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abençoa, perdoa, magoa, voa, etc. Vários verbos que apresentam encontros consonantais (ct, gn, pt, ps, tm, entre outros), como adaptar, captar, consignar, designar, detectar, dignar-se, eclipsar, impugnar, interceptar, jactar-se, raptar, repugnar, resignar, ritmar e alguns outros) são regulares; mas convém chamar a atenção para o fato de, como termos de origem culta, manterem em toda a sua conjugação o encontro de consoantes, sem a intromissão de nenhum i entre elas, como fazem pessoas sem instrução. São de baixo nível pronúncias (e escritas) como “Eu me indiguino (por indigno), ritimo ou rítimo (verbo ou substantivo, em lugar de ritmo) e semelhantes. Fale e escreva certo, portanto: Não me adapto (a-dap-to). — Isso me repugna (re-pug-na). — Impugno! (im-pug-no). — “Os sons das aves ritmam (rit-mam) com o marulhar das águas.” Cabe também uma palavra acerca de verbos da 1.ª conjugação em que ocorrem os ditongos ei e ou, como sejam descadeirar(-se), embandeirar, empoleirar, inteirar, maneirar, peneirar, afrouxar, agourar, estourar, roubar, e poucos mais. Na fala culta (e, portanto, na escrita), no 1.º grupo, mantém-se o ditongo ei em toda a conjugação (se bem que, na fala vulgar de certas regiões, o ditongo se transforma em é, quando tônico: ele [manéra], ela se [descadéra], p. ex.): maneiro, peneira, Ela se descadeira, Eles se inteiram dos fatos. Quanto ao segundo grupo, deve-se manter na escrita o ditongo ou (embora já esteja praticamente reduzido a ô, mesmo na fala culta), evitando-se a pronúncia vulgar com ó aberto ([afróxo, róbas, estóra, agóram]): Eu afrouxo o cinto; Tu roubas teu tempo; A bomba sempre estoura na minha mão. Nos verbos da 1.ª conjugação terminados em -oar, uar, a 3.ª pessoa do sing. do pres. do indicativo termina em e e não em i (como acontece com os da 3.ª conjugação):

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Adriano da Gama Kury - Para falar e escrever melhor o português  

oi.

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