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zás-trás! OS PREFIXOS E O HÍFEN O Acordo Ortográfico dirimiu algumas das dificuldades surgidas no uso do hífen, cujas regras oficiais implicavam várias contradições. Quem escrevia ficava perplexo diante de incoerências como estas dos dicionários (que nisto seguiam o Vocabulário da Academia até a quarta edição): co-interessado, mas coirmão; auto-sugestão (com hífen para não se ter de usar dois ss), mas hipossecreção com dois ss, semi-interno, mas antiinfeccioso; super-homem e anti-humano (com hífen para conservar o h), mas lobisomem e desumano sem h; semi-reta e auto-retrato (com hífen para evitar os rr dobrados), mas trirreme, microrregião com os rr dobrados... — Que bagunça esse negócio do hífen! — foi o protesto natural de Joãozinho durante uma aula, o que lhe valeu injusta reprimenda do professor. Conta-se que, ao ser publicado em 1943 o Pequeno Vocabulário da Academia, o velho mestre do Colégio Pedro II, Prof. José Oiticica, justamente indignado com a falta de critério das regras sobre o hífen, desafiou o relator das Instruções e executor do Vocabulário a submeter-se a um ditado, o que evidentemente não foi aceito... Mas para que você e o Joãozinho não fiquem perdidos nesse labirinto oficial, faço aqui uma tentativa de orientá-los com uma sistematização o quanto possível didática, seguindo as normas oficiais, em vigor desde janeiro de 2009, supostamente de conformidade com o Acordo Ortográfico de 1990, e normatizadas na 5ª edição do VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras). PREFIXOS E ELEMENTOS DE COMPOSIÇÃO TERMINADOS EM VOGAL 1.º GRUPO (15): 6 terminados em -a: contra-, extra-, infra-, intra-, supra-, ultra-; 2 terminados em -e: ante-, sobre-; 3 terminados em -i: anti-, arqui-, semi-; 4 terminados em -o: auto-, neo-, proto-, pseudo-.

Profile for Carlos Duarte

Adriano da Gama Kury - Para falar e escrever melhor o português  

oi.

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