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JOÃO CARISSIMI (ORG)

Ação Comunicativa Crônicas & Artigos V O L U M E

Memória

História

Relações Públicas

Identidade

Curso

Univali

Trajetória

Perspectivas

Imagem

Evento

NESTA EDIÇÃO:

12 anos RP Univali

2

10 anos RP

2

RP Destaque 3 RP e Imagem 4 RP ?

4

Sônia Bandeira

5

Que dia é hoje?

8

1 ,

E D I Ç Ã O

1

I T A J A Í , 1 2

D E

A G O S T O - 2 0 1 0

Dez anos de Relações Públicas na Univali O surgimento das primeiras escolas de Comunicação no Brasil ocorreu no final da década de 1940, em São Paulo, e o primeiro currículo mínimo de Comunicação no Brasil foi implantado em 1962, quando só existia a habilitação de Jornalismo. O primeiro curso de Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas foi concebido em 1965 na Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo - ECA/USP. O curso de Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas, da Universidade do Vale do Itajaí, Campus Itajaí, foi implantado em agosto de 1997, sendo o pioneiro no Estado de Santa Catarina. O curso de Relações Públicas da Univali forma um profissional com perfil de gestor da comunicação organizacional e de relações públicas, baseadas nos fundamentos teóricas e práticas do planejamento estratégico da comunicação empresarial. Os dez anos percorridos pelo curso de Relações Públicas, com seu reconhecimento em 2002 e 2008, apontam para um o ensino de qualidade, com base na proposta pedagógica de formar cidadãos humanistas e críticos com habilidades e competências, de forma que possam observar, perceber, refletir e expressar as políticas de comunicação organizacional e de relações públicas de organizações privadas, públicas e da sociedade civil. Para atender às necessidades e demandas do aluno do curso de Relações Públicas, a Univali buscou a formação de seus professores com graduação na área de comunicação, especialmente com habilitação em Relações Públicas, o que configura um desafio técnico, ético e estético. Ainda, oferece laboratórios de ensino e aprendizagem profissional. Outra

concepção do curso de Relações Públicas é a forte atuação junto à comunidade, que vai do planejamento à execução de ações de extensão, essas baseadas na teoria das Relações Públicas Comunitárias que, na prática, promovem a transformação do cidadão em um novo pensar e agir sobre o seu contexto socioeconômico e cultural. Também procura iniciar o aluno na pesquisa científica, por meio de projetos de pesquisa, elaboração de artigos científicos e na expressão da socialização dos resultados das pesquisas junto à comunidade acadêmica e geral. Dessa forma, o curso de Relações Públicas atua no ensino, na extensão e na pesquisa, formando gestores da comunicação organizacional e de relações públicas, fundamentados na teoria e na prática estabelecida no convívio em sala de aula e no mercado. Com isso obteve o reconhecimento dos mais 240 egressos, formados pelo curso já atuando nos mercados local, regional, federal, bem como no cenário internacional. Para marcar os dez anos do curso de Relações Públicas da Univali, foi programada a 3ª Semana de Relações Públicas, que ocorreu no período de 28 a 30 de agosto, no campus Itajaí. A programação conta com profissionais de comunicação que atuam em organizações no Estado de Santa Catarina, onde serão apresentados e debatidos temas contemporâneos da comunicação empresarial. O evento oportunizou aos alunos e comunidade em geral

Informações: www.univali.br/rp


Doze anos de Relações Públicas na Univali

2

O

Ensino, pesquisa e Extensão.

primeiras

organizacional e de relações públicas,

científico, que tem como objeto de

escolas de Comunicação no Brasil

surgimento

que tem o desafio técnico, ético e

estudo a organização e seus públicos.

ocorreu no final da década de 1940, em

estético. Nesses 12 anos, destacam-se a

A iniciação científica é expressa por

São Paulo, e o primeiro currículo

proposta pedagógica de formar cidadãos

meio da socialização dos trabalhos em

mínimo de Comunicação Social no

humanistas e críticos, a formação de

eventos científicos e publicações que

Brasil foi executado em 1962, quando

seus professores com graduação na área

apresentam os resultados das pesquisas

só existia a habilitação de Jornalismo. O

de comunicação – com habilitação em

junto à comunidade acadêmica e geral.

primeiro curso em Jornalismo

Relações

de

Dessa forma, o curso de Relações

introduzido 1979 pela Universidade

ensino e aprendizagem profissional e o

Públicas atua no ensino, na extensão e

Federal de Santa Catarina – UFSC, já o

reconhecimento dos mais 250 egressos,

na pesquisa, formando gestores da

curso de publicidade e propaganda foi

formados pelo curso já atuando nos

comunicação

estabelecido em meados dos anos de

mercados

estadual,

relações públicas, fundamentados na

1990 na

federal,

Públicas na Univali, é o único curso em Santa Catarina”

foi

Universidade Regional de

Públicas,

local,

regional,

de

teoria e na prática estabelecida no convívio em sala de aula e no mercado.

Comunicação Social, com habilitação

de Relações Públicas é a forte atuação

O

em Relações Públicas, da Universidade

junto à

vai do

comunicação organizacional e relações

do Vale do Itajaí, Campus Itajaí, foi

planejamento à execução de ações de

públicas iniciam a partir da pesquisa –

implantado em agosto de 1997, sendo o

extensão, essas baseadas na teoria das

diagnóstico

pioneiro no Estado de Santa Catarina.

Relações

Comunitárias/

organizado em programas e projetos, e

Os doze anos percorridos pelo curso de

Comunidade que, na prática, promovem

para execução defini objetivos, metas,

Relações Públicas da Univali, com seu

a transformação do cidadão em um

cronograma e

orçamento.

reconhecimento em 2002

resultados

apresenta

curso

Públicas

que

planejamento

estratégico

organizacional,

é

para

2007,

novo pensar e agir sobre o seu contexto

verificar

socioeconômico e cultural. Ainda, a

controle e avaliação dos projetos. Desta

baseado na proposta pedagógica de

pesquisa se faz presente ao longo da

forma

formar

trajetória do acadêmico, por meio de

assessoria

habilidades e competências, que possam

projetos

privadas, públicas e/ou da sociedade

observar, perceber, refletir e expressar

exemplo, Artigo 170, e na disciplina

as

monografia

políticas

públicas

de

com

comunicação

de

pesquisa,

como

modalidade

por

civil

os

de

apontam para um o ensino de qualidade,

relações

e

comunidade,

no

e

cenário

O

como

organizacional

internacional. Outra concepção do curso

FURB.

bem

laboratórios

de

Blumenau—

“Relações

das

o

acadêmico

presta

junto

organizações

organizada

a

(Terceiro

uma

Setor),

artigo

Relações Públicas — 10 anos de ensino na Univali O curso de Comunicação Social, com habilitação

Outra concepção do curso de Relações Públicas é

em Relações Públicas, na Universidade do Vale do Itajaí –

a forte atuação junto à comunidade, que vai do planejamento à

Univali, Campus Itajaí, foi implantado em agosto de 1997,

execução de ações de extensão, essas baseadas na teoria das

sendo então o pioneiro no Estado de Santa Catarina. Nesses

Relações Públicas Comunitárias que, na prática, promovem a

dez anos, destacam-se o ensino de qualidade, com base na

transformação do cidadão em um novo pensar e agir sobre o

Cultura, Públicos,

proposta pedagógica de formar cidadãos humanistas e críticos,

seu contexto socioeconômico e cultural. Ainda, a pesquisa se

a formação de seus professores com graduação na

faz presente ao longo da trajetória do acadêmico, como

Identidade, Negociação Imagem, Reputação, Comunicação,

área de comunicação, laboratórios de ensino e

iniciação científica, que tem como objeto de estudo a

aprendizagem profissional e o reconhecimento dos

organização e seus públicos.

Opinião, Relacionamento, Administração

AÇÃO

mais 190 egressos, formados pelo curso já atuando nos mercados local, regional, estadual, federal, bem como no cenário internacional.

Durante a 3ª Semana de Relações Públicas da Univali, que ocorre no período de 28 a 30 de agosto, no campus Itajaí, o curso de Relações Públicas, oportunizará aos

O curso de Comunicação Social – habilitação em

alunos e comunidade em geral palestras, encontros e

um

confraternização pela passagem dos 10 anos de funcionamento

profissional com perfil de gestor da comunicação

ininterrupto. Assim, esta é uma boa oportunidade para

organizacional e de relações públicas, baseado nos

conhecer a atividade e as funções do profissional de Relações

fundamentos teóricos e práticos do planejamento

Públicas no Vale do Itajaí. Comemore com a gente. Participe!

estratégico da comunicação empresarial.

Informações: www.univali.br/rp.

Relações

Públicas

COMUNICATIVA

da

Univali

forma


VOLUME

1,

EDIÇÃO

1

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Relações Públicas é destaque na comunicação corporativa O trabalho de Relações Públicas está em alta e o perfil do profissional atuante na área de comunicação corporativa apresenta mudanças. Pelo menos, esses são os indicativos de pesquisas realizadas pelo IBOPE Inteligência (2008) e pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje, 2006). Além disso, análise feita pela Associação Brasileira de Comunicação (Abracom, 2003) aponta para um pleno crescimento na comunicação corporativa. O otimismo no Brasil também pode ser notado com a divulgação de pesquisas sobre o segmento comunicação corporativa, marketing e relações públicas. Nos resultados apresentados pelo IBOPE Inteligência, pela Aberje e pela Abracom, os empresários assinalam como positivos itens relacionados a investimento, contratação de pessoal e reconhecimento estratégico da comunicação corporativa. Os investimentos das empresas na comunicação aumentaram 35,4%, comparando-se 2005 e 2006, enquanto na contratação de profissionais de comunicação o índice se eleva em 10%, comparando-se 2005 a 2004. Vale destacar que as empresas, segundo IBOPE, continuarão investindo principalmente em estratégias de crescimento, tais como exploração de mercados, desenvolvimento de produtos e serviços e canais de vendas. Para que tudo isso dê certo, sem dúvida, será necessário um investimento considerável na comunicação corporativa. Há também uma supremacia de RP na comunicação corporativa das empresas entrevistadas em 2007. Quanto

às ferramentas de marketing e comunicação mais utilizadas, os eventos ficaram em primeiro lugar (72%), seguidos por meios de comunicação dirigida, como email marketing ou mala-direta eletrônica (68%), e, em terceiro lugar, a assessoria de imprensa e Relações Públicas (46%). Na gestão da comunicação integrada de marketing, percebe-se que planejamento de eventos, políticas de comunicação dirigida, ações de intercâmbio com a imprensa, e relacionamento com os diversos públicos são os principais instrumentos da área de RP. Os entrevistados afirmam também que, em 2008, a comunicação dirigida fica em primeiro lugar (62%), eventos (55%) e assessoria de imprensa e RP (40%). As ferramentas menos utilizadas, em 2007, foram comunicação de massa (40%), promoções, (29%) e merchandising (17%). Talvez o fato de o RP estar em alta esteja diretamente relacionado à pesquisa da Aberje, assinalando um crescimento de 15,4% no número de profissionais de Relações Públicas em cargos estratégicos nas organizações, em 2005, e de 22% em 2007. Participaram “164 empresas que, juntas, faturaram no ano de 2006 cerca de US$ 360 bilhões ou 33,7% do PIB brasileiro”. A presença do profissional de Relações Públicas nas organizações tem a ver com a mudança do perfil dos profissionais na comunicação corporativa, pois as organizações entendem que a comunicação interna é estratégica, e assim acabam criando uma diretoria específica para a área. Outro ponto de destaque na pesquisa é que as diretorias de comunicação interna (53%) estão sob a responsabilidade da comunicação e relações públicas.

Já em relação ao perfil dos profissionais, 76,2% são mulheres, embora os homens sejam maioria nos cargos de diretoria. Em relação à mudança de paradigma, as mulheres ocupam cargos de executivas em várias organizações, tendência que pode se acentuar no futuro. Essa mudança no mercado resulta, na verdade, na formação desses profissionais. O Curso de Relações Públicas, da Universidade do Vale do Itajaí, por exemplo, enfatiza planejamento estratégico, comunicação interna, comunicação institucional e comunicação mercadológica. Tanto que o Plano de Relações Públicas desenvolvido pelo acadêmico apresenta, em seus projetos, estratégias de comunicação dirigida, eventos, relacionamento com clientes, internet, pesquisa, assessoria e consultoria, responsabilidade sócio-ambiental, relacionamento com a mídia e fortalecimento da marca. Elas atendem à comunicação interna com boletim informativo, mural, intranet, email, sondagens de opinião, datas comemorativas, lançamentos de produtos, manual do funcionário, código de ética, mensagens institucionais, entre outros. De outra parte, as empresas constroem redes de relacionamentos (networking) e/ ou one to one com seus stakeholders, com o objetivo de manter e ampliar seus resultados no cenário cada vez mais competitivo. Daí a importância de um profissional de comunicação social. Apesar de recursos escassos, o RP pode atuar de forma a interpretar, prever, controlar e mensurar a comunicação, pois o consumidor também passa por diversas mudanças. Ele tem

“Outro ponto de destaque na pesquisa é que as diretorias de comunicação interna (53%) estão sob a responsabilidade da comunicação e relações públicas”.

relacionamento com os públicos


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Relações Públicas: a imagem refletida CARI SSI MI Com unica ção & Mar keting

João CARISSIMI (org) relações-públicas; CONRERPRSSC 969 Ms. Comunicação e Informação Professor Universitário Especialista em Marlketing Especialista em Adm. em Publicidade

RESUMO

Com base nas teorias que dão suporte as Relações Públicas (RR.PP), bem como nas minhas experiências profissionais, procurarei refletir sobre a imagem que o Relações Públicas tem de si mesmo e o modo como é visto pelos seus públicos. Importa destacar, desde já, que a imagem é construída a partir de múltiplas relações que os públicos estabelecem entre suas próprias experiências, sentimentos, posições, crenças e valores e as informações que lhes são comunicadas, intencionalmente ou não. Neste sentido, os contatos com alunos de 2º e 3º Graus (docência) permitiram-me verificar que a realidade, a identidade e a imagem do profissional de Relações Públicas foram sempre deturpadas. É possível pensar que o conjunto de características próprias e exclusivas das Relações Públicas, de certa maneira, foram desfiguradas, manchadas, poluídas e alteradas. Assim, as Relações Públicas no tocante a sua realidade, intrinsecamente tem conotações positivas ou negativas pelo que fez ou deixou de fazer. Ao refletir sobre o tema e observar, identificamos que as Relações Públicas e os profissionais de áreas afins, ao escreverem artigos ou livros, tentaram, de certa forma, elaborar conceitos, definições e argumentos. Mas, muitas vezes contribuíram para efetivar uma maior confusão. Vários conceitos apresentados sobre a atividade, a função, a missão e o cargo do Relações Públicas são marcados por contrastes, ficando difícil discernir e empregar corretamente quando da elaboração da rede teórica que aborda as Relações Públicas.

e Propaganda e Relações Públicas

Reconheço que as constantes mudanças no conjunto de características que identificam as Relações Públicas têm estabelecido com a comunidade, empresários, professores e alunos, uma imagem negativa. Nesse sentido, o processo de comunicação que converte a identidade das Relações Públicas tem transferido ao verdadeiro papel do profissional, atributos diferenciados.

Email: jocaribr@.yahoo.com.br

Faz-se necessário mudar a direção e praticar as Relações Públicas, a fim de que se possa reproduzir a imagem verdadeira, transmitindo-a através de uma nova identidade e realidade.

Material Informativo Elaborado por João Carissimi Blog: Aida Comunicação & Marketing

O que se quer dizer é que as Relações Públicas precisam deliberar com seus públicos, no que se há de fazer, para efetivar-se como um campo de estudo. Artigo na íntegra pode ser recuperado em: http://www.sinprorp.org.br/clipping/2004/113.htm Fonte: http://www.fafich.ufmg.br/~larp/semanarp/carissimi.htm abril de 2004

Relações Públicas ? A mãe, empresária de um pequeno negócio, perguntou ao filho: – Filho, o que é ser um relações públicas? – Bem, mãe, na verdade, foram horas de longos debates acerca do que é ser um relações públicas. Noites em que os professores, profissionais convidados e até a galera ficava perplexa com a complexidade da profissão, da atividade, do cargo, do exercício de um relações públicas em empresas, órgãos governamentais e em organizações da sociedade civil. Mãe, o assunto é complicado, o espaço é curto, mas o momento de diálogo é oportuno, pois, talvez, não seja a primeira vez que você me questiona sobre isso. Digo que, em primeiro lugar, fiz a escolha certa, em segundo, nunca vou me arrepender, e, em terceiro, que quero trabalhar muito. Desejo me dedicar aos processos de comunicação (o emissor, o receptor, e as tecnologias-mídia). Para simplificar, considere que todos eles estão presentes no dia a dia da sua empresa. Por exemplo, quando você negocia uma compra com o fornecedor, quando lança as suas metas, quando diz como quer atingir os objetivos de venda, ou até mesmo quando você tem que demitir ou contratar um funcionário. A sua empresa passa por constantes mudanças, todas elas relacionadas ao mercado, ao lucro, ao vender produtos e serviços, ao pagar os impostos e honorários, no relacionamento com os seus

diversos públicos, e em projetos de responsabilidade socioambiental. Deste modo, a identidade da empresa gera uma imagem e, por conseguinte, uma reputação [empresarial e pessoal]. Tudo o que você e o relações públicas fazem transformam a vida de cada cidadão envolvido com a sua empresa, direta ou indiretamente, sempre por meio de mudança de atitudes, conceitos e de opiniões. Isso acontece porque o meio correto de fazer relações públicas é praticar uma gestão estratégica da comunicação. E você sabe o quanto é difícil lidar com definição de preço, distribuição, entrega dos produtos, prestação do serviço... Ah! Imagina então falar de comunicação, questão de vida ou morte. Pois é, mãe, tudo é comunicação, e isto me disseram no primeiro dia de aula. E continua. Tudo é comunicação. E para que tudo dê certo é preciso de início colocar o funcionário em primeiro lugar, para que se possa atender aos desejos do cliente e superar todas as suas expectativas. Também ouvir a opinião dos clientes, funcionários, fornecedores, sócios e da mídia para melhor compreender o que acontece no mercado. Com isso, criam-se oportunidades e um diferencial sobre a concorrência, pois fazer relações públicas é uma questão de sobrevivência empresarial. Assim, quando perguntarem a você em que o seu filho é formado, fale em bom-tom: Relações Públicas. Quem faz não


SÔNIA BANDEIRA (1965-1999): a relações-públicas guerreira na Univali

5

A trajetória de vida da relações-públicas e professora universitária Sônia Regina Cardoso Villela Bandeira, vivenciada no período entre 1996 e 1999, na Universidade do Vale do Itajaí, foi marcada pela sua ética, eficácia, audácia, criatividade, coragem, e determinação na implantação do Curso de Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas. Contribuiu com a sociedade e a comunidade acadêmica do Vale do Itajaí ao marcar a vida de vários acadêmicos, professores, familiares, amigos e empresários no sentido de que superar desafios e alcançar objetivos é possível, se antes planejarmos. Sônia Regina Cardoso Villela, filha única de Moacir Villela e Geni Cardoso Villela, nasceu em 4 de fevereiro de 1965, na cidade de Pedro Osório, situada à margem direita do Rio Piratini, região sul do Rio Grande do Sul. Sônia passou sua infância e adolescência na cidade de Pedro Osório, onde freqüentou o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no colégio Nossa Senhora das Graças. No período de seus estudos, trabalhou com seu pai, na empresa Rainha Transportadora. Após concluir o Ensino Médio, foi morar em Pelotas, cidade gaúcha distante 46 quilômetros de Pedro Osório. Em 1983, com 19 anos, Sônia morava no centro da cidade de Pelotas, em uma república, onde dividia o apartamento, no primeiro andar, com outras quatro estudantes. Eventualmente, Sônia e suas amigas freqüentavam o bar defronte ao apartamento. Namoro. Em 1988, Sônia conhece Clândio Bandeira, freqüentador assíduo do bar. Após vários encontros decidiram namorar. Tinha o objetivo de cursar uma faculdade. Sônia freqüentou o curso de Biologia, depois Tecnólogo – e ainda Secretariado Bilíngüe; não concluindo nenhum. Faculdade. Já em 1990, ingressou no curso de Comunicação Social, habilitação em Relações Públicas na Universidade Católica de Pelotas – UCPEL. Casamento. Em 1990, Sônia e Clândio casaram-se na Associação dos Funcionários da Universidade Católica de Pelotas. Sônia Villela passa a se chamar Sônia Regina Villela Nova Cruz Bandeira. Nessa época, Sônia e Clândio trabalhavam na Universidade Católica de Pelotas – UCPEL. Nascimento da filha. Em 1992, em Pelotas, nasceu a primeira e única filha do casal: Marina Villela Nova Cruz Bandeira. Na opinião do marido, Sônia sempre foi uma mãe muito carinhosa e tremendamente dedicada à família. Cuidando das tarefas de casa, apoiada por uma empregada e uma babá, Sônia continuou trabalhando na UCPEL. Clândio, ao descrever o perfil de Sônia, destaca que sua vida social era calma e com poucos bailes e festas. Mas o que Sônia realmente gostava era de passeios ecológicos e viagens. Nas horas vagas, gostava de ler e estudar, seu hobby era o trabalho. Formação. Em 1993, graduou-se em Bacharel em Comunicação Social – habilitação Relações Públicas, pela UCPEL, tendo como registro nº 1531 no Conselho Regional de Relações Públicas – CONRERP/RS-SC – 4ª região (Rio Grande do Sul e Santa Catarina). Em 1993-1994, concluiu a sua primeira especialização em Multimeios Educativos na UCPEL, e ainda em 1997, pela Universidade Regional de Blumenau, a especialização em Turismo e Hotelaria. Santa Catarina. Em 1994, Sônia e Clândio vieram para Blumenau para participar de um Congresso. Na cidade, nessa ocasião, Sônia encontrou uma amiga de infância, casada com gerente de um banco de Blumenau. Após as apresentações, o gerente do banco falou para o Clândio que um amigo empresário precisava de um profissional de

jornalismo para atuar em Assessoria de Imprensa. Após duas semanas de tratativas, Sônia e Clândio decidiram mudar-se para Blumenau.


6

Univali. Em 1996, a professora Sônia toma a iniciativa de prestar assessoria na Universidade do Vale do Itajaí – Univali, bem como lecionar no curso de Jornalismo. Ao tomar conhecimento que na Univali, por intermédio da professora Ediene do Amaral Ferreira (colega na UCPEL e atual coordenadora do curso de Comunicação Social-Relações Públicas), e da professora Alcina Maria de Lara Cardoso (ex-coordenadora do curso de Comunicação SocialRelações Públicas) e do professor Alberto César Russi (ex-coordenador do curso de Comunicação Social exdiretor do Centro de Ciências Humanas e da Comunicação), estava em andamento o projeto de implantação do curso de Comunicação Social, habilitação em Relações Públicas, ela decidiu participar ativamente deste processo. Curso de Comunicação Social – Relações Públicas. O primeiro curso de Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas do Estado de Santa Catarina foi oferecido a partir de julho de 1997, na Univali, Campus I – na cidade de Itajaí, e teve o seu reconhecimento em 18 de junho de 2002. A primeira turma do Estado formou-se em 21 de dezembro de 2001, na cidade de Itajaí. Sônia na AGERP – Agência Experimental de Relações Públicas. Durante a trajetória da professora Sônia Bandeira no curso de Comunicação Social ocorreram fatos marcantes. Nesse período ela planejou, organizou, coordenou, executou e avaliou várias atividades de Relações Públicas e, entre elas, destaca-se a criação e implantação no curso de Relações Públicas da Agência Experimental de Relações Públicas – AGERP, no dia 28 de outubro de 1998, em conjunto com a professora Ediene do Amaral Ferreira. Coordenação da AGERP. A professora Sônia planejou e coordenou vários eventos, tais como: lançamentos de livros, palestras, programas de integração entre os veteranos e calouros dos cursos de Comunicação Social, envio de mensagens institucionais, homenagens em datas comemorativas, cerimonial e protocolo etc. Destacam-se as publicações do Informativo bimestral da Agência Experimental de Relações Públicas – AGERPINHO, e o Fascículo de Relações Públicas, publicação mensal, ambos com tiragem de 600 exemplares, dirigidos aos alunos de Comunicação Social da Univali. Eventos. Por ocasião do III Fórum Ibero-Americano, organizado pelo Conselho Regional de Relações Públicas, 4ª região, realizado de 24 a 27 de outubro de 1999, em Porto Alegre, a professora Ediene, representando a Professora Sônia, que por motivos de saúde não pode comparecer, apresentou o trabalho elaborado pelas professoras Sônia e Ediene, que tratava da importância de uma Agência Experimental de Relações Públicas no curso na Univali. Uninvento. No curso de Jornalismo, na disciplina Planejamento em Comunicação, Sônia idealizou e coordenou a realização das quatro edições do evento Uninvento, festival de premiação de trabalhos acadêmicos do curso de Comunicação Social.


Publicações. Em relação à produção de publicações, a professora Sônia foi a idealizadora e editora

7

geral, de duas edições da revista-laboratório Talentos da Comunicação, em 1997, editadas pelos acadêmicos do 4º período de Jornalismo, na disciplina Planejamento em Comunicação, que apresenta um resumo dos projetos experimentais realizados pelos alunos no 9º período do curso de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo. Prêmio Opinião Pública. Entre os vários prêmios que a professora Sônia Regina Vilella Nova Cruz Bandeira recebeu, destaca-se o Prêmio Opinião Pública – POP, criado em 1980 pelo Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas; 2ª Regional – São Paulo-Paraná, conquistado em 1997, com o trabalho Comunicação Integrada na Universidade de Blumenau – FURB. A professora Sônia Bandeira. Na Universidade do Vale do Itajaí, no curso de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo, Sônia lecionou no quarto período a disciplina Planejamento de Comunicação. No curso de Relações Públicas, as disciplinas: Fundamentos em Relações Públicas, Planejamento em Relações Públicas, Redação em Relações Públicas, entre outras. Na opinião dos alunos e professores do curso, Sônia era considerada uma pessoa dinâmica, tanto na vida pessoal quanto profissional, em especial na docência, era exigente e estimulava os alunos a apaixonarem-se pela atividade e profissão de Relações Públicas. Tendo iniciativa, criava projetos inovadores, que permanecem até os dias atuais nas instituições de ensino FURB e Univali. Perfil. Prezava pela ética profissional e demonstrava nas atividades coordenadas por ela um espírito de liderança, que contagiava os alunos, desta forma fazendo acontecer os eventos. Sônia era metódica e peculiar na maneira de trabalhar, planejava e executava tudo com perfeição, constituindo-se uma relações-públicas guerreira em Santa Catarina pela sua luta contra a doença. A doença. Ao realizar o exame de mamografia de rotina, em 1995, foi detectado um caroço no seio esquerdo. Inicialmente diagnosticado como uma displasia mamária, o tratamento que Sônia recebeu não apresentou melhoras. Tempos depois, ao refazer o exame, veio então a confirmação: o caroço era um câncer. Mulher aguerrida. Sonia lutou e procurou outros médicos especialistas em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná, fazendo vários tratamentos com radio e quimioterapia, além dos medicamentos. Para conter o avanço do câncer, foi realizada uma mastectomia, no entanto novos exames constataram um nódulo no pulmão. Durante o período do tratamento, os nódulos surgiam e desapareciam. Houve, então a necessidade de um transplante de medula óssea. Após o transplante, o câncer afetou os ossos e o tratamento continuou. Mesmo doente, nunca deixou de trabalhar e acompanhar as atividades desenvolvidas na Agência Experimental de Relações Públicas da Univali. Morte. Sônia Bandeira, 34 anos, morreu em 18 de dezembro de 1999. Homenagem. Em 13 de novembro de 2000, em homenagem póstuma sob a responsabilidade do professor João Carissimi, coordenador da Agência Experimental de Relações Públicas – AGERP, e a coordenadora do curso, professora Alcina de Lara Cardoso, e contando com a participação de alunos, professores, estagiários, familiares e autoridades, rebatizam a AGERP para: “Agência Experimental de Relações Públicas Sônia Bandeira – AGERPSB” e inauguram a galeria de fotos dos ex-coordenadores.


Que Dia é hoje? Dia Nacional das Relações Públicas

8

Que dia é hoje? Hoje é dia 2 de dezembro. No

Projeto de Lei da Câmara n° 75, de 1980, foi o

calendário geral de datas comemorativas verifica-se que

deputado e sócio da Associação Brasileira de

no dia 2 celebra-se o dia Internacional para Abolição da

Relações Públicas (ABRP), Divaldo Suruagy.

Escravidão (ONU) (1949); do Advogado Criminalista,

Essa data estabelecida é declarada em função do

da Astronomia, da Pátria dos Emirados Árabes Unidos

Patrono Nacional das Relações Públicas, Eduardo

(1971), Nacional do Samba, do Sambista, do Pan-

Pinheiro Lobo, nascido em Penedo, Estado de

Americano da Saúde, do Cronista Esportivo, do Serviço

Alagoas, em 2 dezembro de 1876, e falecido em

de Saúde da Aeronáutica, da Santa Viviana, de São

São Paulo, 15 de fevereiro de 1933. Lobo ficou

Cromácio, do nascimento de D. Pedro II (1825), e, em

conhecido como o “pai das relações públicas” por

especial, no dia 2 dezembro é o Dia Nacional das

ter sido o primeiro no Brasil, em 1914, a criar e

Relações Públicas.

gerenciar um departamento de Relações Públicas

Por que eleger o dia 2 dezembro? Qual teria

na The São Paulo Tramway and Power Co.

sido a origem dessa data? Teria sido por causa do

Limited, a Companhia Paulista de Energia

primeiro curso de Relações Públicas no Brasil? Teria

Elétrica Ligth. Publicou em 30 de janeiro de 1914

sido pela regulamentação da profissão? Ou, ainda, teria

o “Aviso Geral” que criava o Departamento de

sido em virtude do primeiro livro brasileiro sobre

Relações Públicas da empresa, setor especializado

relações públicas? Até poderia ser. Mas o primeiro

para cuidar do relacionamento com os órgãos da

curso de Relações Públicas no Brasil foi implantado na

imprensa e com os poderes concedentes. Redigiu

Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São

o aviso em inglês, como era usual na época e por

Paulo (ECA/USP) em 15 de junho de 1966. A

se tratar de uma companhia canadense, mas

Patrono das

divulgação do Decreto n° 63.283, em 26 de setembro de

destaca-se que Relações Públicas foi escrito em

Relações

1968, regulamentou a Lei n° 5.377/67, de 11 dezembro

português, e talvez também tenha sido essa a

de 1967, que regulamentou a criação dos Conselhos

primeira vez que a palavra foi escrita em

Federais e Regionais de Relações Públicas. Já o

português no Brasil. O documento pode ser

no dia 2 dez,

primeiro livro foi publicado em 12 de setembro de 1962,

considerado como a “certidão de nascimento das

Penedo/AL.”

em São Paulo, por Cândido Teobaldo de Souza

Relações Públicas no Brasil” e foi assinado por

Andrade, com o título “Para Entender Relações

W.G.

Públicas”.

Superintendente Geral daquela companhia.

“Eduardo Pinherio Lobo—

Públicas, nascido

2 dez 2009

então

assistente

do

Há 25 anos o “Dia Nacional das

representativa em relação a uma categoria profissional,

Relações Públicas” faz parte das comemorações

a um fato marcante na vida de

de entidades de classe, professores, acadêmicos e

um país, de um Estado, até

profissionais. O curso de Relações Públicas da

mesmo um acontecimento que

Universidade do Vale do Itajaí, pioneiro no

lembre um momento histórico,

Estado de Santa Catarina, criado em 1997,

por

expressa por várias ações de divulgação a

escolha

de

uma

data

exemplo.

é

O

dia

2

dezembro, é o Dia Nacional

comemoração

das

importante legitimar a profissão e solenizar a

Relações

Públicas,

instituído e sancionado pelo

AÇÃO

o

sempre

A

Charge Nicanor Publicada no Jornal Diarinho

MacConnel,

dessa

data,

pois

considera

data.

Decreto-Lei nº 7.197, de 14 de

Mas, o mais formidável, é que nesse

junho de 1984. O autor do

dia, em todo o território nacional, profissionais se

COMUNICATIVA


Ação Comunicativa