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por Thiago Decano

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stá chegando o momento de embarcar para Las Vegas. Já preparei a minha grade de torneios e, em breve, estarei divulgando para todos poderem me acompanhar. Agora, vamos falar da mão que eu deixei em aberto no meu último artigo. Só para recapitular: “Nós temos K-K, no cutoff. Os blinds estão em 100-200, e aumentamos para 500. O big blind paga e o flop vem A♦ 5♠ 10♥. O que fazer? Apostar 700? Apostar 1.300? Pedir mesa?” Como eu disse antes, se apostarmos e o adversário pagar, provavelmente, eu estou perdendo a mão. Ele vai dar call com qualquer Ás, trincas e dois pares. Também deve pagar com um 10, mas as combinações de mãos são menores. Se ele der fold, obviamente, o K-K era a melhor mão. Então, se

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não conseguimos apostar por valor nem por blefe, o que fazer? Essa é a lógica do pôquer. Parece óbvio, mas a maioria dos jogadores não entende isso. Esse exercício de saber se você está blefando ou jogando por valor, ao apostar ou aumentar, é fundamental para entender o nosso jogo. Quando você começa a consolidar esse conceito, vai utilizá-lo em jogadas mais elaboradas, tanto pré-flop como pós-flop, chegando ao turn e ao river. O vício de apostar para “saber onde está” ou “por informação” está presente na mente dos jogadores recreativos – e até na de muitos profissionais – por um motivo simples: o medo da bad beat. Tenho convicção que muitos responderam que apostariam no exemplo anterior, com a justificativa de que gostariam de terminar a mão ali, não dando uma carta grátis ao oponente.

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