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Escola Superior de Educação

PROJECTO DE FORMAÇÃO E ACÇÃO PEDAGÓGICA 2º ANO

Escola Secundária com 3º C.E.B. Padre António Vieira

Formanda: Carla Susana C. de Jesus, n.º 1048 Orientadora pedagógica: Ana Costa Delegada à profissionalização: Alexandra Carvalho

Ano Lectivo 2007/2008


AGRADECIMENTOS Ao Gonçalo Miller e à Vanda Santos, colegas do 2º ano da Profissionalização em Serviço, na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Padre António Vieira pela partilha de alguma da informação constante neste projecto. À Delegada à Profissionalização, Alexandra Carvalho, pela sua total disponibilidade para ajudar, e à Orientadora, Ana Costa, pela orientação e supervisão do trabalho realizado. A todos os professores e funcionários que disponibilizaram os dados para serem tratados neste projecto. Um agradecimento também à Tercília Silva, coordenadora das Novas Oportunidades, pelo auxílio na direcção de uma turma difícil. Aos meus pais e irmã pelo apoio moral que é tão importante como todos os outros.


ÍNDICE GERAL Agradecimentos ------------------------------------------------------------------------------------------ III Índice Geral ------------------------------------------------------------------------------------------------ IV Índice de Figuras ----------------------------------------------------------------------------------------- VII Índice de Gráficos ---------------------------------------------------------------------------------------- VII Índice de Quadros--------------------------------------------------------------------------------------- VIII Lista de Siglas e Acrónimos ------------------------------------------------------------------------------ IX 1. Introdução ----------------------------------------------------------------------------------------------- 1 2. Caracterização da Escola------------------------------------------------------------------------------- 3 2.1. Patrono ---------------------------------------------------------------------------------------------- 3 2.2. História ---------------------------------------------------------------------------------------------- 5 2.3. Organização ---------------------------------------------------------------------------------------- 5 2.3.1. Agrupamento Vertical------------------------------------------------------------------------ 6 2.3.2. Órgãos de Administração e Gestão -------------------------------------------------------- 6 2.3.2.1. Conselho Executivo --------------------------------------------------------------------- 6 2.3.2.2. Conselho Pedagógico ------------------------------------------------------------------- 6 2.3.2.3. Conselho Administrativo --------------------------------------------------------------- 7 2.3.2.4. Assembleia ------------------------------------------------------------------------------- 7 2.3.3. Estruturas de Orientação Educativa ------------------------------------------------------- 7 2.3.4. Serviços Especializados de Apoio Educativo --------------------------------------------- 8 2.3.4.1. Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) ----------------------------------------- 8 2.3.4.2. Ensino Especial -------------------------------------------------------------------------- 9 2.3.5. Outros Serviços e Actividades Organizadas pela Escola ----------------------------- 10 2.3.5.1. Sala de Estudo ------------------------------------------------------------------------ 10 2.3.5.2. Mediateca ------------------------------------------------------------------------------ 11 2.3.5.3. Tutoria ---------------------------------------------------------------------------------- 12 2.3.5.4. Gestão de Conflitos ------------------------------------------------------------------- 12 2.3.5.5. Actividades de Acompanhamento aos Alunos ------------------------------------ 12 2.3.5.6. Assessorias ----------------------------------------------------------------------------- 13 2.3.5.7. Desporto Escolar ---------------------------------------------------------------------- 13 2.3.6. Serviços Electrónicos ---------------------------------------------------------------------- 14 2.3.6.1. Website --------------------------------------------------------------------------------- 14 2.3.6.2. Moodle ---------------------------------------------------------------------------------- 15 2.3.6.3. E-mail ----------------------------------------------------------------------------------- 16 2.3.6.4. SIGE ------------------------------------------------------------------------------------- 16 2.3.7. Ligações à Comunidade Local ------------------------------------------------------------ 17 2.3.7.1. Universidades -------------------------------------------------------------------------- 17 IV


2.3.7.2. Empresas ------------------------------------------------------------------------------- 18 2.3.7.3. Centro Paroquial do Campo Grande ----------------------------------------------- 18 2.3.7.4. Centro de Saúde de Alvalade ------------------------------------------------------- 18 2.3.7.5. Escola Segura-------------------------------------------------------------------------- 19 2.3.7.6. Comissão de Protecção de Crianças e Jovens ------------------------------------ 19 2.3.7.7. Centro de Formação Professor João Soares -------------------------------------- 19 2.3.7.8. Projecto Escola Verde ---------------------------------------------------------------- 20 2.4. População ----------------------------------------------------------------------------------------- 20 2.4.1. Alunos ---------------------------------------------------------------------------------------- 20 2.4.2. Docentes ------------------------------------------------------------------------------------- 25 2.4.3. Pessoal não Docente ----------------------------------------------------------------------- 27 2.5. Instalações ---------------------------------------------------------------------------------------- 28 2.5.1. Planta da cave ------------------------------------------------------------------------------ 30 2.5.2. Planta do 1º piso --------------------------------------------------------------------------- 31 2.5.3. Planta do 2º piso --------------------------------------------------------------------------- 32 2.5.4. Planta do 3º piso --------------------------------------------------------------------------- 33 2.6. Equipamento Informático ---------------------------------------------------------------------- 34 3. Planificação da Actividade Docente ---------------------------------------------------------------- 38 3.1. Caracterização das Disciplinas ----------------------------------------------------------------- 38 3.1.1. Programação e Sistemas Informáticos -------------------------------------------------- 39 3.1.2. Aplicações Informáticas B ----------------------------------------------------------------- 39 3.2. Caracterização das Turmas -------------------------------------------------------------------- 39 3.2.1. Turma 9 (10º ano) ------------------------------------------------------------------------- 40 3.2.2. Turmas 1, 2, 3, 5 e 6 (11º ano) --------------------------------------------------------- 40 3.3. Planificações de Longo e Médio Prazo -------------------------------------------------------- 41 3.3.1. Planificações de Programação e Sistemas de Informação --------------------------- 43 3.3.2. Planificações de Aplicações Informáticas B -------------------------------------------- 50 4. Direcção de Turma------------------------------------------------------------------------------------ 59 4.1. Caracterização da Turma ----------------------------------------------------------------------- 59 4.2. Casos Especiais ---------------------------------------------------------------------------------- 70 4.2.1. Gaguez --------------------------------------------------------------------------------------- 70 4.2.2. Síndrome de Asperger --------------------------------------------------------------------- 73 4.3. Planificação das Actividades de Intervenção ------------------------------------------------ 76 4.4. Funções do Director de Turma ---------------------------------------------------------------- 79 5. Áreas Curriculares não Disciplinares --------------------------------------------------------------- 81 5.1. Área de Projecto --------------------------------------------------------------------------------- 81 5.2. Estudo Acompanhado --------------------------------------------------------------------------- 82 5.3. Formação Cívica---------------------------------------------------------------------------------- 82 V


5.4. Área de Projecto e Projecto Tecnológico----------------------------------------------------- 83 6. Projecto Educativo de Escola e Plano Anual de Actividades------------------------------------ 84 7. Curriculum Vitae--------------------------------------------------------------------------------------- 89 8. Conclusões --------------------------------------------------------------------------------------------- 91 Referências Bibliográficas ------------------------------------------------------------------------------- 94 Legislação consultada ----------------------------------------------------------------------------------- 96 Apêndices -------------------------------------------------------------------------------------------------- 97 A1 – Planificação da disciplina de Programação e Sistemas de Informação (Versão aprovada em Conselho Pedagógico) ------------------------------------------------------------------------------ 98 A2 – Planificação da Disciplina de Aplicações Informáticas B (Versão Aprovada em Conselho Pedagógico) ---------------------------------------------------------------------------------------------- 103 A3 – Plano das Acções de Formação aos Encarregados de Educação -------------------------- 106 A4 – Curriculum Vitae ---------------------------------------------------------------------------------- 110 A5 – Ficha de Identificação do Aluno ---------------------------------------------------------------- 115 Anexos ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 117 B1 – Certidão do 1º ano da Profissionalização em Serviço --------------------------------------- 118 B2 – Horários das Salas de Informática (1, 2, 7, 8 e 9) ------------------------------------------ 120 B3 – Certificados de participação nas acções referidas no Curriculum Vitae ------------------ 126

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ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 – Primeira versão do website --------------------------------------------------------------------- 14 Figura 2 – Segunda versão do website -------------------------------------------------------------------- 14 Figura 3 – Terceira versão do website --------------------------------------------------------------------- 15 Figura 4 – Versão actual do website ----------------------------------------------------------------------- 15 Figura 5 – Módulos do Sistema SIGE ---------------------------------------------------------------------- 17

ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Docentes por género --------------------------------------------------------------------------- 25 Gráfico 2 – Docentes por faixa etária ---------------------------------------------------------------------- 25 Gráfico 3 – Docentes por Departamento ------------------------------------------------------------------ 26 Gráfico 4 – Docentes por Grupo ---------------------------------------------------------------------------- 27 Gráfico 5 – Funcionários por género ----------------------------------------------------------------------- 27 Gráfico 6 – Funcionários por idade ------------------------------------------------------------------------- 28 Gráfico 7 – Funcionários por tipo de serviço -------------------------------------------------------------- 28 Gráfico 8 – Alunos por género ------------------------------------------------------------------------------ 60 Gráfico 9 – Alunos por n.º de repetências ---------------------------------------------------------------- 60 Gráfico 10 – Alunos com repetências por ano de escolaridade ---------------------------------------- 60 Gráfico 11 – Curso pretendido ------------------------------------------------------------------------------ 61 Gráfico 12 – Esclarecimento acerca dos conteúdos do CPTGPSI -------------------------------------- 61 Gráfico 13 – Escola de proveniência ----------------------------------------------------------------------- 62 Gráfico 14 – Alunos por nacionalidade --------------------------------------------------------------------- 62 Gráfico 15 – Constituição do agregado familiar ---------------------------------------------------------- 64 Gráfico 16 – Faixa etária dos pais -------------------------------------------------------------------------- 65 Gráfico 17 – Habilitações literárias dos pais--------------------------------------------------------------- 65 Gráfico 18 – Profissão dos pais ----------------------------------------------------------------------------- 66 Gráfico 19 – N.º de irmãos que residem com os alunos ------------------------------------------------ 66 Gráfico 20 – Faixa etária dos irmãos que residem com os alunos ------------------------------------- 67 Gráfico 21 – Alunos face às actividades extracurriculares ---------------------------------------------- 67 Gráfico 22 – Alunos face à posse de telemóvel ----------------------------------------------------------- 68 Gráfico 23 – Alunos que concorreram ao SASE ----------------------------------------------------------- 68 Gráfico 24 – Alunos face à posse de calculdoras gráficas ----------------------------------------------- 68 Gráfico 25 – Alunos face à posse de computador -------------------------------------------------------- 69 Gráfico 26 -Alunos face à posse de impressora ---------------------------------------------------------- 69 Gráfico 27 – Alunos face ao acesso à Internet ----------------------------------------------------------- 69 Gráfico 28 – Grau de parentesco do Encarregado de Educação --------------------------------------- 70

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ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1 – N.º de alunos por tipo de ensino ------------------------------------------------------------- 20 Quadro 2 – N.º de alunos do Ensino Básico -------------------------------------------------------------- 21 Quadro 3 – N.º de alunos dos CEF ------------------------------------------------------------------------- 21 Quadro 4 – N.º de alunos dos Cursos Profissionais ------------------------------------------------------ 22 Quadro 5 – N.º de alunos do Ensino Secundário --------------------------------------------------------- 23 Quadro 6 – N.º de alunos que beneficia dos SASE ------------------------------------------------------ 25 Quadro 7 – Parque informático ----------------------------------------------------------------------------- 36

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LISTA DE SIGLAS E ACRÓNIMOS AAA – Actividades de Apoio ao Aluno CEF – Curso de Educação e Formação CFPJS – Centro de Formação Professor João Soares CPTGPSI – Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos ESPAV – Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Padre António Vieira NEE – Necessidades Educativas Especiais OFA – Oficina de Artes PEI – Plano Educativo Individual PFAP – Projecto de Formação e Acção Pedagógica SASE – Serviços de Acção Social

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1. INTRODUÇÃO A profissionalização em serviço destina-se aos professores do Ensino Básico e Secundário, pertencentes aos quadros de nomeação provisória, e tem como objectivo, segundo o Decreto-Lei nº 287/88, “a formação de professores capazes de educar, numa dimensão pessoal e social, para a autonomia e cooperação, para a reflexão e intervenção, para a mudança e preservação do património cultural.” Tem a duração de dois anos lectivos e compreende duas componentes, a realizar pela ordem a seguir mencionada: Ciências da Educação e Projecto de Formação e Acção Pedagógica (PFAP). A primeira consiste na formação em áreas como Desenvolvimento Curricular, Didáctica Específica, no presente caso, de Informática, Psicologia da Educação e Sociologia da Educação e Organização Escolar (vd. Anexo B1). A segunda componente está a ser realizada durante o ano lectivo corrente, na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Padre António Vieira (ESPAV), e esta exposição está a ser elaborada nesse âmbito. A referida escola tem ainda outros dois professores do Grupo de Informática que também se encontram no 2º ano da Profissionalização em Serviço. Espera-se, por isso, a existência de um trabalho no qual colaborem entre si, que se traduza pelo esclarecimento de dúvidas, debate de ideias e sugestões, bem como pela troca de opiniões, quer ao nível das funções que cada um tem que desempenhar enquanto professor, quer ao nível do trabalho como membros da comunidade escolar.

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Escola Superior de Educação O PFAP deve centrar-se no processo de ensino-aprendizagem e ser inserido no contexto interno e externo da escola e, ainda segundo o Decreto-Lei acima mencionado, “corresponder a um plano concreto de actuação pedagógica que integre os conhecimentos e aptidões desenvolvidos no primeiro ano de formação e a experiência profissional do professor”. De acordo com estas indicações o presente PFAP está dividido em oito capítulos. O primeiro é esta introdução, onde são apresentadas as razões e os objectivos do PFAP. No segundo capítulo é elaborada a caracterização da ESPAV pois, o conhecimento desta é essencial para a planificação, concepção e realização das actividades propostas neste PFAP. No terceiro capítulo é, em primeiro lugar, apresentada uma breve descrição das disciplinas, Programação e Sistemas de Informação e Aplicações Informáticas B, e das turmas 10º 9 e 11º 1, 2, 3, 5 e 6, atribuídas neste ano lectivo. De seguida são elaboradas as planificações de longo e médio prazo, das disciplinas acima referidas. A planificação das actividades da direcção de turma, tendo em conta a caracterização desta, e as funções do cargo, são expostas no quarto capítulo. No quinto capítulo é realizada uma breve apresentação das áreas curriculares não disciplinares do Ensino Básico. O Projecto Educativo de Escola bem como as actividades que visam a concretização do mesmo e que se encontram no Pano Anual de Actividades é abordado no sexto capítulo. O capítulo sete é constituído pela apresentação da formanda através do resumo do seu Curriculum Vitae. No último capítulo estão as conclusões deste PFAP que consistem numa reflexão sobre a contribuição dos conhecimentos e experiências anteriores e actuais para a realização do mesmo. Estas são ainda compostas de considerações sobre o que se pretende que este projecto dê à comunidade escolar e sugestões para trabalho futuro.

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2. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA De uma forma simplista poder-se-á dizer que um PFAP consiste na apresentação de diversas actividades a realizar enquanto docente e director de turma bem como, enquanto interveniente na execução do Projecto Educativo de Escola. No entanto, a planificação destas actividades implica antes de mais o conhecimento da comunidade escolar à qual se dirigem. Não é por isso por acaso que a caracterização da escola aparece neste projecto como um capítulo cimeiro já que é fundamental para a prossecução de todo o restante trabalho. 2.1. PATRONO O patrono da escola é Padre António Vieira pelo que se apresenta de seguida um breve resumo sobre sua vida. Padre António Vieira nasceu a 6 de Fevereiro de 1608, em Lisboa, e faleceu a 17 de Junho, na Baía, em 1697. Era filho de Cristóvão Vieira Ravasco, fidalgo de nobre ascendência, e de D. Maria de Azevedo. Aos seis anos, na sequência da nomeação do seu pai como Secretário do Governo da Baia, vai para o Brasil. Apesar de ter iniciado os seus estudos na Companhia de Jesus só em 1623 sentiu vocação para a vida religiosa quando ouviu o Padre Manuel do Carmo pregar, fazendo uma descrição do inferno. Manifesta então, a seus pais, a vontade que tinha de professar mas eles opuseram-se terminantemente. “Procuraram por todas as formas dissuadi-lo desse desejo, mostrando lhe todos os seus inconvenientes, e tentando chamá-lo à razão, mas nada conseguiram” (Arqnet, 2008). Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação A partir daí inicia a catequização dos indígenas e começa a exercer, com grande notoriedade, as funções de pregador nas aldeias baianas. Os primeiros sermões já reflectem as preocupações sócio-políticas de António Vieira sobretudo no que diz respeito à invasão Holandesa da colónia da Baía. Em 1641, após a restauração da independência, regressa a Portugal, integrado na embaixada de fidelidade ao novo rei. Torna-se amigo e confidente de D. João IV e inicia, em 1646, missões diplomáticas na Europa. Durante este período envolve-se em questões relacionadas com a Companhia de Jesus que o quis expulsar o que só não veio a acontecer devido a intervenção do rei. Volta ao Brasil em 1653, desta vez para o Maranhão, onde toma um papel muito activo nos conflitos entre jesuítas e colonos portugueses, como defensor dos direitos humanos, a propósito da exploração dos indígenas. Neste sentido, no ano seguinte, profere um dos seus mais conhecidos sermões, o Sermão de Santo António aos Peixes. Este “constitui um documento da surpreendente imaginação, habilidade oratória e poder satírico do Pe. António Vieira, que toma vários peixes (o roncador, o pegador, o voador e o polvo) como símbolos dos vícios daqueles colonos” (Edusurfa, 2008). Devido a estas tomadas de posição é expulso do Maranhão pelos colonos, em 1661, e regressa a Portugal. Ao chegar de novo a Lisboa, Padre António Vieira encontra a corte totalmente transformada. O rei havia falecido 4 anos antes e, apesar da rainha regente D. Luísa de Gusmão o ter acolhido com entusiasmo, como o teria feito o falecido monarca, o príncipe herdeiro D. Afonso entregava-se já à devassidão, que havia de torná-lo tão tristemente celebre como rei e como marido. Mais tarde, Padre António Vieira foi um dos que mais trabalhou para que triunfasse a conspiração tecida pelo infante D. Pedro contra o rei seu irmão. Em 1665 é preso em Coimbra, pelo Tribunal do Santo Ofício, sob a acusação de, entre outras, acreditar nas profecias do poeta Bandarra acerca da ressurreição de D. João IV, a quem caberia a concretização do Quinto Império português, que coincidiria com o reino de Cristo na Terra. A sentença condena-o a perder a voz activa e passiva, ficando desta forma proibido de pregar, e ordena-lhe que se recolha num colégio de noviços. Esta pena é perdoada, em 1668, mas Padre António Vieira não fica satisfeito, e vendo que continuaria a pesar sobre ele a influência da Inquisição, entende que devia sair de Lisboa. Em 1669 parte para Roma onde obteve grande sucesso como pregador, combatendo o Tribunal do Santo Ofício. Regressa a Portugal em 1675; mas, agora sem apoios Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação políticos e desiludido pela perseguição aos cristãos-novos (que tanto defendera), retirase de vez para a Baía em 1681 onde se entrega ao trabalho de compor e editar os seus Sermões. Para além do forte testemunho que foi a sua vida, deixou uma obra literária notável, que o coloca ao nível dos mais importantes homens de letras daquele tempo. 2.2. HISTÓRIA A ESPAV localiza-se no Bairro de Alvalade, freguesia de S. João de Brito no concelho de Lisboa. Foi fundada em 1965, num edifício construído de propósito para o efeito, com projecto do Arquitecto Rui Athouguia. Segundo o website oficial da ESPAV, até 25 de Abril de 1974 funcionava como um Liceu Masculino passando a ser uma Escola Secundária a partir daquela data. Esta integrava alunos do Ensino Unificado e Secundário que mais tarde se passou a designar Básico e Secundário, altura em que a sua denominação passou a ser Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Padre António Vieira. O número de alunos, que começou por ser cerca de 700, subiu até aos 2000 na década de 80 e início da década de 90, quando a ESPAV disponibilizava Ensino Nocturno, tendo baixado nos finais daquela década para 500, estando actualmente matriculados cerca de 1000 alunos. No ano lectivo 2003/2004, a Escola Secundária Padre António Vieira integrou a Escola Secundária Cidade Universitária. A escola resultante desta fusão foi administrada e gerida por uma Comissão Executiva Instaladora durante dois anos. No ano lectivo 2005/2006 realizaram-se as primeiras eleições para os órgãos e estruturas da ESPAV após a união acima referida, cujo mandato termina este ano. 2.3. ORGANIZAÇÃO O Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio, alterado pela Lei 24/99 de 22 de Abril “aprova o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como dos respectivos agrupamentos”. Segundo a mesma legislação, se, por um lado, a administração e a gestão obedecem a regras fundamentais que são comuns a todas as escolas, o certo é que, por outro lado, a configuração da autonomia permite que sejam encontradas soluções organizativas adequadas à dimensão das escolas.

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Escola Superior de Educação Neste sentido, importa fazer uma descrição da organização da ESPAV, referindo os aspectos comuns e, sobretudo, salientado as diferenças em relação a outras escolas. 2.3.1. AGRUPAMENTO VERTICAL Segundo o Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio “o agrupamento de escolas é uma unidade organizacional, dotada de órgãos próprios de administração e gestão, constituída por estabelecimentos de educação pré-escolar e de um ou mais níveis e ciclos de ensino, a partir de um projecto pedagógico comum”. Contudo a ESPAV, devido à sua dimensão, não se encontra inserida em nenhum agrupamento. 2.3.2. ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO A administração e gestão das escolas são asseguradas por órgãos próprios: Conselho Executivo, Conselho Pedagógico, Conselho Administrativo e Assembleia. 2.3.2.1. CONSELHO EXECUTIVO “O Conselho Executivo é o órgão de administração e gestão da escola nas áreas pedagógica, cultural, administrativa e financeira”. (Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio). É composto por uma Presidente e dois Vice-Presidentes. A actividade deste órgão é apoiada por assessorias Técnico-Pedagogicas que no caso da ESPAV são três: Administração (uma docente), Instalações e Pessoal (uma docente) e ainda Informática (dois docentes). 2.3.2.2. CONSELHO PEDAGÓGICO “O Conselho Pedagógico é o órgão de coordenação e orientação educativa da escola, nomeadamente nos domínios pedagógico-didáctico, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente”. (Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio). O número de elementos que dele fazem parte é definido por cada escola não podendo exceder os vinte. Na ESPAV o Conselho Pedagógico é constituído por uma Presidente e Vice-Presidente, pelos oito Coordenadores dos Departamentos Curriculares, pelo Coordenador e Coordenadora Adjunta dos Directores de Turma do Ensino Básico, pela Coordenadora dos Directores de Turma do Ensino Secundário, pela Coordenadora das Novas Oportunidades, pela Representante dos Serviços Especializados de Apoio Educativo, por um Representante do Pessoal não Docente e outro dos Pais e Encarregados de Educação a ainda um Representante dos Alunos do Ensino Secundário. Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação 2.3.2.3. CONSELHO ADMINISTRATIVO “O Conselho Administrativo é o órgão deliberativo em matéria administrativofinanceira da escola, nos termos da legislação em vigor”. (Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio). É composto pela Presidente do Conselho Executivo, que o preside, pela Chefe dos Serviços de Administração Escolar e por um dos Vice-Presidentes do Conselho Executivo. 2.3.2.4. ASSEMBLEIA “A Assembleia é o órgão responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola, com respeito pelos princípios consagrados na Constituição da República e na Lei de Bases do Sistema Educativo”. (Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio). É o órgão de representação da comunidade educativa, sendo o número de elementos que a constitui é da responsabilidade de cada escola não podendo contudo ser superior a vinte. A Assembleia da ESPAV é constituída pelas Presidentes do Conselho Executivo e Pedagógico, por seis docentes, por dois representantes do Pessoal não docente, assim como, por dois Encarregados de Educação e dois Alunos do Ensino Secundário e ainda um representante da Câmara Municipal de Lisboa. 2.3.3. ESTRUTURAS DE ORIENTAÇÃO EDUCATIVA As Estruturas de Orientação Educativa colaboram com o Conselho Executivo e com o Conselho Pedagógico “no sentido de assegurar o acompanhamento eficaz do percurso escolar dos alunos na perspectiva da promoção da qualidade educativa”. (Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio). Os Departamentos Curriculares, nos quais se encontram os Grupos Disciplinares, são exemplos deste tipo de estruturas. A ESPAV tem oito Departamentos Curriculares: Português, Línguas Estrangeiras, Matemática, Ciências Exactas e Naturais, Ciências Sociais, Ciências Humanas, Expressões e Tecnologias e Educação Física. O Grupo de Informática integra o Departamento de Expressões e Tecnologias. Outras Estruturas de Orientação Educativa existentes na ESPAV são os Conselhos de Directores de Turma do 3º Ciclo e do Secundário, que asseguram a coordenação pedagógica do ciclo e de cada ano, respectivamente. O Ensino Básico tem um Coordenador e uma Coordenadora Adjunta para todo o ciclo (7º, 8º e 9º) enquanto que o Ensino Secundário tem uma Coordenadora para cada um dos anos (10º,11º e 12º).

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Escola Superior de Educação No sentido de assegurar a coordenação Pedagógica dos Cursos das Novas Oportunidades, a ESPAV criou, neste ano lectivo, uma Estrutura de Orientação Educativa denominada Novas Oportunidades. Esta tem como função não só coordenar os Directores de Turma destes cursos mas também apoiar os professores e alunos no esclarecimento das dúvidas que vão surgindo no decorrer dos mesmos. O Programa Novas Oportunidades é uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social que permite a conclusão do 9º ou 12º ano de escolaridade através da frequência de uma formação escolar e profissional ajustada aos interesses dos formandos e às necessidades do mercado de trabalho. Este programa inclui cinco tipos de cursos: 

Cursos de Educação e Formação (CEF).

Cursos Profissionais.

Cursos de Aprendizagem.

Cursos do Ensino Artístico Especializado.

Cursos de Especialização Tecnológica (CET).

A ESPAV tem em funcionamento, desde 2006/2007, os dois primeiros tipos. Cada um dos Cursos de Educação e Formação e Cursos Profissionais tem também um Director que apoia o funcionamento dos mesmos, sobretudo no que diz respeito aos estágios dos alunos. 2.3.4. SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO “Os Serviços Especializados de Apoio Educativo destinam-se a promover a existência de condições que assegurem a plena integração escolar dos alunos, devendo conjugar a sua actividade com as Estruturas de Orientação Educativa”. (Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio). A ESPAV tem dois serviços deste tipo que são a seguir descritos: Serviços de Psicologia e Orientação e Ensino Especial. 2.3.4.1. SERVIÇOS DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO (SPO) Os Serviços de Psicologia e Orientação foram criados pelo Decreto-Lei 190/91 de 17 de Maio. A ESPAV conta com duas Professoras Conselheiras de Orientação em permanência e quando necessário com uma Psicóloga do exterior. No ano lectivo 2006/2007 foram apoiados 180 alunos.

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Escola Superior de Educação Este serviço é prioritariamente dedicado aos alunos, embora também possa prestar apoio a professores, disponibilizando as seguintes valências (Projecto Educativo, 2005): 

Programas de desenvolvimento vocacional e pessoal para auto-estima e integração social.

Apoio a alunos com problemas de foro psicológico, encaminhando-os para terapia, se for o caso.

Colaboração com os D.T. e professores no relacionamento e acompanhamento dos seus alunos e famílias, bem como na elaboração de estratégias diferenciadas de ensino.

Colaboração na prevenção e recuperação do insucesso escolar.

Intervenção junto das famílias promovendo alterações sentidas como necessárias na dinâmica familiar.

Apoio aos alunos e familiares com dificuldades económicas.

2.3.4.2. ENSINO ESPECIAL Este serviço, previsto no Decreto-Lei 319/91 de 23 de Agosto, cobre as chamadas Necessidades Educativas Especiais (NEE). Estas estão vocacionadas para alunos que têm problemas a nível cognitivo e/ou emocional, bem como patologias do foro psicológico ou físico, que fazem com que devam ser avaliados diferenciadamente. Para que um aluno beneficie deste tipo de ensino, a Professora de NEE elabora um Plano Educativo Individual (PEI) com base no diálogo com o mesmo e no relatório do pedopsiquiatra. Neste consta um historial do aluno desde a gravidez até ao momento escolar em que se encontra, bem como as retenções que teve e o seu insucesso sendo, posteriormente, focada a causa do mesmo. É ainda mencionada a doença de que sofre e a medicação que está a fazer. Seguidamente, há que focar as alíneas, do n.º 2 do artigo 2º do Decreto-Lei acima referido, pelas quais o aluno será abrangido, por forma a ter uma avaliação diferenciada. f) Condições especiais de avaliação São traçadas “linhas” que facilitam a avaliação do aluno. g) Adequação na organização de classes ou turmas

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Escola Superior de Educação As turmas onde estes alunos estão integrados têm no máximo vinte alunos para que a aprendizagem seja facilitada. h) Apoio pedagógico acrescido Estes alunos beneficiam, por parte da escola, de apoio individualizado nas disciplinas que têm maior dificuldade. i) Ensino especial A professora de NEE recebe no seu gabinete, normalmente uma vez por semana, alunos com problemas emocionais ou de outra ordem por forma a “encaminhá-los” através de diálogo. É também um fio condutor entre o aluno/Encarregado de Educação/Director de Turma devendo por isso manter uma relação estreita com todos eles. No ano lectivo transacto, havia vinte e dois alunos com NEE, do 7º ao 12º ano. Este ano, são vinte e um, os alunos abrangidos pelo Decreto-Lei 319/91 de 23 de Agosto, sendo quinze do Ensino Básico e seis do Ensino Secundário. São casos de jovens depressivos, com défice cognitivo, ou ainda, com Síndrome de

Asperger. Há também alunos com disortografia e dislexia cuja problemática reside nas línguas porque para além dos erros ortográficos têm uma tendência inata para trocar sons, sílabas e ditongos. 2.3.5. OUTROS SERVIÇOS E ACTIVIDADES ORGANIZADAS PELA ESCOLA Para além das Estruturas de Orientação Educativa e dos Serviços Especializados de Apoio Educativo, a ESPAV dispõe de outros serviços e actividades que visam apoiar os alunos na sua formação académica e pessoal. 2.3.5.1. SALA DE ESTUDO A Sala de Estudo destina-se a todos os alunos da escola e tem como finalidades proporcionar um espaço de estudo e de realização de trabalhos individuais ou em grupo bem como o esclarecimento de dúvidas ou orientações de estudo disponibilizando para isso recursos materiais e humanos. Em relação aos primeiros, estão disponíveis livros, revistas, jornais e outros materiais didácticos que poderão ser consultados na própria sala, noutros recintos da escola ou mesmo em casa, desde que devidamente requisitados. Apesar de serem leccionados

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Escola Superior de Educação vários cursos de informática, não existem manuais nem livros sobre este tema, mas apenas algumas revistas muito desactualizadas. A sala tem ainda disponíveis quatro computadores ligados em rede, uma impressora e um switch, utilizados para a realização de trabalhos. No ano lectivo 2007/2008 os recursos humanos traduzem-se em duas coordenadoras e quarenta e quatro professores, de diversas disciplinas que vão rodando pelos diferentes horários de Segunda a Sexta-feira. O apoio prestado pelos docentes disponíveis na Sala de Estudo é contabilizado como componente não lectiva no horário dos mesmos. No ano lectivo anterior, 25751 alunos frequentaram a Sala de Estudo, sendo uma boa parte deles (1063) para utilização dos computadores e/ou impressora. 2.3.5.2. MEDIATECA A Mediateca é espaço de requisição e acesso a equipamentos e a informação em suporte bibliográfico, videográfico e multimédia que está aberto a toda a comunidade escolar de Segunda a Sexta-feira. Em relação aos equipamentos estão disponíveis cinco computadores, uma impressora, um scanner e um switch. À semelhança do que acontece com a Sala de Estudo, também aqui a informação disponível relacionada com a informática é muito reduzida. Na maior parte dos casos, existe apenas um exemplar dos manuais adoptados, nas disciplinas onde estes existem, e não podem ser requisitados. Quanto aos livros, são em número reduzido e quase todos estão desactualizados. O apoio aos utilizadores da Mediateca é feito por um auxiliar da acção educativa e, pelo menos, um professor que vai rodando conforme a marcação dos tempos não lectivos constante no seu horário. No ano lectivo 2006/2007 registaram-se 2516 requisições de livros, CDs, DVDs e Cassetes e 3497 requisições de computadores, sendo 1825 para a realização de trabalhos e 1672 para acesso à Internet.

1 Dados relativos apenas ao 1º e 2º períodos em virtude do relatório disponibilizado não conter informação acerca do 3º período.

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Escola Superior de Educação 2.3.5.3. TUTORIA A Tutoria consiste no acompanhamento personalizado aos alunos a fim de evitar a desorganização do seu percurso escolar e destina-se àqueles que são indicados pelo Conselho de Turma e cujos Encarregados de Educação autorizem a sua presença nas sessões que têm no mínimo a duração de quarenta e cinco minutos semanais. Os professores tutores estão disponíveis para acompanhar os alunos no estudo e em saídas da escola, dialogar com os alunos sobre assuntos do seu interesse e esclarecer dúvidas que vão surgindo ao longo da escolaridade, sendo este trabalho contabilizado no seu horário como componente não lectiva. 2.3.5.4. GESTÃO DE CONFLITOS A Gestão de Conflitos destina-se aos alunos que recebem ordem de saída da sala de aula. Quando se verifica uma ocorrência deste tipo, o professor faz um breve resumo do sucedido e envia-o, junto com o aluno, que é acompanhado por um funcionário, para o professor que estiver encarregado de tal tarefa nesse horário. Este deve solicitar ao aluno que relate por escrito a sua versão dos acontecimentos bem como registar a presença do mesmo neste espaço e efectuar um comunicado para o Director de Turma. Com base em todos os dados recolhidos o professor da Gestão de Conflitos estabelece um diálogo com o aluno no sentido de o sensibilizar para a problemática da indisciplina. Por fim o aluno deve ser acompanhado na realização da tarefa que o professor, que deu ordem de saída da sala de aula, estipulou. A Gestão de conflitos está disponível durante o horário de funcionamento das aulas e é contabilizada como componente não lectiva no horário dos docentes. 2.3.5.5. ACTIVIDADES DE ACOMPANHAMENTO AOS ALUNOS As Actividades de Acompanhamento aos Alunos (AAA), vulgarmente designadas de Aulas de Substituição, funcionam durante todo o período em que decorrem as aulas envolvendo, no ano lectivo 2007/2008, cinquenta e três professores sendo doze deles coordenadores. Existem em arquivo três actividades de cada professor para cada uma das suas turmas excepto turmas dos Cursos das Novas Oportunidades. Sempre que um professor falta, o professor que o substitui faz-se acompanhar de uma dessas actividades. No final da aula o professor recolhe o produto dessa actividade e preenche um documento onde indica o comportamento e aproveitamento dos alunos durante a aula. Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação Esta informação deve posteriormente ser recolhida pelo professor da disciplina quando regressar ao serviço. Este deve também colocar outra actividade em arquivo de forma a estarem sempre disponíveis três. 2.3.5.6. ASSESSORIAS As assessorias foram criadas no ano lectivo 2006/2007 e têm como objectivo promover o sucesso e combater a indisciplina no Ensino Básico. Funcionam em regime interno e externo. O primeiro consiste na existência de um segundo professor da disciplina dentro da sala de aula que reforça o apoio aos alunos e substitui o professor principal sempre que este falta. As assessorias internas funcionam em todas as disciplinas do 7º ano, excepto aquelas que funcionam por turnos (Ciências Naturais, Físico-Química, Educação Visual, Educação para a Arte e Educação Tecnológica), e nas disciplinas de Português e Matemática do 9º ano. No regime externo o professor assessor encontra-se no exterior da sala de aula e tem como missão fazer o acompanhamento dos alunos que perturbem o normal funcionamento da aula. Este professor também substituirá o professor principal caso se verifique a ausência deste. As assessorias externas funcionam em todas as disciplinas do 8º e 9º ano excepto as duas anteriormente referidas. As assessorias envolvem neste ano lectivo vinte professores e são contabilizadas no horário destes como componente não lectiva – 1,5 bloco para as internas e 1 bloco para as externas. 2.3.5.7. DESPORTO ESCOLAR O Desporto escolar tem como missão “contribuir para o combate ao insucesso e abandono escolar e promover a inclusão, a aquisição de hábitos de vida saudável e a formação integral dos jovens em idade escolar, através da prática de actividades físicas e desportivas”. (Capucha, 2008) No ano lectivo 2007/2008, a ESPAV disponibiliza as modalidades seguintes: 

Futebol (feminino) – 12 alunos

Basquetebol (misto) – 18 alunos

Voleibol (misto) – 19 alunos

Tiro com Arco (misto) – 6 alunos

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Escola Superior de Educação 2.3.6. SERVIÇOS ELECTRÓNICOS A ESPAV tem sabido adaptar-se aos tempos modernos no que diz respeito às novas tecnologias. Existem por isso uma série de serviços electrónicos que facilitam o dia-a-dia da comunidade escolar e a troca de informação entre os elementos que a constituem. 2.3.6.1. WEBSITE O website da ESPAV encontra-se alojado no endereço http://www.espav.edu.pt/ e é administrado por um professor do Grupo de Artes Visuais. Desde o ano 2000 que a Escola dispõe deste recurso cujo design tem sido sucessivamente actualizado encontrando-se neste momento na quarta versão. O website disponibiliza diversas informações de interesse para toda a comunidade escolar assim como ligações a outros serviços electrónicos como o Moodle e o Kiosk abaixo referidos.

Figura 1 – Primeira versão do website

Figura 2 – Segunda versão do website

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Figura 3 – Terceira versão do website

Figura 4 – Versão actual do website

2.3.6.2. MOODLE

Moodle significa Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment e consiste num software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual no qual existem Administradores que criam as diferentes Disciplinas, Professores que fazem a gestão das mesmas e Alunos que as utilizam. Esta plataforma de e-learning é utilizada na ESPAV desde o ano lectivo 2005/2006. Estava inicialmente alojada no servidor da Malha Atlântica mas a partir do ano lectivo 2006/2007 passou para o servidor da ESPAV/Centro de Formação Professor João Soares (vd. ponto 2.3.7.7.), administrado por três professores do Grupo de Informática (http://moodle.espav.edu.pt). As diversas Disciplinas existentes no Moodle da ESPAV distribuem-se por Grupos tão diversos como Sala de Aula, Projectos, Encarregados de Educação, Directores de Turma, Departamentos, entre outros. Algumas permitem o acesso a Visitantes mas a maioria Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação requer um Utilizador registado e que possua a Chave de inscrição da Disciplina, fornecida pelo Professor que faz a gestão da mesma. O sistema está configurado de modo a que todos os Utilizadores que não acedam ao Moodle por período igual ou superior a cento e oitenta dias sejam automaticamente eliminados. No início de cada ano lectivo os Professores têm que comunicar aos Administradores do Moodle se pretendem ou não manter as suas disciplinas, caso tal não aconteça estas serão removidas do servidor para evitar a sobrecarga do mesmo. 2.3.6.3. E-MAIL Desde o ano lectivo 2006/2007 que todos os professores da escola possuem uma caixa de correio electrónico para mensagens internas e externas. Estas caixas estão acessíveis a partir do endereço http://mail.espav.edu.pt ou http://webmail.espav.edu.pt e são hospedadas pelo Google ao abrigo do programa Google Apps Education. Este programa disponibiliza às escolas ferramentas gratuitas de comunicação, colaboração e publicação, incluindo contas de e-mail do domínio da escola como, por exemplo, aluno@sua-escola.edu que podem ser personalizadas com o logotipo, o esquema de cores e o conteúdo da escola. A ESPAV, cujo domínio é espav.edu.pt, reservou 250 contas estando neste momento atribuídas 217. A decisão de se associar a este programa está relacionada com o facto de, para além de não ser necessário instalar, fazer download ou manutenção de hardware ou software, a gestão dos utilizadores ser realizada de forma bastante simples usando um painel de controle baseado na web. Esta gestão é realizada por alguns professores do Grupo de Informática. 2.3.6.4. SIGE O Sistema Integrado de Gestão de Escolas (SIGE) é um conceito criado pela Micro I/O e baseia-se na utilização de um cartão multifunções, que serve para a identificação de todos os membros da comunidade escolar, promove o acesso ao recinto escolar e áreas interiores para as quais esses membros detêm autorização e serve como substituto do dinheiro nas transacções efectuadas dentro da escola. Este sistema é composto por oito módulos: Acessos, Bar, Refeitório, Papelaria, Kiosk, Secretaria, Fotocopiadoras e Vending sendo que apenas os dois últimos não são utilizados pela ESPAV.

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Figura 5 – Módulos do Sistema SIGE

O Kiosk é face mais visível deste sistema para a comunidade escolar em geral. Este módulo permite aos utilizadores do sistema (aluno, funcionário ou docente) consultar o seu saldo ou a sua conta corrente, fazer a consulta da ementa das refeições e a sua marcação, assim como também consultar a listagem dos movimentos de acesso (entradas e saídas) registados. Esta consulta pode ser realizada no posto de acesso público, KioskBrowser, disponível no átrio da escola ou na Internet em http://kiosk.espav.edu.pt/. 2.3.7. LIGAÇÕES À COMUNIDADE LOCAL No âmbito do desenvolvimento da autonomia a ESPAV estabeleceu parcerias com organizações e serviços locais que a seguir se resumem. 2.3.7.1. UNIVERSIDADES A ESPAV acolhe estagiários das Licenciaturas em Biologia e Geologia, Físico-Química e Educação Física das Universidades Nova, Clássica e Lusófona, respectivamente. Existe ainda uma parceria com o Departamento de Informática, da Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa, no âmbito da Ciência Viva, que consiste Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação num projecto para a construção e programação de robôs da LEGO, promovendo desta forma o contacto de alunos do ensino secundário com autómatos e agentes inteligentes. 2.3.7.2. EMPRESAS Diversas empresas recebem todos os anos alunos do 12º ano dos Cursos Tecnológicos, permitindo desta forma a realização do Estágio com duração de 160 blocos de noventa minutos ou seja, 240 horas. Desde o ano lectivo passado que a ESPAV conta também com esta empresas para a realização do Estágio em Contexto de Trabalho dos alunos do 9º ano dos Cursos de Educação e Formação, durante 210 horas. A partir deste ano lectivo, seguirão para Formação em Contexto de Trabalho, que tem a duração bianual de 420 horas, os alunos do 11º ano dos Cursos Profissionais, o mesmo se passará com os alunos de 12º ano a partir do próximo ano lectivo. 2.3.7.3. CENTRO PAROQUIAL DO CAMPO GRANDE A Paróquia do Campo Grande possui um centro social com uma área sóciopedagógica que tem como objectivo acompanhar as famílias no seu desenvolvimento pessoal e social bem como apoiar os seus filhos nos períodos extra-escolares. Assim, os serviços sócio-pedagógicos têm as seguintes funcionalidades: 

Actividades de Tempos Livres (ATL).

Apoio escolar.

Clube de jovens.

Colónias de férias.

Numa perspectiva de apoio escolar, o centro paroquial recebe, na sua sala de estudo, alunos da ESPAV apoiando-os na realização das respectivas tarefas. 2.3.7.4. CENTRO DE SAÚDE DE ALVALADE Este centro abrange as freguesias de Alvalade, São João de Brito e Campo Grande. Os alunos que necessitem de prestação de cuidados de saúde são conduzidos para o Centro de Saúde de Alvalade que depois, se necessário, os encaminha para o centro de saúde da sua área de residência.

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Escola Superior de Educação 2.3.7.5. ESCOLA SEGURA O Programa Escola Segura é uma iniciativa conjunta do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Educação que visa garantir as condições de segurança da população escolar e promover comportamentos de segurança escolar. Este programa é assegurado por agentes policiais devidamente treinados e preparados para este tipo de acção, bem como por viaturas exclusivamente dedicadas à vigilância e protecção da população escolar que são de fácil identificação pela sua cor e imagem exterior. Cada veículo tem sob a sua responsabilidade um conjunto de estabelecimentos de ensino e está equipado com telemóvel. Sempre que no interior da escola existe alguma ocorrência ou suspeita de actividade ilícita são contactados os agentes responsáveis que registam o acontecimento e, se necessário, vigiam o aluno responsável pelo mesmo. 2.3.7.6. COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS As Comissões de Protecção de Crianças e Jovens são instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral. Quando há suspeitas de que um aluno possa estar em perigo a escola comunica-o à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa (Centro) que desencadeia os procedimentos adequados à situação ou a encaminha para a Comissão da área de residência do menor alegadamente em risco. 2.3.7.7. CENTRO DE FORMAÇÃO PROFESSOR JOÃO SOARES O Centro de Formação de Associação de Escolas Professor João Soares (CFPJS) é uma entidade certificada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua com o n.º de registo CCPFC/ENT-AE-00095, estando estruturada e exercendo a sua actividade de acordo com o Decreto-Lei 207/96 de 2 de Novembro de 1996 e Despacho Conjunto 364-A/97 de 15 de Outubro. A ESPAV, onde está localizado, é a entidade beneficiária, mas este centro tem trinta e três escolas associadas, entre as quais o Colégio Moderno que propôs, como patrono, o Professor João Soares, uma vez que, inicialmente, o centro se localizava na Escola Secundária Cidade Universitária, situada na zona onde este morou.

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Escola Superior de Educação O CFPJS tem por objectivo promover a formação contínua dos professores do ensino não-superior, pessoal não docente e pais. Nos dez anos de existência, promoveu formação diversificada em todas as áreas que constituem a actividade educativa desde Informática à Educação Sexual. Nos últimos cinco anos proporcionou cerca de 25000 horas de formação por ano o que o situa como um dos maiores Centros de Formação de Lisboa. 2.3.7.8. PROJECTO ESCOLA VERDE O Projecto Escola Verde é uma iniciativa apoiada pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e pela Direcção Regional de Educação do Norte, que tem como objectivo reabilitar os espaços desportivos nas escolas secundárias das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. A ESPAV foi uma das escolas abrangidas por este projecto e possui por isso um campo com relva sintética que durante o horário escolar serve para a prática das aulas de Educação Física e após este pode ser alugado pela comunidade em geral. 2.4. POPULAÇÃO Por muito bem organizada que uma escola esteja esta não existe, nem faz sentido, sem a sua população que, no fundo, a caracteriza e lhe dá identidade. Assim, são a seguir apresentados diversos dados referentes a alunos, professores e pessoal não docente da ESPAV, que foram obtidos a partir dos registos da secretaria bem como da leitura do Projecto Educativo. 2.4.1. ALUNOS A ESPAV tem 1026 alunos distribuídos pelo Ensino Básico – 3º Ciclo, Novas Oportunidades que incluem Cursos de Educação e Formação (CEF) e Cursos Profissionais (vd. ponto 2.3.3.) e Ensino Secundário (vd. Quadro 7). TIPO DE ENSINO N.º DE ALUNOS Ensino Básico - 3º Ciclo 251 Cursos de Educação e Formação 48 Ensino Profissional 122 Ensino Secundário 605 1026 TOTAL Quadro 1 – N.º de alunos por tipo de ensino

O número de alunos do Ensino Secundário é o mais relevante, constituindo cerca de 60% de toda a população escolar, o que permite concluir que a população estudantil da Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação ESPAV é maioritariamente constituída por jovens a partir dos quinze anos. Esta situação deve-se ao facto da Escola Básica 2,3 Eugénio do Santos, situada nas imediações, absorver grande parte dos alunos do Ensino Básico. Os alunos do Ensino Básico estão distribuídos de forma equilibrada pelos 7º, 8º, 9º ano de escolaridade (vd. Quadro 2). ENSINO BÁSICO – 3º CICLO Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 7º 4 83 8º 4 88 9º 3 80 Quadro 2 – N.º de alunos do Ensino Básico

Também os CEF apresentam um número equilibrado de alunos em cada um deles: Pré-Impressão, Fotografia e Instalação e Operação de Sistemas Informáticos (vd. Quadro 3). CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO Pré-Impressão Ano de Escolaridade 8º

N.º de Turmas 1 Fotografia

N.º de Alunos 17

Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 9º 1 14 Instalação e Operação de Sistemas Informáticos Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 9º 1 17 Quadro 3 – N.º de alunos dos CEF

Os CEF foram criados pelo Despacho Conjunto 453/2004 de 27 de Julho existindo várias tipologias para os mesmos. A ESPAV disponibiliza cursos dos Tipos 2 e 3. Ambos conferem habilitação de Nível II, ou seja, equivalência ao 9º ano, mas têm condições de acesso e duração diferentes. Os cursos de Tipo 2 destinam-se a jovens com o 6º ou 7º ano de escolaridade e, ainda, para os que frequentaram o 8º mas não obtiveram aprovação, tendo duração de dois anos. Os cursos de Pré-Impressão e Fotografia são deste tipo, decorrendo neste ano lectivo o 1º e 2º ano curricular, respectivamente, que correspondem ao 8º e 9º anos. O curso de Instalação e Operação de Sistemas Informáticos é do Tipo 3, cujos cursos têm apenas um ano de duração e dirigem-se a jovens com o 8º ano de escolaridade ou frequência do 9º sem aprovação.

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Escola Superior de Educação A existência de cursos dos dois tipos permite abranger um leque diversificado de potenciais alunos, garantindo desta forma o preenchimento equilibrado das vagas existentes na oferta formativa disponibilizada pela escola para este grau de ensino. Nos Cursos Profissionais verifica-se igualmente um equilíbrio entre número de alunos de cada um dos anos dos diversos cursos: Animador Sociocultural, Técnico de Design Gráfico, Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e Técnico de Informática de Gestão (vd. Quadro 4). ENSINO PROFISSIONAL Curso Profissional de Animador Sociocultural Ano de Escolaridade N.º de Turmas

N.º de Alunos 1 25 2 29 Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 10º 1 20 Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 10º 1 23 Curso Profissional de Técnico de Informática e Gestão Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 11º 2 25 10º 11º

Quadro 4 – N.º de alunos dos Cursos Profissionais

Os Cursos Profissionais, criados pela Portaria 550C/2004 de 21 de Maio e alterados pela Portaria 797/2006 de 10 de Agosto, podem ser frequentados por alunos com o 9º ano de escolaridade, conferem habilitação de nível III, isto é, equivalência ao 12º ano e têm a duração de três anos. Este tipo de cursos só é disponibilizado pela ESPAV desde há dois anos a esta parte e por este motivo ainda não existem turmas do 3º ano. A oferta formativa deste ano foi alterada relativamente à do ano anterior. Esta, manteve um curso da família profissional informática, diferente daquele que já se encontrava em funcionamento para desta forma captar públicos diversos dentro da mesma área. Neste sentido o Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos encontra-se no 1º curricular enquanto que o de Informática de Gestão se encontra no 2º ano curricular. Ao contrário do que foi referido para o Ensino Básico – 3º Ciclo, CEF e Cursos Profissionais os cursos do Ensino Secundário apresentam desequilíbrio quanto ao número de alunos (vd. Quadro 5).

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ENSINO SECUNDÁRIO Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 10 3 78 11 2 58 12 3 73 Curso Científico-Humanístico de Ciências Socioeconómicas Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 10 1 25 11 1 26 12 1 20 Curso Científico-Humanístico de Línguas e Humanidades Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 10 3 82 Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 10 1 31 11 1 29 12 1 18 Curso Científico-Humanístico de Ciências Sociais e Humanas Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 11 3 59 12 1 31 Curso Tecnológico de Acção Social Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 12 3 49 Curso Tecnológico de Informática Ano de Escolaridade N.º de Turmas N.º de Alunos 12 2 26 Quadro 5 – N.º de alunos do Ensino Secundário

Os cursos do Ensino Secundário previstos no Decreto-Lei 74/2004 de 26 de Março compreendem, entre outros, os Cursos Científico-Humanísticos (Portaria 550-A/2004 de 21 de Maio) e Cursos Tecnológicos (Portaria 550-A/2004 de 21 de Maio). Segundo este Decreto-Lei, os primeiros estão mais “vocacionados para o prosseguimento de estudos de nível superior” enquanto que os segundos são “orientados na dupla perspectiva da inserção no mercado de trabalho e do prosseguimento de estudos, especialmente através da frequência de cursos pós-secundários de especialização tecnológica e de cursos do ensino superior”. O mesmo Decreto-Lei prevê a existência de cinco Cursos Científico-Humanisticos: Ciências e Tecnologias, Ciências Sociais e Humanas, Ciências Socioeconómicas, Línguas e Literaturas e Artes Visuais. O Decreto-Lei 74/2004 de 26 de Março foi contudo, alterado pelo Decreto-Lei 272/2007 de 26 de Julho, segundo o qual o Curso de Ciências Sociais e Humanas se fundiu com o de Línguas e Literaturas, dando origem ao Curso de Línguas e Humanidades. Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação A oferta de Cursos Tecnológicos é maior sendo dez no total: Construção Civil e Edificações, Electrotecnia e Electrónica, Informática, Design de Equipamento, Multimédia, Administração, Marketing, Ordenamento do Território e Ambiente, Desporto e ainda Acção Social. Na ESPAV, os cursos de Ciências e Tecnologias e de Ciências Sociais e Humanas foram os que recolheram maior preferência junto dos alunos, como se pode observar pelo número de matrículas no 11º e 12º anos dos mesmos ( vd. Quadro 5). As inscrições efectuadas no 10º ano do novo Curso de Línguas e Humanidades revelam que, apesar das alterações legislativas no plano curricular do Ensino Secundário, há tendência para que esta área continue a acolher um número significativo de alunos. No que diz respeito aos Cursos Tecnológicos, a oferta formativa da ESPAV era mais reduzida, havendo contudo uma grande tradição em relação à existência dos cursos de Informática e Acção Social. Estes cursos foram extintos em 2006 razão pela qual existem apenas turmas de 12º ano. Com o fim dos Cursos Tecnológicos os alunos interessados neste tipo de ensino tenderão a optar por um Curso Profissional. Desta forma, prevê-se que a curto prazo diminua o número de alunos do Secundário mas aumente o número de alunos do Profissional, continuando a ESPAV com uma população escolar onde a maior parte dos alunos tem idade igual ou superior a quinze anos. Levando em conta, simplesmente, o número de alunos que beneficia dos Serviços de Acção Social Escolar (SASE), pode-se concluir que as condições económicas destes se encontram na média ou acima da média. Apenas 11% do total dos alunos beneficia deste apoio, sendo mais expressivo no 3º Ciclo e CEF do que no Profissional e Secundário, o que, provavelmente, está relacionado o facto da escolaridade obrigatória terminar aos dezasseis anos (vd. Quadro 6). Contudo, o documento do Projecto Educativo refere que “a maioria dos alunos do ensino básico e alguns do ensino secundário provêm de contextos ambientais desfavorecidos em termos de recursos socio-económicas e culturais”. (Projecto Educativo, 2005). Esta constatação significa que o valor de capitação, utilizado para a atribuição do subsídio, é muito baixo e, como tal, abrange apenas famílias mono parentais com rendimentos precários ou, aquelas em que apenas um dos pais trabalha ou ainda, as famílias numerosas, deixando desta forma muitas famílias carenciadas sem direito a este subsídio.

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3º CICLO E CEF Escalão A Escalão B Total 33 19 52

SECUNDÁRIO E PROFISSIONAL Escalão A Escalão B Total 43 14 57

TOTAL 109

Quadro 6 – N.º de alunos que beneficia dos SASE

2.4.2. DOCENTES A ESPAV tem 163 professores, maioritariamente do género feminino (vd. Gráfico 1) e na faixa etária entre os cinquenta e cinco e os cinquenta e nove anos (vd. Gráfico 2).

140

N.º de docentes

120 100 80 60 40 20 0

Feminino

Masculino Género

Gráfico 1 – Docentes por género

40

N.º de docentes

35 30 25 20 15 10 5 0 20-24 25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 55-59 60-65 Faixa etária

Gráfico 2 – Docentes por faixa etária

O grande número de professores pertencentes às faixas etárias mais altas justifica o facto de existirem 129 com vínculo ao quadro2, dos quais setenta e cinco são Titulares.

2

Este número inclui Quadros de Escola e Quadros de Zona Pedagógica uma vez que não foi possível obter os valores em separado. Foi contudo fornecida a indicação que o número de Quadros de Escola é muito superior aos de Quadros de Zona Pedagógica.

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Escola Superior de Educação Os docentes do Grupo de Informática contrariam contudo, estas tendências pois, são maioritariamente do género masculino, situam-se na faixa etária entre os quarenta e os quarenta e quatro anos, os Quadros de Escola representam menos de metade do grupo e nenhum deles é Titular. Como foi anteriormente referido (vd. ponto 2.3.3.) A ESPAV tem oito Departamentos Curriculares que integram os dezassete Grupos existentes. O Departamento de Expressões e Tecnologias é o que tem maior número de professores, trinta e quatro, logo seguido do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, trinta e três3 (vd. Gráfico 3).

Gráfico 3 – Docentes por Departamento

Estes números explicam-se, uma vez que os dois departamentos acima referidos são aqueles que possuem maior número de grupos. O Grupo de Informática, que faz parte do Departamento de Expressões e Tecnologias, é o segundo maior grupo da escola sendo apenas ultrapassado pelo Grupo de Matemática (vd. Gráfico 4).

3

Dos 163 professores existentes na ESPAV, onze encontram-se destacados noutras escolas ou serviços. Por esse motivo, o número de professores por departamento, que foi disponibilizado, considera apenas os 152 docentes que estão efectivamente na ESPAV.

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Escola Superior de Educação 20 18

N.º de Docentes

16 14 12 10 8 6 4 2 Técnicas Especiais

Educação Física

Educação Especial

Artes Visuais

Informática

Educação Tecnológica

Biologia e Geologia

Física ou Química

Matemática

Economia e Contabilidade

Geografia

Filosofia

História

Inglês

Francês

Português

Ed. Moral e Religiosa

0

Grupos Gráfico 4 – Docentes por Grupo

2.4.3. PESSOAL NÃO DOCENTE A ESPAV tem quarenta e quatro funcionários, sendo, a maior parte do género feminino (vd. Gráfico 5), e a faixa etária dos trinta aos trinta e quatro anos aquela que

N.º de funcionários

apresenta maior número de pessoas (vd. Gráfico 6).

40 35 30 25 20 15 10 5 0

Feminino

Masculino Género

Gráfico 5 – Funcionários por género

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Escola Superior de Educação 9

N.º de funcionários

8 7 6 5 4 3 2 1 0

25-29 30-34 35-39 40-44 45-49 50-54 55-59 60-64 65-69 Faixa etária

Gráfico 6 – Funcionários por idade

Ao contrário do que acontece com os professores, o pessoal não docente distribui-se tanto por faixas etárias baixas como altas. Tal, deve-se ao facto de grande parte dos Administrativos ter poucos anos de serviço, enquanto que os Auxiliares da Acção Educativa são funcionários da escola desde há longos anos. No que diz respeito aos serviços pelos quais os funcionários se distribuem, os Auxiliares da Acção Educativa representam mais de metade do número de funcionários existentes enquanto que o serviço que apresenta menor número de pessoas é o de

N.º de funcionários

Guarda-nocturno (vd. Gráfico 7).

25 20 15 10 5

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0

Tipos de serviço

Gráfico 7 – Funcionários por tipo de serviço

2.5. INSTALAÇÕES Definida a organização e a população da escola interessa neste ponto referir o espaço onde tudo acontece. A ESPAV está instalada num edifício constituído por quatro pisos: cave, 1º, 2º e 3º pisos. Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação Existem trinta e cinco salas de aula. Sete estão equipadas com computadores, sendo cinco das quais, maioritariamente, ocupadas pelas disciplinas do Grupo de Informática (vd. Anexo B2). Estas são identificadas com os números 1, 2, 7, 8 e 9 e situam-se no 1º piso (vd. ponto 2.5.2.). As outras duas salas equipadas com computadores são a OFA (Oficina de Artes) e a D2 que, em conjunto com a D0, D1, D2 e D4, constituem as salas próprias do Grupo de Artes localizadas na cave e 2º piso. Este grupo partilha ainda com o grupo de informática a sala 1. Existem ainda duas salas para a leccionação de Física e Química que assestam no 2º piso. As vinte e quatro salas restantes têm o equipamento e configuração habituais servindo para leccionar a maior parte das disciplinas. A ESPAV dispõe também de Serigrafia, Carpintaria, dois ginásios e seis laboratórios: Biologia, Geologia, Física, Fotografia, Matemática e Química que se encontram distribuídos pela cave, 1º e 2º pisos. As

infra-estruturas

de

apoio

ao

funcionamento

da

escola

localizam-se

predominantemente no 1º piso: Gabinete do Conselho Executivo (vd. ponto 2.3.2.1.), Secretaria, Sala de Professores, Sala de Directores de Turma, Papelaria, Bar, Refeitório, Mediateca (vd. ponto 2.3.5.2.), Sala das AAA (vd. ponto 2.3.5.5.) e Sala de Tutoria/Gestão de conflitos (vd. pontos 2.3.5.3. e 2.3.5.4., respectivamente). O Gabinete do SPO/Ensino Especial/Novas Oportunidades (vd. pontos 2.3.4.1., 2.3.4.2. e 2.3.3., respectivamente) e a Sala de Estudo (vd. ponto 2.3.5.1.) localizam-se na cave. No 1º piso funcionam ainda o Gabinete de Informática e a Sala dos Servidores. O primeiro serve para utilização exclusiva dos professores desse grupo onde, para além de trabalharem, guardam o equipamento informático novo que espera montagem e o usado que aguarda reparação. A Sala de Servidores aloja o equipamento necessário para suportar alguns dos serviços electrónicos já referidos anteriormente (vd. ponto 2.3.6.). Também no 1º piso se situa a secretaria do Centro de Formação Professor João Soares (vd. ponto 2.3.7.7.) bem como a sala de informática (sala 6) pertencente ao mesmo, que por vezes é disponibilizada aos docentes que a solicitem. O campo de relvado sintético (vd. ponto 2.3.7.8.) está localizado na cave. São a seguir apresentadas as plantas dos quatro pisos que constituem o edifício da ESPAV, onde se pode ver mais claramente a informação anteriormente descrita. Estas plantas foram elaboradas e cedidas pelo colega Gonçalo Miller, que também se encontra a realizar o 2º ano da Profissionalização em Serviço na ESPAV.

Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação

2.5.1. PLANTA DA CAVE

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Escola Superior de Educação

2.5.2. PLANTA DO 1º PISO

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Escola Superior de Educação

2.5.3. PLANTA DO 2º PISO

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Escola Superior de Educação

2.5.4. PLANTA DO 3º PISO

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Escola Superior de Educação 2.6. EQUIPAMENTO INFORMÁTICO A ESPAV dispõe de um vasto parque informático distribuído pelas salas de aula e infra-estruturas de apoio. Todo ele é gerido pelo Grupo de Informática, à excepção daquele que se encontra no Conselho Executivo, Secretaria, Sala de Directores de Turma, Papelaria, Bar e Refeitório, que está a cargo de uma empresa externa. A dimensão do parque informático é bem visível na lista que se apresenta abaixo. Sala 1

Sala 2

13 computadores

10 computadores

1 impressora

1 impressora

1 switch

1 switch

Sala 7

Sala 8

14 computadores

11 computadores

1 servidor

1 impressora

1 impressora

1 switch

1 switch

1 projector

Sala 9

Sala 10

11 computadores

1 switch

Gabinete de Informática

1 computador

Sala dos Servidores

1 computador

2 servidores

1 impressora

1 switch

1 projector

1 router

1 armário para portáteis

24 portáteis

1 PLC (Power Line

Communications)

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Escola Superior de Educação

Sala D2

Sala OFA

9 computadores

1 impressora

1 switch

6 computadores

Conselho Executivo

Secretaria

4 computadores

13 computadores

3 impressoras

2 servidores

2 switch

4 impressoras

1 router

1 switch

1 projector

Sala de Professores

Sala de Directores de Turma

7 computadores

2 computadores

1 AP (Access Point)

1 impressora

1 switch

1 hub

Papelaria 

1 computador

1 switch

Refeitório 

1 computador

Bar 

2 computadores

Gabinete SPO/Ensino Especial 

1 computador

1 impressora

1 PLC (Power Line

Communications)

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Escola Superior de Educação

Sala de Estudo

Mediateca

4 computadores

8 computadores

1 impressora

1 impressora

1 switch

1 scanner

1 switch

Sala AAA

Sala Tutoria/Gestão Conflitos

2 computadores

1 computador

1 impressora

1 impressora

O quadro resumo seguinte também ajuda a perceber a dimensão do parque informático (vd. Quadro 7). Material

Quantidade

Computadores

122

Portáteis

24

Impressoras

19

Scanners

1

Projectores

3

Servidores

5

Switch

14

Router

2

Hub

1

AP

1

PLC

2 Quadro 7 – Parque informático

A característica comum à maior parte destes equipamentos é o facto de estarem em fim de vida e, como tal, nem sempre darem resposta adequada às necessidades sentidas, sobretudo, em contexto de sala de aula. Interessa também realçar que, apesar do parque informático ser vasto, o número de computadores disponíveis para os alunos fora da sala de aula é muito escasso, resumindo-se apenas aos nove que se encontram na Sala de Estudo e Mediateca. Numa primeira análise, esta situação tenderá a agravar-se, à medida que a escola for recebendo mais alunos dos Cursos de Educação e Formação e Profissionais, uma vez Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação que estes pertencem, geralmente, a classes sociais mais desfavorecidas que não têm rendimentos que permitam adquirir um computador. No entanto, tendo em conta que se encontra em marcha o Plano Tecnológico, que consiste numa estratégia para promover o desenvolvimento e reforçar a competitividade do país baseando-se em três eixos: conhecimento, tecnologia e inovação, espera-se que a curto prazo esta situação se reverta. Em relação ao software, quase todos os computadores têm instalado o sistema operativo Windows XP, à excepção dos da sala 9 que utilizam várias distribuições de

Linux. Os programas AVG, OpenOffice e Acrobat Reader são também comuns a todos os computadores. A ESPAV não possui licenças de outro software, como tal, os professores do Grupo de Informática recorrem a freeware, shareware e versões trial para poder leccionar as matérias previstas. Esta situação provoca por vezes, algumas dificuldades pois, nem sempre é possível obter programas nestas condições, comprometendo por isso o normal funcionamento da disciplina.

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37


Escola Superior de Educação

3. PLANIFICAÇÃO DA ACTIVIDADE DOCENTE “Sempre que se inicia um empreendimento mais ou menos complexo, tendo em vista alcançar determinadas metas, torna-se importante fazer uma previsão da acção a ser realizada, que servirá como vector director que orienta essa mesma acção” (Simões, 1996). No que se refere ao domínio da educação, esta necessidade é cada vez mais evidente e, nesse sentido, é necessário planear cuidadosamente a actividade docente. Contudo, os diferentes tipos de planificações que se realizam ao longo do ano lectivo, não têm em conta apenas o programa das disciplinas leccionadas, mas também, as turmas a quem se dirigem bem como a comunidade escolar na qual estas se inserem. Assim, e uma vez que a caracterização da escola já foi apresentada no capítulo anterior, é agora pertinente fazer uma breve descrição das disciplinas leccionadas e das turmas alvo para, em função disso, se proceder de seguida à elaboração das planificações inerentes à actividade docente. 3.1. CARACTERIZAÇÃO DAS DISCIPLINAS As disciplinas leccionadas durante este ano lectivo são Programação e Sistemas de Informação (10º ano) e Aplicações Informáticas B (11º ano).

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Escola Superior de Educação 3.1.1. PROGRAMAÇÃO E SISTEMAS INFORMÁTICOS A disciplina de Programação e Sistemas de Informação pertence à Componente de Formação Técnica do Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (CPTGPSI) e, tal como acontece em todas as disciplinas deste tipo de curso, o programa assenta numa estrutura modular dos conteúdos da formação. O programa integra então um conjunto de dezanove módulos sendo três deles opcionais, ou seja, “deverão ser seleccionados de entre os sete módulos com conteúdos alternativos, de modo a permitir, uma maior flexibilidade de orientação do programa face às reais necessidades dos alunos e do mercado de trabalho”. (Programa da disciplina de Programação e Sistemas de Informação, 2005). A leccionação destes módulos deverá perfazer uma carga horária total de 632 horas. O plano curricular elaborado pela ESPAV para o triénio 2007/2010 distribui esta disciplina pelos três anos do curso sendo que no primeiro ano tem uma carga horária de 136 horas com dois blocos semanais de noventa minutos. Serão três os módulos leccionados no ano lectivo 2007/2008: Introdução à Programação e Algoritmia, Mecanismos de Controlo de Execução e Programação Estruturada. 3.1.2. APLICAÇÕES INFORMÁTICAS B A disciplina de Aplicações Informáticas B é uma opção, dependente da oferta de escola, que integra a Componente de Formação Específica dos Cursos CientíficoHumanísticos. É uma disciplina bienal, que inicia no 11º ano, com exame nacional e carga horária três blocos semanais de noventa minutos. O programa curricular do 11º assenta em três unidades principais nas quais a multimédia está em destaque: Teoria da Interactividade, Conceitos Básicos de Multimédia e Uso de Sistemas Multimédia. Apesar disso o programa não pretende “dar uma formação técnica aprofundada em multimédia, mas sim permitir, no âmbito de uma formação geral orientada para as tecnologias da informação, dotar os alunos da capacidade de reflectir sobre esse tipo de produtos, compreender as suas envolventes e manipular ferramentas padrão, de utilizador, que actuem sobre parâmetros multimédia, ou façam a sua integração”. (Pinto et al., 2005). 3.2. CARACTERIZAÇÃO DAS TURMAS As turmas atribuídas neste ano lectivo são a 9 do 10º ano e a 1, 2, 3, 5 e 6 do 11º ano. Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação 3.2.1. TURMA 9 (10º ANO) A turma 9 do 10º ano é aquela à qual é leccionada a disciplina de Programação e Sistemas de Informação sendo simultaneamente a direcção de turma. Uma vez que esta é constituída por vinte e três alunos, a disciplina funciona por turnos, permitindo desta forma um acompanhamento mais próximo dos estudantes, de forma a garantir-lhes “a aprendizagem de técnicas de programação e desenvolvimento de sistemas informáticos, indispensáveis ao sucesso pessoal e profissional nesta área”. (Programa da disciplina de Programação e Sistemas de Informação, 2005). Este tipo de acompanhamento é essencial já que, habitualmente, esta disciplina é o primeiro contacto com a programação, como, de resto, aconteceu com a maioria dos alunos da turma 9. As primeiras impressões de alguns deles não foram esperadas de alunos de um curso de informática pois, há aqueles que ficaram desiludidos com a natureza da matéria leccionada, enquanto que outros, embora gostando, apresentam grandes dificuldades, quer por falta de bases matemáticas, lógicas e de língua inglesa, quer porque revelam grande dificuldade de concentração. Estes factores, associados ao facto de ser uma turma muito conversadora, evidenciam de forma clara, a necessária aposta em aulas predominantemente práticas, nas quais os alunos sejam constantemente convidados à descoberta de soluções para os exercícios propostos. A matéria teórica deve ser apresentada de forma resumida e fluida a fim de captar a atenção dos mesmos. Provavelmente por serem alunos do ensino profissional, apresentam grande curiosidade relativamente ao mercado de trabalho. A formação em contexto de trabalho, que se iniciará no decorrer do próximo ano lectivo, provoca um misto de curiosidade e ansiedade que por vezes é indisfarçável. A caracterização completa desta turma encontra-se no ponto 4.1., uma vez que, como foi referido anteriormente, se trata também da direcção de turma. 3.2.2. TURMAS 1, 2, 3, 5 E 6 (11º ANO) Esta turma resulta da conjugação de alunos de turmas distintas, num total de vinte e quatro, uma vez que a disciplina leccionada se trata de uma opção. As turmas 1, 2 e 3 são do Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias enquanto que as turmas 5 e 6 são do Curso Cientifico-Humanístico de Ciências Sociais e Humanas. Esta diversidade de formações torna a gestão do processo de ensino-aprendizagem num verdadeiro Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação desafio uma vez que, é necessário equilibrar o grau de aprofundamento das questões de forma a que todos os alunos as acompanhem independentemente da sua área do saber. No entanto, de uma forma geral, os alunos do primeiro curso referido apresentam mais facilidade na apreensão dos conteúdos desta disciplina do que os segundo. Independentemente do curso de proveniência, é do senso comum que escolha de Aplicações Informáticas B não representa uma atitude pensada mas, antes, uma hipótese levantada na altura da anulação de matrícula às disciplinas de Físico-Química ou Matemática Aplicadas às Ciências Sociais, conforme sejam alunos dos cursos de Ciências e Tecnologias ou de Ciências Sociais e Humanas, respectivamente. Esta constatação deixa transparecer a necessidade de motivação deste alunos sobretudo, na primeira parte da matéria em que os conteúdos são teóricos contrariamente às expectativas que tinham em relação aos mesmos. Por se tratar de uma turma atípica existe, por um lado, a propensão dos alunos para se juntarem em pequenos grupos ou mesmo isolarem-se, conforme a turma de onde provêm, mas por outro lado, como alguns alunos já haviam sido colegas em anos anteriores, existe tendência para conversarem durante a aula, já que é o único momento do dia em que estão juntos. 3.3. PLANIFICAÇÕES DE LONGO E MÉDIO PRAZO A planificação é o primeiro momento do processo pedagógico ao qual se seguem a realização e a avaliação. De um modo geral pode dizer-se que esta tem como funções (Mesquita, 2006): 

Elaborar um roteiro para a actividade lectiva.

Preparar o domínio do currículo a leccionar.

Reduzir a incerteza/insegurança do professor.

Existem três tipos de planificação da actividade docente: longo, médio e curto prazo. A primeira, que deve ser elaborada antes do início das aulas, consiste em delimitar globalmente a acção a ser empreendida ao longo de todo o ano escolar. A planificação de médio prazo é efectuada no desenrolar do ano lectivo e traduz-se na realização de planos correspondentes a cada unidade de aprendizagem considerada na planificação de longo prazo. Por fim, a planificação de curto prazo, também elaborada no decorrer do ano lectivo mas com um espaço temporal menor do que a anterior, consiste em efectuar planos de Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação pequena amplitude com as acções do dia-a-dia que vão permitir concretizar os diferentes conteúdos expostos nas planificação de médio prazo. Tendo em conta a descrição das disciplinas e turmas acima apresentadas, bem como a função dos diversos tipos de planificação existentes, foram elaboradas as planificações de longo e médio prazo para o actual ano lectivo. Importa, contudo, referir que estas planificações sofreram alterações em relação às que foram realizadas pelo Grupo de Informática e aprovadas pelo Conselho Pedagógico da ESPAV (Apêndices A1 e A2), para se poder dar seguimento às planificações de curto prazo e aos planos de aula, referentes às sessões assistidas, que serão elaborados em altura própria. A disciplina de Programação e Sistemas de Informação é apresentada em termos de tempos de quarenta e cinco minutos, que são depois convertidos para horas, a fim de se fazer o controlo de execução da disciplina e das faltas dos alunos. A disciplina de Aplicações de Aplicações Informáticas B é apresentada em termos de blocos de noventa minutos, uma vez que na leccionação do ensino geral a contabilização é realizada desta forma. Os critérios de avaliação utilizados em ambas as disciplinas estão de acordo com o que foi definido em Grupo.

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Escola Superior de Educação 3.3.1. PLANIFICAÇÕES DE PROGRAMAÇÃO E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO Programação e Sistemas de Informação

Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos – 10º ano

Unidades Temáticas

Nº Relativo

1- Introdução à Programação e Algoritmia

2- Mecanismos de Controlo de Execução

3- Programação Estruturada

1/3

2/3

3/3

1/1 Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

Período (Carga horária Relativa)

Competências

19/09/07 – 14/11/07 (56/136)

1.1.

Resolver problemas que envolvam o raciocínio lógico

1.2.

Trabalhar autonomamente demonstrando capacidade de reflexão, observação e autonomia

1.3.

Conceber algoritmos através da divisão dos problemas em componentes

1.4.

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

2.1.

Compreender os conceitos básicos do desenvolvimento de programas informáticos utilizando ambientes e linguagens de programação procedimentais

2.2.

Adequar as soluções aos problemas a resolver

2.3.

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

3.1.

Adquirir uma visão global da estruturação de programas

3.2.

Desenvolver programas informáticos básicos utilizando ambientes

19/11/07 – 27/02/08 (42/136)

03/03/08 – 21/05/08 (38/136)

e linguagens de programação procedimentais 3.3.

Carla Susana C. de Jesus

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

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Escola Superior de Educação Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A MÉDIO PRAZO Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos – 10º 9

Programação e Sistemas de Informação 1 – Introdução à Programação e Algoritmia

Unidades Didácticas 1.1.

45 min

Introdução à Programação e Algoritmia

1/3

1/3

19/09/07 – 14/11/07 (56/136)

Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

1.1.

Resolver problemas que envolvam o raciocínio lógico

1.2.

Trabalhar autonomamente demonstrando capacidade de reflexão, observação e autonomia

1.3.

Conceber algoritmos através da divisão dos problemas em componentes

1.4.

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

Objectivos Gerais

Conteúdos

Avaliação

28/56

1.1.1.

Conhecer os conceitos sobre a lógica de programação

Introdução à Lógica de Programação

1. Domínio Afectivo (15%)

14/56

1.1.2.

Utilizar as regras e as diferentes fazes na elaboração de um algoritmo

Desenvolvimento de Algoritmos

4/56

1.1.3.

Identificar variáveis, constantes e tipos de dados

Constantes, Variáveis e Tipo de Dados

4/56

1.1.4.

Utilizar operadores e funções pré-definidas

Operadores e Funções Pré – Definidas

2/56

1.1.5.

Compreender os testes e a correcção de erros

Teste e Correcção de erros

1.1. Participação 1.2. Assiduidade/ pontualidade 1.3. Cooperação 2. Domínio Cognitivo (85%) 2.1. Fichas de trabalho – 15% 2.2. Exercício de avaliação – 15% Sobre as características dos algoritmos a realizar na aula 28 2.3. Portfolio – 15% Sobre a unidade didáctica 1 a apresentar na aula 48 2.4. Teste somativo – 40% Sobre toda a unidade didáctica, com perguntas de completamento de resposta, de resposta curta e de resposta longa a realizar nas aulas 53 e 54

Estratégias

 Exposição dos conteúdos através de apresentações electrónicas  Promoção de debates sobre os conteúdos expostos  Entrega de documentação essencial sobre a matéria dada (textos de apoio, fichas de trabalho e fichas de correcção)  Disponibilização no Moodle de documentação essencial sobre a matéria dada (apresentações electrónicas, fichas de trabalho e fichas de correcção)

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Escola Superior de Educação Actividades

 Participação nas aulas, através do diálogo, da colocação de dúvidas e de discussões sobre a matéria dada  Realização das fichas de trabalho, do exercício de avaliação e do teste  Elaboração do portfolio  Geocaching

Recursos

 Humanos – professores e alunos  Materiais – computadores, programas informáticos (Windows, Internet Explorer, Power Point, e Scratch), plataforma Moodle, videoprojector, textos de apoio, fichas de trabalho, fichas de correcção, exercício de avaliação, guião do portfolio e teste de avaliação

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Escola Superior de Educação Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A MÉDIO PRAZO Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos – 10º 9

Programação e Sistemas de Informação 2 – Mecanismos de Controlo de Execução

Unidades Didácticas 2.1.

Mecanismos de Controlo de Execução

45 min

2/3

2/3

19/11/07 – 27/02/08 (42/136)

Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

2.1.

Compreender os conceitos básicos do desenvolvimento de programas informáticos utilizando ambientes e linguagens de programação procedimentais

2.2.

Adequar as soluções aos problemas a resolver

2.3.

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

Objectivos Gerais

Conteúdos

Avaliação

2/42

2.1.1.

Conhecer exemplos, em linguagem natural, de utilização de estruturas de controlo

Exemplos em linguagem natural envolvendo estruturas de controlo

1. Domínio Afectivo (15%)

2/42

2.1.2.

Compreender o fluxo de execução de um algoritmo através do seu fluxograma

Desenvolvimento de algoritmos, fazendo uso de uma linguagem gráfica com o objectivo de analisar o seu fluxo de execução sequencial

1.2. Assiduidade/ pontualidade

4/42

2.1.3.

Compreender a estrutura de um programa

Estrutura de um programa

2/42

2.1.4.

Conhecer os vários tipos de variáveis

Tipos de variáveis. Tipos simples

4/42

2.1.5.

Aplicar as instruções básicas de um programa

Instruções

24/42

2.1.6.

Conhecer estruturas de decisão e de repetição.

Mecanismos de controlo de programa

1.1. Participação 1.3. Cooperação 2. Domínio Cognitivo (85%) 2.1. Fichas de trabalho – 15% 2.2. Exercícios de avaliação – 10% Sobre as estruturas de controlo a realizar nas aulas 78 e 94 2.3. Trabalho escrito – 10% Sobre a origem da linguagem de programação Pascal a realizar extra aula 2.4. Portfolio – 15% Sobre a unidade didáctica 1 a apresentar na aula 86 2.5. Teste somativo – 35% Sobre toda a unidade didáctica, com perguntas de completamento de resposta, de resposta curta, de resposta longa e duas questões práticas de aplicação a realizar na aula 95 e 96

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Escola Superior de Educação Estratégias

 Exposição dos conteúdos através de apresentações electrónicas  Promoção de debates sobre os conteúdos expostos  Entrega de documentação essencial sobre a matéria dada (textos de apoio, fichas de trabalho e fichas de correcção)  Disponibilização no Moodle de documentação essencial sobre a matéria dada (apresentações electrónicas, fichas de trabalho e fichas de correcção)

Actividades

 Participação nas aulas, através do diálogo, da colocação de dúvidas e de discussões sobre a matéria dada  Realização das fichas de trabalho, dos exercícios de avaliação e do teste  Execução do trabalho individual  Elaboração do portfolio

Recursos

 Humanos – professores e alunos  Materiais – computadores, programas informáticos (Windows, Internet Explorer, Power Point, Word e Turbo Pascal), plataforma Moodle, videoprojector, textos de apoio, fichas de trabalho, fichas de correcção, exercícios de avaliação, guião do trabalho, guião do portfolio e teste de avaliação

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Escola Superior de Educação Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A MÉDIO PRAZO Programação e Sistemas de Informação

3/3

Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos – 10º 9

3 – Programação Estruturada

3/3

03/03/08 – 21/05/08 (38/136)

Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

3.1.

Adquirir uma visão global da estruturação de programas

3.2.

Desenvolver programas informáticos básicos utilizando ambientes e linguagens de programação procedimentais

3.3. Unidades Didácticas 3.1.

Programação Estruturada

45 min

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

Objectivos Gerais

Conteúdos

Avaliação

4/38

3.1.1.

Compreender o conceito de subprograma

Conceitos Básicos

1. Domínio Afectivo (15%)

2/38

3.1.2.

Utilizar correctamente parâmetros

Variáveis

14/38

3.1.3.

Conhecer as regras para a criação de subprogramas

Subprogramas

12/38

3.1.4.

Conhecer as regras para a criação de bibliotecas de subprogramas

Construção de Bibliotecas

1.1. Participação 1.2. Assiduidade/ pontualidade 1.3. Cooperação 2. Domínio Cognitivo (85%) 2.1. Fichas de trabalho – 15% 2.2. Trabalho prático individual – 20% Sobre um problema à escolha de entre um conjunto de hipóteses apresentadas a realizar nas aulas 127 a 130 2.3. Portfolio – 15% Sobre a unidade didáctica 1 a apresentar na aula 132 2.4. Teste somativo – 35% Sobre toda a unidade didáctica, com perguntas de completamento de resposta, de resposta curta, de resposta longa e uma questão prática de aplicação a realizar nas aulas 133 e 134

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Escola Superior de Educação Estratégias

 Exposição dos conteúdos através de apresentações electrónicas  Promoção de debates sobre os conteúdos expostos  Entrega de documentação essencial sobre a matéria dada (textos de apoio, fichas de trabalho e fichas de correcção)  Disponibilização no Moodle de documentação essencial sobre a matéria dada (apresentações electrónicas, fichas de trabalho e fichas de correcção)

Actividades

 Participação nas aulas, através do diálogo, da colocação de dúvidas e de discussões sobre a matéria dada  Realização das fichas de trabalho e do teste  Execução do trabalho individual  Elaboração do portfolio  Participação na palestra “Aluno/Estagiário – Testemunhos”

Recursos

 Humanos – professores e alunos  Materiais – computadores, programas informáticos (Windows, Internet Explorer, Power Point, Word e Turbo Pascal), plataforma Moodle, videoprojector,textos de apoio, fichas de trabalho, fichas de correcção, guião do trabalho, guião do portfolio e teste de avaliação

Considerações gerais sobre as planificações tendo em conta a turma 9 do 10º ano 

As apresentações electrónicas permitem o equilíbrio entre o tempo necessário à exposição da matéria teórica e aquele durante o qual a turma se mantém concentrada.

As fichas de trabalho representam uma aposta clara nas aulas práticas, cuja necessidade havia sido concluída anteriormente.

O material disponibilizado no Moodle, é entregue em CD ou suporte papel, aos alunos que não possuem Internet ou computador, respectivamente.

O portfolio apela ao sentido de organização do trabalho efectuado, que será necessário quando realizarem a formação em contexto de trabalho.

A participação na palestra “Aluno/Estagiário – Testemunhos”, com os alunos do 12º do Curso Tecnológico de Informática, pretende ser um relato das experiência vividas por estes, de forma a esclarecer e motivar os alunos do 10º9 para a preparação adequada, enquanto técnicos e cidadãos, da sua formação em contexto de trabalho. Esta é uma iniciativa organizada conjuntamente com a colega do 2º ano da Profissionalização em Serviço da ESPAV, Vanda Santos, que decorrerá em Maio.

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Escola Superior de Educação

3.3.2. PLANIFICAÇÕES DE APLICAÇÕES INFORMÁTICAS B Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO Aplicações Informáticas B

Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas

1/1 Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

11º 1, 2, 3, 5 e 6 Unidades Temáticas 1- Teoria da Interactividade

2- Conceitos Básicos de Multimédia

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Nº Relativo 1/3

2/3

Período (Carga horária Relativa)

Competências

19/09/07 – 24/10/07 (16/91)

1.1.

Identificar as características de produtos provenientes da indústria de conteúdos, nomeadamente quanto às suas características de interactividade e técnicas

1.2.

Avaliar as características, funcionalidades e eficácia de software de cariz multimédia, quer como produto quer como meio de produção

1.3.

Cooperar em grupo na realização de tarefas

2.1.

Identificar funcionalidades e características de componentes e/ou equipamento multimédia

2.2.

Utilizar as potencialidades de pesquisa, comunicação e investigação cooperativa

25/10/07 – 03/12/07 (14/91)

50


Escola Superior de Educação 3- Uso de Sistemas Multimédia

Carla Susana C. de Jesus

3/3

06/12/07 – 05/06/08 (61/91)

3.1.

Manipular aplicações informáticas multimédia, nomeadamente em articulação com as aprendizagens de todo o tipo inerentes a outras áreas de formação inseridas no currículo

3.2.

Reconhecer o interesse pela procura permanente de actualizações nas soluções encontradas, pela inovação e pela compreensão dos fenómenos comunicativos que se centram em torno dos diferentes aspectos da informação

3.3.

Desenvolver competências na utilização das tecnologias da informação e comunicação que permitam uma crescente literacia digital

3.4.

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

51


Escola Superior de Educação Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A MÉDIO PRAZO Aplicações Informáticas B

1/3

Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas

Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

11º 1, 2, 3, 5 e 6 1 – Teoria da Interactividade

Unidades Didácticas 1.1.

Teoria da Interactividade

1/3

90 min

19/09/07 – 24/10/07 (16/91)

1.1.

Identificar as características de produtos provenientes da indústria de conteúdos, nomeadamente quanto às suas características de interactividade e técnicas

1.2.

Avaliar as características, funcionalidades e eficácia de software de cariz multimédia, quer como produto quer como meio de produção

1.3.

Cooperar em grupo na realização de tarefas

Objectivos Gerais

Conteúdos

Avaliação

1/16

1.1.1.

Conhecer a evolução histórica dos ambientes gráficos

Do GUI aos ambientes imersivos

1. Domínio Afectivo (15%)

2/16

1.1.2.

Compreender o realidade virtual

conceito

de

Realidade Virtual

3/16

1.1.3.

Compreender o interactividade

conceito

de

Interactividade

6/16

1.1.4.

Conhecer as características de interactividade em soluções informáticas

Como avaliar soluções interactivas

2/16

1.1.5.

Sintetizar soluções temáticas capazes de dar resposta a problemas de interactividade

O desenho de soluções interactivas

1.1. Participação oral 1.2. Assiduidade/ pontualidade 1.3. Trabalho em grupo 2. Domínio Cognitivo (85%) 2.1. Fichas de trabalho – 15% 2.2. Trabalho prático – 20% Sobre a unidade didáctica 1 a realizar e apresentar nas aulas 7 a 12 2.3. Portfolio – 15% Sobre a unidade didáctica 1 a apresentar na aula 16 2.4. Teste somativo – 35% Sobre toda a unidade didáctica, com perguntas de escolha múltipla, de emparelhamento, de verdadeiro/falso, de completamento de resposta de resposta curta e resposta longa a realizar na aula 15

Carla Susana C. de Jesus

52


Escola Superior de Educação Estratégias

 Exposição dos conteúdos através de apresentações electrónicas  Promoção de debates sobre os conteúdos expostos  Disponibilização no Moodle de documentação essencial sobre a matéria dada (apresentações electrónicas, produto do trabalho dos diferentes grupos)  Esclarecimento de dúvidas, via e-mail ou messenger, em horário extra aula

Actividades

 Participação nas aulas, através do diálogo, da colocação de dúvidas e de discussões sobre a matéria dada  Realização das fichas de trabalho do manual da disciplina, das perguntas correspondentes a esta unidade dos exames nacionais do ano lectivo 2006/2007 e do teste  Participação no trabalho de grupo  Elaboração do portfolio

Recursos

 Humanos – professores e alunos  Materiais – computadores, programas informáticos (Windows, Internet Explorer, Word e Power Point), plataforma Moodle, videoprojector, manual da disciplina, guião do trabalho, guião do portfolio, exames nacionais de ano lectivo 2006/2007 e teste de avaliação

Carla Susana C. de Jesus

53


Escola Superior de Educação Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A MÉDIO PRAZO

2/3

Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas

Aplicações Informáticas B

Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

11º 1, 2, 3, 5 e 6 2 – Conceitos Básicos de Multimédia

Unidades Didácticas 2.1.

90 min

Conceitos Básicos de Multimédia

2/3

25/10/07 – 03/12/07 (14/91)

2.1.

Identificar funcionalidades e características de componentes e/ou equipamento multimédia

2.2.

Utilizar as potencialidades de pesquisa, comunicação e investigação cooperativa

Objectivos Gerais

Conteúdos

Avaliação

0,5/14

2.1.1.

Compreender o conceito de multimédia

Conceito de multimédia

1. Domínio Afectivo (15%)

1/14

2.1.2.

Caracterizar os diferentes tipos de media existentes que podem ser combinados nos produtos multimédia

Tipos de média

0,5/14

2.1.3.

Conhecer os modos de multimédia: online e offline

Modos de divulgação

0,5/14

2.1.4.

Identificar aplicações multimédia lineares e não-lineares

Linearidade e não-linearidade

0,5/14

2.1.5.

Conhecer os tipos de produtos multimédia: baseados em páginas e baseados no tempo

Tipos de produtos

9/14

2.1.6.

Compreender a representação digital da informação

Tecnologias multimédia

divulgação

de

produtos

1.1. Participação 1.2. Assiduidade/ pontualidade 1.3. Trabalho em grupo 2. Domínio Cognitivo (85%) 2.1. Fichas de trabalho – 15% 2.2. Trabalho escrito – 20% Sobre a unidade didáctica 2 a realizar nas aulas 25, 26, 27 e 28 2.3. Portfolio – 15% Sobre a unidade didáctica 2 a apresentar na aula 30 2.4. Teste somativo – 35% Sobre toda a unidade didáctica, com perguntas de escolha múltipla, de emparelhamento, de verdadeiro/falso, de completamento de resposta, de resposta curta e de resposta longa a realizar na aula 29

Estratégias

 Exposição dos conteúdos através de apresentações electrónicas  Promoção de debates sobre os conteúdos expostos  Entrega de documentação essencial sobre a matéria dada na aula anterior (textos de apoio)  Disponibilização no Moodle de documentação essencial sobre a matéria dada (apresentações electrónicas, produto do trabalho dos diferentes grupos)  Esclarecimento de dúvidas, via e-mail ou messenger, em horário extra aula

Carla Susana C. de Jesus

54


Escola Superior de Educação Actividades

 Participação nas aulas, através do diálogo, da colocação de dúvidas e de discussões sobre a matéria dada  Realização das fichas de trabalho do manual da disciplina, das perguntas correspondentes a esta unidade dos exames nacionais do ano lectivo 2006/2007 e do teste  Participação no trabalho de grupo  Elaboração do portfolio

Recursos

 Humanos – professores e alunos  Materiais – computadores, programas informáticos (Windows, Internet Explorer, Word e PowerPoint), plataforma Moodle, videoprojector, textos de apoio, manual da disciplina, guião do trabalho, guião do portfolio, exames nacionais de ano lectivo 2006/2007 e teste de avaliação

Carla Susana C. de Jesus

55


Escola Superior de Educação Escola Secundária c/ 3º C.E.B. Padre António Vieira PLANIFICAÇÃO A MÉDIO PRAZO

3/3

Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas

Aplicações Informáticas B

Grupo: 550 - Informática

Ano Lectivo: 2007/2008

11º 1, 2, 3, 5 e 6 3 – Uso de Sistemas Multimédia

Unidades Didácticas 3.1.

3.2.

Texto

Imagem

3/3

90 min

06/12/07 – 05/06/08 (61/91)

3.1.

Manipular aplicações informáticas multimédia, nomeadamente em articulação com as aprendizagens de todo o tipo inerentes a outras áreas de formação inseridas no currículo

3.2.

Reconhecer o interesse pela procura permanente de actualizações nas soluções encontradas, pela inovação e pela compreensão dos fenómenos comunicativos que se centram em torno dos diferentes aspectos da informação

3.3.

Desenvolver competências na utilização das tecnologias da informação e comunicação que permitam uma crescente literacia digital

3.4.

Cooperar em grupo na realização de tarefas e na pesquisa de soluções para situações-problema

Objectivos Gerais

Conteúdos

Avaliação

2/5

3.1.1.

Reconhecer a importância da escolha de caracteres e fontes

Conjuntos de caracteres

1. Domínio Afectivo (15%)

3/5

3.1.2.

Utilizar adequadamente um gestor de fontes

Fontes

1/22

3.2.1.

Identificar os formatos de ficheiros de imagens mais comuns

Formatos de ficheiros de imagem

1/22

3.2.2.

Compreender o que é a compressão de imagens

Compressão de imagens

8/22

3.2.3.

Retocar imagens alterando os atributos das mesmas

Retoques de imagem

1/22

3.2.4.

Proceder com eficácia à captura de imagens através de equipamento apropriado

Captura de imagem

1/22

3.2.5.

Utilizar software de organização, exibição e gravação de imagens num suporte óptico

Gravação em suportes ópticos de memória

5,5/22

3.2.6.

Utilizar software específico para gráficos vectoriais e de mapa de bits

Gráficos vectoriais e de mapa de bits

0,5/22

3.2.7.

Combinar ficheiros de ambos os tipos

Combinação de ambos os tipos de gráficos

2/10

3.3.1.

Identificar os formatos de ficheiros de som mais comuns

Formatos de ficheiros de som

7/10

3.3.2.

Utilizar software de captura, edição e gravação sons num suporte óptico

Uso de software

1/9

3.4.1.

Conhecer os standards de vídeo

Standards de vídeo

1/9

3.4.2.

Compreender o que é a compressão de vídeo

Compressão de vídeo

3/9

3.4.3.

Utilizar adequadamente o hardware necessário à captura e armazenamento de vídeo

Uso de hardware

1.1. Participação 1.2. Assiduidade/ pontualidade 1.3. Trabalho em grupo 2. Domínio Cognitivo (85%)

3.3.

3.4.

Som

Vídeo

Carla Susana C. de Jesus

2.1. Fichas de trabalho – 15% 2.2. Trabalhos práticos – 20% Sobre a unidade 3 a realizar nas aulas 64, 65, 66 e 67 Sobre a unidade 4 a realizar nas aulas 71, 72, 73, 74 e 75 2.3. Portfolio – 15% Sobre as unidades didácticas 1 e 2 a apresentar na aula 57 Sobre as unidades didácticas 3, 4 e 5 a apresentar na aula 89 2.4. Teste somativo – 35% Sobre a unidade didáctica com três questões práticas realizar na aula 48 Sobre a unidade didáctica com três questões práticas realizar na aula 55

2 (Photoshop) de aplicação a 2 (Coreldraw) de aplicação a

Sobre a unidade didáctica 1 e 2, com perguntas de escolha múltipla, de

56


Escola Superior de Educação

3.5.

3.6.

Animação

Publicação

Estratégias

3/9

3.4.4.

Utilizar programas de edição de vídeo e criação de CD e/ou DVD vídeo

Uso de software

2/13

3.5.1.

Conhecer algumas técnicas de animação digital

Técnicas de animação em computador

9/13

3.5.2.

Utilizar software de animação 2D

Uso de software

2/2

3.6.1.

Conhecer os métodos, as tecnologias e o software necessário para a divulgação de vídeos e som a partir do servidor de uma rede

Divulgação de vídeos e som via rede

emparelhamento, de verdadeiro/falso, de completamento de resposta, de resposta curta e de resposta longa a realizar na aula 56 Sobre a unidade didáctica 3 e 4, com perguntas de escolha múltipla, de emparelhamento, de verdadeiro/falso, de completamento de resposta, de resposta curta e de resposta longa a realizar na aula 76 Sobre a unidade didáctica 5, com perguntas de escolha múltipla, de emparelhamento, de verdadeiro/falso, de completamento de resposta, de resposta curta, de resposta longa e três questões práticas de aplicação a realizar na aula 88

 Exposição dos conteúdos através de apresentações electrónicas  Promoção de debates sobre os conteúdos expostos  Entrega de documentação essencial sobre a matéria dada (textos de apoio, fichas de trabalho)  Disponibilização no Moodle de documentação essencial sobre a matéria dada (apresentações electrónicas)  Esclarecimento de dúvidas, via e-mail ou messenger, em horário extra aula

Actividades

 Participação nas aulas, através do diálogo, da colocação de dúvidas e de discussões sobre a matéria dada  Realização das fichas de trabalho, das perguntas correspondentes a esta unidade dos exames nacionais do ano lectivo 2006/2007 e dos testes  Participação nos trabalhos de grupo  Elaboração do portfolio  Vista de estudo à Casa do Futuro Inclusiva no Museu das Comunicações

Recursos

 Humanos – professores e alunos  Materiais – computadores, programas informáticos (Windows, Internet Explorer, Power Point, Font Creator, Photoshop, CorelDraw, GoldWave, Windows Movie Maker), plataforma Moodle, videoprojector, textos de apoio, fichas de trabalho, manual da disciplina, manuais de TIC, guião dos trabalhos, guião do portfolio, exames nacionais de ano lectivo 2006/2007 e testes de avaliação

Carla Susana C. de Jesus

57


Escola Superior de Educação Considerações gerais sobre as planificações tendo em conta as turmas 1, 2, 3, 5 e 6 do 11º ano 

Estes alunos apresentam grande interesse e apetência para as novas tecnologias e a maior parte deles possui computador e Internet. Neste sentido, a utilização de apresentações electrónicas, a disponibilização de material no Moodle, bem como, o esclarecimento de dúvidas por e-mail e messenger, em horário extra aula, são estratégias que os motivam ajudando desta forma a minimizar o facto da inscrição nesta disciplina ter vindo na sequência da anulação de outra e não como uma atitude reflectida.

O material disponibilizado no Moodle, é entregue em CD ou suporte papel, aos poucos alunos que não possuem Internet ou computador, respectivamente.

O portfolio apela ao sentido de organização do trabalho efectuado, que será necessário quando ingressarem no ensino superior.

A visita de estudo à Casa do Futuro Inclusiva tem como objectivo, aproveitando a curiosidade destes alunos pelas novas tecnologias, permitir a aproximação entre os alunos das diversas turmas, contribuindo também para os formar não só enquanto alunos desta disciplina mas também enquanto cidadãos, uma vez que esta casa agrega soluções a pensar na problemática da deficiência e da velhice. Esta visita acontecerá em em Abril.

Carla Susana C. de Jesus

58


Escola Superior de Educação

4. DIRECÇÃO DE TURMA Uma vez que ser director de turma é muito mais do que desempenhar apenas uma série de funções burocráticas, é necessário conhecer profundamente as características dos alunos que a integram para, desta forma, planear um trabalho válido, que contribua para a sua formação enquanto cidadãos. Assim, o capítulo começa por fazer uma caracterização, mais pormenorizada do que a apresentada anteriormente (vd. ponto 3.2.1.), da direcção de turma atribuída, ou seja da turma 9 do 10º ano, seguindo depois para as actividades planeadas, que decorreram da análise dessa mesma caracterização, e apresentando, por fim, a lista de tarefas que o director de turma tem a seu cargo ao longo do ano lectivo. 4.1. CARACTERIZAÇÃO DA TURMA Esta turma é do CPTGPSI e é constituída por vinte e três alunos, dezanove rapazes e quatro raparigas (vd. Gráfico 8), cuja média de idades é dezasseis anos.

Carla Susana C. de Jesus

59


Escola Superior de Educação

N.º de alunos

20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Feminino

Masculino Género

Gráfico 8 – Alunos por género

A média de idades é justificada pelo número de repetências ocorridas durante o percurso escolar destes alunos. Dezanove apresentam pelo menos uma repetência (vd. Gráfico 9), entre os quais, existem oito que estão a repetir o 10º ano pela segunda vez, por motivo de mudança de curso (vd. Gráfico 10).

N.º de alunos

9 8 7 6 5 4 3 2 1 0

Zero

Uma

Duas

Três

N.º de repetências

Gráfico 9 – Alunos por n.º de repetências

16 14

N.º de alunos

12 10 8 6 4 2 0

10º

Ano de escolaridade

Gráfico 10 – Alunos com repetências por ano de escolaridade

Carla Susana C. de Jesus

60


Escola Superior de Educação Apesar do elevado número de repetências, quase todos os alunos revelaram ter escolhido um curso profissional de Informática por vontade própria, e não por influência de familiares ou amigos (vd. Gráfico 11). Contudo, a maioria admitiu também que, embora estivessem motivados, não sabiam exactamente quais os conteúdos que iriam

N.º de alunos

ser abordados durante o curso (vd. Gráfico 12).

18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

CPTGPSI

Qualquer de Informática

Outro

Curso

N.º de alunos

Gráfico 11 – Curso pretendido

22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Conhece conteúdos

Não conhece conteúdos

Conteúdos

Gráfico 12 – Esclarecimento acerca dos conteúdos do CPTGPSI

Dos vinte e três alunos da turma, apenas seis já frequentavam a Escola Padre António Vieira, no ano Lectivo 2006/2007 (vd. Gráfico 13). A maior parte deles são provenientes da Escola Lindlay Sintra seguidos da Vitorino Nemésio, da Eugénio dos Santos e da Pintor Almada Negreiros com dois alunos de cada escola. Existe também um aluno da Escola Almirante Gago Coutinho, outro da Vasco Santana e ainda outros dois da escolas Alfredo Reis Silveira e Lumiar. Existem ainda dois alunos provenientes das escolas Joaquim Silvério Pimentel e Edmundo Bettencourt no Brasil.

Carla Susana C. de Jesus

61


Escola Superior de Educação 6

N.º de alunos

5 4 3 2

Vitorino Nemésio

Vasco Santana

Pintor Almada Negreiros

Lumiar

Lindlay Cintra

Eugénio dos Santos

Joaquim Silvério Pimentel

ESPAV

Edmundo Bettencourt

Almirante Gago Coutinho

0

Alfredo Reis Silveira

1

Escola Gráfico 13 – Escola de proveniência

Esta diversidade tem origem no facto de ser um curso profissional que não está disponível em todas as escolas e como tal, os alunos procuram aquela onde este existe e não a da sua área de residência, como habitualmente acontece durante o Ensino Básico. Este factor foi tido em conta no dia da Recepção aos Alunos, no qual para além de, em conjunto com a Coordenadora das Novas Oportunidades, se ter procedido ao esclarecimento de dúvidas sobre o funcionamento dos cursos profissionais, falou-se sobre o Regulamento Interno da Escola e fez-se uma visita guiada à mesma. Existem na turma cinco alunos cuja nacionalidade não é Portuguesa: dois Brasileiros, uma Romena e dois Nepaleses (vd. Gráfico 14).

18

N.º de alunos

16 14 12 10 8 6 4 2 0

Portuguesa

Brasileira

Romena

Nepalesa

Nacionalidade

Gráfico 14 – Alunos por nacionalidade

Carla Susana C. de Jesus

62


Escola Superior de Educação Os dois alunos de nacionalidade Brasileira estão pelo primeiro ano a frequentar o sistema de ensino português. Não apresentam, contudo, dificuldades na compreensão e expressão oral e escrita, salvo raras excepções que são facilmente ultrapassadas. A aluna proveniente da Roménia está em Portugal desde há três anos a esta parte e já domina a língua portuguesa. Muito raramente apresenta dúvidas relativamente ao significado das palavras mas, quando tal acontece, prontamente denuncia a situação, contribuindo desta forma para dissipar atempadamente qualquer dúvida, sobre a matéria que está a ser leccionada, que pudesse derivar de problemas linguísticos. Um dos alunos Nepaleses frequenta o sistema educativo nacional há três anos pelo que, à semelhança da aluna Romena, também já não apresenta dificuldades no domínio da língua portuguesa. O outro aluno de nacionalidade Nepalesa chegou a Portugal no meio do ano lectivo 2006/2007 pelo que ainda apresenta muita dificuldade em compreender e expressar-se em língua portuguesa. Para ultrapassar esta dificuldade e conseguir comunicar com ele, colegas e professores, por vezes, recorrem ao outro aluno Nepalês ou à língua inglesa, que, embora com alguma dificuldade, domina melhor do que a portuguesa. Este aluno não frequenta as aulas de Português (dois blocos semanais de noventa minutos), em conjunto com os restantes colegas da turma, uma vez que tem aulas de Português Língua não Materna – Iniciação A1 (dois blocos e meio semanais de noventa minutos), inserido num grupo com características semelhantes às dele. Pretende-se que estas aulas “garantam aos alunos um domínio suficiente da língua portuguesa enquanto veículo dos saberes escolares” (Despacho Normativo 7/2006 de 6 de Fevereiro) pois, é evidente que enquanto isso não suceder tal reflectir-se-á no aproveitamento desses alunos. De resto é o que está a acontecer com este Nepalês que, embora tenha realizado alguns módulos das disciplinas da Componente de Formação Científica e Técnica, por enquanto, não foi capaz de superar o desafio que representam a maioria dos módulos da Componente de Formação Sociocultural. O Conselho de Turma está atento a esta situação proporcionando, sempre que possível, um apoio individualizado na sala de aula. Contudo, após um período de trabalho, a professora de Português Língua não Materna refere o aluno como sendo interessado mas muito inseguro, o que impossibilita a aquisição de competências em língua portuguesa ao ritmo pretendido e consequentemente, como foi atrás referido, atrasa todas as outras aprendizagens. Carla Susana C. de Jesus

63


Escola Superior de Educação A turma acolheu bem os alunos Brasileiros mas é um pouco indiferente aos Nepaleses. Em relação à aluna Romena, a integração foi mais difícil, uma vez que esta provocou alguns conflitos dentro da turma, que acabaram por desencadear sentimentos algo xenófobos, em alguns colegas, que se traduziam por ataques verbais. Após diálogo com os alunos sobre esta situação, a maioria deles moderou o seu comportamento mas um deles persistiu na manutenção das atitudes incorrectas para com a colega. Foi sugerido a esse aluno a marcação de uma sessão com a Professora dos Serviços de Psicologia e Orientação à qual ele acedeu prontamente. Nesta sessão, que se realizará no início do segundo período, a Professora irá avaliar se é um caso a ser seguido por ela ou para encaminhar para a Psicóloga do Centro de Saúde da área de residência do aluno. A composição do agregado familiar é bastante diversificada. Oito alunos residem com os pais e os irmãos, quatro apenas com os pais, três residem com a mãe, o padrasto e os irmãos e outros três apenas com a mãe e os irmãos. Existem também dois que habitam com a mãe e o padrasto, um apenas com o pai, outro com o pai e os irmãos e

N.º de alunos

ainda um terceiro que mora somente com a mãe (vd. Gráfico 15). 8 7 6 5 4 3 2 1

ãe irm ão s

M

e

ão s

irm

Pa i

M

ãe

e Pa i

Pa Pa is is e M M Ir ãe ãe m ,p ão e p s ad ra adr as st o to e irm ão s

0

Agregado familiar Gráfico 15 – Constituição do agregado familiar

A Directora de Turma tem estado especialmente atenta a um dos alunos que vive apenas com a mãe e os irmãos pois, este está integrado numa família, com graves problemas económicos e sociais, que não é favorável à continuação do aluno na escola. Para além de controlar a sua assiduidade, verifica também se se alimenta adequadamente, uma vez que não beneficia de SASE, devido ao facto do seu processo estar ainda incompleto, por falta de alguns documentos que têm que ser entregues pela mãe do aluno.

Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação Outro aluno que tem merecido especial atenção é o que vive com o pai e os irmãos já que, segundo se pôde apurar, o aluno reagiu muito mal ao processo de divórcio dos pais, que ocorreu no ano lectivo passado, tendo desde então começado a faltar compulsivamente às aulas. Nesse ano chegou mesmo a ser excluído, do Curso Profissional de Informática de Gestão, que frequentava na Escola Padre António Vieira, por excesso de faltas e, este ano apresenta já um número preocupantemente perto do limite. Apesar dos sucessivos diálogos com o aluno e dos inúmeros contactos com ao pai e Encarregado de Educação, através de vários meios (pessoalmente, telefone, carta e email), tal situação nunca se alterou desde o início do ano. A maioria dos pais dos alunos são relativamente jovens, situam-se na faixa etária entre os 40 e os 44 anos (vd. Gráfico 16), mas têm habilitação literária baixa, mais concretamente o 4º ano (vd. Gráfico 17), e profissões de acordo com a mesma (vd.

N.º de indíviduos

Gráfico 18).

26 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

30-34

35-39

40-44

45-49

50-54

55-59

Falecido

Faixa etária

14 12 10 8 6 4 2 0

an 4º o an 6º o an 9º o a 1 no B a 2º ch an a o L i rel ce at nc o ia M tur Do es a u t t ra or d am o en Fa to le cid o

N.º de indivíduos

Gráfico 16 – Faixa etária dos pais

Habilitações literárias

Gráfico 17 – Habilitações literárias dos pais

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65


Escola Superior de Educação

Gráfico 18 – Profissão dos pais

Existe um número considerável de alunos que reside com um irmão mas este é na

N.º de alunos

maior parte dos casos mais novo.

11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0

Nenhum

Um

Dois

Três

Quatro

N.º de irmãos

Gráfico 19 – N.º de irmãos que residem com os alunos

Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação 9 8

N.º de alunos

7 6 5 4 3 2 1 0

0-4

5-9

10-14

15-19

20-24

25-29

Faixa etária

Gráfico 20 – Faixa etária dos irmãos que residem com os alunos

A análise das habilitações literárias dos pais e da idade dos irmãos levou à dedução de que, quase todos os alunos desta turma estudam sozinhos, uma vez que as pessoas com quem residem não possuem conhecimentos para os ajudar na realização desta tarefa. Este facto foi posteriormente confirmado, através de um pequeno inquérito, e transmitido ao Conselho de Turma. Em relação à situação económica das famílias em que os alunos estão integrados, esta é ambígua, pois, por um lado, as profissões dos pais, o reduzido número de alunos com actividades extracurriculares (vd. Gráfico 21) e a existência de alguns alunos sem telemóvel (vd. Gráfico 22) poderão indiciar alguns problemas a este nível, contudo, apenas seis concorreram ao apoio dos Serviços de Acção Social Escolar (vd. Gráfico 23) e quase todos adquiriram máquina de calcular científica para as aulas de Matemática, embora tanto a professora da disciplina como eu tivéssemos deixado claro que, se não

N.º de alunos

pudessem adquiri-la, a escola dispunha de algumas para emprestar (vd. Gráfico 24).

18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Sim

Não

Actividades extracurriculares Gráfico 21 – Alunos face às actividades extracurriculares

Carla Susana C. de Jesus

67


N.º de alunos

Escola Superior de Educação

18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Sim

Não Telemóvel

Gráfico 22 – Alunos face à posse de telemóvel

N.º de alunos

4 3 2 1 0

Sim

Não SASE

N.º de alunos

Gráfico 23 – Alunos que concorreram ao SASE

20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Sim

Não

Calculadoras gráficas

Gráfico 24 – Alunos face à posse de calculdoras gráficas

Apesar de serem alunos de um curso de Informática, existem cinco alunos que não possuem computador (vd. Gráfico 25) e os restantes dezoito, apesar de o terem, não possuem impressora e/ou ligação à Internet (vd. Gráfico 26). Carla Susana C. de Jesus

68


N.º de alunos

Escola Superior de Educação

18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Sim

Não Computador

N.º de alunos

Gráfico 25 – Alunos face à posse de computador

16 14 12 10 8 6 4 2 0

Sim

Não Impressora

N.º de alunos

Gráfico 26 -Alunos face à posse de impressora

16 14 12 10 8 6 4 2 0

Sim

Não

Internet

Gráfico 27 – Alunos face ao acesso à Internet

Dos vinte e três alunos, dezoito têm como Encarregado de Educação a mãe e quatro o pai, enquanto que, o responsável pelo aluno que resta é o padrasto (vd. Gráfico 28).

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69


Escola Superior de Educação

N.º de alunos

18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Pai

Mãe

Padrasto

Encarregado de Educação

Gráfico 28 – Grau de parentesco do Encarregado de Educação

4.2. CASOS ESPECIAIS Para além dos alunos referidos no decorrer da caracterização da turma, efectuada anteriormente, existem mais dois que merecem especial atenção: um gago e outro com de Síndrome de Asperger. Por serem duas situações específicas, foi efectuado um levantamento acerca das características destas disfunções e a informação recolhida foi colocada no dossier da direcção de turma, ficando desta forma disponível para todo o Conselho de Turma. 4.2.1. GAGUEZ Existem inúmeras definições para a gaguez, como por exemplo “alteração de pronúncia que consiste na repetição, interrupção ou prolongamento de certas sílabas ou sons, tornando a cadência do discurso irregular” (Dicionário de Língua Portuguesa, 2008) ou “defeito da elocução caracterizado pela dificuldade em pronunciar ou em encadear certas sílabas sem que haja afecção dos órgãos da fonação” (Infopédia, 2008), mas nenhuma delas consegue traduzir os sentimentos de quem sofre desta disfunção. Muitos gagos apresentam percepções e sentimentos negativos relacionados com a sua gaguez e com eles mesmos, como vergonha, frustração, culpa e baixa auto-estima. Segundo Cercifaf, 2007, não existem ainda respostas exactas acerca das causas da gaguez, contudo, julga-se que esta resulta de uma inter-relação entre factores biológicos, psicológicos e sociais. Outro facto que não tem ainda explicação definitiva, embora seja consensual entre os autores, é a predominância da gaguez nos indivíduos do sexo masculino.

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Escola Superior de Educação As alterações na fluência do discurso, que por vezes surgem entre os dois e os quatro anos de idade, fazem parte do desenvolvimento da fala e são denominadas de “gaguez fisiológica” ou “normal”. A “gaguez permanente” ocorre geralmente a partir dos quatro anos de idade e é acompanhada de expressões faciais e corporais marcadas e gestos que surgem como substituto ou aliado da fala. Nestes casos é importante que a criança seja acompanhada por um Terapeuta da Fala tão cedo quanto possível. Não menos importante é a aprendizagem, por parte das pessoas a rodeiam, de algumas regras, no sentido de facilitar a comunicação pois, “a criança que gagueja tem frequentemente sentimentos de inferioridade e muitas vezes vergonha, medo e frustração por não conseguir transmitir claramente aquilo que gostaria” (Infopédia, 2008) e nem sempre a atitude dos que lhe são mais próximos contribui para afastar esses sentimentos. A utilização de regras de comunicação permite ainda reduzir os níveis de ansiedade e a consequente diminuição da gaguez, sendo fundamental que a criança não se aperceba que a forma como fala constitui uma preocupação para pais e professores. 

Falar devagar pois, desta forma transmitir-se-á à criança que há tempo para comunicar.

Dar alternativas de resposta, como, por exemplo, "Foste tu ou o teu colega?".

Não colocar muitas questões, sem dar tempo de resposta.

Manter o contacto ocular, fazendo a criança sentir que o que diz é importante.

Não interromper nem completar as palavras e frases da criança.

Evitar comentários como “tem calma e fala devagar”, “pensa antes de falar”, “espera até conseguires dizer”.

Envolver a criança em actividades como cantar, contar, dizer poesia ou rimar.

Os professores de crianças gagas, para além de aprenderem as regras referidas anteriormente, devem ter em conta que, na maior parte das vezes, surgem provocações no seio da turma, onde estas estão inseridas, e às quais são especialmente sensíveis. Esta situação contribui para que a criança se sinta mais ansiosa no momento de falar, o que pode levá-la a gaguejar ainda mais e como consequência, na maioria dos casos, o silêncio é a melhor forma que encontra para não se expor. É por isso de extrema importância que os professores sensibilizem quem troça que o mais importante é ouvir o que se diz e não como se diz. Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação O aluno do 10º 9 que sofre de gaguez tem quinze anos sendo por isso um adolescente. A sua gaguez não foi evidente desde cedo. Com dois anos não dizia quase nada e era uma criança muito sossegada. Para contrariar esta tendência, aos três anos, os pais decidiram colocá-lo num infantário, no entanto, o atraso na linguagem continuava patente além de que continuava a preferir brincar sozinho. Aos quatro anos fez um audiograma através do qual foi detectada surdez, à qual foi operado com sucesso. Aos cinco anos começou a ser acompanhado por um Terapeuta da Fala cujo diagnóstico era: “criança introvertida, dependente, pouco autónoma, agitada, vocabulário reduzido, frases curtas, erros ortográficos e dislexia”. A gaguez foi detectada já com doze anos quando os pais consultaram outro Terapeuta da Fala, no sentido de obter uma segunda opinião. Este revelou contudo, que nada havia a fazer a não ser aceitar e adaptar-se à realidade. Foi de resto o que parece ter acontecido pois, embora seja vítima de provocações dentro da turma, aparentemente, não manifesta sentimentos de inferioridade, não se coibindo de ripostar aos colegas e, por vezes, até desafiá-los. Apesar de ter dificuldade em trabalhar em grupo tal deve-se mais ao facto de querer fazer tudo à sua maneira do que à sua gaguez. É muito inteligente e destaca-se no seio da turma o que acaba por fomentar o seu método de trabalho. Curiosamente, pelo que o Conselho de Turma apurou até ao momento, é melhor sucedido oralmente do que por escrito, o que parece ser do seu conhecimento pois, é muito participativo e não revela ansiedade quando intervém. Este aluno apresenta todavia uma característica da “gaguez permanente”: quando fala tem uma expressão facial muito marcada, que consiste em inclinar o lado direito da boca em direcção ao olho o que faz com que este fique semicerrado. A Directora de Turma mantém contacto regular com a mãe deste aluno, que é uma pessoa muito atenta ao desenvolvimento do filho. Esta revelou que, apesar de tudo, o seu educando, quando não concorda com determinada situação, continua a ser agitado e revoltado, o que de resto já houve oportunidade de verificar num conflito fora da aula em que foi necessário a intervenção da Directora de Turma. O Conselho de Turma em geral, e a Directora de Turma em particular, está atento a esta situação que, embora tivesse parecido bastante preocupante no início do ano lectivo, devido à forma como a turma reagia, à medida que se foram conhecendo as reacções do aluno percebeu-se que este conseguia superar as contrariedades.

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Escola Superior de Educação A vigilância bem como o trabalho de sensibilização continuam patentes. No Dia Nacional da Gaguez (22 de Outubro) a Directora de Turma propôs uma actividade à turma. Primeiro ouviram uma notícia relatada pelo apresentador da TSF, Mário Dias, que é gago, embora o problema desapareça sempre está ao microfone. Depois desafiou os alunos a tentar perceber a ligação entre o locutor, o dia 22 de Outubro e a própria turma. Tiveram duas semanas para investigar sobre o assunto. Embora ninguém tenha conseguido chegar à resposta pretendida, as mentes ficaram alerta e perceberam que, o importante não é como se diz mas o que se diz. As provocações ainda persistem mas, a pouco e pouco, espera-se que este tipo de sensibilização produza os seus efeitos. 4.2.2. SÍNDROME DE ASPERGER A Síndrome de Asperger foi referida pela primeira vez, em 1920, por Schucharewa, neurologista Russo. Este descreveu-a como “uma perturbação da personalidade do tipo esquizóide” (Aguiar, 2008). De forma simples poder-se-á dizer que “corresponde a um indivíduo que manifesta um padrão persistente de afastamento das relações sociais e uma paleta restrita da expressão emocional em situações interpessoais” (Aguiar, 2008). Mais tarde, em 1944, Hans Asperger, um pediatra Austríaco, relatou vários casos a que chamou “psicopatia autística infantil”. Em 1981, a psiquiatra Lorna Wing denominou esta perturbação como “Síndrome de Asperger” que, em 1994, foi oficialmente classificado no seu pais como uma disfunção psicológica. Trata-se de uma desordem de desenvolvimento que está inserida no campo do autismo, mas, que se diferencia deste pelo facto dos seus portadores não apresentarem problemas no desenvolvimento da linguagem e de terem menos probabilidades de dificuldades de aprendizagem. Parece ter um início mais tardio do que o transtorno autista ou, pelo menos, é identificado mais tarde. Geralmente, a idade média do diagnóstico da Síndroma de Asperger é entre os seis e os oito anos, dado que, nesta altura, conseguem-se avaliar melhor as características comportamentais desta perturbação. Existem contudo, autores que defendem que nos primeiros três anos de vida já existem alterações a nível de linguagem e de comunicação. Em alguns casos, as crianças recebem o diagnóstico de autismo, na idade pré-escolar, mas, posteriormente, ao assistir-se a uma melhoria significativa das capacidades linguísticas e de comunicação, é efectuada a reformulação do diagnóstico e uma reclassificação como Síndrome de Asperger. Apesar deste transtorno ser, na maioria dos casos, de duração vitalícia, o prognóstico é, em geral, favorável pois, parece haver uma Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação melhoria com o avançar da idade. Desde que, com intervenção psicológica atempada, muitos destes jovens desenvolvem habilidades sociais necessárias e suficientes para se encaixarem na sociedade. Não se sabe concretamente as causas que conduzem ao transtorno de Asperger mas tudo aponta para que se trate de algo neurológico. Relativamente à presença de factores hereditários, embora os estudos realizados até ao momento não apresentem resultados concludentes, verificou-se que “muitas vezes há um parente próximo (usualmente o pai) que tem um quadro completo de Asperger, outras vezes o parente tem um distúrbio uni ou bipolar” (Marques, 2007). Os estudos revelam que, na população em geral, um em cada trezentos a quinhentos indivíduos sofre de Síndrome de Asperger. Em Portugal existirão entre 20 a 30 mil pessoas afectadas por esta perturbação. Verifica-se ainda que os indivíduos do sexo masculino são cerca de quatro vezes mais atingidos do que os do sexo feminino. Os jovens com este distúrbio podem diferir muito uns dos outros mas todos partilham o mesmo tipo de questões base, algumas das quais (as mais relevantes para o caracterização em causa tendo em conta o aluno que apresenta esta perurbação) são a seguir resumidas. As amizades e as competências sociais são o grande desafio destes jovens já que têm que aprender aspectos do convívio social que geralmente se adquirem sem pensar. Apresentam dificuldades na comunicação pois, não sabem quando é a sua vez de ouvir ou intervir e amiúde fazem comentários irrelevantes. Outro problema é o facto de fazerem a interpretação demasiado literal das palavras dos outros, o que leva a que fiquem ofendidos com expressões como “acordas-te com os pés de fora” ou “andas na lua”. Não raras vezes, inadvertidamente, também ofendem, já que não são capazes de medir o significado e alcance de frases como “és gorda” ou “és velha”. Outra característica deste distúrbio é a fraca concentração já que “se encontram muitas vezes mergulhados no seu complexo mundo interior e distanciam-se da realidade que os cerca” (Marques, 2007). Mesmo quando estão concentrados nunca olham para quem lhe dirige a palavra uma vez que têm dificuldade em manter o contacto ocular. Um estudante com Síndrome de Asperger tem inteligência média ou, por vezes, numa determinada área, acima da média e uma fabulosa capacidade de memória. Embora parecem completamente capazes pois, podem ler com muita rapidez e correcção e fazer operações matemáticas com extrema facilidade, a verdade é que, na maioria dos casos, Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação não compreendem os conceitos implícitos ao texto e o enunciado do problema. Neste sentido, estes jovens, segundo Antunes, 2007 “exprimem alguns problemas académicos, particularmente na compreensão da leitura, resolução de problemas, capacidades organizacionais, desenvolvimento de conceitos, deduções e julgamentos.” Ainda segundo o mesmo autor “têm frequentemente pouca flexibilidade cognitiva, ou seja, o seu pensamento tende a ser rígido”, pelo que as alterações na rotina diária tendem a destabilizá-los. Situações como o atraso de um autocarro ou a mudança de um professor são causadoras de stress e podem desencadear ataques de fúria em que grita, foge ou apresenta movimentos repetitivos como bater com as mãos na carteira ou colocar as mãos nas orelhas De uma forma geral estas reacções verificam-se sempre que se sente com problemas que, muitas vezes, são provocados pelo facto de terem uma resposta exagerada a alguns estímulos, podendo ser afectados quaisquer dos cinco sentidos. Podem ficar perturbados com barulhos intensos e luzes fortes bem como ter vómitos com um determinado sabor ou cheiro. Outra característica marcante de quem sofre de Síndrome de Asperger é o facto de apresentarem “estereotipias motoras e vocais (movimentos ou sons repetidos, rítmicos, por vezes confundidos com tiques)” (Aguiar, 2008) como por exemplo, abanar as mãos, meter as mãos nas orelhas, repetir várias vezes a mesma palavra ou frase e imitar vozes. O aluno do 10º 9 que sofre de Síndrome de Asperger tem dezassete anos sendo por isso um jovem. Embora tenha sido acompanhado por um médico desde os três anos de idade, a Síndrome de Asperger apenas foi diagnosticada aos treze. No 1º Ciclo frequentou uma escola de Ensino Especial mas, após avaliação, de uma professora licenciada em problemas graves de cognição, passou para o Ensino Regular por se considerar que desta forma teria mais hipóteses de evolução. Actualmente é acompanhado por uma Técnica de Educação Especial e Reabilitação afim de adquirir competências sociais. Nos últimos meses tem trabalhado a autonomia nos transportes de forma a conseguir utilizar o metro e o autocarro no percurso de casa para a escola e vice-versa. Este aluno tem uma inteligência média mas apresenta os problemas académicos atrás referidos. Embora seja um aluno com Necessidades Educativas Especiais, não está abrangido pelo Decreto-Lei 319/91 de 23 de Agosto, uma vez que essa hipótese não está prevista no Ensino Profissional. O Conselho de Turma decidiu contudo que o aluno Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação não seria avaliado pela sua participação oral e disporia de mais tempo para a realização de trabalhos e testes de avaliação. A música é a área onde se destaca tendo começado a apreciar música clássica aos quatro anos de idade. Com onze anos iniciou as aulas de música que, de resto, ainda frequenta. A sua apetência para a música alternativa levou-o, aos dezasseis anos, a participar num curso de Disc Jockey que concluiu com distinção. O grande desafio tem sido a questão da alteração da rotina pois, esta turma enfrenta, desde o início do ano, algumas complicações com a colocação de professores, o que leva a mudanças frequentes no horário já que, tratando de um curso profissional, existe um número obrigatório de horas a cumprir em cada ano lectivo. Outro problema frequente, tem sido a sua extrema sensibilidade ao som uma vez que está integrado numa turma grande, em que quase todos os alunos são muito conversadores, gerando no seu conjunto barulho que o incomoda, reagindo, não raras vezes, de uma das formas anteriormente descritas. 4.3. PLANIFICAÇÃO DAS ACTIVIDADES DE INTERVENÇÃO Tendo em conta as características da turma, sobretudo os casos especiais, e uma série de situações que ocorreram logo no início do ano lectivo (roubo de um telemóvel dentro da sala de aula, quebra de um vidro durante um intervalo, agressão a um colega de escola durante uma hora de almoço), cedo se tornou claro que muito havia a fazer a nível pedagógico pois, é necessário trabalhar valores morais e sociais que ainda não estão enraizados. Visando “promover o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, com base em experiências de vida democráticas numa perspectiva de educação para a cidadania” (Lei 46/86 de 14 de Outubro) traçaram-se as linhas de acção seguintes: 

Contribuir para a formação cívica dos alunos.

Fomentar a relação professor/aluno e aluno/aluno dentro e fora da sala de aula.

Estimular a inserção dos alunos em grupos sociais diversos respeitando a pluralidade de culturas.

Desenvolver capacidades e atitudes nos jovens, por forma a contribuir para o respeito pelas diferenças.

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Escola Superior de Educação 

Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efectiva colaboração com a comunidade.

A

concretização

destes

objectivos

começa

pela

sensibilização

que

é

feita

semanalmente, no horário de atendimento aos alunos, individualmente ou em grupo, conforme as situações que vão ocorrendo durante a semana. Nesse mesmo horário, pelo menos uma vez por mês, toda a turma é convocada para, em conjunto, fazer uma reflexão sobre os últimos acontecimentos e expor os problemas que a afecta. Este horário não constitui uma disciplina nem tão pouco tem carácter obrigatório, apesar disso, quase todos os alunos comparecem sempre que convocados, o que revela alguma disponibilidade

para alterarem

as

suas

atitudes,

sendo um

princípio

reconfortante afim de prosseguir com as linhas de acção estipuladas. Para além deste trabalho semanal foram planeadas outras actividades, a seguir descritas, tendo algumas delas entretanto já sido realizadas: Sessão de esclarecimento – Setembro Sessão de esclarecimento, sobre a Síndrome de Asperger, aos professores do Conselho de Turma, com o Encarregado de Educação do aluno que padece desta perturbação e a Dr.ª Luísa Simões – Professora do Ensino Especial. Esta sessão tem como propósito informar os professores sobre as características da doença bem como instruí-los para saberem lidar com determinadas situações que podem ocorrer dentro e fora da sala de aula. Acção de sensibilização – Outubro Acção de sensibilização, sobre a Síndrome de Asperger, aos alunos da turma 10º 9, com a Dr.ª Helena Barbosa – Técnica de Educação Especial e Reabilitação. Pretende-se, com esta acção, que os alunos percebam o que é a doença e as razões que levam o colega a reagir de determinada forma mas, sobretudo, que estejam alerta para o poder ajudar sempre que necessário. Festa de Natal – Dezembro Festa de Natal organizada pelo 10º ano dos Cursos Profissionais com a música a cargo do aluno com Síndrome de Asperger dada a sua aptidão e conhecimentos musicais. O objectivo desta festa passa por sensibilizar e demonstrar à comunidade escolar que um aluno com limitações em algumas áreas pode desenvolver trabalho muito válido Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação noutras. Pretende-se que o aluno com a Síndrome de Asperger conviva com colegas para além da sua turma de forma a facilitar a sua integração no seio da escola. Esta festa é também uma oportunidade de convívio entre os alunos da turma 9 que, em geral, é muito desunida, pois a maior parte dos alunos tem o seu grupo extra turma com o qual se relaciona durante os intervalos e hora de almoço. Formação em Moodle – Novembro Acção de formação sobre Moodle, aos Encarregados de Educação, com experiência na utilização das novas tecnologias, a fim de adquirirem competências para trabalhar com a disciplina criada no Moodle, pela directora de turma, com conteúdos referentes à direcção de turma. Para além Encarregados de Educação, o Conselho de Turma, o Delegado e o Sub-Delegado são os outros destinatários desta disciplina. Formação em Internet, E-mail e Moodle – Novembro e Dezembro Acção de formação sobre Internet, E-mail e Moodle, aos Encarregados de Educação sem experiência na utilização das novas tecnologias, a fim de adquirirem competências para trabalhar com a disciplina criada no Moodle, pela directora de turma, com conteúdos referentes à direcção de turma. Para além Encarregados de Educação, o Conselho de Turma, o Delegado e o Subdelegado são os outros destinatários desta disciplina. 4

Geocaching – Maio Geocaching em Queluz em que cada uma das cinco equipas da turma procurará rotativamente cinco das geocaches existentes naquela zona. Embora esta actividade tenha como objectivo principal a promoção do espírito de equipa e fomentação do respeito pelo meio ambiente, os professores aproveitarão para abordar alguns conteúdos das disciplinas de Redes de Comunicação e Educação Física. Por se tratar de uma actividade ainda pouco divulgada são apresentadas de seguida algumas informações sobre a mesma.

Geocaching “é um desporto de ar livre que envolve a utilização de um receptor de GPS – Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) para encontrar uma geocache (ou simplesmente cache) colocada em qualquer local do mundo. Uma

cache típica é uma pequena caixa (ou tupperware), fechada e à prova de água que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afiadeiras, moedas ou

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Esta acção de formação, bem como a anterior, foi alargada aos Encarregados de Educação de todos os alunos de Cursos Profissionais da ESPAV, pelo que é abordada em mais pormenor no capítulo 6 – Projecto Educativo de Escola e Plano Anual de Actividades.

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Escola Superior de Educação bonecos para troca.” (Wikipedia, 2008). Em 22 de Maio de 2006 contavam-se 269715

caches activas, em 221 países, cujas coordenadas (latitude e longitude) para as procurar se encontram no website www.geocaching.com. Em Portugal existem cerca de 590

caches de Norte a Sul do país. Esta actividade apresenta como principal entrave o facto do receptor de GPS ainda não ser um aparelho de uso comum e, por esse motivo, será necessário desenvolver contactos com diversas empresas a fim de obter um patrocínio para o aluguer deste tipo de equipamento. 4.4. FUNÇÕES DO DIRECTOR DE TURMA Para além de planear e desenvolver as actividades anteriormente mencionadas o Director de Turma de um Curso Profissional tem outras funções bem definidas cujas tarefas são desenvolvidas ao longo da semana, mês, período e ano. Apresenta-se a seguir uma lista dessas mesmas tarefas de acordo com o Regulamento Interno da Escola e a Portaria 550C/2004 de 21 de Maio. Tarefas semanais 

Registar as faltas dos alunos.

Controlar o limite de faltas trienal, que não pode exceder os 10% qualquer que seja a disciplina e 5% durante o estágio.

Aceitar ou recusar a justificação de faltas e, no primeiro caso, comunicar ao respectivo professor, para que este elabore de uma tarefa de compensação referente à aula em que o aluno esteve ausente.

Reunir com os alunos na hora de atendimento aos mesmos.

Receber os Encarregados de Educação na hora de atendimento aos mesmos.

Contactar com os Encarregados de Educação, por telefone, carta ou e-mail, sempre que necessário.

Operacionalizar a troca de aulas em caso de ausência um professor.

Operacionalizar a reposição de aulas em falta.

Informar o Conselho de Turma dos acontecimentos mais relevantes.

Tarefas mensais 

Preparar e conduzir as reuniões ordinárias de Conselho de Turma.

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Escola Superior de Educação 

Realizar o controlo de execução das aulas.

Reunir com a Coordenadora das Novas Oportunidades.

Tarefas de Período 

Preparar e conduzir a reunião geral com Encarregados de Educação.

Tarefas anuais 

Preparar, convocar e conduzir as reuniões extraordinárias de Conselho de Turma.

Realizar a eleição de Delegado e Sub-delegado de Turma.

Organizar o Dossier de Direcção de Turma.

Organizar e actualizar a disciplina da Direcção de Turma no Moodle

Arquivar o Mapa Síntese do Projecto de Gestão Modular e o Projecto de Gestão Modular de cada uma das disciplinas.

Receber e entregar no Conselho Executivo as pautas de avaliação de cada módulo.

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5. ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES O horário deste ano lectivo não contempla disciplinas do Ensino Básico, não existindo portanto, qualquer participação nas áreas curriculares não disciplinares deste nível de ensino. Contudo, a leitura do Decreto-Lei 6/2001 de 18 de Janeiro, o relato dos professores envolvidos e a experiência de anos anteriores, permitiu elaborar um pequeno resumo sobre cada uma das áreas existentes. O Ensino Secundário também tem uma área curricular não disciplinar, denominada Área Projecto no caso dos Cursos Científico-Humanísticos, e Projecto Tecnológico no caso dos Cursos Tecnológicos, da qual é igualmente apresentado um breve resumo. 5.1. ÁREA DE PROJECTO – ENSINO BÁSICO A Área de projecto desenvolve-se durante um bloco semanal de noventa minutos e visa “a concepção, realização e avaliação de projectos, através da articulação de saberes de diversas áreas curriculares, em torno de problemas ou temas de pesquisa ou de intervenção, de acordo com as necessidades e os interesses dos alunos”. (Decreto-Lei 6/2001 de 18 de Janeiro). Desta forma, tem como objectivos principais: 

Aprender a trabalhar em equipa.

Desenvolver a comunicação.

Aprender a tomar decisões.

Desenvolver o sentido de responsabilidade.

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Escola Superior de Educação 

Aprender a avaliar o percurso e os resultados obtidos.

Desenvolver capacidades de trabalho.

Aprender a gerir conflitos.

Existem diversos modos de trabalhar esta área: um tema comum para os todos os anos, um tema para cada ano ou um tema para cada turma. A ESPAV já experimentou todas elas, estando este ano a trabalhar com o último dos modos mencionadas permitindo que cada turma escolha um tema do seu interesse. 5.2. ESTUDO ACOMPANHADO O Estudo Acompanhado, que tem atribuído um bloco semanal de noventa minutos, visa promover a aquisição, pelos alunos, de métodos de estudo e de trabalho que lhes permitam realizar, com crescente autonomia, a sua aprendizagem e desenvolver a capacidade de aprender a aprender. Na ESPAV, o Estudo Acompanhado dos alunos do 9º ano de escolaridade tem também como objectivo a preparação para os Exames Nacionais de Língua Portuguesa e Matemática. 5.3. FORMAÇÃO CÍVICA No âmbito da legislação em vigor o Director de Turma tem ao dispor quarenta e cinco minutos em conjunto com os seus alunos, a fim de proceder a um acompanhamento mais sistemático, seja no que diz respeito à vertente académica seja relativamente à dimensão pessoal dos pequenos cidadãos em formação. Os principais objectivos da Formação Cívica são: 

Desenvolvimento do conhecimento de si próprio.

Desenvolvimento da capacidade de formulação de juízos para tomadas de decisão.

Desenvolvimento do espírito de justiça e do respeito pelos direitos próprios e dos outros.

Desenvolvimento de atitudes de respeito pelo património cultural e ambiental, conservando e transmitindo os bens e valores da comunidade a que pertence.

O desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas.

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Escola Superior de Educação 5.4. ÁREA DE PROJECTO E PROJECTO TECNOLÓGICO – ENSINO SECUNDÁRIO A Área Projecto e o Projecto Tecnológico estão inscritos no horário lectivo do 12º ano de escolaridade e são de frequência obrigatória. Nos cursos científico-humanísticos a carga horária semanal é de dois blocos de noventa minutos enquanto que, nos cursos tecnológicos a carga horária global é de vinte e quatro blocos de noventa minutos, devendo estes decorrer em articulação com a leccionação da disciplina de Especificação. Esta área não disciplinar tem uma natureza interdisciplinar e transdisciplinar, visando a realização de projectos concretos por parte dos alunos, com o fim de desenvolver nestes uma visão integradora do saber, promovendo a sua orientação escolar e profissional e facilitando a sua aproximação ao mundo do trabalho. Assim, enquanto componentes de formação do plano de estudo de todos os cursos do ensino secundário, a Área de Projecto e o Plano Tecnológico constituem uma oportunidade privilegiada para que se prossigam finalidades, tais como (Orientações Área de Projecto e Projecto Tecnológico, 2006): 

Promover uma cultura de liberdade, participação, reflexão, qualidade e avaliação que realce a responsabilidade de cada um nos processos de mudança pessoal e social.

Desenvolver atitudes de responsabilização pessoal e social dos alunos na constituição dos seus itinerários e projectos de vida, sob uma perspectiva de formação para a cidadania participada, para a aprendizagem ao longo da vida e para a promoção de um espírito empreendedor.

Promover a orientação escolar e profissional dos alunos, relacionando os projectos desenvolvidos com os seus contextos sociais e, em particular, com os contextos de trabalho e as saídas profissionais.

Preparar a Prova de Aptidão Tecnológica, no caso dos cursos tecnológicos.

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Escola Superior de Educação

6. PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA E PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES Uma vez exposto o trabalho enquanto docente e directora de turma é agora pertinente referir outras actividades propostas para o Plano Anual de Actividades de forma que visam a execução do Projecto Educativo de Escola. Como já foi referido anteriormente, o Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio, alterado pela Lei 24/99 de 22 de Abril “aprova o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como dos respectivos agrupamentos”. Com esta legislação, as escolas, apesar de continuarem obedecer a regras fundamentais, no que diz respeito à administração e gestão, ficaram dotadas de flexibilidade para se organizarem e traçarem estratégias adequadas à sua realidade. Neste sentido, o Projecto Educativo, o Regulamento Interno e o Plano Anual de Actividades surgem como instrumentos valiosos no processo de autonomia das escolas fazendo por isso sentido que sejam apresentadas as definições dos mesmos segundo a legislação acima referida. Projecto Educativo – o documento que consagra a orientação educativa da escola, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais a escola se propõe cumprir a sua função educativa.

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Escola Superior de Educação Regulamento Interno – o documento que define o regime de funcionamento da escola, de cada um dos seus órgãos de administração e gestão, das estruturas de orientação e dos serviços de apoio educativo, bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar. Plano Anual de Actividades – o documento de planeamento, elaborado e aprovado pelos órgãos de administração e gestão da escola, que define, em função do projecto educativo, os objectivos, as formas de organização e de programação das actividades e que procede à identificação dos recursos envolvidos.” (Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio).

O Projecto Educativo da ESPAV entrou em vigor no ano lectivo 2005/2006, terminando por isso em 2008, após um período de dois anos em que a escola foi administrada e gerida por uma comissão instaladora, na sequência da fusão com a Escola Secundária Cidade Universitária em 2003. Este facto, associado às alterações curriculares do Ensino Secundário, inseridas pelo Decreto-Lei 74/2004 de 26 de Março (vd. ponto 2.4.1.), e aos novos cursos que já na altura se iam introduzindo, fez deste, um projecto que procura uma nova identidade para a ESPAV. Neste sentido, este Projecto Educativo visa finalidades e objectivos que, para serem atingidos, tornam necessária a organização de actividades que sigam as orientações metodológicas gerais, referentes ao processo de ensino e aprendizagem, às actividades de complemento educativo e às relações sociais na comunidade escolar, que a seguir são explicitadas: 

Promover o sucesso.

Combater a indisciplina.

Fomentar a comunicação entre os elementos da comunidade educativa.

Todas as actividades, “que servirão de base para a construção de um novo percurso escolar por uma nova comunidade escolar” (Projecto Educativo, 2005), constarão no Plano Anual de Actividades e no Plano Curricular de Turma (quando aplicável). A análise das actividades, propostas para o Plano Anual de Actividades, a realizar quer nas turmas em geral (vd. ponto 3.3.) quer na direcção de turma em particular (vd. ponto 4.3.), cuja pertinência foi exposta anteriormente, permite concluir que estas seguem as orientações metodológicas gerais do Projecto Educativo como se demonstra pelos excertos retirados do mesmo: Palestra “Aluno/Estagiário – Testemunhos” (vd. ponto 3.3.1.) – “O processo de ensino e aprendizagem deverá ser centrado no aluno, potenciando estratégias e práticas de ensino diversificadas, que o ajudem a aprender com interesse e significado…”. Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação Visita de estudo à Casa do Futuro Inclusiva (vd. ponto 3.3.2.) – “Pretende-se que a aprendizagem não se limite às sala de aula, sendo as visitas de estudos e os trabalhos de campo espaços privilegiados para a motivação dos alunos, e para a integração e articulação de saberes”. Sessão de Esclarecimento, Acção de Sensibilização e Festa de Natal (vd. ponto 4.3.) – “A escola deverá continuar a dar uma atenção particular à integração dos alunos do 7º e 10º anos, através de acções concertadas entre todas as suas estruturas e com o envolvimento de todos os seus elementos”.

Geocaching (vd. ponto 4.3.) – “Estes projectos deverão promover outras aprendizagens não formais, permitindo a socialização inter-pares, estimular o trabalho em equipas multidisciplinares (…) contribuindo assim para o desenvolvimento pessoal e social de todos os intervenientes”. Formação aos Encarregados de Educação (vd. ponto 4.3.) – “…a escola deverá organizar espaços de debate, realizar actividades de sensibilização e informação para os pais e encarregados de educação, desenvolvendo mecanismos que estimulem a sua participação nas reuniões e na tomada de decisões e incentivando o seu envolvimento no processo de aprendizagem dos seus educandos”. Para além das iniciativas acima descritas propuseram-se outras cuja intervenção não se restringe às turmas atribuídas mas à comunidade educativa em geral. Formação aos Encarregados de Educação Esta actividade, que consiste em dotar os Encarregados de Educação com competências para trabalharem com a disciplina da direcção de turma, criada no Moodle, com assuntos referentes à mesma, começou por ser uma proposta para a turma 9 do 10º ano (vd. ponto 4.3.). No entanto, a coordenadora das Novas Oportunidades sugeriu que as duas acções de formação propostas fossem alargadas a todos os Encarregados de Educação de alunos do 10º de Cursos Profissionais. Neste sentido, foi elaborado e divulgado um documento para cada uma das acções (vd. Apêndice A3), de forma a dar a conhecê-las aos Encarregados de Educação, tendo depois cada uma das Directoras de Turma, dos cursos acima referidos, recolhido as inscrições que se fizeram de acordo com o perfil de cada um. Esta disciplina tem também conteúdos do interesse do Conselho de Turma e uma área para o Delegado e Subdelegado. Esta iniciativa pretende desta forma fomentar a comunicação entre os diversos elementos da comunidade escolar.

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Escola Superior de Educação Angariação de publicações de informática Como foi referido anteriormente, a Sala de Estudo e a Mediateca, estão equipadas com um número muito reduzido manuais e livros sobre informática e as poucas revistas existentes estão muito desactualizadas (vd. pontos 2.3.5.1. e 2.3.5.2., respectivamente). Os professores das disciplinas de informática em geral e dos cursos de informática em particular, sentiram necessidade de alterar esta situação pois, apesar da maioria dos alunos utilizar a Internet como meio preferencial para a realização de pesquisas de suporte ao seu estudo ou trabalho, a verdade é que alguns ainda procuram publicações em suporte de papel. A existência destes recursos é ainda mais importante, se pensarmos que, são apenas nove os computadores da escola a partir dos quais os alunos podem aceder à Internet e que, o nosso público alvo frequenta Cursos de Educação e Formação e Profissionais que têm habitualmente alunos que provêm de famílias cujo rendimento não permite ter computador e consequentemente acesso à Internet a partir de casa. Além disso é necessário incentivar e valorizar a autoformação, onde a edição de livros em português tem uma palavra a dizer, e promover hábitos de leitura, papel no qual as revistas se destacam, através das suas reportagens sobre novas tecnologias, que tanto interesse despertam. Espera-se através deste estímulo contribuir para aumentar os níveis de sucesso e, de certa forma, combater a indisciplina já que a iniciativa contribui para a igualdade de oportunidades. Neste sentido, serão contactadas as editoras, de livros de informática, Centro Atlântico e FCA – Editora de Informática bem como a Edimpresa, a Cofina Media e a

Goody, que publicam a Exame Informática, a PC Guia e a Windows Vista, respectivamente. A escolha destas editoras relaciona-se com o facto de serem as que têm maior expressão no mercado português. Esta actividade será realizada em parceria com os colegas do 2º ano da Profissionalização em Serviço, da ESPAV, Gonçalo Miller e Vanda Santos. Feira das Publicações de Informática Esta proposta vem na sequência da anterior pois, aquela só terá qualquer tipo de impacto, se a existência de publicações informáticas disponíveis para os alunos for do seu conhecimento. Assim, aliando a necessidade de divulgação deste facto à pertinência de agradecer às editoras que connosco colaborarem, surgiu a “Feira das Publicações de Informática”, onde estas poderão divulgar todos os seus produtos, dando, naturalmente, Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação especial relevo àqueles que se relacionam com o tema da feira. Esta decorrerá na semana das comemorações dos 400 anos sobre o nascimento de Pe. António Vieira, patrono da escola (vd. ponto 2.1.), ou seja em Março, uma vez que nessa altura a comunidade escolar estará mais receptiva a este tipo de iniciativas. Na medida em que divulga fontes de obtenção de conhecimento, esta actividade contribui para a promoção do sucesso escolar, e até profissional, uma vez as publicações em causa constituem uma importante ferramenta de trabalho, não só para alunos mas também para professores. Esta actividade será realizada em parceria com os colegas do 2º ano da Profissionalização em Serviço da ESPAV, Gonçalo Miller e Vanda Santos. Painel electrónico informativo – ESPAV Esta iniciativa teve, também, como origem a necessidade sentida de divulgação da existência de publicações informáticas disponíveis para os alunos. Assim, na inexistência de um meio de comunicação suficientemente atractivo, decidiu-se pela implementação e manutenção de um painel electrónico, onde constassem todas as informações relevantes para comunidade escolar, independentemente de se passarem dentro ou fora da ESPAV. Informação sobre matrículas e inscrição para exames, bem como divulgação de eventos culturais a decorrer na zona, são exemplos do que se pretende com este painel que será colocado no átrio da ESPAV, promovendo desta forma a comunicação entre os diversos elementos da comunidade escolar. Esta actividade será realizada em parceria com os colegas do 2º ano da Profissionalização em Serviço da ESPAV, Gonçalo Miller e Vanda Santos. Pretende-se que as actividades acima mencionadas, no seu conjunto, contribuam para a formação adequada dos alunos, bem como, motivem a comunidade escolar para a participação nas actividades da mesma, fazendo da ESPAV, cada vez mais, uma escola que é de todos.

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Escola Superior de Educação

7. CURRICULUM VITAE Os capítulos anteriores apresentaram um estudo, sobre a escola em geral, as disciplinas e as turmas atribuídas, que teve como objectivo a elaboração da planificação das actividades enquanto docente e directora de turma, também expostas ao longo deste projecto. Embora um professor deva ser o mais objectivo possível nas análises e planificações que efectua a verdade é que cada docente tem um percurso de vida diferente que naturalmente influencia a sua actividade. Assim, neste capítulo é apresentado um breve resumo da formação e experiência enquanto professora. A informação completa sobre percurso académico e profissional encontra-se no curriculum vitae disponível em apêndice (vd. Apêndice A4). Ao nível da formação académica possui a Licenciatura em Engenharia de Sistemas e Informática da Universidade do Minho. Em 2005 Ingressou na Licenciatura em Ensino de Informática, na Universidade da Beira Interior, da qual possuí o 4º ano. No ano lectivo 2006/2007 iniciou a Profissionalização em Serviço estando neste momento a frequentar o 2º ano, no âmbito da qual este projecto está a ser realizado. Desde 2002 possui o Certificado de Aptidão Profissional nº EDF 25789/2002 DL válido até 2012-05-21 e em 2007 obteve o Certificado de Qualificação de Formador CCPFC/RFO-22027/07.

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Escola Superior de Educação No que diz respeito à experiência profissional, iniciou o seu percurso como docente na Escola Básica 2,3 S. Julião da Barra, em Oeiras, onde, para além de Professora Contratada de Introdução à Informática, desempenhou diversas funções como: autora do manual de “Windows 95/98” de apoio à disciplina de Introdução à Informática; colaboradora na equipa de horários para o ano lectivo 2001/2002 com o programa gp-

Untis da Cardita; consultora Informática responsável pela reestruturação do Centro de Recursos, que consistiu na análise, recuperação e actualização do equipamento existente, bem como na organização de um dossier com informação acerca do hardware e software disponível na escola. No ano seguinte foi admitida no Centro de Formação NHK onde trabalhou durante três anos, altura em que regressou ao ensino público, mais concretamente à Escola Básica 2,3 Dr. João das Regras, na Lourinhã, onde, como acontecera anteriormente, para além de Professora Contratada de Tecnologias da Informação e Comunicação (9º ano), desempenhou outras tarefas como: paginadora do Jornal Escolar “O Pirata” e do suplemento de Desporto Escolar “IN Forma” em CorelDraw; programadora e webmaster do website da escola em FrontPage e JavaScript disponível em www.eb23-dr-joaoregras.rcts.pt e coordenadora do Clube de Informática. No ano lectivo seguinte foi colocada na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Henriques Nogueira, em Torres Vedras, como Professora Contratada de Tecnologias da Informação e Comunicação (9º e 10º anos). Este ano coincidiu com o início da frequência da Licenciatura em Ensino de Informática não tendo por isso desempenhado outras tarefas. No ano lectivo passado entrou no Quadro de Zona Pedagógica da Cidade e Norte de Lisboa e foi colocada na Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Padre António Vieira, em Lisboa, onde ainda se encontra a leccionar. As disciplinas atribuídas nestes dois anos foram: Aplicações Informáticas B (11º ano), Programação e Sistemas de Informação e Tecnologias da Informação e Comunicação (10º ano).

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8. CONCLUSÕES O PFAP, apresentado, foi construído com base no estudo da escola em geral e das turmas, sobretudo a direcção de turma, em particular, para deste modo se poderem detectar características, especificidades e necessidades que permitiram planear actividades de forma adequada e não, simplesmente, planear por planear. O professor, enquanto membro da comunidade escolar, não é apenas responsável pela leccionação das disciplinas que lhe foram atribuídas e pela orientação da sua direcção de turma, é também responsável pela concretização do Projecto Educativo de Escola, que embora de forma indirecta tem também a sua intervenção, uma vez que emana do Conselho Pedagógico, devendo conhecê-lo profundamente e nele intervir de forma sustentada. As propostas apresentadas neste projecto foram debatidas com os colegas do 2º ano da Profissionalização em Serviço, com colegas de grupo e de profissão, com a delegada de grupo e delegada à profissionalização, bem como a coordenadora das Novas Oportunidades e até, com alunos e encarregados de educação, no sentido de perceber se seriam as mais adequadas para dar resposta aos objectivos pretendidos. O trabalho de colaboração entre os três colegas em profissionalização foi aliás, muito positivo, pois, permitiu analisar a comunidade escolar, e consequentemente propor actividades a realizar na mesma, sob três perspectivas diferentes, uma vez que, provêm de regiões diversas, têm experiências profissionais diferentes e até apetências distintas dentro da informática, enriquecendo desta forma o PFAP.

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Escola Superior de Educação No fundo, esta recolha de opiniões, aliada aos conhecimentos obtidos pela experiência profissional de anos anteriores e àqueles que foram adquiridos no 1º ano da Profissionalização em Serviço (vd. Anexo B1), foram essenciais para delinear o PFAP. Se dúvidas houvesse, a elaboração de um projecto desta envergadura expõe, de forma clara, a necessidade da existência do 1º ano da Profissionalização em Serviço ou seja, das disciplinas das Ciências da Educação, pois o conhecimento técnico adquirido com a formação de base, neste caso Engenharia de Sistemas e Informática, não é suficiente para intervir, enquanto membro, na comunidade escolar no seu todo. Estas disciplinas foram efectuadas através de equivalências e equivalências parciais às disciplinas que haviam sido realizadas durante a Licenciatura em Ensino de Informática, da qual possuo o 4º ano. A Didáctica Específica da Informática permitiu a obtenção e aperfeiçoamento de métodos de trabalho, de forma a melhorar a leccionação das diferentes disciplinas, como se procurou espelhar no capítulo referente à planificação da actividade docente (vd. ponto 3). O aprimoramento, quer ao nível pedagógico quer ao nível técnico, tem sido de resto, uma preocupação desde o início da carreira, que se traduz, desde logo pela matrícula numa segunda Licenciatura em Ensino de Informática, mas também através da frequência de acções de formação presenciais e online (vd. Apêndice A4), leitura de livros e consulta de websites. As características da direcção de turma atribuída (vd. pontos 3.2.1. e 4.1.), que representam um desafio para quem, pela primeira vez, desempenha este cargo, fazem com que recorra muitas vezes às aprendizagens desenvolvidas em Psicologia da Educação e Psicologia do Desenvolvimento, sendo a segunda uma disciplina da Licenciatura atrás referida. As disciplinas de Sociologia da Educação e Organização Escolar e Desenvolvimento Curricular foram essenciais, no seu todo, para a elaboração deste PFAP pois, permitiram por um lado obter conhecimentos para enquadrar os assuntos abordados ao longo do mesmo, e por outro lado, saber utilizar a legislação como material efectivo de trabalho e não como algo que sabemos que existe mas nunca consultamos. Este projecto não tem, nem poderia ter, resposta para todas as necessidades detectadas, mas, pretende dar o seu contributo: formando cidadãos com valores morais e sociais necessários à convivência em sociedade; incentivando a comunidade escolar em geral à participação activa nos assuntos e actividades da escola; despertando o Carla Susana C. de Jesus

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Escola Superior de Educação interesse pela formação em novas tecnologias que tão grande importância assumem nos dias que correm. Contudo, o estudo efectuado também encontrou problemas para os quais não foi proposta qualquer intervenção, uma vez que a exequibilidade das soluções implica tempo superior àquele em que este projecto tem que ser desenvolvido e/ou está fora da ingerência de um professor. Exemplos, do que foi anteriormente referido, são o parque informático em fim de vida e a escassez de computadores disponíveis para alunos fora da sala de aula. Contudo, e uma vez que o trabalho do professor não se esgota com o final deste ano lectivo e consequente conclusão deste projecto, ficam levantadas as questões que poderão ser alvo de intervenção futura num projecto de maior duração.

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Escola Superior de Educação PROGRAMA DA DISCIPLINA DE PROGRAMAÇÃO E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (2005). Lisboa: Direcção-Geral de Formação Vocacional SIMÕES, Alcino (1996). Planificações [Em linha]. Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.prof2000.pt/Users/Folhalcino/Formar/Outros/Planifica.Htm. Consultado em Janeiro 2008 VIDAS LUSÓFONAS. Padre António Vieira [Em linha]. Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.vidaslusofonas.pt/padre_antonio_vieira.htm. Consultado em Janeiro 2008 WIKIPEDIA (2008). Geocaching [Em linha]. Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.geocaching-pt.net/wiki/index.php?title=Geocaching. Consultado em Janeiro 2008

LEGISLAÇÃO CONSULTADA Decreto-Lei 287/88 de 19 de Agosto Decreto-Lei 115-A/98 de 4 de Maio Decreto-Lei 190/91 de 17 de Maio Decreto-Lei 319/91 de 23 de Agosto Decreto-Lei 74/2004 de 26 de Março Decreto-Lei 272/2007 de 26 de Julho Despacho Conjunto 453/2004 de 27 de Julho Despacho Normativo 7/2006 de 6 de Fevereiro Lei 46/86 de 14 de Outubro Lei 24/99 De 22 de Abril Lei 147/99 de 1 de Setembro Portaria 550-A/2004 de 21 de Maio Portaria 550C/2004 de 21 de Maio Portaria 916/2005 de 26 de Setembro Portaria 797/2006 de 10 de Agosto

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APÊNDICES

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A1 – PLANIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DE PROGRAMAÇÃO E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (VERSÃO APROVADA EM CONSELHO PEDAGÓGICO)

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MAPA SÍNTESE DO PROJECTO DE GESTÃO MODULAR

2007/2008

CURSO: Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos DISCIPLINA: Programação e Sistemas de Informação Set

Out

Nov

ANO: 10º

PROFESSOR / FORMADOR: Dez

Jan

Fev

Mar

Abr

Carla Jesus

Mai

Jun

Jul

Módulo Nº 1 Introdução à Programação e Algoritmia

Módulo Nº 2 Mecanismos de Controlo e Execução

Módulo Nº 3 Programação Estruturada

Actualizado em

Carla Susana C. de Jesus

14

de

Novembro

de

2007

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Página

Projecto de Gestão Modular

Ano Lectivo:

2007/2008 1

Curso

Prof. Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos

Portaria:

Disciplina

Programação e Sistemas de Informação

Professor / Formador:

Módulo Nº

1

Designação

Introdução à Programação e Algoritmia

de

1

916/2005 de 26 de Setembro Carla Jesus Início*: * PREVISÃO ddmmaa

19-09-07

Fim*: 14-11-07 * PREVISÃO ddmmaa

Competências gerais a trabalhar / desenvolver:

Conteúdos

Indicadores de Avaliação:

- Conceber algoritmos através da divisão dos problemas em componentes; - Estimular o raciocínio lógico; - Estimular a reflexão, a observação e autonomia.

1. Introdução à Lógica de Programação 2. Desenvolvimento de Algoritmos 3. Constantes, Variáveis e Tipo de Dados 4. Operadores e Funções Pré - Definidas 5. Teste e Correcção de erros

- Participação - Vocabulário - Criatividade na solução - Destreza com o equipamento - Capacidade de organização - Concentração - Assiduidade - Pontuailidade

Materiais de apoio à aprendizagem:

Actividades a realizar:

Instrumentos de Avaliação:

- Computador - Projector - Apresentações - Manuais - Internet - Word - Power Point - Scratch

- Portfólio: - Algumas Fichas de trabalho; - Exercícios de avaliação; - Teste - Outros trabalhos que possam ser solicitados a alguns alunos para colmatar as suas dificuldades pontuais.

- Fichas de trabalho - Portfolio - Exercícios de avaliação - Teste

Competências específicas a trabalhar / desenvolver: - Apreender conceitos sobre a lógica de programação; - Aplicar instruções e sequências lógicas na resolução de problemas; - Utilizar as regras e as diferentes fazes na elaboração de um algoritmo; - Aplicar fluxogramas; - Identificar os diferentes tipos de dados; - Identificar variáveis e constantes; - Utilizar as regras de tipos em geral; - Enumerar e identificar os operadores aritméticos, relacionais e lógicos; - Utilizar operadores e funções pré-definidas; - Realizar testes e correcção de erros.

ACTUALIZADO em

14

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de

Novembro

de

2007

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Página

Projecto de Gestão Modular

Ano Lectivo:

2007/2008 1

Curso

Prof. Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos

Portaria:

Disciplina

Programação e Sistemas de Informação

Professor / Formador:

Módulo Nº

2

Designação

Mecanismos de Controlo de Execução

Início*:

19-11-07

Fim*: 27-02-08 * PREVISÃO ddmmaa

Competências gerais a trabalhar / desenvolver:

Conteúdos

Indicadores de Avaliação:

- Compreender os conceitos básicos do desenvolvimento de programas informáticos utilizando ambientes e linguagens de programação procedimentais.

1. Exemplos em linguagem natural envolvendo mecanismos intuitivos de Decisão Binária e Decisão Múltipla 2. Exemplos em linguagem natural envolvendo mecanismos de repetição condicionada por uma expressão lógica 3. Desenvolvimento de algoritmos, fazendo uso de uma linguagem gráfica com o objectivo de analisar o seu fluxo de execução sequencial 4. Estrutura de um programa 5. Tipos de variáveis. Tipos simples 6. Instruções: Afectação, Input e Output de informação 7. Mecanismos de controlo de programa 8. Selecção simples 9. Selecção múltipla 10. Repetição condicional 11. Repetição incondicional

- Participação - Vocabulário - Criatividade na solução - Destreza com o equipamento - Capacidade de organização - Concentração - Assiduidade - Pontuailidade

Materiais de apoio à aprendizagem:

Actividades a realizar:

Instrumentos de Avaliação:

- Computador - Projector - Apresentações - Manuais - Internet - Word - Power Point - Compilador de Pascal

- Trabalho escrito individual sobre as origens do Pascal.

- Fichas de trabalho - Trabalho escrito individual - Portfolio - Exercícios de avaliação - Teste

- Conhecer vários tipos de variáveis; - Compreender a estrutura de um programa; - Conhecer estruturas de decisão e de repetição.

ACTUALIZADO em

14

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- Portfólio: - Trabalho individual sobre as origens do Pascal; - Algumas Fichas de trabalho; - Exercícios de avaliação; - Teste; - Outros trabalhos que possam ser solicitados alguns alunos para colmatar as suas dificuldades pontuais. de

Novembro

de

1

Carla Jesus

* PREVISÃO ddmmaa

Competências específicas a trabalhar / desenvolver:

de

916/2005 de 26 de Setembro

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Página

Projecto de Gestão Modular

Ano Lectivo:

2007/2008 1

Curso

Prof. Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos

Portaria:

Disciplina

Programação e Sistemas de Informação

Professor / Formador:

Módulo Nº

3

Designação

Programação Estruturada

de

1

916/2005 de 26 de Setembro Carla Jesus Início*: * PREVISÃO ddmmaa

03-03-08

Fim*: 21-05-08 * PREVISÃO ddmmaa

Competências gerais a trabalhar / desenvolver:

Conteúdos

Indicadores de Avaliação:

- Desenvolver programas informáticos básicos utilizando ambientes e linguagens de programação procedimentais.

1. Conceitos Básicos 2. Variáveis 3. Subprogramas 4. Construção de Bibliotecas

- Participação - Vocabulário - Criatividade na solução - Destreza com o equipamento - Capacidade de organização - Concentração - Assiduidade - Pontuailidade

Materiais de apoio à aprendizagem:

Actividades a realizar:

Instrumentos de Avaliação:

- Computador - Projector - Apresentações - Manuais - Internet - Word - Power Point - Compilador de Pascal

- Trabalho prático individual sobre um problema à escolha de entre um conjunto de hipóteses apresentadas.

- Fichas de trabalho - Trabalho prático individual - Portfolio - Teste

Competências específicas a trabalhar / desenvolver: - Adquirir a noção de subprograma; - Conhecer as regras de declaração de subprogramas; - Conhecer as regras de execução de subprogramas; - Utilizar correctamente parâmetros; - Distinguir os diferentes tipos de subprogramas; - Elaborar programas com recurso a subprogramas; - Conhecer as regras para a criação de bibliotecas de subprogramas; - Conhecer os mecanismos de utilização de bibliotecas de subprogramas.

ACTUALIZADO em

14

Carla Susana C. de Jesus

- Portfólio: - Trabalho prático individual sobre um problema à escolha; - Algumas Fichas de trabalho; - Teste; - Outros trabalhos que possam ser solicitados alguns alunos para colmatar as suas dificuldades pontuais. de

Novembro

de

2007

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A2 – PLANIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DE APLICAÇÕES INFORMÁTICAS B (VERSÃO APROVADA EM CONSELHO PEDAGÓGICO)

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Planificação anual Disciplina: Aplicações

Informáticas – B

Ano: 1 1º Ano lectivo: 2007/08

1º Período Unidade 1 – Teoria da interactividade (15) 

Do GUI aos ambientes imersivos

Realidade Virtual

O conceito de interactividade

Características ou componentes da interactividade

Níveis e tipos de interactividade

Como Avaliar soluções interactivas

O desenho de soluções interactivas

Unidade 2 - Conceitos básicos multimédia (15) 

Tipos de média

Conceito de multimédia

Modos de divulgação

Linearidade e não-linearidade

Tipos de produtos

Tecnologias multimédia

Unidade 3 - Uso de sistemas multimédia (51) 

Subunidade 1 – Texto

2º Período 

Subunidade 2 – Imagem

Subunidade 3 – Som

3º Período 

Subunidade 4 –Vídeo

Subunidade 5 –Animação

Subunidade 6 –Publicação

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Critérios Específicos de Avaliação Os Critérios de Avaliação específicos desta disciplina não dispensam a consulta dos Critérios Gerais de Avaliação para as disciplinas de Informática e o Regulamento Interno da Escola. 

Competências, Cognitivo e das Capacidades x 85% 

Competências e Cognitivo (Testes, Trabalhos e Portfolios – 3; Fichas de Trabalho – 1; Apresentação oral – 1) x 80%

 

Capacidades (Destreza Equipamento, Vocabulário, Criatividade na solução...) x 20%

Atitudes x 15%

Nota: As avaliações dos trabalhos e dos projectos são consideradas como testes

Instrumentos de Avaliação 

1.º Período:

2 Testes + 2 Trabalhos (Aval. Qualitativa – Insuficiente, Não Satisfaz, Satisfaz, Satisfaz Bem,

Excelente) + Portfolio (Aval. Qualitativa – Insuficiente, Não Satisfaz, Satisfaz, Satisfaz Bem, Excelente)

2.º Período:

2 Testes + 1 Trabalho (Aval. Qualitativa – Insuficiente, Não Satisfaz, Satisfaz, Satisfaz Bem,

Excelente) + Portfolio (Aval. Qualitativa – Insuficiente, Não Satisfaz, Satisfaz, Satisfaz Bem, Excelente)

3.º Período: Excelente) +

2 Testes + 1 Trabalho (Aval. Qualitativa – Insuficiente, Não Satisfaz, Satisfaz, Satisfaz Bem,

Portfolio (Aval. Qualitativa – Insuficiente, Não Satisfaz, Satisfaz, Satisfaz Bem, Excelente)

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A3 – PLANO DAS ACÇÕES DE FORMAÇÃO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

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Escola Superior de Educação

Moodle Ano Lectivo 2007/2008 PLANO DA FORMAÇÃO

OBJECTIVO GERAL:  Utilizar a disciplina da direcção de turma, criada no Moodle, como forma de comunicação bilateral Encarregado de Educação – Directora de Turma OBJECTIVOS ESPECÍFICOS:  Descrever as características gerais da plataforma Moodle  Explicar os procedimentos necessários para a utilização de disciplinas da plataforma Moodle  Utilizar os recursos disponibilizados pela Directora de Turma na disciplina da direcção de turma PÚBLICO-ALVO: Encarregados de Educação, de alunos do 10º ano de Cursos Profissionais da ESPAV, com experiência na utilização das novas tecnologias MÁXIMO DE PARTICIPANTES: 13 RECURSOS MATERIAIS: Sala equipada com 13 computadores de secretária, 1 computador portátil e 1 projector LOCAL DA FORMAÇÃO: ESPAV – sala 7 HORÁRIO: 4ª feira das 19:30 às 21:30 Nº DE SESSÕES: 1 sessão DATA: 14 de Novembro CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:  O Moodle na ESPAV  Moodle: o que é e como funciona?  Visitante ou Utilizador registado?  Chave de inscrição  Navegação no Moodle  Definição/Alteração do perfil  Anulação da inscrição  Notícias  Fóruns  Chats  Mensagens  Eventos FORMADORA: Carla Jesus

Carla Susana C. de Jesus

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Internet, E-mail e Moodle Ano Lectivo 2007/2008 PLANO DA FORMAÇÃO

OBJECTIVO GERAL:  Utilizar a disciplina da direcção de turma, criada no Moodle, como forma de comunicação bilateral Encarregado de Educação – Directora de Turma OBJECTIVOS ESPECÍFICOS:  INTERNET o Enunciar os princípios gerais de funcionamento da Internet o Consultar informação em todo o tipo de sites o Efectuar downloads e perceber o conceito de upload o Conhecer as principais ameaças à segurança  E-MAIL o Criar uma conta de e-mail o Manipular mensagens o Gerir contactos o Conhecer as principais ameaças à segurança  MOODLE o Descrever as características gerais da plataforma Moodle o Explicar os procedimentos necessários para a utilização de disciplinas da plataforma Moodle o Utilizar os recursos disponibilizados pela Directora de Turma na disciplina da direcção de turma PÚBLICO-ALVO: Encarregados de Educação, de alunos dos Cursos Profissionais da ESPAV, sem experiência na utilização das novas tecnologias MÁXIMO DE PARTICIPANTES: 13 RECURSOS MATERIAIS: Sala equipada com 13 computadores de secretária, 1 computador portátil e 1 projector LOCAL DA FORMAÇÃO: ESPAV – sala 7 HORÁRIO: 4as feiras das 19:30 às 21:30 Nº DE SESSÕES: 4 sessões DATA: 21 e 28 de Novembro, 5 e 12 de Dezembro CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:  INTERNET o Internet: O que é e como funciona? o Browsers o URL o Portais, Websites e Webpages o Favoritos o Motores de busca o Pré-visualizar e Imprimir o Dowlnload e Upload o Hi5, Blogger, YouTube, Chats e MSN. o Segurança: vírus e cavalos de tróia  E-MAIL Carla Susana C. de Jesus

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o E-mail: o que é e como funciona? o Criar uma conta de e-mail o Enviar mensagens simples o Enviar mensagens com anexo o Os campos Para, CC e BCC o Receber mensagens o Guardar contactos o Segurança: hoaxes e spam MOODLE o O Moodle na ESPAV o Moodle: o que é e como funciona? o Visitante ou Utilizador registado? o Chave de inscrição o Navegação no Moodle o Definição/Alteração do perfil o Anulação da inscrição o Notícias o Fóruns o Chats o Mensagens o Eventos

FORMADORA: Carla Jesus

Carla Susana C. de Jesus

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A4 – CURRICULUM VITAE

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MODELO

EUROPEU DE CURRICULUM VITAE

INFORMAÇÃO PESSOAL Nome E-mail Website Nacionalidade Data de nascimento

Carla Susana C. de Jesus email@carlajesus.net www.carlajesus.net Portuguesa 16 de Março de 1976

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL •Datas • Nome e endereço do empregador • Tipo de empresa ou sector • Função ou cargo ocupado • Principais actividades e responsabilidades

Janeiro de 2005 à data presente Trabalhadora independente

• Datas • Nome e endereço do empregador • Tipo de empresa ou sector • Função ou cargo ocupado • Principais actividades e responsabilidades

Setembro de 2006 à data presente Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Padre António Vieira

• Datas • Nome e endereço do empregador • Tipo de empresa ou sector • Função ou cargo ocupado • Principais actividades e responsabilidades

Setembro de 2005 a Agosto 2006 Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Henriques Nogueira

• Datas • Nome e endereço do empregador • Tipo de empresa ou sector • Função ou cargo ocupado • Principais actividades e responsabilidades

Setembro de 2004 a Agosto de 2005 Escola Básica 2,3 Dr. João das Regras

•Datas • Nome e endereço do empregador • Tipo de empresa ou sector • Função ou cargo ocupado • Principais actividades e responsabilidades Carla Susana C. de Jesus

Editora de informática Autora Autora das obras: “Fundamental do Windows Vista”, FCA – Editora de Informática, 2007 “Exercícios de Access 2003 e XP”, FCA – Editora de Informática, 2006 “Exercícios de Word 2003 e XP”, FCA – Editora de Informática, 2005

Ensino Básico e Secundário Professora do grupo 550 – Informática Professora de Aplicações Informáticas B, Programação e Tecnologias da Informação e Comunicação.

Ensino Básico e Secundário Professora do grupo 39 – Informática Professora de Tecnologias da Informação e Comunicação.

Ensino Básico Professora do grupo 39 – Informática Professora de Tecnologias da Informação e Comunicação; Paginadora do Jornal Escolar “O Pirata” e do suplemento de Desporto Escolar “IN Forma” em CorelDraw; Programadora e webmaster do website da escola em FrontPage e JavaScript disponível em www.eb23-dr-joao-regras.rcts.pt; Coordenadora do Clube de Informática. Setembro de 2001 a Setembro de 2004 NHK – Formação e Novas Tecnologias, Lda. Formação Formadora Formadora de Windows XP, Word XP/2003, Excel XP/2003, Access XP/2003 e PowerPoint XP/2003; orientadora do estágio dos novos formadores contratados pela 111


Escola Superior de Educação empresa. •Datas • Nome e endereço do empregador • Tipo de empresa ou sector • Função ou cargo ocupado • Principais actividades e responsabilidades

Dezembro de 2000 a Setembro de 2002 Escola de Informática “O Meu Futuro”

• Datas • Nome e endereço do empregador • Tipo de empresa ou sector • Função ou cargo ocupado • Principais actividades e responsabilidades

Novembro de 2000 a Agosto de 2001 Escola Básica 2,3 S. Julião da Barra

Formação Formadora Formadora de Windows Me, Word 2000, Excel 2000, Access 2000, PowerPoint 2000, Outlook 2000, FrontPage 2000 e Internet Explorer; autora do manual “FrontPage 2000” de apoio ao respectivo curso.

Ensino Básico Professora do grupo 39 – Informática Professora de Introdução à Informática; autora do manual de “Windows 95/98” de apoio à disciplina de Introdução à Informática; colaboradora na equipa de horários para o ano lectivo 2001/2002 com o programa gp-Untis da Cardita; consultora Informática responsável pela reestruturação do Centro de Recursos, que consistiu na análise, recuperação e actualização do equipamento existente, bem como na organização de um dossier com informação acerca do hardware e software disponível na escola.

FORMAÇÃO ACADÉMICA E PROFISSIONAL

• Datas • Nome e tipo da organização de ensino ou formação • Principais disciplinas/competências profissionais • Designação da qualificação atribuída • Classificação obtida

Setembro 2006 a … Escola Superior de Educação de Lisboa

• Datas • Nome e tipo da organização de ensino ou formação • Principais disciplinas/competências profissionais • Designação da qualificação atribuída • Classificação obtida

Setembro 2005 a … Universidade da Beira Interior

• Datas • Nome e tipo da organização de ensino ou formação • Principais disciplinas/competências profissionais • Designação da qualificação atribuída • Classificação obtida

Dezembro 2003 Universidade do Minho

•Datas • Nome e tipo da organização de ensino ou formação • Principais

Abril de 2007 Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua

Carla Susana C. de Jesus

Profissionalização em Serviço

Profissionalização

Ensino da Informática

Licenciatura

Engenharia de Sistemas e Informática

Licenciatura 13

Qualificação de Formador 112


Escola Superior de Educação disciplinas/competências profissionais • Designação da qualificação atribuída • Classificação obtida •Datas • Nome e tipo da organização de ensino ou formação • Principais disciplinas/competências profissionais • Designação da qualificação atribuída • Classificação obtida

Certificado de Qualificação de Formador CCPFC/RFO-22027/07 Não aplicável Setembro de 2001 a Novembro de 2001 CENCAL – Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica Formação Pedagógica Inicial de Formadores

Certificado de Aptidão Profissional nº EDF 25789/2002 DL válido até 2012-05-21 Muito Bom

APTIDÕES E COMPETÊNCIAS PESSOAIS

PRIMEIRA LÍNGUA

PORTUGUÊS

OUTRAS LÍNGUAS • Compreensão escrita • Expressão escrita • Expressão oral

APTIDÕES E COMPETÊNCIAS SOCIAIS

APTIDÕES E COMPETÊNCIAS DE ORGANIZAÇÃO

APTIDÕES E COMPETÊNCIAS

INGLÊS Bom Bom Bom Facilidade no relacionamento interpessoal e de comunicação e aptidão para o trabalho em equipa. Enquanto membro do Movimento Católico de Estudantes – Sector do Ensino Superior coordenei a equipa da Arquidiocese de Braga durante o ano lectivo de 1997/98. Capacidade de liderança e de coordenação de pessoas Enquanto membro do Movimento Católico de Estudantes – Sector do Ensino Superior participei na organização, em 1998, das VII Jornadas de Universitários Católicos subordinadas ao tema “Europa: O desafio da multiculturalidade” que decorreram em Braga. Em 1999, participei na organização do Encontro Nacional do Sector do Ensino Superior que decorreu em Bragança. Conhecimentos de informática na óptica do utilizador, do técnico e do programador.

TÉCNICAS

APTIDÕES E COMPETÊNCIAS

Conhecimentos de fotografia e vídeo.

ARTÍSTICAS

CARTA DE CONDUÇÃO INFORMAÇÃO ADICIONAL

ANEXOS

Carla Susana C. de Jesus

L-1811584 9 e viatura própria Interesses pessoais Desporto, viagens, alimentação saudável, fotografia e direitos do consumidor. Associada da DECO – Associação para a Defesa do Consumidor 9224161-42 Associada da Associação Humanitário dos Bombeiros Voluntários de Caldas da Rainha 17731 I – Acções de formação assistidas

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Escola Superior de Educação I – ACÇÕES DE FORMAÇÃO ASSISTIDAS Etiqueta à Mesa, Espaço Municipal de Apoio à Juventude da Lourinhã, Seixal, 18 horas, Outubro a Novembro de 2007. Montagem e Manutenção de Redes e Equipamento Informático, Centro de Formação Professor João Soares, Lisboa, 25 horas, Fevereiro a Maio de 2007. Iniciação ao Cinema, Vídeo e Multimédia, Espaço Municipal de Apoio à Juventude da Lourinhã, Seixal, 30 horas, Outubro de 2006. Gestão do Programa de Aplicações Informáticas B 11º e 12º anos, Escola Secundária c/ 3º CEB Joaquim Gomes Ferreira Alves promovido pela Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, Valadares, 25 horas, Setembro de 2006. Workshop de Fotografia Digital – Photoshop CS no centro do fluxo de trabalho, Flag promovido pela Exame Informática, Paço D’Arcos, 4 horas, Outubro de 2005. Workshop de Fotografia da Natureza, Espaço Humano – Formação e Serviços promovido pelo Espaço Municipal de Apoio à Juventude da Lourinhã, Lourinhã, 15 horas, Setembro de 2005. Imagem e Valorização Pessoal, CONPRO – Consultoria e Projectos, Leiria, 20 horas, Agosto de 2005. Edição electrónica, Evolui.com, online, 6 aulas, Agosto de 2005. Workshop de Fotografia, Espaço Humano – Formação e Serviços promovido pelo Espaço Municipal de Apoio à Juventude da Lourinhã, Lourinhã, 12 horas, Maio de 2005. Sessão Nacional de Divulgação da Acção eTwinning, Gabinete de Assuntos Europeus e Relações Internacionais, Oeiras, Março de 2005. Curso de Formação Profissional “Gestão da Formação”, SoProFor (Sociedade Promotora de Formação, Lda.), Caldas da Rainha, 60 horas, Setembro a Outubro de 2004. Curso de Formação Profissional “Planeamento Gestão e Controlo da Produção”, AIRO (Associação de Industriais da Região Oeste), Caldas da Rainha, 63 horas, Setembro a Novembro de 2003. Curso de Formação Profissional “Formação Pedagógica Inicial de Formadores”, CENCAL (Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica), Caldas da Rainha, 90 horas, Setembro a Novembro 2001. “Prevenção das Toxicodependências em Meio Escolar”, Centro de Apoio ao Toxicodependente promovido pela Escola Básica 2,3 S. Julião da Barra, Oeiras, Fevereiro de 2001. Curso de Inglês, Cambridge Lodge School, Londres, 80 horas Outubro a Dezembro de 1999. “Sistemas, interacção e distribuição”, CESIUM – Centro de Estudantes de Engenharia de Sistemas e Informática da Universidade do Minho, Braga, Abril de 1999. Congresso de Investigação Operacional – 98, Associação Portuguesa de Investigação Operacional, Faro, Novembro de 1998. VII Jornadas de Universitários Católicos subordinadas ao tema “Europa: O desafio da Multiculturalidade”, Movimento Católico de Estudantes, Braga, Novembro de 1998. “Perspectivas futuras da Engenharia Informática”, CESIUM – Centro de Estudantes de Engenharia de Sistemas e Informática da Universidade do Minho, Braga, Maio de 1998. “Software distribuído”, CESIUM – Centro de Estudantes de Engenharia de Sistemas e Informática da Universidade do Minho, Braga, Abril de 1997. “Duas décadas de sistemas – o passado, o presente e que futuro?”, CESIUM – Centro de Estudantes de Engenharia de Sistemas e Informática da Universidade do Minho, Braga, Abril de 1997.

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Escola Superior de Educação

A5 – FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO

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Escola Superior de Educação Ano Lectivo 2007/2008 Ficha Individual do Aluno

Nome: Ano:

Nº:

Turma:

Telemóvel:

E-mail:

Data de nascimento: Telefone: Escola que frequentou no ano anterior: Nome do pai: Idade: Habilitações literárias: Profissão: Nome da mãe: Idade: Habilitações literárias: Profissão: Encarregado de Educação: Grau de parentesco: Morada: Código postal:

Localidade:

Telefone:

Telemóvel:

N.º de irmãos:

Idade dos irmãos:

E-mail:

Pessoas com quem reside: Tem actividades extracurriculares: Tem computador?

Tem impressora?

Tem Internet?

Concorreu ao SASE?

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ANEXOS

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B1 – CERTIDÃO DO 1º ANO DA PROFISSIONALIZAÇÃO EM SERVIÇO

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B2 – HORÁRIOS DAS SALAS DE INFORMÁTICA (1, 2, 7, 8 E 9)

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B3 – DIPLOMAS E CERTIFICADOS DE PARTICIPAÇÃO

NAS ACÇÕES REFERIDAS NO CURRICULUM VITAE

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PFAP  

Projecto de Formação e Ação Pedagógica, pela Escola Superior de Educação de Lisboa, desenvolvido no âmbito da Profissionalização em Serviço...

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