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ENOTURISMO

A SERENADA A SERENADA ENOTURISMO Outeiro André, Sobreiras Altas (Grândola) Tel.: 929067027/269498014 Quartos duplos a partir de 75 euros por noite (inclui pequeno-almoço) Preço prova: 7 euros (5 vinhos, pão, enchidos e queijos; inclui visita) facebook.com/a.serenada.enoturismo

GRÂNDOLA Um enoturismo quase a estrear na Costa Alentejana, com sabores genuínos, vistas de primeira e Lisboa a pouco mais de uma hora. T EX TO D E JO ÃO M E ST RE F O TO G R AF I AS D E F ER N A N D O M A R Q U ES

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á refúgios onde sabe bem chegar de noite. Não só pela lareira acesa que nos espera dentro de portas ou pelo reconfortante jantar de boas-vindas. Por vezes, a surpresa de abrir as portadas pela manhã é tudo. Mesmo quando já temos pintado na ideia um esboço bastante nítido do que nos espera – os proprietários Jacin ta e Manuel, assim como Rita, filha de ambos, e Telma, responsável operacional pela unidade de agroturismo, são entu siásticos na descrição ao pormenor da panorâmica que a Serenada tem a seus pés. O jantar de boas-vindas, esse, é o ponto de partida para descobrir os vinhos da herda de – quer no copo quer no prato, com o elemento vínico sempre presente em algum momento da confeção (sirva de exemplo o bacalhau à Costa Alentejana, que inclui vinho branco na lista de ingredientes, e a mousse de chocolate, feita com azeite de produção própria e o monocasta Touriga Nacional). Mas falávamos da vista. evasões novembro

De noite, avistam-se, a meia centena de quilómetros em linha reta, as luzes de Se túbal e Sesimbra, e o clarão intermitente do farol do cabo Espichel. A luz rasante da manhã revela o mar de verde que se esten de do pé do cabeço onde assenta a Serenada até ao estuário do Sado. Uma mancha de pinhal, montado e olival onde os vestígios de civilização são ainda muito ténues. Ao fundo, a Arrábida, que só se deixa ver em dias mui to, muito limpos, uma visão tão rara como mágica, fazendo fé nas palavras de Telma. Perante tamanha paisagem, Jacinta Sobral e Manuel Silva construíram o seu turismo rural de sonho com a preocupação de minimizar a intrusão no espaço tão pre sente como a de tirar máximo proveito da vertente cénica. Daí que, no momento da chegada, a Serenada não se revele logo por inteiro. Apenas se vê o edifício da receção, reconstruído com base na antiga morada dos caseiros da quinta, e a ala dos quartos, separados por um pátio de tijoleira vermelha.

Descobre-se, depois, a escada que desce ao piso das áreas comuns, uma sala de traço contemporâneo que se divide entre o espaço de refeições, servidas em mesa corrida, e, mais recatada, uma biblioteca com lareira e cadeirões que chama por longas e preguiçosas manhãs de inverno. As amplas vidraças dão para a piscina pa norâmica e a vista, uma vez mais, rouba todas as atenções. A decoração junta elementos das viagens de Jacinta e Manuel com outros de tradição alentejana e o «saque» de diversas incursões por lojas de antiguidades. Lustres de cristal convivem com luminárias marroquinas, design de linhas nórdicas e linhos quase centenários – cultivados, tecidos e traba lhados na propriedade –, herança da família Sobral. O maior legado, contudo, data de 1961, ano marcado pelo nascimento de Jacinta e pela teimosia de seu pai em plan tar vinha onde não era «suposto». Aconse lhou-se com viticultores da Bairrada, habi tuados a lidar com a influência marítima, daí que o encepamento seja mais típico da

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denominação beirã do que da península de Setúbal, à qual pertence. Exemplo disso é a prevalência da casta Baga, curiosidade que já cativou a atenção de vários apaixo nados pela matéria, entre eles Dirk Nie poort. Jacinta não tem senão orgulho nos seus 1,6 hectares de vinha velha – de onde saem o tinto e o branco Cepas Cinquentenárias, porta-estandartes da casa –, bem como nos 2,6 hectares de vinhedo plantado entre 2008 e 2011, que produzem a gama Serras de Grândola. Ao todo, a Serenada produz ape nas 13 mil litros anuais, valor que poderá ascender aos 20 mil quando as novas videi ras começarem a produzir, mas não pas sará disso. Tal como a unidade de aloja mento (que, dos atuais quatro quartos, só crescerá até à meia dúzia), também a pro dução de vinhos é de espírito boutique. E a verdade, atestada numa prova acompanha da de doces caseiros e queijos regionais, à sombra de uma oliveira centenária, é que não é preciso dimensão para se fazer gran des vinhos. Em particular quando, por inspiração, se tem uma vista destas.

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emoção

4. CHakra CardíaCo Verde  Coração  ar  amor inCondiCional  Quartzo rosa  Yam  rosa

Requinte e bem-estar, entre a serra e o mar

Herdade do Amarelo natura & spa

Já conhece a Herdade do Amarelo natura & spa? Inserida no Parque Natural da Costa Vicentina, situando-se a 4km de uma pitoresca aldeia alentejana S. Luís, e a 7km de Vila Nova de Milfontes, com as suas lindas praias, recentemente eleitas pelas 7 maravilhas de Portugal, é o destino ideal para quem quer fugir do stress da cidade em rumo à tranquilidade do campo e a um ambiente requintado. Além disso, as temperaturas são amenas durante o ano inteiro. Só por isso, já vale a pena! 52 ZEN ENERGY Abril 2014 

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assar pelo portão da Herdade do Amarelo é como passar por um portal mágico, teletransportando-nos para um mundo onde reina a paz e a tranquilidade. Parece que o relógio para, os problemas e as preocupações evaporam-se e o nosso corpo é inundado por uma enorme paz de espírito. Sente-se tentado? Então, nada melhor que ficar a conhecer este local relaxante e acolhe-


viver viagem, decoração, novos espaços, culinária…

Bem-estar

Para a LuxWOMAN que é feliz em casa e no mundo

na Costa Alentejana

A HerdAde do AmArelo NAturA & SpA é a primeira unidade de turismo rural no Alentejo com spa e centro de bem-estar ao ar livre. Fica a apenas 7 km de Vila Nova de milfontes, rodeada por algumas das melhores praias da região, se não do país! os sete quartos, de inspiração árabe (quatro familiares e três suites), têm varanda privativa com vista privilegiada para a Serra de São domingos. para os amantes da gastronomia, são servidos os mais deliciosos pratos tradicionais. também os pequenos-almoços são recheados de iguarias regionais. Jacuzzi exterior, bicicletas para vigorosos passeios pela propriedade, caminhos marcados para percursos a pé, parque infantil, visitas guiadas aos animais da quinta, piscina exterior de água salgada e um ginásio ao ar livre compõem o resto do paraíso. tel. 917 587 882 herdadedoamarelo.pt A partir de €130

pág. 126 viagem

um roteiro por Sintra, dos espaços mais clássicos aos que acabam de inaugurar.

pág. 134 decoração

marta Fontes tem uma casa que expressa bem a criatividade do seu trabalho.


Dormir Aldear

Uma janela telúrica para a serra

fugashotéis(/) P (Público) (http://publico.pt) Portugal ()

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Pesquisa

Viagens (/Viagens) Hotéis (/Hoteis) Dicas dos leitores (/DicasDosLeitores)

Sofia Gonzaga decidiu deixar Lisboa e transformar a casa dos avós, em Alvaiázere, num espaço de turismo rural. Chamou-lhe Aldear e o nome faz todo o sentido. Este é um espaço para fugir ao corrupio da cidade e aldear também é isto. Pedro Crisóstomo

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Restaurantes e bares (/RestaurantesEBares) Vinhos (/Vinhos) Motores (/Motores) Notícias (/Noticias) Blogue Em Viagem (http://blogues.publico.pt/emviagem) (#4)

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Reservar hotel Destino por exemplo, cidade, região, zona ou hotel

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s pinhais densos e os corredores de eucaliptos ficaram para trás. O branco das casas de telhado ocre sobressai no manto verde carregado pelas chuvas da Primavera. A esta hora, o sol ainda queima e a luz entra directa pelas janelas viradas para a serra de Alvaiázere, caminho de curvas e contracurvas entre o arvoredo agitado pela força do vento neste concelho do Pinhal Interior Norte. Subimos a um sótão como que para subir à serra. Por umas horas, é esta a nossa morada – uma casa no sótão onde o amontoado de papéis e pó deram lugar a um arejado apartamento da unidade de turismo rural Aldear, inaugurada em Maio. E aqui ficamos, estendendo o olhar ao limite da serra, sorvidos pela calma rural da vila e o apelo ao caminho. Terra conquistada aos mouros, que no século VIII lhe chamaram AlBai-Zir ou Alva-Varze (consoante as

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versões historiográficas), Alvaiázere é uma janela voltada para um maciço calcário coberto de vegetação fértil, um dos vértices das Terras de Sicó. Está entre as romanas Conimbriga e Sellium (Tomar), entre o rio Nabão e o Zêzere. D. Duarte doou a vila em 1435 à rainha D. Leonor e 79 anos mais tarde receberia foral novo de D. Manuel. É naturalmente uma vila de tradições locais. E essa é também uma das filosofias do espaço da Aldear, três apartamentos (dois andares) que combinam a sobriedade das linhas modernas com um regresso ao passado e ao universo rural do concelho. Sofia Gonzaga, a proprietária, decidiu deixar Lisboa a tempo inteiro e lançar-se na área do turismo rural, reabilitando a casa dos avós em Alvaiázere, uma pequena quinta no coração da vila. Foi também a pensar no imaginário dos verões ali passados que idealizou o projecto. Cada apartamento, que Sofia pensou para famílias com filhos, está decorado com um tema diferente. Mas em todos há algo em comum: poesia nas paredes brancas. Na Casa do Sótão, a inspiração de Desejo Amante. O espaço é amplo e

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quente, como o poema de Bocage. O apartamento (dois quartos, duas casas de banho e uma sala ampla que comunica com a cozinha a todo o comprimento da casa) recolhe o sol durante o dia. E mais sobressaem os castanhos, os cinzentos e os torrados. Descendo as escadas exteriores, partilham o andar duas casas independentes, a Branca de Neve e a Casa Azul. À primeira, com janelas voltadas para o centro da vila, Sofia deu uma decoração mais urbana, onde optou por colocar na parede um poema de Pessoa (Põe-me as mãos nos ombros...). Na casa ao lado, é Florbela Espanca quem guia o espaço, com vista para a serra e para o jardim da casa, onde o azul da piscina combina com a decoração interior. Lá em baixo, as espreguiçadeiras e os cadeirões em meia-lua convidam a um sumo natural ou a uma bebida. O jardim – muros altos empedrados e canteiros sóbrios – era o antigo pomar, do qual ficaram as velhas árvores de jasmim e as laranjeiras. É um lugar que a avó de Sofia, a morar mesmo ao lado, tem gosto em ver decorado pela neta, que ali pensou

um espaço para churrascos, pequenos-almoços e lanches. Onde antes foi a antiga adega da casa, nascerá o restaurante da Aldear, a que Sofia quer dar o nome de Jasmim. Tudo tem um significado. E no empreendimento montou uma pequena loja onde são vendidos alguns produtos locais – bolos, compotas, chás – e algumas roupas.

Terra de cruzamentos

Para já, o projecto arrancou com três apartamentos, mas a ideia é fazer crescer o número de “casas” para receber hóspedes, vocacionando um outro edifício para turismo rural mais jovem. É aí que funcionará a oficina de bicicletas, uma ideia para fazer do espaço uma espécie de hotel de bicicletas. A casa, com entrada pela rua principal que atravessa a vila, frente à Igreja de Alvaiázere e ao coreto, é vizinha do pouco comércio. É andar meia dúzia de passos e anunciam-se bifanas na tasca O Coreto, uma sugestão mais discreta do que o escaparate da papelaria vizinha, onde convivem com os jornais do dia capas de revistas mais ou menos ímpias.

Ir a Alvaiázere vale também pela experiência de comungar a vila, ouvindo de perto as preocupações de quem no Pinhal Interior Norte se sente poucas vezes retratado nas televisões e nas páginas dos jornais. À casa do sótão chega-nos O Alvaiazerense, o jornal (com 31 anos) que se apresenta como o “mensário indeMais (/hoteis/Mais) pendente defensor dos interesses do concelho”. Na edição que alguém, de surpresa, deixou pela fresta da porta, um vox populi deixava no ar uma pergunta retórica: “O que acha da possibilidade do concelho de Alvaiázere deixar de ter ensino secundário?”. Para conhecer a vila e Tryp passear pelasAeroporto Lisboa freguesias à volta – Maçãs de Cami28.12.2013 nho, Maçãs de D. Maria, Almoster – a (/hoteis/329098_trypbicicleta é uma opção para percorrer as florestas, os olivais e lisboa-aeroporto) atravessar as várzeas que abraçam o rio Nabão e a ribeira de Alge. É uma terra de cruzamentos. Sofia Gonzaga recorda com nostalgia as férias grandes ali passadas. Diz que só hoje dá o verdadeiro valor à terra dos avós. É uma evasão ao corrupio da cidade. Afinal, aldear também é isso. A Fugas esteve alojada a convite da No novo hotel do gelo Aldear cada quarto é uma obra de arte 26.12.2013 (/Hoteis/329072_nonovo-hotel-do-gelo-cadaquarto-e-uma-obra-de-

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Por Carla B. Ribeiro , 28.12.2013

É como estar no centro da acção... sem vontade de mexer um dedo. No cimo de um monte, isolado e com uma vista a 360 graus, dormir neste moinho, em Rio Maior, põe-nos em comunhão como os elementos. Com todo o conforto e um toque de romantismo. Os vários elementos parecem ser nossos aliados nesta experiência de dormir num moinho. O vento não dá tréguas e marca a banda sonora ao longo de toda a noite, varrendo a mata à volta. A chuva recolhe-se e opta por uma timidez que não lhe permite sequer uns borrifos. Já o sol, logo às primeiras horas da manhã, sorri em todo o esplendor, iluminando uma vista que parece estenderse até ao infinito da nossa preguiça matinal. É isto que por aqui passamos em dias de prenúncios deste Inverno. E é assim que cumprimentamos o novo dia, ainda enrolados no aconchego de mantas que explodem em cores. Os primeiros passos têm destino certo: rumo ao último piso dos nossos aposentos — acolhedores sem mácula, como já tivemos oportunidade para comprovar — para admirarmos a paisagem que, neste Moinho.com, em Rio Maior, se desenha a toda a volta, tirando proveito das janelas que se exibem qual ecrãs panorâmicos e que roubam todo o protagonismo ao pequeno televisor que, perante a vista em torno, se torna, felizmente, um mero objecto decorativo. Sentados num dos confortáveis sofás, é impossível não sentir que se é o centro da acção e que tudo gira à nossa

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Dormir Artvilla FOTOS DR

Uma aldeia com arte perto do gelo, dos vinhos do Oeste e dos sabores da Tailândia

Catarina Carvalho, 36 anos, arquitecta, acompanhou o processo de recuperação das casas “do primeiro risco ao último parafuso na parede“

A Artvilla é uma unidade de turismo rural que foi recuperada a partir de casas antigas que existiam na pequena aldeia de Vila Nova, no sopé da serra de Montejunto. A Fugas dormiu lá uma noite tranquila e o ambiente familiar fez com que se sentisse em casa. Maria João Lopes

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uma aldeia dentro de outra aldeia. A Artvilla, um projecto de turismo rural familiar, reúne um conjunto de casas antigas recuperadas na pequena povoação serrana de Vila Nova. A forma como estão dispostas, viradas umas para as outras, em redor de um pátio, dá ao hóspede a sensação de estar numa mini-aldeia dentro de uma outra também pacata. A tranquilidade do local, as cores quentes contra o frio da serra e a lareira acesa ajudam a criar o ambiente de refúgio. Depois de uma boa noite de sono, nada como passear pela região do Oeste, provar vinhos, sabores tailandeses e até visitar uma fábrica que fazia gelo. A Artvilla situa-se no centro de Vila Nova, uma pequena aldeia no sopé da serra de Montejunto. A povoação faz parte da freguesia do Vilar, no Cadaval, um dos 12 concelhos que integram a chamada Região Oeste. Catarina Carvalho, 36 anos, é filha dos proprietários e quem gere o espaço. “Foi um projecto de recuperação de património antigo, parte estava na família, a outra foi posteriormente adquirida. Eram duas partes separadas, cada parte tinha várias casas”, conta sobre a unidade que hoje junta quatro casas e abriu portas há um ano. Nenhuma das casas foi erguida de raiz, já existiam todas e todas foram recuperadas. “A obra de recuperação durou dois anos, mas houve muito trabalho burocrático antes”, conta Catarina Carvalho, que é arquitecta

e acompanhou cada momento desse processo. “Do primeiro risco ao último parafuso na parede, acompanhei todo o projecto de recuperação e obra.” Ao todo, as quatro casas incluem quatro apartamentos e cinco quartos — duas casas foram transformadas em dois apartamentos; numa outra há dois apartamentos comunicantes; e, por fim, na casa principal há cinco quartos. Nesta, chamada Casa do Forno, há uma sala ampla, com um pé direito alto, uma cozinha aberta e uma salamandra triangular sempre a trabalhar no Inverno. É também aí que são servidos os pequenos-almoços, sem qualquer limite horário, e que podem ser levados até aos quartos e apartamentos. Se o hóspede também quiser, pode encomendar outras refeições. As fachadas das casas são em tons de salmão e de vermelho escuro: “A ideia foi trabalhar com cores quentes”, diz Catarina Carvalho, acrescentando que todo o espaço, assim como a decoração, obedecem aos princípios do feng shui. “Não sou especialista em feng shui, mas tanto eu como a minha mãe temos curiosidade e, por isso, pedimos ajuda a uma especialista, para criar um espaço harmónico”, conta. A decoração das casas, que foi da responsabilidade de Catarina Carvalho e da mãe, cruza modernidade com mobiliário antigo e inclui muitos quadros e objectos em barro da autoria da mãe de Catarina. O nome Artvilla vem precisamente do cruzamento entre arte, porque o espaço funciona quase como uma galeria para expor as obras da proprietária, e villa, no sentido de aldeia. O que foi criado no projecto de recuperação foi o pátio, o espaço ao ar livre. “É todo novo. É a grande in-

venção em relação ao que existia”, diz Catarina. Este pátio faz parecer o conjunto de casas “uma aldeia dentro de uma aldeia”, acrescenta. Tem uma churrasqueira e um forno à disposição dos hóspedes e ainda um tanque, com um banco com jacuzzi e vista para a serra. “Quisemos criar um ponto de água para refrescar, porque faz muito calor [no Verão] na serra do Montejunto”, explica. O tanque não existia, mas a arquitecta achou que fazia falta e preferiu-o a uma piscina: “Criei um tanque, porque dá essa ideia de pré-existência, para não ir para fora do conjunto”, justifica. Cada casa tem um nome relacionado com o uso que teve no passado: Casa da Adega, do Moinho, da Padaria, do Forno. Dentro delas, não há quartos e apartamentos iguais: uma parede de cor diferente, recantos únicos, móveis recuperados e escolhidos peça a peça, tudo ao pormenor. O tamanho dos apartamentos varia, mas todos têm kitchenette equipada, zona de estar, quarto, casa de banho. O ambiente na Artvilla é familiar, é fácil sentirmo-nos em casa. Nós ficámos no quarto Bambu, uma espécie de sótão, com uma parte do tecto inclinada. A decorar o espaço, entre outros elementos, destaca-se o papel de parede, uma chaise longue e uma mala de viagem antiga.

A cozinha tailandesa Foi no Bambu, que tem ainda um terraço, que dormimos uma boa noite de sono, depois de jantarmos no Supatra thai, um surpreendente restaurante tailandês na aldeia do Carvalhal. O restaurante é de um casal: ele é português, chama-se Humberto Silva, e ela, que cozinha, é tailandesa e chama-se Supatra Silva. Juntos

ARTVILLA

criaram um espaço acolhedor e, sobretudo, com boa e genuína comida tailandesa. Provámos vários pratos e bebemos cerveja tailandesa, o que, apesar do frio que fazia lá fora, nos soube muito bem, com os copos gelados a contrastarem com o calor da salamandra. Entre outros sabores, recomendamos o caril vermelho de camarão e coco picante e, como sobremesa, o gelado de biscoito e gengibre feito na gelataria Puzzle, nas Caldas da Rainha. O casal conheceu-se em Londres, para onde Humberto Silva, hoje com 57 anos, foi viver na juventude. Em 1991 mudaram-se para as Caldas da Rainha, onde abriram um restaurante tailandês, que acabariam por fechar 18 anos depois, aproveitando para viajar durante um ano. Só depois disso é que voltaram a reabrir, mas desta vez no Carvalhal e aproveitando o espaço de uma antiga adega que foi recuperada. No início, quando ainda tinha o restaurante

nas Caldas da Rainha, o casal chegou temperaturas, congelasse. Haveria a ir a Paris de camioneta comprar depois um guarda que iria acordar produtos para cozinhar. Agora, já o a população de Pragança com uma faz em Lisboa. corneta para que viessem trabalhar, Só depois de retemperar energias partindo aquele gelo e levando-o pacom este jantar e com a dormida ra uma outra zona, com silos, onde tranquila na Artvilla, é que, na maera armazenado. Só depois seguia nhã seguinte, nos metemos a camipara Lisboa, embrulhado em palha, nho da serra do Montejunto, conhenuma viagem de 12 horas feita ducida como a varanda da Estremadurante a noite, a pé — em burros e ra, onde, em dias de céu limpo, se carros de bois — e depois de barco, vêem as Berlengas e o Tejo. Nessa onde apenas algum gelo descongelamanhã, porém, estava um nevoeiro ria. Até ao surgimento desta fábrica, cerrado, o que dava à serra um amque começou a ser erguida em 1741 biente de encantamento e mistério. e só terminou cerca de seis anos deFomos conhecer a antiga Real Fápois, o que existia eram o chamados brica do Gelo, monumento nacional neveiros, onde se recolhia a neve, que permite perceber como é que, principalmente na aldeia do Coenno século XVIII, se produzia o gelo tral, serra da Lousã, mas também que abastecia a corte, as camadas da população mais endinheiradasna e serra da Estrela. os cafés e confeitarias mais chiquesEntre muitos outros locais para conhecer na região do Oeste, destada Baixa de Lisboa. Pode visitar-se ca-se também o Buddha Eden Gara zona dos tanques — são 44 — que den, eram enchidos com pouca água, um jardim oriental, com cerca de 35 hectares, projecto idealizado esperando-se que, com as baixas por Joe Berardo, que quis fazer uma

Largo Nossa Senhora da Conceição, 3 Vila Nova 2550-077 Vilar - Cadaval Tel.: 262 771 135 Email: info@artvilla.pt www.artvilla.pt Preços: há vários preços, consoante o quarto e o apartamento, mas variam entre 70 euros por noite (por quarto duplo) e 160 euros (apartamento para quatro pessoas) homenagem aos Budas Gigantes de Bamyan, destruídos no Afeganistão em 2001. Não chegámos, porém, a ter tempo de visitar este jardim, porque nos perdemos em conversas e vinhos com Ana Reis, da Quinta do Sanguinhal. Ana Reis é responsável pelo enoturismo da quinta, mas também da família dos produtores. Ali toda a gente é recebida por alguém da casa: “É um cunho pessoal que damos à visita. As visitas são sempre feitas por alguém da família”, diz Ana Reis, bisneta de Abel Pereira da Fonseca, que fundou, nos anos 20 do século passado, a Companhia Agrícola do Sanguinhal, para administrar as propriedades que possuía na região do Bombarral. Para além desta quinta, possuem mais duas na região, num total de 95 hectares de vinha plantada. A anciã da família é Maria Emília Fernandes, conhecida como Mimi Fernandes, que, com 96 anos, pinta quadros que estão

expostos na quinta e bebe todos os dias um copo de vinho. A visita à quinta do Sanguinhal, com 30 hectares de vinha, prevê uma prova de sete vinhos e pode ou não incluir uma refeição. “É uma espécie de minicurso com introdução ao mundo dos vinhos, uma visita à medida do cliente, personalizada”, explica Ana Reis, frisando que recebem públicos muito diferentes. Até já fizeram provas de vinho sem álcool para uma escola turca. “Quem não gosta, passa a gostar; quem não conhece, passa a conhecer e quem conhece, aprofunda”, acrescenta. Durante a visita a esta quinta, pode ficar a conhecer a destilaria da firma, os armazéns de envelhecimento de aguardentes e licorosos, as zonas de estágio de vinhos em barricas e engarrafados, e um grande e antigo lagar com prensas de fuso e vara, a mais antiga das quais data de 1871. A Fugas esteve alojada a convite da Artvilla

Restaurante Supatra thai Rua Poeta José Ferreira Ventura, 73 Rossio do Carvalhal 2540-422 Bombarral Tel.: 262 842 920; 918 261 200 Email: supatracarvalhal@gmail. com Encerrado à segunda-feira Preço médio: 20 euros

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Companhia Agrícola do Sanguinhal Quinta das Cerejeiras – 2544-909 Bombarral Tel.: 262 609 190; 914 493 231 Email: info@vinhos-sanguinhal. pt e enoturismo@vinhossanguinhal.pt www.vinhos-sanguinhal.pt As visitas custam 15 euros + IVA, sem refeição; com refeição, custam 30 euros. Preços para um mínimo de 20 pessoas; se forem menos, mediante orçamento. Real Fábrica do Gelo Centro de Interpretação Ambiental de Montejunto Quinta da Serra 2550-Lamas Cadaval Tel.: 262 777 888; 916 782 628 Preço: 1 euro. A partir dos 65 anos, os visitantes só pagam 50 cêntimos. É gratuito para crianças até doze anos e escolas.

FUGAS | Público | Sábado 25 Janeiro 2014 | 21

Dormir Herdade do Amarelo Natura & Spa DR

À janela do mundo

Guia prático

A noção de geografia é afectiva. Viaja-se pelas memórias sem sair do lugar. A Herdade do Amarelo é um desses lugares mutantes: podia ser em Marrocos ou em Bali, mas fica na Costa Vicentina. À parte da localização, estamos em casa. Sandra Nobre (texto)

A

o virar a curva, a herdade surge ao caminho, de um branco ainda fresco — acabou de inaugurar no início do mês — e um amarelo dos campos de feno debaixo do sol tórrido do Alentejo (nos seus melhores dias, que este ano ainda nem sombra). Fernando Almeida recebe-nos com uma hospitalidade franca. Se há dez anos alguém augurasse que trocaria a exploração avícola na sua Beira Alta natal pelo Alentejo acharia que era delírio. Era um sonho, não mais do que isso. Acabou por se concretizar quando decidiu mudar de vida e ter tempo para a família. Demorou a achar o local certo, mas quando se

COMO IR O melhor percurso é pela A2 até à saída Beja/Ferreira. Daí segue na direcção da Mimosa, Alvalade e Cercal do Alentejo. São Luís fica a cerca de 12 quilómetros, na EN532, e, nas imediações, vai encontrar as placas a indicar a Herdade do Amarelo, quatro quilómetros adiante.

O QUE FAZER Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a unidade de turismo rural disponibiliza bicicletas para passeios na propriedade. Há também percursos pedestres assinalados. As praias, a meio dúzia de quilómetros, são um dos principais atractivos do litoral alentejano. A das Furnas, onde o rio Mira desce da serra em direcção ao mar esculpindo línguas de areia, foi eleita a Melhor Praia de Rio, nas 7 Maravilhas Praias de Portugal 2012, e é ideal para passeios de barco, para a prática de canoagem, kitesurf e pesca desportiva. A da Zambujeira do

soube que havia investidor na costa choveram oportunidades. Comprou uma propriedade de 100 hectares com uma ruína de 1897 e aí içou os pilares do sonho. Antes de abrir o turismo de habitação desenvolveu o olival, a criação de porco preto e plantou uma horta biológica. A casa respeitou a arquitectura tradicional e foi buscar os materiais mais comuns do Alentejo — a taipa e a pedra. Das viagens trouxe mobílias, acessórios e as cores de Marrocos, um dos lugares que o apaixonou nas suas andanças pelo mundo. Foi aí, ao sopé do Atlas, que foi buscar inspiração para dentro de casa. Entre arcos em ferradura e abóbodas, do estilo moçárabe, surgem ambientes das mil e uma noites. Instalamo-nos na suite Pedra, uma das três disponíveis. Medidas generosas, conforto minimalista e uma banheira de hidromassagem aos pés

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da cama a pedir tempo para relaxar — as outras duas suites, Taipa e Amarante, têm jacuzzis nos alpendres privados. Fernando Almeida construiu a pensar no que sempre procurou nas suas deambulações: “Sempre quis estar na cama e usufruir das paisagens”. Isso é possível na Herdade do Amarelo: pela manhã, assiste-se ao nascer do sol na serra de São Domingos, à tarde contam-se borboletas, ao cair da noite fica-se a ver o baile de sombras. E nem vivalma. Há outros agrados: “Sem aviso, gosto de servir um licor, oferecer umas uvas de mesa, um doce. Gosto de ser mimado onde vou, é isso que ofereço”.

O spa suspenso

Quando nos aproximamos do varandim sustemos a respiração. É alto, observamos. O spa da Herdade do Amarelo é ao ar livre, num cenário que podia ser em Bali, de tanto verde em

volta. Os dosséis limitam a zona de massagens, à beira das piscinas, onde Bela Bonito aplica as técnicas milenares indianas de ayuvérdica, faz tratamentos corporais vastis (específicos para articulações com óleos quentes e massa de pão e udvartana (exfoliação com ervas aromáticas) e rituais de taças tibetanas, reiki e meditação. Os óleos que usa são preparados de forma caseira: “A base é o azeite produzido na herdade, ao qual junto alguns óleos, como coco, rícino, mostarda ou sésamo e ervas aromáticas, conforme a necessidade de cada pessoa e caso a tratar”, explica. Entregamo-nos às mãos da terapeuta, que detecta os pontos que é preciso trabalhar. “Muitas patologias físicas têm causas emocionais”, diagnostica, “quando as conhecemos podemos tratá-las adequadamente”. É nesse aspecto que baseia a troca de energias que acontece durante a massa-

Fernando Almeida comprou uma propriedade de 100 hectares com uma ruína de 1897 e aí içou os pilares do sonho. Antes de abrir o turismo de habitação desenvolveu o olival, a criação de porco preto e plantou uma horta biológica

gem. Quando acaba experimentamos um misto de cansaço e relaxamento, porque apesar de deitados os músculos estiveram a ser trabalhados. O borbulhar do jacuzzi aquecido, empoleirado na serra, é música para os nossos ouvidos. Ficamos a relaxar. É fim de tarde e corre uma brisa prazenteira, o cenário faz-nos viajar para paragens longínquas.

Traz outro amigo também

Somos convidados para nos aproximarmos do forno de lenha. O proprietário gosta de conviver com os hóspedes. O pai esteve a amassar broas de milho, que agora estalam junto às brasas. Onde há fumo há fogo e apareceram uns amigos para ajudar a dar conta do recado. Às broas juntam-se enchidos numas, sardinhas noutras, da costa vieram ostras, mais umas garrafas de vinho da Quinta Chão de São Francisco, um pequeno produtor

Mar, ficou com o título de Melhor Praia Urbana, e atrai, sobretudo, surfistas e bodyboarders. A do Almograve, onde a maré-baixa forma piscinas naturais, é ideal para as famílias. Mas há muitas mais para descobrir na região (www.cm-odemira.pt). Durante o Verão, os festivais de música que acontecem nas redondezas são um chamariz. De 18 a 27 de Julho, Sines recebe 43 espectáculos no FMM Sines – Festival Músicas do Mundo (fmm. com.pt), que este ano celebra 15 anos. Em Agosto, entre 7 e 11, a Zambujeira do Mar é palco do Festival Sudoeste (www. sudoeste2013.com), que este ano tem como cabeças de cartaz Avicii, Pitbull, Calvin Harris, Cee Lo Green, Snoop Lion e Orelha Negra.

ONDE COMER A Herdade do Amarelo serve jantares, a pedido. Nas redondezas, a cerca de sete quilómetros, experimente a Tasca do Celso (tel. 283 996 753), em Vila Nova de Milfontes, uma catedral da gastronomia tradicional, que combina os sabores da terra e do mar que a região tem para oferecer.

Na Herdade do Amarelo, pela manhã, assiste-se ao nascer do sol na serra de São Domingos, à tarde contam-se borboletas, ao cair da noite ficase a ver o baile de sombras. E nem vivalma

HERDADE DO AMAREL NATURA & SPA

Estrada Nacional 532 ao km 7 7630-440 S. Luís - Odemira Tel.: 917 587 882 E-mail: geral@herdadedoamarelo.p www.herdadedoamarelo.pt GPS: N 37.70942 – W 8.71715

São apenas sete quartos — três suites e quatro quartos tradicionais com mezzanine estes últimos com capacidad para quatro pessoas, ideais p uns dias em família. O quarto custa 110 euros em época ba e 180 euros em época alta, c pequeno-almoço. O spa está aberto ao público marcação. A Herdade conta com duas piscinas exteriore de água salgada, para adulto crianças, aparelhos para a pr desportiva ao ar livre e um p infantil para os mais novos se entregarem às brincadeiras.

da região do Dão, em homena Beira Alta, e improvisou-se a petisco. Mais tarde havemos d var também os queijos artesan prino de Odemira, que uma fot portuguesa e um radialista it fazem com amor, desde que tro a cosmopolita Milão pela rura do Baixo Alentejo. É destes a que se vai fazendo o mapa da r “Quem vai ter apetite para tar?”, pergunta o proprietári estava a brincar, as iguarias se ao ar livre foram apenas para o apetite. Vamos precisar de tervalo para continuar a delici com os pratos regionais que sa cozinha. “É melhor deixarem ço para a sobremesa”, adver nha razão, o arroz doce e a se eram de comer e chorar por Remata-se a noite com um li bolota e conversas soltas. É fác ceber a mudança de vida.

FUGAS | Público | Sábado 15 Junho 20


BEST OF PORTUGUESE BEACHES

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BEST OF PORTUGUESE BEACHES T E X T

:

S U S A N N E

Y T T E R S KO G

F O T O

:

P R E SS

Många åker till Portugal för golfandet eller för ett besök till den mysiga storstaden Lissabon. Det gör de förstås rätt i, här finns många fina banor och Lissabon är en fantastisk stad. Gourmanderna har sitt skaldjursmecka i landet, charterturisterna har sina komplex vid centrala Algarve, men här finns ett stort antal underbara ständer och småställen som är värda ett besök i sig. De vi kikat på ligger nästan uteslutande i det orörda väst. Hyr en bil och ge dig ut på tur, njut av några av Europas vackraste stränder. Vägarna är välskötta och bilkörningen enkel med korta avstånd. Här väntar gyllene sand bland dramatiska klippor som ibland bara de mest inbitna surfarna hittat till. Inte alltid de mest barnvänligaste vikarna, men ett naturens Eden är det sannerligen. Vi hjälper dig att finna de bästa byarna och de bästa stränderna – för bad och för vackra vyer.

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SÓ SAFARI

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elle #world

reizen

Niet in de Algarve maar een uur boven Lissabon ligt droomhotel Areias de Seixo – midden in het Portugese niks en toch dicht bij een van de leukste steden van Europa. Vanaf het hotel loop je in vijf minuten naar een klein, wit strand, het uitzicht vanuit de infinity pool mag in een lijstje, er is een beeldige spa en een supermarkt waar onder andere biologische thee, olijfolie en wijn van buurtboerderijen verkocht wordt. Dankzij een open haard en een jacuzzi in alle kamers is het zelfs in de winter genieten. www.areiasdoseixo.com

een knus dorp is het, het Martinhal Beach resort & Hotel in het zuidwestelijkste puntje van Portugal, en vanaf het moment dat de chauffeur van het resort je van het vliegveld oppikt, is het feest: de auto heeft wifi – na tweeëneenhalf uur vliegen wil je uiteraard je status updaten – flesjes sPa in en ’s nachts ultrachic slapen? koud water en muziek naar keuze. Na rit van een klein uur doemt de In Portugal kan het allemaal. een bloemige oprijlaan met de eerste resortvilla’s op. Het resort is groot genoeg om je eigen stek te claimen, en vanaf iedere willekeurige plek heb je uitzicht over de oceaan of het natuurpark waarin Martinhal ligt. De villa’s zijn er met eigen zwembad, of met uitzicht op zee of op het eerder genoemde natuurpark. Martinhal is vooral een donderse tip voor ‘met de kinderen’. Wat heet, gasten zonder zijn een uitzondering. Het epicentrum is het hoofdgebouw, het staartje van het resort: 38 ruime hotelkamers met elk een yummie badkamer en privéterras. In de grote voortuin van het hotel staat een gezellige borrelbar aan het zwembad die op zijn beurt weer buurt met het hagelwitte strand en de ruige natuur van de algarve. Zwemmen, surfen, zonneDe stranden van de Portugese Costa baden, fietsen, naar de spa (aanrader!) en verder heleVicentina staan te boek als ‘onvergetemaal niks, daar komt het op neer. en eten. Het ontbijt is lijk’ en ‘wonderschoon’. Dat daar een minstens zo fraai verblijf bij hoort, met fantastisch en van de drie resort-eterijen tippen we de lusten van een hotel én die van een vooral het visrestaurant. De vangst komt rechtstreeks appartement (behoorlijk uniek in de uit de haven van het iets verderop gelegen vissersstadje Algarve), begrepen de eigenaren van sagres; vanaf je tafel zie je de vuurtoren staan. De de Monte da Vilarinha. Wie het kronkelige pad en de oversteek over de typisch Portugese ‘groene’ wijn – vinho verde – is ook niet minuscule brug volbracht heeft, wacht te versmaden. K

Monte De Vilarinha

een laag, leistenen oord en een

verbluffend uitzicht over de vallei, een

Ook lekker niks doen in de Algarve? Dat kan. ELLE stelde samen met Martinhal Beach Resort & Hotel een arrangement samen; kijk op ELLE.nl voor de voorwaarden. Vliegen doe je met Transavia, op de luchthaven van Faro. www.martinhal.com, www.transavia.com

mix van tien kamers en appartementen verdeeld over drie huizen, vrolijk zomers gekleurde stoelen afgewisseld met moois uit de streek en een chef-kok die een pluim verdient.

www.montedavilarinha.com

228 SEPTEMBER 2013

tekst Maartje Diepstraten

areias De seixo

Bela Portuguesa Overdag zonnen, surfen of de

Martinhal Beach resort & hotel


Agência de Consultoria em Comunicação e Marketing

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