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TREINAMENTO DE ALTO NÍVEL NO FUTEBOL MODERNO Por Carlos Vinicius Herdy Cref: 019093-G/RJ

WWW.BSBFITNESS.COM.BR


CURRÍCULO •

GRADUADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA.

PÓS-GRADUADO EM TREINAMENTO DESPORTIVO.

FISIOLOGISTA DO CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA.

MINISTRANTE DE DIVERSOS CURSOS E PALESTRAS PELO BRASIL

PROJETO DE DESCOBERTA DE TALENTOS.

COORDENADOR DE ESTÁGIO E DO CENTRO DE CINESIOLOGIA E PESQUISA CIENTÍFICA DO CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA.

PROFESSOR DE EXTENSÃO DA FMU – SP E UNIVERSIDADE CELSO LISBOA – RJ.


PLANEJAMENTO DO CURSO Módulo 1 AVALIAÇÕES FÍSICAS • • • • • • • • •

AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA COMPOSIÇÃO CORPORAL TESTE ISOCINÉTICO SALTO VERTICAL PLIOMETRIA LIMIAR ANAERÓBIO VO2 DERMATOGLIFIA ANÁLISE BIOQUÍMICA


PLANEJAMENTO DO CURSO Módulo 2 DESCOBERTA DE TALENTOS ESPORTIVOS • • • •

DETERMINAÇÃO E DETECÇÃO BUSCA, PROCURA E SELEÇÃO PROMOÇÃO A LONGO PRAZO TIPOS DE PESQUISAS UTILIZADAS NO PROGNÓSTICO DE TALENTOS • ANÁLISE UNIVARIADA E MULTIVARIADA • ASPECTOS MATURACIONAIS E FUNCIONAIS • TRABALHANDO OS SONHOS DOS ATLETAS


PLANEJAMENTO DO CURSO Módulo 3 PLANEJAMENTO DE UMA EQUIPE • • • • • • • • • •

PLANO DE TREINO AQUECIMENTO (duração e intensidade) PARTE ESPECIFICA FUNDAMENTOS DO ESPORTE PRATICA DIRIGIDA (coletivo) INTELIGÊNCIA TÁTICA ALONGAMENTO E FLEXIBILIDADE ESTRATÉGIAS DE TREINO TIPOS DE EXERCÍCIOS MUSCULAÇÃO


PLANEJAMENTO DO CURSO Módulo 4 • • • • • • • • • •

LIDERANÇA, MOTIVAÇÃO E SUCESSO DE UM GRUPO ESSÊNCIA DA LIDERANÇA PODER E AUTORIDADE PLANEJAMENTO, VISÃO E MISSÃO A MOTIVAÇÃO: TEORIAS E NOVAS DESCOBERTAS EQUIPE MULTIDISCIPLINAR E INTERDISCIPLINAR CONVÍVIO COM OS ATLETAS TRABALHO EM EQUIPE RESOLUÇÕES DE CONFLITOS VALORES DA COMISSÃO TÉCNICA E DOS ATLETAS FILOSOFIA DE TRABALHO


MÓDULO 1

AVALIAÇÕES FÍSICAS


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA

“A antropometria é importante como fator de avaliação para o treinamento”


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA Avaliador (Bem treinado e Consciente). Avaliado (Motivação, Conscientização da Importância do Teste). Local dos Testes (Segurança, Iluminação,Temp. Adequadas e Dimensões suficientes).

Instrumentos (Bem conservados, Manipulação adequada, calibrados pessoas habilitadas e mantidos em local seguro).

Aplicação (Coerência, Atenção à duração dos testes, Testes bem demonstrados para seu bom entendimento).


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DADOS DO ATLETA  Histórico  Peso Atual e Peso Ideal  Estatura  IMC e Somatotipo  Circunferência Muscular  Dobras Cutâneas  Diâmetro Ósseo  Comprimento de Membros  Composição Corporal  Gordura - Músculos – Ósseo (% - kg)  Protocolos


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA EQUIPAMENTOS  Compasso de Dobras Cutâneas  Balança  Trena Metálica  Paquímetro  Estadiômetro  Programa


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA DOBRAS CUTÂNEAS (mm)

Tríceps Subescapular Abdômen Coxa Medial Panturrilha Medial Peitoral Bíceps Axilar-Média Supra Ilíaca Supra Espinhal

(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA COMPRIMENTO DE MEMBROS E DIÂMETRO ÓSSEO  Envergadura  Toráxico Transverso  Toráxico ântero-posterior  Biacromial  Bi-iliocristal  Bi-troncantério  Bi-epicondiliano de úmero  Bi-estilóide  Bi-condiliano de Femur  Bi-maleolar


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA PERÍMETROS MUSCULARES (CIRCUNFERÊNCIAS CORPORAIS)  Pescoço  Ombros  Braços (relaxado e contraído)  Antebraço  Punho  Tórax  Cintura  Abdômen  Quadril  Coxas  Panturrilhas


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA PROTOCOLOS MAIS COMUNS • Pollock 3 dobras • McArdle 3 circunferências • Deurenberg 4 dobras • Guedes 7 dobras • Pollock e Jackson 7 dobras • Faukner 4 dobras • Guedes 3 dobras carlosvinicius@dr.com


AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA PROTOCOLOS EQUAÇÕES PREDITIVAS • CRIANÇAS E ADOLESCENTES - Slaughter - Boileau Deurenberg – Pariskova – Lohman – Yuhasz - Guedes • UNIVERSITÁRIOS - Guedes - Katch e McArdle - Wilmore e Behnke - Sloan - Katch e Michael • ADULTOS - Durnin e Womersley - Durnin e Rahman Guedes - Jackson e Pollock - Petroski - Pollock - Schmidt e Jackson - Tran e Weltman • IDOSOS - Tran e Weltman - Durnin e Womersley • ATLETAS - Thorland - Forsyth e Sinning - Lewis - Withers - Craig - Bourdon e Norton - Katch e McArdle Hortobagyi - Bulbulian - Hergenroeder - Guedes


COMPOSIÇÃO CORPORAL  PLETISMOGRAFIA  ABSORMETRIA RADIOLÓGICA DE DUPLA ENERGIA  RESSONÂNCIA MAGNÉTICA  ULTRA-SONOGRAFIA  TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA  PESAGEM HIDROSTÁTICA  ANÁLISE DE IMPEDÂNCIA BIOELÉTRICA  INTERACTÂNCIA QUASEINFRAVERMELHA

 ANTROPOMETRIA


Modelo de Análise da Composição Corporal Wang et al 1992 Outros Outros Outros Hidrogênio

Proteínas

Sólidos Extracelulares Fluidos Extracelulares

Lipídios

Sangue Osso Tecido Adiposo

Carbono

Oxigênio

Nível 1 (Atômico)

Água

Nível 2 (Molecular)

Massa Celular

Nível 3 (Celular)

Músculo Esquelético Nível 4 (Sistema Tecidular)

Nível 5 (Corpo Inteiro)


A Avaliação Antropométrica em ATLETAS tem se mostrado importante no sentido de oferecer parâmetros mais exatos para um programa de treinamento.


TESTE ISOCINÉTICO

‘’UMA RESISTÊNCIA DINÂMICA COM VELOCIDADE CONSTANTE E ANGULAÇÃO PRÉ-ESTABELECIDA’’


HISTÓRIA DA ISOCINÉTICA • 1960 James Perrine • 1970 Tratamento em lesões músculo-esqueléticas • 1985 maquinas modernas, movimentos rápidos e dinâmicos, reprodutibilidade imediata. • Hoje as maquinas possuem o dinamômetro ativo, sendo observados exercícios excêntricos e vários movimentos articulares e angulares.

Dinamômetro isocinétco da tecnhogym® REV9000


TESTE ISOCINÉTICO Esporte Brasil Categorias de base Treinamento Agonista e Antagonista Dominante e Não Dominante Lesão (HERDY, 2005;HAMZED e HEAD, 2004; RANGEL et al, 2003; SILVA, 2002)


Dinamômetro Isocinético UNIDADES DE MEDIDA TORQUE, Trabalho e Potência REPRODUTIBILIDADE Satisfeita CONFIABILIDADE Elevada VALIDADE Ao Grupo e Propósito PROTOCOLOS 60º/s (5rep) e 180º/s (30rep)


TESTE ISOCINÉTICO

 Força muscular esta relacionada ao sucesso de muitos esportes.  Indivíduos possuem graus de força diferentes.  Respeitar a maturação biológica, Individualidade biológica e as capacidades motoras dos jovens atletas.  Lesões de LCA, LCP, Menisco e Musculoesquelética


TESTE ISOCINÉTICO

Vários fatores influenciam em lesões acometidas em Atletas, sendo o desequilíbrio muscular um deste fatores.  Recomenda-se a buscar estratégias de treinamento visando corrigir estes desequilíbrios, evitando e prevenindo futuras lesões. Sugere uma avaliação ESPECÍFICA por posição do atleta desempenhada na modalidade esportiva 


DĂşvidas


SALTO VERTICAL

“Medir a força explosiva dos membros inferiores”


SALTO VERTICAL O valor da elevação no salto está na razão direta da velocidade vertical do individuo no momento da saída, Esta velocidade é fruto da aceleração que os membros inferiores imprimem ao centro de gravidade.


TIPOS DO TESTE 

(SJ) Squat Jump - SALTO SEM CONTRA MOVIMENTO E SEM AUXÍLIO DOS BRAÇOS, posição de semiagachamento, que respeitava um ângulo de 90o entre pernas e coxas.

(CMJ) Counter Movement Jump - SALTO COM CONTRA MOVIMENTO E SEM AUXÍLIO DOS BRAÇOS, posição em pé e executavam, então, um contra movimento anterior à impulsão, sem qualquer restrição em termos de graus de flexão de joelhos e quadris.

(CMAJ) Countermovement Jump with Arms - SALTO COM CONTRA MOVIMENTO E COM A UTILIZAÇÃO DOS BRAÇOS, utilização dos membros superiores como meio auxiliar à impulsão.


ERGOJUMP  PLATAFORMA SENSÍVEL A PEQUENAS PRESSÕES, ACOPLADO A UM COMPUTADOR ATRAVÉS DE UMA CONECÇÃO NO QUAL ENCONTRA-SE INSTALADO O PROGRAMA QUE PROCESSA OS DADOS.  REGISTA O TEMPO DE VOO NO SALTO REALIZADO OU DE VÁRIOS SALTOS.  A PARTIR DO TEMPO DE VOO É CALCULADA A ALTURA ALCANÇADA PELO CENTRO DE GRAVIDADE (H CG)


SALTO VERTICAL A potência muscular é o tipo de força que pode ser explicada pela capacidade de exercer o máximo de energia num ato explosivo


JUMP VERTICAL Forรงa explosiva, capacidade de recrutamento nervoso, uso da energia elรกstica produzida no ciclo do alongamento


SALTO 

Ciclo de alongamento e encurtamento (CAE)

Contrações musculares excêntricas, seguidas por ações musculares concêntricas

Energia potencial elástica


 Treinamento de saltos realizados ao esforço máximo podem provocar alterações nos resultados das competições e na performance do atleta


SALTO VERTICAL CRIANÇAS Deve trabalhar se a força em crianças quando as cargas de treino são CORRETAMENTE programadas, ou seja, adequadas às CAPACIDADES e necessidades de força daqueles sujeitos


SALTO VERTICAL  A Força é um parâmetro de grande importância na performance do atleta.  Partindo desse pressuposto as investigações desenvolvidas com o salto vertical são de direcionadas para avaliar essa capacidade, e tem sido largamente utilizada por diversos pesquisadores

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TIPOS DE SALTOS Os métodos de treinamento mais utilizados para aumentar a capacidade de salto são: Multi-Saltos, Saltos com Sobrecarga e PLIOMETRIA


PLIOMETRIA • O que caracteriza um exercício pliométrico é a existência de uma contração excêntrica imediatamente antes da contração concêntrica. • Por exemplo, no Squat Jump, como a posição de saída é agachada, com os joelhos flexionados a 90 graus, os músculos extensores dos membros inferiores encontram-se em contração estática antes da contração concêntrica


PLIOMETRIA  A pliometria vem sendo muito difundida dentro do meio ESPORTIVO, mas seus efeitos ainda não completamente estão estabelecidos pela literatura  São utilizados saltos partindo-se de uma plataforma elevada, seguidos por saltos para uma próxima plataforma, sendo que suas alturas variam de 20cm a 110cm


EXERCÍCIO PLIOMETRICOS Existe três graus de treinamento da pliometria SIMPLES, MÉDIA E INTENSIVA. SIMPLES - Os saltos são realizados sem peso adicional e não existe a presença de aparelhos ou instrumentos. MÉDIA - Refere-se aos saltos realizados sobre caixas, obstáculos e barreiras. INTENSIVA - Sofrem uma complexidade de saltos em diferentes padrões de altura e deslocamentos com graus de exigência elevado


EXERCÍCIO PLIOMETRICOS


LIMIAR ANAERÓBIO

É O PONTO DE DIVISÃO ENTRE METABOLISMO AERÓBIO E METABOLISMO ANAERÓBIO


LIMIAR ANAERÓBIO • O NÍVEL de lactato sanguíneo começa a se ACUMULAR numa velocidade mais alta do que vinha acontecendo em intensidades de exercício mais leves. • A partir desse ponto a VELOCIDADE de PRODUÇÃO de lactato ultrapassa a VELOCIDADE de REMOÇÃO causando um acúmulo que vai se acentuando cada vez mais


LIMIAR ANAERÓBIO  EM QUALQUER INTENSIDADE DE EXERCÍCIO EXISTE PRODUÇÃO DE LACTATO, PORÉM EM INTENSIDADES ABAIXO DO LIMIAR ESSE LACTATO NÃO SE ACUMULA, POIS A VELOCIDADE DE REMOÇÃO É IGUAL A VELOCIDADE DE PRODUÇÃO.  O LACTATO SO VAI SE ACUMULAR QUANDO A VELOCIDADE DE REMOÇÃO FOR INFERIOR A VELOCIDADE DE PRODUÇÃO.


LIMIAR ANAERÓBIO O LIMIAR ANAERÓBIO PODE SER EXPRESO EM:

• VO2: ML.KG-1.MIN.-1 • CARGA: KM/H, MPH, WATTS, KP, ETC • FREQUENCIA CARDIACA: BPM


LIMIAR ANAERÓBIO  Os resultados entre testes em bicicleta e em esteira são diferentes.  Essas diferenças acontecem devido a dois fatores básicos: massa muscular envolvida na atividade e eficiência mecânica. FCR FCMAX FC DO LIMIAR intensidade do trabalho onde se verifica o limiar anaeróbio


Consumo máximo de oxigênio • É a taxa máxima que o organismo de um individuo tem de captar e utilizar o oxigênio do ar que está inspirando para gerar trabalho. • VO2 MAX É DIFERENTE DE VO2 • Vo2 refere-se ao consumo do oxigênio pelo organismo numa determinada intensidade de exercício. • TANTO VO2 MAX COMO VO2 PODEM SER EXPRESSOS EM: • ml.kg-1.min-1 • Mililitro de oxigênio absorvidos por quilograma de peso corporal no espaço de tempo de 1 minuto. (valor relativo) • l/min


O vo2 max é um bom índice para que possamos classificar o nível de aptidão cardiorrespiratório.

Fatores que limitam a capacidade (vo2)

Fatores genéticos Massa muscular Aptidão física Condicionamento físico


 DESTREINADO – Pode melhorar até 30%  Quanto maior for o nível de condicionamento físico mais difícil será aumentar essa capacidade, sendo em alguns casos não aumentado.  O vo2 max é um bom índice fisiológico para classificação e triagem, no entanto o limiar anaeróbio se mostra mais adequado para aplicação das cargas de treinamento


LIMIAR ANAERÓBIO VARIÁVEIS MEDIDAS PARA DETERMINAÇÃO DO LIMIAR ANAERÓBIO Ventilação por minuto(VE) Volume de ar expirado por minuto VO2 Consumo de o2 VCO2 Produção de dióxido e carbono FC Batimento por minuto Carga de exercício Intensidade de esforço Lactato sanguíneo Concentração de lactato no sangue


LIMIAR ANAERÓBIO

PARA QUE ESSES VARIÁVEIS SEJAM MEDIDAS SÃO NECESSÁRIOS ALGUNS EQUIPAMENTOS Ergômetro

intensidade de esforço

Frequencímetro

batimentos por minuto

Espirômetro p/ teste ergometrico

ventilaçao por minuto

Espirômetro c/ analisador de gás

vo2

Espirômetro c/ analisador de gás

vco2

Lactímetro

lactato sanguineo


EQUIPAMENTOS ESPIRÔMETRO NACIONAL SEM ANALISADOR DE GASES Com os acessórios: mangueira, Válvulas, Bocais, Clip Nasal, Suporte para Válvulas, e Software tem um custo de R$ 2.000,00 ESPIRÔMETRO COM ANALISADOR DE GASES Ultima geração (completo) U$ 20.000,00


LIMIAR ANAERÓBIO EXISTEM DUAS TÉCNICAS BÁSICAS: TÉCNICA INVASIVA Os resultados são obtidos através da analise de amostras de sangue após ou durante intensidades de esforço diferentes (é invasiva porque existe uma invasão do corpo do sujeito testado) Laboratório ou campo Testes contínuos : ergômetro, estágios intensidade aumentada Teste intermitentes: ergômetro, campo pode pisas, piscina e tiro.


QUANDO DEVE SER APLICADO?  Periodicamente em intervalos de 2 a 3 meses dependendo dos objetivos  O problema do teste para um grande numero de pessoas está no controle, cuidados de esterilização e custo

CUSTO MÉDIO DO EQUIPAMENTO E DE CADA AMOSTRAGEM?  Determinação da concentração de lactato por reação química ou por analise fotoelétrica R$ 2.000,00 (kit)  A fita de amostra custa R$ 7,00 sendo por teste 4 ou 6 amostras....de 28,00


LIMIAR ANAERÓBIO QUAIS OS CUIDADOS A SEREM TOMADOS? • Determinar o momento adequado para medida • A quantidade adequada para medida • Realizar hiperemia do local a ser coletado a amostra • Cuidado com contaminação • Tipo de amostra sanguínea a ser coletada QUAIS AS VANTAGENS SOBRE A TECNICA NÃO INVASIVA?

 Medida direta das concentrações de lactato no sangue  Sua concentração absoluta e o seu comportamento em diferentes níveis de esforço  É o tipo de técnica para laboratório que objetivam pesquisa cientifica


LIMIAR ANAERÓBIO

TÉCNICA NÃO INVASIVA  São medidas as variáveis respiratórias (VE, VO2 e VCO2) para que seja determinada o momento (carga e FC) onde ocorre alterações significativas na ventilação minuto (VE) e nas concentrações de CO2 (VCO2) do ar expirado  Este teste é realizado em laboratório recebendo o nome de ergoespirométrico  Existem alguns equipamentos que permitem que seja feito em campo, no entanto atrapalham muito na performance do sujeito


EM LABORATÓRIO CONTÍNUOS: com aumento de carga progressiva INTERMITENTES: varias velocidades diferentes com intervalos de recuperação entre elas. •O sujeito é colocado sobre o ergômetro, e os equipamentos para as medidas são ajustadas ao avaliado •Ele deverá estar com a fita transmissora do frequencímetro •Devera respirar por uma válvula que direciona o ar expirado de uma mangueira, para o Ergoespirômetro onde será analisado •Nariz tapado pelo clip nasal •O procedimento deve ocorrer de acordo com o protocolo utilizado, observando os estágios. estágios


QUANDO E QUANTO? QUANDO DEVE SER APLICADO?

Teste para determinação de limiar Anaeróbio devem ser aplicados periodicamente em intervalos de 2 a 3 meses, dependendo dos objetivos para os quais se está treinando. QUAL É O CUSTO MÉDIO DO EQUIPAMENTO E DA AMOSTRAGEM? Espirômetro com analisador de gases Ultima geração (completo) U$ 20.000,00 Médio U$ 15.000,00 Baixo custo U$ 10.000,00


LIMIAR ANAERÓBIO POR QUE SÃO CAROS?  As células para análise de gás são muito caras  Espirômetros com analisadores de gás só existem importados  São fabricado para funções clínicas  Inviáveis para utilização em grande escala pelos clubes  Requerem aferições e calibrações constantes  Manutenção fora do país


LIMIAR ANAERÓBIO     

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QUAIS AS VANTAGENS SOBRE A TÉCNICA INVASIVA? Teste não dolorido Fácil aplicação e manuseio Possibilita a coleta de um número muito maior de pontos para análise Não existe perigo de contaminação por sangue Amostragens sem custos com acessórios descartáveis ou reagentes químicos QUAIS OS CUIDADOS A SEREM TOMADOS? Os cuidados normais exigidos por qualquer teste físico. Cuidados na esterilização do bocal e da válvula


QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA SE DETERMINAR O LIMIAR ANAERÓBIO? a) 4 mMol Preconiza que quando um individuo atinge uma concentração de 4 mMol de lactato por litro de sangue ele está no limiar anaeróbio, sendo qualquer intensidade acima será interpretada como intensidade anaeróbia ou intensidade acima do Limiar Anaeróbio. b) Aumento desproporcional da Concentração de Lactato O Limiar Anaeróbio é determinado numa intensidade onde ocorre um aumento muito grande da concentração de lactato no sangue, pode ser acima ou abaixo da concentração fixa de 4 mMol de lactato sanguíneo


LIMIAR ANAERÓBIO QUATRO CRITÉRIOS SÃO COMPARADOS COM AS INTENSIDADES DE EXERCÍCIOS MAIS BAIXAS NA TECNICA NÃO INVASIVA. a) AUMENTO DESPROPORCIONAL DA VENTILAÇÃO O Limiar anaeróbio é determinado numa intensidade onde ocorre um grande aumento do volume de ar expirado b) AUMENTO DESPROPORCIONAL DA PRODUÇÃO DE DIÓXIDO DE CARBONO O Limiar Anaeróbio é determinado numa intensidade onde ocorre um grande aumento da produção de Dióxido de Carbono


LIMIAR ANAERÓBIO c) AUMENTO DESPROPORCIONAL NA RELAÇÃO ENTRE VE E VO2 O Limiar é determinado na intensidade onde ocorreu o aumento desproporcional nesta relação (VE dividido pelo VO2) d) AUMENTO DESPROPORCIONAL NA RELAÇÃO ENTRE VE E FC O Limiar é determinada na intensida de exercicio onde ocorreu o grande aumento nessa relação (VE dividido pela FC)


LIMIAR ANAERÓBIO 

O limiar anaeróbio é aceito como o melhor índice fisiológico para a prescrição de treinamento e previsão de resultado Existe uma intensidade de esforço até onde os processos de produção e remoção de ácido láctico estão equilibrados não existindo acúmulo. Quando essa intensidade de esforço é excedida passa a existir um acúmulo de Lactato o que provoca fadiga mais rapidamente CARLOSVINICIUS@DR.COM


De posse do L.A. temos as seguintes aplicações. Aplicar o meu treinamento sabendo se o meu atleta está abaixo, sobre ou acima do limiar Anaeróbio Qual ritmo de corrida está exigindo mais do metabolismo aeróbio Qual ritmo de corrida está exigindo mais do metabolismo anaeróbio Se está ou não acumulando ácido láctico Se vai ou não ter problemas de fadiga por acúmulo de ácido láctico durante uma atividade Qual a intensidade de aquecimento adequada Qual a intensidade de recuperação adequada Estimativa de tempo para conclusão do treino Intensidade média do treino Traçar o planejamento de treino Qual melhor intensidade para queima de gordura O Próprio atleta saberá se monitorar e dosar o seu próprio ritmo, e o mais importante por que está fazendo aquilo


RECUPERAÇÃO APÓS EXERCICIO APÓS UM EXERCÍCIO EXISTE UM PERÍODO DE RECUPERAÇÃO QUE É O TEMPO QUE O ORGANISMO LEVA PARA RETORNAR O SEU TRABALHO METABÓLICO AOS NÍVEIS DE REPOUSO. NESSE PERÍODO DE RECUPERAÇÃO TEMOS:  O RETORNO DO VO2  O RITMO DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA  O RETORNO DAS CONCENTRAÇÕES DE ÁCIDO LÁCTICO


RECUPERAÇÃO PASSIVA Onde o indivíduo termina o exercício e não faz mais nenhum tipo de atividade física (toma banha, se troca e vai embora) RECUPERAÇÃO ATIVA Onde o individuo termina o exercício e realiza uma atividade física aeróbia leve Em ambos a FC e o VO2 voltarão ao estados de repouso quase que na mesma velocidade, no entanto os níveis de lactato sanguíneo serão removidos mais rápidos na recuperação ativa É interessante determinar a FC correspondente a melhor intensidade de recuperação (65% a 75% da FC do limiar)


AQUECIMENTO  O aquecimento deve estar numa intensidade inferior ao limiar anaeróbio.  Caso o realizemos acima ou muito próximo ao limiar corremos o risco de colocar aquele individuo numa atividade já com acúmulo de lactato considerável, o que fatalmente causará a fadiga precoce, obrigando o atleta a diminuir o seu ritmo na atividade ou interrompê-la


 De nada adiantaria um limiar anaeróbio muito alto se o atleta não possui a coordenação motora.  Portanto Limiar Anaeróbio é simplesmente um dos itens que devem ser considerados no processo de treinamento (fundamental).  O Limiar Anaeróbio é um índice que pode tornar o processo de treinamento mais eficaz, economizando tempo e melhorando resultados


TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES  PARA PERFORMANCES DE CURTA DURAÇÃO E ALTA POTÊNCIA SÃO EXIGIDAS AS FIBRAS MUSCULARES DE CONTRAÇÃO RÁPIDA, QUE TEM BAIXO PODER OXIDATIVO E ALTO PODER DE GERAR ENERGIA A PARTIR DE FONTES ANAERÓBIAS TANTO ALÁCTICA COMO LÁCTICA.  QUANTO MAIS FIBRAS RÁPIDAS MAIOR SERÁ A PRODUÇÃO DE ÁCIDO LÁCTICO  PARA PERFORMANCES DE LONGA DURAÇÃO E INTENSIDADES BAIXAS SÃO EXIGIDAS FIBRAS MUSCULARES DE CONTRAÇÃO LENTA QUE TEM UM ALTO PODER OXIDATIVO, GERANDO ENERGIA A PARTIR DE FONTES AERÓBIAS


DĂşvidas?


DERMATOGLIFIA

“é um método simples para determinação das capacidades e possibilidades de jovens atletas”


DERMATÓGLIFO Do grego Derma Pele Glifein Esculpir Dermatóglifo Escrevendo na pele Criado por HAROLD CUMMINS em 1926


IMPRESSÕES DIGITAIS - ID • SÃO FORMADOS A PARTIR DE 3 MÊS DE VIDA UTERINA • POSSUEM CARACTERISTICAS DIFERENTES PARA CADA INDIVÍDUO • SÃO IMUTÁVEIS (SOFREM APENAS VARIAÇÕES DE CRESCIMENTO, NÃO SE MODIFICAM ATÉ O FIM DA VIDA) • MESMO OS GÊMEOS IDÊNTICOS NÃO TEM ID IDÊNTICOS


IMPRESSÕES DIGITAIS  As impressões Dermatoglíficas tem intrigado o ser humano desde a era primitiva  Estudos dermatoglíficos são de extrema importância nas doenças de transmissão direta, como nas anormalidade cromossômicas, deformidades e associações


As ID são marcas genéticas que podem servir de indicadores dos principais parâmetros de dotes e talentos motores, diferenciando não só a dominante funcional e a modalidade esportiva, mas também a justa especialização na modalidade como posição


NA ESCOLA SOVIÉTICA , A DETECÇÃO DE TALENTO ESPORTIVOS É REALIZADA A PARTIR DA INVESTIGAÇÃO PRECOCE DA CRIANÇA, POR MEIO DE MÉTODOS PEDAGÓGICOS, MORFOLÓGICO, PSICOLÓGICO E GENÉTICOS


 No laboratório de antropologia, morfologia e genética esportiva do VNIIFK Moscou as pesquisas são realizadas em duas direções:  As ID relacionadas com as Qualidades Físicas  As ID relacionadas com o tipo de atividade esportiva


 O diagnóstico do potencial genético é fundamental para metodologia do treinamento na modalidade esportiva  A dermatoglifia é um método simples para determinação das capacidades e possibilidades de jovens atletas  A dermatoglifia é ciência que estuda o relevo da pele e desenhos da ponta dos dedos, palma das mãos e da planta dos pés.


DERMATOGLIFIA É um estudo Russo, que consiste em observar as impressões digitais dos 10 dedos das mãos do atleta, podendo assim qualificar o tipo de fibra muscular predominante e as qualidades físicas básicas em maior evidência


COMO AVALIAR?

• Coletor de impressões digitais • Técnica de coleta de CUMMINS e MIDLO • Analise pelo método de ABRANOVA


• EXISTEM TRÊS GRUPOS DE DESENHOS NOS DEDOS: • ARCO, PRESILHA E VERTICILO • QUANTIDADE DE LINHAS (QL) • SOMÁTORIA DA QUANTIDADE TOTAL DE LINHAS (SQTL)


ARCO (A) sem delta Se caracteriza pela ausência de trirrádios ou deltas e se compões de cristas, que atravessam, transversalmente, a almofada digital


PRESILHA (L) (um delta) Trata-se de um desenho meio fechado em que as cristas de pele começam de um extremo de dedo, se encurvam distalmente em relação ao outro mas sem se aproximar daquele onde tem seu início A presilha – um desenho aberto Se a presilha esta aberta para o lado radial, chama-se de R radial Se a presilha está aberta para o lado ulnar chama-se de U ulnar


VERTICILO (W) dois deltas Trata-se de uma figura fechada, em que as linhas centrais sĂŁo concentradas, concentricamente, em torno do nĂşcleo do desenho. S desenho dois deltas que constitui duas presilhas ligadas, que formam o desenho do S


DELTA Ponto de encontro de 3 sistemas de linhas formado por uma bifurcação, na qual as linhas deixam entre si 3 ângulos semelhantes


A contagens do numero de linhas nas ID dos dez dedos é conhecida pela sigla SQTL São contadas por um segmento de reta traçado a lápis unindo o centro geométrico do delta aquele do sistema do núcleo


FORMULA • A quantidade de linhas (QL) • A quantidade de linhas das cristas da pele dentro do desenho é contada segundo a linha que liga a delta e o centro do desenho


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DERMATOGLIFIA – D10 A quantidade de cristas cutâneas dentro do desenho representa a característica quantitativa ARCO (A)- o desenho sem delta PRESILHA (L)- o desenho de um delta VERTICILO (W)- o desenho de dois deltas Sendo assim 0,1,2 representado em cada dedo O Maximo de 20 e mínimo de 0


Intensidade baixa de desenhos (D10) e a baixa somatória da quantidade total de linhas (SQTL) se correlacionam com o alto nível de manifestação de força e de potência, mas com o nível baixo de coordenação e de resistência


A elevação do nível de D10 e SDTL em grande medida se correlaciona com o reforço da dominante da resistência e da coordenação


Os valores máximos de D10 e de SQTL são orientados para a acentuação das qualidades coordenadoras do organismo


As modalidades de esporte de velocidade e de força se localizam no campo de valores baixos de D10 e da SQTL As modalidades com a propriocepção complexa no campo de valores altos; os grupos de esporte de resistência ocupam a posição intermediaria


FORMULA • • •

Método padrão CUMMINS e MIDLO Os desenhos nas falanges distais dos dedos das mãos Tabela padrão ID


DEPOIS DO PROCESSAMENTO PRELIMINAR SÃO CALCULADOS OS ÍNDICES PADRONIZADOS FUNDAMENTAIS DAS IMPRESSÕES DIGITAIS

1) A quantidade dos desenhos de tipo diferentes para 10 dedos das mãos 2) A quantidade de linhas (QL) em cada dedo da mão


3) A intensidade sumária dos desenhos, nos 10 dedos das mãos, ou assim chamado, índice de delta (D10) que se calcula segundo a soma de delta de todos os desenhos  A=0  P=1  W=2  L+2x W


4) a somatória da quantidade total de linhas (SQTL) a soma da quantidade de linhas nos 10 dedos das mãos 5) os tipos de fórmulas digitais que indicam a representação nos indivíduos de diferentes tipos de desenhos


Classificação do conjunto dos índices dermatoglíficos e dos índices somático funcionais entre atletas de alta qualidade (ABRAMOVA e COL, 1995). TABELA


• SE IDENTIFICAM, AO TODO, 5 TIPOS DE FÓRMULAS DIGITAIS • AL- PRESENÇA DE ARCO E PRESILHA EM QUALQUER COMBINAÇÃO • ALW – A PRESENÇA DE ARCO, PRESILHA E VERTICILO EM QUALQUER COMBINAÇÃO • 10L – DEZ PRESILHAS • LW – PRESILHA E VERTICILO COM A CONDIÇÃO DE QUE O NUMERO DE PRESILHA É MAIOR • WL - PRESILHA E VERTICILO COM A CONDIÇÃO DE QUE O NUMERO DE VERTICILO É MAIOR


Análise Bioquímica

“Melhor desempenho e performance, sem lesões e doenças decorrentes de treinamento e competições”


Objetivos: Reequilibrar os sistemas do organismo, bem como diagnosticar desequilĂ­brios de forma precoce, evitando problemas com o atleta tais como lesĂľes e estresses musculares.


Diagnósticos pela Bioquímica • • •

Estudos Preventivos Estudos de Alto Nível de Detalhamento Estudos para o Acompanhamento da evolução de Doenças Pré-Existentes


ESTUDOS REALIZADOS • • • • • • • • • • • • • • •

Metabolismo Glicídico Metabolismo Lipídico Metabolismo Protéico Metabolismo Nucleoprotéico Grau de Hidratação Estresse Hepático Estresse Canalicular Estresse Hepatocanalicular Estresse Muscular Estresse Ósseo Estresse Ósteomuscular Encurtamentos Musculares Estresse Cardíaco Capacidade de Oxigenação Estresse Renal

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Intoxicação por Chumbo Intoxicação por Álcool Intoxicação Medicamentosa Intoxicação por Organofosforados Deficiência de Ácido Fólico Deficiência de Vitamina B12 Deficiência de Vitamina B6 Deficiência de Vitamina C Deficiência e/ou Overdose de Vitamina D Existência de Processos Inflamatórios Existência de Processos Infecciosos Existência de contato com Carga Viral Existência de Estresse Físico/Emocional


Análise Bioquímica A Análise Bioquímica se mostra um fator primordial para o alto desempenho no Esporte Moderno, sendo eficaz para prescrição dos treinamentos dos atletas.


DĂşvidas Orkut: Carlos Vinicius Herdy E-mail: carlos@treinadoronline.com MSN: carlosherdy@hotmail.com Google Talk: carlosherdy@gmail.com WWW.TREINADORONLINE.COM


Modulo 1  

futebol e soccer