Issuu on Google+

Salvador, SÁBADO, 29 de agosto de 2009

*

Ano 5

*

n° 203

EDITORA-COORDENADORA | Simone Ribeiro EDITORA | Carla Bittencourt

Contador de histórias cuida do folclore e passa adiante casos fantásticos da cultura brasileira

MARGARIDA NEIDE | AG. A TARDE

SUPLEMENTO INFANTIL DE A TARDE. NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

*

Página 3

Mark Ward leva mais de uma hora para fazer a maquiagem

O circo por dentro

Crianças do Cirque du Soleil mostram como funciona um dos grupos circenses mais importantes do mundo

*

Páginas 4 e 5


4e5

4e5

im No camar

Salvador, SÁBADO, 29 de agosto de 2009

CAPA

Fomos descobrir do que é feita a mágica do Cirque du Soleil

Por trás do pano

Nos treinos , gente apren a d se concent e a rar. Ella B angs, 12

FOTOS MARGARIDA NEIDE | AG. A TARDE

Quando for palhaço, vou me pintar aqui...

Aqui na esc o temos aula la s todos os di as Ella

e A comida qu o eu mais gost é arroz!

Bangs

t, 7

u Teo Le Ba

a z a f a t rtis . Todo a maquiagem as a própri mbém ficam s a o Aqui t s e os casac peruca gicos á dos maiorova, 9 Lisa

Eu também quero! O baiano Jaílton Carneiro começou no Circo Picolino e hoje está no Soleil. Para quem quer fazer igual, ele aconselha:

Dedicação

Circo é treino. Mas respeite seus limites, para não se machucar

Escola

Procure escolas de circo com bons técnicos

Família

Para ter o apoio dos pais, estude e mostre que pode ter outra atividade

Pesquisa

Visitar muitos circos torna o sonho mais vivo.

CARLA BITTENCOURT* cbittencourt@grupoatarde.com.br

Trapezistas que voam, um gigante sem cabeça, o Cirque du Soleil deixa a gente cheio de interrogação. Como eles fazem aquilo? Onde treinam? Onde dormem? Para responder, A Tardinha visitou os bastidores do Soleil, aquela parte do circo que o público não vê. Começamos pelo trailler da escola. Como o circo se apresenta em vários países, foi preciso inventar uma escola que viajasse junto com ele. Os alunos têm prova, tarefa, horários a cumprir e dois professores para séries diferentes. “Adoro matemática, acho que quero ser arquiteta”,

disse Polyanna Zaitseva, 12, que nasceu no início da turnê do Quidam. ”Mas não imagino a vida fora do circo“. COMIDA – Próxima parada: a cozinha. É para lá que os artistas vão quando a barriga ronca. Qual comida preferem? Lisa Maiorova, 9, e Theo Le Baut, 7, respondem ao mesmo tempo: arroz! Foi na cozinha que Lisa falou sobre seu pai, que é acrobata. No Quidam, ele fica na base de uma “pilha” de artistas. Eles dão cambalhotas para trás e param certinho, o pé de um em cima do ombro do outro. “É a parte que eu mais gosto”, disse Lisa. Os pais de Theo também fazem um número difícil. Eles se contorcem e viram

*

O Cirque du Soleil nasceu de uma trupe de artistas de rua, em Quebec, no Canadá. Eles andavam de pernas-de-pau, faziam malabares e cuspiam fogo. Em 1984, o artista Guy Laliberté fundou essa mistura de teatro e circo sem animais. Os shows contam sempre uma história, com figurinos coloridos, acrobacia e música original. A companhia tem espetáculos fixos em alguns países e shows que viajam pelo mundo. A turnê do Quidam no Brasil irá a nove cidades.

uma escultura. Theo acha impressionante, mas escolheu outro destino. “Quero ser palhaço”. CIRQUISH – Na tenda, ensaios por todo lado. Chinesas equilibram pratos em varetas. Théo explicou: “São diabolos. Elas jogam pra cima e pegam de novo. É difícil, mas para elas, não”. O treinador também é professor de inglês. No Cirque, todos falam mais de uma língua. Ella Bangs, 12, fala francês, inglês e canta em cirquish, a língua inventada pelo Soleil. No Quidam, ela é Zoe, uma menina cheia de amigos imaginários. “Este circo é uma grande história”. * COLABOROU Diego Damasceno

ser o s i c É pre flexível e e va, 12 t n e i pac Zaitse nna

a Poly

Polyanna está aprendendo acrobacias no tecido. Ela se contorce, vira, enrola e fica de cabeça para baixo.

M

Dá vontade de fugir com eles Foi também na tenda artística que a gente encontrou Mark Ward, o rosto mais conhecido do Quidam. Ele estava se maquiando. “É o momento que aproveito para me concentrar”, contou. No show, ele e Zoe encontram o Quidam, o solitário gigante sem cabeça do começo dessa matéria. Perto do palco, vimos a australiana Christy Shepperd. É ela quem faz todos os olhos da plateia grudarem no topo da lona com o seu “balanço nas nuvens”. Christy começou aos sete anos em um circo só

para crianças. Andava na corda bamba. “Meus pais não eram do circo, vendiam enciclopédia. O apoio deles foi importante”. O diretor do Quidam, Mark Ward, resumiu: “Queremos capturar a imaginação das pessoas”. Já era noite e as crianças tinham que voltar para o hotel. “São 150 pessoas, não dá para acomodar todos em acampamento”, explicou o diretor. Para quem ainda vai ver o circo do sol, que está em Salvador, a dica é: preste atenção em tudo. Vale a pena cada minuto ali.


Soleil