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MAIO 2012

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ROTEIROS GASTRONÔMICOS - ITAÚNA ....................................................................................................................................................

FORNADAS DE HOSPITALIDADE EXEMPLAR DE ASSINANTE - VENDA PROIBIDA


MAIO 2012

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ROTEIROS GASTRONÔMICOS - ITAÚNA ....................................................................................................................................................

FORNADAS DE HOSPITALIDADE

PREÇO R$ 1,00 - NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE DO JORNAL ESTADO DE MINAS


MIL FACES DO PALADAR

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Experimente viajar um pouco e conhecer este nosso destino por meio dos nomes das pessoas e seus ofícios, personagens que ajudam a escrever a história dessa agradável cidade. Gente como a dona Sãozinha, com seus 87 anos, que reúne amigos e voluntários em sua casa simples, onde prepara o tradicional almoço, além dos doces, para a festa de Nossa Senhora do Rosário. E tem tantas Marias por lá! A Maria Vilma segue ao lado da filha Rafisa a tradição de receber bem e preparar em seu restaurante iguarias que perpetuam as receitas da mãe e avó. A Maria Antônia assa empadinhas sem iguais na região, mas a Maria Dirce, ao lado do maridão, Zé Ramos, faz biscoitos abençoados, que ajudaram a criar os filhos. Uma outra Maria, a Inês, junto com o marido, Antônio Rodolfo, trocou a cidade grande por um gostoso restaurante “sem pressa” no interior. Histórias, bons petiscos e causos não faltam nos bares, como os do Zé Miró e dona Laura, do Otacílio, do Toninho e da Mary Rose. Quituteiras e doceiras de mão cheia, como a Cidinha, a Rosivane e a Rosa Amélia, esculpem com mãos de fada suas artes, inspiradas na diversidade dos quintais de Minas. Tem ainda os imperdíveis banqueteiros ou os simples apaixonados em receber à mesa, como o Diquinho e a Cidinha. Não faltam tampouco experts em dar um toque sofisticado aos sabores de suas raízes, como a jovem chefe Mariana, do Restaurante Anfitriã. É claro que esses nomes e histórias caberiam em qualquer recanto dessas Gerais, mas estamos falando da hospitaleira Itaúna. Um lugar que, mesmo com a população beirando os 100 mil habitantes, preserva deliciosos costumes interioranos. Venha conhecer esses personagens e suas prosas. Não se esqueça de levar para casa um dos mais importantes representantes da gastronomia mineira: o delicioso requeijão de raspa, símbolo maior dos sabores desta terra. Bom apetite! Eduardo Avelar Chefe de cozinha


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ESFILE DE IGUARIAS

Seja bem vindo a mais uma deliciosa jornada a bordo do guia Sabores de Minas. Relaxe o corpo, aguce o paladar, esqueça o regime e se prepare para um verdadeiro desfile de iguarias. A viagem corre sossegada e, após 85 quilômetros, chegamos a Itaúna, no Centro-Oeste mineiro. Parada estratégica na Churrascaria Trevo, casa que há 34 anos agrada viajantes e moradores com um tempero mais que especial. À frente do lugar está o casal Antônio Rodolfo de Andrade e Maria Inês Souza Andrade, dois “doidos” segundo suas próprias palavras. Eis a explicação: “Quando decidimos abrir o restaurante, morávamos em São Paulo. Recebemos a notícia de que o imóvel estava vago e resolvemos na hora. Juntamos nossas coisas e viemos”, conta, sem poupar simpatia, nosso anfitrião. Somada à persistência dos dois, que chegaram a virar noites entre as mesas do restaurante, está o talento de Maria Inês, cujos dotes culinários cultivam ótima fama. “Tem gente que vem aqui e até leva o tempero. É tudo caseiro.” No cardápio há 60 opções de pratos entre filés, massas, peixes e outras variedades. Difícil é escolher aquela que mais agrada. Na dúvida, a turma da casa estará pronta para sugerir uma pedida. A prova está aí ao lado.

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TRADIÇÃO .........................................................

Antônio e Maria Inês trocaram São Paulo pelo sucesso em Itaúna

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Criada há mais de 50 anos, a Cooperativa dos Produtores de Itaúna (Cooperita) tem entre seus produtos estrelas como o requeijão de raspa. Contato: (37) 3249-5000.


FILÉ AO MOLHO MADEIRA

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INGREDIENTES

1 peça (cerca de 700 g) de filé mignon 50 g de alho descascado e fatiado 50 g de manteiga 6 batatas cozidas e cortadas em quatro Tempero caseiro (alho e sal) e vinagre a gosto 50 g de champignon fatiado Óleo para fritar a batata Para o molho 200 g de carne bovina cozida, com o caldo do cozimento (pode ser carne de segunda, de preferência um corte que seja mais macio e não tenha muita gordura) 2 colheres (sopa) de amido de milho 1 xícara (chá) de vinho tinto seco 1 xícara (chá) de molho de soja

COMO FAZER

Temperar o filé com tempero caseiro e vinagre. Em uma frigidei-

ra, aque cer a man tei ga e pôr a carne para dourar bem dos dois la dos. Quan do já es ti ver bem dou ra do, pôr o alho fa tia do e o cham pig non, pa ra que fi quem aquecidos, com cuidado para não queimar. Em outra panela, aquecer óleo suficiente para cobrir as ba ta tas e fri tá-las até fi ca rem douradas. Fatiar a carne no momen to de le var à me sa e ser vir acompanhada com as batatas e o mo lho em re ci pien te se pa ra do. Pa ra fa zer o mo lho, ba ter os 200 g de carne cozida com o caldo. Passar em uma peneira fina e levar a parte líquida ao fogo, com o vinho, o ami do de mi lho e o molho de soja. Se desejar, acrescentar champignon a gosto.

..................................................................... Receita fornecida por Maria Inês Souza Andrade, de Itaúna: (37) 3242-4680

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ELÍCIAS DA FAZENDA

Depois do almoço de primeira, o corpo pede uma pausa. Para renovar os ânimos antes de dar continuidade à jornada, nada como estar em meio à natureza, embalado pela tranquilidade que só mesmo a roça pode oferecer. Quem recebe os viajantes nesse pequeno pedaço de paraíso é Rosivane Lourdes de Carvalho, uma artista da cozinha. Quitandeira de mão cheia, ela é responsável por deixar mais gostosas as mesas de café de Itaúna. Biscoitinhos, broa, bolos e roscas, entre outras delícias, são preparados por ela e distribuídos em toda a cidade, que fica a dez quilômetros da fazenda. Todos os dias os produtos são entregues fresquinhos à fiel freguesia, além de serem vendidos na feira das sextas e sábados. Entre os produtos que não faltam na barraca está o biscoitinho quebrador, uma receita da mãe de Rosivane que é um verdadeiro sucesso. “Tem gente que faz essa receita com amido de milho, mas eu uso polvilho. Acho que é por isso que o pessoal gosta tanto.” Para tirar essa dúvida, o melhor é degustar várias vezes.

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SUCESSO .........................................................

Rosivane não esconde segredo que fez fama da sua quitanda

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Na padaria Sagrada Família, o requeijão de raspa também faz sucesso, vendido em potinhos ou em pedaços. Experimente: (37) 3241-3880.


BISCOITO QUEBRADOR

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INGREDIENTES

1 kg de polvilho doce 200 g de farinha de trigo 1 pitada de sal 1 colher (chá) de fermento químico em pó 3 copos (tipo americano) de açúcar cristal Meio copo (americano) de óleo, mais o suficiente para untar o tabuleiro 250 g de manteiga 5 ovos (aproximadamente), mais uma gema para pincelar

COMO FAZER

Misturar os ingredientes, exceto os ovos, e sovar bem. Pôr os ovos um a um e amassar até dar o ponto de enrolar, sem que fique muito mole. Fazer argolinhas com a massa e pincelar cada uma delas com gema batida. Pré-aquecer o forno por 10 minutos, a 180 graus, e assar em tabuleiro untado até dourar.

..................................................................... Receita fornecida por Rosivane Lourdes de Carvalho, de Itaúna: (37) 9919-7370

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ENEROSA BOEMIA

Toda cidade tem seu estabelecimento boêmio tradicional: aquele bar ou restaurante cujas paredes estão impregnadas de casos e causos; um lugar em que o dono é figura popular e onde o tempero permanece sem grandes alterações, mesmo com o correr do tempo. Em Itaúna, o Bar do Otacílio é um desses espaços. Basta dizer que a casa está aberta há quase seis décadas para saber que, por ali, o que não falta é história. Nascido e criado da cidade, Otacílio Marinho é quem cuida do bar, seja no atendimento dos fregueses no balcão, na orientação aos garçons ou na cozinha, onde não poupa talento. É ele quem assume o preparo das famosas bolas de carne, presentes há tempos no cardápio. Com agilidade, ele soca e amassa cerca de 10 quilos de carne por vez, com as quais faz as generosas porções. O petisco chega à mesa escoltado por mandioca cozida ou feijão de tropeiro. Outro acompanhamento que deixa a receita ainda mais gostosa é uma boa e generosa prosa.

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FRANGO .........................................................

Otacílio põe a mão na massa para garantir sabor da iguaria

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Rocambole, quibe, linguiça e hambúrguer, todos de frango, estão entre as especialidades do Abatedouro Moreira. Confira: (37) 3241-4105.


BOLA DE CARNE

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INGREDIENTES

5 kg de carne bovina (fraldinha) moída duas vezes 5 colheres (sopa) de tempero caseiro (alho e sal) Cheiro-verde a gosto 2 ovos ou o suficiente para dar liga aos bolinhos Óleo ou gordura de porco Molho de tomate caseiro ou industrializado, já temperado a gosto

COMO FAZER

Em uma vasilha, pôr a carne, o tempero e o cheiro-verde. Misturar, para que o tempero entranhe em toda a carne. Pôr os ovos e amassar bem, até dar liga para en-

rolar (acrescentar mais ovos, se necessário). Passar óleo nas mãos e pegar uma quantidade de carne suficiente para enrolar uma bola do tamanho aproximado de um punho fechado. À medida que for enrolando, colocar a carne em uma panela com três dedos de óleo. Fazer duas camadas de bolas e, em seguida, pôr água até quase cobrir. Tampar a panela, levar ao fogo e deixar até toda a água secar. Retirar da gordura e, em outra panela, levar ao fogo as bolas de carne cobertas com molho de tomate, por cerca de cinco minutos.

..................................................................... Receita fornecida por Otacílio Marinho, de Itaúna: (37) 3241-2029

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ODÍZIO DE TALENTOS

Graças à criatividade e talento daqueles que estão à frente das cozinhas de bares e botecos da vida, não faltam deliciosas opções para casar bem com a cerveja gelada. São apetitosas variedades, sejam as pedidas clássicas, como carnes de panela e torresmos suculentos, ou as mais inventivas, como o bolinho de arroz servido na Esquina do Chopp, em Itaúna. Aberta há dois anos, a casa é, na verdade, um grande quintal, onde pés de jabuticaba e quiosques contribuem para o clima leve e agradável. À frente do negócio está a contadora Mary Rose da Fonseca, que cuida do bar junto com o filho e uma equipe de caprichosas cozinheiras. Uma delas, a jovem Juliana da Silva, é quem passa a receita desse bolinho, um dos mais pedidos pela clientela. A cada três meses, o cardápio da casa é modificado e, para aprovar as mudanças e ajudar a escolher as próximas iguarias, nada como os fregueses mais assíduos. E é claro que os visitantes também se dão o direito de opinar, dando nota 10 a esse saboroso tira-gosto.

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Criatividade é o que não falta na receita ensinada por Juliana e Mary

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BOLINHO DE ARROZ COM CALABRESA

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INGREDIENTES

700 g de arroz cozido 380 g de linguiça calabresa Salsinha e pimenta-calabresa a gosto Meio copo (tipo americano) de leite 1 colher (sopa) de amido de milho 4 colheres (sopa) de farinha de trigo Óleo para fritar Ovo, farinha de trigo, farinha de rosca e um pouco de leite para empanar

COMO FAZER

Passar o arroz e a linguiça no processador ou no moedor, separadamente. Reservar. No liquidificador, bater o leite e o amido de milho. Em uma vasilha, misturar o arroz, a calabresa, o leite batido, a farinha, a salsinha e a pimenta. Amassar com as mãos até dar ponto de enrolar. Bater um ovo com um pouco de leite, apenas suficiente para amolecer o ovo. Passar os bolinhos, enrolados em forma de bolinhas ou bastões, na farinha de trigo, em seguida no ovo batido e, por último na farinha de rosca. Fritar em óleo quente suficiente para cobrir.

..................................................................... Receita fornecida por Juliana da Silva, de Itaúna: (31) 3241-0860

BALADA ......................................................... Para ouvir boa música em um ambiente descolado, a moçada de Itaúna se reúne no Bar do Vinil, na Avenida Jove Soares, conhecida como Prainha. Contato: (37) 3242-2486.

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LIMENTO PARA A ALMA

Dona Sãozinha dá aulas de fé, amizade e talento na cozinha

................................................................................................................................................ Entrar na casa de Maria da Conceição de Jesus, a dona Sãozinha, é sentir-se acolhido logo nos primeiros instantes. O entra e sai de gente – filhos, netos e até tataranetos de nossa anfitriã – mostra que ali o espaço é de todos. O lugar não é grande, mas, como num toque de mágica, ou melhor, de fé, recebe mais de 600 pessoas todos os anos nas comemorações do reinado de Nossa Senhora do Rosário. Como rainha da guarda de congado, título herdado da mãe, dona Sãozinha assume a organização do festejo, que inclui almoço servido aos integrantes das guardas congas de toda a região. Com ajuda de parentes, amigos, antigas patroas e outras pessoas da cidade, a festeira, aos 87 anos, prepara frango, arroz, feijão e macarrão para o almoço, que ainda tem doces caseiros de sobremesa. Na casa já não há mais espaço para guardar panelas, pratos e copos usados no dia da festa, além das vestimentas de rainha que ela mostra com orgulho. “Todo ano ganho uma roupa diferente. Algumas são tão pesadas que nem consigo mais usar.” Para adoçar ainda mais a visita, a cozinheira prepara uma gostosura de cocada, que é uma das receitas servidas por ela, de coração, aos seus irmãos de fé.

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COCADA

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INGREDIENTES

3 cocos ralados no ralo grosso 2 latas de leite condensado 1 kg de açúcar refinado 2 colheres (sopa) de manteiga 1 copo (tipo americano) de água

COMO FAZER

Levar ao fogo o açúcar e a água. Quando começar a engrossar, pôr o leite condensado e a manteiga. Mexer até engrossar. Pôr o coco e mexer até começar a desgrudar do fundo da panela. Retirar do fogo e bater com uma colher de pau, até o doce ficar bem cremoso. Despe-

jar colheradas em um tabuleiro untado com manteiga.

..................................................................... Receita fornecida por Maria da Conceição de Jesus, de Itaúna: (37) 9941-3873

SABOROSO ......................................................... Opções de primeira não faltam no cardápio da Churrascaria e Pizzaria Varanda Verde. Faça uma vista. Telefone: (37) 3242-4670.

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U

MA QUESTÃO DE DOM

Valorizar o que há de melhor na cultura local está entre os segredos da boa gastronomia. E cada vez mais gente ligada à área tem se valido de ingredientes da terra para o preparo de suas criações. As frutas importadas dão lugar às plantadas na região, os laticínios de fora cedem espaço aos preparados na fazenda vizinha e por aí vai. A chefe Mariana Falcão é uma das adeptas dessa corrente. Natural de Itaúna, a jovem foi para a capital para estudar comunicação, mas, após seis anos de trabalho na área, percebeu que a gastronomia tinha um espaço bem maior do que a publicidade em sua vida. “Olhava para a minha prateleira e só via livros ligados à cozinha, não havia nada de comunicação. Foi por isso que resolvi investir no que mais gosto.” A formação técnica veio logo em seguida, no Sul do país. De volta para sua terrinha, resolveu entrar de vez para a cozinha e há três anos o Jardim Gourmet tem sido palco de suas criações. A casa é aberta ao público nos fins de semana, além de funcionar como espaço para festas. No cardápio, delícias como essa receita servida aos visitantes, que traz maravilhosos ícones da culinária de Itaúna.

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BRANQUINHA ......................................................... A Cachaça do Plínio é a sugestão de boa aguardente encontrada na região. Saboreie: (37) 9951-1737. Unir requinte aos sabores da terra é uma das artes de Mariana

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SAINT PETER DAS MONTANHAS

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INGREDIENTES

6 filés de tilápia Sal e pimenta a gosto 100 g de manteiga sem sal 3 bananas-da-terra Meia xícara (chá) de leite de coco Um terço de xícara de leite 200 g de requeijão de raspa em cubos Meia colher (chá) de sal Raspas de limão-capeta a gosto 2 folhas grandes de taioba Óleo para fritar

COMO FAZER

Lavar as folhas de taioba e retirar o talo. Secar e picar o mais fino que conseguir. Em uma panela, aquecer óleo (não muito) suficiente para cobrir a taioba. Salpicar as folhas e deixar apenas alguns segundos, para que fiquem crocantes. Reservar em um tabuleiro forrado com papel toalha. Lavar as bananas, retirar as pontas e cortalas ao meio. Cozinhar por meia hora as bananas com casca, para que não desmanchem. Escorrer, retirar as cascas e bater as frutas no liquidificador com o requeijão, até obter uma mistura cremosa. Pôr o leite aos poucos, temperar com sal e levar ao fogo, mexendo sempre, até engrossar e tomar consistência de purê. Pôr pimenta e as raspas de limão e reservar. Temperar a tilápia com sal e pi-

menta-do-reino. Em uma frigideira antiaderente, derreter a manteiga até ela ficar marrom. Abaixar o fogo e pôr o peixe, deixando grelhar por dois minutos de cada lado. Montar os pratos com um filé regado com a manteiga que ficou na frigideira, uma porção do purê de banana e a taioba frita.

..................................................................... Receita fornecida por Mariana Falcão, de Itaúna: (37) 3242-3209

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OZINHA HISTÓRICA

José Ramos e Maria Dirce são mestres na tradição das quitandas

................................................................................................................................................ A porteira aberta praticamente o dia todo e o cheirinho de quitanda no forno são convites irresistíveis para quem passa pela Rua Cunha do Quitão. É lá que Maria Dirce Nogueira e o marido, José Ramos, preparam deliciosas receitas que transportam os fregueses diretamente para a cozinha de suas mães e avós, ou para a de alguma fazenda da infância. O trabalho ali é duro: amassa daqui, enrola dali, tira um tabuleiro de lá, põe outro, e uma a uma das iguarias vão ficando prontas. O braço dói, a perna fica cansada, mas não há reclamação. Em vez disso há orgulho, estampado nos olhos do casal. “Graças aos biscoitos conseguimos estudar nossos cinco filhos”, conta Dirce. Filha de uma prendada biscoiteira, ela teve na infância os primeiros ensinamentos da arte da cozinha. O marido, ex-motorista de ônibus, acabou sendo influenciado na lida dos fogões, ofício em que descobriu grande prazer. Perguntado sobre a origem das receitas, ele dá seu parecer: “Isso é coisa antiga. Desde que Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil que o povo faz biscoitos”.

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BISCOITO DE POLVILHO NA FOLHA DE BANANEIRA

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INGREDIENTES

300 ml de óleo, mais 2 colheres (sopa) 300 ml de água 1 kg de polvilho doce 1 colher e meia (chá) de sal 14 a 18 ovos Material Folhas de bananeira cortada em quadrados grandes

COMO FAZER

Pôr o polvilho e o sal em uma vasilha ou gamela. Levar o óleo ao fogo e retirar quando já estiver bem aquecido. Despejar sobre o polvilho, com bastante cuidado para não se queimar, e misturar com uma colher. Pôr a água para ferver e fazer o mesmo procedimento. Pôr seis ovos e amassar até a massa ficar bem lisa. Acrescentar o restante dos ovos, de dois

em dois, e ir amassando até dar o ponto, que não pode ser muito mole. Com a massa pronta, espalhar duas colheres de óleo na superfície, para não ressecar. Pôr a mistura em um saco de plástico, com um dos bicos cortado. Pôr as folhas de bananeira no tabuleiro, com a parte brilhante virada para baixo. Com o saco, espremer argolas em cada pedaço de folha, no tamanho e formato desejados. Pré-aquecer o forno por 10 minutos, a 190 graus. Pôr os biscoitos para assar e, depois que crescerem, diminuir a temperatura e deixar até dourar.

..................................................................... Receita fornecida por Maria Dirce Nogueira e José Ramos, de Itaúna: (32) 3241-8015

TENTAÇÃO ......................................................... Quem é que resiste a uma porção de balas delícia? Para os amantes da iguaria, uma dica em Itaúna é a lojinha Balas Delícia Caseiras. Contato: (37) 3241-1226.

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OÇURA EM PEDAÇOS

Só mesmo quem lida com tachos de doce todos os dias sabe a trabalheira que dá preparar os ingredientes, dar o ponto, enrolar e cumprir outras tantas etapas que as iguarias exigem. E, quando o assunto são os doces cristalizados, a coisa fica ainda mais complexa. Afinal de contas, as receitas exigem no mínimo dois dias de dedicação, além de uma incrível ciência para acertar o ponto exato. Ainda assim, para a sorte dos apaixonados, não faltam artistas à frente dos fogões para conceber tais gostosuras. Em Itaúna, um nome lembrado ao se falar no assunto é o de Rosa Amélia Nogueira, que está há 10 anos no ramo. “Na época em que comecei estava passando por um período de dificuldades. As frutas do nosso sítio estavam se perdendo e eu resolvi aproveitá-las para fazer doce. Foi uma brincadeira no início, mas acabou virando trabalho”, recorda. Abacaxi, figo, mamão, limão e maracujá estão entre as opções que enriquecem a mesa e a cultura gastronômica de nosso estado.

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Rosa Amélia transformou uma brincadeira em delicioso ofício

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DOCE DE ABACAXI CRISTALIZADO

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INGREDIENTES

1 abacaxi grande 500 g de açúcar refinado Meia colher (sopa) de bicarbonato de sódio

COMO FAZER

Lavar, descascar e retirar os pontinhos escuros e o miolo do abacaxi. Picar em pedaços pequenos e levar ao fogo, com o bicarbonato e coberto com água, por cinco minutos. Retirar do fogo, escorrer e despejar o abacaxi imediatamente em um recipiente com água gelada e gelo. Quando o gelo derre-

ter, escorrer a água e pôr os pedaços de abacaxi em uma vasilha, cobertos com o açúcar. Deixar descansar por 12 horas. Levar a mistura ao fogo, em um tacho de alumínio, até ferver. Deixar descansar por mais 12 horas. Levar ao fogo novamente e deixar ferver até dar ponto de bala (pode ser medido colocando uma pequena porção do doce em um copo com água fria; estará no ponto quando a mistura endurecer). Retirar do fogo e passar um a um dos pedaços no açúcar refinado. Deixar em um tabuleiro forrado com papel manteiga até esfriar totalmente.

..................................................................... Receita fornecida por Rosa Amélia Nogueira, de Itaúna: (37) 3241-3198

TIRA-GOSTO ......................................................... Vencedor do concurso Mesa de Buteco, que elege os melhores tira-gostos de Itaúna, o Bar da Carminha é boa opção para combinar cerveja e petiscos. Confira: (37) 9969-2909.

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A

MIZADE BEM TEMPERADA

Geraldo Custódio esbanja criatividade ao cozinhar para a turma

................................................................................................................................................ Cozinhar é celebrar, não é verdade? Basta reparar que no centro de toda comemoração está uma comidinha deliciosa, que fica ainda mais memorável quando preparada com prazer pelo anfitrião. E não precisa ser chefe de cozinha ou profissional do ramo para surpreender os convidados. A turma do pedreiro Geraldo Custódio Silva, o Diquinho, que o diga. Quando ele resolve chamar o pessoal para a farra uma das certezas é que, além de boas risadas, o que não vai faltar é comida de primeira. Apaixonado pelas panelas desde novo, Diquinho ensina que a alegria e a simplicidade podem ser os grandes temperos na cozinha. Entre suas criações está a batizada de tapa na boca. “Dei esse nome porque a gente come com a mão.” Entre os ingredientes está a cambuquira, que é o broto da abóbora. Na panela, em um fogão improvisado, o broto se mistura com bacon, legumes, ovos e farinha, numa combinação para ninguém botar defeitos. Enquanto os amigos se fartam da iguaria, Diquinho fica admirado. “Aposto que a pessoa mais rica da cidade não tem isso. É uma maravilha.” A gente assina em baixo.

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TAPA NA BOCA

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INGREDIENTES

500 g de bacon picado em cubos Azeite 400 g de cambuquira (broto de abóbora) 2 cebolas fatiadas 1 pimentão-amarelo picado 1 colher (sopa) de tempero caseiro (alho e sal) Pimenta a gosto 6 ovos 1 xícara (chá) de farinha de milho em flocos

COMO FAZER

Lavar a cambuquira, retirar as folhas e, com as mãos, puxar a casca que envolve o miolo do broto. Picar em pedaços bem pequenos. Em uma panela grande, fritar o bacon. Pôr a cambuquira e regar com azeite. Mexer. Pôr a cebola e o pimentão, mexendo para não agarrar. Quando a cebola e o pimentão

estiverem amolecidos, pôr o tempero, a pimenta e os ovos. Mexer até os ovos cozinharem. Pôr a farinha e misturar, ainda no fogo.

..................................................................... Receita fornecida por Geraldo Custódio da Silva, de Itaúna; (37) 9945-1352

PEIXE ......................................................... Sejam ensopados, em moquecas ou fritos, os pescados do Bar do Peixe são escolhas certas na hora da fome, no almoço ou no jantar. Comprove: (37) 3242-9910.

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A

MOR EM SERVIR

Na definição do dicionário, anfitrião é aquele que recebe os convivas. A experiência mostra, contudo, que a definição vai além, uma vez que o ato de receber carrega muitos significados. Receber é deixar o espaço aconchegante, é ir para a cozinha com carinho, é abrir a porta com um sorriso no rosto, é criar ambiente para que os convidados se sintam bem, é alegrar-se com a casa cheia, e por aí vai. Maria Vilma Fonseca aposta nessas e outras qualidades para fazer com que a freguesia de seu restaurante, o Anfitriã, sinta-se como se estivesse na própria casa. Seguindo o exemplo deixado pela mãe, inspiração para o nome da casa, Vilma pensa em todos os detalhes para tornar o espaço o mais acolhedor possível. E isso vai desde a singela decoração ao cardápio, com pedidas como a canjiquinha com costelinha. “Esse prato é carregado de boas vindas ao nosso cliente, para que ele tenha o prazer de degustar as lembranças da infância, como se fosse um carinho.” No mesmo caminho que Vilma está a filha Rafisa, de 22 anos, que também encontrou na arte de servir a sua vocação. Em breve a moça vai inaugurar, sobre o restaurante, um bistrô. Aconchego é que não vai faltar.

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Vilma, com a filha Rafisa: arte de receber bem é dom de família

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CANJIQUINHA COM COSTELINHA

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INGREDIENTES

2 xícaras (chá) de canjiquinha 500 g de costelinha suína em pedaços 2 tomates picados 1 cebola picada 2 dentes de alho amassados 1 linguiça calabresa picada 200 g de bacon picado Meio pimentão vermelho, meio amarelo e meio verde, picadinhos Tempero a gosto Cheiro-verde a gosto 1 litro de água Óleo

COMO FAZER

Levar a canjiquinha ao fogo, coberta com um litro de água, e deixar cozinhar por 20 minutos. Em uma panela à parte, fritar o bacon e a calabresa, em sua própria gordura, e reservar em papel absorvente. Temperar a costelinha. Pôr um fio de óleo na panela e levar a

costelinha ao fogo. À medida que for secando, pingar água, até ficar dourada. Pôr o bacon, a calabresa, o tomate, a cebola e o pimentão. Deixar refogar e retirar do fogo. Escorrer a costelinha e pôr na panela com a canjiquinha. Deixar no fogo por cerca de 15 minutos, salpicar cheiro-verde e servir.

..................................................................... Receita fornecida por Maria Vilma Fonseca, de Itaúna: (37) 3241-1025

VARIADO ......................................................... Para quem quer beber e beliscar, tem o Faro do Chopp. Já para os que procuram surpresas gastronômicas há o Faro Gourmet. Todos na Prainha. Saiba mais: www.faronet.com.br.

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A

PETITOSA SIMPLICIDADE

O telefone toca e Antônio Augusto Ferreira da Silva atende: “O cardápio de hoje? Uai, tem bife, feijoada, macarrão, costelão de boi e costelinha de porco.” Do outro lado da linha, o interlocutor faz sua opção e Antônio completa: “Daqui a pouco está chegando aí.” Aberto há nove anos, o Bar do Toninho é um daqueles espaços em que a informalidade dá o tom. Simples e com ares típicos de botecão, o bar conquistou a freguesia com o tempero caseiro, feito pela mulher de Toninho, e simpatia em doses fartas. Na hora do almoço, a comida é servida no esquema de prato feito, mas há, ainda, 21 opções de tira-gostos, número que Toninho orgulha-se em destacar. “Comecei apenas com algumas coisinhas. Tinha a bola de carne, a língua... Agora fazemos muito mais. Tenho que lembrar que nada é feito na panela de pressão.” E para mostrar que entende do riscado, Toninho chega logo com um prato de costelão bovino, que ganha sabor único graças ao preparo com banha de porco. Realmente delicioso.

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Toninho comanda a casa que serve 21 opções de tira-gosto

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COSTELÃO DE BOI

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INGREDIENTES

banha fria e deixar a carne imersa. Ao servir, retirar os pedaços e deixar o restante coberto. Se necessário, aquecer na hora de servir.

3 kg de costelão de boi (no açougue, pedir para serrar a peça de costela em três partes, em sentido perpendicular aos ossos e, em casa, cortar cada uma ao meio, em gomos) Tempero caseiro (alho e sal) a gosto Banha de porco

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COMO FAZER

BOA PEDIDA .........................................................

Lavar a costela e limpar, retirando as nervuras e a baba, se houver. Temperar e levar ao fogo, em uma panela grande, com meio litro de banha fria. Quando a água da costela secar, pingar um pouco mais de água, até que seque e fique bem dourada e macia . Cobrir com

Receita fornecida por Maria Aparecida da Silva, de Itaúna: (37) 8805-7030 (Com Antônio)

Cascudo frito e pé de porco estão entre as pedidas simples mas saborosas do Bar do Marcílio, no Residencial Parque Jardim. Contato: (37) 9949-4784

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I

RREVERÊNCIA BEM SERVIDA

Zé Miró é craque em agradar fregueses de todas as torcidas

................................................................................................................................................ Acomodados no balcão, os fregueses discutem futebol. Sobra para o juiz, para o técnico e para o jogador, mas, mesmo com o tom de voz exaltado, o clima é de pura amizade. Ali atleticanos, cruzeirenses e americanos convivem em perfeita harmonia, e, no centro desse grupo, está José Carlos Domingos, o Zé Miró, conhecido na cidade como o rei do pé de porco. O tira-gosto, preparado por dona Laura, mãe do proprietário da casa, é servido todos os dias em seu bar, ponto de encontro para uma turma fiel. Enquanto do lado de fora sobram piadas sobre times rivais, lá dentro adeptos do baralho aproveitam a cachacinha e as iguarias de boteco para deixar as partidas mais animadas. Há, ainda, um espaço montado perto do jardim de dona Laura, onde se lê nas paredes: “Tudo acaba, menos a amizade.” Sentir-se parte dessa turma é fácil. Basta se sentar, abrir uma cerveja, saborear uma das delícias da cozinha e deixar a conversa fluir.

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PÉ DE PORCO

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INGREDIENTES

3 kg de pé de porco cortados em pedaços grandes 3 colheres (sopa) de massa de tomate 4 dentes de alho socados com sal a gosto (se preferir, pôr mais alho) Farinha de mandioca torrada 1 fio de óleo Pimenta a gosto Cebolinha a gosto

COMO FAZER

Lavar os pés de porco e ferventar. Escorrer e, com uma faca, limpar bem as peças e lavar novamente. Refogar no óleo, em uma frigideira o alho socado com sal. Em uma panela de pressão grande, pôr os pés de porco e cobrir com água. Pôr o alho refogado, pimenta e o extrato de tomate. Tampar e deixar cozinhar por 15 minutos após dar pressão. Retirar os pés de por-

co da panela e pôr em uma vasilha. Levar a panela com o caldo do cozimento ao fogo e engrossar com um pouco de farinha de mandioca, até dar um ponto mais ralo que o de pirão. Despejar o caldo sobre a carne, salpicar cebolinha e servir.

..................................................................... Receita fornecida por Laura Gonçalves Domingos, de Itaúna: (37) 9122-4100

CALDINHO ......................................................... No tempo frio, nada melhor que um caldo bem feito para dar ânimo ao corpo. Saboreie as pedidas do Angelus Caldos, na Prainha.

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S

ABOR DE FESTA

Quando os termômetros começam a despencar é hora de o corpo pedir uma comidinha que o abrace e o aqueça. Os amigos de Maria Aparecida Vilela Nogueira, a Cidinha, têm sorte porque, na época do frio, sabem que tem início também a temporada de gulodices na casa dessa simpática anfitriã. Uma das delícias aclamadas pela turma é a polenta surpresa, uma espécie de angu recheado, que, como a própria autora da receita classifica, é um “escândalo”. A iguaria, que a cada camada reserva uma agradável revelação, já é patrimônio dos amigos. Apaixonada por cozinha e por receber convidados, Cidinha conta que seguiu os passos da avó, uma expert à frente do fogão. Como prova de que as portas da casa estão sempre abertas para festas e reuniões, ela chama a atenção para um detalhe na sala. “Veja que eu nem tenho móveis, que é para caber mais gente.” Um brinde à alegria de servir, que certamente transforma qualquer comida em uma surpresa e tanto.

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ONDE FICAR ......................................................... Grande Hotel Itaúna (37) 3249-3800 Granja Glória Hotel Fazenda (37) 9982-1401 Cidinha não mede esforços para cativar os amigos à mesa

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POLENTA SURPRESA

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INGREDIENTES

Para o angu 2 xícaras (chá) de fubá de moinho d’água mais fino 6 xícaras (chá) de água 1 colher (sobremesa) de tempero caseiro Para o molho 400 g de carne moída (patinho ou acém) 1 cebola picada 6 tomates picados 2 colheres (sopa) de óleo Pimenta a gosto Meia colher (sopa) de tempero Para o recheio 8 ovos 150 g de presunto 150 g de muçarela Para finalizar 1 molho de couve picadinha, temperada e refogada Tempero a gosto Azeite para untar Material Tabuleiro de aproximadamente 30 cm x 20 cm e 6 cm de altura

COMO FAZER

Em uma panela, misturar, fora do fogo, os ingredientes do angu. Levar ao fogo e deixar cozinhar por 30 minutos, mexendo para não embolar. Para o molho, refogar no óleo a carne moída com o tempe-

ro, até dourar. Pôr a cebola, o tomate e a pimenta e deixar cozinhar até os tomates desmancharem e o molho encorpar. Fritar os ovos, um a um, de modo que fiquem inteiros, com a gema no ponto que preferir. Untar o tabuleiro com azeite. Fazer uma cama da com os ovos. So bre eles, pôr me ta de do an gu. Por ci ma, pôr me ta de do pre sun to e do quei jo. Pôr o res tan te do an gu, em se gui da a ou tra me ta de do queijo e do presunto. Cobrir com o molho de tomate e, por cima, por a cou ve re fo ga da. No mo mento de servir, pôr o tabuleiro sobre a chama do fogão e retirar quando começar a borbulhar.

..................................................................... Receita fornecida por Maria Aparecida Vilela Nogueira, de Itaúna: (37) 3241-1251

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P

ITADAS DE CARINHO

Nossa passagem por Itaúna vai chegando ao fim. É hora de despedir da paisagem e pegar a estrada de volta para casa. Mas, para o retorno ficar mais saboroso, nada como um lanchinho embrulhado com carinho e repleto de sabor. Quem prepara o mimo aos viajantes é a salgadeira Maria Antônia Soares, mestre na arte da cozinha. Com 40 anos de dedicação às coxinhas, rissoles e outras tantas variações desse saboroso tema, Maria Antônia é um exemplo de mulher trabalhadora e persistente. “Nos fins de semana, acordo às 2h30 e só paro à noite. Mesmo com o cansaço, trabalho com amor e carinho.” Entre as muitas opções de salgadinhos preparados por ela e outras três pessoas – entre elas dois filhos – estão as famosas empadinhas, verdadeiras estrelas da casa. Há quem venha de longe por causa das iguarias, que fazem com que se sintam em casa aqueles que há muito se despediram de Itaúna. E como agora chegou a nossa vez, a partida vem com um abraço apertado e sincero, que bem representa toda a hospitalidade do povo desta terra. Até a próxima!

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RESTAURANTES ......................................................... Restaurante Peixe Boi (37) 3241-2490 Espaço 199 (37) 3242-4681 A incansável Maria Antônia produz salgadinhos inigualáveis

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EMPADINHA DE FRANGO

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INGREDIENTES

Para a massa 1 kg de farinha de trigo com fermento 400 g de banha refinada (industrializada) 100 g de margarina 2 ovos Sal a gosto

COMO FAZER

Para a massa, misturar todos os ingredientes e amassar. Para o recheio, refogar no óleo a cebola, o alho e os tomates. Pôr o caldo do frango, a massa de tomate e o amido de milho para engrossar. Cozinhar por alguns minutos, acertar o tempero e pôr a batata cozida. Misturar. Por último, pôr o frango. Misturar e retirar do fogo. Com as mãos, pegar porções da massa e forrar as forminhas, que não precisam ser untadas. Pôr o recheio e cobrir com uma camada fina de massa. Pincelar com a mistura de uma gema batida com um pouco de café e levar ao forno, pré-aquecido por 10 minutos a 250 graus, até dourar. Rende 100 empadas.

Para o recheio 1 kg de peito de frango temperado, cozido e desfiado 200 g de batata picadinha e cozida 2 tomates picados 1 cebola picada 2 dentes de alho amassados 1 colher (sopa) de óleo 3 colheres (sopa) de amido de milho Caldo do cozimento do frango 200 g de massa de tomate

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Material Forminhas de empada número 3

Receita fornecida por Maria Antônia Soares, de Itaúna: (37) 3241-3707

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ROTEIRO DO GUIA

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● Itaúna

| 85 KM DE BH

........................................................................

PRINCIPAIS RODOVIAS DE ACESSO: BR-381 (Rodovia Fernão Dias, partindo

Para quem curte badalação, a “Avenida

de BH no sentido Sul até o entroncamento

de bares, bom papo e tira-gostos. Para os que

com a BR-262)

não abrem mão de tradição, botecos de

BR-262 (no sentido Triângulo Mineiro,

bairro servem com a conhecida fartura. Há

até o entroncamento com MG-050)

ainda quitandas da roça, receitas de família

MG-050

e doces para deixar a visita inesquecível.

Prainha” oferece um diversificado cardápio

EXPEDIENTE

................................................................................................................................................ DIRETOR DE REDAÇÃO

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