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testa.” (Idem). (No último exemplo, não se usou vírgula antes da última oração (e ganhei...), já que está presente a conjunção e.) 2. Para isolar termos meramente explicativos, entre eles o aposto: “Sete anos de pastor Jacó servia / Labão, pai de Raquel, serrana bela.” (Camões) “Camilo, maravilhado, fez um gesto afirmativo.” (M. de Assis) “As estrelas, grandes olhos curiosos, espreitavam através da folhagem.” (Eça de Queirós) “A cria, miúda, certamente ficara para trás.” (Gr. Ramos) Se o aposto for enumerativo, em lugar de vírgula se usam dois-pontos: “Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três cousas: olhos, espelho e luz.” (Pe. Antônio Vieira) 3. Isola o vocativo: “Meninos, eu vi!” (Gonçalves Dias) “Verdade isso, vovó?” (Monteiro Lobato) Observe que nos vocativos que iniciam as cartas (Caro amigo) pode-se usar indiferentemente a vírgula, os dois-pontos — mais aconselhável — ou mesmo o ponto; e, às vezes, nenhuma pontuação. 4. Separa os termos e orações de valor adverbial, especialmente quando deslocados de sua posição habitual (que seria depois do verbo que modificam); dispensa-se, porém, quando o termo é de pequena proporção. Há muita variação entre os escritores: “O Presidente, com sua comitiva, embarcará para o Uruguai, amanhã, no Boeing presidencial.” Variante: “Amanhã o Presidente embarcará com sua comitiva para o Uruguai, no Boeing presidencial.” “No seu quarto, deitado de costas, dentro de uma tenda de oxigênio, Tibério, num sonho induzido por sedativos, anda perdido por uma campina imensa.” (É. Veríssimo) “Aos treze, Jacinta mandava na casa; aos dezessete, era verdadeira dona.” (M. de Assis) “Depois, repreendeu-a.” (Idem)

Profile for Carlos Duarte

Adriano da Gama Kury - Para falar e escrever melhor o português  

oi.

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