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“Gosta de ser amado. Contenta-se de crer que o é.” E o grande prosador português Eça de Queirós: “Contentam-se em comer uma azeitona.” 4. O que se disse da regência dos verbos aplica-se também aos nomes (substantivos e adjetivos): muitos deles, especialmente quando da mesma família de verbos transitivos, têm complementos regidos de determinadas preposições. É o caso, por exemplo, de contente, cognato de contentar-se, cujo complemento pode ser introduzido pelas preposições com, de, em e por: “Riu, contente com a notícia.” (Afrânio Peixoto) “Luísa, muito contente da afabilidade de Basílio, pôs-se a rir.” (Eça de Queirós) “contente do meu apoio” (M. de Assis) “...contente em saber que possuía propriedade de tamanho valor.” (Medeiros e Albuquerque) “Estou contente por te ver onde desejas estar.” (Antero de Figueiredo) 5. Nas relações entre orações, a marca da regência, da subordinação pode ser uma preposição, uma conjunção subordinativa, um pronome relativo: “Bateu uma tempestade, de desnortear bicho do mato.” (Ruth Guimarães) [A oração iniciada pelo de é subordinada.] [Poderia também usar-se a conjunção que para introduzir a oração subordinada (que terá o verbo no indicativo): “Bateu uma tempestade, que desnorteava bicho do mato.”] “Descobrira um quarto escondido, onde se guardavam velharias.” Certas vezes é simplesmente a ENTOAÇÃO ASCENDENTE a marca subordinativa: “Morreu, enterra.” [= Já que morreu”] (Ruth Guimarães, no conto

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Adriano da Gama Kury - Para falar e escrever melhor o português  

oi.

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