Page 1

ano 1 - edição 1 de 2018

magazine

Tem vontade de ter um negócio inovador e não sabe como? 10 ideias para negócios de Drones no Brasil

Não sabe qual drone deve comprar? Veja qual drone se adequa melhor para seu uso

24

12

A liberdade para a criatividade Como drones estão ajudando fotógrafos em seus trabalhos Abril-Maio 2018

1

18


2

Drone Magazine


Editorial

A

primeira edição da Drone Magazine foi criada para mostrar a pilotos e não pilotos de drones o que essas aeronaves são capazes de fazer, ensinando o que uma boa fotografia área precisa, sanar as duvidas que qualquer leitor tenha em relação a qual Drone atendera melhor suas necessidades e mostrar algumas áreas em que drones podem ser aplicados. No decorrer da revista serão mostradas imagens capturadas por drones, com a intenção de alimentar a criatividade de quem as veja e mostrar para quem não conhece que drones podem ir muito além do hobbie. Augusto de Sousa Livramento

Abril-Maio 2018

3


6 O setor dos drones no mercado mundial 10

Como tirar fotos aéreas com um drone?

Tem vontade de ter um negócio inovaor e não sabe como? Liberdade para a criatividade Infográfico

18

22

Não sabe qual dronde deve comprar?

4

Drone Magazine

24

12


Representação Legal da Mantenedora Gabriela Galberto Filippon Direção da Faculdade Maria Helena Krüger Direção Acadêmica Maria Helena Krüger Coordenação dos Cursos de Graduação Administração Maria Helena Krüger Ciências Contábeis Prof. José Marcos Tesch Design Prof. Lucas José Garcia Sistemas de Informação Profª. Alessandra Casses Souza Coordenação de Estágios Profª. Silvia Maria Zapelini Procuradoria Institucional Prof. Vladimir Bernardi Orientadora Educacional Simone Amorim Santos Orientação: Prof. Lucas Garcia - Infografia Prof. Genilda Araújo – Tipografia Aplicada Prof. Carlos Davi Matiuzzi – Design Editorial Prof. Martha Goulart – Ergonomia Projeto Gráfico: Nome do aluno: Augusto de Sousa Livramento Imagens: visualhunt.com unsplash.com Tipografia: Esphimere Fase: 5 Ano: 2018/1

Entrevista

28

Drones Militares

30

Drone autônomo faz primeiros testes com passageiros Conheça o DJI Agras MG-01

34

36

40 Dolce e Gabbana usa drones no lugar de modelos 42 Drones entregando pizzas na porta da sua casa?

Abril-Maio 2018

5


Como tirar fotos aĂŠreas com um drone?

6


Fotos tiradas por drones devem usar muito o bracketing Bracketing é uma técnica que con-

4 fotos com uma exposição diferente.

siste em tirar duas ou mais fotos do

Você também pode usar as fotos com

mesmo alvo enquanto estiver usando

exposições diferentes para criar fotos

configurações diferentes da câmera.

HDR (High Dynamic Range), o que

Bracketing serve para vários pro-

vai te permitir colocar mais detalhes

pósitos no mundo da fotografia por

para as sombras ou trazer mais deta-

drones. Se você cometeu um erro na

lhes nos destaques em um momento

avaliação da exposição correta, então

posterior em vez de ter apenas uma

você pode escolher entre outras 3 ou

opção de uma única foto.

Modo de fotografia P (automático) e modo M (manual) O modo manual das imagens feitas

você possa ver quais as configura-

por drones te permitem escolher

ções o seu drone acha melhor para

manualmente o ISO mais baixo ISO

sua foto. Depois de fazer isso, volte

possível, bem como a velocidade do

ao modo M e construa as configura-

obturador. Para usar o máximo des-

ções que você viu no modo P original,

se recurso, alterne entre modo de

ajustando as configurações de expo-

fotografia M para o modo P, para que

sição e do obturador.

Fotos noturnas e questões de estabilidade da imagem Os melhores drones ainda tem pro-

de de obturador de 8 segundos, mas

blemas de estabilização em condições

para qualquer foto noturna, é melhor

de vento. Quanto mais alto você vai, a

não exceder os 3 segundos, caso con-

mais vento o drone será submetido.

trário você verá tremidas visíveis na

Mesmo quando não há qualquer ven-

sua foto e ela se tornará inutilizável. O

to no solo, quando seu drone subir de

mesmo vale para as fotos tiradas em

altitude ele poderá enfrentar ventos.

condições de vento ou em que o drone

Drones bons para a fotografia per-

tem dificuldades de se estabilizar.

mitem fotografar com uma velocida-

Abril-Maio 2018

7


Use filtros para as imagens Filtros de densidade neutra são bons

1/50 num dia claro, você deve utilizar

gem. Portanto, em situações de pou-

principalmente para vídeos de drones.

um filtro de densidade neutra para re-

ca luz, use apenas a câmera padrão

Para obter um efeito cinematográfico

duzir a luz que entra na câmera. Isso

sem filtro. Usar um filtro polarizador

em sua fotografia ou filmagem, é uma

permitirá que você use uma velocida-

pode ser ótima opção para obter

boa ideia dobrar o número de quadros

de de obturador natural mais lenta.

imagens de melhor aparência. Os fil-

por segundo que você está usando

Os filtros neutros (ND) escurecem

tros polarizadores reduzem o brilho

nas imagens Por exemplo, se você

toda a sua imagem, porém. Isso signi-

e aumentam a saturação de cor. Al-

está gravando vídeo 4K a 24fps, isso

fica que você deve ter cuidado ao usar

guns polarizadores também podem

significa que você deve idealmente

um filtro desse tipo em situações de

reduzir a quantidade de luz que entra

disparar a 1/50 de segundo de velo-

pouca luz porque isso pode tornar a

na lente, que também permitem que

cidade do obturador. Para obter uma

imagem excessivamente escura e in-

você use velocidades de obturador

velocidade de obturação lenta de

troduzir ruídos consideráveis na ima-

mais lentas em dias brilhantes.

Configuração ISO para fotos aéreas com drones O conselho dos especialistas é sem-

ISO, porque há muita luz disponível.

muitos ruídos. Para fotos de pouca

pre tirar fotos com a menor ISO pos-

Quando você está tirando fotos em

luz, antes de aumentar o seu obtu-

sível. Usar uma ISO baixa minimiza o

situações de baixa iluminação, po-

rador de 3 segundos e sua ISO além

ruído e problemas em fotos. Quan-

rém, você deve encontrar o equilíbrio

de 800, tente usar uma velocidade de

do você está fotografando à luz do

certo entre deixar a câmera obter luz

obturador mais longa no lugar.

dia, não há razão para ter um alto

suficiente e não ter uma imagem com

Técnicas especiais para a fotografia com drones Sempre calibre a bússola do drone

mas do drone antes de fazer um boo.

mento ou se o seu zangão estiver se

quando você chegar a um novo lo-

Paire por alguns segundos em vez

comportando estranhamente. Em

cal. Por exemplo, quando você está

de voar em linha reta acima da terra

quarto lugar, esteja atento à vida sel-

voando na praia e, em seguida, voa

uma vez que as hélices estiverem li-

vagem no ar. Pássaros estão ansio-

nas montanhas, você definitivamen-

gadas. Apenas suba um pouco e paire

sos para atacar o seu drone porque

te deve calibrar sua bússola. Esta é

por, pelo menos, 15 segundos antes

querem proteger seu território e, cla-

a melhor maneira de evitar que o seu

de subir aos céus. Isso lhe dará tem-

ro, acima de tudo, seja responsável e

drone confunda o sistema GPS. Faça

po suficiente para consertar o drone,

aprenda as regras de voo com drones

uma verificação em todos os siste-

no caso de haver um mau funciona-

antes de começar.

8

Drone Magazine


C

ada fotógrafo profissional irá dizer-lhe que a melhor maneira de fotografar é no formato RAW, para que eles possam posteriormente corrigir a exposição e ajustar as cores com mais controle. Isso é muito importante com a fotografia aérea tirada por drones. Uma vez que a resolução da câmera dos drones não é das melhores, comprimir as imagens do drone para o formato JPEG vai piorar bastante suas imagens aéreas. Com o formato RAW, ficará bem mais fácil também editar as imagens depois, para dar aquele retoque especial.

Abril-Maio 2018

9


O setor dos drones no mercado mundial O

Mercadrone acompanha o mercado do mundo dos drones e essa semana a Drone Magazine fez um balanço no seu portal onde analisou alguns dos principais players do mercado em uma das principais feiras de eletrônicos. Os participantes da Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas na semana passada puderam brincar com uma enorme variedade de veículos aéreos não tripulados. Drones que tiram selfies. Drones equipados com câmeras de

10

Drone Magazine

imagem térmica para ver à noite. Drones que ajudam pescadores a perseguir suas presas. Nenhum uso é totalmente de nicho porque os fabricantes de drones miram um mercado que, segundo as projeções, crescerá 32 por cento por ano em média durante a próxima década e atingirá US$ 30 bilhões, segundo a ABI Research. Mas fora do showroom, um certo desânimo se instalou em um mercado antes entusiasmado. A francesa Parrot, a segunda maior

fabricante de drones não-militares, vai demitir um terço dos funcionários porque as margens de seus drones de consumo foram “insuficientes para gerar um crescimento rentável”. Essa é uma declaração notável para uma empresa que foi pioneira em drones de consumo baratos em 2009 e hoje se concentra nos de US$ 100 a US$ 500. Talvez você os tenha visto nas prateleiras das lojas da Apple nos EUA e na Europa. Quase 60 por cento da receita da Parrot vem dos drones.


Sobre as Fabricantes

E

“Nenhum uso é totalmente de nicho porque os fabricantes de drones miram um mercado que, segundo as projeções, crescerá 32 por cento por ano em média durante a próxima década e atingirá US$ 30 bilhões.”

xistem duas razões para os problemas de Parrot. Primeiro, a empresa está definhando sob o ataque competitivo da chinesa SZ DJI Technology, a rainha indiscutível dos drones não-militares. A DJI fabrica modelos exclusivos para amadores e empresas, que os usam para tudo, da inspeção de cultivos até a construção. A empresa financiada com capital de risco controla o processo inteiro, do design até a fabricação, o que a torna mais eficiente do que as rivais que terceirizam, e com produtos melhores. Ultimamente, a DJI ficou mais agressiva nos preços, segundo concorrentes. Dezenas de fabricantes de drones padrão também surgiram na Ásia, diminuindo ainda mais os preços. Até mesmo fabricantes de câmeras como a GoPro, com sede nos EUA, tentaram a sorte e descobriram que o negócio era mais difícil do que parecia. O drone Karma da GoPro tinha falhas de energia e alguns deles caíram. O setor está seguindo um roteiro conhecido do hardware. A ‘commoditização’ chega rapidamente, até mesmo quando um segmento está crescendo velozmente. A escala se torna mais importante do que a marca. As margens de lucros podem ser pequenas: é só perguntar aos fabricantes de TVs de tela plana ou de smartphones, menos a Apple e a Samsung.

A queda dos preços está chegando mais rápido do que os investidores esperavam. Em 2015, investidores de capital de risco estavam colocando dinheiro em startups. Hoje, as demissões são mais comuns do que as grandes rodadas para arrecadação de fundos. A Zerotech, uma empresa chinesa de pequeno porte, demitiu um quarto dos funcionários em dezembro. No ano passado, a 3D Robotics, a terceira colocada, demitiu funcionários e resolveu parar totalmente de fabricar drones, citando cortes de 70 por cento nos preços da DJI. Agora ela se concentra em fabricar software para fazer os drones funcionarem e em oferecer serviços às empresas. Esta fase difícil talvez não seja algo ruim. Os drones têm potencial para melhorar muitas indústrias quando são utilizados no mundo real. Mas se eles forem mais do que uma moda passageira, nós não precisamos das dezenas de fabricantes de drones zumbidores que os nerds adoram, mas que, na verdade, não melhoram a utilidade e a segurança da tecnologia. Os investidores de capital de risco estão se interessando mais por empresas mais sintonizadas com o mercado empresarial, incluindo aquelas que oferecem serviços, como a americana Airwave. Essa parece ser uma forma racional de tentar evitar um futuro sem lucros e sem pilotos.

Abril-Maio 2018

11


Tem vontade de ter um negรณcio inovaor e nรฃo sabe como? 10 ideias para negรณcios de drones no Brasil

12


N

egócios com Drones são tópicos bastante em alta nos últimos tempos. Com isso, os Drones se tornam uma opção incrivelmente atraente para empreendedores visionários que procuram novos negócios para investir. Como todo negócio que está iniciando, é importante manter o foco. Escolha um ou dois nichos de mercado e procure desenvolver uma solução imbatível para esse público-alvo antes de expandir. Mas por onde começar? Quais nichos tem ainda margem para serem explorados? Onde há demanda?

13


1. Casamentos

O casamento é um momento extremamente especial para as pessoas. Uma filmagem aérea de um casamento com Drones pode torna-lo um acontecimento ainda mais inesquecível. Imagens dos noivos entrando na igreja, da festa e de ângulos únicos p odem enriquecer muito as recordações do casamento. Certamente há um mercado muito forte a ser explorado aqui.

2. Turismo

O Brasil é um país continental, com inúmeras belezas naturais a serem exploradas. Muitas dessas belezas estão escondidas, mesmo contando com um potencial turístico enorme.. Alguns locais de difícil acesso como o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira), Capitólio-MG, Trindade-RJ entre outros possuem belezas naturais estonteantes e enorme diferencial para o Turismo. Uma especialidade que pode ser explorada é a de Marketing Turístico, para agências de viagem ou Secretarias de Turismo.

3. Marketing Imobiliário

Um dos focos que você pode ter em sua empresa de imagens aéreas é o de Marketing para imobiliárias. As fotografias podem trazer perspectivas exclusivas dos empreendimentos, encantando os potenciais clientes deste mercado e enriquecendo a comunicação do setor de imóveis.

14

Drone Magazine


4. Cobertura de Eventos

Grandes Eventos abertos, como shows e festivais estão aderindo a essa nova modalidade de cobertura e divulgação. Você pode investir em mercados como shows, festivais de música, eventos esportivos.

5. Manutenção

Uma área que tem muito a crescer, conforme o uso dos equipamentos prolifera é a de Assistência Técnica. Drones quebram, algumas vezes por mau uso do piloto ou até mesmo por Problemas Técnicos. Adquirir conhecimento para prestar serviço de Manutenção de Drones em um momento que existem poucos profissionais capacitados para isso certamente é uma ótima escolha.

6. Pulverização Agrícola

O Brasil é um dos países com maior potencial agrícola do mundo. A tecnologia dos Drones pode otimizar de forma aguda a produtividade das plantações com os seguintes recursos: - Pulverização Agrícola - Uso de softwares para detectar pragas e doenças, falhas de plantio, excesso de irrigação, etc - Monitoramento de Plantações Abril-Maio 2018

15


7. Mapeamento Aéreo

Existem inúmeros setores da Economia que necessitam extrair informações detalhadas e precisas sobre terrenos para a eficaz implantação de projetos. Esses setores incluem: Construção Civil, Infraestrutura, Meio Ambiente e Agricultura (novamente), por exemplo. O Phantom 4 Pro e os Drones de Asa Fixa particularmente possuem especial potencial para mapear grandes áreas com rapidez e precisão. Com o uso dos softwares adequados, é possível criar ortomosaicos, analisar informações topográficas e ter informações mais assertivas sobre o georreferenciamento de determinada área. Sendo assim, é um mercado também com grande potencial a ser explorado pelos Drones.

8. Monitoramento Ambiental

Grandes áreas ambientais sempre foram difíceis de serem monitoradas. A versatilidade e capacidade de cobrir grandes áreas que os Drones nos proporcionam são mais uma facilidade que sua tecnologia nos traz. Com os Drones, é possível medir inúmeros indicadores de um Meio Ambiente, o que facilita e agrega muito valor ao trabalho dos profissionais ambientais. Caso você se identifique com essa área, é mais uma área na qual você pode se especializar.

16

Drone Magazine


9. Inspeções

Para quem é mais familiarizado com a área da Engenharia, a realização de Inspeções e Monitoramento de Obras se torna muito mais rápida, prática e segura com o uso de Drones. Esses equipamentos podem ser o diferencial tanto para prestação de Serviços como para o profissional dentro das empresas de Construção e Infraestrutura. Existem locais cujo acesso acesso humano é inviável, inatingível e até mesmo perigoso. Com isso, os Drones tornam-se a melhor e mais moderna solução para essa atividade.

10. Segurança

Não existe opção mais versátil, rápida e capaz de cobrir grandes áreas com maior eficiência do que os Drones. Os drones são capazes de executar rondas 24, vigiar plantas industriais, entrar em minas e até encontrar falhas em telhados. A configuração correta de seus Waypoints pode automatizar todo o processo, fazendo as empresas economizar milhares de reais em custos de segurança. Você pode explorar esse mercado desenvolvendo uma solução personalizada utilizando Drone às empresas que necessitam de sofisticados sistemas de segurança.

Abril-Maio 2018

17


NĂŁo sabe qual dronde deve comprar? Veja qual drone se adequa melhor para seu uso

18

Drone Magazine


A

compra de um Drone é um investimento de médio a alto custo para quem está começando no setor e sempre vai levar a diversos questionamentos de qual o melhor custo-benefício para a atividade que você irá exercer. Existem diferenças importantes em câmera, tempo de voo, portabilidade e outras características, que muitas vezes sendo bem analisadas vão te direcionar para o Drone mais apropriado. Elaboramos algumas perguntas que vão te ajudar a tomar uma decisão:

Abril-Maio 2018

19


Qual o nível de detalhe e qualidade de imagem eu necessito? Nem sempre você precisará do modelo top de qualidade em imagem. Lembrem-se que o Phantom 3 Pro, por exemplo, já esteve no seu auge e bem utilizado pode produzir imagens de grande qualidade e atender a maioria das demandas.

Quanto tenho para investir? Não adianta nada querer um Inspire 2 se você só tem dinheiro para comprar um Spark, portanto comece devagar, gere renda e lucre com um Drone mais barato e depois invista em um equipamento de maior valor.

Que tipo de terreno ou ambiente deverei voar? Se você fará voos entre prédios, certamente precisará de um Drone que tenha melhor qualidade de sinal de rádio. Se você utilizará o Drone de maneira mais esportiva, como escaladas, trilhas e montanhismo, um Drone mais leve ou mais portátil poderá ajudar muito na logística. Se o seu caso for um ambiente com muito vento por exemplo, um Drone maior e com maiores hélices poderá garantir maior estabilidade na missão.

Quem é meu cliente final? Se você vai prestar serviço para grandes empresas, definitivamente você deverá fugir de Drones que remetem ao hobby. Drones mais robustos ajudam a impressionar o cliente e passar a ideia de profissionalismo e seriedade..

20

Drone Magazine


Abril-Maio 2018

21


Infográfico dicas importantes

Preço: As faixas de preços são bem variadas para drones. Existem aparelhos mais simples podem ser encontrados no Brasil por aproximadamente R$ 400, entretanto, por serem mais simples, esses drones podem decepcionar especialmente nas funcionalidades, modos de voo automatizados, bateria e câmeras.

Transporte: O transporte pode ser uma característica relevante para quem pretende usar o drone em trilhas, passeios e viagens. Alguns equipamentos são extremamente compactos, que podem ser facilmente colocados em cases específicos e transportados no interior de uma mochila. Um bom exemplo nesse quesito é o Mavic Air. Dobrável, o drone pode ser acomodado sem dificuldades em uma mochila.

22

Drone Magazine

Câmera: Existem drones com câmera embutida, mas outros não. Em alguns modelos, o componente vem como um acessório removível, que pode ser substituído pelo proprietário. Existem também modelos mais simples, que dispensa completamente. A qualidade de gravação é outro fator que pode variar bastante em função do preço e da versão do drone escolhido. Existem equipamentos de perfil mais profissional, que possuem câmeras

com resolução 4K, suporte ao HDR e formato RAW para fotografia, além da capacidade de fazer vídeos com bitrates (taxa que define a qualidade) bastante elevados. É possível encontrar modelos mais simples, com câmeras de resolução Full HD. Embora não atinjam a qualidade bruta do 4K, essas opções podem agradar com vídeo de boa qualidade para registrar seus passeios, trilhas e viagens.


Foto de Karl Greif

Autonomia: É uma característica fundamental de um drone, já que são raros os modelos que atingem o tempo de carga para mais de 25 minutos de uso. Os aparelhos mais simples são bastante econômicos, diminuindo o tempo de voo para apenas 10 minutos em alguns modelos. Quanto maior a autonomia melhor é a qualidade da pilotagem ao tirar fotos e gravar vídeos, é melhor que o drone fique no ar por mais tempo, para obter um bom resultado de enquadramento.

Recursos de pilotagem: Drones voltados para usuários menos experientes costumam apresentar modos de voo e manobras pré-definidas, o que deve facilitar o controle na hora de decolar, pousar, e até mesmo evitar obstáculos em espaços mais apertados. Modelos mais acessíveis também podem contar com outros recursos, como seguir automaticamente o piloto ou retornar ao ponto de origem do voo a partir de coordenadas de GPS.

Nenhuma dessas funcionalidades é essencial. Entretanto, para quem nunca controlou um drone, algumas delas podem facilitar a adaptação e aprendizado, além de dar mais segurança ao usar o aparelho. Drones de entrada da DJI chamam a atenção nesse ponto graças a um conjunto de manobras pré-definidas oferecidas aos usuário.

Abril-Maio 2018

23


Liberdade para a criatividade

O uso de drones na fotografia

E

le já foi espião, atuou em guerras e até ajudou a salvar vidas nos anos 1980/90. Neste segundo milênio, o drone parece querer mesmo é se divertir. Esses veículos aéreos não tripulados se popularizaram em filmagens, mas ainda voam de mansinho na fotografia, ajudando a registrar eventos esportivos, paisagens tu-

24

Drone Magazine

rísticas, noivos, casamentos, obras, empreendimentos imobiliários, entre outras serventias. E, se até pouco tempo as pequenas máquinas voadoras pareciam ser um produto longe da realidade, passaram a conquistar cada vez mais os fotógrafos por permitir captar imagens aéreas a um custo acessível: um modelo como o DJI Phantom 4 ad-

vanced, que conta com uma camera de profissional abordo, é vendido em média por R$ 5.500. No entanto, drones não são brinquedos, e para comandá-los de maneira correta é essencial ter habilidade e estudar sobre o equipamento. Sem contar que a preocupação com a segurança é um dos principais rewquisitos.


Negócios Decolando

O

fotógrafo paranaense Gabriel Miranda, 39 anos, usa um drone DJI Phantom 3 para atender à área de arquitetura e construção civil. Com a aquisição do aparelho, Miranda passou a registrar o acompanhamentode grandes obras com uma perspectiva diferente da convencional, especialmente emlugares de difícil acesso, como construçõesde pontes, mapeamento de estradas e obrasem grandes edificações. Ele diz que o uso do drone agregou em seu trabalho não só valor, mas principalmente visibilidade: “Muitos dos meus registros com aparelho começaram a ficar famosos. Atualmente, os serviços com drone representam entre 30% e 40% do meu faturamento anual”.

“Jamais decolar o aparelho em ambientes fechados com pessoas presentes.”

Dawison Pinheiro, 38 anos, é outro adepto da ferramenta. Ele começou a utilizar drones há cerca de quatro anos. Fotografa casamento, entre outros eventos, e atua em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Formado em Ciências da Computação, é o próprio fotógrafo quem constrói os drones que utiliza, o que faz com que tenha bastante domínio do equipamento. Dawison defende: “O drone não tira o mérito das aeronaves como helicópteros e aviões. Acho que agrega. Para grandes altitudes deve-se usar aeronaves”. Embora as regras para aeromodelismo

determinem que os voos com drones sejam feitos longe de pessoas, Dawison usa o aparelho com pilotagem segura para realizar tomadas aéreas na hora de compor ensaios de casais e noivos e mesmo em cerimônias em ambientes externos. Em casos assim, ele evita ao máximo sobrevoar as pessoas com o drone. Se for muito necessário, o fotógrafo o faz com cuidado e parcimônia, nunca deixando o aparelho parado sobre o público, fazendo tomadas rápidas. E segue uma regra: jamais decola o aparelho em ambientes fechados com pessoas presentes.

Tirando uma foto com seu drone

Abril-Maio 2018

25


Voo Classe Econômica

T

ales Azzi, 39 anos, é fotógrafo e repórter especial da revista Viaje Mais, da Editora Europa, e recentemente adquiriu um DJI Phantom 4 para captar imagens aéreas de praias e pousadas para uso em reportagens de turismo. Apesar de ainda estar começando, ele acredita que com a nova ferramenta de trabalho poderá economizar tempo e dinheiro com fotos aéreas, que somente eram possíveis com voos feitos com a ajuda de aeroclubes. Azzi esclarece que para fazer um voo com helicóptero chega-se a gastar cerca de R$ 1.200 por hora e agora, além da grande economia, consegue novas possibilidades de enquadramento e ângulos com o drone, como fotografar com o recurso tiltdown, ou seja, com a câmera apontada verticalmente para baixo. Outro que se beneficiou do uso dos veículos aéreos não tripulados

Foto: Tales Azzi

foi o fotógrafo Fábio Gomes, que, com apenas 20 anos, já é dono da empresa Super Vision Drones. Ele trabalha com divulgação de empreendimentos imobiliários, eventos esportivos e automobilísticos. Gomes conta que vem se destacando no mercado imobiliário por apresentar imagens aéreas que têm ângulos mais abrangentes do empreendimento, acrescentando a issoum bom custo e boa mobilidade. Ele co-

menta que teve retorno financeiro imediato após a compra do primeiro drone, principalmente porque também trabalha com aluguel do aparelho para outros fotógrafos. Para quem não pode ou não quer adquirir um drone, uma diária do equipamento com Fábio Gomes tem preço médio de R$ 680; já a diária com drone e piloto (serviço comum de fotografia e filmagem aérea) tem preços a partir de R$ 1.100.

Foto: Tales Azzi

26

Drone Magazine


Bora Voar

P

ara quem tem interesse em começar a fotografar com essas pequenas aeronaves controladas remotamente, é importante estar primeiramente atento às regras estipuladas pela ANAC. Cursos de pilotagem também são fundamentais para quem pretende atuar na área ou até para quem já faz trabalhos profissionais com uso de drones. É uma oportunidade para tirar dúvidas, não só técnicas, mas também para ampliar a visão de mercado de trabalho. É importante ainda definir um nicho de mercado e se especializar, criando soluções e alternativas

para surpreender os clientes usando o equipamento. Com a aquisição de um modelo que atenda às suas necessidades, o fotógrafo deve praticar bastante em áreas abertas, jamais dentro de casa, apartamentos, ruas ou lugares com trânsito de pessoas. “Aprender a dominar o voo do equipamento em modo manual é uma das dicas. Quanto mais voar, mais aprenderá. Porém, vale lembrar que o drone tem vida útil, vai precisar de manutenção preventiva e troca de baterias constantemente. Lembrando que uma queda simples, por mais que não pareça necessário o reparo, pode desba-

lancear uma hélice, gerando risco no voo. Drone não é brinquedo”, ressalta Dawison Pinheiro. Gabriel Miranda acredita que se o fotógrafo usar os mesmos conceitos e práticas da fotografia convencional, porém, aplicando novos pontos de vista e enquadramentos, terá a chave do sucesso. Numa primeira experiência, pode parecer fácil pilotar. Mesmo assim gera tensão por se tratar de um equipamento caro. Por isso, treinar bastante em um simulador é a melhor alternativa. É importante também ampliar a visão de mercado para novas aplicações do drone na fotografia.

Abril-Maio 2018

27


Entrevista aprenda o que é preciso para pilotar

B

rinquedões divertidos que rendem as melhores imagens aéreas, os drones cada vez mais caem no gosto dos brasileiros. Ainda mais agora, com a chegada ao Brasil de modelos que, dobráveis e leves, cabem na mochila, ou mesmo os que retornam à mão do dono automaticamente, antes que a bateria acabe. Mas você sabia que não pode sair pilotando um drone em qualquer lugar e sem orientação? Drones precisam de registro, e você, de autorização. O ide-

al mesmo é fazer um treinamento antes de começar a pilotar. Para ajudar o leitor. a Drone Magazine buscou dois especialistas no assunto e tirou 10 dúvidas sobre esses equipamentos. São eles Luiz Fernando Vitorelo, diretor Max Drone Brasil, que trabalha na área desde 2002, e Cinzia Palumbo, gerente sênior na DJI, que acaba de lançar o drone mais portátil já criado, no Brasil, o Mavic Air, que voa, tira foto e edita um clipe automaticamente.

1) Qualquer pessoa pode pilotar um drone? Luiz Fernando: Sim, a pilotagem de um drone é simples, porém a falta de treinamento e leitura do manual, assim como a desobediência à regulamentação e recomendações de segurança, são os principais fatores de acidentes.

2) É preciso tirar alguma autorização especial? Luiz Fernando: Todos os drones mais pesados que 250 gr devem ser homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e registrado na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Qualquer voo deve ser informado e autorizado pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Voos acima de 120 metros de altura precisam de autorização especial.

28

Drone Magazine

3) Valores. De quanto a quanto é possível encontrar um drone no Brasil Cinzia Palumbo: O preço varia de acordo com o desempenho do voo, recursos de imagem e recursos inteligentes. Variam a partir de R$ 2.000. O lançamento mais portátil começa a partir de R$ 4.200, já outro drone maior, para usuários profissionais, tem o custo a partir de cerca de R$ 9.900. 4) Posso machucar alguém porque um drone despencou? Luiz Fernando: Em casos de quedas, seja por falha mecânica ou humana, a queda de um drone causar ferimentos. Insisto na importância de treinamento, conhecimento das capacidades e limites da aeronave, assim como respeito à regulamentação.


5) É possível perder um drone porque ele acaba bateria e cai? Cinzia Palumbo: Muitos drones usam baterias inteligentes. Esta tecnologia não só é capaz de avisar o piloto quando os níveis da bateria são baixos, como também tem a função chamada RTH (Retornar Para Casa, em português), que faz o dispositivo voltar automaticamente ao local de decolagem caso a bateria esteja abaixo de uma certa porcentagem. Luiz Fernando: É muito raro acontecer, pois os drones possuem um sistema automatizado que informa ao piloto que a bateria está se esgotando. 6) Pode pilotar o drone em qualquer lugar? Luiz Fernando: Existem locais com restrições para o voo. Alguns equipamentos, inclusive, são bloqueados próximos a aeroportos. Drones registrados como comerciais devem voar a uma distância mínima de 30 m de pessoas e edificações. Os registrados para uso recreativo são proibidos de voar próximo a aglomerados de pessoas. 7) Onde mais é proibido pilotar? Cinzia Palumbo: Não devem ser pilotados em perímetros que possuem um campo eletromagnético forte por exemplo, perto de torres de alta tensão e antenas de transmissão. Voos sobre refinarias, depósitos de combustível, penitenciárias, plataformas de exploração de petróleo e áreas militares também são proibidos, ao menos que haja uma autorização.

8) E em parques com fauna protegida, o uso do drone estressa os animais? Cinzia Palumbo: Em alguns parques nacionais ao redor do mundo, os usuários recreativos não podem voar seus drones pois sua presença pode perturbar a vida selvagem. No entanto, os drones estão sendo cada vez mais utilizados por funcionários de parques e grupos de conservação para monitorar e mapear o ambiente, lutar contra incêndios florestais e outros. 9) Existe seguro para drone? Vale a pena fazer? Cinzia Palumbo: Existem diversas seguradoras. A necessidade de um seguro depende da usabilidade e necessidade do consumidor. Para uso recreativo não é exigido. Luiz Fernando: O Seguro Aeronáutico Reta, contra danos a terceiros, é obrigatório para drones de uso comercial. Custa cerca de 25% do valor do equipamento. Dependendo de como o drone for utilizado, vale a pena investir no seguro. 10) Para amadores, o que é indispensável verificar antes de comprar um aparelho? Cinzia Palumbo: O desempenho do voo é crucial e abrange tempo, amplitude e velocidade. A portabilidade também é importante, pois você quer levar seu drone com você. Leve em conta a qualidade da câmera. Se você estiver interessado em fotografia, considere câmera 4K com estabilização de 3 eixos, para fotos com nitidez e estabilizadas. Características inteligentes, como a prevenção de obstáculos, dão a todos os usuários mais confiança para voar. Modos de voo inteligentes também são importantes para criar boas imagens sem a necessidade de ser um piloto experiente.

Abril-Maio 2018

29


Drones Militares Conheça um pouco sobre esses super drones

D

rone, na verdade UAV (Unmanned Aerial Vehicle), em português VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), é um tipo de aeronave que, como o nome diz, não é tripulado e sim controlado remotamente (e alguns deles funcionam de maneira autônoma, como robôs voadores). A tecnologia não é nova, com as forças armadas de vários países já utilizando os drones desde a década de 50. A grosso modo tinham funcionamento semelhante ao de um aeromodelo, guiados por um controle via rádio. Por não pos-

30

Drone Magazine

suirem piloto, podem ser muito menores e ágeis, e claro, não possuem o risco de perder uma vida se abatidos. Por isso, são muito utilizados em vigilância no combate, reconhecimento tático, além de alvo aéreo. Mas, com o avanço da tecnologia, os drones tornaram-se cada vez mais modernos, e hoje em dia são verdadeiras máquinas de filmes de ficção científica. Alguns são controlados via satélite, com os pilotos podendo estar a 10 mil quilômetros de distância, custam mais de 100 milhões de dólares e podem voar por quase 30 horas

ininterruptas. Os principais operadores de Drones são os Estados Unidos, Israel e países da OTAN, sendo os modelos americanos os mais avançados, letais e polêmicos. O Brasil recentemente adquiriu um drone israelense, o Hermes 450, mas é um modelo simples, utilizado apenas para vigilância. Dentre os diversos modelos existentes, vamos explicar um pouco sobre os dois principais UCAVs (Unmanned Combat Aerial Vehicle, os drones de combate americanos) e os avançadíssimos de reconhecimento e vigilância.


MQ-9 Reaper

D

esenvolvido pela General Atomics, esse é uma evolução do Predator (MQ-1), e possui incontáveis melhorias. Uma das mais notórias é a habilidade de voar autonomamente, ou seja, é um robô voador. O Reaper é maior, mais pesado e mais potente que seu antecessor, possuindo um motor turbo-hélice de 950 hp, comparado aos 115 hp do Predator. Assim como o Predator, também está substituindo aeronaves F-16 em esquadrões de caça dentro dos EUA, e o custo de uma unidade é de quase 17 milhões de dólares. Além de carregar os mísseis Hellfire (ataque ao solo), pode levar bombas guiadas a laser (bombas inteligentes) e os poderosos mísseis ar-ar (utilizados para atacar outros aviões) AIM9 Sidewinder. Possui um alcance de quase 6 mil quilômetros, e sua altitude operacional é de 50 mil pés (15 mil metros, altitude geralmente maior que a de um avião comercial). Para cada tipo de missão ele é carregado com determinado kit de sensores e armamentos. Ele leva um poderoso sistema de aquisição de alvos, o

Raytheon AN/AAS-52, que inclui uma câmera de TV colorida, também com infravermelho e uma outra TV com o sistema de laser para designar os alvos, ou seja, da própria estação de controle (que pode ser na Flórida), o operador designa o alvo e solta os mísseis e/ou bombas com o drone estando a 14.000 Km de distância, no Afeganistão, por exemplo. Além disso, possui um radar de apertura sintética que permite escanear e ter uma imagem clara de determinado alvo, e designa alvos para as GBU-38 JDAM, que são dispositivos de guiamento colocados em bombas convencionais (bombas “burras”) que as tornam inteligentes, guiadas por GPS.

Abril-Maio 2018

31


MQ-1 Predator

M

Q-1 Predator. O objeto preto e amarelo embaixo da aeronave é o míssel fenomenal e ultra letal chamado Hellfire. É uma aeronave desenvolvida pela empresa americana General Atomics, e é usada principalmente pela Força Aérea Americana (USAF) e pela CIA nos ataques a alvos terroristas em países árabes. Foi concebido para ser um avião de reconhecimento e observação dentro do território inimigo, mas em meados de 1995 foi modificado para carregar armamentos. Carrega sob suas asas dois mísseis AGM-114 Hellfire, que são mísseis ar-superfície (para alvos terrestres) extremamente letais e precisos, e que podem acertar um tanque de guerra a até 8 km de distância, guiados por um feixe de laser (o feixe deve estar apontado para o alvo, como aquelas miras laser que você brincava de apontar

32

Drone Magazine

para os amigos). Após os atentados de 2001, o RQ-1 tornou-se a principal plataforma para ataque a alvos no Afeganistão, Paquistão e Iêmen. É muito difícil detectar ou perceber a aproximação de um ataque, já que o avião é muito silencioso, e o míssel, supersônico. É uma arma tão letal, que várias bases aéreas americanas estão substituindo seus esquadrões de caças F-16 por Predators. Ele pode voar 740 km para chegar a um alvo, então manter-se na área por 14 horas sobrevoando-a, e depois voltar para sua base de lançamento. Cada unidade custa aproximadamente 4 milhões de dólares. Comparativamente, o principal avião de caça da Força Aérea Brasileira, o F-5, custa 2.1 milhões de dólares. Possui um motor a pistão de 115 hp na traseira, e pode voar por mais de 40 horas ininterruptas. Além do míssel, possui

diversos equipamentos de comunicação, câmeras e sensores. Sua câmera infra-vermelha pode detectar um ser humano a 3 km de altitude, e como é controlado via satélite, sua estação controladora pode estar a milhares de quilômetros de distância (porém, para a decolagem, uma unidade local deve efetuar a operação, para depois transferir o controle para a estação remota).

“O objeto preto e amarelo embaixo da aeronave é o míssel fenomenal e ultra letal chamado Hellfire.”


RQ-4 Global Hawk

E

nquanto o Reaper e o Predator são máquinas de matar, o Global Hawk é um avançadíssimo sistema de vigilância e espionagem. Desenvolvido pela Northrop Grumman, tem o custo unitário de 222,7 milhões de dólares! Comparativamente, os caças que a Força Aérea Brasileira quer comprar já são muito avançados, porém custam menos que isso, sendo que o mais caro, o francês Rafale, custa por volta de 100 milhões de dólares, e um F-18 pode custar até 60 milhões de dólares. Possui uma envergadura (distância entre as pontas das asas) de 39,9 metros, maior que a de um Boeing 737-700, o modelo mais usado pela Gol. Como é um avião de vigilância e espionagem, possui um alcance de 14 mil quilômetros, e pode voar por 28 horas ininterruptas, a uma altitude de 60 mil pés (quase 20 mil

metros), sendo capaz de cobrir 100 mil quilômetros quadrados em um dia. Entre seu equipamento operacional, também possui um potente radar de apertura sintética além dos sensores eletro-óptico e infra-vermelho, que podem ser operados simultaneamente com o radar para fornecer imagens de altíssima definição do terreno a ser observado. Além disso, o radar possui indicador de alvos em movimento no solo, que identifica quando algo está se mexendo e indica sua velocidade e posição (em coordenadas), para que possa ser lançado algum míssil ou bomba guiados por satélite. Carrega ainda uma infinidade de sensores para coleta de dados de sinais (SIGINT - signal intelligence), sendo capaz de interceptar comunicações de rádio e qualquer outro tipo de transmissão de dados sem fios. Leva também consigo siste-

mas de auto-defesa, como um de aviso de laser (quando um laser está travado nele para guiar um míssil), ou quando algum outro radar está tentando “iluminá-lo” também para guiamento de mísseis, e um sistema de interferência eletrônica, para atrapalhar os mísseis lançados. Ele foi feito para operar de maneira autônoma, ou seja, um robô voador que não precisa de um controlador. Os operadores do sistema apenas monitoram o voo e recebem os dados coletados. Além da vigilância, devido à sua elevada autonomia e grande altitude operacional, a aeronave pode ficar sobrevoando o campo de batalha por horas, servindo como uma ponte retransmissora de comunicações, e também provendo imagens táticas sobre o cenário de operações.

Abril-Maio 2018

33


Drone autônomo com passageiros Drone já consegue transportar pessoas

O

Ehang 184 deu provas de que consegue mesmo transportar passageiros sem nenhum piloto a bordo, após dois anos desde a sua primeira apresentação, na CES 2016. Na segunda-feira (5), a fabricante Ehang postou um vídeo com seus primeiros testes de voos realizados na China nos últimos meses, todos bem-sucedidos. A companhia relata ter realizado mais de 1 mil voos com pessoas, nas mais diversas situações, incluindo condições adversas. O invento foi desenvolvido para funcionar como táxi aéreo autônomo e tem a pretensão de revolucionar a mobilidade em cidades com trânsito congestionado. Apesar do estágio avançado do

34

Drone Magazine

empreendimento, o Ehang 184 ainda não tem uma data prevista para chegar ao mercado. O drone usado nos testes comporta apenas uma pessoa, embora a chinesa Ehang tenha anunciado a fabricação de um modelo de dois lugares. Nesses mais de mil voos, o 184 conseguiu realizar uma subida vertical de 300 metros, transportar mais de 230 kg, seguir uma rota com extensão de 15 km e alcançar 130 km/h em velocidade de cruzeiro – deslocamento registrado entre o final da subida e o início da descida da aeronave. Os experimentos envolveram 150 engenheiros técnicos, que submeteram o veículo a diferentes condições climáticas. Ele conse-

guiu voar sob altas temperaturas, neblina pesada, durante a noite e até em um tufão de categoria 7 com ventos fortes. “O que estamos fazendo não é um esporte extremo, então a segurança de cada passageiro sempre vem primeiro”, disse o fundador e CEO da Ehang, Huazhi Hu, no vídeo postado no YouTube. Apesar de ter sido sobrecarregado durante os testes, o Ehang 184 apresenta limite de carga de 100 kg. O dispositivo pode transportar pessoas por até 16 km, por aproximadamente 23 minutos de voo, e consegue atingir velocidade média de 100 km/h. Com funcionamento elétrico, o modelo conta com uma bateria recarregável em uma hora.


Drone ou taxi?

A

criação Ehang é intitulada como drone por ser um quadricóptero. O veículo vem com uma câmera integrada e não permite ao passageiro realizar nenhuma tarefa de pilotagem – é possível apenas informar o destino da viagem. A aeronave decola, traça a rota, desvia de obstáculos e aterrisa sozinha. Se algo der errado, um piloto profissional supostamente intervirá e assumirá os controles a partir de uma estação de comando remota. A publicação não diz um prazo para que o produto chegue ao mercado. A companhia aposta que ele primeiro se lance como uma opção para passeios de luxo para pessoas ricas. A ideia é que

o serviço se popularize na medida em que frotas e trilhas de voo fiquem mais estabelecidas, gerando menor custo para confecção de aeronaves. Esse objetivo pode não estar tão longe de se alcançado. A Ehang chegou a dizer anteriormente que demonstraria o serviço à cúpula do Governo de Dubai. Não há informações sobre a exibição, mas o projeto de táxi aéreo por meio de drones não tripulados demonstra cada vez mais ser uma realidade. Dubai, por exemplo, já estaria trabalhando com o alemão Volocopter em um serviço similar de táxi aéreo, enquanto o drone eVTOL promete transportar cargas de até 200 kg de forma autônoma.

Abril-Maio 2018

35


Conheça o DJI Agras MG O melhor drone pulverizador

O

DJI Agras MG-01 trás uma era completamente nova para a agricultura. Agricultores futuros não terão as mesmas preocupações de seus antepassados, eles estão acompanhando o avanço da tecnologia e também revolucionando o campo com o uso da agricultura de precisão. A robótica e a tecnologia envolvida já são capazes de trazer uma gama enorme

36

Drone Magazine

de informações para o plantio, agricultores podem saber quais áreas de suas plantações estão mais saudáveis, se algum tipo de estresse possa estar acontecendo na própria planta ou na terra, diminuindo o trabalho manual no campo, aumentando a produtividade, reduzindo o tempo e custos. A tecnologia da agricultura de precisão é algo que está crescendo muito nos últimos anos, onde

é utilizado equipamentos, hoje em dia os Drones, para mapear áreas e avaliar os resultados, porem ainda necessário equipamentos manuais para aplicação dos produtos químicos. Muito coisa mudou desde a apresentação do Drone DJI Agras MG-01, o que para muitas pessoas pode parecer apenas um brinquedo para diversão, já é usado como uma das melhores ferramentas aplicadas nas


G-01 fazendas. O Agras MG 01 tem a capacidade de sobrevoar grandes campos, sendo de forma manual ou totalmente autônoma, aplicando insumos, gerando níveis mais avançados de eficiência. Após a montagem do trem de pouso e do tanque de pesticidas pode ser utilizado sem uso de nenhuma ferramenta adicional, os braços são dobráveis deixando a aeronave compacta para um transporte

fácil, como por exemplo, no porta malas de uma carro. Sua estrutura é resistente e durável feita em fibra de carbono, capaz de operar em condições extremas de voo, resistente a poeira, agua e diferentes níveis climáticos, sendo desenvolvido especialmente para o uso no campo. Suas placas internas são completamente lacradas, e não corre o risco de objetos externos entrarem no sistema e

danificar de alguma forma. O Drone possui um sistema de refrigeração interno, prevenindo aquecimento devido a grandes horas de voo e aumentando em até 3 vezes a vida útil dos motores. O DJI Agras MG 01 possui um tanque pulverizador localizado abaixo de seu corpo, com uma capacidade de até 10 quilos de insumos líquidos, como pesticidas, fertilizantes ou herbicidas. Abril-Maio 2018

37


A

velocidade do Drone, combi-

insumos de forma uniforme e precisa

do insumo se torna mais eficiente,

nado com a taxa de pulveri-

evitando poluição e economizando

pois é utilizado o vento causado pe-

zação dos bocais gera uma

nas operações. Os bocais de pulveri-

los motores para uma aplicação mais

eficiência de aplicação entre 4.000 e

zação podem ser trocados de acordo

uniforme, acelerando a pulverização

6.000 m² a cada 10 minutos de opera-

com as propriedades liquidas de cada

e aumentando o alcance, o bocal que

ção, sendo até 60 vezes mais rápido

produto para otimizar a pulverização.

acompanha o kit é resistente ao des-

que uma aplicação manual terres-

Ao todo, são 4 saídas das mangueiras

gaste e pode ser utilizados por diver-

tre. O Agras ajusta o nível de pulve-

pulverizadoras, cada mangueira pos-

sas horas sem degradação.

rização de acordo com a velocidade

sui o bico do spray localizado abaixo

programada do Drone, aplicando os

dos motores, com isso a aplicação

38

Drone Magazine


Modos Inteligentes

A

través do radio controle é definido o tipo de operação que será realizado o voo, sendo

modo Inteligente, Modo manual Plus e modo totalmente manual. Modo inteligente: O voo é facilmente planejado apenas apertando alguns botões no radio controle, sem a necessidade de utilizar um software, tornando o Agras uma solução de pulverização mais eficiente, o voo autônomo do Drone será feito em zique

O DJI Agras foi desenvolvido como

de pulverização do local onde parou.

zaque na velocidade automática pro-

uma solução para pulverizações de

Caso ainda tenha bateria no Drone,

gramada e aplicando os insumos de

aéreas de uma forma rápida e efi-

porém o tanque esteja vazio, basta

forma configurável e uniforme.

ciente. Para cumprir esse proposito,

retornar o Drone e sem a necessi-

o Drone possui sensores localizados

dade de desligar sua bateria, é pos-

Modo Manual Plus: O Drone irá reali-

na sua parte de baixo, chamado de

sível encher novamente seu tanque

zar o mesmo trajeto de voo em Zique

Radar, esse sensor mantém a altu-

e continuar a operação do último

e Zaque, porém o operador deve a

ra programada em cima da copa das

ponto realizado. O nível de insumos

todo momento pressionar os botões

plantas, de acordo com as variações

despejado pelo Agras é configurado

do automação para que o Drone vá

do próprio terreno, melhorando a

através do painel no radio controle, e

na direção do próximo ponto, nesse

precisão na pulverização em toda

deve ser configurado de acordo com

modo o operador pode realizar a apli-

a lantação. Além da altura de voo

a densidade do insumo disponível

cação dos insumos de forma manual,

mantida, se durante o voo de pulve-

no tanque. O mínimo despejado é de

apenas clicando no botão dedicado

rização sua bateria estiver acabando

1.2 litros e o máximo de 1.7 litros por

no RC e também possui controle da

o drone retorna para casa e grava a

minuto nos 4 bicos, a quantidade é

operação de voo do drone.

última posição de voo em sua memó-

visualizada através da indicação de

ria interna, assim é possível trocar

LED no Radio Controle.

Modo manual: O operador tem to-

sua bateria e continuar o trabalho

tal domínio do Drone e quanto será aplicado de insumos. A todo momento do voo, o operador pode verificar através do visor no radio Controle, informações como: nível de bateria do Drone, pontos autônomos marcados, direção da aeronave, velocidade da pulverização, velocidade de voo~, altura de voo e aviso de tanque vazio.

Abril-Maio 2018

39


Drones fazendo entregas E

xatamente quanto você precisa dar de gorjeta para um drone entregador de pizzas? Essa é apenas uma das questões que habitantes da Nova Zelândia vão ter de encarar em breve, com a proposta da rede de usar as aeronaves para levar os pedidos até a porta de casa dos consumidores. Outros dilemas para refletir: o que acontece se começa a chover antes da minha refeição chegar? E se o cachorro do vizinho seguir o drone até a minha porta? Criar um drone entregador de pizzas é mesmo o melhor uso do tempo de um engenheiro? A Domino’s Pizza Enterprises da Nova Zelândia já havia demonstrado com sucesso um drone capaz de transportar pizzas e

40

Drone Magazine

agora a rede se unirá com uma companhia de delivery com drones chamada Flirtey para tornar o serviço disponível para consumidores do país ainda neste ano, segundo o jornal “The Guardian”. O país aprovou ano passado o uso comercial das aeronaves para delivery, tornando-se uma das primeiras nações no mundo a permitir este tipo de serviço. A Domino’s Pizza Enterprises detém os direitos da franquia master para a marca Domino’s na Nova Zelândia, Austrália, Japão, França e Alemanha, entre outros países. Maior franquia internacional da Domino’s, a companhia contabiliza mais de 1.900 unidades no total. Nos Estados Unidos, pensar em deliveries com drones é bem mais

complicado. Os órgãos reguladores da aviação e a administração Obama impuseram controles rígidos sobre quem pode pilotar as aeronaves e onde isso pode ser feito, embora companhias como a Amazon e Google estejam seriamente flertando com o conceito. Mesmo assim, poucos levam tão a sério a inovação no “mercado de pizzas” quanto os neozelandeses e seus vizinhos australianos. Neste ano, o laboratório de pesquisa da Domino’s Pizza Enterprises na Austrália apresentou o protótipo de um robô autônomo semelhante a um fogão sobre rodas capaz de transportar até 10 pizzas por viagem. Em março, a máquina, batizada de Domino’s Robot Unit, fez sua primeira entrega.


Drones da Amazon Faz mais ou menos dois anos que a Amazon divulgou um estranho vídeo detalhando os planos de conquistar os céus com uma frota de drones entregadores de encomendas. Continuamos aguardando o dia em que estas aeronaves automatizadas substituirão caminhões e funcionários de entrega, mas a Amazon deixa claro que não deixou a ideia de lado. Nesta semana, a companhia recebeu a

patente da tecnologia que permite, no caso de uma emergência, aos seus futuros drones se autodestruírem para proteger quem estão no chão. Segundo a patente, caso um drone já esteja em queda livre “a fragmentação direta dos veículos não tripulados” permitiriam a ele se dividir em múltiplas peças mais leves que atingiriam o solo de uma maneira mais segura que

um único e pesado objeto. Outros detalhes da patente descrevem a fragmentação e os controles de voo que analisariam o trajeto de queda do drone enquanto sistematicamente usa força explosiva para desmanchar a aeronave no ar, se baseando nas condições do terreno, voo, entre outras. Por mais estranho que isso possa parecer, é preciso saber

que isso é apenas uma das várias ideias malucas da Amazon, incluindo depósitos inteiros carregados por dirigíveis e um arranha-céu de drones. Mas parece que a patente da Amazon excluiu um grande deta-

lhe: sim, o drone pode explodir, mas o que acontece com a encomenda que ele carregava? Mesmo se a aeronave explodir em milhares de pedaços, quem está no chão ainda precisaria tomar cuidado com o que o drone esta-

va entregando. Mas parece que a Amazon também pensou nisso e resposta para esta questão é… paraquedas? Parece ser apenas questão de tempo até a invasão de drones entregadores de encomendas chegar. Abril-Maio 2018

41


Dolce e Gabbana usa drones no lugar de modelos

A

semana da moda de Milão ganhou grande destaque após o desfile criativo da grife Dolce & Gabbana, realizada neste último domingo (25), que utilizou drones em vez de modelos em parte de sua apresentação. A ideia inovadora foi revelada logo no começo da apresentação da marca de artigos de luxo, com sete gadgets voadores carregando a nova coleção de

42

Drone Magazine

bolsas outono/inverno na passarela. Embora o desfile tenha sido um dos grandes destaques do evento, aconteceram alguns contratempos. Pouco antes da entrada da Dolce & Gabbana, foi solicitado a todos os espectadores que desligassem suas respectivas redes Wi-Fi e roteadores pessoais. Além disso, por algum motivo desconhecido, a apresentação teve início com 45 minutos de atraso.


Abril-Maio 2018

43


44

Drone Magazine

Revista Drone  
Revista Drone  
Advertisement