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fugir a responsabilidades.” (3/10/1909)

Machado de Assis, nos seus romances, frequentemente se dirige ao leitor, ora no tratamento tu, ora no vós, como nestas passagens do Quincas Barba, cap. XLIV: “Não vades crer que a dor aqui foi mais verdadeira que a cólera.“ “Crede-me: há tiranos de intenção.” Também nos provérbios, formas fixas da sabedoria popular, figura às vezes o esquecido vós: “Não façais a outrem o que não quereis que vos façam.” “Fazei o bem que digo, e não o mal que faço.” E ainda mais recentemente, num escritor tão natural como Rubem Braga, pode surgir inesperadamente o renegado vós: “Quando penso em vós, minhas antigas amadas, agora que conheço Beatriz, tenho pena do que fui e do que sois, e pela primeira vez sintome infiel à vossa lembrança. Passai bem, princesas, adeus, pastoras, rainhas das czardas, deusas que eu endeusei outrora, ainda hoje não vos quero mal, apenas sucede que sobreveio Beatriz.” (“ A inesquecível Beatriz”, em Recado de Primavera.) Em vista disso, como poderíamos abandonar o vós? De uma hora para outra você poderá ser chamado a utilizá-lo. Vamos, pois, aprender como. Assim fica, portanto, a conjugação completa do verbo ser no presente do indicativo, com suas seis formas: eu tu ele, você

sou

és é

Profile for Carlos Duarte

Adriano da Gama Kury - Para falar e escrever melhor o português  

oi.

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