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Andrade) “Custei a conciliar o sono.” (Gastão Cruls) “Os meninos custavam a dormir.” (Autran Dourado) “As noites são mais frias, / e custam a passar.” (Olavo Bilac) Na acepção de “ser difícil”, “ser penoso”, constrói-se com pronome objeto indireto seguido de verbo no infinitivo (sujeito): “Custou-me (custou-lhe, custou-nos) admitir a derrota.” Literária é a construção com objeto indireto de pessoa seguido de preposição a mais infinitivo: “Custava-me a ouvir tais blasfêmias.” (Machado de Assis) 3. Esquecer e lembrar, transitivos diretos, também se usam como pronominais transitivos indiretos com a preposição de: a) “Nunca esqueci aquele caso.” b) “Nunca me esqueci daquele caso.” c) “Lembrou seu nome para o cargo.” d) “Lembrou-se do seu nome para o cargo.” Literária é outra construção dos verbos lembrar e esquecer, usual nos clássicos da nossa língua: e) “Não lhe lembra nunca a possibilidade de um pontapé.” (Machado de Assis) [= Não lhe ocorre]; “Nunca me esqueceu aquele caso.” [= Nunca me saiu da lembrança]. Ainda ocorre uma última regência destes dois verbos, um tanto irregular, resultante do cruzamento de b ou d com e, igualmente de uso apenas literário: f) “Nunca me esqueceu daquele caso.”

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Adriano da Gama Kury - Para falar e escrever melhor o português  

oi.

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