados 

Rotina pré‐definida 

Indicar procedimentos específicos a serem executados 

Relatório impresso 

Indicar que a saída dos dados será impressa  

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Algoritmo: Calcular o dobro de um número  Elaborar um algoritmo para calcular o dobro de um número informado. 

Pseudocódigo: Calcular o dobro de um número  CALCULAR-O-DOBRO Receber N Fazer D = N x 2 Exibir D FIM-CALCULAR-O-DOBRO

N = Número informado  D = Dobro do número informado 

Diagrama de blocos: Calcular o dobro de um número  Exemplo

Execução

Calcular o dobro 

Calcular o dobro 

Receber N 

3

D = N x 2 

2 X 3 

D

6

Fim

Fim

  

  Reflexão  “Só é livre o homem que sabe dar ordens a si mesmo.”   Autor: Pitágoras 

 

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Algoritmo: Calcular a média de dois números  Elaborar um algoritmo para calcular a média simples de dois números informados. 

Pseudocódigo: Calcular a média de um número  CALCULAR-A-MÉDIA Receber A, B Fazer M = (A + B) / 2 Exibir M FIM-CALCULAR-A-MÉDIA

A = Número informado  B = Número informado  M = Média dos números informados 

Diagrama de blocos: Calcular a média de um número  Exemplo

Execução

Calcular a média 

Calcular a média 

A, B 

7, 3 

M = (A + B) / 2 

(7 + 3) / 2 

M

5

Fim

Fim

  

  Reflexão  “Nós estamos nos afogando em informações, mas sedentos de conhecimento.”    Autor: John Naisbitt 

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Utilidade das fases  Utilizar  um  padrão  na  construção  de  algoritmos  é  muito  importante  porque,  depois,  pode‐se  criar  outros  a  partir  do  criado  com  muito  menos  esforço  e  com  maiores  possibilidades de acerto logo na criação.  Entrada 

Processamento  

Saída

Analisemos o que aconteceu com a construção dos dois últimos algoritmos construídos. 

PASSO 1 

PASSO 2 

PASSO 3 

Calcular o dobro

Calcular a média

Receber o número 

Receber dois números 

Calcular o dobro 

Calcular a média 

Informar o dobro

Informar a média

Fim

Fim

              

No passo 1 foi só trocar “Receber número por “Receber dois números”.  No passo 2 foi só trocar “Calcular o dobro” por “Calcular a média”.  No passo 3 foi só trocar “Informar o dobro” por “Informar  a média”. 

Este exemplo,  simples,  serve  para  o  leitor  pensar  em  como  é  importante  começar  a  padronizar e a organizar a construção dos algoritmos a partir deste momento.  Leve‐se  em  conta  que  sempre  deve  haver,  pelo  menos,  um  início  e  um  fim  para  o  algoritmo, e os passos (1, 2 e 3) do algoritmo "Calcular o dobro" podem ser associados  às fases que um algoritmo pode ter.   

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Estruturas dos algoritmos  Os  algoritmos  (ou  lógicas),  são  organizações  de  proposições  (expressões,  sentenças)   que devem obedecer a estruturas.  

Base teórica  Em meados da década de 60, dois cientistas de computador italianos, Corrado  Bonh e  Gioseppe Jacopini, provaram, matematicamente, que qualquer lógica de procedimento  poderia ser derivada das combinações de três tipos básicos de estruturas: 

 SEQUÊNCIA,  DECISÃO,   REPETIÇÃO.   

Estrutura de SEQUÊNCIA  A  estrutura  de  SEQUENCIA  representa  a  execução  das  proposições  (ações,  sentenças)  uma por vez, de forma encadeada e na ordem definida no algoritmo.  A  ação  seguinte  somente  é  iniciada,  após  a  execução  da  ação  anterior  ter  iniciado  e  terminado.  Veja o exemplo do algoritmo para receber um número e obter o seu dobro.  Exe mplo

Execução

Obter o dobro

Obter o dobro

Formato

Ação 1

Entrada

Receber número

5

Ação 2

Processamento

Calcular o dobro

2 X  5

Ação 3

Saída

Exibir o dobro

10

Fim

Fim

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Estrutura de DECISÃO   Normalmente, entre as operações lógicas  num fluxo de dados é necessário tomar  decisões para conseguir obter o resultado,  seguindo um dos dois caminhos que satisfaça  a decisão, mas sempre com uma entrada e  uma saída.  No exemplo, se condição (comparação de  igualdade) for positiva (Sim),segue o fluxo pela  direita e exibe o "SIM". Se a condição  (comparação de igualdade) for negativa  (Não),segue o fluxo pela esquerda e exibe o "NÃO".   

Representação da Estrutura de DECISÃO  A estrurura de decisão é representada, no pseudocódigo, pela seguinte estrutura:  SE

“condição” ENTÃO Executar ação 1 SENÃO Executar ação 2 FIM-SE

Pseudocódigo: Números iguais  Criar um algoritmo (pseudocódigo) para receber dois números e informar se são iguais. 

  Reflexão   “Ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.”    Autor: Arnaldo Jabor  

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Algoritmo: Obter maior e menor ou igual  Criar algoritmo para receber dois números e informar qual é o maior e o menor ou, se  são iguais. 

Pseudocódigo: Obter maior e menor ou igual  OBTER-MAIOR-MENOR-IGUAL Receber os números B e C SE B MAIOR QUE C ENTÃO Exibir: “Maior: ” B Exibir: “Menor: ” C SENÃO SE B IGUAL A C ENTÃO Exibir: “Iguais:“ B C SENÃO Exibir: “Maior: ” C Exibir: “Menor: ” B FIM-SE FIM-SE FIM-MAIOR-MENOR-IGUAL

Diagrama de blocos: Obter o maior número 

 

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Estrutura de REPETIÇÃO   Na elaboração dos fluxos de dados, muitas das  vezes é necessário repetir a execução de  determinadas instruções, para se conseguir obter o  resultado pretendido. A este procedimento  denominamos “estrutura de repetição”. Na  estrutura de repetição, o fluxo executa um bloco  de ações (instruções, procedimentos), quantas  vezes forem definidas.  Toda a vez que for repetir a execução do bloco, o  processo começa a execução pela primeira  instrução definida no bloco. Esta estrutura também  é conhecida por “looping”, iteração ou laço.  Esta estrutura possui uma entrada e uma saída.  A estrutura de repetição pode ser executada de duas formas básicas: 

 Até que determinada condição seja satisfeita,   Enquanto a condição for satisfeita.  A  escolha  por  um  dos  tipos  de  estrutura  depende  de  como  será  elaborada  a  solução.  Muitas  vezes,  a  solução  utilizada  é  influenciada  pela  maneira  de  como  cada  pessoa  desenvolve o seu raciocínio. 

Representação da estrutura de REPETIÇÃO  A estrurura de repetição é representada, no pseudocódigo, pela seguinte estrutura:  Fazer N = 0 FAÇA ATÉ QUE N = 3 Fazer N = N + 1 FIM-FAÇA-ATÉ-QUE-N

Pseudocódigo da estrutura de REPETIÇÃO  Vejamos como fica o pseudocódigo da estrutura de repetição apresentada:  INICIAR-ALGORITMO Executar Ação Executar até que Condição realizada Executar Processar Finalizar-Até-Que-Condição FIM-DO-ALGORITMO

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Linha 1  Linha 2  Linha 3  Linha 4  Linha 5  Linha 6 

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Lógica de Programação Analisemos como ocorre a execução da estrutura de repetição seguindo os passos:     Linha 1. Começa o algoritmo em “INICIAR‐ALGORITMO” e segue para a linha seguinte.   Linha 2. Executa “AÇÃO” e segue para a linha seguinte.   Linha 3. Executa até que condição seja atendida    Se a resposta for “SIM”, então o fluxo segue para a Linha 6    Se a resposta for “NAO”, então o fluxo executa a linha 4 e volta para a linha 3   Linha 5. Executa “FIM‐DO‐ALGORITMO”, neste ponto do fluxo a execução pára.   Linha 6. Fim do algoritmo.    Vejamos um exemplo para executar três vezes consequtivamente.   Para que o controle funcione perfeitamente é  necessário  que  a  variável  de  controle  seja  iniciada antes do fluxo que se repete.  Neste caso, foi utilizada a variável N e iniciada  com o valor zero.  Desta  forma,  o  calculo  "N  =  N  +  1"  vai  ser  executado  três  vezes  antes  que  saia  pela  condição igual a três "N = 3". 

Estrutura de REPETIÇÃO “ATÉ QUE.”   Na estrutura de repetição do tipo “ATÉ QUE”,  o bloco de ações (instruções, procedimentos,  sentenças) é executado até que determinada  condição seja satisfeita.  Se a condição for satisfeita (N = 3), o processo  passa para a execução da próxima ação do  algoritmo.  Se a condição não for satisfeita, o processo  passa para a execução da primeira ação do  bloco.  Este procedimento será realizado  repetidamente até que a condição seja satisfeita, isto é, até que a condição seja  verdadeira, neste caso, exibe o valor de "N" que é: 1, 2 e 3. 

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Pseudocódigo da estrutura de REPETIÇÃO "ATÉ QUE"  Vejamos como fica o pseudocódigo para a estrutura de repetição “ATÉ QUE”:  INICIAR-ALGORITMO Fazer N = 0 PROCESSAR ATÉ QUE N = 3 Fazer N = N + 1 Exibir N FIM-PROCESSAR-ATÉ-QUE FIM-DO- ALGORITMO

Linha 1  Linha 2  Linha 3  Linha 4  Linha 5  Linha 6  Linha 7 

Analisemos como ocorre a execução da estrutura de repetição seguindo os passos:    Linha 1. Começa o algoritmo em “INICIAR‐ ALGORITMO” e segue para a linha seguinte.  Linha 2. Executa a ação “Fazer N = 0”.  Linha 3. Inicia a estrutura de controle de repetição “PROCESSAR ATÉ QUE N = 3”       Significa que a execução vai ocorrer três vezes.       Segue para a primeira linha que pertence ao bloco de repetição.  Linha 4. Executa a ação “Fazer N = N + 1” e segue para a linha seguinte.  Linha 5. Executa a ação “Exibir N” e segue para a linha seguinte.  Linha 6. O “FIM‐PROCESSAR‐ATÉ‐QUE” representa o fim da estrutura de repetição.                 Neste momento a execução do laço volta para a linha 3 onde executa                 novamente o referido testes.  Linha 7. Executa “FIM‐DO‐ ALGORITMO”, neste ponto do fluxo a execução para.   

Algoritmo: Imprimir os números de 21 a 29  Veja algoritmo que exibe os números de 21 a 29 (Estrutura de repetição "Até que").  IMP-NROS-21a29 Fazer N = 20 PROCESSAR ATÉ QUE N = 29 Fazer N = N + 1 Exibir N FIM-PROCESSAR-ATÉ-QUE FIM-DO-ALGORITMO

 

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Lógica de Programação

Estrutura de REPETIÇÃO “ENQUANTO”   Na estrutura de repetição do tipo  “ENQUANTO”, o bloco de ações a  serem executadas vão ser repetidas  enquanto a condição for satisfeita  (Sim).  Agora, se a condição deixar de ser  satisfeita (Não), a execução sai da  repetição.  Na figura apresentada a repetição  acontece quatro vezes. 

Pseudocódigo da estrutura de REPETIÇÃO "ENQUANTO"  Veja  como  fica  a  estrutura  do  pseudocódigo  de  repetição  do  tipo  “ENQUANTO”  para  exibir os números de 1 a 4.  INICIAR-ALGORITMO Fazer N = 0 Processar enquanto N < 4 Fazer N = N + 1 Exibir N FIM-PROCESSAR-ENQUANTO FIM-DO-ALGORITMO

Linha 1  Linha 2  Linha 3  Linha 4  Linha 5  Linha 6  Linha 7 

Analisemos como ocorre a execução da estrutura de repetição seguindo os passos:    Linha 1. Inicia o algoritmo em “INICIAR‐ALGORITMO” e segue para a linha seguinte.   Linha 2. Executa a ação “Fazer N = 0”.   Linha 3. Inicia a estrutura de controle de repetição “PROCESSAR ENQUANTO N < 4”       Significa que a execução vai ocorrer quatro vezes.       Segue para a primeira linha que pertence ao bloco de repetição.   Linha 4. Executa a ação “Fazer N = N + 1” e segue para a linha seguinte.   Linha 5. Executa a ação “Informar N” e segue para a linha seguinte.   Linha 6. Finaliza a estrutura de controle de repetição “FIM‐PROCESSAR‐ENQUANTO”       Significa que a execução do bloco de repetição chegou ao fim.      Volta para o linha 3.   Linha 7. Executa “FIM‐DO‐ALGORITMO”, neste ponto do fluxo a execução para.   

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Algoritmo: Imprimir os números de 31 a 39   Veja algoritmo que exibe os números de 31 a 39 na estrutura de repetição "Enquanto".  I M P ‐ N ROS‐ 3 1a 39

IMP-NROS-31a39 Fazer N = 30 PROCESSAR ENQUANTO QUE N < 39 Fazer N = N + 1 Exibir N FIM-PROCESSAR-ENQUANTO FIM-DO-ALGORITMO

N =  3 0

N <  3 9

Não Fim

Sim N =  N  +  1

N

Semelhança entre as estruturas de REPETIÇÃO  Os  modelos  apresentados  das  estruturas  de  repetição  dos  tipos  “ATÉ  QUE”  e  “ENQUANTO” apresentam formas lógicas de implementação e em nada têm a ver com  comandos  de  programação.  A  semelhança  dos  dois  modelos  está  no  fato  de  que  o  objetivo é repetir a execução de um bloco de ações, até que seja atingido o objetivo das  execuções. E  para  que  isso  ocorra,  é  necessário  criar uma condição  para ser testada  a  cada execução do bloco de ações. 

Diferença entre as estrutura de REPETIÇÃO  Os  modelos  apresentados  das  estruturas  de  repetição  dos  tipos  “ATÉ  QUE.”  e  “ENQUANTO” apresentam formas lógicas de implementação e em nada têm a ver com  comandos de programação. A diferença entre os dois modelos está no fato de que um  bloco de ações vai ser executado, enquanto a condição for verdadeira. 

 

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Estrutura de REPETIÇÃO dentro de outra  Muitos  algoritmos  necessitam  de  possuir  estruturas  de  repetição  dentro  de,  uma  ou  mais,  outras  estruturas  de  repetição.  A  seguir  é  apresentado  o  fluxograma  e  o  pseudocódigo  das respectivas estruturas. 

Fluxograma: Repetição dentro de outra repetição 

Pseudocódigo: Repetição dentro de outra repetição  Fazer X = 0 FAÇA ATÉ QUE X = 3 Fazer X = X + 1 Fazer Y = 0 FAÇA ATÉ QUE Y = 3 Fazer Y = Y + 1 FIM-FAÇA-ATÉ-QUE-Y FIM-FAÇA-ATÉ-QUE-X

 

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Questionário: Algoritmo  1.

As proposições podem ser combinadas através de:  A. B. C. D.

2.

Que características um algoritmo deve ter?  A. B. C. D.

3.

Início e fim.  Receber e/ou transmitir dados.  Transformar dados em informações.  As opções B e C. 

Que tipos de operadores existem?  A. B. C. D.

Entrada de dados e processamento.   Recebimento, processamento e finalização.  Entrada e saída do processamento.  Recebimento, transmissão e finalização de dados. 

Que características um algoritmo pode ter?  A. B. C. D.

6.

Usar somente um verbo por frase.  Construir frases positivas e objetivas.  Usar palavras com um único sentido.  Todas as opções. 

Que fases podem ser consideradas num algoritmo?  A. B. C. D.

5.

Receber dados.  Início e fim.  Transformar dados em informações.  Transmitir informações. 

Podemos citar algumas regras para elaborar bons algoritmos. Quais?  A. B. C. D.

4.

Operadores aritméticos.  Operadores matemáticos.  Operadores lógicos e aritméticos.  Operadores lógicos. 

Aritmético, lógico e numérico.  Numérico, alfanumérico e alfabético.  Matemático, relacional e lógico  Aritmético, relacional e lógico.   

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Ilustração do livro de lógica  

Apresentação do livro de lógica.

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